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INSTITUTO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, IP

EFA Profissional
Técnico de Distribuição

(04/2018)

Coordenação da arrumação da mercadoria em armazém

(UFCD 9055)

Formador:

Trabalho realizado por:


ÍNDICE

1. Princípios gerais da armazenagem (espaço)

Introdução 1

1.1. Utilização do espaço 2,3,4,5

1.2. Conservação do espaço 6

1.3. Limitações do espaço 7

1.4. Acessibilidade 8

1.5. Ordem 9
Introdução

Com este trabalho pretende-se identificar os princípios gerais da


armazenagem em termos de espaço em armazém.
Para a obtenção de dados e informação recorreu-se à pesquisa via
internet.

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1.1. Utilização do espaço

A armazenagem tem como definição a gestão eficaz do espaço


tridimensional de um local adequado e seguro, colocado à disposição para a
armazenagem de mercadorias, que serão movimentadas de forma ágil e
simples, com técnicas compatíveis com as respetivas características,
preservando a sua integridade física e entregando-a a quem de direito, dentro
do prazo determinado.
Quando se fala em ergonomia de espaço, tem de se considerar todas as
necessidades necessárias e ideais para o armazenamento dos produtos.
Para que seja possível uma boa utilização e gestão do espaço é
necessário a realização de um trabalho prévio de planeamento, que engloba a
avaliação da área de armazenagem que será utilizada para guardar os itens,
da existência de efetivas condições físicas e técnicas, observar a natureza,
peso e dimensões unitárias de todos os elementos existentes ou manuseados
dentro do armazém, e o respeito às particularidades de segurança e manuseio
exigidos por lei, por forma a evitar acidentes.
Para um bom planeamento da armazenagem ou acomodação dos
produtos, bem como, a otimização no seu manuseamento, o espaço deve de
ter um layout bem definido e bem estruturado, por forma, a permitir a
maximização da utilização do espaço de armazenamento conjugado com o
nível de serviço prestado, e também com o tipo de produto a ser armazenado.

Quando se fala do layout devem de ser considerados vários fatores:

- Conservação do espaço;
- Limitações do espaço;
- Acessibilidade;
- e Ordem.

Uma adequada utilização do espaço favorece uma flexibilidade


operacional, permitindo que tenha a capacidade de se adaptar aos itens
armazenados, ou seja, permite que o armazém esteja adequado para as

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operações que irá suportar, armazenando o maior número possível de cargas,
permitindo o acesso às máquinas, para sua movimentação e a movimentação
dos funcionários em seu interior.
Ao se utilizar o espaço de uma forma simplificada do fluxo de
armazenagem, i.e., através de um fluxo da carga armazenada de maneira
simples e prática, existe a possibilidade de aumentar a produtividade com o
máximo de agilidade.
A utilização do espaço físico deve ser otimizada, pois, é uma necessidade
básica para tornar a armazenagem o mais eficiente possível, permitindo
funcionar com todo o seu potencial, utilizando o menor consumo de energia e
de custos.
A utilização do espaço físico deve de obedecer a uma ordem pré-
estabelecida, para que seja possível uma sua utilização de forma eficiente e
eficaz.
Deve-se ter em conta a verticalização na armazenagem, i.e., utilizar
estruturas que utilizam de forma adequada tanto a altura quanto a área do
armazém.
O espaço físico do armazém deve de estar adaptado e deve de ser
utilizado, sempre que possível, por elementos ou mecanismos autónomos, pois
a sua utilização durante o processo de armazenagem possibilita uma melhor
relação custo-benefício, inclusive, com menor custo operacional, menor
investimento e menor tempo de retorno nos valores investidos.
Para que seja possível uma utilização eficiente e eficaz do espaço,
durante o processo de armazenagem, deve de haver um controlo sistemático
dos processos, com registo dos recebimentos, controlo do inventário físico,
tempo de armazenamento da carga e tempo de entrega, feito através de
indicadores, para verificar se os métodos aplicados estão sendo eficazes ou
não, e para que, no futuro, seja possível uma implementação de ações ou
medidas corretivas, sempre que necessárias.
O espaço físico de armazenagem deve de ser dotado de sistemas que
possam garantir a segurança tanto das cargas como dos equipamentos, assim

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como, essencialmente, a dos trabalhadores, que devem ter condições físicas e
psicológicas para as suas atividades.
Deve-se ter em consideração os custos para o armazenamento das
cargas, garantindo maior produtividade e maior lucratividade para a empresa, e
para isso, deve-se ter um maior controlo e gestão do espaço de armazenagem,
por forma a evitar, tanto o estacionamento prolongado das cargas e evitar o
risco de obsolência do produto, assim como, a rotatividade de um mesmo
produto específico dentro do armazém, sempre que possível.
O espaço deve de estar adaptado, sempre que possível, em uma única
área de armazenagem, de modo a receber com facilidade, simultâneamente ou
sucessivamente, produtos com diferentes características de movimentação.
Deve-se de otimizar ao máximo os fluxos de entrada e saída, de modo a
obter a maior produtividade possível, sem ocasionar paragens e
congestionamentos.
O espaço deve de estar organizado, e tanto todas as zonas e locais do
armazém, bem como, os locais de armazenamento dos itens, devem de estar
bem identificados e acessíveis, de forma a facilitar e a promover a integração
simultânea do maior número de atividades possível, havendo coordenação
entre todas as operações simultâneas.
Deve de haver um armazenamento técnico e seguro, para possibilitar a
fácil movimentação da maior quantidade possível de mercadorias em uma
única área de armazenagem, observando a resistência estrutural do piso e a
capacidade volumétrica da área.
Deve de existir um planeamento prévio para um conjunto de
procedimentos, direcionados à racionalização dos equipamentos e equipas de
trabalho, por forma a tornar eficiente a utilização do espaço.
Deve de haver aproveitamento dos espaços verticais da melhor maneira
possível, sem perder de vista a segurança na movimentação.
É necessário planear, implantar e acompanhar metodicamente um
adequado sistema com os registos de recebimentos, controlo sobre o
inventário físico de mercadorias, tempos de permanência das cargas

