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Guia Projeto

Apoema

Didático
6
PORTUGUÊS
Sumário
Apresentação ...................................................................................................3

Projeto Apoema ................................................................................................4

1. Ensino de Português ......................................................................................6


1.1. Objetivo geral .........................................................................................................................................6
1.2. Objetivos específicos ..............................................................................................................................6

2. Competências e habilidades ...........................................................................7

3. Organização do Projeto .................................................................................10


3.1. Estrutura .............................................................................................................................................. 10
3.2. Quadro de conteúdos ............................................................................................................................ 19
Projeto Apoema 6 ................................................................................................................................. 19
Projeto Apoema 7 ................................................................................................................................. 21
Projeto Apoema 8 ................................................................................................................................. 23
Projeto Apoema 9 ................................................................................................................................. 25

4. Orientações deste volume ............................................................................27


Unidade 1 – Brinquedos .................................................................................................................................. 27
Unidade 2 – Heróis e heroínas ......................................................................................................................... 28
Unidade 3 – Livros........................................................................................................................................... 32
Unidade 4 – Sonhos ........................................................................................................................................ 37
Unidade 5 – Festas.......................................................................................................................................... 41
Unidade 6 – Bichos ......................................................................................................................................... 46
Unidade 7 – Águas .......................................................................................................................................... 48
Unidade 8 – Florestas ..................................................................................................................................... 51

5. Avaliação ...................................................................................................56
GUIA DIDÁTICO

6. Bibliografia .................................................................................................62
Apresentação
Caro professor
O livro que apresentamos faz parte do Projeto Apoema, título que, em lín-
gua tupi, significa “aquele que vê mais longe”. Propõe uma articulação entre as
atividades de ler, escrever e falar que considere o exercício da linguagem como
um modo de habitar o mundo e transformá-lo. “Ver mais longe” é compreender
os mecanismos de expressão inquietantes não só da língua mas também os de
pinturas, canções, desenhos, danças, cartazes publicitários etc. “Ver mais longe”
é aceitar os desafios da cibercultura e lançar o aluno no mundo da tecnologia
digital, dotando-o de recursos de reflexão crítica e capacidade operatória. As
transformações nas formas de acesso ao conhecimento são hoje tão espetacu-
lares, que a escola não pode se recusar a acolhê-las, examiná-las, selecioná-las
e aproveitá-las. Não são, porém, fórmulas mágicas que saem das telas dos com-
putadores. São possibilidades de conhecer o mundo, pensar sobre ele e nele
interferir, assim como os textos que saem de livros, jornais e revistas.
O livro de Português tem papel importante nesse contexto, porque, ao exa-
minar e estimular a capacidade discursiva dos alunos, inscreve-os no momento
histórico em que vivem e os prepara para a leitura e interpretação de textos
e práticas semióticas manifestados nos mais diferentes suportes. Você, como
sujeito desse mesmo tempo, acrescentará, a seu papel formador de orientar,
a função solidária de animar e inquietar o espírito jovem e curioso dos alunos.
Este livro pretende contribuir para que o destino dialógico e transformador da
linguagem se cumpra em plenitude nas aulas de Língua Portuguesa.
A obra está organizada em oito unidades, cada uma delas desenvolvida em
torno de três textos de gêneros variados, com base nos quais se propõem as
atividades de Estudo do texto, Produção textual, Expressão oral e A língua
em uso. Além disso, as seções Português e cidadania, Com a palavra, o es-
pecialista, Bagagem cultural e Superando desafios abrem caminhos para
GUIA DIDÁTICO

a expansão do conhecimento e a formação do aluno como cidadão crítico,


consciente e participante.
Dessa forma, nós, autoras, esperamos oferecer a você um material que
possa não só contribuir para as aulas de Língua Portuguesa como também
sugerir caminhos de exploração da complexa e misteriosa aventura de existir
na linguagem.
As autoras.

3
PROJETO APOEMA BAGAGEM CULTURAL
áfic os
Recur sos visuais e inf ogr
possibilit am e xplorar a
interdisciplinaridade.

BA G A G EM CU LTU RA L
no garimpo,
O mercúrio é muito usado presente na
ouro
atividade de coleta do
intoxicar todos os
água dos rios, e pode
no ecossistema
seres vivos presentes como

CONHEÇA OS
que depende dessas águas,
de alimento
az ôn i c a os peixes que servem

Pablo Mayer
a
eaças à Bac i a Am
Am primeira pessoa, a história
de uma jovem morador aos moradores locais.
O mercúrio se
flccional a seguir narra, em deparar com um o, portanto, uma
O texto assombro ao se acumula no organism conseguirá
No trecho, ela relata seu pessoa contaminada nunca corpo e
das –orestas amazônicas. pelo fato de aquela –ores- eliminar o mercúrio de
seu
O espanto da garota é grande onde de cabeça
madeireiro cortando árvores. Nacional de Anavilhanas, terá de conviver com dores sintomas.
santuário natural, o Parque frequentes, náuseas e
outros
ta fazer parte de um grande Além da extração de madei-

RECURSOS E AS
e da –ora encontram refúgio. a sofrem impactos de
diversas espécies da fauna bacia amazônic
vida de comunidades na
ras, a biodiversidade e a infográflco.
, como mostra o
inúmeras ações humanas

POSSIBILIDADES MEU AMOR PELAS ANA


lho: caí inteira. Nunca
me des pejar toda em
debaixo da água e, pouco
VILHANA S foi cois a de mergu-
tinha s entido antes es
um s ó lugar. Deixei os
s a vontade de
ouvidos adormecerem
a pouco, o limo foi brotando
em meu corpo, me
Então, tive de voltar.
Agora

DO PROJETO.
ca,
5 5ca... Da primeira vez, não 5quei. de limo
dizendo: porque ganhar manto
limo tome conta de mim,
s ó quero deixar que o outro lugar. A gente recebe
o A remoção da
acontece em nenhum vegetação prejudica
é cois a mágica, que não im: es colhe quem quer e faz jura
os rios, pois as chuvas
Es s elimo é as s
manto e 5ca toda es verdeada. de
carregam terra para A pesca pode ocorrer
de tempo: s empr e.
meu ombro, me colorindo dentro deles deixando maneira predatória quando
me confunde com planta e pousa em pouco. suas águas turvas utiliza técnicas que coletam
Um bem-te-vi mas nosso encontro dura quando
o seu carinho de plumas, e seu leito cada vez muitos peixes e também
com delicadeza. Aceito que os
rasgando o ar e afastando
toda a beleza para longe. mais raso. ocorre em períodos em
A pesca
Um rangido chega da 6oresta, que pare o rangido. O
s om peixes se reproduzem. ente
6ores ta, e imploro ao tempo predatória reduz drasticam
Um grito s eco vem da em depois. Toco a água
em des -
rios.
nervos o, s em es pera, s a oferta de peixes nos
de s erra metálica chega terra. Precis o andar
pés para enfr entar o mato. Não entendo de
pedida e vis ot os terra pode haver cobra,
formiga,
cuidado para não des pertar os bichos. Na vai 5cando
com obre árvores e a terra
longe. Árvores caem s
es corpião. Olho tudo de
pelada. Não s upor to tanto 5m. árvore
eum cipó? Agarra a última
o cedro como s e fos s
Quem é es s eque abraça , derrubando tempo e
his tória.
A s erra s egue rangendo
como s e abraças s egente. no chão. As toras são
levadas rio
raiz arranc ada, muita vida empilhada
Muita o.
lut
6 ta s e es
abaixo e a ores v te de es curo. É dia de
no Amazonas.
Flávia Lins e Silva. Mururu
p. 37-38.
Rio de Janeiro: Manati, 2010.

80%
Estima-se que cerca de
Bacia
da madeira extraída da animais
Muitas pessoas que admiram s raros,
ou seja,
Amazônica seja ilegal, optam por comprar espécimeia deles,
maneira
não é retirada de uma sua desconsiderando a procedênc
sustentável que possibilite de estimação e,
para criar como animais
recuperação. Após a remoção de
de animais
assim, promovem o tráfico movimenta
da madeira, grandes áreas silvestres. Esse comércio
floresta amazônica costumam cerca de 1 bilhão de dólares
por ano.
ser convertidas em lavouras
para o cultivo de soja.

30 5

30 4

PORTUGUÊS E CIDADANIA

PORTUGUÊS Você já refletiu sobre o


vra que se refere àquilo
parte de seu dono.
significado do termo “animal
que tem especial valor
de estimação”. Estimaç
afetivo ou é merecer
ão é uma pala-
de grande predileção
por

E CIDADANIA
Será que hoje em dia,
em um mundo no qual
estamos vivendo relações tantos objetos são descartá
descartáveis, inclusive veis, também
a seguir, que aborda o com os animais que estimam
assunto e amplia a nossa os? Leia o texto
que podemos desenvo visão sobre a relação
lver com os nossos animais de amizade e gratidão
de estimação.
Adoção especial salva animai
A prática e a f ormação Quais são as responsabilidades
vão além de seu al cance?
s deficien
de quem tem um bicho
tes do abandono
com necessidades especiais
? E o que fazer quando

cidadãs são v alorizadas


“Você jogaria seus pais
ou seus filhos fora porque
comparação estranha eles se tornaram deficient
, mas, para mim, meus es? Pode parecer uma
abandoná-los. Não entendo cachorros são como pessoas
que alguém seja capaz da família. Jamais poderia

por meio de t extos


Keké Flores, 35. Ela de ter essa atitude”, revolta-s
acolhe animais com doenças e a cabeleireira
consider ados um fardo ou deficiência física,
pelos donos anteriore abandonados por serem
Keké é dona de Felipe, s.
de aproximadamente

relacionados à pela primeira vez, uma 10 anos. Ele ganhou esse


cadeira de rodas e foi apelidad nome quando experime
o em homenagem ao piloto ntou,
Massa. “Foi emocionante. de Fórmula 1 Felipe
Todos q ue estavam presente
Há pouco mais de um s c omeçaram a c horar”,
ano, Felipe apareceu no r elembra Keké.

disciplina. a cabeleireira é voluntári Centro de Controle de


a. Diante da dificuldade Zoonoses de São Paulo,
em encontrar uma família onde
resolveu adotá-lo – os para o cão, ela mesma
c ães q ue não encontra
Não é fácil ser dono de m novos l ares s ão sacrifica
um animal com deficiênc dos. [ ...]
limitador as para todos, ia. As limitações e a necessid
proibitivas para alguns. ade de dedicação são
mesmo quando isso acontece Há animais que precisam
, nem sempre os animais de atenção constante.
se adaptam à nova rotina. E
forma geral precisam “Bichos de uma
de rotina. Para os animais
o dono se ausenta, para deficientes, isso é mais
eles é muito difícil. Nem importante ainda. Quando
obriga a presença constant sempre eles aceitam
e dos proprietários”, explica o novo cuidador, o que
Veterinário Vet Quality. a veterinária Elisange
[ ...] la Torres, do Hospital
Adoção especial 
A recolocação de um
animal, principalmente
a maioria voluntários. dos deficientes, depende
Eles prestam cuidados do trabalho de muita
como vacinas e remédios gente,
bicho preparado para , dão carinho e deixam
ser levado por outra o
patrocinado pelo próprio pessoa que queira adotá-lo.
protetor. Tudo isso, normalmente,
“Se para um animal saudável
já é difícil ser adotado,
O preconceito é muito imagina para um que
grande”, afirma a voluntár precisa de cuidados.
(Solidariedade à Vida Animal), ia Roberta Roperto, que
uma organização que promove trabalha na SAVA
eles possam ter chance feiras com animais deficiente
de serem adotados. Roberta s para que
debilitantes, mas nem admite que algumas deficiênc
todas. “Se o cachorro ias são bastante
sem muita dependência é cego ou surdo, por exemplo
do dono. Já se ele precisa , pode viver muito bem
de cadeirinha de rodas, e
o dono precisa tirar e p é mais complicado porque
or o e quipamento algumas
O abandono de um animal v ezes n o dia.” [...]
de estimação, de acordo
caracterizado como maus-tra com uma lei federal,
tos e é p assível de punição é crime. O ato pode ser
de detenção e pagamen
Daniell e Nordi. Disponív to de multa. [ ...]
el em: <http://de
las.ig.c om.br/c omportam
ento/adocao-especial-
deficientes-do-abandono/n159 salva-animais -
7177499332.html >. Acesso
em: jul. 2013.
234

Expressão oral
EXPLORANDO
10 Leia o convite a seguir.
Acervo UNIFEI

Biografia Explorando
Depois de ter lido tantas biografias, chegou a hora de pesquisar

Sugestões de livr os,


Ana Maria Machado
sobre alguma figura pública que você admire. Pode ser um escritor, <www.anamaria
artista, esportista etc. Depois da pesquisa, apresente oralmente uma machado.com/home>.

sites, filmes, vídeos,


pequena biografia para sua turma. Nesse site, além de poder ler a
biografia da escritora brasileira Ana
A exposição oral é um gênero de apresentação em que se expõe Maria Machado, é possível também
um assunto, com introdução, desenvolvimento e conclusão. A expo- saber um pouco mais sobre seus livros,

jogos etc. par a


projetos, dicas e entrar em contato
sição oral baseia-se num roteiro escrito e pode ser acompanhada de com essa famosa autora, que escreve
apresentação de projeções, cartazes, exploração de mural etc. livros para crianças, jovens e adultos.

explorar ao máximo
Para realizar satisfatoriamente sua exposição, preste atenção às
sugestões a seguir.
GUIA DIDÁTICO

cada as sunto.
1 Pesquise uma personalidade pública. Use as fontes já indicadas ou
pesquise em livros, jornais, revistas e sites de sua preferência. A pes- Fonte: <www.adunifei.com.br/adunifei/Pagina.do?idSecao=11&idNoticia=1788>. Acesso em: jul. 2013.
quisa pode seguir a ordem abaixo. Caetano Veloso
<http://www.caetanoveloso. Em relação aos pronomes de tratamento empregados no convite, a única opção certa é:
a) Escolha a pessoa a ser biografada e selecione fontes de pesquisa. com.br/biografia.php>.
a) o uso de Vossa Senhoria demonstra a familiaridade e a intimidade do locutor em relação
b) Anote os dados sobre o biografado escolhido. Nesse site, além de poder ler a

SUPERANDO
biografia do compositor e cantor ao interlocutor.
c) Repasse as notas ordenando-as e eliminando o que for secundário Caetano Veloso, é possível também
ter acesso aos textos que ele escreve b) o uso de Vossa Senhoria indica que o convidado merece tratamento respeitoso e ceri-
ou pouco importante. para o seu blog e saber um pouco mais monioso.
sobre os seus projetos na literatura,
d) Organize um roteiro para a exposição oral. música e cinema. O site indica, c) usa-se Vossa Senhoria para acentuar o efeito de aproximação entre os interlocutores.

DESAFIOS
inclusive, a agenda de shows do cantor
2 Faça a exposição oral para um grupo de colegas ou para a classe e reserva um espaço como a “Central d) há um erro no convite, porque o Ministro da Educação deve ser tratado por Vossa Magnificência.
do fã”, no qual é possível se cadastrar
toda. Para isso: e receber informações sobre a vida e
t estude bem o roteiro que preparou, de modo a poder falar do carreira de Caetano.
SUPERANDO DESAFIO S
assunto com desembaraço;
t dirija-se ao público com segurança e voz firme, mantenha o cor- 1 (ESAF)
po em posição elegante e olhe para os interlocutores;
t olhe para o roteiro de vez em quando, isso demonstrará que você
O pronome pessoal está empregado incorretamente em:
a) Não consegui entendê-lo naquela confusão. Questões de
avaliações oficiais,
se preparou. No entanto, não se prenda ao papel. Você deve mos- b) É para mim fiscalizar aqueles volumes.
trar que domina o tema; c) Tudo ficou esclarecido entre mim e ti.
Patricia Stavis/ Folhapress

t prepare material audiovisual para d) Por favor, mande-o entrar e sentar-se.


apresentar durante a exposição.
Se for falar de um músico, uma
compositora, leve alguma com-
e) Fizeram-no esperar demais hoje.

2 (TRE-MT)
vestibulares e do Enem
posição ou interpretação dele ou
dela para ser ouvida. Se o esco-
A alternativa em que o emprego do pronome pessoal não obedece à norma culta bra-
sileira é:
a) Fizeram tudo para eu ir lá.
preparam os alunos
lhido for um escritor ou uma es-
critora, leve fotografias, prepare
uma projeção, leia textos escritos
b) Ninguém lhe ouvia as queixas.
c) O vento traz consigo a tempestade.
e os desafiam a ir
por ele ou por ela. Se escolher

além.
d) Trouxemos um presente para si.
um esportista ou uma esportista,
leve páginas de jornais que falem e) Não vá sem mim.
dele ou dela.

101 193

4
Para não esquecer

PARA NÃO Sílabas são as pequenas unidades


Paráfrase é um novo texto que
produz com base em um texto-fosente.
Frase é um enunciado

ESQUECER sonoras das palavras.


Dígrafo é a combinação de duas
que representam um único fonema. letras
de sentido completo,
marcado por um tipo
de entonação.
Resumo esquemátic o Encontro consonantal é o contato
entre duas consoantes.

dos conteúdos
desenv olv idos, que Reportagem é um gênero
facilit a e organiza o de texto presente em jornais
e revistas, com o objetivo
principal de informar. Entonação é o modo de
estudo. falar, que varia conforme os
objetivos da comunicação.
As frases podem ser
declarativas (afirmativas ou
negativas), interrogativas,
exclamativas ou imperativas.
Substantivo é a palavra que
a seres, objetos, sensações, lugares, dá nome Uso formal e uso
elementos da natureza, personagens sentimentos, informal da língua
fantásticos.
Substantivo comum identifica os seres portuguesa são
de uma espécie.
Substantivo próprio identifica um registros adequados a Discurso direto é a citação
ser diferentes situações de
particular da espécie. direta da voz de alguém,
Substantivo coletivo é o substant comunicação. marcado graficamente pelo
comum que designa um conjunto de ivo travessão ou pelas aspas.
seres,
objetos ou animais. As pessoas do discurso são:
1a (eu/nós), 2a (tu/vós) e
3a (ele/ela, eles/elas).

72

73

Estão corretas:
III - b, c
S
RESGATANDO CONTEÚDO
I - a, b

RESGATANDO
IV - b, d
III - a, c Parin tins.
o sucesso da festa de
t exto que deixa e vidente
2 Assina le a pas sagem do popular [...].”
Texto 1 a) “O Festival Folclóric
o de Parintins é uma f
estividade de natureza
[...].”
ônica, a maior do Planeta

CONTEÚDOS
pl ena Fl oresta Amaz
sed e em
b) “Este evento tem sua e atualme nte é
nse de todo o Planeta,
vitrine da cultura amazone
Festival de Parintins c) “Este Festival é a maior
maior e vento folclóric
o brasil eiro [...].”
cotado como o segundo Centro Cultural e Es-
Por Ana Lucia S antana que teve seu início no Bumbód romo,
Parintins é uma festivida
de de natureza popular, ao ar livre, atualment e de boi [...].”
O Festival Folclórico de uma modalidade ainda
não competitiva, d) “As celebrações ocorrem a forma de uma cabeça

Seção de ativ idades


o Primeiro Festival, em es tádio construído com
em 1964, quando foi realizado tem como símbolo a portivo Amazonino Mendes,
a do Boi Garantido, que e expressões, de
dividisse em duas torcidas, sua sede em os substituem palavras
embora o público já se tada pelo tom azul. Este eve nto tem os pronomes destacad
Caprichoso, represen 3 Marque a opção em que da língu a portuguesa.

de rev isão no final de


cor vermelha, e a do Boi precisam ente na cidade de Parintins, todo da a norma padrão
ca, a maior do Planeta,
mais acordo com o que recomen preferiu ele ao Capri-
plena Floresta Amazôni Garantido. Ela sempre
de junho. omo, Centro Cultural e
Esportivo , Maria torceu pelo Boi
último final de semana atualmente no Bumbódr a) Na festa de Parintins
ao ar livre, capaz de abrigar pelo

cada unidade, que


As celebrações ocorrem de uma cabeça de boi, choso. Eles consideraram-no
construído com a forma dias, durante os quais so em prime iro lugar.
Amazonino Mendes, estádio rem ao longo de três puseram o Boi Capricho
As apresentações transcor ivos, os quais b) Em 1988, os jurados
menos 35 mil pessoas. quisas e de seus preparat

possibilit am t ambém
o resultado de suas pes nativos, o melhor. se preparar
as duas agremiaç ões expõem
às histórias e ritos cultivado
s pelos livre. Os torcedores podem
torno de temas ligados festival ocorrem sempre ao ar
normalmente giram em meio de representações c) As celebraç ões do
rios, tudo exibido por
es das margens dos para aproveitar bas tante
elas.
aos hábitos dos morador divulgar

uma aut oavaliação.


a t emática escolhida. pesquisas. O objetivo é
que procuram retratar o Planeta, e atualmen
te é os result ados de suas
ornamentais, em carros nse de todo agremia ções expõem
vitrine da cultura amazone l. d) Na festa, as
Este Festival é a maior somente pelo Carnava
brasileiro, desbancado eles para o grande público.
maior evento folclórico
cotado como o segundo s a seguir:
Imag ens

ação dos encontro s vocálico


em r elação à clas sific
4 Marque a opção correta
ens

Delfim Mart ins/ Pulsar

c) boi (hiato);
Palê Zuppani/Pulsar Imag

a) quais (ditongo);
d) construído (hiato).
b) dias (ditongo);
e em destaque.
c orretament e o pronom
5 Esc olha a opção que analisa para indicar a 3
a

pessoal oblíquo usado


pelo Boi Garantid o. (Eu é um pronome
a) Eu torço
do discur so.)
pessoa nha e determin a o
muito organiza da. (O pronome minha acompa
b) A minha torcida está
substantivo torcida.) é empregado para
cultura. (O pronome sua
orgulham muito de sua
c) Os amazon enses se
em: jul. 2013.
substituir o t ermo muito.) indicar a 2
a
de-parintin s/>. Acesso
escola.c om/folclore/festival- reto comigo é usado para
Disponível em: <www.info festival. (O pronome pessoal
d) Paulo vai comigo ao
pessoa gr amatic al.) can-
coração ”, retirados da
analise as afirmativ as. a esta/ Que tu me deste o teu
1 Sobre o Festival de P arintins, 6 Nos versos: “Foi numa
noite igual
es, o pronome pessoal
emprega do como
c abeça de boi. Gonzaga e José Fernand a
cujo format o é o de uma ção Olha pro céu, de Luiz à 2 pessoa é:
a) Ocorre em um es tádio Carn aval. se r eferir dir etament e
Ama zônica e supera o forma de tr atament o para
que acontece na Fl oresta c) teu;
d) tu.
b) É uma festa popular sobre a cultura da
so revelam pesquisas a) esta;
b) me;
Garantido e do Boi Capricho
c) As exibições do Boi
região amazônic a. 191
a.
d) A festa dura uma seman

190

Avaliação – Língua Portuguesa


NOME:

ESCOLA:
TURMA: AVALIAÇÕES
PROFESSOR: DATA:
Sugestões de
TEXTO 1
Leia a tirinha de Calvin para responder às questões. avaliação es tão
disponíveis par a o
Calvin & Hobbes, Bill Watterson à 1986 Watterson/Dist. by
Universal Uclick

Projeto.
GUIA DIDÁTICO

1. Copie da tirinha as palavras solicitadas a seguir.


a) Um substantivo comum em que há a presença de pelo menos um dígrafo e um encon-
tro consonantal: .

CONTEÚDO DIGITAL
b) Dois substantivos próprios:

2. Assinale a alternativa que contém o número correto de letras e fonemas da palavra


“conquistador”.

