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ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA REGULAR DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES DISCURSIVAS
CPI A 2 2016
PROVA: 25/10/2016

a QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

FLORISVAL, credor da Cooperativa de Prestação de Serviços de Comércio Exterior


do Rio de Janeiro, através de um cheque no valor de R$ 10.000,00, moveu tempestivamente
ação de execução em face da devedora, sem, contudo, ter êxito em localizar bens ou valores
disponíveis para serem penhorados.
A prova dos autos demonstra que a Cooperativa ré sempre atuou dentro dos limites
de seu objeto social. No entanto, o exequente, calcado numa decisão proferida pela Justiça
do Trabalho, que reconheceu a ré como instrumento de fraudes ao contrato de trabalho,
formulou pedido incidental de desconsideração da personalidade jurídica da cooperativa ré,
com o fim de atingir pessoalmente seus integrantes.
Diante do caso concreto, pergunta-se:
A que regime jurídico se submete a cooperativa em questão?
Qual a natureza jurídica das sociedades cooperativas?
É possível a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica a
esse tipo societário?
Corno juiz da causa, decida o incidente.
As respostas devem ser fundamentadas, em no máximo 5 linhas cada uma.

r QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

CÂNDIDO, sócio da sociedade simples CENTRO AVANÇADO DE EXAMES Ltda. -


CAE propôs ação em face de WALDO, em que pleiteia a dissolução e liquidação da
mencionada sociedade. Como causa de pedir, alega a quebra da affectio societatis, em
virtude de uma série de fatos relativos a créditos e débitos da CAE, que não lhe eram
informados pelo réu, que assumiu a direção da sociedade.
Tem razão a parte autora? Responda a questão, de forma fundamentada, em até 15
linhas.

ATENÇÃO: Responda uma única questão em cada folha.


ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA REGULAR DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES OBJETIVAS
CPI B 2 2016
PROVA: 06/10/2016
NOME: MATRÍCULA:

r QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Sobre o direito de propriedade industrial, assinale a alternativa correta:

Se dois ou mais autores tiverem realizado a mesma invenção ou modelo de


utilidade, de forma independente, o direito de obter a patente será assegurado àquele que
provar ter criado a invenção a mais tempo.
Sendo o invento ou modelo de utilidade realizado conjuntamente por duas ou mais
pessoas, a patente poderá ser requerida por todos ou por qualquer um deles, sendo que
neste ultimo caso não é necessária a nomeação e qualificação dos demais, bastando que
haja procuração com poderes especiais.
O pedido de patente de invenção ou modelo de utilidade depositado originalmente
no Brasil, sem reinvindicação de prioridade e não publicado, assegurará o direito de
prioridade ao pedido posterior sobre a mesma matéria, depositado no Brasil pelo mesmo
requerente ou sucessores, dentro do prazo de 5 anos.
Poderá ser requerida a retirada do pedido de patente, desde que seja
apresentado em até 16 meses, contados da data do depósito ou da prioridade mais antiga.
O pedido de patente será mantido em sigilo durante 24 meses, contados da data
do depósito ou da prioridade mais antiga, quando houver, após o que será publicado.

4a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Com relação a Lei 9.609/98, assinale a alternativa correta:

A proteção aos direitos previstos na Lei n. 9.609/98 independe de registro.


O direito a tutela dos direitos relativos a programas de computador é assegurado
por 20 anos, contados a partir de 1° de janeiro do ano subsequente ao da sua publicação ou,
na sua ausência desta, da sua criação.
É aplicável ao programa de computador as disposições relativas aos direitos
morais, assegurado, a qualquer tempo, o direito do autor de reivindicar a paternidade do
programa de computador.
Constitui ofensa aos direitos do titular de programa de computador a reprodução,
ainda que em um só exemplar, de cópia legitimamente adquirida.
O uso de programa de computador no Pais será objeto de patente.

- PNAPP 1 -
9 QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Considere as normas de caráter geral estabelecidas pelo Código Civil brasileiro


sobre a escrituração do empresário e assinale a alternativa correta.

O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de


lançamentos não poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços.
Apenas o empresário ou sociedade empresária que não adotar o sistema de
fichas de lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e
Balanços.
O empresário individual que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá
substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, sendo tal substituição
vedada à sociedade empresária.
O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de
lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços.
A sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá
substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, sendo tal substituição
vedada ao empresário individual.

6a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

O empresário e a sociedade empresária devem adotar um nome para o exercício da


empresa, de acordo com o Código Civil. Esse instituto, conhecido como nome empresarial,
possui regras para sua formação e utilização. A afirmativa que revela corretamente uma
regra para utilização/formação do nome empresarial é:

a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome empresarial, que
incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo facultativo o aditivo & Companhia, caso
todos os sócios sejam nominados;
a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também conhecida
como "nome de fantasia", porque nela não se inclui nome patronímico, apenas palavras ou
expressões designativas do objeto social;
nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da firma social
como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da denominação com a indicação
do objeto social;
o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis, pode usar a
firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria, com a qualificação de sucessor;
na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é firma,
exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo seguida do aditivo &
Companhia, por extenso ou abreviado.

- EMERJ -
ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
UO.: Elaborador: Período:
DIACD Ana Paula Abreu 2016.1
ATEN AO: A cópia impressa a partir da intranet é cópia não controlada.
CP Disciplina Tema Questão
,--, 01- Cadem
a L. Constitucional E 02 — Civil E 03 - Penal Prova
i
05—
E E 04— Empresarial .
Administrahvo
E1 06— Tributário
IN 1---, 07— Processo ia 08— Processo
09 - Previdenciário 12
'—' Civil ffl Penal
Regular
• IV 12 —
ri10 — Criança e 11- Técnica de
V '—' Adolescente Sentença
E Responsabilidade
Civil
E vi c 13 - Consumidor 14 - Arnbiental E 15 - Eleitoral

Descrição do Tema
PROPRIEDADE IMATERIAL. Legislação, Direito Autoral. Lei n.° 9.609/98. Propriedade Industrial -
Marcas. Espécies. Classificação. Âmbito de proteção. Marca notória e de alto renome. Registro.
Cessão de direito. Extinção. Desenho Industrial.
Descrição do Caso Concreto
JOANA CAMPINHO propôs ação ordinária de obrigação de não fazer cumulada comyf
pedido de antecipação de tutela em face de ALANA NEVES, afirmando ter fundado junto com urna
amiga, em 1998, a banda musical denominada ''PANCAKE" grupo que alcançou fama até mesmo
fora do Brasil, tendo existência públic , notória e continuada.
Relata a autora que/em 2005/foi surpreendida com o aparecimento de uma nova banda com
mesmo nome da que riara, attiando para igual tipo de público e também formada só por
mulheres. Assim, pleiteia que fosse determinada a imediata cessação do uso do nome artístico
"PANCAKE" e a condenação da ré ao pagamento de danos morais, a serem arbitrados pelo juízo.
Em sua contestação, ALANA NEVES impugna a inicial, asseverando que a marca
"PANCAKE" foi registra0 pela contestante no INRI, com a publicação de sua viabilidade na Revista
do INPI, sem a apresentação de qualquer oposição. Sustenta que om o registro da marca/passou
a ser a sua legitima detentora, o que lhe confere o direito d utilizar o nome registrado com
exclusividade.
Como juiz da causa, decida a questão, de forma fundamentada. (Resposta em até 15
linhas).
Resposta do Caso Concreto
RECURSO ESPECIAL N° 678.497 - RJ (2004/0098630-4)

EMENTA: RECURSO ESPECIAL. PROPRIEDADE INDUSTRIAL. NOME ARTÍSTICO. PROTEÇÃO


A DIREITO DA PERSONALIDADE (CC/1916, ART. 74; CC/2002, ARTS. 11, 12 E 19). AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO (SÚMULA 211/STJ). GRUPO MUSICAL. NOME ARTÍSTICO E
TÍTULO GENÉRICO. DISTINÇÃO. REGISTRO COMO MARCA. POSSIBILIDADE (LEI 9.279/96,
ARTS. 122, 124, XVI, E 129). PROTEÇÃO DEVIDA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA
DE CONFRONTO ANALÍTICO. RECURSO DESPROVIDO.
A designação de grupo musical por título genérico não se confunde com aquela por pseudônimo,
apelido notório ou nome artístico singular ou coletivo, esses quatro últimos utilizados por pessoas
físicas para se apresentarem no meio artístico, identificando-se como artistas. Para pseudônimo,
apelido notório e nome artístico singular ou coletivo são assegurados atributos protetivos inerentes
à personalidade, inclusive a necessidade de prévio consentimento do titular como requisito para o
registro da marca (Lei 9.279/96, art. 124, XVI). ...
No caso de distinção de grupo artístico por titulo genérico, essa designação não identifica, nem
se reporta, propriamente às pessoas que compõem o conjunto, de modo que a impessoalidade
ermite até •ue os inte•rantes facilmente •ossam ser substituídos •or outros sem •ue tal im •I.•ue
Descrição do Tema
modificação essencial que prejudique a continuidade do grupo artístico. Por isso, não se pode falar
em direito da personalidade nessa hipótese, como sucede no caso em debate.
Nesse contexto, diversamente do que entende a recorrente, a proteção relativa à designação,
por título genérico, de banda ou grupo musical se
subsume às regras da propriedade industrial, pois se trata de objeto suscetível de ampla
possibilidade de registro como marca, a teor do art. 122 da Lei 9.279/96.
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido.

Trechos do acórdão:

(..-)
Os dispositivos invocados têm a seguinte redação;

Art. 122. São suscetíveis de registro como marca os sinais distintivos visualmente perceptíveis, não
compreendidos nas proibições legais.

Art. 124. Não são registráveis como marca:


I - brasão, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumento oficiais, públicos,
nacionais, estrangeiros ou internacionais, bem como a respectiva designação, figura ou imitação;
II - letra, algarismo e data, isoladamente, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva;
III - expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes ou
que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente contra liberdade de consciência, crença, culto
religioso ou ideia e sentimento dignos de respeito e veneração;
IV - designação ou sigla de entidade ou órgão público, quando não requerido o registro pela própria
entidade ou órgão público;
V - reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador de titulo de estabelecimento
ou nome de empresa de terceiros, suscetível de causar confusão ou associação com estes sinais
distintivos;
VI - sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou simplesmente descritivo, quando tiver
relação com o produto ou serviço a distinguir, ou aquele empregado comumente para designar uma
característica do produto ou serviço, quanto à natureza, nacionalidade, peso, valor, qualidade e
época de produção ou de prestação do serviço, salvo quando revestidos de suficiente forma
distintiva;
VII - sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda;
VIII - cores e suas denominações, salvo se dispostas ou combinadas de modo peculiar e distintivo;
IX - indicação geográfica, sua imitação suscetível de causar confusão ou
sinal que possa falsamente induzir indicação geográfica;
X - sinal que induza a falsa indicação quanto à origem, procedência,
natureza, qualidade ou utilidade do produto ou serviço a que a marca se
destina;
XI - reprodução ou imitação de cunho oficial, regularmente adotada para garantia de padrão de
qualquer gênero ou natureza;
XII - reprodução ou imitação de sinal que tenha sido registrado como marca coletiva ou de
certificação por terceiro, observado o disposto no art. 154;
XIII - nome, prêmio ou símbolo de evento esportivo, artístico, cultural, social, político, econômico ou
técnico, oficial ou oficialmente reconhecido, bem como a imitação suscetível de criar confusão,
salvo quando autorizados pela autoridade competente ou entidade promotora do evento;
XIV - reprodução ou imitação de título, apólice, moeda e cédula da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Territórios, dos Municípios, ou de pais;
XV - nome civil ou sua assinatura, nome de família ou patronímico e imagem de terceiros, salvo
com consentimento do titular, herdeiros ou sucessores;
XVI - pseudônimo ou apelido notoriamente conhecidos, nome artístico singular ou coletivo, salvo
com consentimento do titular, herdeiros ou sucessores;
XVII - obra literária, artística ou científica, assim como os títulos que estejam protegidos pelo direito
autoral e sejam suscetíveis de causar confusão ou associação, salvo com consentimento do autor
ou titular;
Descrição do Tema
F-XV! II - termo técnico usado na indústria, na ciência e na arte, que tenha relação com o produto ou
serviço a distinguir;
XIX - reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimo, de marca alheia
registrada, para distinguir ou certificar produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível
de causar confusão ou associação com marca alheia;
XX - dualidade de marcas de um só titular para o mesmo produto ou serviço, salvo quando, no caso
de marcas de mesma natureza, se revestirem de suficiente forma distintiva;
XXI - a forma necessária, comum ou vulgar do produto ou de acondicionamento, ou, ainda, aquela
que não possa ser dissociada de efeito técnico;
XXII - objeto que estiver protegido por registro de desenho industrial de terceiro; e
XXIII - sinal que imite ou reproduza, no todo ou em parte, marca que o requerente evidentemente
não poderia desconhecer em razão de sua atividade, cujo titular seja sediado ou domiciliado em
território nacional ou em pais com o qual o Brasil mantenha acordo ou que assegure reciprocidade
de tratamento, se a marca se destinar a distinguir produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim,
suscetível de causar confusão ou associação com aquela marca alheia.

Merece transcrição também, extraído da mesma Lei, o art. 129:

Art. 129. A propriedade da marca adquire-se pelo registro validamente expedido, conforme as
disposições desta Lei, sendo assegurado ao titular seu uso exclusivo em todo o território nacional,
observado quanto às marcas coletivas e de certificação o disposto nos arts. 147 e 148.
§ 1° Toda pessoa que, de boa fé, na data da prioridade ou depósito, usava no Pais, há pelo menos
6 (seis) meses, marca idêntica ou, semelhante, para distinguir ou certificar produto ou serviço
idêntico, semelhante ou afim, terá direito de precedência ao registro.
§ 2° O direito de precedência somente poderá ser cedido juntamente com o negócio da empresa,
ou parte deste, que tenha direta relação com o uso da marca, por alienação ou arrendamento.
Vale ressaltar, de inicio, que a designação de grupo musical por título genérico (p. ex.: Banda Eva)
não se confunde com pseudônimo (p. ex.: Patativa do Assaré), apelido notório (p. ex.: Cazuza) ou
nome artístico singular (p. ex.: Roberto Carlos) ou coletivo (p. ex.: Alvarenga e Ranchinho), esses
quatro últimos utilizados por pessoas físicas para se apresentarem no meio artístico, identificando-
se como artistas. Para pseudônimo, apelido notório e nome artístico singular ou coletivo são
assegurados atributos protetivos inerentes à personalidade, inclusive a necessidade de prévio
consentimento do titular como requisito para o registro da marca (Lei 9.279/96, art. 124, XVI).

No caso de designação de grupo artistico por título genérico, a designação não identifica, nem se
reporta, propriamente às pessoas que compõem o conjunto, de modo que a impessoalidade
permite até que os integrantes facilmente possam ser substituídos por outros sem que isso implique
modificação essencial que prejudique a continuidade do grupo artístico. Por isso, não se pode falar
em direito da personalidade nessa hipótese, como sucede no caso em debate, como bem decidiu a
Corte Estadual.

Feitos esses esclarecimentos, fica afastada a alegação de violação ao art. 124, XVI, da Lei
9.279/96, sob a argumentação de que a recorrente, como detentora do título "Pancake", não
autorizara seu registro, como exigiria o referido dispositivo legal quando se trata de nome artístico,
pois, como visto, de nome artístico não se cuida.

Convém esclarecer, ainda, que a designação dada a "banda musical" ou a um "grupo musical"
também não se constitui em nome empresarial ou em titulo de estabelecimento. Aliás, na espécie,
não afirma a autora ser empresária individual ou ter constituído pessoa jurídica para organizar a
atividade da banda.

Trata-se, na realidade, de marca ("Pancake"), isto é, de um sinal, título ou palavra que se atribui
como elemento distintivo de grupo artístico com atuação na atividade "grupo musical", assegurando
sua identidade de modo a diferenciá-lo dos demais existentes no mercado.

De acordo com a normatização estabelecida pelo INPI - Instituto de Propriedade Industrial, o título
Descrição do Tema
. de banda musical deve ser registrado como marca sob a classe "grupo musical - 41, providência
que, . nos termos do art. 129 da Lei 9.279/96, confere ao titular a exclusividade no
uso (http://www.i n pi. gov . br/images/docs/lista_auxil i a r_de_servicos_atualizada_segunda_a_ncl

Nesse contexto, diversamente do que entende a recorrente, a proteção relativa à designação, por
titulo genérico, de banda ou grupo musical se subsume as regras da propriedade industrial, pois se
trata de objeto suscetível de ampla possibilidade de registro como marca, a teor do art. 122 da Lei
9.279/96.

Cumpre assinalar, por outro lado, que o art. 129, § 1°, da Lei 9.279/96 afirma que será dada
precedência à pessoa que, de boa-fé, utilizava a marca há mais de seis meses a contar da data do
depósito. Porém, como se vê na petição inicial, não pretende a recorrente a anulação do registro,
nem requer seja a marca atribuída a si, razão pela qual deixa-se de analisar a matéria sob esse
enfoque.

Ante o exposto, conhece-se do recurso em parte e, nessa parte, nega-se provimento ao especial.

Etapas Data Rubrica


Observações
Entrega ao Prof. Resp. 09/03/2016 tile

Aprovação do Prof. 10/03/2016 C -t u?' 1/2'


Resp.
Inclusão no SIEM 14/03/2016 cin r,
Caso concreto para prova Regular CPI - A
Revisão de Português 14103/2016 0\ili

Revisão DIACD ,1-,- . ,.., ", .,---.


