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CONCEPCÃO E DESENVOLVIMENTO DA CADEIA DE

ABASTECIMENTO

CAPITULO VII

GESTÃO DE OPERACÕES

Eng. Luis Peixoto


 Cadeia de abastecimento é a rede de todas as actividades envolvidas no fornecimento de um produto
acabado ou serviço a um cliente. Isto Inclui :

 Abastecimento de matérias primas e componentes,


 Produção e montagem de produtos;
 Armazenamento;
 Entrada de pedidos
 Transportação ;
 Distribuição através dos canais;

 Sistema de informação é critico para o bom funcionamento de toda a cadeia, porque permite que
data de vendas, de compras, programas provisionais,de promoções sejam partilhados pelos membros
da cadeia de abastecimento.

 Gestão da cadeia de abastecimento coordena e gere todas as actividades da cadeia de


Abastecimentos, estabelecendo a conexão entre:

 Fornecedores, transportadores,departamentos internos, terceiras companhias e sistemas de


informação.

 Para os fabricantes de mercadorias a gestão da cadeia de abastecimento deve assegurar :

1) Coordenação dos movimentos de mercadorias através da cadeia desde os fornecedores aos


fabricantes e aos distribuidores, até ao cliente final.

2) Partilha de informação relevante tais como previsão de vendas, datas de vendas e campanhas
promocionais entre os membros da cadeia.

 Do ponto de vista do Gestor de operações a gestão da cadeia de abastecimento deve capacitar a


empresa de sustentabilidade e de vantagem competitiva , tendo como prioridades:

1) resposta rápida,
2) baixo custo,
3) qualidade no projecto e na produção
4) flexibilidade.

 As componentes de uma cadeia de abastecimento na prespectiva de um fabricante.

São três as componentes de uma cadeia de abastecimentos:

1) Fornecedores externos
2) Funções internas da companhia
3) Distribuidores externos.
 Fornecedores externos

Quanto à importância, as empresas fornecedoras da cadeia de suprimentos de um fabricante são


classificadas em três níveis:

1) Fornecedores de nivel1 –Fornecem materiais ou serviços directamente ao fabricante


2) Fornecedores de nível 2 – Fornecem directamente materiais ou serviços à empresa de fornecimentos
de nível 1
3) Fornecedores de nivel3 – Fornecem materiais e serviços directamente às empresas de nível 2

 Funções internas

As funções internas de um fabricante na cadeia de abastecimentos são :

1) Processamento – transforma as matérias primas e componentes que lhe são fornecidos em productos
acabados acondicionados em embalagens prontos para distribuição.
2) Compras – Seleciona os fornecedores mais adequados da cadeia, com baseando-se em critérios de
desempenho, administra contratos de fornecimentos e desenvolve e mantem boas relações com os
fornecedores.
3) Planos e control da produção – importante para a colocação de ordens de compra e previsão de
entregas de encomendas.
4) Garantia da qualidade – Inspeção diária da conformidade dos produtos com as exigências de
qualidade da cadeia de abastecimentos.
5) Transporte de mercadorias – Seleciona transportadores externos ou frotas internas para transportar a
mercadoria do local de fabricação para o seu destino.

 Distribuidores externos

Distribuidores externos colocam os produtos acabados nos locais apropriados para venda aos clientes.

Uma importante função na distribuição de produtos é a gestão da logística que está envolvida na
obtenção, produção e na distribuição dos materiais e produtos nos locais próprios e nas quantidades
exatas.

Podemos considerar dois níveis principais na função logística;

1) Gestão do tráfico – Garante a transportação para os produtos e materiais que entram na fábrica e
para os produtos e materiais que saem da fábrica. Seleciona e monitorizam transportadores
externos, tais como as companhias de camionagem, transportadores aéreos e ferroviários,
companhias de navegação.
2) Gestão da distribuição – Responsável pelo movimento de mercadorias que sai do fabricante para o
cliente, tem como actividades principais a embalagem, armazenamento e o manuseamento de
mercadorias nos terminais de carga, armazéns de distribuição e lojas de vendas.

 O efeito de Chicote ( Bullwhip effect )

A partilha de informação entre os membros da cadeia de abastecimentos sobre as encomendas colocadas,


é vital para o bom andamento do sistema.

