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Sala Pinóquio – Berçário II

Educadora de Infância: Hermínia Almeida

Ajudante de Acção Educativa: Vitória Godinho

Creche e Jardim de infância D. Ana Angélica da Silveira

Ano lectivo 2009-2010


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Introdução

A criança não é um recipiente que devemos encher, mas um fogo que devemos atear”.
Montaigne

Depois de fazer um ano a criança entra numa nova etapa do seu desenvolvimento. No
primeiro ano, a criança habituou-se a ver, escutar e a dirigir o movimento to das suas mãos,
agora ao conseguir manter-se de pé e a dar os primeiros passos, vai interagir com os objectos
que encontra à sua volta, demonstrando intencionalidade.

Uma vez que a criança é construtora do seu próprio desenvolvimento, transformando o


ampliando as suas aprendizagens, partiremos daquilo que elas já sabem, dos seus interesses e
motivações, para adquirir novos conhecimentos através de experiencias praticas e ajudar a
verbalizar o que cada um já sabe e o que está a fazer, aquilo que quer e que precisa.

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1- Fundamentação teórica
“O projecto do educador é um projecto educativo/pedagógico que diz respeito ao grupo e
contempla as opções e intenções educativas do educador e as formas como prevê orientar as
oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem de um grupo. Este projecto adapta-se às
características de cada grupo, enquadra as iniciativas das crianças, os seus projectos
individuais, de pequeno grupo ou de todo o grupo”
(Ministério da Educação, 1997: p.44).

O Projecto Curricular de Sala representa o conjunto de objectivos a atingir ao longo do ano


lectivo. A forma de alcançar estes objectivos será através das rotinas diárias (refeições,
higiene, repouso, …), dos momentos de brincadeiras livres e ainda das actividades orientadas
pela Educadora.
Estes objectivos estão organizados em três grandes áreas de desenvolvimento, definidas pelas
Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar e que ajudam o Educador a orientar o
seu trabalho. São elas: a
Área do Conhecimento do Mundo, a Área da Formação Social e Pessoal e a Área da Expressão
e Comunicação.

“As Orientações curriculares para a educação pré-escolar (…) constituem um conjunto de


princípios destinados a apoiar os educadores nas decisões sobre a sua prática, ou seja a
conduzir o processo educativo a desenvolver com as crianças.

Os referidos princípios constituem uma referência comum para todos os educadores da Rede
Nacional de Educação Pré-Escolar, destinando-se à organização da componente educativa…
O desenvolvimento curricular é da responsabilidade de educador. É ele o principal gestor do
currículo…

Estamos conscientes de que a metodologia na Educação Pré-Escolar não deve adoptar os


princípios rígidos do ensino formal, mas também não pode sujeitar-se ao mero improviso, nem
à atitude de deixar que as coisas simplesmente aconteçam.

O desenvolvimento do ser humano é uma fascinante aventura. Quando nasce, não consegue
manter a cabeça direita, mas em breve saberá, andar como um adulto. Hoje não consegue
utilizar as mãos, mas dentro de pouco tempo saberá recortar e pintar.

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Como consegue o ser humano estas capacidades?


Dia após dia é isso que cada uma das crianças descobrirá: o que pode, o que quer, o que
consegue o que sabe e como pode fazer…
Cada criança, através do seu próprio ritmo, das suas necessidades (físicas, afectivas, cognitivas,
motoras e sensoriais), e com todo o ambiente, brincadeiras, experiências e ajuda que lhe será
proporcionado, irá a cada dia que passar, crescer e tornar-se mais autónoma.

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2- OBJECTIVOS GERAIS

- Estabelecer parceria forte com a família de forma a ter informações sobra a criança, com
vista á planificação do trabalho tendo em consideração o superior interesse da criança;

- Proporcionar o desenvolvimento do sentimento de inclusão, através do respeito mútuo e de


relações afectivas calorosas e recíprocas entre a criança e o adulto responsável;

- Compreender a forma como cada criança aprende, promovendo um ambiente que facilita a
brincadeira, a interacção, a exploração, a criatividade e a resolução de problemas por parte da
criança;

- Proporcionar ao máximo o desenvolvimento das competências e capacidades de cada um;

- Pensar na criança como um aprendiz efectivo e activo, que gosta de aprender;

- Criar um ambiente flexível e responsivo que possa ser adaptado aos interesses e
necessidades de cada criança, promovendo o acesso a um leque de oportunidade
oportunidades de escolhas e que lhe permita crescer confiante e com iniciativa;

- Estabelecer uma rotina diária consistente que reforce e valorize a continuidade, para que a
criança desenvolva um sentimento de pertença a um ambiente que podem prever no seu
quotidiano;

- Dinamizar oportunidades para que a criança possa comunicar os seus sentimentos e


pensamentos.