Objetos educ acionais digit ais,


a) 12 letras e 10 fonemas
b) 12 letras e 12 fonemas
c) 12 letras e 11 fonemas
d) 11 letras e 13 fonemas disponíveis no P ortal Projeto
3. Assinale a alternativa correta.
a) O humor da tirinha está no fato de Calvin ser o astronauta Spiff, que foi atacado por um
Apoema, que e xploram
GUIA DIDÁTICO

Zondarg.
b) O humor da tirinha consiste no fato de Calvin criar um mundo imaginário, em que ele as pot encialidades das
novas t ecnologias.
se torna um astronauta e sua professora vira um monstro, com o objetivo de fugir da
escola.
c) A tirinha causa humor apenas pelo fato de Calvin não gostar da escola.
d) O humor da tirinha está exclusivamente na semelhança entre a professora de Calvin e
o monstro Zondarg.
www.editoradobrasil.c om.br/
57 apoema

5
1. Ensino de Português Parte-se da noção de que a língua e o dis-
curso inscrevem o sujeito nas diferentes prá-
ticas da linguagem e marcam historicamente
1. 1. Objetivo geral posições sociais e lugares ideológicos. Dessa
forma, as estruturas argumentativas, a esco-
O objetivo principal do Projeto Apoema lha do uso linguístico adequado às situações
Português é a formação de falantes e lei- de comunicação, a intencionalidade dos su-
tores competentes da língua portuguesa jeitos envolvidos e a inserção do texto em
para atuar em diferentes situações sociais. determinado gênero são noções fundamen-
Desta forma, o trabalho proposto nas uni- tais a serem desenvolvidas.
dades começa com a leitura de textos ade- Apresentam-se a seguir os objetivos es-
quados à faixa etária e aos interesses dos pecíficos, a estrutura geral da obra e as se-
jovens alunos. São textos que contemplam ções que compõem os livros do Projeto
os mais variados gêneros e situações de Apoema, com a apresentação dos princi-
uso e introduzem atividades de leitura, pro- pais conceitos teóricos em que se baseia o
dução textual, gramática e expressão oral, desenvolvimento de cada uma das noções
todas com o mesmo grau de importância referidas anteriormente.
no desenvolvimento da competência lin-
guística e comunicacional dos alunos.
O texto, compreendido como unidade de
1. 2. Objetivos específicos
sentido constituída de um plano de conteúdo 1. Oferecer oportunidades de leitura, pro-
e um plano de expressão, é considerado dução oral e escrita, além de prática dos
como discurso e contempla, portanto, o usos da língua portuguesa para que o
contexto e os fatores sócio-históricos que aluno possa vivenciar a diversidade e a
o determinam. complexidade da cultura da escrita.
Os fatos gramaticais são articulados aos 2. Assegurar a progressão do processo en-
mecanismos de construção de sentido, ob- sino-aprendizagem, em relação aos anos
servados em sua função discursiva. A produ- iniciais do Ensino Fundamental, por meio
ção de texto e a expressão oral também são da apresentação de situações de prática
exploradas como formas de comunicação em dos usos orais menos frequentes no co-
diferentes situações e esferas, vinculando-se tidiano e da leitura e produção de textos
às noções de gênero e de tipos textuais. mais extensos, mais variados e comple-
O Projeto não se prende à exploração te- xos que os textos dos anos iniciais.
órica de conceitos, e sim às situações de uso
3. Proporcionar reflexão sistemática e cons-
da língua portuguesa. Os conceitos são apre-
trução progressiva de conhecimentos so-
sentados para ajudar o aluno a compreender
bre a organização da língua e a diversida-
o uso e a prática da língua. Valorizam-se a
de de funcionamento das linguagens.
interpretação dos textos, a articulação en-
tre as seções da unidade e a ampliação do 4. Ampliar o universo de conhecimento dos
GUIA DIDÁTICO

universo de conhecimento dos alunos, de alunos, por meio não só da indicação de


modo que proporcione desenvoltura e se- variadas fontes de consulta, mas também
gurança no domínio do emprego das estru- da sugestão de atividades interdisciplina-
turas frasais e textuais. res e extracurriculares.

6
2. Competências inclusivo “até” poderá indicar uma posição
argumentativa do enunciador, capaz de re-

e habilidades lativizar a suposta neutralidade do discurso


jornalístico. A estratégia argumentativa de
Cada unidade do Projeto Apoema, de- um texto, assim, será reconhecida em todos
senvolvida em torno de três textos, destina- seus mecanismos discursivos, em cada
-se a consolidar e expandir competências escolha do enunciador. Para argumentar
específicas em torno de objetos de conheci- é preciso criar comunhão com o outro, e
mento tratados como habilidades. Por meio a competência de identificar as estratégias
de textos de variados gêneros, expressos em de criação dos laços de interação supõe
diferentes linguagens, o Projeto tratará dos o reconhecimento dos elos implícitos do
tópicos descritos a seguir. discurso. O pressuposto antecede a “dis-
cursivização˝, é uma espécie de ponto
1. Procedimentos de leitura, compreendidos
de partida com base no qual será possível
como estratégias de compreensão dos
argumentar. Não se discutirá a posição da
textos. Mesmo a leitura de pura fruição
ciência a respeito da sexualidade humana
exige do leitor a capacidade de depreender
diante de um auditório de religiosos. Se
certos mecanismos discursivos e textuais
antecede a colocação em discurso, entre-
por meio dos quais o texto se manifesta e
tanto, o pressuposto pode ser instalado nele,
se constitui em uma unidade de sentido.
por meio de variados recursos que o aluno
A análise dos textos deverá, assim, levar o
será levado a identificar. Se um editorial é
aluno a desenvolver competências que vão
introduzido por expressões do tipo “Como
das mais simples, como localizar informa-
todos sabem”, “Como é do conhecimento
ções explícitas e identificar as partes de que
geral”, “Sabe-se perfeitamente que...”, ele
se compõe um texto, às mais complexas,
compartilha com o enunciador um saber
como inferir informações implícitas e es-
que era seu, tomando-o como geral. Isso é
tabelecer distinção entre fato e opinião. Se
mecanismo discursivo de criação de pres-
o aluno analisar um texto autobiográfico,
suposto e tem importante papel argumen-
por exemplo, ele descobrirá, num primeiro
tativo. Outra forma de deixar implícitas as
momento, que a projeção de 1ª pessoa
informações são os subentendidos, que
instala uma narração subjetiva, submetida
podem ser inferidos com base em relações
ao ponto de vista de um narrador que diz
intertextuais e interdiscursivas. Uma piada,
“eu”. Mais adiante, outro texto, mais comple-
por exemplo, joga com subentendidos e
xo, poderá mostrar-lhe que a substituição
ambiguidades, e, se o leitor não for capaz
de uma lógica cronológica pelo fluxo livre
de perceber as diferentes isotopias em jogo,
da memória é recurso subjetivizante de
não será capaz de usufruir do humor da
mais força estética e argumentativa que
narrativa. Essas competências, voltadas para
a simples projeção de pronomes e verbos
a leitura do que se diz e do que se deixa
de 1ª pessoa. No caso da análise de textos
de dizer, são trabalhadas gradualmente
GUIA DIDÁTICO

da esfera jornalística, o aluno verá que, se


no Projeto, de modo que adense pouco a
a ancoragem de uma notícia em datas,
pouco a capacidade de analisar textos, ao
pessoas e locais identificáveis cria no texto
longo da sequência dos anos escolares.
efeitos de verdade e objetividade, o uso de
adjetivos e advérbios pode ser mais forte 2. Coerções do suporte, do gênero e das
como índice de subjetividade que a simples situações de comunicação. O suporte é
projeção de um eu no discurso. Ele saberá, a superfície material que tem por finali-
então, transpor essa competência para a dade fixar um texto e torná-lo disponível
análise de uma reportagem, em que um para uma situação comunicativa. Uma

7
notícia divulgada em jornal impresso é de reconhecer as diferentes formas de
diferente da mesma notícia em suporte manifestar um mesmo conteúdo – e os
digital. A coerção do material e dos re- consequentes efeitos de sentido dessa
cursos técnicos disponíveis determina a diferença – e de identificar as condições
condensação ou a expansão dos recursos de produção dos textos comparados, in-
discursivos. Nas telas dos computadores e ferindo a constituição socioideológica
demais objetos dos quais se pode acessar de autor e leitor inscritos no discurso.
a internet, o texto verbal apresenta links Ao analisar, por exemplo, uma capa de
que podem ligar o internauta a fotogra- jornal, o aluno fará comparações entre
fias, vídeos, espetáculos de canção etc. É a manchete principal e a charge, distin-
tão improdutivo a escola negar a impor- guindo a função informativa de uma e
tância dos recursos digitais quanto supor a crítica da outra. Da mesma maneira, a
a competência “natural” do jovem em re- charge poderá ser comparada à fotogra-
lação à navegação na rede. A competên- fia que a inspirou, para que o aluno seja
cia mais abrangente de compreender e capaz de diferenciar a função utilitária da
interpretar textos parte, neste Projeto, do fotografia, que documenta uma reunião
reconhecimento das diferenças materiais política, por exemplo, da função estética
de manifestação dos objetos de análise cumprida pela charge ao acentuar traços
a fim de desenvolver competências pró- dos participantes da reunião, de modo a
prias para usufruir dessa variedade. Da instalar o humor ou a ironia. Ao lado des-
mesma maneira, os gêneros constituem sa competência de distinguir efeitos de
mecanismos coercitivos, que determi- sentido decorrentes das diferentes apro-
nam certas escolhas e não outras, ade- priações discursivas de um fato, o aluno
quadas às esferas de circulação dos tex- também comparará textos do mesmo
tos. Uma atividade de expressão oral, por gênero a fim de desenvolver competên-
exemplo, pode contextualizar a proposta cias de identificar recorrências de estilo,
apresentada, possibilitando ao aluno dife- temática e composição que o ajudarão a
renciar uma leitura dramatizada de peça compreender as características de deter-
teatral de sua encenação propriamente minado gênero.
dita. Na primeira, ele usará recursos de 4. Coerência e coesão no processamento
entonação, ritmo e expressão corporal, do texto. Nos exercícios de interpreta-
na relação direta com um texto escrito e ção, reconhecimento e prática das estru-
suas rubricas ou marcas de cena. Na se- turas gramaticais da língua portuguesa,
gunda, criará cenários, figurinos, maquia- bem como nas seções Expressão oral
gens e exercitará a voz e a gestualidade e Produção textual, o aluno desenvol-
na encenação. Uma se desenvolverá no verá competências ligadas ao reconhe-
espaço da sala de aula, diante dos cole- cimento dos mecanismos de coesão e
gas e professor; a outra, num auditório, coerência, responsáveis pela garantia de
com a presença de convidados. O Proje-
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sentido de um texto nas retomadas e


to Apoema explora, assim, a competên- progressões. Na análise de um conto, por
cia de identificar as finalidades comuni- exemplo, ele perceberá que toda narra-
cativas de qualquer texto, submetido às tiva supõe uma transformação e deverá
coerções de base do suporte e do gênero. ser capaz de identificar a passagem de
3. Relação entre textos. A comparação um estado inicial para um final. Sabe-
entre textos tem, no Projeto, tratamento rá apontar, numa pequena narrativa em
destacado pelas possibilidades que apre- HQ, os conectores que instalam relações
senta de desenvolver as competências de causa, consequência, conclusão etc.,

8
bem como saberá reconhecer e empre- apaziguamento de sentimentos e emo-
gar marcadores de tempo que instituem ções. Da mesma maneira, desenvolverá a
uma ordem aos acontecimentos narra- competência de identificar, nos textos em
dos numa reportagem. A retomada que prosa, as nuances da pontuação como
garante a coerência estará não só nas pa- marca de aceleração ou desaceleração
ráfrases ou ampliações do dito, mas tam- dos acontecimentos e fatos.
bém nas substituições lexicais e criações
6. Variação linguística. Uma língua varia no
de redes de sinonímia, tratadas na seção
espaço, no tempo e nas situações sociais
Vocabulário.
de uso. Esse princípio geral da variação
5. Relações entre recursos expressivos e linguística sofre especificações concei-
efeitos de sentido. A articulação entre tuais e práticas decorrentes da riqueza e
um plano do conteúdo e um plano da complexidade de uma língua falada em
expressão constitui o conceito central todos os continentes por uma população
por meio do qual o Projeto Apoema Por- de mais de 280 milhões de falantes. Neste
tuguês compreende os mecanismos de Projeto, não apenas se trabalha a variação
produção de sentido dos textos. Assim, histórica e geográfica por meio de textos
um texto visual aqui não é jamais toma- de épocas diferentes, produzidos por au-
do como mera ilustração ou adorno, mas tores portugueses, africanos e brasileiros,
como texto constituído de propriedades mas também se reafirma o princípio da
materiais que, ao lado de um conteúdo tolerância linguística, com o reconheci-
anedótico ou metalinguístico, produz mento de todas as variantes faladas no
sentido. Na análise de uma cena de jogo Brasil. Assim, pretende-se desenvolver no
de futebol representada em duas diferen- aluno a competência de adequar o uso
tes pinturas, por exemplo, não só está em da língua às situações de comunicação,
jogo a definição e construção figurativa compreendendo que a interação se liga
dos jogadores, mas também os recursos ao reconhecimento de si e do outro. Num
que expandem ou concentram o espa- personagem interiorano de Monteiro Lo-
ço de fundo, acentuam ou reduzem os bato, o aluno reconhecerá a mesma le-
efeitos de iluminação, diluem ou sobre- gitimidade do doutor Bacamarte ou do
põem camadas de tinta e pinceladas. Ao conselheiro Aires num texto de Machado
se tornar observador da pintura, o aluno de Assis, do taxista em Luiz Ruffato ou da
adquire a competência de se tornar tam- estudante em Lygia Fagundes Telles. Ao
bém observador do mundo, já que com- mesmo tempo, será oferecido o conhe-
preende a necessidade de concentrar o cimento sistemático da norma urbana de
olhar, desacelerar o ritmo da contem- prestígio, reconhecida em contextos mais
plação, ater-se a detalhes e contrastes. monitorados de uso da língua. O aluno
Nos textos verbais, saberá reconhecer, na se tornará, assim, competente não só nas
metrificação, rimas e assonâncias de um escolhas que fizer mas também na com-
poema, recursos rítmicos que se podem preensão das diferenças e na formação de
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associar a conteúdos de inquietação ou uma atitude desprovida de preconceito.

9
3. Organização do Projeto construir seu sentido. Um filme como Vi-
das secas tem recursos próprios do cinema
O Projeto Apoema é composto de quatro para dar forma aos conteúdos, da mesma
volumes, organizados em oito unidades que maneira que o livro de Graciliano Ramos
acompanham o período letivo. As unidades usa formas particulares da linguagem ver-
são temáticas e tratam de assuntos ligados bal para contar uma história. Cada um pro-
ao universo de interesses da faixa etária dos duz significado de modo próprio, apesar de
alunos. As oito unidades estão ligadas a dois tratarem do mesmo conteúdo.
projetos de pesquisa, cada qual referente a O conjunto de textos oferecido con-
quatro unidades. Sugere-se, assim, que, a cada sidera que a experiência escolar de leitura
semestre letivo, seja desenvolvido um projeto funciona como estímulo e preparo para que
em torno do qual girem quatro unidades. o aluno se torne um cidadão consciente,
A importância do projeto está em sistematizar ético e crítico. O aluno se constituirá como
a integração do conhecimento desenvolvido leitor do mundo à medida que ler os textos,
ao longo das quatro unidades, bem como aprender a situá-los socialmente e compre-
aumentar as possibilidades de aprofunda- ender suas diferentes funções pragmáticas,
mento dos conteúdos, que vão ficando, ao sociais, estéticas e históricas. Por isso, cada
longo do Projeto Apoema, gradualmente unidade do Projeto Apoema é dividida em
mais complexos. três seções Texto, com base nas quais todo
conteúdo é desenvolvido.
Em cada unidade são apresentados três
estudos de texto em torno dos quais se de-
senvolvem quatro seções fixas, que trabalham Estudo do texto
com conteúdos específicos. Além dessas se-
ções, há boxes conceituais que ampliam e Para bem explorar as particularidades
complementam os conteúdos. dos tipos textuais e a formação do leitor li-
terário, a seção Estudo do texto está divi-
3.1. Estrutura dida em dois principais tópicos de aborda-
gem: Interpretação e Vocabulário. Quando
TEXTO 1 for oportuno, haverá um tópico chamado
O conceito de texto em torno do qual Comparando textos, que, em geral, procu-
se desenvolve todo o trabalho está vincu- ra fixar a noção de gênero e pode se desdo-
lado às teorias do texto e do discurso, que brar no desenvolvimento de algum tópico
consideram a atividade da linguagem uma teórico, sempre submetido à utilidade prá-
ação entre sujeitos, marcada por condicio- tica dos conceitos e à sua aplicabilidade às
namentos sócio-históricos. O texto é um atividades de compreensão da leitura. Pre-
enunciado dotado de unidade, constituí- tende-se encorajar o aluno a fazer inferên-
do de um plano de conteúdo e um plano cias, compartilhar informações, relacionar
de expressão, que produz sentidos com a conteúdos e analisar recursos de expressão,
tudo confluindo para uma compreensão
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interlocução estabelecida entre os sujei-


tos envolvidos (autor e leitor). O plano do das ideias e dos recursos que constituem o
conteúdo diz respeito às ideias, conceitos, sentido de um texto.
enredos e conflitos sugeridos no texto. O
plano da expressão refere-se à materiali- Interpretação
dade significante por meio da qual o tex-
to se expressa: linguagem verbal, pintura, Resgata-se, no Projeto Apoema, a impor-
desenho, dança, música etc. Cada texto tância da interpretação e compreensão do
tem uma forma de expressão que ajuda a texto, que se sobrepõe à conceituação teórica

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de sua organização e de sua estrutura. É mais O aluno será estimulado não só a reco-
importante saber interpretar uma metáfora nhecer os elementos do texto e a identificar
que conceituar figuras de linguagem. É mais sua função na organização textual mas
relevante identificar o papel de um narra- também a analisar, refletir, opinar e articular
dor do que teorizar sobre diferentes proje- conhecimentos. Ele trabalhará com textos
ções do sujeito enunciador. Os exercícios literários, reportagens, cartas, blogs , anún-
de interpretação exploram as ambiguidades, cios publicitários, letras de canções, recei-
o jogo de vozes, os recursos de expressão, tas, manuais, artigos científicos etc., além
a intencionalidade do texto, as estratégias de examinar pinturas, desenhos, esculturas,
argumentativas. histórias em quadrinhos, cartazes etc.
O texto, como totalidade coesa e coe-
rente, é examinado em relação à sua vincu- Vocabulário
lação a um tempo e a um espaço e como
palco de aspirações, desejos e valores ex- Na exploração de um texto, muitas ve-
pressos e constituídos por sujeitos em in- zes o vocabulário pode constituir razão
terlocução permanente. Ele é percebido na de dificuldade ou mesmo de resistência à
incompletude de seus sentidos e no apelo leitura. Propõem-se então duas frentes de
de interpretação que contém. É examinado ação. De um lado, será preciso estimular in-
como fonte e como promessa de sentidos ferências e sugerir a articulação com o con-
e reconhecido como expressão das mui- texto de uso da palavra desconhecida. Um
tas vozes que o constituem, sejam aquelas texto não se faz com a soma de palavras,
expressas diretamente, sejam aquelas que e a compreensão não depende do conhe-
ressoam nos subentendidos, nos implícitos, cimento fragmentado delas. A ideia geral
nos silêncios e nos não ditos. do texto é mais importante, e é isso que a
Nos exercícios de interpretação serão leitura do texto deve propor. No entanto, o
formuladas questões que consideram a re- conhecimento do vocabulário facilita a in-
lação entre um plano do conteúdo e um terpretação, e o objetivo de ampliar o co-
plano da expressão. Assim, o tema da leitura, nhecimento do léxico deve estar sempre
por exemplo, pode tanto aparecer num po- presente. Por essas razões, a segunda fren-
ema que fale de um leitor de poesia quan- te de exploração do vocabulário será a que
exercita o conhecimento de sinônimos, an-
to numa pintura que mostre uma biblioteca.
tônimos, definições e conceitos. O uso do
O conteúdo dos dois textos gira em torno
dicionário, nesse caso, é imprescindível, e
do ato de leitura, da concentração que exi-
o aluno deve aprender a lidar com ele e a
ge, dos mundos que descortina – esse é o
reconhecer sua função de depósito da ri-
plano do conteúdo, semelhante nos dois
queza lexical da língua.
textos. No plano da expressão, no entanto,
o poema empregará versos rimados e cur- Em alguns casos, haverá um glossário
tos, com predomínio de sons explosivos e intitulado Palavra-chave, a fim de auxiliar
o aluno nos exercícios cujo objetivo é re-
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estrofes pequenas, criando o sentido de re-


gularidade, exercício, repetição. Na pintura, lacionar o uso das palavras ao contexto de
excesso de cores, planos entrecruzados, li- emprego, tanto o contexto mais próximo e
nhas diagonais e ocupação integral do es- imediato do próprio enunciado quanto o
paço da tela poderão falar de um mundo contexto sócio-histórico em que se inscreve
pulsante, inesperado, caótico. Cada texto o texto.
tem seu modo de expressão, que se ajusta a O aluno aprenderá, ao longo das unida-
determinado ponto de vista, a um conjunto des, a consultar o dicionário, compreender
de valores e a um estilo. sua estrutura e organização e atentar para

11
aspectos como a ortografia das palavras e como os Classificados poéticos, de Roseana
suas diferentes acepções. Pretende-se que Murray, por exemplo, subvertem o gênero
ele alcance autonomia e desenvolva o es- “classificados” ao desconstruir a frieza e a
pírito crítico com o qual saberá selecionar objetividade dos anúncios substituindo-as
significados e identificar limitações dos ver- pelos afetos e emoções de um eu lírico.
betes consultados. Assim, o exercício de comparar textos é óti-
ma oportunidade de compreender, na prática, o
Comparando textos jogo de vozes, constitutivo de todas as práticas
sociais presentes na linguagem, e de pôr em
uso certos conceitos teóricos que articulam os
Para fixar a noção de gênero ou para am-
textos com conjuntos genéricos, tipologias ou
pliar o conhecimento de determinado assunto,
redes temáticas.
pode-se oferecer ao aluno a oportunidade de

Conceitos teóricos
comparar textos que se aproximam ou se afas-
tam, pela temática ou pelo gênero. Nas situa-
ções de comparação, o aluno aprende a identi- Se as atividades de interpretar e comparar
ficar a rede de sentidos que a intertextualidade textos possibilitarem e exigirem, serão reto-
e a interdiscursividade garantem. mados e sistematizados em exercícios alguns
A interdiscursividade é um conceito que se conceitos teóricos que ajudem o aluno a to-
baseia na noção de que o discurso é essencial- mar consciência dos mecanismos discursi-
mente dialógico. Nesse sentido, a interdiscur- vos, sintáticos e semânticos de organização
sividade está presente em qualquer texto, que textual. Noções de gênero, sequências tipo-
será sempre atravessado pelas vozes que a ele lógicas (descritivas, narrativas, argumentativas
se opõem ou que o confirmam. Já a intertex- etc.), vozes do texto, papel do narrador, efeitos
tualidade é um mecanismo mais concreto, em de sentido, plano da expressão de textos visuais
que um texto cita outro. Num editorial de jor- serão tratados com o grau de aprofundamento
nal que defende as campanhas antitabagismo, necessário, sem prejuízo da ênfase às questões
ressoa a interdiscursividade dos defensores do de interpretação e compreensão.
direito de fumar, e é dessa contradição e desse
diálogo entre diferentes vozes que se alimen-
Análise de textos visuais
tam todos os discursos, compreendidos como A leitura de textos visuais requer obser-
realizações marcadas social e ideologicamen- vação específica de certos arranjos formais,
te. Já em poemas que retomam, por exemplo, como combinações de cores, distribuição
a Canção do exílio, de Gonçalves Dias, como de formas no espaço, jogos de linhas e volu-
os de Casimiro de Abreu ou de Oswald de mes. Assim, o trabalho com quadrinhos, por
Andrade, faz-se um exercício de intertextua- exemplo, vai além da exploração dos balões
lidade, em que um texto retoma outro, para de fala para chegar ao desenho. Não se li-
confirmá-lo ou para subvertê-lo. mita a questões que solicitam do aluno “im-
Nos exercícios de comparação de textos, pressões” a respeito de emoções ou estados
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podem também ser sistematizadas as carac- de alma das personagens (o gatinho pare-
terísticas de um gênero, seja por reiteração ce triste; o menino está assustado etc.), mas
– como nos casos de comparação entre dois avança para comentários que consideram os
textos do mesmo gênero, em que se con- contrastes do plano da expressão. Não se de-
firmarão determinadas características –, seja seja, simplesmente, saber se um personagem
por diferença, quando se comparam textos parece triste, mas sim identificar os recursos
de gêneros diferentes, como um editorial e de expressão que criam a ideia de tristeza.
uma reportagem. É possível trabalhar ainda Para ler um texto visual, é preciso consi-
com as instabilidades de um gênero. Poemas derar, basicamente:

12
refina a capacidade do aluno de compre-
t as combinações de formas – um retrato, ender as diferentes formas de expressão
por exemplo, pode combinar traços curvos, presentes na sociedade contemporânea.
arredondados e côncavos para criar efeito
Ao mesmo tempo que o Projeto acolhe as
de movimento e de volume; ou pode jogar
com contrastes – como curvilíneo versus manifestações artísticas realizadas por meio
retilíneo, arredondado versus anguloso, côn- da pintura e da escultura, também reconhe-
cavo versus convexo – para criar um efeito ce a necessidade de aparelhar o aluno para
de tensão, de conflito; movimentar-se nos circuitos comunicacio-
t as combinações de cores – as cores po- nais que exploram o sincretismo de lingua-
dem combinar-se em contrastes ou em
gens e a convivência, em um mesmo tex-
gradações. Por exemplo, um fundo cin-
za-claro destaca uma figura em verme- to, de diferentes linguagens, como ocorre
lho, dando a ela densidade e força; um nas histórias em quadrinhos, na publicidade
céu pintado em gradações de azul, que veiculada na televisão ou nos hipertextos
vão do azul mais intenso ao mais claro, que circulam na internet.
chegando ao branco, tem mais lumino-
sidade que um céu pintado apenas num
tom. As cores, numa pintura, podem Estudando o gênero
ser puras, aparecendo na tela do modo
como saem do tubo de tinta, ou diluídas,
Para bem explorar a diversidade de gêneros
após a mistura da tinta com um solvente.
A cor pura cria um efeito mais agressi- e aprimorar a formação do leitor literário, o
vo, mais marcado pelo gesto do artista. Projeto Apoema Português apresenta a se-
O tipo de pincel e o tamanho e a es- ção Estudando o gênero, na qual elementos
pessura das pinceladas podem associar- que configuram um texto como gênero de
-se à escolha cromática para acentuar
determinada esfera são esmiuçados.
determinados efeitos. Assim, por exem-
plo, uma cor pura trabalhada com pincel Exploram-se, no Projeto Apoema, diferen-
grosso, que não espalhe completamente
tes gêneros, com atenção especial aos tex-
a tinta, acentua o efeito de concretizar o
gesto do artista pintando, o que chama a tos literários, que constituem o universo mais
atenção para um tipo de pintura que trata rico e complexo de geração de potencialida-
da própria pintura; já a cor diluída e em des de sentido e de manifestação dos recursos
gradações cede destaque ao desenho ou de expressão de uma língua. O Projeto não se
à própria materialidade da tela, falando de
descuida, entretanto, de gêneros jornalísticos
um mundo hierarquizado e estável;
muito presentes no cotidiano urbano, das for-
t a organização do espaço – a distribuição
de formas e cores no espaço do suporte mas populares de narrativa ou das manifesta-
(tela, papel, madeira etc.) é outro recurso ções de circulação de massa, como histórias
importante da linguagem visual. Num qua- em quadrinhos e textos digitais.
drinho em que vários personagens brigam,
o espaço estará todo preenchido com os A noção de gênero está vinculada aos
personagens, traços rabiscados, sombre- conceitos de discurso e de tipo textual. Na de-
amentos e outros recursos, criando, pela finição clássica de Bakhtin, nele o gênero é um
ocupação desorganizada do espaço, a
enunciado relativamente estável, marcado por
ideia da confusão da briga. Já numa foto-
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grafia que pretenda destacar a estranheza temática, estilo e composição próprios. Num
do surgimento de uma árvore em deter- gênero como carta pessoal predomina a te-
minado ambiente, o espaço em volta da mática dos assuntos cotidianos, nele o estilo é
figura principal estará vazio, para indicar a marcado pela informalidade e sua composição
singularidade do acontecimento.
supõe um cabeçalho, a carta propriamente e
um desfecho com as despedidas. Cada gênero
O trabalho com textos visuais inclui no está atrelado às esferas de comunicação, que
Projeto Apoema a diversidade de lingua- correspondem a discursos particulares. Veja o
gens presente na comunicação cotidiana e quadro ilustrativo a seguir.

