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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS


CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA
DISCIPLINA: LAB. DE ELETRICIDADE BÁSICA
PROF.: DANIEL CARLOS DE CARVALHO CRISÓSTOMO
COMPONETES: ANTÔNIO RODOLFO DA S. MOURA
IGOR RAMON B. DE FREITAS
JOSE ELIANO DA S.R. JUNIOR
RITA DE CASSIA C. DE S. PINHEIRO

UNIDADE I
PRÁTICA 01 – LEI DE OHM

1. OBJETIVOS

- Verificar experimentalmente a Lei de Ohm;


- Determinar o valor de resistências pelas medidas de tensão e corrente e pelo gráfico da
característica elétrica;
- Familiarização com os gráficos V x I;

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Existe uma dependência entre a tensão aplicada e a corrente que circula em um


circuito. Quando se aplica uma tensão entre os terminais de um elemento, verifica-se que
a intensidade da corrente que o atravessa depende da tensão nele aplicada.
Denomina-se resistência elétrica de um componente, a razão entre a tensão nele
aplicada e a intensidade da corrente que o atravessa, resultando na Equação 01:

𝑉
𝑅= (01)
𝐼
onde:
R: Resistência em ohms (Ω)
V: Tensão em volts (V)
I: Correntes em amperes (A)

Tal equação segue os princípios da Lei de Ohm que é enunciada como: Nos
bipolos lineares ou ôhmicos, a corrente que o atravessa é diretamente proporcional à
tensão aplicada aos seus terminais. Levantando-se experimentalmente a curva da tensão
em função da corrente para um bipolo ôhmico, teremos uma característica linear,
conforme mostra a Figura 01.
Figura 1 - Curva característica de um bipolo ôhmico

Para testar a validade da lei de Ohm experimentalmente, é necessário a montagem


de um circuito. Nesse relatório, o circuito a ser reproduzido na prática está demonstrado
no esquema da Figura 2.

Figura 2 - Circuito reproduzido no experimento

Alguns equipamentos são necessários para a realização do experimento, além de


estarem listados na próxima seção, aqui teremos uma breve apresentação de suas funções.

• Protoboard: Placa com furos (ou orifícios) e conexões condutoras para


montagem de circuitos elétricos experimentais.
• Fonte DC: É um instrumento utilizado para ajustar tanto a tensão quanto
a corrente de saída para alimentar, de forma controlada, determinados circuitos e
componentes eletrônicos.
• Multímetro: É um aparelho destinado a medir e avaliar grandezas elétricas.
• Resistor: é um dispositivo elétrico utilizado com a finalidade de transformar
energia elétrica em energia térmica por meio do efeito joule.
3. MATERIAIS UTILIZADOS

Abaixo temos a lista dos materiais utilizados no experimento, vejamos:


• Resistores fixos;
• Fonte DC;
• Multímetro Digital;
• Protoboard;

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1- Inicialmente, leu-se e calculou-se as resistências teóricas de cada resistor com o


auxilio da tabela do código de cores para resistores. Depois, foram medidas as resistências
experimentais ou verdadeiras de cada resistor através de um multímetro digital.
2- Após conhecer cada resistência, observando se estas estão dentro da margem de
tolerância estabelecida pela resistência teórica, montamos o circuito estabelecido na
prática, figura 1, utilizando uma fonte regulável do módulo de ensaios para CC e um dos
três resistores.
3- Então, variamos o valor da tensão de acordo com os valores estabelecidos na tabela
1 e, para cada valor de tensão ajustado, mediu-se o valor da corrente anotando cada valor
na tabela.
4- Todo o procedimento do circuito foi repetido para os outros dois resistores.

Tabela 1 - Valores de resistência, tensão e corrente calculados e medidos.


Resistência Teor. [Ω] R1 = 7,5 kΩ R2 = 1 kΩ R3 = 100 kΩ
Tolerância [%] 5% 5% 5%
Resistência Exp. [Ω] R1 = 7,560 kΩ R2 = 1,002 kΩ R3 = 97,8 kΩ
Tensão [V] I [mA] I [mA] I [mA]
1 0,123 mA 0,910 mA 0,010 mA
2 0,260 mA 1,950 mA 0,021 mA
3 0,397 mA 3,030 mA 0,031 mA
4 0,528 mA 4,050 mA 0,035 mA
5 0,668 mA 5,040 mA 0,052 mA

5- Com os valores obtidos na tabela, gerou-se um gráfico VxI para cada resistor.
Gráfico 1: V x I referente ao resistor 1
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
I [mA]
0,3
0,2
0,1
0
1 2 3 4 5

Gráfico 2: V x I referente ao resistor 2


6
5
4
3
I [mA]
2
1
0
1 2 3 4 5

Gráfico 3: V x I referente ao resistor 3.


