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DIRETÓRIO ACADÊMICO
JOSÉ DE RIBAMAR

RELATÓRIO

GESTÃO VAMOS À LUTA

NOVE (9) MESES

COORDENAÇÃO GERAL
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DIRETÓRIO ACADÊMICO JOSÉ DE RIBAMAR


RELATÓRIO DE NOVES MESES DA GESTÃO VAMOS À LUTA

PONTOS OBSERVADOS:

1. Planejamento anual da gestão vamos à luta de 2010;


2. Nossas principais conquistas;
3. Execução do planejamento;
4. Defasagem na estrutura das entidades estudantis;
5. Problemas herdados das gestões anteriores;
6. Finanças;
7. Estatísticas;
8. Pesquisa e extensão;
9. Formação política;
10. Comunicação;
11. Editais da PROEX;
12. Cronograma de 2010 e 2011;
13. Transporte público;
14. Iluminação no Campus;
15. Cobrança de taxas na UFPA;
16. Nosso principal desafio;
17. Acompanhamento aos Centros Acadêmicos (CA);
18. Consequências das reformas educacionais de Lula no Campus;
19. UNEMAR, a Juventude Precisa de Ti;
20. Eventos e serviços (orçamentos);
21. Proposta de planejamento para 2011;
22. Orientação aos Centros Acadêmicos;
23. Modelo de ofício;
24. O que é Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV)?
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1. Planejamento anual da gestão vamos à luta de 2010

Proposta Data Executado?


1. Grupo na internet Janeiro Sim
2. Emissão de carteiras cultural Março Não
3. Divulgação do conselho do campus aos Março Não
discentes
4. Cobrar melhoria nos tapiris Março Sim
5. Calourada Março Sim
6. Ato pelo transporte Março Sim
7. Torneio esportivo Abril Sim
8. Luta pela creche universitária Abril Sim
9. Luta pelo RU Abril Sim
10. Luta pela moradia estudantil Abril Sim
11. Calendário acadêmico cultural Abril Não
12. Luta pelo transporte para eventos Abril Sim
13. Fundação de CA’s Maio Sim
14. Divulgar meia-intermunicipal Maio Sim
15. Evento sobre acessibilidade Junho Não
16. Evento cultural de fim do semestre Junho Sim
17. Visita aos núcleos Julho Em tempo
18. Envio de estudantes ao ENUDS Julho Em tempo
19. Congresso universitário do campus Agosto Em tempo
20. Apoio a eventos de iniciação científica Agosto Em tempo
21. Calourada 2ª etapa Agosto Em tempo
22. Organizar Calourada 2011 Agosto Em tempo
23. Organizar congresso da UNEMAR Setembro Em tempo
24. Ajudar a organizar o EIV Outubro Em tempo
25. Festa do professor Outubro Em tempo
26. Protesto pela meia-cultural Novembro Em tempo
27. Festa da consciência negra Novembro Em tempo
28. Evento cultural de fim do ano Dezembro Em tempo

2. Nossas principais conquistas

As doze (12) primeiras são do planejamento:

1. Criação de grupo de e-mails na internet;

2. Torneio esportivo;

3. Fundação de 05 CA’s;

4. Evento cultural de fim do semestre;

5. Solicitação de melhoria do Tapirí;


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6. Calourada 1º semestre;

7. A luta pela Creche;

8. A luta por restaurante Universitário;

9. A luta por moradia estudantil;

10. Transporte para o CONEUFPA;

11. A luta pela melhoria de transporte para eventos;

12. Ato público pelo respeito à meia-passagem urbana.

13. Doação do aluguel de um dos ônibus que seria para o CONEUFPA, para
estudantes de matemática;

14. Auxílio na solução da crise na pedagogia;

15. Melhoria de serviço de cópias no Campus II;

16. Ato em protesto contra os cortes de vagas na UEPA Marabá;

17. Uma representação no Ministério Público Estadual contra a prefeitura de


Marabá e Empresas de Transporte Coletivo, sobre a questão do serviço
precário;

18. Eventos culturais como a Comemoração do dia Internacional da Mulher e


festa Temáticas como Regaço e Rock;

19. Apóio à realização da audiência LGBT de Marabá, junto com o Grupo


Atitude e apoio a movimentos da moradia de greve, como a da educação;

20. Realizamos ato contra o reitor Maneschy, em repúdio à decadência da


UFPA;

21. Divulgação da lei da meia-passagem intermunicipal.

3. Execução do planejamento

Estamos executando o planejamento, concluímos doze (12) pontos de um total


de vinte e oito (28).

Assim, já foi executado quarenta e três (43) por cento.

Portanto, levando em consideração que somente passou trinta e cinco (35) por
cento do tempo de nossa gestão atual, que é de vinte e quatro (24) meses,
estamos indo bem.

O plano era terminar a execução do planejamento, antes do término do


mandato, pois assim, não correríamos o risco de não darmos conta.
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Há alguns pontos atrasados, mas reverteremos isso no segundo semestre.

4. Defasagem na estrutura das entidades estudantis

Estamos passando por momentos críticos, um problema de falta de estrutura,


mais uma vez responsabilizamos nossas gestões anteriores por esse infortuito.
É de responsabilidade das sucessivas gestões pressionarem a universidade a
fornecer os equipamentos necessários para o funcionamento das entidades.
Assumimos a gestão, com dois (2) computadores que até hoje só ficam com
defeito, pois são antigos. Assim, também não havia armários, apenas um (1) e
com defeito.
Depois que assumimos já recebemos dois (2) novos computadores, uma (1)
impressora a laser, dois (2) armários de ferro, estamos esperando mesas e um
(1) som para eventos culturais nos dois campi.
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Porém, tudo isso é pouco.


Somente para nossas Secretarias e os CA’s do Campus I, hoje, precisaríamos
a mais do que temos:
1. Quatro (4) armários de ferro;
2. Dezessete (17) computadores;
3. Três (3) impressoras;
4. Mesas e cadeiras;
5. Uma (1) tela de projeção para data show;
6. Um (1) data show;
7. Uma (1) geladeira;
8. Um (1) aparelho de televisão de vinte e nove (29) polegadas;
9. Um (1) aparelho de DVD;
10. Além da estrutura de suporte, como swicht, nobreaks, redes, bem como
espaço para abrigar esses elementos.
Além disso, precisamos de um espaço físico no Campus II para que agregue
vários CA’s, com a mesma estrutura da sede no Campus I, os computadores
poderiam ser menos no II, somente oito (8).
A situação está tão caótica, nesse sentido, que muitas vezes os diretores de
nossa entidade têm que esperar outro diretor terminar uma tarefa para poder
usar um dos dois (2) computadores em que temos mesa para colocá-los.
Outros dois (2) não funcionam por falta de mesa as quais estão em Belém, mas
a UFPA não possui veículo suficiente para entregá-las.
Essas demandas acima citadas é o mínimo e não o ideal. Elas devem ser
solicitadas no Orçamento Participativo 2011.
5. Problemas herdados das gestões anteriores

A atual gestão herdou inúmeros problemas das gestões anteriores que


concerteza está dificultando nossa gestão, pois são problemas a mais para
resolvermos. Esses problemas são:

1. Ausência de estatuto da entidade;

2. Cursos sem Centros Acadêmicos;

3. Ausência de documentos da entidade;

4. Falta de transparência na condução da entidade;


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5. Entidade sem credibilidade.

Para ter uma noção da gravidade desses problemas, a entidade na gestão


Integração no ano de 1999, tinha quatorze (14) pessoas na diretoria, sendo que
funcionavam cinco (5) cursos extensivos no Campus, hoje temos dezessete
(17) diretores, mas proporcionalmente deveríamos ter (quarenta e duas) 42
pessoas na gestão, uma vez que temos (quinze) 15 cursos extensivos.

6. Finanças

Nossa entidade avançou na questão financeira, conseguimos que nossa


entidade tenha um valor fixo de renda mensal que é a renda do tapirí do
Campus I, cerca de 350 reais por mês, porém ainda não recebemos nenhuma
mensalidade. Recebemos de doações, cerca de 1200 reais em nove meses e
arrecadamos cerca de 250, o total que administramos foi de 1450 reais.

