Você está na página 1de 124

AS MARCAS DA

Amazonia ANTIGA

Luis Otávio Viana Airoza Leila Mourão Stela Rodrigues Santana


Coleção Estudos Amazônicos volume 1

Autores
Luis Otávio Viana Airoza
Leila Mourão
Stela Rodrigues Santana

AS M ARCAS DA

Amazônia ANTIGA

I a edição
I a reimpressão
Belém-PA
2013
S a m a u m a E d ito r ia l L td a
Rua Antônio Barreto, 1 2 3 5 - Sa la 3 A S M A RC A S DA

AltiaZOIlia
U m a riza l - 6 6 0 6 0 - 0 2 0 / Belém-PA
Te l/ F a x : (9 1) 3 2 3 0 - 2 2 0 5 / (9 1) 3 2 4 1 - 8 1 5 0

G Samauma Ed itoria l A N T IG A

áá atendim ento@sam aum aeditorial.com

C o p yrig ht @ 2012 Copyright (^ ) desta edição 2 0 12,


Ed itora Samauma Editorial LTDA
Coordenação E d ito ria l Álvaro Jinkings
Coordenação da Coleção Luis Otávio Viana Airoza
Coordernação de A rte s Anderson Ferreira Pinto
Editoração Eletrônica Anderson Ferreira Pinto
Ilustrações Anderson Ferreira Pinto
Victor Paolo
Maurício de Paiva e Monica Canejo
Bárbara Rovigatti
Capa Anderson Ferreira Pinto / Luis Otávio Viana Airoza
Re visã o Christine Franco Pacheco
Fotos da Capa Ronaldo Rodrigues
Luis Otávio Viana Airoza
Jezaflu
Mariana Cabral e João Saldanha

Fo to s Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Infoescola


Nacional (IPAN) Pedro Pauto
Atlas Geográfico Escolar Rony Moreira
Ronaldo Rodrigues Raissa Andrade
Miguel Chikaoka Edson Caetano
Luis Otávio Airoza Sérgio Valle
Antônio Cruz Joaquim Silva
Marcondes Lima Diego Gurgel
Marcos Wesley Mariana Cabral
Maurício de Paiva João Saldanha
Flávio Ikeda Heitor e Silvia Reali
Antonio Mangrich Monica Canejo
Gleilson Miranda Alexandre Lima
Beto Ricardo Cristina Barreto
Cesar Peres Marcos Jorge
Antônio Milena Akira Tanaka
Anna Roosevelt Loaquinho
Arkley Bandeira CEANS
Maíra Santana Stela R. Santana
A. Bullard Portal Belém do Pará Turismo
M. Sabaj Associação Indígena Xavcmte

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Airoza, Luis Otávio Viana


As marcas da Amazônia antiga / Luis Otávio
Viana Airoza, Leila Mourão, Stela Rodrigues
Santana. — 1. ed. — Belém : Samauma Editorial,
2012. — (Coleção estudos amazônicos ; v. 1)

Vários colaboradores.
Bibliografia.

1. Amazônia - Civilização 2. Amazônia -


Descrição 3. Amazônia - Geografia 4. Amazônia -
História 5. Cultura - Amazônia I. Mourão, Leila.
II. Santana, Stela Rodrigues. III. Título.
IV. Série.

12-03617 CDD-981.1
índices para catálogo sistemático:
1. Amazônia : Brasil : História social 981.1
ÍSfflcMDODD®A N T IG A

LUIS OTÁVIO VIANA AIROZA


Historiador
Mestre em História Social da Amazônia

LEILA MOURÃO
Historiadora
Doutora em Ciência Socioambiental

STELA RODRIGUES SANTANA


Socióloga

Especialista em Amazônia
Amazônia
A S M A R C A S DA

introdução A N T IG A

Caro leitor,

Nesse livro, “As Marcas da Amazônia Antiga”, começaremos um estudo com a


intenção de conhecermos um pouco mais a Região Amazônica. Dizemos “um pouco mais”,
pois, sendo você um amazônida, alguma coisa já sabe sobre nossa imensa região. Esse
livro é o primeiro de uma coleção de quatro livros que pretendem contribuir para que
você possa conhecer melhor nossa região. Conhecer o seu passado, o seu presente e,
desta maneira, poder contribuir para que tenha um bom futuro.

Esse primeiro volume, “As Marcas da Amazônia Antiga”, trata das marcas deixadas
pelos povos que habitaram nossa região em um passado distante. Um passado que
soma 1 1 mil anos. Marcas que ainda são visíveis e vêm sendo estudadas por vários
pesquisadores. Marcas que, em alguns casos, estão muito próximas de nós habitantes da
Região Amazônica.

No século XX, em especial a p a rtir da década de 1 9 5 0 , já conhecida como


Amazônia, muito se escreveu sobre esta grande região do Norte do Brasil. São estudos
diversos sobre seus relevos, suas vegetações (florestas, savanas, campos e capoeiras),
seus solos, seus climas, seus rios, lagos e igarapés, seus antigos moradores (os índios), bem
como a chegada dos europeus e suas conquistas, suas guerras e suas permanências. Muitos
pesquisadores têm se dedicado a conhecer o que atualmente tornou-se mundialmente
conhecido como Amazônia. Entre estes, encontram-se os arqueólogos, botânicos,
engenheiros florestais, filósofos, geógrafos, geólogos, historiadores, sociólogos e outros.

Esses pesquisadores e seus estudos têm revelado a todos nós amazônidas brasileiros
ou brasileiros amazônidas e aos outros povos muito sobre a Amazônia de que tanto se
fala na TV, nos jornais, nas rádios e, principalmente, na Internet.

E para conhecer a Amazônia, você vai utiliza r esses conhecimentos oriundos do


trabalho de todos esses pesquisadores.

Vamos iniciar uma jornada nos conhecimentos sobre a Amazônia brasileira. O


nosso veículo é a disciplina Estudos Amazônicos e a nossa primeira parada é esse livro:
“As marcas da Amazônia Antiga”.

No primeiro capítulo, vamos estudar a Amazônia, sua importância, abrangência e


mudanças em seu ambiente antes e após a chegada dos europeus.

A p a rtir do segundo capítulo até o oitavo, vamos conhecer um pouco de cada


marca deixada por esses povos que habitaram a Região Amazônica. No segundo capítulo,
estudaremos a Terra Preta de Indio, descobrindo como essas terras se originaram , do que
são formadas, onde estão localizadas e qual sua importância para os dias de hoje.
A S M A RC A S DA

Amazônia A N T IG A

\Antn<; Culturais que. dentre todas as marcas deixadas


No terceiro, destacaremos a habitantes atuais, mas, as que
pelos povos amazônicos, sao as menos enxe g P se insta|ara m, com
melhor permitem compreender a relaçao dos pnmeiros p H
o meio ambiente: o de não destruir a floresta.

., .. . ronheceremos os Sambaquis, localizados próximos às regiões


No quarto capitulo, co" heC* resíduos de conchas e outros detritos que
de praias, la g o s e rios, cu|0 solo e con P nhitnram
mostram os hábitos de vida dos primeiros povos que aqu,

. i • Iimn das maiores marcas deixadas pelos povos


No quinto capítulo, descobrir« dg formato e tamanho varia dos são
da Amazônia Antiga: Os Çeoglifos. ^ construtores, no caso, os primeiros
impressionantes vistas do alto e sug q ^ precisas de medida e cálculo
povos da Amazônia, dominavam sa , , oraanjzaCn 0
matemático, além de possuírem instrumentos e capacidade de orga 5 •

i # „„renderemos sobre outra marca de dimensões


No sexto capitulo, tam e detinham alguns destes povos antigos
belíssimas e que comprovam o conhe nos referindo aos Megalíticos, construções
sobre o céu e o ambiente em que vivia . o$ fenômenos climáticos da r e g i ã o e
estas que orientavam os seus habitantes
que possuíam outras utilidades.

. o? Tesos, outra marca deixada por g ru p °5


No sétimo capítulo, conhece so|o destes T encontramos
1“ “ * • l>aW,=ram no I” ” 1" “ p „ ,o , o, rios <1«
informações importantes sobre o conhec
Amazônia.

,.llU desse
E no oitavo e último capitulo Ho55e nvr
livro,/ conheceremos sobre Arte r,o
Rupestre
5 Süíam

.
Amazônida. Através desta poderemos ^h5orvar o quanto os
ob , povos da
. Am azônia possui
««idades.
r
de conhecimento sobre o mundo que
iiq rorcava e sobre algumas de suas necessidade

Agora,
a .
vejamos em Hotnlhes
detames cada
c um desses capítulos. Bom estudo.

Os autores.
O tamanho da Região Amazônica 9
A importância ambiental da Região Amazônica 10
As mudanças ambientais depois da chegada dos europeus 12
As mudanças ambientais antes da chegada dos europeus 15
Atividades 17
Discutindo o capítulo 1 8
Refletindo sobre imagens 1 9
Refletindo sobre textos 20

ER
Refletindo sobre o presente 21
Capítulo

TERRA PRETA DE IN D IO

Algumas características do solo amazônico 24


Mas como ocorre essa reciclagem? 24
Características do solo de Terra Preta de índio 24
A fertilidade e importância da Terra Preta de índio 26
A localização da Terra Preta de índio 26
Atividades 29
Discutindo o capítulo 30
Refletindo sobre imagens 31
Refletindo sobre textos 32
Refletindo sobre o presente 33
Capítulo

O olhar humano sobre a floresta 36


A paisagem natural na floresta 37
A paisagem cultural na floresta 37
O manejo e a formação de Matas Culturais 38
Algumas paisagens culturais na floresta 40
O manejo florestal entre alguns povos indígenas 41
Atividades 43
Discutindo o capítulo 44
Refletindo sobre imagens 45
Refletindo sobre textos 46
Refletindo sobre o presente 4 7
O S S A M B A Q U IS

A origem dos Sambaquis 50


A localização de alguns Sambaquis 52
O Sambaqui de Taperinha 52
O Sambaqui de Bacanga 53
Precisamos preservar e estudar os Sambaquis 55
Atividades 57
Discutindo o capítulo 58
Refletindo sobre imagens 5 9
Refletindo sobre textos 60
Refletindo sobre o presente 61

Os formatos e tamanhos dos Geoglifos 64


A origem dos Geoglifos 64
A utilidade dos Geoglifos aos seus criadores 65
Mas como isto seria possível? 65
A localização dos Geoglifos 6 7
A importância da preservação dos Geoglifos 68
Atividades 69
Discutindo o capítulo 7 0
Refletindo sobre imagens 71
Refletindo sobre textos 7 2
Refletindo sobre o presente 73
C a p ítu lo

O S M E G A L ÍT IC O S

Os formatos e tamanhos dos Megalíticos 75


O A localização dos Megalíticos 7 7
O A origem dos Megalíticos e seus povos 78
O Os Megalíticos e suas utilidades 7 9
O Atividades 83
Discutindo o capítulo 84
Refletindo sobre imagens 85
Refletindo sobre textos 86
Refletindo sobre o presente 87
C a p ítu lo

O S TE S O S

A origem dos Tesos 90


A localização dos Tesos 92
As utilidades e os tipos de Tesos 93
Atividades 95
Discutindo o capítulo 96
Refletindo sobre imagens 9 7
Refletindo sobre textos 98
Refletindo sobre o presente 99

ARTE RUPESTRE

<J> As origens e características da Arte Rupestre 102


0 A localização da Arte Rupestre 102
O O significado e a importância da Arte Rupestre 106
$ ) A Arte Rupestre está em perigo 106
Atividades 107
Discutindo o capítulo 108
Refletindo sobre imagens 109
Refletindo sobre textos 110
Refletindo sobre o presente 111
Caro leitor,

Nesse primeiro capítulo, vamos iniciar o estudo da Região Amazônica.

Vamos conhecer um pouco sobre a Amazônia, sobre seu tamanho, sua


importância ambiental e as mudanças que já experimentou.

0 tamanho da Região Amazônica

A Amazônia, como pode ser observada na figura 1, se estende por várias


regiões que pertencem a nove países sul-americanos. A grande Região Amazônica
inclui territórios da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa,
Venezuela, Peru e Suriname. Todavia, a maior parte de sua totalidade, algo
próximo de 60%, pertence ao território brasileiro.

Encontro das Á g u a s do rio N e g ro com S olim ões


Figura 1 O ta m a n h o d a A m a z ô n ia

Oceano Atlântico
Venezuela
Guiürva Francesa
Colômbia ’inamt
íoraimai

Amazonas Maranhi

Rondônia’ Mato Grosso^- 'Jócantii

Bolívia

Paraguai

No Brasil, como também pode ser observada na figura 1,


a Amazônia abrange os Estados do Acre, Amapá, Amazonas,
Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

A importância ambiental da Região Amazônica


Floresta tropical: são Como estamos observando, a Região Amazônica é muito
assim chamadas por grande. Mas, sua grandiosidade não está apenas em sua
estarem localizadas
extensão territorial observada do alto. Sua grandeza é ainda
nas regiões entre os
trópicos de câncer e
maior quando a observamos de perto, quando observamos seu
de capricórnio, nos -meio ambiente.]
continentes americano,
africano e asiático. E quando observamos seu meio ambiente, o que
encontramos?
Encontramos a maior floresta tropical do mundo e que
Biodiversidade: é representa mais da metade de todas as florestas do mesmo
o conjunto dos seres tipo. Encontramos uma grandefbíodiversidade]constituída pela
vivos (vegetais e maior coleção de plantas e animais vivos no planeta.
animais) encontrados
na natureza. Encontramos uma flora (conjunto de vegetais) que é
adaptada a um clima quente e úmido, que possui folhas grandes
e verdes nas copas das árvores durante todo o ano, como pode
ser observado na figura 2.
Foto: Ronaldo Rodrigues

Ciência: são os
v á rio s conhecimentos
já acumulados e

Encontramos uma fauna (conjunto de animais) que é


formada por aves, mamíferos, peixes, anfíbios e répteis que
ciência ainda não conhece em sua totalidade. Observem na
figura 3 algumas destas espécies.
igura 3 Cobra A ra ra
Foto: Ronaldo Rodrigues

u
"0
=5
>
O)
Ö
o

Encontramos, também, um quinto de toda água doce


existente no mundo, distribuídas por seus rios e lagos, como
pode ser observado em parte na figura 4.
Figura 4 Á g u a s do Furo de Breves

A importância da floresta amazônica é ainda maior. Ela é


muito importante para o clima de todo o planeta Terra. É que
a floresta amazônica funciona como um grande aparelho de ar
condicionado que ajuda a impedir o aumento da temperatura no
planeta.
As mudanças ambientais depois da chegada dos europeus
Todavia, toda esta biodiversidade amazônica experimentou
mudanças.
E que mudanças são estas?
Para entendermos melhor estas mudanças devemos
observar o presente e o passado. Devemos comparar o que
encontramos hoje (no presente) com o que se encontrava ontem
(no passado) na floresta amazônica.
Primeiro, deve-se destacar que a floresta amazônica que
hoje observamos é diferente daquela observada pelos primeiros
europeus que aqui chegaram há pouco mais de 400 anos atrás.
Desta época, que foi o início da conquista europeia, até os dias
de hoje muitas mudanças ocorreram.
Uma parte significativa da floresta desapareceu. Mas o
que surgiu em seu lugar?
Surgiram muitas coisas. Foram erguidas grandes cidades
como Manaus, Belém, Rio Branco, e outras, como pode ser
observado na figura 5.
Figura 5 C id a d e de B elém
Foto: Portal Belém do Pará Turismo

Foram abertas rodovias para ligar estas cidades entre si


como a Transamazônica, a Santarém-Cuiabá, e outras como se
pode observar na figura 6.

Figura 6 R o d ovia T ra n s a m a zô n ic a
Foto: Antônio Cruz.

Foram derrubadas árvores para criação de áreas para


pastagens de bois e plantações de vegetais que servem para a
alimentação dos moradores destas e de outras cidades, como
pode ser observado na figura 7.
Figura 7 D esm a ta m e n to na Floresta A m a z ô n ic a

o
o
CL
E
o
CO
o
o
CL.

o
o

Foram erguidas grandes hidrelétricas e, consequen­


temente, rios foram represados dando origem a grandes lagos
como os de Tucuruí, Araguari, Balbina, e outros, como pode ser
observado na figura 8.

Figura 8 Hidrelétricas de Tucuruí

A própria fauna e flora encontradas hoje são diferentes


daquelas do passado. Floje, existem várias espécies animais e
vegetais que antes não existiam. Entre os animais podemos
citar os bois trazidos da Europa e os búfalos trazidos da Ásia.
Entre os vegetais podemos citar a laranjeira e limoeiro trazidos
da Europa, o dendezeiro trazido da África e mangueira e jaqueira
trazidas da Ásia. Observe uma dessas espécies na figura 9.
Figura 9 M an gu eiras na cidade de Porto de M o z

As mudanças ambientais antes da chegada dos europeus


Todavia, a diferença não está apenas entre o que
observamos hoje e o que os primeiros invasores europeus
observaram. A diferença também está entre aquilo que estes
primeiros europeus encontraram e aquilo encontrado pelos
povos que primeiro ocuparam o ambiente amazônico.
Ou seja, o ambiente amazônico que os primeiros europeus
encontraram há 400 anos era diferente daquele encontrado pelos
primeiros humanos que aqui chegaram, há pelo menos 10.000
anos atrás. Do início dessa ocupação humana no ambiente
amazônico até a chegada dos primeiros invasores europeus,
também ocorreram muitas mudanças. Durante algumas dezenas
de milhares de anos de convivência e utilização de seus recursos
naturais, estes primeiros povos amazônicos alteraram a região
e deixaram sua marca na paisagem encontrada pelos europeus.
l—“
Na época dos invasores, não se enxergavam todas as
marcas resultantes da presença dos povos amazomcos e de seus
ancestrais. Estes europeus acreditavam que aquilo avistado por
seus olhos era tudo natureza que ainda não havia sido tocada pelo
homem. Floje, as investigações realizadas por vários estudiosos,
que estudam a Região Amazônica e seus habitantes, permitem-
-nos saber que parte da paisagem amazônica é o resultado da
presença de seus primeiros habitantes e de seus descendentes.
------ í~~_____:
Arqueologia: é a
Através do trabalho da [Arqueologia! e de outras ciências,
ciência que estuda
monumentos e vestígios
podemos enxergar estas marcas que são chamadas de Sítios
de civilizações antigas. Arqueológicos em vários pontos da região amazônica, como
pode ser observado na figura 10.
Figura 10 Sítios A rq u eológ ico s na A m a z ô n ia

S ítio Arqueológico:
é um local ou são
vários locais onde
estão preservados
artefatos, construções
ou outras evidências
de atividades
humanas ocorridas
num passado muito
distante. No Bra sil,
esses locais são
protegidos por lei e é
crime destruí-los. Na
Região Amazônica, a
Terra Preta de Indio
e os Sambaquis são
dois exemplos de
sítios arqueológicos.