Contudo informações imprecisas ou distorcidas, ao fluírem através da cadeia, causam reposições


exageradas de produtos em armazém nos vários níveis, sem aparente ligação ao pedido de encomenda
efetuado pelo cliente final . Chama-se a este efeito sofrido pela cadeia de abastecimento o efeito de
chicote. As conseqüências são:

1) Investimento excessivo em produtos armazenados.


2) Diminuição no nível de serviços ao cliente;
3) Uso de transportação desnecessária;
4) Má utilização da capacidade de produção;
5) Perda de faturação pelos membros da cadeia.

 Causas do efeito de chicote ( Bullwipp effect)

1) As Previsões de venda imprecisas pelos membros dos vários níveis da cadeia , porque todos os
membros adicionam uma certa percentagem nas suas vendas estimadas;

2) As Ordens de encomendas, num numero mais elevado ao da encomenda do cliente final, num
esforço de diminuir custos, esperando vantagens de preço na transportação efetuada com unidades
de transportação completamente cheios e beneficiar das promoções de vendas;

3) Flutuação de preços. As flutuações de preço levam as companhias a comprar mercadoria antes de


necessitarem. Quando os preços são baixos os membros da cadeia encomendam maiores
quantidades de mercadorias e quando os preços aumentam as quantidades encomendadas baixam
de volume. A flutuação de preços cria mais variabilidade na cadeia de abastecimento distorcendo-a.

4) Escassez e racionamento resulta quando a procura é maior que a oferta de produtos e começa a
haver um racionamento de mercadorias aos membros da cadeia. Sabendo que o fabricante irá
racionar os produtos, alguns membros dentro da cadeia exageram na necessidade das suas
encomendas . Se por exemplo o fabricante irá fabricar apenas 50% do normal a tendência é um
comprador encomendar o dobro daquilo que necessita normalmente. Este comportamento dos
membros da cadeia distorce a informação verdadeira na cadeia.

 Contramedidas ao efeito de Chicote


4 Maneiras de contrariar o efeito de Chicote.

1) A informação da previsão de vendas- ao nível do vendedor final da mercadoria deve estar


disponível a todos os níveis da cadeia, efetuando reposições de mercadoria mais adequadas. As
companhias podem ter acesso ás vendas através do ponto de venda ( POS ), das caixas
registadoras.
2) Eliminação de ordens de encomenda por lotes periódicos- As companhias podem eliminar os
custos afetos a baixas encomendas, através do EDI, ( partilha de dados via eletrônico) para
transmitir informação aos membros da cadeia.
3) Estabilização de preços – Passa pela eliminação de incentivos de vendas usados pelos fabricantes
e a criação de um preço estabilizado de venda por grosso.
4) Combate à escassez e racionamento, alocando mercadorias aos compradores segundo o registo
histórico das suas compras.

 Grandes questões que afetam a gestão da cadeia de abastecimento.

Os grandes desafios postos hoje á cadeia de abastecimentos são:

1) As tecnologias de informação
2) Poder dos consumidores
3) A Globalização
4) As questões ecológicas.
5) As questões infra-estruturais

1) Tecnologias da informação
A tecnologia da informação permite que a gestão da cadeia de abastecimento use em larga escala a
Internet, a Web, EDI ( Partilha de dados eletronicamente ), intranets, e extranets,Scanners de código de
barras, RFIDs.

A tecnologia da informação, na cadeia de abastecimento possibilita às empresas operar globalmente tanto


em vendas como no abastecimento e ao mesmo tempo possibilita clientes fortes que obrigam essas
mesmas companhias a oferecer produtos e serviços logísticos a custos competitivos.

A seguir apresentam-se algumas dessas tecnologias.

E-commerce
O E-commerce e o e-business são definidos como o uso da internet e da Web para transacionar negócios.
O E-business refere-se às transações e processos dentro de uma organização , via internet, tal como o
sistema de controle de armazém on-line, que apóia a gestão da cadeia de abastecimento.

Fazem parte do E-commerce o as transações B2B ( Business to Business) e o B2C ( Business to consumer ).

 Business to Business (B2B) E-commerce


No business to business e—commerce, as companhias vendem e compram produtos de outras
companhias. O B2B, representa o maior segmento do e-commerce em transações de vendas. Antes da
Internet o B2B era relativamente ineficiente. Levava tempo e recursos para as companhias procurarem
produtos, para formalizarem a compra e o pagamento, para providenciarem o transporte e finalmente
receberem os produtos. O uso da Internet permitiu às companhias automatizar pelo menos parte do
processo de prospecção e compra com poupança.