CPI.04.01.12.CC.43
Se o caso concreto for questão de prova:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.
2 3,5 r-a-N-Atx:LQ
— ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
ssti UO.: Elaborador: Período:
DIACD Ana Paula Abreu 2016.1
ATENÇÃO: A cópia impressa a partir da intranet e cópia não controlada.
Cl' Disciplina Tema Questão
01- Cadern
12 I i Constitucional • 02 — Civil E1 03- Penal Prova
o
• II
Ej 04— Empresarial • rdin E 06— Tributário
—inistrativo
III 07— Processo E 09- Previdenciário
• Civil 08r- Processo
Penal 03
Regular
• IV 12 —
t 10 Criança e r11- Técnica de
J.. .1 Sentença E Responsabilidade
• V Adotes cente
Civil
• VI 13 - Consumidor • 14 - Ambiental El 15 - Eleitoral

Descrição do Tema
SOCIEDADES. Conceito. Elementos caracterizadores. Sociedades unipessoais. Classificação das
sociedades. A participação de pessoas casadas, incapazes e impedidas. Espécies - sociedades
simples e empresárias. Caracterização. Cooperativas e sociedades por ações. Atividade Rural.
Descrição do Caso Concreto
Trata-se de ação de execução de título executivo extrajudicial ajuizada por RITA RODRIGUES em
face da devedora LIC1A ALVES e de seup avalista e devedor solidário ASTOLFO MENDES, na.
-eme', após tentativa frustrada de penhora on line e bloqueio de valores monetários pertencente a
LICIA ALVES, foi deferida a penhora de cotas sociais que o ca-Liamedor ASTOLFO MENDES
possuía junto à COOPERATIVA AGROVERDUREIRA. cedzued.tiii,
I rres ignada , a COOPERATIVA AGROVE RDU RE I RA interpôs agravo, sustentando a
impossibilidade de penhora de cotas de sociedade cooperativa, face à expressa previsão legal no
sentido de impossibilidade de sua transferência a terceiros estranhos ao quadro da sociedade.
Prossegue aduzindo serem as cooperativas entidades diferentes das demais figuras societárias, já
que voltadas à consecução de um fim de interesse coletivo e sem o intuito de lucro, a ensejar
tratamento diferenciado pela lei, especialmente impedindo o ingresso de sócios não ligados à
atividade por ela desenvolvida e fomentada. Assim, requer o provimento do recurso para
desconstituir a penhora realizada.
Assiste razão ao agravante? Responda, de forma fundamentada, em até 15 linhas.
Resposta do Caso Concreto
RECURSO ESPECIAL N° 1.278.715- PR (2011/0220197-1)

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E DIREITO SOCIETÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PENHORA DE


COTAS DE SOCIEDADE COOPERATIVA EM FAVOR DE TERCEIRO ESTRANHO AO QUADRO
SOCIETÁRIO. POSSIBILIDADE.
A penhora de cotas sociais, em geral, não é vedada por lei, ex vi da exegese dos arts. 591, 649,
I, 655, X, e 685-A, § 4°, do CPC. Precedentes.
É possível a penhora de cotas pertencentes a sócio de cooperativa, por divida particular deste,
pois responde o devedor, para o cumprimento de suas obrigações, com todos seus bens presentes
e futuros (art. 591, CPC — art. 789, NCPC).
O óbice de transferência a terceiros imposto pelo art. 1.094, inc. IV, do CC/02 e pelo art. 40, inc.
IV, da Lei n° 5.764/71 não impede a penhora pretendida, devendo os efeitos desta serem aplicados
em consonância com os princípios societários e características próprias da cooperativa.
Dada a restrição de ingresso do credor como sócio e em respeito à afecctio societatis, deve-se
facultar à sociedade cooperativa, na qualidade de terceira interessada, remir a execução (art. 651,
CPC — art. 826, NCPC), remir o bem (art.685-A, § 2°, CPC — Art. 876,§2°, NCPC) ou concedê-la e
aos demais sócios a preferência na aquisição das cotas (art. 685-A, § 40, CPC — art. 876, §7°,
NCPC), a tanto por tanto, assegurando-se ao credor, não ocorrendo solução satisfatória, o direito
rpescrição do Tema
de requerer a dissolução parcial da sociedade, com a exclusão do sócio e consequente liquidação
da respectiva cota.
,Em respeito ao art. 1.094, inc. I e II, do CC/02, deve-se avaliar eventual dispensa de
integralização de capital, a fim de garantir a liquidez da penhora e, ainda, a persistência do número
minimo de sócios na hipótese de exclusão do sócio-devedor, em quantitativo suficiente à
composição da administração da sociedade.
Recurso improvido.

Trechos do acórdão:

(...) Na espécie, porém, tem-se a particularidade da cota penhorada pertencer à sociedade


cooperativa, cujas caracteristicas peculiares devem ser sopesadas em consonância com o
interesse do credor e da coletividade, consistente especialmente em assegurar a efetividade do
processo, e consequentemente da via executiva, como meio de satisfação do crédito exequendo e
de realização da justiça.

A interpretação sistemática de diversos dispositivos do CC/02 e da lei especial que regre a


sociedade cooperativa permite a adequada convivência dos interesses envolvidos, dentre os quais
se destaca a legitimidade da recorrente, na condição de terceira interessada, insurgir-se contra a
penhora de cotas de seu sócio cooperativado.

A cooperativa tem, em linha de princípio, na dicção do parágrafo único do art. 982 do CC/02,
natureza de sociedade simples. Daí o art. 1.096 do CC/02, inserido no. capítulo da cooperativa,
prever a aplicação subsidiária das disposições referentes à sociedade simples no caso de eventual
omissão
legislativa.

Contudo, o mesmo art. 1.096 do CG/02 resguarda as características peculiares estampadas no art.
1.094, as quais, inclusive em complemento e
atualização à Lei n° 5.764/71, dão hodiernamente o contorno das caracteristicas que diferenciam a
cooperativa das demais modalidades societárias.

A hipótese tratada, qual seja, a penhora de cotas sociais, não é abordada pelo CC/02 no capitulo
da cooperativa, tampouco há qualquer previsão sobre o tema na Lei n° 5.764/71, sendo natural, à
vista do conteúdo dos dispositivos citados, socorrer-se das regras atinentes à sociedade simples.

Nesse compasso, o art. 1.026, caput, do CG/02 — ao tratar da sociedade simples — prescreve
responder o sócio, na insuficiência de outros bens, com a parte que lhe tocar em liquidação. E se a
sociedade não estiver ou for dissolvida — diz o parágrafo único do art. 1.026 — "pode o credor
requerer a liquidação da quota do devedor", apurando-se o valor "na forma do art. 1.031".

Naturalmente, se assim é para a sociedade simples, o mesmo deve ser aplicado à cooperativa,
respeitadas sempre, gize-se, suas peculiaridades e nuances que lhe são próprias, a exemplo da
impossibilidade de cessão das cotas a terceiros, variabilidade ou dispensa de capital social e
concurso de sócios em número mínimo à composição e administração da sociedade.

De qualquer sorte, a simples penhora de cota da cooperativa não transforma o credor ipso facto em
sócio, pois isso compreenderia outro conjunto, complexo e diverso, de direitos e obrigações de
ordem econômica e pessoal.
0
Portanto, como solução ao óbice de transferência a terceiros decorrente do art. 4 , inc. IV, da Lei n°
5.764/71 e do art. 1.094, inc. IV, do CC/02, impõe-se a aplicação dos efeitos da penhora sobre as
cotas sociais em consonância com os princípios societários e características da cooperativa.

Dada a restrição legal citada e, no caso dos autos, também estatutária de ingresso do credor como
sócio e, ainda, em res eito à afecctio societatis, em momento rocessual o aduno, deve-se facultar
Descrição do Tema
à sóciedade cooperativa, na qualidade de terceira interessada, remir a execução (art. 651, CPC —
art. 826, NCPC), remir o bem (art.685-A, § 2°, CPC — Art. 876,§2°, NCPC) ou concedê-la e aos
demais sócios a preferência na aquisição das cotas (art. 685-A, § 4°, CPC — art. 876, §7°, NCPC), a
tanto por tanto

De igual sorte, em não ocorrendo solução satisfatória, assegura-se ao credor o direito de requerer a
dissolução parcial da sociedade, com a exclusão do sócio — observada a regra do parágrafo único
do art. 1.030 do CC/02 e(ou) eventual previsão estatutária (art. 21, II, Lei 5.764/71) — e consequente
liquidação da respectiva cota, nos moldes também delineados pela legislação (art. 1.031, CC/02).

Importante perceber que a própria proibição legal de transferência da cota para terceiros, no caso
especifico da cooperativa, serve para reafirmar a possibilidade de sua penhora, na medida em que,
ao vedar a transmissão também para herdeiros, o art. 1.094, inc. IV, do CG/02 certamente não
pretendeu obstar a transmissibilidade desse direito (ainda que na sua expressão econômica) no
caso de falecimento do titular da cota — cuja conclusão nesse sentido implicaria em inegável
perplexidade e temeridade.

(...)
E mesmo sendo a cooperativa sociedade de pessoas (art. 4°, Lei 5.764/71), a solução apresentada
não prejudica, conforme já adiantado, o vinculo subjetivo-pessoal que deu origem à sociedade,
menos ainda, por seu turno, haveria de se falar em qualquer risco à preservação da empresa, pois
aventada apenas a possibilidade de dissolução parcial, segundo o modelo geral estabelecido pelo
CG/02 para exclusão, morte ou retirada de sócio.

A par de tais considerações, duas ressalvas devem ser feitas. É que o art. 1.094 do CC/02, ao
elencar as características da sociedade cooperativa — não previstas, aliás, na lei regência —, traz a
possibilidade de se dispensar a integralização de capital (inc. I), o que por si só inviabilizaria
qualquer penhora na hipótese de sequer existir cota parte passível de constrição. Outra
particularidade é a exigência de número mínimo de sócios (inc. II), de modo que eventual
dissolução parcial da cooperativa condiciona-se a persistência, após a exclusão do sócio-devedor,
de quantitativo suficiente à composição da administração da sociedade, a fim de evitar sua
dissolução de pleno direito (art. 63, inc. V, Lei 5.764/71).

Observações Etapas Data Rubrica


Entrega ao Prof. Resp. 09/03/2016 W1
Aprovação do Prof.
10/03/2016
Resp.
Inclusão no SIEM 14/03/2016 -I-)
Caso concreto para prova Regular CPI - A
Revisão de Português 14/03/2016 (t
CPI.04.01.03.CC.42 Revisão DIACD
Se o caso concreto for questão de prova:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.
1 3,5
PROVA REGULAR

CPI-A

Questões objetivas

3) Assinale a alternativa incorreta:


Se dois ou mais autores tiverem utilizado a mesma invenção ou modelo
de utilidade, de forma independente, o direito de obter a patente será
assegurado àquele que provar o depósito mais antigo, independentemente
das datas de invenção ou criação.
A patente poderá ser requerida em nome próprio, pelos herdeiros ou
sucessores do autor, pelo cessionário, ou por aquele a quem a ei ou o
contrato de trabalho ou de prestação de serviços determinar que pertença a
titularidade.
O inventor será nomeado e qualificado, podendo requerer a não
divulgação de sua nomeação.
A reinvindicação de propriedade da patente será feita no ato de depósito,
podendo ser suplementada dentro de 90 dias por outras prioridades
anteriores à data do depósito no Brasil.
O pedido de patente de invenção terá de referir-se a uma única invenção
ou a um grupo de invenções inter-relacionados de maneira a
compreenderem um único conceito inventivo.

Gabarito: D - art. 16, §10, Lei 9.279/96.

4) Segundo dispõe a Lei 12.529/11, aponte a alternativa correta:


Realiza-se um ato de concentração quando:
I - 2 (duas) ou mais empresas anteriormente independentes se fundem;
II - 1 (uma) ou mais empresas adquirem, direta ou indiretamente, por
compra ou permuta de ações, quotas, títulos ou valores mobiliários
conversíveis em ações, ou ativos, tangíveis ou intangíveis, por via
contratual ou por qualquer outro meio ou forma, o controle ou partes de
uma ou outras empresas;
III - 1 (uma) ou mais empresas incorporam outra ou outras empresas; ou
IV - 2 (duas) ou mais empresas celebram contrato associativo, consórcio ou
joint ventura

Apenas as alternativas I e III estão corretas.


Apenas as alternativas I e II estão corretas.
Apenas as alternativas II e IV estão corretas.
Apenas as alternativas III e IV estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.

Gabarito: E - art. 90, Lei 12.529/2011.

5) Assinale a opção correta no que concerne às sociedades:


a) A sociedade em comandita simples é composta por sócios comanditários
e comanditados, estes necessariamente pessoas físicas, com
responsabilidade solidária e ilimitada pelas obrigações sociais.
Na sociedade em comandita por ações, o acionista exercerá a função de
diretor ou administrador, se assim o desejar; caso contrário, a função
poderá ser exercida por qualquer pessoa estranha à sociedade.
Na conta de participação, o empreendedor associa-se a investidores para
explorar atividade filantrópica; por isso, o sócio participante não se torna
solidariamente responsável pelas obrigações contraídas.
Podem fazer parte da sociedade em nome coletivo tanto a pessoa física
quanto a pessoa jurídica.
Não sendo empresárias as sociedades simples, suas normas não se
aplicam aos tipos societários menores, como por exemplo, as sociedades
em nome coletivo.

Gabarito: A - art. 1045, CC.

6) O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papeis de


escrituração empresarial quando necessária para
verificar se o empresário ou a sociedade empresária observa ou não, em
seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei.
resolver questões relativas à sucessão, comunhão ou sociedade,
administração ou gestão à conta de outrem ou em caso de falência.
apurar se a atividade empresarial gerou lucros ou prejuízos no exercício
financeiro.
apurar se a sociedade empresaria paga pontualmente os tributos
incidentes sobre a atividade empresarial.
para apurar o balanço patrimonial e o de resultado econômico no
encerramento do exercício.

Gabarito: B - art. 1191, Código Civil.


Descrição do Tema
b) Qual o patrimônio que a Algodão Doce Depósito e Comércio de Alimentos Ltda. poderá acionar
de modo a reaver seu crédito?
Indispensável citar os artigos 1.150, 985 do Código Civil e art. 36 da Lei n. 8934/94.

Etapas Data Rubrica


Observações
Entrega ao Prof. Resp. 10/09/2015
Aprovação do Prof. 10/09/2015 e-s- 1-4 -Q-2--k.
Resp.
Inclusão no SIEM 10/09/2015 L.L'ç
Caso concreto para prova Regular CPI - B - 1 -
Revisão de Português 10/09/2015 54_ Krv-

C Pl. 04.01 .04.0 C.40 Revisão DIACD


Se o caso concreto for questão de prova:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.
1 3,5
ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
Elaborador: Período:
UO.:
DIACD Ana Paula Abreu 2015.2
ATENÇÃO: A copia impressa a partir da intranet e copia não controlada.
Disciplina Tema Questão
CP
Cadern
01- a 02 — Civil 03 - Penal Prova o
1 1 Constitucional
05— 06— Tributário
o II O 04— EmpresarialAdministrativo
07— Processo 08— Processo • 09- Previdenciado 02
III III Civil Penal Regular
Ill IV 12 —
10 Chanca e n11- Técnica de E Responsabilidade
II V _, Adolesormte '—` Sentença Civil
VI O 13 - Consumidor a 14 - Ambiental • 15 - Eleitoral

Descrição do Tema
EMPRESÁRIO INDIVIDUAL. Caracterização. Responsabilidade. Capacidade. Impedimentos ao
exercido da empresa. Prosseguimento da empresa pelo incapaz. Empresário individual casado.
Alienação de bens pelo empresário individual casado. Pequeno empresário. Empresário Individual
Rural.
Descrição do Caso Concreto
Na área rural do município de Goiatins, a atividade preponderante exercida pelos habitantes é o
cultivo da mandioca. Numa micropropriedade, o casal Lizarda e Pugmil planta mandioca com a
ajuda dos filhos e dos pais. Não há maquinário para a lavoura e a cultura é de subsistência, sendo
excedente, quando existente, vendido para uma indústria de beneficiamento. Os poucos animais
que o casal possui servem para o fornecimento de leite e carne e ao arado da terra.
Há, também, na área rural, uma indústria de beneficiamento da mandioca, com mais de cem
empregados, máquinas, amplas construções e continuo treinamento dos colaboradores. A forma
jurídica para a exploração da atividade é de sociedade limitada, sendo titular de 3/4 (três quartos)
do capital social e da maioria das quotas o Sr. Couto Magalhães.
A partir do texto, responda aos itens a seguir.
A atividade realizada pelo casal Lizarda e Pugmil é considerada uma empresa?
O Sr. Couto Magalhães é considerado empresário?

As respostas devem ser justificadas e fundamentadas, em até 15 linhas.


Resposta do Caso Concreto
Pelas informações contidas no enunciado (plantação de mandioca com a ajuda dos filhos e dos
pais, sem emprego de maquinário na lavoura e cultivo de subsistência) percebe-se que não há
organização voltada para a produção de bens para terceiros na atividade exercida pelo casal
é comercializado).
Lizarda e Pugmil, nem profissionalismo (o excedente, quando existente,
Portanto, não se verifica a presença de empresa, com base no seu conceito, derivado do de
empresário (Art. 966, caput, do Código Civil).

Couto Magalhães não é empresário, porque empresário individual é aquele que exerce a
empresa em nome próprio e mediante responsabilidade ilimitada. Ele é sócio da sociedade
empresária. Não se pode confundir o sócio, ainda que majoritário, com a sociedade empresária,
pois é ela quem exerce a empresa como pessoa jurídica de direito privado.

Etapas Data Rubrica


Observações
Etapas Data Rubrica
Observações
Entrega ao Prof. Resp. 10/09/2015 Joe

Aprovação do Prof. 10/09/2015


Resp.
Inclusão no SIEM 10/09/2015 4.5<irfcc.,
Caso concreto para prova Regular CPI - B c
Revisão de Português 10/09/2015

CPI.04.01.02.CC.41 Revisão DIACD


Se o caso concreto for questão de prova:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.

02 3,5
PROVA REGULAR

TURMA: CPI — B

QUESTÕES OBJETIVAS:

3) Compete ao Plenário do CADE, exceto:


Decidir sobre a existência de infração à ordem econômica e aplicar as penalidades
previstas em lei.
Requisitar dos órgãos e entidades da administração pública federal e requerer às
autoridades dos Estados, Municípios, do Distrito Federal e dos Territórios as medidas
necessárias ao cumprimento da lei.
Apreciar processos administrativos de atos de concentração econômica, na forma
desta Lei, fixando, quando entender conveniente e oportuno, acordos em controle de
atos de concentração.
Orientar, coordenar e supervisionar as atividades administrativas do CADE.
Requisitar serviços e pessoal de quaisquer órgãos e entidades do Poder Público
Federal.

Gabarito: D — art. 10, inciso IX, Lei 12.529/11.

4) Considerando o sistema de registro público do empresário, assinale a opção correta


à luz da legislação pertinente.
Não incumbe às juntas comerciais expedir carteiras de exercício profissional de
pessoas legalmente inscritas no Registro Público de Empresas Mercantis.
Os recursos de que trata a lei do Registro Público de Empresas Mercantis têm
efeito suspensivo, sendo indeferidos liminarmente pelo presidente da junta os
interpostos fora do prazo ou antes da decisão definitiva, os quais devem ser, em
qualquer caso, anexados ao processo.
Para que a pessoa possa consultar os assentamentos dos registros empresais na
junta comercial é preciso que seja apresentado requerimento formal com o motivo que
justifica a consulta requerida.
A junta comercial não está autorizada a dar andamento a qualquer documento de
alteração de firmas individuais ou sociedades sem que dos respectivos requerimento e
instrumentos conste o numero de identificação de registro de empresa.
Em decorrência dos princípios norteadores do registro de empresas, a junta
comercial não pode conceder prazo para a correção de vícios nos documentos que lhe
são apresentados, ainda que se trate de vícios formais e sanáveis.

Gabarito: D — art. 35, § único da Lei 8.934(1994.

