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CASO

O Caso Guarapiranga
Polêmico caso em que um homem foi encontrado morto em uma
represa, próximo à cidade de São Paulo, com mutilações pelo
corpo, semelhantes às encontradas em casos de mutilação de gado
relacionados à casos ufológicos.
Você está aqui:
Página Inicial >> Casos Ufológicos >> O Caso Guarapiranga

Por Jackson Luiz Camargo


Sumário:

o Introdução
o O Surgimento do caso - versão de Encarnación Zapata Garcia
o Imagens comparativas
o Caso Guarapiranga - Realmente verdadeiro? (versão de Claudeir e Paola)
o Caso Guarapiranga - Criando Caso
o Separando o Joio do Trigo
o Referências
o Comentários

 15 de Junho de 2016
 Comentar sobre este artigo

Em Ufologia, honestidade é tudo. Ao copiar material deste site cite


a fonte, assim como fazemos em nosso site. Obrigado!

Introdução
Em setembro de 1993, a Revista UFO, em sua edição n° 25, publicou
uma matéria sobre um homem que havia sido encontrado com
estranhas marcas de mutilação em seu corpo, semelhante àquelas
encontrada em casos de mutilações de animais em todo o mundo,
freqüentemente atribuídas à fenomenologia de natureza ufológica, ou
seja, aos tripulantes de OVNI`s. A matéria, de autoria de Encarnación
Zapata Garcia, uma espanhola, radicalizada brasileira, percorreu o
mundo, sendo aceita por uma parte da comunidade ufológica
internacional e rejeitada por outra. O caso, polêmico nas comunidades
investigativas ufológicas, veio a ser denominado "Caso Guarapiranga".

A Revista UFO ainda publicou duas outras matérias a respeito do caso,


nas edições n° 32 e n° 37, de setembro de 1994 e abril de 1995. Nelas,
Encarnación defende-se dos ataques céticos de ufólogos nacionais e
internacionais. Alguns anos mais tarde, a Revista Arquivo EXTRA n° 1, de
agosto de 1997, editada pelo ufólogos irmãos Mondini e Encarnación
Zapata Garcia publicou uma matéria sobre o mesmo caso, praticamente
repetindo a história, sem maiores detalhes.

Recentemente o caso voltou a ser debatido nos meios nacionais,


sendo que desta vez a mesma Revista UFO apresenta a investigação de
Claudeir e Paola Covo (conhecidos opositores do caso) os quais afirmam
ser o caso uma fraude. Seus estudos baseiam-se em fatos irrefutáveis,
segundo crêem Claudeir e Paola, o que praticamente comprova a
opinião deles. De qualquer forma, alguns pontos ainda ficaram sem
explicação, algumas perguntas ficaram sem respostas e algumas
alegações de ambos os lados permanecem questionáveis.

Este texto corre o risco de ferir o ego de alguns, mas vamos, de


qualquer maneira, apresentar aqui os fatos para que você conheça todos
os detalhes e intrigas relativas a este caso. Este artigo também poderá
ser alterado com novas adições, - conforme a ocorrência casual de novas
evidências que precisem ser mencionadas. Caso ocorra alguma alteração
esta será devidamente registrada no fim do texto, com o decorrer do
tempo.

Decidimos expor, inicialmente, os pontos favoráveis ao caso,


demonstrando que realmente existem fatos não explicados associados
a ele, e a sua semelhança com as mutilações de animais. Em seguida
iremos apresentar as alegações contrárias à legitimidade do caso, as
quais foram demonstradas através da pesquisa de Claudeir e Paola
Covo. Em seguida, faremos alguns comentários finais.

O SURGIMENTO DO CASO - VERSÃO DE


ENCARNACIÓN ZAPATA GARCIA
Encarnación Zapata Garcia tomou conhecimento do caso através do
conceituado médico paulista, o dermatologista Rubens Góes, que
obteve informações dele através de seu primo (Rubens Silvestre
Marques ) perito criminal do Governo de São Paulo, na época. Rubens
Góes mostrou a Encarnación Zapata, as fotografias do corpo de um
homem estranhamente mutilado, em cujo cadáver mutilado, ele
percebera a semelhança com as marcas encontradas em animais
comprovadamente mutilados por tripulantes de OVNI`s e registrados
em todo o mundo pela casuística ufológica. Eram sete fotografias,
coloridas do corpo do mutilado. Encarnación, então, ligou para o Dr.
José Roberto Cuenca, promotor de Justiça do Estado de São Paulo, o
qual era responsável pelo caso.

Foi então marcada um dia para uma entrevista. Através do Dr. José R.
Cuenca, Encarnación quase conseguiu a fortuita exumação do cadáver.
Infelizmente, ele já havia sido exumado e transferido para outro
cemitério pela família do morto. Dois meses depois, entretanto, o Dr.
Cuenca conseguiu localizar o processo do caso, e colocou-o à disposição
de Encarnación.

Segundo a pesquisadora, o documento revelava que o cadáver fora


encontrado em 29 de setembro de 1988, vestindo apenas uma cueca.
Ele teria 40 anos e apresentava várias marcas pelo corpo devido à ação
de urubus. Foi, então, instaurado inquérito policial para investigar-se o
caso. O Boletim de Ocorrência (B.O.) afirmava que não haviam sinais de
violência ou luta corporal.

Ainda, segundo Encarnación, o Corpo de Bombeiros improvisou uma


maca para a retirada do corpo do local. Esta maca aparece no fundo das
referidas fotografias. O Laudo do Corpo de Delito, também adquirido
por Encarnación, trazia informações importantes a favor da legitimidade
ufológica do caso.

A partir desse ponto iremos apresentar algumas fotografias para que


todos possam ter uma idéia das características de uma mutilação animal
clássica, com alguns comentários sobre elas. Em seguida
apresentaremos as fotografias do caso em questão para que se possa
analisar e comparar com as mutilações clássicas. Abaixo de cada
fotografia do cadáver transcreveremos os respectivos trechos do laudo
de necropsia realizado no cadáver.
Nota-se neste caso de mutilação que foi removido um retalho da
mucosa labial e língua, além do globo ocular. Este tipo de incisão é
padrão em casos de mutilações em animais no mundo todo. Este caso,
em particular, ocorreu no estado americano do Oregon.

