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SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES

E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE

CURSO BÁSICO

1
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1 - Introdução a Segurança do trabalho


2 - Introdução a Segurança com Eletricidade
3 - Introdução a Nova NR-10
4 - Técnicas de Análise de Risco
5 - Bloqueio e Identificação de Energia
6 - Medidas de Controle do Risco Elétrico Conforme
NR10
7 - EPC - Equipamentos de Proteção Coletiva
8 - EPI - Equipamentos de Proteção Individual
9 - Documentação de Instalações Elétricas e Prontuário

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1 – INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO
TRABALHO

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4
5
6
7
4 – SEGURANÇA NO TRABALHO

Pratique a
PREVENÇÃO!

8
2 – INTRODUÇÃO A SEGURANÇA COM
ELETRICIDADE

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Introdução à
Segurança com
Eletricidade
Riscos em Instalações e Serviços em Eletricidade

Risco é a condição existente num processo, com o potencial necessário


para causar danos humanos e materiais ou redução da capacidade para
executar uma atividade programada.

Especialistas de diversos países têm estudado detidamente os efeitos da


passagem da corrente elétrica pelo corpo humano. As conclusões a que
chegaram eminentes cientistas e pesquisadores, através de experiências
feitas com seres humanos e com animais, foram utilizadas pela IEC em sua
Publicação nº. 479-1, “Effects of current passing through the human body”,
de 1984. É nesse documento que se baseiam as principais normas
internacionais de instalações elétricas, inclusive a nossa NBR5410, nas
partes que tratam da proteção das pessoas e dos animais domésticos
contra os choques elétricos.
Podem ser caracterizados quatro fenômenos patológicos críticos: a
tetanização, a parada respiratória, as queimaduras e a fibrilação ventricular.
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Introdução à
Segurança com
Eletricidade

Uma grande parte das causas de acidentes com eletricidade está


associada ao comportamento humano, através de atos inseguros,
ou ao desconhecimento do risco em si e de suas conseqüências,
principalmente quando se trata de baixas tensões.

Por isso, torna-se extremamente necessária a divulgação das


informações, tanto sobre o risco inerente quanto sobre as causas e
conseqüências dos acidentes envolvendo a eletricidade.

Deve-se partir do princípio real de que as pessoas não acreditam


que a eletricidade representa um grande risco. A ausência de um
fator que venha a sensibilizar os sentidos (pois a eletricidade é
invisível, não tem cheiro, não apresenta movimentos perceptíveis),
contribui muito para o descrédito quanto aos riscos que envolvem
esse tipo de energia.

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Introdução à
Segurança com
Eletricidade

No entanto, constantemente, as atividades inerentes a um eletricista


são executadas por leigos, profissionais de outras áreas de
formação, curiosos, etc., que apenas sabem ligar dois ou mais fios
de forma a energizar um equipamento, sem aplicar as normas
técnicas básicas para que o serviço seja feito com a necessária
segurança.

Além das normas dirigidas à execução das instalações elétricas, são


necessários diversos cuidados em relação às pessoas que vão
utilizar-se dessas instalações, pois as ligações inadequadas podem,
também, causar curtos-circuitos ou trazer outras conseqüências que,
normalmente, levam a grandes prejuízos materiais e humanos.

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Introdução à
Segurança com
Eletricidade

Segundo as estatísticas, o número de acidentes com


lesões devidas ao contato com eletricidade é
relativamente pequeno se comparado com o quadro
geral de acidentes.

No entanto, a porcentagem de óbitos devidos a


queimaduras e paradas cardiopulmonares (fibrilação
ventricular) é, talvez, a maior do quadro de acidentes de
trabalho, cerca de 18% do total de óbitos.

Isso mostra que, embora os acidentes devidos ao


contato com eletricidade não sejam os de maior
ocorrência, são os que trazem as
consequências mais graves. 13
Introdução à
Segurança com
Eletricidade

Circuito ou equipamento energizado

Essa circunstância é a principal responsável pela grande maioria


dos acidentes envolvendo a eletricidade. A exposição à energia
elétrica, que tem como conseqüência o choque elétrico e o curto-
circuito, que pode provocar vários tipos de danos como incêndios,
perda de equipamentos, etc., ocorre nas condições de circuitos e/ ou
equipamentos energizados.

Aqui, consideram-se tanto a energização direta, ou seja, circuitos


ou equipamentos ligados diretamente nas fontes de energia, quanto
a indireta, devido à indução eletromagnética.

Para melhor entendimento, consideram-se energizados os circuitos


e/ou equipamentos que se encontram sob potencial diferente
do potencial de terra.
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Introdução à
Segurança com
Eletricidade Campo Eletromagnético

O que acontece quando alguém é exposto a CEM?


Campos elétricos de baixas-freqüências influenciam a
distribuição de cargas elétricas na superfície dos tecidos condutores
e causam um fluxo de corrente elétrica no corpo.
Campos magnéticos de baixas-freqüências induzem correntes
circulantes dentro do corpo humano. A intensidade dessas correntes
induzidas depende da intensidade do campo magnético externo e do
comprimento do percurso através do qual a corrente flui. Quando
suficientemente intensas essas correntes podem causar o estímulo
de nervos e músculos.

