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LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA

Guia de
laboratório

Franklin Cruzio
Apresentação

O propósito deste trabalho é favorecer a autonomia do aprendiz, proporcionar


condições de interatividade com novos objetos, ambientes de aprendizagem,
onde cada um contribui com suas singularidades, limitações e criações. O
texto é composto de 6 unidades.

Na unidade 1, apresentamos montagens relacionadas ao teorena de


Thevenin; apresentamos circuitos com resistores, capacitores e indutores
conectados em várias combinações alimentados por tensão senoidal.

Na unidade 2, analisamos a curva característica para o diodo retificador;


definimos retificação e filtragem capacitiva.

Na unidade 3, analisamos a curva característica para o diodo zener;


analisamos o regulador de tensão a zener.
Na unidade 4, estudamos a característica corrente-tensão para o transistor;
obtemos a curva de respostas do amplificador transistorizado.
Na unidade 5, apresentamos uma atividade sobre osciladores com circuitos
ressonantes; apresentamos o circuito completo do multivibrador.
Na unidade 6, apresentamos funções lógicas básicas e suas
representações em tabela - verdade.

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Sumário
Unidade 1 Circuitos lineares
1.1 Circuitos equivalentes.............................................06
1.1.1 Objetivo..................................................................06
1.1.2 Contexto.................................................................06
1.1.3 Informação adicional.............................................07
1.1.4 Atividade................................................................09
1.2 Circuitos de correntes alternadas..........................12
1.2.1Objetivo...................................................................17
1.2.2Contexto..................................................................17
1.2.3 Informação adicional............................................18
1.2.4 Atividade................................................................22

Unidade 2 Conversores AC - DC
2.1 Característica corrente-tensão para o diodo........ 30
2.1.1Objetivo...................................................................30
2.1.2 Contexto.................................................................30
2.1.3 Informação adicional.............................................31
2.1.4Atividade.................................................................33
2.2 Circuitos retificadores............................................ 38
2.2.1Objetivo...................................................................38
2.2.2 Contexto.................................................................38
2.2.3 Informação adicional.............................................39
2.2.4 Atividade................................................................42

3
Unidade 3 Reguladores de tensão
3.1 Característica I vs. V para o diodo Zener............ 47
3.1.1Objetivo...................................................................47
3.1.2 Contexto.................................................................47
3.1.3 Informação adicional.............................................48
3.1.4 Atividade................................................................51
3.2 Estabilização........................................................... 55
3.2.1Objetivo...................................................................55
3.2.2 Contexto.................................................................55
3.2.3 Informação adicional.............................................55
3.2.4 Atividade................................................................56
Unidade 4 Transistores de junção
4.1 Característica corrente-tensão para o transistor..59
4.1.1 Objetivos............................................................... 59
4.1.2 Contexto................................................................ 59
4.1.3 Atividade............................................................... 59
4.1.4 Informação adicional............................................ 59
4.2 Amplificador de pequenos sinais...........................74
4.2.1 Objetivo................................................................. 74
4.2.2 Contexto............................................................... 74
4.2.3 Informação adicional............................................ 75
4.2.4 Atividade.............................................................. 77

4
Unidade 5 Osciladores
5.1 Osciladores Hartley................................................84
5.1.1 Objetivo................................................................. 84
5.1.2 Contexto............................................................... 82
5.1.3 Informação adicional............................................ 86
5.2. Multivibrador astável...............................................90
5.2.1 Objetivo..................................................................90
5.2.2 Contexto................................................................90
5.2.3 Informação adicional............................................ 91
5.2.4 Atividade............................................................... 93

Unidade 6 Técnicas digitais


6.1 Gates básicos lógicos............................................ .96
6.1.1Objetivo...................................................................82
6.1.2 Contexto.................................................................82
6.1.3 Informação adicional............................................97
6.1.4 Atividade................................................................87

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Unidade 1 Circuitos lineares
1.1 Circuitos equivalentes
O teorema de Thevenin é útil em análise de sistemas de alimentação e outros
circuitos onde a carga resistiva está sujeita a flutuação e a reavaliação do
circuito necessária para cada valor de teste da carga resistiva.

1.1.1 Objetivos
 Estudar o teorema de Thévenin

 Verificar o princípio da máxima transferência de potência.

1.1.2 Contexto
Teorema de Thévenin

O teorema Thevenin é sobretudo útil na análise dos sistemas de alimentação


ou a bateria e outros circuitos interligados onde ela terá efeito sobre a etapa
adjacente do circuito.

Um dos circuitos mais úteis é o que resulta do teorema de Thévenin. Este


teorema estabelece que qualquer circuito de baterias e resistores tendo dois
terminais de saída pode ser substituído pela combinação de um único
resistor e de uma bateria em série.

Representado no diagrama da figura 1, este método aplicado ao circuito


divisor de tensão resulta em um circuito simplificado equivalente com uma
única fonte de tensão, Veq = Vin R2 / ( R1 + R2 ), em série com um resistor
Req = R1 R2 / (R1 + R2).

6
Informação adicional
Equivalente Thévenin
A fem equivalente é o potencial nos terminais de saída Vout, quando a
corrente de carga é nula, ou seja, é a tensão de circuito-aberto. A resistência
equivalente é a razão entre Veq e a corrente de carga quando RL = 0, isto é, a
corrente de curto-circuito. A forma do circuito equivalente Thévenin mostra
que Req é a resistência vista dos terminais de saída do circuito, quando se
considera Vin substituída por um curto-circuito.

Veq = V( circuito-aberto ) ; Req = V(circuito-aberto) / Is ( curto-circuito )

O circuito divisor de tensão representado na figura 1 tem como equivalente


Thévenin:

 Corrente de curto-circuito Is = Vin / R1

 Tensão em circuito aberto VAB = Vin R2 / (R1 + R2)

Exemplo: - O equivalente Thevenin para o circuito de dois terminais


esquematizado na figura 1 com R1 = R2 = 10K; Vin = 30V é uma fonte de
tensão Veq = 30V ∙ 10K / ( 10K + 10K ) = 15V conectada em série com o
resistor equivalente Req = 10K ∙ 10K / (10K + 10K) = 5K

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Atividade
Material e componentes

 Fonte de tensão 0 12VDC / 1A


 Resistores 1K 1/8W
 Resistor variável 4k7 (ou próximo)
 Conectores
 Multímetro
 Placa de protótipo

Nota prática: Todo dispositivo elétrico que tenha partes metálicas deve ser
aterrado quando em operação. Em circuitos elétricos o nome "terra" também
utilizado, tem significado diferente figura 2.

Não utilize o "terra" do laboratório em


seus experimentos quando o símbolo
for representado no diagrama do
circuito. As partes do circuito com o
símbolo "terra" devem ser conectadas
ao “”COM” do medidor, é o potencial
zero de referência.

Parte A Equivalente Thévenin

Utilize o circuito divisor de tensão esquematizado na figura 1 para verificar o


teorema de Thevenin e o princípio da máxima transferência de potência.
Procedimento

a. Faça a montagem do circuito com: R1 = 1K; R2 = 2K2 e Vin = 3V.

c. Com o resistor RL fora do circuito, avalie a tensão equivalente.

Veq = __________________

d. Substitua a fonte de tensão do circuito da figura 1 por um curto-circuito.


Obtenha o valor de Req

Req = __________________

8
Análise

 Calcule o gerador equivalente Thévenin para o circuito da figura 1.

______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
___

 Este resultado é o que esperávamos e por quê?


______________________________________________________________
_
 O que você pôde observar?
______________________________________________________________
_
Nota: a análise dos circuitos apresentados deverá ser efetuada previamente
pelo estudante, devendo ser resolvido cada circuito.

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Parte B Ajuste de impedância

O princípio da máxima transferência de potência estabelece que a carga


resistiva receba a máxima potência para RL = Req

Procedimento

a. Ajuste RL do circuito divisor de tensão da figura 1 para valores acima da


resistência equivalente de Thevenin; para o valor igual a resistência
Thevenin; para valores abaixo da resistência equivalente Thevenin e avalie a
tensão VL correspondente.

Análise:

b. Para cada conjunto de


resultados obtenha o valor da
potência PL = VL2 / RL
entregue a carga resistiva.
Complete a tabela de
observação.

c. Com o resultado de suas


anotações faça o gráfico:

PL vs. RL.

O que poderá ser obtido é


ilustrado no esboço da figura 3.

Do gráfico, obtenha o valor de RL correspondente à máxima transferência de


potencia.

RL = __________________________
O que você pôde observar?

______________________________________________________________
_

Este resultado é o que esperávamos e por quê?


______________________________________________________________

10
1.2 Circuitos de corrente alternada
Sempre que uma diferença de potencial for aplicada subitamente a um
circuito que contenha um resistor e um capacitor ou um resistor e um indutor,
existirá uma corrente que varia exponencialmente com o tempo. Uma corrente
deste tipo, que não se repete, é denominada transiente.

1.2.1 Objetivo
 Analisar circuitos alimentados por gerador de corrente alternada.

 Estudar o comportamento do circuito RLC em ressonância.

1.2.2 Contexto
Nesta unidade, nós descreveremos circuitos de corrente alternada. Nós
estudaremos circuitos com resistores, capacitores e indutores conectados em
várias combinações alimentados por uma tensão senoidal. Um circuito AC
consiste de elementos de circuito e um gerador que provê corrente alternada.
Em circuitos de corrente alternada aparecem dois novos conceitos
relacionados com a oposição a circulação da corrente elétrica. Trata-se da
reatância e a impedância. Um circuito apresentará reatância se inclui
condensadores ou bobinas ou ambos. O conceito de reatância é diferente do
conceito de resistência elétrica. A impedância é um conceito totalizador, é a
soma de ambos. É, portanto um conceito mais general que a simples
resistência ou reatância. Essa impedância depende da freqüência. Quando a
freqüência aumenta, a reatância indutiva aumenta e a reatância capacitiva
diminui; assim, existe sempre uma freqüência para a qual a reatância indutiva
é igual à reatância capacitiva. Para essa freqüência o circuito se comportará
como puramente resistivo, os efeitos capacitivos e indutivos se anulam
mutuamente. Esse efeito é chamado de ressonância.

11
1.2.3 Informação adicional
O gerador de corrente alternada é um dispositivo que converte a energia
mecânica em energia elétrica. Assim o gerador mais simples consta de uma
espira retangular que gira em um campo magnético uniforme, como se vê na
figura 1. O movimento de rotação da espira é produzido pelo movimento de
 
um elemento externo. Quando a espira de gira, o fluxo Ф = B ∙ A do

campo magnético B através da superfície da espira de área A varia com o
tempo. Produzem-se a f.e.m. Os terminais da espira se conectam a dois anéis
que giram com a espira. As conexões ao circuito externo se fazem mediante
escovas estacionarias em contacto com os anéis.
O princípio básico do gerador AC, é uma conseqüência da lei de indução de
Faraday.
 
Ф = B ∙ A = B∙A cos t
dФ/dt = - BAsint.

ε = - dФ/dt = BAsint
A espira em rotação é o protótipo do gerador de corrente alternada ou
alternador; dizemos que ela desenvolve uma f.e.m. alternada senoidal.

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É basicamente uma espira de fio em rotação entre os pólos de um ímã. A
figura 2 também mostra o esboço gráfico da tensão v produzida pelo gerador,
em função do tempo t quando a espira gira de um círculo completo.

Esta voltagem senoidal instantânea é: v ( t ) = Vo∙ sint ;


v ( t ) = Vo∙ sin ( t + φ ) é a função que dá a curva sua forma de onda.