Na foto acima nota-se, uma incisão na axila do animal. Como este caso,
ocorrido no Oregon (EUA), a maioria dos casos de mutilação de animais
envolvem a extração destas partes (olhos, mucosas labiais, e orelhas).
Nota-se no caso de mutilação acima, a extração de mucosa labial e
globo ocular. Como padrão característico das mutilações de gado
associadas à OVNIs observa-se o osso completamente limpo de tecidos
musculares e sangue o que o diferencia de um ataque de animais
predadores, por exemplo

Na foto acima, nota-se a extração da mucosa anal de um bovino. Neste


caso, a vaca foi mutilada no estado do Oregon (EUA). Este tipo de incisão
para extração do reto está presente em quase todos os casos de
mutilação por Ufonautas registrados em todo o mundo.
As fotografias anteriores nos dão uma idéia de como são as marcas
deixadas nos animais. Agora comparemos com o corpo encontrado no
Caso Guarapiranga.

Nesta foto, observa-se que a mucosa labial foi retirada como em muitos
casos de mutilação realizadas ET`s. O corte não foi tão irregular sendo
que alguns trechos se encontram enegrecidos por algum motivo. Vale
ressaltar que em casos de mutilação animal já foi encontrado este
mesmo tipo de carbonização. As cavidades oculares estavam vazias,
sendo mais uma coincidência com as mutilações de animais clássicas.
Nota-se que a orelha foi parcialmente removida também. Trecho do
exame necroscópico: "remoção com talha em bisel de pavilhão auricular
com sinais de esvaziamento em partes moles. Remoção parcial de
pavilhão auricular esquerdo com sinais de reação vital. Enucleação de
globos oculares direito e esquerdo e com sinais de sangue nas cavidades
orbitais".
Na foto acima temos uma ampliação da fotografia da face do cadáver.

Detalhe mostrando uma incisão na virilha esquerda do cadáver. Esta


incisão é idêntica às encontradas nos outros casos de mutilação de
animais.
Na foto acima temos uma ampliação da incisão na axila direita do
cadáver. Ela é semelhante a outras incisões encontradas em cadáveres
de animais mortos por ET`s. Sobre estas incisões o laudo de necropsia
afirma que nas regiões axilares direita e esquerda apresentavam-se
perfurações circulares com o diâmetro de 4 cm, com margens uniformes,
apresentando reação vital e esvaziamento de partes moles. O laudo
afirma ainda que as perfurações foram realizadas com instrumentos
cortantes e os músculos do peito estavam soltos no subcutâneo.
Encarnación alega ter entrevistado médicos que afirmam que estas
marcas são incomuns. Nota-se na foto a presença de pouco sangue
escorrido das perfurações. Se houve reação vital, ele estava vivo quando
tudo ocorreu, sendo que deveria haver muito sangue presente no
ferimento.

Na foto acima podemos notar que o abdômen do cadáver estava vazio,


pois apresentava-se murcho. A ausência de órgãos foi comprovada
através de exame necroscópico. Aqui existe mais uma série de
coincidências entre este caso e as de mutilações de animais
comprovadas. A cicatriz umbilical estava ausente, o que é comum em
outros casos de mutilação. No local do umbigo havia uma incisão
circular de 3 cm visível na próxima imagem.
Na foto acima podemos observar a existência de uma incisão elíptica de
3x1,5 cm próxima à virilha. Houve remoção da bolsa escrotal sendo que
o pênis ficou estirado para fora. Novamente uma grande coincidência
em relação às mutilações de animais. Pode-se verificar que o abdômen
está murcho, indicando a ausência de órgãos internos. Também é
possível observar que a região do umbigo onde existe uma incisão está
enegrecida.
Nesta foto, segundo Encarnación é possível observar: "Remoção do
orifício anal com ampla incisão de aproximadamente 15x8 cm. E nos
pés, entre o segundo e o terceiro dedos havia uma perfuração de 2 cm".
Exatamente igual ao registrados em milhares de casos de mutilação de
animais espalhados pelo mundo. Abaixo uma ampliação da perfuração.
Ampliação da imagem anterior.
Na foto acima, observa-se o estado em que ficou a orelha da vítima.
Segundo Encarnación Zapata, o laudo afirma que: "a vítima sofreu
esvaziamento da região cervical, do tórax, regiões axilares direita e
esquerda, abdômen pequena bacia, virilha, etc., com remoção de partes
moles, remoção da musculatura intercostal a nível de 2°, 3°, 4° e 5°
espaços intercostais esquerdos. Na cavidade abdominal e pequena bacia,
há a ausência de órgãos com a remoção de todas as vísceras
abdominais, evidenciando-se arrancamento dos órgãos com reação
vital".

Ainda segundo Encarnación uma Equipe denominada "F" teria


investigado o caso. O delegado responsável por esta investigação uma
carta ao diretor do Instituto Médico Legal (IML). Na carta lê-se: "Com
referência ao Laudo n° (omitido), que reporta o exame necroscópico
realizado no corpo da vítima, constata-se, dentro das perquirições
médicas, a existência de hediondo crime. Contudo, aflora a dúvida,
acerca da causa do exício, pois descreve-se a possibilidade de ter
ocorrido manobra vagotônica e, conforme consigna-se no referido
Laudo, vísceras foram retiradas foram retiradas do corpo mediante
aspiração. Assim, faz-se mister parecer médico sobre o tipo de morte
mencionada e instrumentos utilizados (1) Pelas lesões observadas, que
tipo de instrumento poderia ter sido usado para causar a morte? Que
tipo de instrumento causaria a aspiração referida? (2) As manchas que
circundam os ferimentos caracterizam reação vital? (3) Poderia ter
ocorrido a ação de animais junto ao corpo? (4) Existe nos registros da
Medicina Legal ocorrências semelhantes?" Os médicos, segundo
Encarnación, não puderam explicar as manchas de coloração escura que
circundavam os ferimentos.

