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PROJETO UM NOVO MODELO DE ESTUDAR

EI, VOCÊ SABE ESTUDAR?

Fundamentação

“É fácil levar a égua até o meio do ribeirão. O difícil é convencê-la a beber a água...”.
De fato: se a égua não estiver com sede, ela não beberá água por mais que o seu dono a
obrigue. Mas, se estiver com sede, ela, por vontade própria, tomará a iniciativa de ir até
o ribeirão. Aplicado à educação: “É fácil obrigar o aluno ir a escola. O difícil é
convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender”. O texto é de Rubens Alves
e abre uma reflexão a respeito da mudança nos estudos, tirando por vezes a criatividade
dos alunos e por vezes dos professores.

“Você precisa que o paciente esteja disposto a tomar remédio”.

Timothy Ferris, escritor e palestrante americano, referência mundial em produtividade,


defende a máxima de que não adianta você desenvolver estratégias eficazes para
incentivar alguém a aprender algo se a pessoa, de fato, não quer. Ninguém faz algo com
vontade se não quiser fazer.

Partindo-se do princípio de que educação, em seu sentido mais profundo, significa


“tornar-se elevado” como conseguimos justificar que as Instituições de ensino, escolas,
cursos, faculdades têm seguido essa definição quando ainda não conseguiram se adaptar
àquilo que as crianças, adolescentes e jovens querem, precisam, desejam e sonham em
ter numa Instituição de Ensino? Tudo mudou no mundo: novos modelos em todos os
âmbitos – relações interpessoais, formas de comunicação, sistemas de trabalho, visões
de empreendedorismo.

Só uma pequena mudança: como ensinar a autonomia aos estudantes?

A autonomia é a grande referência para essa mudança de atitude. A chave num sistema
em que o professor não pode ser visto como um guru, mas como um facilitador. É isso:
o epicentro dessa mudança deve ser um relacionamento professor/aluno. Um laço de
cumplicidade entre o educando e o educador, para que se desenvolvam sentimentos de
igualdade, fraternidade e respeito, como garante o pilar educacional da Unesco
“aprender a viver juntos”, estabelecido em 1999. O processo de despertar pode
acontecer com empatia, coragem e vulnerabilidade. A tríade que reinventa a educação.

Nesse sentido, cada vez mais, é preciso acreditar no significado da palavra


empoderamento. Voltando ao conceito de educação, o ponto principal aqui não é o
transferir responsabilidade. Pelo contrário. Mas assumir que o professor é um treinador,
um facilitador de conteúdos e ensinamentos. Porém, nada deve substituir a troca, a
colaboração, o engajamento. Quando o aprendizado é simples, fácil e divertido, o aluno
não só entende como se apaixona pelo estudo e pelo conteúdo. Ele aprende a aprender e
não apenas a fazer um teste. Para aprender a conhecer e para querer usar esse
aprendizado, é preciso aprender a gostar de conhecer. Três ações que são
imprescindíveis na vida do estudante como na vida pessoal de qualquer pessoa para o
crescimento.

Três palavras que reinventam a educação


Empatia: Colocar-se no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus
sentimentos e perspectivas para guiar suas próprias ações.

Coragem: Agir com o coração. Reconhecer que o medo faz parte do processo.

Vulnerabilidade: É um compromisso, uma escolha em assumir riscos e se envolver, se


entregar por inteiro.

Guia do estudo perfeito


Dessa forma, dar autonomia e liberdade ao aluno seria mudar o modelo de ensino,
torna-lo mais participativo. Implementar o Growth Mindset – o aprendizado com
valorização dos erros. Em toda atividade, existe um modelo de aula em que o professor
passa determinados conceitos, mas o aluno sempre tem o que chamamos de escuta ativa
e de participação colaborativa. E isso só fundamenta o pensamento: a educação deve ser
uma abertura para novas possibilidades, em que o aluno é responsável por essa
construção. Aos poucos, estamos construindo uma (nova) estrutura de competências
necessárias para o estudante do século XXI. Eis algumas habilidades fundamentais:
Método e processo de aprendizagem: ter disciplina, criação de rotina, planejamento de
tarefas;
Aprendizado colaborativo: estudantes contribuem com cada colega e o professor se
transforma num facilitador do processo de aprendizagem, mas não o tempo inteiro. Isso
aumenta o encorajamento e a interação.
Formação de estudantes: responsabilidade, participação, inspiração, ensinamentos são
divididos entre os membros de um grupo com a mesma finalidade.
Modelo de auto avaliação e análise de performance: entender que estudar apenas
lendo e fazendo anotações não basta. Assimilar que a vida de estudante é que nem a de
um atleta. Treino, estratégia, performance e resultado – são as palavras que contribuem
para o mindset de um estudante profissional.

Disciplina e planejamento

Como aprendo sozinho?