0,06
0,05
0,04
0,03
I [mA]
0,02
0,01
0
1 2 3 4 5

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ao término da experimentação alguns resultados puderam ser observados a respeito


do comportamento dos resistores quanto ao seu funcionamento e quanto a seus valores
teóricos e experimentais. Ao medirmos com o multímetro as resistências dos dispositivos
foi perceptível que os mesmos não apresentaram valores iguais aos propostos pela tabela
de cores, com isso ficamos atentos a possíveis variações ou mesmo erros que pudessem
ocorrer ao longo das medições. Analisando cada resistor foi visto que os valores obtidos
estavam dentro da proposta de tolerância pela qual os três dispositivos utilizados
apresentavam, com isso os valores teóricos e experimentais se aproximaram suficiente
para a proposta, tendo em vista a baixa voltagem e uma resistência considerável dos
resistores pela qual os mesmos possuíam níveis de tolerâncias que devem ser
consideradas.
Partindo para a lei de Ohm, os valores obtidos após cada medição foram condizentes
com o teórico calculado, no entanto o valor da corrente medida no resistor 3 com 4V não
ficou condizente com o calculado obtendo cerca de 17% de diferença para menos do que
era esperado, à frente falaremos sobre algumas dificuldades e possíveis erros de medição.
Os gráficos mostrados acima explicam de maneira simples a dependência direta entre
as variáveis voltagem, corrente e resistência, onde as mesmas formam uma equação do
primeiro grau, como mostra a lei de Ohm. A eficácia da equação e dos valores obtidos
podem ser comprovados ao analisar os gráficos e verificar que a reta formada pelos
valores obtidos fazendo com que as medições sejam válidas para o que foi proposto.
Partindo para o que foi dito anteriormente em relação aos erros, durante a medição
dos valores sugeridos observamos que a corrente variava em alguns resistores, os
possíveis motivos do erro são: mal funcionamento do componente; falta de experiência
na manutenção do equipamento de medição; os próprios contatos na protoboard e outros
que não conseguimos identificar. Falando em específico do resistor 3 com a tensão de 4V,
a divergência do valor obtido na medição pode ter vindo do erro na configuração da fonte,
do contato dos polos do multímetro no resistor ou até mesmo uma má interpretação dos
dados visualizados.
Ao término da prática foi possível ver como se funciona a lei de Ohm fora do papel,
obtivemos resultados satisfatórios com o que foi proposto sendo assim cumprido o que
foi solicitado, a experiência vem só enriquecer e agregar os conhecimentos a respeito de
eletricidade e nos fazer visualizar na prática o que de fato ocorre ao se deparar com fontes,
resistores e correntes.

6. QUESTÕES

A seguir apresentamos as respostas referentes aos problemas abordados no relatório:


a) De todas as medições realizadas somente três delas não estão dentro da margem de
tolerância descrita pelo código de cores.
b) Tratando-se de um resistor linear que possui resistência fixa, se duplicarmos a tensão
aplicada aos seus terminais a corrente dobrará.
c) Ao reduzirmos a resistência de um resistor pela metade estamos facilitando a
passagem da corrente elétrica, logo ao reduzir pela metade a resistência estamos
dobrando a corrente que passa por ele.
d) Como a resistência é diretamente proporcional a tensão, logo para uma mesma
corrente ao mudar a tensão a resistência é alterada de modo que a resistência é
diretamente proporcional a tensão.
e) Pela Lei de Ohm, temos:
110 𝑉
𝑅= ∴ 𝑅 = 220 𝛺
0,5 𝐴

7. REFERÊNCIAS
BOYLESTED, Robert L.. Introdução à Análise de Circuitos. 10. ed. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2004.
GUSSOW, M. Eletricidade Básica. 2ª Edição. São Paulo: Makron Books.
YOUNG, Hugh D.; FREEDMAN, Roger A.. Física III: Eletromagnetismo. 12. ed. São
Paulo: Pearson, 2009.