O Caso Guarapiranga permaneceu um mistério por vários anos. Os


debates sobre o caso continuaram a ocorrer, o que levou Encarnación a
escrever outra matéria para a Revista UFO, publicada na edição n° 32, de
setembro de 1994. Nesta matéria ela não acrescentou nada de novo ao
caso. A Revista UFO publicou ainda outra matéria sobre o caso na edição
n° 37, de abril de 1995, onde Encarnación rebateu algumas críticas sobre
o caso recebidas.

Ela cita Antônio Hunneus, que distorceu todo o caso em um artigo


publicado nos Estados Unidos. Também nesta edição, Encarnación
afirma ter estado em uma reunião na casa do ufólogo Claudeir Covo,
cujo objetivo era a reestruturação da Associação Nacional dos Ufólogos
do Brasil (ANUB). Nesta reunião Claudeir apresentou à Encarnación um
delegado que a notificou sobre o Dr. Desgualdo que, segundo ele, havia
realizado estudos sobre este incidente em particular um ano após o
aparecimento do cadáver. Ele afirmava que a matéria publicada na
Revista UFO era puro sensacionalismo e que o Dr. Desgualdo havia
exumado o cadáver e o (re?)colocou no mesmo local da represa durante
três dias, donde foi constatado que animais predadores atacaram o
cadáver. Ele ainda citava fotografias que alegava comprovar o que dizia.
No entanto, o Dr. Desgualdo, na realidade, só tomou conhecimento do
caso três anos depois de ocorrido. Encarnación entrevistou o Dr.
Desgualdo após esta reunião, e o mesmo desmentiu as informações
dadas pelo delegado presente na mesma. O Dr. Desgualdo afirmou que,
realmente ocorrera uma experiência deste tipo, mas que a mesma se
tratava de um cadáver de cachorro e não do infeliz encontrado em 1988.
No corpo do cachorro foram feitas incisões e cortes semelhantes aos
que o cadáver apresentava. Ele foi colocado no mesmo local onde fora
encontrado o moribundo. Em pouco tempo o cadáver do cachorro foi
atacado e devorado. Posteriormente Encarnación entrevistou outro
envolvido com a experiência, o qual reafirmou o que foi dito pelo Dr.
Desgualdo. Ele acrescentou apenas que, em sua opinião, acreditava que
o cadáver realmente tinha sido atacado por predadores e a queimadura
existente teria sido provocado por um raio. Porém, Encarnación cita em
sua matéria que nos autos da polícia não constam declarações sobre
tempestades ou coisas do gênero.

CASO GUARAPIRANGA - REALMENTE VERDADEIRO?


(Versão de CLAUDEIR E PAOLA LUCHERINI)
O trecho a seguir foi retirado do site do INPU, idealizado por Paola
Lucherinni Covo. Nesta transcrição não foi alterado nem uma vírgula em
relação ao original. Apenas não apresentaremos as fotografias
constantes no texto. Estas fotos estão disponíveis no site do INPU
(http://www.inpu.hpg.ig.com.br/index.htm), juntamente com o texto aqui
reproduzido. Aconselhamos que o visitante acesse o site e veja as
fotografias da pesquisa. Estas imagens também estão disponíveis nos
artigos da Revista UFO, de autoria de Claudeir e Paola, citados ao final
desta página.
CASO GUARAPIRANGA ( CRIANDO CASO )
Por:

Claudeir Covo

Paola Lucherini Covo

Tânia da Cunha

Em setembro de 1993, a Revista UFO no 25, com chamada de capa,


publicou um artigo de autoria de Encarnación Zapata Garcia, com o
título: "Será Essa a Temida Seqüência das Mutilações de Animais?",
envolvendo a pesquisa sobre o corpo de um homem que foi achado
morto, às margens da Represa Guarapiranga, em 29.09.1988. Um ano
depois, a Revista UFO no 32, setembro/1994, voltava a publicar um novo
artigo, de autoria da mesma pesquisadora, com o título: "Caso
Guarapiranga - Continuam as Discussões".

Esse artigo descreve o corpo de um homem com muitas mutilações.


Estava sem os olhos, sem as orelhas, sem os lábios, sem o saco escrotal,
sem o ânus e sem as vísceras internas. O corpo apresentava algumas
perfurações no ombro direito, no ombro esquerdo, na coxa esquerda,
no abdômen e nos pés. Encarnación, após examinar atentamente as
fotos com uma lupa, conseguiu ter acesso ao Processo e entrevistou
várias pessoas, principalmente o médico legista que fez um laudo
extremamente detalhado.

Depois de um longo tempo de pesquisa, e após comparar com os


casos de mutilações de animais na Ufologia, ela chegou à conclusão de
que aquele homem foi mutilado e morto por tripulantes de discos
voadores. O primeiro e único caso nessas circunstâncias.

Em pouco tempo esse caso já estava em muitos "sites" da Internet.


Quando apareceu a onda do "chupa-cabras", novamente o caso voltou
à baila, agora como sendo um ataque desse "terrível" predador, que do
ponto de vista do INFA e do INPU, são só ataques dos nossos animais
predadores, muito bem conhecidos, tais como cachorros domésticos,
cachorros do mato, jaguatirica, onça suçuarana, etc.. . Assim, como
ataque de tripulantes de discos voadores ou como ataque de chupa-
cabras, o Caso Guarapiranga também foi publicado no jornal Notícias
Populares (27.04.97), na revista Extra (agosto/97) e na Revista JÁ, encarte
do jornal Diário Popular (20.07.97).

Outras estranhas ocorrências também foram levadas para a casuística


ufológica, sem uma pesquisa mais aprofundada. Um dos casos envolveu
o agricultor Olívio Correia, de Estância Velha, no Rio Grande do Sul, em
julho/1995. Esse agricultor tinha problemas mentais. Antes de retornar
para casa, Olívio passou várias horas bebendo cachaça. Completamente
"mamado" ele foi para casa e deve ter desmaiado no meio da mata.
Talvez tenha entrado em coma alcoólica. Quando acordou, estava sem
os dois globos oculares. A própria Polícia verificou a hipótese de ataques
por urubus. Depois verificou a hipótese de ter ocorrido roubo de órgãos.
A polêmica ficou maior ainda quando o Instituto Médico Legal de Porto
Alegre concluiu o laudo, informando que os olhos foram retirados
cirurgicamente. Também foi cogitada a possibilidade de magia negra.
Posteriormente, o Dr. Marco Aurélio Becker, presidente do Conselho
Regional de Medicina, afirmou que não foi utilizada uma técnica médica.
Assim, algumas pessoas acabaram publicando que ETs haviam roubado
os globos oculares do Olívio. Um ano depois, o Inquérito Policial
concluiu que os olhos do agricultor realmente haviam sido arrancados
por predadores naturais.

