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RADIOJORNALISMO – AULA 2

Tema: Práticas produtivas e a produção do texto radiofônico

BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de radiojornalismo.


2. ed, Rio de Janeiro: Campus, 2003. Capítulo 8 – A reportagem; Capítulo 9 –
A entrevista; Capítulo 13 – O texto

 Práticas produtivas do radiojornalismo: funções profissionais, questões


de gêneros e formatos radiofônicos;
 As especificidades na informação radiofônica: elementos do texto
jornalístico no suporte rádio e as rupturas a partir da convergência digital

Próxima aula – COMEÇA PRÁTICA


Explicar esquema de texto de apoio
BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de radiojornalismo:
produção, ética e internet. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. Capítulo 11 – A
Pauta; Capítulo 12 – A produção. p. 65-71

Práticas produtivas do radiojornalismo e as especificidades


da informação radiofônica

Questões de linguagem - A palavra sonora é o elemento central da


linguagem do rádio informativo . Para o ouvinte, a fala é do jornalista, o
profissional age como um operador linguístico, quer como processador do texto
lido ou falado, no caso do repórter, ou apneas como intéprete do texto
anteriormente produzido pelo redator que não aparece, no caso do
apresentador. De qualquer forma, há uma intervenção humana direta do
jornalista no resultado da fala que chega ao microfone e este primeiro nível de
operação cognitiva, o subjetivo, está presente em todas as etapas do processo
de produção.

No radiojornalismo brasileiro predomina a divisão de funções, onde o


repórter é o encarregado de apurar as informações para apresenta-las
diretamente ao microfone ou repassá-las ao redator, que produz os textos para
o locutor, profissional da voz, apresentar. No radiojornalismo português esta
estrutura foi modificada, seguindo exemplo francês que predomina na Europa:
o jornalista apura, redige e apresenta ao microfone o material que produziu. O
locutor, especialista da voz, foi excluído da programação informativa,
substituída pelos jornalistas. Com ele desapareceram os redatores,
especialistas em texto, qie passaram a ir ao microfone.

Mesmo a simples adaptação de um texto escrito para ser apresentado ao


microfone envolve uma operação intelectual menos óbvia do que aparenta. O
pensamento do autor, no caso do repórter, terá que ser “extraído” da linguagem
do texto escrito para, posteriormente, poder ser formatado num outro tipo de
texto sem perder significado e sentido. Esta etapa intermediária não aparece
em nenhum dos dois textos, mas no discurso interior de quem realiza a
transformação, e por isso, é preciso fazer um duplo movimento na construção
da informação radiofônica. Pensar o encadeamento da ideias, seguindo modelo
de apuração jornalística, mas tendo em vista que as informações vão passar
pelo suporte sonoro. A linguagem do rádio precisa ser essencialmente
descritiva – algumas expressões que dão sentidos de lugar precisa sem
detalhadas para o ouvinte.

Embate: o jornalismo escrito para o microfone não o poderia ser da


mesma maneira que para o jornal. Condição invisível da sua linguagem – sem
o reforço da visão (audiovisual) (funciona como um manipulador da atenção
nos meios audiovisuais). No caso de uma mensagem sonora, em que o
interesse é despertado pelo o ouvido, a atenção dispensada pelo cérebro para
decodificar essa mensagem auditiva não é persistente. Por isso o rádio se
atem apenas aos aspectos mais relevantes das mensagens, capazes de
chamar a atenção initerruptamente e propiciar uma compreensão global do
conteúdo, num curtíssimo espaço de tempo.

A superação da escrita pelo jornalismo eletrônico do rádio passou


primeiro pela reafirmação dos padrões estabelecidos pelo jornalismo escrito.
Mas a nova forma adotada pelo jornalismo sonoro, com a agregação ao texto
de um subtexto (presente na arcaica comunicação oral e remodelado por um
novo contexto comunicativo) e dos demais elementos da linguagem sonora
(música, ruídos, silêncio) evoluiu num novo gênero de discurso, que se
expressa pela composição de um supertexto, impossível de ser produzido
apenas com os recursos da escrita e impensável numa cultura oral.
A lógica da cultura letrada passou então a ver o discurso do rádio como
algo mais do que apenas texto, mas ainda assim como uma forma de escrita.
Por esta lógica, em todos os manuais a linguagem do rádio é apresentada
então como uma composição de palavra falada, música, ruídos e silêncios. Na
verdade, esta composição não descreve exatamente a linguagem do rádio,
descreve antes a linguagem fonográfica. O supertexto radiofônico se
caracteriza não apenas pela agregação de um subtexto ao texto propriamente
dito, mas também pela sua enunciação em tempo real.