Entre estas marcas deixadas pelos povos amazônicos e


pesquisadas pelos arqueólogos e outros estudiosos nós temos
a Terra Preta de índio, Mata Cultural, Sambaqui, Teso, Geoglif0/
Megalítico e Arte Rupestre.
Nesse primeiro volume, conheceremos um pouco sobre
cada uma dessas marcas deixadas. Veremos como a relação
desses primeiros povos com o ambiente da Região Amazônica,
em busca de sua sobrevivência, deu origem a uma parte da
paisagem amazônica.
Caro leitor, você se surpreenderá ao descobrir que muitas
dessas marcas estão muito próximas. Talvez estejam próximas
de sua cidade. Talvez estejam, em alguns casos, no seu próprio
quintal. Então? Vamos descobri-las e conhecê-las?
A tividades

Nesse primeiro capítulo, conhecemos algumas características


da Região Amazônica. Aprendemos que esta região é muito grande e
que, por isso, abrange territórios de vários países da América do Sul.
Aprendemos, também, que o Brasil possui a maior parte da Região
Amazônica e que esta faz parte de vários de nossos Estados.
Agora, vamos desenvolver algumas atividades para melhor
fixar algumas informações e refletir sobre o conteúdo desse primeiro
capítulo. Para isso, leia as atividades e as responda em seu caderno.
1) Discutindo ® Capítulo:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente as questões,


depois deve pesquisar no texto do capítulo para encontrar as respostas
e, por último, escrever em seu caderno as respostas que julgar corretas.

a) Quais os países que possuem em seu território parte da Região Amazônica?

b) Qual o país que possui em seu território a maior parte da Região Amazônica?

c) Quais os Estados do Brasil que possuem em seu território parte da Região


Amazônica?

d) Em relação às características ambientais próprias da floresta amazônica,


comente sobre sua flora.

e) Em relação às características ambientais próprias da floresta amazônica,


comente sobre sua fauna.

f) Em relação às mudanças ocorridas na floresta amazônica, cite pelo menos cinco


exemplos destas mudanças.

g) Em relação à introdução de espécies animais e vegetais na Região Amazônica,


cite alguns exemplos que você conhece.

h) Em relação à presença dos povos indígenas na Região Amazônica, comente sobre


sua interferência em seu ambiente.
1 ) Refletindo s@bre Im agens:

Nessa atividade, primeiro você deve observar atentamente as


imagens, depois deve ler as questões e, por ultimo, escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.
Observe atentamente as imagens abaixo e responda as questões
a seguir.

Im agem 1
a) Qual é o nome popular da espécie
animal da imagem 1?

b) Qual a origem te rrito ria l desta


Foto: Miguel Chikaoka

espécie animal?

O Comente sobre a utilidade desta


espécie animal para a humanidade.

Im agem 2
a) Qual é o nome popular desta
espécie vegetal da imagem 2?

b) Qual é a origem te rrito ria l desta


Foto: Luís Otávio Aíríza

espécie vegetal?

c) Comente sobre a utilidade desta


espécie vegetal.

Im agem 3
a) Qual é o nome popular da espécie
vegetal da imagem 3?

b) Qual é a origem te rrito ria l desta


>: Miguel Chikaoka

espécie vegetal?

c) Comente sobre a utilidade desta


espécie vegetal.
3) IM kfeáo sobre Textos:

Nessa atividade, primeiro você deve ler - atentamente o texto


abaixo que foi retirado do site do Museu Emílio Goeldi. Depois deve
ler as questões e pesquisar no texto para encontrar as respostas. Por
último, deve escrever em seu caderno as respostas que julgar corretas.

r Biodiversidade da Am azônia
Em nenhum lugar do mundo existem mais espécies de animais e
de plantas do que na Amazônia, tanto em termos de espécies habitando
a região como um todo [...], como coexistindo em um mesmo ponto [.;.].
Entretanto, apesar da Amazônia ser a região de maior biodiversidade do
planeta, apenas uma fração dessa biodiversidade é conhecida. Portanto,
além da necessidade de mais inventários biológicos, um considerável
esforço de amostragem também é necessário para se identificar os
padrões e os processos ecológicos e biogeográficos.
A riqueza da flora compreende aproximadamente 30.000 espécies,
cerca de 10% das plantas de todo o planeta. São cerca de 5.000 espécies
de árvores [...], enquanto na América do Norte existem cerca de 650
espécies de árvores. [...]
Os artrópodes (insetos, aranhas, escorpiões, lacraias e centopeias,
etc.) constituem a maior parte das espécies de animais existentes
no planeta. Na Amazônia, estes animais diversificaram-se de forma
explosiva, sendo a copa de árvores das florestas tropicais o centro da
sua maior diversificação. Apesar de dominar a floresta amazônica [...],
estima-se que mais de 70% das espécies amazônicas ainda não possuem
nomes científicos [...].
O número de espécies de peixes na América do Sul ainda é
desconhecido, sendo sua maior diversidade centralizada na Amazônia.
Estima-se que o número de espécies de peixes para toda a bacia seja
maior que 1.300, quantidade superior a que é encontrada nas demais
bacias do mundo.

a) Qual a importância da biodiversidade amazônica no contexto mundial? ^

b) Comente sobre a flora amazônica.

c) Comente sobre os artrópodes amazônicos. 1/

d) Comente sobre os peixes amazônicos.


4). s®fer@ @ Presente:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto


abaixo que foi retirado do site do Museu Emílio Goeldi. Depois deve ler a
questão colocada e redigir em seu caderno o texto solicitado. Por último,
sob a coordenação do professor, deve participar de um diálogo em sala
de aula.

* \
Ameaças à Biodiversidade da A m azô n ia
Em nenhum lugar do mundo são derrubadas tantas árvores quanto
na Amazônia. Um levantamento da organização não governamental WWF,
com base em dados da ONU, mostra que a média de desmatamento na
Amazônia brasileira é a maior do mundo, sendo 30% mais intensa que
na Indonésia, a segunda colocada no ranking da devastação ambiental.
Na Amazônia, a eliminação de florestas cresceu exponencialmente
durante as décadas de 70 e 80 e continua em taxas alarmantes. A
mudança no uso do solo tem mostrado afetar a hidrologia regional,
o ciclo global do carbono, as taxas de evapotranspiração, a perda de
biodiversidade, a probabilidade de fogo e uma possível redução regional
na quantidade de chuvas.
As ameaças de degradação avançam em ritmo acelerado. Os dados
oficiais, elaborados pelo INPE, sobre o desmatamento na região, mostram
que ele é extremamente alto e está crescendo. Já foram eliminados cerca
de 570 mil quilômetros de florestas na região, uma área equivalente à
superfície da França, e a média anual dos últimos sete anos é da ordem
de 17,6 mil quilômetros quadrados. Entretanto, a situação pode ser ainda
mais grave. Os levantamentos oficiais identificam apenas áreas onde a
floresta foi completamente retirada, por meio de práticas conhecidas
por corte raso. As degradações provocadas por atividades madeireiras e
queimadas não são contabilizadas.
O grande desafio atual é buscar o máximo de conhecimento sobre
os ecossistemas característicos da Amazônia e apresentar sugestões
de como esse conhecimento pode ser utilizado para o desenvolvimento
sustentável.

a) Redija um texto sobre o desmatamento na Amazônia.


_______
I
I
— H lS Capítulo
Terra Preta de Indio

Olá, caro leitor!


Nesse segundo capítulo, vamos conhecer um pouco sobre a Terra Preta de
índio.
Inicialmente, é importante destacar que a Terra Preta de índio, entre todas
as marcas deixadas pelos povos amazônicos, é provavelmente a mais conhecida
pelos estudiosos. É, por isso, uma das melhores comprovações de que o ambiente
amazônico foi modificado por estes povos que habitavam a Região Amazônica antes
da chegada dos europeus no século XVI.
Então, vamos conhecer um pouco sobre esta Terra Preta de índio. Vamos
descobrir como estas terras pretas se originaram, do que são formadas, onde estão
localizadas e qual sua importância nos dias de hoje.
Ao compararmos o solo da Terra Preta de índio com o solo do restante da
Região Amazônica, verificamos que existe uma grande diferença entre estes dois
tipos de solo. Pois, enquanto o solo da Terra Preta de índio é rico em nutrientes o
solo do restante da Região Amazônica é em geral pobre em nutrientes.
Mas por que existe esta diferença? Tribo Indígena X a v a n te

23
A re n o so : é um solo
Algumas características do Solo Amazônico
que tem areia em
grande quantidade,
O solo amazonico em geral é bastante larenosõje pobre.
tornando-se fraco em
Todavia, com aldecomposiçaõldas folhas, dos galhos,
gaífT dos frutos,
nutrientes.
dos troncos e dos animais mortos que caem sobre a superfície
do solo, forma-se sobre esta superfície uma fina camada de
Decomposição: é quando nutrientes rica emfhúmus.j Mas se a camada de nutrientes é fina,
algo apodreoe, quando
ou seja, é pouca, como se explica a existência de uma floresta
se modifica para se
transformar em outra
tão exuberante? A explicação está na eficiente reciclagem que a
coisa, por exemplo, as própria natureza amazônica realiza constantemente.
folhas juntamente com M as como ocorre essa reciclagem?
animais apodrecem e se
transformam em húmus. Ocorre da seguinte maneira. Os poucos nutrientes
presentes na fina camada superficial do solo são rapidamente
absorvidos pelas raízes das árvores. As plantas, alimentadas
através de suas raízes, crescem e, por sua vez, voltam a liberar
Húmus: é uma substânáa
escura que resulta da
folhas, galhos, frutos e troncos, tornando-se nutrientes para o
decomposição pardal, enriquecimento do solo. Fornecem, também, os alimentos para
pelos micróbios do solo, os animais. Estes animais depois de mortos, também liberam
de restos vegetais e nutrientes no solo. Trata-se de uma constante reciclagem de
animais.
nutrientes. Observem na figura 1, folhas em decomposição.

Figura 1 Folhas em d e c o m p o s iç ã o

Características do solo de Terra Preta de índio


A origem da Terra Preta de índio está ligada a várias
atividades desenvolvidas pelos povos amazônicos. É que,
relacionando-se com o ambiente amazônico, estes povos
transformaram significativamente o solo dos seuspssentamentosj
permanéntéâ|e de suas vizinhanças. Desta maneira, os nutrientes
encontrados no solo da Terra Preta de índio são resultados de
atividades humanas. Observe um exemplo de assentamento
indígena na figura 2.

Figura 2
A ld e ia D em ini do povo Yan om am i

«
l/l

I
o
$
o
uo_
Este solo possui uma cor escura, devido principalmente à
presença de material orgânico decomposto, em parte constituído
por restos de carvão das fogueiras domésticas utilizadas para
preparar seus alimentos e de pequenas queimadas que ajudavam
a preparar o solo para a agricultura. Possuem, também, restos
de cinzas, de peixes, de conchas e de animais caçados. Além de
fezes, de urinas e de [sepultamentos humanos^] como pode ser
observado na figura 3. Em função desta coloração escura é que
estes solos ficaram conhecidos como Terra Preta de índio.

Figura 3 Sepultam ento hum ano


R itu a is re lig io s o s : é
Possui, ainda, uma concentração de fragmentos de
o conjunto de atos e cerâmica e de restos de objetos de pedra lascada e polida,
práticas re a liza d a s como pode ser observado na figura 4. Esta cerâmica e objetos
durante cerimônia de de pedras, que foram fabricados pelos povos que nestes locais
sepultamento ou para
habitaram, eram depositados nestes solos durantes rituais
cultuar (homenagear)
uma divindade, um
religiosos ou depois de se quebrarem e se tornarem inúteis"
ente supremo. Estes fragmentos possuem grande importância para que o solo
da Terra Preta de índio mantenha suas condições de fertilidade
e estabilidade.

Figura 4 Fragm entos de C e râ m ica

A fe rtilid a d e e im portância da Terra Preta de Indio


Assim, por causa destas características, a fertilidade da
Terra Preta de índio é significativamente superior à maioria
dos solos encontrados na Região Amazônica. Por causa desta
fertilidade, estas terras pretas são procuradas por agricultores
que desejam plantar e produzir alimentos, como pode ser
observado na figura 5. Todavia, poucas pessoas sabem que
foram formadas pelos povos amazônicos do passado.

-----------------— ----------------- i I — ----------------------------------- ------- w — I |------------------- j w m a ------------------------------m m a ■

A localização da Terra Preta de Indio


Em relação à localização, os solos da Terra Preta de índio
estão distribuídos por várias regiões da Região Amazônica, como
pode ser observado na figura 6. Todavia, a grande maioria de
suas localizações está nas margens dos rios de águas brancas
como Purus, Madeira, Juruá, Solimões e Amazonas e os de
águas claras como Trombetas, Tapajós e Mapuá.
Figura 5 A gric u ltu ra em Terra Preta de In d io

Figura 6 Localização da Terra Preta de ín d io na A m a z ô n ia


A d a p ta d o de w w w g e rh a rd b e c h to ld .c o m

A espessura da Terra Preta de índio é variada. Depende


do tempo de ocupação indígena de um lugar e da quantidade
de pessoas que o ocuparam. Em alguns casos, chega a possuir
uma espessura de dois metros de profundidade, como pode ser
observado na Figura 7.
Figura 7 E spessura da Terra Preta de ín d io

Em relação à idade da Terra Preta de índio, a mais antiga


que a Ciência conhece está na região do alto Rio Madeira, em
Rondônia. Nesta região, arqueólogos encontraram Terra Preta de
índio com 4.500 anos de idade, repleta de vestígios de lâminas
de machado de pedra polida.
Algumas cidades, hoje, existentes, estão assentadas sobre
área da Terra Preta de índio, onde na antiguidade amazônica
existiam assentamentos indígenas. É o caso das cidades de
Santarém e de Porto de Moz, ambas localizadas no Pará.
/
A tiv id a d e s

Nesse segundo capítulo, conhecem os um pouco sobre a Terra


Preta de índio. Aprendem os que, entre todas as m arcas deixadas
na paisagem amazônica pelos seus prim eiros habitantes, a Terra
Preta de índio é provavelmente a mais conhecida. Aprendem os que
são encontrados restos de várias coisas na Terra Preta de índio.
Agora, vamos desenvolver algum as atividades para m elhor
fixar algum as informações e refletir sobre o conteúdo desse
segundo capítulo. Para isso, leia as atividades e as responda em
seu caderno.
1) Discutindo o Capítulo:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente as questões,


depois deve pesquisar no texto do capítulo para encontrar as respostas e,
por último, escrever em seu caderno as respostas que ju gar corre as.

a) Quais as características do solo amazônico?


b) Como ocorre a “ eficiente reciclagem” realizada pela natureza amazônica?

c) Quais as características do solo da Terra Preta de índio?

d) Qual a origem da Terra Preta de índio?


e) Que tipo de coisas são encontradas na Terra Preta de índio?

f) Comente sobre a fertilidade do solo da Terra Preta de Indio.

g) Onde estão localizadas áreas de Terra Preta de Indio.

h) Comente sobre a espessura da Terra Preta de índio.

i) Comente sobre a idade da Terra Preta de índio.


Nessa atividade, primeiro você deve observar atentamente as
imagens, depois deve ler as questões e, por ultimo, escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.
Observe atentamente as imagens abaixo e responda as questões a
seguir.

Im ag em 1
a) Identifique a cena que existe na imagem 1.

b) Qual a importância desta cena para


a reciclagem realizada pela natureza
amazônica?

Im ag em 2
a) Identifique a cena que existe na imagem 2.
Foto: Associação Indígena Xavante

b) Qual a relação desta cena com a formação


da Terra Preta de índio?

Im ag em 3
a) Identifique a cena que existe na imagem 3.

b) Descreva as coisas presentes nesta cena.


Wi 3) Refletindo sobre Textos:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto


abaixo que pertence ao Museu Paraense Emílio Goeldi. Depois deve ler
as questões e pesquisar no texto para encontrar as respostas. Por último,
deve escrever em seu caderno as respostas que julgar corretas.

“Pesquisadores de vários países correm contra o tempo para descobrir como


se formou um dos solos mais férteis do mundo: a Terra Preta Arqueológica”
"Até onde se sabe, os solos de Terra Preta Arqueológica existem
principalmente na Amazônia. Extremamente fértil, a terra preta está
derrubando o mito de que os solos da região são pobres e impróprios
para a agricultura. Utilizada pelo caboclo amazônida que, por experiência,
aprendeu que se plantando em terra preta tudo dá. Pesquisadores do
Brasil, da Europa, Estados Unidos e América Latina se debruçam em sítios
arqueológicos para tentar descobrir como esse tipo de solo se formou.
A descoberta significa uma revolução: é a chave do desenvolvimento da
agricultura sustentável nos trópicos.
A Terra Preta Arqueológica - também chamada de Terra Preta de
índio ou simplesmente Terra Preta - tem essa denominação porque é
encontrada em sítios arqueológicos, onde viveram grupos pré-históricos.
Por isso, há grande quantidade de material deixado por esses grupos
indígenas como fragmentos cerâmicos, carvão e artefatos líticos (de
pedra). Normalmente, o material arqueológico é bem diversificado, o que
leva a crer que grupos culturais distintos habitaram um mesmo local.
As áreas com Terra Preta Arqueológica - TPA são encontradas sobre
os mais diversos tipos de solos e normalmente se localizam em terra firme,
próximas às margens de rios, em locais bem drenados. A TPA pode ser
identificada por sua cor escura, resultado da concentração de substâncias
orgânicas depositadas no solo (...)."

a) Qual é a outra denominação dada para a Terra Preta de Indio?

b) Por que os pesquisadores estão correndo contra o tempo para descobrir como se
formaram os solos de Terra Preta de índio?

c) Como se identifica uma Terra Preta de índio?


41) Refletindo sobre ® P[r@s®onti1®?

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo


que é parte de um texto escrito por Daniel Jordano do Instituto Nacional
de Pesquisas da Amazônia (INPA). Depois deve ler a questão colocada e
redigir em seu caderno o texto solicitado. Por último, sob a coordenação
do professor, deve participar de um diálogo em sala de aula sobre o tema
redigido.

Tenra Pireta de íradão pode a u x ilia r a g ric u ltu ra nua Âmazônuia


A chamada Terra Preta de índio está presente em várias áreas da
Amazônia. Segundo especialistas, ela é fruto do processo de queima
controlada feita por indígenas da região. O que os cientistas analisam
agora é de que forma os índios pré-colombianos fizeram esse processo.
Uma rede internacional de pesquisadores estuda o assunto com o
objetivo de desvendar o processo usado pelos indígenas para obter uma
terra altamente fértil. A ideia é usar essas informações para auxiliar o
desenvolvimento da agricultura na Amazônia.
Segundo o pesquisador da Coordenação de Ciências Agronômicas
do Inpa, Newton Falcão, a ideia é fazer com que os estudos permitam
atingir um manejo de resíduos orgânicos como folhas, ossos e restos de
alimento no solo.
"Nós temos que fazer algo no sentido de manejar esses resíduos
orgânicos e começar a construir a fertilidade do solo. Acreditamos que a
chamada terra mulata, que é uma transição da Terra Preta de índio com
o solo comum, é um fruto de um manejo que os índios faziam, inclusive,
usando o fogo de maneira controlada e racional", enfatizou.
O tema está em alta em todo o mundo e integra o projeto realizado
pelo Inpa, um dos pioneiros mundiais na utilização da técnica. O Biochar é
uma espécie de carvão feito a partir da queima em laboratório de materiais
verdes. Depois de produzido, o Biochar é enterrado para a fertilização do
solo. Os especialistas ainda analisam quais espécies de plantas podem ser
usadas para produzir o Biochar.

a) Redija um texto sobre a importância da Terra Preta de índio para a agricultura na


Amazônia.
Foto: Luis Otávio Aíroza
As Matas Culturais

Olá, caro leitor!


Nesse terceiro capítulo, vamos conhecer um pouco sobre as Matas Culturais.
As Matas Culturais, entre todas as marcas deixadas pelos povos amazônicos
que habitaram a Região Amazônica, são as menos enxergadas pelos seus atuais
habitantes e por aqueles que a visitam. Mas, também, são as marcas que melhor
permitem compreender a relação que estes povos do passado mantinham com a
floresta amazônica que garantia parte de sua sobrevivência.
Uma relação que não destruía a floresta.
Uma relação que era benéfica para a floresta.
Então, vamos conhecer como esta relação deu origem às florestas culturais,
do que elas são formadas, onde estão localizadas e qual sua importância nos dias
de hoje.

