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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
CENTRO DE FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

POLÍTICA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DA


EDUCAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

(2005-2008)

1. Concepção de formação continuada

Ao longo das duas últimas décadas do século XX, os professores têm


sido chamados a atuar como agentes fundamentais na efetivação das políticas
públicas para a educação. O que está em causa é a atuação deste profissional
em um cenário que se complexifica cotidianamente em função das demandas
construídas no contexto da reestruturação produtiva e das contradições
históricas nas quais a educação, como prática social, está assentada. Novas
exigências têm sido colocadas para a escola pública contemporânea e para os
profissionais que nela atuam e, consequentemente, para a formação inicial e
continuada.
Destaca-se, neste contexto, a mudança na concepção de conhecimento
promovida pela revolução tecnológica e informacional. O que se constata é que
as formas e maneiras de conhecer o mundo e de se informar sobre ele são
evidentemente diferentes das formas acessadas pelas gerações anteriores e,
portanto, daquelas da grande maioria dos professores que hoje atuam nas
salas de aula. De acordo com Miranda,
o impacto da globalização associado à revolução
tecnológica impõe um novo padrão de conhecimento:
menos discursivo, mais operativo; menos particularizado,
mais interativo, comunicativo; menos intelectivo, mais
pragmático; menos setorizado, mais global; não apenas
fortemente cognitivo, mas também valorativo, atitudinal
(2002:03).
O que significa que os educandos se utilizam de um procedimento
mental diferenciado que deve ser reconhecido e compreendido pelo professor –
por meio das ações de formação e da experiência – para que seja possível
mediar as aprendizagens desses sujeitos. Compreender, estudar e
acompanhar essas mudanças é tarefa que se impõe aos profissionais da
educação de hoje.
No terreno contraditório e complexo da história da educação e da
profissionalização docente, a formação continuada ganha status de política
pública e, em vários momentos, é considerada como a única via para a
garantia da qualidade dos processos de ensino e aprendizagem realizados na
escola. A retórica reformista e o senso comum a ela correspondente
prescrevem que, por meio das ações de formação, ocorreria uma instantânea
adequação das práticas docentes às propostas pedagógicas implementadas.
Entretanto, cabe ressaltar que, mesmo reconhecendo a formação como um
privilegiado meio de ação e transformação das práticas docentes, é necessário
compreender seus limites e possibilidades, já que a ação do professor é
mediada por uma grande diversidade de elementos – condições de trabalho,
condições subjetivas, leis – que extrapolam o âmbito da formação.
Compreender tais limites é fundamental para que não se acredite no engodo
das soluções fáceis que tem marcado os processos de formação inicial e
continuadas dos professores.
Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME) –
amparada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96,
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da
Educação Básica, Plano Municipal de Educação (Lei n° 8262/04) e Plano de
Carreira e Remuneração dos Servidores do Magistério Público do Município de
Goiânia (Lei n° 7.997/2000) – tem se estruturado para garantir a formação
continuada e a necessária valorização profissional. As ações têm como
referencial o Plano Municipal de Educação de Goiânia e que estabelece:
o trabalho de formação continuada dos trabalhadores em
educação deve ser desenvolvido para que obtenham uma
sustentação teórico-prática consistente e condições para
promover um trabalho competente (...) O perfil do
profissional não deve ser o de mero reprodutor de
condutas e procedimentos, mas sim o de um profissional
que vivencia, pensa e interfere no cotidiano educacional,
de forma consciente, eficaz e competente, buscando uma
práxis interdisciplinar, favorecendo a organização do
trabalho pedagógico, de tal forma que possibilite a geração
de espaços institucionais de integração escola – sociedade
(2004:63).
O Centro de Formação dos Profissionais da Educação/CEFPE, criado
em 1999, tem como função a implementação e desenvolvimento da política de
formação continuada dos profissionais da educação da Rede Municipal de
Educação (RME). Essa formação não está restrita aos professores por
compreender que, todos aqueles envolvidos, direta ou indiretamente, com a
promoção da aprendizagem, com qualidade social, têm o direito (garantido nos
documentos supra citados) à formação contínua, seja ele servidor do
magistério ou funcionário administrativo. De acordo com o PME de Goiânia, “o
objetivo é preparar os trabalhadores em educação para o desenvolvimento
humano e social dos educandos, tendo como referencial as diferentes fases da
vida, em sua diversidade” (2004: 63).
As ações de formação continuada desenvolvidas pela SME estão
entrelaçadas à perspectiva histórico-cultural de educação escolar, a qual
norteia as propostas político-pedagógicas para a Educação Infantil, o Ensino
Fundamental organizado em Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano
e a Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos.
De acordo com a perspectiva histórico-cultural, o processo de
humanização somente pode ser garantido por meio da apropriação dos
resultados da produção humana na história, ou seja, de tudo aquilo que o
gênero humano produziu e que lhe garante as condições para a existência
objetiva e subjetiva. Os conhecimentos produzidos ao longo da história da
humanidade deverão, por meio da educação escolar, garantir aos sujeitos
particulares a condição de se constituírem como gênero humano, pois a
atualização histórica somente se dá a partir da apropriação do conhecimento
produzido na prática social humana.
A educação escolar tem, portanto, o objetivo de desenvolver a
humanidade no indivíduo a partir de um processo planejado e sistematizado de
transmissão de conhecimentos, hábitos, atitudes, conceitos, valores. A
apropriação dos conhecimentos científicos confere sentido e significado à
realidade da qual o educando faz parte, confirmando assim, o papel da escola.
