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*

TRADUCÇÃO DE

RANGEL
E

1936
EDITORA NACIONAL
SÃO PAULO
como uma ines-
brasileira.

não só.
convincente das
no sentido de demonstrar a sua
com todo o da humanidade e a
restaurar e revitalizar todos
os indispensaveis á vida
do
dizer a sua obra é obra de concilia-
de divisão ou combate. A con-
alludimos é sobretudo ori-
da cultura.
da pe-
l I

zer

nacionaes.

ple:XH1a<Ies que atormentam o ....,...,,., ........ "'"'


historia.
co:nsJLae~raao no mundo como o
a desenvolver
ideal

efacio

no solo a
seu pen- educação
e ainda uma critica
formuladas em sociaes e
continuam actuar nas sociedades nominalmente
nas terras novas e no obstando realização do
continente não tem maior
do que o autor

que
reconhecimento ao Dr.
pelas criticas fez
IS R v.u.j;:,.u.J.a>J. ; ao Professor
criticas e suggestões em
que largamente me utilizei;
por muitas criticas e
indicados, tambem
de provas. Além desses, sinto-me
com uma extensa serie de
classes se distribuíram por
desejo enumerar.
J.
Universidade de New-York.
APRESENTAÇÃO

FILOSOFIA DA

Resumo .. 28

2. Social . .
O Meio Social como Factor Educativo
A Escola
Resumo
Educação com.o J.Jirec~çã.o 45
O Meio como Direcção 45
2. Modalidades Social .
3. Social.

Resumo . .
Educação com.o 65
Condições do Crescimento
2. Os habitas Manifestações de Crescimento
80
80
82
88

98
98
Retrospecção

Educação

N acionai e Social

Objectivo.
dos Objectivos

146
com. o

Natureza ..... 148


Social como o Objectivo da Educação
Objectivo da Educação. 160

!-"RI~.,"~" Interesse Disciplina 164


Interesse
Questão
Azevedo

IC S 2. A . u,~::u~::<,a,v
Resumo ..
de pensar e
A Essencia e
Resumo
A Natureza do lVIEBtJ:Jtooto
1. A Unidade da Materia do Methodo.
2. Methodo Geral e Methodo
3. Os Característicos do Methodo
Resumo
A Natureza da de
1. A Materia para o Educador e para o Educando
2. O da Materia para o Educando
3. Sciencia, ou o
4. A Materia do
Resumo . .
. . . ~ . . .
CARNEIRO LEÃO :
Vivas -
scientifica ·
br. 12$ ; enc. Occupações
17 o _ DELGADO DE CARVALHO : So= Trabalho e
· - br. 15$;
M. AGUAYO:
_ T:rad. de J. ~iJgn:th,~a~(ão da da Historia
co Penna . · · · br. 16 $ ; 1. Extensão da Significação das Actividades Primarias
Ht o - ARISTIDES RICARDO : 2. A Natureza da Historia e da 'U€:o2:ra1)ill.a
3. A Historia e a Social
Resumo .

As nos Cursos de ~s·tu(ll.os


O Logico e o
2. A Sciencia e o Progresso Social
3. O Naturalismo e o na Educação

Natureza do Senso do Real ou da Apreciação Directa .


Os Valores dos Estados . . . . . . . . . . . . . . . .
Dever e o Interesse

Resumo
e inanimados
Ao receber
resistencia for

um
de sua
'"'>.;>'...U.'-'''"'""'-'-""" por
converter as em
favoraveis a sua coA.cov•;:;.u.l.'-'-"'" o consegue,
se em menos nas mais
vadas formas da sua identidade como cousa
viva.
Durante toda
veito das
hun..1idade

um sêr
sua
o destruiriam. A vida é se renova a si mesmo
por intermedio da ambiente.
Em todas as formas elevadas de vida este processo não
continuar-se indefinidamente.
A creatura não
E

os passam,
a-v·na1~1a·nn1 da vida de seu grupo,

tos e seguem os costumes


a necessidade de que não
conservados em numero conveniente esses . . . . . ,v""·'"'''-1.1..
como tambem de

estão os seus membros


os trabalhos dos
.!.(..UU..U.!.-'.U. J
Com o
caracter ; de
venturas
exactamente semelhante
do povo atheni-
subentende ins-
'--'-'-'·"-'-'--'V'-'"' divertimentos e occupa-

a mesma ri-

vida
social não
dade vivessem os novos
membros mas seria interesse
que
do que um
de e
virtude das

os
hender -
Não
de uma a

sua cons,ec11c::to,
vidade ~"'.,.~"~'"
E

e1n um molde e tornada ,..,....·+n-.,,.,.,,..,


é que educativo.
Em resumo - não s6mente a vida social o ensino
e o aprendizado tambem
por si mesma é a expe-
riencia · estimula o senti-

a clara
dos adultos e dos que se ensine a
como tambem a deste ensino é um
estimulo para á expeJrre:ncJ.a ordem e forma
mais facilmente transmissivel e,
lizavel.
3.
em vista esse
escolas - e a
de ensinar certas
de
a transmissão
todos os sociedade
de

'-"""'"".u.va,.... a, muito do que se tem


em Achamo-nos
commum.
associadas.
em se tratando
todos os modos de
com que ella contribue
E' o mesmo
social
meça a tornar-se
se tem em vista a
os mais novos. A'
em estructura e

essencia
que esta
Social. Um

Podemos

a pra-
o etc.
ha outro interesse
o alimento e
se

não entram
- quer
obram como puros estimulos
ou valor intellectuaes. Fa-
dado mas desacom-
consciente. Por exem-
ser um estimulo para
Uvluc.u.Av de outro e de sommal-

os, mas a pessoa acto


automato
fazer.
3. O Meio -0
em
as attitudes
fazendo-os
determinados que teem determinados
e acarretam determinadas consequencias. Uma crean-
ça vivendo no seio de uma familia de musicos terá inevitavel-
mente por menores que ellas sejam, as suas
dões terá estimuladas,
que
que mais
bitos da
dancia do formam-se nas
vida e se desenvolvem - como um meio
mas como uma necessidade social. O infante
materna. Os ha bitos

terceiro
olhar for

mento
e
bem como o viver-se em e estereis an-
o amor ao bello. Nessas circumstancias desfavoraveis
o ensino consciente fazer alem de
ministrar conhecimentos
constituem o de
como um
elaborada das cousas que ensi-
que as
soas.

uma vez
extensão territorio e
de sua contar com a definida das
escolas para assegurar uma conveniente transmissão de todos
os seus recursos. Num ,..,"'O',,TY\."''" : A vida dos
pezar

u.v'"-'"-u·l-''-'""'uvc~vem nOSSaS eSJJeCle~


sub-estructu-
modo
tratar dessas materias.
'-'-"'-"-"-'~~-"'"''-w ordinarias da notam-
sufficientemente

lhes a "'-"-E, ...... ....,, ..."'.~"'--""'


e não se de sua estructura mental.
se veriam as arvores por causa da floresta. Os a po-
lhe
dis-
um
carcere, fornecem
meios educativos de sua
dade conectiva de uma
de uma
industrial ou
C a da um delles é
associada ou em comlffillm
Existem
ou nenhum
dos
douta classe
elles teem
dos membros
que
Nos a diversidade de grupos era
Existiam muitas sociedades mas,
em seu era r ela ti vamen te
Mas com o dos meios de
da como
os Estados Unidos de dif-
ferentes grupos costumes tradicionacs. Foi
esta mais que outra causa, que
de institutos educativos que forneces-
semelhante ambiente e bem

novo e mais vasto.


communs acostumam a por a um descortino de
horizontes mais do que os visíveis aos membros de
este -se encontra isolado. A as-
americanas são tes-
interesse commum e
III

como
O Meio com.o
agora a trata r de uma
da : isto
A ultima destas tres
que melhor
meio
dos;
actuar exteriormente e a encontrar resistencia
do doillinado ; é um termo de "-'-""·'-. . ..~..~.­
mais neutra e suggere o facto de as tendencias
vas dos são orientadas para
em vez de se

e,
o processo
na turaes aos fins
sua natureza
e se lhe do o
tem neste vista cunho de '-''-''""'-'"'''""'-'
sobre o De accordo com esta que seriamente
influiu nas idéas e na educacionaes teem sido archi-
tectados governo e theorias ·Mas tal
não tem fundamento Não duvida de que,
ás vezes, aos indivíduos cuidar de seus n-..rvn.,.,,..,"'
interesses e que estes em conflicto co1n os
e
evitar receber
no instante immediato se
Um controle e do minio
actos successivos em uma
immediato

estimulos para provo-


das tendencias
se intimida uma
com ameaças para ameaças
effeito unicamente porque a tem o
instincto do medo. Se não o caso o souber
a não effeito do que
Nesses casos de
os resultados "'h'"
7
"'"""''

achar-se em que
a alimentar-se
do uma creança,
com isto um
educativo. Um tom de voz
man tel-a arreda da do
effeito material de um em-
caso não ha mais obedien-
Poderemos tolher que um
conservando-o
pessoaes. O meio
de eontacto
de

pequenos
do meio
dos
Dizendo
sobre
não se
Ter uma
minadas sensações com a
á cousa tendo vista
em que ella é incluida ; é prever as nulctua,coí:>:S
da da cousa sobre nós e
sobre ella.
Ter sobre as cousas as mesmas idéas que
melhar-se a elles e ser, assim,
membro de um grupo
dar ás cousas e aos actos
tros dão. De outro modo commum
vV ..U..lJJ.l\.,.LH,.LL(Jc<;V

nem vida social. de em uma actividade


da cada relaciona o está fazendo com
as outras e vice-versa. Isto é, a actividade de cada um
está incluída em uma Puxar uma corda
tambem a pu.~ar não é actividade par-
a n1ellOS com o
conhecimento que outros u.cu..H,_,c ....a
intuito de auxiliar ou
seu um alfinete
rarios. Mas cada um destes
inconsciente do que os outros
com a feita por estes ; cada
em vista dado resultado
não ha uma

um unico
se um vir as consequencias seus actos
em aos actos dos outros e tomar em linha de conta
as dos actos dos outros sobre os seus ""'~'"'...,.,.,,,,..
haverá então uma commum, uma ml~eilCí:lLO
movimentos a
casualmente notamos. Se
le brandir de nos será tão sem como os
ros das asas de um moinho. Mas se nos o In·tei·es:se.
Attribuimos esta a "' . . ~........."". . '-"
fazer. Procuramos
tendo em vista
Com a sua
soccorro ? Estará a a visar-nos
nos deveremos precaver com
seu a cto para
afastarmo-nos onde
dos casos é a ~·~~~~
nos indica o modo
actos são orientados
a relacionar o que estamos a fazer com
a mesma que está a
E' a
.,.."" 11 '~"'"-'n de nossos actos com os de outras "'~~"'"''""""'"'
a sua
Mas a não seria esse
sobrelevasse a usos mais ,.,..,...,""'"' ""'-
mentaes.
o instru-
intelle-

De social dos indi-

novas

outras pessoas
de interesse
O erro basico desta corrente da
o carro dos bois. um effeito
não
aX'll.'lllf.l''tlHI

a bola

fosse um
inclinados a
ou bichos ensinados.
realizar é acto ,l,llliC:U,I,J:;;IC;u!J'v:
O progresso
e cousas
em meios
começarmos com
aos estimulas su-
provocar e a de nossas
que somos civilizados.
estim.ulos brutos ·
Os esforços anteriores dos
naturaes.

co:nalCC)es seguras e favoraveis. Como a actividade


dirigida por esses estilnulos seleccionados e
atravessar em breve que
levou lentos e para vencer.
os successos "deram mais peso aos dados".
Por si mesmos, ou em seu não constituem uma
os estímulos

da luz e
bricados para
civilização e, sem
agora do
obter -n"'"""'"1YV'".,..
mais
scientemente isolada.
o senso social
vidade de interesse e valor 'VV.U..L.LUU..U.'-Jj

dizado intellectual isolado


servando um individuo
actividade motora
remos desse modo
vida de

na o uso de ma-
uma pessoa, se relaciona con-
scientemente com o uso que outras pessoas fazem de suas
e recursos.
IV

l. do Crescimento. -
vidade de seus membros
por esse
Uma

nos a uma e
dão para na~01n~7Ah7n~• n~
Nossa tendencia a considerar a immaturidade
ou ausencia e
o vazio entre a
encararmos a creança e não intrinsecamente.
a uma muralha
ao n1undo
si. Falta-lhe ao
de se

e pensan1os, succe-
desse acharem-se elles em um ambiente social ·
como se as sociaes existissem exclusivamente nos
tos que lhes dão seus sendo os infantes meros sêres
de as são
por si mesmas maravilhosarnente da de
attrahir das outras pessoas, pensar-
se-ia ser isto um de affirmar que as outras pes-
soas são maravilhosamente attentas ás necessidades das crean-
ças. l\1as a serem estas dotadas de um

das
elle consegue
dos para ver, e do corpo e da
dar as bicadas. Já uma creança necessita de seis
calcular com movimentos
aH;arlçaLr . . . . ""'"-"-'--"·"" cousa- isto
nascer o visto
isolado e resultado é
á relativa
a creança tem a
feitas em ten-
uma con-
ao sinete
ambiente fôsse
o fim e o

em certo
em habituamo-nos ás

naturallme:nte, em correlação das


considerados no e com n.s
plasticidade, de que tratamos no presente
seus
uma

não espera,
que
tarefa ; elle
Se esse

um homem ser
Nas modalidades de tra-
balho que exigem menos os factores intellectuaes
se reduzem ao minimo porque não são de os ha-
bitos que ellas Mas tanto habitos de
e de de
aquem da reali-
habitos dos
elles sub-
é o elemento de
o uso variado e elastico e,
crescimento.
pode significar
que dellas pocJeiJilos
Mas a +n .. rn.,.....,...
"lf'\
3.