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Assim sendo os objectivos da valência de creche visam:

“Proporcionar o bem-estar e desenvolvimento das crianças dos 3 meses aos 3 anos, num
clima de segurança afectiva e física, durante o afastamento parcial do seu meio familiar,
através de um atendimento individualizado e de colaboração estreita com a família numa
partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças.”

In, Gestão da qualidade das respostas sociais Creche, 2005

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3- Objectivos Específicos

Nível Sócio-afectivo

Objectivos específicos Estratégias


● Incentivar o bom relacionamento entre as ● Chamar sempre que necessário à atenção
crianças bem como todo um processo de as crianças para com os colegas
inter-ajuda.
● Proporcionar brinquedos de qualidade, em
● Incentivar a partilha entre as crianças quantidade necessária para evitar disputas

● Incentivar a aquisição de regras e ● Estar sempre atento e disponível para as


colaboração na arrumação da sala crianças

● Pedir ajuda para arrumar a sala e os


brinquedos, apreciando essa ajuda
● Iniciar o jogo simbólico ou de faz de conta
● Ajudar a criança na procura do seu próprio
● Possibilitar gradualmente o distanciamento espaço
afectivo e corporal como afirmação do desejo
de autonomia e iniciativa ● Ter em atenção as regressões ou escapes
da situação educativa devido a:-
inibição/passividade/falta de
atenção/agitação exagerada
● Ajudar a criança a perceber o dar e receber
● Criar uma atmosfera de confiança,
● Facilitar a aquisição de hábitos de felicitando-a pelos êxitos
autonomia relativamente à alimentação,
sono, higiene ● Manifestar afecto quer se molhe ou não

● Trabalhar o treino do bacio em sintonia


com os pais

● Incentivar a criança a agarrar a colher e a


comer sozinha

● Deixar que a criança lave as mãos e a cara


sozinha

● Escolher áreas ou actividades de êxito e de


prazer conforme a capacidade de cada

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● Ajudar a criança na comunicação com os criança


outros (criança e adultos e com o espaço que
a rodeia ● Resposta às solicitações da criança

● Adequação das actividades ao grupo

● Saídas da sala, ao exterior e a outras salas

● Favorecer um clima equilibrado em que ● Dar aconchego como forma de realimentar


possa adquirir confiança em si o lado afectivo-emocional

● Atitude firme de forma a impor os hábitos


e as limitações e favorecer a adaptação ao
real

● Jogos executados pelos adultos para


divertir, fazer rir e parar o choro

● Gestos de saudação, de afeição

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Nível psicomotor

Objectivos específicos Estratégias


● Estimular o aperfeiçoamento das vias ● Jogo do esconde-esconde, revelando as
sensíveis: sentir o próprio corpo partes do corpo

● Impulsionar actividades de movimento ● Diversidade de sensações com diferentes


permitindo a compreensão do esquema materiais, texturas…
corporal
● Movimento no espaço: contactos
corporais, rolar, saltar, subir/descer, baloiçar,
rodar, empurrar…
● Dar resposta às necessidades de
movimento, desenvolvendo a motricidade ● Manuseamento com papais: amachucar,
grossa rasgar…

● Desenvolver destrezas e habilidades ● Criar situações educativas com materiais


motoras: coordenação óculo-motora, didácticos: cubos, bolas…
motricidade fina
● Deslocações no espaço orientadas:
● Favorecer actividades espontâneas imitação dos animais, dos transportes…

● Inicio da actividade gráfica

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Nível cognitivo (linguagem e comunicação)

Objectivos específicos Estratégias


● Proporcionar situações e tempos de ● Repetição de palavras
interacção para que a criança desenvolva a
sua expressão ● Pequenos diálogos

● Estimular a associação de ideias e situações ● Nomeação de objectos reais


de forma a verificar o grau de compreensão
da criança ● Ter em atenção a curiosidade da criança,
relativamente a nomes de pessoas, animais,
objectos…

● Construção de livros de imagens: animais


domésticos, objectos vestuário, corpo

● Reforço das primeiras palavras

● Execução de gestos, mímica facial e


● Criar situações de interesse para que os corporal, acompanhados de cantigas,
períodos de atenção se prolonguem lengalengas, cantigas de roda

● Ajudar a reconhecer as partes do corpo ● Utilizar ordens simples

● Estimular a capacidade de observação ● Revelar interesse pelo vestuário da criança

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4- Caracterização da Faixa Etária( dos 12 meses aos 24


meses)
Desenvolvimento sócio-afectivo
► Imita o adulto em tarefas simples

► Brinca com outras crianças, embora realize outras actividades parada

► Explora activamente o seu meio ambiente

► Repete acções que provocam riso ou atraem a atenção

► Não é capaz de ficar muito tempo no mesmo sítio

►É egocêntrica.