De acordo com Saviani (2003:98), “é preciso resgatar a importância da escola
e reorganizar o trabalho educativo levando em conta o problema do saber
sistematizado, a partir do qual se define a especificidade da educação escolar”.
Nesse sentido, a escola é o locus privilegiado para a transmissão de
conhecimento científico e reconstrução do conhecimento cultural e o professor,
o principal responsável por esse processo.
A partir dos anos de 1980, as políticas educacionais para a formação
continuada de professores têm sido associadas não apenas às questões
relativas ao fazer cotidiano nas escolas – como fazer – mas, sobretudo, ao
desenvolvimento profissional. Compreender a formação continuada, nesse
sentido, é compreender que não se trata somente de formação para o trabalho,
mas, também, para a diversidade de elementos que integram a profissão
docente e que conduzem à profissionalização da categoria. As pesquisas
educacionais relativas ao estudo dos processos de formação continuada e
implementação de propostas pedagógicas têm apontado que a
instrumentalização do professor quanto ao como fazer não é suficiente, pois o
que limita, inviabiliza ou dificulta a ação docente eficaz não é somente não
saber como agir nas situações de ensino, mas as representações sociais e
culturais que são significativas em um determinado contexto social. De acordo
com Gatti,
trabalhos sobre formação em serviço ou continuada e
desempenho de professores têm analisado as dificuldades
de mudança nas concepções e práticas educacionais desses
profissionais em seu cotidiano escolar. Em geral os mentores
e implementadores de programas ou cursos de formação
continuada, que visam a mudanças em cognições e práticas,
têm a concepção de que, oferecendo informações,
conteúdos, trabalhando a racionalidade dos profissionais,
produzirão a partir do domínio de novos conhecimentos
mudanças em posturas e formas de agir. As limitações dessa
concepção têm sido tratadas pela pesquisa e literatura em
psicologia social, que chamam a atenção para o fato de que
esses profissionais são pessoas integradas a grupos sociais
de referência nos quais se gestam concepções de educação,
de modos de ser, que se constituem em representações e
valores que filtram os conhecimentos que lhes chegam. Os
conhecimentos adquirem sentido ou não, são aceitos ou
não, incorporados ou não, em função de complexos
processos não apenas cognitivos, mas, sócio-afetivos e
culturais. Essa é uma das razões pelas quais tantos
programas que visam a mudanças cognitivas, de práticas, de
posturas, mostram-se ineficazes. Sua centralização apenas
nos aspectos cognitivos individuais esbarra nas
representações sociais e na cultura de grupos (2003:23).
Para a SME a profissionalização envolve, ainda, alternativas que
possibilitem melhores condições de atuação para os professores e respeito às
práticas pedagógicas já desenvolvidas ao longo da experiência profissional.
Assim, a concepção de formação continuada desta Secretaria tem como
referência as condições sociais, psicológicas, culturais, históricas e cognitivas
daqueles que atuam nas escolas. Compreende-se que a mediação da
realidade histórico-social é constitutiva desses sujeitos e requer estabelecer
uma efetiva interlocução entre as dimensões do fazer humano e a construção
sistemática da cultura e da identidade profissional.
Nessa perspectiva, a formação continuada é compreendida como um
aperfeiçoamento profissional capaz de promover a reflexão na e sobre a prática
docente, auxiliando o professor a compreender os limites e possibilidades de
sua atuação no contexto histórico e social no qual a escola está inserida. É,
portanto, uma ação intencionalmente planejada que tem como objetivo
mobilizar os conhecimentos da docência (científicos, pedagógicos e da
experiência), com intuito de provocar problematizações e mudanças no
trabalho do professor e contribuir para a tomada de decisões no seu dia-a-dia.
O trabalho docente constitui-se assim, no eixo orientador para a
realização desse processo formativo. De acordo com Saviani (2003:13) “o
trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada
indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente
pelo conjunto dos homens”. Para isso é necessário que o saber objetivo
produzido historicamente seja o ponto de partida da ação docente. Dessa
forma, no processo de formação continuada, a experiência e os conhecimentos
advindos da prática docente devem ser problematizados à luz dos
conhecimentos científicos e pedagógicos, motivando o professor a investigar
sua prática e intervir diferentemente na realidade.
A ação de formação deve ter na reflexão-ação-reflexão seu princípio
fundador para que os conhecimentos científicos e pedagógicos se inter-
relacionem com os conhecimentos advindos da experiência e promova a
construção de práticas educativas adequadas aos princípios que sustentam as
propostas político-pedagógicas da Rede Municipal de Educação e das
Instituições Educacionais1. É fundamental que as ações de formação
continuada desenvolvidas pela SME respeitem os conhecimentos e os saberes
que constituem o contexto escolar e que fazem parte das vivências e
experiências construídas pelo professor. Essas experiências devem ser
respeitadas ao longo do processo formativo e submetidas a uma constante
reestruturação qualitativa de forma a levar o professor a realizar sucessivas
superações e estruturações desse conhecimento tácito por meio da
apropriação do conhecimento científico-teórico. Esta reflexão sobre a prática
docente deverá se fundamentar em sólidas bases epistemológicas e teóricas e
se constituir, assim, como uma possibilidade para a construção da autonomia
intelectual do professor e, ainda, para a construção da sua identidade
profissional. Ou seja, só o conhecimento advindo da prática cotidiana do
professor, embora importante, não é suficiente para uma prática social que
pretende ser formadora de sujeitos.
O professor deverá se apropriar do conhecimento que supere o senso
comum e avance no sentido da reflexão sobre aqueles conhecimentos não
dispostos objetivamente na prática cotidiana, tais como ética, arte, filosofia e
moral. Compreende-se que a reflexão na e sobre a prática é fundamental para
o desenvolvimento de uma perspectiva investigativa do próprio trabalho sem,
contudo, desconsiderar o conhecimento científico e teórico como mediação

