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Gestão Ambiental – Analista I - IPHAN

Aula 00 - Aula Demonstrativa


Prof. Giancarlo Chelotti

AULA 00

IPHAN - Gestão Ambiental


para Analista I – Área 3

Política Nacional do Meio Ambiente

Professor Giancarlo Chelotti

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Aula Conteúdo Programático Data


Lei n.º 6.938/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente +
00 15/06
Conceitos de dano ambiental e reparação.

01 Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) 22/06

02 Lei nº 9.433/1997 (Política Nacional de Recursos Hídricos) 29/06

03 Novo Código Florestal (Lei n.º 12.651/2012) 06/07

Lei nº 9.985/2000 e alterações (Sistema Nacional de


04 Unidades de Conservação da Natureza) + Áreas 13/07
especialmente protegidas
Lei nº 9.795/1999 e Decreto nº 4.281/2002 (Educação
05 20/07
Ambiental)

06 Lei Complementar nº 140/2011 27/07

Sistema de responsabilidade ambiental + Poder de polícia


07 ambiental + Lei nº 9.605/1998 e alterações e Decreto nº 03/08
6.514/2008 (Lei dos Crimes Ambientais)
Avaliação de impacto ambiental + Desenvolvimento
08 10/08
sustentável + Impactos ambientais das políticas públicas
Resolução CONAMA nº 237/1997 + Resolução CONAMA
09 01/1986, e suas alterações. + Portaria Interministerial nº 17/08
60/2015; Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015.

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SUMÁRIO

1 – APRESENTAÇÃO.............................................................................03

2 – ESTRUTURA DO CURSO..................................................................05

3. POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE.......................................07

3.1 Definição, Princípios e Conceitos...................................................08

3.2 Objetivos e Instrumentos..............................................................11

3.3 SISNAMA e CONAMA......................................................................21

4 – Conceitos de Dano Ambiental e Reparação....................................26

5 - Hora de Praticar............................................................................29

6 - QUESTÕES DADAS EM AULA............................................................48

7 - GABARITO......................................................................................59

1 – APRESENTAÇÃO

Olá Guerreiro (a)! Finalmente saiu o edital do concurso do Instituto do


Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Um dos órgãos mais bem
capacitados e respeitados do Poder Executivo Federal. Das 411 vagas previstas
no edital, 9 (nove) são para a Área 3 (Meio Ambiente). Quem já estuda para
concursos na área ambiental sabe que 9 vagas é muita vaga!

Seja bem-vindo ao curso de GESTÃO AMBIENTAL PARA ANALISTA I –


ÁREA 3 DO INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO
NACIONAL.

Meu nome é Giancarlo Brugnara Chelotti. Sou Engenheiro Florestal e


Especialista em Geoprocessamento e Mestre em Geociências Aplicadas. Desde
que me formei, em 2010, me dediquei para me tornar servidor público. Sempre
busquei fazer concursos relacionados à minha área de atuação, que é meio
ambiente, e esse sempre foi meu foco de estudos.

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Sou servidor público desde setembro de 2010. Atualmente sou


Especialista em Geoprocessamento da Agência de Desenvolvimento do Distrito
Federal - TERRACAP.

Antes de tomar posse no meu atual cargo efetivo, fui Engenheiro do


Ministério da Pesca e Aquicultura; posteriormente fui Perito em Engenharia
Florestal do Ministério Público da União, lotado na Procuradoria Geral da
República e, por último, Auditor Fiscal de Atividades Urbanas, lotado no
IBRAM/DF. Todos cargos efetivos.

Além dos cargos que assumi, já obtive aprovação em diversos outros


concursos como EMATER/DF (Extensionista Rural – Engenharia Florestal),
SEMARH/GO (Analista Ambiental – Engenharia Florestal e Técnico em
Geoprocessamento), INCRA (Analista de Desenvolvimento Agrário – Engenharia
Florestal), IJSN/ES (Especialista em Geoprocessamento), DPF (Perito Criminal
Federal – Engenharia Florestal), e PCDF (Perito Criminal - Engenharia).

Desde a graduação e em toda minha trajetória como servidor público,


trabalho na área de meio ambiente e, principalmente, com legislação ambiental.
Sou apaixonado pelo o que faço e posso dizer que me sinto realizado
profissionalmente sendo servidor público e trabalhando pelo meio ambiente.

Muitas pessoas dizem que o serviço público é chato, que ninguém é feliz e
que as pessoas só fazem concurso pelo dinheiro. Eu não acredito nisso! O
dinheiro realmente é muito importante para qualquer pessoa, mas acho que,
para ser servidor público, a pessoa tem que ter vocação e não apenas ambição.

E a vocação do servidor começa a ser trabalhada ainda na fase de


“concurseiro” com o estabelecimento da rotina de estudo, a perseverança e
alguns tropeços até a tão sonhada aprovação.

Sempre trabalhei na proteção do meio ambiente e combate a ilícitos


ambientais. No meu antigo cargo me acostumei a escrever de forma mais
didática sobre temas ambientais, visto que elaborava pareceres e notas
técnicas para assessorar a atuação dos Procuradores da República, que nem
sempre tem bom domínio de temas relacionados ao meio ambiente. Já como
Auditor Fiscal, lidava diretamente com a aplicação da legislação ambiental, que
é minha principal ferramenta de trabalho.

Sou professor do Ponto dos Concursos desde 2012 e já ministrei mais de


20 cursos preparatórios para concursos relacionados ao meio ambiente.

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2 – ESTRUTURA DO CURSO

Esse curso será divido em 10 (dez) aulas, sendo uma demonstrativa e 9


completas, conforme o cronograma da página 2.

As aulas consistirão em breve teoria sobre o(s) tema(s) da(s) aula(s),


seguida de uma coletânea de exercícios comentados que serão utilizados para
fixar os conhecimentos dando maior ênfase àqueles que são mais importantes e
que são frequentemente cobrados em concursos.

Não se esqueça de que, além das 9 aulas, o Fórum de Dúvidas está


sempre disponível para você. Use e abuse dele! Qualquer dúvida sobre as aulas
ou sobre o conteúdo, não hesite em me perguntar via fórum!

Esse curso contempla todo o conteúdo da parte de Gestão


Ambiental para o cargo de Analista I – Área 3 do edital. Fique atento! Esse
curso não contempla a parte de Patrimônio Cultural e Sustentabilidade,
tampouco Gestão de Projetos.

A parte de Gestão Ambiental do Edital previu aproximadamente 90% de


legislação ambiental e 10% de parte técnica. E eu acredito que essa proporção
vai se repetir no número de questões da prova.

Na parte de legislação geralmente se cobra a lei “seca” ou “letra da lei”, já


na parte técnica, costuma-se cobrar conceitos já consagrados, de conhecimento
relativamente comum a muitas áreas, tais como biologia, engenharias florestal,
ambiental, agronômica, e geografia.

Dessa forma, o objetivo desse curso é garantir que você domine o


suficiente de legislação ambiental e de meio ambiente para gabaritar a prova,
sem a necessidade de se tornar um especialista no assunto. O foco é total na
sua prova!

Organizei o cronograma de forma mais didática possível para que você


compreenda todo o conteúdo dessa disciplina de forma concatenada e
organizada e sem repetições desnecessárias.

Ao decorrer do curso, vocês perceberão que eu não costumo fazer aulas


muito longas e costumo ser bem direto e objetivo. Tudo isso justamente para
que você otimize ao máximo o seu tempo de estudo.

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Para nossa sorte, a banca que mais possui questões de meio ambiente é o
CESPE, que já possui algum histórico na elaboração de provas com questões
sobre essa matéria. Portanto, nosso curso terá a maior parte das questões
oriundas do CESPE e também algumas questões de provas mais antigas para
complementar o estudo.

Teremos uma dificuldade que é a escassez de questões, principalmente


relacionadas às normas do IPHAN. Portanto, se eu julgar necessário, colocarei
questões de minha autoria para fixar a matéria.

Não se preocupe! Posso te garantir que fiz uma vasta pesquisa de


questões para esse curso e prometo trazer o maior número de questões
possíveis. Mesmo assim, se você achar alguma questão que eu não tenha
colocado na aula, sinta-se à vontade para colocá-la no fórum para que eu a
resolva para a turma, combinado?

Outro fato que você vai perceber é que muitas questões de legislação
ambiental envolvem a correlação de varias normas ambientais em uma mesma
questão e até a correlação com outros ramos do direito em uma mesma
questão. Dessa forma, por mais que as aulas sejam separadas por temas,
alguns assuntos mais transversais vão aparecer em mais de uma aula,
justamente por essa transversalidade tão característica do Direito Ambiental.

Um ponto muito relevante para a otimização do estudo é a leitura da


legislação ambiental (lei seca). A familiarização com a linguagem e
nomenclatura utilizada no direito é imprescindível para sucesso em provas
objetivas. Ademais, vai te ajudar na prova discursiva. Logo vou cobrar isso de
vocês também.

Por fim, lembre-se que:

Pirataria e CRIME!

RATEIO É PIRATARIA!

Se você quer realmente ser Servidor Público Federal, não cometa


crimes antes de entrar na instituição!

Sem mais demora, vamos à aula:

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3 – POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

A Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei n.º 6.938 de 31


de agosto de 1981, é a lei mais importante do Direito Ambiental
Brasileiro. É com base em seus princípios, objetivos e instrumentos, que todas
as outras leis e atos normativos sobre meio ambiente foram editados.

Essa lei ambiental é tão importante que a Constituição Federal de 1988


incorporou boa parte dos seus conceitos para definir a proteção ao meio
ambiente no Brasil. Dessa forma, entende-se que a PNMA, como é conhecida,
foi o grande marco legal do direito ambiental brasileiro.

A grosso modo, podemos dizer que existe a seguinte ordem de


importância (não quer dizer hierarquia, ok?) dentro do direito ambiental:

Antes da sanção dessa lei, existiam apenas algumas normas ambientais


esparsas, que não eram harmônicas entre si. A partir da PNMA é que
efetivamente surgiu o Direito Ambiental no Brasil, pois essa lei definiu os
princípios, diretrizes e instrumentos básicos no qual todas as outras normas
ambientais se baseiam.

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1.1 – Definição, Conceitos e Princípios.

Mas no que consiste a PNMA? Vamos conhecer seu conceito, que está no
art. 2º:

Art. 2º. A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo


a preservação, melhoria e recuperação da qualidade
ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições
ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança
nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os
seguintes princípios: [grifei].

Portanto, a PNMA é uma política que busca três objetivos:


PRESERVAÇÃO, MELHORIA E RECUPERAÇÃO da qualidade ambiental. Para
que? Para assegurar o desenvolvimento, segurança nacional, e dignidade da
vida humana, ok?

Os Princípios da PNMA são os norteadores dos instrumentos da PNMA.


Como eu já havia comentado, essa é a lei ambiental mais importante e,
portanto, os princípios dela regem também todas as outras leis ambientais.
Vamos a eles:

Art. 2º. A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a


preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental
propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao
desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança
nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os
seguintes princípios: [negritei].

I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico,


considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser
necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso
coletivo;

II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;

III - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;

IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas


representativas;

V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente


poluidoras;

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VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas


para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais;

VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;

VIII - recuperação de áreas degradadas;

IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;

X - educação ambiental a todos os níveis do ensino, inclusive a


educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação
ativa na defesa do meio ambiente.

