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PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO Tribunal Pleno PROCESSO

PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA DO TRABALHO

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO Tribunal Pleno

PROCESSO nº 0000185-51.2016.5.11.0000 (MS)

Impetrante: AMANDA KAROLINE GAIA OLIVEIRA

Advogado: Dr. Leon Cézane da Silva de Jesus

Impetrada: PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIAO - Drª. Maria das Graças Alecrim Marinho

RELATOR: LAIRTO JOSÉ VELOSO

MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO NO CARGO DE TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA - CONCURSO PÚBLICO - C074.

Considerando que a impetrante foi aprovada no referido concurso público e por conta da desistência de vários candidatos com classificação anterior a sua, bem como durante o prazo de validade do concurso outras vagas foram surgindo em razão da aposentadoria de inúmeros servidores do TRT da 11ª Região, entendo caracterizado direito subjetivo da impetrante à convocação, nomeação e posse, levando em conta inclusive teor do Ofício Circular CSJT.GP.SG.CFIN n.º 9/2016, datado de 13.07.2016, o qual autoriza a nomeação dos concursados a partir de setembro/2016 até o limite de 32 nomeações com relação ao cargo Técnico Judiciário - Área Administrativa, exatamente o mesmo para o qual a impetrante foi aprovada. Assim, concedo a segurança e como tal fica revogado o despacho que indeferiu a liminar requerida.

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Mandado de

Segurança, em que são partes, como impetrante, AMANDA KAROLINE GAIA OLIVEIRA e, como

impetrada, PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIAO.

Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por AMANDA

KAROLINE GAIA OLIVEIRA, em 18.03.2016, perante a 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do

Estado do Amazonas, com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato da Desembargadora

Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, Dra. Maria das Graças Alecrim Marinho,

que, apesar da existência de cargo vago de Técnico Administrativo - Área Judiciária no quadro do

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Regional, deixou de nomear a impetrante, a qual foi aprovada em concurso público para provimento de cargos deste Regional, o qual venceu em 30.03.2016. Alega a Impetrante haver sido classificada no referido concurso público destinado ao Provimento de Cargos Vagos do Quadro Permanente de Pessoal deste Tribunal e Formação de Cadastro de Reserva, regido conforme previsão no Edital nº 001/2011 (Id. bfa22e4 - pág.16). Relata que no início do ano corrente, o Setor de Pessoal deste órgão federal fez contato com a impetrante através de correio eletrônico (Id.1e8c115 - pág.02) e ligação telefônica, informando que haveria sua nomeação e indagando acerca do seu interesse em assumir o cargo, ao que respondeu de forma positiva, quando então foi-lhe requisitado a realização de exames, além de envio de currículo para que a lotação pudesse ser melhor definida, tendo enviado a documentação necessária de acordo com cópia do e-mail juntada aos autos (Id. 1e8c115 - pág.03). Passado determinado tempo, não houve a referida nomeação e por isso fez contato com o órgão presidido pela autoridade impetrada, tendo recebido informação de que as nomeações estariam suspensas indefinidamente, por conta de uma determinação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, o que entende lesão aos seus direitos, tendo em vista estar habilitada para a nomeação ao cargo pretendido, bem como o órgão que promoveu o concurso não mencionou grave fato de fornecer informações equivocadas acerca de sua nomeação, acrescentando que o prazo do concurso expirou em 30.03.2016. Afirma que no Diário Oficial datado de 28.12.2015 fora nomeada a candidata Manuela de Oliveira Andrade para o cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa e, em 30.12.2015, a candidata subsequente, Débora Passos de Sá, também para o mesmo cargo, porém esta última desistiu de tomar posse, restando sem preenchimento referida vaga. Assim, demonstra-se claramente que há necessidade da nomeação da impetrante, a qual é a candidata classificada subsequente. Cabe destacar que o seu direito à nomeação poderia ser confundido como mera expectativa de nomeação, uma vez sua aprovação não se deu no limite das vagas estabelecidas primordialmente no edital do concurso, todavia a Administração Pública pode nomear candidatos além da quantidade de vagas prevista em razão da vacância dos cargos. Ora, se houve nomeação de diversos candidatos além do quantitativo estipulado inicialmente para provimento do cargo então concorrido, "o fato gerador para a convolação da mera expectativa de direito para o Direito Subjetivo à convocação se deu com o preenchimento dos requisitos necessários para validar a vacância do cargo pretendido no qual há profissional habilitado por meio do concurso público prévio para assumi-lo. Fato este que pode ser constatado por meio dos atos administrativos que realizam a nomeação dos candidatos outrora citados e que se encontravam à frente da presente impetrante, em que a impetrada fundamenta o ato de nomeação na necessidade de pessoal conforme a solicitação da Secretaria de Gestão de Pessoas do referido órgão, assim como no art. 9º, I, e 10, ambos da Lei Nº 8.112/90, tanto quanto na existência de vaga decorrente de vacância, previstos no art. 33 da lei supra, ou por reconhecimento de existência de vaga decorrente de redistribuição de cargos nos Termos das Resoluções Administrativas daquele Tribunal." Sustenta a existência de direito líquido e certo a partir do momento em que a administração pública evidencia o surgimento de vaga no quadro de servidores efetivos e deixa de nomear o próximo candidato da lista, o

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que no caso seria a Impetrante. Deste modo, requer seja concedida liminar "inaudita altera pars", de forma a determinar que o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região efetue a imediata nomeação da Impetrante, ou, subsidiariamente, faça a reserva da respectiva vaga até o julgamento do mérito do mandamus, e, ao final, seja confirmada, definitivamente, a liminar pleiteada e concedida a segurança pretendida, mantendo a sua nomeação. Deu à causa o valor de R$100,00.

