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Jogo das Cores Proibidas - Analise Interdiciplinar e Aspectos Psicológicos

Preprint · October 2017

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2 authors, including:

Lourenco Vieira
Federal University of Juiz de Fora
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CAMPUS RANGEL

“Jogo da Cores Proibidas - Analise Interdisciplinar e


seus Aspectos Psicológicos"

LOURENÇO VIEIRA T759161


DAVID AGOSTINI C713HA9
ADRIANO CARVALHO WADA C554CG0
EROS RAMIRES MANOEL N923AE1

Santos, primavera 2017


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Se perdem gestos, cartas de amor, malas, parentes
Se perdem vozes, cidades, países, amigos
Romances perdidos, objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento, mas não existe perda, existe movimento.
Bruna Lombardi no filme “O Signo da Cidade”.

JOGO DAS CORES PROIBIDAS

Justificativa

O presente trabalho tem o enfoque histórico-cultural de Lev Semyonovich Vigotski permite


compreender o processo de mediação, destacando sua importância na promoção da
aprendizagem.

Ao promover um projeto ancorado nos pressupostos teóricos do processo de mediação, que


possa vir a possibilitar a melhora da atenção destas duas crianças, pretende-se diminuir o
prejuízo decorrente da diminuição desta importante função psíquica.

Objetivos:

Verificar a habilidade da criança na utilização de instrumentos e signos culturais como auxiliares


na lembrança (memória) de instruções em situações de jogos;

Observar a existência e a frequência da fala egocêntrica usada pela criança na tentativa de


dirigir e organizar suas ações;

Observar como a capacidade das crianças de memorizar instruções, oferecidas em três


situações de jogo, vai se construindo no decorrer de seu desenvolvimento físico e intelectual.

Compreender como se da o aumento ou melhoramento da atenção, com base nos


pressupostos do processo de mediação.

Lócus da Pesquisa

Tal projeto desenvolveu se Escola Municipal de Educação Fundamental Judoca Rogerio


Sampaio – Distrito de Caruara, localizada na área continental do município de Santos, com a
participação de quatro alunos do curso de Psicologia e uma Professora Assistente de Educação
Especial da própria escola, em oficina de trabalho realizada na biblioteca da escola no dia
26.09.2.017 entre 14 e 18 horas.

Nos localizamos na biblioteca, lugar que nos pareceu pertinente para a realização do estudo.
Antes de fazermos as atividades, nos apresentamos e explicamos o que o trabalho consistia
para ter sua colaboração, damos as pré-instruções para cada tarefa, desta forma conseguimos
realizar o trabalho.

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O estudo consistiu em aplicar a teoria da memória de Vigotski e o uso de alguns sinais para
lembrar certas tarefas ou informações para crianças que variam de quatro a doze anos.
Vigotski afirma que "há três estágios básicos no desenvolvimento da memória mediada. Na
primeira fase (idade pré-escolar), a criança não consegue dominar seu comportamento
organizando estímulos especiais. Na segunda etapa, o sinal externo predomina.

Na primeira atividade, Michelangelo (5 anos) na primeira tarefa respondeu algumas questões


relacionadas às experiências passadas, ...
Como mencionado por Vigotski" pensa significa lembrar "
...., não podendo responder com uma única palavra a todas as questões;
Andrés (6 anos) fez algumas colocações aleatórias.

Na segunda tarefa, Michelangelo não mencionou as cores proibidas, alcançando o objetivo da


tarefa, lembrando as instruções;

Por outro lado, Andres não se lembrou das instruções e mencionou as cores proibidas.

Na terceira tarefa,...
Vigotski menciona que as crianças não conseguem manter um vínculo com estímulos externos
para realizar a atividade, mas os menores fixam nos fichários de atividade, mas ainda não os
usam para lidar com a situação ou lembrar o acordado.

Continuando com o estudo, na segunda parte trabalhamos com crianças em idade escolar,
Miguel Eduardo (nove anos) e Jean Paul (12 anos), realizamos as mesmas tarefas, a
contextualização inicial, a segunda tarefa a que responderam melhor, uma vez que eles
lembraram as instruções, era muito mais fácil, embora ainda houvesse erros e a última tarefa
que, ao contrário das crianças pequenas, apresentasse as fichas como parte da atividade,
separando-as ou distribuindo-as de forma que as facilitasse e permitissem aumentar eficácia na
tarefa e também pelo seu uso, embora tenha havido erros que os cumpram, que crianças de
cinco e seis anos não o fizeram.
Os conceitos e teorias descritos no livro de Vigotski podem ser facilmente aplicados à nossa
situação atual, obtendo os mesmos resultados, apresentando-nos um conhecimento que,
apesar de já estar bem viajado, ainda é muito efetivo e necessário para o nosso conhecimento,
entendemos isso como qualquer processo neste caso da memória tem seus estados
elementares e superiores e que estão se desenvolvendo cronologicamente

Critério para Seleção dos Sujeitos:

Quatro crianças

Idade – 5, 6, 9,12 anos


Nível socioeconômico semelhante
Não apresentar problema de aprendizagem
Compreender as regras do jogo
Conhecer as cores do jogo

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Material e Método:

Esta investigação tem teor de pesquisa qualitativa que, para, supõe o contato direto e
prolongado do pesquisador com o ambiente e com a situação que está sendo investigada.
Neste tipo de pesquisa os dados coletados são predominantemente descritivos sendo que há
maior preocupação com o processo do que com o resultado.

