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Tributos e a Não Vinculação dos de riqueza do particular, respeitando sua

Impostos capacidade contributiva.

Quando se fala em cobrança de tributo por Em outras palavras, é uma arrecadação


parte do Estado, a primeira coisa que vem feita pelo Estado por ele ter o poder de
a mente de muitas pessoas é somente o cobrar, sendo, por disposto na própria
famigerado imposto, mas a legislação constituição, proibida a vinculação de
vigente se estende a uma amálgama um receita de impostos a órgão, fundo ou
tanto maior. despesas, salva as exceções previstas
na lei (art. 167, III).
A Constituição Federal (arts. 145, 148 e
149), tal como a legislação tributária Essa vinculação a que se é referida, diz
positivada atual reza que tributo é um respeito àquilo que se deve fazer com o
gênero, no qual impostos são apenas uma produto arrecadado a título de impostos,
das espécies, dentre as quais também se que em tese, se reserva ao orçamento
encontram as taxas, contribuições de arrecadado e à própria Administração
melhoria, empréstimos compulsórios e Pública o espaço para determinar como
contribuições sociais. No caso em questão, serão gastos, sejam com investimentos,
para melhor didática e compreensão, políticas sociais, etc.
restringir-se-á o assunto em apenas
impostos. Apesar da compreensível revolta em
função da pesada carga tributária na qual
A Constituição prevê, em regra geral, a o país se encontra, é preciso desmistificar
instituição de apenas 12 impostos, nos pensamentos errôneos que
quais se dividem em Federais – art. 153 recorrentemente aparecem, como quando
(IPI, Imposto sobre Impostações e se escuta alguém dizer: “- pago o IPVA
Exportações, IOF, ITR, IGF, Imposto de todo ano e não arrumam as estradas;
Renda), Estaduais – art. 155 (ITCMD, pago IPTU, mas não asfaltam os bairros”.
IPVA, ICMS) e Municipais – art. 156 (IPTU,
ISSQN, ITBI). Ademais, é sempre bom ficar antenado
acerca dos impostos e eventuais tributos
São basicamente arrecadações cobrados e suas destinações, estando o
desvinculadas de qualquer atuação estatal, contribuinte amparado pelo princípio da
decretadas exclusivamente em função do transparência orçamentária, conforme art.
jus imperii (direito de mandar) do Estado, 165 da Carta Magna; que segundo o qual,
cujo fato gerador é sempre uma situação a lei determinará medidas para que os
independente de qualquer atividade estatal consumidores sejam esclarecidos acerca
específica, relativa ao contribuinte, em dos impostos, bem como mecanismos que
regra, representa uma retirada da parcela permitam ao cidadão o acesso aos dados
relativos à execução orçamentária
(geralmente dispostos nos sites
institucionais dos Municípios, Estados e
União).