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À

COPEL – Companhia Paranaense de Energia

ASSUNTO: ANÁLISE DE PROJETO ELÉTRICO

Prezados Senhores:
Solicitamos re-análise e posterior aprovação do projeto elétrico anexo e abaixo
discriminado:
1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO ELÉTRICO
1.1. NOME: Edifício Quatro Barras
1.2. Endereço: Rua São Bento, 547
1.3. Atividade: Edifício Residencial e Comércio Vicinal
1.4. ART n° -
2. DATA PROVÁVEL DE LIGAÇÃO:
3. 3. DADOS DA EXECUTANTE DO PROJETO:
3.1. NOME:.
3.2. ENDEREÇO:
3.3. FONE/FAX: (0XX41)
3.4. RESPONSÁVEL TÉCNICO:
3.5. CREA-PR:
4. PROPRIETÁRIO: JM Comércios LTDA
4.1. NOME: JM Comércios LTDA
4.2. Endereço: Rua Mal. Deodoro, 2021
4.3. Contato: (041) 3333-3333
EDIFÍCIO QUATRO BARRAS

Obra: Projeto de Instalações Elétricas

Local: CURITIBA – PR
SUMÁRIO
SUMÁRIO 3
1 OBJETIVO 4
2 NORMAS 6
3 PLANTAS 6
4 PROJETO ELÉTRICO: 7
4.1 PARÂMETROS DE PROJETO: 7
4.2 NÚMERO DE TOMADAS: 7
4.3 QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO: 7
4.4 DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA: 10
5 ENTRADA DE ENERGIA 10
5.1 ENTRADA DE SERVIÇO 10
5.2 MEDIÇÃO 12
5.3 ATERRAMENTO DA ENTRADA DE ENERGIA: 12
5.4 PROTEÇÕES: 13
5.5 RAMAIS ALIMENTADORES DOS CONSUMIDORES: 14
6 SPDA - SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS 15
6.1 INTRODUÇÃO: 15
6.2 SELEÇÃO DO NÍVEL DE PROTEÇÃO: 16
6.3 ESPECIFICAÇÃO DAS PARTES COMPONENTES DO SPDA: 17
6.4 CONCLUSÕES FINAIS 20
7 ATERRAMENTO : 22
7.1 RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA: 22
8 LEVANTAMENTO DE CARGA : 23
9 MEMORIAL DE CÁLCULOS 25
9.1 DEMANDA DAS UNIDADES : 25
9.2 CÁLCULO DE DEMANDA GERAL : 26
10 QUEDA DE TENSÃO: 27
10.1 CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO NA ENTRADA DE ENERGIA 27
10.2 CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO NOS ALIMENTADORES 28
10.3 CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO NO PIOR CASO – PARA OS APARTAMENTOS: 28
10.4 CÁLCULO DE QUEDA - CONDOMÍNIO: 28
10.5 QUEDA DE TENSÃO ACUMULADA 29
11 FICHA DE DADOS ESTATÍSTICOS 30
12 DISPOSIÇÕES FINAIS: 31
MANUAL DO USUÁRIO DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA 32
1 OBJETIVO
O presente projeto tem por finalidade viabilizar o suprimento de energia de
Edifício Residencial e Comércio Vicinal, sito à Rua São Bento, 547, na cidade de
Curitiba-Paraná, sendo o mesmo de propriedade de JM Comércios LTDA. Este memorial
visa esclarecer o referido projeto elétrico.

O edifício será de uso misto residencial e comercial, sendo composto por 3


pavimentos para uso residencial e térreo comercial, possuindo 9 apartamentos e 2 lojas.
Possui ainda uma área de uso comum que constituirá o condomínio. Portanto, possui 13
consumidores, sendo 9 apartamentos residenciais e 2 pontos comerciais, além do
condomínio.
As especificações têm por objetivo estabelecer características técnicas mínimas
das Instalações Elétricas para atendimento do edifício, tendo como padrão as Normas
abaixo relacionadas.
Caberá ao Empreiteiro:
• fornecimento e a instalação dos equipamentos, serviços e materiais para o
perfeito funcionamento da instalação;
• executar a montagem de todos os componentes da instalação, devendo
utilizar para isto, mão-de-obra especializada, sob responsabilidade de
engenheiro credenciado;
• colocar a instalação em operação, efetuando ajustes, regulagens e
programações necessárias ao perfeito desempenho e funcionamento das
instalações e sistemas;
• o Empreiteiro será responsável pela anotação nas plantas das divergências
e/ou complementações introduzidas durante a construção e montagem do
projeto para posterior apresentação do “As Built”.