O estudo se fundamenta no experimento proposto por Vigotski (1991) e descrito no capítulo 3


do livro A Formação Social da Mente, a partir do Jogo das Cores Proibidas. Foram realizados os
procedimentos éticos necessários a pesquisa com seres humanos, havendo uma conversa
inicial de exposição dos procedimentos e assinatura do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido. Também foi esclarecido que, mesmo sendo m'mínimo o risco, os participantes
poderão desistir de sua participação a qual- quer momento se, por acaso, sentirem que foi
invadida sua privacidade.

Material:

Oito cartões nas cores - azul, vermelho, verde, amarelo, alaranjado, marrom, branco, preto;
roteiro com as perguntas.

Regras do Jogo: No primeiro momento são feitas perguntas ao aluno sobre a cor de
determinado objeto. Ele responde a cor.
Porém há duas cores proibidas, que ele não pode dizer.
Além disso não pode também dizer o nome de cores repetidas.

O jogo consiste em pedir à criança que responda a um conjunto de questões relativas a cores,
seguindo dois tipos de instruções: não mencionar duas cores estabelecidas no início como
proibidas; não repetir cores que já tenham sido mencionadas no decorrer da tarefa. Vence o
jogo quem obedecer rigorosamente às duas regras acima: responder as 18 questões sem falar
as cores proibidas e sem repetir as cores já faladas. A criança deve ser orientada a responder
“eu não posso falar essa cor”, para as situações em que ela seja proibida ou repetida. As três
tarefas devem ser aplicadas individualmente numa única vez.

Etapas do Jogo:

TAREFA 1 - Jogo sem cartões auxiliares e sem ajuda dos pesquisadores - Responder a um
total de 18 questões sem repetir cores e nem falar as duas cores proibidas.

TAREFA 2 - Jogo com cartões auxiliares e sem ajuda dos pesquisadores - As regras são as
mesmas da tarefa 1; no entanto, fornecer à criança 8 cartões coloridos que pode ser
utilizado da forma que desejar. Sinalizar para a criança que os cartões podem ajudá-la a
ganhar o jogo.

TAREFA 3 - Jogo com cartões auxiliares e com ajuda dos pesquisadores - Os


pesquisadores sugerem o uso dos cartões com o objetivo de ganhar o jogo e mostram à
criança, por exemplo, como virar o cartão da cor correspondente na medida em que
cada uma é mencionada. Entre uma questão e outra, são feitas outras questões para
não “cansar” a criança.
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Análise dos Resultados:

Análise dos erros:


Erro A (falar as cores proibidas),
Erro B (falar cores repetidas);
C (resposta certa);
D (outros – especificar no relatório).

ROTEIRO DE PERGUNTAS E ETAPAS DO JOGO DAS CORES PROIBIDAS

TAREFA 1 – SEM cartões e SEM ajuda


Primeira regra: cores proibidas – amarelo e verde
Segunda regra: não repetir as cores

1.. Qual é a cor deste brinquedo? (azul)


2.. Qual é a cor do sangue?
3.. Qual é a cor deste lápis? (amarelo)
4.. Qual é a cor da terra?
5.. Qual é a cor do sol?
6.. Qual é a cor das folhas das árvores?
7.. Qual é a cor da banana?
8.. Qual é a cor da maçã?
9.. Qual é a cor desta bolsa? (marrom)
10.. Qual é a cor da grama?
11.. Qual é a cor deste lápis? (verde)
12.. Qual é a cor da Coca-Cola?
13.. Qual é a cor deste lenço? (branco)
14.. Qual é a cor da laranja ou da Fanta Laranja?
15.. Qual é a cor desta bexiga? (verde)?
16.. Qual é a cor desta caneta? (preta)
17.. Qual é a cor do leite?
18.. Qual é a cor do céu?
19.. Você acha que ganhou ou perdeu? O que não podia falar? O que mais?