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Introdução à
Segurança com
Eletricidade
Campo Eletromagnético

Efeitos de Curta Duração

Existem efeitos biológicos estabelecidos devido à


exposição aguda a altos níveis, bem acima de 100 µT (o
campo em baixo de LTs é de geralmente 20uT) que são
explicados por mecanismos biofísicos. Campos
magnéticos de extra baixa freqüência externos induzem
campos elétricos e correntes no corpo, os quais, se
forem de intensidade muito alta, causam estimulação de
nervos e músculos e mudanças na excitabilidade de
células nervosas do sistema nervoso central.

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Introdução à
Segurança com
Eletricidade
Campo Eletromagnético

Efeitos de Curta Duração

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Introdução à
Segurança com
Eletricidade
Campo Eletromagnético

Efeitos potenciais de longo prazo

Já citado em monografia como possível causador de


leucemia, mas esta hipótese foi descartada devido a
metodologia “incorreta” deste estudo.
Atualmente, a IEEE e demais órgãos relacionados a
pesquisas consideram que a evidência científica
relacionada com possíveis efeitos sobre a saúde para
exposição de longa duração a baixos níveis de campos
ELF é insuficiente para justificar a redução destes
limites quantitativos de exposição.

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Introdução à
Segurança com
Eletricidade
Descargas atmosféricas

As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas


linhas de transmissão e redes de distribuição de energia elétrica,
além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por
elas e submeterem pessoas e animais a riscos de morte.

As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam


a centenas de kV nas LTs e RDs das concessionárias de energia
elétrica,
obrigando a utilização de cabos-guarda ao longo das linhas de
tensões mais elevadas e
pára-raios a resistor não-linear, para a proteção de equipamentos e
cabos
subterrâneos instalados nesses sistemas.

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Introdução à
Segurança com
Eletricidade Carga estática

O fenômeno da geração da eletricidade estática é bastante simples na


sua concepção. É um fenômeno de superfície, associado ao contato e
posterior separação de duas superfícies.

Há exemplos bastante significativos nos quais o surgimento de


descargas por eletricidade estática pode gerar sérios acidentes como
explosões, incêndios, choques elétricos, etc.

A eletrização, devido à tendência de certos tipos de material em receber


ou doar elétrons, pode ocorrer, em síntese, quando são atritados dois
objetos.

A umidade relativa do ar também possui um significado importante na


prevenção de acidentes. Em ambientes onde a umidade relativa do ar é
baixa, torna-se maior o risco, pois o valor da tensão eletrostática pode
atingir níveis elevados, já que a rigidez dielétrica do ar seco é muito
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grande.
Introdução à
Segurança com Eletricidade
Seguem-se alguns exemplos:

1) Deve-se destacar que o corpo humano é condutor de


eletricidade e, em atmosferas de baixa umidade relativa,
pode acumular cargas eletrostáticas, resultando em
tensões de alguns kV.

Essas cargas resultam do atrito dos sapatos com o piso e do ar


com o corpo humano, além do contato, por exemplo, com
vários tipos de operações industriais, embora, na maioria das
vezes, os sapatos e as roupas reúnam condições de dissipar
as cargas eletrostáticas instantaneamente.

Um homem carregado eletrostaticamente pode provocar


explosões, desde que provoque o faiscamento pela
aproximação com partes metálicas com diferença de
potencial suficiente, num ambiente contendo mistura
explosiva numa concentração entre seu limite superior e
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inferior de expIosividade.
Introdução à
Segurança com
Eletricidade

2) Máquinas de fiação e tecelagem (atrito dos fios ou


dos tecidos em movimento com partes das máquinas),
impressoras de jornais (rotativas), etc. são grandes
geradoras de cargas estáticas;

3) Longas linhas de transmissão desligadas e não-


aterradas podem acumular grande quantidade de carga
eletrostática pela ação dos ventos em seus
condutores.
A intensidade de carga acumulada depende de uma
série de fatores, tais corno o comprimento da LT,
velocidade do vento, direção do vento em relação à LT,
umidade relativa do ar, etc.
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Introdução à
Segurança com
Eletricidade

Gradiente de potencial - Tensão de passo/tensão de toque

Na ocorrência de surtos e/ou defeitos no sistema elétrico (curtos-


circuitos fase-terra, desequilíbrio de malha, etc.) ou por indução
eletro-magnética em estruturas metálicas aterradas, pode surgir
uma elevação de potencial nos pontos de aterramento, ou de
energização para a terra, de tal forma que partes diferentes da
superfície do solo encontrem-se sob potenciais diferentes em
relação a um terra de referência (por exemplo, a haste de
aterramento).

Quando um ponto de um circuito energizado é aterrado, devido a


defeito nas instalações, queda de condutos ao solo, falha de
equipamento, etc., surgem, em torno desse ponto, superfícies
equipotenciais concêntricas dispostas em valores decrescentes de
potencial, a partir do ponto de contato com o solo (aterramento).
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Introdução à
Segurança com
Eletricidade

Essa situação faz com que surjam as tensões de passo, ou seja,


uma diferença de potencial entre os dois pontos da superfície da
terra situados a uma distância correspondente a um passo de uma
pessoa, e que podem dar origem à circulação de uma corrente
através das pernas de um indivíduo ao caminhar.