Em decisão de Id.9f263cf-pág.1/2, a Juíza Federal declinou de sua competência e remeteu os autos do mandamus a esta Justiça Especializada.

Através do despacho de Id. 8363146, a liminar requerida foi indeferida.

Não houve Agravo Regimental, conforme certidão de Id.84a7a1b.

A autoridade coatora prestou informações (Id.ded3c8b), afirmando que a impetrante foi classificada em 295º lugar para o cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa no Concurso Público - C074, o qual previa apenas 35 vagas, conforme extrai-se do edital e lista de classificação, juntados pela própria impetrante, razão pela qual constata-se a ausência de violação a direito líquido e certo à nomeação pretendida, mas apenas mera expectativa de direito, conforme entendimento jurisprudencial predominante da Corte Superior, em sede de repercussão geral, in verbis: " O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses: 1 - Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; 2 - Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; 3 - Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima." Plenário, 09.12.2015." Ressaltou ainda a inexistência de qualquer preterição de vagas, conforme comprovam os documentos juntados aos autos do mandado de segurança, ou mesmo contratação precária de pessoal e realização de novo certame, de modo a ensejar o direito subjetivo à nomeação pretendida pela impetrante, além do que o limite de vagas estabelecido no edital do concurso atendeu aos critérios de conveniência e oportunidade do Tribunal, em obediência aos ditames constitucionais da legalidade, moralidade e eficiência, dispostos no art.37 da CRFB, a que se submete a Administração Pública de forma geral. Não obstante, a possibilidade de nomeação de cargos efetivos vagos em decorrência de aposentadorias e de primeiro provimento esbarra na disposição constante do anexo V da LOA/2016 (Lei nº 13.255/2016), que dispõe "para fins de reposição,

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considera-se exclusivamente o preenchimento de cargos efetivos e cargos/funções comissionadas ocupadas em março de 2015, cujas despesas compunham a base de projeção para definição dos limites de "Pessoal e Encargos Sociais" para 2016, não gerando, impacto orçamentário, significando dizer que do contexto excluem-se as vagas originadas de aposentadorias e falecimentos que impliquem em pagamento de pensões, por se tratarem de mera reclassificação orçamentária, ou seja, não geram economia em termos de impactos orçamentários. Ademais, o Presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Antonio José de Barros Levenhagem, encaminhou o OFÍCIO CSJT. GP.SG.CGPES Nº 01/2016 a este Regional, confirmando que "publicada a Lei Orçamentária Anual de 2016 (Lei nº 13.255, de 14 de janeiro de 2016), constatou-se que o mencionado Anexo V encontra-se sem indicação de recursos para os órgãos da Justiça do Trabalho, ou seja, não há substrato para nomeações que impliquem aumento de despesas da folha de pessoal", solicitando, ao fim, que esta Presidente se abstenha de proceder a novas nomeações, até a conclusão do levantamento dos saldos remanescentes do Anexo V da LOA de 2015 e ulterior deliberação daquele Conselho.Como se isto não bastasse, o atual presidente do CSJT, Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, expediu a Recomendação nº 19, de 7-4-2016, a qual dispçoe nos art. 1º "Estão vedados, para o exercício de 2016, os provimentos de cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas que aumentem a despesa de pessoal, tendo em vista não haver autorização específica no Anexo V da LOA de 2016" e em complementação, o art. 2º do referido ato excepciona os cargos efetivos em vagas decorrentes de exoneração, vacância por posse em outro cargo inacumulável, demissão e falecimento sem instituição de pensão, ocorridos em 2016, tendo em vista a desnecessidade de incremento da dotação orçamentária. Portanto, a presidência do Regional em respeito ao princípio constitucional da estrita legalidade a que se subordina a Administração Pública, encontra-se impossibilitada de deferir nomeações de cargos vagos em decorrência de aposentadorias ou cargos de primeiro provimento, visto não haver, no orçamento do Judiciário nacional, verbas para novas despesas. Portanto, deve ser rejeitada a pretensão da impetrante.

O Ministério Público do Trabalho, Id.9670bfa, se pronunciou apenas pelo

prosseguimento do feito, sem prejuízo de manifestações futuras.

VOTO

É O RELATÓRIO.

Conheço do mandamus porque atendidos os requisitos de admissibilidade.

Trata-se de Mandado de Segurança, Id. bfa22e4 - Pág.04/11, impetrado por AMANDA KAROLINE GAIA OLIVEIRA, com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato da Desembargadora Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, Dra. Maria das Graças