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para a interpretação e a economia de leitura,
Gêneros já que o gênero produz expectativas sobre o
Esfera burocrática: carta formal, ofício, memo- que será dito e sobre um modo próprio de
rando, editais de concursos, documentos pessoais dizê-lo ao antecipar o contrato de confiança
– como Passaporte, Cédula de Identidade, Título de
Eleitor etc. que se estabelece entre autor e leitor.
Esfera religiosa: salmos, hinos, provérbios, pará- Não é, entretanto, uma fórmula mágica
bolas, epístolas etc. que isoladamente resolverá as dificuldades
Esfera cotidiana: receita de alimentos, talões
de ensinar a ler e a redigir, a falar e a inter-
de água, conta de energia elétrica e de telefone,
bilhetes, cartas pessoais, piadas etc. pretar, mesmo porque não há uma fixidez
Esfera literária: conto de amor, conto de enigma de padrões para os gêneros, e essa possi-
e de aventura, contos de fadas/infantil, romance, bilidade de circulação em diferentes esfe-
poema, letra de canção etc. ras, além da previsão de suas instabilidades,
Esfera científica: teses, dissertações, artigos cien-
é que marca a produtividade do conceito.
tíficos, ensaios, resenhas, resumos, livros.
Esfera escolar: livro didático, aula, seminário, Compreender o gênero como noção de
debate, exposições orais, questões instrucionais, base para o ensino de língua significa reco-
atividades, exercícios etc. nhecer sua fertilidade teórica e a possibili-
Esfera artístico-cultural: escultura, pinturas, dade que oferece de expandir as atividades
fotografias, literatura oral (cordel, por exemplo),
adivinhas, provérbios, piadas, músicas etc.
discursivas desenvolvidas na escola.
Esfera jornalística: entrevista, reportagem, char-
ge, carta do leitor, editorial etc.
A língua em uso
Os gêneros utilizam-se dos tipos textuais Os diferentes tipos de conhecimento lin-
argumentativo ou opinativo, expositivo, des- guístico – que incluem o emprego das estru-
critivo, narrativo e injuntivo. Numa receita turas de organização dos enunciados adequa-
de cozinha, por exemplo, predomina o tipo das às diferentes situações de uso e à reflexão
injuntivo, aquele que determina padrões de sobre o funcionamento da língua – estão ar-
comportamento. Num conto literário, o tipo ticulados com as demais seções da unidade e
narrativo tende a ser o principal, mas sequên- consideram as variedades regionais e sociais
cias descritivas podem aparecer para localizar da língua portuguesa.
ambientes, personagens e épocas. Um edito- Com base nos exemplos contextualiza-
rial de jornal é marcado pelas sequências ar- dos, que recuperam situações concretas de
gumentativas, que também podem aparecer uso, o aluno deverá ser capaz de perceber
numa aula ou num artigo científico, gêneros as regularidades que constroem as regras de
em que predomina o tipo expositivo. usos da língua, conceituar, explicar e aplicar
Os gêneros referem-se a enunciados que essas regras. A prática dos exercícios possi-
compartilham características comuns ligadas bilitará a fixação de determinadas regras e a
à intencionalidade do enunciador e à desti- compreensão da funcionalidade das estrutu-
nação social da comunicação. E por que a ras gramaticais, bem como a utilização das
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noção de gênero é importante para o ensi- noções adquiridas nas atividades de Produção
no de língua portuguesa? Porque oferece ao textual, Expressão oral e Interpretação.
aluno a possibilidade de sistematizar padrões A apresentação de situações variadas de
de organização textual e permite que articule uso e de interlocução fará com que o aluno
relações entre enunciados diversos. Por ou- associe os conteúdos que aprende na escola
tro lado, dá a possibilidade ao professor de aos diferentes textos a que está exposto na
fixar determinadas recorrências e estabelecer vida social e contribuirá para que desenvolva
padrões de leitura, interpretação e produção. a tolerância em relação ao outro. O precon-
O reconhecimento dos gêneros contribui ceito linguístico anda de mãos dadas com

14
os preconceitos de raça, gênero e classe, e a Não importa tanto saber a lista dos pro-
escola tem papel relevante na formação de nomes indefinidos, e sim reconhecer que
cidadãos mais justos, decentes e capazes de produzem uma indeterminação no texto.
conviver fraternalmente. Da mesma forma, os numerais funcionam
A tendência de substituir a expres- como recursos de criação de efeitos de ob-
são “norma culta” por “normas urbanas de jetividade e precisão. Uma reportagem que
prestígio”, não representa, assim, mera- narra o protesto de 200 mil pessoas pare-
mente uma alteração terminológica, mas cerá mais confiável do que aquela que fala
uma mudança de tratamento e de ponto em muitas pessoas – e dessa forma o aluno
de vista em relação ao ensino de língua reconhece a diferença de sentido no em-
portuguesa. Ao dizer normas, no plural, prego de um numeral ou de um pronome
contempla-se a variedade regional e social indefinido num texto jornalístico.
brasileira. O registro de linguagem falado O Projeto Apoema trabalha com a gra-
num Tribunal de São Paulo, a língua escrita dação dos conteúdos gramaticais e, por
nos editoriais de um jornal de Salvador, a isso, no 6º ano, o aluno aprenderá as classes
conversa entre dois cariocas numa sessão de palavras; no 7º, a conjugação e emprego
acadêmica, ou o telejornal produzido em dos verbos; no 8º, as funções sintáticas, e
Cuiabá são exemplos de situações de pres- no 9º, a estruturação de períodos. Noções
tígio, em que se usam variedades diferen- conceituais que passam por reformulações
tes da língua portuguesa. Em todas essas ou refinamentos, questões polêmicas que
situações emprega-se uma norma de pres- põem de um lado gramáticos e de outro
tígio social, político e cultural associada à linguistas serão apresentadas ao profes-
escrita, à tradição literária e ao funciona- sor neste Guia Didático à medida que fo-
mento institucional do Estado, da escola e rem aparecendo nas unidades. Assim, por
dos meios de comunicação de modo geral. exemplo, na Unidade 3 do 6º ano, aparece-
As gramáticas normativas são ainda uma rá uma observação sobre a confusão entre
referência, porque concentram um trabalho gênero, noção gramatical, sexo e noção
notável de sistematização de um padrão cul- biológica. Essa confusão associa-se a uma
to formal da língua. No entanto, a elas de- compreensão equivocada do que seja um
vem acrescentar-se trabalhos de descrição mecanismo de flexão. Mulher não é forma
do português, novas gramáticas mais vincu- flexionada do feminino de homem, mas um
ladas a teorias linguísticas, que associam uso correspondente semântico que estabelece
e função dos termos gramaticais e incluem uma correspondência de sexo, usando para
reflexões sobre a língua viva que pulsa nos isso uma palavra masculina e outra femini-
diferentes meios de comunicação, na litera- na. Para o aluno, apresenta-se uma posição
tura contemporânea e na conversa diária. definida e uma explicação que considera a
Mantém-se, para as questões gramati- praticidade e utilidade da noção.
cais, a nomenclatura oficial, estabelecida A seção A língua em uso se organi-
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nas gramáticas normativas reconhecidas, za, em geral, por meio de uma introdução
mas o ensino não se volta para a aprendi- conceitual, que retoma exemplos utiliza-
zagem da metalinguagem, ainda que seu dos no texto de leitura e de exercícios, que
conhecimento possa desenvolver uma apresentam diferentes situações concre-
compreensão mais consciente do funcio- tas para contextualizar a funcionalidade
namento das estruturas da língua. O alu- da noção em tela. As questões podem ser
no aprenderá as classes gramaticais e as entremeadas por boxes conceituais, que
funções sintáticas vinculando-as a efei- chamam atenção para determinadas defi-
tos de sentido que produzem no discurso. nições ou empregos.

15
zando-o da variação linguística e das diferen-
Produção textual tes situações de uso da língua. Nas situações
informais, regras como saber ouvir, respeitar a
As propostas de produção escrita ba- palavra do outro e expressar-se com cordiali-
seiam-se na temática desenvolvida na unida- dade tanto estimulam uma interlocução mais
de e no gênero textual em foco no Estudo viva e interessante quanto preparam o aluno
do texto. Partem do princípio de que um tex- para situações mais formais de uso, em que ele
to deve ser socialmente situado e, portanto, precisará desenvolver as habilidades de argu-
oferecem situações práticas de produção, que mentar, explicar, expor, opinar ou narrar.
contemplam um enunciador e um contexto. O Projeto Apoema enfatiza o trabalho
Um aluno criará um conto para ler a um ami- com expressão oral tanto em momentos mais
go, produzirá uma página de diário para de- informais – como a preparação do aluno para
sabafar, escreverá um artigo de opinião para a leitura, por meio, por exemplo, de questões
apresentá-lo publicamente num seminário a respondidas oralmente sobre a epígrafe ou de
ser proposto em Expressão oral, fará um ficha- conversa informal do professor com os alu-
mento para fixar uma prática de estudo. nos sobre seus gostos e preferências – quanto
A escrita de um texto é um processo que nas atividades de formalização de determina-
inclui planejamento, produção e refação. Es- do gênero oral – como exposição oral, entre-
sas etapas serão trabalhadas, com roteiros vista, declamação ou seminário.
e sugestões, para atender à progressão dos As atividades propostas inscrevem-se em
conteúdos e à complexidade do conheci- contextos produzidos com base nos temas
mento exigida pelo estudo seriado. Os con- da unidade e preveem situações que o aluno
teúdos trabalhados em A língua em uso ser- pode concretamente vivenciar, seja na es-
virão também ao trabalho em Produção tex- cola, por exemplo, num debate; seja na vida
tual, porque articularão os conceitos grama- cotidiana, numa entrevista de emprego.
ticais às funções discursivas que os termos Como nas demais seções do Projeto Apo-
desempenham. O aluno saberá, assim, cortar ema, não há um momento fixo de entrada da
adjetivos em uma reportagem, privilegiar seção, porque tudo na unidade está articu-
orações subordinadas num texto argumen- lado, e uma atividade aproveita-se da outra,
tativo, utilizar adequadamente conectores para enriquecê-la, aprofundá-la ou comple-
numa crônica ou empregar recursos de rima mentá-la. Se o aluno lê um conto no Estudo
e aliteração num poema. Será ainda estimula- do texto, a Expressão oral poderá trabalhar
do a recorrer ao dicionário para escrever com com contação de histórias; a Produção tex-
a grafia da norma urbana de prestígio e enri- tual, com sequências narrativas; e a seção
quecer o vocabulário do texto que produz. A língua em uso, com emprego de conectores.
A refação será conduzida de acordo com
A Expressão oral não é um complemen-
os objetivos propostos, e a interlocução, rea-
to nem um acréscimo, e sim uma seção re-
lizada com o professor e os colegas.
levante no Projeto, que trata com a mesma
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importância as competências de falar, ler e


Expressão oral escrever. Desenvolver os usos da linguagem
oral próprios das situações formais e públicas,
O desenvolvimento da expressão oral na em que deverá ser usada a norma urbana de
escola conta inicialmente com a capacidade prestígio, é tarefa que contribui enormemente
de todo falante de comunicar-se oralmente para a formação de cidadãos conscientes e crí-
nas situações de convívio social imediato. Deve ticos, capazes de expressar-se para reivindicar,
o ensino escolar, portanto, ampliar as possibi- emocionar, apelar, julgar, interpelar. Da mesma
lidades de interlocução do aluno, conscienti- forma, as atividades de Expressão oral desen-

16
volvem habilidades sociais de cordialidade, A exploração dos recursos de humor, que são
respeito, tolerância e ensinam ao aluno formas apresentados ao professor, ajuda o aluno a
de gestualidade e expressão corporal que con- compreender os procedimentos discursivos
tribuem para sua inserção social e a compre- que produzem o sentido dos textos e expande
ensão histórica do momento em que vivem. a discussão da temática da unidade.

CONEXÕES
Na seção Conexões são apresentados te- Explorando
mas diversos, que ampliam o conteúdo es- A seção Explorando apresenta sugestões
tudado e enriquecem consideravelmente a de vídeos, filmes, livros, links, eventos etc. que
abordagem do assunto. Nela são encontradas enriquecem o conteúdo da unidade e cola-
biografias de autores – ilustradas, de modo boram para ampliar o conhecimento do alu-
divertido, com caricaturas – e textos varia-
no sobre o conjunto de temas trabalhados.
dos que acrescentam informações relevantes
A seção pode ser aproveitada por você para
e curiosas sobre a vida deles, além de outros
diversificar as aulas e propor atividades que gi-
textos informativos interessantes, que buscam
rem em torno não apenas de suportes escritos
diversificar a abordagem e chamar a atenção
mas também de outras mídias relacionadas ao
para fatos que, de uma forma ou de outra, sem-
conteúdo. A intenção é fornecer como sub-
pre ampliarão o repertório dos alunos. A ideia
sídios livros diversos, obras de arte de artistas
essencial que perpassa a seção é estabelecer
consagrados e filmes com conteúdo relevante,
uma conexão com o mundo que os cerca.
todos relacionados ao tema geral da unidade.
Além disso, a seção pode conter comen-
Eventualmente, um QR Code (Código QR – de
tários mais elaborados sobre livros, filmes ou
quick response, “resposta rápida”, em tradução
vídeos, direcionando o olhar dos alunos para
livre do inglês) facilita o direcionamento a uma
uma leitura mais rica dos elementos sugeridos,
página da internet com informações comple-
a fim de expandir a visão sobre o assunto. Por
mentares, por meio de dispositivos móveis.
sua riqueza de temas, a seção oferece amplas
possibilidades de trabalho interdisciplinar.
TRABALHO EM EQUIPE
Saiba mais
A proposta da seção Trabalho em equipe
A seção Saiba mais aprofunda os con- visa à integração do grupo na realização de
ceitos expostos trazendo informações que determinadas tarefas, com o intuito de pra-
complementam tanto os conteúdos especí- ticar a organização, o respeito, a aceitação
ficos da língua portuguesa quanto aqueles
e a disciplina.
que, de alguma forma, relacionam-se a ela.
Assim como ocorre com Conexões, a se-
ção Saiba mais também pode abordar ques- PORTUGUÊS E CIDADANIA
tões interdisciplinares, ao ampliar os conteúdos,
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Formar alunos cidadãos e harmonizar, mais


propondo relações com outras disciplinas. A uma vez, os conteúdos da disciplina a assuntos
exploração dessas seções pode ser expandida que promovam a educação integral é o objetivo
em debates e apresentações orais, bem como
desta seção. As indicações e imagens trabalham
em atividades interdisciplinares e eventos.
temas que promovem um questionamento
pertinente sobre o papel do aluno na socieda-
Divirta-se de. Português e cidadania fomenta discussões
Nesta seção aparecem quadrinhos, charges e incentiva reflexões e práticas relacionadas ao
e piadas, que dão um toque de leveza à unidade. tema transversal Cidadania.

17
aprendido, mas a uma retomada de assuntos
COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA por meio de linguagem visual diferenciada,
que agrega o conteúdo didático abordado
No decorrer da unidade, sempre que se à linguagem jovem. Para isso, os esquemas
faça pertinente, há a seção Com a palavra, o apresentados na seção se inspiram naqueles
especialista, que apresenta um depoimento que, normalmente, podemos encontrar no
ou entrevista, junto com uma imagem e a caderno dos alunos (balões de comentários
pequena biografia de um especialista no as- e destaques feitos a caneta, por exemplo). A
sunto específico abordado na unidade. O ob- própria página do livro destinada a essa seção
jetivo é aproximar os alunos de profissionais recebe uma diagramação diferenciada, com-
especializados em determinado assunto, tra- posta de pautas de linhas, imitando um ca-
zendo elementos norteadores às atividades derno de anotações escolar. Ao propor que os
na sala de aula. Autores renomados nas áreas assuntos retomados sejam dispostos em ma-
de linguística, gramática, etimologia, Estudo pas mentais, essa seção prevê o mapa mental
do texto e áreas afins apresentam seu ponto que poderia ser composto pelo próprio aluno
de vista e enriquecem a discussão. após a leitura da unidade. Com esses recursos,
pretende-se criar mais uma ferramenta a fim
de facilitar o aprendizado.
BAGAGEM CULTURAL
RESGATANDO CONTEÚDOS
O livro didático é um importante norteador
do trabalho do professor em sala de aula, mas No final de cada unidade, há a seção
não se limita a isso. Sabemos que as disciplinas Resgatando conteúdos, que traz a revisão
obrigatórias do currículo escolar não são estan- dos conteúdos tratados por meio de exer-
ques. Muitos temas abordados em uma disci- cícios de múltipla escolha. Essas atividades
plina são comuns a outra ou outras disciplinas, não só testam o conhecimento adquirido
daí a importância da seção Bagagem cultural. mas também oferecem ao aluno a possibi-
Com base em infográficos que ilustram as rela- lidade de praticar um modelo de exercício
ções explícitas entre a Língua Portuguesa e as muito usado em processos seletivos como
demais disciplinas, propomos atividades inter- o Enem, o vestibular etc. Desenvolvem-se,
disciplinares que evidenciam a importância do portanto, a reflexão e a construção crítica do
trabalho conjunto dos professores das discipli- conhecimento, por meio das questões tanto
nas envolvidas, sempre que possível. O objetivo dissertativas e de exposição do pensamento
é levar os alunos a entender que o conteúdo é propostas ao longo da unidade quanto das
relevante não somente no momento da expo- objetivas dessa seção, que ensinam o aluno
sição, mas também no de sua aplicação, o que a fazer opções, estabelecer relações e medir
aguça o olhar para as diversas possibilidades de gradações, entre outras habilidades.
trabalho com o material.
SUPERANDO DESAFIOS
GUIA DIDÁTICO

Para não esquecer Essa seção propõe aos alunos exercícios


extraídos de provas, avaliações de órgãos go-
Os lembretes de Para não esquecer reto- vernamentais e simulados. Localizada sem-
mam os principais conteúdos tratados na uni- pre ao final da seção Resgatando conteúdos,
dade. A maneira pela qual esses conteúdos são sistematiza os principais temas da unidade,
apresentados ao aluno, por meio de conceitos com o intuito de demonstrar a aplicação do
resumidos, é o diferencial dessa seção. Ele não conhecimento estudado em segmentos que
tem acesso a um simples resumo do conteúdo extrapolam a abordagem do livro.

18
3.2. Quadro de conteúdos
6o ano
UNIDADE TEXTO CONTEÚDO
Expressão oral: brincadeiras com palavras
Língua do pê
Quadrinhas
Texto 1 Trava-línguas
Convite, de José Paulo Paes Produção textual: fazendo quadrinhas
A língua em uso: fonema e letra
Consoantes e vogais
1 – Brinquedos Ordem alfabética
Texto 2
As aventuras da família Brasil, cartum de Luis Fernando Expressão oral: roda de conversa
Verissimo
Texto 3 Estudando o gênero: narrativa
Produção textual: continuação da história
O mês de abril, de Monteiro Lobato A língua em uso: pontuação e entonação
Estudando o gênero: história em quadrinhos
Texto 1 A língua em uso: sílaba; dígrafo e encontro consonantal
Produção textual: HQ
Robin morrerá ao amanhecer, HQ A língua em uso: substantivo próprio e substantivo comum; substantivo
comum, substantivo próprio e coesão do texto
Expressão oral: debate em grupo seguido de exposição oral
2 – Heróis e heroínas Texto 2 Produção textual: paráfrase; refação do texto
A língua em uso: frase
Posêidon, de Claude Pouzadoux Tipos de frase
Interjeição
Texto 3 Estudando o gênero: reportagem – as vozes do texto
Os heróis das chuvas na A língua em uso: uso formal e uso informal; substantivos coletivos
Região Serrana do Rio, reportagem Expressão oral: debate regrado; tema do debate; preparação; o debate
Texto 1 Comparando textos
Leitura, de José Ferraz de Almeida Júnior A língua em uso: adjetivo e locução adjetiva
A língua em uso: flexão dos substantivos e dos adjetivos
Flexão de número
Texto 2 Flexão de gênero
Gênero do adjetivo
3 – Livros A borboleta de asas de fogo, de Carmen Lúcia
Concordância entre substantivos e adjetivos
de Azevedo e outros Comparando textos: biografia
Expressão oral: biografia
Produção textual: roteiro para a biografia
Texto 3 A língua em uso: coesão e coerência
O reinado dos copistas, de Sylvie Baussier A língua em uso: classificação das palavras quanto à sílaba tônica
Estudando o gênero: autorretrato
Texto 1 Produção artística: autorretrato
O sonho ou a cama, de Frida Kahlo A língua em uso: monossílabos átonos e tônicos
Acentuação dos monossílabos tônicos e das oxítonas
Texto 2 Estudando o gênero: poema lírico
Poema transitório, de Mario Quintana A língua em uso: artigo
A língua em uso: denotação e conotação
GUIA DIDÁTICO

Estudando o gênero: autobiografia


4 – Sonhos Comparando textos:autobiografia
A língua em uso: ortografia
Texto 3 Variação na escrita e na pronúncia em Portugal e no Brasil
Produção textual: memórias
O olho de vidro do meu avô, de Bartolomeu Campos
A língua em uso: numeral
de Queirós Flexão dos numerais
Representação escrita dos numerais
Emprego dos numerais e a norma urbana de prestígio da língua
Artigo indefinido e numeral
Expressão oral: sarau de poesias

19
UNIDADE TEXTO CONTEÚDO
Estudando o gênero: conto maravilhoso
Texto 1 Produção textual: diálogos
Cinderela, dos irmãos Grimm Avaliação e refação
A língua em uso: pronomes pessoais
Comparando textos: contos
5 – Festas
Texto 2 Expressão oral: Quem conta um conto... aumenta um ponto?
Cartazes do filme Cinderela Produção textual: paródia de conto maravilhoso
A língua em uso: encontros vocálicos
Texto 3
A língua em uso: pronomes de tratamento
A festinha do colégio, de Moacyr Scliar
Expressão oral: jogo
Texto 1 A língua em uso: pronomes possessivos
A cigarra e a formiga, de La Fontaine Usos e valores dos pronomes possessivos
Produção textual: paráfrase
Estudando o gênero: textos narrativos
Texto 2
6 – Bichos Comparando textos: reportagem
Menino de cidade, de Paulo Mendes Campos
A língua em uso: acentuação das paroxítonas
Comparando textos: a história do rinoceronte de Dürer
Texto 3 Produção textual: sequências descritivas e narrativas
O rinoceronte, de Dürer gravura Descrição
A língua em uso: pronomes demonstrativos
Estudando o gênero: texto de divulgação científica
Produção textual: fichamento
Texto 1 A língua em uso: pronome interrogativo
Água é vida!, reportagem Flexão dos pronomes interrogativos
A língua em uso: ortografia
Por que, porque, por quê e porquê
7 – Águas Estudando o gênero: romance, novela e conto
Texto 2
Expressão oral: relato de experiência
Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum
A língua em uso: pronomes indefinidos
Estudando o gênero: conto
Texto 3 Comparando textos: A marinheirinha, de Pedro Bandeira
A função da arte/1, de Eduardo Galeano Produção textual: conto
A língua em uso: ortografia: letra e fonema - uso do x
Estudando o gênero: lenda
Texto 1 A língua em uso: verbo
A vitória-régia, lenda Flexão de tempo
Flexão de pessoa
Texto 2