Notícia: é a unidade mínima de significação da linguagem para o discurso


Formato informativo – a estrutura do discurso radiofônico

Descrevendo a estrutura
Macrotextos:
A grade de programação (linear): estabelece a estratégia da emissora em
dominar os acontecimentos exteriores e submetê-los a rotina de produção. A
grade funciona também como um controle discursivo, estabelecendo os
conteúdos e as abordagens possíveis;

O fluxo da programação (all news- circular): sequencialização dos


programas para organização dos conteúdos, cria-se um fluxo contínuo de
produção estruturado de forma circular, em torno de uma unidade de tempo
que se repete infinitamente. O clock tem uma duração temporal arbitrária, em
função das 24 horas do dia, dos 60 minutos de cada hora, ou até períodos
menores, de 30 minutos. Programação passa a ter uma estrutura curva;

Microtextos:
Gêneros informativos heterogêneos e a lógica do fluxo impõe a sua lógica
como uma unidade textual (notícia, reportagem, transmissão ao vivo, relato,
entrevista – informação radiofônica)

A informação abstrata (externa) se especifica de tal modo que, para os


acontecimentos e ações totais, se apliquem descrições detalhadas para a
identidade e as consequências da ação, o lugar, o modo dos acontecimentos e
diferentes tipos de circunstâncias.

Macroestrutura: A redação
Diretor de jornalismo
Editores
Redatores
Apresentadores/Locutores
Repórteres
Produtores
Operação de áudio

Microestrutura: o repórter

Reportagem – principal fonte de matérias exclusivas do radiojornalismo.


Isenção jornalística – passar informações para que o ouvinte possa tirar suas
próprias conclusões.

Reportagens:
a) CBN Vacinação - Sonora ao vivo – dimensão de atualidade, entrada por
telefone para dar um pouco do ambiente do local do fato; a pauta aborda
a campanha de vacinação humanizando o relato com uso das fontes
primárias; traz dados da campanha, uso da pirâmide invertida, detalhes
no final, início relata o fato. Serviço no final e incentiva a vacinação – o
papel do jornalismo nas práticas sociais.
b) Bandnews – Festival de Gastronimia de Tiradentes – reportagem
gravada, qualidade sonora, mostra um apuro do conteúdo também. A
reportagem tem uma dica cultural, gênero do jornalismo cultural do
impresso criado em rádio, descreve a cidade para o ouvinte, passa
programação do evento – fonte organização explica programação. A
fonte chef participante para chamar o público. Apresenta o evento!

Preparação do repórter – construir reportagem completa e equilibrada;


ouvir a maior quantidade de fontes possível; cultivar suas próprias fontes,
acompanhar os assuntos pelos jornais, revistas, internet, televisão, anterior ao
momento da entrevista. Pedir ajuda ao especialista – aquele que pode ajudar
na compreensão do assunto

Reportagem ao vivo/ Reportagem gravada


a) Feminicídio Bandnews – reportagem com vinheta, efeitos sonoros;
reportagem começa já de maneira direta e objetiva. Problemas de saúde
e violência – gancho da reportagem. Fonte especializada e fonte
personagem – voz distorcida (integridade da fonte) e o relato de quem
vivenciou.
b) Desastre Mariana – repórter está no local do fato, vai se deslocar –
sentido de mobilidade promovido pelo radio – atualização da notícia
também (entrada precisa atualizar as informações).