V o, t e φ são parâmetros que descrevem detalhes da curva ;

Vo é a amplitude máxima ou de pico da onda senoidal;

A freqüência angular ω descreve a rapidez com que a curva oscila, é a taxa


de rotação do gerador medida em radianos por segundo.
O ângulo de fase φ determina o deslocamento da onda para esquerda ou
para direita. Uma mudança de 360 graus ( ou 2π radianos ) é a rotação de um
ciclo completo e todas as pequenas mudança são mudanças de menos de um
ciclo.
Num circuito AC, os únicos
componentes que dissipam energia são
os resistores. Os reatores capacitores
e indutores armazenam energia.
Quando um resistor de resistência R é
conectado aos terminais de uma fonte
AC como representado na figura 2,
tanto a corrente como a voltagem
variam com sin( t ), de modo que a
corrente está em fase com a tensão. As
amplitudes da corrente e da voltagem,
como representa a figura 2, estão
relacionadas da mesma maneira que
em um circuito DC.

13
Para o capacitor, figura 3, submetido à
tensão AC, v = Vosin ( t ), a diferença
de potencial instantânea é: v = q / C
dv / dt = ( 1/C ) ∙ dq / dt
Com v = ( Vo sin t ); dq / dt = I,
 Vo cos t = (1/C) ∙ I,
I = C Vo cos t
I = C Vo sin( t + /2 )
I = Io sin( t + /2 ), onde Io = CVo é o
valor de pico da corrente.
Observe que a corrente de pico chega
ao capacitor ¼ de período antes da
tensão, figura 3.
A relação entre a tensão de pico e a corrente de pico é: Vo = ( 1/C ) Io.
A constante de proporcionalidade 1/C é chamada reatância capacitiva, XC;

com XC = 1/C, Vo = Io ∙ XC

Por causa deste comportamento na fase, é comum usar o plano complexo


para representar tensão e corrente.

v = Vo ejt XC = ( Vo / Io ) e-j/2

I = Io ej( t + /2 ) XC = - j / C

14
Para o gerador de corrente alternada conectado a uma indutância, circuito
esquematizado na figura 4, I = Io sin( t ).

( O fenômeno não se altera se ao


invés da corrente, I = Io sin ( t ) toma-
se como referência o valor da tensão no
circuito ).

v = - vL , vL = - L∙ dI/dt, v = L∙ dI/dt.

dI/dt =  Io cos t

v = L Io cos t

v = L Io sin ( t + 90° )

v = Vo sin( t + 90° )

A corrente segue a tensão. Neste caso, a corrente se atrasa de 90 0 em


relação à tensão ( ou a tensão está avançada de 900 em relação à corrente ).
Com Vo = Io  L, a reatância indutiva XL   ∙ L (reatância indutiva). O
termo genérico reator é usado para se referir tanto a um indutor como a um
capacitor.

s diferenças de potencial instantâneas


em um circuito AC em série se somam
algebricamente, tal como em um circuito
DC, mas as amplitudes de voltagem se
somam como vetores, figura 5.

Quando o gerador de corrente alternada


é conectado ao circuito composto por
um resistor R, um indutor L e um
capacitor C, todos ligados em série,
como é mostrado na figura 5, para
manter a corrente I = Io sin t no
circuito, são necessárias tensões para
vencer a resistência ôhmica, a reatância
capacitiva e a reatância indutiva.

15
Neste caso as tensões se somam da seguinte forma:

v1 = RI, v1 = Io Rsin t

v2 = LdI/dt , v2 = L Io cos t

v3 = (1/C)  Idt , v3 = - (1/C) Io cos t

v = Vo sin ( t +  ) = R Io sin t + L Io cos t - (1/C) Io cos t

v = Vo sin ( t +  ) = R Io sin t + ( L - 1/C ) Io cos t

As condições:

 Para t = 0, Vo sin  = ( L – 1/C ) Io

 Para t = /2, V ocos  = R Io , Vo/ Io = Z

Zsin  = ( L – 1/C ) Z =  R2 + ( L – 1/C )21/2

Zcos  = R tg  = ( L – 1/C ) / R

Com : R; XL = L; XC = 1/C , Z =  R2 + ( XL – XC )2 1/2

A amplitude da tensão AC é:

Vo = Z ∙ Io, mas a tensão tem um


avanço de um angulo  em relação à
corrente.

A constante Z de proporcionalidade
entre Vo e Io é chamada impedância
e é análoga a R na lei de Ohm:

Vo / Io = Z =  R2 + ( L – 1/C )21/2

A fórmula para a impedância de um


circuito de corrente alternada em série
tem um mínimo, quando:

( L – 1/C ) = 0  = ( 1/LC ) ½.

Este valor de  é denominado freqüência de ressonância o:

o = ( 1 / L∙C ) 1/2 .

16
No caso de associação em paralelo, figura 6, as três ramificações têm a
tensão total v = Vo sint, a qual origina as correntes I1, I2 e I3, que estão
relacionadas, entre si, do modo seguinte:

v = RI1 , I1 = ( Vo / R ) sin t

v = L ( dI2/dt ) , I2 = ( 1/L )  Vdt = - ( Vo / L ) cos t

v = ( 1/C )  I3dt, I3 = C ( dV/d t) = C Vo cos t

I = I 1 + I 2 + I3

I = Io sin( t +  ) = ( Vo /R )sin t - (Vo / L) cos t + C Vo cos t

I = Io sin( t +  ) = ( Vo /R )sint + ( C – 1/L ) Vo cos t

As condições:

 Para t = 0, Io sin  = ( C – 1/L ) Vo

 Para t = /2, Io cos  = Vo / R, Io / Vo = 1/Z

1/Zsin  = ( C – 1/L ), 1/Z =  1 / R2 + ( C – 1/L )21/2

1/Zcos  = 1 / R, tg  = R ( C – 1/L )

Com: 1/R; 1/XL = 1/L ; 1/XC = C

1/Z =  1 / R2 + ( 1/XC – 1/XL )2 1/2

Para XL = XC ou L = 1/C,  = ( 1/LC ) 1/2 , Z é máximo.

Para saber mais acesse:

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

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1.2.4 Atividade
Material e componentes

 Osciloscópio

 Gerador de sinais

 Placa de protótipos

 Resistores 10, 500/5w, 2,2K

 Capacitores 0.01F, 0.1F

 Indutores 10mH, 35mH

 Conectores

Parte A
Procedimento

a. Faça a montagem do circuito esquematizado na figura 7 com R = 500.

b.Conecte o osciloscópio em paralelo com o resistor R.

Ajuste os controles do gerador e do


osciloscópio para obter uma onda senoidal no
“scope”.

c.Ajuste a freqüência do gerador de ondas


para o menor valor ( 18Hz ou próximo ).
Aumente lentamente a freqüência do gerador
até o valor máximo 18khz e responda:

- Há variação na amplitude da tensão, no


resistor?_____________________________

____________________________________

( A amplitude de uma onda é metade do valor pico a pico )

18
Parte B FILTRO RL

Procedimento

a. Faça a montagem do circuito


esquematizado na figura 8, com R
= 500.

b. Ajuste a freqüência do
gerador de ondas para o menor
valor ( 18Hz ou próximo ).

c. Estabeleça no gerador uma


onda de amplitude máxima. Faça
a leitura deste valor no "scope".

Vo = __________________

c. Aumente lentamente a freqüência do gerador até o valor máximo 18KHz .

Responda: - Há variação da amplitude de corrente no circuito?___________

Nota: A amplitude da corrente Io pode ser obtida, conhecida a tensão no


resistor VR: Io = VR/R.

Define-se a impedância Z do circuito como a razão entre a amplitude da


onda fornecida pelo gerador Vo e a amplitude da corrente no circuito Io,
Z = Vo/Io.

d. Varie a freqüência em intervalos de 2KHz, entre 1KHz e 10KHz ou


próximo. Obtenha a amplitude de corrente no circuito para cada valor da
freqüência e complete a tabela correspondente.

e. Obtenha a impedância do circuito usando o valor conhecido de Vo e


complete a tabela correspondente.

19
Análise

 Esboce em gráfico Z = Z ( f ), figura 9.

Responda: – Como se comporta a impedância do circuito RL com a


freqüência?_________________________

 Com o resultado de suas anotações trace a curva de resposta de


freqüência do filtro RL passa-baixas, figura 10.

O que você pôde observar?


______________________________________________________________
______________________________________________________________

O que poderá ser obtido é ilustrado na figura 11.

20
Parte C FILTRO RC

Procedimento

a. Substitua a bobina do circuito


RL por um capacitor de 100nF,
figura 12.

b. Varie a freqüência em
intervalos de 2KHz, entre 1KHz e
10KHz ou próximo.

c. Obtenha a amplitude de
corrente no circuito para cada
valor da freqüência e complete a
tabela correspondente.

Análise

 Faça o gráfico da impedância do circuito em função da freqüência


superposto ao mesmo gráfico para o circuito RL, figura 13.

Responda: – Como se comporta a impedância do circuito RC com a


freqüência?

______________________________________________________________
______________________________________________________________

21
 Trace a curva de resposta de freqüência do filtro RC passa-altas,
figura 14.

O que você pôde observar?


_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
O que poderá ser obtido é ilustrado na figura 15.

22
Parte D Circuito RLC ( Ressonância serie )

Procedimento

a. Faça a montagem do
circuito esquematizado na
figura 16.

b. Ajuste os controles do
gerador e do osciloscópio
para obter uma onda senoidal
no “scope”.

c.Varie a frequência em
intervalos de 2KHz, entre
1KHz e 10KHz ou próximo.
Calcule os valores correspondentes de Io e complete a tabela correspondente.

d. Esboce em gráfico:

I vs. f., figura 17.

O que poderá ser obtido é ilustrado na figura 18.

23
Análise

Como se comporta a impedância do circuito RLC com a freqüência?

O que esperávamos e por quê?


__________________________________________________________
O que você pôde observar?
__________________________________________________________

Qual o valor da impedância do circuito em que a amplitude de corrente é


máxima? ___________________________________________________

Nesta condição, faça a leitura das voltagens em cada elemento do circuito e


também a voltagem através da associação L e C.

O que você pôde observar?


__________________________________________________________

Nota: – Este importante circuito, na condição (  = o ), costuma ser

utilizado para avaliar indutâncias.

Parte E Circuito RLC ( Ressonância paralelo )

Procedimento

a. Faça a montagem do circuito esquematizado na figura 19.

b. Ajuste os controles do
gerador e do osciloscópio
para obter uma onda
senoidal no “scope”.

c. Varie a freqüência em
intervalos de 2KHz, entre
1KHz e 10KHz ou próximo.
Calcule os valores Io(mA)
correspondentes e
complete a tabela da figura
19.

24
Análise

– Esboce em gráfico I vs. f, figura 20

O que poderá ser obtido é ilustrado na figura 21.

– Como se comporta a impedância do circuito RLC com a freqüência?

O que esperávamos e por quê?


__________________________________________________________
O que você pôde observar?
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

25
Unidade 2 Conversores AC - DC

2.1 Característica tensão-corrente para o diodo


As propriedades elétricas desse dispositivo são descritas pelas características
V vs. I. Esta prática examina propriedades deste importante dispositivo não
linear.

2.1.1 Objetivo
 Obter a curva característica para o diodo

 Analisa resultados experimentais.

2.1.2 Contexto
Os resistores, os capacitores e os indutores
são denominados componentes lineares,
porque a corrente aumenta na proporção
direta da tensão aplicada, de acordo com a lei
de Ohm. Os componentes que não mantém
essa proporcionalidade são ditos componentes
não lineares e formam a base de todos os
circuitos eletrônicos práticos.
Esta pratica examina as propriedades de um importante dispositivo não
linear: o diodo retificador. O termo diodo provém do fato de os retificadores
possuírem dois terminais ativos ou eletrodos.
Um retificador é não linear porquanto permite a passagem de uma corrente
maior para uma determinada polaridade da tensão nele aplicada do que para
a polaridade inversa. A figura 1 representa o símbolo eletrônico para o diodo.
A circulação convencional da corrente é na direção da flecha. O diodo tem
dois terminais conhecidos como “anode and the cathode”.
O catodo é usualmente marcado com uma faixa preta, branca ou vermelha.

