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FELIPE DE SOUZA DA SILVA

1° QUESTIONÁRIO - Metafísica, Livro IV

1. Para Aristóteles, qual é a principal referência do termo “ser”?


O termo "ser" é usado em vários sentidos, mas com referência a uma ideia central e uma
característica definida, e não apenas como um epíteto comum. Assim, como o termo "saudável"
sempre se relaciona com a saúde (seja como preservação, produção ou indicação ou como
receptivo), "ser" é usado em vários sentidos, mas sempre com referência a um princípio.

2. Em qual cenário se manifesta o mais fundamental princípio do conhecimento?


É aquele em relação ao qual é impossível estar enganado; para tal princípio deve ser tanto (a) o
mais conhecido (para todos os homens podem estar enganados sobre coisas que eles não
sabem), e (b) não-hipotético. Pois um princípio que cada um deve ter e que entende tudo o que
é, não é uma hipótese; e aquilo que cada um deve saber, que sabe de alguma coisa, ele já deve
ter quando chega a um estudo especial. Evidentemente, tal princípio é o mais certo de todos.

3. Qual é a principal característica do Princípio da Não-Contradição?


O mesmo atributo não pode, ao mesmo tempo, pertencer e não pertencer ao mesmo sujeito e no
mesmo sentido - devemos pressupor, para proteger contra objeções dialéticas, quaisquer outras
qualificações que possam ser acrescentadas.

4. À qual campo da ciência cabe investigar as verdades que estão na matemática


chamadas axiomas e a verdadeira realidade?
Pertencem a uma ciência e à ciência do filósofo; pois essas verdades são válidas para tudo o
que é, e não apenas para alguma classe especial. Também, todos os homens os usam, mas
apenas para satisfazer seus propósitos; isto é, na medida em que a classe de coisas às quais suas
manifestações se referem se estende. Portanto, uma vez que essas verdades claramente são
válidas para todas as coisas que existem (pois isso é o que é comum a elas), a investigação
dessas também pertence ao pesquisador que estuda as coisas existentes.
5. Qual é a perspectiva de Aristóteles acerca do relativismo de Protágoras?
Por um lado, se todas as opiniões e aparências forem verdadeiras, todas as declarações devem
ser ao mesmo tempo verdadeiras e falsas. Muitos homens mantêm crenças em que entram em
conflito uns com os outros, e pensam aqueles que se equivocam e que não têm as mesmas
opiniões que eles. Já em outra visão, se é assim, todas as opiniões devem ser verdadeiras; para
aqueles que estão enganados e aqueles que estão certos se opõem um ao outro em suas opiniões;
se, então, a realidade é tal que a visão em questão supõe, tudo estará certo em suas crenças.

6. Como Aristóteles interpreta a noção do julgamento humano?


Para ele é necessário empreender uma investigação sobre o significado do julgamento humano.
Em suas observações são contrapostas duas posições fundamentais, através da afirmação e da
negação, da lógica da falsidade ou da falsidade. Para as contendas dos que seguem Heráclito,
que declaram que tudo está em fluxo e, portanto, afirmam que tudo "é e não é", Aristóteles
contrariou os argumentos que revelam a necessidade de aceitar o Princípio da Não-Contradição
como uma lei fundamental de ambos “ser” e “conhecer”.

7. Como Aristóteles desenvolve o conceito de substância?


Como um princípio de identidade finita delineado por uma lógica de não-contradição. Ele ainda
evidencia como este princípio pode ser operativo quando confrontado com um mundo em
movimento. Aqueles que, confrontados pelas contradições aparentemente intratáveis da
realidade sensível, realmente sentem as dificuldades, e são forçados, como resultado de suas
observações, a negar o Princípio da Não-Contradição.

8. Como se constrói a conclusão de que a realidade sensível é contraditória?


O problema fundamental, afirma Aristóteles, está no fato de acreditarem que se trata de um
processo físico, uma espécie de ressonância síncrona entre o conhecedor individual e o meio
sensível no qual ele se encontra imerso. Ou seja, a dificuldade se dá na dificuldade de entender
como o erro é possível.

9. Como devem ser analisados os axiomas nos estudos filosóficos?


A ciência dos axiomas investiga “ser” como “ser”. Desse modo, os axiomas, quando certas
ciências os estabelecem, afirmam algo universal para todos os seres, sem exceção. Aqueles que
os investigam e os usam são os físicos. Os axiomas devem ser estabelecidos antes de iniciar
qualquer investigação, e não estabelecidos no processo de tal investigação. O filósofo tem de
analisar esses axiomas encontrados nos gêneros e nos princípios, o que resolve a dificuldade
iniciada porque a ciência dos axiomas e da essência é realmente idêntica.