Esses 10 (dez) princípios costumam ser cobrados em prova e pode


ser que apareça uma questão sobre eles na sua prova. A minha dica para você
memorizá-los é focar nas primeiras palavras de cada inciso, pois elas
automaticamente remetem ao princípio como um todo. Para facilitar, coloquei o
quadro dos princípios da PNMA abaixo:

AÇÃO GOVERNAMENTAL
RACIONALIZAÇÃO
PLANEJAMENTO E FISCALIZAÇÃO
PROTEÇÃO
CONTROLE E ZONEAMENTO
PRINCÍPIOS DA POLÍTICA
NACIONAL DO MEIO AMBIENTE INCENTIVO À ESTUDO E
PESQUISA
ACOMPANHAMENTO
RECUPERAÇÃO
PROTEÇÃO
EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Não confunda os princípios da PNMA com os


Princípios de Direito Ambiental

A PNMA traz 5 (cinco) conceitos importantes. Esses conceitos são


utilizados também pelas demais leis ambientais. Por isso é muito importante
conhecê-los! Apenas uma ressalva sobre eles deve ser feita: Esses conceitos

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são “conceitos legais” e podem divergir um pouco dos conceitos acadêmicos ou


técnicos, mais utilizados nas ciências ambientais. Mas para esta prova, o que
vale é o conceito da lei, ok?

Então vamos a eles, previstos no art. 3º:

Art. 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:

I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e


interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga
e rege a vida em todas as suas formas;

II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das


características do meio ambiente;

III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de


atividades que direta ou indiretamente:

a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;

b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;

c) afetem desfavoravelmente a biota;

d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;

e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões


ambientais estabelecidos;

IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou


privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade
causadora de degradação ambiental;

V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores,


superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o
subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora.

Vou dar algumas dicas para não causar


confusão entre os conceitos:

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1- Cuidado para não confundir “meio ambiente” com “recursos


ambientais”. O meio ambiente é mais amplo. É o conjunto de todos os
recursos ambientais E SUAS INTERAÇÕES. Guarde isso!

2- Não confundir “degradação” com “poluição”. Degradação é qualquer


alteração adversa (para pior) do meio ambiente. Poluição é uma das
formas de degradação e, para a lei, ela necessariamente resulta de
uma atividade. Isso quer dizer que, para ser considerada poluição, a
degradação deve ter o “dedinho” do homem no meio. Por exemplo, uma
enchente com causas naturais é uma forma de degradação, pois altera a
qualidade ambiental para pior, mas não é poluição já que não resultou de
atividade. Toda poluição gera degradação, mas nem toda degradação é
poluição, ok?

3- Poluidor é aquele que causa poluição OU degradação e, como vimos,


são coisas diferentes. Não existe a figura do “degradador” para a PNMA.

Vamos ver uma questão sobre o que vimos até agora:

1 – (FEPESE) MPE/SC (2014) – Promotor de Justiça

O objetivo geral da Política Nacional do Meio Ambiente divide-se em


preservação, melhoria e recuperação do meio ambiente, visando
compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a preservação
da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico.

Exatamente isso! Os três objetivos básicos da PNMA são Preservação,


Melhoria e Recuperação do meio ambiente, visando assegurar o
desenvolvimento socioeconômico com a preservação da qualidade do meio
ambiente (art. 2º, caput) e o equilíbrio ecológico (art. 2º, I).

Item CERTO!

1.2 – Objetivos e Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente

Os objetivos são aquilo que a lei busca, ou seja, aonde a lei quer chegar.
São 7 (sete) e estão expressos no art. 4º:

Art. 4º - A Política Nacional do Meio Ambiente visará:

I - à compatibilização do desenvolvimento econômico social com a


preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio
ecológico;

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II - à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa


à qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses da
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos
Municípios;

III - ao estabelecimento de critérios e padrões da qualidade


ambiental e de normas relativas ao uso e manejo de recursos
ambientais;

IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologia s nacionais


orientadas para o uso racional de recursos ambientais;

V - à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à


divulgação de dados e informações ambientais e à formação de uma
consciência pública sobre a necessidade de preservação da
qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico;

VI - à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas


à sua utilização racional e disponibilidade permanente, concorrendo
para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida;

VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de


recuperar e/ou indenizar os danos causados, e ao usuário, de
contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins
econômicos.

Observem que esses objetivos são os motivadores da edição de algumas


das principais normas ambientais. Por exemplo, o primeiro objetivo é
basicamente o desenvolvimento sustentável, que está previsto no novo código
florestal e indiretamente em outras normas como a Política Agrícola. O
estabelecimento de critérios e padrões (3º objetivo) é uma das atribuições mais
importantes do CONAMA, conforme veremos mais a frente. A preservação de
recursos naturais (6º objetivo) é o grande objetivo de diversas leis como o
SNUC, o código florestal e a lei da mata atlântica. E a obrigação de reparar o
dano é uma obrigação constitucional, além de estar também prevista na própria
PNMA e na Lei de Crimes Ambientais.

Uma observação sobre objetivos previstos no artigo 4º: O inciso V visa


materializar os princípios do Direito Ambiental da informação, educação
ambiental e da participação. Já o inciso VII é um exemplo de aplicação do
princípio do poluidor-pagador.

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Vamos então fazer um quadro semelhante ao dos princípios para facilitar


a memorização, pois as primeiras palavras também indicam o objetivo como
um todo:

COMPATIBILIZAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
DEFINIÇÃO DE ÁREAS PRIORITÁRIAS
OBJETIVOS DA ESTABELECIMENTO DE CRITÉRIOS E PADRÕES
POLÍTICA
DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS
NACIONAL DO
MEIO AMBIENTE DIFUSÃO DE TECNOLOGIAS
PRESERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO
IMPOSIÇÃO DE INDENIZAR/RECUPERAR

Além dos objetivos, a lei traz em seguida orientações aos entes federados
para que esses objetivos sejam alcançados, conforme art. 5º:

Art. 5º - As diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente serão


formuladas em normas e planos, destinados a orientar a ação dos
Governos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios
e dos Municípios no que se relaciona com a preservação da
qualidade ambiental e manutenção do equilíbrio ecológico,
observados os princípios estabelecidos no art. 2º desta Lei.

Parágrafo único. As atividades empresariais públicas ou privadas


serão exercidas em consonância com as diretrizes da Política
Nacional do Meio Ambiente

Os instrumentos são as ferramentas utilizadas pelo Poder Público para


alcançar os objetivos da PNMA.

Os instrumentos da PNMA é a parte


mais cobrada em concursos sobre essa
lei! É importantíssima a memorização
deles!

Então vamos aos 13 (treze) instrumentos:

Art. 9º - São Instrumentos da Política Nacional do Meio


Ambiente:

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I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;

II - o zoneamento ambiental;

III - a avaliação de impactos ambientais;

IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou


potencialmente poluidoras;

V - os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a


criação ou absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da
qualidade ambiental;

VI - a criação de espaços territoriais especialmente protegidos pelo


Poder Público federal, estadual e municipal, tais como áreas de
proteção ambiental, de relevante interesse ecológico e reservas
extrativistas;

VII - o sistema nacional de informações sobre o meio ambiente;

VIII - o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumento de


Defesa Ambiental;

IX - as penalidades disciplinares ou compensatórias ao não


cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção da
degradação ambiental.

X - a instituição do Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, a ser


divulgado anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
Recursos Naturais Renováveis - IBAMA;

XI - a garantia da prestação de informações relativas ao Meio


Ambiente, obrigando-se o Poder Público a produzi-las, quando
inexistentes;

XII - o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente


poluidoras e/ou utilizadoras dos recursos ambientais.

XIII - instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão


ambiental, seguro ambiental e outros.

Para facilitar a memorização vamos ao quadro:

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PADRÕES DE QUALIDADE AMBIENTAL


ZONEAMENTO AMBIENTAL
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
LICENCIAMENTO
INCENTIVOS À TECNOLOGIA
INSTRUMENTOS CRIAÇÃO DE ESPAÇOS PROTEGIDOS
DA POLÍTICA
SISTEMA DE INFORMAÇÕES
NACIONAL DO
MEIO AMBIENTE CADASTRO DE ATIVIDADES DE MEIO AMBIENTE
PENALIDADES
RELATÓRIOS DE QUALIDADE
PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES
CADASTRO DE ATIVIDADES POLUIDORAS
INSTRUMENTOS ECONÔMICOS

Os instrumentos são a forma com que o Poder Público vai agir para
garantir a preservação da qualidade ambiental. Eles são muitos, no entanto, é
fácil diferenciar dos objetivos. É só você pensar que um instrumento é um meio
de se atingir um objetivo. Por exemplo: a avaliação de impactos ambientais e o
licenciamento ambiental (Art. 9º, incisos III e IV) visam assegurar a
compatibilização do desenvolvimento econômico social com a preservação da
qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico (Art. 4º, inciso I).

À medida que você vai estudando essa lei, você observa que ela se
relaciona tanto com as outras leis ambientais como com ela mesma. Por
exemplo: o incentivo e desenvolvimento de pesquisa e tecnologia na área
ambiental é tanto um princípio da PNMA, como um objetivo, e também como
um instrumento!

Agora vamos analisar um instrumento específico da PNMA que foi alterado


pela Lei 12.651/12, conhecida como o Novo Código Florestal. É a Servidão
Ambiental.

A Servidão Ambiental, que era chamada antes de Servidão Florestal, é


um instrumento pelo qual o proprietário de um imóvel rural, por vontade
própria, limita o uso de toda ou parte de sua propriedade, por instrumento

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público ou privado, ou mediante termo firmado com um órgão do SISNAMA,


visando à conservação de recursos naturais (art. 9º-A, caput).

Esse termo entre o proprietário e o poder público deve conter 4 (quatro)


elementos:

i) memorial descritivo;

ii) objeto da servidão;

iii) direitos e deveres do proprietário/possuidor, e

iv) prazo da servidão (art. 9º-A, § 1º).

A Servidão Ambiental não pode ser instituída em Área de Preservação


Permanente – APP ou Reserva Legal (art. 9º-A, § 2º), e a restrição de uso
deve ser de no mínimo a mesma da Reserva Legal (art. 9º-A, § 3º). É
justamente por esse motivo que a servidão não pode ser instituída nessas
áreas, pois elas já estão protegidas.

Durante o prazo da Servidão é vedada a utilização da área em


desacordo com os termos da servidão, ou a alteração destinação da área
para outro fim (art. 9º-A, § 6º).

Essa área também pode servir de compensação ambiental de reserva


legal, devendo ser averbada na matrícula de todos os imóveis envolvidos (art.
9º-A, § 5º).

Aí você me pergunta: “Mas como é isso professor?”.

Veremos mais detalhes disso na Aula 03, mas você precisa entender que:
segundo o novo código florestal, todo imóvel rural deve possuir a Reserva
Legal, que é um percentual da propriedade que deve ser mantido para
conservação de recursos naturais. No caso de alguns proprietários na mesma
região não terem suas reservas legais averbadas, eles podem comprar uma
outra área próxima e instituírem uma servidão ambiental nessa área,
compensando assim a ausência de reserva legal dentro de suas propriedades.
Ok?