C oncentração de árvores de a ç a í
0 olhar humano sobre a floresta
G oog le E a rth : é
um program a de
Você já viajou de avião sobre a floresta amazônica? Ou
computador que gera de barco por alguns de seus rios? Ou de carro por algumas de
m apas e imagens de suas estradas? Ou, ainda, de pés por alguns de seus caminhos
sa télite, perm itindo e trilhas? Ou já navegou na internet, através do Google Earth?
ao usuário id en tifica r
lug a res, construções,
cidades, paisagens e
outros elementos do Quem já teve uma dessas oportunidades, deve ter
planeta Te rra . observado algumas das paisagens da floresta amazônica.
Olhando do alto, deve ter avistado um grande tapete verde
embaixo. Ou, olhando de perto, deve ter avistado diferentes
paisagens nas beiras dos rios e estradas. Talvez, imagens
semelhantes as que podem ser observadas na figura 1.

Figura 1 P aisag em na b e ira da e stra d a

Em todos estes casos, a primeira ideia que temos é que


estamos enxergando uma floresta natural e intocada pelo
homem.
Mas, será que todo este verde, que toda esta floresta é
realmente natural, é realmente intocada pelo homem?
A resposta a esta pergunta é não. Pois, seja do alto, seja
dos rios ou das estradas, parte da floresta observada é também
resultado da interferência humana.
Mas, como isso ocorreu?
Sabe-se que a presença humana em ambiente amazônico
possui, pelo menos, 10.000 anos. Ao longo deste tempo, a
convivência destes povos com a floresta amazônica permitiu-lhes
um grande acúmulo de conhecimento sobre este ambiente.
Assim, entendendo o funcionamento da floresta, desenvolveram Re c u rso s: são os
uma maneira de utilização dos seus recursos sem a destruir. elementos da natureza
Pelo contrário, beneficiavam-na. Por isso, é difícil distinguir com utilid ad e para
hoje o que é paisagem natural de paisagem cultural na floresta o homem, como seus
vegetais, anim ais,
amazônica. ________________
m inerais, águas e

Vejamos a diferença entre paisagem natural e paisagem solos.

cultural na floresta amazônica.

A paisagem natural na floresta


A paisagem natural é aquela parte da natureza, neste
caso da floresta amazônica, que não sofreu a interferência
modificadora de ações humanas. É uma natureza ainda intocada
pelo homem e que surgiu por si só, surgiu naturalmente, como
pode ser observado na figura 2.
Figura 2 Paisagem a m a z ô n ica natural

A paisagem cultural na floresta


A paisagem cultural é aquela parte da natureza, neste caso
da floresta amazônica/ que já sofreu a interferência modificadora
de ações humanas. E uma natureza tocada e formada com a
contribuição dos povos que a habitaram. Observe na figura 3
um exemplo da presença humana e de sua interferência na
paisagem.

37
Figura 3 P a isa g e m a m a z ô n ic a cultural
Consciente: o manejo
consciente ocorria
quando o homem
manipulava os
recursos da natureza
sabendo o que estava
fazendo, como, por
exemplo, quando
plantava uma árvore
fru tífe ra próximo de
sua aldeia e, assim,
facilitando-lhe o
acesso a este fruto.

Inconsciente: o mane­
jo inconsciente ocor­ Assim, uma parte da floresta amazônica é constituída
ria quando o homem por paisagens culturais. Ou seja, é o resultado da milenar
manipulava os recur­
interferência humana sobre sua vegetação. Desta maneira,
sos da natureza sem
saber o que estava
desde 10.000 anos atrás grupos humanos organizados caçavam,
fazendo como, por coletavam, pescavam e manejavam os recursos existentes nesta
exemplo, quando es­ Região Amazônica, interferindo na formação de sua floresta.
palhava sementes de
árvores fru tífe ra s aci­ Desta maneira, parte do que hoje se pensa ser paisagem
dentalmente através natural é, muito provavelmente, paisagem cultural. É o resultado
de suas fezes. da manipulação humana dos recursos do meio ambiente da
floresta, de forma consciente ou inconsciente ao longo de
milhares de anos. 1
-

Nas paisagens culturais ocorre a concentração de espécies


A rb ó re a s: d iz respeito arbóreas úteis, sendo as palmeiras uma das mais percebidas.
a plantas com porte
de árvores.

0 manejo e a formação de M atas Culturais


T
M anejo: é o mesmo A transformação do ambiente natural em ambiente
que manusear e cultural, ou seja, de uma paisagem natural em uma paisagem
se se rv ir do que o
cultural, ocorre para atender as necessidades de sobrevivência,
ambiente natural lhes
proporciona.
tais como alimentação, moradia, vestuário e produção de
remédios que os grupos humanos tinham.
Estes povos amazônicos procuraram utilizar de forma
inteligente os recursos da flora e da fauna disponíveis.
Em alguns casos, era possível que houvesse a retirada
dos vegetais de um determinado lugar, mas que logo eram
plantadas novas espécies frutíferas neste mesmo lugar.
Em outros casos, ao mesmo tempo em que realizavam
a coleta de frutos, ervas e raízes, também manejavam
naturalmente algumas espécies vegetais que faziam parte da
sua alimentação, saúde, rituais e festividades.
Mas como eram feitos estes manejos naturais?
Eles selecionavam áreas privilegiadas dentro da floresta
e aí protegiam as mudas das plantas que lhes eram mais
importantes, onde poderiam melhor se desenvolver. Observe
na figura 4 um exemplo de manejo atual.

Figura 4 M a n e jo florestal in d íg e n a

Entre as espécies vegetais coletadas e manejadas, já


conhecidas pelos povos amazônicos desde pelo menos 11.000
anos atrás, encontram-se o jatobá, castanha-do-pará, achuá,
pitomba, tarumã, palha vermelha e curuá.
De 800 anos para cá, temos também o taperebá, maracujá-
-do-mato, caju, caju-do-mato, macaúba, cupuaçu, pupunha,
jarivá, açaí, buriti, buriti-bravo, milho e cabaça. Muitas destas
espécies fazem parte da dieta alimentar dos atuais habitantes
da Região Amazônica e, também de outras regiões do Brasil,
como pode ser observado na figura 5.
Figura 5 C asta nh a -d o-p a rá Cupuaçu

Algumas paisagens culturais na floresta


Existem alguns bons exemplos de paisagens culturais na
floresta amazônica. Entre estes destacamos os castanhais.
Uma castanheira demora algumas décadas para crescer
e dar frutos. Algumas matas de castanhais possuem alguns
séculos de existência.
Mas como comprovar que estes castanhais são realmente
paisagens culturais, ou seja, que foram criados pelos povos
amazônicos?
É que, segundo dizem os estudiosos, o centro de origem da
castanheira é o leste do Pará. Dizem, também, que sua dispersão
para outras regiões da floresta amazônica ocorreu através da
ação humana. Isto porque, além do ser humano, só o bicho
cutia consegue quebrar a casca do ouriço. Esta dispersão teria
ocorrido há 2.000 anos. Ou seja, os castanhais encontrados em
várias regiões da floresta amazônica são, além de produto da
natureza, resultado concreto da presença dos povos amazônicos
anteriores à chegada dos europeus. Observem na figura 6,
algumas castanheiras.
Figura 6 C a s t a n h e ir o s

Além dos castanhais, também são paisagens culturais na


floresta amazônica algumas matas de palmeiras de babaçu no
Maranhão e de pupunha em vários outros estados da Amazônia.
Estas, também resultam das atividades de povos amazônicos
anteriores à chegada dos europeus. Existem, também, matas
de cocais, matas de bambu, matas de cipó, matas de açaí e
outras a serem descobertas. Observe na figura 7, um exemplo
de uma mata de palmeiras de babaçu.

Figura 7 Á rv o re s de b a b a çu

0 m anejo florestal entre alguns povos indígenas


Nos dias de hoje, um bom exemplo de manejo da floresta
amazônica e da formação de paisagens culturais é o realizado
pelos Kayapós, localizados no Pará. Estes povos transplantam
mudas de espécies vegetais da floresta para campos de cultivo
desativados. Este costume dos Kayapós é com certeza herdado
dos seus ancestrais.
A im portância atual das M atas Culturais
Estas Matas Culturais, que também são paisagens
culturais, construídas pelos povos do passado, possuem grande
importância aos povos do presente.

S u s te n tá v e l: Primeiro, porque os povos que atualmente residem nestas


d iz re sp e ito ao uso Matas Culturais retiram parte das coisas que utilizam para sua
dos recursos na tura is sobrevivência, tais como alguns alimentos ou materiais para
p a ra sa tisfa z e r
produção de objetos que utilizam.
as necessidades
do presente, sem
Segundo, porque estas Matas Culturais nos mostram
com prom eter a
sa tisfa ç ã o das
que, através de técnicas simples de manejo, as populações do
necessidades das passado conseguiram conviver de maneira sustentável com o
gerações futura s. ambiente da floresta amazônica por um longo período.
tîv îd a d e s

Nesse terceiro capítulo, conhecem os um pouco sobre as


Matas Culturais. Aprendem os que essas Matas C ulturais são o
resultado da manipulação indígena dos recursos da vegetação
amazônica. Aprendem os, também, que através desta m anipulação
muitas espécies vegetais foram utilizadas pelos povos indígenas
para sua alimentação, vestuário, habitação e transporte.
Agora, vamos desenvolver algum as atividades para m elhor
fixar algum as inform ações e refletir sobre o conteúdo desse
terceiro capítulo. Para isso, leia as atividades e as responda em
seu caderno.
í) Discutindo ® Capítulo:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente as


questões, depois deve pesquisar no texto do capítulo para encontrar
as respostas e, por último, escrever em seu caderno as respostas
que julgar corretas.

a) Quando começou a presença humana no ambiente amazônico?

b) Qual a relação que os primeiros povos estabeleceram com o am biente


amazônico?

c) Defina paisagem natural na floresta amazônica.

d) Defina paisagem cultural na floresta amazônica.

e) Comente sobre a relação entre manejo e a formação das Matas Culturais.

f) Cite alguns exemplos de Matas Culturais.

g) Cite um exemplo de manejo florestal indígena recente.

h) Comente sobre a importância atual das Matas Culturais.


Nessa atividade, primeiro você deve observar atentamente
as imagens, depois deve ler as questões e, por último, escrever em
seu caderno as respostas que julgar corretas.
Observe atentamente as imagens abaixo e responda as
questões a seguir.

Im a g e m 1
a) Qual é o nome popular da espécie
vegetal da imagem 1?

b) Qual a origem te rrito ria l desta espécie


F0f0: Ste)a s antana

vegetal?

c) Comente sobre a utilidade desta


espécie vegetal para a humanidade.

Im agem 2
a) Qual é o nome popular da espécie
vegetal da imagem 2?

b) Qual é a origem te rrito ria l desta


Fot° : Stela Santana

espécie vegetal?

c) Comente sobre a utilidade desta


espécie vegetal.

Im agem 3
a) Qual é o nome popular da espécie
vegetal da imagem 3?

b) Qual é a origem territorial da espécie


Fofo: Stela Santana

vegetal?

c) Comente sobre a utilidade desta


espécie vegetal.
3) Refletindo sobr® textos

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo


que é parte de um texto escrito pelo arqueólogo Bruno Moraes que é da
Universidade do Estado do Amazonas. Depois deve ler as questões e pesquisar
no texto para encontrar as respostas. Por último, deve escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.
( \
A floresta natural e a natureza da floresta
"Estamos acostumados a pensar na floresta como um lugar onde a
natureza domina, cheia de plantas e animais que não precisam das pessoas
para viver. Mas se lembrarmos que as pessoas já moram nesses lugares há
muito tempo, vamos perceber que a floresta de hoje tem muito a ver com a
forma como as antigas populações lidaram com o meio ambiente.
Hoje sabemos que há quase 11 mil anos o homem convive com a
floresta amazônica. Boa parte das plantas que conhecemos, inclusive as que
comemos, foi modificada pelos índios que viveram aqui antes de nós. Em
sua roça, eles escolhiam plantas com características interessantes, como
produção de grande quantidade de sementes ou maior resistência a uma
praga, e usavam para os plantios seguintes ou para cruzamentos. Esses
processos de escolha de características presentes nas plantas são conhecidos
como manejo e domesticação, e são usados ainda hoje pelos agricultores.
A mandioca é um exemplo de planta que foi bastante modificada pelo
homem para que fosse capaz de servir como alimento. Hoje vemos o resultado
dessas mudanças: existe a mandioca-brava, que é venenosa e precisa ser
trabalhada para ser comida, a macaxeira ou mandioca mansa, que pode ser
consumida logo depois de cozida, e mais um monte de tipos de mandioca
diferentes, como as mandiocas doces, cultivadas por povos indígenas do
Xingu, que lembram a doçura da cana-de-açúcar
(...) os povos que viveram e habitavam a Amazônia no passado tinham
outro jeito de construir suas casas e de pensar o espaço da floresta. Suas casas
eram feitas de madeira e palha coletadas de diferentes tipos de palmeiras.

V. ... .... ........................... ........ ..........

a) Por que os povos indígenas precisaram manejar e domesticar os vegetais?

b) 0 que os povos amazônicos retiravam da floresta para sua sobrevivência?

c) Você já utilizou algum recurso da floresta amazônica? Quais?

^j|----------------------- ------------------------ ------------------------------------------ -


4) Refletindo s@feire @ Fresamfes

• irn você deve ler atentamente o texto abaixo


Nessa atividade, PnmeV , engenheiro florestal Niro Higuchi do
que é parte de u m texto escn Amazônja (INPA). Depois deve |er a
Instituto Nacional de Pesqui:~ caderno o texto solicitado. Por ultimo, sob
questão colocada e redigir em s rtjdpar de um diálogo em sala de aula
a coordenação do professor, deve paru p
sobre o tema redigido. ---------- ■— - r - — “
Manejo Florestal na Amaioma
■ r havão "os recursos naturais da Amazônia são super-
O velho e surrado cnavao bastante atua| e apropriado para esta região.
explorados esubutilizados ,ainu hectgres de fr e s t a s primárias, para retirar
São impostas alterações em v deira com pouco valor agregado e baixo índice
poucas árvores para produzir n i ^ rgsos em extensas áreas para projetos
de aproveitamento; sao taros inundados vários hectares de floresta
agropecuários de baixa produt / de energia elétrica; e são desnudados
para formação de lagos para‘ P * produção de minérios, com o mínimo de
beneficiamento °Em umaSanálise de custo/beneficio, esses empreendimentos

dificilmente seriam aprmados apumulou uma área desmatada de


Como consequência, nem por isso, transformou-se em região
mais de 50 milhões d e h e ® fo'rnecedor de proteínas. No entanto, os
mais rica do Brasil ou em ® p sãa bem conhecidos e têm preocupado toda
impactos ambientais resul ®®jdos os impactos ambientais, os impactos
a sociedade. [...]• Menos c jnliaimente importantes. Problemas de terra (e
sociais e culturais s5? ' P or^ ' J ^ T m a n h o de seu território, têm também
sem-terra) na A ™ “ "e ' ; paePrf u dod°„'m undo inteiro.
aumentado na região e re p til . _
r\r\ »
Nenhum desses uso _do cnin nnderia ser
o poder^ se,qualificado como
^ manejo florestal.e
preservaç8o

Manejo nmestale „“ Toutros crodutos não madeireiros, sereiços ambientais e


conservação de mu't°^°U etsr°a .Pmanejo florestal sustentável (MFS), considerado
funções ecológicas da floresta ej ^ majs ^ ym sécu|o A depnição da
como paradigma do setorfl MFS é seguinte: "manejo
FAO (Foodand*9™ u 'w ™ o ™ » m ^ o n d a O T U ) ^ orjentaçj.o tecnológlca, ppe
e conservação da bf s^ ° spraCgatisfaçao contínua das necessidades humanas
para^ atual1
^ ,^b^ ^ eraÇÕes." Des^nyoMmento^stentáve^na^rea^floresta|

de m^todoTtecnicamerte^apropriados/economicamente viáveis e socialmente


aceitáveis.

a) Redija um texto sobre o uso da floresta amazônica.


Nesse quarto capítulo, vam os conhecer um pouco sobre os S am baquis.
Os Sam baquis, entre todas as marcas deixadas pelos povos am azônicos^de
antes da chegada dos europeus, podem nos fornecer im portantes in fo rm a çõ e s
sobre os prim eiros povos que habitaram a Região Am azônica. Mas, tam bém são as
marcas que mais precisam ser preservadas, visto que, já há alguns séculos, e stão
sendo destruídas para a produção da cal.
Então, vam os conhecer um pouco sobre os Sam baquis, com o se o rig in aram ,
onde estão localizados e qual sua importância nos dias de hoje.
Os Sam baquis são sítios arqueológicos localizados em regiões de praias,
lagos e rios por todo o mundo. Na Região Am azônica, estes sítios eram áreas q^
serviram como moradia e cem itério para alguns dos seus habitantes an tes ^
chegada dos europeus. São colinas artificiais cujo solo é constituído por resídu o
de conchas e terra acum ulados durante séculos de presença hum ana.
Foto: Anna Roosevelt (1992)
A alimentação destes grupos humanos dependia
principalmente da coleta de moluscos (caramujos e ostras)
fluviais, lacustres e marinhos, mas que, também, podiam
pescar e caçar e cultivar raízes. Observem na figura 1, restos
de moluscos encontrados em um Sambaqui.

Figura 1 Restos alimentares do Sam baqui de B acanga

As setas, acima, apontam para restos de animais que


foram utilizados na alimentação dos habitantes do Sambaqui de
Bacanga. A seta vermelha aponta para os restos de ostra e a
amarela para ossos de outros animais.

A origem dos Sambaquis


A origem dos Sambaquis está ligada aos primeiros grupos
de seres humanos que se estabeleceram de maneira mais
permanente na Região Amazônica. Estes grupos humanos, ao
procurarem locais adequados para a obtenção de alimentos,
estabeleceram-se na área do litoral e do estuário amazônico.
Observe na figura 2, um mapa do litoral e estuário amazônico.
Estes primeiros grupos humanos estavam organizados
em aldeias com tamanho variável. A produção de alimentos
dependia dos recursos oferecidos pela natureza. A proximidade
com os rios, lagos e mar, tornava a pesca e a coleta de fauna
aquática suas principais fontes de alimentos. Observem na
figura 3, alguns exemplos de espécies que eram utilizadas para
sua alimentação.
Figura 2 Litoral e e stu á rio a m a z ô n ic o

Figura 3 C aram u jo P eixe-serra


Foto: Maira Santana Airoza

A rra ia C a m a rã o
Foto: A. Bullard e M. Sabaj

D isse m in a ç ã o : ação
de d isse m in a r, neste
caso de d ifu n d ir o cul­
tivo de pla nta s.