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Alecrim Marinho, que, apesar da existência de cargo vago de Técnico Administrativo - Área Judiciária no quadro do Regional, deixou de nomear a impetrante, a qual foi aprovada em concurso público para provimento de cargos deste Regional, o qual venceu em 30.03.2016. Alega a Impetrante haver sido classificada no referido concurso público destinado ao Provimento de Cargos Vagos do Quadro Permanente de Pessoal deste Tribunal e Formação de Cadastro de Reserva, regido conforme previsão no Edital nº 001/2011 (Id. bfa22e4 - Pág.16). Relata que no início do ano corrente, o Setor de Pessoal deste órgão federal fez contato com a impetrante através de correio eletrônico (Id.1e8c115 - Pág.02) e ligação telefônica, informando que haveria sua nomeação e indagando acerca do seu interesse em assumir o cargo, ao que respondeu de forma positiva, quando então foi-lhe requisitado a realização de exames, além de envio de currículo para que a lotação pudesse ser melhor definida, tendo enviado a documentação necessária de acordo com cópia do e-mail juntada aos autos (Id. 1e8c115 - Pág.03). Passado determinado tempo, não houve a referida nomeação e por isso fez contato com o órgão presidido pela autoridade impetrada, tendo recebido informação de que as nomeações estariam suspensas indefinidamente, por conta de uma determinação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, o que entende lesão aos seus direitos, tendo em vista estar habilitada para a nomeação ao cargo pretendido, bem como o órgão que promoveu o concurso não mencionou grave fato de fornecer informações equivocadas acerca de sua nomeação, acrescentando que o prazo do concurso expirou em 30.03.2016. Afirma que no Diário Oficial datado de 28.12.2015 fora nomeada a candidata Manuela de Oliveira Andrade para o cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa e, em 30.12.2015, a candidata subsequente, Débora Passos de Sá, também para o mesmo cargo, porém esta última desistiu de tomar posse, restando sem preenchimento referida vaga. Assim, demonstra-se claramente que há necessidade da nomeação da impetrante, a qual é a candidata classificada subsequente. Cabe destacar que o seu direito à nomeação poderia se confundido como mera expectativa de nomeação, uma vez sua aprovação não se deu no limite das vagas estabelecidas primordialmente no edital do concurso, todavia a Administração Pública pode nomear candidatos além da quantidade de vagas prevista em razão da vacância dos cargos. Ora, se houve nomeação de diversos candidatos além do quantitativo estipulado inicialmente para provimento do cargo então concorrido, "o fato gerador para a convolação da mera expectativa de direito para o Direito Subjetivo à convocação se deu com o preenchimento dos requisitos necessários para validar a vacância do cargo pretendido no qual há profissional habilitado por meio do concurso público prévio para assumi-lo. Fato este que pode ser constatado por meio dos atos administrativos que realizam a nomeação dos candidatos outrora citados e que se encontravam à frente da presente impetrante, em que a impetrada fundamenta o ato de nomeação na necessidade de pessoal conforme a solicitação da Secretaria de Gestão de Pessoas do referido órgão, assim como no art. 9º, I, e 10, ambos da Lei Nº 8.112/90, tanto quanto na existência de vaga decorrente de vacância, previstos no art. 33 da lei supra, ou por reconhecimento de existência de vaga decorrente de redistribuição de cargos nos Termos das Resoluções Administrativas daquele Tribunal." Sustenta a existência de direito líquido e certo a partir do momento em que a administração pública evidencia o

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surgimento de vaga no quadro de servidores efetivos e deixa de nomear o próximo candidato da lista, o que no caso seria a Impetrante. Deste modo, requer seja concedida liminar "inaudita altera pars", de forma a determinar que o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região efetue a imediata nomeação da Impetrante,ou, subsidiariamente, faça a reserva da respectiva vaga até o julgamento do mérito do mandamus, e, ao final, seja confirmada, definitivamente, a liminar pleiteada e concedida a segurança pretendida, mantendo a sua nomeação.

Como visto anteriormente a liminar requerida foi indeferida (Id.8363146),

com os seguintes fundamentos:

"Impetrante: AMANDA KAROLINE GAIA OLIVEIRA

Advogado: Dr. Leon Cézane da Silva de Jesus

Impetrada: PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO - Dra. Maria das Graças Alecrim Marinho

DECISÃO

Trata-se de Mandado de Segurança, Id. bfa22e4 - Pág.04/11, impetrado por AMANDA KAROLINE GAIA OLIVEIRA,com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato da Desembargadora Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, Dra. Maria das Graças Alecrim Marinho, que, apesar da existência de cargo vago de Técnico Administrativo - Área Judiciária no quadro do Regional, deixou de nomear a impetrante, a qual foi aprovada em concurso público para provimento de cargos deste Regional, o qual venceu em 30.03.2016.

Alega a Impetrante haver sido classificada no referido concurso público destinado ao Provimento de Cargos Vagos do Quadro Permanente de Pessoal deste Tribunal e Formação de Cadastro de Reserva, regido conforme previsão no Edital nº 001/2011 (Id. bfa22e4 - Pág.16).

Relata que no início do ano corrente, o Setor de Pessoal deste órgão federal fez contato com a impetrante através de correio eletrônico (Id.1e8c115 - Pág.02) e ligação telefônica, informando que haveria sua nomeação e indagando acerca do seu interesse em assumir o cargo, ao que respondeu de forma positiva, quando então foi-lhe requisitado a realização de exames, além de envio de currículo para que a lotação pudesse ser melhor definida, tendo enviado a documentação necessária de acordo com cópia do e-mail juntada aos autos (Id. 1e8c115 - Pág.03).

Passado determinado tempo, não houve a referida nomeação e por isso fez contato com o órgão presidido pela autoridade impetrada, tendo recebido informação de que as nomeações estariam suspensas indefinidamente, por conta de uma determinação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, o que entende lesão aos seus direitos, tendo em vista estar habilitada para a nomeação ao cargo pretendido, bem como o órgão que promoveu o concurso não mencionou grave fato de fornecer informações equivocadas acerca de sua nomeação, acrescentando que o prazo do concurso expirou em 30.03.2016.

Afirma que no Diário Oficial datado de 28.12.2015 fora nomeada a candidata Manuela de Oliveira Andrade para o cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa e, em 30.12.2015, a candidata subsequente, Débora Passos de Sá, também para o mesmo cargo, porém esta última desistiu de tomar posse, restando sem preenchimento referida vaga. Assim, demonstra-se claramente que há necessidade da nomeação da impetrante, a qual é a candidata classificada subsequente.