TAREFA 2 – COM cartões e SEM ajuda


Primeira regra: cores proibidas – azul e vermelho
Segunda Regra: não repetir as cores

1..Qual é a cor desta bexiga? (azul)


2.. Qual é a cor deste brinquedo? (verde)
3.. Qual é a cor do algodão?
4.. Qual é a cor do tronco das árvores?
5.. Qual é a cor do morango?
6.. Qual é a cor desta folha de papel?
7.. Qual é a cor do café?
8.. Qual é a cor desta caixa? (vermelha)
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09.. Qual é a cor deste lápis? (preto)
10.. Qual é a cor da casca da maçã?
11.. Qual é a cor deste lápis? (azul)
12.. Qual é a cor deste brinquedo? (alaranjado)
13.. Qual é a cor da grama?
14.. Qual é a cor da terra?
15.. Qual é a cor da piscina?
16.. Qual é a cor da laranja ou da Fanta Laranja?
17.. Qual é a cor deste brinquedo? (amarelo)
18.. Qual é a cor do cabelo da Xuxa?
19.. Você acha que ganhou ou perdeu? O que não podia falar? O que mais?

TAREFA 3 – COM cartões e COM ajuda


Primeira regra: cores proibidas – marrom e alaranjado
Segunda Regra: não repetir as cores

1.. Qual é a cor da melancia por dentro?


2.. Qual é a cor deste lenço? (branco)
3.. Qual é a cor desta pasta? (vermelha)
4.. Qual é a cor deste lápis? (laranja)
5.. Qual é a cor desta borracha? (azul)
6.. Qual é a cor do abacate?
7.. Qual é a cor desta bolsa? (marrom)
8.. Qual é a cor das nuvens?
9.. Qual é a cor deste brinquedo? (verde)
10.. Qual é a cor deste outro brinquedo? (alaranjado)
11.. Qual é a cor do ouro?
12.. Qual é a cor do céu?
13.. Qual é a cor deste brinquedo? (marrom)
14.. Qual é a cor da terra?
15.. Qual é a cor do urubu?
16.. Qual é a cor deste brinquedo? (amarelo)
17.. Qual é a cor da laranja e da mexerica?
18.. Qual é a cor do chocolate?
19.. Você acha que ganhou ou perdeu? O que podia falar? O que mais?

Análise e Considerações Finais

A atividade consistiu em propor tarefas com diferentes abordagens e formas de resolução


através do uso ou não de estímulos externos. Aplicamos essa teoria ao nosso estudo, nos seus
dois primeiros estágios porque o terceiro já cobre adolescentes e adultos. Na primeira parte,
trabalhamos com crianças de pré-escola e na segunda parte com crianças de nove e doze anos.
Nós atribuímos três tarefas: a primeira consistiu em uma série de perguntas para entrar em
contexto; a segunda tarefa foi responder as mesmas perguntas, mas desta vez com cores
proibidas e sem cores repetitivas (no segundo grupo); finalmente, a terceira tarefa foi
responder as perguntas, como a segunda, apenas desta vez ajudaram com chips coloridos, que
atuaram como estímulos externos.
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Quanto ao suporte deste conhecimento em nossa vida profissional, é muito útil reconhecer
esse processo porque podemos acessar o trabalho com as crianças de forma mais simples
levando em consideração suas idades e processos que estão passando para poder fazer um
melhor uso de nossas ferramentas e aplicar os tratamentos correspondentes. O uso de sinais e
estímulos auxiliares facilita a realização da tarefa ou atividade indiretamente, no caso do
segundo grupo, facilitando a ação, ajudando a lembrar.

Logramos fazer algumas gravações que nos permitiram observar outros aspectos que
passaremos a relatar. Foi interessante verificar que as crianças mais novas falavam consigo
mesmas antes de responder sobretudo as questões que pareciam ser mais difíceis.
Principalmente quando se tratava de dizer a cor de um objeto ausente de seu campo visual (por
exemplo: qual a cor da grama?), algumas crianças murmuravam as cores que conheciam,
procurando acertar a cor do objeto, como se pensassem em voz alta. Pareciam estar
organizando seu pensamento para organizarem sua ação. Outra estratégia que utilizavam era a
de procurar, no ambiente em que estavam, outro objeto que correspondesse à cor procurada,
e, ao encontrá-lo, apontavam para ele.

As crianças menores pareciam ter mais dificuldade para responder às questões que se referiam
a objetos de cores conhecidas (ausentes do campo visual), em relação às cores percebidas (de
objetos presentes no campo visual). Contudo, também as maiores mostravam dificuldade
suplementar para dizer a cor de objetos ausentes. Assim, as crianças de seis anos de idade
usavam os cartões principalmente como recurso para se lembrarem das cores conhecidas.
Quando a pergunta era referente a algum objeto que estava longe (o urubu, por exemplo), elas
procuravam entre os cartões a cor correspondente ou alguma parecida. Neste momento, as
crianças pareciam mais preocupadas em acertar a cor correspondente ao objeto, do que em
observar as instruções do jogo. Muitas vezes as crianças usavam alguns recursos que estavam
ao seu alcance no sentido de descobrir a cor certa. Algumas utilizavam os dedos das mãos
como se estivessem contando quantas cores já haviam falado ou quantas conheciam até chegar
à cor correta do objeto. Tais observações permitem concluir pela existência de diferenças nas
respostas, quando se trata de nomear cores de objetos presentes ou ausentes no campo visual
da criança, sendo esta última condição a que apresenta maior dificuldade. Foi possível
observar, nas crianças mais velhas, a preocupação em atender às duas instruções.