10. Qual é a principal proposição de Aristóteles para a ciência do “ser”?


Uma das proposições que surgem é se a unidade está unida ao ser. Isso seria evidente, uma vez
que o ser não pode ser concebido sem unidade; Por exemplo, as palavras: homem, homem e
homens, os três levantam unidade e ser. Para o resto, a unidade nasce e morre com o ser.

Metafísica, Livro VIII

11. Porque podemos evidenciar que a matéria é uma substância?


Porque em todo processo de mudança entre os contrários há algo subjacente a essas mudanças.
Por exemplo, na mudança de lugar, há algo que está aqui e depois em outro lugar; e na mudança
de tamanho, o que agora é de tal tamanho e depois menor ou maior; e na mudança de qualidade,
aquilo que agora é saudável e depois doente.

12. Qual é a substância das coisas sensíveis?


Se a sua substância é a causa do ser de cada coisa, devemos buscar nessas diferenças a causa
do ser de cada uma dessas coisas. Nenhuma dessas diferenciações é substância, mesmo quando
acoplada à matéria, mas em cada uma delas existe algo análogo à substância; e como em
substâncias o que é predicado da matéria é a atualidade em si, em todas as outras definições
também é o que mais se assemelha à totalidade plena.

13. Qual é o principal tema abordado por Aristóteles no livro VIII?


Uma nova análise de substâncias sensíveis. Em segundo lugar, mostra como tal análise deve
um pouco preocupação a diferença entre o que é substância apenas potencialmente e o que é
substância, na verdade.

14. Como os elementos de uma definição são unificados?


A partir do momento no qual a matéria e forma são uma, como potencialidade para a realidade.
Aristóteles expande sua descrição do papel da realidade e potencialidade. Anteriormente, ele
disse que em uma casa, a forma (abrigo) é a realidade, e a matéria (tijolos), a potencialidade: a
realidade se une à potencialidade quando os tijolos são arrumados de modo a servir ao propósito
de abrigar. O mesmo acontece com a forma e a matéria humanas.
15. O que torna algo que é provável tornar-se verdade?
As duas coisas andam juntas em uma unidade. (Não há causa, exceto talvez o que iniciou a
coisa. A forma de um ser humano e sua matéria são unificadas, e não há outra causa de sua
união, mas o ser tem uma causa - seu pai.)

16. Como a substância de um elemento relaciona-se com seus estados contrários?


Isso ocorre em virtude de seu estado positivo e sua forma em um estado, e em virtude da
privação de seu estado positivo e sua corrupção contrária à sua natureza quando em outro
estado. E todas as coisas que mudam assim entre si devem ser reduzidas à sua matéria. Por
exemplo, se de um cadáver é produzido um animal, o cadáver é primeiro reduzido à sua matéria,
e só então se torna um animal; e o vinagre é primeiro reduzido a água, e só então se torna vinho.

17. Qual é a causa da unidade de definições e números?


Em coisas com várias partes e um todo que não é um mero monte, mas a totalidade além das
partes, há uma causa de unidade; contato, viscidez, etc. é a causa de algumas coisas materiais.
Uma definição é uma fórmula que não é conectada, mas lidando com um objeto.

18. É possível que o nome possa designar a matéria e a forma; ou a probabilidade e a


realidade?
Há algumas coisas que não podem ser concebidas como uma mistura se tentarmos dividi-las,
por exemplo, podemos dizer que existe uma diferença entre homem (mistura de matéria e forma
(e a forma substancial do homem -forma), no entanto, não há diferença entre alma (forma) e
forma substancial de alma (forma).

19. O que é necessário para identificar a forma na matéria?


Para que possamos identificar a forma na matéria, precisamos encontrar a essência de cada ser.
A essência é aquela que não morre e que, apesar das mudanças, persiste na matéria em que se
encontra. Não tem produção porque é pura forma e nem pode ser destruída porque é imortal;
por exemplo, a alma no homem.

20. O que é uma substância sensível?


É a matéria potencial que se apresenta em um sujeito e também como a forma do sujeito no
sentido de separação. Finalmente, também é concebido como o todo da matéria e da forma.
2° QUESTIONÁRIO– A República, de Platão (Livro IV)

1. Quais são as quatro virtudes que o estado ideal possui?


O estado ideal possuirá sabedoria, coragem, moderação (ou autodisciplina) e justiça. Platão, o
grande filósofo da Grécia antiga, distinguia essas quatro virtudes em particular, porque ele era
capaz de extrair sua sabedoria dos ecos dos antigos mistérios. Sob a influência dos antigos
Mistérios, Platão poderia distinguir melhor as virtudes do que os filósofos posteriores e muito
melhor do que os nossos tempos, em que o conhecimento da sabedoria do Mistério se tornou
tão remoto e tão caótico.

