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Apontamentos de Direito Processual Civil Executivo

Estudos de Direito (Universidade Nova de Lisboa)

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Títulos, Palavras-Chave e
Deinições Rápidas
Soia Batista Linguíça nº004023
Faculdade de Direito da UNL – Ano Letivo 2017/2018

Segunda-Feira, 19 de fevereiro de 2018

Direito Processual Executivo: " O Xeque-mate" do


Direito Privado

Fronteira entre o executivo e a insolvência: qual


é a diferença?

o Uma execução é uma venda de bens para


pagamento a credores. A execução é singular,
dizendo respeito a uma única dívida e um único
credor. Apesar de poderem aparecer credores
privilegiados, ou seja, credores que possuem
garantias reais sobre os bens, que poderão
concorrer contra o exequente caso o bem dado
em garantia tenha sido penhorado para pagar a
dívida ao exequente, os credores comuns não
se podem imiscuir neste processo executivo
para satisfazer os seus créditos.

o Objetivo da insolvência é que todos os credores


vão à insolvência, para que se possa
estabelecer um plano de pagamentos de modo
a extinguir todas as dívidas. Na insolvência
nomeia-se num administrador de insolvência,
que pode tentar recuperar ou liquidar o negócio
e no im, se não houver recuperação, aquela
empresa vai ser liquidada/extinta. As pessoas
singulares também podem ser alvo de um
processo de insolvência. Todos os credores vão
à insolvência, e o objetivo é extinguir todas
essas dívidas.

o Lógica: na execução singular, o devedor ainda


NÃO está insolvente, tem património suiciente
para pagar a divida em questão, enquanto que
na insolvência é preciso que haja a veriicação
de uma série de requisitos, sendo que um dos
quais é o facto de o património do devedor não
ser suiciente para satisfazer as suas dívidas

o Credor: Exequente (Autor na ação declarativa)

o Devedor: Executado (Réu na ação declarativa)

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o O PEPEX permita que o credor peça a realização


de um relatório sobre os bens do devedor. O
PEPEX visa evitar a instauração de uma ação
executiva inútil, como por exemplo, se o
devedor não tem bens em seu nome.

SÓ SE PODE PENHORAR BENS DO EXECUTADO!!

Exemplo: Devedora Solidária- se a devedora solidária


não é executada, o seu salário NÃO pode ser
penhorado. É uma questão de direito de defesa. Se
uma pessoa não é executada, não pode ver o seu
património penhorado.

Convocações e Concursos: podem aparecer outros


credores que tem direitos sobre aqueles bens por
exemplo.

A Deinição de Acção Executiva

o O Processo executivo visa dar eicácia prática


ao direito de crédito que um credor tem sobre
um devedor. Só temos um crédito se a outra
pessoa ainda não cumpriu.

Fins da acção executiva (Artigo 10º nº4 a nº6 do


CPC)

1. Pagamento de quantia certa;


2. Entrega de coisa certa- pede-se ao executado
que se entregue determinado bem;
3. Prestação de um facto, quer positivo, quer
negativo.

o A Acção executiva serve para tornar eicaz o


cumprimento de determinada obrigação, não de
direitos reais. Só há execuções para pagar,
para entregar, não há execuções para cumprir o
direito de propriedade, por exemplo.

o A acção executiva começa no artigo 703º CPC


(do título executivo), e se andarmos uma página
mais para a frente, no artigo 724º o título 3 diz
"da execução para pagamento de quantia
certa), mas tem que existir um título executivo
por parte de um credor. (Artigo 724ºCPC- Artigo
858ºCPC).95% das execuções reconduzem-se a
este tipo de execuções.

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o Entrega de Coisa certa (859º-867º);

o Prestação de facto (868º877º).

Em relação a estas dois últimos tipos de execuções é


necessário fazer a seguinte ressalva: o sistema
jurídico dá uma opção ao credor, ou seja, se o devedor
continuar a NÃO cumprir a sua prestação, há um
primeiro momento em que se tenta realizar a
execução tomando em consideração o acordado
(execução para entrega de coisa certa ou execução
para prestação de facto) sendo que posteriormente é
dada a possibilidade ao credor de converter a
execução, determinando que a mesma seja cumprida
pecuniariamente.

o Prestação de facto: notiicar o devedor e dizer


que tem X tempo para prestar, se não izer,
posso liquidar o dano de o senhor não ter
realizado a prestação, ou mandar outra pessoa
fazer e mando-lhe a conta. Esta conversões são
conversões de último ratio.

1º Passo: Requerimento de Execução (626º CPC/724º


CPC) - não há diferença nenhuma, do ponto de vista
formal, a única diferença foi "dizer" que a fase
executiva não era um novo processo, e para dar uma
ideia de explicação, é o mesmo processo, apenas está
numa fase executiva. No ponto de vista da tramitação,
o processo saído da acção declarativa que entra na
ação executiva passa por toda esta tramitação
novamente. Posteriormente temos a possibilidade de
recusa de requerimento;

2ºPasso: Citação do Executado para que possa


cumprir o princípio do processo justo e do direito de
defesa. A partir do momento que o executado é
citado, pode opor-se à execução OU execução
mediante embargos. Esta oposição é um incidente
declarativo na acção executiva, é um processo
declarativo e que será julgado
separadamente/paralelamente à acção executiva,
apesar de esta mesma estar a correr os seus termos. E
a sentença pode dizer que está tudo certo com a
execução e que esta pode continuar, ou pode levar à
extinção da acção executiva.

3ºPasso: Penhora, e em princípio há penhora mesmo


que tenha havido oposição à execução - o processo

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declarativo e executivo correm separadamente e


paralelamente. Garantia real sobre os bens que são
penhorados (Ver penhora no código civil- Garantia
Especial).

• Convocações e Concursos- chamar os


credores com garantias reais sobre os bens que aí
foram penhorados- Aqui são chamadas as Finanças e a
Segurança Social; Sentença de Graduação de Direitos
- (em primeiro lugar paga-se a X, em segundo lugar a
Y…)

Casa de Morada de Família (Regime Especial: 733º/5


CPC- se o bem penhorado for a casa de morada de
família, o juiz pode determinar que a venda aguarda a
decisão da decisão do processo declarativo, ou seja,
da oposição à execução; existe penhora e existe
venda, pelo que o processo executivo corre
separadamente, a execução procede, mas o dinheiro
não é entregue- A professora considera que é um
grande ónus sobre o devedor;

4º Passo: Venda - A venda pode ser feita em várias


modalidades (811º até ao artigo 841º CPC);

5º Passo: Pagamento (795º-810º CPC)

6ºPasso: extinção da execução: não há uma sentença


ao contrário do que acontece na acção declarativa.
Não há nenhum momento de declaração de direito. A
tramitação da acção executiva sem este incidente
executivo, é apenas acção e NÃO execução.

Quarta-Feira, 21 de fevereiro de 2018

Revisão da aula passada:


o Artigo 10.º do Código de Processo Civil –
Ação executiva é um procedimento judicial em
que o credor requer as providencias adequadas
a uma obrigação que lhe é devida. A ação
executiva não pretende esclarecer o direito, não
pretende decidir se certa pessoa é ou não
proprietária de certo bem, o objetivo da ação
executiva – partir da certeza do direito, certeza
de que determinado direito existe para o
realizar de forma coativa. A ação executiva
serve para fazer cumprir os direitos,

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transformando aquilo que está na lei em


realidade.

o A ação executiva pode ter como im o


pagamento de quantia certa, a entrega de coisa
certa e a prestação de um facto (positivo ou
negativo). O direito real é um direito estático,
não havendo devedores de direitos reais. Os ins
da ação executiva, são ins de obrigações – o
que se executa é uma obrigação e não um
direito absoluto. Ação executiva – Livro IV
(artigo 703.º a 877.º)
Fins da execução:
o Artigo 724.º a artigo 858.º - Pagamento de
quantia certa (euros €);
o Artigo 859.º a artigo 867.º - Entrega de coisa
certa;
o Artigo 868.º a artigo 877.º - Prestação de facto.

Qualquer uma pode ser convertida numa execução


para pagamento de quantia certa. A conversão só é
admissível depois da execução dar entrada (artigo
10.º, n. º5). Se o título condenar o réu numa prestação
de facto, a execução só pode ser numa prestação de
facto, é o título que determina os ins e os limites da
ação executiva. A execução tem de ser
correspondente ao título executivo. Só posteriormente
poderá ocorrer uma conversão, se o executado se
recusar a cumprir.
Mesmo quando se congela as contas bancárias, são
penhorados os saldos – o agente de execução
penhora, e há um momento posterior, até que esse
valor seja entregue, devem ser aferidos antes
determinadas situações – se o dinheiro é mesmo da
pessoa, se existem mais credores – se a retirada
desses montantes não coloca em causa a dignidade
da pessoa do executado. Penhorar ou fazer cumprir
uma obrigação – é congelar ou tirar da disponibilidade
do executado.
o As conversões são de última ratio, na medida
em que só pode ser executada uma obrigação
que consta no título executivo.

Processo Executivo (Processo Ordinário):


1.º Fase Inicial (Requerimento executivo – artigo
724.º - há sempre requerimento executivo, contudo
nas decisões judiciais (artigo 626.º) existe uma

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transposição para a execução – a fase executiva não é


um novo processo, o processo continua).
2.º Citação do executado – artigo 728.º – o
executado pode opor-se à execução ou embargos do
executado.
2.º Paralelo - A oposição à execução é um incidente
executivo na ação declarativa. A oposição à execução
serve para que o executado venha alegar
fundamentos à execução.
3.º Paralelo - Sentença do juiz em relação à
procedência ou improcedência da oposição à
execução. Esta fase corre paralelamente à execução.
3.º (Processo Executivo) – Penhora (artigo 735.º a
785.º), a penhora em princípio não para mesmo que
tenha ocorrido oposição à execução.
4.º Convocações e Concursos (artigo 786.º a
794.º) – chamam-se os credores com garantias reais
sobre os bens que tenham sido penhorados para vir
exercer o seu direito a ser pago em preferência ao
exequente. Termina com uma sentença de veriicação
e graduação de créditos.
5.º Venda Executiva (artigo 811.º a 841.º)
6.º Pagamento – é entregue o dinheiro ao credor
(795.º a 810.º)
7.º Extinção da execução formal.

Os Pressupostos da Acção Executiva

1. Titulo executivo, em especial a injunção.


Artigo 10.º, n. º5 do Código – Toda a execução tem
por base um título. Os títulos executivos estão
deinidos no artigo 703.º.
O artigo 703.º tem uma enumeração taxativa, não
existem títulos executivos para além dos previstos na
lei. Tem de existir uma lei que determina que
determinado título é executivo. A injunção é um título
executivo que vem previsto na alínea d) do artigo
703º.
o O título executivo é um documento (no
sentido do CPC) escrito, que tem uma dupla
função: a sua própria função, e serve como base
da execução, e o que permite iniciar uma ação

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executiva. É possível ir para uma ação


executiva, mesmo não tendo uma sentença
condenatória, mesmo sem ter ido previamente
a uma ação declarativa (b), c) e d) - permitem
que sejam executadas dívidas sem que
previamente tenha havido uma ação
declarativa, porque tenho um determinado
documento a que a lei atribui força especial.
o Se tenho uma sentença que obriga o réu a
cumprir e ele não cumpre voluntariamente, a
sentença serve de título executivo.
o Se tenho uma escritura publica, de compra-
venda de um imóvel e o comprador se obriga a
pagar determinado preço e não pagou – posso
utilizar essa escritura publica como título
executivo. É possível ir diretamente para a ação
executiva, mesmo quando não tenho uma
sentença condenatória.
o As alíneas b), c) e d) do artigo 703.º permite
que exista uma ação executiva sem ter existido
uma ação declarativa, a lei atribui força especial
de título executivo, existindo uma dispensa de
ação declarativa.
o Todas as defesas que poderiam ter sido
utilizadas na ação declarativa, podem também
ser utilizadas na ação executiva.
Categorias de títulos executivos:
a) Sentenças condenatórias – tem que existir um
claro respeito pelo princípio do dispositivo, ou
seja, a liberdade de decisão do tribunal
encontra-se limitada pelo próprio pedido do
autor. Por exemplo, se o autor na acção
declarativa não fez um pedido de
condenação, não há nada para executar. Numa
acção constitutiva, a própria sentença opera
uma mudança na ordem jurídica existente (ex:
ação de despejo, por via da sentença resolve-se
o contrato de arrendamento, ou ação de
execução especíica, o tribunal substitui-se ao
devedor, ou a ação de divórcio sem mútuo
consentimento). Na ação de simples apreciação,
foi o próprio autor que não pediu a condenação,
não podendo o juiz nem o agente de execução
vir depois executar, pois não há nada para
executar.

o Condenações implícitas – A professora


considera que não é possível recorrer a
«condenações implícitas», o autor tem

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que pedir que a entrega seja feita,


não pode ocorrer uma execução
especiica de um contrato de promessa e
que depois se inira a partir dessa
decisão que se pretendia a entrega da
coisa. Devemos respeitar o princípio do
dispositivo (artigo 609.º), de modo que se
o tribunal não declarou algo, não pode
ser utilizada uma ação constitutiva que
não contenha pedidos condenatórios
como título executivo. Apenas se
poderá utilizar como título executivo as
sentenças que contenham pedidos e
decisões condenatórias.

o Há alguma discussão doutrinária


relativamente às chamadas condenações
implícitas, havendo quem entenda que
estas podem ser utilizadas em ações
executivas. MFG: não podem por uma
questão formal, de segurança do
sistema, de aplicação e respeito pelo
princípio do dispositivo, do direito de
defesa, e de legalidade, apenas havendo
um pedido condenatório, e,
consequentemente, uma sentença
condenatória, pode ser interposta uma
ação executiva. Neste sentido também a
maioria da doutrina. Uma ação
constitutiva pode em simultâneo ter
pedidos condenatórios, se for esse o
caso, pode pegar-se na parte
condenatória da sentença e intentar
uma ação executiva. O ónus está no
lado do autor, e ele que escolhe os
pedidos que faz, e o juiz está por estes
limitado (609º). É o autor que delimita
o objeto do processo. Exatamente o
mesmo se passa quanto às sentenças
arbitrais, mesmo que internacionais.

o Recurso (artigo 704.º) – O autor pode


dar inicio à ação executiva, mesmo que
tenha sido interposto recurso. Posso
imediatamente começar a executar e
penhorar bens do réu mesmo antes da
decisão do recurso. Havendo decisão da
Relação desfavorável, a execução para
imediatamente. Em regra, os recursos
não têm efeito suspensivo (mas pode

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ter), de modo que será a decisão que ao


momento está a valer, é que vale para a
execução.
o Sentença arbitral (artigo 705.º e LAV
n.º 47.º e 48.º) – Mesmo que a decisão
ainda não seja deinitiva, é possível
executar decisão.
Por regra, os recursos têm efeito meramente
devolutivo (devolve-se, na medida em que será o
tribunal superior que terá competência para decidir –
poder decisório pleno, não existe suspensão).
o Artigo 704.º, n. º2 – Se o recurso absolve o réu,
a execução extingue-se, na medida em que
deixa de existir obrigação exequenda. O
Tribunal superior também poderá diminuir ou
aumentar a condenação no âmbito do pedido, e
nessa altura, também haverá impacto na ação
executiva. As decisões intermédias serão as da
Relação por regra, poderão suspender ou
modiicar a execução – consoante o efeito do
recurso.

o O recurso tem efeito suspensivo, consoante o


artigo 647.º, n. º3 e n. º4: Se o exequente
prestar caução (garantia bancária no valor da
condenação) – o recurso pode ter efeito
suspensivo. Para que o recurso tenha efeito
suspensivo pelo próprio executado – para fazer
com que a execução se suspenda.

o Tribunal primeira instância – Relação – Recurso


de Apelação

o Relação – Supremo – Recurso de revista

Uma sentença condenatória pendente de recurso é


título executivo, de forma geral, dependendo do efeito
do recurso – se o efeito for o efeito regra – meramente
devolutivo, é título executivo. Se o recurso tiver efeito
suspensivo, não existe título executivo e por isso não
pode existir execução enquanto estiver pendente
recurso.
Hipóteses:
a) Não é título executivo.
b) É título executivo.
c) Titulo executivo – documento exarado por
notário.

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d) Quirógrafo – Titulo executivo relativamente à


obrigação subjacente.
e) – Não existe alínea
f) Titulo executivo, ii) se for transação comercial –
título executivo
g) Não é título executivo.
i) Se for portuguesa – é título executivo, se não
for portuguesa tem que ir a reconhecimento
(artigo 705.º, n. º2)
j) Titulo executivo (artigo 39.º Regulamento
1215 – se na Holanda é um título executivo, em
Portugal também o será), ii) tem que ir a
processo de reconhecimento de sentença –
artigo 789.º k);
l) Titulo executivo – documento particular
assinado (só se tiver assinatura digital, nos
termos do diploma respetivo) pelo devedor que
importa ou constitui uma obrigação, conissão
de divida. Se for um e-mail simples, não é título
executivo.
m) Não é título executivo. Analisando apenas o
artigo 703.º.
n) Título executivo – documento autenticado por
notário, que importe a constituição de uma
obrigação futura e por isso é necessário um
documento complementar consoante o artigo
707.º
o) Título executivo, alínea d) do artigo 703.º -
tem que preencher os requisitos da legislação
especial.
p) Alínea d) do artigo 703º: O Supremo Tribunal
de Justiça (STJ) apreciou a validade como título
executivo das atas de reuniões da assembleia
de condóminos nas quais tenha sido aprovado o
orçamento do condomínio e o respetivo
orçamento suplementar. O STJ decidiu que as
atas das reuniões de condóminos nas quais
tenha sido aprovado o orçamento do
condomínio constituem título executivo desde
da sua leitura seja possível retirar o valor exato
da dívida do condómino alvo da execução. A lei
atribuiu forma executiva à ata da reunião da
assembleia de condóminos que tiver deliberado
o montante das contribuições devidas ao
condomínio ou quaisquer despesas necessárias
à conservação e fruição das partes comuns e ao
pagamento de serviços de interesse comum,
que não devam ser suportadas pelo
condomínio. Segundo o STJ, para constituir
título executivo, a ata da assembleia de

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condóminos tem de permitir, de forma


clara e por simples aritmética, a
determinação do valor exato da dívida de
cada condómino, não dependendo a
respetiva força executiva da assinatura de
todos os condóminos nem de nela ser
explicitado aquele valor. Também não é
necessário que na ata se encontre já liquidada a
dívida do condómino executado, sendo
suiciente a mera aprovação do montante certo
da contribuição ou da despesa global de modo a
que, pela simples aplicação da permilagem
relativa a cada fração da propriedade, ou de
outro critério que tenha sido aprovado, se
determine o valor devido por cada condómino.

O STJ airmou ainda que, quando o Tribunal da


Relação se abstenha de tomar conhecimento de
qualquer questão que tenha considerado
prejudicada pela sua decisão, e no caso de
proceder o recurso interposto para o STJ, este
deve ordenar a baixa do processo para o
Tribunal da Relação para que este tome
conhecimento dessa mesma questão.