Temos que executar algumas tarefas até o dia 20 de agosto, para isso
precisamos custear os seguintes itens:
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Cabo do monitor que sumiu: cerca de 70 reais;

Fonte de impressora HP que queimou: cerca de 70 reais;

Papel foto para murais: 43 reais;

Cópia de chaves: cerca de 50 reais;

Reposição de máquina fotográfica: cerca de 300 reais;

Organização do Congresso do Campus, cerca de 250 reais.

Total: 783 reais.

Método de aquisição dessa verba: dois meses de aluguel do tapirí e cerca de


80 reais que ainda temos em caixa.

7. Estatísticas

Nossa entidade, não avançou em nada, praticamente nesse quesito. Os


estudantes que atendemos com orientações sobre meia-passagem
intermunicipal, meia-passagem urbana (VT Card), serviço de impressão e
tantas outras questões, nesse momento nós não sabemos dizer sobre a
exatidão desses dados.

Não temos um relatório sistemático da situação da conjuntura da situação


política no país que trazem conseqüências diretas à educação. O planejamento
é ruim e o seu monitoramento também.
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A tesouraria e 1ª secretaria são bastante falhas no controle de entrada e saída


de materiais de expediente da entidade, isso concerteza irá prejudicar a
prestação de contas da entidade. Uma das tarefas da 1ª secretaria é receber
do almoxarifado, bem como fornecer aos Centros Acadêmicos, os materiais de
expediente que possam precisar e passar para a tesouraria todos os dados
necessários à prestação de contas, algo que não têm ocorrido.

8. Pesquisa e extensão

Há uma série de editais para projetos de pesquisas denominados: PIBEX,


PIBIC, PROEX (água) e FAPESPA, que poderíamos aproveitar, no sentido de
ter bolsistas a nossa disposição, ajudar na nossa formação política, mas não
aproveitamos por uma questão de insuficiência de pessoal na Diretoria.

Dessa forma, para editais como PIBIC, PIBEX, PROEX teoricamente só podem
ser propostos por professores, mas podemos elaborá-los e solicitar que um
professor assine e auxilie na execução.

Para os editais da FAPESPA, provavelmente deve exigir um rigor maior. O fato


de nossa entidade não ser registrada oficialmente, deverá nos atrapalhar no
futuro, mas antes que isso aconteça, temos que registrá-la.
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Porém, outra falha nossa é não termos conhecimento de como fazer isso.

9. Formação política

Em nove (9) meses, não realizamos nenhum curso de formação política, nem
mesmo sobre os rumos da educação, o pouco que sabemos é por meio de
artigos na internet e outros meios.

A nossa diretoria precisa avançar muito, desde a simples questão de não jogar
lixo no chão da sede até às questões mais complexas, envolvendo
planejamento e organização.
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10. Comunicação

Em nove (9) meses não emitimos nenhum jornal em papel, estamos confiando
muito em comunicação via internet, mas conforme testes realizados no blog da
entidade há uma média de somente cinqüenta (50) visitas semanais. Isso
significa cerca de três (3) % do corpo da entidade de dois mil (2.000)
estudantes.

Temos utilizado de instrumentos, como: Orkut, Twitter e e-mail para nos


comunicar com os estudantes, porém, há a necessidade de uma atualização
nas informações que nem sempre conseguimos fazer em todos esses meios,
por isso a necessidade de jornal em folha.
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Há uma infinidade de maneiras de comunicação com os estudantes que pouco


utilizamos, tais como:

 Exposição de imagens em data show à noite nos tapiris;

 Banner;

 Faixas;

 Murais de fotos;

 Jornal em cópia (Xerox);

 Jornal de gráfica;

 Comunidade no Orkut.

O motivo de não utilizarmos essas possibilidades, dão-se por vários motivos,


insuficiência de diretores na atual estrutura da entidade, pouco empenho da
Diretoria, em alguns casos, bem como insuficiência de recursos.

11. Editais da PROEX

Os absurdos nos editais da PROEX estão cada vez mais escancarados. Assim,
Há aquele sobre a bolsa que foi cancelada de repente. Outro edital o qual
causa estranheza é o de eventos de nº 11, nele está escrito sobre a
hospedagem de palestrantes em hotéis por conta da UFPA, mas não há hotéis
credenciados em nenhum dos municípios nos quais funciona os campi do
interior.

O mais recente ato de arbitrariedade foi negar a solicitação de equipamentos


eletrônicos (computador, no-break e impressora) de quatro (4) CA’s,
simplesmente porque essas entidades declararam possuir sede conjunta com a
nossa, é um absurdo, sem dúvida.
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Ainda sobre o edital de eventos, há um fato novo, pretendíamos contar com o


apoio da PROEX, em cinco (5) eventos, mas ela negou nossa solicitação para
dois eventos, são eles: Feira do Vestibular e Acessibilidade. O motivo, segundo
a DAIE-PROEX é que mais de três eventos ao Campus de Marabá poderia ferir
a divisão proporcional de recursos entre os campi.

Afinal, se cada campus solicitar a média de R$ 20.000,00, somaria um


montante de R$ 200.000,00 para todos os campi. Assim, dos R$ 500.000,00, o
Campus do Guamá ficaria com sessenta (60) por cento dos recursos, então
esse critério de proporcionalidade para nós está errado.

12. Cronograma para 2010 e 2011

Gostaríamos de informar aos estudantes do Campus que estamos trabalhando


a todo vapor. Nessa perspectiva, está em curso à organização dos seguintes
eventos e serviços para o mês de julho, segundo semestre do ano em curso e
primeiro semestre de 2011:

Serviços

Visita aos estudantes de Canaã dos Carajás e Xinguara – julho – sem verba
para execução;

Abertura da entidade - julho;


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Envio de estudantes do Campus ao Encontro de Universitários da Diversidade


Sexual (ENUDS) – julho – sem verba para execução;

Eventos

1. Congresso Estudantil do Campus, 18 a 20 de agosto;

1.1 Gostaríamos de ressaltar a importância do Congresso Estudantil


do Campus, pois haverá a aprovação de nosso estatuto: 20 de
agosto às 18 horas, no auditório do Campus I.

2. Lançamento do Projeto UNEMAR – 20 de agosto;

3. Feira do Vestibular – início de setembro;

4. Acessibilidade no Campus, 30 de setembro;

5. Rock Blues Federal - 15 de outubro;

6. Execução do Projeto UNEMAR: novembro e dezembro;

7. Encontro de Interiorização da UFPA – Abril de 2011.

13. Transporte público

Vt Card

Recebemos em nossa sede no mês de junho, um estudante de Direito 2010.


Ele reclamou que o Vt Card estava demorando a emitir o cartão de meia-
passagem que ele solicitou.

Desde o início de 2009, esse problema vem ocorrendo.

Precisamos protestar contra o fim dessa medida, uma vez que não falta
material para outros tipos de cartões, somente o de estudante. Dessa forma,
fica evidente o intuito da empresa de conseguir maiores lucros através da lesão
aos Direitos dos estudantes.
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Táxi lotação

Precisamos nos posicionar sobre o serviço de táxi lotação que poderá haver
lesão aos Direitos estudantis, não respeitando os Direitos Estudantis de Meia-
passagem.

Transporte para o Campus II

Com a eleição de um representante dos estudantes da UFPA, Ywri Cortez


Ferreira, no Conselho Municipal de Transportes, isso deve ser melhor discutido.
Aprovamos em reunião enviar o nosso Diretor Ywri para discutir uma solução a
curto prazo com estudantes do Campus II para que possa ser levada ao citado
Conselho.

Porém, esse problema será amenizado somente com abertura de licitação


pública, após ocorrer o pano Diretor dos Transportes que irá regulamentar essa
questão.

Meia-passagem intermunicipal

Realizamos reunião com a Coordenação do Campus para solicitar que o


Campus tomasse posição perante a reitoria no sentido de agilizar a situação do
cadastramento, mas temos a opinião de que somente em dezembro os
estudantes terão suas carteiras em mãos.