5) Com base na Lei Complementar 123/2006, que institui o Estatuto Nacional da


Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, assinale a opção correta.
O cadastro fiscal estadual ou municipal do microempreendedor individual poderá
ser simplificado ou sua exigência poderá ser postergada, sem prejuízo da
possibilidade de emissão de documentos fiscais de compra, venda ou prestação de
serviços, vedada a imposição de custos pela autorização para emissão, com exceção
da modalidade avulsa.
Considerando-se o tratamento privilegiado dado à microempresa ou à empresa de
pequeno porte em matéria de licitações públicas, essas empresas poderão emitir um
tipo especial de título de crédito quando a administração pública não pagar, em até
trinta dias contados da data de liquidação, valores referentes a empenhos liquidados
de titularidade.
Incumbe ao comitê gestor do simples nacional dispor sobre a exigência da
certificação digital para o cumprimento de obrigações principais e acessórias por parte
ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA REGULAR DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES DISCURSIVAS
CPI A 1 2016
PROVA: 29/04/2016

a QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

Trata-se de ação de execução de titulo executivo extrajudicial ajuizada por RITA


RODRIGUES em face da devedora LICIA ALVES e de seus avalista e devedor solidário
ASTOLFO MENDES, em que, após tentativa frustrada de penhora on fine e bloqueio de
valores monetários pertencentes a LICIA ALVES, foi deferida a penhora de cotas sociais que
codevedor ASTOLFO MENDES possuía junto à COOPERATIVA AGROVERDUREIRA.
Irresignada, a COOPERATIVA AGROVERDUREIRA interpôs agravo, sustentando a
impossibilidade de penhora de cotas de sociedade cooperativa, face à expressa previsão
legal no sentido de impossibilidade de sua transferência a terceiros estranhos ao quadro da
sociedade. Prossegue aduzindo serem as cooperativas entidades diferentes das demais
figuras societárias, já que voltadas à consecução de um fim de interesse coletivo e sem o
intuito de lucro, a ensejar tratamento diferenciado pela lei, especialmente impedindo o
ingresso de sócios não ligados à atividade por ela desenvolvida e fomentada. Assim, requer
provimento do recurso para desconstituir a penhora realizada.
Assiste razão ao agravante? Responda, de forma fundamentada, em até 15 linhas.

28 QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

JOANA CAMPINHO propôs ação ordinária de obrigação de não fazer cumulada com
pedido de antecipação de tutela em face de ALANA NEVES, afirmando ter fundado junto
com uma amiga, em 1998, a banda musical denominada "PANCAKE" grupo que alcançou
fama até mesmo fora do Brasil, tendo existência pública, notória e continuada.
Relata a autora que, em 2005, foi surpreendida com o aparecimento de uma nova
banda com o mesmo nome da que criara, atuando para igual tipo de público e também
formada só por mulheres. Assim, pleiteia que fosse determinada a imediata cessação do uso
do nome artístico "PANCAKE" e a condenação da ré ao pagamento de danos morais, a
serem arbitrados pelo juízo.
Em sua contestação, ALANA NEVES impugna a inicial, asseverando que a
marca "PANCAKE" foi registrado pela contestante no INPI, com a publicação de sua
viabilidade na Revista do INPI, sem a apresentação de qualquer oposição. Sustenta que,
com o registro da marca, passou a ser a sua legitima detentora, o que lhe confere o direito
de utilizar o nome registrado com exclusividade.
Como juiz da causa, decida a questão, de forma fundamentada. (Resposta em até
15 linhas).

ATENÇÃO: Responda uma única questão em cada folha.


ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA FINAL DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES DISCURSIVAS
CPI C 2 2016
PROVA: 06/12/2016

ia QUESTÃO: (Valor - 4 pontos)

Clapstro constituiu uma EIRELI com o seguinte nome empresarial - Clapstro


Ontonoaldo EIRELI. Foi nomeada em ato separado como única administradora sua cunhada,
Amara Leite. A pessoa jurídica celebrou um contrato de prestação de serviços e, nesse
documento, Clapstro assinou como administrador e representante da EIRELI.
Com base na situação hipotética apresentada, pergunta-se:
Foi correto o uso do nome empresarial na situação descrita no enunciado?
Justifique e dê o amparo legal.
Amara Leite poderia outorgar procuração em nome da pessoa jurídica a Clapstro?
Justifique e dê amparo legal.
Cada pergunta deve ser respondida SEPARADAMENTE e em no máximo 10 linhas.

r QUESTÃO: (Valor -4 pontos)


Os sócios da sociedade Pedro Avelino, Ewbank da Câmara & Companhia Ltda.
aprovaram sua dissolução com fundamento no art. 1.033, II, do Código Civil. Durante a fase
de liquidação, todos os sócios e o liquidante Cosme Atalah recebem citação para responder
aos termos do pedido formulado por um credor da sociedade, em ação de cobrança
intentada contra esta e os sócios, solidariamente.
Na petição inicial, o credor requer a declaração de solidariedade entre a sociedade e
os sócios e invoca o art. 990 do Código Civil, por considerar a sociedade em comum a partir
de aprovação de sua dissolução e inicio da liquidação. Por conseguinte, os sócios passariam
a responder de forma ilimitada e solidariamente com a sociedade, que, mesmo
despersonificada, conservaria sua capacidade processual.
O pedido do credor deve ser julgado procedente? Justifique e dê amparo legal EM
NO MÁXIMO 15 LINHAS.

ATENÇÃO: Responda uma única questão em cada folha.

- PI\ 4PT? T -
ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA FINAL DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES OBJETIVAS
CPI C 2 2016
PROVA: 06/12/2016
NOME: MATRiCULA:

3a QUESTÃO: (Valor -0,5 pontos)

Assinale a afirmativa incorreta.


Quando assim exigir a gravidade dos fatos ou o interesse público geral, o CADE
poderá impor ao infrator da ordem econômica, isolada ou cumulativamente, a pena de:
A publicação, em meia página e a expensas do infrator, em jornal indicado na
decisão, de extrato da decisão condenatória, por 2 (dois) dias seguidos, de 1 (uma) a 3 (três)
semanas consecutivas;
A proibição de contratar com instituições financeiras oficiais e participar de
licitação tendo por objeto aquisições, alienações, realização de obras e serviços, concessão
de serviços públicos, na administração pública federal, estadual, municipal e do Distrito
Federal, bem como em entidades da administração indireta, por prazo não inferior a 5 (cinco)
anos;
A inscrição do infrator no Cadastro Nacional de Infratores da Ordem Econômica;
A cisão de sociedade, transferência de controle societário, venda de ativos ou
cessação parcial de atividade;
A proibição de exercer o comércio em nome próprio ou como representante de
pessoa jurídica, pelo prazo de até 5 (cinco) anos.

4° QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Assinale a afirmativa correta.


O processo de abertura, registro, alteração e baixa - do microempreendedor
individual, bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento deverá ter
trâmite especial e simplificado, preferentemente eletrônico, opcional para o empreendedor,
na forma a ser disciplinada pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação
do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios - CGSIM.
O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor
individual, bem como qualquer exigência para o inicio de seu funcionamento, deverá ter
trâmite eletrônico, impositivo para o empreendedor, na forma a ser disciplinada pelo Comitê
para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de
Empresas e Negócios - CGSIM.
O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor
individual, bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento, deverá ter
trâmite eletrônico, opcional para o empreendedor, na forma a ser disciplinada pela Secretaria
Especial para Micro e Pequenas Empresas da Presidência da República.
O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor
individual, bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento, deverá ter
trâmite especial e simplificado, preferentemente eletrônico, impositivo para o empreendedor,
na forma a ser disciplinada pela Secretaria Especial para Micro e Pequenas Empresas da
Presidência da República.
O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor
individual, bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento, deverá ter
trâmite eletrônico, impositivo para o empreendedor, na forma a ser disciplinada pela
Secretaria Especial para Micro e Pequenas Empresas da Presidência da República.
5a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Relativamente ao direito de marca, marque a alternativa correta.


É passível de registro como marca a designação ou sigla de entidade ou órgão
público, quando não requerido o registro pela própria entidade ou órgão público.
O registro de marca de certificação pode ser requerido por pessoa com interesse
comercial ou industrial direto no produto ou serviço atestado.
O prazo para a resposta do réu, titular do registro nas ações de nulidade, é de 50
(sessenta) dias, ainda que ele seja pessoa jurídica de direito privado.
O direito de marca é considerado direito fundamental, por se confundir com o
direito de personalidade do seu titular; assim, a ação para declarar a nulidade do registro de
marca é imprescritível.
Conforme entendimento do STJ, em caso de contrafação, deve-se comprovar
tanto o dano material quanto o dano moral.

63 QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

A respeito do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte,


assinale a opção correta.
As microempresas e as empresas de pequeno porte são definidas em função da
receita bruta auferida em cada ano-calendário: as primeiras, as que auferem receita bruta até
R$ 360.000,00; as últimas, as que auferem receita bruta superior a R$ 360.000,00 e igual ou
inferior a R$ 3.600.000,00, podendo tais valores ser alterados pelo Poder Executivo,
mediante decreto do presidente da República.
A sociedade que inicie suas atividades como microempresa e exceda, no ano-
calendário, o limite de receita bruta previsto no estatuto para as microempresas passará à
condição de empresa de pequeno porte a partir do mês subsequente ao da ocorrência do
excesso.
A empresa individual de responsabilidade limitada que inicie suas atividades como
microempresa em agosto de 2013 e, em setembro de 2015, se transforme em sociedade por
ações perderá, a partir de janeiro de 2016, o direito ao tratamento jurídico diferenciado,
previsto no estatuto, bem como ao SIMPLES Nacional.
A pessoa jurídica que participar do capital de outra pessoa jurídica não poderá
beneficiar-se do tratamento jurídico diferenciado previsto no estatuto, a menos que, entre
outras hipóteses, essa participação ocorra no capital de cooperativa de crédito, ou de outras
sociedades ou associações cujo objetivo social seja a defesa exclusiva dos interesses
econômicos das microempresas e empresas de pequeno porte.
Esse diploma legal, que estabelece importantes medidas de incentivo a essas
empresas, tais como os regimes favorecidos e simplificados de arrecadação de impostos e
contribuições da União, dos estados e dos municípios, de cumprimento de obrigações
trabalhistas e previdenciárias e de acesso a crédito e ao mercado, não trata da simplificação
ou desoneração do registro dessas empresas perante os órgãos públicos competentes.

- PT1/4 4F1? T -
PROVA FINAL DE DIREITO EMPRESARIAL — CPI C

Prova "<•,êtrAL do CP: 1 Turma: C


Disciplina: JD ft 42:to EmrestAt1
Questão n.°
Valor da questão: 4 pontos.
I* QUESTÃO Visto de aprovação E -m4; L

Clapstro constituiu uma EIRELI com o seguinte nome empresarial — Clapstro Ontonoaldo
EIRELL Foi nomeada em ato separado como única administradora sua cunhada. Amara
Leite. A pessoa jurídica celebrou um contrato de prestação de serviços e, nesse
documento. Clapstro assinou como administrador e representante da EIRELI.

Com base na situação hipotética apresentada, pergunta-se:

Foi correto o uso do nome empresarial na situação descrita no enunciado? Justifique e


dê o amparo legal.

Amara Leite poderia outorgar procuração em nome da pessoa jurídica a Clapstro?


Justifique e dê amparo legal.

Cada pergunta deve ser respondida SEPARADAMENTE e em no máximo 10 linhas.

Gabarito:

Não foi correto o uso do nome empresarial por Clapstro, porque ele não tem poderes
de administração. O fato de ter instituído a EIRELI não lhe dá de pleno direito poderes
de administração porque somente Amara Leite, única administradora, poderia usar a
denominação, com fundamento no art. 1.064 do Código Civil, que se aplica a EIRELI por
força do Art. 980-A, § 6°, do Código Civil. É indispensável a correta e completa menção
a todos os dispositivos legais indicados para a obtenção de pontuação.

Sim, nos limites de seus poderes, Amara Leite como única administradora pode
constituir mandatários da pessoa jurídica. O fundamento legal encontra-se no Art. 1.018
do Código Civil (-Ao administrador é vedado fazer-se substituir no exercício de suas
funções, sendo-lhe facultado, nos limites de seus poderes, constituir mandatários da
sociedade, especificados no instrumento os atos e operações que poderão praticar-),
aplicável à EIRELI por força dos artigos 980-A, § 6° e 1.053, caput, do Código Civil.

É indispensável a correta e completa menção a todos os dispositivos legais indicados para


a obtenção de pontuação.

1
PROVA FINAL DE DIREITO EMPRESARIAL — CPI C

Prova "INAC do CP: 1 Turma: C


Disciplina: ipin--€1. e 5.bN:tal
Questão n.° Z
Valor da questão: 4- pontos.
r QUESTÃO Visto de aprovação MA.4 L

Os sócios da sociedade Pedro Avelino, Ewbank da Câmara & Companhia Ltda.


aprovaram sua dissolução com fundamento no art. 1.033, II, do Código Civil. Durante a
fase de liquidação, todos os sócios e o liquidante Cosme Atalah recebem citação para
responder aos termos do pedido formulado por um credor da sociedade, em ação de
cobrança intentada contra esta e os sócios, solidariamente.

Na petição inicial, o credor requer a declaração de solidariedade entre a sociedade e os


sócios e invoca o art. 990 do Código Civil, por considerar a sociedade em comum a partir
de aprovação de sua dissolução e início da liquidação. Por conseguinte, os sócios
passariam a responder de forma ilimitada e solidariamente com a sociedade, que, mesmo
despersonificada, conservaria sua capacidade processual.

O pedido do credor deve ser julgado procedente? Justifique e dê amparo legal EM NO


MÁXIMO 15 LINHAS.

Gabarito:

A questão tem por objetivo aferir o conhecimento sobre um dos efeitos da dissolução da
sociedade, isto é, a manutenção da personalidade jurídica até o encerramento da
liquidação e baixa do registro no órgão competente (art. 51 do Código Civil: "Nos casos
de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, ela
subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua"). Assim, o credor não tem
razão em seu pedido de reconhecimento de solidariedade da sociedade e dos sócios com
fundamento no art. 990 do Código Civil, que se aplica apenas à sociedade em comum,
não personificada. Os sócios permanecem durante a liquidação com a responsabilidade
limitada ao valor das quotas que possuem, de aco rdo com o disposto no art. 1.052 do
Código Civil.
PROVA FINAL DE DIREITO EMP FQ A MA - ("Pi e
Prova twoL dor Turma:
Questões objetivas
PinA, o fr,e,espç:, c11.
Questão ri, 3 - 6
Valor da questão: 0)5 pontos.
Visto de aprovação -PA L
3) Assinale a afirmativa incorreta.
Quando assim exigir a gravidade dos fatos ou o interesse público geral, o CADE poderá
impor ao infrator da ordem econômica, isolada ou cumulativamente, a pena de:
A publicação, em meia página e a expensas do infrator, em jornal indicado na decisão,
de extrato da decisão condenatória, por 2 (dois) dias seguidos, de 1 (uma) a 3 (três)
semanas consecutivas;
A proibição de contratar com instituições financeiras oficiais e participar de licitação
tendo por objeto aquisições. alienações, realização de obras e serviços, concessão de
serviços públicos, na administração pública federal, estadual, municipal e do Distrito
Federal, bem como em entidades da administração indireta, por prazo não inferior a 5
(cinco) anos;
A inscrição do infrator no Cadastro Nacional de Infratores da Ordem Económica;
A cisão de sociedade, transferência de controle societário, venda de ativos ou cessação
parcial de atividade;
A proibição de exercer o comércio em nome próprio ou como representante de pessoa
jurídica, pelo pr3.zo de até 5 (cinco) anos;
Gabarito: C

4) Assinale a afirmativa correta


a) O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor individual,
bem como qualquer exigência para o inicio de seu funcionamento deverá ter trâmite
especial e simplificado, preferentemente eletrônico, opcional para o empreendedor, na
forma a ser disciplinada pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação
do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios - CGSIM.
h) O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor individual,
bem como qualquer exigência para o inicio de seu funcionamento deverá ter trâmite
eletrônico, impositivo para o empreendedor, na forma a ser disciplinada pelo Comitê para
Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas
e Negócios - CGSIM.
e) O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor individual,
bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento deverá ter trâmite
eletrônico, opcional para o empreendedor, na forma a ser disciplinada pela Secretaria
Especial para Micro e Pequenas Empresas da Presidência da República.
O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor individual,
bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento deverá ter trâmite
especial e simplificado, preferentemente eletrônico, impositivo para o empreendedor, na
forma a ser disciplinada pela Secretaria Especial para Micro e Pequenas Empresas da
Presidência da República.
O processo de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor individual,
bem como qualquer exigência para o inicio de seu funcionamento deverá ter trâmite
eletrônico, impositivo para o empreendedor, na forma a ser disciplinada pela Secretaria
Especial para Micro e Pequenas Empresas da Presidência da República.