A fartura de uma fauna aquática e a adaptação destes


grupos humanos a uma alimentação baseada no consumo
destes animais aquáticos possibilitou um primeiro ensaio de
construção de assentamentos mais permanentes. Mas quando
e onde isto ocorreu? Isto ocorreu na região do Baixo Amazonas
há 7.000 anos atrás e um pouco depois na região do Salgado,
no litoral do Pará. Este modo de vida quase permanente ocorreu
bem antes da disseminação do cultivo de plantas.
A localização de alguns Sam baquis
Hoje, os Sambaquis são encontrados em vários locais da
Região Amazônica. Os estudiosos destes sítios arqueológicos
localizaram sua presença no litoral do Amapá, litoral do Maranhão
e litoral do Pará.
No Pará, também podem ser encontrados no rio Xingu
(próximo à cidade de Porto de Moz), no rio Tapajós (próximo
à cidade de Santarém) e em várias localidades de seu interior.
Observe na figura 4, um mapa com a localização de alguns
Sambaquis no Pará.
Figura 4 Lo calização de S a m b a q u is no n o rd e s te p a ra e n s e

No Amazonas, os Sambaquis são encontrados próximos à


cidade de Itapiranga.
Em Rondônia, os Sambaquis são encontrados no Vale do
Guaporé.
Agora, vamos conhecer um pouco sobre dois Sam baquis,
o de Taperinha e o de Bacanga.
0 Sambaqui de Taperinha
Um dos Sambaquis mais antigos, até agora conhecido, é
o Sambaqui fluvial de Taperinha, localizado próximo à cidade de
Santarém, no Pará.
Neste Sambaqui, foi encontrada pelos estudiosos uma
grande quantidade de carapaças (cascas) de moluscos, restos
de peixes, ossos de animais, alguns instrumentos feitos de
carapaças de moluscos e de cascos de tartarugas, o que nos
revela o que comiam.
Também encontraram fragmentos de cerâmica e alguns O b je to s lític o s: objetos
poucos objetos líticos como moedores e pedras para cozinhar. fe ito s de pedra
como, por exem plo,
Observem na figura|5, alguns exemplos de restos dos objetos
machados e pontas de
encontrados em Taperinha. lança.

Figura 5 Caco de cerâm ica de Taperinha

Apesar da cerâmica não ter sido muito importante em


Taperinha, foram as análises sobre seus fragmentos e sobre
algumas conchas que permitiram se atribuir pelo menos
8.000 anos de idade a este Sambaqui. Além disso, a cerâmica
encontrada neste sítio arqueológico é considerada a mais antiga
de todo o continente americano, hoje conhecida.
A rte fa to s : são os
Ainda no Pará, encontramos o Sambaqui de Quatipuru,
objetos fe ito s ou
que foi formado entre 3.000 a 1.500 a.C; e os de Cotijuba e modificados pelo
Alenquer, que foram formados entre 3.200 a 200 a.C. homem, como por
exemplo, as carapaças
de ostra s que eram
0 Sam baqui de Bacanga u tiliza d a s como
instrumento para
Outro Sambaqui conhecido é o de Bacanga localizado na levar os alim entos
ilha de São Luís, no Maranhão. Aqui, tinha destaque na dieta até a boca, objetos
alimentar dos grupos humanos que o habitaram, a coleta de de adorno pessoa l,

moluscos (sarnambi, sururu e ostras) e de crustáceos. Observem cerâmicas e objetos


talhados em ped ras.
na figura 6, alguns exemplos destas espécies.
Foram localizados ainda no Sambaqui de Bacanga artefatos
e instrumentos como machado, raspadores, facas e furadores,
produzidos a partir de pedras, carapaças de moluscos e esporão
de arraia como pode ser observado na figura 7.

r
S3
Sururu C aranguejo
Figura 6

<u
TJ
a
•c
u
<

Lagosta Sarnam bi

Figura 7 Pontas e fu ra d o re s
Lâmina de machado polida
1
Foto: Arkley Bandeira

Colher Facas ou ra s p a d o re s
Foto: Arkley Bandeira
Dentre as várias espécies de peixes, consumiam
principalm ente o bagre que, provavelmente, era capturado em
currais, que são armadilhas construídas na praia. Observe na
figura 8, um exemplo atual de curral para capturar peixes.

Figura 8 C urral para captura de p e ix e s

Também produziam cerâmica para suas necessidades


diárias de preparar, servir e estocar alimentos. O estudo dessa
cerâmica permitiu atribuir a este Sambaqui uma idade mínima
de 6.000 anos.
Ainda no litoral do Maranhão são encontrados os Sambaquis
Maiobinha, Pindaí, Areia Branca, ilha das Moças, Mocambo,
Itaparí, Gapara, Alto do Sarnambi, Ilha Grande e Ostra. P ro d u ç ã o da cal: a
Precisam os p re se rva r e estudar os Sam baquis cal é uma sub stância
e m p re g a d a na
Como você pôde observar, existem vários Sambaquis na e la b o ra ç ã o de
Região Amazônica. Alguns já conhecidos e estudados. Todavia, a rg a m a ssa . Esta é
u tiliz a d a p a ra e rg u e r
muitos ainda estão por ser conhecidos e estudados.
p a re d e s e m uros. E,
tam bém , u tiliz a d a
Apesar destes Sambaquis possuírem uma grande
p a ra a p in tu ra . No
importância para o conhecimento dos hábitos de vida dos B ra s il, d ura nte m uito
primeiros povos que habitaram a Região Amazônica, alguns tem po, a produção
deles estão mal preservados e outros completamente destruídos. de cal u tiliz o u o
Pois, como já foi dito, por causa da retirada de calcário para a c a lcá rio encontrado
nos Sa m b a q u is.
produção da cal.

I I
Nesse quarto capítulo, conhecem os um pouco sobre os Sam baquis.
Aprendem os que, entre todas as marcas deixadas pelos povos
am azônicos de antes da chegada dos europeus, os Sam baquis fornecem
im portantes inform ações sobre os primeiros povos que habitaram a
Região Am azônica. Conhecem os um pouco sobre os Sam baquis de
Taperinha e Bacanga. Verificamos que muitas coisas foram encontradas
nestes dois Sam baquis e que, através destes vestígios, passam os a
conhecer um pouco sobre seus instrum entos e hábitos alim entares.
Agora, vam os desenvolver algum as atividades para m elhor fixar
algum as inform ações e refletir sobre o conteúdo deste quarto capítulo.
Para isso, leia as atividades e as responda em seu caderno.
deDois^ripvp nüc'dade' primeiro você deve ler atentamente as questões,
f po útim oPescrPvar n° teXt° d° CapítUl° Para encontrar as ?espostas
' P 1 ' escrever em seu caderno as respostas que julg ar corretas.

a) Qual a utilidade dos Sambaquis para os primeiros habitantes da Reqião A m azôni-

b) Do que é constituído o solo dos Sambaquis na Região Amazônica?

c) Do que dependia a alimentação dos povos dos Sambaquis?

d) Qual a origem dos Sambaquis?

e) Quais os estados da Região Amazônica onde foram encontrados Sambaquis?

f) Onde está localizado o Sambaqui de Taperinha?

g) 0 que os estudiosos encontraram no Sambaqui de Taperinha?

h) Qual a idade aproximada do Sambaqui de Taperinha?

) Onde está localizado o Sambaqui de Bacanga?

í) 0 que os estudiosos encontraram no Sambaqui de Bacanga?

) Q idade aproximada do Sambaqui de Bacanga?

l) Em que estado de conservação se encontram os Sambaquis na Regjffo Am o z ô n io ?

m) Qual a importância da conservação dos Sambaquis?


%) Refletindo sobre Imagens:

Nessa atividade, primeiro você deve observar atentamente as


imagens, depois deve ler as questões e, por último, escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.
Observe atentamente as imagens abaixo e responda as questões
a seguir.

im a g e m 1
a) Identifique a cena que existe na
imagem 1.
b) Qual a relação desta cena com os
Sambaquis da Região Amazônica?

"D
<D

Im ag em 2
a) Identifique a cena que existe na
imagem 2.
b) Qual a relação desta cena com os
povos dos Sambaquis da Região
Amazônica?

Im ag em 3 a) Identifique a cena que existe na


imagem 3.
b) Qual a relação desta cena com a
cultura dos povos dos Sambaquis
da Região Amazônica?
3) Refletindo sobre Textos:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto


abaixo que é parte de um livro escrito pela arqueóloga Denise Schaan da
Universidade Federal do Pará. Depois deve ler as questões e pesquisar
no texto para encontrar as respostas. Por último, deve escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.

"São sítios formados principalmente pelo acúmulo de conchas de


moluscos consumidos por populações que baseavam sua subsistência
em uma grande variedade de recursos aquáticos, vivendo, portanto,
próximas a enseadas, lagos, igarapés e furos, tanto no litoral quanto
no estuário amazônico e suas ilhas. Muitos destes sítios foram
parcialmente destruídos ou totalmente destruídos no final do século XIX
e começo do século XX pela retirada de material para a indústria da
cal. São sítios extremamente importantes, pois são testemunhos das
primeiras populações que viveram de forma sedentária na Am azônia e
que conseguiram crescer demográfica e culturalmente graças à oferta
abundante de alimentos de ambientes lacustres, marítimos e ribeirinhos.
(...) O maior risco de destruição dos sítios remanescentes ocorre por
conta dos empreendimentos urbanos nas cidades litorâneas do Pará e
Maranhão, e a retirada de vasilhas e urnas funerárias por moradores das
proximidades ou visitantes, nos sítios localizados no litoral e nas ilhas do
estuário."
J
a) Do que são formados os Sambaquis?

b) Em que estado de conservação se encontram os Sambaquis?


c) Quais as principais causas de destruição dos Sambaquis?
4) Refletindo sobre ® IPr@s®[n]f@s

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo


que é parte de um artigo escrito pelas arqueólogas Maura Imazio da
Silveira e Denise Pahl Schaan. Depois deve ler a questão colocada e
redigir em seu caderno o texto solicitado. Por último, sob a coordenação
do professor, deve participar de um diálogo em sala de aula sobre o tema
redig ido.__ _______
"Informações de naturalistas e viajantes (séculos XVIII e XIX)
indicam a existência de Sambaquis em uma extensa faixa que vai
desde o baixo Amazonas e o estuário (arquipélago do Marajó), até o
litoral do Pará. Pesquisas realizadas na década de 1960 pelo Museu
Goeldi estenderam essa distribuição até o litoral do Maranhão (SIMÕES;
ARAÚJO-COSTA, 1978; SIMÕES, 1981). Infelizmente, nossa capacidade
de investigar essas ocupações mais antigas restou prejudicada pela
intensa exploração desses depósitos pela indústria da cal a partir do
final do século XVIII, com fins construtivos. Em algumas construções do
período colonial, como é o caso da igreja de pedra existente em Joanes,
ilha do Marajó, datada do século XVII, percebe-se a utilização de conchas
na constituição da argamassa, sugerindo que os Sambaquis teriam sido
explorados ao longo do período colonial por razões diversas.
Levantamentos em sítios arqueológicos da região do Salgado
realizados pelo Museu Goeldi, na década de 1960, documentaram essa
situação (SIMÕES, 1981). Diversos Sambaquis já haviam desaparecido
e a maior parte dos sítios registrados era apenas um amontoado de
vestígios dos antigos montes de conchas. Situação diferente, entretanto,
encontra-se em alguns Sambaquis fluviais, ainda bem preservados."

a) Redija um texto sobre o estado de conservação dos Sambaquis na Região Amazônica.


Foto: Edson Caetano
I Os Geoglifos

Olá, caro leitor!


Nesse quinto capítulo, vamos conhecer um pouco sobre os Geoglifos.
Os Geoglifos, entre as marcas deixadas pelos povos que habitaram a
Região Amazônica antes da chegada dos europeus, fornecem-nos importantes
inform ações sobre as relações que alguns destes grupos humanos estabeleceram
com o am biente amazônico.
Então, vamos conhecer um pouco sobre os Geoglifos, sobre suas origens,
sobre suas localizações e sobre sua importância.

G e o g lifo s
S a té lite a rtific ia l: é Os form atos e tamanhos dos Geoglifos
denominado assim
para d ifere nciá -lo Os Geoglifos são marcas de grandes dimensões
de sa té lite s naturais encontradas na terra, no chão. Quando estas marcas são
como a Lua. O sa télite observadas do alto, ou seja, quando as observamos de dentro
a rtific ia l é um sistema
de um avião, ou de um helicóptero, ou de um balão ou, ainda,
de equipamento
que fica na órb ita
através das lentes de um satélite artificial, descobrimos que
da Te rra que serve elas possuem belíssimas formas geográficas. Como podemos
como suporte de uma observar na figura 1, possuem formatos de círculos, quadrados
estrutura receptora e outras grandes dimensões.
e em issora de sinais.
Funciona assim: ao
receber sin a is o
Figura 1 G eoglifo circular o G e o g lifo d e c á g o n o
sa té lite os amplifica,
converte e os reenvia
a tra vés da cadeia
em issora do satélite,
cujos sina is são
destinados a todas
as estações que
estejam operando
com o mesmo sinal
ra dioelétrico do
satélite. Existem vários
tipos de sa télites para
os diversos fins como a
observação da terra e
do espaço.

M u re ta s: são muros
Estas marcas, os Geoglifos, são enormes construções
b a ixo s construídos com
a te rra re tira d a do
de terra. São formados por valas que chegam a medir até 5
in te rio r dos G eo glifos. metros de profundidade, 20 metros de largura e algumas
centenas de metros de comprimento. Ao longo das valas, em
suas laterais, encontram-se pequenas muretas construídas com
a terra retirada das valas e que chegam a medir 1,5 metros.
Em relação ao seu tamanho, os Geoglifos estudados possuem
uma área interna que varia ao equivalente de 1 a 3 campos de
futebol.
A origem dos Geoglifos
Os Geoglifos foram construídos por populações amazônicas
entre 1.000 e 2.500 anos atrás. Não se sabe, ainda, quem foram
os seus construtores. Todavia, acredita-se que estes povos
utilizaram algum instrumento de medida e cálculo matemático
para decidir sobre as formas e dimensões das valas e de suas
muretas. E, também, que possuíam instrumentos e grande
capacidade de organização. Observem na figura 2, alguns
objetos encontrados em certos Geoglifos.

í
Figura 2 Instrum entos

u~>
E
'd
cr
D
O
O
O

A u tilid a d e dos Geoglifos aos seus criadores f l

Em relação à utilidade dos Geoglifos, o que sabemos


ainda é muito pouco. Todavia, os estudiosos destas marcas
já apresentaram algumas explicações sobre suas possíveis
utilidades.
Uma primeira explicação apresentada pelos estudiosos
acredita que estas construções de terras poderiam ter utilidades
defensivas, parecidas às de um forte.
Uma segunda explicação é a de que estas construções
eram utilizadas para encontros especiais e realização de cultos
religiosos e, apenas ocasionalmente, como local de moradia.
Uma terceira explicação é a de que estas construções eram
utilizadas para desalagar uma área de terreno e, assim, garantir
um local um pouco mais seco para a moradia e a plantação de
alimentos durante as épocas de chuvas.

M as como isto seria possível?


A explicação é a seguinte. Na época das chuvas e da
elevação do nível das águas dos rios, os grupos humanos que
habitavam próximo das suas margens, buscavam lugares mais
altos. Mas, mesmo sendo lugares mais altos, seu terreno ficava
encharcado por causa das chuvas, o que dificultava a habitação e
as plantações de alimentos. Desta maneira, para deixar o terreno
um pouco mais seco, estes grupos humanos cavavam grandes
valas em volta de uma área de terreno. Assim, conseguiam
serviam para se guardar alguns animais que faziam parte de sua
alimentação, como peixes e tartarugas. Para melhor entender
esta utilidade, observe a figura 3.

Figura 3 Criação de peixe s e tartarugas

X
cJ
tu

<
õ
ia
i*
o

Ainda segundo esta terceira explicação, estas construções


serviam como um local seguro onde se protegiam do fogo. É
que, após o fim da época de chuvas, estes grupos humanos
queimavam a vegetação dos campos para prepararem o
terreno para a plantação de alimentos. As muretas e as valas
funcionavam como barreiras que impediam que o fogo atingisse
a eles mesmos, as suas habitações e seus utensílios. Para melhor
entender esta utilidade, observe a figura 4.
Assim, ainda segundo esta explicação, estes grupos
humanos conseguiram compreender o ambiente amazônico e
vencer algumas dificuldades de seu clima, conseguiram manter
a produção em todas as estações amazônicas do ano. Eram
povos domadores da terra, da água e do fogo.
Figura 4 Proteção contra q u eim ad as

Os Geoglifos estão distribuídos por uma grande extensão


territorial que se estende pelos estados do Acre, Amazonas e
Rondônia. Todavia, sua maior concentração está no Acre onde
já foram identificados aproximadamente 300 Geoglifos. Estão
localizados, preferencialmente sobre áreas de aproximadamente
200 metros de altitude, próximo às nascentes de água de boa
qualidade e de rio s|navegáveis. Observe na figura 5, um mapa
com a localização dos Geoglifos no Acre.
Figura 5 Localização de G e o g lifo s
Adaptado de Mascos Pivetta (2 0 1 1 )
A im portância da preservação dos G eoglifos __

O conhecimento da existência destas construções de


M á q u in a s pesadas:
são as máquinas de
areia na Região Amazônica é muito recente. Estes Geoglifos
grande porte u tiliz a ­ começaram a ser descobertos somente a partir de 1977. Por isso,
das para a b rir es­ existem poucos estudos sobre estas construções. Os Geoglifos
tra d a s e rod ovia s ou precisam ser mais e melhor investigados pelos seus estudiosos.
para p la nta r e colher
Mas para que isto aconteça é preciso que, além de um maior
produtos agrícolas
como tra to re s, esca­
apoio financeiro dos governos, a sociedade se preocupe e se
va d e ira s, c a rreg a d e i­ ocupe com sua preservação. Pois muitos já foram danificados
ra s, espalhad ores de pela abertura de estradas e utilização de máquinas pesadas em
adubo e outros. áreas de plantações, como pode ser observado na figura 6.

Figura 6 G e o g iifo d a n ific a d o p o r e strad a.

<D
O)
O
o
D)
O
Û
Atividades

Nesse quinto capítulo, conhecemos um pouco sobre os Geoglifos.


Aprendemos que entre todas as marcas deixadas pelos povos amazônicos
de antes da chegada dos europeus, os Geoglifos fornecem importantes
informações sobre as relações que alguns destes grupos humanos
estabeleceram com o ambiente amazônico. Aprendemos um pouco
sobre suas origens, características e utilidades.
Agora, vamos desenvolver algumas atividades para melhor fixar
algumas informações e refletir sobre o conteúdo deste quinto capítulo.
Para isso, leia as atividades e as responda em seu caderno.
Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente as questões,
depois deve pesquisar no texto do capitulo para encontrar as respostas
e, por último, escrever em seu caderno as respostas que julgar corretas.

a) Quais as formas que os Geoglifos da Região Amazônica possuem?

b) 0 que são os Geoglifos da Região Amazônica?

0 0 que se sabe sobre as origens dos Geoglifos do Regiõo ümozóniio?

d) Sm -.1«!«. »»filid.de dos Geeglil.s d . B.giBo Arn.zSrric., (om, „ te scbre „ t i.


Iiaade defensiva.

e) Em relação à utilidade dos Geoglifos da Região Amazônica, comente sobre a reali-


zação de cultos religiosos.

f) Em relação à utilidade dos Geoglifos da Região Amazônica, comente sobre utilidade


como local de moradia e de plantação de alimentos

9) Em que estado brasileiro há uma maior concentração de Geoglifos conhecidos?

h) Quais as ações humanas que têm contribuído para a destruição dos Geoglifos na
Região Amazônica?

O Qual a importância da preservação dos Geoglifos na Região Amazônica?


1) Refletind© s@fere Imcagems:

Nessa atividade, primeiro você deve observar atentamente as imagens,


depois deve ler as questões e, por último, escrever em seu caderno as
respostas que julgar corretas.
Observe atentamente as imagens abaixo e responda as questões a
seguir.