26
2.1.3 Informação adicional
Em um cristal semicondutor, a
eletricidade é conduzida por elétrons
ou por lacunas. O tipo de dopagem
determina o predominante tipo de
condução, figura 2.

O silício e o germânio são dois dos


materiais mais usados para
semicondutores, são cristais de
átomos tetravalentes os quais são
deliberadamente dopados com
átomos trivalentes e átomos
pentavalentes para aumentar a
condutividade, figura 3.

A junção entre um material tipo p e um


tipo n no mesmo cristal semicondutor,
que é uma estrutura básica em muitos
dispositivos, é denominada junção pn,
figura 4.
Ec – Energia mínima da banda de
condução.
Ev – Energia máxima da banda de
valência.
Ef – Nível de Fermi.
eVn – Energia potencial dos portadores majoritários em relação ao nível de
Fermi.
eVp – Energia potencial dos portadores majoritários em relação ao nível de
Fermi.
Para saber mais acesse
http://www.acsu.buffalo.edu/~wie/applet/pnformation/pnformation.html

27
No equilíbrio, forma-se a barreira de
potencial eVd que impede a difusão
contínua dos portadores majoritários. A
junção entre as bandas de energia das
regiões p e n, ocorre de modo contínuo
determinado pela variação do potencial
dos portadores na direção perpendicular
Ef, seja o mesmo nos dois lados a
junção, de modo que o nível de Fermi
seja o mesmo nos dois lados.
Note que a polaridade da barreira de
potencial mostrada no modelo de
bandas de energia da junção pn tende
a manter os elétrons na região n e os
buracos ou lacunas na região p.
A região de transição, também
chamada de zona de depleção, figura 5,
é caracterizada pela existência em seu
interior de um forte campo elétrico. Este
campo é devido à existência de cargas
elétricas fixas na rede cristalina,
originadas pela depleção de portadores
livres que, durante a formação da
junção, se difundiram para o lado
oposto.
Os elétrons de condução em um material tipo n e as lacunas em um material
tipo p são chamados portadores majoritários de carga.
Considerações Praticas
A máxima corrente “maximum average forward current” permitida para o
diodo é publicada pelo fabricante do diodo. Na lista de característica para o
diodo, consta o valor de IF (av). Diodos da série 1N4000 , são projetados
para transportar 1A e são utilizados em circuitos retificadores.

Para saber mais acasse: http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

28
2.1.4 Atividade
Material e componentes

 Fonte de tensão
 Multímetro
 Resistor 1K / 5W
 Diodo 1N4001
 Lâmpadas 12V/ 10W

Parte A Teste para o diodo

Tente isto!
Usando um multímetro analógico, você poderá facilmente descobrir que um
diodo não se comporta como um resistor ordinário.
Procedimento

a. Para isto, selecione a escala “ohms x 1”


do medidor.
b.Conecte as pontas de prova do multímetro
nos terminais do diodo como representa a
figura 6. Note pela primeira conexão o
terminal preto do ohmímetro conectado no
anodo do diodo. Este é o sentido favorável
da corrente para o diodo, o qual é dito estar
diretamente polarizado “forward-biased”.
Observe que o terminal preto do multímetro
analógico tem polaridade positiva, por causa
da bateria interna que entra em operação
quando o multímetro atua como “ohmmeter”.
c.Inverta as conexões para o diodo como mostra a figura 6 com o terminal
positivo do ohmímetro em contato com o catodo do diodo. Verifique que
pouca corrente circula pelo diodo, como indicado pela alta resistência, e o
diodo é dito estar reversamente polarizado “reverse-biased”.

29
Parte B Controle de circulação de corrente com diodo

Use quaisquer diodo “general-purpose” OA91, 1N4148 ou 1N4001.

Procedimento
O circuito da figura 7 mostra dois diodos
conectados “back to back”.
a.Faça a montagem do circuito esquematizado na
figura 7 e responda: a lâmpada do circuito brilha
quando o circuito é fechado?________________
b. Faça a montagem do circuito esquematizado na
figura 8 e responda:
– Qual das lâmpadas brilha quando o circuito é
fechado?________________
– Qual das lâmpadas brilha quando as conexões
da bateria são invertidas no circuito?__________

Parte C Característica I vs. V para o diodo de junção de silício

A curva I vs. V para o diodo representada na figura 9 pode ser obtida do


mesmo modo que a similar para o resistor.

30
Procedimento:
a. Para isto, faça a montagem do
circuito esquematizado na figura 10.
Note que o diodo está diretamente
polarizado “forward-biased”.
b.Varie a tensão no diodo Vdiodo em
intervalos de 0.1volts.
c.Faça a leitura da tensão Vdiodo ( V ),
da corrente Idiodo( mA ) e complete a
tabela correspondente.
d.Ligue o circuito esquematizado na
figura 11. Note que o diodo está
reversamente polarizado.
e.Varie a tensão no diodo Vdiodo em
intervalos de 1V.
f. Faça a leitura da tensão Vdiodo ( V ),
da corrente Idiodo( mA ) e complete a
tabela correspondente.
Análise
 Utilize o analisador gráfico e trace
a curva Idiodo vs. Vdiodo. O que poderá
ser obtido é representado no gráfico da
figura 9. Este é um resultado típico
obtido para um diodo de silício.
O “slope” ou gradiente da curva em um
ponto particular é conhecido como
“dynamic resistence” do diodo.
 Como a resistência do diodo
“forward-bias” varia com a voltagem?

O que esperávamos e por quê? O que você pôde observar?


__________________________________________________________

31
2.2 Circuitos retificadores

Existem alguns tipos de cargas que exigem que a corrente circule numa única
direção. Como definição, retificação é a conversão de corrente alternada AC
em corrente contínua DC. Nesta prática, examinaremos a mais popular
utilização do diodo: retificação.

2.2.1 Objetivos
 Estudar o funcionamento do retificador de meia onda

 Estudar o funcionamento do retificador de onda completa

2.2.2 Contexto
Nesta prática, examinaremos a
mais popular utilização do
diodo: retificação. Como
definição, retificação é a
conversão de corrente
alternada AC em corrente
contínua DC. Isto quase
sempre envolve o uso de
alguns dispositivos que
permitem a circulação da
corrente eletrônica numa única
direção.
Isto é exatamente o que o diodo semicondutor faz. Um simples tipo de
circuito retificador é o retificador de meia-onda, figura 1, assim chamado
porque ele permite a passagem de somente um semiciclo da onda AC.
A mais popular utilização dos retificadores é em fontes de alimentação que
convertem a tensão AC da rede 220V/60Hz em potenciais DC adequados
para uso em circuitos transistorizados.
As fontes de alimentação, em geral chamadas de "fontes chaveadas", usam
a tecnologia do chaveamento para converter a tensão alternada AC
em tensão contínua DC de nível mais baixo.

32
Os circuitos digitais utilizam tensões DC de 3,3 e 5 volts, enquanto a tensão
de 12 volts é utilizada para fazer funcionar os motores dos drivers de disco e
coolers.

2.2.3 Informação adicional


Como representado no circuito esquematizado na figura 2, para aumentar o
nível de tensão contínua na saída, é conectado um filtro capacitivo.
O funcionamento deste circuito
pode ser entendido da seguinte
maneira: o capacitor carrega-se
ao valor de pico da tensão
retificada. Com o declínio da
tensão, a partir de seu valor
máximo o potencial do
capacitor torna-se maior que o
da entrada, o diodo corta e o
capacitor inicia o processo de
descarga através de RL até que
um novo semiciclo positivo faça
com que a tensão no anodo do
diodo seja maior, reiniciando o
processo de carga.
A figura 2 mostra a tensão de saída do retificador de meia onda com a
atenuação do filtro. A ondulação remanescente é denominada tensão “ ripple”.
Nota: – Em circuitos práticos, há dois conjuntos de condições a considerar.
 Durante um semiciclo 1/120seg., quando a tensão varia do máximo
positivo ao máximo negativo, a tensão no diodo atinge cerca de duas vezes o
pico de voltagem da fonte. Isto acontece porque o capacitor descarrega muito
pouco durante este tempo. Duas vezes o pico de voltagem é chamado “peak
inverse voltage” VPN. Por exemplo, o OA200 está classificado para suportar
uma VPN de 50V; o OA91, uma VPN de 115V; o 1N4002, uma VPN de 100V
e o 1N4004, uma VPN de 400V.

33
 O diodo conduz corrente para o capacitor e para a carga. Esta corrente não
pode exceder IF( av ). Neste caso, a corrente no capacitor Imax= ( Vpico/XC );
XC = ( 1/2f∙C ); Imax = 2f ∙ C ∙ Vpico. Com Vpico = 12V; C = 100F; f = 60Hz

Imax  3mA. A este valor deve ser adicionada a corrente em RL. Para muitos
diodos, a potência máxima dissipada é fornecida, P = IF ( av ) ∙ VF

Retificador de onda-completa
O retificador de meia-onda permanece
inativo durante um semiciclo do sinal
de entrada. O arranjo de dois diodos
possibilita que cada diodo conduza,
alternadamente, durante um semiciclo,
resultando numa retificação de onda-
completa. Um tipo de retificador de
onda-completa é obtido usando-se um
transformador com derivação central,
como mostra a figura 3, “center-tape
design”.
A operação deste circuito é facilmente
entendida no intervalo de um
semiciclo. Considere o primeiro
semiciclo positivo, quando a fonte de
voltagem tem polaridade positiva no
topo, como mostra a figura 4. Nesta
configuração, somente um dos diodos
estará conduzindo; o outro diodo
estará bloqueando a corrente.
Durante o próximo semiciclo, figura 5
a polaridade AC é invertida, de modo
que a forma de onda tem valores
nulos apenas instantâneos.

34
A desvantagem deste retificador de onda é a necessidade de um
transformador com um “center-tap”. Frequentemente, o “center-tap retifier
design” é visto somente em aplicações de baixa potencia.

Existe outro e mais popular


retificador de onda-completa, e
ele é construído numa
configuração em ponte com
quatro diodos, figura 6. Esta
configuração é chamada de
“full-wave bridge”.
Nos retificadores de onda
completa, como em todos os
semiciclos da tensão de
entrada, há tensão de saída, o
nível DC será o dobro em
relação ao de meia onda.
A figura 7 mostra a direção da
corrente, no circuito retificador
para o primeiro semiciclo da
onda AC. A figura 8 mostra a
configuração para o semiciclo
seguinte.

Nota: – Esta configuração com quatro diodos é comumente substituída por


quatro diodos em um único pacote, figura 9.
Para aumentar o nível de tensão contínua na saída, é conectado o filtro
capacitivo, figura 11 e figura 12.