A Evolução do B2B E-commerce

EDI – Partilha de Dados por Via Electrónica – Surgiu no final dos anos 70 do Sec. XX e é uma forma
comunicação standarizada via computador-computador, para trocar documentos de negócios entre
companhias de qualquer parte do mundo . São trocadas cotações, ordens de compra, facturas de
transportes e stocks armazenados.
As companhias ao aderirem a este serviço, mesmo de países diferentes podem trocar documentação
eletronicamente. Existem vários padrões EDI ( X12, EDIFACT, etc), alguns dos quais são dirigidos a
necessidades especificas de industrias regionais.
O EDI, pode-se posicionar como uma solução do lado do comprador. Está desenhado para reduzir
despesas de procurement, que são despesas do comprador. Geralmente serve uma industria especifica.

Net Marketplaces – ou mercados da Net emergiram nos anos 90 do sec.XX. Foram desenhados para juntar
milhares de fornecedores, (cada um com catálogo electrónico ), a um numero significante de companhias
compradoras, num ambiente de realização de negócios baseado na Internet.

A transação envolve um comprador, um vendedor ( loja virtual ) e um intermediário do negócio que é a


net marketplace e que ganha uma comissão do negócio.

Como as marketplaces agregam produtos de um vasto numero de provedores a possibilidade de seleção


é muito vasta, a disponibilidade de produtos mais elevada e os preços são mais competitivos, que num
vendedor de retalhos online especifico.

As marketplaces também viabilizam leilões on-line. Exemplos são Etsy, eBay, Snapdeal, UniSquare.

VPN Rede privada virtual – É uma rede privada construída sobre a infra- estrutura de uma rede pública (
internet ) e que permite a conectividade entre as pessoas, empresas ou outras organizações para a
transmissão de informações ( voz, dados, imagens ), entre dois ou mais tempo.

O acesso e a troca de informações são permitidos somente entre usuários e ou redes que façam parte da
mesma rede virtual.Utilizam uma técnica de transmissão de dados conhecida como o tunelamento.
Uma empresa pode ter uma VPN, para uso dos seus próprios empregados,assim como fornecedores e e
clientes. Através desta rede produtores, fornecedores e compradores podem trabalhar no projecto e
desenvolvimento de novos produtos, gerir reposições de stocks, coordenar calendários de produção e
trabalhar com parceiros ou sócios.Acesso à VPN é controlado por password.
Princípios básicos da transmissão de dados da VPN.

1) Confidencialidade;
2) Integridade;
3) Autenticidade;
Elementos da VPN
1) Servidor VPN- Servidor que aceita conectar clientes VPN
2) Cliente VPN – é aquele que solicita ao servidor VPN uma conexão.
3) Tunel- é o caminho por onde os dados passam na rede pública.
4) Protocolos de tunelamento - São os responsáveis pela gestão e encapsulamento dos túneis criados
na rede publica. Os dados são criptografados e autenticados.
5) Rede pública - efectua as conexões da VPN. Normalmente trata-se da rede de uma prestadora de
serviços.

Os benefícios da B2Bcommerce baseado na


Internet
1) Custos administrativos mais baixos
2) Acesso aos fornecedores globais a baixo preço
3) Mais baixos investimentos em armazenamento , devido à transparência e mais rápidos tempos de
resposta
4) Melhor qualidade devido à cooperação entre compradores e vendedores, especialmente durante o
projecto do produto e o seu desenvolvimento.

 B2C -Business-to-Consumer

No B2C o comercio on-line tem como alvo os consumidores individuais. Existem vários modelos que os
negócios on-line utilizam para gerar lucros. São:

Modelo de receita publicitária : Web sites proporcionam informação de produtos e serviços aos
utilizadores e proporcionam aos fornecedores uma oportunidade para publicitar. Ex. Yahoo

Modelo de receita por assinatura : Web sites oferecem conteúdos e serviços e aplicam uma taxa de
subscrição de acesso ao site. Ex; WWW.consumerreports.com que proporciona o acesso ao seu conteúdo
de informacoes por 3.95 usd/mês. As companhias que usam este modelo oferecem conteúdos de alto
valor que não estão disponíveis na internet com acesso livre.

Modelo de taxa de transação – Uma companhia situada na Web, cobra uma taxa por executar uma
transação. Ex. a WWW.orbitz.com, aplica uma pequena taxa ao consumidor quando faz através do seu site
uma reserva de bilhete de uma companhia aérea, ou a WWW.etrade.com, que recebe uma taxa de
transação cada vez que executa uma transação da bolsa de stocks.