Um outro caso que também foi parar no meio ufológico, sem uma
pesquisa mais detalhada, como sendo um ataque de tripulantes de
discos voadores, envolveu a vítima Alzira Maria de Jesus, que em
24.06.1999, na cidade de Santa Izabel, relativamente próxima de São
Paulo, foi encontrada morta na cama, sem o rosto. Algumas autoridades
disseram que a pele, a carne, o nariz, a língua, os olhos e a orelha
esquerda tinham sido retirados com precisão cirúrgica. Os dois médicos
legistas do Instituto Médico Legal, que assinaram o Laudo no 473/99,
afirmaram que a senhora morreu de pneumonia bilateral e um choque
séptico e que sua face foi roída por roedores.

Sempre que ocorre um apagão (black out), como o recente em


21.01.2002, sempre recebemos dezenas de telefonemas perguntando se
pode ser interferência de algum disco voador. Não temos dúvidas que
o fenômeno ufológico é real e compete também aos cientistas
pesquisarem os fatos. Agora, achar que tudo que acontece é culpa dos
tripulantes de discos voadores é um enorme exagero. Em outras
palavras, têm pessoas que vêem disco voador em tudo e a realidade não
é bem assim. Todo os seres humanos têm as suas limitações, mas dentro
dessas limitações, é muito importante pesquisar um caso
profundamente, sem se envolver emocionalmente. Muitos casos
ufológicos do passado, hoje, sabemos que foram mal pesquisados, ou
que o pesquisador "forçou a barra" ou ainda deram um "jeitinho" de
transformar em casos ufológicos autênticos. Muitos pesquisadores dos
Estados Unidos já declararam que diversos casos de abduções de lá,
nunca ocorreram e sim que o hipnólogo induziu a testemunha de que
ela foi abduzida. É lamentável, mas é verdade.

No Caso Guarapiranga em específico, a Imprensa divulgou muitas


coisas distorcidas. Devido às essas distorções, bem como os casos
resumidos acima, resolvemos reabrir este caso para tirarmos algumas
dúvidas. Cansaram de publicar que o processo ficou escondido por
muito tempo do público. Cansaram de publicar que as fotografias eram
secretas. E muitas outras distorções. Não aconteceu absolutamente nada
disso. O Processo é público e correu como tantos outros nos trâmites da
Lei. Como envolveu uma pessoa desconhecida, a Imprensa não deu
importância. É a mesma coisa com os recentes seqüestros relâmpagos.
Foram centenas nos dois últimos anos, mas a Imprensa só deu destaque
para aqueles que envolveram pessoas famosas.

Logo que o artigo foi publicado na Revista UFO, em setembro/1993,


tomamos conhecimento que a 25a Delegacia de Polícia (DP) tinha
concluído que o corpo de tal pessoa havia sido mutilado por urubus e
ratos. Ficou a dúvida. Tripulantes de discos voadores? Ritual satânico?
Auto mutilação (insano)? Ratos e urubus? Só uma investigação mais
detalhada poderia dar as respostas corretas.

Devido ter passado muitos anos, foi muito difícil localizar as pessoas
envolvidas e os documentos que envolveram o Processo, e que foram
publicados, foram totalmente "censurados". Se o Processo é público,
porque os documentos foram censurados? Foram censurados o
endereço, os números do Boletim de Ocorrência (BO) e dos Laudos, o
nome correto da Represa (Billings), os nomes dos Delegados de Polícia,
dos Peritos Criminais, etc...
Na realidade, a primeira surpresa surgiu em 15.10.1997, no Programa
do Ratinho, quando o pesquisador e jornalista Saulo Gomes, que
também investigou o Caso Guarapiranga, anunciava em primeira mão,
para todo o Brasil, que o caso ocorreu na Represa Billings e não na
Represa Guarapiranga.

Porque não houve pesquisa exatamente no local onde foi encontrado


o cadáver? Quem encontrou o corpo e em que circunstâncias? O que as
testemunhas, a Polícia e os Bombeiros encontraram no local?

Assim, iniciamos a nossa pesquisa. A vítima, o Sr. Joaquim Sebastião


Gonçalves, era chagástico (Mal de Chagas) e epilético. Tomava Gardenal,
um remédio muito forte. Lamentavelmente, bebia muito. Quando
morreu, tinha 53 anos de idade. Ele não morava próximo do local onde
foi encontrado morto, mas sempre ia lá pescar. Estava desaparecido há
três dias. Quando chegou no local, no Jardim Recanto do Sol, no Bairro
Bororó (ou Bororé), região do Grajaú, São Paulo, SP, em um dos braços
da Represa Billings, o Joaquim tirou a roupa, ficando só de cueca.
Colocou a roupa em uma maleta e escondeu no meio da mata.
Atravessou um braço da Represa Billings, uns 80 metros, e foi pescar do
outro lado. Contornando o braço da represa, é possível chegar ao outro
lado por terra. Com a mistura do remédio com álcool, ele deve ter
desmaiado no meio da mata. Provavelmente teve um mal súbito. Sem
ninguém para socorrer, o corpo lá ficou à mercê dos ratos e dos urubus,
em um período aproximado de 24 horas. Como ele ficou "apagado", sem
apresentar reações, conseqüentemente, ele foi atacado vivo e devorado
parcialmente pelos animais predadores.