35
Se a reatância do capacitor na freqüência da rede for pequena, comparada
com a carga RL o componente AC será desviado, permanecendo apenas a
corrente DC no resistor.
Para saber mais acesse:

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

2.2.4 Atividade
Material e componentes
 04 diodos 1N4001
 03 capacitores 1F / 25 V, 100F / 25 V, 1000F / 25 V
 02 resistores 2K2, 1K
 01 transformador 220V / 12 + 12 / 1A
 01 multímetro
 01 osciloscópio
 01 “prototip board” e conectores

Parte A
Procedimento:
a – Faça a montagem do circuito
esquematizado na figura 10,
utilizando a placa de protótipos de
modo que capacitores de
diferentes valores possam ser
conectados em paralelo com o
resistor de carga RL = 1K.
b – Com o capacitor C, fora do circuito, ajuste os controles do osciloscópio de
modo que um traço estável seja obtido.
Note a aparência do traço no “scope”.
c – Inverta o diodo. Que variação ocorre no traço?__________________
d – Conecte o fio link.
O que você pôde observar no “scope” ? _______________________

36
Para aplicações de maiores potências, o retificador de meia-onda é
insuficiente. O conteúdo harmônico da saída do retificador é muito largo e
consequentemente dificulta a filtragem. Contudo, o retificador de meia-onda é
uma simples alternativa para reduzir a potencia entregue à carga resistiva.

e – Com o capacitor fora do circuito da figura 10, substitua o resistor RL por


uma lâmpada de filamento.
A onda retificada produz um brilho menor no filamento do bulbo da lâmpada?
O que você pôde observar?
___________________________________________________________

Nota prática: – Você deverá usar capacitores eletrolíticos para alguns


valores de C, nesse caso, observe a polaridade do capacitor. O terminal
positivo deve ser conectado ao catodo do diodo. Também, esteja seguro de
que a tensão de trabalho do capacitor está acima de 20 V.
Para reduzir a ondulação remanescente, voltagem ripple VR, CRL deve ser
maior que (1/60) seg. Este é o tempo para a voltagem ir de um pico positivo
a outro.
Faça a leitura do material didático em website 4 e retorne a atividade.
f – Faça a montagem com C = 100F e RL = 1 K; CRL = 1/10 seg. Este
tempo é seis vezes maior que 1/60s, isto significa uma tensão “ripple”
pequena.
g – Faça a leitura das tensões:
VDC = __________Vmax = __________Vripple = _________

O que você pôde observar? Dê detalhes que possam esclarecer: nível de


tensão contínua, ondulação remanescente e carga resistiva.
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

37
Parte B
Procedimento:

a – Faça a montagem do circuito da figura 11 com C = 1000F; RL = 1K.

b – Faça a leitura das tensões:


VDC = __________Vmax = __________Vripple = _________
Represente o que você pôde observar no scope. Dê detalhes que possam
esclarecer: nível de tensão contínua, ondulação remanescente e carga
resistiva, figura 12.

38
b – Faça a montagem do circuito da figura 13 com C = 1000F; RL = 1K.

c – Faça a leitura das tensões:


VDC = __________Vmax = __________Vripple = _________
Represente o que você pôde observar no scope. Dê detalhes que possam
esclarecer: nível de tensão contínua, ondulação remanescente e carga
resistiva, figura 14.

39
Unidade 3 Reguladores de tensão
3.1 Característica corrente-tensão para o diodo Zener
O diodo Zener é usado como regulador de tensão e como padrão de
referência de tensão. Nesta prática o Zener é operado na região de ruptura e
é usado para regular a tensão em uma carga resistiva quando há flutuações
da tensão de alimentação.

3.1.1 Objetivos
 Analisar o funcionamento do diodo zener
 Estudar o conceito de regulação de tensão.

3.1.2 Contexto
Quando operando na região de ruptura, o diodo zener é equivalente a uma
fonte de tensão DC, isto é, podemos considerá-lo como uma fonte DC com
uma pequena resistência interna.
Este é um tipo especial de diodo usado para
prover uma tensão de referência “standar or
reference voltage”. Por esta razão, o diodo
Zener é frequentemente citado como um
“reference diode”.
Sua principal vantagem é manter a tensão nos
seus terminais aproximadamente constante.
Seu símbolo eletrônico é mostrado na figura 1.
Em circuitos práticos, em razão da resistência interna, a voltagem terminal de
uma bateria varia com a corrente. O diodo Zener pode ser utilizado para
estabilizar a voltagem DC de modo que o circuito seja provido de uma fonte
estabilizada.

40
3.1.3 Informação adicional
A figura 2 mostra a curva
característica para o diodo zener
onde na região de polarização
direta, começa a conduzir em 0,7V
ou próximo.
Na região reversa, note que a
ruptura não é destrutiva, o “joelho”
VZ é severamente pronunciado,
seguido a um drástico aumento de
corrente. A tensão de joelho VZ é
praticamente constante, em quase
toda a região de ruptura . O valor
de VZ é geralmente especificado
para uma determinada corrente de
teste IZT.
A potência dissipada por um diodo zener é dada por:
PZ = VZ ∙ IZ
Por exemplo, com VZ = 6,2V; IZ = 12mA, PZ = 6,2V x 12mA = 74,4mW.
Desde que a potência não seja ultrapassada, o diodo zener pode operar
dentro da região de ruptura sem ser destruído.
Na especificação do fabricante, está incluída também a corrente máxima que
o diodo pode suportar, em função da máxima potência. Assim:
IZM é a máxima corrente de zener especificada;
PZM , a potência especificada;
VZ , a tensão de zener. IZM = PZM / VZ .
Por exemplo, a corrente especificada de um diodo zener de 6,2V com uma
especificação de potência de 500mW, é
IZM = 500mW / 6,2v = 80,6mA

41
Com uma resistência limitadora de corrente suficiente para manter a corrente
de zener abaixo de 80,6mA, o zener pode operar dentro da região de ruptura
sem ser danificado.
Quando um diodo zener está operando na região de ruptura, um aumento na
corrente produz um ligeiro aumento na tensão. O diodo zener tem
resistência, denominada impedância zener ZZT, associada a IZT e VZ.
Assim por exemplo, para um diodo com as especificações:
VZT = 12V; IZT = 20mA e ZZT = 5, indica que o diodo zener tem uma
resistência de 5 para uma corrente de 20mA e uma tensão de 12V.

Regulação de tensão
Para que ocorra o efeito regulador de
tensão é necessário que o diodo zener
opere dentro da região de ruptura,
observando-se as especificações da
corrente máxima.
O regulador de tensão a Zener é
analisado traçando-se a característica
tensão-corrente associada a RS.
No circuito da figura 3, a corrente IRS
que circula pelo resistor em série
RS = 500, é a própria corrente que
circula pelo diodo zener - pela lei de
Kirchhoff
IRS = ( Vin - VZ ) / RS
Para entender como funciona a regulação de tensão, suponha que a tensão
Vin varie entre 9 e 12V.
O ponto de saturação, interseção vertical, é obtido com VZ = 0.
Em q1 , I = 9/500 = 18mA ; q2, I = 12/500 = 24mA

42
Pelo esboço gráfico mostrado na figura 4,
mesmo tendo a tensão de entrada do
regulador variado de 9 a 12V, a tensão de
saída é mantida igual a 6V, aproximadamente.
Essa é a idéia de regulação de tensão.
No caso representado na figura 5, “diodo zener
ideal”, podemos considerar a região de ruptura
como uma linha vertical. Isto significa que a
tensão de saída é constante, embora ocorra
uma grande variação de corrente, o que
equivale ignorar a resistência zener.
“Isto sugere que um regulador a Zener poderia
ser substituído por uma fonte de tensão com
resistência interna nula”.
No caso da figura 6, “diodo Zener real”, isto não
ocorre, deve ser levada em consideração a
resistência zener. Na região de ruptura a linha é
ligeiramente inclinada, isto é, ao variar a
corrente, haverá certa variação, embora
negligenciável, da tensão de saída.
A resistência zener RZ em série com uma bateria ideal é um parâmetro
importante e deve ser levada em consideração. Quanto maior a corrente,
maior a queda de tensão.
Como representa o gráfico da figura 4, com as tensões em q1 e, em q2
dadas por V1 = I1 ∙ RZ + VZ e V2 = I2 ∙ RZ + VZ, produzem a variação
da tensão de saída V2 - V1 = ( I2 - I1 ) ∙ RZ ou VZ = IZRZ
Note que quanto menor for a resistência zener, menor será a flutuação da
tensão de saída.

43
Os diodos Zener encontrados, são frequentemente especificados pelo valor
da tensão de Zener VZ e pela potência máxima de trabalho PZmáx = VZ IZmáx.
Os parâmetros PZmáx e VZ, permitem determinar o valor de IZmáx, porém para
determinar IZmin, se faz necessário a característica dada pelo fabricante. Para
fins de projeto, em circuitos práticos utiliza-se IZmin = IZmáx / 10 que
representa a aproximação do parâmetro real, obtido da característica.
Consultar catálogo adequado*.
Para saber mais acesse:

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

3.1.4 Atividade
Material e componentes

 Fonte de alimentação 0-20V


 Multímetro
 Resistor 470R/5W
 Diodo Zener 5V6/1W
 Placa de protótipos
 Conectores

Procedimento:

a - Faça a leitura da resistência do diodo zener.


RZ polarização direta = __________
RZ polarização reversa = _________

44
A relação entre estes valores em geral é de no mínimo 1000/1.
b - Faça a montagem do
circuito esquematizado na
figura 7, com RS = 500R.
c - Ajuste a tensão da fonte VS,
de tal forma, a obter no diodo
tensões em intervalos de
0.1V. Faça a leitura da
voltagem Vdiodo( V ), da
corrente Idiodo( mA ).
Complete a tabela.
d - Inverta a polaridade do
diodo, conforme o esquema da
figura 8.
e -Varie a tensão da fonte, de
tal forma, a obter no circuito
valores de corrente em
intervalos de 5mA.
Faça a leitura da voltagem Vdiodo
( V ), da corrente Idiodo( mA
) e complete a tabela
correspondente.
Análise
- Com a equação: VZ = IZRZ
calcule a resistência zener para
Vin = 10V.
( Use as variações de tensão e
corrente entre 8V e 12V ).
Obtenha a curva característica
para o diodo zener.
*www.datasheetcatalog.com

45
3.2 Estabilização
A tensão DC disponível na saída do filtro do retificador pode não ser
suficiente, devido a ondulações remanescentes ou variar o seu valor em
certos tipos de distúrbios, tais como variações na tensão de entrada, carga ou
temperatura. Nestes casos, há necessidade de ajuste ou de circuitos de
estabilização.

3.2.1 Objetivo
 Estabilizar a saída de uma fonte de tensão
 Analisar resultados experimentais.

3.2.2 Contexto

Em geral, uma fonte de tensão deve ser precisa independentemente da


corrente de carga. Nos circuitos de retificação a tensão de saída DC e a
ondulação remanescente dependem da resistência de carga. Uma método
simples de estabilizar a tensão DC, eliminar a ondulação e fornecer uma
tensão DC independente de RL é conectar um zener na saída da fonte, como
é mostrado na figura 2. Embora a regulação do filtro seja significativa, mesmo
neste circuito por causa de quedas de tensão nas resistências dos
enrolamentos do transformador a saída diminui com o aumento da corrente.
Outras variáveis, tais como mudanças na tensão da rede e envelhecimento de
componentes, podem também contribuir para variações na tensão da fonte de
alimentação. Para manter a saída constante, dispositivos reguladores de
tensão são incorporados à fonte. Estes dispositivos são circuitos eletrônicos
projetados, quando se necessita de regulação precisa. Em outros casos,
utilizam-se componentes especiais que mantêm, para certos propósitos,
aceitável estabilidade de tensão.

46
3.2.3 Informação adicional
Para o circuito do esquema da figura 2 com Vin = 10  1V; VZ = 6,2V / 1 W;
RL = 180 , há dois conjunto de condições a considerar:
 Comportamento do circuito na condição ( circuito aberto ), RL = 
I Zmáx = ( P Zmáx / VZ ) = 1 / 6,2  160mA
Em circuitos práticos, IZmin = (1 / 10) I Zmáx I Zmin  16mA
RSmin = ( Vin máx - VZ ) / I Zmáx = ( 11 – 6,2 ) / 0.160  30
P = RS ∙ ( I Zmax ) 2  860mW
RSmáx = ( Vin min – VZ ) / I Zmin = ( 9 – 6,2 ) / 0.160  170
ILmáx = ( Vin min – VZ ) / RS - I Zmin  70mA
 Comportamento do circuito na condição ( com carga resistiva ) RL = 180
IL = VZ / RL = 6,2 / 180 = 34mA Vin = RSI + VZ I = IZ + IL
Vin max = RS ( I Zmax + IL ) + VZ Vin max  13V
Vin min = RS ( I Zmin + IL ) + VZ Vin min  8V
O regulador de tensão a diodo zener é analisado da seguinte forma:
Como o zener está polarizado inversamente, ele conduzirá a partir da tensão
de 6,2V o que fará com que a tensão Vo = 6,2V, desde que Vin  6,2V.
Alterações na tensão de entrada Vin, ocasionadas por variações do valor de
RL são compensadas pela corrente de zener, entre IZmin e IZmáx.
Para saber mais acesse:

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

3.2.4 Atividade
Material e componentes
 Transformador 220V/6 + 6/1A
 Capacitor 1000F/35V
 Diodo zener 5,1V/1W; 6,2V/1W
 Resistores 82R/1W; 1K/0.5W; 3K3/0.5W; 4K7/0.5W; 8K2/0.5W; 10K/0.5W
 Multímetro
 Osciloscópio

47
Parte A
Procedimento
a. Faça a montagem do circuito da figura1.
RS = 82R; RL = 1K; VZ = 6,2V / 1 W
b. Ajuste Vin do circuito para valores acima
da tensão VZ; para o valor igual a VZ; para
valores abaixo da tensão VZ.