3
Gabarito: A
5) Relativamente ao direito de marca, marque a alternativa correta.
É passível de registro como marca a designação ou sigla de entidade ou órgão público,
quando não requerido o registro pela própria entidade ou órgão público.
O registro de marca de certificação pode ser requerido por pessoa com interesse
comercial ou industrial direto no produto ou serviço atestado.
O prazo para a resposta do réu, titular do registro nas ações de nulidade, é de 60
(sessenta) dias, ainda que ele seja pessoa jurídica de direito privado.
O direito de marca é considerado direito fundamental, por se confundir com o direito
de personalidade do seu titular; assim, a ação para declarar a nulidade do registro de marca
é imprescritível.
Conforme entendimento do STJ, em caso de contrafação, deve-se comprovar tanto o
dano material quanto o dano moral.
Gabarito:

6) A respeito do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte,


assinale a opção correta
As microempresas e as empresas de pequeno porte são definidas em função da receita
bruta auferida em cada ano-calendário: as primeiras, as que auferem receita bruta até R$
360.000,00; as últimas, as que auferem receita bruta superior a R$ 360.000,00 e igual ou
inferior a RS 3.600.000,00, podendo tais valores ser alterados pelo Poder Executivo,
mediante decreto do presidente da República.
A sociedade que inicie suas atividades como microempresa e exceda, no ano-
calendário, o limite de receita bruta previsto no estatuto para as microempresas passará à
condição de empresa de pequeno porte a partir do mês subsequente ao da ocorrência do
excesso.
A empresa individual de responsabilidade limitada que inicie suas atividades como
rnicroempresa em agosto de 2013 e, em setembro de 2015, se transforme em sociedade
por ações perderá, a partir de janeiro de 2016, o direito ao tratamento jurídico
diferenciado, previsto no estatuto, bem como ao SIMPLES Nacional.
A pessoa jurídica que participar do capital de outra pessoa jurídica não poderá
beneficiar-se do tratamento jurídico diferenciado previsto no estatuto, a menos que, entre
outras hipóteses, essa participação ocorra no capital de cooperativa de crédito, ou de
outras sociedades ou associações cujo objetivo social seja a defesa exclusiva dos
interesses econômicos das microempresas e empresas de pequeno porte.
Esse diploma legal, que estabelece importantes medidas de incentivo a essas empresas,
tais como os regimes favorecidos e simplificados de arrecadação de impostos e
contribuições da União, dos estados e dos municípios, de cumprimento de obrigações
trabalhistas e previdenciárias e de acesso a crédito e ao mercado, não trata da
simplificação ou desoneração do registro dessas empresas perante os órgãos públicos
competentes.
Gabarito: D

4
ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA FINAL DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES DISCURSIVAS
CPI AB 2 2015
PROVA: 10/12/2015

ia QUESTÃO: (Valor -4 pontos)

No dia 03.01.2014, Maria e Joana assinaram ato constitutivo de uma sociedade do


tipo simples. Nessa data, Maria integralizou 5.000 (cinco mil) cotas, representativas de 50%
(cinquenta por cento) do capital social da sociedade, ao valor nominal de R$1,00 (um real)
cada uma, enquanto Joana integralizou 1.000 (mil) cotas à vista e se comprometeu a pagar o
restante (4.000 quotas) após 6 (seis) meses.
No dia 16.01.2014, Maria e Joana levaram os documentos necessários ao registro
da referida sociedade ao Registro Civil de Pessoas Jurídicas competente, que procedeu ao
arquivamento dos mesmos uma semana depois. Em função de enfrentarem certa dificuldade
inicial nas vendas, Maria e Joana não conseguiram adimplir o contrato de aluguel da sede,
celebrado em dia 05.01.2014, o que implicou a contração de uma dívida no valor de
R$20.000,00 (vinte mil reais). O proprietário do imóvel em que está localizada a sede.
Miguel, formula as seguintes indagações:
A sociedade simples era regular à época da celebração do contrato de locação?
Sabendo-se que o contrato nstabelece que os sócios não respondam
subsidiariamente pelas obrigações sociais, Miguel pode cobrar de Maria a integralidade da
dívida?
As respostas devem ser fundamentadas, em, no máximo, 7 linhas cada.

r QUESTÃO: (Valor -4 pontos)


As sociedades Porto Franco Reflorestamento Ltda., Fortuna Livraria e Editora Ltda. e
Cia. Cedral de Papel e Celulose constituíram sociedade em conta de participação, sendo as
duas primeiras sócias participantes e a última, sócia ostensiva. O contrato vigorou por quatro
anos, até maio de 2014, quando foi extinto por instrumento particular de distrato, sem que
houvesse, posteriormente, o ajuste de contas por parte da companhia com as sócias
participantes, referente ao ano de 2013 e aos meses de janeiro a maio de 2014.
O objeto da conta de participação era a realização de investimentos na atividade da
sócia ostensiva para fomentar a produção de papel para o objeto de Fortuna Livraria e
Editora Ltda. e a aquisição de matéria- prima de Porto Franco Reflorestamento Ltda.
Em razão da extinção do contrato, como devem pfoceder as sócias? Quais são os
fundamentos jurídicos que devem ser invocados no exercício da pretensão em juízo?
Resposta fundamentada, em, no máximo, 15 linhas.

ATENÇÃO: RQeponfl,urna riniro questão em cada folha.


PROVA FINAL

CPI AB

QUESTÕES OBJETIVAS

3) João, Paulo e Francisco pactuaram entre si a constituição de uma sociedade


limitada. Porém, enquanto não inscrito o ato constitutivo da sociedade no registro
próprio,
os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por quaisquer dos
sócios, reputando-se ineficaz perante terceiro qualquer pacto limitativo de poderes,
ainda que conhecido por este.
terceiros só poderão provar a existência dela por escrito.
os sócios, nas relações entre si, poderão provar a existência dela por qualquer
modo.
são absolutamente ineficazes, em relação aos bens sociais, os atos de gestão que
em nome dela forem praticados por quaisquer dos sócios, ainda que inexistente pacto
limitativo de poderes.
todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais,
excluído do beneficio de ordem aquele que contratou pela sociedade.

Gabarito: — art. 990, CC (Banca: FCC — ano 2015 - órgão: TCM-RJ - Prova:
Procurador da Procuradoria Especial).

4) Com referência à propriedade industrial da marca, assinale a opção correta.


A proteção especial prevista para marca de notoriedade reconhecida em seu
respectivo ramo de atividade depende de registro ou depósito dessa marca no INPI.
Embora o reconhecimento de marca como de alto renome se dê por declaração do
INPI, uma sentença judicial dada em ação movida pelo interessado nesse
reconhecimento poderá substituir essa declaração e desencadear por si só a proteção
legal devida a essa espécie de marca.
Ao ceder o uso de marca mediante contrato que não estabeleça condições nem
efeitos limitadores, o titular do registro renuncia ao controle sobre essa marca,
inclusive no que se refere à natureza e à qualidade dos serviços e produtos a ela
vinculados.
De acordo com a jurisprudência do STJ e com a doutrina nacional majoritária,
apesar de ser prática comum no exterior, a veiculação de propaganda em que sejam
comparados produtos ou serviços concorrentes é condenável por ser considerada
violação dos direitos de proteção às marcas envolvidas.
Caso uma marca registrada constitua expressão que passe a ser de uso comum no
segmento mercadológico do produto, a regra da exclusividade decorrente do registro
poderá ser mitigada, como forma de proteger a concorrência e o mercado em geral.

GABARITO: E anca: CESPE — Magistratura DF —2015).

5) Analise as afirmativas abaixo sobre o processo administrativo para imposição de


sanções administrativas por infrações à ordem econômica e assinale a alternativa
correta.
(A) O processo administrativo, procedimento em contraditório, visa a garantir ao
acusado a ampla defesa a respeito das conclusões do inquérito administrativo, cuja
nota técnica final, aprovada nos termos das normas do CADE, constituirá peça
inaugural.
(8) Na decisão que instaurar o processo administrativo, será determinada a notificação
do representado para, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentar defesa e especificar as
ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANElk
PMPRJ
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA FINAL DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES OBJETIVAS
CPI AB 2 2015
PROVA: 10/12/2015
NOME: MATRÍCULA:

3a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

João, Paulo e Francisco pactuaram entre si a constituição de uma sociedade


limitada. Porém, enquanto não inscrito o ato constitutivo da sociedade no registro próprio,
os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por quaisquer dos
sócios, reputando-se ineficaz perante terceiro qualquer pacto limitativo de poderes, ainda
que conhecido por este.
terceiros só poderão provar a existência dela por escrito.
os sócios, nas relações entre si, poderão provar a existência dela por qualquer
modo.
são absolutamente ineficazes, em relação aos bens sociais, os atos de gestão
que em nome dela forem praticados por quaisquer dos sócios, ainda que inexistente pacto
limitativo de poderes.
todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais,
excluído do benefício de ordem aquele que contratou pela sociedade.

4a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Com referência à propriedade industrial da marca, assinale a opção correta.


A proteção especial prevista para marca de notoriedade reconhecida em seu
respectivo ramo de atividade depende de registro ou depósito dessa marca no INPI.
Embora o reconhecimento de marca como de alto renome se dê por declaração
do INPI, uma sentença judicial dada em ação movida pelo interessado nesse .
reconhecimento poderá substituir essa declaração e desencadear por si só a proteção legal t
devida a essa espécie de marca.
Ao ceder o uso de marca mediante contrato que não estabeleça condições nem
efeitos limitadores, o titular do registro renuncia ao controle sobre essa marca, inclusive no_
que se refere à natureza e à qualidade dos serviços e produtos a ela vinculados.
De acordo com a jurisprudência do STJ e com a doutrina nacional majoritária,
apesar de ser prática comum no exterior, a veiculação de propaganda em que sejam
comparados produtos ou serviços concorrentes é condenável por ser considerada violação
dos direitos de proteção às marcas envolvidas.
Caso uma marca registrada constitua expressão que passe a ser de uso comum
no segmento mercadológico do produto, a regra da exclusividade decorrente do registro
poderá ser mitigada, como forma de proteger a concorrência e o mercado em geral.

- EMERJ -
na QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)
Analise as afirmativas abaixo sobre o processo administrativo para imposição de
sanções administrativas por infrações à ordem econômica e assinale a alternativa correta.
(A) O processo administrativo, procedimento em contraditório, visa a garantir ao
acusado a ampla defesa a respeito das conclusões do inquérito administrativo, cuja nota
técnica final, aprovada nos termos das normas do CADE, constituirá peça inaugural.
(8) Na decisão que instaurar o processo administrativo, será determinada a
notificação do representado para, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentar defesa e
especificar as provas que pretende sejam produzidas, declinando a qualificação completa de
até 5 (cinco) testemunhas.
A notificação inicial do representado será feita pelo correio, ou por outro meio
que assegure a certeza da ciência do interessado ou, não tendo êxito a notificação postal,
será feita por edital publicado no Diário Oficial da União em que resida ou tenha sede,
contando-se os prazos do recebimento da notificação, ou da publicação, conforme o caso.
Recebido o processo, o Presidente do Tribunal o distribuirá, por sorteio, ao
Conselheiro-Relator, que poderá, caso entenda necessário, solicitar à Procuradoria Federal
junto ao CADE que se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias.
Descumprida a decisão do Tribunal, no todo ou em parte, será o fato comunicado
ao Presidente do Tribunal, que determinará à Advocacia-Geral da União que providencie sua
execução judicial.

6' QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Na liquidação e na transformação da sociedade,


o ato de transformação da sociedade depende de sua prévia dissolução ou
liquidação, obedecendo aos preceitos próprios da constituição e inscrição do tipo em que se
vai converter,
a transformação independe do consentimento de todos os sócios, salvo se
houver tal exigência no ato constitutivo da sociedade.
pode o liquidante gravar de ônus reais os móveis e imóveis, bem como contrair
empréstimos para pagamento das obrigações correntes da sociedade, salvo se
expressamente proibido por seu contrato social.
compete ao liquidante representar a sociedade e praticar todos os atos
necessários à sua liquidação, inclusive alienar bens móveis ou imóveis, transigir, receber e
dar quitação.
respeitados os direitos dos credores preferenciais, cabe ao liquidante saldar as
dividas sociais vencidas, cancelando-se as vincendas, por inexigíveis.

- EMERJ -
provas que pretende sejam produzidas, declinando a qualificação completa de até 5
(cinco) testemunhas.
A notificação inicial do representado será feita pelo correio, ou por outro meio que
assegure a certeza da ciência do interessado ou, não tendo êxito a notificação postal,
será feita por edital publicado no Diário Oficial da União em que resida ou tenha sede,
contando-se os prazos do recebimento da notificação, ou da publicação, conforme o
caso.
Recebido o processo, o Presidente do Tribunal o distribuirá, por sorteio, ao
Conselheiro-Relator, que poderá, caso entenda necessário, solicitar à Procuradoria
Federal junto ao CADE que se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias.
Descumprida a decisão do Tribunal, no todo ou em parte, será o fato comunicado
ao Presidente do Tribunal, que determinará à Advocacia-Geral da União que
providencie sua execução judicial.

Gabarito: A

6) Na liquidação e na transformação da sociedade,


o ato de transformação da sociedade depende de sua prévia dissolução ou
liquidação, obedecendo aos preceitos próprios da constituição e inscrição do tipo em
que se vai converter.
a transformação independe do consentimento de todos os sócios, salvo se houver
tal exigência no ato constitutivo da sociedade.
pode o liquidante gravar de ônus reais os móveis e imóveis, bem como contrair
empréstimos para pagamento das obrigações correntes da sociedade, salvo se
expressamente proibido por seu contrato social.
compete ao liquidante representar a sociedade e praticar todos os atos
necessários à sua liquidação, inclusive alienar bens móveis ou imóveis, transigir,
receber e dar quitação.
respeitados os direitos dos credores preferenciais, cabe ao liquidante saldar as
dívidas sociais vencidas, cancelando-se as vincendas, por inexigíveis.

GABARITO: DJART. 1.105 CC)


ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
"kW; 1
itàS. UO.: Elaborador: Período:
DIACD Ana Paula Abreu 2015.2
ATEN ÃO: A cópia impressa a partir da intranet é cópia não controlada.
CP Disciplina Tema Questão
1 --I 01-
O 02 - Civil • 03- Penal Prova Caderno
Constitucional
05 -
^ II E 04- Empresarial •inistrativo
Adm
06- Tributário
07- Processo 08- Processo
• III E Civil • 09- Previdendário 04 e 08
Penal
Final
• IV 12 -
10 Criança e, 11- Técnica de
V Adolescente 1-1 Sentença E Responsabilidade
• Civil
VI ,] 13 - Consumidor E 14 - Ambienta E 15 - Eleitoral
Descrição do Tema
PERSONALIDADE JURÍDICA. Aquisição. Empresário individual e sociedade. Efeitos. Natureza do
registro. Sociedades não personificadas. Sociedade em comum. Noções gerais. Responsabilidade
dos sócios. Sociedade em conta de participação. Noções gerais. Natureza Jurídica.
Responsabilidade dos sócios. .
SOCIEDADE SIMPLES PURA. Natureza Pessoal. Direito e obrigações dos sócios. Direito de
retirada e exclusão do sócio. Administração da sociedade. Teoria Ultra Vires.
Descrição do Caso Concreto
No çlia 03.01.2014, Maria e Joana assinaram ato constitutivo de uma sociedade do tipo simples.
Ne data, Maria integralizou 5.000 (cinco mil) cotas, representativas de 50% (cinquenta por cento)
do bapital social da sociedade, ao valor nominal de R$1,00 (um real) cada uma, enquanto Joana
integralizou 1.000 (mil) cotas à vista e se comprometeu a pagar o restante (4.000 quotas) após 6
(seis) meses.
No dia 16.01.2014, Maria e Joana levaram os documentos necessários ao registro da referida
sociedade ao Registro Civil de Pessoas Jurídicas competente, que procedeu ao arquivamento dos
mesmos uma semana depois. Em função de enfrentarem certa dificuldade inicial nas vendas, Maria
e Joana não conseguiram adimplir o contrato de aluguel da sede, celebrado em dia 05.01.2014, o
que implicou a contração de uma dívida no valor de R$20.000,00 (vinte mil reais). O proprietário do
imóvel em que está localizada a sede, Miguel, formula as seguintes indagações:
A sociedade simples era regular à época da celebração do contrato de locação?
Sabendo-se que o contrato estabelece que os sócios não respondam subsidiariamente pelas
obrigações sociais, Miguel pode cobrar de Maria a integralidade da dívida?
As r9Postas devem ser fundamentadas, emto máxim9/7 (sete) linhas cada. /4 /) /)
Resposta do Caso Concreto
O ato constitutivo foi registrado no RCPJ dentro dos 30 dias subsequentes à assinatura (antes
de 02.02.2012), seus efeitos (inclusive a personalidade jurídica e a capacidade negociai da
sociedade - art. 1.022 do Código Civil), nos termos do artigo 998 do Código Civil. Logo, a sociedade
era considerada regular/possuía personalidade jurídica no momento da celebração do contrato
(05.01.2012), pois ao registro tempestivo a lei confere eficácia retroativa para os fins do art. 985 do
Código Civil com base no art. 1.151, § 2°, a contrario senso.

Não. Como o contrato estabelece que os sócios não respondam subsidiariamente pelas
obrigações sociais (art. 997, VIII, do Código Civil) Miguel somente pode cobrar de Maria até o valor
de sua quota no capital.

Observações Ftapas i noa Rubrica


Caso concreto para prova final CPI AS Encena an Pmf Rper 7R/i nn ç
Etapas Data Rubrica
abonações
Aprovação do Prof.
23/11/2015 e -1-utkP
CPI.04.01.04.CC.50 Resp.
Inclusão no SIEM 24/11/2015 45\
Revisão de Português 24/11/2015 Cti
Revisão DIACD 15J.44 115 14r\
Se o caso concreto for questão de prova:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.

01 4 E.,- NIOLLP
ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
U O.: Elaborador: Período:
_ Q.212P
72.
DIACD Ana Paula Abreu 2015.2
ATEN AO: A cópia impressa a partir
. da intranet é cá .
CP Disciplina Tema Questão
C 1 3 °1-
Constitucional 02'- Civil E 03- Penal Prova Caderno

• II O 04 — Empresarial 05 —
Administrativo D 06 — Tributário
07— Processo 08— Processo
III Civil • Penal 09 - Previdenciaria 06
IV 12 — Final
10 Cdanca e ,—, 11- Técnica de
• V LJ Adolescente Li Sentença
EL Responsabilidade
Civil
VI 13 - Consumidor 14 - Ambiental E 15 - Eleitoral

Descrição do Tema
TIPOS SOCIETÁRIOS. Principais características e distinções básicas. Sociedade em nome
coletivo, sociedade em comandita simples, sociedade limitada, sociedade anônima, sociedade em
comandita por ações. Adoção dos tipos societários pelas sociedades empresárias e simples.
Efeitos.
Descrição do Caso Concreto
As sociedades Porto Franco Reflorestamento Ltda., Fortuna Livraria e Editora Ltda. e Cia. Cedral
de Papel e Celulose constituíram sociedade em conta de participação, sendo as duas primeiras
sócias participantes e a última, sócia ostensiva. O contrato vigorou por quatro anos, até maio de
2014, quando foi extinto por instrumento particular de distrato, sem que houvesse, posteriormente,
o ajuste de contas por parte da companhia com as sócias participantes, referente ao ano de 2013 e
aos meses de janeiro a maio de 2014.
O objeto da conta de participação era a realização de investimentos na atividade aa sócia ostensiva
para fomentar a produção de papel para o objeto de Fortuna Livraria e Editora Ltda. e a aquisição
de matéria- prima de Porto Franco Reflorestamento Ltda.
Em razão da extinção do contrato, como devem proceder as sócias? Quais/os fundamentos ,
jurídicos que devem ser inv cados no exercício da pretensão em juízo? Resposta fundamentada,
aro máximoC 5 linhas. jh
R sposta do aso Concreto
Diante da recusa do sócio ostensivo em realizar a prestação de contas, cabe o ajuizamento de
ação de prestação de contas pelas sócias participantes em face do primeiro, com fundamento no
art. 914, I, do CPC.
Os fundamentos jurídicos que devem ser invocados são:
a existência de uma sociedade em conta de participação na qual Cia. Cedral de Papel e Celulose
era a sócia ostensiva; portanto, apenas ela realizava a atividade social e administrava a sociedade,
nos termos do Art. 991, do Código Civil;
como administradora, a sócia ostensiva estava obrigada a prestar contas de sua administração
aos sócios participantes, com fundamento no Art. 996, caput, c/c o Art. 1.020, do Código Civil
(indispensável mencionar ambos os artigos);
o distrato operou a dissolução de pleno direito da sociedade, nos termos do Art. 996, caput c/c o
Art. 1.033, II, do Código Civil (indispensável mencionar ambos os artigos);
por conseguinte, deverá ocorrer a liquidação da sociedade, que se rege pelas normas relativas à
prestação de contas, na forma da lei processual, por determinação do Art. 996, caput, do Código
Civil.