em que
vos estímulos que suas
desenvolvimento. deste facto significa
crescimento ou passiva ao ambiente.
outras - tanto as creanças normaes como
normaes se estão a desenvolver. A
não é a que entre e não se
existen-
um fim externo.

dos
considerai-a como denotando
Abandonando esta no-
com. as situa- a desistir de nosso habito
dos metho- um meio de
artificios que
em da Y\1"\">'0f,Y\r>Õ n

todos os tres casos toma-se


como modelo alvo immaturo. levado
ao adulto.
Os J.Lh)IJULH.d;V;) uauu.Lat:>:J

a
Com se encaramos
considerando-a

com

interesse
progTesso temor do incerto e
que a finalidade do desenvolvimento
processo do
'""F>vJ.J.IJ'G;) exteriores para provocar
der com a
tos dão-nos o domínio sobre
lizal-o fins humanos. Os

n~Q~ln~TOI~nn~ol~TO nãO
criterio do valor
que ella suscita o
e

se

se em esperar que o
mais ou menos remoto - isto
occasião das ou no em
do para ingressar em urna acaden1ia ou
em contraste com o da
lado serio da vida.
de desviar-se a
que é o para esse outro
Falha o processo exactamente

futuro.
a theoria a recor-
rer em grande escala ao uso artificiaes de prazer
e de dor. Corno o futuro estimulante e orien-
tador das do
deve ser descoberto funcção.
se então promessas recompensa e ameaças de
Trabalho sadio, realizado por motivos actuaes e inherente ao
processo de assin1 dizer, autornatico e
O estimulo se na situação
-~~,~~~· Mas desde que se ac1ceuLue
aos alumnos que,
soffrerão a caso
em

seriam os
creança
e, por essa cau-
sa, como cousas Se não obtivessemos crite-
rio definido que o fim ideal
se dada attitude ou dado acto
ou um recuo, nossa unica
todas as influencias do meio para
desenvolvimento conveniente e -ade-
cumpre recorrer-se a um sub-
esse substituto do ideal
expe-

a necessidade de encontrar
ina ccessivel
rencia a
educacionaes.
tarefa definida
b)
se processa dos differentes
. Esta não é
mão que resultam
mulos visuaes
e
não se limita a isto
características

modos de construcção, que cada


Estamos, porém, costumados a
organica total, concentrando a
<~r>r·nr1fi<~rl<>
aos mais fortes estímulos do mo-
unicamente con1
vez que foram
se tornar necessario.
e recordar formas
de outras

guma

o diremos que o
fundamental da theoria consiste em seu
isto é, no separar actividade e as do
ou materia actividade. Não existe a cousa
se chama ou recordar em
seria miraculosa
vidade são de
de numerosos
um desdobra-
mento
enca-
tanto como
das pre-
Consi-
sendo me-

exterior e .;-n,r!i-f-frn•tYn
camente no facto se exercitarem
as faculdades geraes. contra a separa-
nn,nn<,nr•s:.n de que o resultado do processo entre essas pretensas faculdades e destas com a materia
ulteriormente a
-,.nc•O<rlll7'
sobre a actuam. Patenteou-se que na
desta era descabido exaggero no
de modalidades restrictamente especiaes de
das de inventiva e
da ID1iera,cç::Lo
umas com as
apresen·

a pre-
mas,
que essa ma te-
- da conscien-
- isto é,
em actividade es=
vão assimilar
seguem-se os proces-
silenciosa
vulto á influencia
- e esquece a circumstancia
pessoal em
que o razoavel as
scientemente formulados e ~"'~'A'"~"'~
das attitudes e u."'"'~-'v'"J.."'''"'G"
as cousas

casuaes de
tudo no ensino
em vez de nos termos de con-
mas a
das actividades
o material do ambiente
não é apenas a
fectua por meio
de

no 2. A J::!;d1ucacão
e as ma terias Uma combinação
methodo sob o de vista connexão 1nento e da formação
do ensino : o methodo tinha de deu origem á theoria da ,_,u.,u.v•~'/a.v
novo material e cultural. O individuo mas seu conveniente
assegurar sua conveniente in- desenvolvimento consiste em em estagios
a passada da vida animal e da historia humana.
A repetição opera-se physiologicamente ; a ulti-
ma se effectuaria por meio educação. A pretensa ver-
dade biologica de que o individuo em seu desenvolvimento
desde simples até á maturidade reproduz a historia
da da animal aperfeiçoamento das formas
desde as mais simples até ás mais complexas (ou, em lingua-
gem de que a reproduz a phylogenese)
não nos interessa a não ser no supposto fundamento scienti-
fico que se á recapitulação cultural
do recapitulação cultural affirma-
se, até certa idade estão na condi-
seus instinctos são de va-
na
rnrl1"'<71rl1"1AC 1n-r<'\1nd'\-rr:•Õ/(),

mas ha enorme rJ.;~:.f,.,.,.." ...'""'"'


como recurso e o tomal-a
em seu caracter ancestraL
1 - O desvio do
recusassem a falar uns com
fazer-se o minimo
a sua vida em so<:ne~aa~J.e 1
tão desconhecida como se elle
orgãos vocaes. se os sons que elle emit-
os emittisse em meio em que só se falasse o
os actos que o fizessem sons identicos aos dos chine-
zes viriam a ser seleccionados e coordenados. Pode-se
este de educabilidade
indivíduos. do em
do

2 - A theoria de

não fornece outro


entre o processo e resultado do desenvolvimento
fizemos critica. Conservar vivo o processo de
e de conservai-o vivo de modo
a tornar mais facil o conservai-o no esta é a fun-
da materia verdadeiramente educativa. o individuo
não viver senão no · o presente não é
mente uma cousa que do passado ; e
nos uma cousa passado ; elle
que é a vida ao traz. O
do passado co:m-r:>re.heJO.d<::r

e sim á
ou se não houver connexões entre esses do passado e sua
ensina l-o a falar. Elle nasceu esse conhecimento se ao presente mas não
deve conformar-se com essa tro motivo. E o erro de os escriptos e outras
elle nascido com taes do passado constituirem o material da educação é que seccio-
de n1odo que elle nam a connexão vital do e do passado e tende a
nem determina que tomar o passado um rival e o presente uma imi-
ambiente em mais ou menos inutil passado. Em taes circum-
a cultura torna-se ornamento ou um consolo ·
V>CTnno·,,..,. ou um Os homens ás rudezas do pre-
de
em connexão bem
"'''r\'"'ru, ... isolado e uniforme como
de e rotina
tornar-se desastroso em momento critico. A ae~carnaa.a
do alumno converte-se então em grosseira m<:mc:1a.
O contraste essencial idéa da como
reconstrucção com
foram criticadas neste
identifica o fim (o

suam essa o ...E,.._,_ ...... .JI...,""\{'"'v.


continua é vU.C.LV'-"IJJI.

experiencias.
Resta sómente
que a
como pessoaL Com
nos antecedentes como
se essa educação que os espírito do grupo social
a que pertencem consistisse em trazel-os, sob o de
vista das aptidões e dos '" 0
'""'
0
"" até o nivel dos Isto
estaticas, que
dos costumes
progressivas. Estas se es-
dos jovens de modo que,
dominantes, venham a
modo que a futura sociedade
que as suas proprias sociedades
"'""..U-'-!J'-'0 que o homem vem sentindo a extensão

educação conscientemente praticada


mll..n:ue:stc)s males sociaes fazendo os jovens seguir caminhos
males - como tambem não
muitas cousas.
os modos e para todos os
incluído em uma multidão de
ser
nada
de
social
menores : não sómente subdi-
""""'Cll'-''"'"-l..L a;:,;:,\.J\.j.l.•a.<t,.;IJt:i::> ill(J.U.S"LI'la<eS, scienti-
e
E

a eauc~:tça,o

e falseada.
a vida familiar para
acharemos que existem interesses
interesse commum estheticos de todos pa:rtH;lp:1m
entre e que o progresso de um seus valor para
limitados dos outros membros - é comrauni-
e
seus conhecimentos
e habitas

não encerre para elle


tem falado sobre a
scientifica uma visão acanhada
da sciencia a assegurar a efficiencia da
'""''-'U"-'H""V'"'"'-'

acertados movimentos musculares ou


a efficacia da
v.LUvV\A;)do com seu trabalho
os demais que tomam
E

coincidiu com a factores que tenderam a eliminar


o afastamento entre dantes vi viam iso-
lados. Até os guerras
todo reaes resultam do os conflictos entre as
v.t.u-yV,o>CJ entre ellas e

umas com as ou-


tras e a alargar, por essa seus respectivos horizontes.
i\.s viagens e a actividade economica e commercial destruí-
ram as barreiras de as nações e as classes
connexões ,..o.,... ,-n..."'-.Q"'
E' commum, não se assegurarem as
consequencias intellectuaes sentimentaes desta suppressão
material do espaço.
2. O Ideal Dem.ocratico. - Os dois elementos de
nosso criterio se orientam a democracia. O
não só mais numerosos e variados pontos de
do interesse commum, como tambem maior VV-U.JU.. UJU

no reconhecimento serem, os interesses recíprocos, factores


da social. E o segundo não só significa
livre entre os grupos sociaes (dantes
o ser) como
sociaes - sua continua re-
novas situações creadas
meiros.
nito:so'Oillia ~ctu~~a4L:IU1n<:u
Platonica. -
desenvolver e mostrar as
sobre
consideraremos as theorias
cacionaes que se desenvolveram em tres
alcance
é
uma
cada individuo
de modo a ser
do todo
os meios
a natureza
tarefa e nunca
a ordem e a uni-

e
exercitai-as e formal-as de
actividade dos outros. No
defenderam estas idéas era
tão não procurou a
termos tão claramente via.
Platão affirmou incisivamente
individuo na sociedade deveria ser
ou por norma conven-
natureza descoberta no processo
a das caracteris-
ricas dos o caracter unico cada individuo. Para
Platão os indivíduos se classificavam naturalmente em castas
numero destas. Por conseguinte, a
provas seleccionadoras da educação será a de
unicamente das tres castas platonicas in-
dividuo Não se reconhecendo a verdade
cada constitue sua casta, não se
presos em reconhecer a existencia da infinita variedade de
sahida. activas e de dessas tendencias que um indi-
da sabedo- viduo é capaz de Os indivíduos eram unicamente
conhe- dotados de tres ou aptidões. Por isso
a um limite estatico em cada elas-
se, a mutação e o progresso.
vez,
damente.
existisse o ideal e
exclusivamente á
tencia deste estado "'""'"<Tfl1r'-"'"''-~'"
que fizesse a sabedoria de
com a posse do
do Seculo XVIII. -
Na
culo

mesmo
como

a penas uma idéa


dessa corrente de
no
E

como uma cera onde se


haveria limites para as educativas
meio ambiente. E uma vez que o mundo
scenario de harmoniosa "verdade",
infallivelmente cheios
A Ponto de Vista Nacional
Social. Apenas enthusiasmo
a dessa theoria em seu
constructivo. Confiar-se tudo á natu-
reza era, afinal de vv.u.u'::t"· idéa de 'G'U.l.JI.\.JCt\.JQ.IV
e Não só

crear uma nova


dos estados existentes.
um
se estendia desde
submetter á

Duas
historico. A
vi dual

uma estratifica-
os indivíduos eram por estas.
IJ.U•.U.VOV!J:<..l.Jl<-0 !JvU''-"J",'Vf",.LVUO foi altamente indivi-

"E'> ~)!...., u.J ...... l,'-' pos- ..........

sivel enunciar-se seu eXl)ress2co elas-


sica ''desenvolvimento harmonico do in-
dividuo" ou com mais recente
social". Tudo isto robustece a affirmação que
: a da como um processo e uma
cursos
veito dessas
das idéas tradicionaes
estudo e methodos
se manter todos
estarem bem ~,_,,..,~,. . '"'"~~,~~ iniciarem as suas "n... n"n~'"'
que essas
democratico da
emquan-

referentes
os hor-
se relacionam sempre
cousa a considerar-
a continuidade in-
do processo que
para esta ou

e com um
e de suas
uma cousa é prever uma pos-
para a realização ; é notar
meios para a do e os obstaculos do
ou, se realmente temos em mente fazer a cousa
vU>.I..LJI............u.v ; -

e não apenas uma - é ter um que leva


em conta os recursos e as '-'""'"'""""'-'""''"'-""u.~"~
a aptidão para relacionar as
futuros, e futuras conse-
meios.
2-

sistir na sua
a ttribuimol-o
de o dito
stancias. valor
necessario -
o que,
idéa exterior de
que

sirnp!esm~~nlie urna

manter sua actividade em


elle não olhar
o caminho
como
fim
do pro-
ou
mediante e sentem-se cons-
tantemente
naturaes da sua "I'Yr,n"I'Yrl><. '"'""l"''-"'Lv.U..V''~
que lhes ensinam acceitar.
o criterio demo eratico
que se
mente desnorteados
exteriores.
3 - Os educadores devem em
fins que se allegam serem geraes e ultimos.
por mais especializada é,
suas associações conduz
outras cousas. Na medida em que uma idéa
mais conscientes destas ella é u til e
masiadamente Mas tambem f', ...............
0 ... VUi

ou desprendido de toda a contextura


stracção significa distancia
uma vez, ao ensinar e
preparar-se alguem para
a educação, em que
deve ser a sua que ne-
nhum estudo ou ser que tenha
valor o seu conteudo verdadeira-
. mente geral a ; estimula a
pessoa a tomar em conta (associações).
Significa uma observação e recursos mais vasta e
flexível. Por das que inter-
o tomar em conta, na sua mais
variados serão seus recursos immediatos. Verá maior numero
de pontos de e de meios de realizar o que deseja fazer.
mais for concepção, de alguem, das futu-
ras realizações possíveis, menos sua actividade
sentirá manietada por um numero de anier:natrv'a
Se uma pessoa tivesse integraes das cousas,
de ponto e manter-se em acti-
á
quaes deve ser
mais livre e melhor
a essa actívidade.
externamente
á idéa da
de se tornar
processo
affir-
social e
da