As marcas e/ou modelos discriminados são consideradas como referências,


admitindo-se o fornecimento, equipamento e materiais similares, desde que obedecidas
integralmente às especificações e as normas brasileiras e internacionais as quais os
equipamentos estão referenciados e aprovados sua substituição pelo proprietário.
As especificações, plantas e os detalhes apresentados, serão seguidos com
toda a fidelidade, podendo a fiscalização impugnar serviços de montagens de quadros,
armários, estruturas, equipamentos, instalações, pinturas, acabamentos, instrumentos,
etc., que não condigam com as mesmas. Em caso de impugnação, a firma instaladora
obrigar-se-á refazer ou refornecer os serviços, correndo por sua conta exclusiva as
despesas com a mão-de-obra, encargos sociais, materiais, transportes, impostos, etc.
Diante das características de como os serviços serão executados, a Contratada
deverá ter sempre na obra as cópias heliográficas das plantas elétricas/telefone/rede
local/SPDA, onde serão anotadas, com caneta/lápis na cor “vermelha”, todas as
tubulações e caixas de passagem executadas no decorrer desses serviços, bem como
pontos/tubulações não constantes do projeto original, de modo que se permita a
verificação dessas instalações, durante os trabalhos, por parte da fiscalização e facilite a
futura atualização dos projetos ao final desses serviços.
A Contratada deverá viabilizar a instalação de quadros, passagem de
eletrodutos, dutos, caixas, equipamentos, etc., das novas Redes de dados, telefone, e
elétrica, em uma programação previamente definida, conforme cronograma da obra.
Os serviços de elétrica deverão ser compatibilizados com as obras civis
definidas no projeto de arquitetura prevalecendo o lay out constante do projeto
arquitetônico, no que conflitar com o elétrico.
2 NORMAS

As instalações elétricas, de SPDA, de telecomunicações e cabeamento


estruturado, deverão ser executadas de acordo com as Normas abaixo:
NBR 5410/04 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM BAIXA TENSÃO - ABNT
NBR 5410/05 – SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS
ATMOSFÉRICAS – ABNT

NTC 9-03100 – FORNECIMENTO EM TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO –


COPEL

NTC – 9-01100 – FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE


DISTRIBUIÇÃO - COPEL
TELEBRAS

3 PLANTAS
O projeto global para as instalações em questão se compõe das plantas de
Elétrica – Iluminação/Tomadas, SPDA – Sistemas de Proteção Contra Descargas
Atmosféricas, conforme plantas abaixo:
01 – Planta de Situação
02 – Planta Baixa – ELÉTRICO – Térreo
03 – Planta Baixa – ELÉTRICO – 2º, 3º e 4º Pavimentos
04 – Diagramas e Quadros de Cargas
05 – Diagramas de Entrada e Prumadas
06 – Planta Baixa – SPDA – Cobertura, Prumada, e diagramas e Detalhes
07 - DETALHES da Entrada de Energia e Medição
4 PROJETO ELÉTRICO:

4.1 Parâmetros de Projeto:


Foi considerada uma temperatura ambiente de 30°C e do solo de 20°C, em
função da potência envolvida a corrente de curto-circuito no ponto de entrega da
concessionária foi considerada 5kA o que não acarreta em nenhum
sobredimensionamento da instalação.
A queda de tensão possui limite de 5% para baixa tensão e 4% para os circuitos
terminais.
Os critérios e fatores adotados para o cálculo de demanda estão apresentados a
seguir.
Finalmente não existem influências externas relevantes tais como altitude
(935m), riscos de explosão (inexistente), descargas atmosféricas (protegido pelo SPDA
com nível III).