Durante o dia, um garoto que estava caminhando na mata, caçando


passarinhos com um estilingue, deu de cara com o corpo coberto de
urubus. Saiu de lá rapidamente, contornou o braço da represa e avisou
os moradores que tinha um homem morto do outro lado, sendo
devorado pelos urubus. Um dos moradores ligou para a Polícia e a 25a
DP, de Santo Amaro, compareceu no local, requisitando o Corpo de
Bombeiros. Sob o comando do bombeiro Sargento Guedes, os
bombeiros Sargento Elifas e o Sargento Urban chegaram no local e
atravessaram o braço da represa com o auxílio de um barco. Como
haviam vários curiosos, o Sr. Antônio Gomes Filho, morador no local e
que vive de aluguel de barcos para pescadores, emprestou um barco
para aquelas pessoas. Com uma lona e dois caibros, os bombeiros
trouxeram o corpo de Joaquim para o lado de cá, onde a Polícia fez
diversas fotos. A Dna. Ana Joaquim Bevilaqua Rosa, também moradora
do local, acompanhou tudo de perto. Seu irmão, o Sr. Alcides Bevilaqua
Joaquim, também acompanhou tudo, mas de longe.

Essa ocorrência foi registrada no BO no 2.429/88, pelo Delegado de


Polícia Dr. Oswaldo Borges Profeta. O Inquérito Policial (IP) recebeu o no
381/88. À pedido do 25o DP, o Instituto de Criminalística (IC) foi
acionado. O Dr. Édson de Carvalho R. Viegas, Delegado de Polícia Titular
do IC, designou o Perito Criminal Dr. Arlindo de Camargo, o qual
compareceu no local e emitiu o Laudo no 01.072/88. Esse Laudo apenas
descreve o local e resumidamente os ferimentos no corpo de Joaquim,
mencionando que a "causa-mortis" seria definida pelo Instituto Médico
Legal do Estado (IML). Nesse Laudo foram anexadas sete fotos do corpo
da vítima.

O Laudo de Exame de Corpo de Delito (Exame Necroscópico), de no


645/88, assinados pelos médicos legistas Dr. Jorge Pereira de Oliveira e
Dr. Cláudio Roberto Zabeu, onde concluiu que a "causa-mortis" foi
hemorragia aguda e múltiplos traumatismos. Descreve também que há
componentes de "causa-mortis" por estímulo vagal (nervo vago ou
nervo pneumogástrico). Descreve também que foi usado um
instrumento cortante. Esclarece que a vítima apresenta lesões com
características de reação vital, ou seja, há componente tortura. É
sugestiva de "modus-operandi" a incisão em partes moles e em orifícios
naturais mediante aspiração. Tal quadro deve ser manifestação
comportamental de insano ou outra hipótese: ritual macabro. No final,
os médicos legistas responderam quatro perguntas:

01 - Houve morte?
R.: - Sim.

02 - Qual a causa?

R.: - politraumatismos e inibição vagal.

03 - Qual a natureza do agente, instrumento ou meio que a produziu?

R.: - Agente mecânico.

04 - Foi produzida por meio de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou


tortura, ou por outro meio insidioso ou cruel?

R.: - Sim, quanto ao meio empregado.

O Laudo no 10.456/88, do Exame Químico Toxicológico, analisou


vinte mililitros de sangue e teve o resultado negativo.

Dr. Marco Antônio Desgualdo, da Equipe "F" da Delegacia de


Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), após receber o Laudo no 645/88,
do IML, redigiu um documento ao IML, para esclarecer algumas dúvidas,
no que diz respeito ao instrumento utilizado, manchas e reações vitais,
e se existiam casos semelhantes. Foram feitas quatro perguntas. Na
terceira, foi perguntado se poderia ter ocorrido a ação de animais junto
ao corpo? A resposta nunca foi publicada. Assim, o Dr. Desgualdo
novamente pediu ao IC um laudo complementar. O Dr. Edson de
Carvalho Ribeiro Viegas designou o Perito Criminal Dr. Eduardo Roberto
Alcântara Del-Campo, o qual fez um levantamento detalhado do local
onde foi encontrada a vítima. Foi junto com o Dr. Del-Campo o Sargento
Guedes, do Corpo de Bombeiros, que comandou a equipe que retirou o
corpo do local.

Em seu Laudo, o Dr. Del-Campo é taxativo quando narra o


depoimento do Sargento Guedes. "Disse que, ao chegar para resgatar o
corpo, este estava desnudo, apenas trajando cuecas de malha, e que,
sobre o corpo, havia cerca de vinte urubus, aves reconhecidamente
necrófagas". Aqui é muito importante ressaltar que os urubus estavam
sobre o corpo, ou seja, em contato físico. Os urubus espetam as unhas
na carne do corpo e vão comendo as partes moles. O Dr. Del-Campo
requisitou o corpo de um cachorro à Prefeitura e levou para o local.
Durante três dias acompanhou o que estava acontecendo. Os urubus e
os ratos atacaram. Em apenas dois dias não mais havia nada. Até os
ossos desapareceram. Uma das fotos do corpo desse cachorro fez parte
do Processo.

O bombeiro e Sargento Guedes (Milton de Souza Guedes) também


nos recebeu gentilmente em sua casa. Nos confirmou que quando
chegou no local, havia uma grande quantidade de urubus comendo o
corpo da vítima. Disse que isso acontece com freqüência. Disse que uns
dez dias depois, ele atendeu uma ocorrência exatamente igual, agora
sim na Represa Guarapiranga. Disse que narrou com detalhes ao Dr. Del-
Campo o que ele viu no local quando lá chegou com a equipe. Pelos
diversos buracos no corpo, a vítima perdeu muito sangue. Tentamos
localizar o bombeiro Sargento Urban, que também fez parte da equipe
que retirou o corpo do local. Infelizmente, devido a uma doença, ele veio
a falecer há uns três anos.

O bombeiro e Sargento Elifas (Elifas Morais Alves), atualmente


Segundo Tenente, declarou que realmente o corpo da vítima foi atacado
por urubus. Também ficou surpreso e indignado quando contamos que
tal caso foi divulgado como ataque de tripulantes de discos voadores.
Disse que naquela época era comum a desova de cadáveres na beira das
represas Billings e Guarapiranga. Disse que era rotina por parte do Cabo
Bruno (Florisvaldo de Oliveira) fazer isso. Investigando as publicações do
passado, verificamos que haviam muitos outros justiceiros, além do
Cabo Bruno. Entre 1970 e 1998, foram mais de mil cadáveres nessas
condições só na Grande São Paulo, sendo que uma boa parte na beira
das represas já citadas.