com o convencionalismo e o artificialismo


encontraram dominando
os reformadores da ten-
a arvorar a natureza como modelo e Admit-
a natureza fornecesse as leis a finalidade do

arredar-nos
obra. Como . . . . . '-'-,., .... ~. . . . . ,
e falsidade

tres fontes"
cousas. O
constitue a
nos ensinaram a dar a este
ealLIC~tça,o dada pelos homens. A
por meio dos objectos que nos
cousas. S6mente estas tres
actividades inna tas de
- con1o cousa diversa de

não
1na automaticamente
nossos usos educacionaes. "Natureza"
um termo vago e mas uma cousa
dizer a "natureza" nos ensina é que existem
educa tiv a e não
quaes são essas e não apren-
a pôr de ellas as nossas educati-
vas, os mais nobres e ideaes do nossos hão-de se
resentir- pois serão mais verbaes e sentimentaes do que
ficazes.
2-0 do desenvolvimento natural converte-
se no mobilidade Diz Rous-
seau:
dentaria
natureza é
deixa de enunciar
dito que a
de
meio do exercício dos
um facto verdadeiro.
seguir
o corpo nas expH)ra.ço,es~
e jogos.
natural con-

o
pressionar
ferem nos indivíduos.
como tam bem na e
iiidividuo nasce com um
ramento distincto. Nós submettemos indifferentemente cre-
anças de varias tendencias aos n1esmos exercidos ; sua edu-
destruirá a especial, produzindo uma mo-
depois de empregarmos nos-
verdadeiros dons da
e illusorio brilho que creamos
na turaes que recalcamos
a ellas apenas leva
nas mesmas. De
facilmente como mode-
e consideram todos os
como cousas más
'""' ... "''" U'-'-"'"·'--'·

artificialismo contra o
tão vehemen te
directa-

natureza constituía uma


abstracta do e de
faculdades abstractas do
por instinctos
exactamente como
u.. até nos cães
.,a.,l.!.C/Jl.l. U\J me~ma seu
harmonia educativa com a natureza foi roJou:stE;-
desenvolvimento da

de obedecer á natureza era


uma revolta contra as
viver
meios são
sobre todas as
Se um individuo não for
subsistencia e a dos filhos que
da acti-
uma das mais educativas ex-
Se não está exercitado a fazer bom uso
de

prosperar economicamente e utili-


os recursos economicos, em vez de
testo contra os em mera e luxo.
.JL:...U'>..L>:l!JC, vV.L.L.Lil!U\..I.V, 0 de que, insif:ltindo-se neste
se considerem como as condições e era veiras
economicas existentes. Um criterio que
desenvolvamos nossas até nos tornarmos compe-
outro
processo da expe-
medido por
de

seu contrario a
que se buscar o desen- pessoas o que não é "'u.'"'"''··I..I'J'"
caracteristicas resulta a A chamada cultura "'·"~..,,.,....,+,
distinctas e, e de conteu do
homem
mente Somos como pessoas
sociedade associados a outras
tituida dar e receber. Isto trans-
consista em fornecer pro-
que seja um solitario

todos os lavra-
ou estudantes, que não compre-
que as de resultados uteis para outrem
avu.u..•P"'"'-'·"'"'"" ......... sempre um processo de experiencia que tem valor
pr~ete:reJn.mla a outra.
estão

que nos
tentes a attitude
de como
que é """''~.,,.;;,"+"""
que este
acceitam como cousas
é apenas de
série de

actual que se
taes como
. . . . . ,. . . . '"'"". . ,~ . . . . . uma attitude de pre-
ferencia pessoal, são tambem a ttitudes para com
cousas exteriores - para
mos denominar o
e o aspecto de interesse ~-'""'~"'v'"'u, emocional e
ha entre os constitutivos situação.
separação só se as attitudes pessoaes
pu.aesst:m existir Elias, são sem-
pre reacções ao que succede em que tomam
e o bom exito ou sua manifestação
acção e outras mudanças. As
o a ans~- vitaes em relação com as mu-
a tendencia para presas a estas mu-
e evitar peores conse- ; nossos e paixões não passam de
modos pelos quaes nosso procedimento se liga ao das
que nos cercam. Em vez de assignalarem
pu.ramt:;nt ou subjectivo, separado do ter-
indicam a inexistencia desse mun-
convincente de as
activida_des eu e de que a
os
co:nawc>es m1~ermE~UJlar1as : actos a ser
intrumentos a usar e
sentido literal
um remate
intermediarias são de interesse
ae1Jerwe o desenvolvimento da
-n ....o..,:r->a+A e Ser o meio
ficar "entre" o
nomes diversos para expr1liDJII'
0
""' ..v'"'' tornar o ........."""'""'·"'""'"" i1ltere~3santi~,
""·
de seus
fraca ou
embora
de seus a ctos.
des-

mas a pessoa não se São


mais cousa para e para ahi se
para realizar-se. Não ha o que se ~'-'~~~.~~~
é, mas existe o intellectual
executar ou levar avante seus
é tão instavel como a agua.
dois elementos na vontade :
viSao dos resultados o outro é o do e comece a
com que os resultados .,...,.,..nvHo,.. desviada de
por obstaculos
outras actividades agra-
daveis.
Uma pessoa é '"'"-'-"''-'~ ""'U~,~

discipli-
A
propen-
com a
para
clusões a que
teresse por
em que
materia em
que dependerá
r os, não haverá
existir antevisão
de que a
devaneio

Se este
a dar-se
é o nome de uma
concentra-se em que seja
efficazmente para quer dizer - conforme
nosso trabalho. Nosso está dos meios
e o interesse de observar as circumstancias pre-
sentes só existe na medida em que essas circum-
stancias são factores para do resultado em vista,
saber que recursos
modificaveis por nós e quaes as
Esta e este exame com referencia ao alguma cousa em
visto chamamos de e parte. Collaboran1
que não subentende esta outras cousas, os movimentos in-
dos resultados e este exame dos meios e obstaculos é automa- cousas e pessoas. O individuo
ou é cega. Em nenhum desses o resultado da
um modo e o que se energias dos outros agentes.
descuidadamente e mal as cousa que não seja um
caso, obtuso ou com outros para a producção de conse-
se considera o caso torna-se cousa sem sentido.
de portanto, o de encontrar
sua actividade especial,
ou ou de interesse
para valendo-se das cousas, não como de
exercitar-se
de occorrer
'""'!J"'"'-''J'-'.LlUU.•U.'-'-' não se harmonizar

não ha moti-
dever ou o valor dis-
desta doutrina foi
de humorista
um

ap-

ser
do estudo consistia em cer-
Os varios ramos dos estudos
de conhecimentos
E

e a ulti-

sociaes.
"-·V,lJ.U.ll.v'-'c"'
o mundo
actividades de

em actb;idades errmJ~etlerlOJ.aa,s
pessoa "estuda" cousas rnu-
utilizar-se

natureza restricta
convenientemente
muitas pessoas si mesmas.
uma de sentimentos e
São e não artistas, seus
e idéas voltam-se para elles mesmos, em vez de
serem meios para actividades que as
referidas. Sua vida mental · consiste na con-
de uma as pesquisas da
nas arduas vicissitudes
para se recobrarem as
esse

se aos poucos,
é uma razão para ~VVV,CU~.O.~kVhJ
educacional e
centivo para
animosamente perseverança.
Resum.o. - Interesse corre-
!ativos da actividade pes-
interesse "'J.~"'J.J........ J.'-''""

' I
e materias
Ella mostra-nos
actividade de uma
ou com um
riencia.

retorno conse-
uma actividade conti-
que decorrem. a
se reflecte em uma .ll-'-UU.<-1;-'Jl'"'U

e refluxo são repassados de signifi-


cousa. Não ex1ste experiencia
põe o dedo no fogo ; será
se associa com a dor que
acto. De então por deante
significa uma
simples modificação physica,
de se não for perce-
acção.
de seus olhos e ou-
fazer-se
que resultam novas
tem de con-
da
os conhe-
certo modo
usados

artes
muscular ou motor. De ac-
exercitar os musculos dos
como canaes para -'-'-'·""''-'"-'"-'-~-'­ os co-
transformando-se actos
que usar do mesmo mo do e
fixa nelles automatica tendencia

corporea ao
isto
""'"_,.,.,+,., -
Do mesmo
seus mais altos ramos,
technica do tambem as sciencias, os exer-
cicios de laboratorio são merito que teem
si mesmos.
as
vivificante que
pensar e o uso do raciocínio :
das cousas com que

converter-se em meras forrou-


de "deixas" para tornar des-
de pensar ou a de
nossa em pregamos
são idéas para expor as ques-
um tal obscurecimento
de ver a difficulda de
• e a
.U. .A.UU.U,.Li

reflexiva esta especie


é, excellencia. O cultivo
deste elemento . . . . . u·~ ...... ,~.., o acto de pensar uma
caracteristica. Por outras é
intencional descobrir
causa que fazemos e a
modo a haver continuidade
e, por
arbitraria : e toma
envolver-se.
ficou

as associações
do ambiente. assim
fazer as causas como
motivo para um
reflexivamente os
reflexõ3s serão inefficazes
ferencias modificarem
cinios. Não

(1)
da in-
esqueceu-se da pos-
tentativas de uu,t,~'{,,cu,u
cami-

procura vamos, e con-


- e, neste caso,
cia. Fazer tentativas
riamente algum caminho.
mento grego é um bello
tambem verdade que,
tida separação entre o 'UV.U..U.\.,vU.U.\_,.U.

fez apenas lentos e


das
que

cujo
ou modificaria as
os gregos tinham o saber em maior conta que o apren-
a sciencia moderna considera os conhecimentos armaze-
simples meios para para descobrir.
Recorramos ao nosso con1mandante
de um exercito, actos em uma absolu-
ta certeza, Elle de certo
acervo de ser razoavelmente
mesmas certos movimentos
assin1 "'~E, ....a.._ ... ..,...... á nudez dos factos da
Sua illação é mais ou menos duvidosa e
Mas o general de accordo com ella. um
de acção, um meio de circumstancias. As
consequencias que se seguem directamente a esse seu modo
de , que a em
e revelam o seus raciocmws. que
sabe tem para aquillo de que elle está
a ter conhecimento. o que foi
caso de alguem num que a reflectir
do melhor modo que desenrolar dos acontecimentos?
na embora não,
a eXJ)er.lencm
thodos de investigar que são os de n.a·vr.,n"I",L::J..n.n•O

da reflexão na ex-
esta subentende

as
por si mesma
estas tres cousas.
Acto de
existe ahi de semelhante
difficul-
tudo

exaggerar-se o con-
de con tacto activo
as cousas e cam.po de ou ao
satisfazer as da vida.
do que se passa comparar
que surgem no
conversando com outros
livros fóra da escola. Nin-
creanças fazem tantas
aborrece
os
sencia de sobre os
sobre este frisante contraste
fazendo-nos ver
res de fornecer um acervo
por melhoria
da technica pessoal remediará totalmente este
estado de cousas. Para 1re,ew~ru~r essa lacuna é necessario
rnais ma teria! mais instrumentos
e e se fazerern cousas.
E as em fazer cousas e
discu tern a respeito surge no curso desse
verifica-se, rnesrno com educativos relativamente
sem que suas ""'"'""''""'"a investigações são eslJOllt::mE~as
e variadas e engenhosas.
materiaes e occupações que gerem
reaes, os alumno não são seus ; ou
unicamente em sua qualidade de rnas
de sêres humanos. Dahi uma larnen-
fóra do ambito da
por essa forrna. O disci-
n1as é o de satisfazer certas
é o
conseguir con-
seu
incursão
vidade.
sob
voltam-se para a

communs: o
de numeros.
naes ; eram factos
de Newton estava no emprego que deu a estas cousas
fazendo que se associassem a um contexto não
com todas as nota v eis desco-
todas as admi-
Só as pessoas tolas identificam
a o e o ; as
outras reconhecem que a mesma consiste em dar ás cousas
ordinarias usos que não haviam occorrido a outras
pessoas. E' nova a mas não são novos os materiaes

a tirar-se disto
faz surgir
anteriormente CI;!J'!J..I.Gil.Gil.U..I.''-'-"""'o.
descobre o que
Constituem
Como tivemos
os r-eformadores educacionaes atacam
tradicional. Mostram-se contra-
de conhecimentos para os alumnos
· malsinam o processo do ensino
materias como se essas fossem
é assegurar con-
do m.esmo modo por uma ex-
mais intimo nosso contacto com
que a e até mes-

por meio
vocaes.
A necessidade das idéas com o
é reconhecida os methodos de ensino efficazes.
os exercidos de são
artificios para foi apren-
considerar esses >l ..<;;;-nPI~t.f)><
medidas
reflexão e dos
as escolas são

o si só, o
acontece com a
VVJLLU"""''-''"'"''V' e os movi-
mentos corporaes. Na melhor das hypotheses consideram-
se estes como simples annexos externos ao Podem
das corporeas
~,.-.·.-.+''"+" exteriores, mas não oc-
um na vida nem
um papel no funccionamento do pensa-
mento. Por isso, não reservam logar em uma 'GU.U'V·"'"'-'""v
isto é, en1 uma tendo em vista os interesses
intellectuaes. Se acaso nella teen1 ingresso, é como conces-
são ás necessidades materiaes das massas. Seria intoleravel
que lhes invadir a educação das elites. Esta
conclusão irresistivelmente da do
isolada, mas com a mesma
ao

syste-
o nllmdo natural e
methodo seria a con-

ser externamente não é a


de modo de 1nateria de estudo ; é a da ma teria para
resultados. a casual e-mal
tomando-se no sentido de

