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1

Higiene
Vem do nome próprio Higeia,
filha de Esculápio, Deus da
Medicina greco-romana
(1200 A.C.)

2
Era a deusa da
Higeia saúde, limpeza e
sanidade (e
posteriormente: a
Lua), exercia uma
importante parte no
culto do pai.
Enquanto seu pai
era mais associado
diretamente com a
cura, ela era
associada com a
prevenção da
doença e a
continuação da boa
saúde 3
HIGIENE OCUPACIONAL

É a ciência que tem como objetivo antecipar,


reconhecer, avaliar e controlar todos os fatores ou
agentes do ambiente de trabalho, que podem causar
danos à saúde do trabalhador.

4
Higiene Industrial

É a ciência e a arte devotada ao reconhecimento,


avaliação e controle dos fatores ambientais e
estresse originados do ou no local de trabalho,
que podem causar doença, comprometimento da
saúde e bem-estar ou significante desconforto e
ineficiência entre os membros de uma
comunidade.

5
HIGIENE OCUPACIONAL:
HISTÓRICO E CONCEITO

 USA- 1910, A DRA. ALICE HAMILTON


DESENVOLVEU UM TRABALHO QUE
COMPREENDIA NÃO SÓ O
RECONHECIMENTO DA DOENÇA, MAS A
AVALIAÇÃO E O CONTROLE DOS SEUS
AGENTES CAUSADORES. ESTE FATO PODE SER
CONSIDERADO O INÍCIO DA PRÁTICA DA
HIGIENE OCUPACIONAL NAQUELE PAÍS. 6
HIGIENE OCUPACIONAL: HISTÓRICO E
CONCEITO

HOJE EM DIA, OS ESFORÇOS DA HIGIENE OCUPACIONAL NOS


EUA SÃO GUIADOS MAIS PELA CONSIDERAÇÃO DOS RISCOS
(HAZARDS), DO QUE PELAS DOENÇAS.
CONSEQUENTEMENTE, A ÊNFASE NA ANTECIPAÇÃO E NO
RECONHECIMENTO DE PROBLEMAS DE SAÚDE OCUPACIONAL
ENVOLVE UMA PRÁTICA DA HIGIENE, OU SEJA, DA
DETERMINAÇÃO DO RISCO, ONDE ESTE COMBINA A
TOXICIDADE INERENTE AO AGENTE E A PROBABILIDADE DE
EXPOSIÇÃO DO TRABALHADOR AO MESMO.

7
ESTRATÉGIA DE AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO
OCUPACIONAL A AGENTES AMBIENTAIS
INÍCIO

CARACTERIZAÇÃO
BÁSICA

IMPLANTAÇÃO DE
IDENTIFICAÇÃO E ESTIMATIVA RISCO GRAVE E ÓBVIO MEDIDAS DE
QUALITATIVA DO RISCO, E
CONTROLE
PRIORIZAÇÃO DAS AÇÕES

MONITORAMENTO
DAS EXPOSIÇÕES REAVALIAÇÃO
NECESSIDADE DE
MAIS DADOS

INTERPRETAÇÃO E
TOMADA DE DECISÕES MODIFICAÇÃO DE
CONTROLES E
PROCEDIMENTOS
RECOMENDAÇÕES E INACEITÁVEL
RELATÓRIOS

ACEITÁVEL 8
Princípio de Atuação
• Antecipação – identificar os potenciais de riscos e perigos à saúde,
antes que um determinado processo industrial seja implementado ou
modificado, ou que novos agentes geradores de riscos sejam introduzidos
no ambiente de trabalho.

• Reconhecimento – análise e observação do ambiente de trabalho a fim


de identificarmos os agentes existentes, os potenciais de riscos a eles
associados e qual a prioridade de avaliação ou controle existe neste
ambiente.

• Avaliação – Designa principalmente as medições e monitoramento que


serão conduzidas no ambiente de trabalho.

• Controle – Está associado a minimização ou eliminação dos potenciais


de exposição, antecipados, reconhecidos e avaliados no ambiente de
trabalho. 9
10
O QUE É RISCO E O QUE É
PERIGO?
PERIGO RISCO
Situação ou fonte Combinação da
potencial de dano em probabilidade e
termos de acidentes gravidade
pessoais, doenças,
(Consequência)
danos materiais e ao
meio ambiente de de um
trabalho, ou a determinado
combinação dos evento (perigo)
mesmos ocorrer.
11
LIMITE DE TOLERÂNCIA
“OS LIMITES DE EXPOSIÇÃO REFEREM-SE A
CONCENTRAÇÕES DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS
DISPERSAS NO AR, ASSIM COMO A INTENSIDADE DE
AGENTES FÍSICOS DE NATUREZA ACÚSTICA,
ELETROMAGNÉTICA, E TÉRMICA) E REPRESENTAM
CONDIÇÕES ÀS QUAIS SE ACREDITA QUE A MAIORIA
DOS TRABALHADORES POSSA ESTAR EXPOSTA,
REPETIDAMENTE, DIA APÓS DIA, SEM SOFRER
EFEITOS ADVERSOS À SAÚDE”.

12
RISCOS AMBIENTAIS

Riscos ambientais são


fatores ou agentes
que, dependendo da
atividade que é
desenvolvida nos
ambientes de
trabalho e dentro de
certas condições irão
causar danos à saúde
do trabalhador.
E não tem nada a ver
com riscos ao meio 13

ambiente.
Conceito
Classificação
s do Riscos
➢ Agentes Físicos

➢ Agentes Químicos

➢ Agentes Biológicos

➢ Agentes Ergonômicos

➢ Agentes de Acidentes
14
RISCOS AMBIENTAIS
Segundo a NR 9, Item 9.1.5, são
considerados riscos ambientais

15
VIBRAÇÃO RADIAÇÕES
RUÍDO IONIZANTES

RADIAÇÕES
CALOR NÃO
IONIZANTES

PRESSÕES
UMIDADE ANORMAIS
FRIO
16
VAPORES POEIRA
GASES

NEBLINAS NÉVOAS

PRODUTOS
QUÍMICOS FUMAÇAS
FUMOS EM GERAL
17
BACTÉRIAS

VÍRUS PROTOZOÁRIOS

FUNGOS
BACILOS

PARASITAS
18
AGENTES QUÍMICOS

19
OIT

2,3 milhões de mortes


no trabalho / ano
300 MILHÕES FICAM
FERIDOS

20
OIT

2,02 milhões de mortes são causadas


por diversos tipos de enfermidades
relacionadas com o trabalho
5.500 mortes / dia

21
3 de dezembro de 1984

Pior acidente
químico da
história
22
Bhopal
Isocianato de metila
TLV = 0,02 ppm

23
Mortes
Entre 4 e 8 mil
Sequelas
Mais de 30 mil
..\Filme de Bhopal.wmv
24
Normas de
Higiene
Ocupacional

25
PORTARIA 3.214/78
NR 9
NR 15
ACGIH
NORMAS DA FUNDACENTRO
(NHO´s) 26
Toxicologia

• Toxicologia – É a ciência que lida com as


propriedades tóxicas das substâncias.
• Toxicidade – É a capacidade de uma substância produzir efeitos
indesejáveis por alcançar certos órgãos do corpo, a determinadas
concentrações.

• Dose Letal – Dose de uma substância capaz de causar morte da


metade de uma população de animais de laboratório, pela
exposição por outra via que não inalatória.
• Concentração Letal – Concentração no ar capaz de causar a
morte da metade de uma população de animais numa duração
27

de tempo determinada.
Toxicologia
Tipos de Agentes Tóxicos:
A classificação dos agentes tóxicos segundo a ação sobre o organismo.

Irritantes: devido a uma ação química ou corrosiva, têm a propriedade de


produzir inflamação nos tecidos com os quais entram em contato. Atuam
principalmente nas mucosas das vias respiratórias, conjuntiva ocular, etc. Ex.:
amoníaco, cloro, ácido sulfúrico.

Asfixiantes: estas podem ser de dois tipos:


- Simples: não interferem nas funções do organismo, mas reduzem a
concentração de oxigênio no ar. Ex.: nitrogênio.
- Químicos: interferem no processo de absorção de oxigênio no sangue ou nos
tecidos. Ex.: monóxido de carbono.
28
Toxicologia
Tipos de Agentes Tóxicos:
Classificação dos agentes tóxicos segundo a ação sobre o
organismo.
Narcóticos: ação depressiva sobre o sistema nervoso central,
produzindo efeito anestésico, após terem sido absorvidos pelo
sangue. Ex.: éter etílico, acetona.

Intoxicantes Sistêmicos: são compostos que podem causar


tanto intoxicações agudas quanto crônicas em sistemas do
organismo.

29
RISCOS AMBIENTAIS
Fatores Desencadeantes de Doenças ou de danos à Saúde
➢Tempo de exposição
➢Susceptibilidade do indivíduo
➢ Concentração ou intensidade
➢ Forma do agente
➢ Falta de manutenção nas máquinas e equipamentos
➢ Falta de sinalização
➢ Falta de treinamento
➢ Desconhecimento dos riscos
➢ Falta de equipamentos de proteção
30

➢ Inobservância das normas de segurança.


31
“TODA A SUBSTÂNCIA
PODE SER UM
VENENO,
DEPENDENDO DA
DOSE E DA VIA DE
PENETRAÇÃO NO
CORPO”
32
Definição de veneno
O veneno pode ser considerado como
substância que causa danos para os tecidos
vivos, quando aplicados em doses
relativamente pequenas. Não é sempre
fácil fazer uma distinção entre substâncias
venenosas e não venenosas.
A consideração mais importante quando
definimos o termo veneno, é relacionar a
quantidade ou dosagem a partir da qual
o produto se torna perigoso.
33
AGENTES QUÍMICOS
• VOCÊ DEVE CONHECER AS DIFERENTES FORMAS
FÍSICAS DOS COMPOSTOS QUÍMICOS E SUA
IMPORTÂNCIA NA EXPOSIÇÃO E CONSEQÜENTES
EFEITOS AOS ORGANISMOS E SISTEMAS.
• OS ELEMENTOS E SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS SE
APRESENTAM DAS SEGUINTES FORMAS:
•Aerossóis

•Sólido •Poeiras
•Líquido •Fumos
•Gases
•Vapores •Fumaças
•Névoas
•Neblinas 34
Agentes Químicos
Gases
Substâncias que nas CNTP (Condições Normais de
Temperatura e Pressão) estão no estado gasoso como:
metano, monóxido de carbono, etc.
Poeira

Partículas sólidas em suspensão no ar derivadas


de esmerilhamento, trituração, impacto, manejo
de materiais, etc.
Agentes Químicos
Fumos

Partículas sólidas suspensas no ar geradas pelo


processo de condensação de vapores metálicos
como: chumbo, antimônio, manganês, ferro,
etc.
Névoas

É uma suspensão de partículas líquidas formadas pela


ruptura mecânica de líquidos. O exemplo mais
comum de névoa é aquele formado nas operações de
pintura com pistola.
Agentes Químicos
Neblina
Já a neblina é a suspensão de partículas líquidas
formadas pela condensação do vapor de uma
substância que é líquida na temperatura
normal.
Vapores

Fase gasosa de uma substancia que nas Condições


Normais de Temperatura e Pressão é sólida ou líquida
como: vapor de gasolina, álcool, benzeno, etc.
Agentes Químicos

SUBST. COMPOSTOS OU PRODUTOS


QUÍMICOS EM GERAL - Podem englobar
qualquer uma das formas de riscos químicos
apresentadas anteriormente como: soda
cáustica, ácidos, cálcio, etc.
Partículas geradas por
ruptura mecânica de
NÉVOAS líquidos

LÍQUIDOS
Partículas geradas pela
condensação de
NEBLINAS vapores de substâncias
líquidas à temperatura
normal
AERODISPERSÓIDES
Partículas formadas pela
condensação / oxidação de
FUMOS vapor de substância sólida
à temperatura normal

SÓLIDOS

Partículas formadas
POEIRAS pela ruptura mecânica
de sólidos

39
40
AGENTES QUÍMICOS
EXPOSIÇÃO A SUBSTÂNCIAS
POTENCIALMENTE TÓXICAS E SEUS
EFEITOS ADVERSOS
EM GERAL, PARA EXPOSIÇÕES A
UMA DADA CONCENTRAÇÃO E POR
UM DADO PERÍODO DE TEMPO, A
INALAÇÃO CAUSA UM DANO MAIOR
DO QUE A INGESTÃO, QUE, POR SUA
VEZ, É MAIS NOCIVA QUE A
EXPOSIÇÃO DÉRMICA. 41
AGENTES QUÍMICOS
EXPOSIÇÃO A SUBSTÂNCIAS POTENCIALMENTE TÓXICAS E
SEUS EFEITOS ADVERSOS

• QUANDO EXISTIR DANOS A INTEGRIDADE DA


PELE E MUCOSAS AS BARREIRAS NATURAIS DE
CONTROLE DE ABSORÇÃO DO ORGANISMO SE
TORNAM INEFICAZES E SITUAÇÕES ESPECIAIS DE
RISCO PODEM ADVIR.
•UMA PRIMEIRA CONSIDERAÇÃO DEVE SER A
POSSIBILIDADE DE SE USAR UMA SUBSTÂNCIA
MENOS PERIGOSA OU MINIMIZAR A CONDIÇÃO DE
RISCO. SEMPRE QUE POSSÍVEL ISTO DEVE SER
FEITO.
42
AGENTES QUÍMICOS
EXPOSIÇÃO A SUBSTÂNCIAS POTENCIALMENTE TÓXICAS E
SEUS EFEITOS ADVERSOS

OS DANOS DEPENDEM DAS PROPRIEDADES


FÍSICO-QUÍMICAS DAS SUBSTÂNCIAS TÓXICAS,
DAS CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO E DA SAÚDE E
ESTADO DE DESENVOLVIMENTO DO INDIVÍDUO
OU ORGANISMO EXPOSTO.
AS PRINCIPAIS VIAS DE EXPOSIÇÃO SÃO A VIA
DÉRMICA (TÓPICA), A PULMONAR (INALAÇÃO),
OU A ORAL (INGESTÃO).

43
Agentes Químicos

VIAS DE PENETRAÇÃO - CONSEQÜÊNCIAS

VIA RESPIRATÓRIA

Asma

Bronquites

Pneumoconioses
AGENTES QUÍMICOS
•RISCOLOGIA QUÍMICA

PRINCIPAIS MEIOS DE PENETRAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS


QUÍMICAS NO ORGANISMO
INALAÇÃO

MAIOR GRAU DE RISCO DEVIDO À RAPIDEZ COM QUE AS SUBSTÂNCIAS


QUÍMICAS SÃO ABSORVIDAS PELOS PULMÕES.
A INALAÇÃO É A PRINCIPAL VIA DE INTOXICAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO,
DAÍ A IMPORTÂNCIA QUE DEVE SER DADA AOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO. A
SUPERFÍCIE DOS ALVÉOLOS PULMONARES REPRESENTAM, NO HOMEM ADULTO,
UMA ÁREA DE 80 A 90 M2. ESTA GRANDE SUPERFÍCIE FACILITA A ABSORÇÃO DE
GASES E VAPORES, OS QUAIS PODEM PASSAR AO SANGUE, PARA SEREM
DISTRIBUÍDOS A OUTRAS REGIÕES DO ORGANISMO. SENDO O CONSUMO DE AR
DE UM HOMEM ADULTO NORMAL DE 10 A 20 KG/DIA, DEPENDENDO DO
ESFORÇO FÍSICO REALIZADO, É FÁCIL CHEGAR A CONCLUSÃO QUE MAIS DE 90%
DAS INTOXICAÇÕES GENERALIZADAS TENHAM ESTA ORIGEM.
45
46
47
O CASO BOATE KISS – SANTA MARIA

48
49
AGENTES QUÍMICOS
•RISCOLOGIA QUÍMICA
PRINCIPAIS MEIOS DE PENETRAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO
2. ABSORÇÃO

CONTATO DAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS COM A PELE.


A ABSORÇÃO É EXTREMAMENTE CRÍTICA QUANDO SE LIDA COM PRODUTOS
LIPOSSOLÚVEIS, QUE SÃO ABSORVIDOS ATRAVÉS DA PELE. QUANDO UMA
SUBSTÂNCIA QUÍMICA ENTRA EM CONTATO COM A PELE, PODE ACONTECER AS
SEGUINTES SITUAÇÕES:
A PELE E A GORDURA PROTETORA PODEM ATUAR COMO UMA BARREIRA
PROTETORA EFETIVA.
O AGENTE PODE AGIR NA SUPERFÍCIE DA PELE, PROVOCANDO UMA IRRITAÇÃO
PRIMÁRIA.
A SUBSTÂNCIA PODE COMBINAR COM AS PROTEÍNAS DA PELE E PROVOCAR UMA
SENSIBILIZAÇÃO.
A SUBSTÂNCIA PODE PENETRAR ATRAVÉS DA PELE PRODUZINDO UMA AÇÃO
GENERALIZADA.
50
Agentes Químicos

VIAS DE PENETRAÇÃO - CONSEQÜÊNCIAS

Via Cutânea

Alterações na circulação e
oxigenação do sangue

Dermatoses

Anemia
Agentes Químicos

VIAS DE PENETRAÇÃO - CONSEQÜÊNCIAS

Via Digestiva

Intoxicação acidental
AGENTES QUÍMICOS
EXPOSIÇÃO A SUBSTÂNCIAS POTENCIALMENTE TÓXICAS E SEUS
EFEITOS ADVERSOS

• OS RISCOS DE INGESTÃO POR


CONTAMINAÇÃO DAS MÃOS E ALIMENTOS
SÃO PRATICAMENTE ELIMINADOS COM A
DEVIDA ATENÇÃO A HIGIENE PESSOAL E NO
TRABALHO. LOCAIS DE LAVAGEM DE MÃOS E
ROSTO DEVEM TER A DEVIDA ATENÇÃO NA
CONSTRUÇÃO DE LABORATÓRIOS. DEVEM SER
EM NÚMERO SUFICIENTE, DE USO EXCLUSIVO
PARA A HIGIENE PESSOAL E ADEQUADOS A
MESMA. 53
AGENTES QUÍMICOS
EXPOSIÇÃO A SUBSTÂNCIAS POTENCIALMENTE TÓXICAS E SEUS
EFEITOS ADVERSOS

• ESTA PRECAUÇÃO É IGUALMENTE


APLICÁVEL PARA OUTROS RISCOS A SAÚDE E
A PROMOÇÃO DA HIGIENE PESSOAL NUNCA
DEVE SER NEGLIGENCIADA. ESPECIALMENTE A
PIPETAGEM COM A BOCA DEVE SER ELIMINADA
DADA A EXISTÊNCIA ATUALMENTE DE
EQUIPAMENTOS EFICIENTES E DE CUSTO
RAZOÁVEL PARA ESTE FIM.

54
Definições importantes
de Higiene
Ocupacional,
provenientes do
Ministério do Trabalho
e Emprego 55
Amostra de curta duração

É aquela coletada durante


um período de até

56
Amostra Instantânea
É aquela coletada através do uso de
instrumentos que permitam a
determinação da concentração de um
contaminante no ar representativa de
um determinado local em um dado
instante.
O tempo total de coleta, nestes casos,
deve ser inferior a 5 minutos.
57
TLV - TWA
Média Ponderada no Tempo
Concentração média ponderada pelo tempo
para uma jornada normal de 8 h / dia e 40
h / sem, à qual a maioria dos trabalhadores
pode estar repetidamente exposta, dia após
dia, sem sofrer efeitos adversos à saúde.
Avaliação
Caracteriza-se pelo conjunto de ações
necessárias para se realizar uma
caracterização completa de um
determinado ambiente ou da
exposição ocupacional de
trabalhadores.

59
Amostragem
É o processo de seleção de
amostras, baseado em estudos e
métodos estatísticos convenientes
que possam oferecer resultados
representativos da exposição
ocupacional ou concentração
ambiental.
60
Coleta
Corresponde ao processo
de se obter uma amostra
de um contaminante no ar.

61
Análise
Corresponde a
todo
procedimento que
conduz à
quantificação da
concentração de
um contaminante
em uma amostra.
62
Monitoramento

É o processo periódico e
sistemático de avaliação
ambiental de um
contaminante.

63
A
caracterizaçã
o da
exposição
deve ser feita
de maneira
individual.
64
GRUPOS
Havendo a possibilidade de se
estabelecer “grupos de
representatividade”, a avaliação
pode considerar um número menor
de amostragens.