DMTU

Solicitamos para o Diretor do Departamento Municipal de Trânsito e


Transportes Urbanos, Antônio Araújo, em reunião e via ofício, uma solução
para o problema dos estudantes do Campus de maneira emergencial e como
um todo em médio prazo. Mas, de dezembro de 2009 que foi quando
encaminhamos a demanda, até agora, nada, será preciso fazer outro ato, como
o de dezembro do ano passado?

14. Iluminação no Campus

Recebemos de integrantes do Centro Acadêmico de Agronomia, informalmente


a notícia de que a situação da iluminação no Campus II está precária.

No Campus I, a situação não é muito diferente, até mesmo onde funciona a


sede de nossa entidade, do lado de fora. Solicitamos ao Administrador Manoel
Ênio, em meados de maio, mas dois meses depois, nem sequer uma simples
troca de lâmpada fora feita.
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15. Cobrança de taxas no Campus

Conforme orientação da resolução aprovada no Congresso Estudantil da


UFPA, realizamos reunião com a Coordenação do Campus para emitir nosso
posicionamento de sermos contrários a qualquer tipo de cobrança de taxas na
UFPA.

Inclusive, estamos dispostos a fazer qualquer tipo de manifestação pública


quanto a isso.
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16. Nosso principal desafio

Sem dúvida, nosso principal desafio é executar o aumento de cargos da


Diretoria, sendo que esse aumento deve ser articulado entre 19 de agosto da
aprovação do Estatuto até 01 de outubro que é quando a atual gestão da
entidade completa um ano e com estudantes que realmente tenham interesse e
disponibilidade de participar do movimento estudantil.
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17. Acompanhamento aos Centros Acadêmicos (CA)

Nesse primeiro semestre de 2010, conseguimos fundar cinco (5) CA’s, mas não
damos a devida orientação pós fundação, pó conta de não estarmos dando
conta do peso administrativo herdado pelas gestões anteriores de nossa
entidade.

Assim, ficou evidente essa constatação, quando realizamos uma reunião de


CA’s e dois (2) dos cinco (5) que fundamos não apareceu.
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No entanto, estamos tentando reverter essa situação. Estamos elaborando


cartilhas para os CA’s, ensinando-os a requerer recursos junto à PROEX. É um
(1) “pontapé” inicial para um diálogo que queremos fortalecer cada vez mais.

No tocante ao apoio, as nossas contribuições foram mais significativas aos


CA’s de Agronomia com repasse de materiais ao Encontro Regional das
Agrárias:

- 40 DVD-R;
- 1 Resma de papel A4;
- 200 pastas de elástico.

E requisição de cópias ao de Geologia para a semana de geologia:


- 400 cópias.

Além da disposição de nossa pequena estrutura nas eleições de CA’s, como os


de Sistemas de Informação, Ciências Sociais e Letras Português.

18. Consequências das reformas educacionais de Lula no Campus

Em 2009, houve crises políticas no Campus de Marabá, por conta da


implantação do REUNI.

Em determinada ocasião, em 2009, militantes da atual gestão do Diretório


Acadêmico, fazendo campanha para a chapa que está nesta gestão, foram
praticamente chamados de mentirosos por um (1) professor do curso de
Educação do Campo, por nós termos denunciado a ausência de docentes nos
cursos do REUNI em Marabá. Nossa posição sempre foi crítica ao REUNI,
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mesmo antes dele ser implantado, por conta de abrir vagas de maneira
precária na universidade, pois verba há, mas não está sendo investida em
educação e sim para financiar a burguesia.

Houve, situações de conflito político entre a Faculdade de Ciências Sociais e a


Coordenação do Campus por conta do curso de Geografia do REUNI.

O curso de letras Inglês ficou quase trinta (30), sem aula no primeiro semestre
de 2010, por não haver sala de aula disponível para o curso.

O curso funcionou por dois (2) semestres, com apenas um (1) docente.

O terreno

A doação do terreno pela empresa Leolar, mostra a fragilidade que a educação


vem passando no governo Lula.

O Campus de Marabá, não deveria ter aceitado a doação, ainda vinda de uma
empresa que expulsou moradores daquele terreno, apenas para fazer
especulação imobiliária.

Dessa forma, fica claro que enquanto houver governos como os de Lula,
haverá problemas no nosso país. Só esse ano já foi cortado dez (10) por cento
das verbas para a educação, do pouco que já tinha sobrado das migalhas
entregues aos banqueiros através da dívida pública que é ilegal. Assim, ano
após ano, o Governo Lula, vem cortando o pouco destinado à educação.
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19. UNEMAR, a Juventude Precisa de Ti

A União dos Estudantes de Marabá (UNEMAR), já foi uma das organizações


mais fortes do Estado do Pará, realizou várias manifestações contra o aumento
da passagem e outras demandas relacionadas à educação.

Sem uma entidade estudantil forte, como a UNEMAR já foi e deve voltar ser,
não podemos obter grandes vitórias para nós.

Portanto é um de nossos principais objetivos, reativar a UNEMAR.


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Segue cronograma abaixo:

Cronograma de execução

Lançamento do projeto

20 de agosto de 2010

Orientação para fundação de grêmios estudantis

De 01 de novembro a 10 de dezembro de 2010

Congresso Estudantil da UNEMAR (CONUNEMAR) – reativação da UNEMAR.

15 de dezembro de 2010

20. Eventos e serviços (orçamentos)

Levando em consideração que só havia verba para serviços, gostaríamos de


ter de ter solicitado no Orçamento Participativo 2010, recursos para organizar
os seguintes eventos:

EVENTO DEMANDA CUSTO


1. Encontro Nacional de Universitários pela Passagens R$
Diversidade Sexual (ENUDS) – julho 2010 e diárias 2.000,00

2. Visita aos núcleos do Campus – julho Passagens R$
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2010 –, cerca de 1 mil reais; e diárias 1.000,00


3. Feira do Vestibular – início de setembro Gráfica e R$
outros 5.000,00
4. Acessibilidade no Campus, 30 de Gráfica R$
setembro 5.000,00
5. Rock Blues Federal - 15 de outubro Som e R$
palco 5.000,00
6. Execução do Projeto UNEMAR: novembro Gráfica R$
e dezembro 10.000,00
7. Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV) – Passagens, 5.000,00
janeiro de 2011 diárias e
gráfica
8. CONEB da UNE – janeiro de 2011 Aluguel de R$
ônibus 14.000,00
9. Encontro de Interiorização da UFPA – Abril Serviços R$
de 2011 20.000,00
10. CONUNE da – julho de 2011 – Aluguel de R$
ônibus. 14.000,00

Total: R$ 81.000,00
*Um evento denominado Congresso estudantil do Campus, já está com
orçamento garantido via PROEX e Orçamento Participativo.
E ainda, os seguintes serviços:

SERVIÇO QUANTIDADE CUSTO


Registro de atas no 17 R$ 4.250,00
cartório para as
entidades estudantis
Jornais para as - R$ 9.000,00
entidades estudantis
Quota de cópias para 10 mil cópias por mês R$ 10.800,00/ano
as entidades estudantis para todas as entidades
do Campus
Cópia de chaves para o 15 R$ 60,00
Diretório Acadêmico
Carimbos para as 20 R$ 400,00
entidades estudantis

Total: R$ 24. 510,00.

Total geral: R$ 105.510,00.


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Solicitamos à Coordenação do Campus a possibilidade de apoio em pelo


menos setenta (70) por cento desses valores, já que o Orçamento
Participativo deste ano estava muito tumultuado e não demandamos os
principais elementos de despesas por conta disso.