A Servidão pode ser onerosa ou gratuita, temporária ou perpétua (art. 9º-


B, caput), e seu prazo mínimo é de 15 (quinze) anos (art. 9º-B, § 1º).
Antes da alteração feita pela Lei 12.651/2012, o prazo mínimo da servidão
florestal era de 20 (vinte) anos. Portanto cuidado para não confundir.

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O detentor da Servidão pode ceder, transferir ou vender a área sob


servidão para outro proprietário ou entidade, desde que essa tenha por objetivo
a conservação ambiental (art. 9º-B, § 3º). Para fins creditícios, a Servidão se
equivale ao uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, que é uma Unidade
de Conservação de Uso Sustentável (art. 9º-B, § 2º). Veremos detalhadamente
as Unidades de Conservação na próxima aula.

O proprietário do imóvel serviente tem por obrigações (Art. 9º-C, §


2º):

I - manter a área sob servidão ambiental;

II - prestar contas ao detentor da servidão ambiental sobre as


condições dos recursos naturais ou artificiais;

III - permitir a inspeção e a fiscalização da área pelo detentor da


servidão ambiental;

IV - defender a posse da área serviente, por todos os meios em


direito admitidos.

Os deveres do detentor da Servidão Ambiental são (Art. 9º-C, § 3º):

I - documentar as características ambientais da propriedade;

II - monitorar periodicamente a propriedade para verificar se a


servidão ambiental está sendo mantida;

III - prestar informações necessárias a quaisquer interessados na


aquisição ou aos sucessores da propriedade;

IV - manter relatórios e arquivos atualizados com as atividades da


área objeto da servidão;

V - defender judicialmente a servidão ambiental

Outro instrumento muito frequente em provas é o Licenciamento


Ambiental, um importante instrumento (talvez o mais importante) que ganha
destaque na PNMA. Conforme prevê a lei:

Art. 10. A construção, instalação, ampliação e funcionamento


de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos
ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes,
sob qualquer forma, de causar degradação ambiental
dependerão de prévio licenciamento ambiental.

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§ 1º Os pedidos de licenciamento, sua renovação e a respectiva


concessão serão publicados no jornal oficial, bem como em periódico
regional ou local de grande circulação, ou em meio eletrônico de
comunicação mantido pelo órgão ambiental competente.

O licenciamento é um dos principais instrumentos da PNMA e é


amplamente utilizado pelo IBAMA e outros órgãos seccionais. É a aplicação
prática dos princípios ambientais da Precaução e Prevenção, uma vez
que a licença ambiental define limites para a degradação decorrente de uma
atividade. Vamos tratar mais detalhadamente desse assunto na Aula 06.

A PNMA também define que o Poder Executivo deve incentivar as


atividades voltadas para o meio ambiente, conforme prevê o art. 13º:

Art. 13. O Poder Executivo incentivará as atividades voltadas ao


meio ambiente, visando:

I - ao desenvolvimento, no País, de pesquisas e processos


tecnológicos destinados a reduzir a degradação da qualidade
ambiental;

II - à fabricação de equipamentos antipoluidores;

III - a outras iniciativas que propiciem a racionalização do uso de


recursos ambientais.

Parágrafo único. Os órgãos, entidades e programas do Poder


Público, destinados ao incentivo das pesquisas científicas e
tecnológicas, considerarão, entre as suas metas prioritárias, o apoio
aos projetos que visem a adquirir e desenvolver conhecimentos
básicos e aplicáveis na área ambiental e ecológica.

Além disso, a lei ainda define penalidades e obrigações ao poluidor:

Art. 14 - Sem prejuízo das penalidades definidas pela legislação


federal, estadual e municipal, o não cumprimento das medidas
necessárias à preservação ou correção dos inconvenientes e danos
causados pela degradação da qualidade ambiental sujeitará os
transgressores:

I - à multa simples ou diária, [….]

II - à perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos


pelo Poder Público;

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III - à perda ou suspensão de participação em linhas de


financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito;

IV - à suspensão de sua atividade.

§ 1º Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo,


é o poluidor obrigado, independentemente da existência de
culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio
ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O
Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para
propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados
ao meio ambiente.

O ponto mais importante é que, independentemente da existência de


culpa ou de penalidade em outra esfera (administrativa ou criminal), o
poluidor está sempre obrigado a reparar o dano causado ao meio
ambiente. SEMPRE! Esse é Princípio Poluidor-Pagador, que é um dos
principais princípios do Direito Ambiental e está perfeitamente expresso no § 1º
do art. 14.

O nome dessa obrigação é responsabilidade civil, que no caso de


matéria ambiental é OBJETIVA.

A responsabilidade civil objetiva é, justamente, a obrigação de


reparar o dano independentemente da existência de dolo (vontade de
degradar) ou culpa (imprudência, negligência ou imperícia) do
causador. Só é necessária a comprovação de nexo causal (relação entre o
fato e a consequência).

Exemplo: A indústria de refrigerantes ACOC ALOC, munida de licença ambiental


válida, instala fábrica próxima a um córrego e despeja seus efluentes nesse,
após o definido tratamento, conforme determinado em sua licença ambiental.
Apesar disso, foi detectada a diminuição da população de Synbranchus
marmoratus nesse córrego. Nesse caso, mesmo cumprindo todas as obrigações
legais, a indústria ACOC ALOC está obrigada a reparar esse dano, em
decorrência da responsabilidade civil objetiva.

A Responsabilidade Civil em matéria


ambiental é SEMPRE OBJETIVA!

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Existem dois Cadastros Técnicos Federais (CTF): o Cadastro Técnico


Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental e o Cadastro
Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras
de Recursos Ambientais, ambos sob administração do IBAMA, conforme
prevê o art. 17:

Art. 17. Fica instituído, sob a administração do Instituto Brasileiro do


Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA:

I - Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de


Defesa Ambiental, para registro obrigatório de pessoas físicas ou
jurídicas que se dedicam a consultoria técnica sobre problemas
ecológicos e ambientais e à indústria e comércio de equipamentos,
aparelhos e instrumentos destinados ao controle de atividades
efetiva ou potencialmente poluidoras;

II - Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente


Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, para
registro obrigatório de pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam a
atividades potencialmente poluidoras e/ou à extração, produção,
transporte e comercialização de produtos potencialmente perigosos
ao meio ambiente, assim como de produtos e subprodutos da fauna
e flora. [Grifei]

Para ficar mais fácil de você entender, é como se houvesse o CTF “do
bem” (onde estão cadastrados quem atua na análise e controle de problemas
ambiental) e o CTF “do mal” (onde estão cadastrados os utilizadores de
recursos ambientais). Desta forma, o IBAMA (administrador do CTF) tem o
controle de todos que atuam de alguma forma no meio ambiente.

Esse instrumento era pouco comum em provas, mas começou a ser


cobrado recentemente.

A PNMA também prevê a cobrança de uma Taxa de Controle e


Fiscalização Ambiental (TCFA), a qual foi instituída com a finalidade de fiscalizar
e controlar as atividades que utilizam recursos naturais e as atividades
potencialmente poluidoras, conforme prevê o art. 17-B:

Art. 17-B. Fica instituída a Taxa de Controle e Fiscalização


Ambiental – TCFA, cujo fato gerador é o exercício regular do
poder de polícia conferido ao Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA para

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controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e


utilizadoras de recursos naturais. [Grifei]

A prova discursiva de Delegado da Polícia Civil do


Distrito Federal 2014/2015 cobrou conceitos do
direito tributário relacionado à TCFA. Direito
Tributário não é objeto desse curso e tratar
desses conceitos fugiria do nosso tema. De
qualquer forma, sugiro que vocês pesquisem e estudem essa prova. A mistura
de direito constitucional, tributário e ambiental pode ser cobrada novamente.
Tema atual.

Por fim, a lei autoriza o IBAMA a celebrar convênios com os órgãos


integrantes do SISNAMA dos Estados, Municípios e Distrito Federal para
desempenharem atividades de fiscalização ambiental, conforme estabelece o
art. 17-Q:

Art. 17-Q. É o IBAMA autorizado a celebrar convênios com os


Estados, os Municípios e o Distrito Federal para desempenharem
atividades de fiscalização ambiental, podendo repassar-lhes parcela
da receita obtida com a TCFA.

Vamos ver uma questão sobre o que vimos até aqui:

2 – (IESES) IGP-SC (2017) – Perito Criminal Ambiental (Adaptada):

As atividades e os empreendimentos utilizadores de recursos


ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob
qualquer forma de acusar degradação ambiental, estão sujeitos a
prévio licenciamento ambiental.

A questão basicamente resumiu o caput do art. 10.

Item CERTO.

1.3 – Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e o Conselho


Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)

Pessoal, as bancas adoram o SISNAMA! Quase toda prova que cai a PNMA
aparece pelo menos uma questão sobre isso! Por isso vou me estender um
pouco mais e sobre esse tema, ok?

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O Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) é o conjunto de


órgãos, entidades e fundações públicas responsáveis pela proteção e
melhoria da qualidade ambiental e é estruturado em 6 (seis) organismos,
conforme art. 6º:

Art. 6º Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito


Federal, dos Territórios e dos Municípios, bem como as fundações
instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria
da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio
Ambiente - SISNAMA, assim estruturado:

I - órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de


assessorar o Presidente da República na formulação da política
nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente e os
recursos ambientais;

II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio


Ambiente (CONAMA), com a finalidade de assessorar, estudar e
propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas
governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e
deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões
compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e
essencial à sadia qualidade de vida;

III - órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da


República, com a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e
controlar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes
governamentais fixadas para o meio ambiente;

IV - órgão executor: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos


Recursos Naturais Renováveis, com a finalidade de executar e fazer
executar, como órgão federal, a política e diretrizes governamentais
fixadas para o meio ambiente;

V - Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais


responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle
e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação
ambiental;

VI - Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis


pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas
jurisdições.

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Atualmente a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República foi


transformada em Ministério do Meio Ambiente (MMA), que é órgão
central do SISNAMA.

O Conselho Superior é um órgão ligado à presidência da República


com a função de assessorar o presidente na tomada de decisões. O
CONAMA é o órgão mais importante do SISNAMA e também o que é mais
cobrado em prova. Falaremos detalhadamente dele mais adiante.

O IBAMA é o órgão executor a nível federal. Os órgãos seccionais


são órgãos executores estaduais, conhecidos como órgãos estaduais de meio
ambiente (OEMAs), que pode ser uma secretaria de meio ambiente, ou outra
entidade, como autarquias, fundações ou institutos. Os órgãos locais são
órgãos municipais de meio ambiente (OMMAs) e são responsáveis apenas
pelo controle e fiscalização das atividades, não executando todas as diretrizes
da PNMA. Nem todos os municípios possuem OMMAs. Para facilitar a
memorização vamos ao quadro:

SISNAMA

Órgão Superior Conselho de Assessorar o Presidente na formulação da política


Governo e diretrizes para o meio ambiente.

Órgão Consultivo e CONAMA Assessorar o Conselho de Governo e deliberar


Deliberativo sobre normas e padrões ambientais.

Órgão Central MMA Planejar, coordenar, supervisionar e controlar a


política e diretrizes para o meio ambiente.