65
GHE
São obtidos através de
 observação de campo
 conhecimento do processo
 atividades desenvolvidas
 estudo dos agentes
 experiência do profissional
MTE
Instrução Normativa no 001, de 20.12.1995
Item 4.2.4 (Para Benzeno)

Para a avaliação de um
GHE devem ser obtidos
5 resultados de MPT (Média
Ponderada do Tempo).
MTE
Instrução Normativa no 001, de 20.12.1995
Item 4.2.4

A escolha poderá recair sobre um


mesmo trabalhador ou em 5
trabalhadores do mesmo GHE.
MTE
Instrução Normativa no 001, de 20.12.1995
Item 4.4.c)

Os resultados (mínimo de 5)
deverão ser submetidos a
tratamento estatístico.
A exposição do GHE
será a média das
exposições dos seus
componentes.
A exposição do GHE
será a Média
Geométrica das
amostras.
(Desvio Padrão Geométrico < 2)
Exposição do Grupo
Homogêneo

Média Geométrica das


Médias Ponderadas
Média Ponderada no
Tempo (MPT)

MPT = (T1 x C1) + (T2 x C2) + ... + (Tn x Cn)


Tt
Média Geométrica

n
MG = √ MPT1 x MPT2 x ...... X MPTn
Exemplo:
MPTtrab 1 = (3 ppm x 4 h) + (6,8 ppm x 6 h)
4+6h
MPTtrab 1 = 5,28 ppm
MPTtrab2 = (12 ppm x 4 h) + (8 ppm x 6 h)
4+6h
MPTtrab 2 = 9,6 ppm
2
MG = √ 5,28 x 9,6
2
MG = √ 5,28 x 9,6
MG = 7,12 ppm
NR 15 - MTE
• 13 Anexos

• 2 critérios
• Exige descrição das técnicas
e instrumental utilizados.
Avaliação das concentrações

• Método de amostragem
instantânea
• Mínimo de 10 amostragens para
cada ponto
• Perícia ao nível respiratório
Avaliação das concentrações

• Intervalo mínimo de 20 minutos


entre as amostragens.
• Sugestão: Medir a cada hora.
Ex: 08 às 17 h.
Vamos imaginar que um
profissional reconheceu a
presença mas não avaliou
a concentração dos
produtos químicos no
PPRA.
E sua alegação é de que trata-se de
produtos que não causam problemas
para os funcionários, pois nenhum
deles têm limites de tolerância na NR
15 do Ministério do Trabalho e
Emprego”.
NESSE CASO, O QUE
DEVO FAZER?

Utilizar os limites
estabelecidos na ACGIH
83
Limites de Tolerância
(NR 15)
Threshold Limit Value
(ACGIH)
ACGIH,
O QUE É?
9.3.5.1. C) QUANDO OS RESULTADOS DAS
AVALIAÇÕES QUANTITATIVAS DA EXPOSIÇÃO
DOS TRABALHADORES EXCEDEREM OS VALORES
DOS LIMITES PREVISTOS NA NR 15 OU, NA
AUSÊNCIA DESTES OS VALORES LIMITES DE
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL ADOTADOS PELA
AMERICAN CONFERENCE OF GOVERNMENTAL
INDUSTRIAL HIGYENISTS – ACGIH.
A AMERICAN CONFERENCE OF GOVERNMENTAL INDUSTRIAL
HYGIENISTS É UMA ORGANIZAÇÃO, PRIVADA, CIENTÍFICA,
PROFISSIONAL, E NÃO É UMA AGÊNCIA DO GOVERNO DOS
ESTADOS UNIDOS.
ENTRE OUTRAS ATIVIDADES, SEUS MEMBROS PROMOVEM
ESTUDOS VOLTADOS Á SAÚDE OCUPACIONAL E AMBIENTAL.
ATUALMENTE, PUBLICA E REVISA ANUALMENTE, UM LIVRO
ONDE CONTÉM LIMITES DE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
(TLVS®) E ÍNDICES BIOLÓGICOS DE EXPOSIÇÃO (BEIS®).
APESAR DESSES DADOS NÃO SEREM
OBRIGATORIAMENTE DE CONSENSO, ESSES ÍNDICES
SÃO CONSIDERADOS GUIAS DE ORIENTAÇÃO PARA A
UTILIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE HIGIENE
OCUPACIONAL.
ALGUNS PAÍSES, COMO O BRASIL, UTILIZAM ESSES
DADOS EM SEUS PROGRAMAS E LEGISLAÇÕES,COMO
PADRÕES NORMATIVOS.
ONDE NASCEM ESSES DADOS?
SÃO FRUTOS DE OPINIÕES CIENTÍFICAS, FORMADA POR
COMITÊS DE ESPECIALISTAS EM SAÚDE PÚBLICA E
BASEADA EM ANÁLISE DE DADOS DA LITERATURA
CIENTÍFICA EXISTENTE.
O PROCESSO DE INCLUSÃO DOS LIMITES
DE TOLERÂNCIA É MUITO PARECIDO COM O
DA APROVAÇÃO DAS NHO´s.
É PUBLICADA UMA NOTA DE ALTERAÇÕES
PRETENDIDAS, SE TORNA DISPONÍVEL PARA
SUGESTÕES DOS DEMAIS MEMBROS E
PESSOAS CONVIDADAS A TECEREM
COMENTÁRIOS.
CASO SEJAM PERTINENTES, O COMITÊ
PODE SOLIOCITAR À DIRETORIA DA ACGIH
SUA ALTERAÇÃO.
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HIGIENISTAS OCUPACIONAIS (ABHO) É
RESPONSÁVEL PELA TRADUÇÃO DO LIVRO.
Os valores dos limites de tolerância (TLVs® - THRESHOLD LIMITE VALUES) e os
índices biológicos (BIOLOGICAL EXPOSURE INDICES - BEIs®) são valores que
devem ser considerados como guias de orientação para controle dos riscos à
saúde e não têm caráter normativo legal.
O objetivo maior é contribuir para a otimização da proteção da saúde dos
trabalhadores.
É necessário tomar cuidado com os valores ali representados, pois eles não
representam a linha de estabelecimento do que é seguro ou não, e devem ser
usados por pessoas treinadas adequadamente.
Em nosso país, os Conselhos Regionais Profissionais e no caso dos Técnicos de
Segurança do Trabalho em lei própria, definem as habilitações desses
profissionais.
Os LEOs de substâncias químicas
são baseados numa Jornada
Padrão: Cinco dias de trabalho
de 8-horas seguidos por 2 dias
de recuperação.

91
ACGIH
TLV´S NÃO PROTEGEM TODOS

É preciso reconhecer que a aplicação


dos TLV´s não protege todos os
trabalhadores dos efeitos adversos da
exposição aos agentes agressivos.
ACGIH
TLV'S NÃO PROTEGEM TODOS

O TLV deve proteger a


mediana da população.
ACGIH
LIMITE DE TOLERÂNCIA

OS VALORES DOS TLV´S DEVEM SER


USADOS COMO GUIA NO CONTROLE DA
EXPOSIÇÃO E, DEVIDO À SUSCETIBILIDADE
INDIVIDUAL, NÃO DEVEM SER
CONSIDERADOS COMO UMA LINHA
DIVISÓRIA ENTRE NÍVEIS SEGUROS E NÍVEIS
PERIGOSOS.
ACGIH
Suscetibilidade individual

Algumas pessoas podem ter


respostas não-usuais a
algumas substâncias
químicas devido a:
•Fatores genéticos;
•Idade;
•Fumo;
•Álcool;
•Outras drogas
•Medicamentos.
Estes trabalhadores podem
não estar adequadamente
protegidos dos efeitos
adversos à saúde para
certos produtos químicos
em concentrações inferiores
aos limites de exposição.
NÍVEL DE AÇÃO

METADE DO LIMITE
DE TOLERÂNCIA
98
Agentes Químicos

N.A. = LT
2

99
NÍVEL DE AÇÃO

É UM CONCEITO ESTATÍSTICO
DESENVOLVIDO PELO NIOSH
NÍVEL DE AÇÃO
SE O NÍVEL DE AÇÃO FOI RESPEITADO EM UM
DIA TÍPICO, EXISTE UMA PROBABILIDADE MAIOR
QUE 95% DE QUE O LIMITE DE EXPOSIÇÃO
VENHA A SER RESPEITADO NOS OUTROS DIAS
DE TRABALHO.

- NÍVEL DE CONFIANÇA ESTATÍSTICO DE 95% -


ACGIH

RECOMENDAÇÃO

O médico do trabalho deve avaliar


o grau de proteção adicional
requerida para tais trabalhadores.
Algumas grandes
diferenças
entre os
Limites de Tolerância
LIMITES DE TOLERÂNCIA
TDI
( 2,4 DIISOCIANATO DE TOLUENO )

BR 0,016 PPM

USA 0,005 PPM


LIMITES DE TOLERÂNCIA
CROMO
•BRASIL - INSALUBRE / ANEXO
13
• ACGIH - CR III 0,5 MG / M3
• ACGIH - CR VI 0,05 MG / M3

CARCINOGÊNESE HUMANA CONFIRMADA


( EFEITOS CRÍTICOS: CÂNCER, FÍGADO E RINS )
Substâncias que causam
câncer

MTE / BR - 05
ACGIH / USA - 45
No Brasil, a legislação específica do Ministério do Trabalho e
Emprego, reconhece como agentes cancerígenos, apenas
cinco substâncias: benzeno, 4-aminodifenil, benzidina, beta-
naftilamina e 4-nitrodifenil.

Porém, agentes reconhecidamente cancerígenos, como


radiação ionizante, amianto e a sílica, estão entre as que
possuem exposições toleradas.

Desta forma, adota-se no País a concepção de “níveis


seguros” para a exposição ocupacional a maior parte dos
cancerígenos, o que conflita com o atual conhecimento
científico sobre carcinogênese, que não reconhece limites
seguros para a exposição do trabalhador aos agentes
cancerígenos 107
Existem alguns laudos que utilizamos
em nossos trabalhos, como o de
insalubridade e o LTCAT. Qual devo
usar?

MTE
MPS
o
1) NR 15
o
2) ACGIH
o
3) Decreto 3048/86
1o) NR 15 LAUDO DE
INSALUBRIDADE
2o) ACGIH PPRA
3o) Decreto 3048/86 LTCAT
ACGIH

e seus limites de exposição


Qual a periodicidade ideal
a ser utilizada entre avaliações
ambientais ?
ou

Como estabelecer
as prioridades a serem
adotadas?
Manual de
Estratégia de
Amostragem
do NIOSH
DIFERENÇA
ENTRE NIOSH
E OSHA
OSHA E NIOSH SÃO DIVISÕES DE DUAS ENTIDADES
GOVERNAMENTAIS SEPARADAS.

A OSHA É UM ESCRITÓRIO DENTRO DO DEPARTAMENTO DE


TRABALHO, ENQUANTO A NIOSH É GOVERNADA PELO
CENTRO DE CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS.

ESSAS LEALDADES ORGANIZACIONAIS AJUDAM A


EXPLICAR AS DIFERENTES - MAS ESTREITAMENTE
RELACIONADAS - MISSÕES ATENDIDAS POR CADA
ORGANIZAÇÃO.

A OSHA CRIA E IMPÕE REGULAMENTOS.


NIOSH É UMA INSTITUIÇÃO DE PESQUISA E EDUCAÇÃO,
NÃO UMA AGÊNCIA DE APLICAÇÃO LEGAL.

ENQUANTO A OSHA CRIA E APLICA REGULAMENTOS, A


NIOSH SE CONCENTRA NO CAMPO CIENTÍFICO DA
SEGURANÇA OCUPACIONAL.

ELES COMPARTILHAM OS RESULTADOS DE SUAS


PESQUISAS ATRAVÉS DE PROGRAMAS EDUCACIONAIS
ROBUSTOS. ELES ATÉ OFERECEM TREINAMENTO NO
LOCAL DE TRABALHO PARA MELHORAR A SEGURANÇA NAS
EMPRESAS.
Manual de
NIOSH
Estratégia de
Amostragem
Item 3.7

Intervalo entre amostragens


Interval between days monitored
Regulamento
da OSHA
Item 3.7

Concentração Próxima medição

Se NA < Cm < LEO Avaliar a cada 2 meses


até que Cm < NA
Se NA < Cm > LEO Avaliar mensalmente
até que Cm < LEO
Quando você pode
parar de monitorar
um agente?
Regulamento
da OSHA
Item 3.8

Você pode parar de avaliar um agente


quando duas medições consecutivas,
intervaladas pelo menos uma semana,
acusarem Cm < NA.
Exposição a agentes
químicos em jornadas
não - usuais
Jornadas de trabalho
não - usuais
Jornadas de trabalho maiores
que 8 horas por dia ou 40
horas por semana
ACGIH
Utilizar o modelo
¨Brief & Scala¨

Reduz o TLV
proporcionalmente
ao aumento de
exposição.
ATENÇÃO
Este modelo não pode ser
utilizado para justificar
concentrações mais elevadas do
que a permitida, para exposições
curtas.
(p.ex.: 8 vezes o L.T. para 1 hora de exposição)
Brief & Scala
Calcular o
Fator de Redução

F.R. = 40 x 168 - h
h 128
Brief & Scala
F.R. = 40 x 168 - h
h 128
40 horas / semana de trabalho X x horas / mês em exposição (40 x 4,2)
x horas / semana de exposição 128 horas por semana de descanso
Brief & Scala
F.R. = 40 x 168 - 44
44 128

F.R. = 0,909 x 0,968

F.R. = 0,88
Brief & Scala

F.R. = 0,88

L.T. (h) = L.T. (40 h/s) x F.R.


Brief & Scala
GLP
ACGIH
TLV = 1000 ppm
Brief & Scala
GLP

F.R. = 0,88

L.T. (40 h/s) = 1000 ppm


Brief & Scala
GLP

L.T. (h) = L.T. (40 h/s) x F.R.

L.T. (44 h/s) = 1000 x 0,88


2018\BRIEF_SCALA.mp4

L.T. = 880 ppm


NR 15 - MTE
Existem quantos
Limites de Tolerância ?
NR 15 - MTE
Limites de Tolerância
• L.T. / M.P.
• L.T. / VMÁX
• L.T. / VTETO
• L.T. / Pele
135
Limite de Tolerância

Média Ponderada
Podemos ter C >
LT
desde que
compensadas por
C < LT
Entretanto essas
oscilações não
podem ser
indefinidas
A MÉDIA PONDERADA DE N
NÚMEROS REAIS É O NÚMERO
QUE SE OBTÉM
MULTIPLICANDO CADA
NÚMERO PELO SEU PESO,
SOMANDO ESSES PRODUTOS E
DIVIDINDO O RESULTADO PELA
SOMA DOS PESOS. 139
Avaliação de exposição a Tolueno
L.T. = 78 ppm
C1 = 60 ppm C6 = 82 ppm
C2 = 75 ppm C7 = 110 ppm
C3 = 92 ppm C8 = 78 ppm
C4 = 120 ppm C9 = 41 ppm
C5 = 44 ppm C10 = 03 ppm

Cm = 70,5 ppm
Avaliação de exposição a Tolueno
L.T. = 78 ppm

C1 = 60 ppm C6 = 82 ppm
C2 = 75 ppm C7 = 110 ppm
C3 = 92 ppm C8 = 78 ppm
C4 = 105 ppm C9 = 41 ppm
C5 = 44 ppm C10 = 03 ppm

Cm = (C1 x 1) + (C2 x 1) + (C3 x 1) + (C4 x 1) + (C5 x 1) + (C6 x 1) + (C7 x 1) + (C8 x 1) + (C9 x 1) + (C10 x
1)
10

Cm = 70,5 ppm
Avaliação de exposição a Tolueno

L.T. = 78 ppm
CMP = 70,5 ppm

Tudo bem ?
Limite de Tolerância

Valor Máximo
Avaliação de exposição a Tolueno

L.T. = 78 ppm
CMP = 70,5 ppm

Precisamos aplicar a Equação do


Valor Máximo
Equação do Valor Máximo
Nenhuma amostragem pode ultrapassar o Valor
Máximo
O limite de tolerância será considerado excedido
quando a média aritmética das concentrações
ultrapassar os valores fixados no Quadro n.° 1.

VMÁX = L.T. x F.D.


Avaliação de exposição a Tolueno

VMÁX = L.T. x F.D.

VMÁX = 78 x F.D.

O que é Fator de Desvio ?


NR 15
Quadro no 2

LT (ppm) FD (Fator de Desvio)


0a1 3
1 a 10 2
10 a 100 1,5
100 a 1000 1,25
+ de 1000 1,1
Avaliação de exposição a Tolueno

VMÁX = L.T. x F.D.

VMÁX = 78 x F.D.
VMÁX = 78 x 1,5
VMÁX = 117 ppm
Avaliação de exposição a Tolueno
L.T. = 78 ppm
C1 = 60 ppm C6 = 82 ppm
C2 = 75 ppm C7 = 110 ppm
C3 = 92 ppm C8 = 78 ppm
C4 = 120 ppm C9 = 41 ppm
C5 = 44 ppm C10 = 03 ppm
Pele
Agentes químicos que podem ser
absorvidos por via cutânea.

Sua manipulação exige luvas adequadas e outros


EPIs necessários.
Absorção pela pele

6. Álcool furfurílico
7. Álcool metílico
8. Álcool n-propílico
9.Álcool iso-propílico
10. Anilina
Valor Teto
os agentes químicos cujos limites de tolerância não podem ser
ultrapassados em momento algum da jornada de trabalho.

• Ácido Clorídrico
• Álcool n-butílico
• n-Butilamina
• Cloreto de vinila
• Diclorodifluormetano (Freon 12)
Valor Teto
• 1,1 Dicloro-1-nitroetano
• 2,4 Diisocianato de tolueno (TDI)
• Dióxido de nitrogênio
• Formaldeído (Formol)
• Monometil hidrazina
• Sulfato de dimetila
Avaliação de exposição a Ácido Clorídrico
L.T. = 4 ppm
C1 = 2 ppm C6 = 0,2 ppm
C2 = 0,5 ppm C7 = 1,1 ppm
C3 = 3 ppm C8 = 0,8 ppm
C4 = 1,5 ppm C9 = 2,4 ppm
C5 = 5,4 ppm C10 = 1,9 ppm

Cm= 1,8 ppm TUDO BEM?


Ácido Clorídrico

• Cm < L.T. / M.P.

• Uma C > L.T. / VMÁX

Risco Grave e Iminente


Os Limites de Exposição da
TLV

Threshold Limit Value

3 categorias
TLV - TWA

Threshold Limit Value


Time Weighted Average
TLV - STEL

Threshold Limit Value


Short Term Exposure Limit
TLV - C

Threshold Limit Value


Ceiling
TLV - TWA

Threshold Limit Value


Time Weighted Average
Média Ponderada no Tempo
TLV - TWA
Média Ponderada no Tempo
Concentração média ponderada pelo tempo
para uma jornada normal de 8 h / dia e 40
h / sem, à qual a maioria dos trabalhadores
pode estar repetidamente exposta, dia após
dia, sem sofrer efeitos adversos à saúde.
TLV - TWA
O TLV - TWA pode ser ultrapassado
sem que isso determine uma sobre-
exposição?
SIM, POIS
DEPENDE DO
TEMPO DE
EXPOSIÇÃO
TLV - STEL

Threshold Limit Value


Short Term Exposure Limit
Limite de Exposição de Curta
Duração
TLV - STEL
Limite de Exposição de Curta
Duração
É a exposição média ponderada pelo
tempo durante 15 minutos que não
pode ser excedida em nenhum
momento da jornada.
No máximo

15 min / vez
4 vezes / dia
4 vezes / dia

Deve haver um intervalo


mínimo de 60 minutos entre
as exposições sucessivas
nesta faixa.
TLV - STEL

Limite de Exposição de Curta


Duração
É a concentração a que os
trabalhadores podem estar
expostos continuamente por um
período curto sem sofrer:
TLV - STEL

1) Irritação
2) Lesão tissular irreversível
(É um tipo de dano que atinge o tecido em diferentes localidades e níveis de
comprometimento)

1) Narcose
Depressão reversível e inespecífica do sistema
nervoso central produzida por drogas.
TLV - STEL

Não é um limite de exposição


independente.
TLV - STEL

É um limite suplementar ao
limite de exposição - média
ponderada (TLV - TWA).
TLV - STEL

É usado quando são reconhecidos


efeitos tóxicos agudos para
substâncias cujos efeitos tóxicos
são primordialmente de natureza
crônica.
TLV - STEL

Só estabelece STEL nos casos


em que já foram relatados
efeitos tóxicos em seres
humanos como resultado de
exposições elevadas em curtos
períodos.
TLV - C

Threshold Limit Value


Ceiling
Limite de Exposição Valor Teto
TLV - C

Limite de Exposição Valor Teto

É a concentração que não pode ser


excedida em nenhum momento da
jornada de trabalho.
Como verificar o
TLV - C com
bombas de
amostragem
individual?
Bombas de amostragem
individual
fornecem
resultados de exposição média
ponderada
MISTURAS
Limite de Exposição para Misturas
Quando duas ou mais substâncias
tiverem efeitos toxicológicos similares
sobre o mesmo órgão, deverão ser
considerados seus efeitos combinados.
MISTURAS

Efeitos Combinados
Efeito tóxico aditivo de uma mistura de
substâncias químicas

É necessária a aplicação do
TLV combinado.
MISTURAS
Se a soma das seguintes frações:
SE exceder a unidade,
o limite de exposição da
mistura deverá ser considerado
excedido.
MISTURAS

C1 = Concentração obtida
T1 = Limite de exposição
MISTURAS

Limite de Exposição para mistura de


Manganês e Chumbo
MISTURAS

Manganês Comprometimento
do SNC

Chumbo Comprometimento
do SNC
MISTURAS

Limite de Exposição para mistura de


Manganês e Chumbo

C1 + C2
T1 T2
MISTURAS

Limite de Exposição para mistura de


Manganês e Chumbo

0,09 + 0,038 = 0,5 + 0,86 =


0,18 0,044
= 1,36 > 1
MISTURAS
O Limite de Exposição
para a mistura de
Manganês e Chumbo
foi excedido.
(embora os LTs separadamente
não tenham sido excedidos)
2018\MISTURAS_EFEITO COMBINADO.mp4
A influência da
umidade relativa
do ar
URA > 80%
Não fazer avaliação
de agentes químicos
URA > 80%
Não fazer avaliação
de agentes químicos
em dias de chuva
Velocidade do Ar

Maior preocupação

Dispersão dos contaminantes


GUIA GERAL PARA COLETA DE
AMOSTRAS
NIOSH
1. IDEAL: AMOSTRAS CONSECUTIVAS COBRINDO TODA A
JORNADA. DE PREFERÊNCIA 2 AMOSTRAS DE 4 HORAS
CADA.
2. AMOSTRAS SIMPLES COBRINDO TODA A JORNADA.
3. AMOSTRAS CONSECUTIVAS COBRINDO PELO MENOS
75% DA JORNADA NORMAL DE 8 HORAS ( 6 HORAS ).
4. AMOSTRAS CURTAS.
DEVEM SER COLHIDAS DE 8 A 11 AMOSTRAS.
10 amostragens
Método de amostragem instantânea
Fundacentro
NHT - 05
Norma para avaliação da
exposição ocupacional a
agentes químicos
- Método colorimétrico -
195
196
197
TUBOS COLORIMÉTRICOS
SÃO POUCO USUAIS
PODEM OCASIONAR:
• ERRO DE 25 % EM C > 1,2 LT

• ERRO DE 35 % EM C > 0,5 LT

NHT - 05 AQ / E, item VII, subitem 10


Qual é a validade
dos tubos colorimétricos?
Validade dos tubos
colorimétricos
NHT - 05 AQ / E, item VII, subitem 5

Pode variar de 1 dia a 2 anos

Mantenha-os na geladeira

Transporte em carro Geladeira de isopor


Leitura dos tubos
colorimétricos

Como deve ser feita a leitura?