Modelo de receita de vendas – As companhias situadas na web, vendem mercadorias, informação ou


serviços diretamente aos consumidores. Ex. amazon.com. que começou por vender livros e musica.
2) O poder do cliente
Historicamente os canais de distribuição eram instituições controladas pelos fabricantes. Eram eles que
ditavam as condições para os retalhistas, que eram normalmente empresas de pequena dimensão. Com o
crescimento da economia e com o surgimento das grandes redes retalhistas, a maior parte das cadeias de
abastecimentos são controladas pelas grandes redes de retalhistas.

As grandes redes retalhistas, exigiam do fabricante preços baixos e qualidade de fabrico e dos serviços
logísticos entregas na hora certa, sem danos nem erros, na embalagem especificada e com notificação
avançada das entregas. Esta transferência de poder, tornou o serviço logístico extremamente importante na
relação cliente fornecedor.

Um exemplo de cliente forte é a industria automóvel que exige aos seus fabricantes de pecas, a entregarem os
produtos no modelo Just-in-time, para reduzir stocks, e localizarem-se junto à fábrica para reduzirem os custos
de transporte.

Estas três tendências, tecnologia, globalização e poder dos clientes, afetaram outras características da cadeia,
porque levaram ao aumento da complexidade do trabalho de logística. Essas características são:

 O risco
 A Multiplicidade

O risco – À medida que os clientes aumentam a confiança na cadeia de abastecimento, a tendência é para
diminuir os níveis de armazenamento de produtos. Se uma entrega falha, existe um risco maior de a empresa
se confrontar com uma falha de stock do que no passado, quando os stocks dos clientes eram maiores.

Da mesma forma, quanto mais globalizada a empresa, maior a exposição ao risco, porque a cadeia fica mais
longa e mais exposta a imprevistos.

Por outro lado , a empresa que não reduzir o custo para não correr riscos, tem que conviver com a certeza de
um custos mais elevados dos seus produtos.

A Multiplicidade – A globalização aumenta o nível de competição. Quando isso acontece o marketing torna-se
importante, porque uma das formas de competir é o lançamento de novos produtos. O maior numera de
produtos no mercado adiciona complexidade ã cadeia de abastecimento.

Qual a implicação da multiplicidade?

 Multiplicidade de produtos
Os níveis de stock tem que ser mais elevados no retalhista, mas como o retalhista não pode manter
níveis elevados de stock, então o reabastecimento deve ser feito mais freqüentemente e com maior
rapidez.
 Multiplicidade de pontos de entrega
Atualmente o numero de pontos de entrega é muito maior que no passado. Os pontos de venda já
não tem as mesmas características que no passado. É possível hoje comprar comida numa farmácia e
remédios num supermercado. A noção de Scrambled merchadising ou comercialização embaralhada
expressa isso mesmo. Tudo isso torna a logística mais difícil.
 Multiplicidade de parceiros de negócio
Devido ao aumento da concorrência aumentaram também as parcerias ea terceirização.

 Expectativa dos Consumidores e Competicao resultante do Ecommerce


1) O comercio on-line ou b2c, tem gradualmente transferido o poder da cadeia dos fornecedores para
os consumidores. Esta mudança deve-se principalmente à redução do tempo de procura e dos custos
de transação para o consumidor.

2) Por outro lado milhões de potencias compradores pesquisam na internet antes de adquirirem algo.
A capacidade de procurar rápidamente, de avaliação dos produtos e fornecedores dá ao consumidor
um poder considerável.
3) Havendo um acesso tão fácil a tantos fornecedores os fornecedores só sobrevivem se se
diferenciarem.
4) No entanto as compras on-line tem um problema a resolver que é a falta de confiança na reclamação
e substituição de produtos indesejáveis comprados on-line.
5) O sector dos serviços tem também conhecido uma evolução, na internet. Incluem-se nestes serviços
os serviços financeiros, de seguros, serviços de imobiliária, serviços de intermediação de negócios e
serviços de saúde.

3) Globalizacão
Paralelamente à evolução da tecnologia e também por causa dela houve uma aceleração do fenômeno da
globalização. Os países estão menos distantes, as economias são mais integradas e interdependentes e cada
vez mais as empresas têm fornecedores e clientes em vários países.