Órgão Executor IBAMA Executar e fazer executar a política e diretrizes


para o meio ambiente

Órgãos Seccionais OEMAs Executar programas e projetos, controlar e


fiscalizar atividades causadoras de degradação

Órgãos Locais OMMAs Controlar e fiscalizar atividades causadoras de


degradação

Além da estrutura, esse artigo ainda dá orientações para a atuação dos


órgãos central, seccionais e locais:

§ 1º Os Estados, na esfera de suas competências e nas áreas de sua


jurisdição, elaboração normas supletivas e complementares e

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padrões relacionados com o meio ambiente, observados os que


forem estabelecidos pelo CONAMA.

§ 2º Os Municípios, observadas as normas e os padrões federais e


estaduais, também poderão elaborar as normas mencionadas no
parágrafo anterior.

§ 3º Os órgãos central, setoriais, seccionais e locais mencionados


neste artigo deverão fornecer os resultados das análises efetuadas e
sua fundamentação, quando solicitados por pessoa legitimamente
interessada.

§ 4º De acordo com a legislação em vigor, é o Poder Executivo


autorizado a criar uma Fundação de apoio técnico científico às
atividades do IBAMA.

O CONAMA, como já vimos, é o órgão consultivo e deliberativo do


SISNAMA e tem atribuições importantíssimas, conforme veremos, e é por isso
que, dos órgãos do SISNAMA, é o que mais cai em prova. Atualmente o
CONAMA conta com 5 (cinco) atribuições. Vamos então ver quais são:

Art. 8º Compete ao CONAMA:

I - estabelecer, mediante proposta do IBAMA, normas e critérios


para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente
poluidoras, a ser concedido pelos Estados e supervisionado pelo
IBAMA;

II - determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos


das alternativas e das possíveis consequências ambientais de
projetos públicos ou privados, requisitando aos órgãos federais,
estaduais e municipais, bem assim a entidades privadas, as
informações indispensáveis para apreciação dos estudos de impacto
ambiental, e respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades
de significativa degradação ambiental, especialmente nas áreas
consideradas patrimônio nacional.

V - determinar, mediante representação do IBAMA, a perda ou


restrição de benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, em
caráter geral ou condicional, e a perda ou suspensão de participação
em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito;

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VI - estabelecer, privativamente, normas e padrões nacionais de


controle da poluição por veículos automotores, aeronaves e
embarcações, mediante audiência dos Ministérios competentes;

VII - estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e


à manutenção da qualidade do meio ambiente com vistas ao uso
racional dos recursos ambientais, principalmente os hídricos.

Parágrafo único. O Secretário do Meio Ambiente é, sem prejuízo de


suas funções, o Presidente do Conama.

A maior parte dessas atribuições são executadas através das famosas


Resoluções do CONAMA: É através delas que o CONAMA estabeleceu normas
e critérios para o licenciamento ambiental (Resoluções. 1/86, 9/87, 237/97),
determina a realização de estudos complementares (Resolução. 286/2001, que
versa sobre o licenciamento de empreendimentos em regiões de malária, por
exemplo), estabeleceu normas e padrões de controle de poluição de veículos
(Resolução. 418/2009), etc.

Além da edição de resoluções, o CONAMA também pode determinar a


perda ou restrição de benefícios fiscais a empreendedores que desrespeitarem a
legislação ambiental. Atualmente o Presidente do CONAMA é o Ministro do Meio
Ambiente.

Vamos ver mais uma questão:

3 - (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura de Transportes

O Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA é constituído pelos


órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos
Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo
Poder Público, responsáveis pela proteção e pela melhoria da qualidade
ambiental. Entre os órgãos a seguir relacionados não compõe a
estrutura do SISNAMA:

a) Órgãos ou entidades federais, estaduais ou municipais, responsáveis


por atividades correlatas ao gerenciamento ambiental, nas suas
respectivas jurisdições (órgãos seccionais).

b) Órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e


fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental
(órgãos locais).

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c) Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA (órgão consultivo e


deliberativo).

d) Ministério do Meio Ambiente – MMA (órgão central).

e) Conselho de Governo (órgão superior).

Essa questão possui um “peguinha”. Vamos analisar as alternativas de


baixo pra cima pra ficar mais fácil.

Segundo o quadro que eu mostrei para vocês, o Conselho de Governo faz


parte do SISNAMA? Sim! Ele é o órgão superior? Sim! Então a alternativa “E”
está certa.

O MMA faz parte do SISNAMA? Sim! É o órgão central? SIM! Alternativa


“D” está certa. O CONAMA faz parte do SISNAMA? Sim! É o órgão consultivo e
deliberativo? Sim! Alternativa “C” certa.

Os órgãos ou entidades municipais responsáveis pelo controle e


fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental fazem
parte do SISNAMA? SIM! Eles são os órgãos locais? Sim! Alternativa “B” certa.

Os órgãos ou entidades federais, estaduais ou municipais responsáveis


por atividades correlatas ao gerenciamento ambiental, nas suas respectivas
jurisdições fazem parte do SISNAMA? SIM! Eles são os órgãos seccionais? NÃO!
Órgãos seccionais são apenas os órgãos ESTUDAIS, segundo o inciso V do art.
6º. Volte lá no nosso quadro e veja: está ao lado de órgãos seccionais OEMA.

Como a questão pediu a alternativa que não compõe o SISNAMA, a


resposta correta é a letra “A”.

Quero enfatizar que a Lei 6.938/81 não é uma lei extensa, no entanto, é
de extrema importância para as provas objetivas e a maioria das questões
exige a “letra da lei”. Então caprichem nessa leitura.

4 – Conceitos de Dano Ambiental e Reparação

Acabamos de ver que a PNMA já traz alguns conceitos importantes, como


Meio Ambiente; Degradação, Poluição; Poluidor e Recursos Ambientais. Essa
importante lei também trata da reparação do dano ambiental. Mas o que é
dano ambiental?

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Não existe um conceito único de Dano Ambiental, mas todos giram em


torno do mesmo ponto: o Prejuízo. Esse é um conceito classificado como
técnico-jurídico, pois é utilizado pela área técnica (profissionais de meio
ambiente) e também pelos tribunais em ações relacionadas ao meio ambiente.
Portanto vou apresentar a definição mais aceita:

Dano Ambiental: É a lesão aos recursos ambientais, com


consequente degradação – alteração adversa ou in pejus – do
equilíbrio ecológico e da qualidade de vida.

No direito os danos ambientais são divididos em dois tipos:

Danos ambientais coletivos: dizem respeito aos sinistros causados ao


meio ambiente lato sensu, repercutindo em interesses difusos, pois lesam
diretamente uma coletividade indeterminada ou indeterminável de
titulares.

Danos ambientais individuais: é aquele experimentado pelo particular,


em decorrência do denominado dano ricochete ou reflexo, fruto da atividade
danosa do poluidor que, além de afetar o meio ambiente, e por consequência a
coletividade, causa danos a terceiros, trazendo para estes o direito à
reparação e para aquele a obrigação de reparar os danos.

Para exemplificar, vamos a um exemplo.

João Cláudio, fazendeiro, ateu fogo em vegetação no interior de sua


fazendo no intuito de “limpar a área” para pastagem de seu gado. Porém o fogo
se espalhou e queimou parte da vegetação da fazenda do seu vizinho. Nessa
situação houve dano ambiental coletivo pela poluição causada pela fumaça que
atinge diversas pessoas, sendo impossível determinar quem exatamente foi
atingido; e houve, também, dano ambiental individual, uma vez que um
terceiro identificado, o vizinho, foi diretamente prejudicado.

Conforme já vimos no artigo 14, § 1º, é o poluidor obrigado,


independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os
danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua
atividade.

Mas observe que a PNMA fala em “reparar ou indenizar”. Qual é a


diferença entre os dois conceitos?

A reparação está ligada à restauração natural, consiste em uma


obrigação de fazer, é a reconstituição, recomposição e reintegração dos bens
ambientais lesados. O sentido é de reconstituição da integridade e

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funcionalidade do meio ambiente lesado. A prioridade do sistema de reparação


é a restauração natural, isto é, busca-se o retorno ao status quo ante do meio
ambiente.

A indenização é indenização pecuniária ou compensação econômica


constitui uma obrigação de dar. É aplicada na impossibilidade de reparação
integral do dano causado.

É importante ressaltar que a reparação e indenização não são


penalidades. São obrigação civil! Além disso, elas podem ser aplicadas
cumulativamente. Para isso, basta se comprovar que a reparação aplicada ou
prevista não foi suficiente para trazer à situação anterior a totalidade dos
recursos ambientais.

Vamos ver uma jurisprudência do STJ sobre isso:

“Na hipótese de ação civil pública proposta em razão de dano


ambiental, é possível que a sentença condenatória imponha
ao responsável, cumulativamente, as obrigações de
recompor o meio ambiente degradado e de pagar quantia em
dinheiro a título de compensação por dano moral coletivo. Isso
porque vigora em nosso sistema jurídico o princípio da reparação
integral do dano ambiental, que, ao determinar a
responsabilização do agente por todos os efeitos decorrentes
da conduta lesiva, permite a cumulação de obrigações de
fazer, de não fazer e de indenizar. REsp 1.328.753-MG, Rel. Min.
Herman Benjamin, julgado em 28/5/2013.”

Vamos ver uma questão sobre isso:

4 –(CESPE) PGE-PE (2018) Procurador do Estado (Adaptada)

Determinada atividade poluiu parte de um rio no interior do estado de


Pernambuco, o que comprometeu a pesca de subsistência no local.
Diante dessa situação, um dos afetados pelos danos causados ajuizou
ação indenizatória contra o responsável.

Nessa situação hipotética, a ação poderá ser julgada procedente,


independentemente da licitude da atividade e da observância dos
limites de emissão de poluentes, uma vez que a responsabilidade do
poluidor é objetiva.

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Se a atividade comprometeu a pesca, houve dano ambiental. Se o afetado


é determinado, ele pode ajuizar ação indenizatória. Essa ação, por sua vez,
poderá ser julgada procedente, uma vez que a responsabilidade pela reparação
ou indenização de danos é objetiva, não havendo necessidade de comprovação
de dolo ou culpa.

Item CERTO.

Agora que já sabemos tudo sobre a PNMA e sobre Danos Ambientais e


Reparação, vamos praticar.

5 – (MPE/SC) MPE/SC (2013) – Promotor de Justiça

De acordo com a Lei 6.938/1981, entende-se por poluidor, a pessoa


física, ou jurídica de direito privado, responsável, direta ou
indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental.

Entende-se por poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou


privado, (não apenas a de direito privado) responsável, direta ou
indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental.

Item ERRADO!

6 – (COPESE/UFT) Prefeitura de Palmas/TO (2016) – Procurador


Municipal

Analise as afirmativas a seguir. Para os fins previstos na Lei Federal


nº 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente), entende-se
por:

I. Meio ambiente: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e


subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os
elementos da biosfera, a fauna e a flora.

II. Degradação da qualidade ambiental: a degradação da qualidade


ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente afetem

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desfavoravelmente a biota, lancem matérias ou energia em desacordo


com os padrões ambientais estabelecidos, dentre outras.

III. Poluição: a alteração adversa das características do meio


ambiente.

IV. Recursos ambientais: o conjunto de condições, leis, influências e


interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e
rege a vida em todas as suas formas.

Indique a alternativa CORRETA:

a) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.

b) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.

c) Todas as afirmativas estão corretas.

d) Nenhuma afirmativa está correta.

A afirmativa I apresentou o conceito de “Recursos Ambientais”, e não de


meio ambiente. Afirmativa I FALSA.