TODOS OS FUNDAMENTOS ACIMA DEVEM SER CITADOS PARA OBTENÇÃO DE


PONTUAÇÃO INTEGRAL
Observações Etapas Data Rubrica
Entrega ao Prof. Resp. 23/11/2015 (120\
Aprovação do
Praf. 23/11/2015 c- yun,t_P
Resp.
Inclusão no SIEM 24/11/2015
Caso concreto para prova final CPI AB
Revisão de Português 24/11/2015
CPI.04.01.06.CC.51 Revisão DIACD ‘Sj 11)45
Se o caso concreto for questão de prova:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.
02 4 ())-N.Ák.k.?
ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA DE 2° CHAMADA DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES DISCURSIVAS
CPI ABC 2 2015
PROVA: 19/11/2015

1' QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

José da Silva constituiu uma Empresa Individual de Responsabilidade Limitada com


a seguinte denominação: Solução Rápida Informática EIRELI. No ato de constituição, foi
nomeada como única administradora sua irmã, Maria Rosa. A pessoa jurídica celebrou um
determinado contrato de prestação de serviços e, nesse documento, José da Silva assinou
como se fosse administrador e representante da EIRELI.
Com base na situação hipotética apresentada, responda aos itens a seguir.
Foi correto o uso do nome empresarial dado por José na situação descrita no
enunciado? Justifique e dê amparo legal.
Na omissão do ato constitutivo, Maria Rosa, na condição de administradora,
poderia outorgar procuração em nome da pessoa jurídica a José da Silva? Por quê?
Justifique e dê amparo legal.
As duas respostas devem ser fundamentadas e com no máximo, 8 linhas cada uma.

2' QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

Jhang trabalha desenvolvendo cadeiras de vários estilos, sendo titular de diversos


registros de desenhos industriais. Recentemente, Jhang realizou um trabalho com o intuito
de inovar, de criar uma cadeira com forma inusitada, o que, no entanto, culminou no
desenvolvimento de um móvel vulgar, mas que poderia servir para a fabricação industrial.
De acordo com o enunciado acima e com a legislação pertinente, responda às
questões abaixo, indicando o(s) respectivo(s) fundamento(s) legal(is), em no máximo 8 linhas
cada:
Jhang poderia registrar a cadeira, fruto de seu mais recente trabalho, como
desenho industrial?
Na mesma oportunidade, Jhang informa que havia solicitado a prorrogação de
registro de desenho industrial de uma outra cadeira, por mais cinco anos, dez anos após tê-
la registrado. Contudo, esqueceu-se de realizar o pagamento da retribuição devida.
Passados três meses do prazo de pagamento, Jhang se lembrou de que teria que efetuar o
pagamento, mas não sabe quais são as consequências de tal lapso. Qual(is) é(são) a(s)
consequência(s) do atraso deste pagamento?

ATENÇÃO: Responda uma única questão em cada folha.


33 QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Constitui infração contra a ordem econômica, exceto:


Exigir vantagens indevidas para divulgação de publicidade nos meios de massa.
Exercer de forma abusiva posição dominante.
Promover, obter ou influenciar a adoção de conduta comercial uniforme ou
concertada ou concorrentes.
Açambarcar ou impedir a exploração de direitos de propriedade industrial ou
intelectual ou de tecnologia.
Exercer ou explorar abusivamente direitos de propriedade industrial, intelectual,
tecnologia ou marca.
Ii
ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA DE r CHAMADA DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES OBJETIVAS
CPI ABC 2 2015
PROVA: 19/11/2015
NOME: MATRÍCULA:

3a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

A sociedade X ajuizou contra a sociedade Y ação ordinária indenizatória por perdas


e danos, com o propósito de abstenção do uso da marca comercial Z, alegando ocorrência
de prática de concorrência desleal.
Com relação à situação hipotética acima apresentada e ao uso da marca em geral,
assinale a opção correta.
Nos termos da interpretação jurisprudencial, a ação para reparação de danos
causados pelo uso indevido de marca prescreve em vinte anos.
A declaração de nulidade da marca tem efeitos ex nunc no caso de registro
deferido em desacordo com a lei.
A reprodução da marca registrada sem autorização do titular é crime de
concorrência desleal, podendo o prejudicado ajuizar ação civil indenizatória somente após a
decisão criminal condenatória.
De acordo com a jurisprudência, caracteriza-se violação à marca quando a
imitação se reflete na formação cognitiva do consumidor, que é induzido, por erro, a perceber
identidade em dois produtos de fabricações diferentes, presumindo-se sempre prejudicial a
quem a lei confere a titularidade, o uso indevido de marca alheia.
Em termos legais, o juiz deve determinar a sustação da violação de todas as
mercadorias que contenham imitação flagrante da marca registrada.
4a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Assinale a alternativa correta, com base nas disposições do Código Civil brasileiro
sobre as disposições gerais aplicáveis às sociedades.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário
rural e seja constituída, ou transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade
empresária, pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de
Empresas Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, para
todos os efeitos, á sociedade empresária.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário
rural e seja constituída, e jamais transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade
empresária, pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de
Empresas Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, para
todos os efeitos, à sociedade empresária.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário
rural e seja, transformada, jamais constituída, de acordo com um dos tipos de sociedade
empresária, pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de
Empresas Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, não ficará equiparada à
sociedade empresária.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário
rural e seja constituída, e jamais transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade
empresária, pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de
Empresas Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada,
apenas para os efeitos contábeis, à sociedade empresária.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário
rural e seja constituída, ou transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade
empresária, pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de
Empresas Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, não ficará equiparada à
sociedade empresária.

58 QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

No curso de doutorado de uma faculdade estadual de Medicina, um pesquisador


desenvolveu um novo método cirúrgico para corrigir casos de hérnia inguinal. De acordo com
a Lei da Propriedade Industrial, esse novo método
não é uma invenção nem modelo de utilidade.
não é patenteável, por ter sido criado na faculdade de medicina.
não é patenteável, por ser contrário à saúde pública.
deve ser identificado pelo nome da universidade, porque esta é uma faculdade
estatal.
pode ser patenteável quando distinguido por uma marca registrada que
identifique e individualize corretamente o método.
al ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
UO.: Elaborador: Período:
DIACD Ana Paula Abreu 2015.2
ATEN AO: A
CP Disciplina Tema Questão
O 01-
1Constitucional Q 02- Civil 03-Penai Prova Caderno
II El 04- Empresarial 06- Tributário
A05dm-inistrativo
7-Processo
o "I °Civil
• 08-Processo
Penal 09- Previdenciário 05 2'
rii 12 - Chamada
10 Criança e n 11- Técnica de
Adolescente j'"'L Sentença 1:1 Responsabilidade
Civil
• VI J 13- Consumidor 14 -Ambientai D 15 - Eleitoral

Descrição do Tema
EIRELI. Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. Lei 12.441/11, de 11/07/2011. Noções
gerais. Conceito. Natureza Jurídica, Elementos caracterizadores. Nome. Participação de pessoa
jurídica. A EIRELI e as atividades não empressariais (art. 980-A, §5°). Aplicação subsidiária das
normas da sociedade limitada. Constituição, registro e enquadramento como ME ou EPP -
Instrução normativa n°10/2013 do OREI.
kl
Descrição do Caso Concreto
José da Silva, constituiu uma Empresa Indiv dual de Responsabilidade Limitada com a seguinte
denominação/ Solução Rápida Informátic EIRELI. No, ato de constituição/foi nomeada como
única administradora sua irmã, Maria Rosa. A pessoa jurídica celebrou um(confrato de prestação de
serviços efiesse documento,josé da Silva Øssinou coma,administrador e representante da EIRELI.
Com base na situação hipotética apresent da, responda aos itens a seguir.
Foi correto o uso do nome empresarial por Jos? na situação descrita no enunciado? Justifique e
dê amparo legal.
Na omissão do ato constitutivo, Maria Rosa, na condição de administradora, poderia outorgar
procuração em nome da pessoa jurídica a José da Silva? Por quê? Justifique e dê amparo legal.
As duas respostas devem ser fundamentadas e een no máximo/4 8 linhas cada uma.
Resposta do Caso Concreto CX`vt) J
A) Não foi correto o uso do nome empresarial por José da Silva porque ele não tem poderes de
administração. O fato de ter instituído a EIRELI não lhe dá,
de pleno direito, poderes de
administração porque somente Maria Rosa, única administradora, poderia usar a denominação,
com fundamento no art. 1.064 do Código Civil, que se aplica a EIRELI por força do Art. 980-A, § 6°,
do Código Civil.

É indispensável a correta e completa menção aos dispositivos legais indicados para a obtenção de
pontuação.

b) Sim, porque Maria Rosa como única administradora pode constituir mandatários da pessoa
jurídica nos limites de seus poderes. O fundamento legal encontra-se no Art. 1.018 do Código Civil
("Ao administrador é vedado fazer-se substituir no exercício de suas funções, sendo-lhe facultado,
nos limites de seus poderes, constituir mandatários da sociedade, especificados no instrumento os
atos e operações que poderão praticar"), aplicável à EIRELI por força dos artigos 980-A, § 6° e
1.053, caput, do Código Civil.

É indispensável a correta e completa menção aos dispositivos legais indicados para a obtenção de
pontuação.
'Descrição do Toma
l
l

! Observações Etapas Data Rubrica


Entrega ao Prof. Resp. 31/07/2015 CR\
Aprovação do Prof.
31/07/2015 -e, .
Resp.
Inclusão no SIEM 03/11/2015 492\
Caso concreto para prova de 2' chamada do CPI
Revisão de Português 03/11/2015 Sttri,v
i CPI.04.01.05.CC.46 Revisão DIACD
Se o caso concreto for questão de prova:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.
01 3,5 e .4.4.0.i.k.
ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
UO.: Elaborador: Período:
DIACD Ana Paula Abreu 2015.2
ATEN AO: A cópia impressa a partir da intranetó cópia não controlada.
CP Disciplina Tema Questão
, 01-
02- Civil 03- Penal Prova Caderno
AIII I Constitucional
05
II Á. 04- Empresarial° - 06- Tributário
Administativo
ii 07- Processo 08-, Processo
09- Previdenciario 05 28
El In Civil Penal
Chamada
o IV
10 Criança e
12 -
0. 11- Técnica de 1:1 Responsabilidade
o V ___I Adolescente Sentença Civil
• VI ,3 13 - Consumidor O 14 - Ambiental • 15 - Eleitoral

Descrição do Tema
PROPRIEDADE INDUSTRIAL. Legislação. Patentes: invenção e modelo de utilidade. Requisitos
para a concessão de patente. Cessão de direitos. Licenya compulsória. Extinção da patente.
Desenho Industrial. 4,./ mii kticAA:U j
Descrição do Caso Concreto //
Jhang trabalha desenvolvendo cadeiras de vários estilos, sendo titular de diversos registros de
de—senhos indugu-.r . Recentemente, Jhang realizou um trabalho com o intuito de inovar, de criar
uma cadeira com forma inusitada, o que (culminou no desenvolvimento de um móvel vulgar, mas
que poderia servir para a fabricação industrial.
De acordo com o enunciado acima e com a legislação pertinente, responda às questões abaixo,
indicando o(s) respectivo(s) fundamento(s) legal(is), em no máximo 8 linhas cada Mut
Jhang poderia registrar a cadeira, fruto de seu mais recente trabalho, como desenho industrial?
Na mesma oportunidade, Jhang inforn; que havia solicitado a prorrogação de registro de
desenho industrial de uma outra cadeira or mais cinco anos, dez anos após tê-la registrado.
Contudo, esqueceu-se de realizar o pagamento da retribuição devida. Passados três meses do
prazo de pagamento, @quifirTee lembroy mas não sabe quais são as consequências de tal
lapso. Qual(is) é(são) a(s) consequência(s) do atraso deste pagamento?
Resposta do Caso Concreto cte iittii1A Çut LI4a4- 45" tn,ScYtewC )
Jhang não pode registrar a cadeira, pois a sua forma é vulgar, conforme previsão do arf. 100, II,
da Lei n. 9.279/96, portanto não está presente o requisito da ORIGINALIDADE previsto no art. 97,
caput, da Lei n. 9.279/96, que é requisito de registrabilidade nos termos do art. 95 Lei n. 9.279/96.

Apesar de os artigos 108, §1°, ou 120, §2°, da Lei n. 9.279/96 preverem que o pedido de
prorrogação deve ser instruido com comprovante de pagamento da respectiva retribuição, Jhang
ainda tem 3 (três) meses para efetuar o pagamento, não se extinguindo o registro de imediato, visto
que o pedido de prorrogação foi realizado até o termo da vigência do registro (art. 108, §2°, da Lei
9.279/96). A consequência do atraso desse pagamento é que Jhang deve realizar o pagamento de
uma retribuição adicional (art. 108, §2°, OU art. 120, §3°, da Lei 9.279/96).

Observações Etapas Data Rubrica


Caso concreto para prova de 2a chamada do CPI Entrega ao Prof. Resp. 31/07/2015 Obeik
Aprovação do Prof
CPI.04.01.12.CC.47 Resp.
31/07/2015 e- 7:4-0-i-2
T• Etapas Data Rubrica
Observações
Inclusão no SIEM 03/11/2015 GQ-\
Revisão de Português 03/11/2015
Revisão DIACD -f frh
Se o caso concreto for questão de prova:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.
02 3,5 -
ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
UO.: Elaborador: Período:
DIACD Ana Paula Abreu 2015.2
ATENÇÃO: A cópia impressa a partir da intranet é cópia não controlada.
CP Disciplina Tema Questão
i a , , 01-
.- — — --I
Constitucional
'`---1 02- Civil • 03 - Penal Prova Caderno

II 121 04 - Empresarial 05 -
Administrativo 06 - Tributário
07-Processo 08-Processo
• 1" G Civil Penal • 09- Previdenciado 05 2'
• ;V
Chamada
' 10 Cnanca e 12 -
11- Técnica de
V .L Adoiesomte un Sentença E Responsabilidade
Civil
VI • 13 - Consumidor E 14 - Ambiental • 15 - Eleitoral

Descrição do Tema
EIRELI. Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. Lei 12.441/11, de 11/07/2011. Noções
gerais. Conceito. Natureza Juridica. Elementos caracterizadores. Nome. Participação de pessoa
juridica. A EIRELI e as atividades não empressariais (art. 980-A, §5°). Aplicação subsidiária das
; normas da sociedade limitada. Constituição, registro e enquadramento como ME ou EPP -
Instrução normativa n°10/2013 do DREI. I 1.•LS: - I :" /-(' il re;i '..,-
' Descrição do Caso Concreto ., --1-7

' José da Silva, constituiu uma Empresa Individual de Responsabilidade Limitada com a seguinte
denominação/ Solução Rápida Informática EIRELI. No ato de constituição/foi nomeada como
Única administradora sua irmã, Maria Rosa. /A pessoa jurídica celebrou uncontirato de prestação de
serviços e j nesse documento José da Silva assinou como administrador e representante da EIRELI.
Com base na situação hipotética apresentada, responda aos itens a seguir.
a) Foi correto o uso do nome empresarial(por Jose na situação descrita no enunciado? Justifique el
dê amparo legal. '
b) Na omissão do ato constitutivo, Maria Rosa, na condição de administradora, poderia outorgar
procuração em nome da pessoa jurídica a José da Silva? Por quê? Justifique e dê amparo legal.
As duas respostas devem ser fundamentadas e ar no máximo», 8 linhas cada uma.
Resposta do Caso Concreto
A) Não foi correto o uso do nome empresarial por José da Silva porque ele não tem poderes de
administração. O fato de ter instituído a EIRELI não lhe dá, de pleno direito, poderes de
administração porque somente Maria Rosa, única administradora, poderia usar a denominação,
com fundamento no art. 1.064 do Código Civil, que se aplica a EIRELI por força do Art. 980-A, § 6°,
do Código Civil.

É indispensável a correta e completa menção aos dispositivos legais indicados para a obtenção de
pontuação.

b) Sim, porque Maria Rosa como única administradora pode constituir mandatários da pessoa
juridica nos limites de seus poderes. O fundamento legal encontra-se no Art. 1.018 do Código Civil
("Ao administrador é vedado fazer-se substituir no exercício de suas funções, sendo-lhe facultado,
nos limites de seus poderes, constituir mandatários da sociedade, especificados no instrumento os
atos e operações que poderão praticar"), aplicável á EIRELI por força dos artigos 980-A, § 6° e
1.053, caput, do Código Civil.

É indispensável a correta e completa menção aos dispositivos legais indicados para a obtenção de
pontuação.
PROVA DE V CHAMADA

OBJETIVAS — CPI-ABC

3) A sociedade X ajuizou contra a sociedade Y ação ordinária indenizatória por perdas e danos,
com o propósito de abstenção do uso da marca comercial 2, alegando ocorrência de prática de
concorrência desleal.
Com relação à situação hipotética acima apresentada e ao uso da marca em geral, assinale a
opção correta.
Nos termos da interpretação jurisprudencial, a ação para reparação de danos causados
pelo uso indevido de marca prescreve em vinte anos.
A declaração de nulidade da marca tem efeitos ex nunc no caso de registro deferido em
desacordo com a lei.
A reprodução da marca registrada sem autorização do titular é crime de concorrência
desleal, podendo o prejudicado ajuizar ação civil indenizatória somente após a decisão criminal
condenatória.
De acordo com a jurisprudência, caracteriza-se violação à marca quando a imitação se
reflete na formação cognitiva do consumidor, que é induzido, por erro, a perceber identidade
em dois produtos de fabricações diferentes, presumindo-se sempre prejudicial a quem a lei
confere a titularidade o uso indevido de marca alheia.
Em termos legais, o juiz deve determinar a sustação da violação de todas as mercadorias
que contenham imitação flagrante da marca registrada.

Gabarito: D (CESPE -2012 - TJ-AC)

4) Assinale a alternativa correta, com base nas disposições do Código Civil brasileiro sobre as
disposições gerais aplicáveis às sociedades.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário rural e
seja constituída, ou transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade empresária,
pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de Empresas
Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, para todos os
efeitos, à sociedade empresária.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário rural e
seja constituída, e jamais transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade empresária,
pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de Empresas
Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, para todos os
efeitos, à sociedade empresária.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário rural e
seja, transformada, jamais constituída, de acordo com um dos tipos de sociedade empresária,
pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de Empresas
Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, não ficará equiparada à sociedade
empresária.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário rural e
seja constituída, e jamais transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade empresária,
pode, com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de Empresas
Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, apenas para os
efeitos contábeis, à sociedade empresária.
A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário rural e seja
constituída, ou transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade empresária, pode,
com as formalidades legais, requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da
sua sede, caso em que, depois de inscrita, não ficará equiparada à sociedade empresária.
Gabarito: a — art. 984, Código Civil.

5) No curso de doutorado de uma faculdade estadual de Medicina, um pesquisador


desenvolveu um novo método cirúrgico para corrigir casos de hérnia inguinal. De acordo com a
Lei da Propriedade Industrial, esse novo método
não é uma invenção nem modelo de utilidade.
não é patenteável, por ter sido criado na faculdade de medicina.
não é patenteável, por ser contrário à saúde pública.
deve ser identificado pelo nome da universidade, porque esta é uma faculdade estatal.
pode ser patenteável quando distinguido por uma marca registrada que identifique e
individualize corretamente o método.