Isso explica claramente a resposta dada pelo IML, quando o Delegado


de Polícia da 25a DP, o Dr. Marco Antônio Desgualdo enviou um
documento perguntando se: "Existem nos registros da Medicina Legal
ocorrências semelhantes?". A resposta foi: "Sim, existem vários casos
semelhantes". Quando este caso foi divulgado, em 1993, essa resposta
foi publicada com ênfase, dando a entender que existem muitos casos
de humanos mutilados por tripulantes de discos voadores, o que não é
verdade.

Quando o jornal Notícias Populares (NP), que publicou este caso, em


27.04.1997, o jornalista responsável pela matéria foi até a UNICAMP
(Universidade de Campinas) e mostrou as sete fotos ao Dr. Fortunato
Badan Palhares. Com o título "FOTOGRAFIAS SÃO SECRETAS", a matéria
saiu assim: "As fotografias do Caso Guarapiranga, sete no total, estão
escondidas em arquivos secretos da polícia de São Paulo. O NP teve
acesso às fotos e aos documentos do caso através de pessoas não
ligadas ao IML nem ao Instituto de Criminalística. Após recusa de chefes
do IML em falar sobre o assunto, o NP pediu uma análise do caso ao
médico legista Fortunato Badan Palhares. Para ele, trata-se de animais
predadores, como roedores, formigas, siris, caranguejos e urubus.
''Todas as lesões ou ferimentos encontrados na superfície corporal são
compatíveis com lesões produzidas por pequenos roedores'', escreveu
Badan Palhares. Segundo ele, até os sinais de reações vitais no corpo
(vítima estava viva quando foi mutilada) podem ser explicados: ele pode
ter tido um infarto e caído em agonia por horas, sem se mexer. Os bichos
começariam a atacá-lo ainda vivo".

Na Revista UFO no 25, a pesquisadora Encarnación afirma: "Tudo


indica que os urubus mencionados pelo delegado de plantão apenas
sobrevoaram o corpo sem atacá-lo". Afirma ainda: "Por outro lado, se o
homem tivesse sido vítima de assassinato comum, seus restos com
certeza estariam destroçados pela ação de urubus e outros carniceiros,
que neste caso, permaneceram à distância". Em todos os Laudos que
examinamos, não existe nenhum componente que possa se afirmar algo
desse tipo, muito pelo contrário.

A conclusão do Dr. Del-Campo é que realmente esse homem foi


vítima de ataques de predadores. Existe uma diferença muito grande em
afirmar que os urubus estavam lá em cima, no céu, à distância,
sobrevoando o cadáver, em relação em afirmar que os urubus estavam
grudados no corpo da vítima, comendo as partes moles. As testemunhas
viram isso.

Quando estávamos fechando este relatório, nós ligamos para a


pesquisadora Encarnación Zapata Garcia. Tínhamos preparado algumas
perguntas para ela responder. Iríamos mostrar a ela detalhes do exposto
acima. Ela disse que não iria mais falar sobre esse assunto e desligou o
telefone.

Existe uma quantidade muito grande de animais necrófagos na


natureza. Pesquisando sobre esse assunto, verificamos que tais animais
têm atração pelo cheiro dos órgãos sexuais. Os animais pequenos, tais
como os roedores, entram pelos orifícios naturais do corpo, o ânus, a
boca, por exemplo, e comem os órgãos internos. Já os urubus, com o
auxílio do bico, bicam seguidamente em uma parte mole, a barriga, por
exemplo. Após perfurar, eles entram com a cabeça e vão comendo tudo
por dentro. Tempos atrás, a TV Cultura apresentou um documentário
sobre roedores. Tinha um pequeno roedor, o Microsorex Hoyi, com o
nome popular de Musuranho ou Mussurano ou ainda Musaranho, que
girando a cabeça como se fosse uma broca, com os dentes incisivos, vão
cortando sempre na mesma linha, fazendo um buraco totalmente
circular e assim tem acesso às vísceras. Existem tipos de roedores nos
desertos que mantém a cabeça fixa e giram o corpo também como uma
broca, fazendo um furo totalmente circular. Se um cadáver que foi
atacado por predadores estiver no estado de lise, ou seja, bem
conservado, é possível identificar que tipo de animal o atacou. Os
roedores têm um par de incisivos grandes nas mandíbulas superiores e
inferiores, que cortam como faca.

O médico legista disse que a vítima teria morrido há


aproximadamente 24 horas. Os Laudos descrevem que o cadáver já
estava iniciando a decomposição. Não sabemos se isso possa ter
interferido nas conclusões dos dois médicos legistas que assinaram o
Laudo. Mas, pelo exposto acima, o INFA e o INPU não tem dúvidas que
o Sr. Joaquim Sebastião Gonçalves foi morto por animais necrófagos.
As mutilações de animais por tripulantes de discos voadores são fatos
reais na Ufologia Mundial, mas com certeza, muitos casos de ataques de
animais necrófagos foram confundidos como sendo ataque por parte de
tripulantes de discos voadores. Assim, para cada caso novo que surgir,
temos que analisar detalhadamente, para poder separar o joio do trigo.

Nesta pesquisa, é fundamental o agradecimento ao Primeiro Tenente


Humberto César Leão, do Corpo de Bombeiros, que não mediu esforços
para nos ajudar a localizar os bombeiros que fizeram parte da equipe
que retiraram o corpo do local.

Assim, é fundamental também saber que a Ufologia se baseia em


fatos, no plural e não em fato, no singular. Se fosse verdade que
tripulantes de discos voadores mutilam seres humanos, com certeza
teríamos milhares de casos, em todos os países, e isso não acontece.