4.2 Número de tomadas:


De acordo com a NBR 5410/04 e das indicações apresentadas pelo proprietário,
levantaram-se todos os pontos de luz e tomadas que seriam utilizados, tanto na área
interna quanto na área externa, bem como de outros equipamentos.

4.3 Quadros de Distribuição:


Os circuitos serão atendidos pelos seguintes quadros instalados em locais de
fácil acesso, obedecendo ao seguinte:
Para os Consumidores:
QD-APT0 101, QD-APTO 102 e QD-APTO 103 – instalado nos apartamentos do
2°Pavimento (de 101 e 103) atendendo todas as cargas do consumidor, com
alimentador vindo da medição e fiação #3x16(16)T10mm² - PVC – 0,6/1kV e proteção
sendo feita com disjuntor termomagnético bipolar com corrente nominal de 63A,
conforme diagramas.
Deverão ser utilizados disjuntores equipados com dispositivo Diferencial-residual para o
circuito de chuveiro (tripolar, In=32A, Idr=30mA).
QD-APT0 201, QD-APTO 202 e QD-APTO 203 – instalado nos apartamentos do
2° Pavimento (de 201 a 203) atendendo todas as cargas do consumidor, com
alimentador vindo da medição e fiação #3x16(16)T10mm² - PVC – 0,6/1kV e proteção
sendo feita com disjuntor termomagnético bipolar com corrente nominal de 63A,
conforme diagramas. Deverão ser utilizados disjuntores equipados com dispositivo
Diferencial-residual os circuitos de chuveiro (tripolar, In=32A, Idr=30mA).
QD-APT0 301, QD-APTO 302 e QD-APTO 303 – instalado nos apartamentos do
3° Pavimento (de 301 a 303) atendendo todas as cargas do consumidor, com
alimentador vindo da medição e fiação #3x16(16)T10mm² - PVC – 0,6/1kV e proteção
sendo feita com disjuntor termomagnético bipolar com corrente nominal de 63A,
conforme diagramas. Deverão ser utilizados disjuntores equipados com dispositivo
Diferencial-residual os circuitos de chuveiro (tripolar, In=32A, Idr=30mA).
QD-SALA 01 e QD-SALA 02 – instalado em cada loja (01 e 02) atendendo
todas as cargas do consumidor, com alimentador vindo da medição e fiação
#2x16(16)T10mm² - PVC – 0,6/1kV e proteção sendo feita com disjuntor
termomagnético bipolar com corrente nominal de 63A, conforme diagramas dos QD’s
das lojas.
Para o condomínio existirá o seguinte quadro:
QD-CONDOMÍNIO – para todas as cargas do condomínio, alimenta a
iluminação e tomadas da área de uso comum, vindo da medição com fiação
#3x10(10)T10mm² - PVC – 0,6/1kV e proteção sendo feita com disjuntor
termomagnético bipolar com corrente nominal de 50A.
Deve-se salientar que todos os quadros deverão ser construídos obedecendo ao
seguinte:
 O quadro de distribuição será metálico, embutido na parede;

 Os disjuntores dos quadros de distribuição serão do tipo mini-disjuntores, padrão


europeu, construídos conforme a NBR60898, curva tipo C, padrão residencial,
capacidade de interrupção de 5kA, nas capacidades indicadas, com selo de
conformidade do INMETRO, fabricado pela Merlin-Gerin.
 Deverá possuir barramentos de cobre eletrolítico, 99% de pureza,
independentes para as fases, para o neutro e para terra;

 Os barramentos deverão ter capacidade compatível a carga instalada no quadro


e ser estanhados;

 Os barramentos de "neutro" e de "terra" terão dimensões necessárias à fixação


individual/independente de cada cabo/fio, não se admitindo a união de 2 (dois)
ou mais fios/cabos num mesmo terminal;

 A fiação será acomodada em "chicotes" no interior dos quadros, executada e


amarrada com cintas plásticas apropriadas (Hellermann), e disposta de modo a
facilitar a manutenção futura dos componentes internos.