Caso idêntico ocorre quando uma pessoa toca numa estrutura


aterrada posicionada numa área com gradiente de potencial.
Nesse caso, o indivíduo está submetido a uma tensão
denominada de toque, que pode proporcionar choque elétrico
pela circulação de corrente entre o ponto de contato (normalmente,
mão ou braço) na estrutura e o ponto de contato no solo (pés),
através do seu organismo.

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TENSÃO DE TOQUE

TENSÃO DE PASSO
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CHOQUE
ELÉTRICO

É uma perturbação acidental que se


manifesta no organismo humano,
quando percorrido por uma corrente elétrica.

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A RESISTÊNCIA
DO CORPO HUMANO

Ri1 ≅ 200 Ω
INTERNA

≅ 500 Ω

Rit ≅ 500 Ω
Ri3 ≅ 100 Ω
EXTERNA
Ri2 ≅ 200 Ω
pele úmida

≅0Ω

pele seca

≅ de 1000 a 2000 Ω 27
TENSÃO RESIDENCIAL
DE 110 V
Calculemos a quantidade de corrente
que pode transitar pelo corpo humano:
E
I=
R

R = Resistência (Ω)
E E = Tensão (V)
I = Intensidade de corrente (A)

R I Ω = ohm.
V = Volt.
A = Ampére.
COM A PELE SECA
Rt = RC + RH = 2000 + 500 = 2500 Ω COM A PELE ÚMIDA
Rt = RC + RH = 0 + 500 = 500 Ω
E 127
I= = = 0,254A ou 254mA
I = E = 127 = 0,0508A ou 50mA R 500
R 2500
C = contato
H = humano 28
OS RISCOS MAIS CASUAIS
1. Superfície energizadas:

a) Carcaça de motores.
b) Aparelhos eletrodomésticos.
c) Luminárias energizadas.
d) Torneiras e chuveiros.
e) Cercas, grades e muros.
f) Caixas de controle de medição de energia.

2. Fios e cabos com isolamento deficiente:

a) Isolamento com defeito de fábrica.


b) Isolamento velho e partido.
c) Isolamento danificado por objetos pesados.
d) Isolamento rompido por roedores.
e) Isolamento super aquecido.

3. Fios e cabos energizados caídos no chão. 29


OS RISCOS MAIS CASUAIS

4. Redes aéreas energizadas:

a) Construção em baixo das linhas.


b) Sacadas próximas das redes.
c) Podas de árvores.
d) Antenas, guindastes, basculantes,
e) Empinar papagaios (linha met. e dias chuvosos).
f) Bambus e outros objetos longos.

5. Redes aéreas desenergizadas:

a) Residual capacitivo.
b) Gerador particular.
c) Alimentação através da BT via transformador.
d) Efeitos da indução de outras linhas que passam bem
próximas.
e) Energizamento através de manobras incorretas.
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Introdução à
Segurança com
Percurso da Corrente no Corpo
Eletricidade

Percurso 1
Quando o choque fica limitado a, por
exemplo, dois dedos de uma mesma mão,
não há risco de morte, mas a vítima pode
sofrer queimaduras ou perder os dedos.

Percurso 2
A corrente entra por uma das
mãos e sai pela outra,
percorrendo o tórax. É um dos
percursos mais perigosos.
Dependendo da intensidade de
corrente, pode ocasionar parada
cardíaca.
Percurso 3
A corrente entra por uma
das mãos e sai por um dos
pés. Percorre parte do Percurso 4
tórax, centros nervosos, A corrente vai de um pé
diafragma. Dependendo da a outro, através de
intensidade da corrente coxas, pernas e
produzirá asfixia e abdômen. O perigo é
fibrilação ventricular e, menor que nos dois
consequentemente, casos anteriores, mas a
parada cardíaca. vítima pode sofrer
perturbações dos órgãos
abdominais e músculos. 31
F F

F N

Os perigos do choque elétrico


podem ser mais danosos ainda,
desde que a corrente passe
a transitar com maior
intensidade pelo coração.
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OS EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO
VARIAM CONFORME AS
CIRCUNSTÂNCIA.
1

natureza
8 2
cc - ca
Duração nível de
do choque frequência

Condições
Taxa de álcool organicas e Tipo de
7 no sangue psiquicas da contato 3
pessoa
Resistência Isolamento
do corpo do corpo
Intensidade
6 da corrente 4

5
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A INFLUENCIA DA FREQÜÊNCIA

Sabe-se que a periculosidade da corrente


diminui com o aumento da freqüência. O
fato é explicado pela tendência da alta
freqüência de caminhar pela parte externa
do corpo humano não afetando órgãos
internos. Este fenômeno é chamado de
efeito Skin.

