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1 - A partir do conceito de hegemonia de Antônio Gramsci, pesquise o caso da

Síria e Cuba.

R: Antônio Gramsci (1891-1937) analisa a questão com base no conceito de


hegemonia (palavra de origem grega que significa “supremacia”,
“preponderância”) e no que ele chama de aparelhos de hegemonia.

Por hegemonia pode-se entender o processo pelo qual uma classe dominante
consegue fazer que o seu projeto seja aceito pelos dominados, desarticulando
a visão de mundo autônoma de cada grupo potencialmente adversário. Isso é
feito por meio dos aparelhos de hegemonia, que são praticas intelectuais e
organizações no interior do Estado ou fora dele (livros, jornais, escolas, música,
teatro, etc.). Nesse sentido, cada relação de hegemonia é sempre pedagógica,
pois envolve uma prática de convencimento, de ensino e aprendizagem.

Olhando por esse ponto de vista, pode-se comparar com o estado político-
social de Cuba e Síria atualmente, afinal, ambas estão sofrendo um controle
político muito grande. Cuba com o comunismo, a Síria com o controle militar,
demonstrando claramente o conceito de hegemonia de Gramsci, mediante que
os lideres políticos desses países formam um ideal, e forçam a população a
segui-lo, através do controle da mídia e da educação. De tal maneira que
muitas vezes, essa classe oprimida sede as imposições de seus opressores.

2 – A partir do conceito de naturalização da historia de Pierre Bourdieu, analise


a corrupção política no Brasil.

R: Para Bourdieu naturalização da história, é a condição em que os fatos


sociais, independentemente de ser bons ou ruins, passam por naturais e
tronam-se um “verdade” para todos. Um exemplo evidente é a corrupção
política no Brasil, que veio crescendo de uma maneira muito grande no país,
crescendo de uma tal maneira que se foi normalizando com o tempo, e hoje em
dia, já é considerado com uma “verdade”, e mesmo sendo grave, ninguém
toma nenhuma tipo de providencia.

Bourdieu declara que é pela cultura que os dominantes garantem o controle


ideológico desenvolvendo uma pratica cuja finalidade é manter o
distanciamento entre as classes sociais. A principio era esse o “porque” dessa
ideologia, porem esse pensamento veio de deturpando de seu significado,
mediante ao fato de que a politica usa do controle de seu poder para continuar
no comando, e continuar a ganhar dinheiro encima da população com a
corrupção.
3 – A partir do conceito de indústria cultural de Theodor Adorno e Max
Korkheimer explique sua influência através do consumo.

R: Adorno e Max afirmam que o conceito de indústria cultural permitia explicar


o fenômeno da exploração comercial e a vulgarização da cultura, como
também a ideologia da dominação. A preocupação básica era com a
emergência de empresas interessadas na produção em massa de bens
culturais, como qualquer mercadoria (roupas, automóveis, sabonetes, etc.),
visando exclusivamente ao consumo, tendo como fundamentos e lucratividade
e a adesão incondicional ao sistema dominante. Apontaram então a
possibilidade de homogeneização das pessoas, grupos e classes sociais; esse
processo atingiria todas as classes, que seriam seduzidas pela indústria
cultural, pois esta coloca a felicidade imediatamente nas mãos dos
consumidores mediante a compra de alguma mercadoria ou produto cultural.
Cria-se assim uma subjetividade uniforme e, por isso, massificada.

Dessa maneira as indústrias conseguem um mercado consumidor muito


grande, pois sabem persuadir o publico de um jeito que vendem seu produto.
Muitos sociólogos pensam em uma “linha” imaginaria que simboliza o mercado,
uma linha contínua que está diretamente ligada à economia do Estado, se essa
“linha” para, a economia desanda, e para as indústrias é importante fazer essa
“linha” continuar reta e progredindo. Um exemplo pode ser os E.U.A, após a
destruição das “Torres Gêmeas”, o país em choque, e o presidente Bush
poderia ter tomado qualquer atitude a respeito da população, como: declarar
um certo tempo em silencio, acalmar a população, etc. Mas não, ele propôs
que a população fizesse compras; afinal, quanto mais compras, mais dinheiro o
Estado irá receber, e todo mundo sai feliz (ao menos pensa que está).