Você está na página 1de 8

A RESPONSABILIDADE POR DANOS MORAIS DECORRENTE DE

VERIFICAÇÃO DE CORPO ESTRANHO EM ALIMENTO INDEPENDE DE


INGESTÃO – ANÁLISE DO RECURSO ESPECIAL 1.644.405/RS

Priscila Sutil de Oliveira1


Leonardo de Almeida Fillus 2

Área de Conhecimento: Direito Comercial


Modalidade: Comentário Jurisprudencial

1 Síntese Da Decisão

A decisão em questão foi proferida no Recurso Especial n.º 1.644.405 – RS, o


qual teve um acordão sentenciado pela Ministra Nancy Adrighi, que representou os
Ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O seu conteúdo se
trata de assunto conhecido e preocupante para muitas pessoas, qual seja, encontrar
corpos estranhos em alimentos, tanto em produtos industrializados quanto nos caseiros,
no momento da ingestão ou após a deglutição.
No caso em questão, os Requerentes adquiriram um pacote de bolacha
recheada da empresa Germani Alimentos Ltda para seu filho, de oito anos na época dos
ocorridos, que enquanto comia, teve uma surpresa, desagradável e inesperada, ao
colocar uma das bolachas em sua boca. Ao levar o alimento a boca, e começar a
mastigá-lo, o menino sentiu algo estranho e solido no interior na bolacha e cuspiu o
„alimento‟, que para sua surpresa, continha em seu interior um anel.
Assim, os requerentes, procuraram um advogado e entraram com um processo
sobre a empresa que forneceu o alimento, deixando um anel em seu interior, pedindo
um valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) como compensação por danos morais pelo
ocorrido e pelo risco que seu filho correu ao quase ingerir o objeto de metal que se

1
Mestre em Ciências Jurídicas na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Área de
Concentração: Justiça e Exclusão, Linha de Pesquisa: Função Política do Direito; Pós- graduada em
Direito Constitucional, na rede de ensino Luiz Flávio Gomes (LFG), com o tema: “A
inconstitucionalidade das Sumúlas Vinculantes”; Bacharel em Direito pela Faculdade Educacional de
Ponta Grossa-União. Pesquisadora nas áreas de Democracia, Direitos Fundamentais, Defesa das
Minorias. Professora do Curso de Direito nas Faculdades Integradas dos Campos Gerais- (Faculdade
Cescage). e-mail: priscilasutil@yahoo.com.br
2
Acadêmico e Pesquisador do Curso de Direito das Faculdades Integradas dos Campos Gerais Faculdade
Cescage). e-mail: leonardofillus@gmail.com.
encontrava no alimento que consumia. Apresentada defesa, o caso julgado procedente
na primeira instancia e o requerido condenado a pagar o valor pedido.
Insatisfeito com o resultado apresentado, o requerido recorre para a segunda
instancia, TJ/RS, esperando uma decisão diferente da apresentada pelo juiz, pois pelos
argumentos apresentados, injusto a condenação dos danos morais. Onde, no acordão da
mesma, teve sucesso em retirar os danos morais do caso descrito.
O argumento utilizado pela defesa ao requerer à segunda instância que fosse
reanalisado seu caso foi o seguinte: para caber danos morais é necessário, não somente,
o encontro de corpos estranhos em alimentos, mesmo que tenha sido levada a boca, mas
sim a ingestão do mesmo, pois a simples fato de levar o objeto a boca, sem realizar a
deglutição, caracteriza mero risco potencial saúde, não sendo necessário a ocorrência do
dano in concreto, assim, sem dever de indenizar.
Desta forma, os requerentes levaram o caso ao STJ, procurando um resultado a
favor de seus interesses e do que achavam justo, pois como já havia apresentado: o fato
de levar o alimento a boca, por si só geraria o dever da empresa fornecedora de
indenizar.
Quando o caso chegou para ao STJ, a compensação por danos morais foi
inserida no caso, forçando novamente, o requerido pagar o valor estipulado em
R$10.000,00 (dez mil reais).
O STJ teve por entendimento que, o fato do alimento contaminado não ter sido
ingerido, torna o caso menos grave, mas não retira o dever do requerente de indenizar,
pois ao levar o alimento a boca houve vários riscos ao consumidor, além de que inflige
o dever legal do fornecedor, assim dando o dever de indenizar, dada a ofensa do direito
fundamental à alimentação correta.