8 – Florestas Cenário, de José de Alencar
Estudando o gênero: anúncio publicitário
Produção textual: anúncio
Texto 3
Expressão oral: apresentação de trabalho
Propaganda
A língua em uso: ortografia - há e a
GUIA DIDÁTICO

Projeto 1 Jogos e brincadeiras


Projetos Pedagógicos
Projeto 2 Antologia de textos

20
7o ano
UNIDADE TEXTO CONTEÚDO
Comparando textos: texto e contexto
Estudando o gênero: carta
Texto 1 O gênero e os usos da linguagem
Carta de Mário para Anita, de Mário de Andrade Produção textual: carta
A língua em uso: Formação de palavras – composição
Ortografia – uso do hífen em palavras compostas
A língua em uso: formação de palavras – derivação
1 – Amizade
Texto 2 Sufixo
Sufixos Nominais
Complicações de montão, de Ana Maria Machado Sufixos Verbais
Sufixos Adverbiais

Texto 3 Estudando o gênero: letra e canção


Expressão oral: conversa
Reflexos e reflexões, de Moska A língua em uso: pontuação e entonação
Texto 1
A língua em uso: verbo – o infinitivo
Famílias, de Instituto Brasileiro de Geografia e
Verbo – elemento de formação
Estatística
Texto 2 A língua em uso: verbo – tempos e modos
2 – Família A vida é de morte, de Silva Orthof Presente do Indicativo – emprego e flexão
Estudando o gênero: diário
Texto 3 Comparando textos
O diário de Anne Frank, de Anne Frank Expressão oral: gênero - relato de experiência
Produção textual: diário
Texto 1
Quadro Futebol, de Candido Portinari Comparando textos
Tirinha Futebol, de Laerte

Texto 2 Estudando o gênero: crônica


A língua em uso: pretéritos – perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito
Vendo com os ouvidos, de José Roberto Torero Ortografia
3 – Esportes
Estudando o gênero: entrevista jornalística
Expressão oral: entrevista
Texto 3 O momento da entrevista
Recorde de asadelta, de Mariana Mesquita Produção textual: transcrição de entrevista
A língua em uso: pretérito imperfeito do indicativo – flexão e emprego
Flexão do pretérito imperfeito
Texto 1 Comparando textos
Site, de Ciência Hoje das Crianças A língua em uso: pretérito perfeito do indicativo – flexão e emprego
A língua em uso: ortografia – uso do hífen com prefixos
Prefixo anti-
Prefixos mal e bem
Texto 2 A língua em uso: pretérito mais-que-perfeito – flexão e emprego
4 – Internet Comemorando a vitória, de Maria Tereza Maldonado Produção textual: resumo
Estudando o gênero: resumo
Expressão oral
Estudando o gênero: debate
Texto 3
GUIA DIDÁTICO

A língua em uso: Variação linguística


Tirinha Contando de novo a história do mundo – A Variações de registro – formal e informal
comunicação, de Miguel Paiva Usos da língua na internet

21
UNIDADE TEXTO CONTEÚDO
Texto 1 Estudando o gênero: reportagem
A língua em uso: futuro do presente do indicativo
Desigualdade em trabalhos iguais, de O Globo Ortografia – am/ão; ram/rão

Texto 2 A língua em uso: futuro do pretérito


Flexão
Charge Pai de que planeta eles são?, de Angeli Os usos do futuro do pretérito
5 – Diferenças
Comparando textos
Texto 3 Produção textual: texto de opinião
Expressão oral: exposição oral
Dos pontos de vista, de Mario Quintana
Planejamento
Dos defeitos e das qualidades, de Mario Quintana Apresentação
Avaliação
Comparando textos: adaptação
Texto 1 Estudando o gênero: romance
A língua em uso: modo subjuntivo – presente
Minha primeira viagem, de Daniel Defoe Flexão
Expressão oral: narrativa de aventura
Estudando o gênero: a narrativa do romance
Texto 2 Sequências narrativas e descritivas
6 – Viagem
Estudando o gênero: romance fantástico
Descendo à toca do coelho, de Lewis Carrol A língua em uso: modo subjuntivo – imperfeito
Flexão
Texto 3 Estudando o gênero: literatura de viagem
Comparando textos
O velho arraial de Sant’Ana, de Lucia Machado de
A língua em uso: modo subjuntivo – futuro
Almeida Produção textual – literatura de viagem
A língua em uso: modo imperativo
Imperativo afirmativo
Texto 1 Imperativo negativo
A Pomerânia é aqui, de Filipe Monteiro e Igor Mello Produção textual
Estudando o gênero: resumo
Expressão oral: gênero – exposição oral
7 – Povos e culturas
Texto 2

Capa de livro de Os da minha rua, de Ondjaki

Texto 3 A língua em uso: variação linguística


Estudando o gênero: conto
A piscina do tio Victor, de Ondjaki A língua em uso: formas nominais do verbo
Estudando o gênero: romance
Texto 1 Linguagem literária
O penteado, de Machado de Assis A língua em uso: usos dos tempos verbais
Presente e pretéritos perfeito e imperfeito do indicativo
A língua em uso: usos dos tempos verbais
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo – simples e composto
8 – Meninos e meninas Texto 2 Uso de um tempo por outro
A solidão no mar, de Heloisa Seixas Imperfeito pelo futuro do pretérito
Presente pelo pretérito perfeito
Combinação dos modos verbais: indicativo e subjuntivo

Texto 3 Estudando o gênero: conto literário


Produção textual: gênero – conto
GUIA DIDÁTICO

A casa de bonecas, de Heloisa Seixas Expressão oral: leitura de contos


Projeto 1 Relações Sociais
Projetos Pedagógicos
Projeto 2 Contos

22
8o ano
UNIDADE TEXTO CONTEÚDO
Texto 1 Comparando textos
Produção artística: escultura
Escultura O beijo, de Rubens Gerchman A língua em uso: ortografia g e j
Estudando o gênero: poema
Texto 2 O plano de expressão da poesia
Sílaba métrica e sílaba gramatical
1 – Amor Poema de Álvares de Azevedo O ritmo do poema
A língua em uso: frase, oração, período
A língua em uso: sujeito e predicado
Texto 3 Núcleo do sujeito
O amor venceu, de Chacal Produção textual: poema
Expressão oral: declamação de poemas

Texto 1 Comparação de textos: adaptação para HQ


A língua em uso: sujeito simples, composto indeterminado, oração sem
O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde sujeito
Texto 2 A língua em uso: ordem das palavras na frase
2 – Mistérios Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Sintagma nominal e verbal
Assis Ortografia: uso do h inicial
Texto 3 A língua em uso: concordância verbal
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Adaptação para Produção textual: adaptação
HQ, de Machado de Assis Expressão oral: roda de conversa

Texto 1 Estudando o gênero: crônica


A língua em uso: predicado verbal
Moléstia da época, de Olavo Bilac Verbos intransitivos e transitivos
Texto 2
Estudando o gênero: infográfico
Os animais robôs criados pela tecnologia, de Filipe
A língua em uso: objeto direto
Vilicic e Gustavo Simon
3 – Inventos
Comparando textos: verbetes
A língua em uso: preposição – objeto indireto
Texto 3 Preposição – objeto indireto (2)
Produção textual: verbete
Verbetes Espelho e Tesoura, de Marcelo Duarte O seu verbete
Avaliação
Expressão oral: exposição oral
Estudando o gênero: ensaio
Texto 1 Organização em três partes
Organização das ideias e coesão textual
Quinhentos anos de história linguística: situações, de
A língua em uso: predicado nominal e predicativo
Rodolfo Ilari Produção textual: ensaio
4 – Língua Portuguesa Expressão oral: debate
no mundo
Texto 2 A língua em uso: ortografia
O velho de Alcântra-Mar, de Miguel Sousa Tavares Acordo Ortográfico
Texto 3

O dia em que explodiu Mabata-bata, de Mia Couto
GUIA DIDÁTICO

23
UNIDADE TEXTO CONTEÚDO
Texto 1 Estudando o gênero: crônica
O lixo é nosso, de Ivan Angelo A língua em uso: adjunto adnominal
Produção artística: colagem
Texto 2 Comparando textos: artes plásticas
Depoimento de Vik Muniz
Obra Atlas, de Vik Muniz Estudando o gênero: depoimento
5 – Lixo A língua em uso: ortografia – usos de ch e x
Estudando o gênero: notícia
Comparando textos
Texto 3 Produção textual
Coleta de lixo no Rock in Rio chega a 49 toneladas no Expressão oral: locução de notícias
primeiro dia, de site G1 Preparação
Execução
Avaliação
Estudando o gênero: ensaio
Texto 1 Produção textual: fichamento
Pescadores do mar, de Simone Carneiro Maldonado A língua em uso: ortografia
Letras z, s e x
Texto 2
6 – Trabalho Estudando o gênero: reportagem
O trabalho que transforma vidas: de pedreiro a médico,
A língua em uso: predicado verbo-nominal
de Kamila Almeida
Texto 3
Piada Bêbado do comício, de Sírio Possenti Expressão oral: piada
Piada Pedindo aumento, de site Piadas Engraçadas
Estudando o gênero: editorial
Texto 1 A língua em uso: preconceito linguístico
Avaliação hipócrita, do jornal Zero Hora Produção textual: editorial
A língua em uso: complemento nominal
Texto 2
7 – Preconceito e intolerância A língua em uso: adjunto adverbial
Charge Dia da Consciência Negra, de Angeli
Estudando o gênero: ensaio
Texto 3 A língua em uso: ortografia
Racismo na Brasil, de Lilia Moritz Schwarcz Representações do fonema /s/ na escrita
Expressão oral: exposição oral

Texto 1 Estudando o gênero: fotografia


Expressão oral: relato de experiência
Foto O relógio da escola, de Robert Doisneau Produção textual: relato de experiência
8 – Escola Texto 2 Estudando o gênero: romance
A escola da vila, de Viriato Correa A língua em uso: vocativo
Texto 3 Comparando textos: notícia e crônica
Os professores, de Valter Hugo Mãe A língua em uso: aposto
Projeto 1 Aventuras
Projetos Pedagógicos
Projeto 2 Ética e cidadania
GUIA DIDÁTICO

24
9o ano
UNIDADE TEXTO CONTEÚDO
Texto 1 Estudando o gênero: letra de canção
Minha namorada, de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra A língua em uso: revisão de funções sintáticas

Texto 2 A língua em uso


1 – Namoro Estudando o gênero: crônica
A cura pelo beijo, de Moacyr Scliar  A língua em uso: voz ativa, voz passiva, agente da passiva

Texto 3 Estudando o gênero: crônica


Expressão oral: roda de conversa
A descoberta do mundo, de Clarice Lispector Produção textual: crônica
Texto 1 Estudando o gênero: coluna de autor
A juventude está nua na internet, de Jairo Bouer A língua em uso: coordenação e subordinação
Texto 2
A língua em uso: ortografia
Por que os jovens não gostam de política?,
2 – Juventude Regras de acentuação
de Zuenir Ventura
Texto 3 Estudando o gênero: entrevista
Paul McCartney: “Não há mais conflito de gerações”, Expressão oral: entrevista
de Luís Antônio Giron Produção textual: entrevista
Texto 1 Estudando o gênero: charge
Charge de Angeli A língua em uso: variação linguística

Texto 2 Estudando o gênero: editorial


Produção textual: editorial
3 – Diferenças sociais Editorial: Brasil sem esmola, Folha de S. Paulo A língua em uso: orações coordenadas aditivas e alternativas
Estudando o gênero: reportagem
Texto 3 Comparando textos
Sem teto, mas de frente para o mar, de O Globo A língua em uso: orações adversativas
Expressão oral: debate
Texto 1 Estudando o gênero: capa de jornal
Capa de jornal, de O Globo Comparando textos

Texto 2 Estudando o gênero: notícia


Produção textual: notícia
4 – Globalização e tecnologias Brasil é o país que mais cresceu no Facebook em 2012,
Expressão oral: apresentação de notícia na TV
diz estudo, de O Globo A língua em uso: orações coordenadas explicativas e conclusivas
Texto 3
A língua em uso: uso da vírgula com orações coordenadas
1984, de George Orwell
Texto 1
Comparando textos
Cartaz do filme O Auto da Compadecida
Estudando o gênero: gêneros Teatrais
Texto 2 Expressão oral: leitura dramatizada de peça teatral
5 – Teatro e cinema O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna A língua em uso: orações subordinadas substantivas - subjetivas, objetivas
diretas, objetivas indiretas
Texto 3 Estudando o gênero: resenha crítica
Produção textual: resenha crítica
Resenha do filme Colegas Uma comédia especial, de
A língua em uso: orações subordinadas substantivas - completivas
Susana Schild nominais, predicativas, apositivas, agentes da passiva.
GUIA DIDÁTICO

Texto 1 Estudando o gênero: romance


Memórias de um sargento de milícias, de Manoel Produção texto: capítulo de romance
Antônio de Almeida A língua em uso: pronomes relativos
6 – Música Texto 2 Estudando o gênero: verbete
Verbete Samba A língua em uso: orações subordinadas adjetivas
Texto 3
Expressão oral: sarau de canções
Minha música, de Adriana Calcanhoto

25
UNIDADE TEXTO CONTEÚDO
Texto 1 Estudando o gênero: natureza-morta
Quadro Natureza-morta com sopeira, de Pedro Comparando textos
Alexandrino Expressão oral: debate de opinião
A língua em uso: orações subordinadas adverbiais
Texto 2 Relações de causalidade - causa, condição, consequência e finalidade
7 – Artes visuais Relações de temporalidade - tempo e proporção
Infância, de Manoel de Barros Relações de contraste - orações concessivas
Relações de modo e de comparação
Comparando textos
Texto 3 Poema Visual
Objeto Gráfico, de Mira Schendel Poema Concreto
Produção textual: texto visual
Texto 1 Comparando textos
A palavra, de Carlos Drummond de Andrade Produção textual: poema
Texto 2
8 – Literatura A língua em uso: organização de períodos, coesão e coerência
O menino escritor, de Fernando Sabino
Texto 3
Expressão oral: discussão em grupo
A maleta do meu pai, de Orhan Pamuk
Projeto 1 Fazendo um jornal
Projetos Pedagógicos
Projeto 2 Fazendo arte
GUIA DIDÁTICO

26
4. Orientações deste noção de gênero apresentada será retomada
para que seja feito um trabalho conceitual.

volume Pág. 22
EXPRESSÃO ORAL
UNIDADE 1 – BRINQUEDOS A roda de conversa é o primeiro gênero
oral a ser praticado, por sua informalidade e
Pág. 10 facilidade. Para o aluno, entretanto, será pre-
ciso estabelecer a diferença entre a conversa
EPÍGRAFE no corredor, no pátio ou na hora do recreio
Cada unidade inicia-se com uma epígrafe, e a conversa em uma roda de conversa na
que é comentada em seguida. Se for conside- sala de aula. As regras estão apresentadas no
rado oportuno, um bom recurso para desper- Livro do Aluno e é bom que sejam discutidas
tar o interesse dos alunos é discutir a epígrafe antes do início das atividades propostas.
e o comentário. Nessa oportunidade, certas Para essa sessão, sugere-se uma atividade
habilidades requeridas nas atividades de ex- prévia de pesquisa com avós, pais e parentes
pressão oral – como ceder o turno de fala, mais velhos. O objetivo é recolher histórias de
ouvir o outro, respeitar a palavra do outro, ex- brinquedos e brincadeiras, por meio de entre-
pressar-se com adequação à situação de co- vista informal, que possibilitem uma reflexão
municação etc. – já poderão ser trabalhadas. sobre o tempo e as mudanças que ele impri-
me aos modos de vida e ao comportamento.
Pág. 17 No primeiro momento, a roda de conversa
terá como tema as preferências dos alunos.
A LÍNGUA EM USO Em seguida, serão comentadas as preferên-
As atividades introduzem a aprendizagem cias dos mais velhos.
do uso do dicionário. É recomendável que 2. Depois de entrevistar os mais velhos e ano-
os alunos tenham dicionários na sala de aula tar os dados, pode-se sugerir a atividade a seguir.
ou possam consultá-los na biblioteca. Outro Ouça as histórias e escolha a brincadeira
recurso pode ser a consulta a dicionários on- que considerar mais interessante ou divertida.
-line, se a escola dispuser de computadores Anote o nome da brincadeira e as instruções
com acesso à internet. Pode-se também pe- para praticá-la. Conte, na roda de conversa,
dir que tragam um dicionário de casa. como era essa brincadeira que você selecio-
nou. Sua exposição deve resumir aspectos

Texto 2
importantes, como local apropriado, número
de participantes, regras etc.
Pág. 20
Sempre que for oportuno, o estudo do
texto deverá ser iniciado pela definição do Sugestões complementares
gênero a ser estudado. Como o Projeto Com os professores de Educação Física, é
GUIA DIDÁTICO

possível programar aulas em que sejam co-


Apoema dá ênfase à interpretação de tex- locadas em prática as brincadeiras comenta-
to, e não a conceitos teóricos, as unidades das em sala de aula. O resultado dessa ativida-
oferecerão a oportunidade de os alunos pra- de pode ser fotografado e exposto no mural.
ticarem as regras dos diferentes gêneros. Em Pode-se também aproveitar o interesse dos
cada unidade, o gênero em questão será ex- alunos pela internet e trabalhar com sites des-
tinados a brincadeiras, jogos e diversões. Um
plorado nas diferentes seções, a fim de co-
exemplo é o site <http://crianca.ig.com.br/>.
locar em prática as funções e os modos de Acesso em: jul. 2013.
circulação dos textos. Quando necessário, a

27
Pág. 23 tornando instigante a discussão sobre a
oposição entre homem comum e herói.
PORTUGUÊS E CIDADANIA Essa oposição é falsa? É herói aquele que
Professor, por meio da explicação do supera as adversidades do meio e conquis-
termo “consumo consciente”, é importante ta um lugar reconhecido na vida social? Por
apresentar aos alunos uma nova maneira de que esse homem seria considerado herói?
compreender a ação de brincar, que pode se Haveria uma expectativa de que ele não su-
afastar da visão material da aquisição de um perasse as adversidades? Por quê? É herói
brinquedo. As feiras de trocas de brinquedos aquele que age com solidariedade e amor
são um exemplo de brincadeira que não só ao próximo? Por quê? Essas são algumas
envolve o objeto brinquedo, mas a interação questões que podem servir para a explora-
entre os que participam e o exercício de con- ção da epígrafe.
vívio e troca, hoje tão necessário às crianças Veja mais um trecho da canção:
e também aos adultos. Por isso, após a leitura
da seção, procure incentivar os alunos a de- Nasci num lugar que virou favela
senvolver essa feira de troca, que não precisa cresci num lugar que já era
ser de brinquedos necessariamente, mas de mas cresci à vera
livros, coleções etc. fiquei gigante, valente, inteligente
por um triz não sou bandido

Texto 3 VELOSO, Caetano. Herói. Encarte do CD Cê.


Rio de Janeiro: Universal, 2006.

Pág. 24 Será que o herói é o super-herói das his-


Trabalha-se aqui com o tipo textual nar- tórias em quadrinhos? Os alunos podem falar
rativo, recorrente em diferentes gêneros: ro- dos super-heróis que admiram: Que poderes
mance, conto, notícia de jornal etc. As no- têm? Quem são os inimigos que eles ven-
ções de gênero e tipo estão apresentadas na cem? Os super-heróis sempre vencem? Eles
Introdução deste Guia Didático. No Livro do têm medo? Sentem solidão, desânimo?
Aluno, elas são apresentadas gradativamen- E os heróis dos livros de História do Bra-
te, desde as primeiras unidades, sem qual- sil? O que fizeram? Como se comportaram?
quer teorização.
Que outros heróis os alunos conhecem?
Pode-se solicitar aos alunos que falem

UNIDADE 2 – HERÓIS E HEROÍNAS de filmes a que assistiram no cinema ou na


TV. Como são os heróis dos filmes, fisica-
Pág. 36 mente? Como se vestem? Que cores usam?
Onde vivem?
EPÍGRAFE Numa discussão informal, em que certas
A epígrafe de Caetano Veloso dá o tom à regras da conversa sejam respeitadas (ou-
unidade. O objetivo é refletir sobre a figura vir o outro, ceder a palavra, pedir a palavra,
do herói como um ser poderoso, mas tam-
GUIA DIDÁTICO

respeitar a opinião do outro etc.), pode-se


bém frágil. Serão focalizados super-heróis e preparar o aluno para os assuntos tratados
heroínas, heróis mitológicos e os heróis do na unidade aguçando seu olhar crítico so-
dia a dia, aqueles que superam as limitações bre o tema.
do meio ou ultrapassam os limites humanos Pode-se também pedir aos alunos que fa-
numa tragédia ou num grande aconteci- çam uma pesquisa sobre HQs de super-he-
mento coletivo. róis, que busquem lendas da mitologia grega
É interessante discutir a epígrafe e apre- e também textos jornalístico com conversas
sentar outros trechos da canção de Caetano, e relatos de casos de heróis do cotidiano.

28
Texto 1 p. 103) revela que o entendimento da pia-
da se dá numa complexa relação de fatores
Pág. 40 históricos, cognitivos, linguísticos e prag-
máticos. Uma das técnicas humorísticas
VOCABULÁRIO mais usuais é a que leva o leitor a relacionar
Uso do dicionário o texto a um segundo sentido, geralmente
É aconselhável que a atividade seja de- surpreendente. Piadas, portanto, são reple-
senvolvida por meio de consulta a dicioná- tas de duplo sentido, metáforas e ambigui-
rios na biblioteca da escola ou na sala de dades, que precisam ser captadas pelo leitor.
aula. Os alunos podem trabalhar em grupo Conforme Possenti, para entender a piada,
e responder às questões individualmente. “exige-se uma capacidade de sacar troca-
As respostas podem ainda ser redigidas em dilhos, duplos sentidos, alusões etc. Nesse
grupo e discutidas oralmente, num grande sentido, as piadas são um tipo de texto es-
painel, que culmine com a sistematização, pecífico, porque, se é verdade que todos os
na lousa, das regras para uso do dicionário. textos supõem algum ‘conhecimento pré-
vio’ ou ‘enciclopédico’, a piada exige, além
É importante que os alunos compreen-
disso, uma precisão cirúrgica na leitura de
dam a utilidade do dicionário e percebam
certa passagem (em geral, seu final)” (POS-
que as regras de uso servem para facilitar a
SENTI, 2010, p. 111). Essa “precisão cirúrgica”,
consulta.
quando estimulada nos alunos, colabora e
muito no desenvolvimento de sua compe-
Pág. 43
tência de leitores.
Estudando o gênero: histórias em
quadrinhos A LÍNGUA EM USO
É importante que, no dia da aula em que 1. b) A resposta sugerida para a questão
farão as questões, os alunos tragam exem- – Gi-gan-te (CV-CVC-CV); pro-cu-ran-
plares de HQs para examinar os elementos -do (CCV-CV-CVC-CV) – está simplifica-
comuns que se mantêm em meio à diversi- da. Alguns teóricos consideram que temos,
dade do gênero, concretizada em subgêne- na sílaba gan, um dígrafo em que a letra n
ros como aventura, ficção científica, cenas representaria graficamente não uma con-
do dia a dia, terror etc. soante, mas a nasalação da vogal. A sílaba
No site <http://grupoplccj.webnode. seria, então, transcrita da seguinte maneira:
com.br/quadrinhos/>, há explicações mui- /gã/ (e, no caso de procurando, /rã/). Segun-
to bem fundamentadas e claras sobre os do Câmara Jr., “alguns estudiosos postulam
diferentes recursos das HQs. Na unidade que nesse caso ocorre uma ‘vogal nasal’. É
são explorados alguns desses recursos, que possível, por outro lado, explicar a nasalação
poderão ser retomados e aprofundados nas da vogal como consequência do travamen-
unidades seguintes. to silábico feito por uma consoante nasal
pós-vocálica. Seguindo esse raciocínio, em
Pág. 45 ‘an’ não teríamos uma vogal nasal /ã/, mas
‘uma vogal travada por um elemento nasal’,
DIVIRTA-SE /aN/” (CÂMARA JR., 1973, p. 48). A segun-
O estudo do texto humorístico – nesse da interpretação considera, portanto, que a
caso específico, a piada – é importante por nasalação da vogal decorre do travamento
ser fonte privilegiada de diversos recursos da sílaba por uma consoante. Mattoso de-
linguísticos e textuais. A afirmação de Sírio fende a segunda interpretação, ao afirmar
Possenti de que “piadas podem ser breves, que “a nasalidade pura da vogal não existe”
mas nunca são fáceis” (POSSENTI, 2010, em português. Para confirmar sua hipótese,

29
Câmara Jr. demonstra a distinção entre vo- a dicionário, poder-se-á observar que, em
gal nasal e fechamento consonântico na alguns deles, aparece a etimologia das pa-
língua francesa, “onde uma vogal puramente lavras, seus elementos formadores. Esses
nasal como em /bõ/, escrito bon, opõe-se exercícios, inseridos na seção Vocabulário,
ao fechamento consonântico de /bon/ es- ajudam a construir a ideia de que o sistema
crito bonne, na relação de masculino para lexical da língua é organizado de acordo
feminino” (CÂMARA JR., 2002, p. 31). com regras, ou seja, não é caótico. Mesmo
quando se criam neologismos, eles obede-
Pág. 48 cem aos processos de formação previstos

PRODUÇÃO TEXTUAL no sistema da língua. A seção Vocabulá-


rio opera, assim, não só com questões de
Desvendando o segredo... sinonímia e antonímia mas também com
Na história original, Batman passa por uma exercícios que possibilitam compreender o
experiência científica. Numa câmara de tes- funcionamento e a organização do léxico
tes, ele faz um voo simulado para o espaço, da língua portuguesa.
vivendo situações que duplicam as condições
pelas quais um astronauta poderia passar se
estivesse sozinho num voo espacial. Batman
ESTUDO DO TEXTO
serviu de voluntário no teste que ajudou as 6. São várias as referências usadas: “deus
pesquisas em Medicina Espacial. marinho”, “o deus” e “ele [surgia]” são as
mais identificáveis imediatamente. Como
Pág. 49 ainda não se trabalhou com a noção de
verbo nem com a categoria de pronome,
A LÍNGUA EM USO não se espera que o aluno identifique es-
Substantivo próprio e substantivo comum sas ocorrências. No entanto, também há
5. No trecho citado, há vários substantivos mecanismos de coesão em passagens em
próprios para o aluno perceber que esse que se identifica o personagem por meio
tipo de substantivo não se refere apenas a de pronomes e desinências verbais: saía,
nomes de pessoas. Lugares, bandas de rock podia, sabia são formas verbais na 3ª pes-
e até categorias de esporte podem ter no- soa do singular que se referem a Posêidon;
mes próprios. dele, em “[ao lado] dele”, o e lhe, na pas-
sagem “os homens o temiam e tomavam a
precaução de lhe oferecer [...]” confirmam
Texto 2 a presença do personagem nos pronomes
Pág. 53 pessoais; os possessivos seu (“seu carro”),
seus (“seus passeios”), sua (“sua raiva”) refe-
VOCABULÁRIO rem-se igualmente ao personagem. Veja a
seguir aprofundamento do conceito de re-
4. Introduzem-se aqui, de maneira infor-
ferenciação intratextual, que pode ser apro-
mal, noções sobre formação de palavras. O
veitado na seção Produção textual.
GUIA DIDÁTICO

objetivo é que o aluno tome consciência


da riqueza de processos de formação de A referenciação
palavras na língua portuguesa. Ao criar ne- É importante trabalhar com os alunos os
ologismos ou citar palavras já conhecidas, elementos responsáveis pela construção da
o aluno reflete sobre possibilidades ofere- textualidade. Para isso, ao longo das unida-
cidas pelo sistema da língua. Ao dar sig- des, serão abordadas duas questões centrais:
nificado aos neologismos, ele relaciona e coesão e coerência. Elas podem ser enten-
articula sentidos já existentes para criar um didas como princípios de construção textual
novo. Se a atividade for feita com consulta do sentido (entre outros).