O que você pôde observar?


____________________________________

b. Ajuste Vin até o zener não mais regular a tensão.

Vin mínimo = ________________________________

O que esperávamos e por quê?_______________

Parte B
Procedimento
a.Faça a montagem do circuito esquematizado na figura 2, com:
C = 1000F/35V; Rs = 82R ou próximo; RL = 1K ; VZ = 6,2V / 1 W

b. Ajuste RL do circuito para valores acima de RL = 1K; para o valor igual a RL;
para valores abaixo de RL

48
Obtenha o valor mínimo de RL para que Vo seja ainda estabilizado pelo
zener. Considere que o zener não conduz abaixo da tensão reversa de 6,2V
Represente o que você pôde observar no scope. Dê detalhes que possam
esclarecer: nível de tensão contínua, ondulação remanescente e carga
resistiva, figura 3.

49
Unidade 4 Transistores de junção

4.1 Característica corrente-tensão para o transistor

O transistor de junção ou bipolar é um dispositivo semicondutor com três


terminais. A pequena corrente de base controla uma corrente maior, a
corrente de coletor. Esse importante componente eletrônico permite a
amplificação e comutação de sinais.

4.1.1 Objetivos
 Obter a curva característica para o transistor

 Analisar resultados experimentais.

4.1.2 Contexto
Apesar do grande uso de circuitos integrados, o componente discreto é
indispensável no projeto de circuitos. Nesta prática, consta o uso do transistor
tanto como amplificador quanto o uso do transistor como chave.
Desde que o transistor permite a amplificação de sinais, ele é dito ser um
componente ativo. Dispositivos tais como resistores, capacitores, indutores e
diodos não amplificam e, portanto são conhecidos como componentes
passivos.
Existem dois tipos de transistor em uso:
 O bipolar ou transistor de junção
 O unipolar ou transistor de efeito de campo, FET .
Usualmente quando falamos transistor, é entendido o bipolar ou transistor de
junção por ser este tipo mais usado que o unipolar. Bipolar significa que o
funcionamento do transistor depende da circulação de elétrons e da
circulação de lacunas. Unipolar significa que a operação do transistor
depende da circulação de elétrons ou de lacunas, mas não de ambos.

50
4.1.3 Informação adicional
Cada transistor é identificado por um
código, figura1.

A “American manufacture” usa um


código que começa com 2N. Para
diodos o código começa com 1N. A
“European manufacturers” usa um
código que indica o tipo de
semicondutor, silício ou germânio, e a
destinação do transistor.

Por exemplo, para o BC 108, a


primeira letra refere-se ao material
semicondutor; “A” significa germânio e
B significa silício. A segunda letra indica
o uso apropriado do transistor; a letra
“C” indica que ele pode ser usado como
um amplificador de áudio freqüência. A
letra “S” significa que o transistor é de
uso apropriado como chave; e a letra
“F” para radio freqüência.

Nota: - Consultar catálogo adequado*

Cada transistor tem três terminais.


Estes terminais são chamados base,
coletor e emissor. No caso do
transistor TO3, o coletor está na casca
metálica. O popular transistor BC107
tem sua casca metálica conectada
internamente com o coletor.

Existem dois tipos de transistores: o npn e o pnp.

51
O símbolo eletrônico, estrutura e modelo de bandas de energia para o
transistor são mostrados na figura 2.
Desde que o transistor bipolar é composto de duas junções pn, é útil
imaginar o transistor como dois diodos conectados juntos, “diode model”,
como mostra a figura 2. Este modelo permite identificar um transistor
desconhecido. Os circuitos equivalentes dos transistores bipolares npn e
pnp estão compostos por diodos e se segue o mesmo procedimento para
testar diodos retificadores.

Bandas de energia
As propriedades de qualquer material sólido, inclusive semicondutores,
dependem da natureza dos átomos que os constituem e do modo pelo qual
são agrupados. As energias que os elétrons de um átomo podem apresentar
são representadas por linhas horizontais num diagrama de níveis de energia
figura 3.
Quando os átomos se agrupam
para formar um cristal sólido, os
elétrons dos neveis superiores dos
átomos adjacentes interagem para
ligá-los entre si.

52
Configurações básicas
Polarização adequada para um
ampliador classe A transistorizado,
não importa a configuração, consiste
de polarização direta para o circuito
emissor-base e polarização inversa
para o circuito coletor-base figura 4.
O circuito em emissor comum e
seguidor de emissor funcionam,
muito bem, nas freqüências baixas,
de audiofreqüência, mas à medida
que a freqüência sobe, o surgimento
de alguns efeitos compromete o
funcionamento do transistor como
amplificador.

Sempre que é necessário um bom funcionamento do transistor em altas


freqüências ou um grande ganho de tensão, o circuito em base comum é o
mais indicado.

Retas de carga

É importante selecionar o valor de Rb para um amplificador de modo que não


haja distorção do sinal amplificado. Mediante a linha de carga da
característica de saída do transistor, o “circuit designer” pode selecionar o
valor de Rb de modo a assegurar que a distorção seja minimizada.

A figura 5 mostra as correntes e as voltagens no circuito de saída de um


transistor.

53
A voltagem da fonte, VDC, está dividida entre o transistor e o resistor de
carga Rc. Portanto:

VDC = V1 + Vce , Vce = VDC – V1;

V1 = Ic . Rc; Vce = VDC – V1 ,

Vce = VDC – Ic . Rc

Vce = VDC – Ic . Rc representa a


equação do traço do gráfico, logo,
os pares de pontos Ic e Vce, estão
contidos na reta. Esta linha é
mostrada na figura 6 para o caso
de Rc = 500R e VDC = 6V, e é
conhecida como linha de carga
assim ela indica as condições de
operação do transistor quando
circula corrente no resistor de
carga do coletor.

Mais acuradamente, esta linha é


conhecida como “500R load-line”,
desde que ela represente a relação
entre Vce e Ic para a resistência de
carga Rc de 500R.

Note os seguintes pontos da representação gráfica figura 6.

 Quando Vce = 0, Vc = Ic ∙ Rc ∙ Ic = 6V/0.5K = 12 mA. Realmente Vce


nunca atinge zero, mas 12mA é tomado como a máxima corrente de
coletor, conhecida como saturação do transistor.
 Quando Vce = 6V, Ic ∙ Rc = 0, ou Ic = 0. Esta é a condição conhecida
como “cut-off” quando não há corrente circulando no transistor.

54
Ponto de operação
O ponto de operação do transistor deve estar na interseção da linha de carga
com a curva característica do transistor. No caso, suponha que o ponto de
operação coincida com P na curva característica Ic vs. Vce mostrada na
figura 6. Neste ponto, note que Ic ≈ 5mA, Ib = 0.15mA e Vce ≈ 3.5V.
Agora suponha que em decorrência de uma variação de voltagem na junção
base-emissor Vbe a corrente de base aumente, Ib = 0.20mA. Desde que o
transistor deve sempre operar sobre a linha de carga como também sobre a
curva característica, o ponto de operação está agora em Q; e se a corrente
de base cair para 0.1mA, causada pelo declínio de voltagem na junção base-
emissor, Vbe, o ponto de operação é movido para R.
Note, novamente, que o transistor opera como um amplificador de corrente ;
uma pequena variação em Ib dá origem a uma larga variação de Ic. A corrente
de base é uma fração das correntes de coletor e emissor. Uma pequena
corrente de base, Ib, controla uma corrente maior, Ic, corrente de coletor. O
ganho em corrente hFE é a razão entre a variação de Ic e a variação de Ib.
Isto pode ser calculado da figura 6.
A variação da corrente de base entre os pontos Q e R é de 0.1mA; a
variação da corrente de coletor entre os pontos Q e R é de 3mA; portanto
hFE = 3 / 0.1 = 30
Compare este valor com ganho DC em corrente em P.
hFE = variação da corrente de coletor / variação da corrente de base
b ( ou hFE ) = corrente de coletor / corrente de base = 5 / .15
A = variação em Vce / variação em Vbe
O ganho em voltagem é a razão entre a variação da tensão de saída e a
variação da tensão de entrada.
É necessário conhecer a característica tanto de saída quanto de entrada do
transistor para achar o ganho em voltagem A. No caso, Vce varia de 2V
quando o ponto de operação varia entre R e Q. Assumindo que este
transistor tem a característica de entrada mostrada na figura 9, a uma
variação em Ib de 0.1mA corresponde a uma variação em V be em cerca de
0.04V. Assim, o ganho em voltagem A = 2V / 0.04 V = 50.

55
Valor para o resistor de base.
Estes resultados mostram que um amplificador com ganho de voltagem 50
pode ser construído usando um transistor com ganho de corrente 33.
Suponha que este transistor
seja usado no circuito
amplificador de áudio
mostrado na figura 7 . Rb
deve ser escolhido de modo
que Ib = 0.15mA. A queda
de tensão no resistor Rb, é
igual a ( 6 – 0.7 )V = 5.3V
desde que Vbe = 0.7 V.
Portanto o valor de Rb, é
( 5.3V / 0.15mA ) = 33KΩ,
aproximadamente.
O ponto P é escolhido de modo que, na ausência do sinal de entrada,
Vce = 3V (ou próximo), isto é a metade da tensão da fonte. Nesta condição,
a voltagem de saída pode variar por cerca de 2V para mais ou para menos
sem distorção.
Para saber mais acesse:

http://www.ngsir.netfirms.com/englishhtm/Amplifier.htm

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

56
4.1.4 Atividade
Material e componentes
 Transistor 2N3053 ( ou outro de uso geral )
 Lâmpada 12V/10W
 Multímetro
 Conectores
 Fonte de tensão ( bateria) 12V
 Resistor variável (VR) 100R/1W, 1K
 Resistores 22R/15W, 1K, 2K7

Parte A
Teste para o transistor

O teste é realizado entre o terminal da


base “b” e os terminais “e” e “c”. Portanto
se o transistor é do tipo npn, o diodo
interno entre a base e o coletor, ou entre
a base e o emissor está reversamente
polarizado pela primeira conexão ( alta
resistência ) como mostra a figura 8 e
diretamente polarizado pela segunda
conexão ( baixa resistência ) figura 8.

57
Procedimento
a. Para isto, selecione no multímetro a escala ohms x 1 ou ohms x 10. Note
que o terminal vermelho tem polaridade negativa e o terminal preto tem
polaridade positiva quando o multímetro analógico é “switched” em ohms.

b. A ilustração representada na figura 8 sugere como identificar o emissor,


base e o coletor dos transistores comumente usados. Tente isto !