Cabe destacar que o seu direito à nomeação poderia se confundido como mera expectativa de nomeação, uma vez sua aprovação não se deu no limite das vagas

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estabelecidas primordialmente no edital do concurso, todavia a Administração Pública pode nomear candidatos além da quantidade de vagas prevista em razão da vacância dos cargos.

Ora, se houve nomeação de diversos candidatos além do quantitativo estipulado inicialmente para provimento do cargo então concorrido, "o fato gerador para a convolação da mera expectativa de direito para o Direito Subjetivo à convocação se deu com o preenchimento dos requisitos necessários para validar a vacância do cargo pretendido no qual há profissional habilitado por meio do concurso público prévio para assumi-lo. Fato este que pode ser constatado por meio dos atos administrativos que realizam a nomeação dos candidatos outrora citados e que se encontravam à frente da presente impetrante, em que a impetrada fundamenta o ato de nomeação na necessidade de pessoal conforme a solicitação da Secretaria de Gestão de Pessoas do referido órgão, assim como no art. 9º, I, e 10, ambos da Lei Nº 8.112/90, tanto quanto na existência de vaga decorrente de vacância, previstos no art. 33 da lei supra, ou por reconhecimento de existência de vaga decorrente de redistribuição de cargos nos Termos das Resoluções Administrativas daquele Tribunal."

Sustenta a existência de direito líquido e certo a partir do momento em que a administração pública evidencia o surgimento de vaga no quadro de servidores efetivos e deixa de nomear o próximo candidato da lista, o que no caso seria a Impetrante.

Deste modo, requer seja concedida liminar "inaudita altera pars", de forma a determinar que o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região efetue a imediata nomeação da Impetrante,ou, subsidiariamente, faça a reserva da respectiva vaga até o julgamento do mérito do mandamus, e, ao final, seja confirmada, definitivamente, a liminar pleiteada e concedida a segurança pretendida, mantendo a sua nomeação. Deu à causa o valor de

R$100,00.

Analiso.

O Mandado de Segurança é o remédio constitucional para a proteção de direito líquido e

certo, violado por ato manifestamente ilegal ou abusivo de autoridade, desde que não

esteja amparado por habeas corpus ou habeas data.

É sabido que o seu objeto será sempre a correção de ato ou omissão de autoridade, desde

que ilegal e ofensivo de direito individual ou coletivo, líquido e certo, do Impetrante.

Aliás, a norma constitucional é expressa neste sentido (art. 5º, LXIX).

Referida ação tem por finalidade apenas obter a sustação dos efeitos lesivos ao direito líquido e certo do impetrante, ou seja, não é substitutivo do recurso adequado a ser manuseado no momento processual próprio. Inadmissível transferir o conteúdo da ação originária para o mandado de segurança. Todas as questões, inclusive as incidentais, devem ser resolvidas no processo principal que no caso seria a própria reclamação trabalhista.

Outrossim, para a concessão de liminar em sede de Mandado de Segurança são necessários dois requisitos quais sejam, a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo,os quais passo a analisar a seguir.

In casu, entendo pelo descabimento, em sede de cognição sumária a concessão da liminar requerida nos termos pretendidos, tendo em vista não vislumbrar, no momento, a imprescindível presença da relevância dos fundamentos e o risco de ineficácia da medida, caso esta venha a ser concedida ao final.

Extrai-se do art. 7º, III, da Lei nº 12.016/2009, verbis:

"Art. 7º Ao despachar a inicial, o juiz ordenará:

[

]

III - que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida , sendo facultado exigir do impetrante caução, fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento à pessoa jurídica."

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Neste sentido encontram-se os seguintes precedentes do STJ:

CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. LIMINAR. CONCESSÃO. PRESSUPOSTOS. A concessão de liminar em mandado de segurança pressupõe relevância de fundamentos, conjugada, necessariamente, a risco de ineficácia da medida.Inteligência do art. 7º, inc. III, da Lei n.º 12.016/09. HIPÓTESE DE NEGATIVA DE SEGUIMENTO. (Agravo de Instrumento Nº 70050931013, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Mara Larsen Chechi, Julgado em 24/09/2012)

MANDADO DE SEGURANÇA. LIBERAÇÃO DE VEÍCULO. CONTRAVENÇÃO PENAL. PERTURBAÇÃO DE SOSSEGO. A concessão da medida liminar em mandado de segurança exige relevante fundamento de direito e prova do risco de ineficácia da medida. Art. 7º, III, da Lei n.º 12.016/09. Hipótese em que não estão presentes os requisitos para o deferimento da medida. Negado seguimento ao recurso. (Agravo de Instrumento Nº 70049722945, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Maria Isabel de Azevedo Souza, Julgado em 25/07/2012)

No caso em análise, não vislumbro perigo de ineficácia da concessão da medida, caso esta venha a ser concedida ao final, pois, não há nenhum elemento nos autos que efetivamente demonstre a urgência da medida, ou ainda, o prejuízo, na hipótese de ser concedida ao final, o que certamente será objeto de análise quando da apreciação da segurança.

Por estas razões, considero ausentes os requisitos autorizadores à concessão da medida liminar, pelo que a INDEFIRO.

Por fim, defiro o pedido da impetrante (Id. bfa22e4 - Pág.10) no sentido de que todas as publicações do processo sejam feitas em nome do Advogado LEON CÉZANE DA SILVA JESUS, OAB/AM 10.332.