Orçamento detalhado do evento Acessibilidade

Demandas Quanti Preço Total Fonte


dade unitário

Faixa de divulgação 05 R$ 60,00 R$ 300,00 Campus de Marabá

Folder 4.000 R$ 0,40 R$ 1.600,00 Campus de Marabá

Certificado 300 R$ 2,00 R$ 600,00 Campus de Marabá

Crachá 300 R$ 2,00 R$ 600,00 Campus de Marabá

Cartaz 200 R$ 3,00 R$ 600,00 Campus de Marabá

Banner 06 R$ 150,00 R$ 900,00 Campus de Marabá

Rolo de barbantes 02 R$ 4,00 R$ 8,00 Campus de Marabá

Fita adesiva 05 R$ 2,00 R$ 10,00 Campus de Marabá

Pastas com elástico 220 R$ 1,00 R$ 220,00 Campus de Marabá

Caneta 220 R$ 0,65 R$ 143,00 Campus de Marabá


esferográfica

Pacote de copos 04 R$ 3,00 R$ 12,00 Campus de Marabá


descartáveis 200 ml

Resma de papel A4 02 R$ 12,00 R$ 24,00 Campus de Marabá


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Galão de água 03 R$ 6,00 R$ 18,00 Campus de Marabá


mineral 20 l.

Cópias de PAPEL 4.000 R$ 0,08 R$ 320,00 Campus de Marabá

Papel para cartaz 30 R$ 1,00 R$ 30,00 Campus de Marabá

Papel Cartolina 100 R$ 0,50 R$ 50,00 Campus de Marabá

Passagem de avião 01 R$ 200,00 R$ 200,00 Campus de Marabá


ida e volta
Belém/Marabá

Diárias 01 R$ 200,00 R$ 200,00 Campus de Marabá

Total geral R$ 6.335,00

FONTES:
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ: R$ 6.335,00.

Orçamento do Encontro da Interiorização da UFPA

Demandas Quantidad Preço Total Fonte


e unitário
Folder 4.000 R$ 0,40 R$ 1.600,00
Certificado 400 R$ 2,00 R$ 800,00
Crachá 400 R$ 2,00 R$ 800,00
Cartaz 400 R$ 3,00 R$ 1200,00
Banner 15 R$ 150,00 R$ 1.125,00
Cartilha/regimentos 1000 R$ 1,00 R$ 1.000,00
Camisa 400 R$ 12,00 R$ 4.800,00
Bolsa 400 R$ 5,00 R$ 2.000,00
Bloco com 400 R$ 2,00 R$ 800,00
logotipo/Encontro
Pasta 400 R$ 2,00 R$ 800,00
personalizada/papel
Rolo de barbantes 10 R$ 4,00 R$ 40,00
Fita adesiva 10 R$ 2,00 R$ 20,00
Caneta esferográfica 400 R$ 0,65 R$ 260,00
Pct./cop./desc./200 ml 40 R$ 3,00 R$ 120,00
Resma de papel A4 10 R$ 12,00 R$ 120,00
Galão/água mineral 20 20 R$ 6,00 R$ 120,00
l.
Cópias de PAPEL 10.000 R$ 0,08 R$ 800,00
Papel madeira 50 1,00 50,00
Papel Cartolina 100 0,50 50,00
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Faixa de divulgação 05 R$ 60,00 R$ 300,00


Reformas de 10 R$ 600,00 R$ 6.000,00
banheiros
Passagem nacional 07 R$ 1.000,00 R$ 7.000,00
ida e
volta/palestrantes
Passagem 10 R$ 200,00 R$ 2.000,00
organização/Belém/M
arabá
Diárias/palestrantes/or 17 R$ 200,00 R$ 3.400,00
ganização de Belém
Diárias estudantes 200 R$ 200,00 R$ 40.000,00
outros campi
Café da manhã/cinco 200.00 R$ 2.00 R$ 400,00
dias
Refeições/almoço/jant 2.000 R$ 6.00 R$ 12.000,00
a/cinco dias
Total: R$ 87.605,00

Fontes: Ainda sem especificação

Orçamento detalhado do evento Feira do vestibular

Demandas Quantid Preço Total Fonte


ade unitário
Faixa de 05 R$ 60,00 R$ 300,00 Campus de
divulgação Marabá
Folder 8.000 R$ 0,35 R$ 2.800,00 Campus de
Marabá
Certificado 300 R$ 2,00 R$ 600,00 Campus de
Marabá
Crachá 300 R$ 2,00 R$ 600,00 Campus de
Marabá
Cartaz 300 R$ 3,00 R$ 900,00 Campus de
Marabá
Banner 15 R$ 150,00 R$ 1.125,00 Campus de
Marabá
Cartilha de 1000 1,00 R$ 1.000,00 Campus de
Orientação, com Marabá
regimentos da
UFPA.
Rolo de 02 R$ 4,00 R$ 8,00 Campus de
barbantes Marabá
Fita adesiva 05 R$ 2,00 R$ 10,00 Campus de
Marabá
Pastas com 220 R$ 1,00 R$ 220,00 Campus de
elástico Marabá
Caneta 220 R$ 0,65 R$ 143,00 Campus de
27/43

esferográfica Marabá
Pacote de copos 04 R$ 3,00 R$ 12,00 Campus de
descartáveis 200 Marabá
ml
Resma de papel 02 R$ 12,00 R$ 24,00 Campus de
A4 Marabá
Galão de água 03 R$ 6,00 R$ 18,00 Campus de
mineral 20 l. Marabá
Cópias de PAPEL 4.000 R$ 0,08 R$ 320,00 Campus de
Marabá
Papel para cartaz 30 1,00 30,00 Campus de
Marabá
Papel Cartolina 100 0,50 50,00 Campus de
Marabá
Total geral R$ 8.160,00

FONTES:

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ: R$ 8.160,00

Orçamento detalhado do Evento Rock Blues Federal

Demandas Quantid Preço unitário Total Fonte


ade
Panfleto 4.500 R$ 0,35 R$ 1.575,00 PROEX
Cartaz 400 R$ 3,00 R$ 1200,00 PROEX
Banner 15 R$ 150,00 R$ 1.125,00 PROEX
Rolo de barbantes 02 R$ 4,00 R$ 8,00 Campus de
Marabá
Fita adesiva 05 R$ 2,00 R$ 10,00 Campus de
Marabá
Pacote de copos 04 R$ 3,00 R$ 12,00 Campus de
descartáveis 200 ml Marabá
Aluguel de som e luz 01 R$ 3.000,00 R$ 3.000,00 Campus de
Marabá
Aluguel de palco 01 R$ 2.000,00 R$ 2.000,00 Campus de
Marabá
Passagem Rio de 01 R$ 1.000,00 R$ 1.000,00 PROEX
Janeiro/Marabá ida e
volta - Jefferson
Gonçalves
Passagem Rio de 01 R$ 1.000,00 R$ 1.000,00 PROEX
Janeiro/Marabá ida e
volta - Kleber Dias
Passagem Rio de 01 RS 1.000,00 R$ 1.000,00 PROEX
28/43

Janeiro/Marabá ida e
volta - Sérgio Velasco
Pagamento de Cachê 03 R$ 1.000,00 R$ 3.000,00 Prefeitura de
Marabá
Faixa de divulgação 05 R$ 60,00 R$ 300,00 Prefeitura de
Marabá
Ornamentação - - RS 200,00 Prefeitura de
Marabá
Segurança 15 R$ 50,00 R$ 750,00
Total Geral: R$ 16.210,00

FONTES:

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO (PROEX) - UFPA: R$ 6.930,00.

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ: R$ 5030,00.

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARABÁ: R$ 4.250,00.

Orçamento detalhado do evento Congresso Estudantil do Campus

Demandas Quantid Preço Total Fonte


ade unitário
Faixa de 05 R$ 60,00 R$ 300,00 PROEX
divulgação
Folder 4.000 R$ 0,40 R$ 1.600,00 PROEX
Certificado 300 R$ 2,00 R$ 600,00 PROEX
Crachá 300 R$ 2,00 R$ 600,00 PROEX
Cartaz 200 R$ 3,00 R$ 600,00 PROEX
Banner 06 R$ 150,00 R$ 900,00 PROEX
Cartilha com 1000 1,00 R$ 1.000,00 PROEX
regimentos da
UFPA.
Passagem para 01 R$ 158,00 R$ 158,00 PROEX
Zaraia Guará
Ferreira
Belém/Marabá
Rolo de 02 R$ 4,00 R$ 8,00 Campus de Marabá
barbantes
Fita adesiva 05 R$ 2,00 R$ 10,00 Campus de Marabá
Pastas com 220 R$ 1,00 R$ 220,00 Campus de Marabá
elástico
Caneta 220 R$ 0,65 R$ 143,00 Campus de Marabá
esferográfica
29/43

Pacote de copos 04 R$ 3,00 R$ 12,00 Campus de Marabá


descartáveis 200
ml
Resma de papel 02 R$ 12,00 R$ 24,00 Campus de Marabá
A4
Galão de água 03 R$ 6,00 R$ 18,00 Campus de Marabá
mineral 20 l.
Cópias de PAPEL 4.000 R$ 0,08 R$ 320,00 Campus de Marabá
Papel para cartaz 30 1,00 30,00 Campus de Marabá
Papel Cartolina 100 0,50 50,00 Campus de Marabá
Total geral R$ 7.093,00

FONTES:

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO (PROEX) - UFPA: R$ 5.933,00.