Gabarito: art. 10, VIII, Lei 9278/96.

6) Constitui infração contra a ordem econômica, exceto:


Exigir vantagens indevidas para divulgação de publicidade nos meios de massa.
Exercer de forma abusiva posição dominante.
Promover, obter ou influenciar a adoção de conduta comercial uniforme ou concertada ou
concorrentes.
Açambacar ou impedir a exploração de direitos de propriedade industrial ou intelectual ou
de tecnologia.
Exercer ou explorar abusivamente direitos de propriedade industrial, intelectual, tecnologia
ou marca.

Gabarito: A
~11t,(5" •
E300LA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA REGULAR DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES DISCURSIVAS
CPI A 22015
PROVA: 04/11/2015

ia QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

Maria, cozinheira, tem como fonte de renda a produção e venda de refeições para os
moradores de seu bairro. Para a produção das refeições, Maria precisa comprar grande
quantidade de alimentos e, por vezes, para tanto, necessita contrair empréstimos. Com o
dinheiro que economizou ao longo de anos de trabalho, Maria montou uma cozinha industrial
em um galpão que comprou em seu nome, avaliada em R$ 90.000,00 (noventa mil reais).
Maria também acabou de adquirir sua casa própria e está preocupada em separar a sua
atividade empresarial, exercida no galpão, de seu patrimônio pessoal. Nesse sentido, com
base na legislação pertinente, responda, de forma fundamentada, os itens a seguir.
Qual seria o instituto jurídico mais adequado a ser constituído por Maria para o
exercício de sua atividade empresarial, de modo a garantir a separação patrimonial sem, no
entanto, associar-se a ninguém? Justifique a resposta.
Como Maria poderia separar a sua atividade empresarial, exercida no galpão, de
seu patrimônio pessoal?

Respostas em no máximo, 15 linhas.

r QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

Felipe, Rodrigo e Fabiana cursaram juntos a Faculdade de Letras e tornaram-se


grandes amigos. Os três trabalhavam como tradutores e decidiram celebrar um contrato de
sociedade do tipo simples para prestação de serviços de tradução, tendo cada um a mesma
participação societária. Alguns anos depois, Fernando, credor particular de Rodrigo, tenta
executá-lo, mas o único bem encontrado no patrimônio é a sua participação na sociedade,
cuja atividade é altamente lucrativa.
A partir da hipótese apresentada, responda, de forma fundamentada, em no máximo
15 linhas, aos itens a seguir.
A parte dos lucros da sociedade que cabe a Rodrigo pode responder por sua
dívida particular?
Rodrigo pode vender diretamente a Fernando suas quotas, a fim de extinguir sua
dívida particular?

ATENÇÃO: Responda uma única questão em cada folha.


ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA REGULAR DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES OBJETIVAS
CPI A 2 2015
PROVA: 04/1112015
NOME MATRÍCULA:

33 QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

No que se refere a nome empresarial, marca e propriedade industrial, assinale a


opção correta com base na jurisprudência do STJ.
De acordo com o princípio first come, first served, com base no qual se concede o
domínio eletrônico ao primeiro requerente que satisfizer as exigências para o registro de
nomes comerciais na rede mundial de computadores, é incabível contestação do titular de
signo distintivo similar ou idêntico que anteriormente tenha registrado o nome ou a marca na
junta comercial e no INPI.
Para que a reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciado de
nome empresarial de terceiros constitua óbice ao registro de marca - que possui proteção
nacional -, é necessário que a reprodução ou imitação seja suscetível de causar confusão ou
associação com esses sinais distintivos e que a proteção ao nome empresarial não goze
somente de tutela restrita a alguns estados, mas detenha a exclusividade sobre o uso do
nome em todo o território nacional.
As formas de proteção ao uso das marcas e do nome de empresa têm como único
propósito resguardar a marca ou o nome da empresa contra usurpação.
No caso de colidência entre denominações e marcas de sociedades empresárias
diversas, o conflito deve serdirimido com base no principio da anterioridade, que prepondera
em principio da especificidade.
O pedido de arquivamento dos atos constitutivos da empresa nas juntas
comerciais das demais unidades da Federação, de forma complementar ao registro
inicialmente realizado, não induz à possibilidade de proteção nacional ao seu nome
comercial.

4' QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

São atribuições do Tribunal Administrativo de Defesa Econômica, salvo


decidir sobre a existência de infração à ordem econômica e aplicar as penalidades
previstas em lei.
decidir os processos administrativos para imposição de sanções administrativas
por infrações à ordem econômica, instaurados pela Superintendência-Geral.
ordenar providências que conduzam à cessação de infração à ordem econômica,
dentro do prazo que determinar.
aprovar os termos do compromisso de cessação de prática e do acordo em
controle de concentrações, bem como determinar à Superintendência-Geral que fiscalize seu
cumprimento.
decidir pela insubsistência dos indícios, arquivando os autos do inquérito
administrativo ou de seu procedimento preparatório.
5' QUESTÃO: (Valor -0,5 pontos)

Se um novo pedido de patente reivindica exatamente a invenção já reivindicada por


um pedido anterior de outro titular que está em sigilo, após a publicação do pedido anterior:
o protocolo do pedido posterior será automaticamente considerado uma infração
ao pedido anterior.
a invenção do pedido posterior estará no estado da técnica e o pedido não será
considerado novo.
o inventor do pedido anterior deverá provar que criou a invenção antes do inventor
do pedido posterior.
o INPI publicará uma exigência para que os titulares comprovem as datas de
invenção e os motivos do protocolo posterior pelo segundo inventor.
o pedido posterior demonstra que houve uma falha de sigilo no INPI e a empresa
que protocolou o segundo pedido responderá por perdas e danos.

6a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)


Salvo as exceções legais, a sociedade simples é aquela cujo objeto não é atividade
própria de empresário sujeito a registro obrigatório. No caso de sociedade, cujo objeto seja
atividade própria de empresário rural, é correto afirmar que
trata-se de sociedade empresária, devendo o ato constitutivo ser registrado na
Junta Comercial do lugar da sede.
trata-se de sociedade simples, podendo o ato constitutivo ser registrado no
Registro de Pessoas Jurídicas ou na Junta Comercial.
trata-se de sociedade simples, mas poderá vir a ser uma sociedade empresária se
o ato constitutivo for registrado na Junta Comercial.
trata-se de sociedade simples, exceto se for adotada a forma de cooperativa,
quando será empresária e o registro realizado na Junta Comercial.
trata-se de sociedade empresária, exceto se for adotada a forma de cooperativa,
quando será simples e o registro realizado no Registro de Pessoas Jurídicas.

11-1.• •-•-••••• •
Etapas 1 Data 1 Rubrica
i C .s.arvações
N° Valor Rubrica do Prof. Resp.

02 3,5
ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO

UO.: Elaborador: Período:


DIACD Ana Paula Abreu 2015.2
. • A n'mia irnnrpssa a nartir da intranet é cópia não controlada.
Disciplina Tema Questão
CP
01- Cadern
, 1 LC 02- Civil 03- Penal Prova
onstitucional o
05 E 06- Tributado
E II ili 04- Empresarial l• Adi; inisfrativo
07-Processo 08-Processo 08
III • 09 - Previdenciáno
Civil Penal Regular
IV 12-
10 Chan
ca e ri 11- Técnica de 0. Responsabilidade
NI V _.1 Adolescente l—L Sentença Civil
• VI 13 - Consumidor E 14 - Ambiental 15 - Eleitoral

Descrição do Tema
SOCIEDADE SIMPLES PURA. Natureza Pessoal. Direito e obrigações dos sócios. Direito de
retirada e exclusão do sócio. Administração da sociedade. Teoria Ultra Vires.
Descrição do Caso Concreto
Felipe, Rodrigo e Fabiana cursaram juntos a Faculdade de Letras e tornaram-se grandes amigos.
Os três trabalhavam como tradutores e decidiram celebrar um contrato de sociedade do tipo
simples para prestação de serviços de tradução, tendo cada um a mesma participação societária.
Alguns anos depois, Fernando, credor particular de Rodrigo, tenta executá-lo, mas o único bem
encontrado no patrimônio é a sua participação na sociedade, cuja atividade é altamente lucrativa.
A partir da hipótese apresentada, responda, de forma fundamentada, aos itens a seguir.
A parte dos lucros da sociedade que cabe a Rodrigo pode responder por sua divida particular?
Rodrigo pode vender diretamente a Fernando suas quotas, a fim de extinguir sua dívida
i particular?
' Resposta do Caso Concreto
! Gabarito:
A parte dos lucros da sociedade Tradutores Amigos Ltda. que cabe a Rodrigo, sócio executado,
pode responder por sua divida particular no caso de insuficiência de seus bens, conforme dispõe o
, art. 1.026, caput, do Código Civil.

Rodrigo pode vender suas quotas a Fernando, desde que nenhum dos sócios se oponha, visto
que a cessão total ou parcial da quota depende do consentimento dos demais sócios, com base no
art.1.003, caput, do Código Civil.

Observações Etapas Data Rubrica


Entrega ao Prof. Resp. 02/10/2015 An
Aprovação do Prof.
06/10/2015 C-Ro i'Vs
Raso.
Caso concreto para prova Regular CPI - A
Inclusão no SIEM 07/10/2015 41 .r .
C P1.04.01.08.CC.43 Revisão de Português 07/10/2015
Revisão DIACD 421 40( I5.4n
Se o casa concreto for questão de prova:
ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO

UO.: Elaborador: Período:


DIACD Ana Paula Abreu 2015.2
• • ia não controlada.
Disciplina Tema Questão
CP
Cadern
i ell 01- 02 - Civil II 03 -Penal
Penal Prova o
Constitucional

o li Ej 04 - Empresarial rdininistralivo
06 - Tributário
07- Processo 08- Processo 09- Previdenciário 05
E o Civil Penal Regular
IV 12 -
10 Chanca e r-i 11- Técnica de E Responsabilidade
El V Adolescente " Sentença Civil
l• VI ,.] 13 - Consumidor • 14 - Ambiental a 15 - Eleitoral

, Descrição do Tema
lEIRELI. Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. Lei 12.441/11, de 11/07/2011. Noções
1 gerais. Conceito. Natureza Jurídica. Elementos caractenzadores. Nome. Participação de pessoa
jurídica. A EIRELI e as atividades não empressariais (art. 980-A, §5°). Aplicação subsidiária das
I normas da sociedade limitada. Constituição, registro e enquadramento como ME ou EPP -
1
; Instrução normativa n° 10/2013 do DREI.
1 Descrição do Caso Concreto
Maria, cozinheira, tem como fonte de renda a produção e venda de refeições para os moradores de
seu bairro. Para a produção das refeições, Maria precisa comprar grande quantidade de alimentos
e, por vezes, para tanto, necessita contrair empréstimos. Com o dinheiro que economizou ao longo
de anos de trabalho, Maria montou uma cozinha industrial em um galpão que comprou em seu
nome, avaliada em R$ 90.000,00 (noventa mil reais). Maria também acabou de adquirir sua casa
própria e está preocupada em separar a sua atividade empresarial, exercida no galpão, de seu
patrimônio pessoal. Nesse sentido, com base na legislação pertinente, responda, de forma
' fundamentada, os itens a seguir.
Qual seria o instituto jurídico mais adequado a ser constituído por Maria para o exercício de sua
atividade empresarial/de modo a garantir a separação patrimonial sem, no entanto, associar-se a
ninguém? Justifique á resposta.
Como Maria poderia separar a sua atividade empresarial, exercida no galpão, de seu patrimônio
pessoal?

Respostas em no máximo, 15 linhas.

Resposta do Caso Concreto


Gabarito:
O instituto jurídico mais adequado a ser constituído por Maria é a Empresa Individual de
Responsabilidade Limitada, especialmente porque ela quer garantir a separação patrimonial e não
deseja ter nenhum sócio (dados contidos no enunciado). A EIRELI é uma pessoa jurídica de direito
privado (Art. 44, VI, do Código Civil), garantindo a separação patrimonial entre a pessoa natural e a
pessoa jurídica. Outro dado importante é que Maria possui patrimônio suficiente para cumprir a
exigência do capital mínimo de 100 vezes o maior salário mínimo vigente no país, devidamente
integralizado, conforme Art. 980-A, do CC.

Como Maria está preocupada em separar sua casa própria da atividade empresarial que será
exercida no galpão onde montou sua cozinha industrial, ela poderia realizar a integralização do
capital da EIRELI com a cozinha industrial, avaliada R$ 90.000, 00 (noventa mil reais), portanto em
valor superior a 100 (cem) vezes o maior salário mínimo vigente no País. Desta forma, a cozinha
industrial passaria a compor o patrimônio da pessoa jurídica e serviria á sua atividade empresária,

CieStriçãO do Tema
resguardando a casa no patrimônio pessoal da instituidora.

Etapas Data Rubrica


Observações
Entrega ao Prof. Resp. 02/10/2015 4;4 -
Aprovação do Prof. 06/10/2015
t• KOLL
Resp.
Inclusão no SIEM 07/10/2015
Caso concreto para prova Regular CPI - A 07/10/2015 \\ N
Revisão de Português
Revisão DIACD ("V 4o116 l'
CPI.04.01.05.CC.42
Se o caso concreto for questão de prova:

N° Valor Rubrica do Prof. Resp.

01 3,5 E- t-toil•
PROVA REGULA

CPI-A

OBJETIVAS

3) No que se refere a nome empresarial, marca e propriedade industrial, assinale a


opção correta com base na jurisprudência do STJ.
De acordo com o princípio first come, first served, com base no qual se concede o
domínio eletrônico ao primeiro requerente que satisfizer as exigências para o registro
de nomes comerciais na rede mundial de computadores, é incabível contestação do
titular de signo distintivo similar ou idêntico que anteriormente tenha registrado o nome
ou a marca na junta comercial e no INPI.
Para que a reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciado de
nome empresarial de terceiros constitua óbice ao registro de marca — que possui
proteção nacional —, é necessário que a reprodução ou imitação seja suscetível de
causar confusão ou associação com esses sinais distintivos e que a proteção ao nome
empresarial não goze somente de tutela restrita a alguns estados, mas detenha a
exclusividade sobre o uso do nome em todo o território nacional.
As formas de proteção ao uso das marcas e do nome de empresa têm como único
propósito resguardar a marca ou o nome da empresa contra usurpação.
No caso de colidência entre denominações e marcas de sociedades empresárias
diversas, o conflito deve ser dirimido com base no princípio da anterioridade, que
prepondera em princípio da especificidade.
O pedido de arquivamento dos atos constitutivos da empresa nas juntas comerciais
das demais unidades da Federação, de forma complementar ao registro inicialmente
realizado, não induz à possibilidade de proteção nacional ao seu nome comercial.

Gabarito: B

4) São atribuições do Tribunal Administrativo de Defesa Econômica, salvo


decidir sobre a existência de infração à ordem econômica e aplicar as penalidades
previstas em lei.
decidir os processos administrativos para imposição de sanções administrativas por
infrações à ordem econômica instaurados pela Superintendência-Geral.
ordenar providências que conduzam à cessação de infração à ordem econômica,
dentro do prazo que determinar.
aprovar os termos do compromisso de cessação de prática e do acordo em controle
de concentrações, bem como determinar à Superintendência-Geral que fiscalize seu
cumprimento.
decidir pela insubsistência dos indícios, arquivando os autos do inquérito
administrativo ou de seu procedimento preparatório.

GABARITO: E, conforme art. 13, IV, da lei 12529/11.

5) Se um novo pedido de patente reivindica exatamente a invenção já reivindicada por


um pedido anterior de outro titular que está em sigilo, após a publicação do pedido
anterior:
o protocolo do pedido posterior será automaticamente considerado uma infração ao
pedido anterior.
a invenção do pedido posterior estará no estado da técnica e o pedido não será
considerado novo.
o inventor do pedido anterior deverá provar que criou a invenção antes do inventor
do pedido posterior.
o INPI publicará uma exigência para que os titulares comprovem as datas de
invenção e os motivos do protocolo posterior pelo segundo inventor.
o pedido posterior demonstra que houve uma falha de sigilo no INPI e a empresa
que protocolou o segundo pedido responderá por perdas e danos.

Gabarito: b

6) Salvo as exceções legais, a sociedade simples é aquela cujo objeto não é atividade
própria de empresário sujeito a registro obrigatório. No caso de sociedade, cujo objeto
seja atividade própria de empresário rural, é correto afirmar que
trata-se de sociedade empresária, devendo o ato constitutivo ser registrado na
Junta Comercial do lugar da sede.
trata-se de sociedade simples, podendo o ato constitutivo ser registrado no Registro
de Pessoas Jurídicas ou na Junta Comercial.
trata-se de sociedade simples, mas poderá vir a ser uma sociedade empresária se o
ato constitutivo for registrado na Junta Comercial.
trata-se de sociedade simples, exceto se for adotada a forma de cooperativa,
quando será empresária e o registro realizado na Junta Comercial.
trata-se de sociedade empresária, exceto se for adotada a forma de cooperativa,
quando será simples e o registro realizado no Registro de Pessoas Jurídicas.

Gabarito: c
PROVA REGULA

CPI-A

OBJETIVAS

3) No que se refere a nome empresarial, marca e propriedade industrial, assinale a


opção correta com base na jurisprudência do STJ.
De acordo com o princípio first come, first served, com base no qual se concede o
domínio eletrônico ao primeiro requerente que satisfizer as exigências para o registro
de nomes comerciais na rede mundial de computadores, é incabível contestação do
titular de signo distintivo similar ou idêntico que anteriormente tenha registrado o nome
ou a marca na junta comercial e no NPI.
Para que a reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciado de
nome empresarial de terceiros constitua óbice ao registro de marca — que possui
proteção nacional —, é necessário que a reprodução ou imitação seja suscetível de
causar confusão ou associação com esses sinais distintivos e que a proteção ao nome
empresarial não goze somente de tutela restrita a alguns estados, mas detenha a
exclusividade sobre o uso do nome em todo o território nacional.
As formas de proteção ao uso das marcas e do nome de empresa têm como único
propósito resguardar a marca ou o nome da empresa contra usurpação.
No caso de candência entre denominações e marcas de sociedades empresárias
diversas, o conflito deve ser dirimido com base no princípio da anterioridade, que
prepondera em principio da especificidade.
O pedido de arquivamento dos atos constitutivos da empresa nas juntas comerciais
das demais unidades da Federação, de forma complementar ao registro inicialmente
realizado, não induz à possibilidade de proteção nacional ao seu nome comercial.