 Os barramentos, disjuntores e acessórios deverão ser montados em trilhos;

 As conexões deverão ser dotadas de arruelas de pressão;

 O espelho de proteção terá dobradiças e fecho rápido para sua abertura e


acesso aos componentes internos.
 O quadro deverá possuir porta documentos;
 Deverá possuir plaquetas de acrílico para identificação, sendo estas
parafusadas ou rebitadas;

 Todos os circuitos no quadro (iluminação e tomadas) serão identificados através


da colocação de plaquetas acrílicas numeradas no espelho interno, usando-se
para tal a numeração definida no projeto.

 As fiações serão identificadas, junto aos disjuntores e barramento neutro,


através de anilhas plásticas numeradas.

 As partes metálicas não energizadas deverão ser aterradas;

 A tensão é de 127/220V.
Para maiores detalhes, ver quadro de cargas e Diagramas.
4.4 Distribuição de Energia:
A distribuição dos circuitos será feita através de tubulações embutidas nas
paredes, pisos e lajes de teto. Cabe ressaltar que toda a tubulação será feita com
eletrodutos de PVC rígido.

4.4.1 Fiações:

A fiação a ser passada deverá obedecer a seguinte convenção de cores:


Circuitos
Fase Preto
Neutro Azul Claro
Terra Verde (ou verde-amarelo)
Retorno Branco

Nos cabos de maiores bitolas esta identificação deverá ser feita através de fita
isolante colorida passada nas pontas dos cabos.
Os circuitos também deverão ser identificados através de anilhas plásticas junto
ao quadro.
Todas as emendas deverão ser feitas através de conectores adequados e
isoladas através de fita isolante e fita auto-fusão (no caso de instalações externas).

5 ENTRADA DE ENERGIA

5.1 Entrada de Serviço


Será feita uma entrada de energia de uso coletivo em Baixa Tensão, sendo feita
a derivação de um poste da Copel, tendo a mesma uma capacidade de 300A.
Da rede da Copel para entrada de energia de uso coletivo em baixa tensão
sairão os cabos de baixa tensão do ramal de ligação, a serem fornecidos e instalados
pelo Copel, chegando até a entrada de serviço do consumidor.
Deverá ser construída uma entrada de serviço onde existirá um poste auxiliar de
acesso com 7,6m de altura e 300daN e uma caixa tipo GN para proteção geral da
instalação como um todo.
A entrada de serviço está localizada junto ao muro, a no máximo 1 m do
alinhamento predial frontal, onde existirá uma caixa tipo GN para proteção geral da
instalação contendo o disjuntor tripolar geral de 200A. Ainda sobre a Entrada de Serviço
devemos salientar que o poste de entrada do consumidor (poste auxiliar, h=7,6m, 300
daN) deverá possuir tubulação interna de Ø78mm (2.1/2”) para elétrica contendo um
conjunto de 03 condutores de cobre, classe 0,6/1kV, bitola 95mm² para as fases, 01
condutor de cobre, classe 0,6/1kV, bitola 70mm² para o neutro chegando a Caixa de
Proteção Geral. Também haverá uma tubulação Ø25mm (1”) para TV a cabo. Junto à
Entrada de Serviço, será feito o aterramento do neutro.
A proteção geral será feita através de um disjuntor termomagnético tripolar com
corrente nominal de 200A a 30.ºC e capacidade de interrupção mínima de 20kA, sendo
instalado na caixa de proteção geral tipo GN, instalada na entrada de serviço no muro
lateral do prédio próximo ao acesso. Na tampa da caixa de proteção geral tipo GN
deverá ser colocada plaqueta de identificação com os dizeres “GERAL”.
Tanto o disjuntor quanto o poste auxiliar devem ser comprados de fabricantes
cadastrados junto à COPEL.
Cada eletroduto deverá conter circuitos completos R, S, T e N.