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E s ta d o
In te n s id a d e P e r tu r b a ç õ e s p o s s ív e l S a lv a - R e s u lta d o
d a c o r r e n te p o s s ív e is d u r a n t e o d a v ít im a m e n to fin a l m a is
a lte r n a d a c o n ta to a p ó s o p ro vá ve l
c o n ta to
N enhum a. A penas um a
0 ,5 a 1 m A le v e s e n s a ç ã o d e N o rm a l N o rm a l
f o r m ig a m e n to .

S e n s a ç ã o c a d a v e z m a is
d e s a g r a d á v e l a m e d id a
q u e a in t e n s id a d e N o rm a l N o rm a l
1 ,1 a 9 m A a u m e n ta .
H á p o s s ib ilid a d e d e
c o n tr a ç õ e s m u s c u la r e s .

S e n s a ç ã o d o lo r o s a .
P o d e h a v e r c o n tra ç õ e s
10 a 20 m A m u s c u la r e s e p o s s ív e l M o rte R e s p ir a ç ã o R e s ta b e le c i-
a s f ix ia c o m p e r t u r b a ç õ e s a p a re n te a r tific ia l m e n to
n a c ir c u la ç ã o s a n g u ín e a .

S e n s a ç ã o in s u p o r tá v e l
c o m c o n t r a ç õ e s v io le n ta s . R e s ta b e le c i-
A s fix ia . P e r t u r b a ç õ e s M o rte R e s p ir a ç ã o m e n to o u
21 a 100 m A c ir c u la tó r ia s g r a v e s c o m a p a re n te a r tific ia l m o rte
p o s s ib ilid a d e d e fib r ila ç ã o dependendo
v e n tr ic u la r . d o te m p o

A s fix ia im e d ia ta .
F ib r ila ç ã o v e n tr ic u la r e
a lte r a ç õ e s m u s c u la r e s , M o rte M u it o d if íc il M o rte
A c im a d e m u ita s v e z e s a p a re n te .
100 m A acom panhadas de
q u e im a d u r a s .

A s fix ia im e d ia ta . P a r a lis ia
P r ó x im o d e d o s c e n tro s n e rv o s o s c o m M o rte P r a tic a m e n te
1000 m A p o s s í v e l d e s tr u iç ã o d e a p a re n te im p o s s í v e l M o rte
t e c id o s e q u e im a d u r a s o u im e d ia t a 35
g ra v e s .
VOCÊ SABIA?

A corrente que passa por uma lampada


incandescente de 60 W em 120 V
é 500 mA.

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Efeitos da corrente sobre o corpo humano
X DR

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3 – INTRODUÇÃO A NOVA NR
NR--10

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4 – TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO

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TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO
Técnicas Forma de Análise Fase de Benefícios Observações e
e Resultados Utilização no características
Sistema
Série de Riscos Qualitativa Todas Análise de acidentes- Análise de
(SR) Análise “A priori” seqüências de
fatos e sua
prevenção
Análise Preliminar Qualitativa Projeto e Análise de riscos e medidas Útil em qualquer
de Riscos (APR) desenvolvimento preventivas antes da fase fase como
inicial operacional “Check” de riscos
em geral
Análise de Modos Qualitativa e Todas Análise e prevenção de De grande
de Falha e Efeitos Quantitativa riscos associados com utilidade para a
(FMEA) equipamentos – associação
Confiabilidade “manutenção –
prevenção de
acidentes”
Técnicas de Qualitativa Todas Detecção de incidentes Aplicabilidade
Incidentes críticos (riscos) simples e
Críticos (TIC) flexibilidade
Análise de Qualitativa e Todas Análise e prevenção de A maior parte dos
Árvores de falha Quantitativa qualquer evento indesejável benefícios pode
(AAF) – determinação de ser conseguida
probabilidades de apenas com a
ocorrências análise qualitativa

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ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS
-Tipo: Análise inicial, qualitativa.

-Aplicação: Fase de projeto ou de qualquer novo processo,


produto ou sistema.

-Objetivos: Determinação de riscos e medidas preventivas


antes da fase operacional.

-Princípios/Metodologia: Revisão geral de aspectos de


segurança através de um formato padrão, levantando-se
causas e efeitos de cada risco, medidas de prevenção
ou correção e categorizando-se os riscos para
priorização de ações.

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ETAPAS BÁSICAS NA “APR”
1- Rever problemas conhecidos (experiência passada).

2- Revisar a missão objetivos, exigências, funções,


procedimentos, ambientes.

3- Determinar os riscos principais.

4- Determinar os riscos iniciais e contribuintes.

5- Revisar os meios de eliminação ou controle dos riscos.

6- Analisar os métodos de restrição de danos.

7- Indicar quem levará a cabo as ações corretivas (responsáveis


pelas ações corretivas).