Dmmo g em 11
f ' a) Identifique o formato do Geoglifo da
imagem 1.
Ilustração: Anderson Pinto

irr;
r~~~
-
:âÈ-
%
*

Dmagem 2
a) Identifique o formato do Geoglifo da
imagem 2.
Foto: Sérgio Valle

Im a g e m 3
a) Identifique na imagem 3 a ação humana
que contribui para a destruição do
Geoglifo.
Foto: Diego Gurgel

b) Cite outras açães humanas de destruição


dos Geoglifos.
3) Refletindo sobre Textos:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo


que foi escrito por Alceu Ranzi, um dos organizadores do livro "Arqueologia
da Amazônia Ocidental - Os Geoglifos do Acre". Depois deve ler as questões
e pesquisar no texto para encontrar as respostas. Por último deve escrever
em seu caderno as respostas que julgar corretas. '
r
Floresta de Geoglifos
Os geoglifos nos dizem que em áreas com florestas de terra firme
do Acre, ao menos nos interflúvios dos rios Acre, Iquiri e Abunã, viveram
populações consideráveis, com conhecimentos de geometria, organizadas
para trabalhos em conjunto e com capacidade para realizar grandes obras
de engenharia. A prova é visível na forma de dezenas de desenhos de
terra, esteticamente belos, geometricamente perfeitos e verdadeiramente
monumentais. A existência dos geoglifos quebra definitivamente o paradigma
de que na Amazônia, longe dos grandes rios, não poderiam viver grandes
populações. De alguma maneira os construtores de geoglifos, durante mais
de mil anos, resolveram o problema das terras "fracas" e da falta dos grandes
rios para navegar e buscar o alimento. Depois de satisfeitas as necessidades
básicas de alimentação e segurança da família, restou tempo suficiente para
o planejamento e construção destes monumentos de terra
Entre as implicações das descobertas dos geoglifos está a de alterar a
visão da floresta de terra firme. O resultado das pesquisas com os geoglifos do
Acre poderá se constituir em ferramenta importante para o entendimento das
alterações pretéritas do meio ambiente, fornecendo ainda dados concretos
sobre a época da formação, evolução e idade da floresta. Mediante a presença
dos geoglifos podemos, entre outras coisas, afirmar com segurança que
grande parte da floresta acreana não é virgem. Ficam muitas outras questões
aguardando respostas. Uma importante pergunta a ser respondida é quanto
da floresta do Acre é natural. Ou formulando a questão de outra maneira,
quanto da floresta foi manipulada em tempos imemoriais pelos primitivos
acreanos construtores de geoglifos.

a) 0 que nos dizem os Geoglifos amazônicos em relação à presença humana em terra


firme?
b) 0 que os Geoglifos dizem sobre a virgindade da floresta amazônica acreana?
ê) íetindo sobre o Presente:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo que
é parte de uma entrevista que os arqueólogos Alceu Ranzi e Denise Schana
deram à Agência Acre. Depois deve ler a questão colocada e redigir em seu
caderno o texto solicitado. Por último, sob a coordenação do professor, deve
participar de um diálogo em sala de aula sobre o tema redigido.

P esq uisad ores a le rta m : Geoglifos encontrados no Acre estão sendo


destruídos
Geoglifos da Amazônia. (...)
Mas essas formas estão correndo risco de ser destruídas antes mesmo
de totalm ente pesquisadas. É o que alertam os professores Denise Schaan,
arqueóloga da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Alceu Ranzi, da
Universidade Federal do Acre (UFAC), que estudam os fenômenos. Ranzi é o
pesquisador que, há 30 anos, estava ao lado dos professores que encontraram
as primeiras estruturas e que tem dado notícia ao mundo de que, no Acre,
existe algo tão impressionante quanto as construções de pedras de civilizações
extintas e desconhecidas como os templos Maias, as fortalezas de Machu
Picchu, no Peru, e outras tão misteriosas quanto as técnicas empregadas
para a construção das pirâmides do Egito.
Essas form as e mistérios, no entanto, estão ameaçados pela ação do
homem, dizem os pesquisadores num livro no qual vão abordar o assunto
e cham ar a atenção para a necessidade da preservação (...). A seguir, os
principais trechos da entrevista:
Alceu Ranzi - No nosso entendimento, a sociedade precisa conhecer e
pesquisar porque, se não conhecer, há o risco de se ir a uma área dessas e
abrir uma estrada em meio a um Geoglifo desses, como já está acontecendo.
Denise - Há casos em que o fazendeiro aproveita as escavações para
fazer bebedouros de animais. Outro que utilizou a estrutura para fazer plantio
dentro. Tem vários casos assim.
Denise Schaan - (...) Os Geoglifos do Acre, em termos de
m onumentalidade, podem ser comparados a essas construções que intrigam
a humanidade. Isso desmente a tese de que esta foi numa região onde não
havia grande movimentação populacional no passado.

a) Redija um texto sobre o estado de conservação dos Geoglifos na Região Amazônica.


Os Megalíticos
Olá, caro leitor!
Nesse sexto capítulo, vamos conhecer um pouco sobre os Megalíticos.
Os Megalíticos, entre as marcas deixadas pelos povos que habitaram a
Região Am azônica antes da chegada dos europeus, fornecem-nos importantes
informações sobre o conhecimento que alguns destes grupos humanos
possuíam sobre o céu e o ambiente amazônico.
Então, vamos conhecer um pouco sobre os Megalíticos, sobre suas
origens, sobre suas localizações e sobre sua importância.

Os fo rm a to s e tam an h o s dos M egalíticos


Os Megalíticos são sítios arqueológicos formados por um conjunto de
blocos de granito montados no topo de colinas e que foram encontrados no
Estado do Amapá. Estes Megalíticos possuem vários tamanhos e diferentes
formatos.
Estrutura m egalítica
Mariana Cabral e ioão Saldanha.
Foto:
I
G ra nito : é uma
A maioria possui um formato circular com rochas graníticas
rocha ígnea de fincadas no solo em posições horizontais (deitadas), verticais
grão fino, médio ou (em pé) ou inclinadas. Observe na figura 1, uma estrutura
grosseiro, composta megalítica circular com Megalíticos verticais.
essencialmente por
quartzo e feldspatos, Figura 1 Estrutura m eg a lítica circular
mais associações de
mica, hornblenda,
zircão e outros
minerais. O granito é
utilizad o como rocha
ornamental e na
construção civil.

D iâm etro: comprimento


de uma linha reta que
passa pelo centro de
um círculo e que toca
seus limites.

Os tamanhos desses Megalíticos são variáveis. Alguns


são pequenos, não atingindo 10 metros de diâmetro e são
constituídos por blocos de granito com menos de 1 metro de
comprimento. Outras estruturas são bem maiores. A maior já
encontrada possui mais de 30 metros de diâmetro e é constituída
por blocos de granito que chegam a medir mais de 3 metros
de comprimento. Enquanto algumas possuem no máximo 10
blocos de rocha granítica, outras chegam a possuir mais de 100
blocos. Observe na figura 2, uma pequena estrutura megalítica.

Figura 2 Estrutura m e g a lítica p eq uena


A DoccsOização dos Megalítkos
Esses M egalíticos estão distribuídos ao longo de uma faixa
de terra localizada no norte do Amapá, na região de campos,
entre as terras da costa litorânea e da terra firme, como pode
ser observado no mapa da figura 3. Nesta região de campos,
estão localizados sobre maciços rochosos que os habitantes
locais cham am de montanhas.

Figura 3 L o c a liz a ç ã o de M e g a lítico s no A m a p á


Adaptado de M ariana Cabral e João Saldanha (2 0 0 8 )
A origem dos Megalíticos e seus povos
A stro n o m ia : é a Ainda se conhece pouco sobre os grupos humanos que
Ciência que estuda a
construíram esses Megalíticos. Todavia, sabe-se que estes
posição, os movimentos
e a constituição dos
grupos humanos habitaram essa região desde, no mínimo,
corpos celestes. 1.000 anos atrás.
Em relação à construção desses Megalíticos, acredita-se
que foram necessárias muitas pessoas e um grande esforço
coletivo para sua construção. Acredita-se, também, que estes
grupos humanos possuíam uma grande liderança que foi capaz
de reunir várias pessoas e de convencê-los sobre a necessidade
de sua construção. E, por último, acredita-se que além do
esforço físico, foi necessário um conhecimento sobre construção
e astronomia.
Em relação aos costumes desses grupos humanos, sabe-
-se que realizavam rituais| religiosos. Nestes, destacavam-
-se a importância de seus ancestrais, dos animais e dos ciclos
Costum es: hábito da natureza a exemplo dos do sol. Possuíam uma refinada
comum aos membros habilidade artística demonstrada na produção cerâmica. Mas,
de um grupo social. ainda há muita coisa a ser descoberta sobre os costumes destes
Resulta da prática de
grupos humanos. Observem na figura 4, alguns fragmentos de
pre se rvar as ideias e
ações, de geração a
cerâmica encontrados.
geração.

Figura 4 Fragm entos de cerâm ica

(/>
a>
<
u
x

1
Os ftftegolífDcos e suas utilidades
O fe re n d a s : eram
Os Megalíticos possuíam várias funções para os grupos ob je to s ou alim e ntos
humanos que os construíram. o fe rta d o s p a ra
hom enagear os seus
Uma utilidade era a de cemitério. Ou seja, os lugares ancestrais e os deuses.
onde estão as estruturas megalíticas foram utilizados para
enterrar alguns mortos. Nestes locais, foram encontradas urnas
funerárias com ossadas humanas. Estas urnas funerárias são
cerâmicas decoradas com desenhos vermelhos pintados sobre
um fundo branco ou, ainda, com desenhos feitos na própria
argila, chamada de cerâmica aristé. Foram encontrados, próximo
a estas urnas, vários pedaços de vasos decorados, como se
os mortos tivessem sido enterrados ao lado de oferendas.-
Observem na figura 5, alguns exemplos de urnas funerárias.

Figura 5 U rnas fu n erá ria s

Os estudiosos acreditam que, ao enterrarem seus entes


queridos nestes locais, estes grupos humanos pretendiam que,
apesar de mortos, permanecessem presentes em suas vidas, só
C u ltu a v a m : home­
que agora na condição de seus ancestrais. nageavam seus entes
querid os (ancestrais)
Esta presença seria facilitada pela fácil visibilidade de
após a morte d estes
seus ancestrais. Ou seja, já que as estruturas megalíticas eram como d ivind a d e s.
facilmente avistadas, pois estavam sobre montanhas, seus
ancestrais também estariam sempre visíveis. Acredita-se que
estes grupos humanos cultuavam seus ancestrais.
I___________ ___________________
Outra utilidade era de observatorio. Ou seja, estes
Megalíticos eram utilizados para observar o sol e identificar
o início da época de chuvas na região. Mas como isso era
r
Solstício: chama- possível? E que, entre os Megalíticos construídos por estes
-se de solstício às grupos humanos, os estudiosos encontraram três rochas que,
posições em que a relacionadas com as posições do Sol, indicam o início da época
Terra se encontra nos de chuvas nesta região da Amazônia.
dias 22 de junho e 22
----------------------------------------------------------------- 7
de dezembro, estes A primeira é um fino monólito. Este, durante o solstício de
dias e a hora exatos
dezembro, fica alinhado com a trajetória do Sol ao longo do dia.
variam de um ano
para outro. No mês
Desta maneira, quando o Sol nasce aparece no alto da rocha
de dezembro, devido e, com o decorrer das horas, vai descendo até desaparecer na
à inclinação do eixo parte de baixo da rocha, como pode ser observado na figura 6.
terrestre o hemisfério
sul recebe mais luz A segunda é uma rocha inclinada. Esta, durante o solstício
solar, marcando assim de dezembro, fica alinhada com o Sol. Neste momento, e apenas
o início do verão
neste momento, esta rocha inclinada fica sem sombras em suas
neste hemisfério,
c o n se q u e n te m e n te
laterais, como pode ser observado na figura 7.
o início do inverno
no hemisfério norte.
A terceira são dois blocos. Estes, durante o solstício de
Desta forma, através dezembro, ficam alinhados com o nascer do Sol, que surge por
dos Megalíticos trás das pedras, como pode ser observado na figura 8.
os povos sabiam
identificar o início ou Hoje em dia, sabe-se que quando ocorre este fenômeno,
não do período das indicado pelo posicionamento do Sol, é a época do ano que começa
chuvas.
o período de chuvas e, como afirmou um destes estudiosos, "os
índios deviam saber disso". Desta maneira, pode-se acreditar
que estes povos eram portadores de um conhecimento sobre o
céu e o regime de chuvas na Amazônia.

Figura 6 Trajetória do Sol segue a inclinação do b loco de rocha


Figura 7
Foto: Mariana Cabral e João Saldanha M o nó li to sem som bras laterais

Figura 8 M o n ó lit o s a lin h a d o s c o m o n a sc e r d o S o l

3D
3
o
to
o
ia
o

JO
Q
u

Ö
o
A tiv id a d e s

Nesse sexto capítulo, conhecemos um pouco sobre os


Megalíticos. Aprendemos que entre todas as marcas deixadas pelos
povos amazônicos de antes da chegada dos europeus, os Megalíticos
nos fornecem importantes informações sobre o conhecimento que
alguns destes grupos humanos possuíam sobre o céu e o ambiente
amazônico.
Agora, vamos desenvolver algumas atividades para melhor
fixar algumas informações e refletir sobre o conteúdo desse sexto
capítulo. Para isso, leia as atividades e as responda em seu caderno.
1) DiSÊyfiid© ® Capítulo:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente as questões,


depois deve pesquisar no texto do capítulo para encontrar as respostas e,
por último, escrever em seu caderno as respostas que julgar corretas.

a) 0 que são os Megalíticos?

b) Comente sobre o formato dos Megalíticos.

c) Comente sobre o tamanho dos Megalíticos.

d) Comente sobre os primeiros Megalíticos encontrados.

e) Qual a localização dos Megalíticos?

f) 0 que foi necessário para a construção dos Megalíticos?

9) Em relação aos povos que construíram os Megalíticos, comente sobre seus rituais
religiosos.

b) Em relação aos povos que construíram os Megalíticos, comente sobre sua habilidade
artística.

0 Em relação aos povos que construíram os Megalíticos, comente sobre seus conheci­
mentos sobre o céu e o regime de chuvas.
%) Refletindo s@fer®

Nessa atividade, primeiro você deve observar atentamente as


imagens, depois deve ler as questões e, por último, escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.

i mm c a g e m 1
3) Refletindo sobre Textos?

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo


que é parte de um livro escrito pelos arqueólogos Mariana Cabral e João
Saldanha do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do
Amapá. Depois deve ler as questões e pesquisar no texto para encontrar
as respostas. Por último, deve escrever em seu caderno as respostas que
julgar corretas.
■>
Nossas pesquisas recentes em sítios megalíticos mostram que as
rochas foram posicionadas no solo com muito cuidado e maestria, apesar
do imenso tamanho e do peso de algumas delas. Para isso, foi necessária a
coesão de muitas pessoas, um esforço coletivo para criar um espaço onde
várias cerimônias seriam realizadas. Provavelmente, havia uma liderança
forte por trás de tudo isso, capaz de reunir um grupo e convencê-lo de que
o esforço valia a pena. (...)
As escavações nos sítios megalíticos mostram que eles não foram
usados apenas como cemitérios. Há vasos cerâmicos colocados como
oferendas por toda a estrutura. (...)
Havia, com certeza, um controle sobre o uso daquele espaço, regras
a serem seguidas e, provavelmente, algumas datas reservadas para
celebrações. (...)
Ainda há poucas informações sobre as pessoas que construíram
esses fascinantes monumentos. O que se conhece são alguns fragmentos
de seus rituais, a importância da morte e dos ancestrais, dos animais e de
ciclos naturais, como o do sol. O potencial artístico, a produção refinada
de cerâmica e a capacidade de agrupar pessoas para a construção de
monumentos especiais são reconhecidas, até o momento, como algumas
de suas virtudes. "Embora tivessem vivido nessa região por mais de quinze
séculos e de terem passado por diversas transformações, ainda há muitos
detalhes do seu cotidiano por descobrir."

a) Como foram construídas as Estruturas Megalíticas?

b) Quais as utilidades das Estruturas Megalíticas?

c) Comente sobre os grupos humanos que construíram as Estruturas Megalíticas.


Refletindo ® Presente:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo


que é parte de um artigo escrito pelos arqueólogos Mariana Cabral e João
Saldanha. Depois deve ler a questão colocada e redigir em seu caderno o
texto solicitado. Por último, sob a coordenação do professor, deve participar
de um diálogo em sala de aula sobre o tema redigido.

Em 2 006 Desde 2006, pudemos


realizar escavações em
área ampla em uma gran­
de Estrutura Megalítica e
pequenos cortes em outras
Estruturas. Os resultados,
oriundos hoje dos trabalhos
de campo e de laboratório,
trazem algumas questões
interessantes. As Estrutu­
ras Megalíticas haviam sido
caracterizadas anterior­
mente como áreas bastante
remexidas, e as inclinações
dos blocos vistas como al­
Figura A) Sítio arqueológico AP-CA-2, década de 1920, registro de
terações pós-deposicionais
Nimuendaju (2004),. Figura B) Mesma estrutura, em 2006.
(MEGGERS; EVANS, 1957;
NIMUENDAJU, 2004; NEVES, 2004). No entanto, nossa interpretação hoje
sobre muitos dos blocos inclinados é que suas posições não são apenas as
originais como também são cuidadosamente intencionais. Os registros foto­
gráficos de Nimuendaju sobre alguns conjuntos Megalíticos (NIMUENDAJU,
2004; LINNÉ, 1928) contribuíram para pensarmos isto, já que fotos recentes
dos mesmos sítios mostram que os blocos, passados quase 90 anos, seguem
na mesma posição (como demonstram as figuras acima). (...). Estes indícios
apontam para uma melhor preservação deste tipo de estrutura do que pensa­
do anteriormente.
V /

a) Redija um texto sobre o estado de conservação dos Megalíticos.


Capítulo
s lesos

Olá, caro leitor!


Nesse sétimo capítulo, vamos conhecer um pouco sobre os Tesos.
Os Tesos, entre as marcas deixadas pelos povos que habitaram a Região
Amazônica antes da chegada dos europeus, fornecem-nos importantes
informações sobre o conhecimento que alguns destes grupos humanos
possuíam sobre os rios e o ambiente amazônico.
Então, vamos conhecer um pouco sobre os Tesos, sobre suas origens,
sobre suas localizações e sobre sua importância.

T e s o s d o s B ic h o s
Foto: Maurício de Paiva e Monica Canejo
A origem dos Tesos
Os Tesos são aterros artificiais que foram construídos
por grupos humanos que habitaram a Ilha do Marajó antes
da chegada dos europeus. Estes Tesos, sobre os quais eram
construídas suas habitações, permitiam-lhes permanecer fora
do alcance das águas durante o período de cheias que ocorrem
na região dos campos alagáveis da ilha. Observe na figura 1,
uma representação de Teso.