Segunda-Feira, 26 de fevereiro de 2018

o Sentença Estrangeira: Sentença proferida por


um tribunal da união europeia: interessa o
artigo 39º do RB (I)- Uma decisão proferida num
estado membro com força executiva pode ser
executada noutro estado membro sem qualquer
tipo de declaração de executoriedade.
o Já se estivermos a falar de sentenças de outros
Estados, de outros países que não estejam
vinculados ao regulamento, então aí terá de ser,
previamente à execução, terá que ser feito
um pedido de reconhecimento de sentença
estrangeira. Enquanto numa podemos
imediatamente começar a execução, na outra
não. As sentenças arbitrais estrangeiras
também têm que passar pelo reconhecimento
de sentença estrangeira.

o Artigo 703º- Alínea b) - são uma segunda


categoria de títulos executivos, são os
documentos autênticos ou autenticados. Aquilo
que está em causa são as normas do

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código civil relativos a documentos


autênticos /autenticados. Por notário ou
outras entidades com competências para tal.

o Os advogados podem autenticar assinaturas


apesar de NÃO poderem realizar escrituras
públicas. Podemos ter documentos que são
constitutivos das próprias obrigações (como os
contratos), bem como que o reconhecimento de
qualquer obrigação (reconhecimento de dívida).

o Podemos ter um título executivo, mas este não


é a fonte da obrigação, dado que esta existe
previamente por qualquer razão, o que
acontece é que há um qualquer
"papel/documento" que no fundo dá alguma
segurança aquela obrigação e que permite
iniciar um processo executivo. O título
executivo pode ser uma dupla função:
como numa escritura pública, em que a
sua primeira função é a constituição da
obrigação e a segunda função é a
existência de título executivo.

o Artigo 707º: a obrigação futura tem a ver com


a ideia de contratos quadro e depois as
obrigações são constituídas mais para a frente.
Exemplo: Contrato de abertura de crédito. Tenho
uma linha de crédito- se o meu saldo for a
negativo está coberto sobre esse empréstimo
permanente e depois cobra-me juro em função
daquilo que eu peça. Permanentemente
podendo ser mais ou menos. Nesse caso, o
contrato de crédito não é sozinho título
executivo, irá depender, na execução desse
contrato quanto é que foi pedido ao banco. É
preciso mais um documento, o pedido
desse dinheiro em cada momento que é
pedido pelo devedor.Todos os casos de
prestações sinalagmáticas não são abrangidas
pelo artigo 707ºCPC.

o Acórdão do TC 408/2015 vem acrescentar


uma alínea a este título executivo: os
documentos particulares, até 2013, faziam
parte deste elenco. Em geral também eram
títulos executivos, e, portanto, cada documento
assinado por particulares constituía título
executivo. Com o novo código, essa alínea foi

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eliminada, com o objetivo de conferir maior


segurança ao processo executivo. Qual é que foi
a questão que se colocou era uma questão de
retroatividade de aplicação da lei! Ou seja,
vamos imaginar que alguém tinha feito um
acordo que não estava autenticado ou
reconhecido, o que não era preciso para ser
título executivo, obrigava a pessoa a iniciar uma
acção declarativa. Isto levantou uma enorme
polémica, se a lei era aplicável aos títulos
executivos existentes à data da aprovação do
nosso CPC (Assinados até 1 de setembro de
2013). Foi esta a tese que acabou por
prevalecer: São títulos executivos
documentos assinados pelo devedor que
importem ou reconheçam uma dívida,
desde que assinado antes de 1 de
setembro de 2013.

o Artigo 703º C): títulos de crédito. Nesta alínea


temos duas situações. Em primeiro lugar, os
títulos de crédito (cheques, letras e
livranças), as letras e as livranças ainda são
muito usadas no comércio jurídico. As
obrigações icam abstratas e uma das
características dos títulos de crédito é essa.
Passa a haver uma relação abstrata e o
papelinho ica que como isolado dos problemas
que possam existir/existido, que deram origem
a esse título de crédito. Os títulos de crédito só
são títulos executivos na relação subjacente, o
contrato que eu tenho, a obrigação que eu
tenho é o pagamento do contrato de compra e
venda.

o Letras e Livranças: Quando se emite uma


letra/livrança, existem duas obrigações: uma
obrigação contratual normal (relação
subjacente, por exemplo, vender determinado
bem) e uma obrigação cartular, que resulta
do facto de o credor possuir essa mesma
livrança. É uma garantia de segurança adicional
para o credor, pois há um título indicando que X
pessoa lhe deve Y. Tem um prazo de prescrição
muito curto (6 meses)

o C): títulos de crédito (cheques (apenas são


emitidos pelos bancos), letras e livranças) -
servem para as obrigações possam circular sem
que tenha de haver cessão de créditos, as

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obrigações icam abstratas. Relação causal com


o credor originário, e relação abstrata com o
credor subsequente (o devedor não se pode
recusar a pagar, não há nenhum defesa que
possa invocar). Tendo um título de crédito,
posso iniciar uma ação executiva contra
quem subscreveu o título - Lei Uniforme do
Cheque e Lei Uniforme das Letras e Livranças.
Estes títulos de crédito, pela sua abstração é
fácil circulação, tem um prazo de prescrição
muito reduzido. Uma obrigação cartelar
prescreve ao im de 6 meses.

o A lei permite que estes títulos de crédito


ainda sejam títulos executivos depois de
ter passado o prazo de prescrição,
passando a valer não como título de dívida, mas
como conissão de dívida, como documento
particular (quirógrafo). Já não é um título de
crédito, já prescreveu, e não está autenticado. A
partir do momento em que expira o prazo,
é um reconhecimento em documento
particular. A lei permite uma maior
abrangência de um documento particular
que vale como título executivo (sem estar
autenticado), desde que sejam cumpridos
os requisitos previstos. Contudo, os títulos
de crédito só são títulos de dívida, títulos
executivos, na relação subjacente, entre o
devedor e o credor originário. A relação entre o
devedor e o credor seguinte extingue-se com a
passagem do prazo. O credor originário para ter
título executivo precisa de ter o título de
crédito. Com um título de crédito, o devedor
assume uma obrigação contratual e uma
obrigação cartelar, que podem ser ou não
separadas, podem autonomizar-se.

o A diferença entre os dois mecanismos é a de


que a letra é, em princípio, emitida por um
credor (sacador) que ordena que o sacado
(devedor) pague uma quantia a um terceiro
(tomador) ou à sua ordem, ao passo que a
livrança é emitida por um devedor (subscritor)
que promete pagar uma quantia ao beneiciário
(credor) ou à sua ordem. Ou seja, a letra é,
em princípio, uma ordem de pagamento
enquanto que a livrança é uma promessa
de pagamento.

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o Artigo 703º d): os dois mais importantes são a


injunção e, em segundo lugar, as atas das
assembleias de condóminos, em certas
circunstâncias.
o A injunção é um procedimento para-judicial.
Formulário com indicações básicas
(requerimento de injunção)
o A primeira parte deste diploma regula uma
acção declarativa especial
o E a segunda uma parte relativa à injunção:
procedimento que o credor por utilizar para
obter o título executivo. Tem um ´título de
crédito, mas nenhum de reconduz às primeiras
três alíneas do artigo 703º CPC. É mais um
esquema para evitar uma acção declarativa, se
se aplicarem determinados requisitos.
o A injunção que permite ao credor obter o título
executivo sem propor uma acção declarativa.
o DL 269/98: nas obrigações comerciais que
são as transações entre empresas que é o
que vem no artigo 1º deste diploma, a
diferença é só uma, é que não há limite de
valor. Nas obrigações não comerciais o limite
máximo é de 15.000 Euros. Exemplo: entre
sociedades há uma venda de automóveis -
nesse caso é uma dívida comercial e então
mesmo que o valor seja muito superior aos
15.000, neste caso a Volkswagen consegue
requerer uma injunção no valor de 300.000, por
exemplo.
Depois de notiicado o requerido, não deduzir
oposição: Aposição de fórmula executória.
o A ata de condomínio está prevista em outro
diploma, que é o DL 268/94, que é o da
propriedade horizontal (artigo 6º/1).

Quarta-Feira, 28 de fevereiro de 2018

o O recibo é uma declaração do credor, que


confessa que a obrigação foi cumprida.
o Fatura: eu a dizer a quem me deve aquele
serviço, o que me deve, que é credora;
o Fatura-recibo: estou ao mesmo tempo a dizer
que X me deve Y e que já o pagou
Alínea p): é título executivo? Qual é a alínea - a
alínea d), depois conjugada com o DL 268º/94 que

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estabelece que deliberações sobre montantes devidas


são títulos executivos.
Alínea q) Temos 2 ações a decorrer (uma acção
declarativa e uma acção executiva): Quando o Réu
recorre, o recurso não tem efeito suspensivo, pelo que
a execução continua. No entanto, o acórdão da relação
anula a sentença da primeira instância e absolve o
Réu. Neste momento a execução suspende-se, tendo
em conta que a decisão da relação é contrária à da
primeira instância, indo suspender-se OU extinguir-se
dependentemente do trânsito em julgado, se já tiver
passado o prazo para recurso. (Artigo 704º). Se a
sentença foi anulada pela relação e, portanto,
extinguiu-se a alegada obrigação. A decisão não
transita em julgado quando ainda não passou o prazo
para recorrer, ou quando existe recurso.
Trabalho da Rosana - Possibilidade de um
documento particular poder ser título executivo.
o Em primeiro lugar, qual é que era o título
executivo neste caso? Era um contrato de
compra e venda de ações sendo que era um
documento particular anterior à pronúncia do
TC.
o Podemos ter o título executivo, mas a obrigação
exequenda tem que resultar desse mesmo título
executivo. Só a obrigação constante do título
executivo é que é executável. O fundamento de
oposição à execução era não existir título
executivo, ou seja, a questão era saber se do
conjunto das cláusulas resulta um título
executivo.
Exemplo: vamos imaginar que queriam usar este
contrato para exigir o valor do incumprimento, bem
como
o A obrigação que é constituída no contrato NÃO
é uma obrigação por incumprimento desse
contrato. Se o credor tem para além deste
direito ainda um direito a ser indemnizado pela
mora, pelo atraso no cumprimento, o contrato
NÃO serve como título executivo, relativamente
à obrigação contratual. Numa relação
contratual, em que o contrato serve de título
executivo, serve para as obrigações que estão
nesse contrato, não para a obrigação por
indemnização.

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Segunda-Feira, 05 de março de 2018

Os Pressupostos da acção executiva (Artigo


713º)
o Artigo 713º: para se executar a obrigação ela
tem de ser certa, exigível e líquida, embora
possamos começar com procedimentos que a
tornem nessas características. O que se faz é
um requerimento executivo, nos termos do
artigo 724º nº1 alínea h), em que o exequente
vai, caso seja necessário, liquidar a obrigação.
1. O que é que é uma obrigação certa?
Obrigação certa é uma obrigação cuja a prestação se
encontra qualitativamente determinada (sé é pagar
uma coisa, prestar algum facto. Por exemplo, uma
obrigação alternativa não é uma obrigação certa). Se a
obrigação não for certa, estabelece o artigo 714º a
forma de tornar a obrigação certa- Há uma
notiicação para o executado decidir por qual
das prestações opta.
Nº2: Se a escolha couber a terceiro, ele é notiicado
para a fazer;
Nº3: Na falta de escolha ou decorrido o prazo para a
mesma, compete esta ao credor;
o Artigo 714º/1 CPC: Escolhida pelo credor,
prévia à execução- Escolha compete ao
devedor, a obrigação não é certa quando se dá
o início da acção executiva.
o Artigo 714º/2: A escolha compete a um
terceiro e este é notiicado.
o Se passa o prazo, a escolha passa competir
para o credor (casos do devedor e depois 3º) a
execução não avança enquanto a obrigação não
for certa.
o No caso de obrigações alternativas e a
escolha competir ao executado, a obrigação não
está certa. O exequente não pode executar uma
determinada obrigação quando a escolha do
que será prestado não lhe cabe a ele.
2. O que é uma obrigação exigível? É exigível a
obrigação quando se encontre vencida ou quando
depende de simples interpelação.
Artigo 715º CPC: É possível tornar uma obrigação que
não seja exigível em exigível, mas o credor tem que
provar no requerimento executivo que se veriicou a

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condição suspensiva ou que ofereceu a prestação. A


prova pode ser feita por documentos ou prova
testemunhal.
Se estivermos a falar de uma obrigação cuja condição
ainda não se veriicou ou o prazo em obrigação com
termo certo ainda não foi ultrapassado, não
conseguimos alterar a condição de exigibilidade.
3. O que é uma obrigação líquida? Uma
obrigação determinada quantitativamente. Artigo
716º- se eu não sei quanto é para penhorar, não
saberei o que penhorar para que preencha o valor da
divida.
o Liquidez: Determinação quantitativa, só se
aplicando às obrigações pecuniárias – na
medida em que diz respeito ao montante a
pagar que poderá ou não estar determinado
(artigo 716.º).

o Sempre que for ilíquida a quantia em divida, o


exequente tem que especiicar os valores que
considera compreendidos na prestação devida e
concluir o requerimento executivo com um
pedido líquido – liquidar, será por isso «fazer
contas», simples cálculo aritmético. A execução
não pode avançar enquanto não for líquido o
valor a penhorar.

o Liquidação que NÃO dependa de simples


cálculo aritmético: se o título for uma
sentença não é possível executar essa
sentença; se o título for um outro qualquer, um
documento autêntico, então já é possível
liquidar em acção executiva. E neste caso, vou
começar pela execução e a liquidação faz- se
com um procedimento declarativo (2º parte nº4
716º)

o Se a liquidação de uma sentença não for


possível por simples cálculo aritmético, a
liquidação – não poderá ser realizada mediante
o mecanismo do artigo 716.º, n. º4, mas sim –
nos termos do artigo 358.º em ação
declarativa. Os tribunais podem condenar em
condenação genérica, quando os danos não
sejam provados e por isso expurga-se em
incidente de liquidação, que permite ao autor
voltar a provar os seus danos numa fase
posterior.

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o Artigo 716º Nº4: "Quando a execução se


funda em título extrajudicial" - Se a execução se
fundar num título judicial NÃO se pode utilizar
este mecanismo. Teremos de recorrer ao
incidente de liquidação. (358º CPC)

o A sentença arbitral, não segue a regra da


sentença judicial, podendo ser liquidada em
ação executiva – mesmo que não dependa de
simples calculo aritmético (artigo 716.º, n.º5). A
LAV permite às partes escolher se a liquidação
(artigo 47.º) é realizada nos termos do artigo
716.º, n. º5 ou no Tribunal Arbitral.

o Há uma nova regra segundo a qual, mesmo


havendo liquidação da acção., se o tribunal não
icar convencido, pode condenar em sentença
genérica o que dá uma nova oportunidade ao
autor para calcular os danos;

o Nº8: se uma parte for líquida e outra ilíquida, a


líquida pode executar-se imediatamente, há
uma espécie de divisão entre as duas
Trabalho da Ana Guerreiro: O Incidente de
Comunicabilidade da Dívida
Porque é que um cheque é um título executivo?
Porque é um título de crédito- não há execuções de
cheques contra bancos, apenas contra os sacadores
dos cheques. A relação cartular é esta (pagamento do
preço), e a relação subjacente é o fornecimento de
mercadorias.
o A Acção executiva é contra os dois conjugues e
um deles não assinou o título executivo - qual é
a relevância? Artigo 53º - legitimidade na acção
executiva- a execução deve ser instaurada que
no título tenha a posição de devedor.
o Artigo 10º 5º CPC: "im e limites da acção
executiva" - o que é que estabelece o artigo
53º - é parte legítima na execução quem
está no título executivo; Regra da
legitimidade!
Há desvios a esta regra:
1. Constantes do artigo 54º;
2. Para além dos do artigo 54º há outros desvios
(740º/741º) - Incidente de Comunicabilidade da

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dívida - quem é que é o interessado na


comunicabilidade da dívida? Se um cônjuge não for
executado não podem ser penhorados bens de quem
NÃO é executado em acção executiva - Só podem ser
penhorados bens de quem for executado. O que é que
pode ser penhorado na acção executiva? Bens Próprios
e Comuns?
o Se um dos conjugues não é executado, não
pode ver os seus bens penhorados.
Artigo 740º: pode-se penhorar os bens comuns, mas
tem que haver uma separação de bens para haver
uma adjudicação de bens aos cônjuges.
Exemplo: imaginemos que C tem um carro (bem
próprio) e um barco. C é casado com D, que tem uma
casa que herdou e quadros que comprou antes do
casamento. De bens comuns eles têm: as quotas da
sociedade, se a sociedade foi constituída na pendência
do casamento; Casa de Morada de Família; Salários
(os salários são bens comuns).
o Qual é a lógica de numa execução contra
um dos cônjuges e não se poder penhorar
a parte dos bens comuns correspondentes
a esse cônjuge executado? Neste caso,
através do incidente de comunicabilidade da
dívida, a dívida é tratada como comunicável.
São penhorados os bens comuns, mas depois
divide-se o património comum em dois,
penhorando-se apenas a meação dos mesmos,
ou seja, a parte dos bens comuns que caiba ao
cônjuge executado.

o Se o cônjuge não recorrer a separação de bens


este pode seguir sobre os bens comuns do casal
/sem separação. Só em regimes de comunhão
de bens é que se faz a separação!
o O cônjuge pode opor-se ou nada dizer. Se nada
disser no prazo estabelecido, há a formação
de um título executivo. Este é formado pelo
silêncio, o requerente quer e o outro nada diz, o
que equivale a uma aceitação dessa mesma
comunicabilidade, um desvio à regra do artigo
53º de acordo com o artigo 741º Nº2;

o Com o incidente, há uma formação na própria


acção executiva de um título executivo. O
incidente de comunicabilidade acaba por ser
uma acção declarativa dentro da acção

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executiva e que origina um título executivo


contra uma pessoa que anteriormente não
constava do mesmo.

o Artigo 741º: se fosse uma sentença


condenatória, seria o credor que poderia ter
chamado à ação declarativa os dois devedores.
Artigo 34º se toma a opção de demandar um
dos devedores na acção declarativa quando
podia ter demandado os dois, não pode mais
tarde vir demandar os dois na acção executiva.
Artigo 53º Nº1: Regra formal da legitimidade na
acção executiva. Há desvio a esta regra e uma delas é
eta da comunicabilidade da dívida; estabelecem que,
mesmo não estando o conjugue no título executivo,
não tendo legitimidade pelos
o Se for requerida pelo exequente 741º);
o Se for requerida pelo executado - 740º