Affirmar-se que methodo movimento di-


da materia de estudo fins, é cousa
Un1 esclarecerá melhor o caso, tornando-o
concreto. Todo o deve ter um uma tech-
para fazer o seu trabalho. Tocar
acaso nas teclas. modo
ou de
com os indivíduos -
caracteristico no seu modo
fazer as cousas.
2 - Em são

existem
que se presun1e
a sensação do prazer,
tornar desagradaveis as
se manda ; usa-se ameaçar con1 cousa
o interesse materia extranha. Ou
rectamente para o a filn de sem
dar um motivo isto. Precisa-se contar com o Ílnmediato
da vontade". Na pratica,
este n1ethodo é apenas se incute o medo
de resultados
3 - Em terceiro , faz-se do acto de um fim
directo e consciente por si mesmo. Em
é um e a recompensa de nosso contacto
con1 a materia actividade. As creanças não resolvem
conscientemente a andar ou a falar. Apenas obede-
cem a seus ilnpulsos se communicarem e para maior
nitude de com outras pessoas. Ellas em
suas acti'ddades directas. Os melhores me-
thodos de ensinar-se uma exemplo, a ler devem
Taes não levam as ,.,..r," ...'""'
facto que teem de
Em

ou
e dos
succedidos.
escolas artísticas de processos
Im.presEnoJo.aJcn os que começam como
Em todos os ramos da os
do seu conhecimento cabal
deve entender de
e saber a technica da de todos os
deste conhecimento
e concentrada sobre
observa o effeito de suas
bom ou mau resultado. A
existem outras alternativas de
nadas e confiar nos .,.,.,.,,. . .,..'"'""'"' "' pn;m~cacws

dos meios de
melhores fornecem
chamar methodo
methodos
o que devamos
como operam elles? o sentido
de methodo intellectual
de
observaram as
auxiliarão
dos
maior
e o conhecimento meio social servem
aos conhecimentos pessoaes adquiridos
Mas os methodos "r'"""'"''"''"'" a ser o interesse, o contacto
modo de trabalhar de un1 individuo em
materia do estudo e todas as
formas e matizes.

actividade. cousa inter-


desviando o interesse para es-
Uma pessoa affectada

o mesmo
a.c"',u...uc.ca;, con-
acto uma cousa
ingenua e signal de uma relação in-
tima entre uma pessoa e ella está fazendo. O
implica em certa embora não seja em
os casos anormal. Certas vezes, é o meio mais facil de
"".,...,...,,,...,.,.. um falso modo de com a materia e de au.gn1e1Jt~Lr
dos meios estão sendo empregados - por
os pianistas, os oradores,
prestar a ttenção especial aos
1(\.,.,,.,.._.,.,""' movimentos e Mas esta necessidade é occa-
N os casos em que isto é efficaz, a pessoa
os se mos-
que os fins são factores no desenvolvimento
uma situação em marcha. E' por meio delles
da actividade. subordinam-se
cuuu.u.yuv a elles. Não são fins no sentido de
cousas devam ser destinadas e sacrificadas.
para orientar o evolver-se
· futuro

sem uma
até então
a con-

mosia e pelos
trancam o
timulos. Espírito
da attitude .LU.LU.L.!.UH.,

fica senilidade
Os principaes
dade encontra na escola são o excessivo de uniformi-
que as creanças (e tambem dade de processos e de de promptos resultados exte-
não falseou o riores. O profegsor que não nem a variedade
da vida,
,-,.!.l:U.<A'vVL":J de modos no se resolverem as questões, colloca antolhos em
mentaL Conforme restringindo-lhes a visão á unica trilha
de .,._.,..,--,+,..,,.,"r"· tem Provavelmente a cau-
uniformidade rigida dos metho-
se

determinam o curso
emocionaes. O ""''"""'·'+"
m.ente o seu material e
secamente mais
ma ticamen te

unicamente recordarmo-nos de tem-


pos em que cursa vamos a ou mesmo mais
recentemente nos dedicavamos a actividades exteriores que
conformavam para
da atten-
acostumados

mesma, em
o mais '11'Y\"'r..,..+clnT
effeitos intellectuaes. E'
directamente utiliza vel
ta tenta parecer
do inconscientemente a mesma
loca eSl)Oiltane:lmen·te outro mais
Majs e mais causa inhibidora da
actividade estimular o habjto de v.U.F,'-'--'--'-U..!. -._,v
confuso senso da -'-"-'"".u'""""''U.'-'·
; não ficam
referencia á
curso chaotico e
e vital nas

e
U.\_,.UJ.J'C..l,:J.U.<U...!..LL\_,.H

tido de contar com ellas não se limitando


a um mero assentimento verbal. As
são intrinsecamente de
a de uma
Y'r:nnC>r>oQ utilizaveis para

que uma pessoa admitta de t-:ma ex-


ou creia em uma verdade
siderou no que elbs subentendem ; e
cedeu a um

para uma
exteriormente
Seria bem melhor existissem menos factos e verdades
serem ensinados - menos cousas já admittidas como
verdadeiras - se menor de
ser intellectualmente de modo que uma convic-
r esultan te SI~;nrnc.asE;e de real- significasse a identi-
do educando de exigido
factos e maus resul-
tados mais das
ma terias não são
a esfalfa que resultam
de não se
XIV

o Educan..
á natureza

volver-se
mos dar a este
relacionando-se o mesmo
com os estudos que constituem o
a significação de
á
ao ao
modernas extrangeiras e assim por
Recorramos a dois dos que examinamos em nos-
sa exposição. O do educador na empresa da é
o ambiente que provoque reacções ou "respos-
o curso do educando. Em ultima tudo
o que o educador modificar os ou as
situações, de modo que resulte o mais seguramente
a de attitudes intellectuaes e
sentimentaes. E' obvio que os estudos ou as materias do pro-
gramma teem muito que com a de fornecer um
ambiente. O outro necessidade de um meio social
para dar aos habitos formados. Na
que denominamos não formal ou asystematica, a materia
estudo encontra-se directamente na sua matriz, que é o pro-
intercambio social. que fazem e dizem as
pessoas em actividade o individuo se acha
Este facto dá uma chave para a comprehensão da materia
da ou
seu
conteudos
motivos
de nossa
connexão que com tanta
e mostrar com
dencia o conteudo a social dos
do curso de estudo ou
ser encarado
do e alumno. Para o
seu conhecimento da materia do
de muito o conhecimento actual dos
craveiras certos dos
damente e revelar-lhe as
vidades ainda em
materias dos estudos traduzen1 sob forma concreta e
lhada as significações da vida social
desejavel. Elias tornam manifestos ao
mentos essenciaes da cultura a ser nern,et1.la<:J.a,
coordenada que o preserva de empregar seus aca-
so, o que succederia se as não
tivessem estandartizadas. 2 - O conhecimento
idéas que foram concebidas no como resultado
actividade por o educador em
estado de das a ppa-
dos jovens e de forne-
oriental-as, de modo
util.
musica, mais as
tentativas musicaes de uma creança. A ma-
representa o

ças - experiencias
e necessidades semelhantes suas. Não significa a nc.·r-ra''""''"
ou a sabedoria mas é o melhor do que se
para novas que poderão, ao menos
alguns vir a ultra passar as realizações encarna-
nos conhecimentos e nas obras de arte existentes,
das cousas familiares
que o
imma tu r o. Em si
mais o mundo vivo do que os
conhecimentos de astronomo sobre Marte
para uma creancinha o conhecimento do
encontra. Em
da materia
do a
das seja
mentos Acha-se
de interesse directos e
é o centro coordenador de seus conhecimentos
Seus na localidade onde mora, as
historias contadas por seus fornecem
uns aos outros os seus diversos conhecimentos.
T>T'OT\rifYVYl

do em quem se
veram os elementos menores, é
sobre a base das uns com os outros - e
não das relações com a sua casa, os corpo-
raes e os seus
teria é
concatenada. Para o que
associada por meio de suas
blema do ensino é conservar
ver em que o
lista já sabe. a lJecessidade que 0 professor vVJ...l.LU:;\í<ll
tanto a materia como as necessidades e capacidades
risticas do estudante.
2. O Desenvolvll:nento da o Educan...
do. E' estabelecer
tres estagios da
materia a do educando. Em seu
uma habilidade intelligente - a
especie de saber revela-se

1) Como os homens ins·trui.dos devem ainda continuar a instruir-se, comprehende-


contrastes não, absolutos. Mas, pelo menos nos primeiros
aprendizado, importantíssimos. - N. do A.
tanto
o
a cto

exercício
cholastica e sim a
referencia á
a conveniente
e

a a cousas de modo
resulta em conhecermol-as ou em nos familiarizarmos com
ellas. As cousas melhor conhecemos são

um senso ou
e clarividencia - ao que as cousas com que não
estamos acostumados a são extranhas, frias,
"abstractas".
-Mas é f alar analyticamen te
obscureça a sua com-
se incluem virtualmente todo o saber, to-
conhecimentos que não resultam de deliberado
Os modos agir com determinados intuitos
com cousas, e tambem com pessoas.
E' necessario os instinctos de
e os habitos para mantermos relações
como a para
e - verdadeiras ou pretensas
- crearam um immenso volume de materia
E' muito mais facil nellas o
do que fazer que influam nas
Muito trequen1~enleTILte,
extranho e
O unico uruo1ein<::L
para dar
stitutivas desse
mais corrente da
é exactamen te a de
pelos outros ; é o
e filas de atlas,
de viagens e tratados
thecas.
O vulto desse material influiu inconsciente-
mente nas noções homens sobre a natureza do
saber. Consideram-se saber as exposições ou c.uu.u.v.H"'""'co"'
isto é,

com as cousas
uv.L ..u.u-,-,,, elementO de nossa ex:peJ~leJQCJca !Jvü>:Jvu.L.

dado a esta

com as
a logicos e
mesma idéa tenha quasi
de estudos" compõem-se em
distribuídas pelos varios ramos
ou destes é subdividido em
que aprensentam, partes destacadas do acervo
total. No seculo dezesete esse -sortimento ainda era assaz
os homens idealizassem reunil-o em uma
acha-se tão volumoso, que é evidente ser
E

- Sciencia é
nome do saber em sua forma. Ella re-
de certo do
- o termo deste.
seguro,
com que
Em sua
da e
se tratando de tomam-se as cousas
; são deste modo e não de outro modo duvidoso. Mas
faz-nos saber ha a cer-
intellectual da materia estudo e a nossa certeza.
Fomos feitos, por assim crer ; a credulidade é na-
O espirito refractario estado de
e de hesitação · elle affir-
das cousas não
como taes sem a devida
cousas habitualmente
e do que se harmoniza com os nossos desejos, outras
para a da verdade. A ignorancia dá
erros arraigados e correntes - que são, para a
peores do a ignorancia. Um Socrates
que reconhecer a
é o começo do efficaz amor á sa,bedoria, e um Descartes a
dizer que a sciencia nasceu da duvida.
Já temos insistido bastante em dizer que é nv-·n"''"'n~o;r,+Q
mente se prova o valor dos conhecimentos ou dados
e das ; que em si mesmos elles são hypotheticos ·ou pro-
viso rios. Nossa a acreditar e a affirmar
nossa aversão á suspensão de julgamento, são signaes
tendemos naturalmente a dispensar o processo da
Contentamo-nos com applicações superficiaes e
parece contraria á
conhecimentos orga-
é

e não
este facto o
e tambem os
Sem a
se apossa dos melhores uma
~UJ.J.'-"''"""'-"~"'-A.G inventou para orientar efficazmente por conseguinte, que todas as nrYnn.a-n.nA<"),C"

uma pessoa não só se tal continuem outras e


e a estudos sem utilizar os ~--~~~ subentendem-se e
como tambem de "conduzir
saber. Pois
que differenciam
para seus usos oran1mnos,
que
sob o
iJ'-''"'-'~'·'"'·"''-" scientifica. enuncia a natureza da
a relacional-a conhecimento de outras cou-
indicando a quem lhe a como
a esse conhecimento e seu alcance outras
conhecimento da estructura dos corpos. Para falar-
ella não indica as relações da
indicaria a de que a agua é
sem servindo para
E

um curso
humano. A democracia não
criterios para a escolha
utilitarios estreitamente concebidos
escolhem para mais
de uma classe ins-
os elementos essenciaes

e materias scientificas
de vida social e transmit-
que tudo numero
e só com este
no escrever e
de certa dextreza mus-
eivam de illiberalidade a edu-
Ellas implicam uma cultura um
á custa de ficar-se da
derivam do interesse pelos mais
communs da humanidade.- Um pro-

(1) Tres R, em inglez, se originam de readinç, writinç and reckonmnç.- N. do T.