1
Trata-se da Proposta para Educação Infantil, da Proposta para o Ensino Fundamental
organizado em Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano e da Proposta para a
Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos, e ainda, das propostas político-
pedagógicas/PPP das Instituições Educacionais.
para a análise e modificação da prática docente. De acordo com Pimenta
(2002:22), as referências constantes ao desenvolvimento do chamado
“professor reflexivo” têm conduzido à sobreposição acentuada da prática sobre
a teoria e ainda a uma banalização da perspectiva da reflexão, considerando-a
suficiente para a resolução dos problemas da prática. A reflexão que se propõe
toma os conhecimentos científicos e teóricos como mediação para a
compreensão do contexto educacional na sua totalidade e, concomitantemente,
compreender e atuar na singularidade da prática cotidiana.
As ações de formação continuada devem ser orientadas a partir de três
conhecimentos que integram o trabalho do professor: científicos, pedagógicos
e a prática docente. Conhecimentos científicos: aqueles específicos à
epistemologia da área de conhecimento trabalhada. Conhecimentos
pedagógicos: referem-se aos conhecimentos teóricos necessários para a
atuação docente (processos de aprendizagem, metodologias de ensino,
planejamento, teorias da educação e avaliação da aprendizagem) em uma
perspectiva de totalidade. Os conhecimentos pedagógicos possibilitam
compreender as relações existentes entre o trabalho docente e as relações
sociais, culturais e políticas que intermedeiam o processo educacional. Prática
docente: refere-se aos conhecimentos tácitos da experiência e que se
relacionam às estratégias educativas e metodologias de ensino e ainda, com a
transposição dos conhecimentos científicos e pedagógicos para a atuação
docente.
Por meio desse enfoque, busca-se auxiliar os profissionais da educação
a transformarem orientações teóricas em orientações metodológicas já que
todas as decisões docentes têm suporte nas teorias que informam a prática
educativa, ou seja, estão inseridas em uma determinada concepção de
educação, de homem, de sociedade, mesmo que não explicitamente
colocadas. A formação continuada dos profissionais da educação da RME está
voltada, portanto, para a construção da profissionalização e da identidade
docente a partir do vínculo qualitativo com o trabalho educativo, sem perder de
vista a condição histórica na qual é realizado.
Vários estudiosos (Kramer, 1989; Nóvoa, 1992; Perrenoud, 1993;
Candau, 1997) têm apontado a escola como o locus privilegiado da formação
dos professores. A formação continuada na escola está relacionada ao
desenvolvimento do projeto político-pedagógico/PPP e, concomitantemente, ao
trabalho do grupo gestor como mediador e articulador desse processo. É neste
contexto que o professor operacionaliza todos os conhecimentos da docência
de forma coletiva e interdisciplinar a partir da proposta explicitada no PPP.