A afirmativa II apresentou o conceito de “Poluição” e não o de degradação


da qualidade ambiental. Afirmativa II FALSA.

A afirmativa III apresentou o conceito de “Degradação da qualidade


ambiental” e não de poluição. Afirmativa III FALSA.

A afirmativa IV apresentou o conceito de “Meio Ambiente” e não o


conceito de recursos ambientais. Afirmativa IV FALSA.

Dessa forma, nenhuma alternativa está correta e a resposta da questão é


a letra “D”.

7 – (CESPE) ANTT (2013) – Especialista em Regulação de Serviços e


Transportes Terrestres – Eng. Ambiental e Eng. Florestal

A Política Nacional do Meio Ambiente visa não somente à


compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a
preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico,
como também à imposição ao poluidor e ao predador da obrigação de
minimizar os danos causados.

Lendo a questão, dá uma vontade de marcar certo não é? Você pensa: a


“compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da

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qualidade do meio ambiente” está no inciso I, e a “imposição ao poluidor e ao


predador da obrigação de recuperar e/ou indenizar (OPA!) os danos
causados” está no inciso VII.

Viram o peguinha safado??? O CESPE apenas trocou “recuperar e/ou


indenizar” por “minimizar” para tornar a questão falsa! Veja que até rima!
Ninguém merece não é?

Item ERRADO.

8 – (FCC) Prefeitura de Recife/PE (2014) – Procurador

São instrumentos da política nacional do meio ambiente:

a) sistema nacional de informações sobre o meio ambiente, crédito


rural e avaliação de impactos ambientais.

b) seguro ambiental, relatório de qualidade do meio ambiente e


concessão florestal.

c) zoneamento ambiental, licenciamento e planejamento agrícola.

d) avaliação de impactos ambientais, cooperativismo e zoneamento


ambiental.

e) criação de espaços territoriais, associativismo e licenciamento.

São instrumentos da PNMA o seguro ambiental e a concessão florestal,


como instrumentos econômicos (art. 9º, XIII) e o relatório de qualidade do
meio ambiente (art. 9º, X). O crédito rural, o planejamento agrícola, o
cooperativismo e o associativismo não são instrumentos da PNMA.

Resposta Certa: Letra “B”

9 – (CESPE) ANP (2013) – Comum a todos os cargos

O licenciamento ambiental é instrumento da Política Nacional do Meio


Ambiente, exigido para os casos em que o poluidor não tenha cumprido
medidas de preservação ambiental, de modo a recuperar ou a indenizar
os danos causados.

O licenciamento ambiental é instrumento da PNMA? Sim! Apesar de a lei


n.º 6.938/81 não trazer a expressão “licenciamento ambiental” expresso no rol
de instrumentos do art. 9º, ele está expresso no art. 10. Além disso, a doutrina
entende que a “Avaliação de Impactos Ambientais” (art. 9º, inciso III) e o

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“Licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras”


(Art. 9º, inciso IV) são instrumentos complementares e se concretizam no
licenciamento ambiental. Até aqui o item está certo.

O licenciamento ambiental é exigido para a “construção, instalação,


ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de
recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob
qualquer forma, de causar degradação ambiental”. Nada a ver com o que o
item falou.

O que é exigido para os casos em que o poluidor não tenha cumprido


medidas de preservação ambiental é justamente a obrigação de recuperar ou
indenizar os danos causados. Isso está expresso tanto nos objetivos da PNMA
(art. 4º, inciso VII, que já vimos) como nos instrumentos (art. 14, que veremos
mais adiante).

Item ERRADO.

10 – (CESPE) IBAMA (2013) – Analista Ambiental

O Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou


Utilizadoras de Recursos Ambientais, que constitui instrumento da
Política Nacional do Meio Ambiente, é gerenciado pelo Conselho
Nacional do Meio Ambiente.

Conforme já vimos, o Cadastro Técnico Federal de Atividades


Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais constitui
instrumento da PNMA (Art. 9º, inciso XII), contudo ele é gerenciado pelo
IBAMA (art. 17, caput), não pelo CONAMA.

Item ERRADO.

11 – (CESPE) IBAMA (2013) – Analista Ambiental

É cabível a celebração de convênios entre o IBAMA, estados e


municípios para o desempenho de atividades de fiscalização ambiental,
podendo o IBAMA repassar a esses entes parcela da receita
proveniente da taxa de controle e fiscalização ambiental.

Vamos rever o art. 17-Q: “É o IBAMA autorizado a celebrar convênios com


os Estados, os Municípios e o Distrito Federal para desempenharem atividades
de fiscalização ambiental, podendo repassar-lhes parcela da receita obtida com
a TCFA”. O item praticamente copiou o artigo!

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Gestão Ambiental – Analista I - IPHAN
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Item CERTO.

12 – (CESPE) CPRM (2013) – Analista de Geociências – Direito

O SISNAMA é constituído pelos órgãos e entidades da União, dos


estados, do Distrito Federal (DF), dos territórios e dos municípios, bem
como pelas fundações instituídas pelo poder público, responsáveis pela
proteção e melhoria da qualidade ambiental.

Conforme art. 6º, são justamente os órgãos citados no item que compões
o SISNAMA.

Item CERTO!

13 – (VUNESP) CETESB (2013) – Advogado

O Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA, previsto na Lei n.º


6.938/81, é estruturado, dentre outros, pelo(s) seguinte(s) órgão(s):

a) órgão central: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos


Naturais Renováveis – IBAMA, com a finalidade de coordenar, executar
e fazer executar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes
governamentais fixadas para o meio ambiente.

b) órgãos subseccionais: os órgãos ou entidades integrantes da


administração federal direta e indireta, bem como as Fundações
instituídas pelo Poder Público, cujas atividades estejam associadas às
de proteção da qualidade ambiental.

c) órgão superior: o Conselho Superior do Meio Ambiente – CSMA, com


a função de assessorar o Presidente da República e Governadores
Estaduais na formulação de diretrizes da Política Nacional do Meio
Ambiente.

d) órgãos seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis


pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de
atividades capazes de provocar a degradação ambiental.

e) órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio


Ambiente – CONAMA, com o fim de assistir e propor ao Conselho
Superior do Meio Ambiente – CSMA, diretrizes e políticas
governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e
deliberar sobre normas e padrões compatíveis à sadia qualidade de
vida.

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Gestão Ambiental – Analista I - IPHAN
Aula 00 - Aula Demonstrativa
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O órgão central do SISNAMA é o MMA e não o IBAMA. Letra “A” FALSA.

Não existem órgãos subseccionais no âmbito do SISNAMA. Letra “B”


FALSA.

O órgão superior do SISNAMA é o CONAMA. Não existe o CSMA no âmbito


do SISNAMA. Letra “C” FALSA.

Realmente os órgãos seccionais integram o SISNAMA e são responsáveis


pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de
atividades capazes de provocar a degradação ambiental, conforme art. 6º,
inciso V. Letra “D” VERDADEIRA.

O órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA realmente é o CONAMA,


mas ele deve assistir e propor ao Conselho de Governo! Não existe o CSMA no
âmbito do SISNAMA.

Resposta certa: Letra “D”.

14 – (FCC) TJ/SE (2015) - Juiz Substituto

O Município X criou um programa de educação ambiental voltado


para os munícipes em geral com o objetivo de promover
a capacitação para a atividade de reciclagem de resíduos sólidos. Sob
a alegação de afronta aos princípios que regem a Política Nacional do
Meio Ambiente, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública
em face do Município visando à declaração de nulidade de tal política
pública, enfatizando que a educação ambiental custeada com
recursos públicos está restrita à grade curricular das escolas
municipais. Segundo os princípios da Política Nacional do Meio
Ambiente, a ação deverá ser julgada,

a) Procedente

b) Improcedente

c) Parcialmente procedente

d) Extinta, sem resolução de mérito, por ilegitimidade de parte no


polo ativo.

e) Extinta, sem resolução de mérito, por ilegitimidade de parte no


polo passivo.

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Gestão Ambiental – Analista I - IPHAN
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O artigo 2º, X da Lei 6.931/81 prevê: “A Política Nacional do Meio


Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade
ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao
desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à
proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios:

X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a


educação da comunidade, objetivando capacitá-la para
participação ativa na defesa do meio ambiente”.

Além disso, o artigo 225, §1º, VI, CF/88, prevê a promoção da educação
ambiental em todos os níveis de ensino e a Lei 12.305/10, artigo 8º, VIII
estabelece a educação ambiental como um dos instrumentos da Política
Nacional de Resíduos Sólidos.

Dessa forma, a alegação do MP no caso em tela não procede.

Resposta certa: Letra “B”

15 – (CESPE) TJ/PB (2015) Juiz Substituto (Adaptada)

Com relação ao direito ambiental em uma perspectiva econômica, à


PNMA julgue:

O princípio do protetor-recebedor, que se refere ao pagamento por


serviços ambientais, não é previsto expressamente na lei que instituiu
a PNMA.

O princípio do protetor-recebedor está previsto no artigo 6º, II, da Lei


12.305 (resíduos sólidos). Trata-se de novo princípio que ainda não era prevista
quando da elaboração da lei 6.931/81. Trata-se de medida que institui
incentivos, benefícios aos que colaboram com o meio ambiente.

Item CERTO!

16 – (VUNESP) TJ/MS (2015) – Juiz Substituto

Os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente são, dentre


outros:

a) o Cadastro Técnico Estadual de atividades afetas ao licenciamento


ambiental

b) o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente


poluidoras.

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c) a garantia da prestação de informações relativas ao Meio Ambiente,


facultando-se ao Poder Público produzi-las, quando inexistentes.

d) o relatório de qualidade do Meio Ambiente a ser divulgado


trimestralmente pelo IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
Recursos Naturais Renováveis.

e) o sistema regional de informações sobre o meio ambiente.

O Cadastro Técnico é FEDERAL, e não estadual. Letra “A” FALSA.

Consoante o artigo 9º, IV da Lei 6.938/81, o licenciamento e a revisão de


atividades efetiva ou potencialmente poluidoras são instrumentos da PNMA.
Letra “B” VERDADEIRA.

O Poder Público tem obrigação, e não faculdade de produzir informações


ambientais quando inexistentes, conforme art. 9º, XI. Letra “C” FALSA.

O Relatório de Qualidade deve ser produzido e divulgado anualmente,


conforme art. 9º. X. Letra “D” FALSA.

O SISNIMA é nacional, e não regional, conforme art. 9º, VII. Letra “E”
FALSA.

Resposta certa: Letra “B”

17 – (VUNESP) TJ/MS (2015) – Juiz Substituto

Segundo estabelecido na Política Nacional do Meio Ambiente, entende-


se por poluição a degradação da qualidade ambiental resultante de
atividades que, direta ou indiretamente.

a) lancem matérias em dissonância com a qualidade tecnológica fixada


pelas normas da ABNT.

b) afetem 70% das interações de ordem física do meio ambiente.

c) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população.

d) afetem as condições sociais ou fitossanitárias da biota.

e) riem condições favoráveis às ações políticas e econômicas.

Consoante previsto no artigo 3º da Lei 6.938/81.

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III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante


de atividades que direta ou indiretamente:

a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da


população;

b) criem condições adversas às atividades sociais e


econômicas;

c) afetem desfavoravelmente a biota;

d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio


ambiente;

e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões


ambientais estabelecidos;

Resposta certa: Letra “C”.