2. De quem é a felicidade que o estado ideal procura?


O estado ideal busca a felicidade de todos. Há uma relação entre a estrutura da consciência e a
formação do governo - governo como uma formação social na qual a consciência é projetada.
Assim, uma teoria da mente tendo essencialmente três componentes motivacionais - apetite
pessoal, status social e um interesse "racional" em harmonia - permite a felicidade onde esse
interesse racional domina as escolhas de alguém.

3. Como podemos explicar o desejo de Sócrates de impedir que os trabalhadores da


cidade se tornem ricos?
Sócrates deseja evitar extremos, por isso prefere que os operários não sejam nem ricos nem
pobres. A doutrina aristotélica é às vezes descartada como um erro inútil e desafortunado no
que de outra forma seria - ou talvez, apesar desse lapso, ainda é - um empreendimento que vale
a pena.

4. Por que Sócrates não teme que sua cidade caia na guerra?
Como o estado não será rico, Sócrates prevê que derrotará facilmente os estados preguiçosos e
encontrará facilmente aliados se os procurar. No exemplo de Sócrates, o líder é alguém que
nutre vitórias e guerra em vez de dilemas. Isso se conecta ao argumento de seu interlocutor
sobre a forma de justiça: que aqueles que parecem justos na reputação podem se safar com a
injustiça. Nessa metáfora, se o líder tiver apenas a reputação de manter uma alma governada
pela forma do bem, mas evita secretamente o conhecimento para buscas mais materialistas, ele
levará a cidade à ruína.
5. Que metáfora descreve o estado bem regulado, bem como a mente bem ordenada?
O estado bem regulado e a mente bem regulada estão em boa saúde. A democracia é definida
por uma alma que satisfaz os sentidos e se concentra no prazer acima de tudo. Na cidade,
Sócrates afirma que uma democracia é criada a partir de uma revolução dos drones, “quando
os pobres são perversos, matam ou expulsam os outros, e dão ao resto uma participação igual
na constituição e nos ofícios de governo”. a cidade é cheia de liberdade, mas também reforça a
mediocridade, o que cria uma tendência para aqueles que promulgarem leis serem criticados
além do que é natural ou licenciado. Além disso, Sócrates argumenta que os criminosos andam
com os justos, como eles são livres para fazê-lo dentro de seus direitos, porque em um lugar
onde a tolerância é muito alta, equilíbrio e justiça não podem ser contidos. Da mesma forma,
aquele que exagera seu apetite por coisas físicas continua a apodrecer tanto física quanto
espiritualmente. Alguém com uma alma democrática procura continuamente mais para
preencher um vazio constante e se exaurir no processo.

6. Quais são os três elementos que compõem a alma?


A alma é composta de apetite, paixão e razão. Os apetites incluem todas as nossas miríades de
desejos por vários prazeres, confortos, satisfação física e facilidade física. A parte espirituosa
(paixão), ou de sangue quente, corresponde a parte que fica irritada quando percebe (por
exemplo) uma injustiça sendo feita. Essa é a parte de nós que gosta de enfrentar e superar
grandes desafios, a parte que pode se endurecer diante da adversidade, e que ama vitória,
conquista, desafio e honra. A mente é a parte de nós que pensa, analisa, olha para frente,
racionalmente avalia opções e tenta avaliar o que é melhor e mais verdadeiro no geral.

7. Quem tem permissão para governar no estado ideal?


Somente os Guardiões, que têm ouro dentro deles, poderão governar. De acordo com Sócrates,
os guardiões devem guiar as pessoas e a cidade para a prosperidade e a justiça, porque suas
almas são capazes de temperança e equilíbrio. Essas elites são invulneráveis às tentações e
distrações que levam à injustiça.

8. A que classe o "apetite" corresponde?


As classes trabalhadoras correspondem ao elemento mental do apetite. Os “bronze” são
rotulados como amantes do dinheiro, esforçando-se para comprar as objetos físicos que desejam
para satisfazer seus apetites pelo ganho individual: uma realidade baseada no sentido.
9. Quais são as duas formas da regra que Sócrates considera apropriadas ao estado
ideal?
Sócrates diz que o estado ideal será governado como uma aristocracia ou como um reinado.
Uma verdadeira aristocracia é um governo controlado por líderes cujas almas são movidas pela
forma do bem, criando uma cidade verdadeiramente justa. Se os governantes não tiverem tais
almas, a cidade entrará em colapso. Porque filósofos, que buscam a verdade e a justiça além de
seus sentidos mundanos, são os únicos indivíduos capazes de manter suas almas e, portanto, a
cidade juntos, eles são os líderes da aristocracia.