30
A coesão textual diz respeito mais pro- listem as palavras utilizadas para retomar
priamente aos recursos, também de na- o tema da conversa. Podem ser propostas
tureza linguística, por meio dos quais os comparações entre textos escritos e textos
elementos linguísticos se relacionam na orais, a fim de fazê-los perceber as diferen-
superfície textual. São procedimentos que ças de recursos de referenciação adotados.
interligam os elementos textuais, a fim de
que o texto não seja apenas um aglome- Pág. 54
rado de frases, mas um todo, um “tecido”
dotado de sentido. A referenciação é uma EXPRESSÃO ORAL
das formas de coesão.
Debate em grupo seguido
A coesão referencial é aquela em que de exposição oral
um componente da superfície do texto
O trabalho em grupo é uma importan-
faz remissão a outro(s) elemento(s) nela
te atividade a ser desenvolvida na sala de
presente(s) ou inferível(is) com base no
aula. Ele pode ser usado apenas para socia-
universo textual. Elementos de ordem gra-
lização dos alunos, mas é possível também,
matical – como pronomes, numerais, artigo
por meio dele, avançar no trabalho com
definido e alguns advérbios locativos (lá, aí,
gêneros orais, como: conversa informal,
ali) – podem ter função coesiva no texto.
debate regrado, relato oral, entre outros. Por
Exemplos: a) Todos os quadros foram ex-
meio dessas atividades, os alunos poderão
postos. Os meus estão no segundo andar;
aprimorar seu conhecimento linguístico
b) Já ouvi as músicas. Algumas são exce-
ao exercitarem novas práticas de interação
lentes. Os elementos de ordem lexical tam-
oral. O objetivo é, gradualmente, superar a
bém podem desempenhar coesão referen-
conversa espontânea e informal à medida
cial, por meio da reiteração de referentes:
que forem apresentados e trabalhados os
repetição do mesmo item, sinônimos, hipe-
diferentes gêneros orais.
rônimos, entre outros. Alguns exemplos: c)
Tudo o que falei antes era mentira. Mentira A interação verbal é a característica fun-
cheia de detalhes sórdidos; d) O meu cão damental da linguagem humana, por isso,
de estimação está doente. Choro ao ver o merece destaque nas aulas da língua ma-
sofrimento do pobre animal. terna. A realização de atividades em grupo
dá aos alunos a oportunidade de aprimorar
A coesão referencial pode ocorrer ain-
suas habilidades linguísticas por meio das
da por meio de muitos outros diferentes
trocas comunicacionais com os colegas e
recursos. Koch (2006) aponta, entre eles, a
o professor.
elipse, na qual a remissão se dá a referentes
A exposição oral como gênero será re-
nitidamente de cunho sintático, como em:
tomada na Unidade 3.
e) Os professores tentaram obter melhores
salários; – Organizaram manifestações; –
Fizeram greve, mas foi tudo em vão.
Pág. 55

PRODUÇÃO TEXTUAL
GUIA DIDÁTICO

É aconselhável chamar a atenção do


aluno para o modo como se constrói a re-
ferenciação nos textos lidos, a fim de que Paráfrase
ele possa aplicar os princípios nas ativida- Eni Orlandi (1998) desenvolve as noções
des de produção textual. A prática de tais de paráfrase e polissemia considerando-as
noções pode ser feita com textos escritos “eixo que estrutura o funcionamento da lin-
e orais de vários gêneros. Uma sugestão guagem”. Assim, o discurso seria marcado
é pedir aos alunos que gravem trechos de pela paráfrase que o reitera e pela polissemia
uma conversa na hora do recreio e depois que produz a diferença.

31
Vale lembrar que a paráfrase não ocorre unidade. É interessante discutir o papel do
só entre textos, mas é um recurso utilizado livro, com base nas perguntas sugeridas. É
nos próprios textos, sejam escritos ou orais. também muito oportuno propor uma visita à
Expressões como “isto é”, “ou seja”, “em outras biblioteca da escola, a livrarias e sebos. Con-
palavras” ajudam a dar sequência ao texto, versas com o bibliotecário, o livreiro, o amigo
garantindo a coesão. Compreender as pa- ou parente que tem muitos livros em casa
ráfrases intertextuais e intratextuais amplia podem ser sugeridas. Para que tanto livro?
a competência textual do aluno, pois alarga Por quê? O que o livro representa?
as possibilidades de leitura e compreensão
dos textos e aumenta seu domínio dos pro-
cessos linguísticos de produção textual.
Texto 1
Pág. 79
Texto 3 ESTUDO DO TEXTO
Pág. 62 1. c) Pode-se sugerir que a resposta articule
todas as questões, criando laços de coesão
VOCABULÁRIO entre elas. Dessa forma, o aluno redigirá uma
É recomendável que os alunos tentem resposta descritiva, que, de certa forma, resu-
responder à questão sem o apoio do di- ma as respostas anteriores.
cionário. Depois de solucionada, pode-se
sugerir a correção com consulta aos ver- Pág. 81
betes. No entanto, será preciso indicar que
nenhuma substituição de palavra é inteira-
COMPARANDO TEXTOS
A comparação entre pinturas de épo-
mente justa. Bucólica, por exemplo, cor-
cas diferentes, nesse momento, será feita
responde, na frase apresentada, a “simples,
de forma intuitiva, opinativa, por meio das
sem complicação, pacata”. Alguns sentidos
questões apresentadas. Espera-se que os
do dicionário (campestre; relativa à vida e
alunos possam falar do que veem, expres-
aos costumes do campo; ingênua) não se
sando sua opinião de modo livre. Em uni-
ajustam bem à frase.
dades posteriores, a observação será feita
Desse modo, procura-se trabalhar com de maneira mais sistematizada. O objetivo
o aluno um tipo de “estratégia cognitiva”, a aqui é mostrar ao aluno que cada observa-
fim de que ele deduza pelo contexto da sen- dor vê o que pode e o que quer ver numa
tença o significado das palavras. Segundo pintura e que toda leitura é válida, desde
Koch (2006, p. 26-27), as inferências “per- que respeite os elementos oferecidos pelo
mitem gerar informação semântica nova, a texto e suas possíveis articulações.
partir daquela dada, em certo contexto”. As-
sim, a inferência será útil tanto no trabalho Pág. 82
com vocabulário quanto na interpretação
de partes maiores do texto. A LÍNGUA EM USO
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8) A gramática estuda as classes de palavras

UNIDADE 3 – LIVROS com o objetivo de sistematizar e organizar


os mecanismos de funcionamento da língua.
Pág. 76 O adjetivo (termo determinante) modifica o
substantivo (termo determinado), caracteri-
EPÍGRAFE za-o, indicando qualidade, modo de ser, as-
A discussão da epígrafe pode servir pecto, estado, ou estabelece uma relação de
de motivação para a leitura dos textos da tempo, finalidade, procedência. É importante

32
que o aluno identifique a classe gramatical um exemplo de verbete, retirado do link de
à qual pertencem as palavras, mas é funda- biossegurança infantil do site da Fiocruz.
mental que ele reconheça a função que esse
[...]
termo exerce no texto e de que forma seu
uso cria determinados efeitos de sentido no Borboleta Almirante Vermelho
enunciado. Muitas vezes, ao atribuir qualida- Nome científico: Vanessa Atalanta
de a um ser ou objeto, o sujeito demonstra Medindo cerca de 6,5 centímetros esta espécie du-
sua opinião e revela emoções. No exemplo rante o frio migra para lugares mais agradáveis, che-
“a deslumbrante aniversariante se divertiu gando a percorrer mais de 2 000 km à procura de
durante sua animada festa”, os adjetivos des- um ambiente melhor para sua sobrevivência. Voador
lumbrante e animada não só qualificam os poderoso, desloca-se até mesmo durante a noite.
termos aniversariante e festa, mas também Esta é uma das maiores borboletas da América do
revelam a opinião do enunciador, marcando Norte e Europa. Está presente na Europa meridional,
a subjetividade do enunciado. A supressão no Norte da África e na Ásia. Recentemente foi intro-
dos adjetivos tornaria o texto mais informati- duzida em várias regiões, desde o Canadá ao Hawaí e
vo. Para manter a imparcialidade, os veículos à Nova Zelândia. Em Portugal é bastante frequente,
de informação preferem selecionar adjetivos podendo ser observada em todo o país.
com menor carga de subjetividade: “Golei- Os adultos preferem espaços abertos, com flores, bos-
ro rubro-negro faz boas defesas e garante a ques, prados, jardins e florestas pouco densas. É mais
vaga do time carioca na Libertadores”. frequente nas zonas baixas, mas pode ser encontrada
nas regiões costeiras e no topo da Serra da Estrela.

Texto 2 Esta espécie usa técnicas de camuflagem para es-


capar de seus predadores. Quando pousa em cam-
Pág. 88 po aberto e em rochas mantém suas asas fechadas,
camuflando-se devido às cores da face inferior das
ESTUDO DO TEXTO asas. Quando pousa em locais de flores, mantém suas
O título como motivação para a leitura asas abertas, confundindo os predadores com o co-
de um texto lorido da paisagem.
Alimentam-se de folhas de urtiga, pequenas lagartas,
Sugere-se que, antes de iniciar a leitura do
néctar de flores e partes de frutas em decomposição.
texto, os alunos explorem o título. Esse tipo de
A denominação de Almirante Vermelho se dá devido
observação motiva a leitura e pode ser feita
às suas cores, que fazem lembrar divisas do unifor-
com qualquer tipo de texto.
me naval americano.
A observação dos títulos é útil também [...]
para as atividades de produção textual, pois
Disponível em: <www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/
estimula a criatividade dos alunos na atribui- infantil/borboletas2.htm>. Acesso em: jul. 2013.
ção de títulos a seus próprios textos. Outra
atividade interessante consiste na produção
de novas narrativas para o título dado. É vá-
Para ser um leitor esperto é preciso...
O quadro tem o objetivo de explicar ao aluno o
lido mostrar ao aluno que, por exemplo, o
que um texto significa em sua totalidade. Um tex-
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título “A borboleta de asas de fogo” poderia to não é uma soma de palavras e, por isso, o leitor
ser concretizado nos mais variados tipos de não pode intimidar-se diante de uma palavra des-
textos: a) um conto sobre uma borboleta di- conhecida. A sequência da leitura contextualiza
ferente das outras; b) uma reportagem sobre determinada palavra, e o leitor pode deduzir seu
sentido. Fazer inferências com base no que se co-
a descoberta de uma espécie rara de bor-
nhece é aptidão necessária para a leitura. O texto
boleta; c) uma história em quadrinhos, cuja contém algumas palavras de uso menos comum
heroína seria a borboleta dotada de superpo- e, por isso, há um glossário e exercícios de vocabu-
deres; d) um verbete de um guia de classifi- lário que ajudarão o aluno a compreender.
cação de animais; entre outros. Veja a seguir

33
Pág. 90 gramatical -a (garoto/garota). A flexão, por-
tanto, tem padrões definidos e mais rígidos
COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA de variação.
Professor, após a leitura dos trechos do Já a derivação, com múltiplas possibi-
discurso de Mario Vargas Llosa incentive lidades de formação de novos vocábulos,
os alunos a relacionarem os apontamentos constitui-se um sistema mais aberto. A va-
feitos pelo autor peruano sobre a literatura riação de grau, segundo Mattoso Câmara,
e a ficção aos textos trabalhados nessa uni- não é um caso de flexão, e sim de deriva-
dade. Por exemplo, o menino que Vargas ção. Isso se justifica, em primeiro lugar, pela
Llosa diz ter sido, encantado pelo universo variedade de terminações que podem ex-
da literatura, muito se assemelha ao meni- pressar a gradação: menino – menininho,
no que Monteiro Lobato um dia foi, descrito meninote, meninozinho, menino pequeno;
no Texto 2, “A borboleta de asas de fogo”. meninão; meninozão; menino grande; lu-
Será que os alunos se identificam com es- gar – lugarzinho, lugarejo, lugarzão, lugar
sas experiências vivenciadas por meio da pequeno, lugar grande etc. Além disso,
leitura? O que os livros significam para eles? os valores do diminutivo e do aumenta-
Por fim, procure chamar a atenção para tivo vão muito além do estabelecimento
a relação que Vargas Llosa traça entre a fic- de medida de tamanho ao expressarem a
ção e a realidade, e destacar o trecho em afetividade do enunciador. O grau dos ad-
que ele comenta a capacidade da literatu- jetivos também se expressa sob formas di-
ra de converter sonho em vida e vida em versas, tendendo fortemente pela estrutura
sonho. Tais aspectos podem ser utilizados constituída por advérbio + adjetivo: muito
para prepará-los para a próxima unidade, na bonito; mais precioso etc. Expressa, como
qual sonho e ficção serão assuntos cons- o grau dos substantivos, variações afetivas
tantemente abordados. no enunciado.
Embora algumas gramáticas do portu-
Pág. 91 guês continuem a tratar o grau como flexão
(Celso Cunha e Lindley Cintra), adotamos
A LÍNGUA EM USO aqui a posição de Mattoso Câmara, acolhi-
1. Flexão dos substantivos e dos adjetivos da por outras gramáticas, como a de Be-
chara, que aborda o assunto na página 140
Mattoso Câmara, em seus estudos des-
da edição de 1999.
critivos da língua portuguesa, faz a diferen-
ça entre flexão e derivação, classificando-as 2. Flexão de gênero
como processos que não devem ser con-
Gênero e número são categorias grama-
fundidos. A flexão segue determinado pa-
ticais que abrangem todos os nomes (subs-
drão estabelecido na língua. “É a natureza
tantivos e adjetivos) em língua portuguesa.
da frase que nos faz adotar um substantivo
no plural ou um verbo na 1ª pessoa do pre- Há apenas dois gêneros em português:
masculino e feminino. O primeiro é mar-
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térito imperfeito. Os morfemas flexionais


estão concatenados em paradigmas coesos cado pelo morfema zero de gênero, o se-
e com pequena margem de variação.” (CÂ- gundo, pelo morfema -a e suas variantes.
MARA JR., 1999, p.82). Segundo o estudioso, O masculino é a forma não marcada (assim
singular e masculino são assinalados por como o singular), e o feminino (e o plural) a
um morfema gramatical zero. Em oposição, forma marcada.
na maioria dos casos, o plural é marcado Algumas gramáticas afirmam que o gê-
pelo morfema gramatical -s (garoto/garo- nero masculino é caracterizado pela ter-
tos), e o feminino é marcado pelo morfema minação -o (átono), como em menino.

34
Entretanto, muitas palavras masculinas da desconsideradas, por aumentarem a con-
língua portuguesa não seguem esse padrão fusão entre gênero e sexo e instituírem no-
(mestre, telefonema, ator). Preferimos, as- menclatura desnecessária para a compre-
sim, adotar a posição de Mattoso Câmara, ensão dos mecanismos de flexão da língua
para quem a vogal final átona dos nomes é portuguesa.
uma vogal temática (livro; casa; dote).
A variação de uma forma masculina por Pág. 101
acréscimo de sufixo para sua correspon-
dente feminina caracteriza a flexão de gê- EXPRESSÃO ORAL
nero: moço/moça; cantor/cantora. Há, na
A atividade de exposição oral foi tam-
língua, palavras femininas e masculinas que
bém aplicada na Unidade 2. A repetição do
não estão sujeitas à flexão: o telefonema; a
mesmo tipo de atividade tem o objetivo de
cama; o aspargo; a laranjada.
fixar o gênero trabalhado para mostrar ao
Por outro lado, existem correspondên- aluno que a expressão oral precisa ser de-
cias biológicas entre pares de masculino/ senvolvida e aprimorada, do mesmo modo
feminino que não caracterizam flexão, mas que a produção do texto escrito. Nessa uni-
correspondência de sexo. dade são sistematizadas as características
Mattoso Câmara (1989, p. 89) alerta que do gênero. Sugere-se que a pesquisa para
“é comum lermos nas gramáticas tradicio- a atividade seja desenvolvida com o auxílio
nais que mulher é feminino de homem. A do professor de História e com a participa-
descrição exata é dizer que o substantivo ção do bibliotecário da escola, que pode in-
mulher é sempre feminino, ao passo que dicar fontes de consulta.
o outro substantivo, a ele semanticamente
relacionado, é sempre masculino”. Como já
foi sinalizado na unidade, nesses casos, não
Pág. 102
há flexão de gênero, mas correspondência
de sexo, indicada por uma palavra masculi- PRODUÇÃO TEXTUAL
na e sua correspondente feminina.
Subjetividade e objetividade no gênero
A categoria de gênero é gramatical e biografia
não semântica, e é justamente a mistu-
ra entre gramática e semântica que gera a A construção dos efeitos de objetividade
confusão entre gênero e sexo. e subjetividade no gênero biografia é feita por
Segundo Kehdi (1990, p. 29-30), o gênero meio de recursos de produção textual. O uso
em português exprime-se por meio de três da 1ª pessoa ajuda a construir a subjetividade
mecanismos: e imprime aproximação entre biógrafo e bio-
grafado. A 3ª pessoa costuma dar um tom de
t flexão, com o mesmo radical (tio/tia);
objetividade ao texto, ao criar um efeito de
t derivação, com acréscimo de sufixo ao distanciamento. Entretanto, mesmo um tex-
radical (príncipe/princesa); to em 3ª pessoa pode apresentar marcas de
GUIA DIDÁTICO

t heteronímia, quando os gêneros são subjetividade por meio da escolha de adjeti-


representados por duas palavras dife- vos, advérbios etc. A própria eleição dos fatos
rentes, sem que tenha havido meca- a serem contados, em detrimento dos fatos
nismo de flexão (homem/mulher). deixados de fora, já marca a subjetividade do
Com base nessas reflexões, as classifica- biógrafo.
ções comum de dois, sobrecomum e epi- Pode-se enfatizar isso com os alunos,
ceno, apresentadas por algumas gramáticas antes da realização da atividade da seção
como casos de flexão de gênero, são aqui Produção textual.

35
Texto 3 grupo B (MAIO) para seu representante do
grupo.
Pág. 108
Você não pode mostrar as palavras juntas para
A LÍNGUA EM USO os alunos. Ao sortear o par, deve cortar a tira e
entregar ao aluno sua palavra correspondente. O
Acento tônico e diferenças de sentido aluno da equipe A só verá a palavra MAIÔ, e o do
grupo B a palavra MAIO.
Após o exercício da unidade, pode-se fa-
zer com a turma o jogo a seguir. 6. Cada aluno, separadamente, deve criar
1. Confeccione cartões com os pares de pa- uma frase que ajude a desvendar o sen-
lavras apresentados a seguir. tido da palavra que recebeu. Em seguida,
falará sua frase para a turma. Exemplos:
A MAIÔ B MAIO
Aluno do grupo A: BIA PREFERE USAR MAIÔ.
A SECRETÁRIA B SECRETARIA
Aluno do grupo B: MAIO É O MÊS DAS NOIVAS.
A PUBLICO B PÚBLICO
A BABÁ B BABA
A SERIA B SÉRIA Os alunos escolhidos deverão falar, cada um, sua
A DOMINÓ B DOMINO frase para que os demais percebam o par de pala-
vras em questão (MAIÔ/MAIO).
A INÍCIO B INICIO
A BEBE B BEBÊ
7. Após o representante de cada grupo falar
A EXERCITO B EXÉRCITO sua frase, o aluno do grupo A repetirá a frase
A SABIÁ B SABIA para seu grupo. Os demais alunos do grupo
A BOBÓ B BOBO A deverão desvendar o sentido da palavra.
A ANÁLISE B ANALISE
MAIÔ = vestimenta feminina própria de banho,
A DUVIDA B DÚVIDA
roupa de praia.
A DIVIDA B DÍVIDA
A QUINZÉ B QUINZE Se o grupo acertar o sentido da palavra, o
A PELE B PELÉ grupo A ganhará 1 ponto.
A MANGA B MANGÁ Em seguida, será a vez de o aluno do gru-
po B ler novamente a frase para seu gru-
po. Os demais alunos do grupo deverão
2. Em seguida, organize a turma em dois decifrar o sentido da frase.
grupos, A e B.
Fase 1 MAIO = quinto mês do ano.