18 – (VUNESP) MPE/SP (2015) Analista de Promotoria

A Política Nacional do Meio Ambiente visará

a) a definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à


qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses
municipais.

b) o uso de tecnologias mitigadoras no manejo do meio ambiente, à


divulgação de dados e informações ambientais quando autorizadas por
lei.

c) o uso de tecnologias mitigadoras no manejo do meio ambiente, à


divulgação de dados e informações ambientais quando autorizadas por
lei.

d) ao estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e


de normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais.

e) o fomento do desenvolvimento econômico, com observância nos


casos estabelecidos em lei complementar, da preservação da qualidade
do meio ambiente.

Consoante artigo 4º, III da Lei 6.931/81:

Art. 4º - A Política Nacional do Meio Ambiente visará:

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III - ao estabelecimento de critérios e padrões da qualidade


ambiental e de normas relativas ao uso e manejo de recursos
ambientais;

A assertiva correta é a Letra D.

19 – (CESPE) PCPE (2016) – Delegado de Polícia

O órgão consultivo e deliberativo responsável pelo SISNAMA e pelo


SNUC é o

A) Ministério do Meio Ambiente.

B) Conselho Nacional do Meio Ambiente.

C) Instituto Chico Mendes.

D) IBAMA.

E) Conselho de Governo.

Já vimos essa questão aula passada, mas vamos reforçar. Conforme art.
6º da Lei N.º 9.985/2000 (SUNC), o órgão consultivo e deliberativo responsável
pelo SNUC é o Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. Conforme art.
6º, II da Lei n.º 6.938/1981 (PNMA) o CONAMA também é o órgão consultivo e
deliberativo do SISNAMA.

Resposta certa: Letra “B”

20 – (CESPE) PCPE (2016) – Delegado de Polícia

A responsabilidade civil por grave acidente ambiental ocorrido em uma


região de determinado estado da Federação será

A) subjetiva, informada pela teoria do risco proveito.

B) objetiva, informada pela teoria do risco criado.

C) objetiva, informada pela teoria do risco integral.

D) subjetiva, informada pela teoria do risco criado.

E) subjetiva, informada pela teoria do risco integral.

Questão carimbada! Conforme vimos durante a aula e previsto no art. 14,


§1º: “é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a

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indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros,


afetados por sua atividade.” Essa afirmação da PNMA caracteriza a
responsabilidade civil em matéria ambiental como OBJETIVA, informada pela
teoria do Risco Integral.

Resposta certa: Letra “C”

Reitero que as questões, em sua maioria, cobram a letra da Lei!

21 – (FADESP) COSANPA (2017) Advogado

Sobre o Conselho Nacional do Meio Ambiente, pode-se afirmar que

a) é órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio


Ambiente com competência para estabelecer com plena autonomia
normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou
potencialmente poluidoras.

b) as diretrizes protetivas do meio ambiente editadas pelo Conselho


Nacional do Meio Ambiente têm caráter de normativa nacional não
cabendo aos estados exercer competência supletiva ou complementar.

c) é órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio


Ambiente, com a finalidade precípua de assessoria direta aos governos
estaduais e locais que lhe demandem assessoramento técnico.

d) compete ao Conselho Nacional do Meio Ambiente estabelecer, de


forma privativa, normas e padrões nacionais de controle da poluição
por veículos automotores, aeronaves e embarcações, ainda que
necessite da audiência prévia dos ministérios competentes.

Realmente o CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA,


mas não possui autonomia plena para estabelecer critérios para o licenciamento
ambiental. Ele tem limites nas leis federais que tratam sobre o tema, em
especial a PNMA e a Lei Complementar n. º 140/2011. O CONAMA só pode
normatizar suplementando essas normas. Letra “A” FALSA.

As normas do CONAMA tem caráter geral. Os Estados podem


suplementar ou complementar (vimos isso aula passada). No caso do DF, via
normas do CONAM. Letra “B” FALSA.

Realmente o CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA,


mas sua finalidade precípua é assessorar, estudar e propor ao Conselho de
Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e

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os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre


normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente
equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida (art. 6º, II da PNMA).
Letra “C” FALSA.

Realmente a competência do CONAMA de estabelecer normas e padrões


nacionais de controle da poluição por veículos automotores, aeronaves e
embarcações, mediante audiência dos Ministérios competentes é privativa,
conforme art. 8º, VI da PNMA. Letra “D” CERTA.

Resposta certa: Letra “D”

22 – (IESES) IGP=SC (2017) Perito Criminal Ambiental

Sobre a Lei n. 6.938/81 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente –


PNMA, é INCORRETO afirmar:

a) Não previu a criação, pelo Poder Público, de espaços territoriais


ambientalmente protegidos, o que somente veio a ocorrer na
Constituição Federal de 1988.

b) Dentre os seus objetivos está o de compatibilizar o desenvolvimento


econômico e social com a proteção do meio ambiente e do equilíbrio
ecológico.

c) A responsabilidade civil ambiental independe da comprovação de


dolo ou culpa do agente.

d) As atividades e os empreendimentos utilizadores de recursos


ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob
qualquer forma de acusar degradação ambiental, estão sujeitos a
prévio licenciamento ambiental.

A PNMA previu sim, em seu art. 9º, VI, a criação pelo Poder Público, de
espaços territoriais especialmente protegidos. Letra “A” FALSA.

Realmente compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a


proteção do meio ambiente e do equilíbrio ecológico é um objetivo presente no
art. 4º, I da PNMA. Letra “B” VERDADEIRA.

A responsabilidade civil em matéria ambiental realmente é OBJETIVA,


conforme art. 14, § 1º. Letra “C” VERDADEIRA.

Realmente as atividades e os empreendimentos utilizadores de recursos


ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer

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forma de acusar degradação ambiental, estão sujeitos a prévio licenciamento


ambiental, conforme art. 10. Letra “D” VERDADEIRA.

Como a questão pediu a alternativa incorreta, a resposta certa é a letra


“A”.

23 – (VUNESP) Prefeitura de São José dos Campos/SP (2017)


Procurador (Adaptada)

Sobre os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, afirma-


se corretamente que constitui uma de suas espécies a criação de
espaços territoriais, especialmente protegidos pelo Poder Público
federal, estadual e municipal, tais como área de proteção ambiental, de
relevante interesse ecológico e de reservas extrativistas.

A criação de espaços territoriais, especialmente protegidos pelo Poder


Público federal, estadual e municipal é um instrumento da PNMA, conforme art.
9º, VI. Área de proteção ambiental, de relevante interesse ecológico e de
reservas extrativistas são exemplos de Unidades de Conservação (veremos isso
detalhadamente na próxima Aula), que são exemplos desses espaços.

Item CERTO.

24 – (MPE/PR) MPE/PR (2017) Promotor de Justiça Substituto

Assinale a alternativa incorreta:

a) A fabricação de equipamentos antipoluidores deve ser incentivada


pelo Poder Executivo.

b) A servidão ambiental não pode ser instituída de forma perpétua.

c) Compõe o conceito de poluição a degradação da qualidade ambiental


resultante de atividades que indiretamente criem condições adversas
às atividades econômicas.

d) Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente


poluidoras é um dos princípios da Política Nacional do Meio Ambiente.

e) A restrição ao uso ou à exploração da vegetação da área sob


servidão ambiental deve ser, no mínimo, a mesma estabelecida para a
Reserva Legal.

Realmente a fabricação de equipamentos antipoluidores deve ser


incentivada pelo Poder Executivo, conforme art. 13, II. Letra “A” VERDADEIRA.

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A servidão ambiental poderá ser temporária ou perpétua, conforme art.


9ºB. Letra “B” FALSA.

O conceito de poluição apresentado na letra “C” está contido no art. 3º,


III, b). Letra “C” VERDADEIRA.

Realmente o controle e zoneamento das atividades potencial ou


efetivamente poluidoras é um dos princípios da PNMA, conforme art. 2º, V.
Letra “D” VERDADEIRA.

Realmente a restrição ao uso ou à exploração da vegetação da área sob


servidão ambiental deve ser, no mínimo, a mesma estabelecida para a Reserva
Legal, conforme 9ºA, § 3º. Letra “B” VERDADEIRA.

Como a questão pediu a alternativa incorreta, a resposta certa é a letra


“B”.

25 – (CESPE) Prefeitura de Fortaleza/CE (2017) Procurador Municipal

A respeito da Política Nacional de Meio Ambiente, dos recursos hídricos


e florestais e dos espaços territoriais especialmente protegidos, julgue
o item a seguir.

Compete privativamente ao Conselho Nacional do Meio Ambiente


estabelecer normas e padrões nacionais de controle da poluição
ocasionada por veículos automotores.

Realmente compete privativamente ao CONAMA, estabelecer normas e


padrões nacionais de controle da poluição ocasionada por veículos automotores,
mediante audiência dos Ministérios competentes, conforme art. 8º, VI.

Item CERTO!

26 – (COSEAC) UFF (2017) Químico

Em relação à Política Nacional de Meio Ambiente, analise as afirmativas


a seguir.

I Foi criada pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981.

II Estabelece competências do Conselho Nacional do Meio Ambiente


(CONAMA).

III Estabelece o Sistema Nacional do Meio Ambiente.

Das afirmativas acima:

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a) apenas I está correta. b) apenas II está correta.

c) apenas III está correta. d) apenas I e III estão corretas.

e) I, II e III estão corretas.

A PNMA foi criada pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981;


estabeleceu as competências do CONAMA e também o SISNAMA. Portanto, as
alternativas I, II e III estão corretas.

Resposta certa: letra “E”

27 – (COSEAC) UFF (2017) Químico

Para fins da Política Nacional do Meio Ambiente, não se coaduna com a


definição de poluição a degradação da qualidade ambiental resultante
de atividade que direta ou indiretamente:

a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população.

b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas.

c) atuem na evolução ou diversificação da biota.

d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.

e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões


estabelecidos.

Segundo o art. 3º, III, a poluição pode: prejudicar a saúde, a segurança e


o bem-estar da população; criar condições adversas às atividades sociais e
econômicas; afetar as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente, e
lançar matérias ou energia em desacordo com os padrões estabelecidos. Porém
a poluição não atua na evolução ou diversificação da biota, conforme o
conceito da PNMA.

Resposta certa: Letra “C”

28 – (COSEAC) UFF (2017) Químico

É órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente


(SISNAMA), de acordo com a Política Nacional de Meio Ambiente:

a) Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

b) Ministério do Meio Ambiente (MMA).

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c) Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais


Renováveis (IBAMA).

d) Conselho de Governo.

e) Secretaria Nacional de Meio Ambiente.

O órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA é o CONAMA, conforme


art. 6º, II. Lembre-se da tabela da página 24!

Resposta certa: Letra “A”

29 – (IESES) Gás Brasiliano (2017) Advogado Júnior

É da competência do CONAMA:

a) Incentivar o desenvolvimento sustentável e o turismo ecológico,


essencialmente na Bacia Hidrográfica.

b) Apreciar as propostas de resoluções sobre o meio ambiente com os


acordos internacionais, dos quais o Brasil seja signatário.

c) Determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das


alternativas e das possíveis consequências ambientais de projetos
públicos ou privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e
municipais, bem como às entidades privadas, informações,
notadamente as indispensáveis à apreciação de Estudos Prévios de
Impacto Ambiental e respectivos Relatórios, no caso de obras ou
atividades de significativa degradação ambiental, em especial nas áreas
consideradas patrimônio nacional.

d) Definir os impactos ambientais das áreas de preservação, bem como


o seu desenvolvimento econômico autossustentável e o seu potencial
comercial e de turismo.