Houveram casos onde aconteceu morte ou cura. Nos casos de mortes,


sempre aconteceu antes algum tipo de reação por parte dos seres
humanos, por exemplo, o Caso Crixás - GO, em 13.08.67. Inácio disparou
um tiro na testa de uma estranha criatura e em seguida recebeu um
"tiro" de luz verde, de dentro de um disco voador, que o atingiu no
ombro e caiu desfalecido. Morreu em 11.10.67 com leucemia.

Assim, fica aqui este caso, bem como os outros dois citados no início,
como exemplos para os jovens ufólogos que estão iniciando agora, para
não cometerem os mesmos erros cometidos por terceiros no passado.

Claudeir Covo é presidente do INFA e co-editor da Revista UFO

Paola Lucherini Covo é diretora do INPU e do INFA

Tânia da Cunha é diretora do INPU

CASO GUARAPIRANGA - SEPARANDO O JOIO DO


TRIGO
Logo que iniciei minhas pesquisas em Ufologia, no ano de 1995, tomei
conhecimento do Caso Guarapiranga. Por ser iniciante na área, e por ter
apenas 17 anos foi um choque (para mim, pelo menos) pensar que
alienígenas mutilavam animais e seres humanos. Com o passar dos anos
fui adquirindo um interesse especial nesta área de ataques e mutilações
realizados pelos tripulantes de OVNI`s . Desde o início de minha carreira
como ufólogo soube que Claudeir sempre foi um grande crítico do caso.
Qual não foi minha surpresa, tomando conhecimento da pesquisa atual
de de Claudeir e Paola sobre o caso, anos depois de o mesmo ter
transcorrido. Analisando os fatos, prós e contras para tentar descobrir o
que está mais próximo da realidade, cheguei á conclusão de que, sem
dúvida a pesquisa de ambos, Claudeir e Encarnación, são dignas de
elogios, mas não esclarecem muitos pontos, e que estão cheias de
controvérsias.

Iniciamos nossas considerações demonstrando como o caso foi


reapresentado, recentemente à mídia nacional. Acho que tem sido um
tanto arrogante a forma como ele têm sido abordado. Pode-se observar
a ironia atribuída já no título do site INPU sobre o Caso Guarapiranga,
quando se acrescentam as palavras ("Criando Caso"). Dessa forma, agem
como se não soubessem da premissa científica de que sempre há a
possibilidade de erro em uma pesquisa, inclusive na deles, a despeito de
qualquer rigor científico. Portanto, "Caso Guarapiranga - A Verdade" ou,
"Caso Guarapiranga - Esclarecido o Caso.... ele foi morto por roedores"
beira, no mínimo a arrogância da verdade absolutista.

Analisando a pesquisa de Claudeir e Paola Covo, também encontram-


se algumas afirmações questionáveis. Eles afirmam, por exemplo, que
não existem registros de casos de mutilação humana registrados pelo
mundo. Na verdade, há sim. Existem documentos do governo americano
relativos a um caso envolvendo um sargento do exército americano que
em 1958, teria sido seqüestrado por um OVNI diante de várias
testemunhas. Dias depois, ele foi encontrado com mutilações em todo
o corpo semelhantes às mutilações encontradas neste caso de São
Paulo. Outra ocorrência documentada pelo exército americano é o de
um grupo de soldados em missão de combate durante a Guerra da
Coréia. Estes soldados avançavam por território inimigo quando
depararam-se com seres estranhos retirando partes de corpos humanos.
Podemos citar ainda outro caso de mutilação humana que publicaremos
neste site, em futuro breve. Neste caso a ser publicado o cadáver
apresentava mutilações no lado esquerdo do corpo, semelhantes ao
caso em questão.

No Brasil existem vários casos de mutilação que levantaram polêmica.


Alguns casos também são citados pela pesquisa de Claudeir e Paola
como obra de ratos e urubus. O caso de Alzira Maria de Jesus, ocorrido
24de junho de 1999, na cidade de Santa Izabel, é um deles. Neste caso,
esta senhora teria sido encontrada morta sobre a cama. Faltavam-lhe
toda a pele e a carne do rosto, sendo que os ossos estavam misteriosa
e cirurgicamente limpos. Não havia sangue na cama e nas cobertas. O
nariz, a língua, os olhos e a orelha esquerda estavam ausentes. Segundo
depoimentos de parentes, pouco tempo antes ela estava viva. Claudeir
afirma categoricamente que esta senhora teve o rosto roído por ratos.
Francamente... apesar de ele estar endossado pelo laudo necropsial
assinado por um médico legista, isto não significa, necessariamente, que
esse tenha sido a realidade. Nenhum médico em sã consciência assinará
um laudo, acrescentando nele resultados bizarros demais ou
desconhecidos, pois teme, com razão, arriscar seu diploma,
sobrevivência e reputação no "establisment" médico e diante da opinião
popular. Nesse caso, a mídia sensacionalista levaria o referido doutor a
ser seu prato principal em rede nacional, no horário nobre dos
telejornais brasileiros. Cabe aqui, ao pesquisador meticuloso, levar em
consideração a obviedade das condições sociais e profissionais dos
peritos envolvidos, descobrir os meandros que levam um profissional a
omitir fatos relevantes que, possivelmente, mudariam o resultado final,
caso isso tenha ocorrido, como parece ser esse o nosso caso aqui.

Outro caso muito noticiado pela mídia, é o do agricultor Olívio Correa,


de Estância Velha (RS), o qual ocorreu entre os dias 11 e 12 de novembro
de 1995. Este senhor teve seus olhos extraídos de modo muito estranho
e, até hoje, não esclarecido devidamente. Ele foi encontrado com vida
em um matagal, e os exames médicos realizados na época, confirmaram
que os olhos haviam sido retirados cirurgicamente. Algum tempo
depois, o presidente do Conselho Regional de Medicina local desmentiu
os exames médicos – (Por que será? Qual o motivo?). Olívio ainda foi
submetido a seções de hipnose regressiva, onde afirmava ter visto uma
luz muito forte. A hipnose, no entanto, não conseguiu avançar além
deste ponto.