3. Em cada rodada, serão escolhidos dois


Se o grupo acertar o sentido da palavra, a
alunos, um do grupo A e outro do gru-
equipe B ganhará 1 ponto.
po B para representar cada equipe.
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4. Para dar início à rodada 1, sorteie um car- Caso um grupo não acerte, não marcará ponto
tão com um par de palavras, por exemplo: e não participará da fase 2. Para que não se deixe
de depreender o sentido da palavra que o grupo
errou, pode-se pedir ao aluno da equipe oponen-
Aluno do grupo A Aluno do grupo B te que faça a frase. Se ele acertar, seu grupo ganha
MAIÔ MAIO mais 1 ponto. Se ele também errar, você pode in-
tervir, elaborando a frase ou propondo uma con-
5. Entregue a palavra do grupo A (MAIÔ) para sulta ao dicionário.
o representante do grupo A e a palavra do

36
Fase 2 Você pode ampliar a lista inicial das pala-
vras, apresentada aqui como sugestão.
6. Ao acertar, os alunos deverão escolher
outro colega de seu próprio grupo e pe-

UNIDADE 4 – SONHOS
dir-lhe que escreva na lousa a palavra
da frase. Os alunos de ambos os grupos
deverão escrever as palavras simultane- Pág. 114
amente na lousa. Exemplificando:
O aluno do grupo A escolherá um partici- EPÍGRAFE
pante de sua equipe para escrever a palavra Veja a seguir um resumo da peça de Cal-
do grupo A na lousa. Se o aluno acertar a deron de La Barca, que poderá, a seu critério,
grafia, seu grupo receberá mais 1 ponto. Se ser lido para os alunos.
errar, o ponto vai para o grupo oponente. A vida é sonho conta a história do prínci-
pe Segismundo, que vive encarcerado desde
O aluno escolhido do grupo A deverá escrever o nascimento. Não sabe quem é nem por que
na lousa a palavra MAIÔ. vive na prisão. O pai de Segismundo, o rei Basí-
lio, é também astrólogo. Durante a gestação do
Em seguida, o aluno do grupo B escolhe- príncipe, a mãe teve sonhos que previam sua
rá um participante de sua equipe para es- própria morte no parto, o que de fato ocorre.
crever a palavra do grupo na lousa. Se o Esse acontecimento e a posição dos astros in-
aluno acertar a grafia, seu grupo receberá dicam a Basílio que seu filho será um monar-
mais 1 ponto. Se errar, o ponto vai para o ca cruel, tirano. O rei, que crê no destino, tenta
grupo oponente. evitar que isso aconteça e decide comunicar
ao reino que o príncipe está morto, encarce-
O aluno escolhido do grupo B deverá escrever rando-o numa torre, onde só um lacaio que o
na lousa a palavra MAIO. alimenta tem contato com Segismundo.
Angustiado com a ideia de que, para salvar
7. Para a segunda rodada, novos alunos de o reino da tirania, havia se tornado ele mesmo
cada grupo (A e B) serão escolhidos. Você um tirano, o rei manda trazer de volta o prín-
sorteará um novo cartão e recomeçará a cipe, após tê-lo feito adormecer. Ao acordar,
jogada, com novos participantes. Segismundo fica sabendo de seu novo estado
8. Ganha o jogo o grupo que marcar mais e é advertido de que tudo aquilo poderá ser
pontos. apenas um sonho, se ele não se comportar
com bondade. O príncipe, revoltado com os
anos de prisão, responde à situação com du-
Você pode fazer a marcação dos pontos no can-
to da lousa. reza e crueldade, o que parece confirmar o
destino de ser um tirano. O rei faz com que
adormeça e, mais uma vez, manda prendê-lo.
Após o jogo, você pode montar com a Ao acordar novamente cativo, Segismun-
turma um mural com os pares de palavras
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do já não sabe mais se o que viveu foi sonho


ilustradas. Os alunos poderão desenhar as ou realidade e passa a sonhar com a liberda-
ilustrações ou fazer recorte e colagem com de. A peça gira em torno da confusão entre
revistas/jornais ou no computador. sonho e realidade, entre o destino e a possi-
Por meio de atividade lúdica, a capaci- bilidade de o homem, pelo sonho, libertar-se
dade criativa dos alunos é estimulada, ha- de todas as prisões.
vendo ainda a ampliação de vocabulário e a O príncipe é outra vez liberto do cativeiro,
fixação da grafia. O aluno, assim, concretiza mas dessa vez pelo povo. Será realidade o que
e contextualiza o conteúdo aprendido. vive agora? Segismundo retorna ao palácio e,

37
apoiado pelo povo, vence o exército do rei, seu desenho, pintura ou qualquer expressão grá-
pai. Vencido, o rei está a seus pés, e Segismun- fica e visual. Quando se diz a uma criança
do pode, matando o próprio pai, confirmar que que o céu não pode ser amarelo ou que a
é um tirano. No entanto, pede ao pai que se árvore deve ser verde, que o gato está pare-
levante, devolve-lhe a coroa e pede perdão. cendo um rato ou que a casa deve ter portas,
Vence, assim, o destino e afirma sua liberdade. inibe-se a livre manifestação e a capacidade
de criação. Estímulos ao poder de expressão
Texto 1 existente em todo ser humano (manifestado
desde as cavernas, em que se representavam
Pág. 116
cenas cotidianas nas paredes de pedra) são
Uma pintura exige contemplação e con- inspiradores para a atividade proposta.
centração para ser apreciada e compreendi-
da. Em meio à corrida de horários e compro- Pág. 120
missos, pressões de toda ordem e ritmo de
vida acelerado do mundo contemporâneo, a A LÍNGUA EM USO
obra de arte exige parada e desaceleração. O Monossílabos átonos e tônicos
segredo da observação de um quadro ou de
A tira de Victor Mazzei faz uso do regis-
qualquer obra de arte é olhar e, em seguida,
tro informal da língua portuguesa. Sugere-se
olhar de novo. Depois, olhar mais uma vez e
explorar com os alunos a noção de “usos da
ainda outras vezes, tantas quantas forem ne-
língua”, que diz respeito, entre outros fato-
cessárias para identificar cores e elementos,
res, à relação entre o uso da linguagem e os
capturar sugestões, fazer relações com ou-
contextos sociais. Os falantes de uma língua
tras imagens conhecidas, imaginar sentidos.
utilizam um repertório linguístico variável.
Sugere-se que os alunos sejam estimulados
Aspectos importantes dessa variação estão
a contemplar em silêncio e com concen-
relacionados ao contexto. Ambientes mais
tração a reprodução da pintura. Seria muito
ou menos descontraídos, conversas entre
bom se pudessem procurar na internet ou-
pessoas que têm maior ou menor intimidade
tros quadros da pintora e se discutissem so-
ou, ainda, que ocupem posições hierárquicas
bre o universo presente neles. As perguntas
diferentes são fatores que resultam em usos
sugeridas na apresentação do texto podem
diversos da língua.
ser formuladas e respondidas oralmente,
como preparação para a interpretação e aná- O modo como os personagens da tira fa-
lise da pintura. lam pode levar a uma interessante discussão
na sala de aula. Propõe-se interpretar mais
Pág. 119 detidamente o primeiro quadro da tirinha,
onde aparecem as seguintes falas:
PRODUÇÃO ARTÍSTICA
Substitui-se aqui a seção Produção tex- – Bicho, que fome. Vamos comer um bolo?
tual por Produção artística, como forma de – Beleza. Vamos à padaria?
diversificar as linguagens por meio das quais
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o aluno deve ser capaz de se expressar. Su- Pode-se perguntar aos alunos o que sig-
gere-se uma introdução em que, além dos nificam as palavras bicho e beleza, se elas
autorretratos mostrados no livro, os alunos recebem outros significados em contextos
tragam de casa outros exemplos, de HQs, diferentes. Sugere-se também pedir-lhes que
pinturas, fotografias, colagens. Além da fa- criem frases com as diferentes acepções des-
mília, a escola, em geral, é um mecanismo ses termos. Os aspectos não verbais da tirinha
de inibição da manifestação da criança por também podem ser explorados: Como são

38
retratados os personagens? Em que lugar eles veloz e moderno, percorrendo paisagens
se encontram? Qual seria a faixa etária deles? com arranha-céus. Sugere-se, assim, a per-
O modo como falam combina com a carac- manência do trem como meio de locomo-
terização visual? ção e as mudanças tecnológicas ocorridas.
Todas essas perguntas e respostas po- A letra da canção, da qual se transcreve um
dem ser anotadas em um cartaz, cujo centro trecho, associa com mais clareza do que o
fosse ocupado pela reprodução da tirinha. Os poema de Quintana o movimento do trem,
alunos podem sugerir títulos para o cartaz, das estações, dos transeuntes ao movimento
que, fixado no mural da sala, se tornaria uma da própria vida, ao ir e vir de todas as pes-
referência da reflexão feita sobre os diferen- soas, em busca de cidades, percursos, so-
tes usos linguísticos. nhos. A visita ao site pode gerar discussão,
debate, atividade de audição da canção etc.
Texto 2 A LÍNGUA EM USO
Pág. 126 Artigo
INTERPRETAÇÃO Os exemplos do boxe podem ser co-
mentados.
Sugere-se chamar a atenção da turma
O título Uma história de Páscoa dá mar-
para o fato de que o texto de Quintana, em-
gem a várias questões: Existem outras histó-
bora pertença ao gênero poema, caracteriza-
rias de Páscoa? Só existe a história que se vai
-se por conter sequências narrativas. Tais se-
contar? O título sugere que existem outras e
quências pretendem mostrar a transformação
que esta que será contada é uma entre mui-
do eu lírico no tempo, que vai do passado,
tas. Já no título O sofá estampado determi-
marcado textualmente pela expressão “na Era
na-se, com auxílio do artigo e do adjetivo, o
da fumaça”, até o tempo presente, marcado
sofá de que se vai falar. É interessante sugerir
por “até hoje”. As questões 2, 3 e 4 têm como
aos alunos que pesquisem títulos de roman-
objetivo explorar esses marcos temporais, a
ces brasileiros em estantes de livrarias ou bi-
fim de que o aluno compreenda como a pas-
bliotecas. Ao término da pesquisa, pode-se
sagem do tempo é construída textualmente.
perguntar: Os títulos costumam determinar
Vê-se que mesmo num poema é possí- ou indeterminar pessoas, lugares, coisas?
vel perceber a passagem do tempo e a con- Preferencialmente, nos títulos de romances
sequente progressão narrativa, por meio dos predominam os artigos definidos, porque,
mecanismos textuais adotados. Além dos mar- em geral, a história de um romance é uma
cos temporais, convém chamar a atenção dos história particular, determinada, definida.
alunos para o uso de conectivos que ajudam a
estabelecer a coesão entre as partes. Por meio Texto 3
de uma arquitetura textual bem desenvolvida,
a narrativa progride de maneira coerente. Pág. 135

Pág. 128 SAIBA MAIS


GUIA DIDÁTICO

Provérbios
CONEXÕES Os provérbios são máximas populares anô-
No site do compositor Milton Nascimen- nimas que passam de geração em geração e
to, a vinheta de abertura retrata uma loco- se incorporam à língua, explorando preferen-
motiva movendo-se por paisagem pacata, cialmente o sentido conotativo, ou seja, figu-
com montanhas e casinhas simples, sugerin- rado. Assemelham-se às fábulas, pois trans-
do um tempo antigo. A imagem some e, no mitem uma moral, de forma didática, porém
retorno do trem em movimento, ele surge em frases curtas que levam o leitor à reflexão,

39
como se fossem um conselho. Outra seme- Exemplos em língua espanhola:
lhança com as fábulas é que geralmente apre-
sentam elementos da natureza, revelando a
A caballo regalado no se le miran los dientes.
moral de modo inquestionável e universal.
Para interpretar os provérbios deve-se levar "DBWBMPEBEPO´PTFPMIBNPTEFOUFT
em conta o sentido figurado, já que, tomados
literalmente, perdem o sentido. Vejamos a se- Buscar una aguja en un pajar.
guir os exemplos dados na unidade. #VTDBSVNBBHVMIBFNVNQBMIFJSP
t “Em terra de cego quem tem um olho é
rei.” Aquele que tem um pouco mais En casa del herrero, cuchillo de palo.
que os outros está em grande vantagem. &NDBTBEFGFSSFJSP FTQFUPEFQBV
t “Cão que ladra não morde.” Quem
ameaça, grita, atemoriza, acaba nada A quien madruga, Dios le ayuda.
fazendo. %FVTBKVEBBRVFNDFEPNBESVHB
t “Mais vale um pássaro na mão que dois
voando.” Vale mais ter uma coisa Más vale estar solo que mal acompañado.
certa do que duas incertas. "OUFTTÀRVFNBMBDPNQBOIBEP
t “Água mole em pedra dura tanto bate
até que fura.” Com persistência, ul- Haz bien y no mires a quién.
trapassam-se os obstáculos e desafios.
'B[FSPCFNTFNPMIBSBRVFN
Será produtivo fazer uma pesquisa de
provérbios populares. Os provérbios podem
ser expostos no mural e, com base nessa ex- Outros exemplos podem ser encontra-
posição, explora-se o sentido de cada um. É dos no site <www.espanhol.biz/ptspanish/
interessante assinalar que a conotação, ao sayings.asp>.
ampliar e expandir o sentido das palavras
IV. Indica-se também a atividade proposta
num contexto, contribui para o alcance uni-
no Portal do Professor, do MEC, disponível
versal dos provérbios.
no site <http://portaldoprofessor.mec.gov.
br/fichaTecnicaAula.html?aula=7670>.
Propostas de outras atividades:
4. c) Pode-se observar que há um toque de
I. Um aluno deve escolher um provérbio e humor na passagem, com o uso do pro-
ilustrá-lo com recorte e colagem ou com vérbio no sentido denotativo. A inversão
desenho próprio. aqui se faz em relação ao sentido figurado
II. Em duplas, os alunos podem criar uma do provérbio. O avô é literalmente cego de
pequena história utilizando os provérbios um olho e, assim, o provérbio é tomado em
e adequando-os ao contexto da narrativa. sentido denotativo, perdendo a carga de
III. Atividade com língua estrangeira. Com expansão do sentido própria da conotação.
base em um planejamento com o profes-
Pág. 148
GUIA DIDÁTICO

sor de língua estrangeira, proponha uma


atividade em que se comparem os pro-
vérbios na língua portuguesa e na estran-
EXPRESSÃO ORAL
geira. Os alunos verificarão que a tradução Sarau de poesias
literal dos provérbios não é um exercício Sarau é uma reunião cultural na qual as
simples, mas observarão também que, em pessoas se manifestam e debatem sobre arte
muitos casos, provérbios são lições uni- e cultura. Nesse evento, as pessoas decla-
versais, várias vezes desenvolvidos com as mam poemas, cantam, dançam e conver-
mesmas figuras em línguas diferentes. sam sobre diversas manifestações culturais.

40
Popularizou-se no século XIX, sendo um dos O mesmo que a eternidade
principais meios de diversão social da época.
Não obstante, Gatinho, confesso
Na escola, o sarau pode ser uma exce-
que pouco me importa
lente atividade cultural, por ampliar o voca-
quanto dura uma estrela
bulário e o repertório dos alunos. Além da
declamação de poemas, leitura de contos e Importa-me quanto duras tu,
exibição de canções, pode-se abrir espaço querido amigo,
para que os alunos, se assim desejarem, de- e esses teus olhos azul-safira
clamem seus próprios poemas. com que me fitas
Para a organização do sarau, seria ide-
GULLAR, Ferreira. Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 65.
al dispor as carteiras em círculo. Os alunos
escolhem as poesias que vão declamar ou
acompanham a declamação dos colegas
com instrumentos musicais, novas decla- UNIDADE 5 – FESTAS
mações ou notícias sobre os autores esco- Pág. 154
lhidos. Pode-se propor um lanche coletivo,
o que acentuará a possibilidade de integra- EPÍGRAFE
ção proporcionada pela atividade. Na epígrafe, propõe-se a distinção entre
os sentidos denotativo e conotativo (figu-
Sugestão de poemas: rado) da palavra festa. Para tal, pede-se aos
I. “Dizem?”, de Fernando Pessoa alunos que pesquisem em jornais e revistas
trechos de textos com o termo e colem os
Esquecem.
exemplos no caderno.
Não dizem?
Veja a seguir alguns exemplos retirados
Disseram.
de jornais. Nos exemplos 1 e 2, a palavra é
usada em seu sentido denotativo. No exem-
Fazem?
plo 3, o sentido é conotativo.
Fatal.
Não fazem?
1. “Com barrigão, Luana Piovani curte festa ao lado de
Igual.
amigos no Rio.” Chamada na capa do jornal O Dia.
Disponível em: <www.odia.com.br>. Acesso em: jul. 2013.
Por que
Esperar?
– Tudo é
Sonhar. 2. “Os resultados destes prêmios, outorgados
PESSOA, Fernando. In: MOISÉS, Felipe (Org.). pela Associação da Imprensa Estrangeira de
O almirante louco. São Paulo: SM, 2007. p. 22. Hollywood e considerados tradicionalmente a
antessala dos prêmios Oscar, darão o tom para
II. “A estrela”, de Ferreira Gullar a grande festa do cinema, que acontecerá no
dia 26 de fevereiro no Teatro Kodak.
Gatinho, meu amigo,
GUIA DIDÁTICO

fazes ideia do que seja uma estrela? A festa do Globo de Ouro, na qual o polêmico
humorista Ricky Gervais será pela terceira vez
consecutiva mestre de cerimônias, começa às
Dizem que todo este imenso planeta 17h (horário local, 23h de Brasília), e será tes-
coberto de oceanos e montanhas temunha do duelo entre ‘The Artist’, com seis
é menos que um grão de poeira indicações, e ‘Histórias Cruzadas’ e ‘Os Descen-
dentes’, empatados com cinco.”
se comparado a uma delas
Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrada/
1034584-69-edicao-do-globos-de-ouro-abre-caminho-
Estrelas são explosões nucleares em cadeia para-o-oscar.shtml>. Acesso em: jul. 2013.
numa sucessão que dura bilhões de anos

41
t Ele vestiu-se com sua roupa de festa e
3. “Em uma cidade em que o custo de vida mora saiu sem dizer para onde ia. Ves-
na cobertura e onde são poucas as opções de tiu-se com a melhor roupa, aquela que
lazer a preços baixos, o cardápio variado e em
se usa em ocasiões especiais.
conta oferecido pelas unidades do Sesc é re-
cebido com festa por muitos paulistanos. Mais t Pedro é o maior arroz de festa.
precisamente 5,35 milhões de pessoas, que Pedro não perde nenhuma festa, está
participaram de alguma atividade em 2010 –
sempre em todas.
quase metade da população da capital.”
Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/saopaulo/
t O cachorro fez festa ao ver seu dono
1033680-com-atracoes-culturais-e-esportivas-sesc-conquista- chegar. O cachorro ficou alegre,
paulistanos.shtml>. Acesso em: jul. 2013.
recebeu o dono com alegria.
t No melhor da festa, tive de ir embora.
Pode-se pedir aos alunos que busquem o No momento mais divertido.
verbete no dicionário. Depois, analise-o com a t Sua vida é uma festa. Sua vida é
turma. Observe a seguir a transcrição do verbete. uma alegria.
Como atividade de casa, pode ser so-
Festa licitada aos alunos uma pesquisa de outras
Datação expressões com a palavra festa em sentido
1154 cf. JM3 figurado. Na correção, os alunos podem ler as
Acepções novas expressões e formar novas frases. Po-
substantivo feminino de-se também solicitar-lhes que pesquisem
1. reunião de pessoas de caráter informal ou so- em casa canções com o termo e analisem
lene, em espaço público ou privado seu sentido, observando o contexto de em-
1.1 reunião, agrupamento de pessoas com fins prego da palavra.
recreativos, organizada por particular ou por cole-
tividade, em espaço público ou privado, ger. acom-
panhada de música, dança, bebidas e comidas Texto 1
1.2 solenidade civil que comemora algum fato Pág. 159
significante e/ou busca homenagear uma pessoa
pública ou alguma figura de importância histórica ESTUDO DO TEXTO
Ex.: <f. da Independência> <f. do 25 de abril> <f.
de Zumbi dos Palmares> Conto maravilhoso
1.3 festividade religiosa e, por vezes, bastante Após a apresentação do texto, pode-se
popular, ger. consagrada à celebração de um solicitar aos alunos que tragam de casa li-
santo ou ainda que comemora alguma data im-
vros com contos maravilhosos ou pode-se
portante para uma comunidade religiosa
fazer uma visita à biblioteca da escola para
Ex.: <f. da Páscoa> <f. de santo Antônio>
uma pesquisa desses contos no acervo.
1.4 festividade religiosa e popular que se carac-
teriza esp. pela presença de uma procissão ou Depois da leitura dos contos, os alunos po-
romaria dem fazer um resumo oral ou escrito dos
textos escolhidos. Como atividade extra,
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Ex.: <f. do Divino> <f. de Iemanjá>


Disponível em: <http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbet
pode-se pedir que refaçam o conto, adap-
e=festa&x=0&y=0&stype=k>. Acesso em: jul. 2013. (disponível tando-o ao contexto atual, ou ainda que
apenas para assinantes).
mudem seu final.

Pág. 160
Pode-se aproveitar também para explorar
o sentido da palavra ou de expressões que a 9. h) Transcreve-se a seguir o final da narra-
utilizem em frases comuns no dia a dia. Veja tiva, que poderá, a seu critério, ser lido em
exemplos a seguir. voz alta e comentado.

42
O príncipe apanhou o sapato e no dia seguinte ele estendeu-lhe o sapatinho dourado. Ela o
foi até o rei, seu pai, dizendo, “Tomarei por pegou, tirou de seu pé esquerdo o sapato dis-
esposa a dama em quem este sapatinho forme que usava e calçou o sapatinho dourado
dourado servir”. que entrou em seu pé como se tivesse sido
As duas irmãs ficaram exultantes ao saber feito sob medida para ele. E quando o prínci-
disso, pois seus pés eram bonitos e não pe se aproximou e olhou em seu rosto, ele a
tinham dúvida de que poderiam calçar o sa- reconheceu e disse, “Esta é a noiva certa”.
patinho dourado. A mais velha foi primeiro A mãe e as duas irmãs ficaram assustadas e
até o quarto onde estava o sapatinho e quis pálidas de ódio quando ele tomou Cinderela em
experimentá-lo, com sua mãe do lado. Mas seu cavalo e saiu cavalgando com ela. E quando
o dedão de seu pé não conseguiu entrar e o chegaram à aveleira, a pomba branca cantou,
sapato era mesmo pequeno demais para ela. “Pra casa! Pra casa! Repara no pé da donzela!
Então a mãe deu-lhe uma faca e disse, “Não O sapatinho que usa, por certo foi feito p’ra ela!
importa, corta-o fora; quando fores rainha Ó jovem príncipe leva esta noiva para o lar,
pouco te importarás com dedões do pé; não Pois esta que tens ao teu lado é teu verda-
vais querer andar a pé.” Então, a estúpida deiro par!”
moça cortou fora o dedão, espremeu o sapa- E quando a pomba terminou sua canção, veio
to no pé e foi até o filho do rei. Este a tomou voando pousar sobre o ombro direito da moça,
por sua noiva, acomodou-a na garupa de seu seguindo com ela para casa.
cavalo e saiu cavalgando.
IRMÃOS GRIMM. Contos de fadas. São Paulo:
Mas a caminho de casa, eles tiveram que Iluminuras, 2005. p. 163-164.

passar pela aveleira que Cinderela havia


plantado, e ali estava pousada num galho uma Pág. 162
pombinha cantando,
“Volta! Volta! Repara bem no calçado PRODUÇÃO TEXTUAL
Ele não foi feito para ti, está muito apertado. Propõe-se a elaboração de diálogos, com
Príncipe! Príncipe! Procura melhor a parceira o objetivo de exercitar o recurso de discurso
Pois a que tens ao teu lado não é a verdadeira.” direto, que costuma criar no texto efeitos de
O príncipe desmontou e olhou para o pé da sentido de realidade e vivacidade. O persona-
moça e viu, pelo sangue que escorria, que gem fala com a própria voz e, com isso, ganha
ela o havia enganado. Ele fez a volta com seu existência concreta.
cavalo e levou a falsa noiva de volta para casa,
É importante que, no exercício de produção
dizendo, “Esta não é a noiva certa; que a outra
textual, os alunos encadeiem os diálogos numa
irmã prove o sapatinho”.
narrativa, de forma coerente, de modo que as
[...] [a outra irmã prova o sapatinho e tudo se
vozes diretas dos personagens se alternem e
repete como com a irmã mais velha. O prínci-
confiram dinamicidade ao texto.
pe retorna à casa das irmãs, para devolvê-la.]
“Esta não é a verdadeira noiva”, disse ele ao
Pág. 164
pai; “não tens outras filhas?” “Não”, disse ele,
A LÍNGUA EM USO
GUIA DIDÁTICO

“há apenas a pequena e suja Cinderela aqui,


filha de minha primeira mulher; mas estou
certo de que não pode ser a noiva.” O príncipe, Pronomes pessoais
porém, ordenou que ela fosse trazida à sua A categoria de pessoa é manifestada na
presença. Mas a madrasta disse, “Não, não, língua pelos pronomes pessoais – que po-
ela está suja demais e não ousa se mostrar”. dem ser retos (tônicos, com função de sujei-
O príncipe, porém, fez questão que ela vies- to) e oblíquos (átonos, com função de obje-
se. E ela primeiro lavou o rosto e as mãos, to) –, os pronomes possessivos e as desinên-
e depois entrou, fez-lhe uma reverência, e cias número-pessoais dos verbos. De acordo

43
com essa definição, as pessoas gramaticais história das princesas das famílias reais?
são três: a 1ª, que fala, a 2ª, com quem se 6. Você acha que boa parte das pessoas guar-
fala, e a 3ª, de quem se fala. Essa organiza- da na memória a história da Cinderela?
ção morfológica da língua determina regras
7. Por que algumas pessoas sentem sauda-
de concordância, em que o verbo concorda
de do passado?
com o pronome (eu falo, tu falas, ele fala).
8. Você já ouviu falar do rei Arthur? Onde?
Para os linguistas, há uma diferença entre as
pessoas gramaticais e as pessoas do discurso. Por fim, sugere-se apresentar o sentido
Benveniste explica a diferença entre a 1ª e a 2ª de algumas palavras, que podem ser desco-
pessoa, de um lado, e a 3ª, de outro, mostran- nhecidas dos alunos, e pedir-lhes que criem
do que só a 1ª e a 2ª indicam os participantes frases com elas – (a) embevecido: extasiado;
da enunciação – o enunciador (eu) e o enun- (b) reminiscência: imagem conservada na
ciatário (tu). Eu e tu são verdadeiramente as memória; (c) nostalgia: saudade de algo; (d)
pessoas do discurso, aquelas que estabelecem Arthur: figura britânica lendária, representada
uma interlocução e têm papéis reversíveis (eu em romances e filmes como herói.
se transforma em tu, e tu em eu, num diálogo).
Com o pronome ele, essa reversibilidade não Texto 3
ocorre – ele não é uma pessoa, mas alguém
Pág. 184
ou aquilo de que se fala, uma referência que
está fora da conversa, da situação de discurso. INTERPRETAÇÃO
Texto 2 2. A narrativa constrói-se tendo como mar-
co referencial a festinha do filho, que é um
Pág. 179 acontecimento passado. Em torno desse fato,
todas as ações são organizadas e o narrador
A LÍNGUA EM USO cria discursivamente um passado, um presen-
Seria interessante realizar com os alu- te e um futuro. Note que na narrativa, embora
nos a leitura do texto usado na questão 1, predominem os verbos no presente, é possí-
buscando uma compreensão global do tre- vel perceber que as ações se referem a três
cho, a despeito de possíveis dificuldades momentos: antes, durante e depois da apre-
apresentadas por alguns termos. Com isso, sentação do filho. Assim, a “apresentação do
busca-se desenvolver a competência de lei- filho” é o marco de referência, em torno do
tura por meio de inferências. É importante qual as ações são concomitantes (presente)
desenvolver no aluno a capacidade de de- ou são não concomitantes (passado e futuro).
preender, do texto como totalidade de sen-
tido, a significação. Sugere-se realizar uma Pág. 186
discussão oral das ideias contidas no trecho,
com base no roteiro: A LÍNGUA EM USO
1. O que é um casamento real? Pronomes de tratamento
GUIA DIDÁTICO

2. De quanto em quanto tempo eles costu- É importante ressaltar para os alunos a


mam acontecer? relação entre os usos dos pronomes de tra-
tamento e a hierarquização da sociedade.
3. O que seria um ritual antiquado?
Note que as formas “senhor/ senhora”, mui-
4. Os casamentos reais costumam dar mui- to comuns nas décadas passadas no trata-
ta audiência, ser muito comentados? O mento respeitoso a pais ou professores, por
que eles causam nas pessoas? exemplo, são pouco usuais atualmente. A
5. A história da Cinderela se parece com a suavização do sentido de hierarquia diminui
a produtividade das formas de tratamento.