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ: R$ 1.160,00.

Orçamento detalhado do Evento Reativação da UNEMAR

Demandas Quantidad Preço Total Fonte


e unitário
Faixa de divulgação 05 R$ 60,00 R$ 300,00 Campus de
Marabá
Folder 4.000 R$ 0,40 R$ Campus de
1.600,00 Marabá
Panfleto 30.000 R$ 0,08 R$ Campus de
2.400,00 Marabá
Crachá 4.000 R$ 0,50 R$ Campus de
2.000,00 Marabá
Cartaz 200 R$ 2,00 R$ 400,00 Campus de
Marabá
Banner 06 R$ R$ 900,00 Campus de
150,00 Marabá
Cartilha sobre o 1000 R$ 1,00 R$ Campus de
movimento 1.000,00 Marabá
estudantil
Rolo de barbantes 50 R$ 4,00 R$ 200,00 Campus de
Marabá
Fita adesiva 150 R$ 2,00 R$ 300,00 Campus de
Marabá
Pacote de copos 40 R$ 3,00 R$ 120,00 Campus de
descartáveis 200 ml Marabá
Resma de papel A4 30 R$ 12,00 R$ 360,00 Campus de
30/43

Marabá
Galão de água 20 R$ 6,00 R$ 120,00 Campus de
mineral 20 l. Marabá
Cópias de PAPEL 8.000 R$ 0,08 R$ 640,00 Campus de
Marabá
Papel madeira 100 R$ 1,00 R$ 100,00 Campus de
Marabá
Papel Cartolina 100 R$ 0,50 R$ 50,00 Campus de
Marabá
Horas/carro de som 15 R$ 40,00 R$ 600,00 Sindicatos
Total geral R$
10.990,00.

FONTES:

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ: R$ 10.390,00.


Sindicatos: R$ 600,00

21. Proposta de planejamento para 2011

EVENTO DATA
1. Estágio Interdisciplinar de Janeiro
vivência;
2. Caravana ao CONEB; Janeiro
3. Calourada 2010; Março
4. Evento para fortalecimento de Abril
CA’s;
5. Fazer assembléia para novas Maio
eleições;
6. Organizar caravana ao CONUNE; Junho
7. Evento cultural fim de semestre; Junho
8. Preparar um projeto de pesquisa Agosto
para concorrer ao PIBIC;
9. Participação no Grito dos Setembro
Excluídos
10. Preparar Projeto de Extensão Setembro
para apresentar ao PIBEX;
11. Prepara Projeto de Extensão Setembro
para apresentar à PROEX;
12. Preparar projeto de Pesquisa Setembro
31/43

para apresentar à FAPESPA;


13. Evento de fortalecimento da Outubro
UNEMAR;
14. Organizar Estágio Interdisciplinar Outubro
de Vivência (EIV) 2012;
15. Levantar demandas à reitoria Novembro
para ser entregue ao DCE;
16. Levantar demandas ao Dezembro
Orçamento Participativo 2012;
17. Festa de fim do ano. Dezembro

22. Orientação aos Centros Acadêmicos

Solução de problemas

Senhores e senhoras diretores e diretoras de Centros Acadêmicos, informamos


que para solucionar problemas como solicitação de cancelamento de disciplina,
os senhores e senhoras devem seguir as seguintes orientações:

Para caso envolvendo uma única turma:

1. O CA deve orientar a turma a fazer uma reunião, a partir daí, o CA deve


enviar à Faculdade a ata da reunião, via ofício assinado
preferencialmente pela presidência do CA.

Para casos envolvendo mais de uma turma, mas não o curso inteiro:

2. O procedimento é o mesmo, a diferença é que devem ser juntadas as


atas das turmas que realizaram as reuniões e encaminhadas por um
mesmo ofício.

Para casos envolvendo o curso inteiro


32/43

3. A presidência do CA deve Convocar uma assembléia e encaminhar a ata


desta via ofício assinado preferencialmente pela presidência do CA.
Em casos urgentes, o CA deve encaminhar seu posicionamento de acordo com
o seu estatuto e programa de campanha ou o que for mais benéfico para os
estudantes do curso e campus. É necessário, nesse caso, enviar a ata da
reunião da CA.

23. Modelo de ofício

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ


CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ
DIRETÓRIO ACADÊMICO JOSÉ DE RIBAMAR RODRIGUES DA SILVA
GESTÃO 2009-2011
COORDENAÇÃO GERAL

Ofício 065/2010/ CG

Marabá-PA, 26 de abril de 2010.

Á:
Coordenação do Campus Universitário de Marabá
Hildete dos Anjos.

Senhora,

Ref.
Chaves do D.A.: Porta e Cadeado

Cumprimentando-lhe, servimo-nos deste, para solicitar a Vossa Senhoria, cópia


das Chaves do D.A.: Porta e Cadeado.

Certo de contarmos com vossa colaboração, agradecemos antecipadamente.


33/43

Respeitosamente,

Zalex Ribeiro de Jesus


Tesouraria

24. O que é Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV)?

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES DE AGRONOMIA DO BRASIL


ESTÁGIOS INTERDISCIPLINARES DE VIVÊNCIA

Elaboração: Núcleo de Trabalho Permanente em Movimentos sociais


Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil.

Maio de 2005

I - Apresentação
A partir da década de 80, com a “redemocratização” do país, intensificam-se as
lutas pelo acesso a terra, principalmente com o surgimento do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Paralelamente a intensificação das
lutas no campo, a alienação e a desmobilização de setores urbanos,
principalmente dos estudantes, atinge níveis jamais vistos na história.
No sentido de elevar a consciência dos estudantes, questionando
as ações da Universidade, a formação recebida e a estrutura da sociedade, os
Estágios de Vivência (E.V.) nascem com o objetivo principal de colocar esses
em contato com a realidade agrária brasileira e com as perspectivas de
transformação dessa através da organização e mobilização social.
Em suas primeiras edições os E.V.’s foram voltados para o curso
de Agronomia e sua demanda, após algumas experiências e avaliações nesse
campo constatou-se a complexidade da questão agrária e a necessidade da
construção de uma atividade que reunisse as mais variadas ciências, buscando
assim a construção e a prática interdisciplinar, a transversalidade do
conhecimento e a integração de diversos cursos e Movimentos Sociais.
Essa cartilha foi elaborada com a intenção de esclarecer, divulgar,
promover e orientar os debates entre estudantes, assentados, agricultores,
34/43

universidades e Movimentos Sociais Populares sobre os Estágios de Vivência.


Vale ressaltar que ela não tem a pretensão de ser um manual de como fazer os
E.V’s, mas sim de fornecer alguns elementos que entendemos como princípios
norteadores para a realização dos objetivos pelos quais foram criados os
E.V.’s, sendo importante considerar as especificidades de cada região.
Ela consta de um histórico, dos princípios e dos objetivos centrais do E.V., a
metodologia normalmente adotada, bem como algumas perspectivas
construídas a partir das experiências e relações estabelecidas entre os
estudantes e o MST até o presente momento.
Esperamos que ela seja mais um instrumento de contribuição na luta pela
Reforma Agrária e por uma formação profissional socialmente referenciada.
Desejamos a todos os companheiros boa leitura!