Figura 1 Rep resentação de Teso

A Ilha do Marajó, segundo os estudiosos, é habitada por


grupos humanos há pelo menos 3.500 anos. Acredita-se que,
entre 3.500 e 3.000 anos atrás, suas primeiras populações
habitavam pequenas vilas e viviam da caça, da pesca, da coleta
e, muito provavelmente, da cultura da mandioca.
Estes primeiros habitantes, entre 3.500 e 2.000 anos atrás,
enfrentaram grandes dificuldades em decorrência do clima da
ilha. Primeiro, porque de fevereiro a maio a ilha recebia muitas
chuvas que provocavam grandes inundações. Segundo, porque
de agosto a dezembro a ilha recebia quase nenhuma chuva e
um sol queimante que tornava a terra seca e estéril. Observe
nas figuras 2 e 3 que estas inundações e secas ainda ocorrem
nos dias de hoje.
Diante das dificuldades e observando o funcionamento do
ambiente da ilha, estes grupos humanos concluíram que a água
precisa ser controlada. Pois observaram, ao longo do tempo
que, com as inundações, os peixes saíam do leito dos rios e
se espalhavam pelos campos alagados para se reproduzirem.
Depois procuravam voltar aos rios. Mas, centenas de milhares
Figura 2 P e río d o d e in u n d a ç õ e s

destes peixes não conseguiam retornar aos rios. E, com a


chegada do período da seca, ficavam presos em igarapés e
lagos que secavam no verão. Aos olhos destes grupos humanos
era um desperdício de alimentos. Desta maneira, passaram a
m anejar conscientemente o ambiente e melhor aproveitar seu
bem mais precioso, a água. Construíram lagos e Tesos.
A construção dos lagos ocorreu com a retirada de terra
e o erguim ento de barragens para represar as águas dos rios
durante as inundações. Estes lagos serviam para manter vivos
os peixes que não conseguiam retornar aos rios durante o
período de seca. Assim, estes grupos humanos garantiam o
fornecimento de água e uma parte dos alimentos necessários
para sua sobrevivência durante a seca.
A construção dos Tesos garantiram lugares secos e seguros.
Estes Tesos eram grandes plataformas construídas próximo dos
rios e lagos onde havia certa abundância de alimentos. Foram
sobre estes montes de terras, retiradas para a construção dos
lagos, que se ergueram suas habitações e locais para festas
e cerimônias. Observe na figura 4, uma representação da
construção destes Tesos.

Figura 4 Representação de Tesos e lagos

Acima, a seta vermelha aponta para um lago e a amarela


para o Teso.

A localização dos Tesos


Localizavam-se na parte leste da Ilha do Marajó, numa
área de extensos campos naturais, alagados durante boa parte
do ano, ao redor do lago Arari. Geralmente estão erguidos nas
margens dos rios que drenam esses campos. Observe na figura
5, um mapa com as localizações de alguns Tesos.
Adaptado de Denise Schaan e W agner Silva (2004)

As u tilid a d e s e os tipos de Tesos


E lite : d esigna o g ru p o
Os Tesos encontrados na Ilha do Marajó possuíam em lo ca liza d o em uma
comum a grande utilidade de manter as populações que os camada h ie rá rq uic a
ergueram protegidas das inundações. su p e rio r d entre os
povos que habitavam
Todavia, existiam diferenças entre os Tesos. E a principal os Tesos.
diferença é que uns poucos Tesos eram locais de moradia de
uma elite e outros tantos Tesos eram locais de moradia das
pessoas comuns. Po lic rô m ic a : é a
cerâmica com notável
Mas quais as diferenças entre estes dois tipos de Tesos? riq u e za de decoração,
com plexidad e de
Os Tesos da elite eram maiores. Alguns alcançavam m otivos, uso de cores
mais de 200 metros de comprimento e 10 metros de altura. (verm elha, branca
Nestes foram encontrados estruturas domésticas e funerárias. e preta) e técnicas

Neste caso, a cerâmica encontrada estava relacionada com as va ria d a s, como


modelagem, incisão e
atividades domésticas e com as atividades funerárias e, por
excisão (cortar).
isso, eram mais sofisticadas.
Desta maneira, podemos citar entre os objetos encontrados
uma cerâmica decorada que era utilizada em rituais e festas.
Esta cerâmica era policrômica nas cores vermelho, preto e
Inc iso : d iz respeito branco. Era ricamente decorada, com desenhos pintados ou
a um corte alongado em incisos. Possuíam, também, apliques em alto relevo com
fe ito com instrumento representações de homens e de animais. As maiores peças de
cortante afiado.
cerâmica encontradas eram urnas que serviam para enterrar
seus mortos. Encontraram, também, fogões de argila queimada
e residências com pisos preparados. Esses Tesos, geralmente
estavam mais próximos dos maiores lagos, o que faz os
estudiosos acreditarem que a elite exercia um controle sobre o
manejo dos recursos. Observem na figura 6, alguns exemplos
desta cerâmica.
Rep resen tação de
F ig u r a 6 C erâm ica M a ra jo a ra C e r â m ic a M a r a j o a r a

Os Tesos das pessoas comuns eram menores. Neste caso,


rnediam de 10 a 70 metros de comprimento e com 5 metros
de altura. Nestes foram encontradas somente estruturas
domésticas. Aqui, a cerâmica encontrada estava relacionada
apenas com as atividades domésticas e era mais simples. Desta
maneira, podemos citar entre os objetos encontrados uma
cerâmica que raramente era decorada.
II A tiv id a d e s

Nesse sétimo capítulo, conhecemos um pouco sobre os Tesos.


Aprendem os que entre todas as marcas deixadas pelos povos
am azônicos de antes da chegada dos europeus, os Tesos nos fornecem
importantes informações sobre o conhecimento que alguns destes
grupos humanos possuíam sobre os rios e o ambiente amazônico.
Agora, vamos desenvolver algumas atividades para melhor
fixar algumas informações e refletir sobre o conteúdo desse sétimo
capítulo. Para isso, leia as atividades e as responda em seu caderno.

\
\
1) Discutindo ® Capítulo

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente as questões,


depois deve pesquisar no texto do capítulo para encontrar as respostas e,
por último, escrever em seu caderno as respostas que julgar corretas.

a) 0 que são os Tesos?

b) Onde estão localizados os Tesos?

c) Como viviam os primeiros habitantes da Ilha do Marajó?

d) Quais as condiçães ambientais enfrentadas pelos primeiros habitantes da Ilha do


Marajó?

e) 0 que observaram os primeiros habitantes da Ilha do Marajó sobre as condiçães


ambientais enfrentadas?

f) 0 que fizeram os primeiros habitantes da Ilha do Marajó diante das condiçães am bi­
entais enfrentadas?

g) Comente sobre as diferenças entre os Tesos habitados por indivíduos comuns e por
indivíduos da elite.
t) Refletindo s@fere Im agens:

Nessa atividade, primeiro você deve observar atentamente as


imagens, depois deve ler as questões e, por último, escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.

Imagem 1
Foto: PARATUR

Im agem 2
Foto: Alexandre Lima-Soure Notícias

a) Descreva a paisagem em destaque na imagem 1.

b) Descreva a paisagem em destaque na imagem 2.

c) Comente sobre a relação destas duas paisagens com os Tesos.


3) Refleti nd© s@fer® Textos

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto


abaixo que é parte de um livro escrito pela arqueóloga Denise Schaan da
Universidade Federal do Pará. Depois deve ler as questões e pesquisar
no texto para encontrar as respostas. Por último, deve escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.
"A localização dos aterros (Tesos), próximo a lagos e cabeceiras de
rios é bastante sugestiva sobre os tipos de recursos que eram lá explorados
(...). Estas são áreas de alta produtividade de recursos aquáticos que hoje
são manejados e explorados pelas populações nativas locais. (...)
Observando práticas atuais de manejo, é possível propor a hipótese
de que populações pré-coloniais teriam migrado sazonalmente para estas
áreas de concentração de recursos aquáticos, onde poderiam aum entar a
produção de alimentos usando técnicas simples tais como a de envenenar
pequenos lagos, e encurralar peixes em rios secundários, utilizando cercas
removíveis e redes de pesca. Um meio mais complexo para manejo de
recursos, no entanto, seria a escavação de lagos artificiais que poderiam
reter quantidades massivas de peixes durante a maré baixa e meses sem
chuvas. (...)
Portanto, (...) parece razoável supor que as populações Marajoaras
teriam desenvolvido uma economia baseada na exploração intensiva de
recursos aquáticos, em vez de agricultura. (...)"

a) Por que os Tesos estão localizados próximos de lagos e rios?

b) Quais os recursos utilizados para aumentar a produção de alimentos?

c) Explique a expressão “ exploração intensiva de recursos aquáticos” .


4) Refletindo s®fere © [Presente:
'

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo


que é parte de um artigo escrito pela arqueóloga Denise Pahl Schaan. Depois
deve ler a questão colocada e redigir em seu caderno o texto solicitado. Por
último, sob a coordenação do professor, deve participar de um diálogo em
sala de aula sobre o tema redigido.

 G ra n d e Ilha da Foz do Rio-M ar

Foi somente na metade do século XIX que o Brasil e o mundo começaram


a tomar conhecimento da riqueza arqueológica que jazia nos Tesos da Ilha do
Marajó. (...). Desde então, dezenas de Tesos, contendo preciosa informação
sobre a vida dos antigos donos da Ilha foram saqueados e destruídos na
busca pela bela cerâmica Marajoara. Sabe-se que as coleções de cerâmica
hoje em museus na Europa, Estados Unidos e Brasil são apenas uma pequena
amostra do que foi retirado e que se encontra em coleções particulares,
longe do alcance dos estudiosos e do público.
As vasilhas e objetos de cerâmica retirados dos Tesos ao longo dos
anos constituem-se em peças de um quebra-cabeças cujas partes principais
estão irremediavelmente perdidas - seja pela destruição causada pelas
intempéries, pelos animais ou pelo saque indiscriminado. Aos poucos, no
entanto, os arqueólogos tentam colocar as poucas peças que restam sobre
a mesa e encher os espaços vazios com possibilidades, comparações e
hipóteses. (...)
Nesse sentido, a arqueologia pode contribuir significativamente, não
apenas contando a história do passado, mas utilizando-se desse passado para
refletir criticamente sobre o presente e ajudar a planejar o futuro. Espera-se
que a cerâmica indígena pré-histórica não seja apenas admirada pelas suas
qualidades estéticas, mas que proporcione a ligação tão necessária entre
os povos do presente e sua origem, ajudando a construir uma identidade
social e cultural que pode, efetivamente, melhorar e transformar a vida das
populações amazônicas atuais.

a) Redija um texto sobre a relação entre Tesos e Cerâmica Marajoara.


lapítulo

n
Olá, caro leitor!

Nesse oitavo capítulo, vamos conhecer um pouco sobre a Arte Rupestre


na Amazônia.
A Arte Rupestre, entre as marcas deixadas pelos povos que habitaram a
Região Amazônica antes da chegada dos europeus, fornece-nos importantes
informações sobre o conhecimento que alguns desses grupos humanos
possuíam sobre o mundo que os cercava e também sobre algumas de suas
necessidades.
Então, vamos conhecer um pouco sobre as Artes Rupestres, sobre
suas origens, sobre suas localizações e sobre sua importância.

Serra da Lua - Monte A legre


Foto: Luis Otávio Airoza

J
As origens e características da A rte Rupestre ;oj|
A expressão Arte Rupestre é uma denominação dada ao
conjunto dos desenhos encontrados sobre a superfície de rochas.
Estes desenhos foram elaborados através de duas técnicas:
uma é a pintura e a outra é a gravura. Observem na figura 1,
dois exemplos de desenhos que demonstram a diferença entre
pintura e gravura rupestres.

Figura 1 Pintura Rupestre G ra v u ra Rupestre

Essa Arte Rupestre, composta por pinturas e gravuras, foi


elaborada por grupos humanos que habitaram a região muito
antes da chegada dos europeus. Acredita-se que começaram
a surgir há 11.200 anos. De modo geral, estão localizadas em
paredes no interior de cavernas, em paredões de rochas a céu
aberto e em rochas do leito de rios.

A localização da Arfe Rupestre


A Região Amazônica possui mais de 300 sítios arqueológicos
conhecidos com a presença de Arte Rupestre. Todavia, a maioria
absoluta destes sítios ainda não foi devidamente estudada. Em
relação as suas localizações, os estudiosos nos fornecem bons
exemplos de Arte Rupestre nos estados do Amazonas, Pará e
Roraima.
No estado do Amazonas encontraram uma Arte Rupestre
subaquática. Ou seja, os estudiosos encontraram desenhos
afixados em rochas submersas na região do encontro das águas
dos rios Solimões e Negro, próximo à cidade de Manaus.
Mas como foram encontrados estes desenhos? É que,
devido a uma grande seca na Região Amazônica, o nível das
águas dos rios desceu e deixou estes desenhos rupestres à
mostra permitindo que fossem encontrados e, antes que as
águas voltassem a subir, fossem estudados. Observe na figura
2, um exemplo dessas gravuras.
Figura 2 Gravura Rupestre

Os estudiosos encontraram imagens de rostos humanos e


marcas sobre uma rocha arenítica e os dividiram em dois tipos
de desenhos.
Um primeiro tipo de desenho são rostos humanos
formados por perfurações na pedra, como você já observou na
figura 2. Em relação à forma como foram produzidos, existem
duas possíveis explicações. Numa primeira explicação, estes
desenhos teriam sido produzidos por ferramentas de metais e,
neste caso, pertencem a um período posterior à chegada dos
europeus. Numa segunda explicação, teriam sido produzidos
por ferramentas de pedra bem afiada e, neste caso, pertencem
a um período anterior à chegada dos europeus. Esta segunda
possibilidade é reforçada pelo fato de que, neste mesmo lugar,
os índios afiavam ferramentas de pedra como facas e lanças.
Um segundo tipo de desenho são rostos mais arredondados
e que possuem entre 3.000 e 7.000 anos de idade. Nesta época,
dizem os estudiosos, as secas eram maiores e mais prolongadas
o que teria permitido produção destes desenhos em rochas que,
atualmente, permanecem mais tempo submersas.
O Pará é o estado amazônico que possui a maior área de
concentração de sítios arqueológicos com Arte Rupestre. Entre
seus 111 sítios conhecidos, destacam-se os localizados nos
municípios de Monte Alegre, Alenquer e no Rio Trombetas.
____
Em Monte Alegre há uma grande concentração de Arte
A m a r e lo ocre: o ocre
Rupestre em várias de suas serras. Na Serra do Ererê foram
é uma variedade de
a rg ila colorida p e l°
encontrados desenhos rupestres na gruta Itatupaoca. Na Serra
ó xid o de fe rro , rica da Lua se destacam pinturas rupestres encontradas a céu aberto
em uma substância a exemplo da que representa um círculo de 1 metro de diâmetro
chamada hematita
com um núcleo"ãmãrélõocrete uma auréola periférica vermelha.
ocre vermelho) °u
Esta pintura inspirou a denominação de Serra da Lua. Na Serra
em limonita ( ° cre
amarelo). D iz-se da Paituna encontramos alguns dos sítios arqueológicos mais
da cor resultante importantes da região. Entre estes, destacam-se os da gruta
da combinação do da Pedra Pintada com vários painéis de pinturas rupestres e da
amarelo com o rosa e
Pedra do Pilão com um grande painel com magníficos exemplares
o preto em proporções
de Arte Rupestre. Observe nas figuras 3 e 4, um exemplo destes
adequadas.
desenhos.

Figura 3 Pintura Rupestre-Serra da Lua


Segundo uma estudiosa da Arte Rupestre de Monte Alegre,
estas pinturas pertencem a dois períodos distintos. No primeiro
período, e mais antigo, predomina nas pinturas a representação
de figuras de animais como aves, peixes e peixe-boi e de formas
geométricas. No segundo período, e mais recente, predomina
nas pinturas a representação de figuras humanas com cabeça,
tronco, membros e, em alguns casos, há a presença de traços do
rosto. Ainda neste último período, também há a representação
de animais e formas geométricas.
Em Alenquer, as figuras humanas estão pintadas com seus
traços essenciais sem apresentarem detalhes do corpo humano.
Todavia, como diz uma estudiosa, destaca-se pela composição
de uma cena em que figuras humanas aparecem uma ao lado
da outra de mãos entrelaçadas.
No rio Trombetas foram encontradas pinturas rupestres
em rochas submersas, como pode ser observado na figura 5.
Segundo os estudiosos, outros pontos da Amazônia podem
esconder, embaixo d'água, outros exemplos de Arte Rupestre.

Figura 5 G ravu ra Rupestre subm ersa


Foto: CEANS
Reservas indígenas:
No Estado de Roraima, nas reservas indígenaslde São
são áreas demarcadas
e protegidas pelo
Marcos e Raposa do Sol, concentram-se uma das maiores
governo para o uso coleções de Arte Rupestre do mundo. São pelo menos 55 sítios
pelos indígenas arqueológicos. Esta Arte Rupestre é formada tanto por pinturas
como por [inscrições de baixo-relevõ|. Em alguns destes sítios
arqueológicos, foram encontrados instrumentos de pedra com
aproximadamente 4.500 anos de idade.
0 significado e a importância da Arte Rupestre
Inscrições de baixo- As pinturas e gravuras rupestres possuíam um significado
-relevo: baixo-relevo
para os grupos humanos que as criaram. Segundo os estudiosos,
e alto-relevo suscitam
algumas dúvidas. A
transmitiam informações sociais e culturais de grande
diferença entre estes importância como, por exemplo, a demarcação de território.
termos tem a ver com
as características As pinturas e gravuras rupestres possuem uma importância
volumétricas da peça para a sociedade atual. Segundo os estudiosos, apresentam a
esculpida. Um baixo- possibilidade de informações sobre a vida e as práticas sociais e
-relevo é um relevo
ambientais dos primeiros habitantes da Região Amazônica.
cujas formas não
ultrapassam os limites A Arte Rupestre está em perigo
da visão frontal.
No alto-relevo, as A Arte Rupestre amazônica está em perigo. Suas pinturas
form as possuem uma e gravuras estão sendo destruídas. As causas desta destruição
t rid im e n s io n a lid a d e são naturais e humanas.
evidente, embora se
mantenham presas ao As causas naturais desta destruição são os cupins, os
bloco de fundo em
fungos, os vespeiros, as intempéries e quedas naturais.
alguns pontos, onde
as sombras ganham A causa humana desta destruição é a ignorância. A
realce de acordo com
ignorância no sentido de que as pessoas que visitam estes sítios
o movimento do ângulo
da iluminação
ignoram, ou seja, não sabem da importância que esta Arte
Rupestre possui para o conhecimento de nossos antepassados.
Esta ignorância leva as pessoas a realizarem pichações sobre
os desenhos, retirarem pedaços da rocha como lembrança,
utilizarem os desenhos como alvo de tiros e pedradas, e outras
formas de destruição.
A Arte Rupestre precisa de proteção. Precisa da proteção
dos governos municipais, estaduais e federais. Todavia, a maior
proteção necessária é aquela que você leitor pode dar. Converse
com seu professor e, juntos, descubram uma forma de ajudar a
proteger a Arte Rupestre amazônica.
A tiv id a d

Nesse oitavo capítulo, conhecem os um pouco sobre as


Pinturas Rupestres amazônicas. Aprendem os que entre todas as
m arcas deixadas pelos povos am azônicos de antes da chegada dos
europeus, a Arte Rupestre nos fornece importantes informações
sobre o conhecim ento que alguns destes grupos humanos possuíam
sobre o mundo que os cercava e sobre algumas de suas necessidades.
Agora, vamos desenvolver algumas atividades para melhor
fixar algum as informações e refletir sobre o conteúdo desse oitavo
capítulo. Para isso, leia as atividades e as responda em seu caderno.
1) Discutindo o Capítulo:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente as


questões, depois deve pesquisar no texto do capítulo para encontrar
as respostas e, por último, escrever em seu caderno as respostas que
julgar corretas.

a) 0 que é Arte Rupestre?

b) Como foi elaborada a Arte Rupestre amazônica?

c) Quando foi elaborada a Arte Rupestre amazônica?

d) Quais os estados da Região Amazônica com maior concentração de sítios


arqueológicos com Arte Rupestre?

e) ^omente sobre a Arte Rupestre subaquática encontrada no estado do Amazonas.

f) Em quais municípios paraenses há concentração de Arte Rupestre?

g) Comente sobre a Arte Rupestre encontrada em Monte Alegre no estado do Pará.

h) Comente sobre o significado e importância da Arte Rupestre.

i) Comente sobre o estado de conservação da Arte Rupestre amazônica.