Como posso ser mais confiante em mim mesmo?
Como posso ser mais corajoso na hora de fazer uma prova?
Como organizo meus estudos e aumento meu rendimento nas provas?
Como lido com a ansiedade?
Como posso ter mais foco e concentração?
Como aprendo a ser mais produtivo e a procrastinar menos?
Público-alvo
Alunos de Curso Pré-Vestibular

Duração do projeto
O Projeto tem como tempo de execução uma vez por semestre ou conforme a
necessidade do Curso, com duração aproximada de 1h40min, podendo prorrogar o
tempo conforme a participação dos alunos.

Justificativa
Este projeto será desenvolvido por se considerar a necessidade de motivar e despertar
no estudante a responsabilidade e o interesse pelos estudos, levando-os a reconhecer que
o conhecimento é uma poderosa ferramenta para o exercício da cidadania, bem como
para uma participação social mais efetiva, responsável e ética. No decorrer do período
estudantil, é perceptível a falta de compromisso com os estudos ou mesmo por não
saber o estilo de aprendizagem. Alguns estudantes são minuciosos observadores, outros
preferem ouvir atentamente e são mais musicais, outros ainda compreendem melhor
quando são explorados os movimentos, como esportes ou dança... Cada um deles têm
diferentes estratégias para solucionar problemas, elaborar conclusões e assimilar
conteúdos. Estas estratégias são também chamadas de Estilos de Aprendizagem, as
quais, de acordo com CERQUEIRA, (2000, p. 36) é: “O estilo que um indivíduo
manifesta quando se confronta com uma tarefa de aprendizagem especifica. (...) uma
predisposição do aluno em adotar uma estratégia particular de aprendizagem,
independentemente das exigências especificas das tarefas”. Estilos de Aprendizagem,
não é mais uma nova teoria de aprendizagem, mas estudos que demonstram que cada
pessoa tem uma forma própria para ensinar e aprender.
E quais são os Estilos de Aprendizagem?
Dentre formas destaca-se o método VAC (VISUAL, AUDITIVO e CINESTÉSICO) que
é baseado nos sentidos e responde com eficiência as expectativas e exigências da escola.
Esta teoria VAC, foi desenvolvida por Fernald e Keller e Orton- Gilingham e pressupõe
que a aprendizagem ocorre por meio dos sentidos visual, auditivo e tátil, ou seja, a
maioria dos estudantes possuiu um estilo preponderante ou predileto para aprender os
conteúdos das mais variadas disciplinas, podendo ainda haver alguns em que há a
mistura equilibrada dos três estilos: visual, auditivo e cinestésico.
a) Estilo visual: Neste grupo estão os estudantes que possuem habilidades de conhecer,
interpretar e diferenciar os estímulos recebidos visualmente. A partir da visualização das
imagens, é possível estabelecer relações entre ideias e abstrair conceitos.
b) Estilo Auditivo: Estudantes com estilo auditivo possuem habilidades de conhecer,
interpretar e diferenciar os estímulos recebidos pela palavra falada, sons e ruídos,
organizando suas ideias, conceitos e abstrações a partir da linguagem falada.
c) Estilo Cinestésico: Encontramos neste grupo estudantes que possuem habilidades de
conhecer, interpretar e diferenciar os estímulos recebidos pelo movimento corporal.
Objetivos Geral
Orientar o estudante sobre a forma mais adequada de desenvolver hábitos de estudos.

Objetivos Específicos
 Levar o aluno a entender e a praticar o hábito de estudar.

 Apresentar os diferentes estilos de se aprender e estudar.

 Apresentar a melhor maneira de se estudar para cada matéria.

 Identificar o estilo de aprendizado de cada um através de testagem.

 Estimular a motivação aos estudos;

 Reconhecer o estudo e o conhecimento como uma poderosa ferramenta para o


exercício da cidadania;

 Despertar a percepção de que a disciplina e a responsabilidade são fundamentais


para um bom aproveitamento.

Recursos:

Slides, Data Show, folhas, canetões, testes.

Metodologia:

Realização de testes com os alunos para que identifiquem o estilo de estudo e formas de
estudos, organização do quadro de estudos e atividades, apresentação de slides para o
entendimento do estudante como organizar o seu tempo para ter bons resultados nos
estudos, metodologia de estudos.

Referências

TÔRRES, P.; ALMEIDA, S. & WECHSLER, S. (1994) Identificação dos Estilos de


Aprendizagem: Um Estudo no Ciclo Básico de Alfabetização. Psicologia: Teoria e Pesquisa,
Brasília, 10(1):73-90.

CASTRO, Claudio de Moura. Você sabe Estudar? Ed. Penso. 1ª ed. 2015

RIBEIRO, Marco Aurélio de P., Técnicas de Aprender – Conteúdos e Habilidades. Editora


Texto. 2014

ESTANQUEIRO, Antonio. Aprender a Estudar. Editora Texto, 2014.

CERQUEIRA, Teresa Cristina Siqueira. Estilos de Aprendizagem Universitário. Editora


Cuatiara, 2000.

FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. 36ª edição. Editora Paz e Terra

PIAJET, Jean. Para onde vai a educação? 10ª edição. Rio de Janeiro, 1988.

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