II - Introdução

O Movimento Estudantil de Agronomia, nos últimos anos, ampliou os


debates a respeito da relação entre Universidade e Sociedade.
Compreendendo a grande importância da articulação entre os vários setores
que atuam na transformação da sociedade, a Federação dos Estudantes de
Agronomia do Brasil - FEAB vem construindo uma relação orgânica com os
Movimentos Sociais Populares, integrando a Via Campesina – Seção Brasil e
desenvolvendo várias atividades conjuntas, das quais, os Estágios de Vivência
representam um importante espaço de aproximação e reconhecimento da
realidade social pelos acadêmicos.
O Estágio de Vivência representa um importante espaço de reflexão e
elaboração crítica entre os objetivos requeridos e os fornecidos pela
Universidade, buscando melhorar a formação dos participantes, valorizando o
diálogo com a Sociedade e repensando as condições de intervenção sobre a
realidade. Representa também privilegiar um segmento social da produção
que, na prática, condensa graves problemas sociais e técnicos na área rural
que envolve, entre outros, a questão agrária e a luta pela terra.
A partir da vivência da realidade cotidiana dos trabalhadores e
trabalhadoras rurais, buscando entendê-la, os estagiários são chamados a
analisar o contexto da história recente dos Movimentos Sociais Populares,
tendo como moldura o processo de “modernização” da agricultura brasileira, e
todos os acontecimentos promovidos por essa opção política. Por outro lado,
através da interdisciplinaridade são chamados a construir uma visão holística
dos espaços que vivenciam, de modo a preparar-se para sua futura
intervenção e atuação profissional.
Dentro dessa perspectiva, portanto, a proposta do Estágio de Vivência
não se corporifica apenas nos poucos dias em que se dá a presença do
estudante em campo, nos Assentamentos e Comunidades Rurais. Vai muito
além, constituindo-se em uma proposta na qual o estudante é incentivado a:
 aprender, observar, conhecer, participar;
 considerar como pano de fundo a complexidade da realidade, e a
diversidade de ângulos pelos quais esta realidade pode ser observada,
evitando assim proceder a reduções simplificadoras;
 valorizar a troca de informações e experiências, em plano coletivo e
interdisciplinar;
35/43

- confrontar seus conhecimentos teóricos com aquela realidade, de modo


a elaborar uma prática sobre a qual terá oportunidade constante de refletir, à
luz da vivência, de modo a construir novos conhecimentos, articulando
conhecimentos teóricos e empíricos, numa proposta crítica e transformadora da
produção do conhecimento, que deverá ser posta em discussão na
universidade, quando de seu retorno.

III – Histórico
A partir dos anos 70, os Estudantes de Agronomia começaram a sentir a
necessidade de desenvolver esforços para entender criticamente o modelo de
desenvolvimento agropecuário que estava sendo implantado no país, buscando
analisar suas conseqüências e, a partir daí, atuar para melhorar a qualidade do
ensino de Agronomia, aproximando-o mais da realidade, das demandas e das
necessidades da maioria dos trabalhadores e produtores rurais, situados em
condição marginal no contexto daquele modelo.
Ao longo das discussões travadas, foi reconhecendo-se como ponto
central a superar, o distanciamento Universidade/Sociedade e, em especial, o
caráter acadêmico, tecnicista e segmentado do conhecimento produzido na
instituição universitária.
Dessa forma, ao longo da década de 80, desdobraram-se preocupações
com o ensino de Agronomia, com o perfil do profissional formado, com o
currículo e conteúdo das disciplinas. Essas questões começaram a ganhar
expressão, por exemplo, na luta pela regulamentação do uso de Agrotóxicos,
pela Implantação do Receituário Agronômico, na participação de profissionais e
estudantes em associações e Movimentos Sociais Populares que
reivindicavam a democratização do acesso a terra e maior atenção ao manejo
e preservação dos recursos naturais e, em especial, com a aprovação em 1984
do Currículo Mínimo, fruto de amplas e profundas discussões entre estudantes,
profissionais e diversos segmentos da sociedade.
Nesse contexto, surgiram na FEAB, alguns projetos pioneiros que
buscavam aproximar o estudante universitário da realidade econômica, social,
política e cultural do campo - os Estágios de Vivência.
A primeira experiência de E.V. foi realizada em final de 1988 e janeiro de
1989, em Dourados (MS), em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST), agregando estudantes de agronomia da
Superintendência Regional IV da FEAB (região Centro-Oeste). Após avaliações
e debates, concretizou-se finalmente, em janeiro de 1992, o primeiro projeto
em âmbito nacional, realizado em assentamentos rurais dos Estados de Santa
Catarina e Paraná, sob coordenação do Núcleo de Trabalho Permanente sobre
Movimentos Sociais (NTP/MS) da FEAB. A partir dessa experiência,
evidenciou-se a necessidade de se firmar aos E.V. um caráter interdisciplinar.
Desde estão, os E.V. se multiplicaram por todo o país. Assumiram caráter
local ou regional, e, em sua maioria, interdisciplinar, sendo construídos não só
pela FEAB, mas por várias outras Executivas e Federações de Curso,
Diretórios Centrais dos Estudantes e Centros e Diretórios Acadêmicos. Muitos
grupos de Extensão se formaram a partir da experiência dos E.V.’s,
desenvolvendo trabalhos de longo prazo em conjunto com os Acampamentos,
Assentamentos e Comunidades Rurais. Nascem também como resultado os
Núcleos de Apoio e Luta por Reforma Agrária dentro das Universidades, que
serão abordados no decorrer deste material.
36/43

O E.V. teve sua importância reconhecida em várias universidades,


chegando a ser institucionalizado em algumas, como é o caso da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC), onde o Estágio de Vivência constitui uma
disciplina dentro do currículo de Agronomia. Cabe ainda lembrar, finalmente,
que a proposta do Estágio de Vivência da FEAB foi premiada pela UNESCO
em 1992, como iniciativa de destaque da juventude Latino-americana.
No início de 2003 a FEAB juntamente com a ENEV (Executiva Nacional
dos estudantes de Veterinária), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra) e INCRA (Instituto Nacional de colonização e Reforma Agrária)
elaboram o Programa Nacional de Formação(PNF) com o objetivo de
estabelecer uma parceria capaz de ampliar o debate a cerca da Reforma
Agrária criando atores comprometidos com a verdadeira construção de um
novo projeto de sociedade. Dessa forma buscou-se potencializar as atividades
desenvolvidas ao longo dos anos por essas entidades a fim de fortalecer o
Movimento Estudantil e ampliar o número de profissionais comprometidos com
a Reforma Agrária. O PNF continha em seu planejamento a ampliação dos
E.V.’s, a realização de Seminários sobre a Reforma Agrária nas Universidades
e realização dos Cursos de Economia Política e Agricultura (CEPA).

IV - PRINCÍPIOS

Na construção dos Estágios Interdisciplinares de Vivência devem ser


observados alguns pontos que são determinantes para o bom andamento das
atividades e para que os objetivos, tanto do Estágio quanto os individuais dos
participantes, sejam alcançados com êxito. Tais pontos são:
 Coletivismo e participação de todos na construção do estágio. Esse
ponto refere-se principalmente ao andamento das etapas de preparação
e avaliação do estágio; a adoção da metodologia de divisão de tarefas
em forma de brigadas tem se mostrado bastante eficiente;
 Colocar como centro da realização do estágio o engajamento na luta dos
trabalhadores pela transformação social. Compreender que a
transformação da Universidade é um processo que só se dará
concomitante com a superação da sociedade capitalista, sendo assim
considerar-se-á os Movimentos Sociais aliados e não simples espaço de
pesquisa acadêmica;
 Construção do estágio em conjunto com os assentados e/ou
acampados, para que sejam contemplados os objetivos de todos.
Compreender que na construção de alianças, cada parceiro detém
objetivos específicos que devem ser respeitados e contemplados na
construção em questão;
 Promover a integração entre os participantes das diferentes áreas do
saber, a fim de desmistificar a concepção e a prática fragmentada da
Universidade. Nos espaços de preparação e avaliação deve-se
incentivar, através de metodologia adequada, o intercâmbio entre os
participantes dos diversos cursos;
 O estágio deve ser visto como um instrumento de divulgação e de luta
por Reforma Agrária. Além de ser um espaço de formação política e
intercâmbio de conhecimento, deve ser colocado como forma ampliar a
disseminação da discussão sobre a importância da luta por reforma
37/43