Desenvolvimento da linguagem
● Palra como se estivesse a falar

● Procura um som escondido mesmo que seja fora do seu ângulo de visão

● Interessa-se pelos sons que ela própria imita

● Limita-se muitas vezes a apontar e a fazer gestos

● Produz o som de um animal, ou emprega esse som para nomear o animal

● Dá ou mostra um objecto pedido

● Pede mais, diz não há, já está

● Combina o uso de palavras e gestos para manifestar os seus desejos

● Reage a rimas e lengalengas

● Diz cinco palavras diferentes

● Pede alguns alimentos pelo seu nome

● Diz o nome de pelo menos três partes do corpo

● Diz o nome de alguns familiares e brinquedos

● Diz o seu nome ou diminutivo

●A sua palavra preferida é o «não»

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Desenvolvimento da autonomia
♥ Come sozinho com a colher

♥ Bebe por uma caneca

♥ Põe e tira o chapéu da cabeça

♥ Tira os sapatos, as meias e enfia os braços no casaco

♥ Insiste em fazer as coisas sozinha imita lavar a cara e as mãos

♥ Consegue estar sentada no bacio por volta de 5 minutos, mais tarde pode indicar vontade de
ir à casa de banho, por gestos ou palavras (mais ou menos a partir do ano e meio de idade)

Desenvolvimento cognitivo
♣ Retira um por um, os objectos de um recipiente

♣ A pedido aponta para uma parte do corpo

♣ Constrói torres com três peças

♣ Junta objectos semelhantes

♣ Faz rabiscos com um lápis

♣ Aponta para si próprio, quando lhe perguntamos onde está

♣ Vira duas ou três páginas de um livro ao mesmo tempo para procurar uma imagem

♣ Quer agarrar coisas que estão fora do seu alcance

♣ Gosta de imitar

♣ Compreende e executa ordens simples

Desenvolvimento motor
☻ Anda sem ajuda

☻ Coloca-se de cócoras e volta a pôr-se de pé

☻ Empurra e puxa brinquedos enquanto anda

☻ Sobe escadas com ajuda

☻ Dobra-se pela cintura para apanhar objectos sem cair

☻ Constrói uma torre com três cubos

☻ Os seus movimentos continuam cheios de variações

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☻A postura erecta ainda não é perfeita

☻ Não existe coordenação óculo-manual /mão –pulso, mão pés

☻ Anda sem apoio e explora toda a casa com grande curiosidade

☻ Dá pontapés na bola

☻ Mais tarde sobe e desce escadas com apoio no corrimão.

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5- Caracterização do grupo

Nome Data de nascimento


1 Duarte Miguel Faia Rebola 11/07/2008
2 José Miguel dos Santos Cabeças 28/07/2008
3 Diogo Miguel Pereira Mexias 16/08/2008
4 Mariana Botas Panasco 24/08/2008
5 Tomás José Ferreira Anjinho 06/10/2008
6 Maria Leonor Fialho 03/10/2008
7 Camila Ventura Sousa 07/01/2009

A sala tem lotação para 8 crianças, mas neste momento o grupo é constituído por 7 crianças.
Das 7 crianças 4 são do sexo masculino e 3 do sexo feminino e têm idades compreendidas
entre os 12 e os 15 meses.
Quanto à frequência da instituição todas as crianças do grupo já frequentavam a valência, no
ano anterior.
Neste momento as 7 crianças têm fralda e 5 utilizam chucha para dormir.
Ao nível motor, todas das crianças já andam sem qualquer auxílio.
Ao nível da alimentação todas necessitam de auxílio do adulto, contudo 3 mostram interesse
em pegar na colher sozinhos.
Ao nível da linguagem, 3 das crianças começam a tentar exprimir-se verbalmente, embora
ainda com pouca variedade de palavras.

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6- Caracterização da sala
Conforme as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, “o Contexto institucional
de educação pré-escolar deve organizar-se como um ambiente facilitador do desenvolvimento
e da aprendizagem das crianças.”
Em instituições de Educação Infantil, o ambiente físico, as actividades, a rotina, os recursos
materiais e de pessoal e as interacções desenvolvidas (LORDELO, 2003) são alguns destes
aspectos e características importantes. A preocupação com a organização deste ambiente
relaciona-se com o processo de desenvolvimento infantil, considerado como um processo
aberto, dinâmico, contínuo e multifacetado. A organização deste ambiente também leva em
consideração o processo de socialização das crianças.
Mais especificamente, importa salientar que em creche é de extrema importância a criação de
espaços próprios capazes de proporcionar o bem-estar e desenvolvimento integral das
crianças num clima de segurança afectiva e física, durante o afastamento parcial do seu meio
familiar.

Em creche é ainda importante referir que a nível de materiais, estes devem ser seguros,
facilmente laváveis e que estimulem as crianças a todos os níveis. Todos os aspectos foram
tidos em consideração no momento de montagem de sala.