VER 740º- QUANDO NÃO HÁ INCIDENTE DE


COMUNICABILIDADE- VARIA EM FUNÇÃO DO
INTERESSE DO CREDOR E DA SITUAÇÃO DOS
BENS!
o Artigo 741º CPC - o requerimento de incidente
de comunicabilidade, quando exequente faz o
requerimento executivo (artigo 724º alínea e) -
a primeira opção é fazer o incidente de
comunicabilidade no requerimento executivo. A
alegação pode ter lugar no requerimento
executivo ou até ao início das diligências de
venda e adjudicação (em qualquer altura, em
requerimento próprio).
o O exequente não pode propor a acção
contra ambos sem requerer o incidente de
incomunicabilidade, esta foi o erro no
acórdão explicado pela colega Ana
Guerreiro.
o Nº2 Artigo 741º- O facto de o cônjuge não
contestar a comunicabilidade não quer dizer
que não possa invocar outras impugnações/
exceções sobre a dúvida, agora se nada disser,
há a formação de título executivo.

o Nº3 alínea a): Oposição à execução - oposição


ao requerimento autónomo de comunicabilidade
da dívida)

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o Nº4: suspensão da venda quer dos bens


próprios do cônjuge executado, quer dos bens
comuns do casal. Este incidente de
comunicabilidade determina suspensão da
venda dos bens, porque se a dívida for
comunicável, os bens que respondem primeiro
são os bens comuns, já se for ao contrário, se a
dívida for própria, respondem primeiro os bens
próprios e depois comuns.
Resolução da Hipótese 3
Em 10 de maio de 2011, Amélia vendeu a Bárbara, por
contrato escrito por ambas assinado, toda a fruta que
Amélia viesse a colher durante o segundo semestre de
2011 num de dois pomares de que era proprietária: (i)
o Pomar da Quinta; e (ii) o Pomar da Ladeira. As partes
mais estipularam que o negócio produziria efeitos às
00:00 horas do dia 1 de janeiro de 2012, se e só se,
até às 23:59 do dia 31 de dezembro de 2011, a fruta
não fosse vendida, no todo ou em parte, a uma
empresa produtora de compota com quem Amélia
havia encetado negociações. Amélia deveria entregar
a Bárbara fruta congelada e em bom estado de
conservação, a partir de 1 de janeiro de 2012. Nos
trinta dias seguintes à data de entrega da fruta,
Bárbara deveria pagar o preço a Amélia. Ante a recusa
de Amélia de honrar o seu compromisso, Bárbara
propõe contra aquela uma execução, anexando ao
requerimento executivo um icheiro pdf com uma
cópia do contrato de compra e venda e exigindo a
entrega da colheita do Pomar da Ladeira. Aprecie os
pressupostos processuais especíicos da ação
executiva.
Titulo executivo – tem que se tratar de um documento
particular subscrito até 1 de setembro de 2013,
assinado pelo devedor que constitui o reconhecimento
de uma divida ou a constituição de uma obrigação
(antigo artigo 46.º, n. º1, alínea c). As obrigações
pecuniárias que dependem de simples cálculo
aritmético. Artigo 724.º, n. º4 – a regra é ser
eletrónico, e por isso deve juntar uma copia. Se o
executado contestar a veracidade do documento, o
tribunal pode ordenar que o original seja junto para
fazer prova. Os títulos de crédito, artigo 724.º, n. º5 –
o exequente deve enviar o original para o tribunal
«característica de abstração» para evitar que seja
utilizado em mais do que uma execução. Certa –
Obrigação alternativa – a regra é que a escolha
pertence ao devedor (artigo 543.º do CC). Se a

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obrigação é alternativa e a escolha compete ao


devedor, não é certa qualitativamente – não sabemos
se temos que entregar o pomar da Ladeira ou o Pomar
da Quinta. Sendo a obrigação incerta, o que é
necessário é seguir o procedimento do artigo 714.º e
requerer a escolha da prestação nos termos do artigo
724º, n. º1, alínea h). Exigível – Não é exigível ainda,
existe uma condição suspensiva – só tem direito a
adquirir a fruta, caso esta não seja vendida a outra
empresa. Seguir o procedimento do artigo 715.º, e o
credor terá que alegar e provar no próprio
requerimento executivo que se veriicou a condição.
Tem que se começar por alegar e provar que a
obrigação já é exigível. Fundamentos de oposição à
execução - Artigo 729.º, alínea e). A obrigação não era
certa, nem exigível- mas era possível torna-la certa
mediante as diligencias anteriores à ação executiva

Quarta-Feira, 07 de março de 2018

o A legitimidade determina-se pelo título


executivo nos termos do artigo 53.º do CPC.
Contudo, existem desvios à regra da
legitimidade formal (artigo 54.º), tais como:

o Problema de sucessão (artigo 54.º, n. º1): No


próprio requerimento executivo – o exequente
deve deduzir os factos constitutivos da
sucessão – não está no titulo executivo, mas é
possível deduzir execução contra os sucessores
da pessoa constante do titulo.

o Execução por divida provida de garantia


real (artigo 54.º, n. º2): o terceiro não consta no
título executivo como devedor, mas como
credor real – não é o terceiro o obrigado a pagar
a divida, mas como é titular do bem que foi
dado como garantia, a execução pode também
ser movida contra este terceiro. O terceiro pode
constar do título ou não, mas eventualmente se
existir transmissão da titularidade do bem – o
novo transmitente também ica vinculado por
essa garantia – o terceiro titular do imóvel dado
na hipoteca, mesmo que já não seja o titular
que assinou a hipoteca (que deu a garantia
real).

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o Havendo uma garantia real, possuída por


terceiro (artigo 54.º, n. º3) - o exequente pode
optar entre propor a ação apenas contra o
titular do bem em garantia, ou contra ambos – o
titular do bem dado em garantia e o devedor
(artigo 54.º, n. º3 e n. º4). Mesmo quando opte
por demandar apenas terceiro, pode o
exequente chamar o devedor, nos termos do n.
º4 do artigo 54.º. Devemos confrontar esta
situação com o artigo 752.º que determina
quais os bens que devem responder
primeiramente por determinada divida.

o Bens na posse de terceiro (artigo 54.º, n.


º4) – O terceiro que possua o bem onerado que
deve ao devedor, pode o possuir ser
demandado juntamente com o devedor

o Incidente de comunicabilidade – Artigo


741.º

o Devedor subsidiário – artigo 745.º -


Benefício da excussão, só se penhora os bens
do devedor subsidiário, sempre que se
venderem primeiro os devedores principais. É
necessário que se dê um prazo, quando há
devedor subsidiário, demandado no processo
executivo – há sempre citação do devedor antes
da penhora (o processo é sempre ordinário). Se
o devedor subsidiário for o único demandado,
tem sempre que se ir veriicar que o património
do devedor principal não é suiciente –
invocando o benefício da excussão prévia. O
exequente pode requerer execução apenas
contra o devedor principal, que será citado para
pagamento integral. O benefício da excussão
prévia é renunciável, e por isso para que isto
aconteça, é necessário que o devedor
subsidiário invoque o benefício da excussão
prévia. Pode o exequente demandar o devedor
principal e o devedor subsidiário, e nesse caso –
poderá o devedor subsidiário vir pagar o
remanescente, podendo o devedor subsidiário
também indicar quais os bens que poderão ser
penhorados – icando, mediante excussão, os
seus direitos salvaguardados.
A diferença entre a citação no processo
ordinário

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o Processo Ordinário: Requerimento executivo


– Citação – Penhora
o Processo Sumário: Requerimento executivo –
Penhora – Citação (relevante para o prazo de
oposição, 20 dias a partir da citação)
o Com a citação recebo o requerimento executivo
e os autos de penhora.
o «Excutir o património do devedor» principal
mediante excussão – vender os bens todos, e só
se não for suiciente – passar-se-á ao património
do devedor subsidiário.
Resolução da Hipótese 6
6. Guerreiro, recentemente divorciado, adquiriu um
apartamento em Cascais, pelo preço de 125.000€.
Obteve inanciamento bancário no valor de 75.000€,
exigindo o Banco que desse o seu imóvel em garantia,
assim como que seu Pai, Hilário, fosse iador. Hilário,
na verdade, não faz ideia do que assinou, porque o
seu ilho lhe garantiu que era um proforma e que não
seria nunca obrigado a pagar nada. Seja como for,
tudo icou devidamente escrito em escritura pública.
Pouco tempo depois, porém, guerreiro foi despedido e
o seu magro subsídio de desemprego era todo
absorvido nos alimentos dos seus ilhos menores.
Desesperado com a situação, resolveu vender o
imóvel a Isaltino, de quem recebeu 50.000€. O Banco
pretende propor ação executiva para reaver o seu
crédito. Contra quem pode ser proposta a ação?
o Artigo 53.º - Legitimidade formal: Banco e o
Guerreiro, título executivo: artigo 703.º, n. º1,
alínea b) – escritura pública com hipoteca e
inança.
o Fiador – executado subsidiário (artigo 755.º,
pressuposto da lei civil – regra da iança é que
existe benefício da excussão prévia, só não
existindo se for renunciado). O devedor
subsidiário, o seu património é todo penhorado
subsidiariamente.
o Artigo 54.º, n. º3 - Isaltino – Hipoteca mantem-
se com a transmissão do imóvel (terceiro titular
do bem dado em garantia) – o registo predial
tem o registo da hipoteca, vincula – e nessa
medida, está vinculado pela hipoteca (erga
omnes). Se não houve renuncia, ela continua
valida e eicaz e nesses termos pode ser
executado numa ação.
o Os três têm todos legitimidade para serem
executados, de modo que o banco pode fazer o

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que entender – mesmo contra o iador, e este


posteriormente tem o ónus de alegar o
benefício da excussão.

Segunda-Feira, 12 de março de 2018

A competência na acção executiva

o Titulo executivo são quatro cheques – o direito


da exequente advém de ser portadora dos
cheques, no âmbito da relação cartular.
o Na ação executiva é possível celebrar pactos de
competência (artigos 94.º e 95.º).
o Princípio da territorialidade – apenas cada
estado tem competência para determinar atos
de execução dentro do seu estado. Os créditos,
não têm um lugar/paradeiro – na medida em
que a penhora de créditos se faz através de
notiicação – tanto faz para onde se terá que
enviar a notiicação.

o Aplicação do artigo 24.º, n. º5 do


Regulamento 1215 da UE – a professora
considera que a interpretação que o professor
Lebre de Freitas não é a mais correta. O artigo
63.º do CPC apenas contempla competência
exclusiva às execuções de imoveis – sítio do
imóvel.

o JLF: a prof considera que esta regra não pode


ser interpretada como JLF o faz. O que esta
regra estabelece é que o tribunal competente é
o tribunal do lugar da execução. JLF determina
que isto determina a competência exclusiva do
tribunal já competente para a execução. Isto
entra em contradição com o artigo 63º do CPC,
porque este apenas determina competência
exclusiva para a execução de imóveis. O
regulamento só se aplica em execução de
decisões, não se aplicando a outro título
executivo.

o O problema do regulamento 1215/2015 é


que apenas se aplica a títulos executivos que
sejas sentenças. Por questões práticas, se
quiser executar bens moveis que estão em

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Portugal, tenho que propor uma ação executiva


em Portugal.

o Execução de sentença estrangeira –


Regulamento 1215/2015 – competência
exclusiva onde se localizam os bens a penhorar.
Caso se trate de uma sentença de países não
europeu ou outros títulos executivos –
determinação da competência internacional
através do CPC (artigo 62.º e artigo 63.º).
Questão de saber se o artigo 62.º também
se aplica à ação executiva. Para aplicar a
alínea a) do artigo 62.º, teremos que ir
veriicar o artigo 89.º:
o Domicílio do executado;
o Pessoa coletiva – pode escolher-se o local de
cumprimento da obrigação
o O n. º3 atribui competência aos tribunais
portugueses quando existam bens em território
português. A nacionalidade dos bens é
indiferente.
Na relação cartular – o direito cartular constitui-
se na emissão do cheque – pois é esse o facto
constitutivo do direito.

Competência interna – artigos 85.º e


seguintes.

o Artigo 81.º, n. º3 – alínea j da LOSJ –


articulação com o artigo 129.º. Se existir um
juízo de competência especializada de
execução, irá ser nesse juízo de competência
especializada, que irão tramitar todas as
execuções. Se a comarca não tem esse juízo
especializado de execução, então a
competência é do mesmo que proferiu a
sentença (juízo central ou juízo local).
o Execução de sentenças arbitrais – artigo
85.º, n. º3.
o Sentença estrangeira (mesmo europeias) –
artigo 90.º que remete para o artigo 86.º -
domicílio do executado.

o Artigo 89.º:
n. º1 – domicílio do executado ou lugar em que
a obrigação deva ser cumprida – quando o
executado seja pessoa coletiva.

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n. º2 – lugar onde a coisa se encontrar (entrega


pedida ou que garante o pagamento da divida
n. º3 – onde estão os bens, quando o executado
não tem domicílio em Portugal.
n. º4 – local onde estão os bens, independente
do domicílio do executado.

Resolução da Hipótese 4
4. Qual o tribunal competente para as seguintes
execuções:

a) Execução de sentença proferida pelo


tribunal da comarca de Lisboa;
Artigo 85.º, n. º1 e n. º2- Tribunal da Comarca
de Lisboa, primeira secção especializada de
execução (artigo 84.º, n. º1, alínea b, Decreto-
Lei n.º49/2014)

b) Execução de sentença proferida pelo


tribunal da comarca de Ponte de Sor;
Artigo 85.º, n. º1 – não existe competência
especializada de execução (artigo 92.º Decreto-
Lei n. º49/2014). Artigo 117.º da LOSJ). Qual é a
comarca, se tiver competência especializada –
se não tiver, vai ser em função do valor (igual à
competência declarativa)

c) Execução de cheque contra Dionísio e


Martins, Lda., com sede na Amadora. A
obrigação que o cheque titular deveria ser
prestado em Faro;
Artigo 89.º, n. º1 – o exequente pode optar
entre o domicílio do executado (Amadora –
Comarca de Lisboa Oeste – com secção
especializada de execução) ou lugar em que a
obrigação deva ser cumprida (Faro).

d) Execução de escritura pública contra


Manuel, residente em França, com bens
em Estremoz;
Se o bem for imóvel – artigo 63.º, alínea d) a
nível de competência internacional – artigo 89.º,
n. º4 – situação dos bens. – Competência
interna.
Se o bem for móvel – artigo 62.º, alínea a) –
artigo 89.º n. º3 – competência internacional e
interna – tribunal da situação dos bens.

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e) Requerimento de injunção tramitado na


secretaria geral de execuções de Lisboa
contra Maria, residente em Évora;
Artigo 89.º, n. º1 - domicílio do executado – não
segue a regra das sentenças.

Resolução da Hipótese 5
5. É possível penhorar em Portugal um navio,
registado em Portugal, mas que se encontra na
China? E se o navio se encontrasse na
Holanda?
Existem bens moveis sujeitos a registos,
veículos automóveis, navios e aeronaves –
penhora de coisas moveis sujeitas a registo
(artigo 768.º). A penhora faz-se através do
registo – para eu poder fazer uma execução –
tenho que ter um título executivo, e uma ação
em tribunal.
Artigo 768.º – lugar onde a coisa se encontra
registado. A penhora de bens moveis sujeitos a
registo faz-se através do registo da penhora. A
penhora faz-se através do registo da penhora,
depois vende-se o bem e a pessoa que adquire
a titularidade do bem é que terá que instaurar
uma ação de reivindicação do bem que adquiriu
no local da situação do bem. Neste caso, haverá
penhora, sem apreensão do bem.
Coloca-se a mesma questão, quer o bem esteja
na Holanda ou na China.

Quarta-Feira, 14 de março de 2018

No que concerne às regras de pluralidade de partes,


aplicam-se as mesmas que se aplicam ao processo
declarativo (rever)
o Na acção executiva há muito poucos casos de
litisconsórcio necessário. Exemplo: Pedido de
uma coisa que está em compropriedade.

o Que artigos iremos aplicar? Artigo 56º do


CPC:
a) Coligação do lado ativo, mas litisconsórcio do
lado passivo - com a veriicação do artigo 709º;
b) a um ou vários credores litisconsortes, ou a
vários credores coligados, demandar vários
devedores coligados desde que obrigados no
mesmo título;

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c)Situação idêntica à da alínea b), mas cai o


requisito do mesmo título e acrescentam-se os
seguintes requisitos: os devedores coligados
têm que ser titulares de quinhões do mesmo
património autónomo;

Artigo 709º do CPC


o Como a sentença é, desde este código,
executado nos próprios autos, não faria
sentido, nesse requerimento, estar a
executar outras coisas.
Nº2 do artigo 709: Quando as execuções se
fundam em injunção, o tribunal competente é o
tribunal onde correu o processo com o valor
mais elevado;
Nº3: lugar onde foi tramitada a injunção;

Artigo 710 do CPC


o Se tivermos uma sentença que condene
em simultâneo a entregar certo bem e a
pagar quantia certa, esta pode ser
executada no mesmo processo, que corre
nos próprios autos.

Hipótese nº8. São admissíveis as


seguintes pluralidades?

a) Cartões de Crédito, S.A., propõe contra


Matilde e Catarina, irmãs, ação
executiva com fundamento em duas
injunções, um contra Matilde e outra
contra Catarina. Ambas as dívidas
dizem respeito a umas férias que
passaram juntas.

Artigo 56º do CPC - temos que qualiicar a


pluralidade, temos que saber se há pluralidade
ou não há, e depois ver se é litisconsórcio e
coligação.
Estamos a falar de duas obrigações que estão
tituladas por injunções, contra duas irmãs:
portanto vai pedir o pagamento de uma
injunção contra Matilde e de outra injunção
contra Catarina. Preenche alguma das alíneas
do artigo 56º a): para se poder aplicar a alínea
a) teríamos que ter do lado ativo um
litisconsórcio; alínea b) - não porque os
devedores não estão obrigados pelo mesmo
título, duas injunções diferentes; alínea c), não
há nenhum património autónomo - a alínea c)

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só se aplica nos casos em que se estar a


identiicar o bem penhorado.
Se preenchêssemos algum destes requisitos,
tínhamos que ir ao 709º, se não se veriicar
NENHUM dos requisitos do 56º não se passa
para o 709º CPC.

b) Cartões de Crédito, S.A., propõe contra


Manuel e Catarina, casados, ação
executiva com fundamento em sentença
condenatória em que apenas António foi
condenado (embora Catarina tenha sido
também demandada).
Neste caso há coligação ou litisconsórcio?

o Como é litisconsórcio não se aplica o


artigo 56º - ver o artigo 709º CPC;
o Como é que se determina a
competência pelo artigo 85º
o Artigo 735º CPC - não tem
exceções;
o Só podem ser penhorados bens de
quem seja executado
o Só pode ser executado quem seja o
devedor - tem exceções- desvios
do artigo 54º e do artigo 741º CPC.
A questão aqui é que o título é
uma sentença, pois se se fosse
outro, não haveria problema
nenhum, requerendo o incidente
de incomunicabilidade, de acordo
com o artigo 741º do CPC.
o O artigo 741º permite, mesmo que
o cônjuge não esteja indicado no
título executivo, o requerente pode
pedir o incidente de
comunicabilidade quando a
execução não é uma sentença. Não
estando nela no título é propor a
acção contra ambos, requerendo o
incidente de comunicabilidade
contra ela (709º/741º, mas só
quando o título executivo NÃO é
uma sentença)
Exemplo: Temos um contrato e 4 devedores (2
devedores solidários, um terceiro garante e um
quarto devedor subsidiários), todos eles
respondem per ante o credor e o credor pode
ter título contra todos eles. E quando ele passa
para a execução ele pode dizer que pode

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executar todos, mas sabe que o bem que foi


dado em garantia, pelo terceiro garante, que
chega para pagar a dívida. Quando chegamos á
fase da execução, o terceiro garante, não é
terceiro, é parte. E todos os outros são terceiros
(Artigo 735º - quando o credor escolhe ica
limitado, à penhora de quem ele escolhe para
ser executado. O que pode ter exceção é a
regra de quem só tem legitimidade quem
consta no título executivo.

c) Cartões de Crédito, S.A., propõe ação


executiva contra Matilde e Catarina, irmãs,
sendo título contra Matilde injunção na
qual foi aposta a fórmula executória e
contra Catarina, letra.