XV

as mesmas
a adoptarem-se
semelhantes
escola as creanças e os aaolE~sc,en·ces
formadas da theoria
como substituto um grupo vV.I...L.lf-'.1.'-'""·V

dos educan- instinctivas. A demonstrou que


desenvolverem- pport;un.Ia~:~.ae de com actos
efficiente quan- sos naturaes da a á escola é
activas de manter a deixa de ser um
scientifica dos é mais faciL
mediante a assimi- Algumas vezes, jogos e
idéas e factos com- constructivas tendo-se
em vista do tra-
para
agradaveis.
fundamental das
a manipulação de instrumentos
e a expressão de
etc. por estes instinctos en-
de estudos, o alumno dá-se
separação artificial entre a vida
surgem motivos para
E

da actividade escolar para


das sociedades hodiernas
de trabalho a que os
nas
este asserto o
de os menores tra-
balharem. Por outro baratearam e divulgaram-se tão
universalmente os trabalhos impressos, e tanto se
caram as opportunidades para a cultura
velha especie de trabalho livresco está
costuma v a possuir.
Mas não devemos esquecer-nos
educativo é um dos
na maioria das extra-escolares. E' cousa
e, não, primacial. Por o desenvolvimento edu-
cativo resultante é mais ou menos casual. Muitas CD!JC'-'-'"'-'"'
trabalhos participam dos defeitos da actual "'v'' ..."''-'-"''-.. '"'
trial - defeitos fataes a um conveniente desenvol-
co- vimento. · Os jogos tendem a reproduzir e fortalecer não só
salien- as excellencias como tambem a rudeza do ambiente da vida
vez que não dos adultos. Torna-se, funcção da escola conseguir
o domínio do mater·ial ou da um ambiente em os e os trabalhos se orientem
o commando dos instrumentos o escopo de o desenvolvimento
trabalho tudo moral. Não basta que neila se introduzam
misteres gos, trabalhos manuaes e exercícios manuaes.
do modo por que forem estes recursos.
2. Proveitosas. - A simples
pareceu in te- das especies actividade que já nas escolas
ressassem na escola com dica a riqueza do terreno Ha trabalhos com
dos trabalhos escolares em excesso madeira, couro, argilla e areia, e metaes,
ellas o causas certo fariam com ou sem apparelhos e instrumentos ou machinas. Os
quer forma. peso para cessas empregados são cortar, furar, medir,
fazer moldes e aquecer e esfriar, e as applicações
proprias de instrumentos cÕmo martelos, serrotes, limas, etc ..
Excursões, cozinhar, costurar, imprimir, enca-
dernar livros, desenhar, cantar, dramatizar, con-
tar historias, ler e escrever - como trabalhos activos com
finalidades sociaes (e não como simples exercícios para ad-
E

suas
tentar
isso, será
a creadora
UlJiiJLIU.G

feito resultado
balhos regulados
no bem acabado
trabalho
educando.
Vê-se não só no material como tambem no
conteudo das ordens do ""''''"' 7 '"'""r'" falta de

receio
nas officinas
infancia Froebel e
esses institutos fornecem
tenham submettidos ao trabalho
""'"''"i+r\ : exigencia que tanto se revela no
activas como nos livros de estudos
que esse material influe nos actos dos
commettam erros. Mas falsa é a no-
que trabalha com esse a bsor-
para seu fa-
prrnc~lp:Lan.ao com o material bruto e submettendo-o
a intencionaes elle adquirirá a intelligencia
contida no material confeccionado. Na pratica, a n ... at~,.,onnl<:l
exaggerada material conduz á -n .....a,_,.,,o.,"""'"
exaggerada pelas mathematicas, por isso que á
intelligencia interessam as propriedades physicas do tama-
forma e das causas, e as relações que deri-
estas propriedades apenas ficam
sua percepção é o da acti-
vidade com desígnios que reclamem a attenção para ellas.
mais humano for desígnio, ou quanto mais se apro-
ximar dos fins de interesse da experiencia ~
'1_'-'-VV •. U. ....... .... ,

mais real será o conhecimento. Quando o intuito da actividade


se limita a verificar a existencia dessas o conhe-
cimento resultante é meramente technico.
E

constituem

o facto de não se n~.,-"'~'"8.l.!.'Cl.l.Ul::;.L que unicamente o desen-


volvimento funccional constitue um "todo"
os effeitos a causa das falsas no-
que relativamente ao sim-
que

cesso o processo da
dos
que subentende conferem elementos com
que o alumno cada

o treino manual tornam-


que se destinam a se seus elementos, significação defi-
um instrumento de nida. A falsa de vista do
varios elementos
""''"'''~'""''"""''''"" ou do "Lecnnico
quem, é c;Ao._,.LLLO.l

a esses elementos,
cousa -no com uma f in a lida de e
os alumnos não cipiantes como sendo as cousas
de Pestalozzi sobre a activa Mas é de a conclusões positivas so-
ao methodo de fazer decorar bre este assumpto. Além circumstancia de que as occupa-
em eschemas activas cousas a fazer, e não estudos, sua
cousas" destinadas a familiarizar os oH,r:rnnln;;:: educativa está circumstancia de re-
das cousas escolhidas. O sociaes. Os interesses communs e funda-
esses casos presume-se que se devem conhecer mentaes dos homens convergem para o alimento, a .u.a.u.LIJC'-'v""'J·
dos antes que estes possam ser intelli- os moveis caseiros e as cousas referentes á ~~.,_,..,,~
usados. O facto é que os seiltidos são á troca e ao consumo. Representando por igual as
curso do das cousas necessidades da vida e o adorno com que as necessidades
E

veu lentamente com o uso


ramo da attesta com
o seu no me a sua asE:::Ocla(~ao
o inclinado,
descobertas intellectuaes humana
intellectuaes pelo facto de terem sido feitas
vam meios de fins O
tifico da na
como effeito

connexão, no
ses scientificos e sociaes
a chimica dos processos
etc., e nos
novos na industria.
As mathematicas
ctas ; a geometria,
da terra : o uso
conservar signaes mais
tante ainda do que em que os inventaram para
esse fim. Taes se poderiam
historia de não servem de
vu..cav•'-"V da historia da .au. .u..~..::u.uLu.u
para pleitear-se uma
nem para se permanecer muito no estagio
E

que chamamos oc-


como o trabalho.
ou trabalho

teresse é

com isso
não dis-
nem continuidade.
mais communs das
; e neste caso é clara existencia da
e da actividade actual meio da-
que se tem em vista. Se uma actividade seu pro-
no sentido de que o acto de dado momento é por si
será material ; não terá
ou pessoa faz movimentos
talvez

que só
A menos que as creanças con-
idéa mostram-se em
como que em transe ou
"'".,.. ... ,,".,.."'~'r~,,... uma excitação directa.
O concluir dessas observações é que os
teem um no sentido de uma idéa orientadora
sentido aos actos successivos. As pessoas
gar não se acham apenas a fazer alguma movi-
mentos · ellas estão exne.ru~ne1"an~ru:f.n
E

que estão verdadeiramente


é a de absorverem-
'"""l'-'-""".4'"'

remotos e de caracter
esforços
...,,.,,.,"r"'c"''"'' transformam-se
v~ actividade com
..,.'", .........

de ser a actividade
idéa de
mais duradou-
e maior em prego
dos meios
a este
dos

ex-
significação ao que se
satisfaz por si mesma ; ella
castigo ou de
se, com a sua recompensa.
que é desagradavel para evitar-se outra cousa
ou para garantir-se uma paga por outrem.
condições economicas não sempre existirá este estado
de cousas. O trabalho manual ou pouca
cousa em os sentimentos ou a imaginação;
são séries mais ou menos machinaes. Só
o desejo de ver o seu trabalho, é que pode manter
a pessoa em sua se o fim fôsse intrínseco á
passaria a ser o desta - uma parte de seu
curso. Por esta causa, elle ao esforço um esti-
mulo mui diverso que surge da idéa de
nada teem que Yer com actividade manifestada. Como
ficou exposto,- a ausencia de compressão economica nas es-
não é o servirem
nem a falta de E' circumstancia de ser o
a idéa de desenvolver-se mais actividade no
a continuidade de no sentido
futuros.

mente e
das falsas condições '"""'_, ..... ,_,.~..~.,.~'""''"'""' que tendem a
em excitações para a classe abastada e o
esforço para O trabalho

si mesma ; torna-se
as consequencias são exteriores á
a é unicamente um meio.
com a attitude do é arte - se não
menos
das pelos jogos e traba-
considerados no é que são os instru-
V<A>!J.>.UU."'-'-' n11'1êlf'ÇI{"1Çl•TI

men tos mais directos para extensão de signifi-


Quando se desenvolvem em
são imans que reunem reteem um acervo infinitamente
vasto de considerações intellectuaes. Fornecem centros vi-
taes para o recebimento e de conhecimentos in-
formativos. estes fornecidos
como informações a retidas por si nl·nn,·•<:l
estratificar-se sobre vital.
factores em uma
merito - quer como
do do objectivo - são
directa cousas
informado ou objecto da
individual torna-se então capaz
resultados da do
- inclusive os resultados
longos trajectos de
alem do a
apprehende e

surgem novas e com o accrescimo


de conhecimentos surgem curiosidades.
As significações com actos se dizem
á na tu reza e ao .uv ......""'"'"'·"'--"· Isto é um truismo
quando traduzido em
cousa, pequena educacionaes. então,
a extensão historia fornecem material que cream o
Não ha li- intellectual aquillo que de outra
vir Tudo seriam ..:J..L..L.U.tJ.Lvv pessoaes ou meras
modalidades de A cada augmento da pos-
sibilidade de actos em suas relações de
tempo e uma possibilidade de lhes
mentar a e o contendo. Damo-nos accordo
sua de nenhuma insignificante aldeia ao
adextramento no espaço a scena de que somos participantes e
a continuidade da de esforços no da
somos herdeiros e Desta maneira nossas
riaes ; essa
desenvolvimento
doutos conhecem sobre
basta para tornar
A tarefa
que taes actividades

mesmo acto.
concatenado
descobertos
meio natural
em
res
é unicamente o corpo
actividades e soffrimentos dos

2.A Natureza da Historia e da Geo-


- A historia e - incluindo-se nesta
por motivos que em pouco as sci-
encias naturaes são poT excellencia os estudos escolares
"informativos". O exame dos seus materiaes e do methodo
de seu entre a
dessas e e sua mera
de attenderem esses
.u.:Jv'.!.CC>-.A.V>Cl• U.vtJV·'--'·'-'-V

e da inter-
E

que salienta o elemento


uma lista de
acontecimentos rotulados de
literaria - pois na
ambiente natural é apenas uma

exerce influencia educativa


os naturaes e os eventos
A classica da geo-
terra em seu caracter de morada
a realidade educacional. E' mais
do que
\.-lvJLLU.J.\(U'V

a histo-
no des- essas
sociali- de conhecimentos e
descoberta desta apresenta-se como
que com tanta
um verdadeiro sacco de uma miscellanea
historia e da intellectuaes : a altura de uma acolá o curso
mais de um a fabricada em tal
a tonelagem da marinha os limites de um
de um
a terra humaniza-se e
isto é, a unifica-se; mas, encarada como miscellanea de cousas, ella
com suas ex- inerte para a imaginação. A geogra-
e suas e '""UIJCLI.<k essencialmente a imaginação
nas nuvens nem no vacuo. E' na terra até mesmo para um certo romantismo. traz o pres-
O scena:rio da natureza não tem tigio maravilhoso que se associa ás aventuras, ás viage-ns e
que um scena:rio ás explorações. A variedade de povos e ambientes, seu con-
; elle traste com as scenas familiares, fornecem in-
historia. A na- tensos estímulos, fazendo-o sahir da mo-
fornece os notonia das ao mesmo em
que a ou de nossa pa tria é o de
o desenvolvimento reconstructivo do
tambem o ponto de partida
F,U.Jlll'"' ... ""..U.'-''" no desconhecido, e não um fim em si
in-
do ar, da nos quaes e por meio
resultado é a inevitavel inercia educa-
chama a

reviver o
naturaes em
Em casos recorreu-se a per=
sonificações mais ou menos innocuas. O methodo era
mas demonstrava a real necessidade de humana.
outro meio a não ser o Os factos se dividem em fragmentos, desde que se-
o centro de retirados seu contexto. Deixam de
ou humano da materia terra · não ficam em qualquer
do todo o ma teria I será mais isso, recorre-se a associações artificiaes e sen-
remedio verdadeiro é tornar-se o estudo da
natureza um verdadeiro estudo da natureza e não de meros
tornados sem por haverem sido re-
.,...._,~..._,,"' das situações que os e nas quaes elles actua-
esses a ctos com as
elles. Se ao escrever-se
actos de
e com referencia ás
não se teria um estudo
estudo da vida que
de uma de indivíduos. Seria
mitar-nos a recobrir de assucar certos vV.LLucc:va. ucc:.u
reza informativa, para os f::1zermos

Muita attenção
vida primitiva como
sua bem este processo
as cousas que por excessivamente rente caracter r~...,+,.,,,,+,"""
entendidas. O a
scien tifica da ultLma metade do seculo
é o meio de luz em
rastrear o processo de sua
de seu
nletho-
elle tivesse unicamente o
n••cC<>rlf·o estado social não se separar
verdade que os successos pas-
"'~E,-'-H.J..i.vU.,UJV se os destacarmos do viver actual. elle
da historia é sempre
sua espressão mais
objectivo social, o
relevo aos

historia

rificam e animam se- ás


abstractos mais
E

a tornar-se meramente
de uma humanidade
mesma em vez de viver
Talvez que o mais ramo da historia, na edu-
o intellectual. Estamos
que os heroes que
da de progredir não foram seus generaes,
e sim os scientistas descobridores que
puzeram na mão do homem os instrumentos
riencia regulada e e os artistas e
braram suas luctas, victorias e derrotas em ~~-·o--o·~--
plastica ou tornando
aos demais. Uma das
como historia da
das forças naturaes UU.,~.L'-'-'-<'-<V que

mais democratica ella ""'~''"'""''"'"'"'""'"' os avanços dos me-


a historia todos es-
com a ascensão e de tamos a geraes a
mas com o desenvolvimento da e a razão e a salientar sua Mas os ~ .......~....... ,,""
meio do domínio da natureza effectuado que fizeram o convencional estudo da historia que
para quem existem os e os a intelligencia humana é uma estatica que não pro-
grediu com a descoberta de ou então que a
intelligencia, com de certa manifestação de sagaci-
dade pessoal, é factor historico. Certo não existi-
rá melhor modo de incutir uma idéa exacta do desem-
~--'"~...~.u.cou.v na vida ou intelligencia do que o estudo
de uma historia que como toda a evolução da huma-
ao da selvageria civilização, dependeu das desco-
a industrial e a extensão em que os
do modo por que o homem '""!J"'"'-'~"'"~'"'"'" mais abundantemente em tra-
fim de verificar de cou-
e de literalmente.
os dois grandes recursos es-
de significação de uma ex-
activas

cance sobre o que


mem. Se não forem '"' ..... ._, . .~L
..... -....... ._

as meras especies de
moral da será fornecer os caminhos
socializada. E' utilizai-a mundo mais vasto
de reserva to rio de anecdotas destinado A historia
f-Jv''-'..1.'-'~vo sobre tal virtude tal vicio e a
historia do duas ma terias são
de que a vida humana associada se processa na
não é seu scenario e sim o material
se operar seu desenvolvimento.