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ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS

Identificação____________________________________ Data: __/__/__


Folha:__/__
Risco Causa Efeito Categoria Medidas Responsável
Risco Preventiva
Corretivas

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CATEGORIAS DE RISCO
Categoria Nome Caracteristicas
I Desprezível -Não degrada o sistema, nem seu
funcionamento
-Não ameaça os recursos humanos
II Marginal/ Limítrofe -Degradação moderada/ Danos menores
-Não causa lesões
-É compensável ou controlável
III Crítica -Degradação crítica
-Lesões
-Dano substancial
-Coloca o sistema em risco e necessita
ações corretivas imediatas para sua
continuidade e recursos humanos envolvidos
IV Catastrófica -Séria degradação do sistema
-Perda do sistema
-Morte e lesões
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ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS

Serviço de instalação telefônica em altura e em caixa subterrânea

Risco Causa Efeito Cat. Medidas Preventivas


Risco

Alta Voltagem -Contato com equip. de outra -Choque Elétrico IV -Treinamento


concessionária -Queimadura -Supervisão
-Raios Grave -Uso do EPI
-Morte -Aterramento adequado
Queda da Escada -Falta de amarração da -Lesão IV -Supervisão
escada -Fratura -Uso do EPI
-Não utilização de EPI (cinto) -Morte -Treinamento
Agentes Químicos Vazamento de -Mal estar IV -Uso de detectores de
(entrada em caixas concessionária de -Lesão gases
subterrânea gás/esgotos -Morte -Supervisão
-Animais em decomposição -Ventilação
Explosão na caixa -Presença de misturas -Queimaduras IV -Uso de detector de
subterrânea explosivas e fontes de grave explosividade
ignição -Fratura -Ventilação
-Morte -Supervisão

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ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS

Serviço de instalação telefônica em altura e em caixa subterrânea


Risco Causa Efeito Cat. Medidas Preventivas
Risco

-Atropelamento -Sinalização ineficiente -Lesão IV -Treinamento


-Falta de Atenção -Fratura -Sinalização adequada
-Morte
-Acidentes com -Inabilidade -Lesão IV -Incentivo para reduzir
veículos -Falta de atenção dos -Fratura acidentes com veículos
motoristas -Morte -Manutenção preventiva
-Veículo em má condição de -Treinamento
manutenção
-Maçarico -Inabilidade -Queimadura nas III -Treinamento
-Falta de atenção mãos ou corpo -Manutenção
-Má condição de
manutenção

71
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS

Elaborar APR para:

a- Troca de lâmpada com altura de 1,98m.


b- Troca de lâmpada com altura de 6,0m.
c- Troca de fusível NH com painel energizado.
d- Limpeza no interior da subestação (sela do trafo).
e- Passar e ligar cabo (da carga ao disjuntor) em painel
energizado.

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5 – BLOQUEIO E IDENTIFICAÇÃO DE
ENERGIA
LOCKOUT--TAGOUT
LOCKOUT

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TRABALHOS EM PRESENÇA
DE ELETRICIDADE
OK! PODE
LIGAR A
ENERGIA

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6 – Medidas de Controle do Risco Elétrico
SEGUNDO NR10

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Tipo de Aterramento

Na classificação dos esquemas de aterramento é


utilizada uma simbologia padrão, onde a primeira letra
indica a situação da alimentação em relação à terra:
•T = um ponto diretamente aterrado;
•I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou
aterramento de um ponto através de impedância.
Já a segunda letra indica a situação das massas da
instalação elétrica em relação à terra:
•T = massas diretamente aterradas, independentemente do
aterramento eventual de um ponto da alimentação;
•N = massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado (em
corrente alternada, o ponto aterrado é normalmente o ponto
neutro);

93
Tipo de Aterramento

E outras letras (eventuais) indicam a


disposição do condutor neutro e do condutor de
proteção:
•S = funções de neutro e de proteção asseguradas
por condutores distintos;
C = funções de neutro e de proteção combinadas
em um único condutor (condutor PEN).

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Tipo de Aterramento TN-S

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Tipo de Aterramento TN-C e TN-CS

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Tipo de Aterramento TT

O esquema TT possui um ponto da alimentação


diretamente aterrado, estando as massas da instalação
ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente
distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação.

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Tipo de Aterramento IT

No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou


um ponto da alimentação é aterrado através de impedância

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Seção do Condutor Neutro em circuitos
trifásicos

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109
110
111
112
-
NR 10

10.8 - HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DOS


TRABALHADORES.

10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão


de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.

10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador


previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.

10.8.3 É considerado trabalhador capacitado o que atenda às seguintes


condições, simultaneamente:
a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional
habilitado e autorizado; e
b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.

10.8.3.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas


condições estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável
pela capacitação.

10.8.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou


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capacitados e os profissionais habilitados, com anuência formal da empresa.
10.8.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a
qualquer tempo conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador,
conforme o item 10.8.4.

10.8.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem


ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da
empresa.

10.8.7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser


submetidos a exame de saúde compatível com as atividades a serem
desenvolvidas, realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu
prontuário médico.

10.8.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem


possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da
energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em
instalações elétricas, de acordo com o estabelecido no Anexo II desta NR.

10.8.8.1 A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores


capacitados ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham
participado com avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos
constantes do ANEXO II desta NR.
114
10.8.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre
que ocorrer alguma das situações a seguir:

a) troca de função ou mudança de empresa;


b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por período superior a três
meses; e
c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos,
processos e organização do trabalho.