Da caixa de proteção sairá um ramal alimentador com as seguintes


características: 1 eletroduto de PVC rígido, pesado, classe B, rosqueável, diâmetro
∅2.1/2” (78mm), contendo um conjunto de 03 condutores de cobre, classe 0,6/1kV,
bitola 120mm² para as fases, 01 condutor de cobre, classe 0,6/1kV, bitola 70mm² para o
neutro. Também existirá 01 condutor de cobre, nu, bitola 70mm² para o condutor de
proteção interligado a malha de aterramento. Para facilitar a passagem dos cabos
deverá ser utilizada uma caixa de passagem, conforme indicado em planta.
O neutro será não poderá ser interrompido, sendo direto até a medição.

5.2 Medição
A medição consistirá de um centro de medição com 4 módulos para medidores
contemplando 12 consumidores e um módulo de barramento, estando localizado no hall
externo coberto do edifício.
O Centro de Medição (CM) ficará em local de fácil acesso para as leituras.
Haverá numeração abaixo de cada disjuntor. As plaquetas de numeração serão de ferro
esmaltado, arrebitadas ou parafusadas nos locais mencionados. Os disjuntores até 63A,
instalados no CM deverão ser adquiridos de fabricantes cadastrados na Copel.
A numeração será crescente da esquerda para direita e de cima para baixo. O
quadro de medição será confeccionado em chapa de ferro 12USG, com acabamento
anticorrosivo. A altura do centro do primeiro visor ao piso acabado será de 1,6m,
conforme detalhe de projeto. As fases A, B e C deverão ser identificadas com fitas nas
cores amarela, branca e vermelha, respectivamente desde a entrada até as medições.
Todas as partes metálicas não energizadas deverão ser aterradas, sendo que a barra de
neutro deverá ser fixada sobre isoladores e a barra de terra (se instalada) diretamente
no quadro. O condutor de aterramento deverá ser contínuo do neutro à haste.

5.3 Aterramento da Entrada de Energia:


Todas as partes metálicas não energizadas deverão ser aterradas.
O aterramento será único, sendo interligado o quadro de medição através da
barra de terra e do neutro a esta malha única, sendo interligada através de um condutor
de proteção com bitola de 25mm² e um condutor de com bitola de 70mm² para o neutro,
colocado dentro de um eletroduto de PVC rígido pesado ∅1.1/2”, ligado ao Barramento
do Terminal de aterramento Principal (TAP) da edificação, conforme diagrama de
aterramento.
Também deverá ser interligado a malha de terra a barra de neutro da caixa de
proteção geral (GN) através de um cabo de cobre bitola 70mm².
Esta malha única também será interligada a todos os sistemas tais como o
SPDA diretamente das descidas e sistemas de telefonia, neutro e terra da rede elétrica
através do TAP formando uma superfície equipotencial no edifício.
O CM será aterrado através do barramento de neutro e do barramento de
proteção.
O aterramento será feito através de cabos de cobre enterrados a 50cm de
profundidade e hastes tipo Copperweld Ø19mmx3000mm, sendo estas interligadas ao
TAP conforme detalhes e planta de SPDA. A resistência ôhmica do aterramento não
deverá ultrapassar o valor de 10Ω, em qualquer época do ano.