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armazenadas, e entregas, possibilitando a sua identificação e retirada
imediatas, por forma a utilizar o espaço de forma eficiente.
A conjugação de todos estes fatores, descritos neste capítulo, permite
uma maior qualidade dos serviços prestados, além de aumentar a celeridade
dos mesmos.

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1.2. Conservação do espaço

O fator de conservação do espaço vai permitir a utilização de maior


quantidade de produto por metro cúbico, minimizando o honeycombing (baixa
utilização cúbica). Este fator contribui para minimizar o honeycombing através
da armazenagem dos materiais na altura e profundidade apropriadas.
Existe uma relação direta entre o aumento da concentração do espaço e
a flexibilidade, registando-se também um aumento da capacidade de manusear
grandes encomendas.
O honeycombing ocorre também a partir da movimentação incorreta de
materiais do armazém.

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1.3. Limitações do espaço

A utilização do espaço será limitada pela construção do armazém,


considerando as vigas, os detetores de fumos, os sprinklers, o pé-direito,
capacidade de carga do piso, os postes, as colunas, e até mesmo outros
equipamentos inerentes ao edifício relativos a segurança contra incêndios.
Deve-se ter também em consideração a altura de segurança de empilhamento
de materiais. Ao efetuar–se a construção ou remodelação de um espaço para
armazenamento tem que se ter presente a capacidade de carga do piso,
elemento de grande importância para uma estrutura com vários pisos, para que
não existam riscos, e não tenha uma repercussão negativa no armazenamento
de materiais. E tem de se considerar o posicionamento dos postes e colunas
de maneira harmoniosa, de modo a que o armazenamento seja feito de uma
forma compacta em torno da estrutura. Como já foi dito anteriormente, uma das
vertentes a ter em linha de conta são as alturas de segurança de empilhamento
de materiais. Estas estão diretamente relacionadas com o conteúdo e
estabilidade dos mesmos, por isso, é que se o material a ser armazenado tiver
carateristicas frágeis o tipo de armazenamento terá de ser diferente, i.e., para
cada tipo de material tem de existir uma adequada armazenagem, não
descurando nunca a relação com o espaço envolvente e a sua segurança.
Quando se fala em empilhamento e segurança focamos os materiais cujas
carateristicas próprias só permitem o tratamento manual. Nesses casos, a sua
disposição no armazém deve de ser feita de um modo a que os operadores
possam manuseá-los sem dificuldade, em segurança e de uma forma célere.

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1.4. Acessibilidade

A acessibilidade e as limitações de espaço encontram-se relacionadas na


estrutura de um armazém. O enfoque que por vezes é dado na utilização de
espaço origina nalguns casos uma dificuldade no armazenamento dos
materiais. Na construção de um armazém deve-se ter sempre presente o layout
do mesmo, devem existir e fazer-se cumprir os objetivos previamente definidos,
para uma boa acessibilidade aos produtos que irão estar armazenados naquele
local. Quando se fala em acessibilidade consideram-se os corredores por onde
irão passar pessoas, empilhadores, entre outros. Tem que se considerar a
localização de portas, de modo a que, o seu acesso por entre os corredores
seja direto. Pretende-se com esta estrutura ganhar tempo, evitando maiores
dificuldades nas movimentações e perdas de tempo. Os corredores devem de
ser sempre estruturados tendo em conta a sua largura, que deve de ser
criteriosamente definida, tendo em consideração o espaço e o desperdício, i.e.,
têm que ter as dimensões necessárias para que seja possível a movimentação
mas ao mesmo tempo não devem ter desperdício de espaço. Também têm de
ser adaptados ao tipo de equipamento que vai ser utilizado, para que todo o
processo seja eficaz.

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1.5. Ordem

O princípio da ordem salienta o facto de que um bom “warehouse


keeping” começa com a ideia de um “house keeping”. Seguindo o raciocínio
que serve de base ao princípio da ordem, os mesmos corredores que devem
ser construídos considerando a boa acessibilidade e as limitações de espaço,
também devem de ser devidamente identificados com uma sinalética própria
(fita de corredor ou tinta), para que não ocorram situações de intromissão no
espaço definido previamante, como o corredor de acesso, o que iria provocar
uma maior dificuldade por parte dos operadores ao seu acesso.
Os espaços sem material ou espaços vazios devem de ser evitados, logo
estes devem de ser corrigidos.
Por exemplo, se um espaço é projetado para ter 5 paletes e no processo
de armazenamento 1 palete viola o espaço disponibilizado para uma outra
palete, daqui vai resultar um espaço vazio. Devido a isso, apenas 4 paletes
podem ser armazenadas na área previamente projetada para 5 paletes. O
espaço perdido da 5ª palete só será recuperado após toda a área de
armazenagem ter sido esvaziada.