Se temos dois títulos, são duas obrigações


diferentes, e logo, estamos a falar de coligação.
A coligação é admissível ou não na acção
executiva. A resposta é não porque só seria nos
termos da alínea b) e c) e alínea a) exige outros
requisitos que não estão disponíveis.

d) Cartões de Crédito, S.A., propõe ação


executiva contra Matilde e Catarina, irmãs,
com fundamento em sentenças judiciais
diversas relativas a relações jurídicas
distintas e sem qualquer relação. Não é
admissível a coligação, nos termos do artigo 56º
CPC.

e) Cartões de Crédito, S.A., propõe contra


Matilde e Catarina, irmãs, ação executiva
com fundamento em duas injunções, um
contra Matilde e outra contra Catarina,
pretendendo penhorar bem imóvel que
herdaram de sua mãe. Ambas as dívidas
dizem respeito a umas férias que passaram
juntas. Alínea c) do artigo 56º é possível a
coligação. Agora sim é preciso ir ao artigo 709º -
Critério - "onde a injunção correu" a injunção há
de ter sido tramitada ou no local do
cumprimento ou no domicílio do executado.

Segunda-Feira, 19 de março de 2018

Funções do agente de execução- Trabalho


da Soia Antunes

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o Para aliviar o juiz de execução de muitas das


suas prévias tarefas. Artigos 719, 720, 721 a
generalidade das funções a si lhe pertencem;

o Em 2012 P exequente propôs ação executiva


para o pagamento de uma divida, através de
uma injunção. Primeiro são penhorados e só
depois são citados. Penhorou mais tarde um
imóvel do outro executado. 3 anos mais tarde, a
título oicioso, o juiz interveio e disse que
considerava a penhora desproporcional.

o Declarou a nulidade da penhora , sem


promover o contraditório. Houve recurso para a
relação e a exequente ganhou. São direitos
fundamentais, mas de cariz privado,
disponíveis, que estão em causa. O controlo por
parte do juiz não tem a dimensão de um
controlo de uma pena por exemplo.

o O título executivo é a injunção. Começa pela


penhora e só depois é que se cita. Enquanto o
agente de execução anda procura dos bens, não
há citação. Quando ele é penhorado, tem que
haver citação, dos dois executados. Quer a
sociedade comercial, quer a pessoa
singular. Pode ser uma das razões para o
processo continuar parado durante este tempo.

o Figura do agente de execução (na altura


solicitador de execução) foi criada em 2003, em
2008 abriu-se a possibilidade para que os
advogados também sejam agentes de
execução. É um proissional liberal (não é um
funcionário público), tem os clientes que lhes
pagam os honorários (os exequentes). Em 2003
entraram no processo civil. Entrou de uma
forma bruta, mas funcionou (ação executiva
funciona bem em Portugal). Veio substituir
funções dos oiciais de justiça e dos juízes. Tudo
o que não está previsto para o juiz ou para a
secretaria é do agente de execução. Isto não
era claro. Em 2003, falava-se num poder geral
do controlo sobre o processo que era seu,
podendo fazer o que quisesse.

o Como se o agente de execução substituísse


apenas o oicial de justiça. Um dos grandes
problemas dessa reforma foi as relações entre o

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juiz de execução e o agente de execução. Em


2008, dá-se um reforço dos poderes do
agente de execução, foi clara a
mensagem, quem manda é o agente de
execução. Eliminando-se a expressão "sem
prejuízo do poder de controlo do juiz". Na
reforma para o código atual, dada a tensão
entre as classes, manteve-se o regime de 2008
que atribuía poderes ao agente de execução.
Artigo 723º CPC. competências do juiz de
execução. São as questões que compete ao juiz
de execução. Despacho liminar, graduar,
avaliar, julga. Na alínea c), este é um dos
mecanismos de controlo. O executado ou
exequente, tem a faculdade de reclamar ou
impugna. Como executado reclamo. Outra
coisa, o agente de execução penhora certo
montante, pode pedir perante ele para essa
penhora ser diminuída.

o Na d) poder de decidir acerca de algo pedido


pelo agente de execução, nos termos da lei, é
claro. Tem que haver alguém a pedir para
intervir. Tem obviamente a possibilidade de
decidir que as decisões são nulas ou invalidas
porque violam princípios fundamentais ou são
desproporcionais. Há uma fronteira entre poder
jurisdicional. Decisões inais sobre o que quer
que seja competem sempre ao juiz.

o A questão da reserva de juiz, é deinida


pelo TC como decisões deinitivas sobre
questões litigiosas. Tem que haver um litígio.
Em segundo lugar é jurisdicional quando é uma
decisão inal. Podemos ter uma direção geral a
decidir qualquer coisa, mas depois.

o A reserva do juiz é só isso, decisões inais


em questões litigiosas. De resto pode-se
atribuir a qualquer outra classe, qualquer outra
função. Dentro desta delegação de poderes, não
há limites na distribuição de poderes. Daí o
719º CPC ser tão amplo. Tem também o poder
de direção do processo, sobretudo claro a partir
de 2008. artigo 6º do CPC. É ele que promove
as penhoras. Na dúvida é o agente de execução.
Houve situações complicadas.

o É necessário um sistema de controlo que


dissuada. Enquanto não houve este mecanismo,

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houve situações de agentes de execução que


desviaram bastante dinheiro. O dinheiro
penhorado ia para as contas dos agentes de
execução. Saldo bancário, por exemplo.
Congelavam-no e depois ia para as contas do
agente. Todo o dinheiro ia para essa conta. E o
agente de execução podia mexer à vontade
nessa conta. Não era claro como é que o direito
se repartia pelos vários processos. Tinha lá
aquele dinheiro todo, alguns investiram etc.
Nestes casos há responsabilidade do
estado? São proissionais liberais a ser
responsáveis, mas será que como há uma
delegação, é possível que o estado seja
responsável. Porque há uso de jus imperii, há
uma posição de ente público por parte do
agente de execução é o exequente que o
escolhe livremente, e pode destituí-lo.

o Artigo 720º CPC: modo de designação do


agente de execução. Se for pelo exequente,
pode escolher um qualquer. Depois no Nº4. o
agente de execução pode ser substituído pelo
exequente, tendo este que expor o motivo da
destituição. Ela é livre. Pode destituir à sua
vontade, tem é que explicar porquê. Esta regra
surgiu também para limitar os poderes do juiz.
Antes o juiz podia destituir. Agora já não pode.
Quando é que o oicial de justiça pode exercer
as funções do agente de execução.

o Ver artigo 722º CPC este artigo é excecional.


Artigo 723º CPC. competências do juiz. Há
inúmeras regras que atribuem outras
intervenções ao juiz.

o Nº3 -relativa
à recusa do requerimento.
Comparando com o processo sumário, artigo
855. aqui claramente cabe ao agente de
execução recusar o requerimento. No processo
sumário já competem ao agente de execução.

o 726 Nº7 CPC: outro poder do juiz.


o 727 nº2 CPC : Onde não há intervenção do juiz
compete ao agente de execução. Uma questão
diferente desta é a de saber quais são os
poderes do juiz quando ele é chamado
legitimamente a intervir. Por exemplo, os juízes
intervêm no âmbito do chamamento por uma

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das partes. Chamado o juiz, sendo necessário


decidir se se faz uma citação edital ou se se
deve repetir a citação por exemplo, pode o juiz
analisar ou não o que está no processo a im de
declarar ou não uma ilegalidade? A prof
entende que, o juiz pode apreciar a
legalidade dos atos do agente de
execução, mas para lá do âmbito do
agente de execução. Se ele agiu no âmbito
de competência do agente de execução (se ela
não for ilegal, nem violar direitos
fundamentais), nesse caso o agente não pode
anular, substituir os atos do agente de
execução. Pode apenas controlar a legalidade
dos atos (incluindo constitucionalidade
obviamente).

o O juiz não pode substituir-se ao agente de


execução. A função do juiz é apreciar o
cumprimento das regras, do ponto de vista da
legalidade e eventualmente anular os atos do
agente de execução que não cumprirem essas
regras. Esta posição baseia-se no previsto no
artigo 734º CPC. os juízes mantêm sempre
algum poder oicioso relativamente. Às
questões que podiam originar o indeferimento
liminar. (ver os fundamentos deste
indeferimento liminar) juiz recebe o processo
porque reclamaram de um ato de penhora, o
juiz pode avaliar do indeferimento liminar, caso
se trate de um fundamento de conhecimento
oicioso. Nunca entrando no campo do agente
de execução. Decisões sobre a
proporcionalidade estão a meio de caminho,
icam na zona cinzenta

o 751º CPC: Ordem de realização da penhora. A


penhora de dinheiro (salário, rendas, subsídios)
deve ser privilegiada face ao resto do
património. Quer para o executado, quer para o
executante é o bem mais acertado. Melhor para
o exequente que recebe logo o dinheiro.
o Nº2- ele é livre, mas está de certa forma
dependente por duas forças. O exequente, e em
segundo lugar, os critérios deinidos no artigo.
Norma imperativa- pode haver regras que
estabeleçam que determinados bens
respondem em primeiro lugar. (caso da garantia
real- 752º CPC) Ofenderem o princípio da

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proporcionalidade- ele tem que determinara o


valor a penhorar. 735º CPC Nº3. penhora limita-
se aos bens necessários para pagar a dívida.
Não pode penhorar tudo e mais alguma coisa.
Ver qual é o valor da execução, determinar qual
o valor da obrigação exequenda, determinar
qual o valor das despesas seguindo o critério do
artigo 735ºCPC.
o Concretizando estes 3 limites, a
proporcionalidade e a adequação são conceitos
indeterminados e que podem criar dúvidas no
agente de execução.

o Outra limitação: 751ºCPC Evitar ao máximo que


se penhore imóveis ou estabelecimentos
comerciais mais sensíveis para as pessoas.751
º3- pergunta quando é que é possível penhorar
imóveis. Se o salário for 700€ posso penhorar
100 (não posso penhorar menos que salário
mínimo) 1200 ao im de um ano e a dívida for
de 2000 euros. Posso ou não penhorar pode. Por
via do artigo 751 a). Estas regras não
existiam. Surgiram devido à crise de 2008
e 2011 onde se tentou proteger as
pessoas.

o 751 nº3 b) - muda o valor da dívida e o prazo.


Caso não seja suiciente, pode recorrer.se a esta
regra, para penhorar o imóvel. O valor de
referência é o valor da dívida mais dos juros à
data que se faz a penhora.

o 751 nº3 c): Restantes casos. Imóveis que não


sejam habitação permanente. Isto são limites
antes de penhorar o imóvel. Se o exequente
nem quiser penhorar o imóvel pode optar por
outra solução que lhe aprouver. Pode haver
vários bens para penhorar. Salário baixo, saldo
bancário insuiciente, imóvel, 2 automóveis,
recheio de casa. O agente de execução deve
procurar, prejudicar o menos possível o
executado e prejudicar o menos possível o
exequente. Exemplo: dívida de 5000 euros.
Saldo 2000, automóvel 10000, imóvel de
100000. é evidente que faz mais sentido
penhorar o automóvel, mesmo que o exequente
preira penhorar já os 2000 euros dada a sua
mais elevada liquidez. Num caso como este o
agente de execução penhora o carro. O
exequente reclama do ato do agente de

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execução. O juiz deve decidir o que ? Há uma


obrigação do agente de execução em respeitar
as indicações do exequente. 751 Nº2. só pode
afastar com base numa dessas exceções.
Adequação (no montante do crédito do
exequente). Se for penhorado um salário, a
100 %, o executado pode opor-se à penhora. Se
for penhorado um imóvel, já não pode. Não tem
que ver com o montante da dívida, mas sim
com a legalidade da penhora. Conirmando-se
que o automóvel é suiciente para penhorar a
dívida, o juiz deve manter a decisão.

Quarta-Feira, 21 de março de 2018

o Artigo 720.º, n. º4 – O agente de execução pode


ser substituído pelo exequente, com a alteração
de 2008.
o Remuneração do Agente de Execução – 541.º -
saem precípuas do produto dos bens
penhorados – saem do primeiro as custas da
execução, os honorários e despesas devidas ao
agente de execução. O exequente antecipa
sempre as custas, que deverá ser penhorado
pelo agente de execução.
o CAAJ – Se o exequente mandar penhorar tudo, o
executado pode reclamar para a CAAJ. A CAAJ
não atua oiciosamente, atuando sobretudo por
denuncia. CAAJ – Comissão para o
acompanhamento dos Auxiliares de Justiça.
o O processo executivo tem hoje duas formas de
processo para execução de quantia certa, o
processo ordinário (artigo 724.º e seguintes) e o
processo sumário (artigo 855.º e seguintes).

A grande diferença entre ambos surge na fase inicial.

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Quarta-Feira, 04 de abril de 2018

o Se o requerimento não for recusado pela


secretaria, avança-se para despacho liminar, ou
seja, intervenção do juiz.

o O despacho liminar pode ter quatro


formas:
1. Se estiver tudo mal, há um indeferimento
liminar, ou seja, a acção acabava;
2. indeferimento parcial, apenas parte dos
executados, ou dos títulos, não serão
procedentes.
3. Se for possível suprir algum vicio haverá
despacho de aperfeiçoamento e se estiver
tudo bem, irá proceder.
4. Despacho de Citação.
Qual é o artigo? Artigo 726º CPC.
1. Despacho de indeferimento total: situações em
que não há a existência do título executivo,
apesar de a professora considerar que isto
também se poderia integrar na parte
respeitante a exceções dilatórias, estando aqui
prevista apenas por razões históricas, a
inexistência do título executivo e a ocorrência
de exceção dilatórias, mais o fundamento
constante da alínea d) do nº2 do referido artigo
726ºCPC. As regras de citação são aplicáveis
tanto à acção declarativa como à acção
executiva, em qualquer especialidade. (Nº2)
→ Deferimento de Indeferimento Parcial (Nº3)
→ Despacho de Aperfeiçoamento (Nº4)
→ Despacho de citação (Nº6)
o Nos termos do artigo 727º, o exequente pode
requerer que a penhora seja executada sem a
citação ao executado. A penhora pode ser
anterior à citação e será nesse despacho que
será decidido, se se cita primeiro ou não: o que
é que o exequente tem que fazer? Tem que

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alegar factos de perda de garantia patrimonial e


que oferecer de imediato as provas; Este
requisito é muito semelhante ao das
providências/medidas cautelares.
Artigo 391º-Arresto.
o Na ação executiva, o bonus fumus iuris é o
título executivo, tendo apenas que se provar o
periculum in mora, o receio da perda da
garantia patrimonial. O arresto é uma forma de
requerer uma providência cautelar, no que diz
respeito ao procedimento é muito semelhante à
penhora.

o O processo sumário: a norma estabelece que a


intervenção e que há requerimento executivo à
mesma, depois o que se segue é uma análise
pelo AE e é ao AE que compete fazer a
veriicação formal da recusa do requerimento,
depois pode o AE suscitar a intervenção do juiz,
se se aigura provável a ocorrência de algumas
situações (fundamento de despacho liminar), ou
quando duvide veriicação dos pressupostos da
forma sumária. A principal diferente é que num
há despacho liminar e citação e no outro não há
despacho liminar nem citação, se houver dúvida
sobre a forma sumária o AE deve enviar para o
juiz, bem como quando se veriicarem
determinadas situações. Em qualquer outra das
situações o juiz pode ou conirmar realmente
aquele juízo que o AE fez está correto ou não.
Caso o processo esteja correto, não haja
nenhuma das duas possibilidades acima
referidas, então remete o processo novamente
para o AE, que irá começar a penhora sem
citação.

Segunda-Feira, 09 de abril de 2018

A oposição à execução (728º-733º e artigo 857º)


o Quais são os primeiros aspetos que é
importante ter em conta?
o É um meio de reação na sequência da citação
no processo executivo. A oposição à execução é
um meio de reação ao dispor do executado no
processo executivo, na sequência da citação. O
momento da citação é diferente em função do
tipo de processo (sumário ou ordinário), mas em

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ambos os casos isto não altera a função da


oposição à execução.
o Mais importante é que a oposição é uma acção
declarativa que é tramitada por apenso,
paralelamente à acção executiva. Corre os
seus termos por apenso à acção executiva, mas
paralelamente. A diferença é que o
procedimento de execução é uma acção
executiva e a oposição à execução é uma acção
declarativa.
o "corre os seus termos por apenso"- porque tem
um nexo funcional com a acção executiva.
Os fundamentos da oposição à execução:
o Quando esteja em causa uma decisão judicial
(artigo 729º) - é aqui que encontramos os
fundamentos baseados em sentença- são 9
alíneas, que podemos no essencial repartir em
3: em primeiro lugar, a falta de pressupostos
processuais gerais (c), em segundo lugar, a
falta de pressupostos processuais
especíicos(todas as outras alíneas,
discutindo-.se a alínea , e em terceiro lugar a
inexistência da obrigação exequenda (alínea g
e h)
o Como é que fazemos a distinção entre o geral e
o especíico? Os pressupostos processuais
gerais aplicam-se tanto ao processo declarativo
como ao executivo - (capacidade judiciária, por
exemplo; e os pressupostos processuais
especíicos - os que dizem respeito à execução;
Inexistência da obrigação exequenda:
1. Factos extintivos ou modiicativos da obrigação,
desde que posteriores ao encerramento da
discussão e provados por documento (artigo
729º g). Exemplo. Exemplo: A parte teve a
oportunidade de alegar e não o fez na acção
declarativa, não o poderá fazer na acção
executiva. A oposição à execução só pode
ocorrer quando o facto modiicativo ou extintivo
seja posterior ao encerramento da discussão
em primeira instância. Exemplo 2: pagamento
ocorreu antes da acção declarativa. A parte
pagou e não invocou. Pode invocar agora -
NÃO! E se a parte tiver pago depois da decisão
judicial na acção declarativa? Só nesta situação
é que estamos perante a situação prevista na
alínea g). Entende-se que a prescrição não é

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possível de ser provada por documento.