5.4 Proteções:
A proteção geral será feita através de um disjuntor termomagnético tripolar com
corrente nominal de 300A a 30.ºC e capacidade de interrupção mínima de 22kA, alojado
na caixa de proteção geral (GN), conforme detalhe de projeto, junto à entrada de
serviço. Este disjuntor deverá ser adquirido de fabricantes cadastrados na COPEL.
Cada consumidor possuirá sua própria proteção independente, localizado no
centro de medição, sendo bipolares (ou tripolar no caso do condomínio) e devendo ser
adquiridos de fabricantes cadastrados na Copel. Além dos disjuntores colocados no
quadro de medição, haverá um disjuntor local, no quadro de distribuição do consumidor,
estes disjuntores colocados nos quadros de distribuição dos consumidores serão tipo
europeu, bipolar (ou tripolar).
Para os apartamentos 101, 102, 103, 201, 202, 203, 301, 302 e 303 a proteção
geral no CM será feita por disjuntor bipolar de 63A, para cada unidade. Para as lojas a
proteção geral no CM será feita por disjuntor bipolar de 63A, para cada unidade. Para o
condomínio, haverá um quadro de distribuição localizado no térreo e a proteção geral no
CM será constituída por um disjuntor tripolar de 50A.
Para maior confiabilidade das proteções, cada disjuntor deverá ser acionado
duas vezes por mês, evitando desta forma que os mesmos fiquem emperrados quando
necessário (recomendação do fabricante).
Os disjuntores de até 100A instalados no centro de medição, deverão ser
adquiridos de fabricantes cadastrados na COPEL.
Para maiores esclarecimentos, ver diagrama e detalhes construtivos nos
projetos em anexo.

5.5 Ramais Alimentadores dos Consumidores:


Os ramais alimentadores dos apartamentos deverão ser individualizados nas
caixas de passagem, sendo as bitolas destes e os diâmetros dos eletrodutos de PCV
rígido onde estes ramais deverão ser alojados conforme a tabela abaixo:

Unidade Fiação (mm²) Eletroduto (pol)


LOJA 01 2x16(16)T16 ∅1.1/4”
LOJA 02 2x16(16)T16 ∅1.1/4”
101 3x16(16)T16 ∅1.1/4”
102 3x16(16)T16 ∅1.1/4”
103 3x16(16)T16 ∅1.1/4”
201 3x16(16)T16 ∅1.1/4”
202 3x16(16)T16 ∅1.1/4”
203 3x16(16)T16 ∅1.1/4”
301 3x16(16)T16 ∅1.1/4”
302 3x16(16)T16 ∅1.1/4”
303 3x16(16)T16 ∅1.1/4”

Todos os ramais foram dimensionados para suportarem as correntes máximas


de seus circuitos, a fim de não alterarem suas características construtivas, não
permitindo quedas de tensão superiores as estipuladas pelas normas (consultar
anexos).
Todos os ramais alimentadores serão de PVC, isolação para 0,6/1kV.
7 ATERRAMENTO:
O aterramento será através uma malha única interligada a barra de terra do QAT
(Terminal de Aterramento Principal – TAP), o sistema de pára-raios, a entrada de
energia, e o sistema telefônico. Deve ser verificado que a resistência de terra não
ultrapasse o valor de 10Ω em qualquer período do ano e o maior valor de tensão entre
condutor neutro e condutor terra do sistema de informática deverá ser inferior a 1,0
Volts. Todas as partes metálicas normalmente não sujeitas a tensão deverão ser
aterradas.

7.1 Recomendações de Segurança:


Além do aterramento, por segurança, para os circuitos dos chuveiros serão
utilizados disjuntores acoplados com dispositivo DR, conforme estabelece a
NBR5410/04, com sensibilidade de 30mA. Este dispositivo DR deverá ser bipolar,
passando-se fase e fase por ele (ou fase-neutro conforme o equipamento/circuito). Este
dispositivo irá garantir que em hipótese alguma a carcaça do equipamento fique
energizada, ou seja não existe o perigo de choque elétrico em uma situação onde o
morador está desprotegido devido a baixa resistência do corpo molhado. Para estas
aplicações pode-se citar como referência o bloco Vigi C60, sensibilidade 30mA,
fabricado pela Merlin Gerin, sendo que, estes blocos serão conectados a disjuntores
C60N da Merlin Gerin.
Cabe ressaltar que o uso do DR exige uma instalação adequadamente
executada, com emendas corretamente isoladas sendo que caso não haja este cuidado
existe o perigo de a proteção contra choques atuar intempestivamente devido a fugas
de corrente na isolação.
Também deve-se lembrar que em hipótese alguma o condutor de proteção (terra)
deverá ser seccionado, seja através de dispositivos de proteção ou de desligamentos
involuntários da fiação.
8 LEVANTAMENTO DE CARGA:

A carga a ser instalada nos apartamentos do Térreo será de 35.540VA


com uma demanda de 21.170VA, classificando-os como consumidores bifásicos
de 50A (Categoria 37 - NTC).
A carga a ser instalada nos apartamentos do 2º Pavimento será de
35.540VA com uma demanda de 21.170VA, classificando-os como consumidores
bifásicos de 63A (Categoria 37 - NTC).
Para os apartamentos do 3° Pavimento a carga instalada será de
35.540VA com uma demanda de 21.170VA, classificando-os como consumidores
bifásicos de 63A (Categoria 37 - NTC).
Para os apartamentos do 4° Pavimento a carga instalada será de
35.540VA com uma demanda de 21.170VA, classificando-os como consumidores
bifásicos de 63A (Categoria 37 - NTC).
Esta demanda foi calculada aplicando-se um fator de demanda sobre as
cargas de uso geral e iluminação.
Para a Loja 01 a carga instalada será de 18.096,00VA com uma demanda
de 9.149,00, e para a Loja 02 a carga instalada será de 15.900,00VA com uma
demanda de 6.493,00VA. Portanto para estes ambientes levando-se em conta
tratar-se de um ambiente comercial com possibilidade de aumento de carga
futura optou-se por classificá-las como consumidores bifásicos de 50A (Loja 02)
(Categoria 28 - NTC) e Loja 01 consumidores bifásicos 50A (Categoria 28 –
NTC).
A carga a ser instalada no condomínio (garagem e depósito) será de
6.600VA, considerando-se uma demanda de 100% a carga demandada será de
4.856VA, classificando-se como consumidor bifásico de 50A (categoria 12 - NTC).
9 MEMORIAL DE CÁLCULOS

9.1 Demanda das Unidades:

9.1.1 Apartamentos 101, 201 e 301

Provável Demanda = (Ilum. + TUG) x FD. + TUE


Provável Demanda = 19.879,00 VA
Categoria de Atendimento = 37 (bifásica de 63A)

9.1.2 Apartamentos 102, 202 e 302

Provável Demanda = (Ilum. + TUG) x FD. + TUE


Provável Demanda = 20.338,00 VA
Categoria de Atendimento = 37 (bifásica de 63A)

9.1.3 Apartamentos 103, 203 e 303

Provável Demanda = (Ilum. + TUG) x FD. + TUE


Provável Demanda = 20.338,00 VA
Categoria de Atendimento = 37 (bifásica de 63ª)

9.1.4 LOJAS 01 e 02

Fator de Demanda = 100%


Carga Instalada Loja 1 = 18.096,00 VA
Categoria de Atendimento = 28 (bifásica de 50A)
9.1.5 Depósito e Garagem

Fator de Demanda = 100%


Provável Demanda = 6.600,00 VA
Categoria de Atendimento = 12 (bifásica de 25A)

Considerando o máximo de 76kVA de demanda, deve-se utilizar disjuntor geral


trifásico de 300A e fiação 3x120(70)mm², alojados em eletrodutos de ∅ 78mm (2.1/2").
10 QUEDA DE TENSÃO:

10.1 Cálculo de Queda de Tensão

Chuveiro:
 Cálculo da corrente de projeto pelo critério do limite de queda de tensão;
 Material do eletroduto: PVC;
 Tipo do circuito: monofásico (fase-fase);
 Fator de potência, FP = 1,0;
 Comprimento do trecho = 10m;
 Queda de tensão unitária:
o AVunit = (0,04*220)/(34,1*0,01) = 25,806 V/A*Km 2,5 mm²
 Escolha do condutor: consultando a tabela 10.22, coluna 5, obtém-se o valor de
16,9 V/A*Km;
 Pelo critério de capacidade de corrente os condutores fase e proteção terão seção
nominal igual a 6mm² (maior seção nominal entre os dois critérios).