Gabarito: B

4) São atribuições do Tribunal Administrativo de Defesa Econômica, salvo


decidir sobre a existência de infração à ordem econômica e aplicar as penalidades
previstas em lei.
decidir os processos administrativos para imposição de sanções administrativas por
infrações à ordem econômica instaurados pela Superintendência-Geral.
ordenar providências que conduzam à cessação de infração à ordem econômica,
dentro do prazo que determinar.
aprovar os termos do compromisso de cessação de prática e do acordo em controle
de concentrações, bem como determinar à Superintendência-Geral que fiscalize seu
cumprimento.
decidir pela insubsistência dos indícios, arquivando os autos do inquérito
administrativo ou de seu procedimento preparatório.

GABARITO: E, conforme art. 13, IV, da lei 12529/11.

5) Se um novo pedido de patente reivindica exatamente a invenção já reivindicada por


um pedido anterior de outro titular que está em sigilo, após a publicação do pedido
anterior:
o protocolo do pedido posterior será automaticamente considerado uma infração ao
pedido anterior.
a invenção do pedido posterior estará no estado da técnica e o pedido não será
considerado novo.
o inventor do pedido anterior deverá provar que criou a invenção antes do inventor
do pedido posterior.
ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA REGULAR DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES DISCURSIVAS
CPI C 2 2016
PROVA: 31/10/2016

a QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

ARSS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE LAJES LTDA. EPP ajuizou ação de abstenção


de uso de marca e domínio, cumulada com danos materiais e morais, em face de LAJES
PARANA ME, aduzindo, em síntese, que há mais de 23 anos adotou a marca "LP Lajes
Paraná" (certificado n. 824058178), por meio da qual se tornou conhecida no ramo de
materiais de construção, tendo inclusive registro no INPI. A autora alega que foi surpreendida
com a indevida utilização da mesma marca pela ré, que a notificou extrajudicialmente, sem
que surtisse qualquer efeito, e que teve inúmeros prejuízos, dentre os quais: desvio de
clientela, exploração de prestígio por apropriação de sua boa fama e credibilidade e ausência
de percepção de royalties pela licença de uso da marca registrada. Por fim, requer a
procedência da ação com a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos
materiais e morais.
Em contestação a ré argumenta que, antes mesmo da constituição da sociedade
autora, já havia registrado o nome empresarial "Lajes Paraná ME" na junta comercial, o que
afastaria a alegação de uso indevido da marca, concorrência desleal e apropriação de boa
fama e credibilidade, visto que incumbia â autora, quando do registro da marca no INPI,
diligenciar sobre a prévia utilização da expressão em comento.
Decida a questão, de maneira fundamentada, em até 15 linhas.

V QUESTÃO: (Valor - 3,5 pontos)

O CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS DA r ZONA DE PARAGUÁÇU


questiona, em resumo, a possibilidade de THEO MULLER e sua esposa MARIA REGINA
MULLER, casados pelo regime de comunhão universal de bens, serem sócios da sociedade
empresária ANCART PARTICIPAÇÕES Ltda., sociedade simples.
Pergunta-se: o art. 977 do CC/02, que impede os cônjuges de contratar sociedade
entre si quando casados no regime da comunhão universal de bens, se aplica apenas
constituição de sociedades empresárias ou veda também a contratação de sociedades
simples? Responda a questão, de forma fundamentada, em até 15 linhas.

ATENÇÃO: Responda uma única questão em cada folha.

TN Y
!. ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO

172 UO.: DIACD Elaborador: Ana Paula Abreu Período:


2016.2
ATENÇAO: A cópia impressa a partir da intranet é cópia não controlada
CP Disciplina Tema Questão
_
• 1 01- Constitucional • 02- Civil O 03- Penal Prova Caderno
1.1 II Cit 04 - Empresarial l•
05 -Administradvo E 06 - Tributário
IE in IIII 07- Processo Civil E 08- Processo Penal 11109- Previdenciáno 13
O IV 10 -Cdança e ,---,
11- Técnica de ,--,12 - Responsabilidade Regular z/v2
• L-I l__t
13 V Adolescente Sentença Civil
El VI 13 -Consumidor E 14 -Ambiental Ill 15 - Reitoral

Descrição do Tema
PROPRIEDADE INDUSTRIAL - Marcas. Espécies. Classificação. 'Ambito de proteção. Marca
notória e de alto renome. Registro. Cessão de direito. Extinção., PROPRIEDADE IMATERIALts
,
Legislação. Direito Autoral. Lei n.° 9.609/98.
Descrição do Caso Concreto
ARSS INDUSTRIA E COMERCIO DE LAJES LTDA. EPP ingressou com acre ação
de abstenção de uso de marca e dominiolumulada danos materiais e morais/em face de LAJES
PARANÁ ME/aduzindo, em síntese, que há mais de 23 anos adotou a marca --LP Lajes Paraná"
(certificado n. 824058178por meio da qual se tomou conhecida no ramo de materiais de
/—
construção, te33.b inclusive registro no INPI:Sue foi surpreendida com a indevida utilização
da mesma marca pela ré. tendo/k notificado extrajudicialmente, nro_-ntrtinclo qualquer efeitoKue Illat
(àofet-_em fol-acalo inúmeros prejuízos, dentre os quais: desvio de clientela, exploração de pres-Vgio por
apropriação de sua boa -ama e credibilidade e ausência de percepção de royalties pela licença de uso
da marca registrada.1
jeiuereu a procedência da ação com a condenação da ré ao pagamento de
indenização por danos materiais e morais.- s, yrs,- jiim ) ci er,
_ riAjontestaçãof ila ré as,ofãidts queintes mesmo da constituição da sociedade autora. &rija havia
registra o o nome empresarial -Lajes Paraná ME" na junta comercial, o que afastaria a alegação de
uso indevido da marca. concorrência desleal e apropriação de boa fama e credibilidade, visto que
incumbia à autora, quando do registro da marca no INPI, diligenciar sobre a prévia utilização da
expressão em comento.
Decida a uestão, de maneira fundamentada, em até 15 linhas.
Resposta do Caso Concreto
APELAÇÃO N°: 0029596-66.2009.8.26.0114 - TJSP

MARCA. Pedido de abstenção c.+c com danos materiais e morais. Autora que possui a marca
"Lajes Paraná" registrada do INPI versus sociedade com nome empresarial -Lajes Paraná" arquivado
na Junta Comercial. Marca evocativa. "Paraná" poderá ser considerada, para aplicação da lei, como
expressão vulgar indicativa de regido geográfica. No confronto de valores não é equivocado abrandar
o principio da legalidade imposto pelo regime administrativo (anterioridade) e dar supremacia ao
elemento objetivo ou a realidade imposta pelo comércio e absorvida pelo mercado que nesses quase
30 anos. Convivência harmônica entre as duas empresas que se identificam de maneira semelhante.
Concorrência desleal não caracterizada (art. 195 LPI). Não havendo qualquer ilícito perpetrado pela
ré, não há que se falar em prejuízo a ser indenizado. Não provimento.

Trechos do acórdão:

Os direitos de propriedade intelectual consistem em inegável exceção ao principio da livre-


concorrência e à própria livre-iniciativa, fundamentos do nosso sistema econômico, nos termos do art.
170 da CF.
Descrição do Tema
Tais direitos recaem não propriamente sobre objetos materiais, mas sobre configurações e
I sistemas abstratos, que somente adquirem seu valor na exploração comercial em um mercado. Seu
I caráter excepcional. entretanto, é justificável, sendo reconhecido na própria Constituição, que
':xpressamente ressalva que sua concessão tem por fim o interesse social e o desenvolvimento
econômico e tecnológico do país. Isto porque os monopólios concedidos em caráter excepcional têm
por finalidade incentivar a inovação tecnológica da Nação.
A Constituição Federal, entre os direitos e garantias fundamentais do homem, no art. 5°, incisos
XXVII e XXIX, confere proteção às criações intelectuais, prevendo, expressamente. a proteção à
propriedade das marcas e outros signos distintivos, bem como aos autores a exclusividade de
utilização, reprodução e publicação de suas obras, contexto em que se insere a requerente da presente
demanda.
Salienta-se que se considera nome empresarial: a denominação adotada para o exercício de
empresa. Em outras palavras, o nome empresarial é o instituto jurídico que identifica e individualiza
o sujeito, que no papel de empresário, exerce atividade empresarial. São elementos de identificação:
I o domínio, o título de estabelecimento e a marca. Não raro, há coincidência nos instrumentos de
identificação, sobretudo entre o título de estabelecimento e a marca, seja pelas vantagens de mercado
ou pela praticidade. O nome é um acessório do estabelecimento e segundo CUNHA GONÇALVES
passa a ser "o sinal de um organismo económico quase distinto do proprietário e adquirido muitas
vezes um valor superior ao da firma, porque essa varia frequentemente com a mudança dos
proprietários, ao passo que o nome do estabelecimento perpetua a notoriedade do negócio uma vez
adquirida" [Comentário ao Código Comercial Português, Editorial LB., Lisboa, 1914. vol. 1. p. 85].
A função do nome é a de mostrar que um sujeito de direito está fornecendo serviços ou
produtos no mercado. [COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de direito comercial. 8.ed. rev. e atual. São
Paulo: Saraiva, 2004-2005. lv e 3v. pp. (1v)175-183 e (3v)36-371. O nome empresarial é um -bem"
de natureza intelectual - não integra o complexo de bens corpóreos e incorpóreos denominado
, "estabelecimento" porque não possui as características próprias das coisas - (Propriedade Industrial)
e decorre da idéia de que as pessoas jurídicas também são sujeitos do direito-dever à identidade. E
como tal, para distinguir o empresário ou a sociedade empresária perante a sociedade e também ao
poder público, de forma a responsabilizar os atos praticados e as obrigações adquiridas no exercício
I de suas atividades, a exemplo das relações de consumo e de crédito.
Como nos ensina explica Ricardo Negrão, no atual estágio de desenvolvimento doutrinário e
legislativo, o nome não pode ser considerado direito de propriedade industrial, porque este se entende
propriedade imaterial e se constitui coisa incorpórea, como ocorre com as marcas, patentes e desenhos
industriais, que após sua criação intelectual, ganham força de direito autônomo ao da personalidade
de seu criador. O nome não dispõe dessa autonomia em razão de sua indissociabilidade da figura
humana que o detém (art. 1.164 do Código Civil). [4. ed. rev. NEGRÃO Ricardo. Manual de direito
comercial e de empresa, v.1: evolução histórica do direito comercial, teoria geral da empresa, direito
societário e atual. São Paulo: Saraiva, 2005. pp. 187-204].
O nome empresarial só poderá existir e ser protegido. mediante ao registro do empresário no
Registro Público de Empresas Mercantis, segundo o art. 967, I. Assim no ato de inscrição do
empresário na Junta Comercial referente à unidade federativa em que se encontra, é automática a
proteção ao nome comercial. O nome comercial na jurisdição de outra Junta Comercial é
automaticamente protegido também, com a abertura de alguma filial nela registrada, ou do
arquivamento do pedido específico. Quando arquivado o pedido de proteção ao nome empresarial, o
mesmo terá que ser comunicado à Junta Comercial da unidade federativa no local em que estiver a
sede da empresa. (http://academico.direito-rio.fgv.br/wild/Nome_empresarial)
Havendo uma Junta Comercial "em cada unidade federativa, com sede na capital e jurisdição
na área de circunscrição territorial", compreende em seu registro, após recebidos os atos constitutivos
de uma empresa: - o arquivamento: a) dos documentos relativos à constituição, alteração,
dissolução e extinção de firma individual e de sociedades, ou de suas alterações" (artigo 32). Assim,
não há como alme'ar a rote ão do nome comercial a todo o território nacional. Pelo Decreto n° 1.800
' Descrição do Tema
(ALBERTO FRANCISCO RIBEIRO DE ALMEIDA, "Denominações geográficas'', ia Direito
Industrial, Coimbra, Almedina, vol. III, 2003, p. 317).

(—)
Diante do exposto, compulsando os autos, verifica-se que, muito embora, à fl. 155 tenha
apontado que a apelante se utiliza da expressão -Lajes Paraná" desde 1989 e a apelada desde 1988,
também estão acostadas aos autos notas fiscais que são documentos idôneos a comprovar sua alegação
de anterioridade. Todavia, como bem aduziu a recente jurisprudência do STJ, não se pode cingir a
questão apenas ao critério da anterioridade, cumprindo considerar os princípio da territorialidade,
ligado ao âmbito geográfico de proteção; e o princípio da especificidade, segundo o qual a proteção
da marca, salvo quando declarada pelo INPI de "alto renome", está diretamente vinculada ao tipo de
produto ou serviço, como corolário da necessidade de se evitar erro, dúvida ou confusão entre os
usuários.
Conjugando o princípio da anterioridade (já analisado) com o principio da territorialidade, tem
se que: a autora-apelante tem sua sede na cidade de Maringá, no Paraná, enquanto que a apelada possui
sua sede em Campinas, estado de São Paulo.
Quanto ao principio da especificidade sua análise, nesse caso, perde a razão de ser, visto que
ambas atuam no mesmo ramo, qual seja, construção civil.
A questão é que no direito das marcas evocativas, que é o caso dos autos, já que -Paraná" é
uma expressão vulgar e denomina uma região geográfica, não vigora o principio da legalidade imposto
pelo regime administrativo (anterioridade), mas, sim, a realidade imposta pelo comércio e absorvida
pelo mercado que nesses quase 30 anos soube extrair efeitos saudáveis da convivência dessas duas
empresas que se identificam de maneira semelhante. É muito mais razoável manter o estado atual
criado pela experiência do comércio, porque está definitivamente afastado o perigo de confusão, do
que alterar algo essencial das duas sociedades. O ideal seria que houvesse um acréscimo à marca ou
ao nome, como, para dar uma sugestão sem pretender reconhecimento de criatividade, "Lajes Paraná
Forte- ou "Lajes Paraná Celeste" para que ficasse rompida a identidade. Não há como impor de forma
compulsória solução dessa natureza, sendo que enquanto não se toma iniciativa de tal jaez, convém
, preservar o status quo. Nessa linha, impende colacionar recente julgado do Superior Tribunal de
Justiça (REsp 1315621/SP) da relatoria da Ministra Nancy Andrighi que aduz:

COMERCIAL. PROPRIEDADE INDUSTRIAL. MARCA EVOCATIVA. REGISTRO NO


INPI. EXCLUSIVIDADE. MITIGAÇÃO. POSSIBILIDADE.
Marcas fracas ou evocativas, que constituem expressão de uso comum, de pouca
originalidade, atraem a mitigação da regra de exclusividade decorrente do registro, admitindo-se a sua
utilização por terceiros de boa-fé.
O monopólio de um nome ou sinal genérico em beneficio de um comerciante implicaria uma
exclusividade inadmissível, a favorecer a detenção e o exercício do comércio de forma única, com
prejuízo não apenas à concorrência empresarial (...).

Quanto à alegação de que houve concorrência desleal, tal não deve ser acatada. A concorrência
é livre, mas a confusão na concorrência, que faça o consumidor se confundir com as origens dos
produtos. pensando que os produtos de um concorrente foram produzidos por outro, é vedada.
Impende-se primeiramente salientar que atos de concorrência desleal não são atos desleais, ou
desonestos no sentido que a sociedade conhece. A palavra desleal no termo concorrência desleal não
' pode ser entendida como concorrência moralmente reprovável. Alguns atos de concorrência, apesar
, de nem sempre serem "moralmente" aceitos, podem ser lícitos, legais, de acordo com as regras do
mercado em que se atua.
O parâmetro para se verificar a existência de concorrência desleal não é um parâmetro legal.
Imas, sim, fático. Um ato de concorrência desleal é um ato contrário à prática de um determinado
mercado, um ato lesivo à livre concorrência. Existe concorrência desleal entre concorrentes quando

4
Descrição do Tema
que regulamentou a lei n° 8.934/94, ficou expresso que: §1°- A proteção ao nome empresarial se
circunscreve à unidade federativa de jurisdição da Junta Comercial que procedeu ao arquivamento de
que trata o caput deste artigo. §2° - A proteção do nome empresarial poderá ser estendida a outras
unidades da federação, a requerimento da empresa interessada, observada instrução normativa do
Departamento Nacional de Registro do Comércio - DNRC".
Com relação às marcas, a Lei n° 9.279/96 regulando direitos e obrigações da propriedade
industrial dispõe em seu artigo 129 -a" propriedade da marca adquire-se pelo registro validamente
expedido, conforme as disposições desta Lei, sendo assegurado ao titular seu uso exclusivo em todo
o território nacional".
Conforme Ricardo Negrão, a utilização da marca e do nome empresarial decorre de registros
diferentes e para fins diversos. A proteção do nome é concedida desde o registro da pessoa física ou
jurídica no órgão de registro de empresa dos Estados, as Juntas Comerciais. A marca depende de
prévio depósito e exame pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Tratando-se de direitos distintos, seus detentores têm, ambos, legitimidade para utilizá-los em
seus campos específicos, para a finalidade a que se propõe: a marca para identificar o produto ou
serviço e o nome para identificar a pessoa do empresário. O nome, segundo ASCARELLI, se emprega
para chamar atenção sobre o estabelecimento, enquanto que a marca serve para distinguir o produto
[Introduccion ai Derecho Comercial, tradução de Santiago Sentis Melendo, Buenos Aires, Ediar,
1947, p. 139]. Quando o nome coincide com a marca e envolve duas sociedades que exploram o
mesmo serviço, fica difícil conceder prioridade pela marca registrada, que não distingue um produto.
O registro da marca seria como se uma delas providenciasse algo que não modifica o mesmo
grau de posicionamento em que se encontram pelo que realizaram.
Os critérios conhecidos não auxiliam. No caso de exercício de uma mesma atividade pelos
detentores dos direitos, e, podendo disso resultar confusão ao consumidor ou desvio de clientela, deve
atender a dois critérios para sua solução: a especificidade: o ramo de atividade de uma colidência entre
empresários de um mesmo ramo impõe-se atentar primeiramente à anterioridade de cada um dos
registros, prevalecendo o princípio da novidade; o prazo prescricional para a propositura de ação para
exigir a abstenção do uso de marca é de vinte anos, segundo a Súmula 142 do STJ. [NEGRÃO,
Ricardo. Manual de direito comercial e de empresa, v.1: evolução histórica do direito comercial, teoria
iterai da empresa, direito societário. 4. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2005. pp. 187-204]
Observando o certificado expedido pelo INPI foi concedido à autora, a partir de 25.03.2008
depositado em 18.09.2001) o registro da marca -LP - Lajes Paraná", sem direito ao uso exclusivo da
palavra "lajes" (fls. 28). O arquivamento dos atos constitutivos da empresa ARSS se deu em 1985,
comprovando, por meio de notas fiscais que o uso da expressão "Lajes Paraná" teve inicio em 1987
tis. 124). A Empresa "Lajes Paraná", por seu turno, arquivou seu ato constitutivo em 04.02.1988 e
faz uso de seu nome empresarial como se marca fosse desde essa época.
O juiz a quo empregou o principio da anterioridade para dar solução ao caso em tela. Esse o
dilema da lide ou definir se as empresas litigantes podem conviver harrnonicamente entre si ou se uma
delas deve se abster de usar a expressão -Lajes Paraná-.
O sempre lembrado CARVALHO DE MENDONÇA esclareceu [Tratado de Direito
Commercial Brasileiro, lia edição, vol. V Ia parte. Freitas Bastos, 1938. p. 221, § 226] que "a lei
reconhece o direito da marca anterior ao registro, originado no uso do titular, uso amparado
simplesmente pelas normas de direito comum, que não conferem mais do que a ação civil de reparação
do dano no caso de efetiva concorrência desleal".
A almejada exclusividade não era mesmo de ser deferida.
Não estamos discutindo a invasão de áreas geográficas conhecida pela singularidade de um
produto ou de um serviço, como -Champagne", de modo que a expressão "Paraná", não é e nunca foi
indicativo da excelência de um produto de origem daquele estado da federação. Não soa como
razoável uma sociedade apoderar-se do nome "Paraná", seja em comércio de lajes ou qualquer outra
coisa, como não se admitiu •ue Yves Saint Laurent utilizasse a •alavra -Paris" isoladamente
'Descrição do Tema
estes pratiquem os atos previstos no artigo 195 da LPI ou qualquer ato não tipificado neste artigo que
cause confusão, denigra a imagem do concorrente, ou provoque falsas alegações que induzam o
consumidor a erro ou prejudique de alguma forma o concorrente. Não se vislumbrou no caso dos autos
qualquer das condutas enumeradas no art. 195 da LPI.
O fato de possuir site na intemet não caracteriza concorrência desleal. Alega que a apelada ao
tentar registrar para si o domínio www.lajesparana.com.br deparou-se com o registro anterior em
nome da apelante e, no intuito de confundir o consumidor desatento inverteu os vocábulos e registrou
o domínio www.paranalajes.com.br e se mantém utilizando a expressão "lajes paraná- não como nome
empresarial, mas como marca. Esse fato também não deve ser visto como concorrência desleal pelos
mesmos fundamentos supramencionados.
Por conseguinte, não havendo qualquer ilícito perpetrado pela ré. não há que se falar em
prejuízo a ser indenizado. Ademais, a autora não se desincumbiu de seu ónus probatório de que tenha
sofrido algum prejuízo material ou moral e convém registrar não ser o documento por último juntado
(dias antes da sessão final) prova efetiva de que consumidores se confundem, porque retrata consulta
de suposto cliente pesquisa vantagens sobre o frete de mercadorias, o que, aliás, revela que o
comprador sabe distinguir as duas sociedades e extrair beneficios de suas localizações.
Salienta-se que diante dos argumentos acima esposados. é de se concluir que a atuação
mercadolócica da requerida acha-se legalmente autorizada e foi realizada para conquistar o mercado,
consistindo na disputa estimulada pela livre iniciativa e sob o ângulo constitucional, não se
enquadrando em nenhuma das hipóteses caracterizadoras de concorrência desleal, descritas pela Lei
n.° 9.279/96.
E se assim o é. não há de se cogitar de qualquer abuso por parte da recorrida a ensejar a
determinação de abstenção de uso ou condenação em danos materiais ou morais. De se manter,
portanto. o julgamento de improcedência da ação principal.
Diante do exposto, nega-se provimento.