• A leitura da concentração deve ser feita sob luz


incandescente ou natural.
A luz fluorescente e a de mercúrio trazem erros na percepção da cor e
do final da mancha.

NHT - 05 AQ / E, item VII - 3


s colori
Tubo métri cos
A leitura da concentração
deve ser lida após quanto
tempo?
s colori
Tubo métri cos
A concentração deve ser lida
dentro dos 2 minutos
seguintes à exposição.
NHT 05
de avaliação da exposição ocupacional
a agentes químicos através de
tubos colorimétricos

Avaliação de solventes orgânicos

NHT 08
Os laboratórios de higiene
ocupacional fornecem
resumos dos métodos
Procedimentos
para coleta de
amostras
1. Quebrar ambas as
extremidades do tubo, de
maneira que a abertura seja
a metade do diâmetro
interno (2 mm);
208
2. Introduzir o
tubo no
suporte
porta-tubo
(a seta
impressa no
tubo deve ter
o mesmo
sentido do
fluxo de ar);
3. Quebrar as pontas do tubo
de carvão ativado “Branco”
no mesmo instante em que
forem quebradas as pontas
do tubo que será amostrado;
4. Selar as pontas do tubo
“Branco” com as capas
plásticas adequadas, no
mesmo instante em que a
bomba de amostragem for
ligada;
5. Não podem ser usadas
capas de borracha para
selar os tubos de carvão
ativado;
6. Prender a bomba de
amostragem na cintura do
trabalhador, em posição que
não atrapalhe a operação
que ele estiver realizando;
7. Posicionar o suporte
contendo o tubo de carvão
na zona respiratória do
trabalhador, na posição
vertical;
8. Observar a mangueira para
que a mesma não sofra
estrangulamento;
9. Ligar a bomba;
10. Anotar:
• O horário em que foi ligada e
desligada a bomba;
• O nome do trabalhador, a
função e a atividade;
10. Anotar:
• O posto de trabalho;
• A temperatura e a umidade
do local da avaliação;
• Outros contaminantes que
possam estar presentes no
ambiente.
11. Após decorrido o tempo de
amostragem:
• Tampar os dois extremos do
tubo adsorvente;
• Etiquetá-lo e identificá-lo;
• Transportá-lo com Gelo X.
Envio de tubos amostrados

• O mais breve possível


• Etiquetados
• Acondicionar as amostras de acordo
com as instruções do laboratório.
Bombas
gravimétricas

Podemos usar ?
Há embasamento legal?
222
223
224
225
226
NR 15
Anexo 13 - A

Avaliação das concentrações de Benzeno em


ambientes de trabalho

Item 4 - Avaliação
Subitem 4.2 - Estratégia de avaliação
NR 15 ANEXO 13 - A ITEM 4

SUBITEM 4.2.7 - METODOLOGIA ANALÍTICA

ALÍNEA “I”

No caso de se utilizar metodologias


que requeiram o uso de bombas de
amostragem de fluxo constante, os
seguintes critérios deverão ser
seguidos:
* as bombas devem ser calibradas
contra qualquer sistema padrão
primário de calibração, ou
padrão secundário devidamente
aferido;
230
A calibração deve ser feita
antes e após cada coleta de
amostra.
LEONARDO_01_APRESENTAÇÃO DOS TIPOS DE
BOMBAS.MP4

LEONARDO_02_CALIBRAÇÃO_CICLONE.MP4

LEONARDO_03_CALIBRAÇÃO.MP4

LEONARDO_04_BOMBAS DE BAIXA VAZÃO.MP4

232
LIMITE DE TOLERÂNCIA
É a concentração ou intensidade
máxima ou mínima que não
causará dano à saúde do
trabalhador, durante a sua vida
laboral.
Portaria 3.311 do MTE

Tanto o instrumental quanto a


técnica adotados, e até mesmo o
método de amostragem, devem
constar por extenso, de forma
clara e definida no corpo do
laudo.
(a Portaria 546, de 11 de março extinguiu a Portaria 3311)
Portaria 3.311 do MTE

Idêntica atenção deve ser


empregada na declaração dos
valores, especificando-os,
inclusive, os tempos dos horários
inicial e final de cada aferição.
Tempo de
exposição ao risco
*
Traduz a quantidade de exposições em
tempo a determinado risco operacional sem
proteção, multiplicado pelo número de vezes
que esta exposição ocorre ao longo da
jornada de trabalho.
Portaria nº 3.311, de 29.11.89
Eventualidade
Intermitência
Exposição contínua
TEMPO DE EXPOSIÇÃO
EX: VAPORES DE AMÔNIA

5 MIN. DURANTE 5 OU 6 VEZES AO DIA


= 25 A 30 MIN / DIA.

EVENTUALIDADE
TEMPO DE EXPOSIÇÃO
20 MIN. DURANTE 15 OU 20 VEZES
AO DIA = 300 A 400 MIN / DIA.

INTERMITÊNCIA
TEMPO DE EXPOSIÇÃO
EXPOSIÇÃO DURANTE QUASE TODO
OU TODO O DIA DE TRABALHO,
SEM INTERRUPÇÃO.

EXPOSIÇÃO CONTÍNUA
Análise Quantitativa
Só é possível realizar esta etapa
quando o técnico tem convicção
firmada de que os tempos de
exposição, se somados, configuram
uma situação intermitente ou
contínua.
Poeiras sem sílica

ou
Poeiras com
% SiO2 = O
PNOS

Devem ser avaliadas


como PNOS
Poeiras Não Classificadas
de Outra Maneira
PNOS
PNOS são poeiras que:
1- ficam excluídos os riscos de sílica e asbesto;
2 – são de substâncias que não possuem nenhum TLV aplicável;
3 – são insolúveis ou fracamente solúveis em água (e fluidos
pulmonares);
4 – tenham baixa toxicidade;
5 – não sejam ionizantes;
6 – não causam imunosensibilização ou outros efeitos tóxicos que
não sejam inflamação ou “sobrecarga pulmonar”.
(Fonte: livreto dos TLVs da ACGIH, Anexo B)
PNOS
ACGIH acredita que as partículas insolúveis ou
fracamente solúveis, mesmo que
biologicamente inertes, podem causar efeitos
adversos e recomenda que as concentrações
ambientais devam ser mantidas abaixo de 3,0
mg/m³, para partículas respiráveis e 10 mg/m³,
para partículas inaláveis (aplicar Brief & Scala
para a jornada brasileira), até que seja
estabelecido o limite de tolerância para uma
substância em particular.
PNOS

Limite de Tolerância para


Poeiras Respiráveis

3 mg / m3
PNOS

Limite de Tolerância para


Poeiras Totais

10 mg / m3
Adaptados para o Brasil ...
PNOS

Limite de Tolerância para


Poeiras Respiráveis

2,64 mg / m3
PNOS

Limite de Tolerância para


Poeiras Totais

8,8 mg / m3
NHO 08
Estratégia de
amostragem
OBJETIVO

Amostragem individual

Amostragem de área
Amostragem individual

O sistema de coleta é colocado


no próprio trabalhador e o
dispositivo de coleta é
posicionado na zona
respiratória.
Amostragem de área

O sistema de coleta é
posicionado em um ponto fixo
no ambiente de trabalho.
Amostragem de área

NOTA:
A amostragem de área não deve
ser considerada como um
substituto da amostragem
individual.
NHO 08 PERÍODO DE
AMOSTRAGEM

Pelo menos 70% da jornada

5 h 36 min
PPR
Programa de
Proteção Respiratória
Instrução Normativa n. 1
de 11.04.1994
Instrução Normativa que estabelece o
Regulamento Técnico sobre
o uso de equipamentos para proteção
respiratória
PPR
1. Quando as medidas de proteção
coletiva adotadas não forem
suficientes para controlar o risco;
2. Ou quando estiverem sendo
implantadas;
3. Ou ainda em operações de caráter
emergencial;
PPR

O empregador deve adotar um


conjunto de medidas com a finalidade
de adequar a utilização dos
Equipamentos de Proteção
Respiratória.
PPR
Deverá ser adotado monitoramento
apropriado e periódico das áreas de
trabalho e dos riscos ambientais.

Instrução Normativa no 1, de 11.04.94, Art. 1º , § 1º , Item VI


EPI ou EPC
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
Filtros
DEPENDE
DE AR
Os filtros de respiração retêm os
poluentes do ar respirado, porém não fornecem
oxigênio.
Em decorrência deste fato só poderão
ser usados em atmosferas que contenham no mínimo 19,5% em volume de
oxigênio.
Os filtros de respiração aparecem nas mais variadas formas construtivas.
São concebidos como:
- Filtros de encaixe;
- Filtros de rosca;
- Filtros de cartucho.
Em lugares com deficiência de oxigênio ou com elevadas concentrações
de contaminantes, é obrigatório o uso de equipamentos que independem do
meio atmosférico ambiental, tais como:
- Equipamento de respiração com linha de ar;
- Equipamentos autônomos de respiração a ar comprimido;
-Equipamentos autônomos de respiração com oxigênio.

10
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

DEPENDE
Espécies de filtros DE AR

• Filtros contra gases

Os filtros contra gases são recheados com carvão ativo, cuja estrutura
porosa oferece uma grande superfície.
Enquanto o ar respirado flui através da carga de carvão ativo do filtro,
as moléculas do contaminante são retidas na grande superfície do carvão
ativo granulado.
Para muitos outros gases (por exemplo: amônia, cloro, dióxido de
enxofre), o efeito de retenção no filtro poderá ser melhorado com a
impregnação do carvão com produtos químicos de retenção, utilizando-se
para tanto sais minerais e elementos alcalinos.

• Filtros contra aerodispersóides

Os filtros contra aerodispersóides consistem de material fibroso


microscopicamente fino. Partículas sólidas e líquidas são retidas na
superfície dessas fibras com grande eficiência.

10
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

• Filtros combinados
Os filtros combinados formam a união de
filtro contra gases e de filtro contra
aerodispersóides numa mesma unidade
filtrante.
Oferecem proteção quando gases e
aerodispersóides aparecem
simultaneamente no ambiente.
O ar inalado atravessa inicialmente o
filtro contra aerodispersóides que retêm
todas as partículas em suspensão no ar.

11
QUADRO I - FATORES DE PROTEÇÃO ATRIBUÍDOS PARA EPR (5)

TIPO DE COBERTURA DAS VIAS RESPIRATÓRIAS

TIPO DE RESPIRADOR

PEÇA SEMI-FACIAL (1) PEÇA FACIAL INTEIRA

PURIFICADOR DE AR 10 100

DE ADUÇÃO DE AR

1. MÁSCARA AUTÔNOMA (2) (DEMANDA) 10 100

1. LINHA DE AR COMPRIMIDO (DEMANDA) 10 100

TIPO DE COBERTURA DAS VIAS RESPIRATÓRIAS

TIPO DE RESPIRADOR PEÇA SEMI- PEÇA FACIAL INTEIRA CAPUZ CAPACETE SEM VEDAÇÃO
FACIAL FACIAL

PURIFICADOR DE AR MOTORIZADO 50 1000(3) 1000 25

DE ADUÇÃO DE AR:

LINHA DE AR COMPRIMIDO
--- ---
1. DE DEMANDA COM PRESSÃO POSITIVA 50 1000

1. FLUXO CONTÍNUO 50 1000 1000 25

MÁSCARA AUTÔNOMA (CIRCUITO ABERTO OU


FECHADO) 267

--- (4) --- ---


1. DE DEMANDA COM PRESSÃO POSITIVA
DEFINIÇÃO DO
RESPIRARDOR
269
Hierarquia
do
controle coletivo
1 ª

Medidas que
eliminem ou reduzam a
utilização ou a formação
de agentes prejudiciais à
saúde.
2 ª

Medidas que previnam a


liberação desses agentes
no ambiente de trabalho.
3 ª

Medidas que reduzam a


intensidade ou a
concentração desses
agentes no ambiente de
trabalho.
Eliminação
Substituição
controles de engenharia
sinalização/alertas e/ou controles
administrativos
equipamentos de proteção
individual (EPIs).
274
275
AVALIAÇÃO DE RUÍDO
“ QUALQUER PERTURBAÇÃO

SOM VIBRATÓRIA EM MEIO


ELÁSTICO, A QUAL PRODUZ
UMA SENSAÇÃO AUDITIVA”
“ ENERGIA TRANSMITIDA POR
VIBRAÇÕES NO AR (OU
OUTROS MATERIAIS) E QUE
CAUSA A SENSAÇÃO DE
AUDIÇÃO.”
ALMEIDA ( 1982)
"O TERMO EXPRESSA UMA SENSAÇÃO SUBJETIVA
AUDITIVA, ORIGINADA POR MOVIMENTO VIBRATÓRIO E
PROPAGADA ATRAVÉS DE MEIOS SÓLIDOS, LÍQUIDOS OU
GASOSOS, COM UMA VELOCIDADE DIFERENTE,
SEGUNDO O MEIO EMPREGADO EM SUA PROPAGAÇÃO;
PSICOLOGICAMENTE, ENTENDEMOS POR RUÍDO UMA
SENSAÇÃO AUDITIVA DESAGRADÁVEL".
OS TERMOS SOM E RUÍDO SÃO, FREQUENTEMENTE,
UTILIZADOS DE DIFERENTES MANEIRAS MAS,
NORMALMENTE, SOM É USADO PARA AS
SENSAÇÕES PRAZEROSAS, COMO FALA OU
MÚSICA E RUÍDO, PARA DESCREVER UM SOM
INDESEJÁVEL COMO BUZINA, BARULHO DE
TRÂNSITO E MÁQUINAS. PARA UM SOM SER
CAPTADO, É PRECISO QUE ELE ESTEJA DENTRO DA
FAIXA DE FREQUÊNCIA CAPTÁVEL PELO OUVIDO
HUMANO. ESSA FAIXA, EM OUVIDO NORMAL,
VARIA EM MÉDIA DE 16 A 20.000 HZ. ( SANTOS E
MATOS, 1994 E AZEVEDO, 1994).
FREQUÊNCIA
“ É O NÚMERO DE VEZES QUE UMA OSCILAÇÃO É
REPETIDA NA UNIDADE DE TEMPO.”
UNIDADE: CICLOS/SEGUNDO OU HERTZ (HZ)
Frequência
•BAIXAS FREQUÊNCIAS
SONS GRAVES => GRANDE
COMPRIMENTO DE ONDA
FREQUÊNCIA
•ALTAS FREQUÊNCIAS
SONS AGUDOS => PEQUENO
COMPRIMENTO DE ONDA
BANDAS DE FREQUÊNCIA
•FENÔMENOS ACÚSTICOS =>
DEPENDENTES DA FREQUÊNCIA
•FAIXA DE FREQUÊNCIA AUDÍVEL VARIA DE
20 A 20.000 HZ
•BANDAS DE OITAVA => ESPECTRO DE
FREQUÊNCIAS É BASTANTE AMPLO = 10
FAIXAS (INTERVALOS) => CADA
INTERVALO “UMA OITAVA”
FREQUÊNCIAS DE BANDAS DE OITAVA
SOM PURO

“ É O SOM RESULTANTE
DE UMA VIBRAÇÃO
SIMPLES NUMA ÚNICA
FREQUÊNCIA”
EX.: DIAPASÕES
SOM COMPLEXO
“ É O SOM RESULTANTE DA CONTRIBUIÇÃO DE VÁRIAS FREQUÊNCIAS
SIMULTÂNEAS”
RUÍDO X SOM

•DEFINIÇÃO DE RUÍDO
“ É O CONJUNTO DE TONS
PUROS AGRUPADOS SEM
NENHUM CRITÉRIO DEFINIDO.”
RUÍDO DE IMPACTO

ENTENDE-SE POR RUÍDO DE IMPACTO


AQUELE QUE APRESENTA PICOS DE
ENERGIA ACÚSTICA DE DURAÇÃO INFERIOR A
1 (UM) SEGUNDO, A INTERVALOS
SUPERIORES A 1 (UM) SEGUNDO.

NR 15 ANEXO 2, ITEM 1
RUÍDO CONTÍNUO OU
INTERMITENTE
ENTENDE-SE POR RUÍDO
CONTÍNUO OU INTERMITENTE,
PARA FINS DE APLICAÇÃO DE
LIMITES DE TOLERÂNCIA, O
RUÍDO QUE NÃO SEJA DE
IMPACTO.
NR 15 ANEXO 1, ITEM 1
RUÍDO CONTÍNUO
RUÍDO CUJO NÍVEL DE
PRESSÃO SONORA VARIA
NUMA FAIXA DE + 3 DB(A)
DURANTE LONGOS
PERÍODOS DE OBSERVAÇÃO.
RUÍDO INTERMITENTE
RUÍDO CUJO NÍVEL DE
PRESSÃO SONORA POSSUI
UMA VARIAÇÃO > 3
DB(A).
RUÍDO DE IMPACTO
RUÍDO QUE APRESENTA PICOS
DE ENERGIA ACÚSTICA DE
DURAÇÃO INFERIOR A 1 S, A
INTERVALOS SUPERIORES A 1 S.
◙ TRÊS TIPOS DE RUÍDO
◙ AVALIADOS COM O MESMO
INSTRUMENTO
(MEDIDOR DE NÍVEL DE PRESSÃO
SONORA)
◙ COM ESCALAS DE PONDERAÇÃO
DIFERENTES
Contínuo

Lenta
A
Impacto

Rápida
C
Como posso saber as freqüências
preponderantes em uma exposição a
ruído se eu não possuir um
Medidor de Nível de Pressão Sonora
com Filtro de Bandas de Oitava?
Níveis de Pressão Sonora

Faixa audível
20 milionésimos de um pascal
(20 µPa) a
1 milhão de vezes esse valor
(200 Pa)

MEDIDOR INVIÁVEL
A fórmula
de pressão:
P = Força
Área
FORÇA (Newton)
PRESSÃO =
Newton / m2
Ou
Pascal
ÁREA (m2)
1N
1 PASCAL =
m2
NPS = 10 log P 2

Po 2

NPS = 20 log P
Po
onde P é o valor eficaz de pressão medida em Pascal ou N/m2 e P0 é
o valor de referência ( menor pressão percebida pelo ouvido humano
a 100Hz) equivalente a 2 x 10-5 N/m2 ou 20µm Pa
Po = 415 x 10 - 12

Po = 0,00002 N / m 2

Po = 2 x 10 -5N / m 2

Nosso ouvido responde de modo complexo a pequenas


variações de pressão do meio, podendo detectar variações por
volta de 2x10-5 N/m2. Isso corresponde aproximadamente a 1
bilionésimo da pressão atmosférica (101.325 Pa, ou
aproximadamente 105 N/m2).
Po = 0,00002 N / m 2

Pressão de Referência

Limiar da audição humana


(em 1000 Hz)
Pressão em Pa NPS em dB
20 µPa 0 dB
200 µPa 20 dB
2 mPa 40 dB
20 mPa 60 dB
200 mPa 80 dB
1 Pa 94 dB
2 Pa 100 dB
10 Pa 114 dB
1 dB
é a menor variação
que o ouvido humano
pode perceber
Lei de Weber-Fechner

Isto significa que se, por exemplo, o estímulo físico


cresce em função dos números 10 - 100 - 1.000 - 10.000 -
100.000 - 1.000.000 a sensação humana cresce
correspondentemente nos números: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6.
Em outras palavras, quando o estímulo físico é
multiplicado por 10, a sensação aumenta em apenas uma
unidade. A relação é conhecida como NÍVEL DE PRESSÃO
SONORA (NPS).
A escala em dB não é linear, e, em conseqüência, os dB não
podem ser adicionados ou subtraídos aritmeticamente. Por
exemplo, a adição de 95 dB mais 95 dB dá 98 dB e não 190 dB,
como daria numa escala linear.
Essa é a razão pela qual diminuir o nível de pressão sonora em
10 dB é equivalente a reduzir a pressão sonora em 90%, diminuir
em 20 dB é equivalente a reduzir a pressão sonora em 99%, etc.
DECIBEL (DB)

• ALEXANDER GRAHAM BELL - (1847 - 1922)

“ O OUVIDO HUMANO REAGE DE FORMA


LOGARÍTMICA À INTENSIDADE DO SOM,
ASSIM, SE A INTENSIDADE SONORA FOR
DUPLICADA NÃO OUVIREMOS O SOM O
DOBRO DA INTENSIDADE SONORA, MAS
SOMENTE UM DÉCIMO MAIS ALTO”
Dispondo pessoas a gritar em grupos, como
deveremos aumentar o tamanho desses grupos
para percebermos a intensidade do som
aumentando em PA?