TUG:
 Cálculo da corrente de projeto pelo critério do limite de queda de tensão;
 Material do eletroduto: PVC;
 Tipo do circuito: (fase-neutro);
 Comprimento do trecho = 10m;
 Verificando a potência:
o S = 600*4 + 100 + 100 = 2600 VA
o Ip = 2600/127 = 20,47 A
 Queda de tensão unitária:
o AVunit = (0,04*127)/(20,47*0,01) = 24,81 V/A*Km 1,5 mm²
 Escolha do condutor: consultando a tabela 10.22, coluna 5, obtém-se o valor de
27,6 V/A*Km;
 Pelo critério de capacidade de corrente os condutores fase e proteção terão seção
nominal igual a 2,5mm² (maior seção nominal entre os dois critérios).
11 FICHA DE DADOS ESTATÍSTICOS
Nome da Obra: Edifício Quatro Barras
Endereço: Rua São Bento, 547
Proteção Geral (A): 300A
Carga Instalada Total (kW): 345.396

Dados do Condomínio
Proteção Geral (A) 300
Carga instalada total (kW) 345.396,00
Carga instalada em iluminação (kW) 18.360
Carga instalada em tomadas (kW) 327.036,00
Quantidade de elevadores 0 (zero)
Potência (CV) ------
Quantidade de bombas d'água 0
Potência (CV) -----
Quantidade de bombas de recalque 1
Potência (CV) 1CV
Outras cargas (Descrever) Portão automático
Potência (CV) 1 CV
12 DISPOSIÇÕES FINAIS:

O projeto foi elaborado pela Engenharia Elétrica Ltda em função dos detalhes
do projeto arquitetônico levantamento da instalação e cargas elétricas existentes, além
de orientações do proprietário, atendendo às recomendações da concessionária local de
Energia Elétrica – COPEL, e as normas da ABNT.

Curitiba, 04 de Julho de 2018


MANUAL DO USUÁRIO DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

As recomendações a seguir deverão ser obedecidas para a correta e


segura utilização da instalação elétrica projetada.
1. Os circuitos previstos estão indicados nos diagramas, sendo as cargas máximas
a serem instaladas limitadas ao descrito nos quadros de cargas de cada
consumidor.
2. As proteções de cada circuito ou da instalação como um todo não deverão ser
substituídas por outras sem autorização expressa do projetista ou de outro
profissional legalmente habilitado para tal.
3. Caso sejam incluídas novas cargas e sejam necessárias alterações nas
proteções o projetista deverá ser procurado (ou então outro profissional
legalmente habilitado), para que sejam verificadas a proteção e fiação
necessárias para atendimento da nova carga acrescentada.
4. No momento da instalação deverá ser tomado especial cuidado na passagem da
fiação de tal modo que o isolamento não seja danificado, se danos ocorrerem o
correto funcionamento do DR poderá ser comprometido devido a fugas causadas
pela má instalação.
5. O chuveiro deverá ser do tipo blindado não sendo permitido o uso de resistências
abertas sob pena do DR ter atuação indevida (desligar o circuito durante o
banho).
6. As carcaças dos motores e todas as partes metálicas dos equipamentos deverão
ser aterrados através do cabo/pino terra disponível.
7. O dispositivo DR em hipótese alguma deverá ser dispensado ou então
“jampedado” após a sua instalação sob perigo de morte!!
8. O DR dispositivo diferencial-residual acoplado aos circuitos têm por função a
proteção contra os perigos oriundos do choque elétrico, que em casos extremos
pode matar.
9. O quadro elétrico só deverá ser aberto por profissional capacitado, devendo ser
garantido que o usuário e principalmente crianças NÃO terão acesso as suas
partes energizadas.
10.Os quadros de distribuição deverão ser facilmente acessíveis, não devendo o seu
acesso ser bloqueado por móveis ou qualquer objetido que dificulte o acesso a
eles em casos de emergência.
11. Em qualquer caso recomenda-se que sempre que alguma manutenção seja
necessária em algum ponto elétrico o seu circuito seja desligado. Não fazer
manutenção com circuitos energizados!
12.Observar a polarização das tomadas 2P+T previstas garantindo a segurança
pessoal e da instalação.