2. Eixos norteadores da formação continuada

Os eixos norteadores da formação continuada promovida pela SME são:


 As propostas político-pedagógicas implementadas na RME para a
Educação Infantil, Ensino Fundamental organizado em Ciclos de
Formação e Desenvolvimento Humano e Educação de Adolescentes,
Jovens e Adultos;
 A profissionalização e a valorização dos profissionais da educação
(professores e funcionários administrativos educacionais) da RME;
 Gestão democrática da escola pública.

3. Objetivos da formação continuada

Os objetivos da formação continuada promovida pela RME são:


 Proporcionar formação para atuação docente aliada à valorização
profissional e à construção da identidade do professor;
 Desenvolver o compromisso ético, político e social com o trabalho
pedagógico;
 Implementar e desenvolver, com qualidade, as propostas político-
pedagógicas da RME para a Educação Infantil, Ensino Fundamental
organizado em Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano e
Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos;
 Desenvolver a autonomia intelectual dos profissionais da educação;
 Superar a fragmentação do trabalho docente avançando para a
construção efetiva do trabalho coletivo;
 Compreender a complexidade do trabalho docente frente às
transformações do mundo atual.
4. Princípios da formação continuada

As ações de formação continuada promovidas pela RME se pautam nos


seguintes princípios:
 A prática docente como ponto de partida para o desenvolvimento do
processo de formação continuada;
 O conhecimento teórico e científico como mediação para
compreensão e a atuação docente no contexto educacional;
 O domínio dos conteúdos a serem trabalhados e de suas
possibilidades metodológicas;
 A relação entre teoria e prática;
A leitura e a escrita como prática social e constitutivas do trabalho docente;
O comprometimento ético do profissional da educação com a inclusão
social, a aprendizagem do aluno e sua permanência na escola, com
qualidade;
O desenvolvimento de uma perspectiva investigativa e reflexiva sobre e na
prática docente;
O desenvolvimento de uma perspectiva interdisciplinar e de trabalho
coletivo.
É importante ressaltar que a formação continuada aqui proposta assume
o desenvolvimento do processo de leitura e escrita, na perspectiva do
Letramento, como essencial na prática docente. Nesse sentido, defende-se que
todos os professores, independentemente da área de atuação, devem
responsabilizar-se para que os educandos desenvolvam esse processo. Assim,
as ações de formação continuada visam a promover a construção de
professores leitores e escritores que conseguirão, de fato, compreender a
importância e o significado desses processos para a vida dos alunos.
Outro princípio a ser destacado é o comprometimento ético do
profissional da educação com a inclusão social. As ações de formação
continuada promovidas pela RME assumem a inclusão social como elemento
intrínseco ao trabalho docente; ou seja, compreende-se que o sistema público
de ensino deverá garantir a todos aqueles que historicamente foram
marginalizados do processo educacional a possibilidade de participar e usufruir
de toda a produção de conhecimentos feita pela humanidade.
5. Papel do Centro de Formação dos Profissionais da Educação/CEFPE