Comunique-se à autoridade impetrada, dando-lhe ciência desta decisão, bem como solicitando à mesma que preste as informações de praxe, no prazo de 10 dias, na forma do art. 7º, I, da Lei 12.016/2009, bem como à impetrante, através do patrono, na forma do art. 23, §4º da Resolução nº 136/2014 do CSJT.

Em seguida, com ou sem as informações da autoridade dita coatora, encaminhem-se os autos ao Ministério Público do Trabalho para manifestação, nos termos do art. 12 da Lei

12.016/2009.

Manaus, 30 de agosto de 2016.

LAIRTO JOSÉ VELOSO

Desembargador Relator"

Como visto anteriormente não houve interposição de Agravo Regimental contra o despacho que indeferiu a liminar, restando assim analisar o mérito do mandamus.

Esclareço, inicialmente, que no caso, não houve efetivamente um ato coator a justificar a impetração do presente mandamus, mas a alegação de ocorrência de ato omissivo por parte da Administração Pública em nomear a impetrante ao cargo para o qual foi aprovada em concurso público, cuja justificativa/motivação foi apresentada à 3ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, verbis:

"PROCESSO: 1000172-98.2016.4.01.3200

CLASSE: MANDADO DE SEGURANÇA

Impetrante: AMANDA KAROLINE GAIA OLIVEIRA

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Impetrada: PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO

INFORMAÇÃO

A impetrante alega haver sido classificada no Concurso Público C-074 para o cargo de

Técnico Judiciário - Área Administrativa promovido por este Tribunal e que, no início do corrente ano, fora consultada pelo Setor de Pessoal acerca de seu interesse em ser nomeada e assumir o cargo respectivo, ao que respondeu positivamente, tendo sido solicitado, inclusive, o adiantamento dos exames admissionais. Contudo, posteriormente, e em face do silêncio da Administração, afirma haver recebido comunicação de que as nomeações estariam suspensas indefinidamente por determinação do Conselho Superior

da Justiça do Trabalho.

Sustenta que a expectativa de direito que detinha convolou-se em direito subjetivo à nomeação, porquanto se verificou a possibilidade do preenchimento de vagas, haja vista que o órgão vinha realizando regularmente nomeações, mesmo ultrapassado o quantitativo de vagas especificadas no edital do concurso (35), bem como a necessidade do Tribunal, decorrente da constante vacância de cargos em função de aposentadorias, por exemplo, além da previsão de dotação orçamentária suficiente à efetivação da medida.

Aduz, por fim, que referida omissão afronta o princípio constitucional da isonomia e viola direito líquido e certo à nomeação ao cargo pretendido.

As alegações não resistem a uma análise dos fatos nem da legislação que rege a matéria.

Cumpre destacar, inicialmente, que a impetrante foi classificada em 295º lugar para o cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa no Concurso Público - C074, que previa 35 vagas, conforme extrai-se do edital e lista de classificação, juntados pela própria parte autora.

Daí se infere, de pronto, a ausência de violação a direito líquido e certo à nomeação, porquanto detentora de mera expectativa de direito, conforme entendimento jurisprudencial predominante da Corte Superior, em sede de repercussão geral, in verbis:

O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, fixou tese nos seguintes termos:

"O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses: 1 - Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; 2 - Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; 3 - Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima." Vencido o Ministro Marco Aurélio, que se manifestou contra o enunciado. Ausentes, nesta assentada, os Ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 09.12.2015.

Ressalte-se a inexistência de qualquer preterição de vagas, conforme comprovam os documentos juntados aos autos do mandado de segurança, ou mesmo contratação precária de pessoal e realização de novo certame, de modo a ensejar o direito subjetivo à nomeação pretendido pela demandante.

Há de se observar que a nomeação além do limite de vagas estabelecido no edital do concurso atendeu aos critérios de conveniência e oportunidade do Tribunal, em obediência aos ditames constitucionais da legalidade, moralidade e eficiência, dispostos no art. 37 da CRFB, a que se submete a Administração Pública de forma geral.

Não obstante, a possibilidade de nomeação de cargos efetivos vagos em decorrência de aposentadorias e de primeiro provimento esbarra na disposição constante do anexo V da

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LOA/2016 (Lei nº 13.255/2016), que dispõe "para fins de reposição, considera-se exclusivamente o preenchimento de cargos efetivos e cargos/funções comissionadas ocupadas em março de 2015, cujas despesas compunham a base de projeção para definição dos limites de "Pessoal e Encargos Sociais" para 2016, não gerando, impacto orçamentário. Neste contexto, excluem-se as vagas originadas de aposentadorias e falecimentos que impliquem em pagamento de pensões, por se tratarem de mera reclassificação orçamentária, ou seja, não geram economia em termos de impactos orçamentários" (negrito meu).

Nesse sentido, o Presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Antonio José de Barros Levenhagem, encaminhou o OFÍCIO CSJT. GP.SG.CGPES Nº 01/2016, em anexo, confirmando que "publicada a Lei Orçamentária Anual de 2016 (Lei nº 13.255, de 14 de janeiro de 2016), constatouse que o mencionado Anexo V encontra-se sem indicação de recursos para os órgãos da Justiça do Trabalho, ou seja, não há substrato para nomeações que impliquem aumento de despesas da folha de pessoal",

solicitando, ao fim, que esta Presidente "se abstenha de proceder a novas nomeações, até

a conclusão do levantamento dos saldos remanescentes do Anexo V da LOA de 2015 e ulterior deliberação deste Conselho".