Exemplo de uma criança de 5 anos:


Adulto: Qual é a cor deste brinquedo? (amarelo)
Criança: Amarelo... eu posso falar amarelo?
Adulto: Não sei... você é quem sabe.
Criança: Me fala, senão eu não vou conseguir ganhar este jogo.
Adulto: Você não lembra? Tente lembrar.
Criança: Você disse que era o vermelho e o azul que era proibido (fala, virando o
cartão vermelho e o azul)
Apesar de não se mostrar capaz de seguir principalmente a segunda instrução (não repetir as
cores), esta criança demonstrou estar preocupada em obedecê-la e ganhar o jogo. Quando se
viu impossibilitada de lembrar-se das cores já mencionadas, ela preocupou-se em obedecer ao
menos a instrução relativa às cores proibidas o que, para ela, parecia ser mais fácil.

Algumas vezes as crianças repetiam as questões dirigidas a elas com a intenção aparente de
ganhar tempo para pensar na resposta. A criança de seis anos frequentemente demorava mais
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tempo, parecendo decidir se já haviam falado ou não aquela determinada cor. Ela sempre
parecia preocupada em obedecer às instruções e isto fez com que a sessão com esta criança
fosse mais longa. Às vezes, ela parecia esperar que alguém a ajudasse com a resposta e ficava
olhando para a Professora para o auxiliar, como se esperasse alguma dica ou algum tipo de
ajuda.

Apesar das crianças de cinco e seis anos não terem usado os cartões como signos auxiliares na
lembrança das instruções do jogo, elas os usavam para explicar essas instruções. Quando era
perguntado o que elas não podiam fazer, elas pegavam os cartões para explicar sobre as cores
proibidas e sobre não repetir as cores, como no exemplo:

Adulto: Você acha que ganhou ou perdeu?


Criança: Ganhei.
Adulto: O que você não podia fazer?
Criança: Não podia falar vermelho nem azul (fala pegando os cartões vermelho e azul).
Adulto: E o que mais?
Criança: Não podia falar esta, nem esta, nem esta cor duas vezes (fala pegando todas as
outras cores restantes).

Neste caso, podemos dizer que as crianças compreenderam e memorizaram as instruções.


Contudo, não superaram totalmente a dificuldade de utilizá-las como instrumento auxiliar na
realização da tarefa.
Um recurso que consideramos lúdico foi o de simular quando se tratava da cor proibida.

Vejamos o caso do garoto de 6 anos:


Adulto: Qual é a cor da casca da maçã?
Criança: Marrom (Vermelha era a cor proibida).
Adulto: Qual é a cor desta pasta? (Vermelha)
Criança: Rosa (Fala sorrindo, sabendo que a pasta era vermelha).

As 2 crianças do ensino regular começaram a usar os cartões com um pouco mais de facilidade.
Muitas delas utilizaram-nos corretamente mesmo na tarefa 2, em que o adulto não interferia.
As crianças mais velhas quase não falavam consigo mesmas antes de responder, mesmo
quando a pergunta lhes parecia difícil. Elas usavam mais os cartões e os objetos presentes no
local, para se lembrarem das duas instruções do jogo.

No enfoque Vigotskiano sobre as operações com signo, as interações com o adulto são
constituintes do comportamento social. Nos dois grupos de idade estudados, a atuação do
adulto foi bastante significativa, pois sua ocorrência provocou mudanças na atividade,
parecendo ser responsável pela evolução nas respostas das crianças
A intervenção do adulto também foi importante, embora algumas crianças já tivessem
entendido antes a função de signo dos cartões coloridos, pois os utilizavam desde a segunda
tarefa, como por exemplo se vê no diálogo abaixo:

Adulto: Qual é a cor deste brinquedo? (Verde)


Criança: Verde (Fala virando o cartão verde)
Adulto: Qual é a cor da terra?
Criança: Marrom (virando o cartão marrom).
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Adulto: E a cor do urubu?
Criança: Não posso falar.
Adulto: Porque não?
Criança: Porque já está virado (apontando para o cartão). Esta criança virava sozinha os
cartões e se voltava para eles para ver se podia ou não falar uma determinada cor,
utilizando-os como facilitadores externos.