moral.

ele-
muito além que
conscientemente nella. Trazer essas con-
á luz da consciencia dá relevo á
Toda a mais trivial

communica-
em que existe um interesse .LLI.IJU~
vV.
commum, de modo
anseio de dar é o contrario
as cousas
nos

com os
miudo
Sentimos a
da materia em sua forma
real para se haverá
suppor que se possam poupar o
e protegei-os contra erros
os e os eSl)ec;Ia.llS1:as
acha-se abundantemente historia
O alumno começa a estudar sciencias em compen-
dias nos quaes a materia foi coordenada de accordo com o cri-
teria do especialista. desde o começo conceitos
technicos Desde

aproximação
com as suppressões necessarias para que se torne
a materia.
O methodo
do educando e "'"'"'"'.,.,,·ur.
da

ou
methodo mais do que
do conhecimento e interesse vital assegurados. O
torna-se um de conhecimentos. Demais
so, o modo por que '"'"'"-n"'"'"'-a distancia-a mais do fecundo con-
tacto com a """'"~-''"'"'""'"'-'"'"·'"'""'""'' faz o modo narrativo
da literatura. Não se por isso, fossem
cadas as exigencias por a materia
assim ensinada não
Nem o contacto com as
embora levem
organizados em forma
essa necessidade. Sem
do methodo
scientifico. Mesmo
riaes tratados com
ciados entre si e nos processos
alheados e desconnexos
fóra da escola. Os
sómente problemas
mente aos já iniciados
voltar-se

Já mencionamos, exposição scien-


tifica ou a forma signaes ou
Esta consideração a todo o uso da
linguagem. na commum, o espírito vae dire-
ctamente do symbolo cousa significada. E' tão estreita
a associação dos com as cousas famili~res, ~ue o
espírito não se detem nos mesmos. U saro-se os ditos . s1gna~s
apenas para substituir cousas e actos. Mas a termmolog1_a
scientifica apresenta um emprego addicional para elles. Desti-
nam-se conforme a substituir as cousas directa-
mente 'em seu uso nossa experiencia, mas a sub-
stituir as cousas um systema cognitivo ou
com
não existem confronte-se com o que se diRse atraz, a respeito
forma scientifi- do valor dos problemas em trabalhos ~e. jardina~em, em officii~as, etc. J:?e::re-se
considerar o laboratorio como um add1c1onal a fim de proporcwnar condiÇoes e
nestas expedientes para a melhor investigação problemas. - N. do A.
para resolver esses
regras,
uma ma china sem
caso como em outro
encontra-se no que
de que faz
A Sciencia o Social. - Admittindo-se
que o desenvolvimento do conhecimento directo
em de Lnteresse social conduzido a
feita forma
conhecimento
é que a sciencia
seu emprego em fins ordinarios e torna
ln'veE;tl~~a(;ao de novos fins. o factor progresso
ás vezes o progresso como consistLndo
zinharmo-nos dos fins aue buscamos. J\1as é
inferior do ~ requer unicamente melhoria
meios de acção technico. A modali-
dade mais nY'""'""'"~-<:l'"
dos novos fins ou

novas
e deste modo -ao mesmo
em que a descoberta utilizadas nos sug-
gere novos
A
do mini o
do desenvolvimento
continua da
da '-''.U,"'-'--'~V'-LV

não existencia da sciencia


dominantes no considera-
varn experiencia corno cousa opposta razão e ao que
verdadeiramente racional. Conhecimentos
conhecimentos accurnulados

reme di os
pn:tt;lc~a estea-
se necessariamente "sorte" ; o bom exito do aca-
so. Isto conduz á e ao charlatanismo. A industria
"ernpiricarnente" constructi-
vas da intelligencia ; os rnode-
los estabelecidos no significa
de se utilizar a passada corno ser-
e não corno senhora do espírito. Ella significa que a
razão actua dentro da e não alem para
dar-lhe urna ou racional. A sciencia é
a experiencia a tornar-se racional. O effeito da sciencia é,
dest'arte, mudar as idéas dos homens sobre a natureza e pos-
sibilidades inherentes á Ao mesmo ella
muda a concepção sobre a razão e sobre a actuação Em
vez de ser urna cousa alem da experiencia, remota,
interessada por urna região transcendental que nada tem que
ver com as cousas vividas, é considerada corno nascida da ex-
P'"''' ... '"'·'-'""''-' ; é o factor por meio do as experiencias pas-
sadas são e convertidas em instrumentos para as
descobertas e para o progresso.
prever
como ella possa ulteriormente
o homem de
não sabe
os instrumentos
infLnitamente mais flexivel do que

o remo-

registram, fixam e communi-


U ma significação extrahida de
ficar suspensa no ar. Deve
Os nomes dão ás
e corpo ma teriaes. A
; ella é essencial
Ha indivíduos que
mas esse conhecimento ...,.._,_,.._._L._.
individuo
si mesmo ; ser capaz de agir efficazmente,
Os conhecimentos dos artistas e daquelles trabalho é de
nos
os represen-
fz:J.cil de
literaria entrin-
que em accessiveis ás massas e tende
incentivar o esnobismo de classe douta -
são cousas accidentaes devidas ás
Os conhecimentos são
não por se referirem ás crea-
causa da

educativa.
dos
em sua
humanidade
referente
de

é a passagem em
grosseira de
Os que
acervo de conhecimentos informativos que são menos
interessantes e mais remotos do que os conhecimentos ordi-
voca bulario inusitado e techni-

a eman-
e
obscure-
pelos accidentes Asso-
ciam-se a esta da
generalização uma da
situação um alcan-
ce mais t:;AfJCJL.LÇ.u."-'JlGl dos indivíduos são
Assim, em ultima
a sciencia é o or-
cousa.
ser com expres-
cousa", "ter-se a
o que
de cousa é ter essa
entre o ler-se a de1scrmc~ão
- ou entre vel-a e sentir
conhecer ma the-
Trata r-se da
ciarmos os tres
valores efficazes
; o da
artes
1-A
tos
não
a uma accumu-
em certa exten-
E

convertem em
meios dos orgãos da
nada de
sobre literatura e das bellas-artes
ensino. A omissão foi intencional. De começo
diremos não haver nítida entre as artes uteis ou
industriaes e as bellas-artes. As actividades mencionadas no
XV conteem em si se differen-
ciam em bellas-artes e artes e
.L.LiJ''-'-F, ...L.Lu.v•""'-'' as artes uteis possuem as

rizam as bellas-artes. Pelo requererem methodo


dos instrumentos ao material com pene1ç2:Lo
encerram o elemento technico . . .~..~.,~UwtJv.l.-'-""'
artística. Sob o de vista do

'-''~W vezes um encanto


vUUvJU.

teem artísticas
actividades são
socialmente utilizavel desses
tornam-se artes uteis ou industriaes. No caso de se desen-
volverem no sentido de darem elevado
apreço ás jmmediatamente ao bom
tornam-se
Em uma de suas
de depreciação. Denota
valor O.U...LL}J.I.vO.U..L'C• .U a de-
valor mais realce
ordinaria
assimilada)
da

desta palavra, e sim os agen-


intensificada e inspirada.
são, não só intrínseca e dire-
ctamente
ou valores

deleita a

a bstra cto ou em ge-


em que
'"'~.~.v.,...... , graus ou

a isso conclusões sobre os valores


E a é que não em
de materias de c.::>IJU\..~v. estabeleêer 1..1ma de
E' inutil tentar uma ordem que começasse com
menor com as valor maximo.
estar

um recurso para os
terá
uma

as mesn1as ao valor de um
estudo ou de dada de um estudo com referencia á
As pessoas
estudos e do devem ter razões
que os estudos e as materias tanto
rectamente elementos para a vida dos
como tambem materiaes utilizar em cousas
de interesse immediato. o curriculo está so-
com as ma terias que a tradição nos e
com outras que unicamente a imposição al-
guma pessoa ou de grupo de pessoas de por
motivo de seu agrado, convem submetter-se
E

coor-

educa-

á
e

uma sei-

irrelevante para o nosso


para o tornarmos
acanhado da tra-
ahi a sua solida
a ser exercitadas e um
antigas ; ha um rela-
e do corpo que succede
E

as outras só-
constituem o
e accrescenta-

ethico

na nas sciencias em
Cada uma se não sómen te nos recursos de que
se utiliza tambem seu es-
copo e ln~cm1sc~Iel1 tE~m~en·te nosso
é o unico
instrumentaes e derivados
buir valores distinctos
culo em seu nn,n,,,...,,,.,_
do
lamento
da

tuamente
E

divisão entre a classe


viver e a dos se acha-
idéa de que a libe-
classe é intrinsecamente mais
servil da reflecte a
uma dessas classes
trabalha para sua
á outra
meios de que to-

de trabalho será Os sêres


humanos necessitsm
vida exige que
meramente materiaes e,
mais baixa especie, os interesses ao
que os associados com a de lazeres livres
e embora admittamos existir de absorvente e rebelde nos
interesses a luctar para usurpar o
mais isto não
de lado o facto de existirem
de
AA"Y,An·,,.., que habili-
ta os homens a exercerem misteres utilidade Levar-
a ter cuidado a desses mis-
a serem os homens adextrados tornarem-
e, n1esmo em seu lo-
gar ; a '"' "'· . . . '"'~"'''""'~ fazer que evitassemos os males
resultantes de desenvolver-se ao abandono
em antros obscuros. Sómente destes
interesses coincide com
outra inferior, que
uma .UU.I-<..J.Fo,.U..l.'UI.U.'U.VJ

stancia que v V ..l...LU.U.LI

social a rígida Id\:mt;Itica<;:: interesses


materiaes, e a do lazer com os interesses ideaes.
Os corollarios educacionaes da situação social
ha mais de dois nlil annos exerceram tanta influencia e reco-
nhecem tão clara e as consequencias da divi-
escravos.
"".,..,..,.,....,.,r,c
são exteriores ;
a classe livre
0
'"' '"'"""''""'",.'" u.v.u'"!.vi)t:L''-'V'~' conservam-se em mais baixo
as mulheres são tambem
como factores
de

mente para

mais ·a
coherencia Aristoteles divisoria entre a educa-
para os misteres que inclue
teles unicamente
seria apenas
menos interessante. Serviria como
humana ou das em que
academica coexistir com extraordinarios
Mas Aristoteles unicamente descreveu com
sem a infidelidade sempre resultante confusão
da vida que frente. Desnecessario é
que de seus social mudou
Mas apezar da abo-
das idéas demo-
sciencia e da
e sociaes geraes,
ainda remanesce bastante
uma classe douta e outra in-
outra para tornar seu
de modo a criticar-se
entre a cultura e a
IJ.LI.J.vvoov intellectual e abstra-

do
á
escolar
idéa de que o
natureza a
instrumen-
ou para
conforme
cursar escolas.

dois

um curso que, ao
Só uma
que as duas cousas são neces-
modo que dada niateria não
cultural por ser inutil.
que, visando resul-
da
da actividade .l...Ll.IJv.l.JlvviJU.<~.l.
indubitavelmente - tambem no mes-
XX

o
Conhecimento.
para ganhar vida e
mesmo com a theoria e a
o saber e o fazer. Estes
das mesmas

ramen te as connexões e a
e o fazer.
Tem
proveem de
possuem valor mais
consciente desta
cepções de
Aristoteles.
de vista,

mesmo. se encon-
trava em uma de ""',.., . . ..--,. . +,,"' ao co-
nhecimento intellectual o eterna.
com o facto de ter
a critica aos costumes
constituia

numero
encerrada
insistindo es]Je<~ta.tmente
torio das
de ou
autoritario. Se as
tudo n.nrilo?'1!:l

das
exito. Mesmo
lhe

samente
de
como seu
~-''-'J.·'--'-''-'--'·-'-'-'J..J!.VV
intellectual ou theo-
fóra do domínio das vi-
Nada falta á verdade ;
do mundo dos sentidos. Ella
o mundo da "",..."'"'"'n·nrn
consolidado e Or<lerwcto

todas estas dis-


technica. Mas
subse-

a
corpo, o menospreço artes e officios como instrumento
para a intellectual - tudo isto foi acolhido e sanc-
cionado esta dos valores da expe-
razão - ou, o que vem a dar na mesma - das
cousas e das intellectuaes. A
continuou e robusteceu a Conhecer a realidade si-
suprema realidade
A conterr1p1açao

grega, e a isso que cla-


ramente extremavam a classe aristocratica das classes infe-
o formidavel in-
gejuuJmu processo do
cer, eivar o verdadeiro conhecimento - contrariar seu
intuito. O era maximo de
Como em eram denominadas sensações as
sões causadas no nc;nl1rl+r.
se a doutrina sensacionalista - isto
tificava o conhecimento com a
'TY''"'"'""''ê'"''"" sensoriaes. Em J ohn que teve
maior encontramos esse attenuado
reconhecimento da existencia de certas faculdades men-
e a
sentidos
era fraca sob
o valor dos
de-

annos da infancia.
recorrer-se a elle
ao conhecimento
regras,
~.U.>.J.U.-'-"'"""~~~~..., em forma
"inte-

defeitos do
educacional do
mento.
O valor historico dessa theoria era critico · foi o dis-
solvente das dominantes sobre o e as ins-
e de ma-
para a reflexão.
dos -estudos informa-