agrária não só para os agricultores mas também para toda a sociedade


brasileira;
 Promover a formação humanista dos participantes, fazendo reflexões à
cerca de valores como a ética, a solidariedade, a participação, a justiça,
o companheirismo, a sensibilidade, etc, rompendo com o isolamento
existente entre estudantes e a realidade concreta dos trabalhadores
organizados;
 A mística deve ser trabalhada em todos os espaços do estágio, como
forma de sensibilização e recuperação de valores culturais e práticas
militantes;
 Que as experiências até então realizadas sirvam de orientação na
organização dos estágios, considerando as especificidades locais.
Valendo-se da concepção dialética devemos aprender com a história,
nesse sentido estudar as demais experiências torna-se indispensável
para a não repetição de erros;
 Possibilitar a construção da consciência crítica nos participantes, a fim
de fortalecer o estudo e a compreensão dos problemas nacionais e uma
conseqüente participação na luta da classe trabalhadora;
 Fomentar o debate a cerca da Universidade e seu papel social, da
organização e estruturação social, dos movimentos sociais populares,
da questão agrária, etc;
 Promover a integração entre o conhecimento formalizado pela escola e
aquele que nasce através da experiência concreta da luta dos grupos
sociais: o saber popular. Valorizando o conhecimento empírico dos
camponeses e confrontando-o com conhecimento científico adquirido na
Universidade. Nesse ponto deve-se ressaltar a importância da não-
intervenção, na medida em que o estudante não vai a campo como um
profissional para aplicar as técnicas, não deve levar expectativas de
transformações a nível técnico, mas vai para vivenciar a realidade como
ela é e a partir desse ponto, ao voltar para a Universidade, poder
relacionar e confrontar aquela realidade com o conhecimento oferecido
pela Universidade, dimensionando ações futuras para transforma-la. O
estagiário pode discutir com as famílias temas como política entre
outros, não podendo interferir em discussões sobre decisões políticas do
acampamento/assentamento ou discordar do regimento interno,
respeitando a autonomia e os princípios do Movimento.

V - Objetivos

Objetivo Geral:
Aproximar o estudante universitário da realidade sócio-econômica, política e
cultural brasileira, com atenção especial às carências das camadas sociais
marginalizadas, envolvidas na tarefa de trabalhar e produzir, presentes nos
assentamentos e pequenas propriedades rurais.

Objetivos Específicos:
 Propiciar aos estudantes, ligados as diversas áreas do conhecimento, a
vivência global da realidade social, política, econômica e cultural de um
assentamento ou comunidade rural e, ao mesmo tempo, orientar sua
observação para as condições coletivas de vida e trabalho;
38/43

 Questionar e confrontar o conhecimento produzido pela universidade


com o conhecimento milenarmente acumulado pelos camponeses,
buscando novas formas de atuação dentro da universidade para
melhorar as condições de transmissão e construção do conhecimento;
 Compreender o que representam as experiências dos Movimentos
Sociais Populares do campo para o Brasil;
 Compreender o que representam e quais os objetivos das lutas
realizadas atualmente pelos movimentos sociais populares dentro da
estruturação e organização da sociedade ;
 Estabelecer uma relação estudante-sociedade que culmine no
desenvolvimento de trabalhos conjuntos de longo prazo, como Grupos
de Extensão, discussão, trabalhos de pesquisa, etc.;
 Promover um intercâmbio político entre as organizações dos estudantes
(FEAB e outras Executivas de Curso, Diretórios Centrais, Centros e
Diretórios Acadêmicos), os Movimentos Sociais Populares do Campo e a
Universidade;
 Avaliar conjuntamente as experiências individuais e coletivas adquiridas
durante o estágio.

VI - METODOLOGIA

Desde a construção do primeiro E.V foram sendo avaliadas e


experimentadas diversas metodologias. No decorrer das atividades realizadas
algumas metodologias se consolidaram as quais são baseadas no acúmulo
prático, nas avaliações e estudos, e, principalmente nas bibliografias de Paulo
Freire, Makarenko entre outros. Assim moldamos uma metodologia própria que
foi dialeticamente construída, subdividindo-se em três etapas principais de igual
importância e participação obrigatória dos estagiários. Colocaremos de forma
simples cada uma delas e suas especificidades e variações. Porém antes
devemos observar alguns pontos importantes na divulgação, inscrições,
seleção dos candidatos, estrutura, preparação da coordenação da atividade,
enfim das etapas Pré-EIV (estágio interdisciplinar de vivência), que os
participantes não participam ativamente, porém são etapas que definem a
realização ou não do evento.

Construção do EIV(Estágio Interdisciplinar de Vivência)


Depois de tomada a decisão política de realização do EIV, em sua
Universidade, Cidade, Região, etc. começa-se o trabalho de viabilização
financeira, política e pedagógica da atividade, bem como a sua divulgação, as
inscrições e a seleção dos estagiários. Dividiremos em quatro pontos para
facilitar a compreensão:

Viabilização Financeira: desse ponto depende a concretização do EIV. É


comum receber financiamento de universidades, instituições governamentais e
não governamentais, porém às vezes algumas dessas tentam interferir na
metodologia e nos temas a serem abordados, essa questão deve ser avaliada
pela comissão organizadora do EIV e se acaso essa interferência venha a
alterar os princípios e objetivos perde-se as intenções da realização do EIV. Se
39/43

essas situações não forem observadas ou forem resolvidas de forma que não
interferiram nos princípios, objetivos e metodologia do EIV considera-se
resolvida a questão financeira. Porém, mesmo com as possibilidades de
viabilização financeira de outros órgãos devemos disputar constantemente a
Universidade, para que esta financie e apóie o estágio como evento de
Extensão Universitária;

Viabilização Política: O primeiro passo a ser seguido pela comissão


organizadora é a autopreparação. Presume-se que os membros dessa já
tenham participado de um EiV como estagiários, porém esse acúmulo não é
suficiente para que possam organizar um EiV, devendo realizar outras
atividades, principalmente relacionadas ao conteúdo do EIV: estudando o
movimento social no qual se pretende realizar a vivência, teoria da
organização, metodologia, educação popular, processo de formação da
consciência, estrutura de classes da sociedade e questões sociais da pauta,
nesse caso a questão agrária e a educação são pontos fundamentais.
Apesar de já terem sido realizadas vivências em centros urbanos,
comunidades Indígenas e Comunidades desorganizadas, etc., as que vêm se
firmando mais qualificadamente são as realizadas com Movimentos
Camponeses organizados da Via Campesina (MST, MPA, MAB, MMC, PJR e
CPT) devido a sua organicidade e seus princípios. Nesse contexto,
paralelamente ao estudo, deve-se realizar a articulação com o Movimento
Social Popular (MSP) no qual pretende-se realizar a vivência. Desde o
princípio, a construção deve ser coletiva entre Movimento Estudantil e
Movimento Social Popular, respeitando a autonomia de cada Movimento e sua
forma de organização. No primeiro contato devem ser apresentados a proposta
do estágio, os princípios, objetivos, a metodologia , etc., enfim todo o
acumulado inicial do grupo. A partir daí procura-se envolver o MSP tanto nas
discussões quanto na execução, buscando atender também os objetivos
específicos do mesmo;
→ No ANEXO I I são apresentadas das bibliografias que são e que podem ser
utilizadas na construção e acúmulo do Estágio de Vivência.