Podemos afirmar, portanto, que a participação do adulto foi fundamental na maioria dos casos,
tendo se mostrado essencial para a compreensão das duas instruções do jogo e da função dos
cartões como auxiliares externos na lembrança das mesmas.

Como admite Leontiev (1978), a questão do desenvolvimento humano, considerado em ligação


com o desenvolvi- mento da cultura e da sociedade, levanta uma série de interrogações. Em sua
perspectiva teórica, aqui adotada, desenvolvimento e aprendizagem mantêm relações
recíprocas, sendo que o aprendizado organizado resulta em desenvolvi- mento mental, como
um processo através do qual as crianças penetram na vida intelectual das pessoas que as
cercam.

No experimento realizado, foi possível observar que as crianças adquiriram conhecimento


operando com objetos e na medida em que se esforçavam para realizar uma tarefa que
envolvia memória, operaram com signos que mediaram seu processo de memorização.
A idade teve influência significativa nos erros cometidos pelas crianças. Contudo, essa diferença
situou-se sobretudo na comparação dos extremos 5/12 anos. Foram sobretudo as crianças do
final do período pré-escolar que obedeceram às instruções e memorizaram fazendo uso de
signos, tornando-se assim capazes de criar suas próprias relações.

Leontiev (1932) mostrou que as crianças menores eram as que tinham maior dificuldade de
controlar seu comportamento pela organização de estímulos externos, ou seja, para elas os
cartões coloridos tinham pouca eficácia. Isto também ocorreu com a maioria de nossas crianças
de cinco anos. A partir dos seis anos, como vimos, as crianças se mostraram mais capazes de
utilizar os cartões como signos auxiliares da memória.

Considerando as 2 condições estudadas, as crianças tenderam a dar melhores respostas na


condição em que o adulto estava presente. Muitas vezes a criança demonstrava não ter
entendido suficientemente a função dos cartões na segunda tarefa, mas a partir da intervenção
do adulto começava a utilizá-los com maior eficácia. Frequentemente as crianças só
conseguiam usar os cartões para se lembrar das duas cores proibidas. Então, na terceira tarefa,
o adulto as ajudava a pensar, sugerindo maneiras de usar os cartões como signos auxiliares na
lembrança das duas instruções. Assim, é possível que o adulto tenha atuado na zona de
desenvolvimento

Os estudos de Vigotski apontam que as crianças de oito anos conseguem utilizar os cartões
como mediadores de sua atenção e memória, sendo assim, uma criança de 11 anos e outra de
13 anos terão a possibilidade de acertar mais cores ao utilizar os objetos (cartões coloridos) ou
a fala do adulto como mediadores de sua conduta.

Foi importante verificar que estas crianças têm esta função psíquica preservada, tiveram a
atenção necessária para obter resultado adequado a sua idade. Também se verificou que o
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apoio individual direcionado, realizado na forma de mediação a esta função psíquica, contribuiu
para a aprendizagem em geral.
O papel do adulto se mostrou importante em todas as faixas etárias estudadas e a queda no
número de erros na tarefa 3 sugere que sua intervenção favoreceu o desenvolvimento e a
aprendizagem dos pré-escolares.

A relação entre fala e ação citada por Vigotski (1978) pôde ser observada, principalmente na
criança de 5 anos. Em alguns casos a fala acompanhou a ação, em outros a fala se deslocou
para o início do processo de modo a prece- der a ação.
Vemos aí o que Vigotski chama de função planejadora da fala, isto é, a linguagem habilita as
crianças a providenciar instrumentos auxiliares na solução de tarefas difíceis e a controlar seu
próprio comportamento. A fala egocêntrica esteve presente especialmente entre as crianças
menores, que muitas vezes começavam a murmurar as cores que conheciam, sugerindo estar
tentando lembrar a cor do objeto em questão.

Na análise qualitativa das respostas foi possível admitir que as crianças menores utilizaram a
fala egocêntrica, sobretudo quando enfrentaram as tarefas mais difíceis, ou seja, quando
realizaram a tarefa de nomear cores de objetos que estavam fora de seu alcance visual. Por
outro lado, a nomeação das cores foi mais acertada quando os objetos de referência estavam
presentes no campo visual das crianças. Isto nos sugere que, quando se trata de crianças pré-
escolares, deve-se levar em conta estas diferentes condições, que não foram consideradas no
procedimento original utilizado por Leontiev.

Nosso ponto de partida, nesta pesquisa, foram as discussões teóricas a respeito da origem do
signo, tentando compreender os processos de construção das atividades semióticas na infância,
baseados na investigação clássica de Leontiev. Verificamos que a capacidade de utilizar signos
para resolver situações-problema variou significativa- mente sob influência da idade e foi
menor nas crianças mais novas. O tipo de instrução a ser obedecida gerou diferenças
significativas nas respostas, tendo sido maior o número de acertos quando se tratava de não
nomear duas cores proibi- das, em contraposição a não repetir cores já nomeadas. As respostas
também variaram de acordo com as diferentes tarefas, sendo que na tarefa em que a criança
contou com a ajuda do adulto os erros diminuíram significativamente, permitindo interpretar
que sua influência criou zonas de desenvolvimento proximal nas faixas etárias estudadas.