Admite-se a prova por outros meios – conissão
2. A prescrição, entende-se que normalmente não
pode ser provada por documento, daí que a lei
exclua a prova por documentos. A doutrina
discute se esta razão de ser, se pode ser
alargado a outros factos como a usucapião. E a
anulabilidade? Passa-se exatamente a mesma
coisa? Ou não, pode ser diferente? O momento
de cessação do vício é importante? E
imaginemos que só cessa o vício depois da
discussão em acção declarativa? A oposição à
execução é possível com este fundamento? -
princípio do processo civil aqui em causa será o
princípio do contraditório e o exercício do
direito de defesa. Sempre que o facto não
pudesse ser alegado em primeira instância,
para o professor parece que se deve interpretar
a regra extensivamente, para se permitir a
acção à execução.

No entanto, existe outra questão importante -


ocorrência do facto em (4/2/2017); encerramento da
discussão em 4/3/2017; e conhecimento do facto em
2018- há doutrina que de facto entende, de acordo
com uma interpretação literal, não se poderia aplicar o
artigo 729º g), não sendo admissível o facto por ser
anterior ao inal da discussão em primeira instância.
o No entanto, há outros autores que consideram
que integram também factos de conhecimento
superveniente, aplicando-se o mesmo regime
do que ao facto posterior ao encerramento da
discussão em sede de acção declarativa.
o A compensação, desde 2013, só pode ser
deduzida em reconvenção - pode ela ser
fundamento de oposição à execução, mesmo só
podendo ser deduzida na reconvenção.
Compensação como facto extintivo ou
modiicativo? Mais uma vez a doutrina diverge -
uns considerando que tem que respeitar os
requisitos da alínea g) e outros não.
2. Quanto á sentença homologatória de conissão
ou transação (alínea i): exemplo- se a transação foi
determinada por erro, por exemplo, pode opor-se à
execução com esse fundamento.se houver alguma
causa de invalidade substantiva do negócio jurídico,
poderá ser considerada fundamento de oposição à
execução.

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E a arbitragem? Fundamentos constantes do artigo


729º, mais as constantes do artigo 730º;
○ Se a parte, num momento anterior propôs uma
ação de anulação e ela foi julgada improcedente, se
ela já tiver transitado em julgado, o fundamento
utilizado para a acção de anulação não pode ser
utilizado na oposição (artigo 48º LAV Nº1)
○ Não pode ser invocado pelo executado na
oposição à execução de sentença arbitral nenhum dos
fundamentos previstos na alínea a) do nº3 do artigo
46º se já tiver decorrido o prazo ixado no artigo 6º do
mesmo artigo para a apresentação do pedido de
anulação da sentença, sem que nenhuma das partes
haja pedido tal anulação.
○ Acção de anulação- proposta no dia 4/01/2018 e
foi decidida no dia 4/06/2018- a decisão foi
improcedente. Há uma decisão, se essa decisão for de
improcedência não se pode invocar o mesmo
fundamento na oposição à execução.
Requerimento de Injunção com forma
executória:
○ Por regra, os fundamentos de oposição à
execução em requerimento de injunção com aposição
de fórmula executória eram os mesmos tratando-se de
uma sentença ou de um requerimento de injunção
com aposição de fórmula executória.
○ O TC, em 264/2015, declarou inconstitucional o
artigo 857º/1- e importa perceber duas coisas - porque
é que se declarou a regra inconstitucional e na
sequência da decisão, quais são os fundamentos?
Principais questões:
1. O processo de injunção não é um procedimento
jurisdicional, não há intervenção judicial e se não
houver oposição não há nenhuma intervenção judicial;
2. A forma como a notiicação é transmitida ao
requerido- a frustração da notiicação postal registada
dá ligar a notiicação postal simples para todas as
moradas apuradas do requerido - o requerido pode
não tomar conhecimento do procedimento de
injunção;
3. A notiicação não alude ao efeito preclusivo dos
meios de defesa - a notiicação esclarece o prazo que
tem para pagar ou opor-se e refere-se as

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consequências da oposição, mas não diz nada quanto


ao efeito preclusivo dos meios de defesa.
Temos que saber qual é o regime que se aplica aos
requerimentos de injunção com aposição de fórmula
executória? Temos que aplicar a regra geral, ou seja, o
729º por força do 731º.
○ Outros títulos executivos (731º);
○ Fundamentos do 729º e quaisquer outros
fundamentos que possam ser alegados com o defesa
em acção declarativa, o que faz sentido porque não
houve uma acção declarativa.

Fundamentos taxativos?
○ O elemento literal dos preceitos analisados
aponta nesse sentido. A questão levanta-se
sobretudo quanto aos requisitos do requerimento
executivo- imaginemos que um destes requisitos,
nomeadamente a declaração do valor da causa, por
exemplo, não consta do requerimento executivo e o
requerimento não procede. JLF diz que o executado
pode alegar que o requerimento executivo não
está de acordo com os requisitos da lei. A parte
pode em vez de deduzir oposição à execução, o que
vai acontecer é que a parte pode opor-se por
requerimento.
A oposição à execução - qual é o prazo para deduzir a
oposição por embargos?
○ O prazo encontra-se previsto no artigo 728º/1 -
são 20 dias a contar do seguinte momento: aquilo que
interesse compreender é que o prazo de 20 dias é
contado a partir da citação ou da notiicação do
executado, para resolver os problemas de cumulação
de executados. Qual é a regra para os prazos
processuais? Artigo 279º do CC;
○ Citação ou notiicação do executado (728º/1 e
856º/1);
○ Prazo contado de ocorrência ou conhecimento
do facto superveniente (728º/2)
Quais são os efeitos da pendência?
○ A execução prossegue, sendo que a oposição
prossegue os seus termos (artigo 733º/1)
○ O bem penhorado pode ser vendido, mas não se
pode proceder ao pagamento- pretende-se

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salvaguardar a eicácia útil da oposição à execução. A


lei tutela os interesses do executado, impedindo o
pagamento ou a venda da casa em que este habite,
de acordo com os artigos 4º e 5º do CPC.
○ Efeito suspensivo da pendência da
oposição: prestação de caução- ocorre por meio de
um processo próprio a correr em apenso. Se não
houver acordo entre as partes sobre a caução, ela é
decidida pelo juiz; impugnação da genuinidade da
assinatura de um documento particular- é preciso que
a parte apresente documento que constitua princípio
de prova. Que documentos podem constituir princípio
de prova? Por exemplo um documento oicial como um
cartão do cidadão. Quando falamos de documentos
particulares estamos a falar de títulos de crédito. O
executado pode apresentar um documento que
constitua princípio de prova, de modo a impugnar a
assinatura de um documento particular; impugnação
da exigibilidade ou liquidação da obrigação;
○ A regra é que a oposição à execução NÃO
suspende a execução.
A tramitação- a oposição à execução é deduzida
através de articulado- os embargos que devem ser
tramitados por apenso devem ser liminarmente
indeferidos - parece indicar um despacho liminar na
oposição à execução, de acordo com o que indicia João
Pedro Pinto Ferreira, o que pode levar a dois
resultados: indeferimento liminar - o juiz recusa
receber a oposição à execução (nº1 732º e 590º/1); Se
nenhuma das situações se veriicar, normalmente o
despacho liminar será um despacho de citação. No
processo executivo, a relação material controvertida
estabelece uma relação entre o exequente e o
executado. Isto quer dizer que nos embargos quem
será citado será o exequente, porque são promovidos
pelo executado. O B é o embargante e o A é o
embargado. O exequente tem o ónus de contestar
(732º/2).
o As restantes fases do processo seguem a
tramitação do processo comum (732º/2);
o Os Efeitos da Decisão dos Embargos e dos
efeitos dessa decisão no processo executivo: os
embargos seguiram toda a sua tramitação e há
uma decisão e a decisão pode ser uma decisão
de procedência ou de improcedência dos
embargos. O que resta saber é se esta decisão
produz efeitos fora dos embargos.

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Quarta-Feira, 11 de abril de 2018

Apresentação do meu trabalho sobre o PEPEX.

Segunda-Feira, 16 de abril de 2018

Terceiro relativamente à dívida e não


relativamente à penhora, por exemplo um
iador.
Exemplo: é uma acção com uma garantia real
em nome de terceiro - se a acção executiva não
for proposta contra ele e se ainda assim for
penhorado o seu bem, existem mecanismos de
reação - incidente chamado "embargos de
terceiro" - neste sentido terceiro em relação à
execução.

o Limite - artigo 755º do CPC - se o valor


for até 5.000 é preciso somar 20% ao
valor da obrigação exequenda.
Artigo 541º - se o dinheiro chegar para pagar
tudo, não há diiculdades, esta regra é aplicável
quando o produto dos bens penhorados não é
suiciente para pagar as custas da execução, os
honorários do AE, e os créditos.
Estas normas estabelecem o que são as
impenhorabilidades - há mais exceções do que
as que estão no artigo (739º), 740º, 741º -
incidentes de incomunicabilidade.
Direito inalienável- Direito a alimentos (em
virtude de ser menor, por exemplo), direito de
uso e habitação, direito à sucessão de pessoa
viva;

Artigo 736º CPC- Critérios de


Impenhorabilidade
○ "ins de utilidade pública": Isto tem que
ser provado, é preciso provar que os bens estão
afetos à utilidade pública;
○ Alínea d) - objetos destinados ao exercício
de culto público, objetos religiosos - "culto
público;

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○ Animais de companhia - "animais dotados


de sensibilidade"

Artigo 737º - bens afetos à utilidade


pública;
o Não se aplica a pessoas coletivas este
artigo 737º - senão impediria a penhora
de qualquer bem de uma sociedade
comercial, e que tipo de bens estamos a
falar? O barco do pescador; trator de um
agricultor;
Exceções: se o executado indique o
determinado bem da penhora, ou se a execução
se destina ao preço da aquisição;
Exemplo: nº2 do artigo 737º - café em nome de
uma pessoa - máquina de café, por exemplo-
pode penhorar-se a universalidade - qual é a
opção se só existem este tipo de bens?
Penhorar o estabelecimento comercial como
uma exploração agrícola inteira, o que engloba
tudo;
o Nº3 737º - bens impenhoráveis -
discussão sobre o que são "Bens
imprescindíveis a economia doméstica" -
o que está aqui em causa é um padrão
mínimo de dignidade social, é obvio que
as pessoas podem viver com os mínimos,
mas não é isso que aqui está em causa -
dignidade adequada ao tempo em que se
vive.

Penhorabilidade dos Salários - esta


impenhorabilidade dos 2/3 faz sentido em
determinados montantes, e a lei estabelece
esses limites - um limite máximo (3 salários
mínimos nacionais à data de cada apreensão); e
um limite mínimo (

Exemplo:
○ Uma pessoa ganha 3000€, o valor
impenhorável são 2000€ podendo penhorar
1000€ e a pessoa icava com 2000€ por mês,
mas esta impenhorabilidade não pode ser
acima dos 1740€. O valor que vai ser penhorado
são 1260€ (3000-1740), sempre que os dois
terços forem acima dos 1740€ aplica-se esta
regra;
○ Uma pessoa ganha 9000€ -aplicação do
limite máximo: 7260€

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○ Se a pessoa ganhar 1200 por mês, nesse


caso, o limite de impenhorabilidade são 400€ -
um terço do salário é penhorável;
○ Se a pessoa ganhar 750 por mês - 2/3
impenhorável 500€; 1/3 penhorável - o agente
de execução vai penhorar 170€, tomando em
consideração o limite mínimo;

NOTA 738º e artigo 739º: VER ARTIGO DA


IMPENHORABILIDADE.
Se o crédito for impenhorável, ele também é
impenhorável, e aliás, a mesma lógica está no
nº5 do artigo anterior - na penhora de saldos
bancários, se for penhorado a conta bancária de
uma pessoa, tem que se deixar 580€, e no caso
de ser um valor de alimentos o mínimo de 207€
Artigo 743º relativamente à penhora em caso de
comunhão ou de compropriedade - execução movido
contra não podem ser penhorados os bens no
património comum nem uma parte especiicada do
bem diviso- isto não quer dizer que não se possa
penhorar a quota da pessoa, apenas não posso
Caso Prático nº12
○ Venda de coleção de ilmes pornográicos
- se for um conteúdo ilícito não pode ser
vendido nem penhorado; já se for lícito a
questão será diferente;
○ E a questão de um frigoríico topo de
gama? Depende de se for o único que exista ou
não;
○ 4 televisões LCD- há muita divergência
obre se a televisão é indispensável na economia
doméstica.
Exemplo: uma pessoa vive numa casa que é
arrendada e vive do rendimento de outra casa
que herdou - se essa renda for a única, se
assegurar a subsistência do executado, não
poderá ser penhorada totalmente. No entanto,
se isto for um extra, temos que ter em conta
para o artigo 738º CPC! - soma-se os dois
ordenados e depois aplica-se os limites, aplica-
se o mesmo às rendas, juros (…)
E a pessoa tiver dois ordenados? É penhorável
tudo até aos 1740€!
○ Correspondência, direito de personalidade
que impediria a utilização destas cartas sem
autorização do próprio, alínea c) - objetos cuja

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utilização seja ofensiva dos bons costumes


(artigo 736º)
○ Dente de Ouro - ofensivos aos bons
costumes
○ Cama antiga - pode ser penhorada devido
à última parte do caso pratico
○ Oposição à execução - artigo 729º os
fundamentos são taxativos e limitados de
oposição, são muito poucos. Na oposição à
execução por outros títulos pode alegar-se
quase tudo (Artigo 731º)

Quarta-Feira, 18 de abril de 2018

Oposição à execução - artigo 729º os


fundamentos são taxativos e limitados de
oposição, são muito poucos. Na oposição à
execução por outros títulos pode alegar-se
quase tudo (Artigo 731º)

Alínea g) do 729º CPC:


○ Até este código, não existia a alínea h),
apenas até à alínea g) - a compensação
(266º/2/c) é sempre deduzível por reconvenção,
independentemente do valor do crédito, seja
quando a compensação funciona como facto
extintivo da obrigação seja quando funciona
como novo pedido, podendo mesmo ser do Réu
contra o Autor, por exemplo. Se eu não deduzir
a reconvenção com o meu contracrédito, não
estou impedida de deduzir depois uma nova
acção judicial, na medida em que a
reconvenção não se encontra como ónus;
○ A alínea h) existe no artigo 729º CPC, a
compensação não é um facto extintivo, não tem
o regime processual de um facto extintivo,
podendo-se invocar a compensação que não
tenha sido invocada na acção declarativa,
mesmo que não possa ser, de modo a que o
direito da parte não precluda.
○ Quando é que os prazos de compensação
do 728º/2 e da alínea g), quando é que este
prazo se veriica? No momento em que estão
veriicados ou que ocorreram os pressupostos
substantivos da compensação? A compensação
só poderia ser invocada se os seus pressupostos
se veriicassem depois do encerramento da
discussão. Não havendo a possibilidade da
dedução da compensação na reconvenção, a

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prof considera que não faz sentido aplicar esta


limitação à acção executivas.
○ Se a partir do momento em que é possível
declarar uma compensação, se constitui numa
esfera jurídica o direito a compensar um crédito:
se é anterior ao inal da discussão na acção
declarativa teremos que declarar na acção
declarativa.; se for posterior ao inal da
discussão em acção declarativa eu posso
invocar na acção executiva. Estes requisitos
têm sido aplicados à alínea h) - os requisitos da
alínea g) (posterior à discussão em primeira
instância)
Acção declarativo» julgamento»
encerramento da discussão: há dois
momentos na compensação:
a) declaração de compensação;
b) Veriicação dos pressupostos substantivos da
compensação.

O credor não tem um prazo para emitir estas


declarações, a dúvida é, se veriicados já os
pressupostos da compensação, se estes
momentos contam da veriicação dos
pressupostos ou da declaração de
compensação? Qual é a posição doutrinária:

1. é indiferente quando se veriicam os


pressupostos, é sempre possível utilizar a
compensação como oposição à execução,
baseado na letra da lei; (interpretação mais
literal);
2. Interpretação dominante: não, ele pode
deduzir a compensação na acção declarativa
porque os pressupostos já se veriicaram nesta
altura, poderia ter reconvindo, logo, ou seja, se
a compensação poderia ser invocada na AD, no
momento da reconvenção, se se podia ter
invocado aqui, não serve para se opor à
execução de sentença com este fundamento
(não pode ser usada na AE);
○ JLF entende que não há reconvenção
superveniente, os pressupostos do meu
direito a compensar ocorrem no meio do
julgamento, não há possibilidade de fazer
uma reconvenção superveniente, podendo
alegar o fundamento na AE
o Exemplo: A oposição à execução
acontece no momento inicial no processo
executivo:

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Há uma compensação, que ocorreu em 2015, o


credor/devedor passou a ter o direito a
compensar um contracrédito. AD terminou em
2016. AE começou em 2017. dúvida: pode esta
compensação ser invocada na AE, que não foi
invocada na AD?

○ Se a veriicação dos pressupostos


substantivos da compensação pudesse ter sido
invocada no momento da reconvenção, onde se
alega a compensação, se poderia ter sido
invocado aqui e NÃO foi, esta compensação já
não serve para se opor à execução da sentença
com este fundamento na AE;

○ Se a veriicação dos pressupostos


substantivo da compensação não pudesse ser
invocada no momento da reconvenção, onde se
alega a compensação, a compensação pode ser
invocada como fundamento de oposição à
execução. Ou seja, se ocorreu entre a sentença
e a oposição, eu posso utilizar este fundamento
para opor-me à execução)

Quanto a matéria seja superveniente, conta-se


o prazo a partir do momento em que se
veriicou o efetivo conhecimento do facto.