O papel do Centro de Formação dos Profissionais da Educação/CEFPE


(2005-2008) é:
 Articular a Política de Formação Continuada dos Profissionais da
Educação com as Divisões internas do DEPE (DEFIA, DEI, DEF-
AJA, DIEP e UREs) e demais Departamentos da SME;
 Possibilitar a profissionalização, a valorização e a construção da
identidade dos profissionais da educação (professores e servidores
administrativos) e, sobretudo, o desenvolvimento de uma práxis
pedagógica que assegure a aprendizagem e a permanência do
educando (crianças, adolescentes, jovens e adultos) no espaço
escolar;
 Possibilitar a criação de espaços de formação que tenham como
base o desenvolvimento de estudos, pesquisa e sistematização
acerca do trabalho pedagógico;
 Estabelecer parcerias com Instituições de Ensino Superior
credenciadas para a realização de cursos de especialização e
assessorias e ainda, garantir aproximação entre formação inicial e
continuada.

6. Estrutura organizacional da formação continuada

As ações de formação continuada promovidas pelo CEFPE (2005-2008)


têm a seguinte estrutura organizacional:
 Cursos de curta, média e longa duração: Ações de formação
promovidas e coordenadas pela RME com o objetivo de estudar e
discutir temáticas relativas ao trabalho docente, com carga horária
variada.
 Eventos de grande porte: Ações de formação promovidas e
coordenadas pela RME voltada para grande público com o objetivo
de discutir temáticas referentes às propostas político-pedagógicas da
RME.
 Grupos de Trabalho e Estudo: Ações de formação com o objetivo de
estudar temas específicos e propor ações que auxiliem a prática
docente no espaço escolar.
 Cursos em parceria com o MEC: Ações de formação promovidas e
coordenadas pela RME e financiadas com recursos do governo
federal – MEC/FNDE.
 Cursos em parceria com as Instituições de Ensino Superior (IES):
Ações de formação promovidas pelas IES e coordenadas pela RME.
 Participação em Congressos e Seminários: Ações de formação
promovidas por outras instituições ligadas à educação. A participação
é garantida por meio de recursos do Tesouro Municipal.

7. Avaliação da política de formação continuada

A Política de Formação Continuada é sistematicamente avaliada por um


conjunto de profissionais que participam da sua execução: equipe de
coordenação e execução e professores atendidos. Ao término de cada ação
formativa é realizada uma avaliação que abrange os aspectos didático-
metodológicos e o aprofundamento da temática. Tal avaliação é sistematizada
e incluída no Relatório Final de cada ação formativa.

8. Bibliografia

BRASIL. Lei 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e


Bases da Educação Nacional. Brasília, DF: MEC/SEF, 1996.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Diretrizes Curriculares


Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica. Brasília, DF:
MEC/SEF, 2001.

GATTI, Bernadete. Formação Continuada de Professores: a questão


psicossocial. Cadernos de Pesquisa. São Paulo, Cortez: FCC, nº 119, p. 191 –
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GOIÂNIA. Secretaria Municipal de Educação. Saberes Sobre a Infância: a


construção de uma política de educação infantil. Goiânia, 2004.

GOIÂNIA. Secretaria Municipal de Educação. Proposta Político-Pedagógica


para Educação Fundamental da Infância e da Adolescência. Goiânia, 2004.
GOIÂNIA. Secretaria Municipal de Educação. A Construção de uma Proposta
de Educação para Adolescentes, Jovens e Adultos pelos sujeitos do Processo
Educativo. Goiânia, 2004.

MIRANDA, Marília Gouvea de. O novo paradigma de conhecimento e as


políticas educativas na América Latina. Cadernos de Pesquisa. São Paulo,
Cortez: FCC, nº 100, p. 37 – 49, mar. 1997.

SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 6 ed.,


Campinas, SP: Autores Associados, 1997. (Coleção Polêmicas do Nosso
Tempo, V. 40).

SOUZA, Denise Trento Rebello de. Formação continuada de professores e


fracasso escolar: problematizando o argumento da incompetência. Educação e
Pesquisa. São Paulo, V. 32, nº 3, p. 477-492, set/dez. 2006.