Como implicação prática deste estudo, parece-nos relevante reafirmar que os profissionais da
educação infantil devem estar atentos às características dos pré-escolares. Cada vez mais, nos
dias de hoje, constata-se que psicólogos e educadores não devem buscar respostas definitivas e
irrefutáveis para as questões que os desafiam, mas antes formulações provisórias e
processuais, como ocorre nos demais campos do conhecimento iluminados por sua história.
Assim, não devem limitar-se a analisar o aluno individualmente considerado, mas procurar
compreender também a realidade escolar, operando como agentes sociais e culturais.

A compreensão do conceito de mediações simbólicas e de seu papel na educação escolar é


fundamental para que a escola, em particular a escola pública, cumpra sua função como
instituição oficial que tem a responsabilidade de promover a apropriação do conhecimento
construído historicamente e de proporcionar condições que possibilitem o desenvolvimento
das funções psicológicas superiores dos estudantes. Por sua vez, o professor necessita estar
provido das condições teóricas e práticas para a organização consciente e intencional de
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sua atividade pedagógica tendo em vista o ensino para a promoção do pensamento teórico
dos estudantes com os diferentes tipos de mediações simbólicas. Os conceitos e ideias aqui
apresentados permitem concluir que o lugar das mediações simbólicas na organização da
escola como um todo, deve ser considerado nas políticas educacionais para a escola pública,
no processo de formação de professores, na organização e gestão escolar.

Tens uma vida normal


mas pressentes que afinal
as coisas todas são esquisitas
este mundo é um buraco de animal
sentes-te mal e hesitas
pedes ajuda a alguém
se houver remédios também
não dizes não
já viste o procedimento todo na televisão
Diz Freud "a culpa é da mãe"
Pagas para desabafar
coisas que andas a pensar
sobre o futuro e o passado mal passado
que te está a atormentar
Man, andas a descompensar
Psicologia,
factor de stress.
Esquizofrenia é uma mania,
dá em gente com um ego que
aborrece.
E há tanta coisa que enlouquece.
vais de consulta em consulta
mas nada disto resulta
e então aderes a outras modas mais em voga
que convertem gente culta
juntas-te ao culto do yoga
destróis teu ego fatal
depois constróis em espiral
uma descida sem retorno e destemida
com um desfecho banal
és só mais um suicida
isto são coisas tão fáceis
são só doenças portáteis
que se apoderam das cabeças mais modernas
em alturas mais voláteis
sentes-te só e hibernas
Psicologia,
factor de stress.
Esquizofrenia é uma mania,
dá em gente com um ego
que aborrece.
E há tanta coisa que
enlouquece
João Miranda

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Referencias. Bibliográficas

VIGOTSKI, LEV. A Formação Social da Mente: O Desenvolvimento dos Processos Psicológicos


Superiores, São Paulo, Ed. Martins Fontes, 1996

FREITAS, MARIA TERESA DE ASSUNÇÃO. O Pensamento de Vigotski e Bakhtin no Brasil,


Campinas: Ed. Papirus, 2000

MALUF, M. R; MOZZER, G. N. S. Operações com signos em crianças de 5 a 7 anos. In: Psicologia:


Teoria e Pesquisa. Brasília:vol. 16, nº1, jan. /abr. 2000. www.scielo.br/pdf/ptp/v16n1/4389.pdf

OLIVEIRA, M. K. Vigotski. Aprendizado e Desenvolvimento um processo sócio histórico. 4ª ed.


São Paulo: Scipione, 1997.

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Anexo I – Relatos de Avaliações Individuais

Transcrição dos relatos individuais de avalição dos sujeitos em analise

I - Andrés P S
6 anos
Quem observou e anotou foi Lourenco Vieira, que foi quem jogou com o menino.

Tarefa 1 (Sem cartões e sem ajuda) – Cores Proibidas: Amarelo e Verde - Segue respostas da
criança participante para as perguntas de 1 a 18.
1.Brinquedo – Azul; 2. Sangue – Vermelho; 3. Lápis – Cor proibida; 4. Terra – Marrom; 5. Sol –
Cor proibida; 6. Folha da árvore – Cor proibida; 7. Banana – Cor proibida; 8. Maçã – Vermelho;
9. Bolsa – Marrom; 10. Grama – Verde; 11. Lápis – Cor proibida; 12. Coca-Cola – Preta; 13.
Lenço – Branco; 14. Laranja – Laranja; 15. Bexiga – Cor proibida; 16. Caneta – Preta; 17. Leite –
Branco; 18. Céu-Azul.