O que você pôde observar? Dê detalhes que possam esclarecer


polarização reversa, polarização direta e resistência.
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

58
Parte B
Ganho de corrente DC para o transistor
O circuito da figura 9 mostra como
um amperímetro deve ser
conectado para medir a corrente
de base e a corrente de coletor.
Procedimento
a. Faça a montagem do circuito
como esquematizado na figura 9.
b. Selecione no multímetro a
função corrente em 100mA ( ou
próximo ) e faça a conexão em
série com a lâmpada.
c. Com a bateria conectada no circuito, ajuste o potenciômetro até que a
lâmpada atinja seu brilho máximo. Faça a leitura da corrente de coletor, Ic.
Ic = __________________
d. Remova o miliamperímetro e religue a lâmpada no circuito.
e.Conecte o miliamperímetro na base do circuito como mostra a figura 9.
f. Ajuste o potenciômetro e observe o brilho da lâmpada. Assim que a
lâmpada atingir o brilho máximo, faça a leitura da corrente de base,
Ib = _____________________
Com o resultado de suas anotações determine o ganho de corrente d.c. do
transistor.
_____________________________________________________________
Nota – A corrente de base é muito menor que a corrente de coletor, assim, é
necessário selecionar uma escala de menor alcance ( 3mA ou próximo ).
Note que é importante medir a corrente de base logo que o transistor satura
“switches on” a máxima corrente de coletor, Ic. Se a corrente de base
continuar aumentando o brilho da lâmpada permanecerá inalterado. A
corrente de coletor é dita ser saturada.

59
Parte C
Característica tensão-corrente para o transistor bipolar.
As características de um transistor são gráficos que mostram as relações
entre as várias correntes e voltagens quando o transistor é usado como
chave ou amplificador. O gráfico permite ao “circuit designer” decidir qual o
melhor uso para o transistor.
Três gráficos mostrando estas características para um transistor npn podem
ser obtidos com o circuito esquematizado na figura 10. O circuito permite que
quatro quantidades sejam avaliadas:
Ib – corrente de base
Ic – corrente de coletor
Vbe – voltagem base-emissor
Vce – voltagem coletor-emissor
Três características que podem ser
obtidas com este circuito:
 característica de entrada
 caracteristica de saída
 característica de transferência

A característica de entrada mostra a relação entre a corrente de base, Ib e a


voltagem base-emissor, Vbe. A característica de entrada é obtida sendo
mantida a voltagem coletor-emissor, Vce, constante e avaliando-se Vbe para
vários valores de Ib.

60
Procedimento
a. Faça a montagem do circuito da figura 10.
b. Ajuste o potenciômetro VR2 até obter a
tensão Vce = 3V ( ou próximo)
c. Com o potenciômetro VR1 varie a tensão
base-emissor Vbe em intervalos de 0.1V,
mantendo constante, Vce.
d. Faça a leitura dos valores da corrente de
base e complete a tabela de observação.
e. Com o resultado de suas anotações
construa a característica de entrada do
transistor.
Um típico resultado para um transistor de
silício é mostrado na figura 11.

Parte D
Característica de saída ou de coletor
A “output characteristic”, figura 6 mostra a relação entre a corrente de coletor,
Ic, e a voltagem coletor - emissor, Vce. A característica de saída é obtida
sendo mantida constante a corrente de base, Ib e avaliando-se Ic para vários
valores de Vce.
Procedimento
a. Faça a montagem do circuito da figura 10.
b. Ajuste o potenciômetro VR1 até obter a corrente de base Ib = 0.
c. Mantenha constante a corrente de base Ib. Com o potenciômetro VR2
varie a tensão Vce em intervalos de 1V e faça a leitura dos correspondentes
valores de Ic.

61
e. Ajuste o potenciômetro VR1 até obter outros valores da corrente de base
e complete a tabela de observação.

Análise
Com o resultado de suas anotações construa a característica de saída do
transistor.
Um típico gráfico para um transistor de silício é mostrado na figura 6

O que esperávamos e por quê?


__________________________________________________________
O que você pôde observar?
__________________________________________________________

Característica de transferência

O gráfico da figura 12 é obtido com a variação


de Ib, sendo mantido Vce constante.
O traço do gráfico é quase uma linha reta
indicando que Ic é proporcional a Ib e amplificado
pelo fator hFE.
hFE = ( variação em Ic / variação em Ib )
Note que há pouca diferença entre o ganho em corrente AC e o ganho em
corrente DC.
*www.datasheetcatalog.com

62
Nota adicional
Modelo funcional para o transistor npn, figura 13.
 A junção base-emissor comporta-se como um diodo
 A corrente de base Ib circula somente quando a voltagem Vbe na junção
base-emissor é 0.7V ou mais.
 A pequena corrente de base controla uma corrente maior, a corrente de
coletor Ic
 Ic = hFE Ib ( exceto para o transistor “ful on” e saturado)
 hFE é o ganho de corrente ( DC current gain ). Um típico valor para hFE
hFE = 100
 A resistência coletor-emissor Rce é controlada pela corrente de base IB
 Ib = 0 Rce é infinita transistor “off”
 Ib pequeno Rce reduzida transistor parcialmente “on”
 Ib aumentado Rce = 0 transistor "full on" ( saturado )
Frequentemente é necessário a conecção em
série com a base de um resistor para limitar a
corrente de base Ib.
 Um transistor que está “full on” ( com Rce = 0 )
é dito está saturado.
 Quando o transistor está saturado a
voltagem coletor-emissor Vce é reduzida a
próximo de 0V
 Quando um transistor está saturado a
corrente de coletor Ic é determinada pela
voltagem da fonte e pela resistência externa
do circuito coletor, não mais pelo ganho de
corrente do transistor.
 A corrente de emissor Ie = Ic + Ib , como Ic é
muito maior que Ib, Ie = Ic

63
4.2 Amplificador de pequenos sinais
Cada amplificador tem um circuito equivalente para corrente contínua e outro
para corrente alternada. No projeto de um circuito amplificador
transistorizado, há dois conjuntos de condições a considerar. Um deles é o
conjunto d.c. de condições, o outro, é o conjunto a c. ou rf. de condições.

4.2.1 Objetivo
 Obter a curva de respostas do amplificador.

 Analisar resultados experimentais.

4.2.2 Contexto
A junção de emissor de um
transistor necessita ser polarizada
diretamente e, a de coletor,
inversamente.
Por exemplo, o amplificador de
emissor comum representado no
diagrama da figura 1, no qual a
corrente de polarização de base é
fornecida via resistor de base Rb é
dada por VDC / Rb, em virtude de a
resistência direta da junção do
emissor ser muito pequena. Como a
corrente de coletor é,  ∙ Ib, o ponto
de operação fica completamente
determinado.
No entanto, o ganho de corrente
depende do ponto de operação. A
interseção da reta de carga com a
curva da corrente de base, calculada
de Ib = VDC / Rb, é o ponto de
operação.

64
O circuito de polarização esquematizado na figura 1 não é, em geral,
satisfatório, pois o ponto de operação varia drasticamente com a
temperatura.
Nota: - O circuito aplica-se igualmente ao tipo pnp se a polaridade de VDC for
invertida.

4.2.3 Informação adicional


A comparação entre as características de coletor em temperaturas elevadas
e aquelas à temperatura ambiente mostra que a corrente de coletor é muito
maior em temperaturas mais elevadas. Como, neste circuito, a corrente de
base é fixa, há a possibilidade de o ponto de operação se deslocar para uma
região inaproveitável das características do transistor.
Obtém-se um circuito de polarização mais satisfatório com a inclusão de um
resistor de emissor, conforme está indicado no esquema da figura 2. A queda
de tensão em Re tende a polarizar inversamente a junção de emissor, e o
divisor de tensão composto por R1 e R2 fixa a tensão de base, de modo que o
potencial base-emissor a polariza diretamente. A vantagem deste circuito é
que um aumento da corrente de coletor aumenta, por sua vez, a queda em
Re, de modo que a corrente de base é reduzida.
Realimentação positiva é a realimentação em que sistema responde a
perturbação na mesma direção da perturbação. Isto é algumas vezes
referido como realimentação cumulativa. Em contraste, um sistema que
responde a perturbação na direção oposta é chamado sistema de
realimentação negativa.
O termo "positivo" significa resposta na mesma direção da perturbação.
O termo "negativo" significa resposta em direção oposta.
No projeto de um circuito amplificador transistorizado, há dois conjuntos de
condições a considerar. Um deles é o conjunto d.c. de condições, o outro, é
o conjunto a c. ou rf. de condições. Ambos são descritos na figura 3.
No caso das condições d.c. é necessário superar um aspecto peculiar deste
tipo de transistor. Isto é feito aplicando na base uma tensão
aproximadamente 0.65V mais alta que o nível de tensão do emissor. De fato
o uso desta propriedade permite que o transistor seja utilizado como uma
simples chave.

65
Com o amplificador classe A, isto é feito da seguinte forma:
No diagrama da figura 3, é utilizada a fonte habitual de alimentação, 12VDC.;
um resistor entre a fonte e a base e outro da base ao terra. Há também um
resistor da fonte ao coletor e outro do emissor ao terra.

Os resistores associados à base R1 e R2,


formam um divisor de tensão,
( R2 / ( R1+R2 ) )12V = Vb
Voltagem da base ( d.c.)
Com R1 e R2 em K , 82K para R1 e
39K para R2 a tensão na base é:
39K / ( 82K + 39K ) 12V = 3.87V (d.c. )
A corrente que circula por estes resistores,
negligenciando qualquer corrente de base,
é – pela lei de ohm
I = 12 / ( R1 + R2 ) = 0.1 mA
Em circuitos práticos, a corrente de emissor
está entre 5 e 10 vezes a corrente que
circula por estes resistores. Sendo adotado
um valor nesse intervalo de 7 vezes isto é
0.7mA para a corrente de emissor.
Se uma corrente maior de emissor for
requerida então a corrente de base deve
ser aumentada para manter a relação
aproximada.
O valor calculado da tensão de base é de
3.87V, mas ela deve ser 0.65V maior que a
de emissor, então a queda de tensão no
emissor deve ser:
( 3.87 – 0.65 ), ou seja, 3.22V. Se a corrente de emissor é 0.7mA então o
resistor de emissor R3 deve ser – pela lei de ohm:
R3 = 3.22 / 0.0007 = 4600 ohms ou próximo ( 4K7 )
O resistor de coletor R4 também chamado resistor de carga poderia ser um
transformador ou um circuito ressonante.

66
No caso das condições a.c. são utilizados capacitores de acoplamento.
Estes são C1 e C3. A função de C1 e C3 é bloquear o componente d.c. de
modo que as tensões d.c. neste estágio não sejam transferidas aos
estágios adjacentes. Usualmente é adotada a mais baixa reatância XC na
freqüência de interesse de modo que o sinal não seja impedido de ser
transferido. Um capacitor de 0.82F tem uma reatância de aproximadamente
650 em 300hertz e de 65 em 3000hertz. Estes são os limites de
frequencias de áudio para finalidade de comunicações. Estes valores de C
são considerados baixos. Naturalmente, um valor mais elevado, tipo
eletrolítico, pode ser usado. Se este fosse um amplificador de alta fidelidade
certamente seriam adequados valores de C mais elevados. Para propósitos
a.c. ou r.f. o emissor deve ser aterrado. Na condição a.c. a existência do
resistor de emissor conectado ao terra causa uma queda no ganho por causa
da “degeneração do emissor”. O capacitor de desacoplamento C2 “by-pass”
o resistor de emissor R3 ( C2 desvia os sinais a.c do resistor R3 de
polarização de emissor ). Com C2 de mesmo valor C1 ou C3 o resistor de
emissor R3 fica invisível para propósitos a c. ou r.f.
Para saber mais acesse:

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

4.2.4 Atividade
Material e componentes
 Multímetro
 Conectores
 Transistor de uso geral
 Osciloscópio
 Fonte de tensão 12VDC.
 Gerador de áudio
 Potenciômetro 1K linear 0.4W
 Resistores 180/1W, 470R/1W, 1K/1W, 1K8/1W
 Capacitores 0.1μF/500V, 0.47μF/160V, 100μF/35V, 4,7μF/400V,
10μF/250V.