10. Qual seria a pior coisa que aconteceria no estado ideal?


Seria um membro das classes de prata ou bronze entrar nos Guardiões. Na descrição da cidade
na República, uma hierarquia é apresentada, consistindo de três classes: os trabalhadores, os
auxiliares e os guardiões. Para explicar a hierarquia social aos trabalhadores, cria-se uma
analogia: cada pessoa tem um metal dentro de sua alma, bronze/ferro, prata ou ouro, em
conexão com a classe operária, auxiliar e guardiã, respectivamente. Por meio dessa analogia,
Sócrates cria uma sociedade sem um movimento de classe, enfatizando a especialização do
indivíduo e a permanência das capacidades de cada alma.

A República, de Platão (Livro VIII)

11. Que elemento da sociedade timocrática a define como tal?


A sociedade timocrática recebe esse nome pelo seu amor à honra e glória. O homem timocrata
valorizará as façanhas físicas e será corajoso e ambicioso. Quando jovem, ele pode não se
importar com dinheiro, mas à medida que envelhece, ficará avarento e não poderá manter seu
equilíbrio espiritual. Ele se tornará irracional e não mais no controle de si mesmo.

12. Que desejo Sócrates usa como exemplo de um desnecessário?


Uma dieta luxuosa é descrita como um desejo desnecessário. Desejos desnecessários são
aqueles que podemos treinar para superar (por exemplo, o desejo por itens de luxo e um estilo
de vida decadente). O homem oligárquico é governado por seus desejos necessários, mas seu
filho, o homem democrático, logo é superado por desejos desnecessários.
13. Dos três elementos da personalidade, qual governa o homem timocrático?
O homem timocrático é governado por sua natureza espirituosa. Para garantir que eles sejam
"destemidos e invencíveis diante de qualquer perigo", eles precisarão possuir uma natureza
"espirituosa". Ao mesmo tempo, eles precisarão ser "gentis em suas relações com seu próprio
povo". Sócrates sugere uma analogia questionável com a disposição do cão de raça pura e sua
capacidade de distinguir entre amigo e inimigo.

14. Que desejo domina a sociedade oligárquica?


A sociedade oligárquica é dominada pelo amor ao ganho. A oligarquia é uma sociedade em que
os ricos estão no controle; os ricos são extremamente ricos e os pobres são bastante pobres. Os
ricos não serão capazes de saciar seu desejo por mais e mais riqueza; para eles, o amor ao
dinheiro ultrapassará seu desejo de honra. A antiga timocracia, portanto, declina a oligarquia.

15. Qual é o problema da igualdade estabelecida na sociedade democrática, segundo


Sócrates?
As sociedades democráticas assumem incorretamente que todos os homens são iguais. O
problema com a democracia e a oligarquia é que elas promovem vícios a todas as pessoas (a
liberdade não é uma força restritiva).

16. Sócrates acha que sua sociedade ideal poderia durar para sempre, dadas as
condições certas?
Não. Sócrates acredita que todas as coisas devem decair. Ele discretamente reconhece a
falibilidade da razão humana com uma única sentença, oferecendo uma advertência sobre sua
supremacia, como se quisesse escapar por uma porta dos fundos.

17. Quem Sócrates diz que seria atraído para o manto multicolorido da sociedade
democrática?
Crianças e mulheres achariam esse tipo de ostentação atraente. Sócrates começa a falar sobre
os tipos ruins de governo. É necessário conhecer outros aspectos dessa boa república que
acabaram de criar: eles querem saber como as crianças são educadas e querem saber sobre o
papel das mulheres.
18. Como o regime timocrático trata os membros da classe baixa?
O regime timocrático escraviza as classes mais baixas. Para satisfazer a má facção, os
governantes distribuirão todas as terras e casas da cidade como propriedade privada entre si e
escravizarão os produtores como servos. Eles vão concentrar toda a sua energia em fazer guerra
e proteger contra os produtores escravizados.

19. Que metáfora Sócrates usa para descrever a escravização do seu povo pelo tirania?
A escravização do seu povo pelo tirano é como o parricídio.

20. Por que o tirano tem um grande guarda-costas?


Ele vive em constante medo de ser assassinado. Ficará com medo, precisará de guarda-costas,
construirá um exército particular e taxará os cidadãos para financiar seu exército permanente.
Ele não confiará em ninguém, certamente não em homens de razão ou compaixão. Ele se cercará
de criminosos e, finalmente, fará atos criminosos contra os próprios democratas que o elegeram.
O tirano despoticamente governará seu estado infeliz e temeroso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução Edson Bini. São Paulo, Edipro, 2006.

PLATÃO. A República. Tradução Carlos Alberto Nunes. 3. ed. Belém: EDUFPA, 2000.

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