Além deste caso, também existem outros casos de mutilações e


ataques a humanos ocorridos de forma estranha, como, por exemplo,
em Joinville (SC). E podemos citar, ainda, não só mutilações
propriamente ditas, mas também a existência de muitas vítimas do
fenômeno Chupa-Chupa, no Pará, cujas investigações oficiais, na
Ufologia, ficaram conhecidas como Operação Prato, em que objetos
luminosos foram constatados como extraindo sangue das vítimas
através de feixes luminosos. Oficiais da Aeronáutica estariam envolvidos
na Operação, e, portanto legitima a ocorrência destes ataques. Citamos
ainda, casos de ataque proposital, como os registrados no Nordeste. Os
casos são inúmeros, o que não existe é uma divulgação adequada sobre
estes eventos para a maioria da população.

Outra informação que consideramos pertinente é a afirmação de que


a vítima do caso Guarapiranga, identificada como Joaquim Sebastião
Gonçalves, sofria de epilepsia e Mal de Chagas. Como conseguiram estes
dados? Eles ainda afirmam que Sebastião tomava o remédio Gardenal e
bebia muito. Como descobriram tais evidências? Supondo que esta
informação seja correta, seria uma enorme coincidência a mistura de
Gardenal e bebida alcoólica ter reagido justamente ali, naquele
momento. Isso se levarmos em conta que se a vítima era alcoólatra e
bebia muito ela já devia ter misturado o remédio e a bebida antes.

Quanto às mutilações, segundo as críticas, elas teriam sido produzidas


por animais carniceiros (ratos, urubus e insetos). Sinceramente, não
podemos concordar com tais afirmações, pois é possível observar-se
que, claramente, as marcas não apresentam características de mordidas
de qualquer espécie conhecida não tinham perfurações de patas – no
caso urubus, e nem pedaços dilacerados. Quem acompanha páginas
policiais dos jornais, encontra muitos casos em que o cadáver fica
exposto vários dias à ação de predadores e eventos naturais. Os casos
desta natureza, que encontramos em jornais da região metropolitana de
Curitiba, demonstram sinais bem diferentes dos encontrados no caso
em questão. Em sua maioria, encontramos nos jornais que foram roídas
extremidades do corpo. A pele que recobre a mandíbula ainda
encontrava-se intacta, também, em todos os casos.

Parece que o casal Covo foi contagiado pela "Síndrome do Cético" –


se existe a mínima possibilidade de não ser um OVNI, então não é, e
ponto final. Como como se a verdade absoluta dependesse de seu
veredicto. Outro fato que não ficou claro, foi a carbonização existente
no maxilar do cadáver. A versão de Covo é a de que um raio teria caído
no local onde o cadáver foi encontrado. Se foi realmente um raio, por
que só o maxilar estaria queimado? Além disso, como explicar a simetria
das marcas nas axilas e nos pés, onde foi encontrada incisão do mesmo
tamanho entre o segundo e terceiro dedos de ambos os pés? Seria uma
grande coincidência de inúmeros fatores se todos as evidências
apresentadas pelo casal ocorressem ao mesmo tempo. Estatisticamente,
a chance é muito, muito pequena. Claudeir ainda insiste na conveniente
história do cachorro que usaram para fazer a experiência (????). Notem
que ele não cita a data da experiência – Por que motivo?.

Por outro lado, as testemunhas apresentadas por Claudeir devem ser


ouvidas com atenção. O dados do verdadeiro local da ocorrência e os
detalhes do laudo são de extrema importância. Igualmente é
questionável a posição de Encarnación diante disto tudo. Por que ela
não se manifestou a respeito do caso? Qual a verdadeira razão de
censurar o laudo e ocultar outros fatos (o nome da testemunha, a
manipulação inegável de alguns dados)?

A verdade, pura e simples precisa vir à tona. Este texto não tem por
objetivo defender o caso, mas sim, mostrar que as evidências e os fatos
reais, bem como a apuração imparcial em torno de um evento, seja ele
qual for, valem muito mais para a pesquisa científica do que a opinião
preconcebida de ditos especialistas no assunto.

Comentários (4)
Você está revendo: Caso Guarapiranga
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5/5 (4)

Eliel (Tupã SP, Brazil) diz...


Duas coisas: os peritos não vão se expor a uma conclusão ufológica por mais evidente
e tantas causas envolvidas como raio, predadores, epilepsia, enfarto, alcoolismo e
gadernal soa estranho. Não conhecia esse caso e nem os semelhantes a esse como
relatado. Por outro lado imaginei a hipótese de um raio parcialmente desintegrador
atuando de forma para dentro ...
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Hoje 19.35

Rafael Bianco (Duque de Caxias, Brazil) diz...

Eles já estão aqui, a questão agora, é!!!


Como iremos lidar com essa nova realidade.
Como gado não compreendendo oque ocorre ao seu redor?
Ou como seres conscientes?
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2 June 2018 23.05
Angelo Guerra (São Paulo, Brazil) diz...
Os laudos são louváveis, mas percebemos que cada um jogou para um lado, não se
quiseram atentar às evidências e também houveram alguns erros nas colheitas de
dados.
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15 May 2018 07.50

Ricardo Beltrão (Caxias do sul, Brazil) diz...


Claudeir ta parecendo o Ubirajara, virando cético em meio ao contraditório. Sem falar
da blasfêmia em não acreditar no fenômeno do chupa-cabras, devidamento
comprovado não ser natural !
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14 March 2018 18.30
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- Documentos Oficiais

- Vídeos e Documentários

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 http://www.infa.com.br/o_caso_guarapiranga.html
 http://inpu.sites.uol.com.br/guarapiranga.htm
 http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=2267
 http://www.burn.org.br/modules.php?name=News&file=article&sid=170&mo
de=thread&order=0&thold=0
 http://www.apovni.org/modules.php?name=News&file=article&sid=115
 http://usuarios.uninet.com.br/~mfpporto/CAUTELA%20COM%20ETs.htm
 http://www.vigilia.com.br/vforum/viewtopic.php?t=50&sid=071940e7f3cd9d1
b149b86d38bab5579
 http://www.gforum.tv/board/1656/250509/o-caso-guarapiranga.html
 http://www.burn.org.br/modules.php?name=News&file=article&sid=69

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