67
Parte A
Procedimento
a. Faça a montagem do circuito esquematizado na figura 4 de modo que
capacitores ( CE ) de diferentes valores possam ser conectados.

b. Complete a tabela de observação. Ajuste a frequência do gerador de


sinais para 1kHz ( senoidal ). Comece com CE ligado no circuito.

68
Análise
Utilize o “Graphical Analysis” ou um
analisador gráfico qualquer, faça o gráfico de
Vo vs. Vi para a tabela “com CE”,
superposto ao mesmo gráfico para a tabela
“Sem CE”. Um típico resultado para este
circuito é mostrado na figura 5. O que você
pôde observar?____
____________________________________
Com o resultado da análise do gráfico, determine para cada circuito o ganho
em tensão.

Parte B
Procedimento
a. Ligue o circuito esquematizado na figura 4.
b. Ajuste a tensão de entrada para Vi = 100mV e complete a tabela de
observação.

Análise
Obtenha a curva de resposta do circuito.
O que poderá ser obtido é mostrado na
figura 6. O que você pôde observar?

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

69
Parte C
Procedimento
a. Ligue o circuito esquematizado na figura 4 de modo que capacitores Ci
de diferentes valores possam ser conectados.
b. Ajuste a tensão Vi para 100mV e complete a tabela de observação.

Análise
Utilize o analisador gráfico, faça o gráfico
de Vo vs. f . O que poderá ser obtido é
representado na figura 7.

O que você pôde observar?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

70
Unidade 5 Osciladores
5.1 Oscilador Hartley
Em geral, um circuito oscilador está composto por um circuito oscilante, um
amplificador e uma rede de realimentacão.

5.1.1 Objetivo
 Estudar o funcionamento do oscilador Hartley

 Analisar resultados experimentais.

5.1.2 Contexto
Este é um tipo de oscilador LC em que a freqüência do sinal produzido é
determinada por uma bobina e um capacitor ( circuito tanque LC ).

Os circuitos ressonantes LC são habitualmente usados nas estruturas de


realimentação dos osciladores para a seleção de freqüência de oscilação.

Um oscilador é composto por um amplificador, figura 1, o qual amplifica a


voltagem de entrada e produz uma voltagem com desvio de fase na saída. A
realimentação positiva é usada para causar uma oscilação sustentada; tais
circuitos são “self-starting”.

Realimentação é um processo que consiste em “injectar” uma amostragem


do sinal de saída novamente na entrada, com o fim de regular a saída.
Desvio de fase é a diferença, em graus angulares, entre dois sinais com a
mesma freqüência. O amplificador fornece um desvio de fase de 180 graus.
Para funcionar, o oscilador necessita de um desvio de fase de 360 graus.

71
5.1.3 Informação adicional
A figura 2 ilustra a operação do circuito LC. A operação deste importante
circuito envolve o intercâmbio de energia cinética e potencial.

Quando a corrente é “injetada” no circuito,


instante t1, se “intercambia” a energia entre o
indutor e o capacitor, instante t2 e t4 . No instante
t2, o capacitor estará completamente
descarregado e a ddp entre seus terminais e os
terminais do indutor será nula.

Enquanto isso a corrente no indutor deu origem a um campo magnético no


espaço em sua volta. Esse campo magnético agora decresce, induzindo uma
fem no indutor no mesmo sentido da corrente. A corrente, entretanto,
persiste, embora com intensidade decrescente, até que o campo magnético
desapareça e o capacitor seja carregado no sentido oposto à sua polarização
inicial, no instante t3 . O processo agora se repete no sentido oposto.

A forma da tensão de saída é mostrada na figura 3.

Dois modos de realimentação são mostrados na figura 4. No circuito Hartley,


o indutor tem um terminal ( CT ) para ajuste com a baixa impedância do
circuito coletor. O outro terminal alimenta a base.

72
Somente um capacitor é usado. O circuito
Colpitts não requer “tapped inductor”, mas usa
dois capacitores como divisor capacitivo de
tensão. A oposição de fase nos dois terminais do
circuito sintonizador provém à necessária
realimentação positiva.

A freqüência é f = 1/2π ( LC ) ∙ 1/2 . Na usual “high-frequency” para “RF


circuits”, L está em μH e C em pF.

No circuito da figura 6, a configuração básica do oscilador Hartley, a bobina


tem um terminal ( CT ). Este tipo de oscilador pode ser usado para produzir
sinais e freqüências que vão de alguns hertz ( áudio ) até algumas dezenas
de megahertz ( RF ). A principal limitação encontrada para este tipo de
oscilador quando operado na freqüência de áudio, é a necessidade de uma
bobina de grande indutância.

Para saber mais acesse:

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

5.1.4 Atividade
Material e componentes
 Indutor 10mH ( ou próximo )

 Resistor 470R

 Reostato 330R ( Trim-pot )

 Capacitores 10nF, 15nF, 33nF, 47nF

 Transistor Tip 31

 Bateria 12V

 Placa de protótipo

 Fio rígido

 Osciloscópio

73
Procedimento
a - Faça a montagem do circuito do esquema da figura 5, de modo que
capacitores de diferentes valores possam ser utilizados.

b - Obtenha a amplitude da tensão de saída em função da freqüência.

Análise

Faça o gráfico Vo vs. f. Utilize o analisador gráfico.

O que poderá ser obtido é representado no diagrama da figura 5.

O que você pôde observar?___________

Descreva qualitativamente a operação do circuito, começando pelo instante em


que a chave é ligada.

____________________________________

De que modo podemos alterar o ciclo ativo do oscilador?

______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

74
5.2 Multivibradores
Este circuito é um oscilador que gera uma forma de onda retangular, com
muitos harmônicos, por isso seu nome, multivibrador. A qualificação astável
significa que ele é instável para quaisquer de seus dois estados.

5.2.1 Objetivo
 Estudar o funcionamento do multivibrador astável.

 Analisar resultados experimentais.

5.2.2 Contexto
Os circuitos realimentados com dois transistores, denominados
multivibradores, são osciladores de relaxação importantes. Este tipo de
oscilador eletrônico produz continuamente uma forma de onda retangular. O
termo multivibrador refere-se ao fato de que uma forma de onda retangular
tomada no coletor de qualquer dos transistores, consiste de um grande
número de diferentes frequências. É a combinação destes harmônicos que
produz a forma de onda retangular. Os multivibradores astáveis e de outros
tipos que veremos oportunamente consistem em circuitos importantes para
os computadores. Aos níveis alto e baixo correspondem a geração de bits,
ou seja, produção de zeros e uns com que os computadores operam.
Variações deste circuito são a base de todos os chips dos computadores.
Existem componentes que são mais apropriados que os transistores comuns
para o projeto dos chamados osciladores de relaxação, mas é importante
também este tipo de aplicação, pelo fato de que ela servirá de base para as
próximas lições. O multivibrador astável também pode ser implementado
usando o CI 555 e o amplificador operacional 741.

75
5.2.3 Informação adicional

Circuitos multivibradores astáveis


O diagrama da figura 1 ilustra a operação deste importante circuito.

Parâmetros elétricos
R C1 = R C2 = 1,5 k

C1 = C2 = 22F

Vcc = 18V

 = 95

Vbe = 0,65V

Cálculo

 IC para ambos os transistores em corte ou saturação:


IC = Vcc / RC1 = 18 / 1500 = 12mA

 IB para ambos transistores em corte ou saturação


Ib = IC / b = 12 ∙ 10 -3 / 95 = 126mA
Para assegurar a comutação Ib deve ser duplicada Ib = 252mA

 Rb1 = Rb2, - Pela equação da malha de entrada

Vcc = Ib Rb1 + Vbe R b1 = R b2 = ( Vcc - Vbe ) / Ib


R b1 = R b2 = ( 18 - 0.65 ) / 252 ∙ 10 -6 = 69K

 t nível alto = t nível baixo

- Pela equação de carga do capacitor

t nível alto = 0.693 Rb1 C = 0,693 ∙ 69 ∙ 10 3 ∙ 22 ∙ 10 -6 = 1s;

 Período do sinal quadrado gerado

T = t1 + t2 = 2 t1 = 2s; f = 0.5Hz

76
Formas de onda da tensão gerada pelo Multivibrador Astável Simétrico

Fortes sinais de realimentação levam os transistores, alternadamente, ao


corte e a saturação, gerando oscilações não senoidais, figura 2.
As formas triangulares das tensões de base ilustram o processo de carga e
descargas alternadas dos capacitores de acoplamento.
Para saber mais acesse:

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

77
5.2.3 Atividade
Material e componentes

 Resistores 470R, 10K


 Capacitores 100F, 0.1F, 0.01F,...
 Transistores BC548 ( ou equivalente )
 Fonte de tensão 12VDC
 Leds
 Osciloscópio
 Fio rígido

Procedimento
a. Faça a montagem do circuito
esquematizado na figura 3 de
modo que capacitores de
diferentes valores possam ser
conectados.
b. Determine, por inspeção, o
período e a amplitude do sinal
de saída do oscilador. Trace a
forma de onda da tensão de
saída, figura 4.

78
Análise
De que modo pode alterar o ciclo ativo de um multivibrador astável?
Descreva qualitativamente a operação do circuito, começando pelo instante
em que Q1 e Q2 estão cortados e Q1 inicia a condução.
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

79
Unidade 6 Técnicas digitais
6.1 Gates básicos lógicos
Usando combinações de portas lógicas ou gates, operações complexas
podem ser executadas. Em teoria, não há limite para o número de gates que
podem ser postos juntos em um único dispositivo. Mas, na prática, há um
limite para o número de portas que podem ser acondicionados em um
determinado espaço físico. Matrizes de portas lógicas são encontradas em
circuitos integrados (CIs).

6.1.1 Objetivo
 Estabelecer a tabela verdade para Gates lógicos básicos; verificar o
teorema de De Morgan
 Implementar o inversor utilizando gates NAND ou OR
 Implementar o gate OR utilizando um gate NAND e dois INVERSORES
 Implementar o gate AND utilizando um gate NOR e dois INVERSORES

6.1.2 Contexto
Técnicas digitais
Todo circuito lógico executa uma expressão Booleana e, por mais complexo
que seja, é formado pela interligação de portas lógicas básicas. Em geral,
podemos obter a expressão Booleana que é executada por um circuito lógico
qualquer.
Todos os circuitos digitais funcionam ao conectar nas suas entradas sinais

digitais. As saídas são também sinais elétricos do mesmo tipo. Estes sinais

são formados exclusivamente por dois níveis de tensão que correspondem

aos dois estados estáveis ( corte e saturação ) dos elementos eletrônicos

básicos que constituem as portas lógicas e outros blocos integrados.

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6.1.3 Informações adicionais
Gates lógicos básicos
A figura 1 mostra a tabela verdade para cada gate lógico básico. Esta tabela
também mostra a expressão Booleana para cada gate.

As várias operações executadas nos sinais lógicos são obtidas por meio de
circuitos denominados portas lógicas ou gates lógicos. A formulação lógica
OR " se A ou B existe, então T existe" é escrita da seguinte forma:
A + B = T.

A formulação lógica AND " se A existe e B existe, então T existe" é escrita


simbolicamente com: A ● B = T.
A condição existe é identificada pelo estado 1 e, a condição não existe, pelo
estado 0, nos circuitos digitais.

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Nota prática
Na série 74 figura 2, todos os pinos de entrada sem conexão funcionam com
nível 1. Os pinos 7 e 14 são os pinos de alimentação do integrados.

No caso da montagem prática as lâmpadas deverão ser conectadas ao


circuito com resistores em série calculados conforme o Vcc.
Lâmpada acesa vale 1.
A figura 3 mostra um simples circuito para teste.