Sexta-Feira, 20 de abril de 2018

Tramitação
Penhoras: imóveis (755 a 763), móveis (764 a
772) e direitos (773 a 783)
Aplico as regras da penhora de imóveis quando
me reiro ao direito de propriedade sobre o
imóvel.
Se penhoro um direito de compropriedade, não
posso apreender o bem.
755: a penhora de imóveis faz-se através do
registo da penhora - o que conta como data da
penhora é a data do registo (data a partir da
qual qualquer direito posterior e inoponivel a
penhora).
O agente de execução envia um pedido
eletrônico, recebe a certiicação, lavra um auto
de penhora (documento), e aixa um edital.
756: o depositário deve tomar posse efetiva do
imóvel, as pessoas têm de desocupar o imóvel,
e é mudada a fechadura. Passa a ser o agente

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de execução a controlar o acesso ao imóvel. O


depositário e por regra o agente de execução,
mas há algumas exceções (que visam proteger
os interesses do agregado familiar e de outras
pessoas): o exequente consentir que o
depositário seja o executado, o exequente
consentir que seja outra pessoa designada pelo
agente de execução, caso seja a morada de
família o depositário e o executado, se estiver
arrendada o depositário e o arrendatário (o
direito de arrendamento permanece mesmo
após a venda judicial), caso haja direito de
retenção o depositário seja o seu titular (ele
será pago ainda antes do exequente - direito
real de garantia).
757, n5: apenas pode ser efetuada entre as 7h
e as 21h - proteção da intimidade da vida
privada
N2: nos casos em que haja resistência (pode ser
apenas a porta estar trancada), o agente de
execução pode ir acompanhado da polícia
760: deveres do depositário. Caso o bem
desvalorize por falta de zelo ou diligência, o
depositário será responsabilizado em sede de
responsabilidade civil.
A regra na penhora de bens móveis e a posse
efetiva - 764, n1. O agente de execução regra
geral assume a posição de depositário.
N2 - exceções a regra de remoção. Ex: pipas de
vinho, máquinas fabris móveis inseridas numa
linha de produção (o custo da sua remoção seria
superior ao seu valor), animais que tem de estar
numa determinada região sob pena de
perderem a certiicação de origem, fruta.
O executado pode opor-se a penhora alegando
que o bem é impenhorável, que o custo de
remoção e superior ao valor económico do bem.
O depósito do bem pode ser incompatível com o
produto.
768 - Penhora de coisas móveis sujeitas a
registo.
Basta que o exequente aceite que o executado
seja o depositário dos bens móveis, estes não
são removidos.
N3: presunção de titularidade dos bens que
estão em poder do executado, como sendo
seus. Feita a penhora, a presunção pode ser
ilidida perante o juiz. Condicionantes da elisão
da presunção: após a penhora, pelo juiz e
através de prova documental inequívoca (ex:

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fatura, garantia). Pode vir um terceiro, que vê o


seu bem ser penhorado, deduzir oposição à
penhora (requerimento ad hoc).
Há quem defenda que esta norma não deve ser
aplicada de forma literal, mas sim de acordo
com o bom senso.
N4: auxílio da força policial, em caso de
necessidade
N5: bens muito valiosos, que não ocuparão
muito espaço e em que não existem
condicionantes, o depósito é feito em instituição
de crédito
766: e lavrado um auto, fazendo-se um
inventário de tudo o que se está a penhorar, e
atribui-se um valor a cada bem (pela
experiência do agente de execução ou através
de um avaliador). Estes valores servem depois
como indicações de valores de venda.
767: regra em caso de o executado esconder os
bens
768: primeiro o registo e depois a apreensão.
No caso de automóvel, pode o arresto ocorrer
primeiro.
Na penhora do navio é preciso registar e
notiicar a capitania
A penhora e a constituição de uma garantia
sobre os bens de forma a garantir que o credor
é pago em primeiro lugar, e implica retirar a
fruição do bem ao executado, para garantir que
ele não os extravasa, mas também como
penalização.
773 ou 63: a penhora de créditos faz-se com a
notiicação ao devedor (para que este saiba que
não deve pagar a sua dívida ao executado, mas
sim ao agente de execução)
Exequente (credor) - executado
(devedor/credor) - devedor do executado
769, n4 - salário: saem sempre primeiro os
honorários e despesas do agente de execução,
e depois os restantes montantes. A penhora do
salário é mensal. A extinção da execução
explica-se por razões puramente estatísticas. O
exequente pode requerer a renovação da
instância (seja porque o executado é despedido,
passa a receber menos ou mais, surge um novo
bem), ou seja, a extinção não é absoluta.
780: a penhora de depósitos bancários é feita
através da notiicação do banco - o executado
tem um direito de crédito quanto ao banco em
relação ao seu saldo bancário.

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773, n2: o devedor tem a obrigação de indicar


as garantias que tem, data de vencimento, tem
de fazer esta declaração no prazo de 10 dias
Crédito malparado: crédito que não será reavido
Imparidade: crédito em relação ao qual há
dúvidas quanto ao seu pagamento
N4: ônus que recai sobre o devedor, se ele nada
disser, considera-se que ele é efetivamente
devedor. Isto signiica que se o devedor não
pagar, ele pode ser executado - 777, n3.
Assumindo-se na execução que o crédito
realmente existe, seja porque o devedor admitiu
(773, n3), ou porque nada disse (n4), e sendo a
obrigação exigível, caso o devedor não pague, o
exequente pode na mesma execução exigir o
pagamento, e o seu património pode ser
penhorado (733, n1 - exige-se a citação pessoal
e não há efeito de caso julgado, o devedor pode
depois Propor uma ação declarativa Em que
pede ao exequente O montante que lhe foi
retirado, provando que não existia dívida). Não
há discussão sobre a existência do crédito nesta
ação, essa discussão terá de ocorrer noutra
ação, nesta execução não se vai discutir a
relação entre o executado e o terceiro.
Se o devedor contestar (não tem de ser
oferecida qualquer prova), o crédito será
litigioso, e pode o exequente decidir se
pretende retirar a penhora, ou mantê-la e
vender o crédito como litigioso - 775. Será
depois o adquirente do crédito litigioso que terá
a legitimidade para ir executar e discutir o
crédito com o devedor, há uma cessão forçada
de créditos. O 777 não se aplica aos créditos
litigiosos.
778: notiica-se o devedor e aplica-se o mesmo
regime. Ex: bens adquiridos com reserva de
propriedade, arrendamento com opção de
compra
A lógica da penhora é sempre impedir a fruição
do bem.
N3: a penhora deixa de ser de direitos e passa a
ser de bens
779: o locatário, empregador, entidade que
deve pagar e notiicada para que faça o
desconto e proceda ao seu depósito
806: acordo de pagamento de dívida
807: a penhora e instrumental a execução, não
pode existir não havendo execução. Assim,
transforma-se a penhora em hipoteca com a

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obtenção de um acordo, mantendo-se assim a


garantia apesar da extinção da execução.
780, n5: vários titulares do mesmo depósito
bancário, sem prejuízo de se poder ilidir a
presunção
N10: montantes que surgem depois do bloqueio
na conta bancária. A notiicação e imediata, e
feita eletronicamente.
O montante é bloqueado, e caso surja dinheiro
posteriormente, é necessário que haja uma
nova ordem de penhora, pois cada ordem é
relativa ao saldo bancário existente naquele
momento, com as limitações existentes.

Segunda-Feira, 23 de abril de 2018

Hipótese nº 14 do Conjunto de Hipóteses


Que bens pode o Agente de Execução Penhorar?
○ É importante olharmos para o artigo
1724º a): bens integrados na comunhão. Os
salários são bens comuns, tal como o subsídio
de desemprego. Exemplo: O salário é um bem
comum de acordo com o regime do artigo 1724º
a) CC. Para efeito da execução, responde só
mesmo tempo que os bens do devedor alguns
bens comuns (como por exemplo o subsídio de
desemprego de António), provocando-se um
incidente de incomunicabilidade, chamando o
outro conjugue;
o MAS, se a acção é apena contra um dos
devedores, respondem primeiro os bens
próprios do devedor e só
subsidiariamente os bens comuns de
acordo com o artigo 1696º/1 do CC, como
por exemplo, o salário de Maria; ora, isto
signiica que se não houvesse o nº2 do
artigo 1696º não se poderia penhorar o
salário.

HIPÓTESES PRÁTICAS (icha versão 1):


CASO 14:
António e Maria, casados no regime da
comunhão de adquiridos, são proprietários dos
seguintes bens: casa de morada de família
adquirida já depois do casamento; recheio da
casa de morada de família; veículo automóvel
antigo herdado do pai de António; salário de
Maria no valor mensal de 2.000€€; subsídio de
desemprego de António no valor de 600€;

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veículo automóvel comprado depois do


casamento.
Contra António pendem em simultâneo duas
execuções: a primeira para cobrança de dívida
decorrente de jogo; a segunda para cobrança de
crédito contraído para aquisição de televisão
(que, entretanto, já foi vendida). Em ambas o
título executivo são cheques.

a) Que bens pode o agente de execução


penhorar?
Os dois primeiros são bens comuns, o terceiro
bem próprio. O salário de Maria é um bem
comum, nos termos do artigo 1724º/a) CC (bens
integrados na comunhão). ATENÇÃO! Os
salários não são bens próprios, assim como não
o são os subsídios de desemprego!!!!
A casa de morada de família é um bem comum,
assim como o seu recheio. O veículo automóvel
comprado, nos termos do artigo 1722º/1/b) CC,
é um bem comum.
O artigo 1696/ CC estabelece que se só
propomos a ação contra um dos cônjuges,
respondem, em primeiro lugar, os bens próprios
e, subsidiariamente, os bens comuns. Nestes
termos, o salário só poderia ser penhorado, se
os bens próprios não fossem suicientes para
cobrir a dívida. No entanto, o nº2 do artigo
1696º estabelece que, embora o produto do
trabalho seja um bem comum, para efeitos de
execução, responde ao mesmo tempo que os
bens próprios. A subsidiariedade não se aplica
aos salários.
Sendo um bem comum, estando a propor uma
ação contra apenas um dos cônjuges, o regime
seria o do artigo 1696º/1. Isto signiicava que
não se poderia penhorar o salário, se o veículo
automóvel herdado fosse suiciente para pagar
as dívidas. No entanto, esta solução não está
certa por força do nº2, que atribui ao salário,
bem comum, um regime especial para a
penhorabilidade. É um regime misto entre a
responsabilidade por dívidas próprias e a
responsabilidade por dívidas comuns.
O salário da Maria é bem comum, mas não
entra nesta exceção. Apenas o subsídio de
desemprego de António, bem comum, pode ser
penhorado a título principal. Tendo em conta
que é uma dívida incomunicável, só podem ser
penhorados os bens próprios do devedor e o

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produto de trabalho do devedor, só podem ser


penhorados o subsídio de desemprego de
António e o carro herdado. Em relação ao
subsídio de desemprego, só poderiam ser
penhorados 20€.
Penhoramos, assim, o veículo herdado sem
qualquer limitação e 20€ do subsídio de
António.

b) Qual o procedimento a seguir se forem


penhorados bens comuns?
Foi penhorado o subsídio de António, que é um
bem comum, não é alterada a sua natureza.
Não foi pedido incidente de comunicabilidade.
Se tivesse sido pedido, o que teria acontecido?
Para que os bens próprios de Maria sejam
executados, ela teria que ser parte na
execução. Para tal, o exequente teria que ter
requerido incidente de comunicabilidade.
Falamos do artigo 741º CPC. Temos um espectro
temporal bastante amplo. Isto signiica que,
imaginemos que ele propunha a ação apenas
contra António e, entretanto, descobria apenas
bens comuns, ou que os bens comuns eram
mais fáceis de penhorar e as dívidas eram
comunicáveis, podia requerer na pendência da
ação o incidente de comunicabilidade. Mas não
foi o que aconteceu aqui.
Falamos, normalmente, de vários bens. Na
comunhão não tenho direito a metade do
recheio, metade do salário, mas a uma meação,
metade quando visto o conjunto. A ação de
separação de bens é o que se faz no divórcio,
quando as pessoas se divorciam, o património é
dividido e não é 50/50. Não posso, quando
penhoro um bem comum, que penhoro metade
do bem comum porque só um dos cônjuges é o
executado. Não se pode fazer como na
compropriedade em que penhoro uma quota.
Aqui penhoro o bem todo e faz-se a separação
de bens, divide-se o património todo entre o
casal. O património do casal é em comunhão,
não é compropriedade, o que signiica que é
tudo dos dois. O que é de cada um vai depender
daas relações do casal ao longo dos anos. A
afetação também é muito variável.
O agente de execução vai penhorar o bem
comum ou os bens comuns que crê que são
suicientes para pagar a dívida. Devemos ler o
artigo 740º CC, que se aplica neste caso.

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Há uma dívida de jogo que, em princípio, não é


comunicável. Se a dívida não é comunicável,
inicia a execução apenas contra o cônjuge, não
vai requerer incidente.
O cônjuge do executado pode requerer a
separação de bens. Ou já está a acontecer esta
discussão entre os cônjuges, de quem ica com
o quê, ou terá que se iniciar. A partir do
momento em que há separação de bens, deixa
de haver comunhão, o património ica separado.
O regime patrimonial do casal deixa de ter bens
comuns, só há bens próprios. Ou a penhora
incidia sobre o bem que icou na quota da
partilha do devedor, ou ica na quota do
cônjuge não devedor e é preciso fazer nova
penhora. Quando são penhorados bens comuns,
sem ter havido incidente de comunicabilidade,
ou já se iniciou separação de bens, ou se inicia,
e tem que se aguardar. A penhora para
naqueles bens, à espera da partilha, da qual
resulta que o bem penhorado icou para o
executado, ou que não icou. Se icou para o
executado, icou um bem próprio dele, mantém-
se a penhora no bem e parte-se para a venda.
Se a penhora recai sobre um bem que icou
para o cônjuge não executado, então, levanta-
se a penhora e escolhe-se outro bem.
Este ónus recai sobre o cônjuge do executado.
A partir do momento em que há uma ação de
separação de bens, pode-se requerer como se
quiser, a pessoa pode continuar casada.

Bens próprios do cônjuge (da maria) -


embargos de 3º

Quando se penhora bem comum, não se está a


penhorar bem de terceiro - está a penhorar o
direito ideal à meação. Pode ser penhorado
enquanto bem comum, mas na meação. A
penhora de bem comum não é ilegal, porque o
bem comum é propriedade do conjugue
devedor/executado. Exercer os direitos é pedir a
separação de bens.

Hipótese nº15:
A) Como é que se faz a penhora de móveis?
Apreensão e penhora dos móveis? Qual é a
regra? 764º do CPC - tem que os tirar e serem
colocados noutro local. É a partir da data em

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que se penhora, que quaisquer alterações


posteriores são ineicazes relativamente ao
exequente. Exemplo: dois dias depois da
penhora aparece uma pessoa a dizer que
comprou esses bens, se ele provar isto, é válido
a transmissão da propriedade se for feita
anteriormente à penhora. Já se for uma
transmissão posterior, não é eicaz
relativamente ao 3º artigo 819º do CC.
B) Presunção de que os bens eram do
senhor António. Neste caso em que não há
registo, a grande dúvida é saber se esta
presunção deve ser uma espécie de uma
"presunção cega" - por muito que pareça um
pouco injusto, a resposta que resulta da lei é a
seguinte- 764º/3

Oposição à penhora:
1) Simples requerimento (764º/3) -
possibilidade de um terceiro quando tem prova
documental inequívoca, ilidir a presunção-
forma ad hoc;
2) Oposição à penhora (784/785º) só pode
ser usado pelos executados fundamentos são
taxativos. Vai ser abrir um processo à parte do
processo executivo, para avaliar a licitude da
penhora; É importante perceber: é um meio do
executado, é o executado que pode invocar este
incidente e que os fundamentos para o valorar
são apenas os das alíneas do artigo 784º , não o
poderá fazer ou pelo menos por este meio.
Exemplo: artigo 751º/4 - substituição da
penhora, quando o executado o requeira,
precisando de acordo do exequente. Estes casos
não entram no 784º - situações de penhora
ilegal, violação de alguma norma jurídica. O
artigo 784º reconduz-se à ilegalidade da
penhora a nível de tramitação, o prazo de 10
dias para dedução de oposição- se houver
citação par acção executiva ao mesmo tempo
que há penhora o prazo é comum e os
incidentes são feitos em conjunto, conforme
estabelece o artigo 856ºCPC. No processo
sumário, temos o requerimento inicial e depois
em princípio é logo a penhora e a penhora, diz o
código, faz o mesmo tempo que a citação, a
penhora e a execução são feitas em simultâneo.
O que é que sito signiica? Que os prazos para
oposição à execução e à penhora começam a
correr ao mesmo tempo (856º) e então o

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executado tem 20 dias para as duas coisas, é


um único incidente. Efeitos? A execução só é
suspensa se o executado prestar caução e a
suspensão circunsreve.se aos bens que a
execução respeita. Se forem penhorados 3 bens
e só em relação a 1 é que há uma oposição e
prestação de caução, só em relação a esse bem
é que há a suspensão da penhora. Oposição à
penhora diz respeito a bens penhorados e
ILEGAIS. Só o titular de um bem penhorado
erradamente, tem interesse em vir invocar
ilegalidade dessa penhora, e o bem não é a
oposição à execução, mas os embargos de
terceiro.

3) Embargos de terceiro 342º e ss - se a


penhora ou qualquer outro ato ofender a posse
ou qualquer direito de quem NÃO é titular na
causa, pode recorrer-se aos embargos de
terceiro. Este incidente destina-se a não
executar, destina-se a penas a quem não é
executado e vê o seu património afetado. O
autor dos embargos de terceiro é um terceiro, é
alguém que não é parte na execução, mas vê o
seu património ser penhorado numa execução.
Este 3º pode deduzir num determinado prazo
nos 30 dias subsequentes àqueles em que a
diligência foi efetuada.

4) Acção de reivindicação: Não são


obrigatórios para os embargantes e pode fazer
depois da venda executiva dos bens. O titular
pode optar por propor acção executiva contra
quem comprou o seu bem ilegalmente
executado.

Os cônjuges
○ Se forem ambos executados - a posição
dos executados ou dos conjugues é de
executados. E, portanto, qualquer um deles vai
ter os meios ao dispor do executado e será uma
oposição à penhora ou por requerimento; eles
podem ser ambos executados porque a acção
foi proposta contra os dois ou depois de um
incidente de incomunicabilidade. Se só um for
executado, a questão ´o que o não executado
pode fazer?
○ Cônjuge não executado quando é
penhorado- várias situações - São penhorados
bens próprios do conjugue não executado, se só

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um executado, os bens do que não é executado,


a penhora é ilegal. Neste caso o cônjuge não
executado rege através de embargos de
terceiro porque ele é terceiro em relação à
execução. E se forem penhorados bem comuns?
Ou o conjugue não executado é citado nos
termos do 740º CPC ou não é citado porque o
AE esqueceu-se/não sabia q o bem era comum;
se ele for citado nos termos do 740º tem que
requerer a separação de bens; se ele não for
citado, então terá de deduzir embargos de 3º;
○ Uma terceira hipótese é a do 787º- o
conjugue do executado (786º nº1 a) primeira
parte - e porque é que o cônjuge não executado
é citado quando são penhorados estes bens, se
forem bens comuns será citado por via do
740º/1; este 787º está a referir-se a bens
próprios do executado e que bens próprios são
esses imóveis ou estabelecimento comercial, no
âmbito do 1682º a), e aqui quais são os
direitos? Aqui, excecionalmente o conjugue
pode deduzir oposição à penhora. É admitido
deduzir no prazo de 20 dias a execução à
penhora e pode exercer todos os direitos que o
executado tem
Se forem penhorados bens próprios da maria?
Embargos de terceiro.

Como pode António reagir?


Oposição por simples requerimento, permite a
quem? Ao executado e também aos terceiros,
sem prejuízo de deduzirem embargos de 3º.

d)embargos de 3º ou requerimento, depende da


prova que ele tenha em relação à sua
propriedade

o O artigo 743º tem uma norma de


conjugues: se o cônjuge for executado
o se o conjugue executado é admitido a
deduzir no prazo de 20 dias oposição à
penhora (787º);

Segunda-Feira, 30 de abril de 2018

o Atenção: a matéria para o teste


termina hoje.