Recentemente, o CSJT, por meio de seu atual Presidente, Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, expediu a Recomendação nº 19, de 7-4-2016, dispondo no art. 1º que "Estão vedados, para o exercício de 2016, os provimentos de cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas que aumentem a despesa de pessoal, tendo em vista não haver autorização específica no Anexo V da LOA de 2016". Em complementação, o art. 2º do referido ato excepciona os cargos efetivos em vagas decorrentes de exoneração, vacância por posse em outro cargo inacumulável, demissão e falecimento sem instituição de pensão, ocorridos em 2016, tendo em vista a desnecessidade de incremento da dotação orçamentária.

Chega-se a conclusão de que esta Presidência, em respeito ao princípio constitucional da estrita legalidade a que se subordina a Administração, encontra-se impossibilitada de deferir nomeações de cargos vagos em decorrência de aposentadorias ou cargos de primeiro provimento, visto não haver, no orçamento do Judiciário nacional, verbas para novas despesas.

Dessa feita, inexiste violação a direito líquido e certo, porque amparada a Administração Pública no princípio da legalidade e nos fundamentos constitucionais do Estado Democrático de Direito.

É o que me cumpre informar.

Manaus, 8 de abril de 2016.

Assinado Eletronicamente

MARIA DAS GRAÇAS ALECRIM MARINHO

Presidente do TRT da 11ª Região"

Em verdade, a utilização da via do mandado de segurança na impugnação da questionada omissão da Administração Pública em nomear o candidato aprovado em concurso público, implica em algumas particularidades.

O mandado de segurança é ação constitucional, de natureza cível, prevista no art. 5º, LXIX, da Constituição da República e na Lei 12.016/2009, visando a proteção de direito líquido e certo lesado ou que sofra ameaça de lesão, em decorrência de ato de autoridade, praticado com ilegalidade ou abuso de poder.

Entende-se por direito líquido e certo aquele demonstrado de plano, por

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meio de provas pré-constituídas, tendo em vista que a estreita via do mandado de segurança não comporta dilação probatória.

Desse modo, pretendendo-se o reconhecimento do direito à nomeação pela aprovação em concurso público pela via do mandado de segurança, necessário que seja o mencionado direito demonstrado por prova pré-constituída, não se admitindo qualquer produção de prova durante o procedimento.

Deve, portanto, ser claramente demonstrado que o ato ou omissão que se pretende impugnar é ilegal ou abusivo, por ser estreita a via desta ação mandamental.

A primeira particularidade que se analisa é se porventura a impetrante

ingressou com a presente ação dentro do prazo de validade do concurso público, o que efetivamente ocorreu, pois, o vencimento do certame iria até 30.03.2016 e a presente ação mandamental foi impetrada em 18.03.2016 perante a 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas e em razão daquele Juízo declinar de sua competência em favor desta Justiça Especializada (Id. 9f263cf - pág.1/3), o

processo foi reautuado sob n.º 0000185-51.2016.5.11.0000em 19.05.2016 (Id.bfa22e4).

Outra peculiaridade que merece destaque refere-se ao prazo para

impetração da ação mandamental. Nos termos do art. 23, da Lei 12.016/2009, a ação deve ser impetrada

no prazo decadencial de 120 dias, contados da ciência do ato impugnado, o que também efetivou-se na hipótese, razão pela qual o writ está sendo conhecido.

Ultrapassadas estas questões, observa-se que a impetrante pretende, diante

da perspectiva da estreita via do mandado de segurança, sua nomeação ao cargo de Técnico Judiciário -

Área Administrativa, para o qual foi aprovada em concurso público para Provimento de Cargos Vagos do Quadro Permanente de Pessoal deste Tribunal e Formação de Cadastro de Reserva, regido conforme

previsão no Edital nº 001/2011 (Id. bfa22e4 - pág.16).

É sabido que a Administração Pública rege-se pelos princípios da

legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência, conforme disposto no capute incisos I a

IV do art. 37, da Constituição Federal, verbis:

"Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do

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cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez,

por igual período;

IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em

concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;"

Os candidatos aprovados em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a se dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso. A recusa da Administração em prover cargos vagos quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser motivada.

A controvérsia da demanda versa sobre a existência de direito adquirido pela impetrante à nomeação ao cargo para o qual foi aprovada em concurso público ou mera expectativa de direito.

In casu, conforme informações prestadas pela autoridade dita coatora ( Id.ded3c8b), a impetrante foi classificada em 295º lugar para o cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa no Concurso Público - C074, o qual possuía apenas 35 vagas (Id.bfa22e4, pág.19), conforme extrai-se da lista de classificação juntada pela própria impetrante (Id.1e8c115, pág.1).

Pois bem, seguindo a orientação estabelecida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no RE 837311, em repercussão geral, o direito subjetivo à nomeação somente exsurge em três hipóteses: a) Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; b) Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação (Súmula 15 do STF); c) Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.