Facilmente vemos que não podemos aumentar os


grupos em progressão aritmética ( PA ). Com
efeito, é fácil ver que há grande diferença entre
um grupo de 2 e um de 3, mas pouca diferença
entre um grupo de 10 e um de 11 pessoas .

Verifica-se, experimentalmente, que devemos


aumentar o tamanho dos grupos em PG. Ou seja,
a sensação sonora humana varia
logarítmicamente com a pressão ou intensidade
sonora da fonte.
309
Decibel
Não é uma unidade
Decibel
Não é uma unidade.
É uma escala logarítmica.
Escala linear Escala logarítmica

101 = 10 log10 10 = 1

102 = 100 log10 100 = 2

103 = 1000 log10 1000 = 3

Variação linear: Variação logarítmica:


10 a 1000 1a3
Porque
dB(A) e
dB(C)?
O ouvido humano não responde
linearmente às diversas frequências

Modificação dos dB físicos para expressar a


PERCEPCAO HUMANA

O problema básico que temos de enfrentar é o seguinte: a parte


sensível dos MPS é um microfone e microfones reagem igualmente a
todas as frequências que compõem um som, por outro lado, nosso
ouvido reage diferentemente para cada frequência. A saída é usarmos
correções que variam com as frequências. Visto que a intensidade do
som também influencia nossa percepção, tradicionalmente usamos
três escalas de dB corrigidos, chamadas dB(A), dB(B) e dB(C)
Para compensar essa falta de
linearidade

Filtros eletrônicos ou Curvas de


Ponderação A, B e C
O que são as curvas

A, B, C e D ?
Circuitos eletrônicos de
sensibilidade variável com a
frequência, de forma a modelar o
comportamento do ouvido
humano.
Samir N. Y. Gerges
CURVA “B”

NB 95 – 1966
Era usada como parâmetro para se
avaliar conforto acústico.
CURVA “D”
Padronizada para medições de ruído
transiente em aeroportos, quando da
passagem de um avião.
( NES - Nível de exposição sonora ou Leq normalizado)
RUÍDO CONTÍNUO
OU INTERMITENTE
• CIRCUITO DE COMPENSAÇÃO “A”

• CIRCUITO DE RESPOSTA LENTA (SLOW)


EFEITOS AO ORGANISMO
EFEITOS AO ORGANISMO

Zumbidos
Nervosismo Insônia

Estreitamento dos vasos sanguíneos


Apreensão

Contração dos
músculos
EFEITOS NO TRABALHO

Desconforto e
EFEITOS
Problemas na NO Falta
TRABALHO
de cansaço
comunicação concentração

Nervosismo
Nervosismo Baixo rendimento Acidentes
AUDIBILIDADE HUMANA

•POSSUI DOIS LIMITES BEM DEFINIDOS:


•LIMIAR DE DOR => SOM MUITO ALTO =
200 N/M2 = (140 DB)
•LIMIAR DE AUDIBILIDADE => SOM MUITO
FRACO QUE SE TORNA INAUDÍVEL =>
0,00002 N/M2 ( 20 DB)
Fatores que Influenciam
1 – Tempo de
exposição,quanto maior
este tempo maior o perigo

2 – Tipo de Ruído:
Pode ser Continuo (sem parar),
Intermitente (ocorre de vez em quando)
ou de impacto ( Ocorre de repente).
Fatores que Influenciam

3 – Distancia da Fonte Geradora:


Quanto mais próximo
Maior o perigo.

4 – Intensidade;
Quanto maior a intensidade, maior
O risco para o trabalhador
CAMPO SONORO

• CAMPO PRÓXIMO
• INCIDÊNCIA ALEATÓRIA DE ONDAS SONORAS.
• CAMPO LIVRE
• ÁREAS SEM A PRESENÇA DE SUPERFÍCIES
REFLETORAS.
• CAMPO REVERBERANTE
• COMPOSIÇÃO ENTRE ONDAS SONORAS QUE
DIVERGEM DA FONTE E DAS ONDAS REFLETIDAS.
Atenuação do Som com a Distância

Em uma grande sala ou ao ar livre, o nível sonoro diminui


aproximadamente 5 a 6 dB quando a distância duplica;
O som de uma máquina de dimensões médias permanece
constante até uma distância de 1,5m, começando a diminuir;
No interior de um local a atenuação é menor devido à adição
do som refletido pela reverberação das paredes e teto ao som
direto.
ADIÇÃO DE NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA

• ADIÇÃO DE LOGARITMOS
70 DB + 70 DB  140 DB
70 DB + 70 DB = 73 DB
• APLICAÇÕES
• COMBINAÇÃO DOS NÍVEIS DE RUÍDO EM CADA
BANDA DE FREQUÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO VALOR
TOTAL.
• ADIÇÃO DE UMA NOVA MÁQUINA
ADIÇÃO DE NÍVEIS DE RUÍDO

n
NPStotal = 10 log ( S 10 NPSi / 10 )
i=1
ADIÇÃO DE NÍVEIS DE RUÍDO
Exemplo:
Máquina 1 = 85 dB
Máquina 2 = 88 dB
Máquina 3 = 90 dB

NPStotal = 10 log (10 85/10 +10 88/10 + 10 90/10 )

NPStotal = 10 log (1,1947 x 10 9)

NPStol  93 dB
ADIÇÃO DE NÍVEIS DE RUÍDO

Exemplo:
Máquina 1 = 85 dB
90 dB
Máquina 2 = 88 dB 93 dB

Máquina 3 = 90 dB

NPStol  93 dB
ORELHA
HUMANA

Como funciona
nosso sistema
auditivo.mp4
PROTEÇÃO AUDITIVA
O RUÍDO E A SURDEZ
Trauma Acústico: Perda auditiva repentina,
causada por ruído de impacto como explosões.
Perda auditiva temporária: Ocorre após
exposição a um ruído intenso, mesmo de curto
período de tempo. Dificuldade de ouvir.
Perda auditiva permanente: Ocorre pela
exposição repetida durante longos períodos, com
ruído de alta intensidade.
É irreversível, pois destrói as células ciliadas da
cóclea que são os receptores auditivos.
EQUIPAMENTOS
DE MEDIÇÃO DE
RUÍDO

• MEDIDOR DE NÍVEL
DE PRESSÃO
SONORA OU
DOSÍMETROS

• ANALISADORES DE

FREQUÊNCIA
A METODOLOGIA CHAMADA
DE DECIBELIMETRIA NÃO
EXISTE!
EXISTE A MEDIÇÃO DE
NÍVEL DE PRESSÃO
SONORA!!!
MEDIDOR DE NÍVEL DE PRESSÃO SONORA

• SISTEMA BÁSICO DE UM MEDIDOR DE NPS


Circuito de
Microfone Amplificador Compensação

Amplificador Mostrador /
Retificador Medidor Display
MEDIDOR DE NÍVEL DE PRESSÃO SONORA

• CIRCUITOS DE MEDIÇÃO
• RESPOSTAS LENTAS “SLOW” =>
NORMALMENTE UTILIZADO
• RESPOSTAS RÁPIDAS “FAST”=>
DETERMINAÇÃO DE VALORES
EXTREMOS DE RUÍDO DE IMPACTO.
MEDIDOR DE NÍVEL DE PRESSÃO SONORA

• TIPOS DE MEDIDORES DE NPS (FUNÇÕES)


• SIMPLES
• NÍVEL GLOBAL (DB(A))
• COMPLEXOS
• DB (LINEAR, A, B E C)
• DB IMPULSO
• DB PICO
• ANALISADORES DE FREQUÊNCIA (BANDAS DE 1/8
E 3/8)
MEDIDOR DE NÍVEL DE PRESSÃO SONORA

•CALIBRADORES
•ALTO-FALANTE EM MINIATURA
•GERAM NÍVEIS ESTÁVEIS E ELEVADOS
DE PRESSÃO SONORA (90 A 125 DB)
•VARIAÇÃO => + 0,2 DB
TÉCNICAS DE MEDIÇÃO DE RUÍDO
AVALIAÇÃO DE RUÍDO (NPS)
AVALIAÇÃO DE RUÍDO (DOSIMETRIA)
NR-15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
ANEXO 1 - RUÍDO CONTÍNUO OU
INTERMITENTE
ANEXO 2 - RUÍDO DE IMPACTO

NHO 01 – AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO


OCUPACIONAL AO RUÍDO
DIPLOMAS LEGAIS

• PORTARIA Nº 3.214/78 - 08.06.1978


• NORMA REGULAMENTADORA - NR-15 -
ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
• ANEXO 1 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA
RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE.
• ANEXO 2 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA
RUÍDOS DE IMPACTO
AVALIAÇÃO DOS TIPOS DE RUÍDO
NORMA ISO 2.204/73

• RUÍDO CONTÍNUO
• VARIAÇÕES DE ATÉ + 3 DB
• RUÍDO INTERMITENTE
• VARIAÇÕES ACIMA DE 3 DB
(TEMPO APROXIMADO 1 SEGUNDO)
• RUÍDO IMPULSIVO OU DE IMPACTO
RUÍDO DE IMPACTO

t > 1s
NPS

t < 1s

tempo
LIMITES DE
TOLERÂNCIA
PARA RUÍDO
CONTÍNUO
OU
INTERMITENTE
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO
CONTÍNUO OU INTERMITENTE

Incremento
da
duplicação
da dose = 5
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA
RUÍDO DE IMPACTO
• NÍVEIS DE RUÍDO DE IMPACTO DEVEM SER
AVALIADOS EM DECIBÉIS (DB) LINEAR.
LIMITE DE TOLERÂNCIA: 130 DB
• CASO NÃO EXISTA DISPONÍVEL UM MEDIDOR DE
NÍVEL DE PRESSÃO COM CIRCUITO DE
RESPOSTA LINEAR PODERÁ SER EXECUTADA A
LEITURA NO CIRCUITO DE COMPENSAÇÃO “C”
LIMITE DE TOLERÂNCIA: 120 DB(C)
NÍVEL MÉDIO DE SOM CONTÍNUO
EQUIVALENTE (LEQ)

Medir o nível equivalente (Leq),


expresso em dB, que representa a
média de energia sonora durante um
intervalo de tempo.
NÍVEL MÉDIO DE SOM CONTÍNUO
EQUIVALENTE (LEQ)

Nível de ruído contínuo que possui a mesma energia acústica


que os níveis de flutuantes originais, durante um período de
tempo.
n
Leq = 10 log ( 1 S (10 Lai / 10. Ti )
T i=1

Onde:
Lai = Nível de Pressão Sonora em dB(A)
Ti = Tempo para um dado nível
T = Tempo total de observação
NÍVEL MÉDIO LAVG
NÍVEL DE RUÍDO CONSTANTE, POR TODA A
DURAÇÃO DA AMOSTRA OU DA
JORNADA, QUE PRODUZIRIA A MESMA
DOSE COMPUTADA.
O NÍVEL MÉDIO É RELATIVO À DURAÇÃO
DA JORNADA
TWA
TIME WEIGHTED AVERAGE
TRATA DE CONSIDERAR O NÍVEL MÉDIO QUE
PRODUZIRIA A MESMA DOSE COMPUTADA, EM UMA
DURAÇÃO PADRÃO DE 8 HORAS DE EXPOSIÇÃO
(INDEPENDENTE DO TEMPO REAL AMOSTRADO).
O TWA SOMENTE COINCIDE COM O LAVG QUANDO A
AMOSTRAGEM FOR DE EXATAMENTE 8 HORAS.
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE LAVG E TWA?

Lavg é o nível médio de som durante o tempo de


execução de sua amostra. Se você executou a medição
por 30 minutos, Lavg é o nível médio de som durante
esse período de 30 minutos.

O TWA assume sempre um tempo de execução de 8


horas. Então, se você executou a medição durante 30
minutos, TWA assumiria 7 horas e 30 minutos de
silêncio e dar a média de 8 horas.
QUAL É A DIFERENÇA
ENTRE LAVG E LEQ?

No Lavg é utilizado Q = 5.

No Leq é utilizado Q = 3
DOSIMETRIA
Verificar sempre
a programação
do instrumento
DOSE DE RUÍDO (D)
Variação do nível de som contínuo equivalente (Leq),
medido para a toda a jornada de trabalho.

n
D = 100 S (10 ( Lai - Lc ) / q . Ti )
Tc i=1

Onde:
Lai = Nível de Pressão Sonora em dB(A)
Lc = Nível critério em db(A)
Tc = Tempo da jornada
MÉTODOS EXIGIDOS
PELOS MTE E MPS

• RUÍDO

PONTUAL OU DOSIMETRIA
Instrumentos exigidos pelos
MTE e MPS

RUÍDO
Medidor de Nível de Pressão Sonora
Áudio Dosímetro
Áudio dosímetro

INSTRUMENTO CAPAZ DE
INTEGRAR DIFERENTES
NÍVEIS DE PRESSÃO
SONORA EM UM
DETERMINADO TEMPO
PRÉ-ESTABELECIDO.
Condução de empilhadeiras, atividades
de manutenção, entre outras, ou que
envolvam movimentação constante do
trabalhador, não deverão ser avaliadas
por medidores de leitura instantânea,
não fixados no trabalhador.

Item 5.1 da NHO-01


RUÍDO DE DIFERENTES
NÍVEIS
OU RUÍDO DE NÍVEIS
VARIADOS DE DECIBÉIS

DOSIMETRIA
NHO 01
Item 6.1

A avaliação deve cobrir todas as


condições operacionais e ambientais
que envolvem o trabalhador no
exercício de suas funções.
NHO 01
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO

REPRESENTATIVIDADE
DA AMOSTRAGEM
NHO 01
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO

REPRESENTATIVIDADE DA AMOSTRAGEM

Se forem identificados ciclos


de exposição repetitivos,
a amostragem deverá incluir
um número suficiente de ciclos.
NHO 01
REPRESENTATIVIDADE DA AMOSTRAGEM

A amostragem deverá cobrir um


número maior de ciclos, casos estes
não sejam regulares ou apresentem
níveis com grandes variações de
valores.
NHO 01
REPRESENTATIVIDADE DA AMOSTRAGEM

Havendo dúvidas quanto à


representatividade da amostragem, esta
deverá envolver necessariamente toda
a jornada de trabalho.
Precauções durante as medições
Alguns cuidados devem ser tomados quando medimos os níveis de
ruído de um ambiente: Os principais são :
O medidor deve ser colocado na posição de trabalho dos operários e
na altura do ouvido dos mesmos;
Deve ser evitada a interferência do vento no microfone do medidor.
Para anular esse efeito, existe um dispositivo denominado
"windscreen" (Protetor, capa de microfone) que evita o "sopro"
sobre o microfone;
Devem ser evitadas superfícies refletoras, que não sejam comuns ao
ambiente. Assim, deve-se evitar que o corpo da pessoa que faz a
medição não interfira nas medidas; ¨ recomenda-se fazer pelo
menos 5 medições em cada local;
O principal causador de erros nas medições de ruído é o Ruído de
Fundo. Trata-se do ruído do ambiente, que não faz parte do ruído
daquele local.
366
• QUANTOS TIPOS DE
INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
DE RUÍDO EXISTEM?
INSTRUMENTOS
NORMAS
ANSI S 1.4 E IEC 60651

IEC (International Electrotechnical Commission) e ANSI (Americam Standards Institute)


Dosímetros
• Devem atender às
especificações da Norma
ANSI S 1.25 – 1991

• Devem ter classificação


mínima do Tipo 2
Item 6.2.1.1 da NHO 01
Calibradores acústicos

Devem atender às especificações


constantes das Normas
ANSI S 1.40 - 1984
ou
IEC 60942 - 1988

Item 6.2.1.4 da NHO 01


Quem obriga a realização
de calibração de
instrumentos?
O mercado.
ISO 9001
Esta norma pode ser utilizada para
garantia da qualidade para um
fornecedor demonstrar sua
capacidade e para a avaliação dessa
capacidade por partes externas.
ISO 9001
O fornecedor do serviço deve calibrar
seus equipamentos de medição a
intervalos prescritos contra
equipamentos certificados que tenham
uma relação válida conhecida com
padrões nacional ou
internacionalmente reconhecidos.
NBR 10012
NBR 10012
Padrão
Instrumento de medição que define ou
reproduz uma unidade ou um valor
por uma grandeza, para transferi-los a
outros instrumentos de medição,
por comparação.
POSSO TER UMA
EXPOSIÇÃO DE 90
DB(A), NÃO PAGAR
ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE E NÃO
TER PROBLEMAS COM O
MTE ?
EXPOSIÇÃO DE
QUANTO TEMPO?
RUÍDO DE DIFERENTES NÍVEIS
DOSIMETRIA
Cálculo da dose

Dosímetro
RUÍDO
DOSE > 100%
LIMITE DE TOLERÂNCIA ULTRAPASSADO
RELAÇÃO ENTRE
RUÍDO MÉDIO E DOSE

75 DB ( A ) 25 %
80 DB ( A ) 50 %
85 DB ( A ) 100 %
90 DB ( A ) 200 %
95 DB ( A ) 400 %
100 DB ( A ) 800 %
105 DB ( A ) 1600 %
Dosimetria de Ruído

Exposições a níveis inferiores a


80 dB(A) não serão considerados
no cálculo da dose.

Item 5.1.1.2 da NHO 01


1 HORA EXPOSTO A 95 DB(A)

7 HORAS EXPOSTO A 85 DB(A)


DOSE = 1 + 7
2 8
DOSE = 1 + 7
2 8

= 0,5 + 0,87
D = 1,37 OU 137%
DOSIMETRIA
O MICROFONE DEVE SER POSICIONADO
SOBRE O OMBRO, PRESO NA
VESTIMENTA, DENTRO DA ZONA
AUDITIVA DO TRABALHADOR.

ITEM 6.3 DA NHO 01


CUIDADO COM O MICROFONE
Evite danos ou batidas
no microfone.

Peça sensível e cara.


PARA NOVAS AMOSTRAGENS
DESLIGUE O DOSÍMETRO E ESPERE
PELO MENOS 5 SEGUNDOS ANTES DE
LIGÁ-LO NOVAMENTE.
Precisamos
acompanhar
dosimetrias?
A MOVIMENTAÇÃO DO
TRABALHADOR DURANTE AS
SUAS FUNÇÕES DEVE SER
ACOMPANHADA.
( ITEM 6.4.2 ALÍNEA “E” DA NHO 01 DA FUNDACENTRO )
NHO 01 - DOSIMETRIA
INVALIDAÇÃO DAS MEDIÇÕES

• SE A CALIBRAÇÃO FINAL VARIAR +


1 DB EM RELAÇÃO À CALIBRAÇÃO
PRÉVIA.
• SE A VOLTAGEM DAS BATERIAS
TIVER CAÍDO ABAIXO DO VALOR
MÍNIMO.
Dosimetria com impacto

Como fazer dosimetria


quando também houver
ruído de impacto?
NHO 01 - Item 6.3

A participação do ruído de
impacto deve ser considerada
na avaliação da exposição ao
ruído contínuo ou
intermitente.
Dosimetria com impacto

Quando forem utilizados


medidores integradores
de uso pessoal (dosímetros de
ruído), o ruído de impacto será
automaticamente computado na
integração.
EQUIPAMENTOS DE
MONITORAMENTO DE
RUÍDO
C:\Users\Luiz
Claudio\Desktop\Passo a passo
WED007.ppsx
O QUE É
NÍVEL DE AÇÃO?
AGENTES QUÍMICOS

LIMITE DE TOLERÂNCIA

NÍVEL DE AÇÃO = LT
2
AGENTES FÍSICOS
SÓ PARA RUÍDO E VIBRAÇÃO

LIMITE DE TOLERÂNCIA

NÍVEL DE AÇÃO = LT
2
QUAL É O NÍVEL DE
AÇÃO PARA EXPOSIÇÃO
DE 8 HORAS A RUÍDO
CONTÍNUO ?
80 dB(A)
RUÍDO
LIMITE DE TOLERÂNCIA = DOSE

NÍVEL DE AÇÃO = DOSE = 100% = 50


2 2
NÍVEL DE AÇÃO

É UM CONCEITO ESTATÍSTICO
DESENVOLVIDO PELO NIOSH
NÍVEL DE AÇÃO
SE O NÍVEL DE AÇÃO FOI RESPEITADO EM UM
DIA TÍPICO, EXISTE UMA PROBABILIDADE MAIOR
QUE 95% DE QUE O LIMITE DE EXPOSIÇÃO
VENHA A SER RESPEITADO NOS OUTROS DIAS
DE TRABALHO.