Na entrevista, Perguntas claras, diretas e curtas. Criar a sequencia lógica da


entrevista – respeitar o raciocínio do entrevistado
Reportagem gravadas
Reportagem ao vivo – suíte e resumos
Pontos essenciais de uma reportagem
Originalidade do tema; objetividade; empenho do repórter; propriedade de
edição; clareza; autenticidade; relevância; a voz dos personagens; emoção;
empatia; audiência, correção do texto e conjunto (MEU PROBLEMA –
AUDI~ENCIA POR FIM – A AUDIENCIA DEVE SER PENSADA EM PRIMEIRO
LUGAR).
TEXTO: preciso, coloquial e conciso
Ouvir as opiniões dos colegas – a importância do editor
Rigor na apuração dos fatos (o máximo de informação)
A reportagem deve ser completa em si mesma (não deixar pontas
abertas)
Desconfiança
Informação do jornalista
Sem julgamentos
Generalizações de fatos isolados
Cuidado com uso dos adjetivos –em alguns gêneros radiofônicos cabe o
uso
Controle das emoções nas entradas ao vivo
Cuidado com a voz
Relação repórter-redação – informação dos fatos e encaminhamento
Conhecimento dos equipamentos técnicos
ENTREVISTA
Entrevista em rádio traz a emoção da voz para o trato com a informação
Revelar novos conhecimentos, esclarecer os fatos e marcar a diversidade
de opiniões
Entrevista deve ter começo, meio e fim
Planejar o tempo
Tamanho das perguntas
Priorizar as questões de acordo com o suposto interesse do público sobre
o assunto
O clima de bate-papo (tenho minhas questões aqui. Como a metrópole
informa)
A mudança no rumo da entrevista – ficar atento
Tratar o entrevistado com respeito, mas jornalista deve ficar de olho nas
entrelinhas
Repetir algumas informações nas entrevistas – lembrar o fluxo do rádio

Tipos de entrevista
Informativa
a) CBN – militar para contar os fatos, sonora gravada a partir do evento. A
fala dele deu origem a pauta e a reportagem;
b) BANDNEWS – Itaipu – estiagem – gerente da concessionária traz os
cenários e condições. O seu vinculo institucional faz dele uma fonte que
traz as informações do fato e o contexto dos acontecimentos;
Interpretativa
a) BANDNEWS – Eleições – quantidade de deputados que vão se
reeleger. Cientista político dá um panorama mais aprofundado para
aválise dos fatos. Colocar na fonte uma voz de referencia.
Emocional
a) METRÓPOLE – memórias, experiências vividas, emoções do
entrevistado. A entrevista tem um tom subjetivo e explora a partir do
próprio entrevistado a busca pelas informações. Nesta categoria me
incomoda o fato de que a entrevista emocional, em certa medida, perde
o tom informativo, mas a gente consegue ver na metrópole inclusive
uma maneira de aliar o entretenimento com a informação. PULAR DA
MUSICA PARA 2:40
Entrevista ao vivo
a) CBN Neurolinguistica – a fonte é convidada para explorar e aprofundar
um tema de determinada área do conhecimento. Aborda esse tema e
destrincha exaustivamente. Em alguns programas, esse tipo de
entrevista possibilita a interação do público com dúvidas, questões,
indicações;
Entrevista gravada
a) ELEIÇÕES BANDNEWS – dificuldade de descobrir. No caso dessa
reportagem, só soube porque o site falou. Então é uma entrevista que
vai depender das condições possíveis de realização. É uma conversa
gravada que depende da agenda do entrevistado e da importância dele
para gravar uma entrevista. Nesse caso, foi pela agenda do candidato

O TEXTO
Texto jornalístico – normas universais
Claro, conciso, direto, preciso, simples e objetivo.
A voz – o ouvinte só tem uma chance para entender o que está sendo dito
Texto corrido (1 loc) – Texto manchetado (2 locs)
O Lead: procurar a novidae, a atualização , trazer o que há de mais
atraente da notícia
Exemplo de lauda de script de jornal
Importancia da pontuação para leitura
/ - vírgula // - ponto (?) pergunta (!) ênfase
Loc
Roda
Sobe Som
Baixa Som
Sonora
Vinheta
Chamada
Escrita da lauda – números por extenso, evitar descrição de siglas,
incorporar no próprio texto O senador José da Silva, do PMDB de Rondônia. A
promotora Livia Vaz, do Ministério Público. Segundo dados do IBGE ou
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
TEXTO/ ENTREVISTA

Entrevista obesidade – CBN – humanização do relato e prestação de serviço


público, além disso um tom de denúncia para os cuidados pelo poder publico
para os serviços de saúde

Reportagem sobre o Largo do Paisandú – SP – primeiro, chama um


entrevistado por telefone e pede que ele acompanhe uma reportagem. Uma
reportagem gravada. Linguagem emocional e descritiva pensando no
jornalismo sonoro. Cria o visível. A entrevista informativa que conta os fatos –
escrição das condições de vida – só funciona via oralidade – como transmitir
pela fala as experiências vividas pelos personagens. A fala do representante da
´prefeitura vai ser primordial para o debate com o entrevista pela via
interpretativa – a fala dele vai ser criticada. A institucionalidade da fonte oficial
que traz os dados. Na parte com professor portela, uma entrevista com tom
opinativo, rebate a prefeitura, analisa desde o desabamento e os desabrigados,
dando uma visão global e analítica dos fatos.

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