44
Sugere-se pedir aos alunos que pesqui- emprega a forma cê? Para tentar responder a
sem em livros, jornais, revistas, filmes e tele- essa pergunta, leia a seguir o trecho de Bor-
novelas o uso de pronomes de tratamento. toni-Ricardo (2004, p. 55).
Veja a seguir alguns exemplos. “O pronome de tratamento você deriva
1) Edital público. do tratamento antigo ‘Vossa Mercê’, que obe-
deceu ao seguinte percurso: vossa mercê >
O Magnífico Reitor da Universidade Estadual
vosmecê > você > (o)cê. As formas ‘ocê’ e ‘cê’
Vale do Acaraú (UVA), Prof. Antonio Colaço
são muito usadas em estilos não monitora-
Martins, torna público o Edital de seleção de es-
dos por todos os brasileiros, conforme pode-
tudantes de graduação para participar do Pro-
mos ver na canção de Gilberto Gil, ‘Estrela’:
grama Ciência sem Fronteiras através da con-
cessão de Bolsas, na modalidade Graduação
Há de surgir uma estrela no céu cada vez que
Sanduíche no Exterior (BWG/CNPq) 2012/2013.
ocê sorrir
Disponível em: <http://sobralemrede.blogspot.com.br/
2011/11/concessao-de-bolsas-na-modalidade.html>. Ou na música de Elba Ramalho, Zé Rama-
Acesso em: jul. 2013.
lho e Geraldo Azevedo com letra de Vital Farias:
2) Depoimento escrito pelo padre Belchior
Faz tempo que não te vejo,
em 1826, relatando o episódio da Procla-
Quero matar meu desejo
mação da Independência, em 1822.
Te mando um montão de beijo
D. Pedro, tremendo de raiva, arrancou de Ai que saudade de ocê.
minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, Sabendo que as formas cê/ocê exempli-
pisou-os e deixou-os na relva. Eu os apanhei ficam estilos não monitorados, isto é, estilos
e guardei. Depois, virou-se para mim e disse: em que falantes usam a língua de maneira
– E agora, padre Belchior? despreocupada e espontânea, é interessan-
Eu respondi prontamente: te pedir aos alunos que pesquisem textos de
– Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil será gêneros diversos com essas formas. Ao final
prisioneiro das cortes e, talvez, deserdado por da atividade, sugere-se chamar a atenção
elas. [...] para a relação entre o gênero textual e o uso
GOMES, Laurentino. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. p. 36. linguístico predominante (formal/informal,
3) Carta ao diretor da Universidade Federal urbano/rural). Note que em letras de músi-
de Campina Grande. ca, histórias em quadrinhos e nos gêneros
orais (conversa, entrevistas e transmissões
Senhor Diretor, esportivas televisivas e radiofônicas) há um
Ao tempo em que cumprimentamos Vossa aumento do uso de cê/ocê. A forma ocê é
Senhoria, estamos encaminhando, conforme marca do uso linguístico em regiões rurais.
combinado, tabelas contendo dados referen- Exemplos:
tes a cada Centro. Os cálculos elaborados
t HQ
para o preenchimento das referidas tabelas
Mauricio de Sousa Produções Ltda.

obedecem às diretrizes gerais do REUNI. [...]


GUIA DIDÁTICO

Disponível em: <www.ufcg.edu.br/prt_ufcg/reuni/


quadro_indicadores_centros.pdf>. Acesso em: jul. 2013.

Pág. 188
CONEXÕES
Sugere-se aproveitar a seção Conexões
para refletir mais uma vez sobre os usos da
língua. Afinal, em que outras situações se

45
t Trecho de romance No caso da tradução em versos feita por
Ferreira Gullar, ressaltamos a qualidade do tra-
Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou balho do poeta, cujo estilo próprio acaba por
o chapéu e decidiu um adeus para a gente. recriar poeticamente a história, respeitando a
Nem falou outras palavras, não pegou matula e forma original em versos dada por La Fontaine.
trouxa, não fez a alguma recomendação. Nos-
sa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, Pág. 199
mas persistiu somente alva de pálida, mascou
o beiço e bramou: – Cê vai, ocê fique, você nun- EXPRESSÃO ORAL
ca volte! Nosso pai suspendeu a resposta. [...] Jogo
ROSA, João Guimarães. A terceira margem do rio.
In: Primeiras estórias. 12. ed. Rio de Janeiro:
A atividade de expressão oral em formato
J. Olympio, 1981. p. 27. de jogo tem por objetivo explorar as potencia-
Pode-se, também, solicitar aos alunos lidades lúdicas da língua e ampliar as possibili-
que peçam autorização para gravar conver- dades de comunicação. Na língua, expressões
sas realizadas entre seus colegas e familiares, e ditados populares assumem uma forma fixa
a fim de perceber a incidência das formas e passam a ter uma espécie de sentido con-
“cê”. Ressalte que no gênero oral conversa gelado. A origem dessas expressões se perde
predomina a fala espontânea, sem qualquer com o tempo, sendo o uso fixado na repe-
monitoramento. tição, no hábito dos falantes. Sugere-se res-
saltar que saber a origem dessas expressões
amplia o saber sobre a língua materna.
UNIDADE 6 – BICHOS Expressões e sua origem

Texto 1 A origem de expressões de uso popular


acaba se perdendo na história. Entretan-
Pág. 197 to, sempre existem explicações capazes de
mostrar como a expressão ganhou o sen-
ESTUDO DO TEXTO tido ora atribuído. Fantasiosas, inacreditá-
A fábula “A cigarra e a formiga”, de La veis ou verdadeiras, as histórias da origem
Fontaine, tem seu primeiro registro atri- das expressões podem ter o mesmo valor
buído ao escritor grego Esopo (século VI das próprias expressões: concretizar o ges-
a.C.). Depois disso, várias são as traduções to criativo dos falantes em relação à língua
e versões pelas quais tem passado o texto que utilizam.
da fábula. La Fontaine, autor do texto origi- Além das histórias aqui apresentadas, os
nal, traduzido por Ferreira Gullar, registrou-a alunos podem ser estimulados a recolher
em versos. No Brasil, tornaram-se conheci- outras ou mesmo a inventar algumas.
das as versões feitas por Monteiro Lobato,
que apresentou a narrativa de dois pontos Pág. 209
de vista diferentes: o da “formiga boa” e o
PRODUÇÃO TEXTUAL
GUIA DIDÁTICO

da “formiga má”. A tradução tem, portanto,


um papel fundamental na divulgação e no Paráfrase
alcance que confere às obras. Entretanto,
Apresentam-se aqui sugestões de peque-
não deixa de ser uma tarefa desafiadora, da-
nos exercícios de interpretação das fábulas
das as diferenças históricas e linguísticas de
tomadas como exemplo do gênero.
cada cultura em que a obra passa a circular.
Além do papel de divulgação, uma tradução A reunião dos ratos
pode manter a qualidade literária de uma 1. Qual era o principal problema dos ratos?
obra ou pô-la em risco. O medo dos gatos.

46
2. Na assembleia surgiu uma ideia. 3. A raposa vê o leão três vezes. Que senti-
a) Qual foi a ideia? mentos são revelados nas atitudes dela:
Pendurar uma sineta no pescoço do a) na primeira vez?
gato. Pânico, pavor, medo, desespero.
b) Por que a ideia era brilhante? b) na segunda vez?
Porque toda vez que o gato se aproxi- Medo e curiosidade.
masse os ratos ouviriam o barulho do
c) na terceira vez?
sino e poderiam proteger-se.
Abuso, confiança em excesso.
c) De quem foi a ideia?
Do gato jovem. 4. Que ações da raposa concretizam os
3. Que ação dos ouvintes demonstra que a sentimentos descritos na questão 3?
ideia foi aceita com entusiasmo?
5. O que a gradação de sentimentos revela
Os demais gatos bateram palmas.
sobre a raposa?
4. Depois do entusiasmo, alguém faz uma Os sentimentos se transformam com o
advertência ao grupo. transcurso da narrativa. À medida que
Na primeira vez, ela foge desesperada- a raposa vai observando o leão, ganha
mente e se esconde. Na segunda escon- confiança para achar que já o conhece
de-se, mas fica observando o leão e, na bastante, até chegar a tratá-lo com
terceira, fala com o leão intimamente. intimidade.
a) Quem adverte?
O gato mais experiente. 6. Que ação da raposa demonstra intimidade
com o leão?
b) Qual é a advertência? Quem irá pen- Dá um tapinha nas costas do leão e o
durar a sineta no pescoço do gato? chama de gatão.
A ideia é boa, mas colocá-la em práti-
ca é que é difícil. 7. Explique a moral da fábula.
c) O que ela significa? Basta conhecer um pouco mais o outro
que o sujeito já se sente íntimo e comete
5. A que outra máxima pode-se relacionar a abusos.
moral da fábula “Reunião geral dos gatos”?
a) Olho por olho, dente por dente.
b) Falar é fácil, fazer é que é difícil. Texto 3
c) Faça o que eu digo, mas não faça o Pág. 225
que eu faço.
d) Manda quem pode, obedece quem
tem juízo.
PRODUÇÃO TEXTUAL
Alternativa b. Sequências descritivas e narrativas
GUIA DIDÁTICO

A raposa e o leão
3. a) É interessante assinalar o papel
1. Por que a raposa fugiu duas vezes ao ver adversativo do conector mas. O mas in-
o leão? troduz transformações, acontecimentos,
O leão é temido pelos demais animais. novidades, contrariedades em relação ao
2. Por que o leão é considerado o “rei dos que foi dito anteriormente. É elemento
animais”? coe si vo fundamental na narrativa, ao in-
É o predador de quase todos os demais troduzir transformações em relação a um
animais, por isso é temido e respeitado. estado anteriormente apresentado.

47
Descrição claras onde o fundo é formado por um plano
côncavo que se encaixa, pousando levemen-
Deseja-se que os alunos observem que,
te sobre outro plano convexo. Volumes verti-
na fotografia, o touro aparece bem focali-
cais ocupam grande parte do espaço, sendo
zado, com todos os detalhes. É um touro
que um deles parece se apoiar exatamente
forte, grande, de cor clara, com uma peque-
sobre a cabeça do touro. As diferentes posi-
na corcova no dorso. Seus olhos parecem
ções desses volumes, no que se refere ao li-
observar o espectador, e a foto mostra o
mite inferior da tela, dão certa profundidade
touro como um animal grande, forte e pe-
à cena. Tais volumes, bem como a figura em
sado. Já a gravura de Picasso simplifica as
cores escuras e a linha horizontal inclinada,
formas do touro e, com apenas uma linha,
tendem a direcionar o olhar do observador
apresenta a ideia de um touro (seria inte-
para baixo, atribuindo um peso maior à parte
ressante comentar com os alunos a série
inferior da obra. Entretanto, a linha curva for-
apresentada em seguida, na seção Cone-
mada pelos chifres do touro concede maior
xões, em que Picasso vai desconstruindo o
leveza ao quadro, equilibrando a composição
touro até chegar a suas linhas essenciais).
em um movimento ascendente. A linha do
O espectador olha as linhas curvas que se
horizonte inclinada para baixo é fundamental
cruzam formando um corpo e reconhece
para dar certo movimento à composição, o
um touro, mesmo sem os detalhes que ca-
que não ocorreria caso fosse mais retilínea.
racterizam o animal. A pintura de Tarsila do
Excetuando-se as formas volumosas da cabe-
Amaral tem um caráter lúdico, exagera no
ça e do corpo do touro, a composição pode-
tamanho do chifre, que é desproporcional
ria ser resumida simplesmente em algumas li-
ao corpo, e representa um touro num am-
nhas retas e curvas, dispostas ordenadamente
biente fantástico, uma espécie de floresta
na tela, as primeiras prevalecendo não apenas
de troncos azuis e cinzas. Como em qua-
em quantidade, mas também na grande ocu-
se toda a pintura modernista, não interessa
pação do espaço.
tanto a representação fiel do mundo, mas a
reconstrução do mundo de acordo com a

UNIDADE 7 – ÁGUAS
sensibilidade do artista.
Veja a seguir uma sugestão de atividade
complementar.
Texto 1
1. Desenhe o “seu” touro. Invente, simplifi-
que, reduza traços e cores.
Pág. 240
No texto Água é vida!, o autor cita a “De-
2. Discuta com os colegas a questão da re- claração Universal dos Direitos da Água”,
lação entre linguagens: A linguagem verbal criada pela ONU. Segue a Declaração, que
é capaz de expressar todas as outras lingua- poderá, a seu critério, ser projetada numa
gens? Ou cada linguagem tem uma forma tela ou parede e lida com os alunos.
própria de expressar-se que não pode ser
traduzida para outra linguagem? Declaração Universal dos Direitos da Água
GUIA DIDÁTICO

3. Boi na floresta apresenta na parte central De acordo com a Declaração Universal dos
a figura estilizada de um touro, com grandes Direitos da Água, ela é seiva do nosso planeta
olhos brancos, corpo volumoso e enormes e condição essencial da vida na terra. Confira
chifres apontando para cima – um touro com os artigos:
as patas direcionadas simultaneamente para Art. 1o – A água faz parte do patrimônio do
a direita e para a esquerda, tornando-o imó- planeta. Cada continente, cada povo, cada
vel no ambiente. Figuras e fundo são contras- nação, cada região, cada cidade, cada cidadão
tados, respectivamente, por cores escuras e é plenamente responsável aos olhos de todos.

48
Art. 2o – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é consenso em razão de sua distribuição desi-
a condição essencial de vida de todo ser vegetal, gual sobre a Terra.
animal ou humano. Sem ela não poderíamos Disponível em: <www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/
conceber como são a atmosfera, o clima, a agua/declaracao.html>. Acesso em: jul. 2013.

vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito


à água é um dos direitos fundamentais do ser
humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Pág. 243
Art. 3o da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3o – Os recursos naturais de transfor-
PRODUÇÃO TEXTUAL
mação da água em água potável são lentos, Fichamento
frágeis e muito limitados. Assim sendo, a O fichamento é importante para que o
água deve ser manipulada com racionalidade, aluno, após a leitura de um texto ensaístico
precaução e parcimônia. ou informativo, anote as ideias principais,
Art. 4o – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta aprendendo a identificar os pontos essen-
dependem da preservação da água e de seus ciais e a compreender melhor o conteúdo
ciclos. Estes devem permanecer intactos e em estudo. Faz-se o fichamento também
funcionando normalmente para garantir a con- com o objetivo de guardar as anotações so-
tinuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio bre um texto para eventuais consultas.
depende, em particular, da preservação dos
Os tipos mais comuns de fichamento
mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
são: o de citação (transcrição de partes do
Art. 5o – A água não é somente uma herança
texto), o esquemático (exposição por meio
dos nossos predecessores; ela é, sobretudo,
de esquemas das principais ideias do texto)
um empréstimo aos nossos sucessores. Sua
e o crítico (as ideias principais são relatadas
proteção constitui uma necessidade vital,
com as palavras daquele que está fazendo
assim como uma obrigação moral do homem
o fichamento, com comentários). É possível
para com as gerações presentes e futuras.
acrescentar observações em qualquer tipo
Art. 6o – A água não é uma doação gratuita da
de fichamento, anotando, por exemplo, ou-
natureza; ela tem um valor econômico: preci-
tros dados de pesquisa que se relacionem
sa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e
com o tema (outro texto, um livro, uma ima-
dispendiosa e que pode muito bem escassear
gem ou um link de internet).
em qualquer região do mundo.
Art. 7o – A água não deve ser desperdiçada, Feito inicialmente em fichas, o fichamen-
nem poluída, nem envenenada. De manei- to delas herdou o nome, mas adaptou-se aos
ra geral, sua utilização deve ser feita com novos tempos, passando a ser feito em ca-
consciência e discernimento para que não se derno, folhas soltas e, mais recentemente, no
chegue a uma situação de esgotamento ou computador. Pode-se estimular os alunos a
de deterioração da qualidade das reservas criar um registro de fichamentos, seja ado-
atualmente disponíveis. tando um caderno de estudos, seja criando
Art. 8 o – A utilização da água implica no um arquivo no computador.
Veja a seguir dois tipos de fichamento do
GUIA DIDÁTICO

respeito à lei. Sua proteção constitui uma


obrigação jurídica para todo homem ou grupo texto Água é vida!.
social que a utiliza. Esta questão não deve ser 1. Fichamento de citação
ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. t O dia 22 de março foi escolhido como
Art. 9o – A gestão da água impõe um equilíbrio o Dia Mundial da Água pela ONU.
entre os imperativos de sua proteção e as neces- t A ONU criou a Declaração dos Direitos
sidades de ordem econômica, sanitária e social. da Água.
Art. 10o – O planejamento da gestão da água t Na formação da Terra, a água se en-
deve levar em conta a solidariedade e o contrava em estado de vapor.

49
t Com o resfriamento da crosta terrestre lugar de que pronome substantivo, usa-se o
a água se condensou, formando os rios que” (grifo nosso). O autor completa a obser-
e os lagos, possibilitado o aparecimento vação dizendo que ambas as formas (que e o
da vida. que) podem ser reforçadas por é que: “Que é
t Os seres só se desenvolvem e sobrevi- que...?”; “O que é que...?”
vem com água.
t Há fortes indícios de que havia água na
Pág. 257
superfície do planeta Marte. A LÍNGUA EM USO
t Cerca de 70% da superfície do nosso
planeta é coberta pelas águas. Pronomes indefinidos
t 97,5% é água salgada e 2,5% é água Com a apresentação dos pronomes in-
doce. definidos, encerra-se o trabalho de sistema-
t 70% da água doce está sob a forma de tização dos pronomes neste livro. Por sua
gelo e os 30% restantes no estado líquido. complexidade de emprego, os pronomes
t A água potável, indicada para o consumo relativos serão apresentados no livro do 9º
humano, corresponde a somente ano, com as orações adjetivas, o que dá mais
0,003% de toda a água da Terra. consistência ao estudo e possibilita melhor
t É necessário economizar diariamente compreensão do funcionamento discursivo
a água do planeta para mantê-lo vivo desse tipo de pronome.
por muitos anos.
GONÇALVES, Diego Pires de Azevedo. Água é vida!
Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/agua-e-vida/>. Acesso
Texto 3
em: jul. 2013.
Pág. 265
2. Fichamento esquemático “Vida no planeta“
VIDA NO PLANETA PRODUÇÃO TEXTUAL
&SBWBQPS Veja a seguir a conclusão da aventura
Dia Mundial
ÁGUA EBÝçHVBo contada por Amyr Klink.
NA FORMAÇÃO Com seu movimento verde fosforescente ilu-
 EBTVQFSG»DJFEB TERRA DA TERRA,
A ÁGUA
minando a noite, nem me tocou, e iluminada
seguiu em frente. Com as mãos agarradas na
t EF borda, estava completamente paralisado por
água salgada CONDENSOU
tão impressionante espetáculo – belo e assus-
t %& FNGPSNB tador ao mesmo tempo. Acompanhava com
ÁGUA DOCE EFÝHFMP
RIOS E LAGOS os olhos e a respiração o seu caminho sob a
superfície. Manobrou e voltou-se de novo, e,
30% EM ESTADO LÍQUIDO
SERES VIVOS mesmo maravilhado com o que via, não tive
a menor dúvida: voei para dentro, fechei a
0,003% ÁGUA POTÁVEL
/FDFTT°SJPGB[FS porta e todos os respiros, e fiquei aguardan-
FDPOPNJBEPDPOTVNP
NO PLANETA
EF°HVB
do, deitado, com as mãos no teto, pronto para
GUIA DIDÁTICO

o golpe. Suavemente tocou o leme e passou a


Pág. 246 empurrar o barco, que ficou atravessado à sua
frente. Eu procurava imaginar o que ela queria.
A LÍNGUA EM USO Indescritível sensação, servir de brinquedo
para um mamífero com pelo menos vinte ve-
Pronome interrogativo zes o peso do meu mundinho. Sentia em cada
Exercícios
nervo a sua força. Ouvia o barulho das bolhas
1. c) Celso Cunha (2008, p. 368) observa passando pelo costado. Difícil acreditar que
que, “para dar maior ênfase à pergunta, em um dia eu passaria por isso.

50
Eu não tinha quilha, mas sim uma bolina retrá- da língua. O domínio da língua escrita requer
til cuja única função era manter a direção do constante exposição a textos que utilizam as
barco e equilibrar o esforço nos remos quando normas urbanas de prestígio e exercícios de
estivesse remando com os ventos laterais; e o observação, sistematização de regras e fixação.
leme, única peça que sobressaía no fundo, foi
Neste livro de 6º ano, a noção de varia-
desenhado com formas arredondadas e sem
ção linguística vem sendo trabalhada sem
cantos pontiagudos, não só para aumentar
sistematização conceitual formal. A noção é
a sua resistência, em caso de impacto, mas
apresentada de acordo com a oportunidade,
também para não provocar ferimentos e uma
paulatinamente, com base nos textos usados
consequente reação violenta de algum cetá-
e segundo a necessidade da atividade propos-
ceo mais íntimo. Confesso que muitas vezes
julguei absurdas essas considerações, mas
ta. A partir do próximo volume, o assunto será
agora dava graças a Deus por ter pensado em gradualmente formalizado, até culminar, no 9º
tantos detalhes quando o barco ainda não pas- ano, no desenvolvimento completo das habili-
sava de alguns rabiscos numa folha de papel. dades previstas para esse nível de escolaridade.
Enquanto dentro tudo se inclinava com o des-
proporcional “carinho” da amiga lá fora, não
tirava da cabeça a imagem de seu corpo ilu- UNIDADE 8 – FLORESTAS
minado de ardentia. Foi um encontro de meia
hora; e quando ela me deixou, estava tão ten-
Pág. 272
so que sem perceber, adormeci com as mãos
ainda segurando o teto.
EPÍGRAFE
A epígrafe reproduz uma frase de Chico
Meia-noite. Outro golpe no leme. Barulho de
Mendes, grande exemplo de vida dedicada
lixa. Mais um golpe. Impossível! O medo ce-
às causas da floresta. Sugere-se uma visita ao
deu lugar à raiva. Não era preciso sair para
site indicado, bem como uma pesquisa in-
constatar que agora tratava-se de tubarões.
terdisciplinar, com o professor de Geografia,
Decididamente, não era uma noite para se
dormir em paz. Resmungando em voz baixa,
sobre a ação preservacionista de Chico Men-
pensei mesmo em, munido de arpão, tomar des e a situação atual da Floresta Amazônica.
uma atitude drástica contra esse abuso de inti- Na unidade, a floresta será apresentada
midade. Mas, no escuro... Novamente a vítima por meio de suas representações na literatu-
foi o leme. O que haveria de tão interessante ra, seja na literatura popular, concretizada na
no pobre leme? Logo se foram os tubarões e, lenda da vitória-régia, seja na chamada alta
com eles, o meu sono. Com a cabeça apoiada literatura, exibida nos fragmentos de O gua-
no protótipo de travesseiro (que, assim como rani, de José de Alencar.
a cama, estava abaixo da linha de flutuação),
A questão da preservação da floresta será
passei a noite pensando nos míseros dez mi-
retomada no trabalho com o anúncio publi-
límetros de madeira que me separavam dos
citário que constitui o texto 3.
dentes de tão ásperos visitantes.

KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar.


Texto 1
GUIA DIDÁTICO

São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 109-110.