- NÍVEL DE CONFIANÇA ESTATÍSTICO DE 95% -


MÉTODOS DE CONTROLE

• CONTROLE NA FONTE
• CONTROLE NO PROCESSO
• CONTROLE NO MEIO
• CONTROLE DO RECEPTOR
• PROTEÇÃO COLETIVA
• PROTEÇÃO INDIVIDUAL
TIPOS DE PROTETORES INDIVIDUAIS

• INSERÇÃO
• PRÉ-MOLDADOS
• MOLDÁVEIS
• CIRCUM-AURICULARES
• PROTETORES ESPECIAIS
..\Uso do protetor auricular.wmv
CAMINHOS DE VAZAMENTO DE RUÍDO

1 Transmissão pelo Ar

2 Vibração do protetor
Orelha Orelha Orelha
Ruído Externa Média Interna
Transmissão através
3 do Material

Condução
4 Óssea e Tecido
CAMINHOS DE VAZAMENTO DE RUÍDO
ATENUAÇÃO DOS PROTETORES
AURICULARES

• MÉTODO COMPLETO (MÉTODO 1 - NIOSH - 1975)


• NOISE REDUCTION RATING - NRR (EPA - 1979)
• NPS (DB(A)) = NPS (DB(C)) - NRR
• NPS (DB(A)) = NPS (DB(A)) - (NRR - 7)
NRRSF – NÍVEL DE REDUÇÃO DE RUÍDO COM O OUVINTE COLOCANDO O
PROTETOR.
NRR(SF) - Noise Reduction Rate - Self Feet

Estabelecido pela ANSI SI2.6-1997


(American National Standards Institute (ANSI))
American National Standards Institute
426
Vantagens dos Abafadores:
Único tamanho
Colocação rápida
Atenuação uniforme nas duas conchas
Partes substituíveis
Modelos variados
Higiênicos
Desvantagens dos Abafadores:
Desconforto em áreas quentes
Dificuldade em carregar e guardar
Interfere no uso de outros EPI´s
Pode restringir movimentos da cabeça
Desconfortável para 8 horas de trabalho
Não recomendado uso com cabelos
compridos, barba, óculos, etc.
Vantagens dos Plugs:
Utilizado por pessoas de cabelos
compridos, barba, cicatriz
Compatível com outros equipamentos
Descartáveis
Pequenos e facilmente transportados e
guardados
Boa adaptação a ambientes com calor e
umidade excessiva
Não restringe movimentos em áreas
muito pequenas
Desvantagens dos Plugs:

Menor atenuação: movimentos (fala, mastigação)


podem deslocar o plug
Necessidade de treinamento específico
Bons níveis de atenuação dependem da boa
colocação
Menos higiênicos
Só pode ser utilizado em canais auditivos
saudáveis
Fáceis de perder
Menor durabilidade
EXPOSIÇÃO
OCUPACIONAL
AO CALOR

431
MECANISMOS DE TROCA TÉRMICA

CONVECÇÃO RADIAÇÃO CONDUÇÃO


Contato entre dois Emissão de radiação Contato entre dois
corpos, sendo um infravermelha corpos
fluido

432
LIMITE DE TOLERÂNCIA

DEFINIÇÃO DE LIMITES DE
TOLERÂNCIA
DIVERSOS ÍNDICES
O LT DEVE LEVAR EM CONTA
OS FATORES AMBIENTAIS E
DA ATIVIDADE (CALOR
GERADO PELO
METABOLISMO)
433
CALOR

CONCEITOS DA NR-15 – ANEXO N.º 3

✓A SOBRECARGA TÉRMICA ESTÁ RELACIONADA COM O AMBIENTE (EXPOSIÇÃO) E


COM A ATIVIDADE FÍSICA DO TRABALHADOR (METABOLISMO).

✓O TRABALHADOR PODE ALTERNAR TRABALHOS EM AMBIENTES TERMICAMENTE


SEVEROS COM LOCAIS TERMICAMENTE MAIS AMENOS, OU COM DESCANSO
(SENTADOS EM REPOUSO) NO MESMO LOCAL.

OBS: _ OS PERÍODOS DE DESCANSO SÃO CONSIDERADOS TEMPO DE SERVIÇO


PARA TODOS OS EFEITOS LEGAIS; A ALTERNÂNCIA DE CONDIÇÕES TÉRMICAS
434
DEVE OCORRER EM CICLOS DE NO MÁXIMO 60 MINUTOS.
PARA EFEITO DE HIGIENE OCUPACIONAL, MEDIMOS O
STRESS TÉRMICO E NÃO CONFORTO TÉRMICO,
DEFINIDO NA NR 17.

435
DEFINIÇÕES

CICLO DE EXPOSIÇÃO:

CONJUNTO DE SITUAÇÕES TÉRMICAS AO QUAL O TRABALHADOR É


SUBMETIDO, CONJUGADO ÀS DIVERSAS ATIVIDADES FÍSICAS POR ELE
DESENVOLVIDAS, EM UMA SEQUÊNCIA DEFINIDA, E QUE SE REPETE DE
FORMA CONTÍNUA NO DECORRER DA JORNADA DE TRABALHO

IBUTG MÉDIO:

MÉDIA PONDERADA NO TEMPO DOS DIVERSOS VALORES DE IBUTG


OBTIDOS EM UM INTERVALO DE 60 MINUTOS

SITUAÇÃO TÉRMICA:

CADA PARTE DO CICLO DE EXPOSIÇÃO ONDE AS CONDIÇÕES DO


AMBIENTE QUE INTERFEREM NA CARGA TÉRMICA A QUE O
TRABALHADOR ESTÁ EXPOSTO PODEM SER CONSIDERADAS ESTÁVEIS
436
DEFINIÇÕES
LIMITE DE EXPOSIÇÃO:
VALOR MÁXIMO DE IBUTG MÉDIO, RELACIONADO À MÉDIA, QUE
REPRESENTA AS CONDIÇÕES SOB AS QUAIS SE ACREDITA QUE A
MAIORIA DOS TRABALHADORES POSSA ESTAR EXPOSTA,
REPETIDAMENTE, DURANTE TODA A SUA VIDA DE TRABALHO, SEM
SOFRER EFEITOS ADVERSOS À SUA SAÚDE
GRUPO HOMOGÊNEO:
CORRESPONDE A UM GRUPO DE TRABALHADORES QUE
EXPERIMENTAM EXPOSIÇÃO SEMELHANTE, TANTO DO PONTO DE
VISTA DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS, COMO DAS ATIVIDADES
FÍSICAS DESENVOLVIDAS, DE MODO QUE O RESULTADO
FORNECIDO SEJA REPRESENTATIVO DA EXPOSIÇÃO DE TODOS OS
TRABALHADORES QUE COMPOEM O MESMO GRUPO
437
DEFINIÇÕES
TAXA METABÓLICA MÉDIA:
MÉDIA PONDERADA NO TEMPO DAS TAXAS
METABÓLICAS, OBTIDAS EM UM INTERVALO DE 60
MINUTOS CORRIDOS

438
DEFINIÇÕES
PONTO DE MEDIÇÃO:
PONTO FÍSICO ESCOLHIDO PARA O POSICIONAMENTO DO
DISPOSITIVO DE MEDIÇÃO ONDE SERÃO OBTIDAS AS
LEITURAS REPRESENTATIVAS DA SITUAÇÃO TÉRMICA
OBJETO DE AVALIAÇÃO

439
REAÇÕES DO ORGANISMO AO CALOR

• VASODILATAÇÃO PERIFÉRICA: O FLUXO DE SANGUE NO


ORGANISMO HUMANO TRANSPORTA CALOR DO NÚCLEO DO
CORPO PARA SUA SUPERFÍCIE, OCORRENDO AS TROCAS TÉRMICAS.

• SUDORESE: O NÚMERO DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ATIVADAS É


DIRETAMENTE PROPORCIONAL AO DESEQUILÍBRIO TÉRMICO
EXISTENTE.
440
DOENÇAS

➢EXAUSTÃO DO CALOR: UMA BAIXA PRESSÃO ARTERIAL É O EVENTO CRÍTICO


RESULTANTE, DEVIDO, EM PARTE, A UMA INADEQUADA SAÍDA DE SANGUE DO
CORAÇÃO E, EM PARTE, UMA VASODILATAÇÃO QUE ABRANGE UMA EXTENSA
ÁREA DO CORPO.

➢DESIDRATAÇÃO: EM SEU ESTÁGIO INICIAL ATUA, PRINCIPALMENTE,


REDUZINDO O VOLUME DE SANGUE E PROMOVENDO A EXAUSTÃO DO
CALOR. MAS, EM CASOS EXTREMOS, PRODUZ DISTÚRBIOS NA FUNÇÃO
CELULAR, PROVOCANDO ATÉ A DETERIORAÇÃO DO ORGANISMO.
INEFICIÊNCIA MUSCULAR, REDUÇÃO DA SECREÇÃO (ESPECIALMENTE DAS
GLÂNDULAS SALIVARES), PERDA DE APETITE, DIFICULDADE DE ENGOLIR,
ACÚMULO DE ÁCIDO NOS TECIDOS IRÃO OCORRER COM ELEVADA
441
INTENSIDADE. FEBRE E MORTE AINDA PODEM OCORRER.
➢ CÃIMBRAS DE CALOR: OCORREM ESPASMOS
MUSCULARES, SEGUINDO-SE UMA REDUÇÃO DO
CLORETO DE SÓDIO NO SANGUE, DE MODO A
ATINGIR CONCENTRAÇÕES INFERIORES A UM
CERTO NÍVEL CRÍTICO. A ALTA PERDA DE
CLORETO É FACILITADA PELA INTENSA SUDORESE
E FALTA DE ACLIMATIZAÇÃO.

➢ CHOQUE TÉRMICO: OCORRE QUANDO A


TEMPERATURA DO NÚCLEO DO CORPO É TAL,
QUE PÕE EM RISCO ALGUM TECIDO VITAL QUE
PERMANECE EM CONTÍNUO FUNCIONAMENTO. É
DEVIDO A UM DISTÚRBIO NO MECANISMO
TERMORREGULADOR, QUE FICA
IMPOSSIBILITADO DE MANTER UM ADEQUADO
EQUILÍBRIO TÉRMICO ENTRE O INDIVÍDUO E O
MEIO.

442
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA

❖ INSTRUMENTO UTILIZADO:
-CONJUNTO DE TERMÔMETROS COMPOSTO DE: TERMÔMETRO DE BULBO
ÚMIDO NATURAL, TERMÔMETRO DE GLOBO E TERMÔMETRO DE MERCÚRIO
COMUM. {PORTARIA N.º 3214/78 DO MTE– NR/15 – ANEXO N.º 3, ITEM 2}

❖ METODOLOGIA:
- AS MEDIÇÕES DEVEM SER EFETUADAS NO LOCAL ONDE PERMANECE O
TRABALHADOR, À ALTURA DA REGIÃO DO CORPO MAIS ATINGIDA.
{PORTARIA N.º 3214/78 DO MTE – NR/15 – ANEXO N.º 3, ITEM 3}

443
444
445
MEDIÇÃO DOS FATORES AMBIENTAIS
UMIDADE RELATIVA DO AR

• % DE UMIDADE NO AR EM RELAÇÃO À QUANTIDADE TOTAL SE O

AR ESTIVESSE SATURADO NA MESMA TEMPERATURA

• FATOR FUNDAMENTAL PARA A TROCA DE CALOR ENTRE O CORPO

E O AMBIENTE (PERDA POR EVAPORAÇÃO)


MEDIÇÃO DOS FATORES AMBIENTAIS
VELOCIDADE DO AR
• INFLUENCIA NA TROCA DE CALOR POR CONVECÇÃO E EVAPORAÇÃO
• EQUIPAMENTO: ANEMÔMETRO
• ESTIMATIVA DE VELOCIDADE DO AR:
• AR PARADO (P.EX.: SALA FECHADA SEM VENTILAÇÃO): < 0,2 M/S
• BRISA LEVE (P.EX.: LEVE PERCEPÇÃO DO MOVIMENTO DO AR):
ENTRE 0,2 E 1,0 M/S
• BRISA MODERADA (P. EX: POUCOS METROS DE UM VENTILADOR,
PERCEPÇÃO CLARA DE MOVIMENTO DO AR, MOVIMENTO DOS
CABELOS OU FOLHA DE PAPEL): ENTRE 1,0 E 1,5 M/S
• VENTO FORTE (P.EX.: PRÓXIMO DE UM VENTILADOR, VENTO NA
ROUPA): > 1,5 M/S
MEDIÇÃO DOS FATORES AMBIENTAIS
CALOR RADIANTE

• MEDIDO INDIRETAMENTE ATRAVÉS DO TERMÔMETRO DE GLOBO


(VERNON, 1932)

• ESFERA OCA DE COBRE COM 15 CM DE DIÂMETRO, PINTADA DE PRETO


FOSCO, COM TERMÔMETRO NO CENTRO DA ESFERA

• (NHO 06: “UMA ESFERA OCA DE COBRE DE APROXIMADAMENTE 1MM


DE ESPESSURA E COM DIÂMETRO DE 152,4 MM (6”), PINTADA
EXTERNAMENTE DE PRETO FOSCO...”

• TROCA CALOR COM O AMBIENTE POR RADIAÇÃO E CONVECÇÃO


Avaliação quantitativa da sensação térmica:
O IBUTG, é uma média ponderada das medidas das
temperaturas de bulbo seco, bulbo úmido natural e
globo, definido por uma das seguintes fórmulas:
IBUTG = 0,7 x tbn + 0,3 x tg (para ambiente interno ou
externo sem carga solar).
IBUTG = 0,7 x tbn + 0,2 x tg + 0,1 x tbs (para ambiente
externo com carga solar).

• TBN = TEMPERATURA DE BULBO ÚMIDO NATURAL


• TG = TEMPERATURA DE GLOBO
• TBS = TEMPERATURA DE BULBO SECO 449
MÉDIA DE EXPOSIÇÃO AO
CALOR

450
451
Avaliação quantitativa do metabolismo

O metabolismo total (M), pode ser avaliado por


um aparelho denominado calorímetro, que mede
a quantidade de calor (kcal) que o organismo
libera na unidade de tempo(h).
Porém, do ponto de vista legal (NR-15, anexo 3),
as taxas de metabolismo por tipo de atividade,
devem ser encontradas no quadro nº 3,
comparando-se a atividade realizada pelo
trabalhador, a uma daquelas
descritas no referido quadro. 452
Avaliação quantitativa do metabolismo

Após a colocação de um clipe nasal (para


impedir que o ar expirado saia pelas narinas), o
paciente é orientado a respirar por um bocal que
leva o ar diretamente ao aparelho para que a
quantidade de oxigênio eliminada seja medida.
Este processo dura de 10 a 15 minutos. Os dados
são inseridos em um programa de computador,
que irá fornecer a taxa metabólica basal do
paciente em Kcal/dia.
453
454
455
456
Calor MTE
A caracterização da insalubridade por
calor deve ser restrita aos ambientes de
trabalho com fontes artificiais de calor
e não devido à exposição ao calor
proveniente do sol.

Portaria MTPS no 491, de 10.09.65


Calor
MTE
Considera o trabalho exercido
em ambientes externos com
carga solar.
Calor
MPS
Não considera o trabalho
exercido em ambientes externos
com carga solar.
INSS
Calor
Operações em locais com temperatura
excessivamente alta em relação ao meio
ambiente local e proveniente de fonte
não natural, acima dos LT legalmente
estabelecidos.
ACLIMATAÇÃO AO CALOR

Só é adquirida totalmente após 3


semanas de atividade física contínua,
sob condições de sobrecarga térmica.
PERDA DA ACLIMATAÇÃO
Ocorre em três a quatro dias após o
término do trabalho sob condições de
sobrecarga térmica.
NHO 06
Durante o período
de aclimatação o trabalhador
deve ter acompanhamento
médico.

Item 7.2 - Aclimatação


Trabalhadores
não aclimatados

Água potável com sal a 0,1%


( 1 grama de sal para cada 1 litro
de água )
ACGIH
Calor
O ser humano transpira
como meio de resfriar
seu corpo.
ACGIH

Quem trabalha com calor deve ser


estimulado a salgar sua comida
durante as estações quentes.
Calor - Suor
ACGIH

A evaporação do suor da pele de um


indivíduo é o seu mecanismo mais
importante de troca térmica.
Segundo o Ministério do
Trabalho e Emprego, os
termômetros precisam ser de
mercúrio.
CERTO?
NR 15 - Anexo o
n 3
Item 2
Os aparelhos que devem ser utilizados
nessa avaliação são:
• termômetro de bulbo úmido natural
• termômetro de globo
• termômetro de mercúrio comum.
Especificação mínima
dos termômetros

Item 5.2.1.1 da NHO 06


471
472
473
474
475
476
Estabilização
QUAL É O TEMPO
MÍNIMO DE
ESTABILIZAÇÃO DOS
TERMÔMETROS?
Estabilização

TEMPO MÍNIMO:

25 MINUTOS

ITEM 5.3.3 DA NHO - 06


Calibração
Como fazer calibração de
termômetros de mercúrio?

Estes termômetros não podem ser


calibrados, o que significa que é
possível apontar somente o erro
Termômetros

Qual a
periodicidade
da calibração?
Os termômetros dos conjuntos
convencionais devem estar
inseridos em um programa de
calibração periódica.

Item 5.3.1.”a” da NHO 06


Os termômetros dos
equipamentos eletrônicos devem
ser calibrados de acordo com as
instruções do fabricante.

Item 5.3.1.”b” da NHO 06


É um processo de
conhecimento da exposição
que se inicia com uma
adequada abordagem do
ambiente.
A avaliação da exposição ao
calor deve ser feita através da
análise da exposição de cada
trabalhador, cobrindo-se todo o
seu ciclo de trabalho.
Conjunto de atividades
desenvolvidas pelo trabalhador em
uma sequência definida e que se
repete de forma contínua no
decorrer da jornada de trabalho.
SITUAÇÃO TÉRMICA

Deve ser medido o tempo de


permanência do trabalhador em
cada situação térmica que
compõem o ciclo de trabalho.
1o) Deve ser determinado o
IBUTG para cada
SITUAÇÃO TÉRMICA
2o) Deve ser determinado as
Taxas de Metabolismo de
todas as
Tendo:
IBUTG de todas as situações
térmicas
e
METABOLISMO de todas as
atividades físicas exercidas pelo
trabalhador...
Determinaremos

IBUTG e M
dentro de um período
de 60 minutos
AS MEDIÇÕES DEVEM
SER REALIZADAS NO
PERÍODO DE 60
MINUTOS MAIS
DESFAVORÁVEL DA
JORNADA DE TRABALHO
Determinar

IBUTG e M
representativos da real exposição
do trabalhador
IBUTG = IBUTG1 x t1 + IBUTG2 x t2 + ... + IBUTGn x tn
60

M = M1 x t1 + M2 x t2 + M3 xt3 + ....... + Mn x tn
60
IBUTG

IBUTG médio ponderado


para uma hora

NR 15 Anexo no 3 - Quadro no 2, item 2


M

Taxa de Metabolismo média


ponderada para uma hora

NR 15 Anexo no 3 - Quadro no 2, item 2


As medições devem ser realizadas no
período de 60 minutos mais
desfavorável da jornada de trabalho.

Como determinar esse período?


NHO 06
A identificação do período de
exposição mais desfavorável deve ser
feita mediante análise conjunta do par
de variáveis, situação térmica e
atividade física e nunca por meio da
análise isolada de cada uma delas.
Posso avaliar a exposição
a calor durante toda a jornada
de trabalho?
NHO 06
Havendo dúvidas sobre o período de 60
minutos mais desfavorável, este pode
ser identificado por meio de avaliação
que cubra um período de tempo maior,
envolvendo, se necessário, toda a
jornada de trabalho.
Item 5.1
NHO 06

Avaliação de toda a jornada


de trabalho é para casos de dúvidas
quanto à determinação do período
mais desfavorável da jornada.
Porém o tempo a ser
considerado no cálculo
do IBUTG será de
60 minutos
Avaliação de calor de
operador de caldeira.
CALOR – Caso real
Operador de caldeira

IBTUG Média ponderada = 30,2

Perito do reclamante

Atividade moderada

(175 Kcal / h)
CALOR – Caso real
Operador de caldeira
IBTUG Média ponderada = 30,2

Perito da reclamada

Atividade leve
(150 Kcal / h)
CALOR - Operador de caldeira

IBTUG MÉDIA PONDERADA = 30,2

ATIVIDADE LEVE = 15 MIN DESCANSO / HORA


ATIVIDADE MODERADA = 45 MIN DESCANSO / HORA
Operar caldeira é uma
atividade leve ou moderada?
A determinação da carga de
trabalho

ATIVIDADE MODERADA?
EM CASO DE DÚVIDA EM
RELAÇÃO AO
METABOLISMO DO
TRABALHADOR, QUEM
DEVERÁ DECIDIR É O
MÉDICO DO TRABALHO
CALOR
MEDIDAS DE CONTROLE
BARREIRAS
VENTILAÇÃO / REFRIGERAÇÃO
PAUSAS
ACLIMATAÇÃO
REPOSIÇÃO HÍDRICA
CONTROLE MÉDICO
TREINAMENTO 510
Observando-se um operador de forno de uma empresa, verifica-se
que o mesmo gasta 3 minutos carregando o forno, aguarda 4
minutos para que a carga atinja a temperatura esperada e, em
seguida, gasta outros 3 minutos para descarregar o forno. Durante o
tempo em que aguarda a elevação da temperatura da carga (4
minutos), o operador do forno fica fazendo anotações, sentado a
uma mesa que está afastada do forno. Este ciclo de trabalho é
continuamente repetido durante toda jornada de trabalho.
Resultados da avaliação do ambiente:
LOCAL 1 - tg = 54ºC tbn = 25ºC
LOCAL 2 - tg = 32ºC tbn = 24ºC
Supondo-se que o trabalhador tenha um metabolismo para a
situação 1 de 180 kcal/h (moderada) e na situação 2 de 100 kcal/h,
calcule o IBUTG médio para a situação; o Metabolismo Médio e se
a situação é ou não INSALUBRE. 511
IBUTG = 0,7tbn + 0,3tg
IBUTG1 = 0,7 x 25 + 0,3 x 54
IBUTG1 = 17,5 + 16,2 = 33,7

IBUTG2 = 0,7 x 24 + 0,3 x 32


IBUTG2 = 16,8 + 9,6 = 26,4
_____
IBUTG = (33,7 X 36) + (26,4 X 24)
60
_____
IBUTG = 1.213,2 + 633,6 = 1864,8
60 60
_____
512
IBUTG = 30,78
METABOLISMO (M)
M1 = 180 kcal/h

M2 = 100 kcal/h
__
M = (180 X 36) + (100 X 24)
60
__
M = 6480 + 2400 = 8880
60 60
__
M = 148 kcal/h
Portanto, uma atividade considerada leve.
513
O AMBIENTE É CONSIDERADO
INSALUBRE, POIS
_____
IBUTG = 30,78
__
M = 148 kcal/h

514
Um trabalhador de uma fundição fica exposto ao calor, em três
situações térmicas distintas, respectivamente com IBUTG1,
IBUTG2 e IBUTG3.
Na situação térmica 1, ele fica durante 30 minutos, em seguida,
vai para a situação térmica 2, na qual permanece por 15 minutos
e, por último, o trabalhador vai para a situação térmica 3, em que
atua por 15 minutos.
O trabalho é contínuo e o ciclo descrito é repetido durante toda a
jornada de trabalho.
Considerando que IBUTG1 = A, IBUTG2 = B e IBUTG3 = C,
como pode ser calculado o valor, ou os valores, do IBUTG
MÉDIO que retratem a exposição ocupacional do referido
trabalhador?