Segue a correção: No item 10 cometeu o erro A (falar as cores proibidas). Nos itens 8,9, 16, 17 e
18 cometeu o erro B (falar as cores repetidas). Nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 11, 12, 13, 14 e 15
não cometeu erro (C, itens corretos). No item 19 não soube dizer se ganhou ou perdeu,
lembrou que não podia falar as cores proibidas (verde e amarelo), não lembrou de dizer que
não podia repetir cores.

Tarefa 2 (Com cartões e sem ajuda) – Cores Proibidas: Azul e Vermelho 1. Bexiga – Cor proibida;
2. Brinquedo – Verde; 3. Algodão – Branco; 4. Tronco da árvore – Marrom; 5. Morango – Cor
proibida; 6. Papel – Branco; 7. Café - Preto; 8. Caixa – Marrom; 9. Lápis – Já falei; 10. Casca da
maçã – Verde; 11. Lápis - Amarelo; 12. Brinquedo - Laranja; 13. Grama – Verde; 14. Terra –
Marrom; 15. Piscina - Azul; 16. Laranja – Já falei; 17. Brinquedo -Amarelo; 18. Cabelo loiro – Já
Falei.

Segue correção: No item 15 cometeu o erro A (falar as cores proibidas) nos itens 6, 8, 13, 14 e
17cometeu o erro B (falar cores repetidas). Nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 7, 9, 10, 11, 12, 16 e 18 não
cometeu erro algum (C, itens corretos). No item 19 disse que perdeu o jogo por que usou cor
proibida, não lembrou em qual item. Lembrou-se que não podia repetir cores, mas não lembra
quais repetiu.

Tarefa 3 (Com cartões e com ajuda) – Cores Proibidas: Marrom e Alaranjado 1. Melancia por
dentro – Vermelha; 2. Lenço – Branco; 3. Pasta – Já falei; 4. Lápis – Laranja; 5. Borracha – Azul;
6. Abacate – Verde; 7. Bolsa – Marrom; 8. Nuvens – Já falei; 9. Brinquedo - já falei; 10. Outro
brinquedo – Já falei; 11. Ouro – amarelo; 12. Céu – Já falei; 13. Brinquedo – Marrom; 14. Terra
- Já falei; 15. Urubu – Preto; 16. Brinquedo – Já falei; 17. Mexerica - Já falei; 18. Chocolate – Já
falei.

Segue correção: Não cometeu o erro A (falar as cores proibidas) no item 13 cometeu o erro B
(falar cores repetidas). Nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 14, 15, 16, 17 e 18 não
cometeu erro algum (C, itens corretos). Não ocorreram respostas do tipo D (respostas que não
estão classificadas como A, B ou C por não se enquadrar em nenhum dos tipos de erro.) No

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item 19 disse que ganhou o jogo, por que não usou cor proibida e não repetiu cores. Não
lembra que repetiu cor no item 13.

Na primeira fase do jogo onde a criança foi deixada por si, sem auxílio das cartas ou de outra
pessoa, cometeu mais erros por falta de recursos para memorizar as regras do jogo. Na
segunda fase, quando pode contar com ajuda dos cartões, mas sem saber como poderia usá-los
em seu benefício, cometeu basicamente os mesmos erros. Na terceira fase, quando o
pesquisador lhe deu explicações de como poderia usar as cartas em seu benefício, o
desemprenho foi bem maior. Quando a criança recebeu instruções passou a usar os cartões
para ajuda-lo no jogo, separando as cores proibidas e as cores que já tinham sido usadas. Mas
na terceira fase cometeu um erro ao repetir cor pois esqueceu de separar um dos cartões. Na
terceira fase, quando houve a possibilidade de consultar o adulto e utilizar os cartões, houve
mais segurança na participação, maior entusiasmo. Nessa faixa etária a criança foi mais
independente nas outras f ases do jogo, apesar de cometer erros.

II - Criança: Michelangelo S A
Idade: 5 anos
Foi avaliado em especial com o auxílio dos seus pais. Quem observou e anotou foi Adriano
Carvalho, que foi quem jogou com o menino

Material utilizado: foram utilizados cartões nas seguintes cores: azul, vermelho, verde,
amarelo, alaranjado, marrom, branco e preto com auxílio de objetos: brinquedos, lenços, copos
e bolsas.