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Teorema de De Morgan
O complemento de duas variáveis "ANDed" é equivalente ao OR do
complemento das variáveis individuais.
Este teorema pode ser expresso da seguinte forma:

Segundo teorema
O complemento de duas variáveis "ORed" é equivalente ao AND do
complemento destas variáveis individuais
Este teorema pode ser expresso da seguinte forma:

Somadores
Microcomputadores e calculadoras
executam operações com números
binários usando circuitos que
adicionam e, subtraem. No
microcomputador estes circuitos são
encontrados no microprocessador.
Isto é o “brain” não só do micro, mas
de muitas máquinas.
A “key part” do microcomputador é a
“arithmetic and logic unit” ALU.
Ela contém circuitos lógicos eletrônicos que adicionam, subtraem e
executam operações lógicas. A adição é uma operação aritmética básica à
computação numérica, ela é executada com gates lógicos. A multiplicação,
por exemplo, pode ser obtida por simples adição repetitiva. Analogamente, a
divisão pode ser executada pela subtração. As portas lógica “gates” são
utilizadas para a adição binária em dois passos: - Inicialmente os dígitos de
cada coluna são adicionados, e, então, os dígitos de transporte são
acrescentados às colunas representativas da mais alta potencia de dois
seguinte “next highest order digit”. A tabela- verdade para a adição de bits,
figura 4, mostra que a soma de dois deles é exatamente a lógica XOR,
enquanto o transporte “carry-in”é a lógica AND. Em conseqüência, a soma

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do bit A com o bit B é estabelecida pela seguinte lógica: C ( carry ) = A.B; S
( sum ) = A  B . O circuito que a realiza é denominado meio somador; uma
forma está ilustrada no circuito da figura 4. O meio-somador executa o
primeiro passo da adição, isto é, a soma de dois bits. Dois deles combinados
formam um somador-inteiro, figura 6, a fim de adicionar os bits de
transporte ao bit soma. É necessário o gate OR para incluir a possibilidade
de a adição do bit de transporte à soma gerar um novo transporte. Um
circuito que pode adicionar três dígitos binários é conhecido como somador
completo “full-adder”.

Flip-flops
Latch são circuitos simples construídos com duas portas NAND. O latch
memoriza qual a última entrada ativada. Memória digitais usam circuitos com
latch para armazenar dados binários. Latch também são utilizados para
eliminar ruído "de-bounce" em contatos elétricos.
Além de realizar lógica combinacional, os mais modernos sistemas digitais
também armazenam comandos e dados a ser processados ou que resulta
da computação. O circuito biestável ou flip-flop trabalha com várias etapas do
elemento básico de memória digital. Sua forma mais primitiva é chamada de
latch, que consiste de um par de portas lógicas com as suas entradas e
saídas interligadas em regime de "feedback" que permite que um único bit
seja armazenado.
Para saber mais acesse:

http://www.falstad.com/circuit/e-index.html

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6.1.4 Atividade
Parte A Gate lógico básico

Um alto na saída desse circuito representa um único bit, "1"; um baixo


representa o binário "0".

Material componentes
 Fonte de alimentação 5V d.c.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuitos CI 7408 CI 7400 CI7432
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos

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Procedimento
 Faça a montagem dos circuitos integrados: 1 x 7408; 1 x 7400; 1 x 7432;
1 x 7404, figura 5.
 Ligue o pino 14 ao + Vcc e o pino 7 ao GND.
Nota: Lâmpada acesa vale 1

Para cada circuito:


 Varie a entrada de cada gate e verifique a saída. Faça isto para todas
possíveis combinações de entrada.
 Construa a tabela verdade para cada gate. O que poderá ser obtido é
mostrado na figura 1. O que você pôde observar?__________________

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Parte B Teoremas de De Morgan

Material e componentes
 Fonte de alimentação 5V d.c.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuitos CI 7400; CI 7402; 7408; CI 7432
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos

Procedimento
 Faça a montagem dos circuitos integrados 1 x 7400; 1 x 7432, figura 6.
 Varie as entradas de cada circuito e verifique a saída para todas possíveis
combinações de entrada.
 Com o resultado de suas observações, construa a tabela verdade para
cada circuito. Mostre que estes circuitos verificam o teorema de De
Morgan:

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 Faça a montagem dos circuitos integrados 1 x 7402; 1 x 7408, figura 7.
 Varie as entradas de cada circuito e verifique a saída para todas possíveis
combinações de entrada.
 Com o resultado de suas observações, construa a tabela verdade para
cada circuito. Mostre que estes circuitos verificam o teorema de D'Morgan:
.

Parte C INVERSOR

INVERSOR com gates NAND ou NOR

Material componentes
 Fonte de alimentação 5V d.c.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuitos CI 7400 CI 7402
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos

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Procedimento
 Faça a montagem dos circuitos integrados 1 x 7400; 1 x 7402, figura 8.
 Para cada gate lógico varie a entrada e construa a tabela verdade.

Parte D Gate OR

Implemente o gate OR utilizando um gate NAND e dois INVERSORES.

Material e componentes
 Fonte de alimentação 5V DC.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuitos CI 7404; CI 7400
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos

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Procedimento
 Faça a montagem dos circuitos integrados 1 x 7404; 1 x 7400, figura 9.
 Varie as entradas de cada circuito e verifique a saída para todas possíveis
combinações de entrada.

Parte E Gate AND

Implemente o gate AND utilizando um gate NOR e dois INVERSORES

Material e componentes
 Fonte de alimentação 5VDC.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuitos CI 7400 CI 7404
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos

Procedimento
 Faça a montagem dos integrados 1 x 7404; 1 x 7400, figura 10.
 Varie as entradas de cada circuito e verifique a saída para todas possíveis
combinações de entrada.

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Tente isto!
Faça a leitura do material didático em website 5, execute a simulação e
retorne a atividade.
Construa o Somador inteiro

Material e componentes
 Fonte de alimentação 5V d.c.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuitos CI 7486 CI 7408 CI7432
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos

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Procedimento:
a.Faça a montagem do circuito esquematizado na figura 11.
c.Ligue o pino 14 de cada CI ao +Vcc e o pino 7 ao GND.
d.Desenvolva a tabela verdade para a lógica do circuito da figura 6 e mostre
que realmente ela é a lógica de um somador completo capaz de aceitar um
carry-in ( Cin ) de um “lower-order”digit e gerar um carry-out ( Co ) como
requerido pelo “next highest order digit”.
e.Efetue a adição binária 5 + 3 = 8. Verifique os resultados, formando os
números binários da soma decimal.

Tente isto!
Faça a leitura do material didático em website 5, execute a simulação e
retorne a atividade.
Construa um “latch” D a partir de um R-S NAND, figura 12.

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Material e componentes
 Fonte de alimentação 5VDC.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuitos CI 7400
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos

Procedimento
a.Faça a conexão do CI 7400 .
b.Ligue o pino 14 ao +Vcc e o pino 7 ao GND
c.Faça a montagem do circuito lógico representado na figura 12. Obtenha a
tabela verdade.

Tente isto!
Faça a leitura do material didático em website 3, execute a simulação e
retorne a atividade.
Implemente o biestável R-S “Master-Slave”, figura 13.

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Material e componentes
 Fonte de alimentação 5V d.c.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuitos CI 7400; CI 7404
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos

Procedimento
a. Faça a conexão dos integrados 7400 e 7404 no “board”.
b. Faça a montagem do circuito lógico esquematizado na figura 13.
Desenvolva a tabela verdade do circuito combinatório necessário para
construir um biestavel D com um R-S NAND.

Tente isto!
Faça a leitura do material didático em website 5, execute a simulação e
retorne a atividade.
Utilize o circuito 7474, construa um contador de 0 a 9, figura 14.

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Material e componentes
 Fonte de alimentação 5V d.c.
 Resistor 270R / 1/8W
 Circuito CI 7474
 LED
 Conectores
 Placa de protótipos
Procedimento
a. Faça a montagem do circuito lógico representado na figura.
b.Construa a tabela de transição e de controle.
( consultar o catálogo adequado ).

Nota: o dispositivo TTL 7474, figura 15 é um


duplo D flip-flops em CI de 14-pin. Note
que estes flip-flops são triggered, ou seja, a
mudança nos estados de saída realiza-se na
subida ou queda do pulso do clock. Note,
também que eles têm entrada PRESET e
CLEAR. Com essas entradas no nível alto , o
flip-flop D comuta no limite da queda para
subida dos pulsos do clock.

Referências:
1- Brophy J. Eletrônica básica, Guanabara Dois S.A., Rio de Janeiro - RJ
1978.
2- Plant, Macolm. Basic Eletronics, London, SCDC Publications
3- Harowitz P.; Hill W. The Art of Eletronics, USA, Cambridge University
Press, 1989
4- António J.;Padilla G.Sistemas digitais. Portugal, Mc Graw-Hill, 1993
5- Palmer J.;Perlman D.Introduction to Digital Systems. USA,Mc Graw-
Hill,1993

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Outros textos
1- Young & Freedman, Física, São Paulo, Addison Wesley, 2009
2- Hesnick, Robert Halliday e Krane Kenneth, Física, Livros técnicos e
Científicos Editora S.A. Rio-RJ, 1996.

3- Sears, Francis Weston, Física, Livros Técnicos e Científicos, Rio de


Janeiro, 1981.

4- P. Tipler. Física, Ed. Guanabara, Rio de Janeiro, 1980

5- Purcell, E., Eletricidade e Magnetismo Curso de Física de Berkeley, São


Paulo – SP, Editora Edgard Blucher, 1973.
6- Physical Science Study Commitee, Física, Ed. preliminar, Brasília,
Ed. Universidade de Brasília, 1963-1964.

Websites
1-http://people.clarkson.edu/~jsvoboda/eta/ecsa.html
2-http://www.ngsir.netfirms.com/englishhtm/RLC.htm
3-http://www.falstad.com/circuit/e-index.html
4-http://informatica.hsw.uol.com.br/discos-rigidos.htm
5- http://www.d-project.com/simcir/simcir.html
6- http://www.acsu.buffalo.edu/~wie/applet/pnformation/pnformation.html
7-http://www.electronica-pt.com/index.php/content/view/47/37/
8-http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/HFrame.html
9-http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lamp_symbol,_old.svg
10-http://www.educypedia.be/education/chemistryjavalist.htm
11-http://phet.colorado.edu/sims/ohm-1d/ohm-1d_pt.jnlp
12-http://www.ie.unan.edu.ni/~erik/refe_fundamentos/Compuertas_
logicas.pdf
13-ttp://www.premiumorange.com/daniel.robert9/anglais/Semi_conducteurs3
_Suite.html
14-http://www.portalelectrozona.com/menuseccionplcomron/8-
categoriacursoautomata/93
15-http://www.universia.com.br/mit/6/6071/PDF/f02-lec22a_val.pdf
16-http://brahms.di.uminho.pt/discip/
17-http://gec.di.uminho.pt/discip/TextoAC/cap6.html

96
18-http://www.d-project.com/simcir/simcir.html
19-http://www.wainet.ne.jp/~yuasa/EngF2.htm
20-http://www.java.com/pt_BR/download/ie_manual.jsp?locale=pt_BR&host
= www.java.com

21- http://www.walter-fendt.de/ph14e/

22- http://www.allaboutcircuits.com/vol_1/chpt_10/8.html

23 - http://www.arauto.uminho.pt/pessoas/lanceros/EM-08-09/7-
Corrente%20Alternada.pdf

24 - http://www.ee.surrey.ac.uk/Projects/Labview/gatesfunc/index.html

Nota: Para executar as simulações é necessário instalar a plataforma Java no


seu computador. Instale a plataforma Java disponível no website 20.

Franklin Cruzio
É graduado em Física pela Universidade Federal da Bahia (UFBa),
especialista em Física Aplicada pelo Instituto de Física e Química de São
Carlos - SP. Professor adjunto da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

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