10.8.8.3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de


reciclagem destinados ao atendimento das alíneas “a”, “b” e “c” do item 10.8.8.2
devem atender as necessidades da situação que o motivou.

10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de


treinamento especifico de acordo com risco envolvido.

10.8.9 Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações


elétricas desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada,
conforme define esta NR, devem ser instruídos formalmente com
conhecimentos que permitam identificar e avaliar seus possíveis riscos e adotar
as precauções cabíveis.
115
8 – Normas Técnicas Brasileiras

116
117
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130
7 - EPC
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA
131
EPC
Definição

SÃO DISPOSITIVOS, SISTEMAS FIXOS


OU MÓVEIS DE ABRANGÊNCIA
COLETIVA, COM A FINALIDADE DE
SINALIZAR, ELIMINAR OU DIMINUIR O
RISCO, SALVAGUARDANDO A
INTEGRIDADE FÍSICA E A SAÚDE
DOS TRABALHADORES, USUÁRIOS E
TERCEIROS.
132
EPC
EXEMPLOS:

 EQUIPAMENTOS DE EXAUSTÃO E VENTILAÇÃO


LOCALIZADA;
 CHUVEIRO DE EMERGÊNCIA E LAVA-OLHOS;
 SISTEMAS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO;
 ENCLAUSURAMENTO CONTRA RUÍDO DE MÁQUINAS (EX:
CENTRÍFUGAS, PRENSAS, INJETORAS, ETC.);
 PROTETORES DE PARTES MÓVEIS DE MÁQUINAS;
 COMANDOS BIMANUAIS DE EQUIPAMENTOS DIVERSOS;
 CORTINAS DE LUZ E DE AR;
 SENSORES DE PRESENÇA;
 SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA;
 DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO (CHAVES FUSÍVEIS E
CHAVES FACA); ETC.

133
VANTAGENS DO EPC

• Menor custo a médio e longo prazo;


• Atinge todos trabalhadores expostos direta
ou indiretamente ao risco;
• Independe da vontade do pessoal exposto
em utilizar ou não;
• Maior facilidade e controle da manutenção;
• Desde que bem aplicado, não exige
fiscalização de uso;
• Reduz taxas do INSS e seguro;
• Redução de processos trabalhistas;
134
Tapetes de borracha
ACESSÓRIO UTILIZADO
PRINCIPALMENTE EM
SUBESTAÇÕES E CABINES
PRIMÁRIAS COM A
FINALIDADE DE ISOLAR
CONTRA CONTATOS
INDIRETOS, MINIMIZANDO
ASSIM AS CONSEQÜÊNCIAS
POR UMA FALHA DE
ISOLAÇÃO DOS
EQUIPAMENTOS.
Vara de manobra
SÃO DISPOSITIVOS
UTILIZADOS PARA
EXECUÇÃO DE
TRABALHOS EM LINHA
VIVA E OPERAÇÕES COM
EQUIPAMENTOS E
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS
ENERGIZADAS OU
DESENERGIZADAS COM
POSSIBILIDADE DE
ENERGIZAÇÃO
ACIDENTAL.
Vara de manobra

TELESCÓPICA
NÃO NECESSITA DO
USO DE ESCADA
PARA ESTRUTURAS,
TAIS COMO POSTES.
Bastão e vara de manobra

138
Bastão e Vara de manobra
LOCAL DE GUARDA EM SUBESTAÇÃO

139
Bastões de manobra
AUXILIAM EM SERVIÇOS DIVERSOS
Aterramento temporário
CONJUNTO DE ATERRAMENTO
TEMPORÁRIO UTILIZADO PARA EVITAR
ENERGIZAÇÃO ACIDENTAL DA REDE
ENERGIZADA
Aterramento temporário

PARA USO EM PAINÉIS ELÉTRICOS

142
Detector de tensão
SÃO EMPREGADOS PARA VERIFICAÇÃO DE AUSÊNCIA
DE TENSÃO NOS CIRCUITOS ELÉTRICOS.
Dispositivos de bloqueio

SÃO UTILIZADOS
PARA EVITAR
ACIONAMENTO
DO
EQUIPAMENTO
DE MANOBRA DE
FORMA NÃO
AUTORIZADA
Dispositivos de bloqueio
Dispositivos de bloqueio
Cartões de travamento

SÃO UTILIZADAS PARA


ADVERTIR AS PESSOAS
SOBRE A SITUAÇÃO
OPERACIONAL DOS
EQUIPAMENTOS DE
MANOBRA, VISANDO ASSIM
A PROTEÇÃO DAS PESSOAS
QUE ESTEJAM
TRABALHANDO NO
CIRCUITO E AS PESSOAS
QUE VENHAM A MANOBRAR
OS SISTEMAS ELÉTRICOS.
Dispositivos de sinalização

CONES, FITA ZEBRADA, PEDESTAL,


CORRENTES E CORDAS PARA PEDESTAL,
COLETES REFLETIVOS, TINTA DE
SINALIZAÇÃO,PLACAS DE SINALIZAÇÃO,
FITA DE DEMARCAÇÃO E ANTI-DERRAPANTE,
ETC.
SEDA, NYLON, POLYESTER, POLIPROPILENO,
ALGODÃO, RAION, SISAL, ETC.