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As convocações e concurso - o que é que é isto,


que acontece neste momento, no momento a
seguir à penhora? Momento me que se chamam
outros credores à acção, para que estes possam
aproveitar a acção e vejam ressarcidos os seus
créditos. São muito poucos os credores
admitidos a vir à acção executiva, pois senão a
acção executiva transformava-se em
insolvência que aqui estamos a estudar é uma
acção executiva singular, não uma acção
executiva coletiva, que é uma insolvência, para
numa situação em que o património do devedor
não é suiciente para pagar as dívidas,
procurando uma solução, por exemplo, com
uma solução de rateio. Há esta grande
diferença. Numa só vai um credor de cada vez e
na outra vão todos o mesmo tempo e depois
tem uma segunda grande diferença, sendo que
enquanto na primeira há patrimónios a pagar
para aquela dívida, e na segunda não há
património suiciente para pagar aquela dívida,
sendo um dos pressupostos da acção de
insolvência, ou seja, a pessoa não tem
capacidade para pagar todas as suas dívidas ou
para gerar rendimento que as permita pagar.

Que credores é que entram aqui?


○ Isto é uma execução singular, porque é
que vamos chamar outros credores? Que
credores são estes? Credores com garantia real
sobre os bens penhorados, pois o sistema
jurídico tem que ter mecanismos deste género
para que possa lograr eicácia. Se eu tenho uma
hipoteca sobre um imóvel, como proceder?
Exemplo: eu fui fazer umas férias e não as
paguei. Propõem uma acção contra mim - e,
entretanto, na execução o único bem que eu
tenho é um imóvel que está hipotecado pelo
banco. O banco pode intervir na acção
executiva. O banco será pago antes do credor,
depois da venda judicial, na medida em que o
seu crédito está "garantido " pela hipoteca do
imóvel. O banco só pode intervir numa situação
em que exista uma garantia real constituída a
seu favor.
○ Em primeiro lugar, são os credores com
garantia real sobre bens efetivamente
penhorados e não sobre bens que estão no
património do devedor.

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Artigo 788º CPC.


1. Se o bem for vendido por um valor
que não suiciente para pagar a
divida, ele não pode ir buscar
rendimento a outros bens penhorados
naquela execução, a venda do bem
não chega ao valor da dívida que os
executados têm com o banco, por
exemplo. Exemplo: vende-se uma casa
e penhora-se um ordenado para poder
pagar uma dívida. O banco tem uma
garantia real devido ao empréstimo
feito para pagar a casa, caso o valor
de venda de casa não chegue para
pagar a dívida, o banco não poderá ir
buscar o remanescente à penhora do
ordenado. Uma acção executiva
iniciada pelo valor de 15.000€,
entretanto no património do
executado: temos um salário (3000€),
um imóvel (200.000€) e um veículo
automóvel (5000€). Depois temos um
crédito com garantia real (do credor -
banco), é o que for da obrigação que o
executado tem perante o banco. Por
exemplo que o crédito é de 220.000€,
CRÉDITO COM GARANTIA REAL, DÍVIDA
AO BANCO. Neste caso, o valor do
imóvel dado em garantia era muito
inferior ao valor do empréstimo
efetuado pelo banco para a compra da
casa. Apenas os credores reais podem
reclamar o crédito. Se o bem for
vendido por 200.000€, o dinheiro VAI
TODO PARA O BANCO, credor real, que
é o que é pago em primeiro real, ou
seja, o dinheiro que saia da venda do
imóvel, vai TODO para o credor real,
até ao limite do seu crédito, não
recebendo o exequente NADA se o
valor não chegar para cobrir a dívida
ou se a cobrir integralmente. Esta é a
primeira consequência de um credor
real ser admitido na acção executiva,
e se ele não fosse admitido, as
garantias reais acabariam por NÃO
SERVIR PARA NADA.

o "Credores conhecidos" - porque o


executado disse (exemplo: penhor ou

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direito de retenção), ou porque quem


tinha essa garantia disse - artigo 747º/2
CPC.
Só podem reclamar os que tem garantia real,
quem não tem garantia real tem que ir propor
uma acção executiva e depois obter uma
penhora ou iniciar uma insolvência. Uma coisa é
uma garantia real e outra é o valor da dívida ou
a existência ou não da dívida: para poder
reclamar tem que ter uma garantia real. Como é
que os outros conseguem ver os seus créditos
satisfeitos? Iniciar uma acção executiva. São
citados porque? Porque pode haver privilégios
creditórios, nos casos das inanças e da SS.

o A garantia real caduca com a venda


executiva, ou seja, quando o bem é
vendido, é vendido livre de ónus e
encargos, onde se inclui qualquer
garantia real. Se o bem for vendido em
acção executiva, a garantia real caduca.
Se o credor real não for citado, não for
chamado à execução, haverá um efeito
muito gravoso no seu património, com a
extinção da garantia real. - e por isso é
que é obrigatória a citação. A citação é
obrigatória e o banco tem um ÓNUS de
vir reclamar o seu crédito. E se ele não
for citado? A falta das citações (786º/6)-
tem o mesmo efeito que a falta de
citação do réu- anulação de todos os atos
praticados! Proteção do credor como se
protege o réu. O credor real neste caso
não reagiu porque não sabia e a partir do
momento em que sabe do seu direito e
do seu momento para atuar, faz sentido
privilegiar o credor real.
o No entanto, se já tiver havido venda
judicial, a lei procura proteger o terceiro,
ou seja, se na balança da justiça tivermos
um terceiro, que nada tem que ver com o
executado, então nesse caso o legislador
prefere em primeira linha proteger o
terceiro adquirente.
o Se o bem for adjudicado, ou seja, se o
bem não foi vendido a terceiro, mas foi
adjudicado, ou seja, vendido ao credor, aí
não há razão para desproteger o credor
real, porque nesse caso o exequente não

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é terceiro relativamente àquela execução.


Protege-se o credor real.

○ Dois regimes sancionatórios


○ para quem recebeu em vez do credor real
- rescisão daquilo que ganhou pode ser o
mesmo valor ou diferente. Enriquecimento sem
causa de quem recebeu dinheiro em vez dele;
○ em cumulação haverá responsabilidade
civil no valor do dano contra quem teve culpa
nesta não citação, pode ser o agente de
execução, o exequente, pode ser sobre alguém
que tinha o dever de informar e não informou,
como o executado.

Artigo 786º CPC:


○ Se o incidente de incomunicabilidade é
deduzido numa fase mais avençada do processo
é nesse momento. Caso seja antes será a
citação feita antes da penhora;
○ Consequências de só os credores reais
poderem reclamar os seus créditos: só o podem
fazer sobre o valor do bem penhorado,
independentemente do valor da sua dívida; se o
direito real de garantia não for afetado, a
garantia não é executada (850º/2) - esta regra é
que o direito real de garantia, se não for
afetado, o credor não vê o seu crédito afetado,
sendo a exceção exercer o 850º/2 aproveitando
a execução para fazer valer o seu crédito; qual
é a terceiro consequência? Os poderes do
credor real estão limitados pelos seus direitos
àquela garantia.
○ Só pode ser pago pelo valor da venda do
bem;
○ Se aquele direito ou o bem sobre o qual
incide a garantia não for afetado ele não tem
quaisquer direitos, embora com a exceção do
850´/2;
○ Os poderes do credor reclamante estão
limitados pelo seu crédito e pela sua garantia
real

Artigo 792º CPC


○ /7- a lógica é: faz-se o requerimento pelo
nº1 e espero que a acção executiva aguarde a
obtenção do título executivo - o nº7 alínea a)
aplica-se no caso de o executado não
reconhecer o crédito, não se formar um título
executivo, e tem que ir propor acção, para

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juntar uma certidão comprovativa da pendência


da acção judicial declarativa - a lógica é - o
credor real não tem título executivo (788º/2),
ele faz este requerimento a pedir que aguardem
que ele obtenha um título executivo, dando
entrada ao requerimento. Se o executado negar
a existência do crédito, o credor obtém na
acção própria sentença que sirva como título
executivo. Caso o executado airme a existência
da dívida, não será necessário o credor ir obter
uma sentença.
○ Pressupostos da reclamação de créditos:
título executivo, credores terem garantia geral,
obrigação certa e líquida, não precisa é de ser
exigível, pode não estar aina vencida (artigo 7º
do 788º)- isto permite de alguma forma, como o
bem vai ser vendido, o credor real tem que ser
pago antes dos outros, o que se faz é antecipar
o vencimento da dívida, permitindo que ele seja
pago mesmo que a obrigação não se encontre
vencida. Meios previstos no artigo 715º e 716º.

o Exemplo do artigo 789º: Direito de


retenção- podemos ter dois credores
reais- este retentor ica á frente do
banco, ou seja, de um credor garantido,
signiica, mas é - o maior interessado a
impugnar é o banco. O grande
prejudicado é o credor hipotecário, todos
podem impugnar os créditos um dos
outros. Podem impugnar dentro dos bens
da reclamação de créditos sobre os bens
sobre os quais eles tem garantia reais -
ou seja, o banco pode impugnar a DC do
retentor e do banco e vice-versa porque o
seu direito real incide sobre o mesmo
bem. No entanto, se tivermos as inanças
s reclamar um privilégio creditório sobre
um salário ou veículo automóvel o direito
de retenção é sobre o imóvel e o crédito
real/hipoteca é sobre o imóvel. O que o
artigo 789º/3 - relativamente aos
credores reclamantes, que a sua
participação no processo está limitada
pelos bens sobre os quais tem garantia
real, só podem impugnar a reclamação
de créditos é sobre um bem sobre o qual
incide a sua garantia. Limitação do 789º-
se o crédito estiver reconhecido por
sentença com força de caso julgado a

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impugnação só pode basear-se nos


fundamentos do 729º/730º CPC. O caso
julgado só vincula em relação ao
impugnante.

Incidente de graduação de créditos:


Penhora» Citação credores» reclamação de
créditos
Há 15 dias para poderem reclamar o crédito, e
no exemplo seria: as inanças, o banco e o
retentor. Cada um deles vai fazer uma
reclamação de créditos isolados!! Depois, pode
haver uma impugnação, com o prazo de 15 dias
também, a contar da notiicação. Quem pode
impugnar? O exequente e o executado podem
impugnar SEMPRE!
A legitimidade destes é em relação às 3
reclamações de créditos, as que quiserem, mas
os credores reclamantes não, só tem
legitimidade me relação aos outros credores
reclamantes que tem garantia sobre o mesmo
bem que ele tem garantia real. A seguir a esta
impugnação pode haver uma resposta e depois
entramos numa fase de veriicação e graduação
de créditos, na qual pode haver produção de
prova, e tudo o que existe num processo
declarativo. A seguir a isto segue-se o processo
declarativo comum e depois termina com uma
sentença de veriicação dos créditos que é
também uma sentença de graduação dos
créditos.
Efeito cominatório pleno - nº2 do artigo 791 - se
nenhum dos créditos foi impugnado
○ Como é que se graduam as garantias
relativamente aos bens penhorados?
○ Bens móveis - a graduação faz-se por
antiguidade, ou seja, o mais antigo ica em
primeiro lugar, a garantia real mais antiga com
a limitação do privilégio creditório mobiliário
geral é o último a ser pago antes dos credores
comuns;
○ Nos imóveis- em primeiro vem o privilégio
creditório imobiliário geral, em segundo lugar
direito de retenção, em terceiro lugar a hipoteca
e consignação de rendimentos no sentido
cronológico, em função do qual tem o primeiro
registo.

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○ Pluralidade de execução (794º) - o que é


que vale? A penhora mais antiga! Exemplo:
exequente A (2017) e B (2018)
○ A faz uma penhora em fevereiro de 2018 -
quando ele faz esta penhora do bem, apercebe-
se que B tinha feito uma penhora do mesmo
bem em 2018, mas em janeiro. Esta norma diz
que prevalece a primeira penhora mesmo que a
execução dê entrada depois, o que interessa é a
data da garantia real. A execução para, é
sustável, e este exequente vai ter que vir a esta
execução reclamar os sus créditos (exequente A
vai ao processo B), icar na ila, sendo graduado
- pago primeiro a B e depois a A,
independentemente de A ter começado a
execução primeiro.

o Este incidente termina com a sentença de


veriicação de graduação de créditos-
dizer se os créditos ou garantias estão
veriicados ou não. E depois fazer uma
graduação de créditos.
Restrição dos credores reais que podem
reclamar- artigo 788º/4 : pretende limitar as
reclamações de créditos pelas inanças e
segurança social- bens parcialmente
penhoráveis (norma relativa à penhora de bens
de rendimentos);são situações em que se tenta
limitar esta expropriação - e isto não se aplica
aos privilégios creditórios dos trabalhadores,
nomeadamente salários em atraso, e nesse
caso isto não se aplica porque aí o conlito não é
entre estado em particular.

o Artigo 796º/3- ainda fora destes casos em


que os privilégios creditórios não são
admitidos a reclamar o seu crédito.
o Exemplo: automóvel vendido por 15.000-
o 796º/3 vem dizer que se esta norma
não existisse iriamos tirar as custas da
execução desse valor, 10.000 para as
inanças e o resto para o exequente, isto
seria o que resultaria da aplicação das
normas se não existisse o 796º/3. Não se
dá tudo às inanças, mas apenas 50% do
valor do remanescente, o que sobreva
aqui seriam, portanto iria dar 7.000 ás
inanças e o que sobra, que são 6.000 eu
daria ao exequente, que ganhava um

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bocadinho mais, deduzindo o valor que o


titular do privilégio creditório tem

Quarta-Feira, 02 de maio de 2018

Apresentação do trabalho “UM


EMBARGO AOS EFEITOS DA
BIPOLARIDADE DO STJ”, por Jobe:

o Tinha que se decidir se se levantava, ou


não penhora. Foi penhorado o imóvel.
Mas, depois, aparecem umas pessoas
dizendo que é um facto que o imóvel está
registado em nome do executado, mas
eles compraram, é bem de terceiro, por
isso não pode ser penhorado. A questão
é: perante uma situação como esta, em
que é penhorado um bem, em nome do
executado, registado em nome do
executado, mas aparece um terceiro a
dizer que comprou o imóvel
anteriormente à penhora, prevalece a
penhora ou a compra e venda anterior à
penhora, mas registada depois? A
questão é saber se, havendo um registo
posterior à penhora, de um direito
adquirido antes da penhora, prevalece o
direito do credor, exequente.
O segundo plano de fundo é que quanto mais
amplo for o conceito de terceiro, mais terceiros
se protegem. O STJ decidiu pelo proprietário,
não registar contra o credor penhorante. Esta
teoria acabou por ser vertida na lei, em 1999 o
Código do Registo Predial foi alterado. O
conceito do DL 533/99 é o conceito que foi
adotado no acórdão uniformizador de
jurisprudência.
Independentemente da conceptualização, a
questão era para resolver, saber se um direito
não registado impede uma penhora a favor do
credor de quem tem o direito registado. Isto,
eventualmente, pode aplicar-se a outras
situações que não a penhora.
Noa é possível fazer hipoteca sem registo, o
registo de penhora é constitutivo. O artigo 5º/4
do Predial é um pano de fundo para esta
questão.

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Depois, há outra norma, o artigo 824º CC, que


estabelece os efeitos da venda executiva, ou
seja, o que é que caduca com a venda
executiva. Quando os bens são vendidos, em
ação executiva, o que acontece aos direitos que
incidem sobre esses bens? Vamos imaginar que
não houve embargos de terceiros, que os
terceiros não se aperceberam da penhora e,
entretanto, o bem é vendido na ação executiva.
Eles são os proprietários daquele bem, isso não
é discutível. Imaginemos que o bem tinha sido
vendido sem que eles tivessem apresentado
embargos de terceiro. O que diz o artigo 824º
CC? Estabelece que quem compra, compra
aquilo que era do executado, naquela execução.
Todos os direitos reais sobre bens vendidos em
venda executiva caducam com a venda, aquele
bem vai sem ónus para quem compra. Os
demais direitos reais (os de gozo, garantia,
aquisição), que não tenham registo anterior de
qualquer outro arresto, penhora ou garantia,
que não tenham registo anterior à penhora
também caducam com a venda executiva. É isto
que estabelece o artigo 824º/2 CC. Temos que ir
às regras do registo para saber se a existência,
ou não, de registo anterior à penhora tem, ou
não, efeito relativamente à venda executiva.

oA doutrina entende que há uma


contradição entre a norma do CC e a
norma do CRPredial, portanto, é
importante decidir qual está correta e,
normalmente, escolhem o artigo 824º CC,
por acharem que se cria uma
insegurança jurídica, pelo facto de
direitos que têm de ser registados
permanecerem, mesmo não estado
registados. poe em risco… Portanto, a
maior parte da doutrina crê que devemos
fazer uma leitura restritiva do artigo do
CRPredial, ou até ignorá-lo. Mas a
professora não pensa assim.
A professora defende que as normas têm
conteúdos diferentes, temos lei velha, lei nova,
aplicamos a lei nova. Se o artigo 5º/4 CRPredial
vem dizer uma coisa diferente, prevalece a lei
nova. O que está em vigor, em Portugal, neste
momento, é o conceito restritivo de terceiro. Se
alguém adquiriu de pessoas diferentes, já não
são terceiros, para efeitos de registo, logo, já

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não são protegidos. Não basta eu ter um direito


com um outro.
o Aqui o ponto é que o STJ, quando
uniformizou jurisprudência, tinha o
objetivo de dizer que não havia um
transmitente comum, portanto, não era
terceiro, por isso não estava protegido
por este conceito de terceiros. Adotou o
conceito restritivo de terceiros.
A legitimidade para embargar de terceiros
afere-se da mesma maneira que se afere uma
legitimidade para uma ação de reivindicação. Só
posso embargar de terceiros se o meu direito
impede, se sobrepõe à venda executiva, se eu
podia também propor uma ação de
reivindicação contra quem adquiriu o bem. A
legitimidade para embargar de terceiros é a
mesma para propor ação de reivindicação. Se se
tem logo notícia, a professora crê que era
melhor embargar logo de terceiros. Se pode, ou
não, embargar de terceiro, depende do direito
que tem sobre aquele bem. Está registo? Se não
está registado, não pode. Se o seu direito
prevalece sobre o credor penhorante, pode
embargar de terceiros, se não tem direito
porque a lei não o atribui, não pode.
Posso iniciar uma ação de embargos de
terceiros dizendo que comprei, mas ainda não
registei, posso fazê-lo porque o artigo 5º/4 diz
que posso fazê-lo. Mas se houvesse outra
interpretação do regime ou se não houvesse
este artigo, não o poderia fazer.

o Os direitos reais de gozo, constituídos


antes da penhora, não caducam com a
venda executiva, mesmo que só
registados depois. Esta é a regra. Logo, o
bem será vendido com esses direitos
ainda, podendo ser sujeito a ação de
reivindicação posterior. A mesma coisa
acontece com os embargos de
executado. Quando pensamos se alguém
tem legitimidade, ou não, para embargar
terceiros, temos de ver se alguém tem
legitimidade para propor ação de
reivindicação, depois da venda executiva.
Se a resposta for sim, então, pode
embargar; se for não, então, não pode.

o Exemplo 1:

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o B, executado,
o C exequente.

o Compra de A em 2010
o Penhora de C em 2016
o Registo de A em 2017
Em 2010, temos a compra de A. Quando a
penhora é feita, o bem ainda está registado em
nome de B, que aparece como proprietário, não
A que é o legítimo proprietário. O que a lei diz,
nos termos do artigo 5º/4 é que a penhora vai
cair, vai ser levantada pois não vale contra o
novo proprietário.