Viabilização Pedagógica: A pedagogia utilizada nos estágios vem sendo


desenvolvida valendo-se tanto das experiências práticas como do acumulado
de teóricos, já citados anteriormente. Buscando envolver ao máximo os
participantes e desenvolver valores como organização, disciplina, solidariedade
e coletividade. As etapas de preparação e avaliação atualmente são
desenvolvidas com uma proposta conhecida como “metodologia do tempo”.
Nesta os participantes (estagiários e coordenadores) têm o dia dividido em
estudo e trabalhos práticos, lazer, etc., com horários definidos para cada
atividade, transformando as questões estruturais práticas também num
processo educativo (essa pedagogia será mais detalhada no ponto de
preparação e avaliação). Na questão pedagógica deve-se também observar as
especificidades regionais, o perfil dos estagiários e do MSP com o qual se está
realizando a atividade.
Divulgação, inscrição e seleção: A divulgação deve ser massiva,
utilizando-se desde os meios convencionais no Movimento Estudantil como
folder’s, cartazes, passadas em sala de aula, oficinas nas Universidades e
divulgação eletrônica até utilizar-se da mídia alternativa como no jornal Brasil
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de Fato, na revista Caros Amigos, entre outros que abrem espaço para tal. A
inscrição pode se dar de várias maneiras, mas a utilização de fichas com o
maior número de informação possível vem se mostrando mais adequada, pois
possibilita um conhecimento mínimo do perfil dos interessados, junto a essa se
deve realizar uma reunião pré-EIV com os candidatos a fim esclarece-los sobre
questões pertinentes ao estágio e para que a comissão organizadora possa
perceber as intenções desses para com o EIV, possibilitando fazer o processo
seletivo. Nesse processo deve-se observar alguns fatores como curso, se é o
primeiro contato ou não dos candidatos com MSP’s, paridade de gênero,
interesse, entre outros definidos pela comissão organizadora.
ADENDO: A questão estrutural também deve ser ressaltada. O local para
realização das etapas de preparação e avaliação deve propiciar clima de
interação entre organizadores e estagiários, mística, concentração e de estudo;
experiências realizadas em centros de formação do MST têm se mostrado
eficiente na obtenção desses objetivos, já que são construídos sob essa
orientação.

VI . I - PREPARAÇÃO:
Após os processos de divulgação, inscrição e seleção dos candidatos a
comissão organizadora do Estágio de Vivência iniciará a preparação do grupo
participante. Começa-se a definição das vagas, quando os Organizadores
enviam para o endereço do estagiário (a) os materiais de estudo (sendo esses
de leitura obrigatória para o melhor aproveitamento dessa fase), com textos
que tragam as questões relacionadas aos temas que serão abordados no
debate teórico, bem como os relacionados à metodologia, para que esta seja
compreendida também pelo estagiário.
A preparação é uma etapa de extrema importância, pois dela dependerá o
aproveitamento da vivência, bem como os resultados e conclusões do EIV, uma
preparação mal elaborada/realizada resulta diretamente num estágio débil .
Pretende-se, nessa etapa, através de discussões e estudo, aprofundar
alguns temas que serão necessários para que o estagiário compreenda os
processos políticos, organizativos e produtivos no contexto da Questão Agrária.
O período médio para a realização da preparação é de 04 dias, destinando
esse tempo para o estudo, aprofundamento teórico-prático e para os
encaminhamentos do estágio durante a vivência. Como proposta básica são
abordados os seguintes temas:
 Estrutura da sociedade capitalista;
 Formação da sociedade brasileira;
 Modelo de desenvolvimento agrário e agrícola;
 Lutas sociais no campo;
 Histórico da organização dos Movimentos Sociais;
 Histórico e realidade do MSP onde se realizará a vivência;
A forma como será conduzida a preparação, bem como os horários são de
extrema importância, sendo que já existem experiências bastante positivas.
→ No ANEXO I são apresentadas duas propostas de grade horária para a
preparação.

VI.II - VIVÊNCIA E ACOMPANHAMENTO


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Esta etapa compreende um dos momentos mais importantes do estágio,


pois nela o estagiário terá a oportunidade de entrar em contato direto com os
processos organizativos dos Movimentos Sociais Populares, podendo conhecer
os seguintes aspectos:
• A organização política dos assentamentos e acampamentos;
• A organização da produção e comercialização dos camponeses;
• A organização social e cultural dos camponeses;
• As organizações administrativas das associações e cooperativas;
• O acompanhamento técnico dos Agricultores e Assentados.
Esta fase terá duração média de 15 dias, sendo que os estagiários serão
distribuídos em áreas coordenadas pelos Movimentos Sociais envolvidos, onde
acompanharão todas as atividades, permanecendo no local durante esse
período. Cada estagiário (a), dentro das diversas atividades, deverá realizar
uma reunião de avaliação do estágio ao final da vivência, com os agricultores
(as) para apontar propostas no sentido de aperfeiçoar a experiência. Durante
esse período o estágio deverá integrar-se à organização local, respeitando a
disciplina e demais aspectos culturais, econômicos e políticos. Sendo
supervisionado por integrantes da Coordenação do EIV e membros da Direção
do Movimento Social, a fim de acompanhar o andamento das atividades.
Durante a vivência, cada estagiário (a) deverá confeccionar o seu caderno de
campo individualmente, a fim de registrar as experiências (práticas e
emocionais) que estiver passando.

VI. III - AVALIAÇÃO E CONCLUSÃO DO ESTÁGIO

Este período será compreendido por (em média) 03 dias, onde está
previsto a reunião de todos os estagiários e demais participantes com os
objetivos de socializar as experiências individuais obtidas no período da
vivência; aprofundar os temas levantados durante a preparação, com base nas
experiências vivenciadas; avaliar a experiência do estágio como um todo,
apontando os pontos negativos e positivos, e por fim elaborar propostas para a
realização de um próximo estágio a partir dos elementos surgidos na avaliação.
Essa fase será assessorada por pessoas que tenham experiência com o
trabalho de metodologias de grupo a fim de tornar a avaliação um espaço
participativo onde a interação entre os estagiários de modo que contribua no
processo de aprofundamento das discussões. Segue abaixo a seqüência dos
espaços:
 Socialização das experiências individuais;
 Aprofundamento dos temas abordados na preparação;
 Avaliação da experiência do estágio;
 O que representou a realização do estágio para o Movimento Estudantil
e Movimentos Sociais;
 Pontos positivos do estágio;
 Pontos a serem melhorados para um próximo estágio;
 Elaboração de propostas para o próximo estágio;
 Sistematização e registro das anotações provenientes do diário de
campo, a fim de constituírem o relatório final do estágio.
Os relatórios contendo as experiências individuais dos estagiários serão
reunidos pela coordenação do estágio, onde serão registradas em forma de
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caderno ou cartilha podendo servir de subsídio para o Movimento estudantil e


Movimentos Sociais Populares.

NARA’S
Como uns dos vários resultados positivos dos EIV’s devemos ressaltar o
surgimento dos Núcleos de Apoio e Luta Pela Reforma Agrária.
A partir da concepção e ação do Movimento Estudantil articulado com os
Movimentos Sociais Populares e vinculado organicamente a classe
trabalhadora e suas lutas é que surgem os Núcleos de Apoio e Luta Pela
Reforma Agrária. O NARA consiste num instrumento do Movimento Estudantil
na construção de uma nova sociedade. Compreendendo a extrema articulação
entre o Capital Agrário e as outras faces do capitalismo (financeiro e industrial)
em nosso país é que se coloca como foco primordial a luta pela Reforma
Agrária, porém construindo sempre as demais lutas da classe trabalhadora.
Compreendendo também somente ser possível a superação das contradições
do Ensino brasileiro concomitante com a vitória final da classe trabalhadora, é
que se constrói dessa forma a Articulação Estudantil-Operária-Camponesa
dentro dos NARA’s.
Por isso os NARA’s desempenham papel fundamental na continuação
do processo iniciado no estágio de vivência, atuando na formulação e
planejamento os próximos EIV’s, discutindo e promovendo atividades conjuntas
de apoio e luta do ME com os MSP’s, levando o estudante até o seio da classe
trabalhadora para que se nutra em suas contradições trazendo essas para
dentro da Universidade.

CONCLUSÃO

Esperamos que esse material tenha atendido aos objetivos propostos de estar
servindo como material de acúmulo a respeito dos EIV’s se transformando em
mais um instrumento de contribuição na luta pela Reforma Agrária e por uma
Formação Profissional socialmente referenciada.
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Marabá, PA, 02 de julho de 2010.