148
Cones, fitas e grades

149
Placas de sinalização
SÃO UTILIZADAS PARA SINALIZAR SOBRE OS
RISCOS OU SITUAÇÕES DE PERIGOS EXISTENTES,
PROIBIÇÃO DE ACESSO E CUIDADOS QUE SEJAM
NECESSÁRIOS.
Dispositivo de isolação

151
Escadas em fibra de vidro

DE ABRIR SIMPLES

152
Escada em fibra de vidro
DE EXTENSÃO

PARA USO EM VEÍCULO


153
Escadas em madeira
COM PÉS ANTI-DERRAPANTES:
EXTENSÍVEL SINGELA
AMERICANA
SIMPLES AMERICANA
DUPLA

154
Escadas em madeira

155
156
Cestos aéreos em fibra

COM BRAÇO ISOLANTE

MONTADO EM
CAMINHÃO MUNCK

157
Andaime isolante (em fibra)
COM GUARDA CORPO

158
Testes de isolação
CONFORME O ITEM 10.7.8 DA NR-10 PELO
MENOS ANUALMENTE DEVERÃO SER
TESTADOS:

 VARAS E BASTÕES DE MANOBRA;


 ESCADAS ISOLANTES; E
 ANDAIMES MODULAR ISOLADO

159
8 - EPI
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
160
EPI
DEFINIÇÃO (CONCEITO LEGAL)

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL É


TODO DISPOSITIVO OU PRODUTO, DE USO
INDIVIDUAL, UTILIZADO PELO TRABALHADOR,
DESTINADO A PROTEÇÃO DE RISCOS
SUSCETÍVEIS DE AMEAÇAR A SEGURANÇA E A
SAÚDE NO TRABALHO.

161
EXEMPLOS EPI
 CAPACETE;
 ÓCULOS DE PROTEÇÃO;
 LUVAS;
 CALÇADOS DE SEGURANÇA;
 CINTOS DE SEGURANÇA;
 MÁSCARAS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA;
 PROTETOR AURICULAR;
 VESTIMENTAS DE TRABALHO (ESPECIAIS);
 CREME PROTETOR SOLAR;
 CAPA DE CHUVA; ETC.

162
NR--6 (EPI)
NR
6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos
empregados, gratuitamente, EPI adequado ao
risco, em perfeito estado de conservação e
funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) sempre que as medidas de ordem geral não


ofereçam completa proteção contra os riscos de
acidentes do trabalho ou de doenças
profissionais e do trabalho;

b) enquanto as medidas de proteção coletiva


estiverem sendo implantadas; e,

c) para atender a situações de emergência.

163
NR--6 (EPI)
NR
6.6 Cabe ao empregador
6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI :

a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

b) exigir seu uso;

c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional


competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e


conservação;

e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,

g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.


164
165
Certificados
• C.A. – Certificado de Aprovação:
É um certificado expedido pelo MTE, que
comprova a eficiência do equipamento na
proteção oferecida. Portanto todo EPI deve
obrigatoriamente, possuir o C.A.

• CRF – Certificado de Registro de Fabricante:


É um certificado expedido pelo MTE, com o
objetivo de cadastrar fabricantes de EPI.

• CRI – Certificado de Registro de Importação:


É um certificado expedido pelo MTE, que
regula a importação de EPI.
166
C.A.
• O SINMETRO – Sistema Nacional de
Metrologia Normalização e Qualidade
Industrial é:

 o gestor do processo de garantia de


qualidade e segurança dos EPIs
comercializados no Brasil.

 quem homologará o órgão (ex.:


FUNDACENTRO), com os instrumentos a
serem utilizados nos ensaios de EPIs, que
deverão possuir os certificados de aferição
dentro do prazo de validade.
167
C.A.
• O MTE é responsável pela:

avaliação
avaliação do EPI e emissão do seu
respectivo C.A., seja ele de fabricação
nacional ou estrangeira;

disponibilizar as informações pertinentes


ao EPI, vinculada ao n.º do C.A..
Obs.: estas informações constam no site:
www.mte.gov.br

168
C.A.
• Conforme a NR-6, no item 6.9, o MTE, têm
como responsabilidade:

 Estabelecer os prazos de validade do C.A.,


mediante justificativa (item 6.9.2);
 Registro do C.A. e outras características de
forma indelével no EPI (item 6.9.3);
 Na impossibilidade do item anterior,
autorizar forma alternativa do registro do
C.A. no EPI (item 6.9.3.1);
169
C.A.

170
Recibo de entrega
 Ao fornecer um EPI, ao empregado deve ser efetuado o
registro formal desta entrega.

De que forma?

Preparar um formulário com no mínimo os seguintes dados:

 Nome da empresa / endereço completo


 Data de entrega do EPI
 Tipo do EPI e respectivo número do CA
 Nome completo do empregado e seu n.º de registro
(matrícula) na empresa
 Assinatura do empregado

NOTA: este recibo de entrega de EPI deve constar do


prontuário do empregado!!!