Nessa atividade, primeiro você deve observar atentamente as
imagens, depois deve ler as questões e, por último, escrever em seu
caderno as respostas que julgar corretas.

I mm01g em 1
Foto: Luis Otávio Airoza
Foto: Akira Tanaka

a) Identifique o tipo de Arte Rupestre em destaque na imagem 1.

b) Identifique o tipo de Arte Rupestre em destaque na imagem 2.


c) Comente sobre a diferença entre os dois tipos de Arte Rupestre em destaque nas
imagens acima.
3) Refletindo sobre

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto abaixo


que é parte de um livro escrito pela arqueóloga Edithe Pereira do Museu
Paraense Emílio Goeldi. Depois deve ler as questões e pesquisar no texto
para encontrar as respostas. Por último, deve escrever em seu caderno as
respostas que julgar corretas.
Cj.ias 11 i ui. ■ ::■ ■ ■ ■ ■ -■ .■ ■■ ■ ■ : i ■ '. i -j i _'ij— ■■ . kx - t a-i -m, a . »■■■.■ i i í - i a=aa= = « = ■ - — r --- i . -■ ■ r -i-r - = s

"Em Roraima, os principais motivos que levaram ao salvamento


arqueológico nos sítios com Arte Rupestre foram a retirada de lâminas de
rocha pintada e a utilização das pinturas para a prática de tiro ao alvo,
principalmente no sítio Pedra Pintada. (...)
O sítio Pedra das Arraias, localizado dentro da faixa de servidão da linha
de transmissão Trama-Oeste, no Pará, foi parcialmente destruído pela retirada
intencional de lâminas de rocha contendo gravuras. Além disso, a utilização
do fogo para a eliminação da cobertura vegetal, na área de implantação
das torres de energia, provocou a desagregação de várias partes da rocha.
O trabalho de registro do sítio já foi feito, assim, como a identificação de
problemas de conservação e algumas propostas gerais para solucioná-los.
Em Monte Alegre, os sítios com pinturas rupestres são conhecidos e
visitados desde o século XIX. No entanto, a partir de 1996, quando a região
ficou mundialmente conhecida pela antiguidade dos seus sítios arqueológicos,
houve um enorme incremento no fluxo de visitantes interessados em ver de
perto pinturas rupestres feitas pelo homem há mais de onze mil anos. O
aumento no número de visitantes gerou, inicialmente, um turismo informal
mantido por alguns moradores da região. Posteriormente, empresas de
turismo passaram a incluir os sítios arqueológicos de Monte Alegre em seus
roteiros. A ausência de infraestrutura que permita a visitação pública com
segurança tanto para o turista quanto para os sítios, a total falta de controle
por parte das autoridades municipais e estaduais com relação ao acesso dos
turistas aos sítios e a ausência de guias capacitados são alguns aspectos
que têm contribuído para a destruição do patrimônio arqueológico daquela
região."

a) Quais as causas da destruição da Arte Rupestre amazônica?

b) Quais as causas da destruição da Arte Rupestre no sítio da Pedra das Araras?

c) Quais as causas da destruição da Arte Rupestre no município de Monte Alegre?


Refletindo s@fere © Presente:

Nessa atividade, primeiro você deve ler atentamente o texto


abaixo que é parte de um artigo escrito pelo historiador André Luiz
Rosa. Depois deve ler a questão colocada e redigir em seu caderno
o texto solicitado. Por último, sob a coordenação do professor, deve
participar de um diálogo em sala de aula sobre o tema redigido.

 A rte Rypestre na Região Amazônica


De todas as artes analisadas, tanto nesta abordagem, quanto nos
trabalhos empíricos dos arqueólogos e pesquisadores, a Região
Amazônica certamente é a arte que se apresenta com maior grau de
dificuldade em coletar informações. Seja pelo número reduzido de
pessoas destinadas ao árduo trabalho arqueológico, seja pelo avançado
estado de degradação que se encontram estes sítios arqueológicos.

(...)

Contudo vale destacar que muitos sítios e por extensão a Arte Rupestre
estão se exaurindo em virtude da ação depredatória do homem e da falta
de informação sobre a importância da preservação de nossa tradição
pré-histórica. É indispensável e isso se faz cada vez mais necessário
um trabalho de educação e de conscientização a todos que visitam ou
possuem algum contato com nossa Arte Rupestre. Construções estão
sendo realizadas sobre sítios arqueológicos e a especulação imobiliária
perece não ter fim e desta forma ao que parece caminhamos a passos
largos rumo ao fim das tradições que nos antecederam.
Este tipo de preservação nunca esteve nas pautas de nenhum governo
e desta forma torna o trabalho de todos aqueles envolvidos com a
História ou com a Pré-História de suma importância, pois só mediante
um árduo trabalho de conscientização (e porque não de visitação) a
esses locais que ainda preservam estas Artes é que poderemos alimentar
esperança de preservar nossa Arte Rupestre, que indiscutivelmente é
de um valor magnífico e que só quem está inserido neste contexto é
que sabe de sua importância.
V _____________________________________________ J

a) Redija um texto sobre o estado de conservação da Arte Rupestre na Amazônia.


R E F E R Ê N C IA S

A M A ZO N A S: Expedição vai passar dois meses na selva em busca de índios


isolados da Amazônia. In O Globo cidades on line. Disponível em < http://oglobo.
globo.com/cida d e s/m a t/2 0 0 9 /I 0 / 2 3 / expedição-vai-passar-dois-m eses-na-
selva-em-busca-de-indios-isolados-da-amazonia-7981 71 0 9 9 .a sp > publicado
em 23.1 0 .0 9 . Acesso em 30 de Setembro de 201 1.

BALÉE, W illia m . Biodiversidade e os índios Amazônicos. In A m a z ô n ia : E tn o lo g ia


e H is tó ria Ind íg ena . Edited by M. C. Cunha, pp. 3 8 5 -3 9 3 . São Paulo: N H II-U S P -
FAPESP, 1 9 9 3 .

______________ . “The Culture of Amazonian forests” in Resource Management in


Amazonia: indigenous and folk strategies. A d v a n c e s in E c o n o m ic B o ta n y vol.
7. Edited by W . Balée, pp. 1 -2 1 .New York: New York Botanical G arden, 1 9 8 9 .

____________ .Footprints o f the Forest . K a ’a p o r E th n o b o ta n y - th e H is to ric a l


E c o lo g y o f P la n t U tiliz a tio n by na A m a z o n ia n Peoble. New York: Columbia
university Press, 1 9 9 4 .

BANDEIRA, A. M.; PACHECO , Mirian Lisa Alves F.. A A r q u e o fa u n a d e v e rte b ra d o s


d o s a m b a q u i d o B a ca n g a -S ã o L u ís-M a ra n h ã o : á re a s de c a p ta ç ã o d e re cu rso s
e id e n tific a ç ã o p re lim in a r d o s tax a. C a n in d é . M A X /U FS, v. 1 0, p. 1 0 , 2 0 0 8 .

BANDEIRA, A. M. . A pesquisa arqueológica no sambaqui do Bacanga-São Luís/


Maranhão. In: I a Semana de Arqueologia do M AE-USP, 2 0 0 7 . A n a is d a I a
S e m an a d e A r q u e o lo g ia do M A E -U S P -S ã o P a u lo . São Paulo : M A E-USP. v. 1.
2007

______________ . A pesquisa arqueológica no sambaqui do Bacanga-São Luís/


Maranhão. In: Congresso da Sociedade de Arqueologia B ra sile ira , 2007,
Florianópolis. X V I A n a is d o C o n g re s so d a S o c ie d a d e d e A r q u e o lo g ia B ra s ile ira .
Florianópolis : SAB. v. 1 6. 2 0 0 7

______________ . Dados inéditos para a ocupação pré-histórica no litoral


maranhense: um estudo arqueológico sobre o sambaqui do Bacanga, São Luís-
MA. In: Encontro Internacional de Arqueologia Amazônica, 2 0 0 8 , Belém. A n a is
d o Encontro In te rn a cio n a l de A r q u e o lo g ia A m a z ô n ic a , 2 0 0 8 .

______________ . Escavação arqueológica e ocorrência cerâmica em níveis profundos


no sambaqui do Bacanga-São Luís-Maranhão. In: 4 ° W orkshop M A X/Petrobrá s
de Arqueologia de Xingó, 2 0 0 6 , Aracaju. Anais do 4 ° W orkshop M A X/Petrobrá s
de Arqueologia de Xingó. Aracaju : UFS, v. 4., 2 0 0 7 .

______________ . O povoamento da América visto a p a rtir dos sambaquis do Litoral


Equatorial Amazônico. In: II Simpósio Internacional O Povoamento das Américas,
2 0 0 6 , São Raimundo Nonato. A n a is d o II S im p ó s io In te r n a c io n a l O P o v o a m e n to
das A m é ric a s . São R a im u n d o N o n a to : FUM D HA M , 2 0 0 6 .______________ .
Restaurar ou reformar: a ausência de pesquisa arqueológica nas intervenções
restaurativas no Centro Histórico de São Luís.. In: 3 W orkshop Arqueológico do
Xingó, 2 0 0 4 , Aracaju. Anais do 3 Workshop Arqueológico do Xingó, 2 0 0 4 .
_____________ . U m p a n o ra m a sobre os reg istros rupestres no M a ra n h ã o .
Mneme (Caicó. Online), 2 0 0 6 .

BO O M ERT, A. “G ifts of the Amazons: “Greenstone” Pendants and Beads as Items


of Ceremonial Exchange in Amazonia”. A n tro p o lo g ic a 6 7 :3 3 -5 4 . 1987.

CABRAL, M. P.; SALDANHA, J. D. M. O Stonehenge da A m a z ô n ia : M e g a lític o s


n o A m a p á s ã o in d íc io s de um a p o p u la ç ã o p ré -co lo m b ia n a d e s a p a re cid a . In
Revista de H istória . Disponível em < www.revistadehistoria.com.br/ >. Acesso em
2 0 de fevereiro de 201 1.

_____________ . P ro je to de In v e s tig a ç ã o A r q u e o ló g ic a na Bacia do R io C alço e n e


e seu E n to rn o , AP. Macapá: IEPA. 28p., 200ó . Primeiro Relatório Semestral.

_____________ .P ro je to d e In v e s tig a ç ã o A r q u e o ló g ic a na Bacia do R io C alço en e


e seu E n to rn o , A P . Macapá: IEPA. 81 p., 2 0 0 7 . Segundo Relatório Semestral.

_______________ .Paisagens megalíticas na costa norte do Amapá. Revista de


A r q u e o lo g ia SA B ,v. 2 1 , n. 1, p. 3 -2 0 , 2 0 0 8 .

_____________ .O c u p a ç õ e s p ré -c o lo n ia is no Setor C oste iro A tlâ n tic o d o A m a p á .


EIAA, 2 0 1 0 .

CARNEIRO , Robert L. “The H istory of Ecological Interpretations of Amazonia: Does


Roosevelt Have it Right?,” in In d ig e n o u s P e o p le s an d the Future o f A m a z o n ia .
Edited by L. E. Sponsel, pp. 4 5 -7 0 . Tucson & London: The University of Arizona
Press., 1 9 9 5 .

CARVALHO, S ilv ia M. S. de.”0 Duplo Jacaré (a Cerâmica Marajoara)”.


P e rs p e c tiv a s 1:1 3 -3 4 , 1 9 7 5 .

C O IRO LLO , A.D. S a lv a m e n to A r q u e o ló g ic o no M u n ic íp io de C alçoen e. Belém:


M PEG , 1 9 9 6 .

C U N H A , Manuela Carneiro da (org.). H istó ria d os ín d io s no Brasil. São Paulo:


Companhia das letras — Secretaria Municipal de Cultura — FAPESP, 1 99 2.

D EBO ER, W a rre n R., K IN TIG H , keith, e RO STO KER, Arthur G.”ln Quest of Prehistoric
Am azonia”. L a tin A m e r ic a n A n t iq u it y 1 2 (3 ):3 2 6 -3 2 7 , 2 0 0 1 .

_______________ . “Ceramic Seriation and Settlement Reoccupation in Lowland South


America”. L a tin A m e r ic a n A n t iq u it y 7 :2 6 3 -2 7 8 ., 1996.

D EN EVA N, W illia m . “ T h e A b o r ig in a l P o p u la tio n o f A m a z o n ia ,” in The N a tiv e


P o p u la t io n s o f th e A m e r ic a s b e fo re 1492. Edited by W . Denevan. Madison:
U n ive rsity of W inscosin Press. 1 9 7 6 .

_____________ . C u ltiv a te d L a n d s c a p e s o f N a tiv e A m a z o n ia an d the Andes:


T riu m p h o v e r th e S o il. O xfo rd Geographical and Environmental studies. Oxford,
U K New York: O xfo rd University Press., 2 0 0 1 .

DERBY, O rv ille . A Ilha de M arajó. R e v ista d o Instituto H istórico, G eog ráfico,


E t h n o g r á fic o d o P a rá 2 :1 6 3 -7 3 , 1 8 9 8 .
______________ . The Artificial Mounds of the Island of Marajo. A m e r ic a n N a tu ra lis t
1 3 :2 2 4 -2 2 9 , 18 79.

FARABEE, W illia m Curtis. Explorations at the Mouth of the Amazon. M u s e u m


J o u r n a l 1 2 :1 4 2-161, 1921

FAUSTO , Carlos. O s ín d io s antes d o Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2 0 0 0 .

FERREIRA PENNA, Domingos Soares. Apontamentos sobre os cerâmios do Pará.


A r c h iv o s d o M u s e u N a c io n a l do R io de Ja n e iro , 2 :4 7 -6 7 , 1 8 7 7 .

____________ . ín d io s de M a ra jó . Archivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro


6:1 0 8 -1 15, 18 85.

FIGUEIREDO, Napoleão, SIM Õ ES, Mário F.. Contribuição à Arqueologia da Fase


Marajoara. R evista do M u se u P a u lista N.S. 1 4 :4 5 5 -6 5 ., 1 9 6 3 .

FORLINE, Luiz; M URRIETA, Rui; VIEIRA, Ima Célia G.. (Org.). A m a z ô n ia A lé m d o s


5 0 0 a n o s. 1 ed. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 2 0 0 6 .

FURTADO, Lourdes Gonçalves. Origens pluriétnicas no cotidiano da pesca na


Amazônia: contribuições para projeto de estudo pluridisciplinar. In B o i. M u s .
Para. E m ílio G o e ld i. Ciências Humanas, Belém, v. 1, n. 2, p. 1 59 -1 7 2 , maio-ago.
2006.

GOELDI, E. Excavações Archeologicas em 1 8 9 5 . 1 a parte: As Cavernas funerárias


atificiaes dos índios hoje extinctos no rio Cunany (Goanany) e sua cerâmica.
M e m ó r ia s d o M u s e u G o e ld i, 1 90 5.

G UAPINDAIA, V. R e la tó rio de V ia g e m à M a c a p á e C a lç o e n e . Belém: Museu


Paraense Emilio Goeldi, 1 997.Relatório.

HECKENBERGER, Michael J. “O f Lost Civilizations and Prim itive Trib e s, Amazonia:


Reply to Meggers”. Latin A m e ric a n A n tiq u ity 1 2 (3 ):3 2 8 -3 3 3 ., 2 0 0 1 .

______________ . “O enigma das Grandes Cidades. Corpo Privado e Estado na


Amazônia,” in A O u tra M a rg e m do O cid e n te (B rasil 5 0 0 a n o s : E x p e r iê n c ia e
D estin o). Edited by A. Novaes, pp. 1 2 5 -5 2 . São Paulo: Cia. das Letras. 1 9 9 9 .

HILBERT, K. O r g a n iz a ç ã o e uso d o Esp aço de G ru p o s C a ç a d o r e s - C o le t o r e s


P ré h istó ric o s na G ru ta do G a v iã o , Serra de C a ra já s ( P A ) . Porto Alegre:
Relatório, PUC/Rio Grande do Sul, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.
1 9 9 3 .Relatório.

HILBERT, Peter Paul. C o n trib u içã o à A r q u e o lo g ia d a Ilh a d e M a r a j ó . O s T e so s


M a r a jo a ra s d o a lto C a m u tin s e a A tu a l S itu a çã o d a Ilh a d o P a c o v a l, n o A r a ri.
Instituto de Antropologia e Etnologia do Pará 5 :5 -3 2 ., 1 9 5 2 .

______________ . Contribuição à arqueologia do Amapá: Fase A risté . B o le tim do


M P E G . (Antropologia 1)., 1 95 7.

LIMA, Tânia Andrade. Cerâmica Indígena Bra sile ira . In S u m a E tn o ló g ic a


B ra s ile ira , vol. 2 Tecnologia Indígena. Edited by B. G. Ribeiro, pp. 1 7 3 -2 2 9 .
Petrópolis: Vozes/ Finep., 1 9 8 6 .
LIM A, H. N. et al. P e d o g e n e sis and p re -C o lo m b ia n land use of “ Terra Preta
A n t h r o s o ls ” (“ In d ia n b la ck e a rth ” ) of Western A m a z o n ia . Geoderma 110,
pp.- 1—17, 2 0 0 2 .

LO PES, D. F. & HILBERT, K. S alv am en to a rq u e o ló g ic o em C arajás (PA) - PA-


A T -6 9 : G ru ta d o G a v iã o . Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 1989. Relatório
de pesquisa.

LO PES, D. F. & SILVEIRA, M. Estudos arqueológicos em Carajás: considerações


sobre a ocupação pré-cerâmica nas grutas da Serra Norte. Belém: Boletim do
M u s e u P a ra e n s e E m ílio G o e ld i, 1994.

Lui, G.H. & Molina, S.M.G. Ocupação humana e transformação das paisagens na
Amazônia b ra sile ira . A m a z ô n ic a , 20 09.

M A G A LH Ã ES, M. P. . A Gênese das Sociedades Amazônicas.. In: Luiz Forline; Rui


M u rrie ta ; Ima Célia G. Vieira. (Org.). A m a z ô n ia A lé m dos 500 anos. 1 ed.
Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 2 0 0 6 , v. , p. 1 09-1 23

______________ . Mudanças Antropogênicas e Evolução das Paisagens na Amazônia..


In: C a rlos G. Te rra ; Rubens de Andrade. (Org.). C o le çã o P a isa g e n s C ulturais. 1
ed. Rio de Janeiro: EBA Publicações, 2 0 0 8 , v. 2, p. 2 3 5 -2 4 8

_______________ . . O Homem das cavernas de Carajás. In TEIXEIRA, João Batista


G uim arães; B EISIEG EL, Vanderlei de Rui. (Org.). Carajás: g e o lo g ia e ocu p ação
h u m a n a .. 1 ed. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 2 0 0 6 , v. , p. 91 -1 26

_____________O te m p o a rq u e o ló g ic o . Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi.


Coleção Eduardo Galvão, 1 9 9 3 .

_____________ . O H o m e m d a s C a v e rn a s de Carajás: A n o 2002. Disponível em


< h ttp ://b ra silb ra sile iro .p ro .b r/a rq % 2 0 a m a z.p d f> . Acesso em 1 5 de Março de
201 1 .

M C EW A N , C O LIN , BARRETO, Cristiana e; EDUARDO NEVES. Editors. The


U n k n o w n A m a z o n . N a tu re in C u ltu re in A n c ie n t B razil. London: British Museum
Press. , 2 0 0 1 .

