Você está na página 1de 8

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

CURSO SUPERIOR PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Karina Nicoloso Amorim

Canoas 2018
TÍTULO DO LIVRO: Sociedade e Contemporaneidade
TÍTULO DO CAPÍTULO: A Sociedade Contemporânea: Uma Rede Dinâmica/autor:
Honor de Almeida Neto

“Os dispositivos comunicacionais, hoje disponíveis, possibilitam diferentes formas de


comunicação entre as pessoas, rompem com a comunicação passiva, típica de
mediações anteriores. Abrem novas possibilidades aos sujeitos cujas ações retroagem
sobre a sociedade, complexificando-a. Lembrem-se que o homem constrói a cultura que
constrói o homem e assim sucessivamente.” (p.3)

“Primeiro foi a substituição das ferramentas manuais pelas máquinas; depois, a


eletricidade e o motor de combustão interna, bem como o início das tecnologias de
comunicação, como o telégrafo e o telefone, sendo ambos períodos marcados por
transformações constantes e de grande velocidade (CASTELLS, 1999).” (p.8)

[Baseado no que CASTELLS diz, podemos nos questionar se seremos substituídos por
maquinas?!]

“A transformação do modelo produtivo começou a se apoiar nas tecnologias que já


vinham surgindo nas décadas do pós- -guerra e nos avanços das novas tecnologias da
informação. Em substituição ao taylorismo (americano), o método de produção japonês
(toyotismo) combina máquinas de alta complexidade com uma nova forma gerencial e
administrativa de produção, menos hierarquizada. As empresas estão achatando suas
tradicionais pirâmides organizacionais e delegando, cada vez mais, a responsabilidade
pela tomada de decisão às equipes de trabalho. Hoje, os computadores e dispositivos
móveis tornam-se a principal ferramenta em quase todos os setores da economia, do
conhecimento, da informação e, também, requisito primordial ao trabalhador.” (p.8)

“Na relação entre capital (recursos) e trabalho (mão de obra), típica do nosso período
histórico, um novo perfil de trabalhador é exigido pelo mercado, com maior valorização
de sua capacidade criativa. As tecnologias, hoje disponíveis, demandam novas
competências aos trabalhadores, para além de meras habilidades, restritas a tarefas
repetitivas e rígidas. A valorização de competências humanas, em meio ao processo
produtivo, leva diversos autores a denominar a sociedade atual como sociedade do
conhecimento. A maior exigência de qualificação da mão de obra aumenta também o
fosso de desempregados e subempregados. Ou seja, a inclusão social, hoje, passa pela
inclusão digital.” (p.9)

[Um dos grandes fatores de relevância que faz hoje o brasileiro desempregado é a falta
de especialização e conhecimento nas áreas em gerias, trabalhamos muito com a mão de
obra “força física”. Precisamos desenvolver e se adaptar a tecnologia se vamos ser
substituídos por ela.]

“No modo de desenvolvimento informacional, as relações técnicas de produção


difundem-se por todo o conjunto de relações e estruturas sociais, ou seja, há uma íntima
ligação entre cultura e forças produtivas que tende a trazer o surgimento de novas
formas históricas de interação, controle e transformação social.” (p.10)

“O que é inerente à sociedade informacional é o fato de as tecnologias agora disponíveis


ampliarem, em quantidades impensáveis e imprevisíveis, as ações humanas e o seus
alcances, quaisquer que sejam essas ações, boas ou ruins. Imagine, por exemplo, que
pela Internet podemos realizar uma obra social, mas também organizar uma briga de
torcidas organizadas de futebol. Imagine a extensão da ação de um pedófilo, por
exemplo, que antes tinha apenas os grupos familiares e os vizinhos como potenciais
alvos de sua ação. Hoje ele tem o mundo todo.” (p.11)

“A “Rede Dinâmica” é um conceito que condensa a complexidade e a diversidade do


mundo atual, e os potenciais trazidos pelas novas mediações que caracterizam a
Terceira Revolução Industrial.” (p.11 e 12)

“A riqueza da sociedade em rede está em sua diversidade e não na uniformidade, temos


condições de explorar a diversidade dos agentes que a compõem, os diversos e
impensáveis capitais que possuem, que formam o que Levy denomina de inteligência
coletiva, coletivos inteligentes a serem construídos de forma intencional pela Rede.”
(p.14)

“É importante ressaltar que, inevitavelmente, toda a sociedade está sendo afetada pela
nova dinâmica social, fato que reforça a importância de lançar um olhar que dê conta
destas transformações.” (p.15)

“A cultura associada às novas tecnologias é a cultura da autonomia, muito presente na


relação dos jovens (geração internet), em relação às instituições e aos poderes
instituídos da sociedade. As práticas nas redes sociais materializam essa cultura que se
choca com a cultura, por exemplo, da sala de aula, cujo tipo de organização (escola) é
ainda vertical e tradicional, assim como de outras tantas instituições tipicamente
modernas (rígidas, hierarquizadas, burocráticas, controladoras). Nas palavras de Castells
(2012) a nova cultura da autonomia empodera os jovens e traz a eles felicidade. Traz
felicidade, pois a Internet aumenta duas áreas fundamentais para isso, a sociabilidade e
o empoderamento)” (p.16)

[Ocorre uma necessidade das escolas se modificarem, se modernizaram, com uma nova
estrutura de ensino.]