As competências do CONAMA estão expressas no art. 8º. A única das


alternativas que apresenta uma competência do CONAMA é a letra “C”,
conforme inciso II.

Resposta certa: Letra “C”

30 – (CESPE) TJ/PR (2017) Juiz Substituto (Adaptada)

Com relação à PNMA, assinale a opção correta.

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a) Embora não seja classificada como recurso ambiental devido a sua


natureza incompatível com a apropriação, a atmosfera é protegida pelo
direito ambiental, assim como a água, o solo e o subsolo.

b) São metas da PNMA o estabelecimento de padrões de qualidade


ambiental e o incentivo à criação de tecnologia voltada para a melhoria
da qualidade ambiental.

c) A recuperação de áreas degradadas é exigida das mineradoras por


previsão constitucional expressa e, sob aspectos gerais, é prevista na
lei como um dos princípios da PNMA.

A atmosfera é sim recurso ambiental, conforme art. 3º, V. Letra “A”


FALSA.

A PNMA não possui metas! O estabelecimento de padrões de qualidade


ambiental e o incentivo à criação de tecnologia voltada para a melhoria da
qualidade ambiental é um objetivo da PNMA, conforme art. 4º, III. Olha o
peguinha! Letra “B” FALSA.

A recuperação de áreas degradadas realmente é exigida das mineradoras


por previsão constitucional expressa no art. 225, § 2º da CF/88. No nível legal,
realmente aparece como princípio da PNMA, conforme art. 2º, VIII. Letra “C”
VERDADEIRA.

Resposta certa: Letra “C”

31 – (FCC) PGE-MT (2016) – Analista – Engenheiro Agrimensor e


Cartógrafo

A Política Nacional do Meio Ambiente tem como objetivos gerais:

a) recuperação, gestão e ações sociais ambientais.

b) mitigação de problemas, regeneração e planejamento do meio


ambiente.

c) socialização, administração e recuperação ambiental.

d) melhoria, administração e gestão social de problemas ambientais.

e) preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental.

Conforme art. 2º, caput, A Política Nacional do Meio Ambiente tem


por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade

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ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao


desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à
proteção da dignidade da vida humana.

Resposta certa: letra “E”.

32 – (CESPE) PGM/AM (2018) Procurador do Município

De acordo com o STJ, a responsabilidade por dano ambiental é objetiva


e regida pela teoria do risco integral.

Exatamente! Conforme vimos na aula!

Item CERTO!

33 – (CESPE) Polícia Científica - PE (2016) Perito Criminal - Ciências


Biológicas e Biomedicina

A indenização, compensação pecuniária ulterior à lesão ambiental, é a


forma preferencial de reparação do dano ambiental.

A forma preferencial de reparação do dano ambiental é a própria


reparação em si, no sentido de obrigação de fazer. A indenização é aplicada
quando não é possível a reparação completa do dano.

Item ERRADO!

34 – (CESPE) TRF - 2ª Região (2013) Juiz Federal Substituto


(Adaptada)

Um pescador artesanal profissional ajuizou ação indenizatória por


danos materiais e morais contra empresa exploradora de petróleo,
alegando prejuízos decorrentes de vazamento de óleo combustível em
águas marinhas onde pescava. Provou-se que o rompimento do
oleoduto fora causado por deslizamentos de terra decorrentes de
chuvas torrenciais. Essas mesmas chuvas causaram o rompimento das
barreiras de contenção instaladas pela empresa ao tentar remediar o
problema. O vazamento de óleo resultou na mortandade da fauna
aquática e na imediata proibição de pesca na região, imposta pelo
IBAMA, com duração de seis meses. Na fase de provas, restou
cabalmente comprovada a regularidade das instalações da empresa
segundo as melhores tecnologias disponíveis e a idoneidade dos
esforços para reparação do problema.

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Na situação hipotética acima descrita, por ter natureza punitiva, a


condenação por danos morais será inviável se, no caso, for reconhecida
a ausência de dolo ou culpa do réu, ou seja, ausência de ilícito a ser
punido.

Observe que, no caso da questão, não houve culpa ou dolo, apenas o


nexo causal relacionado ao dano. Entretanto, como houve o dano, a pretensão
de indenização do pescador é cabível para reparar os danos ambientais por ele
sofrido. Dessa forma, a obrigação da reparar o dano não tem natureza
punitiva. É uma obrigação civil e independe da existência de dolo ou
culpa do réu.

Item ERRADO!

Então é isso alunos! Chegamos ao final da nossa Aula DEMO do curso de


Gestão Ambiental para Analista I do IPHAN. Espero que vocês tenham
entendido a Política Nacional do Meio Ambiente e os conceitos de danos
ambientais e reparação.

Não se esqueçam de fazer a revisão desta aula e ler a Lei n.º 6.938/1981,
pois muitas questões cobram apenas a lei seca.

Fiquem com Deus e até a próxima aula!

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6 - QUESTÕES DADAS EM AULA:

1 – (FEPESE) MPE/SC (2014) – Promotor de Justiça

O objetivo geral da Política Nacional do Meio Ambiente divide-se em


preservação, melhoria e recuperação do meio ambiente, visando compatibilizar
o desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio
ambiente e do equilíbrio ecológico.

2 – (IESES) IGP-SC (2017) – Perito Criminal Ambiental (Adaptada):

As atividades e os empreendimentos utilizadores de recursos ambientais,


efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma de acusar
degradação ambiental, estão sujeitos a prévio licenciamento ambiental.

3 - (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura de Transportes

O Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA é constituído pelos órgãos e


entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos
Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis
pela proteção e pela melhoria da qualidade ambiental. Entre os órgãos a seguir
relacionados não compõe a estrutura do SISNAMA:

a) Órgãos ou entidades federais, estaduais ou municipais, responsáveis por


atividades correlatas ao gerenciamento ambiental, nas suas respectivas
jurisdições (órgãos seccionais).

b) Órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização de


atividades capazes de provocar a degradação ambiental (órgãos locais).

c) Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA (órgão consultivo e


deliberativo).

d) Ministério do Meio Ambiente – MMA (órgão central).

e) Conselho de Governo (órgão superior).

4 –(CESPE) PGE-PE (2018) Procurador do Estado (Adaptada)

Determinada atividade poluiu parte de um rio no interior do estado de


Pernambuco, o que comprometeu a pesca de subsistência no local. Diante
dessa situação, um dos afetados pelos danos causados ajuizou ação
indenizatória contra o responsável.

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Nessa situação hipotética, a ação poderá ser julgada procedente,


independentemente da licitude da atividade e da observância dos limites de
emissão de poluentes, uma vez que a responsabilidade do poluidor é objetiva.

5 – (MPE/SC) MPE/SC (2013) – Promotor de Justiça

De acordo com a Lei 6.938/1981, entende-se por poluidor, a pessoa física, ou


jurídica de direito privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade
causadora de degradação ambiental.

6 – (COPESE/UFT) Prefeitura de Palmas/TO (2016) – Procurador


Municipal

Analise as afirmativas a seguir. Para os fins previstos na Lei Federal nº


6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente), entende-se por:

I. Meio ambiente: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e


subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos
da biosfera, a fauna e a flora.

II. Degradação da qualidade ambiental: a degradação da qualidade ambiental


resultante de atividades que direta ou indiretamente afetem desfavoravelmente
a biota, lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais
estabelecidos, dentre outras.

III. Poluição: a alteração adversa das características do meio ambiente.

IV. Recursos ambientais: o conjunto de condições, leis, influências e interações


de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em
todas as suas formas.

Indique a alternativa CORRETA:

a) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.

b) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.

c) Todas as afirmativas estão corretas.

d) Nenhuma afirmativa está correta.

7 – (CESPE) ANTT (2013) – Especialista em Regulação de Serviços e


Transportes Terrestres – Eng. Ambiental e Eng. Florestal

A Política Nacional do Meio Ambiente visa não somente à compatibilização do


desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio

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ambiente e do equilíbrio ecológico, como também à imposição ao poluidor e ao


predador da obrigação de minimizar os danos causados.

8 – (FCC) Prefeitura de Recife/PE (2014) – Procurador

São instrumentos da política nacional do meio ambiente:

a) sistema nacional de informações sobre o meio ambiente, crédito rural e


avaliação de impactos ambientais.

b) seguro ambiental, relatório de qualidade do meio ambiente e concessão


florestal.

c) zoneamento ambiental, licenciamento e planejamento agrícola.

d) avaliação de impactos ambientais, cooperativismo e zoneamento ambiental.

e) criação de espaços territoriais, associativismo e licenciamento.

9 – (CESPE) ANP (2013) – Comum a todos os cargos

O licenciamento ambiental é instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente,


exigido para os casos em que o poluidor não tenha cumprido medidas de
preservação ambiental, de modo a recuperar ou a indenizar os danos causados.

10 – (CESPE) IBAMA (2013) – Analista Ambiental

O Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou


Utilizadoras de Recursos Ambientais, que constitui instrumento da Política
Nacional do Meio Ambiente, é gerenciado pelo Conselho Nacional do Meio
Ambiente.

11 – (CESPE) IBAMA (2013) – Analista Ambiental

É cabível a celebração de convênios entre o IBAMA, estados e municípios para o


desempenho de atividades de fiscalização ambiental, podendo o IBAMA
repassar a esses entes parcela da receita proveniente da taxa de controle e
fiscalização ambiental.

12 – (CESPE) CPRM (2013) – Analista de Geociências – Direito

O SISNAMA é constituído pelos órgãos e entidades da União, dos estados, do


Distrito Federal (DF), dos territórios e dos municípios, bem como pelas
fundações instituídas pelo poder público, responsáveis pela proteção e melhoria
da qualidade ambiental.

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13 – (VUNESP) CETESB (2013) – Advogado

O Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA, previsto na Lei n.º 6.938/81,


é estruturado, dentre outros, pelo(s) seguinte(s) órgão(s):

a) órgão central: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais


Renováveis – IBAMA, com a finalidade de coordenar, executar e fazer executar,
como órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentais fixadas
para o meio ambiente.

b) órgãos subseccionais: os órgãos ou entidades integrantes da administração


federal direta e indireta, bem como as Fundações instituídas pelo Poder Público,
cujas atividades estejam associadas às de proteção da qualidade ambiental.

c) órgão superior: o Conselho Superior do Meio Ambiente – CSMA, com a


função de assessorar o Presidente da República e Governadores Estaduais na
formulação de diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente.

d) órgãos seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela


execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades
capazes de provocar a degradação ambiental.

e) órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente –


CONAMA, com o fim de assistir e propor ao Conselho Superior do Meio
Ambiente – CSMA, diretrizes e políticas governamentais para o meio ambiente e
os recursos naturais e deliberar sobre normas e padrões compatíveis à sadia
qualidade de vida.