M EG G E R S, Betty J. A m a z ô n ia . A Ilu sã o de um Paraíso. Rio de Janeiro:


C ivilização B ra sile ira ., 1 9 7 7 .

M EG G E R S, Betty J. e, EVANS, C lifford . U m a Interpretação d as C ulturas da llh a


d e M a r a j ó . Instituto de Antropologia e Etnologia do Pará 7., 1954.

M EG G E R S, Betty J. e, J. DANO N. “Identification and Implications of a Hiatus in


the Archeological Sequence on M arajo Island, B ra zil”. Jo u rn a l o f W ashington
A c a d e m y o f S c ie n c e s 7 8 (3 ):2 4 5 -5 3 ., 1 9 88.

M IRA N D A , Avelino F. de. Indicadores regionais do planalto do Bonito relacionada


à implantação de grupos pré-históricos. In: A r q u iv o s do M u se u de História
N a t u r a l. Belo H orizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 1 9 8 1 /8 2 /8 4 ,
V. 6 / 7 , p. 6 9 - 7 9 .
MORAN, EMILIO F. “Disaggregating Amazonia. A Strategy fo r Understanding
Biological and Cultural Diversity,” in In d ig e n o u s P e o p le a n d the F u tu re of
A m a z o n ia . Edited by L. E. Sponsel, pp. 71 -9 5 . Tucson and London: The University
of Arizona Press., 1 9 9 5 .

____________ . T h ro u g h A m a z o n ia n Eyes. Iowa City: University of Iowa Press.


19 93.

M USEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI. Relatório Final do Projeto Carajás, Belém/


PA. 1988.

NATIONAL-G EOGRAPHIC, A m a z ô n ia Ano 1000, edição 122. Disponível


em < http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-1 2 2 /fo to s/
antigas-civilizacoes-am azonia-552895.shtm l?foto=4p>. Publicado em maio de
201 0. Acesso em 28 de setembro de 201 1.

NETO, Miranda. M a ra jó : D e s a fio d a A m a z ô n ia . Belém: Cejup, 1 9 9 3 .

NEVES, Eduardo Góes. A r q u e o lo g ia d a A m a z ô n ia . Rio de Janeiro: Jorge Zahar


Ed.2 0 0 6 .

____________ . V e rtíg io s d a A m a z ô n ia P ré - c o lo n ia l. Revista Scientific American


Brasil. Disponível em < h ttp ://p t.scrib d .com /d o c/59687433/V estig io s-d a -
Amazonia-Pre-Colonial-Scientific-American-Brasil > . Acesso em 0 3 de a b ril de
2012.

PARDI, M.L. & O.F.M. SILVEIRA. Amapá: Gestão do Patrimônio Arqueológico e


o Programa Estadual de Preservação. XIII C o n g re s s o d a S AB : a r q u e o lo g ia ,
p a trim ô n io e turism o. Campo Grande, M S: Ed. Oeste, 2 0 0 5 .

PEREIRA, Edithe, A rte rupestre na A m a z ô n ia — Pará. Belém: Museu Paraense


Emílio Goeldi, Ed. UNESP, 2 0 0 3

____________ . “ T e stim o n y in Stone: R ock A r t in the A m a z o n , ” in U n k n o w n


A m a z o n . C u ltu re in N a tu re in A n c ie n t B ra z il. Edited by C. McEwan, C. Barreto
and E. Neves. London: The British Museum Press., 2 0 0 1 .

______________ . Registros rupestres do Noroeste do Pará. R e v is ta d e A r q u e o lo g ia ,


São Paulo, n° 8, 1 9 4 3 . 3 2 1 -3 3 5 p.

PIVETTA, Marcos. A s p e d ra s d o sol: B lo c o s d e g ra n ito t a lh a d o s h á m il a n o s


no Am apá estão a lin h a d o s com a tra je tó ria do astro. Edição Impressa
186 - Agosto 2 0 1 1 . Disponível em < http://w w w .revistapesquisa2.fapesp.
b r/?a rt=4495& b d =l &pg = l & lg = > . Acesso em 21 de Novembro de 201 1.

______________ _ A cultura dos geoglifos. In R e v ista d a FA PE S P . Disponível em


< http://um aincertaantropologia.org/201 1 / 0 8 / 2 7 / a -c u ltu ra -d o s -g e o g lifo s-
fapesp/>. Publicado em 2 7 .0 8 .2 0 1 1. acesso em 1 5 de dezembro de 201 1.

PORRO, Antônio. O p o v o d a s á g u a s. E n s a io de e tn o -h is tó ria A m a z ô n ia . Rio


de Janeiro: Vozes, 1 9 9 5 .
_______________ . “Social Organization and Political Power in the Amazon Floodplain:
the Ethnohistorical Sources,” In A m a z o n ia n Indians from Preh istory to the
P re se n t: A n t h r o p o lo g ic a l Perspectives. Edited by A. C. Roosevelt, pp. 7 9 -9 4 .
Tucson: U nive rsity of Arizona Press, 1994.

PO SEY, D. A. e; W . BALÉE. Editors. “Resource Management in Amazonia: Indigenous


and Folk Stra te g ie s”. A d v a n c e s in Econ om ic Botany ,vol.7. New York: New York
Botanical G arden, 1 9 8 9 .

PO SEY, D.A. A prelim inary report on diversified management of tropical forest


by the Kayapó indians of the Brazilian Amazon. In: PRANCE, G.T, KALLUNKI,
J.A. E th n o b o ta n y in the N e o tro p ics. New York: New York Botanical Garden
(Advances in Economic Botany. Vol. 1 ), 1 9 8 4 , pp. 1 1 2-1 26.

_______________ . Manejo de floresta secundária, capoeiras, campos e cerrados


(Kayapó). In: RIBEIRO , B. Sum a E tn o ló g ica B rasileira, vol. 1, Etnobiologia.
Petrópolis: Vozes/FIN EP, pp. 1 7 3 -1 8 5 . 1986.

RA M BELLI, G ilson. A r q u e o lo g ia até d e b a ix o d ’a g u a. São Paulo: Ed. Maranta,


2002.

_____________ . A r q u e o lo g ia s u b a q u á tic a do V a le do R ib eira - SP. São Paulo:


Faculdade de Filo so fia , 2 0 0 3

RIBEIRO , Berta G. A r te In d íg e n a , L in g u a g e m V is u a l. Rio de Janeiro, Ed. Itatiaia,


1 9 8 9 . 1 8 6 p.

RIBEIRO , B. A Linguagem simbólica da cultural material. Introdução. In: RIBEIRO,


B. (Org.). S u m a e tn o ló g ic a b ra s ile ira . Petrópolis: Vozes; FINEP, 1987. p. 15-27.
V. 3: arte India.

RO O SEV ELT, A.C. Arqueologia da Amazônia. In: CUNHA, M. C. da. (org.) História
d o s ín d io s d o B ra s il. São Paulo: Ed. da Universidade São Paulo, 1 992a.

RO O SEV ELT, Anna C. “DeterminismoEcológicona InterpretaçãodoDesenvolvimento


Social Indígena da Amazônia, “ In O rig e n s, A d a p ta ç õ e s e D ive rsid ad e B iológica
d o H o m e m N a t iv o d a A m a z ô n ia . Edited by W. A. Neves, pp. 103-41. Belém,
PA: M P E G /C N P q /S C T/P R ., 1 9 9 1 .

_______________ . “Resource Management in Amazonia Before the Conquest: Beyond


Ethnographic Projection, “ In R e s o u rc e M a n a g e m e n t in A m a zo n ia : Indigenous
a n d F o lk S tra te g ie s , vol. 7 , Advances in Economic Botany. Edited by D. A. Posey
and W . Balée, pp. 3 0 -6 2 . New York: The New York Botanical Garden., 1989.

_______ ________ • “The Development of Prehistoric Complex Societies: Amazonia: a


Tropical Fo rest,” in C o m p le x P o litie s in the A n cie n t T rop ical W orld. Edited by L.
J. Lecero, pp. 1 3 -3 3 ., 1 9 9 9 .

_____________ . M o u n d b u ild e r s o f the A m a z o n : G e o p h y s ic a l A rch a e o lo g y on


M a r a j o I s la n d , B ra z il. San Diego: Academic Press., 1991.

___________. P a rm a n a : P re h is to ric M a iz e a n d M a n io c Subsistence A lo n g the


A m a z o n a n d O r in o c o . New York: Academic Press, 1 980.
ROOSEVELT, A., MACHADO, C. L , MICHAB, M., MERCIER, N., SILVEIRA, M. I.,
HANDERSON, A., SILVA, J., RESSE, D. S. Paleoindian Cave Dwellers in the Amazon:
the Peopling of the Americas. Science. 1 99 6, vol. 27 2 (1 9 april), p. 3 7 3 -3 8 4 .

ROOSEVELT, A. C. M o u n d b u ild e rs of the A m a zo n : g e o p h y s ic a l a rc h a e o lo g y


on M a ra jo Island, Brazil. San Diego: Academic Press, 1991.

Ranzi, A. Geoglifos — Patrimônio Cultural do Acre. In: Western Amazônia —


Amazônia Ocidental, R en v all Institute P u b lica tio n s, Helsinki (14 ):1 3 5 -1 7 2 ,
20 0 3

Ranzi, A. & Aguiar, R. Registro de g e o g lifo s na re g iã o A m a z ô n ic a — B rasil.


Munda, Coimbra (42):87-90, 2001.

Ranzi, A. & Aguiar, R. G e o g lifo s da A m a z ô n ia - Perspectiva A é re a . Faculdades


Energia, Florianópolis, 59 pp., 2004.

ROSA, André Luiz. Pré-História em questão: um breve e stu d o so b re a arte


rupestre em F lo ria n ó p o lis , no N ordeste e na re g iã o A m a z ô n ic a . São Paulo:
Grupo de Pesquisa Arqueologia Histórica da UNICAMP, 2 0 0 6 . Disponível em <
http://www.historiaehistoria.com.br > acessado em 20 de fevereiro de 201 2.

SALDANHA, J.D.M. & M. P. CABRAL. A s estruturas m e g a lític a s na Foz do


A m a z o n a s . Edição online, 2 0 08. Disponível em < http://www.crookscape.org/
te xtjun2008/te xtl ó.html> acessado em 23 de junho de 201 1.

SAN TO S, Odete. Amazônia — A u tiliza ç ã o de seus recu rsos n a tu ra is e a


su sten tab ilid a d e . I o. Ed. Belém: Editora Amazônia, 2 0 1 0 .

SCHAAN, Denise P. Cultura Marajoara: História e Iconografia. In R e sg a te da


C ultura M a te ria l e Iconográfico do Pará, vol. I - Arte Rupestre e Cerâmica.
Belém: Sebrae/MPEG., 1999.

______________. Estatuetas antropomorfas marajoara: o simbolismo de identidades


de gênero em uma sociedade complexa amazônica. B oletim d o M u s e u P a ra e n s e
E m ílio G o e ld i, Série Antropologia, Belém, v. 17, n. 2, p. 4 3 7 -7 7 , 2 0 0 1 .

______________. A ceramista, seu pote e sua tanga: identidade e papéis sociais em


um cacicado marajoara. Revista de A rq u e o lo g ia , v. 1 6, p. 31 -4 5 , 2 0 0 3 .

______________. The Camutins Chiefdom: Rise and Development of Complex


Societies on Marajó Island, Brazilian Amazon. Tese (Doutorado) — Universidade
de Pittsburgh, Pittsburgh, 2004.

______________ . De Tesos e Igaçabas, de índios e Portugueses: Arqueologia e.


História da Ilha de Marajó, Belém-Pa., 2 0 0 2

______________ . “Estatuetas Marajoara: o Simbolismo de Identidades de Gênero


em uma Sociedade Complexa Amazônica”. B oletim d o M u s e u P a ra e n s e E m ílio
G o e ld i. Série Antropologia 17(2):23-ó 3., 2 0 0 1 .

______________ . “Into the Labyrinths of Marajoara Pottery: Status and Cultural


Identity in an Amazonian Complex Society,” in The Unknown Amazon. N a tu re in
C u ltu re in A n cie n t Brazil. Edited by C. McEwan, C. Barreto and E.Neves, pp.
1 0 8 - 1 3 3 . Lo n d o n : British M u se u m Press., 2 0 0 1 .

_______________ . O s Dados Inéditos do Projeto Marajó (1 9 6 2 -1 9 6 5 ). Revista do


Museu de A r q u e o lo g ia e E tn o lo g ia , São Paulo 11: 141-1 64, 2001.

_______________ . Recent Investigations on Marajoara Culture, Marajó Island, Brazil.


A n t iq u it y , ( 7 4 ):4 6 9 -7 0 ., 2 0 0 0 .

_______________ . Evidência Arqueológica e Organização Social na Fase Marajoara.


E s tu d o s I b e r o - A m e r ic a n o s XXIII (1):97-1 14.; 1997.

_____________ . A L in g u a g e m Ico n o g rá fic o da C erâm ica M a ra jo a ra . Um Estudo


da A rte P ré - h is tó r ic a na Ilha de M a ra jó , B rasil (400-13 0 0 A D ). Coleção
A rqueologia n. 3. Porto Alegre: Edipucrs., 1 9 9 7 .

_____________ . M a r a jó : a r q u e o lo g ia , ic o n o g ra fia , h istoria e p a trim ô n io —textos


s e le c io n a d o s . Erechim, RS: H a bilis, 2 0 0 9 .

_______________ . M últip la s vozes, memórias e histórias: por uma gestão compartilhada


do patrim ônio arqueológico na Amazônia. In: R evista d o p a trim ô n io histórico e
a r t ís t ic o n a c io n a l. N° 3 3 , 2 0 0 7 .

_____________ . O s f ilh o s d a serpente: Rito, M ito e S u b sistê n cia nos C a cica d o s


d a f ilh a d e M a r a j ó . 2 0 0 7 .

_______________ . A ceramista seu pote e sua tanga: Identidade e significado em uma


comunidade M a ra jo a ra . In C o n g r e s s o d a S o c ie d a d e de A r q u e o lo g ia B rasileira
XII. S ã o P a u lo , 2 1 - 2 5 / 0 9 / 2 0 0 3 . Disponível em < http://www.sabnet.com.br/
re v is ta / a rtig o s / R A S _ l ó / l 4 5 5 -1 7 5 6 -1 -PB.pdf >. Acessado em 17/11 / 2 0 0 8

_____________ . A r e p re s e n ta ç ã o h u m a n a na arte M a ra jo a ra . Texto escrito para


a exposição M a ra jó : Retratos de Barro, Museu de Arte de Belém, 1 99 9

_____________ . A L in g u a g e m Ic o n o g rá fic o d a C e râ m ica M a ra jo a ra . Dissertação


(M estrado em história) Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Porto A le g re , 1 9 9 6 .

SC H A A N , Denise Pahl; SILVA, W agner Fernando da Veiga e. O povo das águas


e sua expansão te rrito ria l: uma abordagem regional de sociedades pré-coloniais
na ilha de M a ra jó . R E V IS T A DE A R Q U E O L O G I A , n 17 (13 -32) , 2 0 04.

SC H A A N , D., V. G U A PIN D A IA , W.F.D.V.E. SILVA & J.A. FONSECA JÚNIOR.


D ia g n ó s t ic o s o b r e o p o te n c ia l a r q u e o ló g ic o nas á re a s de in flu ê n c ia direta
e in d ir e t a d o e m p r e e n d im e n to . LT 138 K v - C a lç o e n e / O ip o q u e (AP). Belém:
M PEG , 2 0 0 5

SH A A N , Denise P., KERN , D irse C. e; FRAZÃO . Francisco J. “Variações em Padrões


de Assentamento em Dois Sítio s Arqueológicos na Ilha de Marajó: um Estudo
Comparativo em G eoarqueologia.”. XI C o n g re s s o d a S o cie d a d e de A rq u e o lo g ia
B r a s ile ir a , Rio de Janeiro, 2 0 0 1 .

SILVA, C a rlo s Augusto da. A d in â m ic a d o u so d a terra n os lo c a is o n d e há sítios


a r q u e o ló g ic o s : o c a s o d a c o m u n id a d e C a i N ’á g u a , M a n iq u ir i- Â M . Manaus:
UFA M , 2 0 1 0 .
SILVEIRA, Maura I. da. Estudos sobre estratégias de s u b sistê n cia de caçad ores
coletores pré-históricos do sítio G ruta do G a v iã o , C a ra já s /P A . Dissertação de
Mestrado, Universidade de São Paulo (USP), 1 995.

SILVEIRA, O.F.M. A p la n ície costeira do A m a p á : d in â m ic a de a m b ie n te costeiro


in flu e n c ia d o por g ra nd es fontes flu v ia is q u a tern árias. Belém: UFPA. 21 5p.,
1998.

SPO NSEL, Leslie; BARBOSA, Altair Sales. Historical Ecology of Amazonia. In.
A n d a rilh o s da C laridade: os prim eiros hab itan tes do cerrado. Goiânia,
Universidade católica de Goiás. ed. Indigenous, 2 0 0 2 .

SIMÕES, M. F . Salvamento Arqueológico em Carajás (PA). In: Carajás; d e sa fio


p o lítico ,e co ló g ico e desen volv im en to . São Paulo: CNPq/Brasiliense, 1 9 8 6 .

______________. As Pesquisas Arqueológicas no Museu Paraense Emílio Goeldi


(1970-1981). Supl-Acta A m a z ô n ic a 11 (1 ):149-1 65., 1981.

______________. Resultados Preliminares de uma Prospecção Arqueológica na


Região dos Rios Goiapi e Camará (Ilha de Marajó). In A ta s d o S im p ó s io sobre
a Biota A m a z ô n ic a , vol. 2, pp. 2 0 7 -2 4 . Belém: CNPq, 1 9 6 7 .

______________. “The Castanheiro Site: New Evidence on the Antiquity and History
of the Ananatuba Phase (Marajó Island, Bra zil)”. A m e ric a n A n tiq u ity 3 4 (4 ):4 0 2 -
4 1 0 , 1969.

SIM ÕES, Mário F .; COSTA, Fernanda Araujo. Áreas da Amazônia Legal Brasileira
para Pesquisa e Cadastro de Sítios Arqueológicos. Vol. 30. P u b lic a ç õ e s A v u ls a s
do M u se u G o e ld i. Belém: CNPq/ INPA/ MPEG, 1 9 7 8 .

SIM O NIAN, Ligia T. L.. G estão em ilh a de m uitos recursos, h is tó ria s e h ab itan tes:
e x p e riê n cia s na T ram b io ca - Barcarena-Pa. Belém: NAEA-UFPA, Projeto NAEA /
Fundação Ford, 20 04.

SM ITH, NIGEL J., J. T. W ILLIAM S, DONALD L. PLUCKNETT, AND JENNIFER TALBOT.


T rop ical Forests an d Their Crops. Ithaca and London: Comstock Publishing
Associates, 1 992.

Sociedades Pré-Históricas do Amazonas Brasileiro. In: B ra s il n as T h e R is e an d


F a ll o f the A m a z o n ia n C hiefd om s. L’Homme, 1 2 6 -1 2 8 , X X X III (2-4): 2 5 5 -2 8 2 .
1993.

UNESCO inicia processo para ativar tombamento dos geoglifos do Acre como
patrimônio da humanidade. In A g ê n c ia de N o tíc ia s d o A c re . Publicado:
03 de abril de 2 0 09. Disponível em < http://www.agencia.ac.gov.br/index.
php?option=com_content&task=view&id=7998&ltemid = 2 6 >
A S M A RC A S DA

Amazônia ANTIGA

ISBN978-85-64969-05-6

9 788564 969056