- Já indi-
um axioma
deveríamos

exactamente os
em prova idéas fecundas sobre
: só era necessario
um acido sobre um
Gl..!.jO~U.L.L!.U. cousa vez de vn·•~,-,.,,._.,
um resultado
com de então por deante a scien-
contar. As sensoriaes eram
mas devia-se confiar menos nessas
forma natural ou do
sciencia. Não se deviam
como encerrando em si alguma "forma"
natureza rebuçadas em uma mascara
devessem ser extrahidas por meio do pensa-
mento Pelo contrario - a primeira cousa a fazer
era modificar e estender dados da sensorial :
actuar sobre dados con1 as lentes do e do
de artifícios expeJnn1er1taes.
novas idéas

para

nos
cousas, o mais possi-
suggeridas) e um meio
conteudo da vida
da
e os trabalhos
o ambiente social
as actividades pra-
bom exito
induzidos a
XXI

entre as scien-
um nos pro-
consiste

reflexo
e o mundo como m<J..elJellW:;m~es em sua exis-
tendo um o outro apenas de
tacto. Decorre dahi naturaln'1ente de exis-
tencias tenha seu estudos
cionado com ella ; dos es-
tudos scientificos

com natureza.
I. Os do Estudo de Hu-
a circumstan cia de a
este
na natureza
em esta-

não
necessario para levar
supremo da existencia como
Para usar
naturalistas são in-
fazem no fins

com referencia aos estudos


cívicas porque os gregos assim o J.lLrc.L'''-LLl
alto fim tan tes de Roma e das
do co- utilizavam-se
conheci- dos gregos
A chamada tendencia dos romanos actuava na
Buscando idéas gregas na sua
s ómen te tomavam o mais curto
desenvolvimento como tambem
procuravam as de e methodos

1) Influencia das e Costumes Gregos sobre a Igreja Christan", pags. 43-44


- N. do
um interesse novo
um natu-
... .u. ...,u. ... "--'-U. contra o interesse sobre-

que o influxo do
como causa dessa
Certo
das t)V.U.UH.i\.PG>=l
que homens
interesse corao
outra vez ecclesiasticas. Desta
e 0 homem se separaram a derivação do ensino das línguas, tal existe
v.J....l\drJi\C/1' > entre a e a não se entronca directamente na Renas-
do outro. sug- cença, era sua para fins theologicos.
sciencias naturaes erara então
das a avivar o contraste entre o homem e a natu-
reza. Francis Bacon da união
dos interesses
dos da

a
iam fructi-
dos horaens. Iam estes renun-
esforços para se domina-
era a
nos utilizarmos, em beneficio
dos conhecimentos techni-
chimica. Os metho-
da

aos estudos humanistas e


vU.\.Av~v~~
deveria tomar como
os interesses Sua meta não seria conservar a sciencia
mechanico e como um estudo da natureza da consi-
de seus intuitos derada como senão
crear

é mais do que,
as sciencias como muas
e de modos technicos de mani-
ensinar
como ma terias tal processo estabelece uma se-
que mostra paração artificial dos Fóra da
continuo e não ser um escola estes encontram os factos naturaes e os
da ultima. em connexão com as varias modalidades de
o humana. Em todos os actos sociaes de que elles
nos ram, precisaram conhecer o material o processo exigido por
elle. Iniciar a vida escolar com a desta associação
contacto com as causas intima, é seccionar continuidade do desenvolvimento men-
naturaes no tornal-as socialmente uteis. Cada fazer o educando sentir irrealidade em seus
as ma terias denomi.na- estudos e privai-o dos motivos normaes para interessar-se
economia revela nelles.
sociaes a penas são resol- Não ha duvida de que, taes devem ser as
empregarmos o methodo de da educação, que possam ter ensejo
e a estas prova na achem dispostos a especializadas nas scien-
a característica sciencias natu- cias, para se dedicarem a seu cultivo e tornando-as as oc-
processos e resulta-
outros tantos casos
fixas ou para
os automo-

"'"'E:, ............. ~v·~, no estar-


senso dos interesses humanos.
identificavel em sua mais
ao interesse é necessariamente o inte-
resse supremo. Os conhecimentos sobre o sobre o seu
E

de fabricas com direitos


accentuado
merecem a at-
devido a
mais estreito contacto com as classes menos
da das barreiras que as
separavam.
- Pode-se formular este
humanismo as con-
economicas e
A cultura, em taes invaria-
velmente a intellectual e da classe que as-
sumia a direcção social. tal como cultura
vimos, aristocratica : ella encarece mais
differencia as que os interesses fundamentaes
communs. Tem seus seu
antes preservar o do que estender o mais
era nativo e .l...U.U'"'"'"-'-'-''-' seu campo
os que se achassem As mudanças resultantes de tomar-se mais em conta a
tirante a industria e o que possa interessar aos meios de subsistencia
de são com frequencia anathematizadas como á cultura
herdada do Mas descortino mais
conceberia actividade industrial como um
factor para tornar os recursos intellectuaes mais accessiveis
ás massas e dar maior solidez á cultura U.U.UI.-lV.!..LV'-'

de mais recursos. summa - por


a relação intima sciencia com o desenvolvimento
. . . . . . . '""·"'v-··~-, e, por outro entre a cultura literaria e esthe-
tica e a organização social percebemos a razão
do antagonismo dos estudos scientificos technicos com os apura-
dos estudos literarios. E nos vemos em face da necessidade·
de acabar com essa em educação, se a sociedade
for verdadeiramente democratica.
Resum_o. - O dualismo philosophico entre o homem e
olhar outras com a natureza reflecte-se na divisão dos estudos em naturalistas
a illusão de que e com tendencia a circurnscrever os ultimos aos
totalmente seu interior. mesma trabalhos escriptos do Este dualismo não é caracte-
servidão e creou uma classe mais rístico das idéas gregas o eram outros traços que
XXII

; taes são o
materia do estudo
(o elemento
de trata r-se

entre o
social e a autoridade.
eu individual e deste
ultimo com é relativa-
mente moderna. Tanto Grecia como nos medievaes
era considerar-se o como um instrumento por
divina
razao, nós vemos,
educacionaes como
então deante todo o

ás
como effeito insu-
do mundo a ser

Este isolamento
do ramo da conhecido
~ a theoria do conhecimento.
rito com o eu, e a do
peJn.w::nl;e e que se basta a
entre o espírito, ou o co:n.necE;ac>r
que surgiu a
especie de -o
- e um objecto - a cousa a ser totalmente se-
um do architectar-se uma theo-

da
o
lismo consciente nas actuar sobre o mundo - tornaram-se a
que consideravam a estructura do conhe- exclusiva dos theorias que affirmam não po-
como uma cousa formada no interior do individuo dermos conhecer o mundo como realmente elle é, e sim uni-
meio de seus actos e de seus estados mentaes. o seculo camente _as causadas por elle no a de que
do individualismo economico e não existe alem do do e de o
do ~~~+v·~~2',+wu~~,v~,JLUv conhecimento é dos de
foram Não nos in-
teressa a cir-
cumstancia de taes
acceitas serve a demonstrar em que o
do O crescente uso do
'"''-''JU.~.v~, no presup-
correntes
res-

individuo possue
viduo crêa o ~~"""''~·"\.'"'
o conhecimento
sua vez. O resultado
equivalia,
sobre o mundo.
intellectuaes
efficiente do que
pas-

Este estado
ou do eu, no a
reconstrucção das a idéa nova,
toda a concepção das cousas differente da autorizada
ten1 sua em um individuo. Não
de que as idéas novas estão sempre a
sociedade costume não
vimento. contrario - tende
viarem das idéas dominantes. Em
torna-se suspeito o que encare as cousas
temente dos outros ·
l\1esmo não
niões, as condições sociaes
recursos requeridos
desenvolvimento ; ou
pensa ma teriaes aos
com.o
no
de imaginação subentendida
na não foi facilmente assegu-
conseguil-a ; muitas pes-
Incier>en.aenc:m intellectual. Mas, apezar
permittiu e em seguida
menos em alguns
de acção, as reacções se desviavam
que é prescri pto descobertas, as no_,,._,.,"'a
as investigações em as invenções,
por fim a ser moda certo modo tolera veis.
- Entretanto, as theorias philosophicas
não se contentaram de conceber o espírito do individuo como
o eixo em torno do a reconstrucção das
mantendo assim a do individuo com o .I..U.l.l.U.\..ILV
vezes racionalis-
Acredita-se em uma facul-
da historia e de
todas as materias concretas. faculdade da
razão é dotada do directamente a con-
ducta. Como ella com formas geraes e im-
obram de accordo com
são exteriormente coheren-
sobre os serviços por
factor para a critica ne-
que apenas tinham a es-
de seus estados
contribue para esse

duvida de que essa


'-'"~.!:-'"'""'"'-LÁ'-~
e incentivava elevada dos valores
e o conhecimento de que em ultima
institucionaes devem ser julgadas
da e da
consciente. tambem fez muito
a industria e os artifícios me-
os tinham as sociedades basea-
não trabalhadoras. Por estes
estimulou um interesse social
mais vasto e democratico. achava-se eivada da estrei-
teza de vistas de suas fundamentaes : a doutrina
de que os individuas tendo em mira seus pra-
zeres e e que os actos chamados generosos e
altruístas não são mais do que meios indirectos de
nar-se e bem-estar. Por outras
vras - inherentes a toda a
ria que vida mental como uma cousa encerrada
em si mesma em vez de se constituir de tentativas para redi-
nglr e os interesses communs. Considerou a união
entre os homens como de cakulo exterior. Jus-
tificou a desdenhosa de era dou-
trina de anarchia e reconhe-
cia apenas vínculos os homens. E' evidente
o uso das re-

caracteristicamente alleman seguiu


idéas que eram essencialmente
])escartes e de seus successores
bem con-

cousas. razão é
a razão A historia é a razão em seu progressivo
expandir-se no homem. Um individuo só se torna racional
não ~,.....,.,n<-•~~
D.U-'LI.!J.Lv.:>

essen cia da ~ ~· -~~ ~·· ~


que habilitem
aos interesses de um
deste de tal modo
~~n·nU+•~r"~ da attitude
IIDno:sta por meio da
E

das des-

tornou em
utilizarem suas de reacção para com
a materia a tratar. se allegar que
cola os alumnos são originalidade e
devem limitar-se a ,.,.,_,,.,,'"",. e a reproduzir as cousas
cidas pelos melhores a resposta será
Nosso interesse é de
vale á "resposta" da individualidade
e não avaliada pelo seu nroaucto.
esperar que os façam descobertas
a factos e compendiados nas sciencias
naturaes e humanas. Mas não é desrazoavel o
estudo se em taes v~.~'""'""'Jvu que a
de está a fazer verdadeiras desco-
imma turos não ~s o
r e-
Esse
sociedade que
tende ser
CAPITULO XXIII

1. actuaes
na discussão

a este
a distancia
mos remotos e as idéas são
la das e as praticas e concretas da
vocacional Mas uma revista dos fundamentos intellectuaes
costumes utilizará as varia- dos em educação, do trabalho e dos
conformemente aos seus lazeres, da theoria do corpo e do dos
1-J.LJ.. ..U."-'-'-''J.-'- ideal no interior de cada
estados mentaes e mostrará que elles culminam
considera as na antithese das vocacional e cultural. Pela tra-
que nellas encontre meios para seu a cultura liberal tem sido associada ás de gozo
Por uma sociedade de conhecimento e de
interferencia e cohe- uma activo dos
.,...,.,,.1YY\.;++;;~ a liberdade intellectual e a ma- gãos corporaes .
e interesses. timo, a associar-se
meramente atti-
tudes de
ventia sociaes. Foi uma de
social) e un1 allivio á necessidade
Tão fundamente
losophicos com toda a
necessario definir-se a
fim de evitar-se a impressão que uma
vÇl-Lld.aLJLLJau<:t nella restrictamente pratica, senão mera-
Uma não significa outra
das actividades da
importantes para
2.
uma deter-
relativamente
de um individuo.
actividade deva ser progressivo, condu-
requer, em todos os
os obstaculos e
summa -uma v...,,., . . . ~.~"""'""v
que o alvo seja mais o exercício da
seu producto exterior,

Cap.
necessariamente um
..........J,V.!..l...u.'"-\t'-'vü e idéas, para o

e o Ella fornece um eixo a


se immensa de detalhes; faz que
rentes experiencias, dados informativos, se
entre si. O o investigador de laborato-
rios sobre qualquer ramo da chimica, o pae, o cidadão inte-
ressado pela sua teem· um constante e
ficaz estimulo para relatar aquillo que se relaciona
com o seu interesse. Inconscientemente, movido por sua oc-
elle todos os conhecimentos
para sua apossando-se dos mesmos. A
actua como o iman attrahir e o visco para
Tal organização do é vital, porque é
necessidade ; e de tal modo se manifesta e ajusta na
acção, que nunca se conserya inerte. Nenhuma classificação,
selecção e arranjo de conscientemente feitos para fins
puramente abstractos, comparar-se em solidez ou
efficacia com os organizados pelo vivo estimulo de uma oc-
com o influxo desta, são

adequada para as
é a feita occupações. O principio exposto neste
livro (V. de que o processo educativo é seu
e de que a sufficiente para
responsabilídades ter em vista o mais
a vida immediatamente applica-se
aspectos vocacionaes da A vocação
de todos os ~êres em todas as épocas
seu desenvolvimento intellectual e moral. Vê-se nuamente este
facto na infancia e na adolescencia, com sua relativa eman-
utilitaria.
manifestas para o actual
encarecimento consciente c;u.'U.'-'<:u.,a,v vocacional ~da attitu-

de tornar expresso e o conteudo


dantes ficava
1 - Em ha nas comrnunidades democra-
ticas um da estima por aquillo que se relaciona com
os trabalhos manuaes, com as occupações commerciaes e com
de serviços á sociedade. Em es-
homens e as mulheres
in tellectual e
o trabalho ; a
serviços apregoadissimo ideal moral. Embora
rem e invejem muito que levar existencia
ociosa e de sentimentos mo-
condemnam
do
in-
dustriaes de
seculo e meio para cá. commercio não
são cousas domesticas mais ou
menos accidentaes se emprega
o melhor das t;l.!.'w.lJ:;::,.la.>:l cada vez maior de pes-
soas. Os In<1Uf3tr:laes, os capitães de commer-
assim como, para muitos
vivo interesse.