515
CLT - Seção VII do Título III
Artigo 253
Para os empregados que trabalham no interior de
câmaras frigoríficas e para os que movimentam
mercadorias do ambiente quente ou normal para o
frio e vice-versa, depois de uma hora e quarenta
minutos de trabalho contínuo, será assegurado um
período de vinte minutos de repouso, computado
esse intervalo como de trabalho efetivo.
FRIO
CLT - Cap. V - Título II - NR 15 -
Anexo no 9
As atividades ou operações
executadas no interior de câmaras
frigoríficas ou em locais que
apresentem condições similares,
que exponham os trabalhadores ao
frio, sem a proteção adequada,
serão consideradas insalubres em
decorrência de laudo de inspeção
realizada no local de trabalho.
FRIO

• DEFINIÇÕES:
TEMPERATURA DO NÚCLEO DO CORPO: TEMPERATURA A QUE
ESTÃO SUBMETIDOS OS ÓRGÃOS INTERNOS DO CORPO. PARA QUE
AS CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS ORGÂNICAS SEJAM
PRESERVADAS ESTA TEMPERATURA DEVE SER MANTIDA EM TORNO
DE 37ºC.
CORRESPONDE À SOMA DO CALOR PRODUZIDO INTERNAMENTE,
MAIS O GANHO OU PERDA DE CALOR DO AMBIENTE.
TAXA DE RESFRIAMENTO PELO VENTO: PERDA DE CALOR POR UM
CORPO, EXPRESSA EM W/M², A QUAL É UMA FUNÇÃO DA
TEMPERATURA DO AR E DA VELOCIDADE DO VENTO INCIDINDO SOB
O CORPO EXPOSTO.
519
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO FRIO
ATIVIDADES EXERCIDAS EM AMBIENTES ABERTOS

✓ CONSTRUÇÃO CIVIL

✓ AGRICULTURA

✓ PESCA

✓ EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO

✓ POLICIAMENTO

✓ RESGATE E SALVAMENTO

ATIVIDADES EXERCIDAS EM AMBIENTES FECHADOS

✓ CÂMARAS FRIAS

✓ CÂMARAS FRIGORÍFICAS

✓ FABRICAÇÃO DE GELO

✓ FABRICAÇÃO DE SORVETES
520
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO FRIO

AS OCUPAÇÕES COM MAIOR RISCO DE EXPOSIÇÃO AO FRIO SÃO


OS TRABALHADORES À CÉU ABERTO NO CLIMA FRIO, NOS
SERVIÇOS DE REFRIGERAÇÃO, ENTRE OUTROS. QUANDO HÁ
CONGELAMENTO DOS TECIDOS, EM TORNO DA TEMPERATURA DE -
1°C, OCORRE ALTERAÇÃO DA ESTRUTURA CELULAR E NECROSE DOS
TECIDOS. O PRIMEIRO SINAL DA LESÃO POR FRIO É UMA SENSAÇÃO
AGUDA DE PONTADA, ADORMECIMENTO E ANESTESIA DOS TECIDOS
ATINGIDOS. A NECROSE POR FRIO PODE PRODUZIR DESDE UMA
LESÃO SUPERFICIAL COM MUDANÇA DA COR DA PELE, ANESTESIA
TRANSITÓRIA, ATÉ O CONGELAMENTO DE TECIDOS PROFUNDOS
COM ISQUEMIA PERSISTENTE, TROMBOSE, CIANOSE PROFUNDA E
GANGRENA. 521
AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO

• TEMPERATURA DO NÚCLEO DO CORPO: MEDIDA COM


USO TERMÔMETRO RETAL. EM HOSPITAIS, O
TERMÔMETRO ESOFAGEAL É MAIS USADO PARA
MONITORAR A TEMPERATURA INTERNA.
• TEMPERATURA DO AMBIENTE: MEDIDA COM O USO DE
TERMÔMETRO DE BULBO SECO, COM CAPACIDADE PARA
LEITURAS DE PELO MENOS - 40C.
• TEMPERATURA EQUIVALENTE DE RESFRIAMENTO:
ESTIMA A CAPACIDADE RELATIVA DE RESFRIAMENTO DE
UMA COMBINAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR E
VELOCIDADE DO VENTO. 522
PROCEDIMENTOS PARA
MONITORAMENTO DOS LOCAIS DE
TRABALHO
✓TEMPERATURA INFERIOR A 16ºC – EFETUA-SE UMA ADEQUADA
TERMOMETRIA.
✓TEMPERATURA INFERIOR A –1ºC - A TEMPERATURA DE BULBO SECO
DEVE SER MEDIDA E ANOTADA A CADA 4 HORAS.
✓AO AR LIVRE – ANOTA-SE A VELOCIDADE DO VENTO A CADA HORAS,
SEMPRE QUE EXCEDER A 2 METROS POR SEGUNDO (5MPH).
✓AO AR LIVRE – MEDE-SE E ANOTA-SE A VELOCIDADE DO AR
JUNTAMENTE COM A TEMPERATURA DO AR, SEMPRE QUE A
TEMPERATURA FOR INFERIOR A –1ºC.
✓EM TODOS OS CASOS ONDE SÃO REQUERIDAS MEDIÇÕES DO
MOVIMENTO DO AR DEVE-SE USAR A TEMPERATURA EQUIVALENTE DE
RESFRIAMENTO, A QUAL DEVER SER ANOTADAS COM OS DEMAIS
DADOS SEMPRE QUE FOR INFERIOR A – 7ºC.
523
Relação entre a temperatura e a umidade,
resultando no índice de calor ou sensação
térmica:

524
525
EFEITOS BIOLÓGICOS DA EXPOSIÇÃO
AO FRIO:

PERDA MAIS SIGNIFICANTE DE CALOR PELO CORPO NO FRIO


OCORRE COM A IMERSÃO EM ÁGUA FRIA OU COM A
EXPOSIÇÃO A BAIXAS TEMPERATURAS DO AR COM VENTOS
FORTES E USANDO VESTIMENTA ÚMIDA.
NA EXPOSIÇÃO AO FRIO A MANUTENÇÃO DA TEMPERATURA
DO NÚCLEO DO CORPO OCORRE ATRAVÉS DE:
- DECRÉSCIMO DA PERDA DE CALOR (VASOCONSTRIÇÃO
PERIFÉRICA)
- AUMENTO DA PRODUÇÃO DE CALOR (TREMOR)
- AUMENTO DA ATIVIDADE FÍSICA
EM EXPOSIÇÃO PROLONGADA AO FRIO, OCORRE A
VASODILATAÇÃO INDUZIDA PELO FRIO PARA PRESERVAR AS
FUNÇÕES NAS EXTREMIDADES DO CORPO. 526
LESÕES NÃO-CONGELANTES

❖HIPOTERMIA:
- REDUÇÃO DA TEMPERATURA DO NÚCLEO DO CORPO ABAIXO DE
35ºC. RESULTA DA INCAPACIDADE DO CORPO DE REPOR A PERDA
DE CALOR PARA O AMBIENTE.
TEMPERATURAS DO AR DE ATÉ 18,3ºC.
TEMPERATURAS DA ÁGUA DE ATÉ 22,2ºC.
COMO A CONDUTIVIDADE TÉRMICA DA ÁGUA É CERCA DE 20 VEZES
MAIOR DO QUE A DO AR, OCORRE MAIS RÁPIDO EM ÁGUA FRIA.
SINAIS / SINTOMAS: CONFUSÃO, COMPORTAMENTO INCOMUM,
COORDENAÇÃO DETERIORADA, FALA ENROLADA, SONOLÊNCIA,
INCONSCIÊNCIA.

527
❖ GELADURA OU QUEIMADURA DO FRIO:
• RESULTA DA PROLONGADA EXPOSIÇÃO AO FRIO ÚMIDO,
E OCORRE NO DORSO DAS MÃOS PÉS.
• - PELE AVERMELHADA, INCHADA E QUENTE
- ULCERAÇÃO
- FORMIGAMENTO, ADORMECIMENTO E DOR

❖-PERNIOSE: FORMA SEVERA DE GELADURA


CARACTERIZADA POR ESCARAS NEGRAS NO DORSO DAS
MÃOS E PÉS, ASSOCIADA A DORES SEVERAS.

528
GELADURA OU
QUEIMADURA DO FRIO

529
❖PÉ-DE-TRINCHEIRA / PÉ-DE-IMERSÃO:
CAUSADA PELA PROLONGADA EXPOSIÇÃO A ÁGUA FRIA.
- AFETA EXTREMIDADES INFERIORES DE TRABALHADORES
RELATIVAMENTE IMÓVEIS, E QUE SE ENCONTRAM IMERSOS EM
ÁGUA FRIA.
- ESTÁGIO ISQUÊMICO (DURAÇÃO DE VÁRIOS DIAS):
- ÁREA AFETADA SE APRESENTA INCHADA, FRIA, ADORMECIDA
E BRANCA OU CIANÓTICA.
- ESTÁGIO HIPERÊMICO (DURAÇÃO DE 2-6 SEMANAS):
- ÁREA AFETADA SE APRESENTA DOLORIDA E FORMIGANDO, E
COM VERMELHIDÃO, INCHAÇO, VESICULAÇÃO E ULCERAÇÃO.
- ESTÁGIO PÓS-HIPERÊMICO (DURAÇÃO DE MESES):
- PARESTESIA, PRURIDO, DORMÊNCIA, SENSIBILIDADE AO
FRIO, PELE CINZA-AZULADA OU NEGRA.
530
❖PÉ-DE-TRINCHEIRA / PÉ-DE-IMERSÃO:

531
LESÃO CONGELANTE:
CONGELAÇÃO ("FROSTBITE"): CONGELAMENTO LOCALIZADO E
IRREVERSÍVEL DO TECIDO, ENVOLVENDO A FORMAÇÃO DE
CRISTAIS DE GELO E RUPTURA DAS CÉLULAS.
- COMUMENTE ATINGE AS ÁREAS MAIS PERIFÉRICAS DO CORPO
(DEDOS, NARIZ, ORELHAS, BOCHECHA)
- A PELE CONGELADA EM TORNO DE –2,2ºC

532
➢ CONGELAÇÃO SUPERFICIAL (PELE E TECIDOS
SUBCUTÂNEOS): PELE CINZA-ESBRANQUIÇADA, SECA E
DURA, PERDA DE SENSIBILIDADE. REAQUECIMENTO
CAUSA DOR, VERMELHIDÃO, INCHAÇO E VESICULAÇÃO.

➢ CONGELAÇÃO PROFUNDA (PELE, TECIDOS


SUBCUTÂNEOS E TECIDOS MAIS PROFUNDOS, INCLUINDO
MÚSCULOS E OSSOS): ÁREA AFETADA PÁLIDA, FRIA E
SÓLIDA. FORMAÇÃO DE VESÍCULAS HEMORRÁGICAS
PROFUNDAS, ULCERAÇÃO E NECROSE. GANGRENA SECA
SEGUIDA DE AUTO-AMPUTAÇÃO.

533
MEDIDA DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR

534
MEDIDA DE PROTEÇÃO AO
TRABALHADOR

• ROUPAS ESPECIAIS PARA BAIXAS TEMPERATURAS


• BOTA FRIGORÍFICA DE SEGURANÇA
• LUVAS IMPERMEÁVEIS PARA BAIXA TEMPERATURA 535
536
Segurança nas
Vibrações sobre
o Corpo
Humano

537
Exposição do Corpo Humano à Vibração
O Corpo Humano

Quando estudado como um sistema


mecânico, contém um grande número de
‘elementos’ lineares e não lineares com
propriedades mecânicas diferentes de pessoa
para pessoa.

538
O Corpo Humano

Em função da dificuldade em realizar


ensaios experimentais com seres humanos,
do tempo consumido e por problemas éticos,
muitos conhecimentos sobre efeitos danosos
são obtidos em experimentos com animais.

539
O Corpo Humano

Considerando o corpo humano como um sistema


mecânico, pode-se (a baixas frequências e baixos
níveis de vibração) obter aproximadamente um
sistema de parâmetros como o mostrado na Figura.

541
Uma das mais importantes partes do
“sistema mecânico” do corpo humano diz
respeito ao efeito da vibração e choque
do sistema tórax-abdômen. Isso é
devido a um efeito distinto de
ressonância que ocorre na faixa entre 3
e 6 Hertz que produz uma maior
amplitude no movimento para pessoas
sentadas ou em pé.

542
Ao contrário de muitos agentes ambientais, a
vibração somente será problema quando
houver efetivo contato físico entre um
indivíduo e a fonte, o que auxilia no
reconhecimento da exposição.

Por seu turno, as vibrações de corpo inteiro são


características em plataformas industriais, veículos
pesados, tratores, retroescavadeiras e até mesmo no
trabalho em embarcações marítimas e fluviais e
trens.
543
As vibrações localizadas são transmitidas
aos membros superiores (e menos
comumente aos membros inferiores)
através, principalmente, do uso de
ferramentas manuais, portáteis ou não, tais
como motosserras, furadeiras, serras,
politrizes, britadeiras e martelos
pneumáticos

544
NR 15
ANEXO no 8

VIBRAÇÕES
LIMITES DE TOLERÂNCIA

2.1. CARACTERIZA-SE A CONDIÇÃO INSALUBRE


CASO SEJA SUPERADO O LIMITE DE EXPOSIÇÃO
OCUPACIONAL DIÁRIA A VMB CORRESPONDENTE A
UM VALOR DE ACELERAÇÃO RESULTANTE DE
EXPOSIÇÃO NORMALIZADA (AREN) DE 5 M/S2.

2.2. CARACTERIZA-SE A CONDIÇÃO INSALUBRE


CASO SEJAM SUPERADOS QUAISQUER DOS LIMITES
DE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL DIÁRIA A VCI:
A) VALOR DA ACELERAÇÃO RESULTANTE DE
EXPOSIÇÃO NORMALIZADA (AREN) DE 1,1 M/S2;
B) VALOR DA DOSE DE VIBRAÇÃO RESULTANTE
(VDVR) DE 21,0 M/S2 546
CRITÉRIOS DE JULGAMENTO E TOMADA DE DECISÃO
EXPOSIÇÃO DIÁRIA
(Jornada padrão de 8 h)

ACELAREAÇÃO (m/s2) CONSIDERAÇÃO RECOMENDAÇÃO

0 A 0,5 ACEITÁVEL Manutenção da


condição existente

>0,5 a <0,9 NÍVEL DE AÇÃO Adoção de medidas


preventivas

>0,9 a <1,1 REGIÃO DE Adoção de medidas


INCERTEZA preventivas e
corretivas para a
redução da exposição

Acima de 1,1 ACIMA DO LIMITE DE Adoção imediata


547
de
EXPOSIÇÃO medidas corretivas
1.2. Os procedimentos técnicos
para a avaliação quantitativa
das VCI e VMB são os
estabelecidos nas Normas de
Higiene Ocupacional da
FUNDACENTRO.
548
As atividades e operações que exponham
os trabalhadores, sem a proteção
adequada, às vibrações localizadas e de
corpo inteiro, serão consideradas como
insalubres, através de perícia realizada
no local de trabalho.
550
551
552
553
554
Vibração - Fontes
Furadeiras elétricas – manuais :
Indústrias metalúrgicas e mecânicas
e instaladores.
Motosserras: Indústria extrativa
madeireira.
Furadeiras pneumáticas: Reparo de
vias públicas, demolições,
construção de túneis e estradas,
extração de mármore. 555
556
O mesmo efeito é sentido no sistema
crânio-maxila, que acontece entre 100 e
Acima
200 Hz.de 100 Hz as partes do corpo
absorvem a vibração, não ocorrendo
ressonâncias, como mostrado na Figura.

557
Relação Quadril
Aceler.

Ombro

Cabeça

Vibração padrão

Joelho
inclinado

Hertz
558
VIBRAÇÕES
O corpo humano pode ser
submetido à vibrações em
várias direções e posições, em
pé, sentado ou deitado.
VIBRAÇÕES
A direção na qual o corpo
humano é mais sensível à
vibrações é a vertical.
(Indivíduo em pé)
VIBRAÇÕES
Na faixa de frequências de 4 a 8
Hz, se situam as frequências
naturais da massa abdominal,
ombros e pulmões.
4 a 8 Hz

Nesta faixa de frequências o


corpo humano apresenta alta
sensibilidade, daí os limites
serem menores.
OIT - Vibrações
Efeitos a longo prazo
COLUNA VERTEBRAL
OUTROS FATORES QUE DEVEM SER AVALIADOS NO CASO
DE EXPOSIÇÃO À VIBRAÇÃO
Tempo de exposição (e se é contínua, intermitente ou
uma exposição de impacto);
Direção, frequência e amplitude;
Parte do corpo afetada;
Tipos de ferramentas utilizadas;
Temperatura ambiente;
Umidade;
Fatores ergonômicos, como posturas durante a atividade,
força necessária para segurar as ferramentas, empurrar
ou puxar objetos;
Características individuais, como por exemplo: idade,
força muscular, enfermidades, susceptibilidade individual
564

etc.
Existe um risco elevado
para a coluna dos trabalhadores
expostos durante muitos anos
à vibração intensa
de corpo inteiro.
Vibrações de corpo inteiro podem
produzir alterações degenerativas
primárias das vértebras e dos
discos intervertebrais.
A elevada proporção
de danos à região
cervical, reportada por
vários autores, são
causadas por posturas
inadequadas e não pela
vibração.
Estudos mostram que a parte mais
afetada pelo efeito das vibrações é a
região lombar.
Poucos estudos reportam
insuficiência muscular.
Tem sido observado um aumento
do número de incapacidades devido
aos transtornos relacionados com
os discos intervertebrais entre
tratoristas.
Não há estudos suficientes que
indiquem se os efeitos das vibrações
de corpo inteiro sobre a coluna
dependem do sexo.
Outros riscos à saúde
Tem sido observados sintomas e alterações
do SNC, musculoesquelético e sistema
circulatório em operários que trabalham
de pé, com vibração de corpo inteiro,
acima do LT da Norma ISO 2631, com
frequências superiores a 40 Hz.
Outros riscos à saúde

Há poucos dados sobre exposições a


vibração de corpo inteiro em
frequências inferiores a 20 Hz.
Outros riscos à saúde

Alguns autores relatam


aparecimento de
alterações do EEG.
Sistema circulatório
Vibrações de corpo inteiro podem causar:

• Transtornos periféricos;
• Hemorroidas;
• Cardiopatia isquêmica;
• Hipertensão.
Sistema reprodutor

O aumento do risco de aborto e de


alterações menstruais pode estar
relacionado à exposição de longa duração à
vibrações de corpo inteiro.
Sistema reprodutor

Há estudos divergentes sobre o


aparecimento de enfermidades do sistema
reprodutor masculino, com uma maior
incidência de alterações na próstata.
Atualmente não existe uma opinião unânime
sobre a relação exata entre os valores
de vibração e o risco de
aparecimento de lesões.
A Comunidade Europeia determina que as
máquinas devam ser construídas de modo
que os riscos provenientes das
vibrações se reduzam
ao menor nível possível.
Sempre que possível
deve ser dada prioridade
para redução da vibração na fonte.
VIBRAÇÃO
LOCALIZADA
Ferramentas
manuais
VIBRAÇÃO.AVI
VIBRAÇÃO LOCALIZADA

f < 50 Hz

Podem causar lesões de punho, braço e


ombro e redução da sensibilidade
táctil.
583
VIBRAÇÃO LOCALIZADA

DEDOS BRANCOS

• Crises de 5 a 40 minutos
• Perda completa da
sensibilidade táctil.
VIBRAÇÃO LOCALIZADA
Recuperação
Acelerada por calor e massagem
• Enrijecimento dos dedos
• Podem evoluir para ulcerações e
gangrena nas pontas dos dedos.
Principais sintomas da vibração :
Sensação geral de desconforto 4-9 Hz
Sintomas na cabeça 13-20 Hz
Maxilar 6-8 Hz
Influência na linguagem 13-20 Hz
Garganta 12-19 Hz
Dor no peito 5-7Hz
Dor abdominal 4-10 Hz
Desejo de urinar 10-18 Hz
Influência nos movim. respiratórios 4-8 Hz
Contrações musculares 4-9 Hz 586
Efeitos da vibração no corpo humano:
Biomecânicos:
-Ressonância de partes do corpo

Fisiológicos:
- Frequência cardíaca
- Frequência respiratória
- Circulação do sangue
- Vasoconstrição
- Sistema nervoso central
587
Efeitos da vibração no corpo humano:

Patologias:

- Doenças Músculo-esqueléticas
- Falta de circulação
- Síndrome da vibração na mão

588
Efeitos da vibração no corpo humano:

Conforto:

- Efeitos subjetivos
- Dor
- Náuseas

589
Efeitos da vibração no corpo humano:

Desempenho:

- Visão
- Postura
- Coordenação dos movimentos
- Força
- Percepção
- ilusões
590
Efeitos da vibração no corpo humano:

Neurofisiológicos:

- Informação sensorial
- Alteração das mensagens nervosas
- Percepção de fontes
- Resposta motora
- Diminuição dos reflexos

591
Doenças causadas pela vibração sobre a mão:
Alterações Vasculares:

- Síndrome de Raynaud ou Vibratory-Induced


White Finger (VWF) - Result from vasoconstriction

Alterações nos ossos e juntas:

- Descalcificação
- Degeneração os ossos Carpo, Metacarpo e
Falanges;
- Artrose;
- Alteração degenerativa das juntas – Resultado
592

de choques repetidos.
Nos casos avançados, devido aos
repetidos ataques isquêmicos, o tato
e a sensibilidade à temperatura
ficam comprometidos. Há perda de
destreza e incapacidade para a
realização de trabalhos finos.