Análise do resultado - A criança cometeu 8 erros “A" (falar cores proibidas) e 3 erros "B"
(falar cores repetidas), no primeiro bloco das questões. A criança teve uma melhora de
desempenho de acordo com a ajuda dos cartões coloridos e dos familiares

III - Criança: Miguel E F


Idade: 9 anos
Sexo masculino, cursando o terceiro ano do ensino fundamental.
A avaliação foi aplicada em especial com o auxílio da Professora Assistente. Quem observou e
anotou foi David Agostini, que foi quem jogou e Filmou com o menino

Comecei explicando o jogo e suas regras e rapidamente a criança aprendeu as regras, usei
cartões com oito cores diferentes para ser utilizados e acordo com instruções do jogo sendo
assim ele utilizou os cartões somente na terceira etapa do jogo, cada etapa ele teve um
desempenho diferente e sempre atento no jogo para não errar as perguntas, ele não quis
utilizar os cartões na segunda etapa pois sempre repetia que não precisa porque já sabia as
cores proibidas e sempre lembrava das cores que já tinha sido faladas, somente a partir da
terceira etapa resolveu utilizar o recurso que o cartões lhe proporcionava, colocou sobre a
mesa as duas cores proibidas e ao decorrer das perguntas ele colocava as cores que eram
faladas sobre a mesa, em alguns momentos durante a terceira etapa do jogo a criança já
estava cansada e ficava levantando e conversando outras pessoas.
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Seu desempenho foi muito bom durante o jogo, utilizando recursos externos que lhe eram
oferecidos para um melhor desenvolvimento durante as etapas do jogo, João Paulo respondeu
todas as perguntas e sempre atendo para não errar porque queria ganhar o jogo.

IV - Criança: Jean Paul


Idade: 12 anos
Quem observou e anotou foi Eros Manoel, que foi quem jogou com o menino

Material utilizado: figuras infantis pintadas como animais plantas e brinquedos nas cores
exigidas do trabalho. Expliquei como seria o jogo ou a brincadeira. Ele me respondeu que era
difícil. Ai depois que começamos ele falou que não estava mais difícil. No início ele ficou
nervoso e ansioso. E quando eu perguntava a cor proibida ele respondia eu não passo falar esta
cor. E quando era a segunda regra que não podia repetir as cores ele respondia essa cor e cor
repetida e eu não posso falar. Ele ficava repetido as cores proibidas baixinho e falou que era
para não esquecer. E ia separando as cores que eu ia perguntando para ele não errar. Quando
perguntei qual era a cor do abacate ele disse que tinha esquecido desta fruta, mas que ele já
tinha comido esta fruta, mas não se lembrou da fruta e nem da cor. Quando perguntei a cor do
urubu ele me perguntou o que é um urubu, e não soube responder a cor do Urubu porque não
sabia o que era. A criança gostou muito não achou cansativo. Ela não teve dificuldades em
memorizar as cores proibidas.
1 –Como se apresenta o desempenho da criança nas tarefas envolvendo memória e instruções
que lhe foram oferecidas?
R: A criança apresentou bom desempenho e se mostrava interessada e ficava repetindo
baixinho as cores proibidas.
2 – Como se apresenta o desempenho da criança nas tarefas envolvendo memória e instruções
que lhe são oferecidas, em que ela pode usar recursos externos consistindo em cartões
coloridos?
R: O desempenho da criança foi muito bom, ela estava ansiosa e curiosa para ver o final das
perguntas e ver se tinha acertado todas. Ela estava interessada em acertar todas as perguntas.
3 – Como se apresenta o desempenho da criança nas tarefas envolvendo memória de
instruções que lhe foram oferecidas em que ela pode utilizar recursos externos consistindo em
cartões coloridos, e contar a ajuda do adulto?
R: O desempenho da criança foi surpreendente, ela descobriu sozinha que as cores proibidas
iam mudando nos próximos jogos. Ela me perguntou se podia separar as cores proibidas para
ela não esquecer no decorrer das perguntas.
4 – Há variação do desempenho da criança quando comparada consigo mesma nas três
diferentes condições estudadas?
R: Não houve muita variação. A variação que houve f oi que em cada jogo a criança descobriu
que as cores proibidas eram diferentes. Achou interessante também as cores variadas.
5 – Que estratégia verba ais e não verbais a criança utiliza durante a execução das tarefas
propostas nas condições estudadas?
R: As estratégias da criança eram de ficar repetindo a s cores proibidas para ela não esquecer
para não errar as perguntas.
6 - Como se dá a interação com o adulto na condição em que a criança pode conta com sua
ajuda? E qual faixa etária essa atuação é mais eficiente?
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R: A interação se deu da seguinte forma: em momentos de dúvida ela sempre perguntava para
saná-las, com receio de errar alguma pergunta. Por exemplo: “posso separar as cores proibidas
para eu não esquecer, pois não quero errar nenhuma das resposta. Esta pergunta ocorreu na
tarefa 3.

PS - A presença de pais durante o experimento, não foi proposital nem impositiva, apenas por
ser uma escola típica de zona rural, qualquer evento fora do normal chama atenção da
comunidade e sempre querem participar e colaborar

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Anexo II – Termos de Consentimento

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