Pág. 279
Pág. 267
A LÍNGUA EM USO
A LÍNGUA EM USO Verbo
Ortografia: letra e fonema - uso de x
A classe dos verbos foi introduzida nesta
As convenções da escrita costumam afas- unidade sob um ponto de vista essencialmen-
tar-se dos usos orais, muitas vezes informais, te morfológico. Pretende-se que os alunos

51
comecem a construir uma noção preliminar Rio Paquequer. Vive com a família o índio Peri,
da classe dos verbos. As categorias de pessoa, acolhido depois de ter salvado Cecília, filha dos
número e tempo foram privilegiadas, a fim de donos da casa, de uma avalanche de pedras.
desenvolver uma base para o trabalho a ser D. Antônio acolhe em sua casa o aventu-
feito no 7º ano, quando serão apresentadas reiro Loredano, ex-padre que vem em busca
as desinências modo-temporais e número- das famosas minas de prata. Ele leva adian-
-pessoais. Será também trabalhada, no pró- te um plano de destruição da família e seus
ximo volume, a noção de aspecto verbal e os agregados, para explorar as minas que pensa-
efeitos de sentido textuais dela decorrentes. va estarem naquele terreno. Em seus planos
está o rapto da bela Ceci, mas o fiel Peri está
Pág. 280 sempre ao lado da jovem, protegendo-a, e
Atividades Loredano acabará, mais adiante, por morrer
na fogueira, acusado de traição.
4. a) Sugere-se chamar a atenção dos alunos
D. Diogo, filho de D. Antônio, mata por aci-
para o fato de que na frase “Vamos falar de
dente uma indiazinha aimoré, durante uma
ecologia” há uma locução verbal, formada por
caçada. Indignados, os aimorés procuram vin-
verbo auxiliar (ir) + infinitivo do verbo prin-
gança. Muitas investidas ocorrerão, e os aimo-
cipal. Segundo Cunha e Cintra (2008, p. 411),
rés vão, passo a passo, ganhando a luta.
essa locução é usada para “exprimir o firme
Quando a luta se torna perdida para os
propósito de executar a ação, ou a certeza de
habitantes da casa, D. Antônio pede a Peri
que ela será realizada em um futuro próximo”.
que salve Ceci. Ele a carrega adormecida
No uso coloquial, o futuro expresso sob forma
numa canoa, noite adentro, pela mata. Ao
perifrástica (vou falar) tende a ser mais co-
longe, ouve o estampido de destruição de
mum que a flexão desinencial (falarei).
toda a propriedade de D. Antônio, que ateara
fogo aos paióis de pólvora, ao ver entrarem
Texto 2 os aimorés em sua fortaleza.
Ao amanhecer, Ceci ouve do índio a his-
Pág. 282 tória final da família e decide permanecer na
Cenário mata, aos cuidados de Peri. Pressentindo a
O trabalho com o romance de Alencar tromba-d’água que se aproximava, o herói
procura contextualizar a narrativa para o alu- tem seu grande gesto final: iça-se pelos cipós
no. Se considerar necessário ampliar o resumo ao cume de uma palmeira, carregando Ceci
apresentado, consulte a seguir um resumo nos braços. Ao passar a tormenta, arranca a
mais expandido do enredo. Seria aconselhável palmeira do solo, improvisando uma canoa. O
falar para os alunos sobre a importância de ler romance termina com a canoa perdendo-se
José de Alencar e conhecer um dos escritores no horizonte.
mais completos que o Brasil já teve, autor de
grandes romances, jornalista e homem polí- Pág. 290
tico. Alencar foi, acima de tudo, alguém que
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pensou o Brasil, que contribuiu para formar o A LÍNGUA EM USO


país, a língua que hoje usamos e o imaginário 1. Os tymbiras, de Gonçalves Dias. Utilizamos
que cultivamos sobre nosso passado. a edição reproduzida no site <www.brasiliana.
Resumo usp.br/bbd/handle/ 1918/00634500#page/1/
Na primeira metade do século XVII, o fidal- mode/1up>. Acesso em: jul. 2013.
go português D. Antônio de Mariz muda-se Trata-se de coleção importantíssima, torna-
com a família para uma construção erguida da disponível na rede pelo trabalho incansável
em plena Serra dos Órgãos, às margens do e competente de pesquisadores e técnicos.

52
Na página de abertura, assim se explica a for-
mação da coleção e sua digitalização:
Texto 3
Pág. 294
“[Objetiva-se] a formação de uma Brasiliana
Anúncio publicitário
Digital, a ser construída por uma rede nacio-
nalmente articulada de instituições públicas A análise do anúncio publicitário privile-
e privadas dispostas a dela participarem. A giará as estratégias de persuasão e os recursos
Universidade de São Paulo, com este Projeto, específicos do gênero. A escolha das cores, a
assume a tarefa de tornar irrestrito o acesso organização visual e a seleção vocabular são
aos fundos públicos de informação e docu- fundamentais na composição de uma peça
mentação científica sob sua guarda. Acessível publicitária para que se tenha a adesão do
ao público desde junho de 2009, a Brasiliana público-alvo. No anúncio da Natura, a progra-
USP tem como meta oferecer para a pesquisa mação visual “limpa” destaca os tons de verde
a maior Brasiliana custodiada por uma insti- sobre o fundo claro. A seleção de palavras pri-
tuição de ensino em escala mundial, tornan- vilegia as ideias de pureza e totalidade (“puro
do-a disponível em linha na rede mundial de vegetal”; “100% livres de matéria animal”,
computadores (Internet). O Projeto Brasiliana “todos os sabonetes são Puro Vegetal”, “Todo
USP implica, portanto, a permanente interface mundo colhe os frutos”).
entre as atividades fins da USP – formação de 6. Pode-se organizar a turma em duplas e
quadros, pesquisa e divulgação de resultados pedir que criem uma logomarca associada a
– articulados por um vetor estratégico de al- um slogan sobre a turma, a escola ou um es-
cance nacional.” paço específico da escola. A logomarca deve
Disponível em: <www.brasiliana.usp.br/node/505>.
caracterizar o espaço e passar a representá-
Acesso em: jul. 2013. -lo visualmente. O slogan é uma expressão
ou frase mnemônica, de fácil memorização,
c) Transcrição: que se relaciona imediatamente ao produto,
Introdução confirmando suas características. Veja a se-
guir alguns exemplos de slogans.
Os ritos semibárbaros dos Piagas,
t “O desafio é a nossa energia” – Petrobras
Cultores de Tupã, e a terra virgem
t “Abra a felicidade” – Coca-Cola
Donde como dum trono, enfim se abrirão t “Se é Bayer, é bom” – Bayer
Da cruz de Cristo os piedosos braços; t “1001 utilidades” – Bombril
As festas, e batalhas mal sangradas t “Porque se sujar faz bem” – Omo
Do povo Americano, agora extinto, t “Não tem comparação” – Brastemp
Hei de cantar na lira. – Evoco a sombra t “Dê férias para os seus pés” – Rider
Do selvagem guerreiro! ... t “Tomou Doril, a dor sumiu” – Doril
Os tymbiras é uma epopeia inacabada de t “Energia que dá gosto” – Nescau
Gonçalves Dias, que morreu antes de poder t “Dedicação total a você” – Casas Bahia
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concluí-la. É um grande canto de idealização


dos indígenas e de ataque aos portugueses, Pág. 298
tratados como usurpadores da terra. O trecho
transcrito é do início do poema e apresenta PRODUÇÃO TEXTUAL
as intenções do poeta. Ao evocar a sombra Na unidade propõe-se a elaboração de
do selvagem guerreiro, já anuncia que toma- um anúncio de um produto. Sugere-se aqui
rá o ponto de vista dos índios. Usa, ao longo outra proposta de produção textual adequa-
do poema, muitos termos indígenas, como da para a unidade, ligada ao anúncio de um
piaga (o mesmo que pajé). comportamento, uma atitude.

53
Qualquer que seja a proposta escolhida, Pág. 301
é interessante promover uma exposição dos
trabalhos da turma. Pode-se fazer uma eleição A LÍNGUA EM USO
do cartaz mais bem elaborado segundo os Ortografia - Há e a
padrões do gênero anúncio.
Pode-se retomar o texto 1 da unidade, a
1. Escolha do tema
lenda da vitória-régia, para fixar o uso do verbo
Você criará um anúncio sobre a preserva- haver com o sentido de tempo decorrido.
ção de um parque florestal ou de uma floresta
em sua cidade. O objetivo principal é mostrar,
Há muitas luas, vivia numa aldeia uma índia
para os frequentadores do local, atitudes edu-
que acreditou numa lenda antiga do seu povo
cativas que ajudarão na preservação do meio
que dizia que a Lua era um guerreiro forte e
ambiente.
poderoso.
2. Pesquisa do tema
Informe-se sobre o parque ou a floresta. Na expressão “há muitas luas”, o verbo
Pesquise as espécies da flora e da fauna do haver indica que a história aconteceu faz
local. Informe-se sobre os projetos de pre- muito tempo, demonstra o tempo que já
servação. Que órgão é responsável pelo passou, transcorrido. O verbo fazer pode
local? Como seus frequentadores atuam na substituir o verbo haver, mantendo a ideia
preservação? Há desmatamento? Há infor- de tempo decorrido, passado: Faz muitas
mações educativas no local? Quais são as luas, vivia numa aldeia...
medidas de preservação realizadas?
1. h) Ao falar das diferenças de classe, a per-
3. Elaboração do anúncio
sonagem Mafalda, em tom irônico, ressalta
Pense no objetivo principal do anúncio: que existem ações que não podem ser fei-
convencer o leitor de que ele, ao frequentar tas por um subordinado, como banhar-se.
o parque/a floresta, tenha atitudes que aju- A afirmação ressalta que, por mais rico que
dem na preservação do local. alguém seja, em algumas ações ele não po-
Primeiro faça um esboço do anúncio no derá ser servido.
caderno. Elabore um slogan e a logomarca
para sua campanha pensando no público- Atividade complementar
-alvo que você pretende atingir – os ado- Segue outro exercício sobre o verbo
lescentes que frequentam o local. Por isso, a haver com sentido de existir.
linguagem e as imagens deverão estar ade- Substitua o verbo existir pelo verbo haver
quadas aos adolescentes. Use fotografias ou reescrevendo os exemplos.
faça você mesmo o desenho que acompa-
nhará o anúncio. Redija um pequeno texto a)
informativo explicando a importância das
2013 King Features
Syndicate/Ipress

atitudes de preservação. Crie também frases


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de efeito para impactar o leitor.


Depois do esboço, use uma folha de papel
A3 ou faça a versão final do anúncio no com-
putador. Entregue o trabalho ao professor.
Hamlet, há apenas dois tipos de pessoas neste
4. Revisão e refacção
mundo.
Após a correção do professor, reveja seu
anúncio e, se for necessário, refaça-o incor- b) [...] Existem cerca de 170 lagos pare-
porando as sugestões da correção. cidos com o Vostok debaixo do Polo Sul,

54
mas nenhum tão grande quanto ele. Ou- Ele me coisa
tras duas expedições, uma inglesa e a ou- Ele me rã
tra americana, buscam chegar à superfície Ele me árvore.
BARROS, Manuel de. O livro das ignorãças.
de outros dois lagos: Whillans e Ellsworth. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 75.

[...]
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/expedicao-russa- Os nomes coisa, rã e árvore foram trans-
-pode-contaminar-lago-congelado-ha-15-milhoes-de-anos-na-antarti- mutados em verbos, sem o auxílio de nenhu-
da>. Acesso em: jul. 2013.
ma desinência verbal. Ao fazer isso, o poe-
Há cerca de 170 lagos parecidos... ta subverteu a sintaxe da língua. Brincando
c) [...] também existem carros que brigam com a distribuição dos termos na sentença,
contra um inimigo comum: a destruição do o poeta confere aos nomes a qualidade de
meio ambiente. [...] causatividade, isto é, dá aos nomes a pos-
sibilidade de provocar uma realização. Por
Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/
ecologia-em-quatro-rodas>. Acesso em: jul. 2013. exemplo, na estrutura “ele me árvore” há um
Também há carros que... agente (ele) e um paciente (me), que sofre
uma mudança de estado resultante da ação,
assim como em “ele me penteia”, “ele me bei-
Pág. 304
ja”. O recurso usado pelo poeta deixa claro
BAGAGEM CULTURAL que o uso criativo da língua extrapola os âm-
bitos fonético e morfológico, podendo estar
Professor, a seção Bagagem Cultural, presente também no âmbito sintático.
antes de apresentar uma visão interdiscipli-
nar ao aluno, também apresenta uma visão
intertextual, já que conversa, por exemplo,
com os apontamentos feitos pelo escritor
PROJETO 1
Mario Vargas Llosa, para quem a literatura Pág. 310
nos aguça o senso crítico, não permitindo a
Professor, os relatórios podem funcionar,
submissão. O texto que centraliza a seção é,
do ponto de vista do aluno, como uma au-
justamente, uma ficção que desvela muitas
toavaliação, já que ali constarão avanços e
verdades.
recuos, dificuldades e facilidades. Podem ser
Com base no texto Meu amor pelas Ana- vistos também como uma avaliação conti-
vilhanas, de Flávia Lins e Silva, uma série de nuada, já que é possível ser notados os pro-
discussões relacionadas ao ensino da Bio- gressos dos alunos e detectados os pontos
logia e da Geografia surgem na Bagagem de maior dificuldade, que merecem atenção.
Cultural. Por isso, incentive os professores
Para promover a interdisciplinaridade e
dessas disciplinas a também ler a seção com
enriquecer o projeto, sugere-se uma par-
os alunos. Certamente a visão deles sobre o
ceria com a disciplina de Educação Física,
assunto enriquecerá a atividade.
a fim de que os professores dessa discipli-
na possam, em suas aulas, trabalhar com
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Pág. 307 jogos e brincadeiras, de modo que não


só desenvolvam conceitualmente noções
RESGATANDO CONTEÚDOS de jogo, desporto, lazer e brincadeira mas

Texto 1
também ponham em prática as brincadei-
ras pesquisadas pelos alunos. Se a parceria
Os versos a seguir, do poema de Manoel for produtiva, os professores de Educação
de Barros, apresentam um uso inusitado da Física podem montar uma exibição durante
língua. o evento de culminância.

55
5. Avaliação possibilita ao sujeito refletir sobre suas po-
tencialidades e dificuldades, criando meios
A avaliação deve ser compreendida como de ajustar sua sensibilidade e capacidade in-
um processo permanente e dialógico, que telectual às exigências das situações propos-
acompanha o desenvolvimento da aprendi- tas em sala de aula e além dela.
zagem ao longo do ano letivo. Não se resu- Para além da função estritamente voltada
me a testes ou provas específicas, que co- à vida escolar, a avaliação, como processo
bram o domínio de conteúdos particulares, permanente de reflexão e estímulo, consti-
mas estende-se a variadas práticas de obser- tui, nas aulas de Língua Portuguesa, estímu-
vação e controle, por meio das quais tanto o lo para a atitude de amor à linguagem e à
aluno analisa seu próprio progresso quanto o palavra, em todas as suas possibilidades de
professor observa as necessidades de redire- significar. É ainda Bartolomeu Campos de
cionamento do trabalho pedagógico. Queirós quem ensina:
Particularmente em relação ao ensino de
Nenhuma palavra é solitária. Cada palavra
Língua Portuguesa, não só há a necessidade
remete o leitor ou o ouvinte para além de si
de acompanhamento constante – presente
mesma. Haverá tarefa mais significativa para
em todas as disciplinas –, mas também de
a escola do que esta de sensibilizar o sujeito
trabalhar a articulação permanente das ha-
para desvendar as dimensões da palavra? Por
bilidades de ler, escrever, falar, compreender
ser assim, trabalhar com a palavra é com-
e usar as estruturas gramaticais da língua. Se
preender seus deslimites e apresentar para
o livro que aqui se oferece concebe as aulas
o leitor um convite para adivinhar o que está
de Língua Portuguesa como espaço próprio
obscuro no texto e só ele pode desvendar.
para essa articulação, por meio de unidades
em que todos os objetivos de ensino e pro- Bartolomeu Campos de Queirós. Literatura: leitura de mundo, criação de
palavras. In: Eliana Yunes (Org.). Pensar a leitura: complexidade.
postas de desenvolvimento de habilidades Rio de Janeiro: Ed. PUC; São Paulo: Loyola, 2002. p. 160.
estão integrados, a concepção de avaliação
não poderia deixar de contemplar esse modo A sensibilização do aluno para essa con-
de produção do conhecimento. Num ensaio vivência com a palavra terá, nas situações
em que discute o papel da literatura na forma- de avaliação, um momento de parada e re-
ção do leitor, Bartolomeu Campos de Queirós começo, em que se abrem muitas direções
(2002) assinala: “Não importa o que o autor possíveis de estudo, pesquisa e reelaboração
diz mas o que o leitor ultrapassa”. Da mesma dos conhecimentos adquiridos.
maneira, na escola não importa o que o livro Ao lado dos mecanismos constantes de
didático ensina, mas o que oferece de possi- avaliação – presentes em atividades como
bilidade de ultrapassar suas propostas. a revisão dos textos escritos pelos alunos,
Para usufruir dessa possibilidade, o aluno a proposta de criticar e receber críticas de-
terá na avaliação a medida de seu progres- senvolvida nas atividades de expressão oral
so e a condição para ir adiante. Você poderá, e os exercícios de descoberta e prática das
ao identificar aspectos frágeis e pontos for- funções discursivas dos mecanismos grama-
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tes da aprendizagem, acertar a justa medida ticais –, apresenta-se, na seção Sugestão de


de sua própria atuação, de modo que esti- avaliação, uma proposta referente ao pri-
mule o avanço, corrija lacunas e proponha meiro bimestre do ano letivo. Para os demais
mudanças. Essa compreensão da avaliação bimestres, as sugestões estarão disponíveis
a torna inseparável da autoavaliação, o que para download no Portal Projeto Apoema.

56
Avaliação – Língua Portuguesa
NOME: TURMA:

ESCOLA:

PROFESSOR: DATA:

TEXTO 1
Leia a tirinha de Calvin para responder às questões.

Calvin & Hobbes, Bill Watterson © 1986 Watterson/Dist. by


Universal Uclick
1. Copie da tirinha as palavras solicitadas a seguir.
a) Um substantivo comum em que há a presença de pelo menos um dígrafo e um encon-
tro consonantal:  .

b) Dois substantivos próprios: 

2. Assinale a alternativa que contém o número correto de letras e fonemas da palavra


“conquistador”.
a) 12 letras e 10 fonemas
b) 12 letras e 12 fonemas
c) 12 letras e 11 fonemas
d) 11 letras e 13 fonemas

3. Assinale a alternativa correta.


a) O humor da tirinha está no fato de Calvin ser o astronauta Spiff, que foi atacado por um
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Zondarg.
b) O humor da tirinha consiste no fato de Calvin criar um mundo imaginário, em que ele
se torna um astronauta e sua professora vira um monstro, com o objetivo de fugir da
escola.
c) A tirinha causa humor apenas pelo fato de Calvin não gostar da escola.
d) O humor da tirinha está exclusivamente na semelhança entre a professora de Calvin e
o monstro Zondarg.

57
4. Assinale a alternativa em que a divisão silábica de todas as palavras está correta.

a) a-cua-do com-pre-ssão au-da-cio-sa


b) com-pres-são as-tro-na-u-ta rai-o
c) as-tro-nau-ta ra-io a-u-da-cio-sa
d) au-da-ci-o-sa a-cu-a-do com-pres-são

TEXTO 2
Leia o trecho da reportagem da revista Recreio e responda às questões.

Quem curte passar o dia rabiscando, pode se dar bem como quadrinista
Mais tarde, você precisa definir o seu próprio traço, diz o ilustrador brasileiro Mike Deodato

Você ama desenhar? Então pode ser que tenha vocação para ser quadrinista – o profissional
que é pago para desenhar histórias em quadrinhos. Caio Henrique Toste Soares, de 12 anos,
e João de Castro Prandini, de 13 anos, são feras no desenho, mas ainda não trabalham como
quadrinistas. Ainda. Cada um tem um estilo: o Caio ama histórias de super-heróis e criou
vários personagens, como o Solar e o Trovão. O João não curte muito histórias de heróis. Então,
fez o Superchato – um herói diferente dos outros: ele é atrapalhado, mas no fim, salva o dia.
[...]
Ludmilla Balduino. Disponível em: <www.recreio.com.br/fique-ligado/quem-curte-passar-o-dia-rabiscando-
pode-se-dar-bem-como-quadrinista>. Acesso em: jul. 2013.

5. Assinale as afirmativas que apresentam as características do gênero reportagem encontra-


das no Texto 2.
a) O narrador da reportagem utilizou a 1a pessoa do discurso para demonstrar sua opinião
pessoal.
b) O narrador empregou a 3a pessoa do discurso para evidenciar o efeito de objetividade
no texto.
c) Pode-se considerar que essa reportagem não apresentou efeito de objetividade e de
verdade.
d) O efeito de verdade da reportagem está na presença dos nomes, das profissões e das
idades das pessoas envolvidas.

6. Identifique os tipos de frases presentes nas construções a seguir.


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a) “Você ama desenhar?”

b) “[...] ele é atrapalhado [...].”

c) “O João não curte muito histórias de heróis.”

58
7. Na reportagem, o travessão foi utilizado em duas situações. Assinale a alternativa que jus-
tifica o uso dessa pontuação.
a) Enquanto, na primeira situação, o travessão introduziu a fala do quadrinista, na segun-
da, o travessão introduziu a fala do herói Superchato.
b) Nas duas situações, o travessão deu destaque às expressões “o profissional que é pago
para desenhar histórias em quadrinhos” e “um herói diferente dos outros”.
c) Enquanto na primeira situação o travessão foi usado para explicar o termo “quadrinista”,
na segunda, o travessão explicou quem era o herói “Superchato”.
d) Nas duas situações o travessão intercalou os comentários feitos pelo narrador: “o profissio-
nal que é pago para desenhar histórias em quadrinhos” e “um herói diferente dos outros”.

8. Identifique o uso da língua nos fragmentos da reportagem. Escreva se foi utilizada a lin-
guagem formal ou a linguagem informal. No segundo caso, substitua as palavras ou ex-
pressões informais por outras da linguagem formal.
a) “Você ama desenhar? Então pode ser que tenha vocação para ser quadrinista – o pro-
fissional que é pago para desenhar histórias em quadrinhos.”

b) “Caio Henrique Toste Soares, de 12 anos, e João de Castro Prandini, de 13 anos, são
feras no desenho.”

c) “Quem curte passar o dia desenhando, pode se dar bem como quadrinista.”

9. Os substantivos “quadrinista”, “Caio”, “herói”, “Superchato”, “Trovão” e “super-herói” são


respectivamente:
a) comum, próprio, comum, composto, comum e comum.
b) comum, próprio, comum, comum, próprio e composto.
c) comum, próprio, comum, próprio, próprio e composto.
d) próprio, comum, próprio, composto, comum e composto.

TEXTO 3
O texto a seguir é um exemplo de cantiga de roda que faz parte do folclore brasileiro.

Corre cotia
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Corre cotia Galo que canta corócócó


Na casa da tia Chupa cana com dente só [...]
Corre cipó Pode jogar?
Na casa da vó Pode!
Lencinho na mão Ninguém vai olhar?
Caiu no chão Não!
Moça bonita [...]
Do meu coração Disponível em: <www.superduper.com.br/2010/11/
brincadeiras-da-minha-infancia.html>. Acesso em: jul. 2013.

59
10. As cantigas de roda apresentam ritmo, e no final de cada verso há rimas. Encontre todas
as rimas presentes no texto.

11. Sobre o texto 3, marque a alternativa incorreta.


a) O 12º verso é formado por uma frase interrogativa. Isso pode ser comprovado pelo uso
do ponto de interrogação.
b) No último verso da cantiga encontra-se uma frase imperativa que pode ser comprova-
da pelo uso do ponto de exclamação.
c) Essa cantiga de roda é formada por uma estrofe e 14 versos.
d) A repetição das palavras “corre” e “casa” ajuda a produzir ritmo na cantiga.

12. Copie da cantiga uma palavra que tenta imitar os sons ou ruídos tomando por base os
fonemas da língua:  . Essa palavra recebe o nome de  .

TEXTO 4
Se eu soubesse que ocê vinha,
Eu mandaria buscá,
Com sombrinha enfeitada,
Só pro Sol não te queimá.
Disponível em: <www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/quadrinhas_populares.htm>. Acesso em: jul. 2013.

13. Sobre o gênero quadrinha, assinale a alternativa incorreta.


a) Os versos não apresentam ritmo.
b) É formada por estrofes de quatro versos.
c) As palavras que formam os versos são difíceis de pronunciar, pois apresentam sons
parecidos.
d) O tema trata de fatos simples.
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14. A quadrinha apresenta uma linguagem informal. Reescreva os versos usando uma lingua-
gem formal.

60
Respostas
1. a) compressão
b) Calvin e Spiff
2. Alternativa a.
3. Alternativa b.
4. Alternativa d.
5. Alternativa b e d.
6. a) Frase interrogativa.
b) Frase declarativa afirmativa.
c) Frase declarativa negativa.
7. Alternativa c.
8. a) Linguagem formal.
b) Linguagem informal – substituir feras por bons.
c) Linguagem informal – substituir curte por gosta e se dar bem por ter sucesso.
9. Alternativa c.
10. cotia / tia; cipó / vó / corócócó / só; mão / chão / coração; jogar / olhar.
11. Alternativa a.
12. corócócó – onomatopeia
13. Alternativa a.
14. Se eu soubesse que você vinha, / Eu mandaria buscar você, / Com sobrinha enfeitada / Só
para o sol não queimar você.

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61
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