593
Os sintomas iniciais da síndrome da
vibração de mãos e braços incluem:
branqueamento local, em um ou mais
dedos de quaisquer ou ambas as mãos
expostas à vibração, dor, paralisia,
formigamento, perda da coordenação,
falta de delicadeza e inabilidade para
realizar tarefas intrincadas.

594
A síndrome também implica em danos na
percepção cutânea e prejuízo na destreza
manipulativa, como por exemplo, dificuldade
em pegar uma moeda numa superfície plana,
abotoar uma camisa ou virar uma página de
jornal. A severidade dos sintomas são
diretamente proporcionais à dose das
vibrações, função de sua intensidade e
duração da exposição cotidiana. No entanto,
mesmo as exposições intermitentes podem
trazer danos. 595
O estágio final da síndrome da vibração de
mãos e braços sempre força os trabalhadores a
deixarem sua ocupação e alguns, face à ameaça
de gangrena nos dedos, resultado da perda do
suprimento de sangue, com possibilidade de
amputação do membro. Infelizmente, deixar o
trabalho depois da ocorrência de múltiplos
ataques de branqueamento não é a solução, eis
que virtualmente, em todos os casos, a síndrome
aparece em razão do frio.
596
Vibração - prevenção
•Melhora do equipamento, reduzindo a
intensidade das vibrações,

•Instituir períodos de repouso e


rotatividade, evitando exposições
contínuas, e

•Após identificar as lesões iniciais deve-se


proceder o rodízio no posto de trabalho.
597
Doenças causadas pela vibração sobre a mão:

598
Doenças causadas pela vibração sobre a mão:

599
Doenças causadas pela vibração sobre a mão:

600
Vibrações sobre o homem

Técnicas para reduzir a vibração:


Controle na fonte:

- Reduzir a intensidade da vibração


- Evitar ressonâncias
- Diminuir a rotação da ferramenta
- Balancear a ferramenta
- Lubrificar a ferramenta
- Selecionar a ferramenta
Usar isoladores de vibração
Vibrações sobre o homem

Controle sobre
Técnicas para o atrabalho:
reduzir vibração:

- Limitar o tempo de exposição


- Fazer rodízio de pessoal
- Fazer períodos de descanso
- Minimizar o tempo de uso da
ferramenta
Vibrações sobre o homem

Técnicas para reduzir a vibração:


Controle no receptor:

- Usar isoladores de vibração


- Usar dispositivos amortecedores
- Adaptar a postura
- Reduzir a força sobre a ferramenta
- Reduzir a área de contato
- Investigar traumas acumulados
604
RISCOS FÍSICOS

RADIAÇÕES NÃO
IONIZANTES
606
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

O ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO É A DISTRIBUIÇÃO


DAS RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS EM FUNÇÃO
DO COMPRIMENTO DE ONDA, DESDE OS RAIOS
GAMA, DE MENOR COMPRIMENTO, ATÉ AS ONDAS
LONGAS DE RÁDIO.
OS COMPRIMENTOS DE ONDA ESTENDE-SE
8
DESDE A LONGAS (3 X 10 M) E DE MUITO
23
BAIXA
-15
FREQUÊNCIA (1HZ), ATÉ AS CURTAS (3 X 10 ) DE
MUITO ALTA FREQUÊNCIA (10 HZ)
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

O ESPECTRO É DIVIDIDO EM VÁRIAS BANDAS,


INTEGRADAS POR RAIOS GAMAS, RAIOS X,
ULTRAVIOLETA, VISÍVEIS, INFRAVERMELHOS,
MICROONDAS, TELEVISÃO E ONDAS DE RÁDIO.
EXISTEM VÁRIAS FONTES DE ENERGIA RADIANTE,
SENDO O SOL E O FOGO AS DENOMINADAS DE
FONTES NATURAIS. OUTRAS, COMO REATORES
ATÔMICOS, MICROONDAS, RADIOTRANSMISSORES,
LASERS E LÂMPADAS, PERTENCEM À CLASSE
DENOMINADA DE ARTIFICIAL OU FABRICADA
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

ALGUNS EFEITOS DAS ONDAS ELETROMAGNÉTICAS QUE


DEPENDEM DA FREQUÊNCIA INCLUEM A VISIBILIDADE E
PENETRAÇÃO E AQUECIMENTO DOS MATERIAIS E
TECIDOS.
EMBORA OS NÍVEIS DE RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE NÃO
AFETEM A ESTRUTURA MOLECULAR, ESTA PODERÁ AFETAR
O TECIDO BIOLÓGICO ATRAVÉS DA MUDANÇA DOS
NÍVEIS DE ENERGIA NO TECIDO DAS MOLÉCULAS,
PRODUZINDO CALOR.
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES
O CALOR AFETA ALGUNS TECIDOS COMO OS DA
VISTA, POIS NELA EXISTE UMA BAIXÍSSIMA
CIRCULAÇÃO DO SANGUE E, PORTANTO, NÃO
EXISTE UMA ADEQUADA ABSORÇÃO DE CALOR
ATRAVÉS DA SUA CIRCULAÇÃO.
O TECIDO ABSORVE ALGUM COMPRIMENTO DE
ONDA, SENDO PARA OUTRAS ABSOLUTAMENTE
TRANSPARENTE
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES
MICROONDAS
AS MICROONDAS TÊM UM COMPRIMENTO DE ONDA DE
APROXIMADAMENTE 1MM - 10M E FREQUÊNCIAS ENTRE
30 MHZ E 300 GHZ. AS MICROONDAS SÃO UTILIZADAS
NA NAVEGAÇÃO, TELECOMUNICAÇÕES, MEDICINA,
FORNOS DE MICROONDAS ETC.
AS MICROONDAS MENORES DE 3CM SÃO ABSORVIDAS
PELA CAMADA EXTERIOR DO CORPO, ENTRE 3 E 10 CM
AS MICROONDAS PENETRAM ENTRE 1MM A 1CM NO
INTERIOR DA PELE E ENTRE 25 E 200CM, PENETRAM
NAS PARTES MAIS PROFUNDAS DOS TECIDOS E
ÓRGÃOS.
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

MICROONDAS

A RADIAÇÃO DEVIDO A MICROONDAS É TRANSFORMADA


EM CALOR, DESTA FORMA A TEMPERATURA DO CORPO
AUMENTA CONFORME O TEMPO DE EXPOSIÇÃO E LOCAL
DO CORPO EXPOSTO.
O AUMENTO DE TEMPERATURA DAS PARTES MAIS
PROFUNDAS DOS TECIDOS PODERÁ CAUSAR DANOS,
ANTES DE PERCEBIDA QUALQUER SENSAÇÃO DE CALOR.
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES
MICROONDAS

O MAIOR DANO QUE O MICROONDAS PODE


CAUSAR É NOS OLHOS, POIS É DE EFEITO
CUMULATIVO NO CRISTALINO,
PRODUZINDO CATARATAS, DEPENDENDO
DA FREQUÊNCIA, DENSIDADE DA POTÊNCIA,
DURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO E OS INTERVALOS
ENTRE AS EXPOSIÇÕES.
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

MICROONDAS - PREVENÇÃO

LIMITAÇÃO DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO


LIMITAÇÃO DA DISTÂNCIA E DA INTENSIDADE
UTILIZAÇÃO DE EPI’S ADEQUADOS (ROUPAS METALIZADAS E ÓCULOS
PARA SOLDA, POR EXEMPLO)
RESTRINGIR O ACESSO A PESSOAL AUTORIZADO.
TREINAMENTO
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

MICROONDAS - PREVENÇÃO
NO BRASIL, NÃO TEMOS UMA LEGISLAÇÃO QUE LIMITE A
DENSIDADE DE POTÊNCIA POR UM TEMPO DE EXPOSIÇÃO DO
TRABALHADOR.
ENTRETANTO, PODEMOS UTILIZAR DE OUTROS PAÍSES, COMO OS
EUA, ONDE A OSHA (OCCUPATIONAL SAFETY AND HEALTH
ADMINISTRATION) UTILIZA COMO LIMITE 10 MW/CM², PARA
PERÍODOS DE EXPOSIÇÃO DE 6 MINUTOS OU MAIS.
PARA EXPOSIÇÕES MENORES QUE 6 MINUTOS, A DENSIDADE DE
ENERGIA DEVERÁ ESTAR LIMITADA A
1 MW/CM²
616
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA

O SOL CONSTITUI-SE NA MAIOR FONTE DE RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA,


INCLUINDO AS OUTRAS FONTES E PROCESSOS COMO A SOLDA DE
ARCO, LÂMPADAS DE DESCARGA DE XENÔNIO E MERCÚRIO, LASERS E
LÂMPADAS FLUORESCENTES DE ESPECTRO TOTAL.

O PERIGO APRESENTADO PELA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA É DEVIDO À


EXPOSIÇÃO SOLAR, QUANDO A PELE QUEIMA PRODUZINDO UM EFEITO
DENOMINADO ERITEMA OU AVERMELHAMENTO.

SE A EXPOSIÇÃO FOR PROLONGADA PODEM APARECER BOLHAS.


OUTROS PERIGOS RELATIVOS A ELEVADAS EXPOSIÇÕES AOS RAIOS
ULTRAVIOLETAS ENCONTRA-SE NO CÂNCER E NO ENVELHECIMENTO DE
PELE.
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES
RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA
OS TRABALHADORES QUE ACIONAM MÁQUINAS DE SOLDA E
OUTROS, QUE SE ENCONTRAM EXPOSTOS A ELEVADOS NÍVEIS DE
RAIOS ULTRAVIOLETAS, DEVERÃO UTILIZAR ELEMENTOS
PROTETORES PARA OS OLHOS E A PELE.
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

RADIAÇÃO INFRAVERMELHA
AS FONTES DE INFRAVERMELHOS SÃO TIPICAMENTE AS DE CALOR
RADIOATIVO, INCLUINDO FOGO, AQUECIMENTO ELÉTRICO E
DETERMINADOS TIPOS DE LASERS.
PODEM CAUSAR OS SEGUINTES RISCOS:

PERDA PARCIAL DA VISÃO (ESCOTOMA)


HEMORRAGIAS
LESÕES
CATARATAS
RISCOS FÍSICOS
RADIAÇÕES NÃO
IONIZANTES
LASERS
"LIGHT AMPLIFICATION BY STIMULATED EMISSION OF RADIATION"
ALGUNS TIPOS DE LASERS SÃO PERIGOSOS OUTROS NÃO, DEPENDENDO DA
INTENSIDADE E COMPRIMENTO DE ONDA DOS RAIOS DE LUZ, DA DURAÇÃO DA
EXPOSIÇÃO E DAS PARTES EXPOSTAS DO CORPO.
OS RAIOS LASERS PODEM QUEIMAR SE OS RAIOS DE ENERGIA FOREM
SUFICIENTEMENTE ELEVADOS E GERAR SUFICIENTE CALOR PARA INICIAR A
COMBUSTÃO.
PODEM CORTAR E REMOVER MATERIAIS.
O MAIOR RISCO É PARA OS OLHOS.
AS PRECAUÇÕES INCLUEM CONFINAMENTO DA FONTE, O CONTROLE DA POTÊNCIA
REFLETIDA DAS SUPERFÍCIES, ROUPAS ADEQUADAS, BIOMBOS, TREINAMENTOS,
ALARMES, EXAMES PERIÓDICOS ETC.
RADIAÇÕES
IONIZANTES

624
RADIAÇÕES IONIZANTES

SÍMBOLO DE

RADIAÇÃO

625
RADIAÇÕES IONIZANTES

BASE LEGAL:
LEI 6514, DE 22/12/1977
PORTARIA 3214, DE 08/06/1978
NR 15, ANEXO NUM. 05 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA
RADIAÇÕES IONIZANTES
NORMA CNEN -NE-3.01 - DIRETRIZES BÁSICAS DE
RADIOPROTEÇÃO
RESOLUÇÃO CNEN 12/88

626
RADIAÇÕES IONIZANTES

PERIGO:

O ORGANISMO HUMANO NÃO POSSUI MECANISMO


SENSORIAL QUE PERMITA DETECTAR AS RADIAÇÕES
IONIZANTES.
NÃO HAVENDO PERCEPÇÃO, O TRABALHADOR NÃO
PODERÁ EVITAR A EXPOSIÇÃO ÀS RADIAÇÕES.

627
RADIAÇÕES IONIZANTES

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:

• PODERIA SE ESPERAR QUE EXISTISSE UM LIMITE MÍNIMO DE


RADIAÇÃO QUE NÃO PREJUDICASSE OS ORGANISMOS VIVOS.
• HÁ DANOS SOMÁTICOS REVERSÍVEIS, PORÉM OS DANOS
GENÉTICOS SÃO CUMULATIVOS E IRREVERSÍVEIS.
• A TENDÊNCIA É ADMITIR QUE NÃO HÁ LIMITE MÍNIMO DE
EXPOSIÇÃO E PROCURAR REDUZIR, DE TODA FORMA POSSÍVEL, A
EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO

628
RADIAÇÕES IONIZANTES

PRINCÍPIOS QUE DEVEM SER APLICADOS PARA PREVENIR


OU CONTROLAR A EXPOSIÇÃO ÀS RADIAÇÕES:
• REMOVER A FONTE DE RADIAÇÃO
• TER A FONTE SOBRE CONTROLE (*)
• PROTEGER AQUELE QUE TRABALHA COM A FONTE
• CONHECER A FONTE UTILIZADA (TIPO, ETC.)
(*) ISTO IMPLICA EM TER CONHECIMENTOS DE FÍSICA E BIOLOGIA

629
RADIAÇÕES IONIZANTES

“RADIOATIVIDADE É A CAPACIDADE QUE CERTOS

ÁTOMOS POSSUEM DE EMITIR RADIAÇÕES

ELETROMAGNÉTICAS OU PARTÍCULAS DE SEUS

NÚCLEOS INSTÁVEIS ATÉ QUE ADQUIRAM

ESTABILIDADE.

A EMISSÃO DE PARTÍCULAS FAZ COM QUE O

ÁTOMO RADIOATIVO DE DETERMINADO

ELEMENTO QUÍMICO SE TRASNFORME NUM

ÁTOMO DE OUTRO ELEMENTO QUÍMICO

DIFERENTE”.

630
631
632
633
RADIAÇÕES IONIZANTES

RADIOATIVIDADE - TIPOS DE RADIAÇÃO


FENÔMENOS RADIOATIVOS
ORIGEM: DESCOBERTA DOS RAIOS X POR ROENTGEN EM 1895
• NÃO ERAM DESVIADOS POR CAMPO ELETROMAGNÉTICO
• IMPRESSIONAVAM CHAPA FOTOGRÁFICA
• TORNAVAM FLUORESCENTE VIDRO COM SULFATO DE ZINCO OU TUNGSTATO
DE CÁLCIO
ROENTGEN ACHOU QUE ERAM AS PAREDES DE VIDRO QUE APRESENTAVAM
RADIAÇÃO

634
635
636
RADIAÇÕES IONIZANTES

A ATIVIDADE DAS SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS É CAUSADA POR TRÊS


TIPOS DE RADIAÇÕES:

1) RADIAÇÃO GAMA () - DE NATUREZA ELETROMAGNÉTICA

2) RADIAÇÃO ALFA () - DE NATUREZA CORPUSCULAR (+)

3) RADIAÇÃO BETA () - DE NATUREZA CORPUSCULAR (-)

637
RADIAÇÕES IONIZANTES
PODER DE PENETRAÇÃO: PEQUENO. SÃO DETIDOS PELA
PELE, FOLHA DE PAPEL OU 7 CM DE AR (Α E Β)
PODER IONIZANTE ELEVADO. POR ONDE PASSAM
CAPTURAM ELÉTRONS, TRANSFORMANDO-SE EM ÁTOMOS
DE HÉLIO (Γ)
ALGUNS NÚCLEOS RADIOATIVOS QUE EMITEM PARTÍCULAS
ALFA TAMBÉM EMITEM RAIOS GAMA DE FREQUÊNCIAS
DEFINIDAS.
ESSES RAIOS GAMA SÃO EMITIDOS PELOS NÚCLEOS
PRODUTO, QUE APÓS EMISSÃO DE PARTÍCULAS ALFA,
FICAM EM ESTADO EXCITADO.

638
RADIAÇÕES IONIZANTES

PODER DE PENETRAÇÃO:

RELAÇÃO DE IONIZAÇÃO: 1:100:10.000

PODER DE IONIZAÇÃO

  

PODER DE PENETRAÇÃO

639
640
641
RADIAÇÕES IONIZANTES
INTERAÇÃO DA RADIAÇÃO COM A MATÉRIA
TODA VEZ QUE A RADIAÇÃO ATRAVESSA A MATÉRIA, INTERAGE COM ELA.
OCORRE:
- PERDA DE ENERGIA POR PARTE DA RADIAÇÃO
- IONIZAÇÃO OU EXCITAÇÃO DA MATÉRIA
- HÁ TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA PARA A MATÉRIA
- À MEDIDA QUE A RADIAÇÃO ATRAVESSA A MATÉRIA,
SUA ENERGIA VAI DIMINUINDO.

642
RADIAÇÕES IONIZANTES
EFEITOS DAS RADIAÇÕES

1) EFEITOS ELÉTRICOS: O AR ATMOSFÉRICO E GASES SÃO IONIZADOS


PELAS RADIAÇÕES, TORNANDO-SE CONDUTORES DE ELETRICIDADE. O
APARELHO USADO PARA DETECTAR A PRESENÇA DE RADIAÇÃO E
MEDIR SUA INTENSIDADE É O CONTADOR GEIGER

2) FOSFORESCÊNCIA: CERTAS SUBSTÂNCIAS, COMO O SULFETO DE


ZINCO, TORNAM-SE FOSFORESCENTES NA PRESENÇA DE RADIAÇÃO
IONIZANTE. USA-SE PARA CONFECCIONAR MOSTRADORES DE
RELÓGIOS, ETC.

643
RADIAÇÕES IONIZANTES
3) EFEITOS BIOLÓGICOS:

- SOMÁTICOS: AGUDOS> GRANDES DOSES EM CURTO PERÍODO DE


TEMPO
CRÔNICOS> BAIXAS DOSES EM LONGO PERÍODO DE
TEMPO (DEPOIS DE LONGO PERÍODO DE EXPOSIÇÃO, PODEM CAUSAS
CATARATA, ANEMIA, LEUCEMIA, CÂNCER DE TIREOIDE OU DE PELE, ETC.)
- GENÉTICOS:
. DE FONTES EXTERNAS
. DE FONTES INTERNAS

644
RADIAÇÕES IONIZANTES

MUTAÇÕES OCORRIDAS NOS CROMOSSOMOS OU GENES DAS


CÉLULAS GERMINATIVAS. A PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DE
PROBLEMAS É FUNÇÃO DA DOSE ACUMULADA NAS GÔNADAS
MASCULINA E FEMININA.
EX.. DE EFEITOS: ANIRIDIA (AUSÊNCIA DE ÍRIS NO OLHO), SURDO-
MUDEZ, CATARATAS.
4) EFEITOS QUÍMICOS: RADIOISÓTOPOS TÊM SIDO USADOS PARA
ESTABELECER MECANISMOS DE REAÇÕES NOS ORGANISMOS
VIVOS, COMO O C14. RADIOISÓTOPOS SENSIBILIZAM FILMES
FOTOGRÁFICOS.