171
NR--6 (EPI)
NR
6.7 Cabe ao empregado
6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:

a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a


que se destina;

b) responsabilizar-se pela guarda e


conservação;

c) comunicar ao empregador qualquer alteração


que o torne impróprio para uso; e,

d) cumprir as determinações do empregador


sobre o uso adequado.
172
Requisitos do EPI
Cabe ao SESMT ou na sua falta a CIPA:
• Seleção adequada ao risco;
• Eficiência necessária para controle;
• Conforto ao usuário;
• Programa de treinamento;
• Normas de fornecimento e reposição;
• Normas de uso e guarda;
• Normas para higienização e
conservação. 173
Capacete de segurança

• destina-se a proteção do
crânio contra impactos e
perfurações provenientes da
queda de objetos e riscos
associados a choques
elétricos.
• em serviços com
eletricidade usa-se o
capacete classe B tipo II,
devido a alta resistência
dielétrica
Óculos de segurança

• Proteção dos
olhos do usuário
contra impactos
de partículas
volantes
multidirecionais.
• Quando colorido,
serve além do
que foi descrito
anteriormente,
como filtro de luz.
Óculos de segurança

176
177
Protetor facial
Máscara de Solda: Celeron,
Fibra, Escurecimento Automático
Protetor Facial: incolor ou verde

178
Protetor auricular

Utilizado quando
temos o nível de
ruído elevado e em
áreas onde o seu
uso é obrigatório
(grupo moto
gerador)

179
Protetor auricular

180
EPI conjugado
• Capacete com protetor
facial e/ ou protetor auditivo

181
Luvas isolantes
• Para BT e AT:
em trabalhos com riscos de
choques elétricos.

Classe Cor Tensão de Tensão de


uso ensaio
00 Bege 500 V 2.500 V
0 Vermelha 1.000 V 5.000 V
1 Branca 7.500 V 10.000 V
2 Amarela 17.000 V 20.000 V
3 Verde 26.500 V 30.000 V
4 Laranja 36.000 V 40.000 V

Tipo I – não resistente ao O3


Tipo II – resistente ao O3
Luvas isolantes
• Segundo a NBR 10622, deve constar no dorso
do punho:
 Cor da classe de tensão;
 Nome do fabricante;
 Tipo (I ou II);
 Classe;
 Tamanho;
 C.A.
 N.º de série
 N.º da Norma aplicada
 Tensão máxima de uso;
 Outras informações do fabricante.

183
Luvas isolantes
• Devem ser testadas
quanto a possibilidade
de existência de furos
e também quanto a
sua isolação.

184
Luvas de cobertura
• São em vaqueta e servem
para proteção de mãos
contra agentes abrasivos
e
escoriantes, devendo ser
aplicada sobre as luvas
isolantes em serviços
com
sistemas elétricos
energizados.

185
Mangas de borracha

• Protege os braços
e antebraços contra
instalações ou partes
energizadas.
Classe 0 – BT
Classes 1/2/3 e 4 – AT

186
Luvas de raspa

• proteção das mãos


do usuário contra
agentes abrasivos,
escoriantes e riscos
mecânicos leves.

187
Calçado de segurança

• Botas em PVC: 188


Vestimenta de segurança
• Roupa para eletricista

189
Vestimenta de segurança

ROUPA CONTRA ARCO


ELÉTRICO

190
Vestimenta de segurança
ROUPA CONTRA ARCO
ELÉTRICO

191
UNIFORMES DE TRABALHO
FEITOS DE ALGODÃO OU DE
TECIDO MISTOS DE
POLIÉSTER E ALGODÃO,
INDEPENDENTEMENTE DE
PESO, PODEM SE INFLAMAR
EM DETERMINADO NÍVEL DE
EXPOSIÇÃO E
CONTINUARÃO A QUEIMAR,
AUMENTANDO A EXTENSÃO
DAS LESÕES
PROVENIENTES DO ARCO.

192
Cinto de segurança
• proteção do usuário em caso de queda, nos
trabalhos em altura. O trava quedas é utilizado
para deslocamento vertical.

193
Cinto de segurança

194
Cinto de segurança

195
Proteção respiratória
RESPIRADOR COM FILTROS
DESCARTÁVEIS

196
EPI
x
EPC

197
198
199
9 – Documentação de Instalações
Elétricas

200
201
202
203
204
205
206
207
208
209
210
211
212
213
214
215
Resumo dos documentos necessários

Procedimentos de trabalho em
eletricidade(prontuário);
Treinamentos (prontuário);
Documentos de qualificação, capacitação,
habilitação e autorização (prontuário);
Contratos de empresas terceirizadas;
PCMSO e PPRA;
Documentos da CIPA;
Documentos do SESMT; 216
Resumo dos documentos necessários

Documentos de registro funcional do


trabalhador;
Comprovantes de entrega de EPI´s;
Certificação dos EPC´s;
Laudos periciais de insalubridade e
periculosidade;
Diagrama unifilar e prontuário da
instalação.
217