Nesse sentido, a seguinte jurisprudência:

"EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. TEMA 784 DO PLENÁRIO VIRTUAL. CONTROVÉRSIA SOBRE O DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS ALÉM DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO NO CASO DE SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS DURANTE O PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. MERA EXPECTATIVA DE DIREITO À NOMEAÇÃO. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS. IN CASU, A ABERTURA DE NOVO CONCURSO PÚBLICO FOI ACOMPANHADA DA DEMONSTRAÇÃO INEQUÍVOCA DA NECESSIDADE PREMENTE E INADIÁVEL DE PROVIMENTO DOS CARGOS. INTERPRETAÇÃO DO ART. 37, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. ARBÍTRIO. PRETERIÇÃO. CONVOLAÇÃO EXCEPCIONAL DA MERA EXPECTATIVA EM DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. PRINCÍPIOS DA EFICIÊNCIA, BOA-FÉ, MORALIDADE, IMPESSOALIDADE E DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA. FORÇA NORMATIVA DO CONCURSO PÚBLICO. INTERESSE DA

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SOCIEDADE. RESPEITO À ORDEM DE APROVAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM SINTONIA COM A TESE ORA DELIMITADA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO

A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O postulado do concurso público traduz-se na

necessidade essencial de o Estado conferir efetividade a diversos princípios constitucionais, corolários do merit system, dentre eles o de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (CRFB/88, art. 5º, caput). 2. O edital do concurso com número específico de vagas, uma vez publicado, faz exsurgir um dever de nomeação para a própria Administração e um direito à nomeação titularizado pelo

candidato aprovado dentro desse número de vagas. Precedente do Plenário: RE 598.099 - RG, Relator Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 03-10-2011. 3. O Estado Democrático de Direito republicano impõe à Administração Pública que exerça sua discricionariedade entrincheirada não, apenas, pela sua avaliação unilateral a respeito da conveniência e oportunidade de um ato, mas, sobretudo, pelos direitos fundamentais e demais normas constitucionais em um ambiente de perene diálogo com a sociedade. 4. O Poder Judiciário não deve atuar como "Administrador Positivo", de modo a aniquilar o espaço decisório de titularidade do administrador para decidir sobre o que é melhor para a Administração: se a convocação dos últimos colocados de concurso público na validade ou a dos primeiros aprovados em um novo concurso. Essa escolha é legítima e, ressalvadas as hipóteses de abuso, não encontra obstáculo em qualquer preceito constitucional. 5. Consectariamente, é cediço que a Administração Pública possui discricionariedade para, observadas as normas constitucionais, prover as vagas da maneira que melhor convier para o interesse da coletividade, como verbi gratia, ocorre quando, em função de razões orçamentárias, os cargos vagos só possam ser providos em um futuro distante, ou, até mesmo, que sejam extintos, na hipótese de restar caracterizado que não mais serão necessários. 6. A publicação de novo edital de concurso público ou o surgimento de novas vagas durante a validade de outro anteriormente realizado não caracteriza, por si só, a necessidade de provimento imediato dos cargos. É que, a despeito

da vacância dos cargos e da publicação do novo edital durante a validade do concurso,

podem surgir circunstâncias e legítimas razões de interesse público que justifiquem a inocorrência da nomeação no curto prazo, de modo a obstaculizar eventual pretensão de reconhecimento do direito subjetivo à nomeação dos aprovados em colocação além do número de vagas. Nesse contexto, a Administração Pública detém a prerrogativa de realizar a escolha entre a prorrogação de um concurso público que esteja na validade ou a

realização de novo certame. 7. A tese objetiva assentada em sede desta repercussão

geral é a de que o surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizadas por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, a discricionariedade da Administração quanto à convocação de aprovados em concurso público fica reduzida ao patamar zero (Ermessensreduzierung auf Null), fazendo exsurgir o direito subjetivo à nomeação, verbi gratia, nas seguintes hipóteses excepcionais: i) Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital (RE 598.099); ii) Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação (Súmula 15 do STF); iii) Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.8.

In casu, reconhece-se, excepcionalmente, o direito subjetivo à nomeação aos candidatos

devidamente aprovados no concurso público, pois houve, dentro da validade do processo seletivo e, também, logo após expirado o referido prazo, manifestações inequívocas da Administração piauiense acerca da existência de vagas e, sobretudo, da necessidade de chamamento de novos Defensores Públicos para o Estado. 9. Recurso Extraordinário a que se nega provimento. (RE 837311, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/2015, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-072 DIVULG 15-04-2016 PUBLIC 18-04-2016)

No caso em comento, embora o Edital de concurso tenha estabelecido apenas 35 vagas e notoriamente a impetrante não foi aprovada dentro desse limite, ao longo do prazo de validade do certame foram surgindo inúmeras vagas, seja por conta da desistência de alguns candidatos

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classificados em posição anterior a da impetrante, seja pelo fato de vários servidores ocupantes do mesmo cargo terem sido aposentados, significando dizer que com o passar do tempo foi chegando a vez da impetrante ser nomeada embora a sua classificação tenha sido 295ª, tanto é verdade que no início deste ano de 2016, a própria Administração Pública fez contato com a impetrante através de correio eletrônico ( Id.1e8c115 - pág.02), bem como via ligação telefônica, indagando-a sobre o seu interesse na nomeação para assumir o cargo para o qual foi aprovada no concurso público e em razão da impetrante haver respondido positivamente, foi-lhe solicitado que se submetesse a exames médicos, bem como que enviasse ao Órgão currículo para que a lotação fosse melhor definida.

A impetrante enviou a documentação solicitada, conforme e-mail de Id. 1e8c115 - pág.03, porém, como a nomeação não ocorreu e em face do prazo de validade do concurso estar se aproximando, a impetrante fez contato com o Órgão, tendo recebido informação de que todas as nomeações foram suspensas por prazo indeterminado, face determinação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho - CSJT, o que vem ao encontro do contido nas informações prestadas pela autoridade impetrada à Justiça Federal, conforme acima transcrito.

Na hipótese, o direito líquido e certo da impetrante à nomeação, está devidamente caracterizado, pois, de acordo com o Diário Oficial da Justiça do Trabalho da 11ª Região, datado de 08.01.2016 (Id. 479e4cb - pág.53), foram nomeadas para o cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa ( o mesmo para o qual a impetrante foi aprovada), as candidatas Manuela de Oliveira Andrade e Débora Passos de Sá, respectivamente classificadas em 292ª e 293ª lugares, conforme ordem de classificação de Id. 497644 - Pág. 1/2.