A globalização gera uma maior competição entre as empresas. Companhias que antes tinham a concorrência
de uma ou duas empresas locais, hoje enfrentam empresas de todo o mundo. Em função disso a globalização
cria uma pressão pela qualidade e por custos mais baixos.

Hoje a cadeia de abastecimento tem o duplo papel de ter de oferecer um bom nível de serviços ao cliente e ao
mesmo tempo contribuir para a redução do custo do produto.

1) Com o continuo crescimento da globalização, as cadeias de abastecimentos, cobrem grandes


distancias geográficas e acabam sendo menos eficientes.
2) Em 2004 com o crescimento econômico, os preços de custo do aço, petróleo, cobre, cimento e do
carvão começaram a crescer a uma taxa anual de dois dígitos, nos países mais desenvolvidos.Este
crescimento levou que os compradores desses materiais procurassem globalmente fornecedores
alternativos de mais baixo preço.
3) Ao adquirirem as suas mercadorias noutros continentes, o grande desafio das companhias começou a
ser o transporte das mercadorias, dos fornecedores para os seus países situados a grandes distâncias.
O aumento dos volumes do transporte resultou numa drástica diminuição da capacidade de
transportação o que elevou os preços praticados. A falta de capacidade da cadeia de abastecimento
levou que as mercadorias ficassem retidas nos armazéns com prejuízos elevados.

4) Em 2008, os custos de transportação sofreram um agravamento sem precedentes, devido aos altos
custos do combustível .Os custos elevados levaram as companhias a reexaminar as suas fontes de
fornecimento offshore e consideraram retornar aos fornecedores onshore, criando novamente uma
instabilidade na cadeia de fornecimento.
5) O alto volume de comercio mundial tem causado a congestão dos portos. A mudança para maiores
embarcações não resolveu o problema uma vez que os portos não estão preparados para esse tipo de
navios. ( operações de embarque e desembarque muito mais demorados ). Os tempos de demora
nos portos reduziu a eficiência da cadeia de abastecimento. A readaptação dos portos ás novas
condições tem custos muito elevados que alguns países não conseguem suportar.
6) A questão da segurança das fronteiras, é um factor adicional de despesas e tem afectado o tempo de
desembarque das mercadorias, principalmente após Setembro de 2001.

4) Gestão ecológica da cadeia de abastecimento


Atualmente a gestão das cadeias de abastecimento, têm incluído nos seus planos de ação a questão
da sustentabilidade a longo prazo, incluindo uma gestão que tem em conta nas suas ações a
preservação do ambiente. A intenção é alcançar as necessidades presentes sem comprometer a
capacidade das futuras gerações alcançarem também as suas necessidades.

Como se projetam as cadeias de abastecimentos ecológicas?

Cada vez mais organizações introduzem requisitos com especificações ecológicas quer para os
fornecedores quer para os distribuidores, de forma a diminuir desperdícios devido á actividade..

1) Estes requisitos podem ser clausulas de compra, especificando objectivos da cadeia de


abastecimento tais como redução da emissão de carbono, redução de consumo de energia, redução
de níveis de stocks e redução de custos de transportes.
2) Práticas de sustentabilidade, tal como o não uso de determinados químicos na agricultura e o uso ou
não de determinadas tecnologias.
3) Algumas companhias desenvolvem um plano de sustentabilidade corporativo, que transformam em
código de conduta. Este código pode depois ser partilhado pelos fornecedores e pelos distribuidores
da cadeia de abastecimento. Os membros da cadeia de abastecimento podem depois ser
monitorizados no cumprimento das regras. Quando violações do código são cometidos pelos
membros, são tomadas medidas correctivas para o melhoramento continuo da cadeia.
4) As embalagems dos produtos devem ser reutilizáveis pois existem regulamentos muito restritivos
para a utilização de embalagens descartáveis.
5) O controle das emissões de carbono.

5) Questões das infraestruturas


1) Redes inadequadas de transportação, limitação das capacidades de comunicação, baixo nível de
formação dos trabalhdores, baixa qualidade de produção e de fornecimentos, são os desafios que
alguns países enfrentam, principalmente os países em vias de desenvolvimento. Cada uma destas
questões impõe uma incerteza no funcionamento da cadeia de abastecimento com resultados que
podem ser de altos custos e serviços mais pobres.
2) Assim para o desenvolvimento harmonioso dos países impõe-se um investimento ao nível da
capacidade das infraestruturas da cadeia de abastecimento, desde a concepção, produção até á rede
de distribuição dos produtos.