14 – (FCC) TJ/SE (2015) - Juiz Substituto

O Município X criou um programa de educação ambiental voltado para os


munícipes em geral com o objetivo de promover a capacitação para a
atividade de reciclagem de resíduos sólidos. Sob a alegação de afronta aos
princípios que regem a Política Nacional do Meio Ambiente, o Ministério
Público ajuizou uma ação civil pública em face do Município visando à
declaração de nulidade de tal política pública, enfatizando que a educação
ambiental custeada com recursos públicos está restrita à grade curricular
das escolas municipais. Segundo os princípios da Política Nacional do Meio
Ambiente, a ação deverá ser julgada,

a) Procedente

b) Improcedente

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c) Parcialmente procedente

d) Extinta, sem resolução de mérito, por ilegitimidade de parte no polo


ativo.

e) Extinta, sem resolução de mérito, por ilegitimidade de parte no polo


passivo.

15 – (CESPE) TJ/PB (2015) Juiz Substituto (Adaptada)

Com relação ao direito ambiental em uma perspectiva econômica, à PNMA


julgue:

O princípio do protetor-recebedor, que se refere ao pagamento por serviços


ambientais, não é previsto expressamente na lei que instituiu a PNMA.

16 – (VUNESP) TJ/MS (2015) – Juiz Substituto

Os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente são, dentre outros:

a) o Cadastro Técnico Estadual de atividades afetas ao licenciamento ambiental

b) o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente


poluidoras.

c) a garantia da prestação de informações relativas ao Meio Ambiente,


facultando-se ao Poder Público produzi-las, quando inexistentes.

d) o relatório de qualidade do Meio Ambiente a ser divulgado trimestralmente


pelo IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis.

e) o sistema regional de informações sobre o meio ambiente.

17 – (VUNESP) TJ/MS (2015) – Juiz Substituto

Segundo estabelecido na Política Nacional do Meio Ambiente, entende-se por


poluição a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que,
direta ou indiretamente.

a) lancem matérias em dissonância com a qualidade tecnológica fixada pelas


normas da ABNT.

b) afetem 70% das interações de ordem física do meio ambiente.

c) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população.

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d) afetem as condições sociais ou fitossanitárias da biota.

e) riem condições favoráveis às ações políticas e econômicas.

18 – (VUNESP) MPE/SP (2015) Analista de Promotoria

A Política Nacional do Meio Ambiente visará

a) a definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade


e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses municipais.

b) o uso de tecnologias mitigadoras no manejo do meio ambiente, à divulgação


de dados e informações ambientais quando autorizadas por lei.

c) o uso de tecnologias mitigadoras no manejo do meio ambiente, à divulgação


de dados e informações ambientais quando autorizadas por lei.

d) ao estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de


normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais.

e) o fomento do desenvolvimento econômico, com observância nos casos


estabelecidos em lei complementar, da preservação da qualidade do meio
ambiente.

19 – (CESPE) PCPE (2016) – Delegado de Polícia

O órgão consultivo e deliberativo responsável pelo SISNAMA e pelo SNUC é o

A) Ministério do Meio Ambiente.

B) Conselho Nacional do Meio Ambiente.

C) Instituto Chico Mendes.

D) IBAMA.

E) Conselho de Governo.

20 – (CESPE) PCPE (2016) – Delegado de Polícia

A responsabilidade civil por grave acidente ambiental ocorrido em uma região


de determinado estado da Federação será

A) subjetiva, informada pela teoria do risco proveito.

B) objetiva, informada pela teoria do risco criado.

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C) objetiva, informada pela teoria do risco integral.

D) subjetiva, informada pela teoria do risco criado.

E) subjetiva, informada pela teoria do risco integral.

21 – (FADESP) COSANPA (2017) Advogado

Sobre o Conselho Nacional do Meio Ambiente, pode-se afirmar que

a) é órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente com


competência para estabelecer com plena autonomia normas e critérios para o
licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras.

b) as diretrizes protetivas do meio ambiente editadas pelo Conselho Nacional do


Meio Ambiente têm caráter de normativa nacional não cabendo aos estados
exercer competência supletiva ou complementar.

c) é órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente, com


a finalidade precípua de assessoria direta aos governos estaduais e locais que
lhe demandem assessoramento técnico.

d) compete ao Conselho Nacional do Meio Ambiente estabelecer, de forma


privativa, normas e padrões nacionais de controle da poluição por veículos
automotores, aeronaves e embarcações, ainda que necessite da audiência
prévia dos ministérios competentes.

22 – (IESES) IGP=SC (2017) Perito Criminal Ambiental

Sobre a Lei n. 6.938/81 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA, é


INCORRETO afirmar:

a) Não previu a criação, pelo Poder Público, de espaços territoriais


ambientalmente protegidos, o que somente veio a ocorrer na Constituição
Federal de 1988.

b) Dentre os seus objetivos está o de compatibilizar o desenvolvimento


econômico e social com a proteção do meio ambiente e do equilíbrio ecológico.

c) A responsabilidade civil ambiental independe da comprovação de dolo ou


culpa do agente.

d) As atividades e os empreendimentos utilizadores de recursos ambientais,


efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma de acusar
degradação ambiental, estão sujeitos a prévio licenciamento ambiental.

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23 – (VUNESP) Prefeitura de São José dos Campos/SP (2017)


Procurador (Adaptada)

Sobre os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, afirma-se


corretamente que constitui uma de suas espécies a criação de espaços
territoriais, especialmente protegidos pelo Poder Público federal, estadual e
municipal, tais como área de proteção ambiental, de relevante interesse
ecológico e de reservas extrativistas.

24 – (MPE/PR) MPE/PR (2017) Promotor de Justiça Substituto

Assinale a alternativa incorreta:

a) A fabricação de equipamentos antipoluidores deve ser incentivada pelo Poder


Executivo.

b) A servidão ambiental não pode ser instituída de forma perpétua.

c) Compõe o conceito de poluição a degradação da qualidade ambiental


resultante de atividades que indiretamente criem condições adversas às
atividades econômicas.

d) Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras é


um dos princípios da Política Nacional do Meio Ambiente.

e) A restrição ao uso ou à exploração da vegetação da área sob servidão


ambiental deve ser, no mínimo, a mesma estabelecida para a Reserva Legal.

25 – (CESPE) Prefeitura de Fortaleza/CE (2017) Procurador Municipal

A respeito da Política Nacional de Meio Ambiente, dos recursos hídricos e


florestais e dos espaços territoriais especialmente protegidos, julgue o item a
seguir.

Compete privativamente ao Conselho Nacional do Meio Ambiente estabelecer


normas e padrões nacionais de controle da poluição ocasionada por veículos
automotores.

26 – (COSEAC) UFF (2017) Químico

Em relação à Política Nacional de Meio Ambiente, analise as afirmativas a


seguir.

I Foi criada pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981.

II Estabelece competências do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

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III Estabelece o Sistema Nacional do Meio Ambiente.

Das afirmativas acima:

a) apenas I está correta. b) apenas II está correta.

c) apenas III está correta. d) apenas I e III estão corretas.

e) I, II e III estão corretas.

27 – (COSEAC) UFF (2017) Químico

Para fins da Política Nacional do Meio Ambiente, não se coaduna com a


definição de poluição a degradação da qualidade ambiental resultante de
atividade que direta ou indiretamente:

a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população.

b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas.

c) atuem na evolução ou diversificação da biota.

d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.

e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões estabelecidos.

28 – (COSEAC) UFF (2017) Químico

É órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente


(SISNAMA), de acordo com a Política Nacional de Meio Ambiente:

a) Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

b) Ministério do Meio Ambiente (MMA).

c) Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis


(IBAMA).

d) Conselho de Governo.

e) Secretaria Nacional de Meio Ambiente.

29 – (IESES) Gás Brasiliano (2017) Advogado Júnior

É da competência do CONAMA:

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a) Incentivar o desenvolvimento sustentável e o turismo ecológico,


essencialmente na Bacia Hidrográfica.

b) Apreciar as propostas de resoluções sobre o meio ambiente com os acordos


internacionais, dos quais o Brasil seja signatário.

c) Determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das


alternativas e das possíveis consequências ambientais de projetos públicos ou
privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, bem como
às entidades privadas, informações, notadamente as indispensáveis à
apreciação de Estudos Prévios de Impacto Ambiental e respectivos Relatórios,
no caso de obras ou atividades de significativa degradação ambiental, em
especial nas áreas consideradas patrimônio nacional.

d) Definir os impactos ambientais das áreas de preservação, bem como o seu


desenvolvimento econômico autossustentável e o seu potencial comercial e de
turismo.

30 – (CESPE) TJ/PR (2017) Juiz Substituto (Adaptada)

Com relação à PNMA, assinale a opção correta.

a) Embora não seja classificada como recurso ambiental devido a sua natureza
incompatível com a apropriação, a atmosfera é protegida pelo direito ambiental,
assim como a água, o solo e o subsolo.

b) São metas da PNMA o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental e


o incentivo à criação de tecnologia voltada para a melhoria da qualidade
ambiental.

c) A recuperação de áreas degradadas é exigida das mineradoras por previsão


constitucional expressa e, sob aspectos gerais, é prevista na lei como um dos
princípios da PNMA.

31 – (FCC) PGE-MT (2016) – Analista – Engenheiro Agrimensor e


Cartógrafo

A Política Nacional do Meio Ambiente tem como objetivos gerais:

a) recuperação, gestão e ações sociais ambientais.

b) mitigação de problemas, regeneração e planejamento do meio ambiente.

c) socialização, administração e recuperação ambiental.

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d) melhoria, administração e gestão social de problemas ambientais.

e) preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental.

32 – (CESPE) PGM/AM (2018) Procurador do Município

De acordo com o STJ, a responsabilidade por dano ambiental é objetiva e


regida pela teoria do risco integral.

33 – (CESPE) Polícia Científica - PE (2016) Perito Criminal - Ciências


Biológicas e Biomedicina

A indenização, compensação pecuniária ulterior à lesão ambiental, é a forma


preferencial de reparação do dano ambiental.

34 – (CESPE) TRF - 2ª Região (2013) Juiz Federal Substituto


(Adaptada)

Um pescador artesanal profissional ajuizou ação indenizatória por danos


materiais e morais contra empresa exploradora de petróleo, alegando prejuízos
decorrentes de vazamento de óleo combustível em águas marinhas onde
pescava. Provou-se que o rompimento do oleoduto fora causado por
deslizamentos de terra decorrentes de chuvas torrenciais. Essas mesmas
chuvas causaram o rompimento das barreiras de contenção instaladas pela
empresa ao tentar remediar o problema. O vazamento de óleo resultou na
mortandade da fauna aquática e na imediata proibição de pesca na região,
imposta pelo IBAMA, com duração de seis meses. Na fase de provas, restou
cabalmente comprovada a regularidade das instalações da empresa segundo as
melhores tecnologias disponíveis e a idoneidade dos esforços para reparação do
problema.

Na situação hipotética acima descrita, por ter natureza punitiva, a condenação


por danos morais será inviável se, no caso, for reconhecida a ausência de dolo
ou culpa do réu, ou seja, ausência de ilícito a ser punido.

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7 – GABARITO:

1–C 2–C 3–A 4–C 5–E

6–D 7–E 8– B 9–E 10 – E

11 - C 12 – C 13 - D 14 – B 15 – C

16 – B 17 – C 18 - D 19 - B 20 – C

21 - D 22 - A 23 - C 24 - B 25 - C

26 – E 27 - C 28 – A 29 – C 30 - C

31 - E 32 - C 33 - E 34 - E

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