acti-
os mais
para o
o

sociedade
Sentimentalmente antolhar-se-á rudeza o dizer-se que
o maior mal do não está na nem
no soffrimento e sim na circumstancia de
tantas pessoas empregos em desaccordo com seus gos-
exercem unicamente recompensa pe-
auferem, Pois taes provocam
E

essa em
muito menos a existencia. Pois a
tanto da e influe tão
de intercambio que existe
a utilizai-a para o desenvolvimento
um conveniente
de
\J'G.J..'GOO'G,
de estarmos tratando
da não demos uma
de da natureza
é abor-

Os

I - Os tratam da como
necessidade e sociaes. Seu os
como o processo por meio do
manteem sua existencia continua.
é o processo da
por meio da acci-
em contacto ou tracto ordinarios entre os
adultos e os intencionalmente inQ
stituida para operar a social. Viu-se este
processo subentende a mr·ec<~ao desenvolvimento indi-
viduos immaturos e do em que elles vivem.
onnaes, por não tomarem es-
grupo social interes-
perpe-

grupos so-
sociedade em classes e
demarcados · por outras
.., ... \_,.J.J..l\JU.'U""' e malleabilidade
de continui-
intellectual em va-
do trabalho e do
do ho-

resultados
em varios

etc.
o presupposto
ou mente e a actividade exigiSse
gãos corporeos, recursos materiaes e
consequencia, e para do
iJlU,.......,"''"'' p ....u ...... que reconhecesse a

espirito em uma actividade que


Completamos assim o circuito e retornamos
da primeira parte deste taes como a continuidade
logica dos ·instinctos humanos com as
naturaes, a que o desenvolvimento
rito se acha em actividades
um commum, influencia do ambiente nh,rclnn
no ambiente
.......... u..,,v.._...., individuaes de
para uma que desenvolva a
unidade essencial do methodo e da materia, a continuidade
intrim;eca dos fins e dos o reconhecimento de ser, o
espirito ou a o acto de pensar que e submette
á prova as significações do Estas conce-
pções se coadunam com a que vê a
mediante a
e não se harmonizam
mencionadas.
de factos \JVJLl."L'LU..UJ..'-'•'-'-V"''

assim como todo o acto de


ClJ"''J.~.uw.cu. ""-'-""'~............ '"""' cousa a ser feita - ....... ,.. ~•..u. ....
a ser está em
(o que só pode ser consE::tnua.o com a acção) e sim em
as difficuldades e methodos para nos avirmos com
ellas. Pode-se philosophia como o
se tornou consciente
funcção e valor na experiencia.
especificamente a exigencia de uma attitude
"total" por existir a de integrar na os va-
rios interesses em da vida. Não é ~~·~~r-~.,_,~T~ a ne-
cessidade da philosophia os interesses são
ficiaes que facilmente se ou quando não
cientemente organizados para entrar em mutuo
Mas quando, por o interesse scientifico se
ao religioso, ou o ao scientifico ~u
o interesse conservador pela ordem eXIstente
conflicto com o progressivo interesse pela ou
do o institucionalismo se embate com o
um estimulo para se descobrir algum ponto de vista mais
comprehensivo, donde as divergencias possam ser harmoni-
zadas, e possa ser a compatibilidade ou continui-
dade da experiencia. .
Muitas vezes um individuo pode harmonizar para si
proprio essas collisões ; circumscreve-se a area do ,,\JH.I.J!t''''"
dos objectivos e o individuo crêa suas grosseiras
ções. Estas caseiras são legitimas e muitas vezes
adequadas. em systemas
Surgem estes mutuamente discrepantes
de differentes attingem a sociedade como
um todo e torna-se a necessidade de
Estes traços algumas cousas trazidas a miudo
como objecções contra philosophias, taes como o papel
representado nestas individuaes e sua diver-
uma incer- sidade assim como a circumstancia de que a
occupar-se repisadamente e sempre com
é pensar
as mesmas diversamente enunciadas. Não ha du-
de que essas cousas caracterizam mais ou menos
a ratorio onde as
efficientes para á prova.
indica como E' suggestiva
grau em que são educativas - isto originado
attitude mental e moral. E na melhor das recta das questões
methodos facto de cie dos assumptos
se acham muito
tem
Por sua vez, a acti-
e rotineira
animados por uma

em realizar. Isolada
descober-

que
se interessar mais por uma destas
a sciencia mostra o meio de con-
tarefa ; a de criti-
ao estado actual
se tornaram obsoletos em
e quaes os que são me-
constituírem meios para
e tambem a de inter-
alcance

virtude?
levava suscitar o da
com as con- da razão com a da theoria com a
é o vez que a virtude claramente residia na
é se não
utilitario e de significação
\JVJU..U.''"''-'~..I...U.,:O.U.\JV racional que seja alguma cousa que se
relaciona com a realidade modo supremo e intellectual ·
e que a elle nos dedicamos por elle proprio, tendo em
em ultima analyse, o conhecimento puramente
á conducta.

mais ou menos
conhecer .separadamente. A razão
se-ia com os com os principias geraes, com as
que pairam sobre o lastro de particularidades concretas. No
terreno pedagogico o alumno deva
por um lado, uma série info-rmativos espe-
ciaes, os quaes valem por si mesmos, e,
familiarizar-se com certo numero
A geographia, do modo como
plifica o primeiro
sam o
todos os

Outro a..u.ua,o:.,v.L~.LDJCH dois sentidos da pa-


lavra "saber". é como ·total
se é li-
homens instruidos.
recorrer-se a exames,
e ao tradicional
effeito deste estado de cousas
do ainda não foi

na existente entre co-


entre a mente como fim
e meio dessa mesma

Nem necessario
males educacionaes que nascem dessa
tar-nos-emos com summariar as forças que tendem a eviden-
a insustentabilidade desta e a substituil-a
da continuidade.
- O progresso da e
connexão da
nervoso, Com
o reconhecimento da referida connexão · o
da alma e do foi substituído
do restante do o facto é ser o
para manter
continuidade das formas
chegar-se ao homem.
vivos começa com
entre o meio

o
formar
sobre a theoria do conhecimento é
ella a actividade de um mero observador
essa que vae de par com a
cousa por si mesma,
desenvolvimento organico significa que
do de
vicissitudes só conseguindo segurança em
se identifica

nas cousas, as quaes concor-


e a confirmam. Na falta
nossas idéas são unicamente
u.u.'~"~.......... ...,, suggestões, conjecturas, e só
.~.'''"'"''-'.1."-'.l..u. tentativas e serem
Existem
E

in-
ás novas barreiras
; ou a
afastai-as. verdadeiros conhecimentos
que o torna teem o valor de que em quaesquer circumstancias
extremo: ao os ha bit os efficientes são providos.
modo como estão 2 - Mas elle tambem accresce
de uma
ou rotineiramente tem apenas um
consciente ; della nada extrahimos
Mas sempre que o conhecimento entra
determinar uma nova experiencia, existe uma
se praticamente deixarn1os
teremos a
em vez de nos li-

uma cousa J.u\JJ.a.ua. conhecimento seja aquillo


suas connexões com outras cousas. Locali- considerado como
conforme o astronomico. Rea- elle se refere ao que é
ao facto imme- o conhecimento orooon310na
com elle é muito aquillo que ainda está succedendo
dar-se-lhe significação). Os conhe-
são as causas que elle descobriu pes-
estudo das ou-
Deste nos a ·vimos e registaram por isto
com um facto novo - porque lhe
Um conhe- causas desconhecidas que se lhe
tal tecido de os factos conhecidos com os sug-
futuro

nos
E

consciencia com o fim


concebendo a connexão entre nós e
vivemos.
Resumo.-
intercambio
e o acto

; e os que gozam a
para cuja
são \rirtualmente
contacto directo com as cousas e visam
suas actividades a ellas,
os que insulam as significações dessas
um mundo religioso ou, como se es-
das cousas, são, de facto, idealistas.
Os que progresso, e se
mudar as dão realce ao factor
no acto de cuja principal
oppugnar as e conservar as verdades
encarecem o e o estabelecido, e assim por deante.
Os systemas com suas theorias sobre
o conhecimento uma formulação expressa dos
característicos desses isolados e unilateraes
unilateraes porque os obstaculos ao inter-
que a experiencia de um individuo se
coJmT.Hel)e com a de outros em situações differentes.
uma vez que a democracia
intercambio, da
uma theoria do conhecimento que neste
uma é proveitosa para dar direc-
e significação outra. Os progressos recentes
em biologia e na das sciencias
os instrumentos intellectuaes específicos
e a de uma tal
é associar a acquisição de conhecimen-
cD•.;vJ.a.D com actividades ou occupações exercidas

de vida social.
A
certos estados
mais facil é construir
uma realização que nos
Por isso, em meio á nossa
a isso e creamos um mundo LLLLa.);';.Luo..LLv
Esta de continuidade entre a reflexão
se reflecte nas theorias que estabelecem nitida se-
entre como cousa interior e a conducta
cousas simplesmente exteriores.
ser mais do um ]ncidente
particular. sociaes
uma dada classe voltar-se para seus

estas idéas e a.>:li-}.LJLa.,;v~::;;::,


o ambiente. taes condições, os homens
do meio extranho e hostil, cultivando ri""'"""'"''"
Elles buscam
estados d'alma, em suas
aos quaes exalçam, dizendo-os mais
que o desprezado mundo exterior. Na
assim. Nos primeiros seculos
moraes de mais influencia - o
monastico e e outros mo-
""u..u.ucu.<A.U. impulso
.l o influxo de taes
~ra recalcada a acção que
concretizar os ideaes mais se consideravam auto-
sufficientes a vida interior e o cultivo de ideaes - como a
essencia moralidade. Julgava-se moralmente indif-
o mundo externo a pertence a acção. Tudo estava
em ter-se o motivo mesmo se esse motivo não fosse
uma que actuasse no mundo. Muito dessa mesma situa-
apresentou-se na Allemanha nos fins do seculo dezoito e
no seculo dezenove · ella levou Kant a insistir sobre a boa
vontade como o bem moral, sendo a vontade conside-
ra da uma cousa
da e das
mundo. Mais tarde levou todas as idealizações das institui-
ções existentes, como sendo a corporificação da razão.
A moral interior das "boas intenções", de se
terem boas disposições independentemente do que as mesmas
E

entre o Dever e
haverá
em materia
accordo com os
Proceder de accordo com os
em obediencia a uma
pessoaes. Proceder de
rllrn•an.nau

f a-

ou
de
de accordo com
ella realmente
existe cousa''
mas a conclusão
sendo o homem generosa
sacrifício,
E

em sua em
divisoria entre elle .,...,~".,...,rl"
como extranhas ou ; 2. o . -
suas idéas passadas sobre si mesmo,
consequencias, estas se
o medico inicia a carreira
,.,u. ....u.u. epidemia de
u. ....

conscientemente com o nessas


:J\1as se elle tem um eu a desenvolver-
em crescimento, ao
comporta esses riscos, ad-
integrantes de sua acti-
á inclusão em vez da re-
um eu que se para
previstas antes.
- e a crise tanto ser
um conflicto dos
com o "interesse". Está na natureza de um ha-
modo costumado de E é
do habito
cousa á qual o homem
outras palavras - existe a ten-
o eu com (ou de tomar interesse
e a uma pessoa está habituada, e de afastar o es-
cousa revela e mede a versão ou sobrevem uma cousa
ter-se em mente que que requer modificação do habito.
ver com o caracter. Com uma
inevitavelmente reduzida
moraL

animados de um
sentimentos alheios. Sem
sobre o caracter do
Asia · com um
outras pessoas.
não tomava em conta a base Não é -n-..r"""'"'
que era a de que o homem não verdadeira
o bem senão
e observa
E

O habito de ,n,..,,-n..-tl'Il,.'can~m-se os caracteristicos moraes


conformidade normas impostas
levar-nos a o valor ethico u.u. ~''-1 '"'"'" ...... .._,

habito tende a reduzir


Por
esses são
em uma sociedade
onde tanta causa das a ttitudes individuaes e pessoaes.
4. O Social e o -Todas as
estivemos criticando - e as idéas sobre '"'""''"'"'"'~,..., ...,.,_,
di das são destinadas a
a moral muito

em excesso a de modo a re~;tring:tr


a moral a uma actos estabelecidos.
facto é que a latitude que as nossas
com os outros homens. E isto inclue
todos os nossos mesmo se não pensarmos em seu ai-
cance social na que os praticarmos. Pois cada
modifica nossa mentalidade
e desejos. E
deste modo foi
em nossa associação

connexões tão claras com


os chamamos "moraes"
a honestidade, a v ..... ,__, ...-.... v, u. ..........

apenas significa que são cen-


a outras attitudes : que acarre-
tam comsigo outras attitudes. São por excellencja moraes,
não por serem isolados e mas por se relacionarem
tão intimamente com milhares de outras attitudes não
reconhecemos - e para as quaes nem
temos nomes.
em seu isolamento, se
corpo vivo. Os ossos
E

á
entre o en-
a attitude e os mo-

actividades ou
lidade social e utilizem
sociaes. Pois nessas
modalidade de
da
desenvolve
vida social
que não sómente os actos par ..
como tambem se interessa
ç;a.•u.U..IJV<<"""V que é essencial ao desenvolvimento

interesse para aprender-se em os


é interesse essencialmente

da
conhecimento