Sucede que a candidata Débora Passos de Sá desistiu da nomeação, a exemplo do candidato subsequente, Pedro Paulo Soares (classificado em 294º lugar), razão pela qual o candidato da vez, ainda segundo a citada ordem de classificação seria a ora impetrante, mas a mesma não foi nomeada visto não haver, no orçamento do Judiciário Nacional, verbas para a realização de novas despesas, conforme se depreende das informações prestadas pela autoridade impetrada.

Como visto no precedente do Supremo Tribunal Federal antes transcrito, há direito subjetivo à nomeação da impetrante no prazo de validade do concurso, tendo em vista ocorrer na hipótese o preenchimento de cargo já existente, a exemplo de vaga, entendendo-se, portanto, resultar da própria necessidade de funcionamento da Administração Pública.

Como se isto não bastasse, através do Id. 0aa867b -pág. 1/3, a impetrante juntou aos autos o Ofício Circular CSJT.GP.SG.CFIN n.º 9/2016, datado de 13.07.2016, autorizando o provimento de cargos efetivos vagos, no âmbito deste Regional, limitado a quantidade especificada no anexo do referido Ofício (no caso em comento, o limite concedido foi de 32 nomeações), isto a partir de

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setembro do ano corrente, o que reforça sobremaneira o reconhecimento do direito líquido e certo da impetrante.

Em verdade, a não nomeação da impetrante caracterizaria desvio de poder por parte da Administração, pois, se no primeiro momento a mesma encontrava-se impossibilitada de fazê-lo por conta da determinação imposta pelo CSJT em razão da falta de verba orçamentária, a partir do citado Ofício Circular CSJT.GP.SG.CFIN n.º 9/2016, esta proibição deixou de existir e como tal a impetrante adquiriu direito subjetivo à nomeação com preferência sobre qualquer outro candidato, restando afastada inclusive a conveniência e oportunidade do provimento do cargo, já que se trata de ato vinculado, não se aplicando à hipótese o princípio da discricionariedade da Administração.

Logo, é de rigor reconhecer o direito da impetrante à nomeação e posse no cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa para o qual foi aprovada no Concurso Público - C074, como consequência do seu direito líquido e certo diante da caracterização da necessidade de prestação do serviço público, caso venha ser considerada apta no exame médico admissional.

Portanto, revogo o despacho de Id.8363146 que indeferiu a liminar requerida, tornando-o sem efeito e CONCEDO A SEGURANÇA determinando à Administração que no prazo de 30 dias promova a nomeação e posse da impetrante no referido cargo, caso a mesma torne-se apta a partir do exame médico admissional.

Concedo gratuidade de justiça à impetrante.

Por fim, defiro o pedido da impetrante (Id. bfa22e4) no sentido de que todas as publicações do processo sejam feitas em nome do advogado LEON CÉZANE DA SILVA JESUS, OAB/AM 10.332.

Ante o exposto, admito a Ação Mandamental, revogo o despacho que indeferiu a liminar requerida e no mérito, CONCEDO A SEGURANÇA para determinar à autoridade coatora que proceda, no prazo de 30 dias, a convocação e nomeação da impetrante no cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa, nos termos da fundamentação.

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Participaram do julgamento os Exmos. Desembargadores do Trabalho e Juiz Convocado: Presidente: ORMY DA CONCEIÇÃO DIAS BENTES; Relator: LAIRTO JOSÉ VELOSO; SOLANGE MARIA SANTIAGO MORAIS, FRANCISCA RITA ALENCAR ALBUQUERQUE, DAVID ALVES DE MELLO JÚNIOR, ELEONORA SAUNIER GONÇALVES, AUDALIPHAL HILDEBRANDO DA SILVA, JORGE ALVARO MARQUES GUEDES, RUTH BARBOSA SAMPAIO, JOSÉ DANTAS DE GÓES, ADILSON MACIEL DANTAS, Titular da 3ª Vara do Trabalho de Manaus, convocado (art. 118 da LOMAN).

Procuradora Regional: Exmª. Drª. FABÍOLA BESSA SALMITO LIMA, Procuradora-Chefe da PRT da 11ª Região.

Obs: Desembargadoras MARIA DAS GRAÇAS ALECRIM MARINHO e MARIA DE FÁTIMA NEVES LOPES - impedidas.

ISSO POSTO,

ACORDAM os Desembargadores do Trabalho do Tribunal Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, por unanimidade de votos, admitir a Ação Mandamental, revogar o despacho que indeferiu a liminar requerida e, no mérito, conceder a segurança para determinar à autoridade coatora que proceda, no prazo de 30 dias, a convocação e nomeação da impetrante no cargo de Técnico Judiciário - Área Administrativa, nos termos da fundamentação. Deferir o pedido da impetrante (Id. bfa22e4) no sentido de que todas as publicações do processo sejam feitas em nome do advogado LEON CÉZANE DA SILVA JESUS, OAB/AM 10.332.

Sala de Sessões, Manaus,14 de setembro de 2016.

Assinado em 15 de setembro de 2016.

VOTOS

LAIRTO JOSÉ VELOSO Desembargador Relator

Voto do(a) Des(a). AUDALIPHAL HILDEBRANDO DA SILVA

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Acompanho o Exmo Relator

Voto do(a) Des(a). SOLANGE MARIA SANTIAGO MORAIS

Acompanho o voto do Desembargador Relator.

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