“A Rede não tem centro, começo, nem fim, tem várias entradas e várias saídas.” (p.16)

[Uma linha muito tênue, onde pode nos oferece um mundo de possiblidades e nos
ajudar no dia a dia, como pode nos mostra caminhos perigosos, normalmente em jovens
e crianças.]

“Dessa forma, os movimentos transformaram o medo em indignação e a indignação em


esperança. Isso porque as relações de poder são constitutivas da sociedade, pois aqueles
que têm o poder constroem as instituições conforme seus valores e interesses.” (p.17)
“Se uma das características principais da rede dinâmica e do nosso tempo é a
velocidade, cabe ressaltar o quão efêmeros foram e são esses movimentos, “constituem
assim, comunidades instantâneas de prática transformadora”“. (p.18)

[Aqui nós vemos um dos benefícios que a rede nos trás, a mobilidade entre jovens,
como o próprio texto cita nas manifestações de 2013 para um Brasil melhor.]

“Colocou em xeque a classe política pela própria natureza e morfologia do movimento,


em rede dinâmica. Afinal: em uma manifestação sem líderes, ou com inúmeros líderes,
com quem negociar? Quem coopta? Como comprar o líder?” (p.20)

[Também não tenho resposta para isso.]

“Tratou-se de um movimento dos jovens, da cultura da Internet “[...] que a


gerontocracia dominante não entende e suspeita, quando seus próprios filhos e netos se
comunicam pela Internet e ela sente que está perdendo o controle” (p.20)

“Hoje a capacidade de mobilização das pessoas é espontânea, não depende da permissão


de um partido de massa, como ocorria nas antigas manifestações.” (p.21)

“Assim, rompe-se o monopólio da opinião e da informação que circula, pois cada


elemento da rede é a mídia, com seu celular ligado e registrando em tempo real os fatos,
retroagindo sobre outros fatos e outras postagens (informações), exercitando assim a
inteligência coletiva. Por fim o movimento, assim como a rede, é fluído, flexível e
efêmero, pode desaparecer, como desapareceu realmente aqui no Brasil e reaparecer
com outra roupagem, outros propósitos, novas bandeiras, afinal a rede é dinâmica.”
(p.21)

“Mas fiquemos atentos, pois tudo ainda está por se definir, o ciberespaço é também uma
arena de lutas, de disputas e as forças conservadoras têm uma capacidade imensa de
reorganização e reestruturação. Assim ao instrumentalizar os alunos e os jovens,
sobretudo, a respeito dos códigos que distinguem nosso tempo, neste diálogo necessário
com a ciência, pensamos poder contribuir para esse fazer e esse novo devir.” (p.22)

[O avanço é inevitável, não adianta tentar impedi-lo, a quem impeça em vão, a quem
não goste, mas a verdade é que a tecnologia já esta ai, e se você não se juntar e aprender
a usar vai ser “engolido” por ela. Os maléficos que elas nos trás, tende ser ainda
trabalhado pra chegar numa solução, mais uma coisa certa, bem utilizada, a humanidade
só tem a ganhar.]

“Vivemos no modo de desenvolvimento informacional que rompe com as noções


clássicas de tempo e de espaço, impondo uma nova velocidade aos fenômenos sociais.”
(p.23)

“O indivíduo e a formação demandada a ele são centrais para a nova produção do social,
por isso “ganhamos em liberdade, mas perdemos em certezas”“. (p.24)

“Temos a capacidade de disseminar e compartilhar nossos conhecimentos, construindo


coletivos inteligentes.” (p.24)

Perguntas:
1. Podemos ver durante o capitulo todos os pros e contras que a rede pode trazer,
disserte na sua opinião se a conectividade nos traz mais benéficos do que problemas e
como podemos neutralizar esses problemas para um uso mais seguro e melhor.

2. O texto nos leva a pensar se um dia será substituído em nossas funções por maquinas.
Você acredita nisso e se sim como evitar essa realidade?

3. A internet hoje conversa cada vez mais com os jovens e as crianças, seus grandes
alvos, expondo a grandes perigos como pedofilia. O que você pensa sobre o assunto, e
se a uma necessidade de impuser limites?

4. Graças a internet temos jovens muito mais ativos na politica e no futuro do Brasil,
participando e lutando pelos seus direitos. Como você se vê nesse cenário?