Exemplo 2:
• A, primeiro comprador
• B, executado,
• C exequente,
• D, banco,
• E, comprador na venda executiva.

o Hipoteca de D em 2008
o Venda A em 2010
o Penhora C em 2010
o Registo A em 2017
o Venda E em 2020

o A hipoteca mantém-se. Quando houve a


penhora, em 2016, o banco vai ser
chamado para reclamar o seu crédito.
Pode A embargar o terceiro? Ou pode reivindicar
depois da venda?
O que é que haver uma hipoteca altera em
relação à situação anterior? A venda executiva,
diz o artigo 824º CC, quando há uma garantia
anterior à penhora, vale a data da garantia, não
da penhora (que também é uma garantia).
Como a ação executiva, são chamados os
credores reais, tenho uma hipoteca, a hipoteca
está registada antes da venda, prevalece à
primeira venda. A venda é eicaz.
O artigo 824º/2 CC diz que os direitos
posteriores à hipoteca caducam com a venda
executiva, os que estão antes não, são eicazes.
A penhora vai retroagir aos efeitos da garantia
que é reclamada na ação executiva. a penhora
não vai cair, mantém-se, o credor exequente vai
ser graduado depois do proprietário, a sua
garantia não prevalece sobre a do proprietário.

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Mas, na ação executiva, o bem pode ser


vendido e o E, quando comprar, vai comprar
como se não houvesse aquela venda.

o Também se aplica mesmo que o credor


exequente não seja o banco. A partir do
momento em que o banco reclama o seu
crédito, com a sua garantia, que se impõe
a estes créditos constituídos antes,
sobrepõe-se.
Os direitos têm valor, são graduados depois do
direito do banco. Primeiro era pago o banco,
depois o A, seu proprietário, depois C, e, se
sobrasse alguma coisa, iria para o executado. O
direito de propriedade de A sobrepõe-se à
penhora de C. O Banco vê o seu direito real de
garantia respeitado.
Os direitos reais de garantia caducam todos. A
dúvida é em relação aos direitos de gozo. O
banco é pago em primeiro lugar por isso. Os
direitos reais de gozo dependem se são
constituídos antes ou depois da penhora. Se
tivermos registo, podemos ter duas datas
diferentes, como tivemos aqui.

Exemplo 3:
Há um quadro muito valioso. No caso da venda,
o quadro está na fundação Berardo porque foi
emprestado. A constituição do direito real de
gozo é anterior à penhora, então prevalece
SEMPRE sobre a penhora. Havendo embargos
de terceiros, são considerados procedentes e a
penhora é levantada e o bem não é vendido.
Vamos imaginar que não tinha havido uma
venda, mas é constituído um usufruto em favor
de A em 2010. Depois, há uma penhora em
2016. Pode o usufrutuário embargar de
terceiros? A penhora prevalece sobre o direito
de usufrutuário constituído antes? Não. Temos o
direito real de gozo. É menor, mas a regra é a
mesma. O direito é anterior à penhora, não vai
caducar.
Pode vir embargar de terceiros, pedindo um
levantamento parcial da penhora, não pode ser
penhorado propriedade plena porque o usufruto
lhe pertence. Mantém-se meia penhora, vai-se
restringir à propriedade plena.
Os bens imóveis ou sujeitos a registo temos de
ver se a constituição do direito é anterior à
penhora.

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o O usufruto posterior à penhora não é


oponível, o direito não é inválido, é
inoponivel, nos termos do artigo 819º CC.
Como a data de constituição do direito
real de gozo é posterior à penhora, não
pode embargar. O que vai conseguir é ser
graduado no seu crédito, antes do
executado, mas depois do exequente.

o Se tivermos bens imóveis ou bens


sujeitos a registo, temos de articular o
registo e a data de constituição do
direito.
A garantia anterior também se aplica nos
móveis. Se tivesse hipoteca antes do usufruto, a
conclusão era a mesma que anteriormente. A
penhora seria eicaz. Tudo o que é constituído
posteriormente à hipoteca, é ineicaz. A lei diz
que só caducam com a venda executiva os
direitos constituídos depois da constituição de
qualquer garantia. Se a garantia é constituída
antes do direito, ele caduca com a venda
executiva. Se caduca, o usufrutuário não tem
legitimidade para embargar. Se o direito de
terceiro caduca com a venda executiva, não
tem legitimidade para embargar. Se não pode
impedir a venda, porque o seu direito não vale
nada naquela execução, então, não pode
embargar. A penhora é instrumental à venda, só
penhoro para vender. Se não posso vender
porque há um terceiro que tem um direito sobre
o bem, tenho que dar esse terceiro os
instrumentos -embargos de terceiro, para
impedir a venda, levantar a penhora.
A lógica é que não posso propor uma ação se
não tenho o direito. Não posso propor uma ação
a dizer “dê-me esse relógio, que não é meu”.
Se me atribui um direito que se sobrepõem à
venda executiva, esta não vai ter lugar, posso
sempre vir a propor ação contra a pessoa,
então, se posso fazer depois, posso fazer antes,
deixem-me fazer já, por força da função
preventiva.
o A legitimidade para embargar afere-se
em função do efeito do direito que o
embargante tem na sua esfera jurídica,
que se impõe, ou não, à venda executiva.

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Sexta-Feira, 11 de maio de 2018

Artigo 824º do CC : a venda executiva


o
não é uma venda como a compra e
venda, é uma venda forçada porque não
é preciso haver vontade da parte do
vendedor. Há um ato público que cria
estes efeitos. É como o artigo 879º- os
efeitos da compra e venda, mas aplicada
á venda executiva - a propriedade sobre
o bem pode não ser o único direito que
existe sobre aquele bem - a venda em
execução transfere os direitos dos
executado sobre a coisas vendida. E o
que acontece aos direitos de terceiro- Há
um direito em especíico que é o direito
de arrendamento, que tem um direito
especial, um arrendatário continua a ter
direito a icar lá, o arrendatário ica
depositário do imóvel.
É uma questão que não entre no 824º que apenas
trata direitos reais, quais são os efeitos da venda
executiva ? Se o executado tem direito de propriedade
sobre o seu próprio bem, é o sujeito passivo de uma
hipoteca ou de usufruto, os direitos sobre o bem em
questão são sempre direitos de terceiro e, portanto, o
nº2 está a referir direitos de terceiros.
o Tipos de direitos reais:
o Gozo;
o Garantia- salvaguarda-se através da reclamação
de créditos sendo pago antes do exequente;
o Aquisição - venda executiva direta (831º CPC);
o Preferência- como é que se exerce? Notiicando
os preferentes para virem exercer o direito de
preferência no momento da venda (823º).

o Estes últimos 3 direitos caducam


independentemente com a penhora! Porque é
que caducam? Porque os direitos destes
titulares são sempre protegidos na acção
executiva - garantia através da reclamação de
créditos e com o pagamento prioritário, ou seja,
antes do exequente, é exatamente para isso
que serve uma garantia real. Os direitos desta
pessoa são plenamente defendidos na acção
executiva, para permitir que o direito de
garantia seja respeitado. Como se respeita o
direito de aquisição? Quando o bem chega para
ser vendido, vende-se direitamente à pessoa
que tem o direito real de aquisição. A própria
acção executiva tem mecanismos para fazer

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valer os direitos reais sejam ou não oponíveis ao


exequente.
Direitos reais de gozo - registo anterior - o que é que
esta norma está a dize ré que é preciso distinguir se
os direitos foram constituídos antes da penhora ou
depois da penhora (direito de propriedade, usufruto,
direito de superfície)- a data relevante é esta - a
norma diz "registo do direito seja anterior à penhora" -
nos direitos reais de gozo o registo não e constitutivo ,
o DRG registado antes da penhora NÃO caduca,
signiica que mesmo que o bem seja vendido em
acção executiva, este direito real de gozo continua
plenamente válido e eicaz. Se tivermos um registo
depois da penhora, este caduca com VENDA
EXECUTIVA. (824º CPC).
Imóvel:
o Executado- A (casa); - 2017
o Exequente B;
o Usufruto constituído em 2018 em favor de C;
o Venda executiva - 2019 a D.

Exemplo: imóvel do executado - o bem foi penhorado


em 2017 e em 2018 é constituído um usufruto a favor
de B e há venda desta bem em 2019, como é que
regulamos a estes direitos?
O que é que o D comprou? Qual é o direito que o
terceiro tem sobre este bem que é um direito real de
gozo, registado depois da penhora, e vai caducar. D
vai comprar a propriedade como ela foi validamente
penhora e enão como protegemos C? C vai receber
pelo produto da venda pelo 824º/3 + artigo 819º -
para o B, que +e o exequente, esta constituição de
usufruto é como se não existisse.
o Faz-se uma avaliação do usufruto, depois de se
pagar ao exequente;
o Se a casa foi vendida por 200.000€ e a dívida é
de 130.000€, sobram 70.000€ que serão dados
ao usufrutuário, graduado em segundo lugar.
o O usufruto do B é transferido para o produto da
venda, sendo graduado depois do exequente. Se
o direito não existisse, os 70.000€ iam para o
executado

o Veio um acórdão dizer que não é a data do


registo, mas sim a data da constituição do
direito, ou seja, se foi anterior ou posterior à
constituição da penhora (874º)- registos
incompatíveis - da penhora a favor da penhora
e o registo da propriedade posterior a favor do
E, a questão é de saber se o registo da penhora
o se sobrepõe ou não a este que não registou o
seu direito, caducaria qualquer direito com o
registo depois da penhora ,para efeitos de
registo ele é ou não é 3º . Aplica o artigo 824º e

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aplicar este acórdão de uniformização que levou


à alteração do código do registo predial, para
proteger que constituí o direito mesmo sem o
ser registado. Aplicando a regra do artigo 5º,
quer para móveis, quer para imóveis, a regra é
a mesma - protege + quem não tem os direitos
registados, mas tem que haver acção de
reivindicação ou embargos de 3º.

oExemplo: A hipoteca foi constituída em 2015 - a


hipoteca prevalece sobre qualquer direito que
seja constituído depois. A partir do momento
em que há uma hipoteca e essa garantia real
tem que ser exercida, como deixo caducar a
hipoteca, os meus direitos retroagem ao
momento de constituição da hipoteca. Aqui,
mesmo tendo um usufruto oponível à penhora,
esta vai caducar com a venda executiva.
Hipoteca em 2015;
Usufruto em 2016;
Penhora em 2017.
o Hipoteca a favor do F;
o Usufruto a favor de C;
o Exequente.
OS DIREITOS CADUCAM COM A VENDA a questão aqui
é sempre - livre de ónus e encargos, antes da venda
não caducou nada.

O usufruto não é oponível à penhora, mas não ao


usufruto.

Bem foi vendido por 200.000€:


1. Credor hipotecário;
2. Usufrutuário;
3. Exequente.

NOTA: AULA DA CAT

824 do CC - efeitos substantivos da venda: a venda


executiva e uma venda forçada, que não depende da
vontade do executado. A propriedade sobre o bem
pode não ser o único direito que existe sobre aquele
bem. A dúvida é saber o que acontece aos direitos
reais de terceiro (os direitos de crédito não são erga
omnes portanto não se colocam estes problemas). O
direito de arrendamento tem uma proteção especial,
com a venda executiva o arrendamento mantém-se, a
relação jurídica transmite-se.
Direitos reais de gozo, garantia, aquisição (passa à
frente) e preferência. Os direitos reais de garantia,
aquisição e preferência caducam sempre com a venda
executiva, porque estes direitos são exercidos na ação
executiva, os direitos reais de garantia através da
reclamação de créditos (pagamento prioritário), o

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direito real de aquisição através da venda direta (831),


e o direito de preferência através da notiicação dos
preferentes para virem exercer o seu direito de
preferência (823).
N2: o bem é vendido livre de ônus e encargos. É
necessário distinguir se os direitos reais de gozo
(propriedade, usufruto, direito de superfície) foram
constituídos antes (o registo do direito seja anterior a
penhora) ou depois da penhora. Nos direitos reais de
gozo a penhora não é constitutiva. Quando o registo
do direito real de gozo é anterior à penhora, aquele
direito não caduca, o seu titular pode vir reclamar o
seu direito. Se o registo do direito real de gozo for
posterior à penhora, ele caduca com a venda
executiva.
Ex: imóvel cuja propriedade plena e de A, tendo
havido uma penhora a favor de B em 2017 e o registo
de um usufruto a favor de C em 2018. Sendo o imóvel
vendido a D através de venda executiva, em 2019, o
que é que compra?
O usufruto não é oponível ao B (819 do CC), nem a D,
sendo o bem vendido a D sem usufruto. O usufruto a
favor de C caduca com a venda executiva.
O direito de usufruto do C e protegido através da
entrega ao titular do direito real de gozo que caducou
de parte correspondente do produto da venda.
Graduação: B (exequente) + C (usufrutuário) + A
(executado)
O STJ veio dizer que o momento relevante não é o do
registo do direito, mas o da constituição do direito.
Caso: o direito de propriedade foi transmitido para E
em 2010, tendo sido registada uma penhora a favor
de B em 2017, e a transmissão da propriedade
registada apenas em 2018.
A questão é saber se o registo da penhora e oponível
ou não ao E.
Aplicando o 824, quando o bem for vendido, caducaria
o direito de E, pois, apenas se registou o seu direito
depois da penhora.
A questão que se coloca é saber se para efeitos de
registo E é ou não um terceiro.
O grande problema é saber o que prevalece, se o
direito de propriedade se o registo.
Este acórdão levou a alteração do 5, n4 do CRegP,
sendo que o que prevalece é um direito constituído
antes da penhora, mesmo que não registado. O que
interessa é a data da constituição e não a do registo.
Conceito restrito de terceiro - 5, n4
Ex: hipoteca sobre imóvel em 2015 a favor de F, a
propriedade plena e de A (executado), há um usufruto
a favor de C constituído em 2016, sendo penhorado
em 2017 a favor de B. Em 2019 D compra o imóvel em
venda executiva. O que compra D?

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Tendo a hipoteca em 2015, signiica que todos os


direitos posteriores as hipotecas caducam. A hipoteca
prevalece sobre todos os direitos constituídos depois,
sendo o bem vendido livre de ônus e encargos.
A partir do momento em que o credor hipotecário vem
reclamar os seus créditos, os direitos constituídos
posteriormente a hipoteca caducam. Na graduação, o
exequente vai icar depois do usufrutuário, porque o
usufruto e oponível a penhora, mas não é oponível a
hipoteca. O direito do usufrutuário e oponível a
penhora, que lhe é posterior.
Graduação: credor hipotecário (F), usufrutuário (C),
exequente (B) e executado (A)
O 824 tem de ser lido em articulação com o 5, n4,
sendo relevante o momento da constituição e não o do
registo.
Se o meu direito caduco com a venda, não tenho
legitimidade para embargar de terceiros. Se o meu
direito não caducar com a venda, tenho legitimidade
para embargar de terceiros e posso posteriormente
reivindicar o bem.
Haverá legitimidade para embargar de terceiros se
houver legitimidade para reivindicar o bem.
A questão é saber se D, que compra em venda
executiva, adquire do mesmo adquirente, se é
considerado terceiro. No máximo D adquire ao
tribunal, pois é uma venda forçada.

Esta norma da revelia aplica-se o exequente pois os


embargos do executado quem pode eventualmente
estar em revelia seria o exequente.

Segunda-Feira, 14 de maio de 2018

TESTE

Quarta-Feira, 16 de maio de 2018

Pode haver pagamento sem haver venda, por exemplo


quando se penhora dinheiro, saldos bancários,
salários, etc.
Adjudicação e o próprio exequente ou algum
reclamado a ser ele próprio a comprar os bens - 799.
O mecanismo visa assegurar que o executado não ica
prejudicado, através de garantias relacionadas com a
avaliação e o valor do bem. O bem não chega a ser
vendido, nem há outra forma de pagamento, pois este
faz-se através de uma compensação, o credor está a
pagar com o seu crédito. Contudo, caso o bem seja de
valor superior ao bem, ele terá de depositar a

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diferença, por outro lado, se o bem for de valor inferior


a dívida, o credor ica com o bem, mas pode continuar
a penhorar outros bens até satisfazer o seu crédito
todo.
Pacto comissório - 694 do CC: proíbe que a
adjudicação seja feita fora do processo,
extrajudicialmente, porque coloca em risco os direitos
do devedor, que ica nas mãos do credor.
Na penhora do imóvel estão incluídos os frutos civis
(758), nomeadamente as rendas.
A garantia o que permite e icar à frente dos outros
credores no pagamento com o produto do bem.
A consignação de rendimentos e também uma forma
de pagamento (803).
805: adjudicação, consignação de rendimentos,
pagamento com o produto da venda.
É sempre possível, em qualquer momento do
processo, alcançar-se um acordo de pagamento da
dívida.
A grande questão aqui é a garantia que existe sobre o
acordo, e os problemas relativamente à extinção da
ação.
Só há penhora na ação executiva, e enquanto há ação
executiva.
807: a penhora converte-se em hipoteca ou penhora,
há transformação de uma garantia judicial numa
extrajudicial.
808: se houver um incumprimento e falta de
pagamento de qualquer das prestações importa o
vencimento das prestações seguintes.
779: não há garantia sobre o salário
Havendo vários credores, primeiro é pago com a
penhora do salário o primeiro credor, e os restantes
icam em ila.
Modalidades de venda - 811
812: e o agente de execução que escolhe a
modalidade de venda. Mas ele não tem
discricionariedade nesta escolha, A regra está no 837,
a modalidade regra é a de venda em leilão eletrónico
(há uma portaria que estabelece as suas regras).
830 e 831: venda em mercados regulamentados
(venda nos próprios mercados) e casos de venda
direta (pessoas que têm direito a comprar)
As outras modalidades de venda aplicam-se quando se
frustra o leilão eletrônico. Os imóveis e os
estabelecimentos comerciais são vendidos mediante
proposta em carta fechada (816).
829: estabelecimentos comerciais
As outras modalidades são alternativas.
A venda de bens em depósito público não é alternativa
(836), sendo está na verdade um leilão organizado
pelo depósito público.
Tudo pode terminar em negociação particular, caso se
frustrem todas as outras vias.

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823: direitos reais de preferência. Tem de ser


garantida a possibilidade de exercício do direito de
preferência.
Remição (842): direito de preferência atribuído à
família do executado. Direito de preferência que
prevalece sobre os restantes direitos de preferência
(844). O objetivo é a família poder conservar o seu
patrimônio.
Em primeiro lugar é sempre feito o pagamento das
custas e dos honorários do agente de execução.
Depois então o montante afeto a cada um dos
credores consoante a sua graduação.
Feitos os pagamentos, a execução extingue-se com
uma nota de liquidação feita pelo agente de execução
(846 e SS). Caso haja remanescente, ica para o
executado.

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