Observações Etapas Data Rubrica


Entrega ao Prof. Resp. 21/09/2016
Aprovação do Prof.
23/09/2016 E-mail
Resp.

Caso concreto para prova regular CPI C Inclusão no SIEM


Revisão de Português
CPI.04.01.13.CC.44 Revisão DIACD
Se o caso concreto for questão
1\10 Valor Rubrica do Prof. Resp.
01 3,5 E-mail
ELABORAÇÃO DE CASO CONCRETO
UO.: DIACD Elaborador: Ana Paula Abreu Período:
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Descrição do Tema I
SOCIEDADES. Conceito. Elementos caracterizadores. Sociedades unipessoais. Classificação das
sociedades. A participação de pessoas casadas, incapazes e impedidas. Espécies - sociedades simples
e empresárias. Caracterização. Cooperativas e sociedades por ações. Atividade Rural.
Descrição do Caso Concreto
) CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMIVEIS DA 2a ZONA DE PARAGUAÇLY questiona.
em resumo, a possibilidade de THE MULLER e sua esposa MARIA REGINAf4ULLER, casados
pelo regime de comunhão universal de bensiserem sócios da sociedade em resária ANCART
PARTICIPAÇÕES Ltda., sociedade simples.
Pergunta-se: o art. 977 do CC/02. que impede os cônjuges de contratar sociedade entre si quando
casados no regime da comunhão universal de bens, se aplica apenas à constituição de sociedades
empresárias ou veda também a contrata* de sociedades simples? Responda a questão, de forma
fundamentada, em até 15 linhas.
Resposta do Caso Concreto
O artigo 977 do Código Civil traz uma disposição geral sobre sociedades, como se percebe do seu
texto. Não faz nenhuma restrição quanto a sua aplicação a sociedade empresária.
Ademais, a participação de cônjuges em sociedade simples ou empresária não afasta a aplicação das
regras do reuime de hene th nr,,,,,,,k,,,-, ,—:.----1
usI, que
...._ _,, _
RS.sao
Portanto, a vedação se aplica a qualquer sociedade, mesmo que seja simples.
1...1

• RECURSO ESPECIAL N° 1.058.165 - RS (2008/0106925-5)


RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI
, EMENTA: Direito Empresarial e Processual Civil. Recurso especial. Violação ao art. 535 do CPC.
Fundamentação deficiente. Ofensa ao art. 5° da LICC. Ausência de prequestionamento. Violação aos
j arts. 421 e 977 do CC/02. Impossibilidade de contratação de sociedade entre cônjuges casados no
j regime de comunhão universal ou separação obrigatória. Vedação legal que se aplica tanto às
'sociedades empresárias quanto às simples. - Não se conhece do recurso especial na parte em que se
encontra deficientemente fimdamentado. Súmula 284/STF. - Inviável a apreciação do recurso especial
quando ausente o prequestionamento do dispositivo legal tido como violado. Súmula 211/STJ.
- A liberdade de contratar a que se refere o art. 421 do CC/02 somente pode ser exercida legitimamente
se não implicar a violação das balizas impostas pelo próprio texto legal.
' - O art. 977 do CC/02 inovou no ordenamento jurídico pátrio ao permitir expressamente a constituição
de sociedades entre cônjuges, ressalvando essa possibilidade apenas quando eles forem casados no
, regime da comunhão universal de bens ou no da separação obrigatória.
- As restrições previstas no art. 977 do CC/02 impossibilitam que os cônjuges casados sob os regimes
, de bens ali previstos contratem entre si tanto sociedades empresárias quanto sociedades simples.
Negado provimento ao recurso especial.
Descrição do Tema
Trechos do acórdão:

(...) Cinge-se a controvérsia em determinar se o disposto no art. 977 do CC/02, que impede os cônjuges
de contratar sociedade entre si quando casados no regime da comunhão universal de bens, se aplica
apenas à constituição de sociedades empresárias ou veda também a contratação de sociedades simples
entre eles.

(...) O art. 977 do CC/02 inovou no ordenamento jurídico pátrio ao permitir expressamente a
constituição de sociedades entre cônjuges, ressalvando essa possibilidade apenas quando eles forem
casados no regime da comunhão universal de bens, tal como ocorre na hipótese dos autos, ou no da
separação obrigatória.
Em suma, tais restrições possuem a finalidade de evitar que a constituição de sociedades possa
ser utilizada como instrumento para acobertar eventuais tentativas de burla ao regime de bens do
casamento.
De acordo com o entendimento defendido pela recorrente, as limitações legais do art. 977 do
CC/02 não se aplicariam às sociedades simples, mas tão-somente às empresárias, tendo em vista a
Localização do mencionado dispositivo legal no texto do CC/02.
Neste sentido, assevera que o dispositivo legal em comento estaria inserido no Capítulo II (Da
Capacidade) do Título I (Do Empresário), do Livro II (Do Direito de Empresa) do Código, o que
levaria à conclusão de que suas disposições somente diriam respeito à capacidade para ser empresário.
aplicando-se, pois, apenas às sociedades empresárias, que, na forma do art. 982 do CC/02, são aquelas
que possuem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro.
Dois são, portanto. os aspectos que devem ser analisados para o devido deslinde da questão
jurídica controvertida: o primeiro será identificar se existe alguma distinção relevante entre as
sociedades empresárias e as simples que justifique a aplicação da restrição legal somente àquelas; ao
passo que o segundo será avaliar se a localização do art. 977 na estrutura do CC/02 constitui ou não
I elemento indicativo da sua aplicação apenas às sociedades empresárias.
Quanto ao primeiro aspecto, verifica-se que não há nas características conceituais das
'sociedades simples e das empresárias peculiaridade alguma que faça supor que a restrição prevista no
art. 977 do CC/02 somente atinja as últimas.
Conforme estabelece o art. 982 do CC/02, o traço diferenciador entre as sociedades
empresárias e as simples é o fato de as primeiras terem por objeto o exercício de atividade própria de
' empresário sujeito a registro.
No que concerne à forma de participação dos sócios nas sociedades, o art. 983 do CC/02 é
expresso ao dispor que a sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regulados nos
l arts. 1.039 a 1.092 do CC/02 (sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita simples,
sociedade limitada, sociedade anônima, sociedade em comandita por ações), sendo facultado às
sociedades simples que não desejarem subordinar-se às normas que lhe são próprias, constituírem-se
de conformidade com qualquer um daqueles tipos, exceto os previstos para as sociedades por ações.
Assim, em face da ausência de relevante distinção entre a sociedades
simples e empresárias no que concerne às suas formas de organização, não se constata a existência
de qualquer razão conceituai que faça supor que apenas às sociedades empresárias se legitimaria a
restrição do art. 977 do CC/02.
De outro lado, mostra-se necessário examinar a alegação recursal relativa à inserção do
dispositivo tido como violado no capítulo destinado a
disciplinar a capacidade para ser empresário.
Em que pesem os argumentos tecidos pela recorrente, verifica-se que
em todos os artigos insculpidos no mencionado Capítulo 11 (Da Capacidade) do Título 1 (Do
Empresário), sempre que o legislador se referiu exclusivamente ao empresário ou à atividade de
em tesa, o fez de forma ex essa, somente não fazendo men â'o a essa característica no "á referido art.
.1 Descrição do Tema
977 do CC/02, utilizando a expressão "sociedade" sem estabelecer qualquer especificação, o que
; impossibilita o acolhimento da tese de que essa "sociedade" seria apenas a empresária.
Registre-se. ademais, que a adoção do entendimento do recorrente
1
poderia levar à conclusão de que o legislador teria se equivocado ao trazer no livro destinado ao
"Direito de Empresa" todos os regramentos atinentes à sociedades simples, afinal, segundo o conceito
trazido pela própria lei, essas sociedades não têm por objeto a atividade empresarial.
Portanto, mostra-se devida a manutenção do entendimento firmado pelo TJ/RS no sentido de
que o art. 977 do CC/02 se aplica tanto às sociedades empresárias quanto às sociedades simples, sendo
oportuno consignar que a liberdade de contratar a que se refere o art. 421 do CC/02 somente pode ser
exercida legitimamente se não implicar a violação das balizas impostas pelo próprio texto legal.
Forte em tais razões. NEGO PROVIMENTO ao recurso es ecial.

Observações Etapas Data Rubrica


Entrega ao Prof. Resp 21/09/2016
Aprovação do Prof.
23/09/2016 E-mail
Resp.
Inclusão no SIEM 28/09/2016
Caso concreto para prova regular CPI C
Revisão de Português 29/09/2016
CPI.04.01.11.CC.45 Revisão DIACD agm116
Se o caso concreto for questão de ia:
N° Valor Rubrica do Prof. Resp
02 3,5 E-mail

3
QUESTÕES OBJETIVAS CPI C - REGULAR

3) No que se refere ao direito concorrencial e à Lei n.° 12.529/2011, que estrutura o


Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, assinale a opção correta.
A emissão de parecer por membro do MPF que atue perante o CADE é condicionada
a eventual requerimento do presidente ou do conselheiro-relator do parquet.
O CADE é constituído pelo TADE e pela Secretaria de Acompanhamento Econômico
do Ministério da Fazenda.
Conforme entendimento do STF, tal como nas causas intentadas contra a União, a ação
ajuizada contra o CADE pode ser aforada, a critério do autor, na seção judiciária de seu
domicílio, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde
esteja situada a coisa, ou, ainda,
no DF.
A perda de mandato do presidente ou dos conselheiros do TADE só poderá ocorrer
por decisão judicial.
É vedado ao TADE responder a consultas sobre condutas em andamento.

Gabarito: C

4) De acordo com o que determina a Lei Antitruste (Lei n.° 12.529/2011), assinale a opção
correta no que tange à execução judicial das decisões do CADE.
A decisão do juiz que decreta a intervenção judicial da sociedade empresária para fins
de execução específica prescinde de fundamentação para sua validade e adequação legal,
apenas se exigindo que o juiz indique, clara e precisamente, as providências a serem
adotadas pelo interventor nomeado.
Em intervenção judicial relativa a execução específica, o interventor, assim que é
nomeado, assume automaticamente a administração da empresa, devendo apresentar
relatório mensal de suas atividades ao juiz.
Compete exclusivamente ao juízo federal da sede do domicílio do executado processar
e julgar os processos executivos concernentes à concorrência, quando o título executivo
impuser obrigação de fazer ou não fazer.
Os processos de execução judicial das decisões do CADE têm preferência sobre todas
as demais espécies de ação.
A suspensão da execução pela oposição de embargos é condicionada à garantia do
juizo no valor das multas aplicadas objeto do título exequendo.

Gabarito: E

5) Acerca da propriedade industrial, assinale a opção correta.


A licença compulsória com exclusividade é concedida por ato do Poder Executivo
federal ao licenciado para que, no prazo de um ano, inicie a sua exploração e atenda aos
casos de emergência nacional ou interesse público.
A extinção dos direitos sobre uma marca coletiva ou de certificação depende de um
processo administrativo instaurado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial,
podendo a parte interessada requerer o seu registro imediatamente após a extinção.
A degeneração da marca simboliza a perda de sua função distintiva, passando ela a se
confundir com o próprio produto ofertado no mercado.
A proteção às marcas notoriamente conhecidas, às quais não se aplica o princípio da
especialidade, estende-se a outros ramos de atividade a que o empresário eventualmente
se dedique.
É patenteável o desenho industrial cujo objeto de uso prático apresente uma nova
forma, seja passível de industrialização e gere uma melhoria funcional em um objeto já
existente.

Gabarito: C

6) No que se refere ao registro público de empresas mercantis, assinale a opção correta.


Ajunta comercial não pode negar arquivamento a documento mercantil que contrarie
os bons costumes, visto que lhe cabe tão somente o exame da regularidade e formalidade
dos documentos.
O ato de constituição de sociedade apresentado a registro trinta dias depois de sua
assinatura passa a ter eficácia a partir da data do despacho que o conceder.
O registro de sociedades anônimas pode ser deferido por decisão singular do presidente
da junta comercial.
O DREI tem função primordial de natureza administrativa relativa aos serviços de
registro público de empresas mercantis.
As juntas comerciais têm função coordenadora e normativa dos serviços de registro
público de empresas mercantis.

Gabarito: B
ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- EMERJ -
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PARA A
CARREIRA DA MAGISTRATURA
PROVA REGULAR DE DIREITO EMPRESARIAL
QUESTÕES OBJETIVAS
CPI C 2 2016
PROVA: 31/10/2016
NOME: MATRÍCULA:

r QUESTÃO: (Valor -0,5 pontos)

No que se refere ao direito concorrencial e à Lei n.° 12.529/2011, que estrutura o


Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, assinale a opção correta.
A) A emissão de parecer por membro do MPF que atue perante o CADE é
condicionada a eventual requerimento do presidente ou do conselheiro-relator do parquet.
8) O CADE é constituído pelo TADE e pela Secretaria de Acompanhamento
Econômico do Ministério da Fazenda.
Conforme entendimento do STF, tal como nas causas intentadas contra a União,
a ação ajuizada contra o CADE pode ser aforada, a critério do autor, na seção judiciária de
seu domicilio, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou
onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no DF.
A perda de mandato do presidente ou dos conselheiros do TADE só poderá
ocorrer por decisão judicial.
É vedado ao TADE responder a consultas sobre condutas em andamento.

4a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

De acordo com o que determina a Lei Antitruste (Lei n.° 12.529/2011), assinale a
opção correta no que tange á execução judicial das decisões do CADE.
A decisão do juiz que decreta a intervenção judicial da sociedade empresária para
fins de execução específica prescinde de fundamentação para sua validade e adequação
legal, apenas se exigindo que o juiz indique, clara e precisamente, as providências a serem
adotadas pelo interventor nomeado.
Em intervenção judicial relativa a execução específica, o interventor, assim que é
nomeado, assume automaticamente a administração da empresa, devendo apresentar
relatório mensal de suas atividades ao juiz.
Compete exclusivamente ao juízo federal da sede do domicílio do executado
processar e julgar os processos executivos concernentes à concorrência, quando o titulo
executivo impuser obrigação de fazer ou não fazer.
Os processos de execução judicial das decisões do CADE têm preferência sobre
todas as demais espécies de ação.
A suspensão da execução pela oposição de embargos é condicionada à garantia
do juizo no valor das multas aplicadas objeto do título exequendo.

Er' T
50 QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

Acerca da propriedade industrial, assinale a opção correta.


A licença compulsória com exclusividade é concedida por ato do Poder Executivo
federal ao licenciado para que, no prazo de um ano, inicie a sua exploração e atenda aos
casos de emergência nacional ou interesse público.
A extinção dos direitos sobre. uma marca coletiva ou de certificação depende de
um processo administrativo instaurado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial,
podendo a parte interessada requerer o seu registro imediatamente após a extinção.
A degeneração da marca simboliza a perda de sua função distintiva, passando
ela a se confundir com o próprio produto ofertado no mercado.
A proteção às marcas notoriamente conhecidas, às quais não se aplica o principio
da especialidade, estende-se a outros ramos de atividade a que o empresário eventualmente
se dedique.
É patenteável o desenho industrial cujo objeto de uso prático apresente uma nova
forma, seja passível de industrialização e gere uma melhoria funcional em um objeto já
existente.

6a QUESTÃO: (Valor - 0,5 pontos)

No que se refere ao registro público de empresas mercantis, assinale a opção


correta.
A junta comercial não pode negar arquivamento a documento mercantil que
contrarie os bons costumes, visto que lhe cabe tão somente o exame da regularidade e
formalidade dos documentos.
O ato de constituição de sociedade apresentado a registro trinta dias depois de
sua assinatura passa a ter eficácia a partir da data do despacho que o conceder.
O registro de sociedades anônimas pode ser deferido por decisão singular do
presidente da junta comercial.
O DREI tem função primordial de natureza administrativa relativa aos serviços de
registro público de empresas mercantis.
As juntas comerciais têm função coordenadora e normativa dos serviços de
registro público de empresas mercantis.