Foram criados assim vários espaços que tornem possível o desenvolvimento das crianças aos
vários níveis: o cantinho da biblioteca, um espaço agradável e confortável com almofadas e
alguns livros para que as crianças estabeleçam o primeiro contacto com estes.

Existe também um cantinho para os jogos e construções, espaço este fundamental para que as
crianças brinquem com os legos, cubos grandes…que aí se encontram.

O cantinho da expressão plástica está também presente na sala para que as crianças passem a
ter contacto com alguns materiais e para que comecem a realizar os primeiros trabalhos.

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7- Rotinas
As rotinas deverão ser vistas como experiências de aprendizagem de máxima importância que
ajudarão a criança a tornar-se mais competente e independente.
As rotinas são também momentos securizantes que estruturam e se repetem no dia-a-dia da
creche, para além de serem momentos educativos.
Alimentação
Objectivos:
- Comer com a colher sem entornar
- Mastigar bem os alimentos
- Estimular o gosto pelos diferentes alimentos
- Beber água pelo copo sem entornar
- Hora de convívio
- Estimular o cumprimento de regras simples:
- Não se levantar durante a refeição
- Não bater com a colher no prato

Estratégias

- Estimular a criança a usar correctamente a colher


- Estimular a criança a beber do copo sem entornar
- Nomear os alimentos
- Não entrar em conflito com a criança durante as refeições
- Ir conversando com a criança
- Como todos os comportamentos da criança, o apetite varia de intensidade segundo as
necessidades próprias da criança e segundo a idade. A refeição deve ser vivida num ambiente
de afectividade, de calma, de paciência, de trocas sociais agradáveis.

Repouso
Objectivos
- Descanso físico das crianças
- Ambiente calmo

Estratégias:

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- Marcar as camas e pô-las sempre no mesmo sitio para que a criança saiba onde está a sua
cama
- Respeitar os hábitos de cada criança: chucha, fralda, boneco,…
- Respeitar o ritmo de cada criança
- Cantar baixinho ou colocar música de forma a acalmar as crianças
- Com um pouco mais de atenção individual e sensibilização às particularidades das crianças, o
ambiente calmo para favorecer o adormecimento será conseguido.
- A criança que tem dificuldade em adormecer deve ser facilitada pela presença de um objecto
agradável de manipular.
- No período que se segue ao despertar não é aconselhável deixar a criança esperar que a
levantem. Favorecer-se-á a sua actividade fazendo-a participar um pouco no seu vestir.

Higiene
Objectivos:
- Aquisição do controlo dos esfíncteres
- Ser capaz de verbalizar a vontade de ir à casa de banho
- Respeito pelo ritmo de cada criança
- Aquisição de hábitos de limpeza:
* Lavar as mãos e a boca
* Secar as mãos e a boca.

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Rotinas diárias
Horas Descrição
7h30m- 9h30m Acolhimento
Reunião de grupo (pequeno lanche, cantar,
9h30m-10h
ouvir uma história)
Actividades livres ou dirigidas na sala ou no
10h-10h45m
exterior)
10h45m-11h Arrumação da sala
11h-11h10m Higiene
11h10m Almoço
11h45m Higiene
12h Repouso
14h45m Levantar/Vestir
15h15m Lanche
15h40m-16h Higiene
16h- Brincadeira livre
18h30m Fecho do estabelecimento

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8-Recursos Humanos e Materiais:

Educadora de Infância;

Ajudante de Acção Educativa;

Colaboradoras da valência;

Material didáctico existente na sala e na valência.

9-Actividades com as famílias

- Placar informativo

- Colaboração na preparação de actividades

- Participação na avaliação de desenvolvimento

- Participação em actividades.

10- Avaliação

- Registos de observação individual;

- Trabalhos realizados pelas crianças;

- Diálogos diários com os Pais;

- Reuniões quinzenais de Equipa Técnica;

- Reuniões mensais gerais de colaboradoras;

- Reuniões semestrais com os Pais/Encarregados de Educação.

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BIBLIOGRAFIA

BOWER, T.G.R.(1983). Uma Introdução ao Desenvolvimento da Primeira Infância. Moraes


Editores. Lisboa.

LEZINE, Irene (1982). Psicopedagogia da Primeira Infância. Publicações Dom Quixote. Lisboa.

PORTUGAL, Gabriela, (2000) Educação de Bebés em Creche- Perspectivas de Formação


Teóricas e Praticas. Revista Infância e Educação, nº1. Departamento de Ciências da Educação.
Universidade de Aveiro.

SILVA, Ana Bela, (1998). Crescer na Creche. Cadernos de Educação de Infância, nº48.Lisboa.

VÁRIOS, (1997) Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar. Lisboa. Ministério da


Educação.

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