645
RADIAÇÕES IONIZANTES
LIMITES DE TOLERÂNCIA
MÁXIMO PERMISSÍVEL = 5 REM EM 12 MESES

A DOSE MÁXIMA ACUMULADA NA VIDA NÃO PODERÁ SER


SUPERIOR À EXPRESSA PELA FÓRMULA:

D = DOSES EM REM

N = IDADE DO TRABALHADOR

D= 5(n - 18)

646
RADIAÇÕES IONIZANTES
AVALIAÇÃO
DEVE-SE LEVAR EM CONTA:
• OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO
• TIPO DE RADIAÇÃO
• CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO, ETC.
HÁ DOIS TIPOS PRINCIPAIS DE APARELHOS:
1) DETECTORES DE CAMPO OU INSPEÇÃO
2) DETECTORES PESSOAIS

647
RADIAÇÕES IONIZANTES
1) DOSÍMETROS DE CAMPO OU INSPEÇÃO
DETECTAM E QUANTIFICAM RADIAÇÕES NO AMBIENTE DE
TRABALHO OU EM MATERIAIS QUE TENHAM SIDO
CONTAMINADOS
A) DETECTORES DE CÂMARA DE GÁS - BASEIAM-SE NA CAPTURA
DE ÍONS FORMADOS PELAS RADIAÇÕES IONIZANTES DE UM
GÁS. EX. CÂMARAS DE IONIZAÇÃO (ALFA E BETA) E
DETECTORES GEIGER MULLER (ALTA SENSIBILIDADE)

648
RADIAÇÕES IONIZANTES

B) DETECTORES DE CINTILAÇÃO: BASEIAM-SE NA


TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA DA RADIAÇÃO A UMA
SUBSTÂNCIA, QUE A EMITE NOVAMENTE NA FORMA DE
RADIAÇÃO VISÍVEL OU PRÓXIMA DO VISÍVEL.

USADOS PARA MEDIR RAIOS GAMA, PODENDO TAMBÉM


MEDIR ALFA E BETA.

649
RADIAÇÕES IONIZANTES

2) DETECTORES PESSOAIS
SÃO USADOS PELO INDIVÍDUO
A) DOSÍMETRO DE BOLSO - O DESLOCAMENTO DO FILAMENTO
É PROPORCIONAL À DOSE DE RADIAÇÃO RECEBIDA, E
ATRAVÉS DE UMA ESCALA GRADUADA, É FEITA A LEITURA
B) DOSÍMETROS DE FILME - BASEIAM-SE NAS PROPRIEDADES
DAS RADIAÇÕES DE PODER ALTERAR A TONALIDADE DE
FILMES FOTOGRÁFICOS.

650
RADIAÇÕES IONIZANTES

CONTROLE

1) RADIAÇÃO EXTERNA

- DISTÂNCIA
- BLINDAGEM
- TEMPO DE EXPOSIÇÃO

651
RADIAÇÕES IONIZANTES

2) RADIAÇÃO INTERNA

- EVITAR A INTRODUÇÃO DE MATERIAL NO ORGANISMO POR


QUALQUER VIA DE PENETRAÇÃO

- TENDO SIDO UM MATERIAL ABSORVIDO PELO ORGANISMO,


POUCO OU NADA PODE SER FEITO PARA ELIMINÁ-LO DA
REGIÃO ONDE SE DEPOSITOU.

652
RADIAÇÕES IONIZANTES

É IMPORTANTE CONSIDERAR:

• TÉCNICAS DE OPERAÇÃO
• EQUIPAMENTOS
• EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
• CONTROLE MÉDICO
• LIMPEZA
• EDUCAÇÃO E TREINAMENTO

653
654
RADIAÇÕES IONIZANTES

PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO

• RECEBIMENTO E ABERTURA DE VOLUMES COM MATERIAL RADIOATIVO


• DEMARCAÇÃO E SINALIZAÇÃO DA ÁREA RADIOGRÁFICA
• INSTRUÇÕES DE OPERAÇÃO PARA DISPOSITIVOS DE EXPOSIÇÕES
RADIOGRÁFICAS
• VERIFICAÇÃO DO NÍVEL DE RADIAÇÃO
• MONITORES PESSOAIS

655
RADIAÇÕES IONIZANTES

PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

• DANOS ÀS CÂMARAS E DISPOSITIVOS DE EXPOSIÇÃO


• SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA NA OBRA
• PERDA OU ROUBO DA FONTE
• EXPOSIÇÃO EXCESSIVA DO PESSOAL À RADIAÇÃO
• ACIDENTES COM VEÍCULOS

656
CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS

657
HÁ UMA SÉRIE DE ATIVIDADES EM QUE
OS TRABALHADORES FICAM SUJEITOS
A PRESSÕES ANORMAIS, ISTO É,
PRESSÕES AMBIENTES ACIMA E ABAIXO
DA NORMAL. ENTENDE-SE POR
PRESSÃO NORMAL A PRESSÃO
ATMOSFÉRICA A QUE NORMALMENTE
ESTAMOS EXPOSTOS. 658
HIPOBÁRICA (BAIXAS PRESSÕES)
QUANDO O HOMEM ESTÁ SUJEITO A PRESSÕES
MENORES QUE A PRESSÃO ATMOSFÉRICA. ESTAS
SITUAÇÕES OCORREM A ELEVADAS ALTITUDES.
(COCEIRA NA PELE, DORES MUSCULARES, VÔMITOS,
HEMORRAGIAS PELO OUVIDO E RUPTURA DO
TÍMPANO)
ESTAMOS SUJEITOS A BAIXAS PRESSÕES OS
TRABALHADORES QUE REALIZAM TAREFAS EM GRANDES
ALTITUDES.

659
660
HIPERBÁRICA ( ALTAS PRESSÕES)
QUANDO O HOMEM FICA SUJEITO A
PRESSÕES MAIORES QUE A
ATMOSFÉRICA. (MERGULHO E USO DE
AR COMPRIMIDO, TRABALHOS
REALIZADOS EM TUBULÕES DE AR
COMPRIMIDO, MÁQUINAS DE
PERFURAÇÃO (“SHIELD”), CAIXÕES
PNEUMÁTICOS, CAMPÂNULAS,
TRABALHOS EXECUTADOS POR
MERGULHADORES, ETC.
661
O BAROTRAUMA É UM TIPO DE LESÃO
CAUSADA PELA PRESSÃO, EM VIRTUDE
DA INCAPACIDADE DO MERGULHADOR
EM EQUALIZAR AS PRESSÕES EXISTENTES
ENTRE UM ESPAÇO AÉREO E A DO MEIO
AMBIENTE.

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663
A EMBOLIA TRAUMÁTICA PELO AR O CORRE
QUANDO O MERGULHADOR AO INSPIRAR AR
PROVENIENTE DE UM EQUIPAMENTO NO FUNDO,
RETORNA À SUPERFÍCIE SEM EXALÁ-LO.
PELA LEI DE BOYLE, À MEDIDA QUE A PRESSÃO
EXTERNA DIMINUI, O VOLUME DE AR NO INTERIOR
PULMONAR AUMENTA, E COMO OS PULMÕES NÃO
SÃO DOTADOS DE ELASTICIDADE, PODEM SE
ROMPER. ASSIM, BOLHAS DE AR ENTRAM NA
CORRENTE SANGUÍNEA, O QUE INTERROMPE A
IRRIGAÇÃO E OXIGENAÇÃO DE PARTES VITAIS DO
ORGANISMO 664
NA DOENÇA DESCOMPRESSIVA, O QUADRO
CLÍNICO DESTA PATOLOGIA SE CARACTERIZA POR
DIVERSAS MANIFESTAÇÕES CAUSADAS PELA
FORMAÇÃO DE BOLHAS NO SISTEMA
CIRCULATÓRIO E ALGUNS TECIDOS ORIUNDAS DA
DESCOMPRESSÃO APÓS A EXPOSIÇÃO A
CIRCUNSTÂNCIAS HIPERBÁRICAS

665
PARA TRABALHOS SOB AR COMPRIMIDO OS
EMPREGADOS DEVERÃO SATISFAZER AOS SEGUINTES
REQUISITOS:
A) TER MAIS DE 18 E MENOS DE 45 ANOS DE IDADE;

B) SER SUBMETIDO A EXAME MÉDICO OBRIGATÓRIO,


PRÉ-ADMISSIONAL E PERIÓDICO, EXIGIDO PELAS
CARACTERÍSTICAS E PECULIARIDADES PRÓPRIAS DO
TRABALHO;

C) SER PORTADOR DE PLACA DE IDENTIFICAÇÃO, DE


ACORDO COM O MODELO ANEXO (QUADRO I),
FORNECIDA NO ATO DA ADMISSÃO, APÓS A
REALIZAÇÃO DO EXAME MÉDICO.
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NR 15 ANEXO 10
AS ATIVIDADES OU OPERAÇÕES
EXECUTADAS EM LOCAIS ALAGADOS OU
ENCHARCADOS, COM UMIDADE EXCESSIVA,
CAPAZES DE PRODUZIR DANOS À SAÚDE
DOS TRABALHADORES, SERÃO
CONSIDERADAS INSALUBRES EM
DECORRÊNCIA DE LAUDO DE INSPEÇÃO
REALIZADA NO LOCAL DE TRABALHO.
Lava à Jato: Normalmente, são áreas onde existe um
contato bastante evidente e os trabalhadores não possuem a
devida proteção.

Locais onde
pode ocorrer
exposições
excessivas à
umidade
OUTRAS ATIVIDADES ONDE OS TRABALHADORES SE
EXPÕEM AO AGENTE DE RISCO UMIDADE

Frigoríficos: Juntamente com o frio a umidade é um dos


grandes riscos dos frigoríficos.
Cozinhas: Na parte de lavagem de panelas e outros a
umidade que é uma solução para a limpeza se torna um
risco a mais para a segurança.
Pesca: No segmento de pesca a umidade é bem presente
quanto no ato da pesca quanto no processo de limpeza do
pescado.
Mineração: No processo de exploração com desmonte com
água e nos processos de beneficiamento de minérios, o
trabalhador se expõe ao risco com maior intensidade,
embora o ambiente seja mais controlado.
Lavanderias: Nas lavanderias a umidade sempre
está presente de forma bem evidente.
Lava à Jato: Normalmente, são áreas onde existe um
contato bastante evidente e os trabalhadores não
possuem a devida proteção.
Frigoríficos: Juntamente com o frio a umidade é um
Locais onde dos grandes riscos dos frigoríficos.
pode ocorrer
exposições
Cozinhas: Na parte de lavagem de panelas e outros
excessivas à a umidade que é uma solução para a limpeza se
umidade torna um risco a mais para a segurança.
Pesca: No segmento de pesca a umidade é bem
presente quanto no ato da pesca quanto no processo
de limpeza do pescado.
Mineração: No processo de exploração com
desmonte com água e nos processos de
beneficiamento de minérios, o trabalhador se expõe
ao risco com maior intensidade, embora o ambiente
seja mais controlado.
FORMAS DE PENETRAÇÃO
Não devemos confundir a umidade que o anexo
10 da norma cita com a umidade relativa do ar
ou a geração de umidade por cocção, por
exemplo, que também é importante, mas é outra
coisa. O que a norma cita é o contato com água,
em ambientes encharcados ou alagados.

A principal forma de contato com o trabalhador


é a Cutânea
A umidade em si não entra pela pele, no entanto,
no caso de contato com algum tipo de umidade
pode causar a doença.
dermatofitose dos
pés)
MEDIDAS PREVENTIVAS
Administrativas: Revezamentos entre os trabalhadores
reduzem o tempo de exposição e consequentemente a
probabilidade de ocorrer a doença.

EPC – Equipamento de Proteção Coletiva: Barreiras de


contenção ou proteção podem ser criadas para evitar que o
trabalhador tenha contato com a umidade.
EPI – Equipamento de Proteção Individual: O uso de EPI para
evitar contato direto com a umidade pode ser muito eficiente se
os EPI forem escolhidos com critério.
Luvas de PVC, botas, aventais de PVC, roupas de PVC são
ótimos exemplos de EPI usados para limitar o contato com
umidade.
686
DEFINIÇÃO

• SEGUNDO A NR 09, CONSIDERAM-SE RISCOS AMBIENTAIS


OS AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS
EXISTENTES NOS AMBIENTES DE TRABALHO QUE, EM
FUNÇÃO DE SUA NATUREZA, CONCENTRAÇÃO OU
INTENSIDADE E TEMPO DE EXPOSIÇÃO, SÃO CAPAZES DE
CAUSAR DANOS A SAÚDE DO TRABALHADOR.
• RISCO BIOLÓGICO: PARA FINS DE APLICAÇÃO DESTA NR,
CONSIDERA-SE RISCO BIOLÓGICO A PROBABILIDADE DA
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A AGENTES BIOLÓGICOS.
RISCOS
BIOLÓGICOS

SÃO CONSIDERADOS
RISCOS BIOLÓGICOS:

VÍRUS BACTÉRIAS
PARASITAS PROTOZOÁRIOS
FUNGOS BACILOS.
DE QUE FORMA
OCORRE?
• OS RISCOS BIOLÓGICOS OCORREM POR MEIO DE
MICRORGANISMOS QUE, EM CONTATO COM O HOMEM,
PODEM PROVOCAR INÚMERAS DOENÇAS.
• MUITAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS FAVORECEM O
CONTATO COM TAIS RISCOS, SENDO ELAS:

INDÚSTRIAS DE ALIMENTAÇÃO
HOSPITAIS
LIMPEZA PÚBLICA (COLETA DE LIXO)
LABORATÓRIOS ENTRE OUTRAS.
RISCOS BIOLÓGICOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE
HISTÓRICO

• HISTORICAMENTE, OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NÃO ERAM


CONSIDERADOS DE ALTO RISCO PARA ACIDENTES DE TRABALHO
• ATÉ A DÉCADA DE 60 ATENÇÃO AOS PROFISSIONAIS DE
LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS (HEPATITE B E
TUBERCULOSE, 7 E 5 VEZES MAIS FREQUENTES QUE NA
POPULAÇÃO EM GERAL)
• A PARTIR DOS ANOS 80 (AIDS) ATENÇÃO VOLTADA PARA OS
PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE
• OS PRINCIPAIS RISCOS BIOLÓGICOS ENVOLVEM OS
PATÓGENOS DE TRANSMISSÃO SANGUÍNEA COMO OS VÍRUS
DAS HEPATITES B E C E O HIV
• MAIS DE 30 OUTROS AGENTES INFECCIOSOS PODEM ESTAR
ENVOLVIDOS EM ACIDENTES BIOLÓGICOS NOS
ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
RISCOS BIOLÓGICOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS GERAIS
▪ PRINCIPAIS AGENTES: BACTÉRIAS, VÍRUS, PROTOZOÁRIOS,
METAZOÁRIOS
▪ PRESENTES EM AEROSSÓIS, POEIRAS, ALIMENTOS, INSTRUMENTOS
DE LABORATÓRIO, ÁGUA, CULTURAS, AMOSTRAS BIOLÓGICAS
▪ 18% DOS TRABALHADORES SÃO CONTAMINADOS COM MATERIAL
INFECTOCONTAGIOSO NAS ATIVIDADES RELACIONADAS AO
TRABALHO: 25% POR INOCULAÇÃO PERCUTÂNEA; 27% POR
AEROSSÓIS E DERRAMAMENTOS; 16% POR VIDRARIAS E
PERFUROCORTANTES; 13% POR ASPIRAÇÃO POR INSTRUMENTOS;
13,5% POR ACIDENTES COM ANIMAIS E CONTATO COM
ECTOPARASITAS
▪ AS PRINCIPAIS FONTES DE CONTAMINAÇÃO NO LOCAL DE
TRABALHO PODEM ESTAR RELACIONADAS À INALAÇÃO DE
AEROSSÓIS
▪ TODOS OS PROCEDIMENTOS MICROBIOLÓGICOS SÃO
POTENCIALMENTE FORMADORES DE AEROSSÓIS
RISCOS BIOLÓGICOS EM SERVIÇOS DE
SAÚDE
PRINCIPAIS GRUPOS EXPOSTOS

• FREQUENTEMENTE O ACIDENTE NÃO É


NOTIFICADO

• ACIDENTES COM PERFUROCORTANTES


REPRESENTAM 1/3 DE TODOS ACIDENTES
ENVOLVENDO PROFISSIONAIS DE
ENFERMAGEM

• RETIRADA DE SANGUE, FLEBOTOMIA,


PUNÇÃO VENOSA PERIFÉRICA, SUTURA
CIRÚRGICA, RECAPEAMENTO DE AGULHAS,
SÃO OS MOMENTOS DE MAIOR RISCO
RISCOS BIOLÓGICOS EM SERVIÇOS DE
SAÚDE
RISCOS DE AQUISIÇÃO DA DOENÇA

• TIPO DE EXPOSIÇÃO
• A QUANTIDADE NECESSÁRIA PARA CAUSAR DOENÇA
(CARGA DO AGENTE)
• PATOGENICIDADE DO AGENTE INFECCIOSO
• EXISTÊNCIA DA PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO
• PREVALÊNCIA LOCAL DA DOENÇA
• SUSCETIBILIDADE DO PROFISSIONAL DE SAÚDE
DOENÇAS
• VIAS AÉREA: VARICELA, TUBERCULOSE, RUBÉOLA, SARAMPO,
INFLUENZA, VIROSE RESPIRATÓRIAS, MENINGOCÓCICA.

• EXPOSIÇÃO A SANGUE E FLUIDO: HIV, HEPATITE B E C, RAIVA.

• TRANSMISSÃO FECAL ORAL: HEPATITE A, POLIOMIELITE,


GASTROENTERITE, CÓLERA

• CONTATO COM PACIENTE: ESCABIOSE, PEDICULOSE,


COLONIZAÇÃO POR ESTAFILOCOCOS.
MEDIDAS DE CONTROLE ÁREA DA
SAÚDE
• 32.4.20 GESTÃO EM SEGURANÇA NO TRABALHO
• 32.4.20.1 NAS ATIVIDADES SUSCETÍVEIS DE APRESENTAREM RISCO DE
EXPOSIÇÃO AOS AGENTES BIOLÓGICOS, VISANDO IDENTIFICAR RISCOS
POTENCIAIS E INTRODUZIR MEDIDAS DE PROTEÇÃO PARA SUA REDUÇÃO OU
ELIMINAÇÃO, O PPRA, PREVISTO NA NR 9, DEVE-SE ATENDER O DISPOSTO
NOS SUBITENS SEGUINTES:
• 32.4.20.1.1 NA FASE DE RECONHECIMENTO, CONTER, NO MÍNIMO, OS
SEGUINTES TÓPICOS:............................
• II. AVALIAÇÃO DO LOCAL DE TRABALHO E DO TRABALHADOR EXPOSTO,
CONSIDERANDO: ............
• III. A AVALIAÇÃO DEVE SER EFETUADA PELO MENOS 01 (UMA) VEZ AO ANO
E:.......
MEDIDAS DE
CONTROLE
ÁREA DA SAÚDE
AO PROPOR MEDIDAS PARA O CONTROLE DE
RISCOS, DEVE-SE OBSERVAR A ORDEM DE
PRIORIDADE ABAIXO.

MEDIDAS PARA O CONTROLE DE RISCOS NA FONTE,


QUE ELIMINEM OU REDUZEM A PRESENÇA DOS
AGENTES BIOLÓGICOS, POR EXEMPLO:

REDUÇÃO DO CONTATO DOS TRABALHADORES DO


SERVIÇO DE SAÚDE, BEM COMO DAQUELES QUE
EXERCEM ATIVIDADES DE PROMOÇÃO E ASSISTÊNCIA
À SAÚDE COM PACIENTES-FONTE(POTENCIALMENTE
PORTADORES DE AGENTES BIOLÓGICOS), EVITANDO-
SE PROCEDIMENTOS DESNECESSÁRIOS;
MEDIDAS DE CONTROLE
ÁREA DA SAÚDE
ELIMINAÇÃO DE PLANTAS PRESENTES NOS AMBIENTES
DE TRABALHO;
ELIMINAÇÃO DE OUTRAS FONTES E RESERVATÓRIOS,
NÃO PERMITINDO O ACÚMULO DE RESÍDUOS E
HIGIENIZAÇÃO, SUBSTITUIÇÃO OU DESCARTE DE
EQUIPAMENTOS, INSTRUMENTOS, FERRAMENTAS E
MATERIAIS CONTAMINADOS;
RESTRIÇÃO DO ACESSO DE VISITANTES E TERCEIROS
QUE POSSAM REPRESENTAR FONTE DE EXPOSIÇÃO;
MEDIDAS DE CONTROLE
ÁREA DA SAÚDE
MANUTENÇÃO DO AGENTE RESTRITO À FONTE DE
EXPOSIÇÃO OU AO SEU AMBIENTE IMEDIATO, POR
MEIO DO USO DE SISTEMAS FECHADOS E
RECIPIENTES FECHADOS, ENCLAUSURAMENTO,
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA, CABINES DE
SEGURANÇA BIOLÓGICA, SEGREGAÇÃO DE
MATERIAIS E RESÍDUOS, DISPOSITIVOS DE
SEGURANÇA EM PERFUROCORTANTES E
RECIPIENTES ADEQUADOS PARA DESCARTE DESTES
PERFUROCORTANTES.
MEDIDAS DE CONTROLE
ÁREA DA SAÚDE
REDUÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DO
AGENTE NO AMBIENTE: ISOLAMENTO DE
PACIENTES, DEFINIÇÃO DE
ENFERMARIAS PARA PACIENTES COM A
MESMA DOENÇA, CONCEPÇÃO DE
AMBIENTES COM PRESSÃO NEGATIVA,
INSTALAÇÃO DE VENTILAÇÃO GERAL
DILUIDORA.
MEDIDAS DE CONTROLE
ÁREA DA SAÚDE

REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE
HIGIENIZAÇÃO E DESINFECÇÃO DO
AMBIENTE, DOS MATERIAIS E DOS
EQUIPAMENTOS;
REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE
HIGIENIZAÇÃO E DESINFECÇÃO DAS
VESTIMENTAS;
92 991160264
702
lcrocha@lcrocha.com.br

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