2 Análise Crítica

Para entender melhor a respeito da responsabilidade civil, é interessante saber


sobre o seu desenvolvimento ao longo da história. Em seu início, o fator culpa, que hoje
é muito importante, não era cogitado, pois, não havia regras nem leis, então imperava a
vingança privada, que era a reparação do mal pelo mal. Esta foi posteriormente
regulamentada, resultando na pena de talião, “olho por olho, dente por dente”.3
Com o passar do tempo, o prejudicado passou escolher, por ser mais
conveniente e vantajoso, a compensação econômica, porém, ainda não se cogitava a
culpa.
Já em um momento que existia um poder soberania (Estado), o legislador
passou a vedar a ação de fazer a justiça com as próprias mãos, transformando a
compensação econômica de facultativa, para obrigatória. Mas somente na época dos
romanos que a diferença então “pena” e “culpa” passou a ser expressiva, com a
distinção dos delitos públicos (ofensas graves, que perturbavam ordem) e os delitos
privados, naquele a pena econômica ia para os cofres públicos, enquanto neste ia para a
vítima. Assim, o Estado assumiu exclusivamente a função de punir, surgindo a ação
indenização.
A culpa in abstrcto e a distinção entre culpa delitual e culpa contratual, só
foram inseridas no Código de Napoleão. Após isto, um grande progresso ocorreu, qual
seja, o desenvolvimento industrial e com ele se multiplicaram os danos em relação à
população, principal vítima dos atos praticados pelos detentores de poder, seja ele
político ou econômico.
A fim de não se estender muito nesta situação, o Código Civil manteve o
princípio da responsabilidade baseada na culpa “Aquele que, por ação ou omissão
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito” (art. 927), porém, foi obrigado a corrigi-lo de
acordo com as tendências modernas, “Haverá obrigação de reparar o dano,
independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade
normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os
direitos de outrem” (parágrafo único do citado artigo).
Nesse sentido “qualquer dano proporcionado à saúde do consumidor,
decorrente do fornecimento de produtos e serviços, enseja a reparação do prejuízo, não
sendo necessária a existência do dano in concreto para que o fornecedor se submeta à
responsabilidade pelo acidente de consumo” 4.

3
COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Civil: Obrigações e Responsabilidade Civil. 5ª ed. Vol.2. São
Paulo: Saraiva. 2012. p.525.
4
LISBOA, Roberto Senise. Responsabilidade Civil nas relações de consumo. 3. ed. São Paulo: Saraiva.
2012. p.90.
Quando um indivíduo descumpre uma regra estabelecida em um contrato surge
a responsabilidade civil. Isso pode ocorrer por conta de uma ação ou omissão por parte
do autor, devendo ele assumir as consequências visando o equilíbrio social. Desta
forma, esta responsabilidade deve ser tratada como um fenômeno social de relevância
jurídica.
A finalidade desta responsabilidade é parte integrante do direito obrigacional,
uma vez que, sua obrigação de natureza pessoal, busca por meio de perdas e danos,
força o autor a reparar o dano referente a uma pratica de ato ilícito.
As obrigações que surgem por ações ou omissões culposas ou dolosas do autor
pela quebra de um dever de conduta, que consequentemente geram dano a alguém,
classificam-se como ato ilícito, o qual é previsto no artigo 186 do CC, sendo assim, é
necessário que o lesado seja indenizado ou ressarcido pelo prejuízo sofrido em
detrimento de uma conduta (ação ou omissão) de outrem5.
Esta obrigação tem como conceito que: “o vínculo jurídico que confere ao
credor o direito de exigir do devedor o cumprimento de determinada prestação”. Desta
forma, garante ao credor o direito de pedir o cumprimento da prestação ao devedor. As
fontes destas obrigações que estão previstas no Código Civil são: a vontade humana (os
contratos, as declarações unilaterais da vontade e os atos ilícitos) e a vontade do Estado
(a lei).6
O dano, ou prejuízo, que a responsabilidade gera para o indivíduo pode ser
material ou moral, pois, o direito deve visar proteger tanto os bens do cidadão quanto
sua honra. Em relação a este tema, existem fatos importantes para serem citados.
Quando é requerido o pagamento de uma indenização é necessário provar a
culpa ou o dolo na conduta, comprovar o dano patrimonial ou extrapatrimonial
suportado por alguém e, principalmente, o nexo causal entre um e o outro, ou seja, entre
a conduta do agente e o dano sofrido pela vítima. Para que exista responsabilidade
civil, é necessário que exista dano, cabendo o autor da ação comprovar suas alegações
tal como impõe o artigo 373 e seus incisos I e II, ambos do CPC/2015. Os citados
incisos determinam que o ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo
do seu direito ou ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou
extintivo do direito do autor. Para falar em indenização é necessário esclarecer os

5
GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. 14ª ed.; São Paulo: Saraiva. 2012. p.30.
6
GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. 14ª ed.; São Paulo: Saraiva. 2012. p.30.
conceitos dos elementos que caracterizam a responsabilidade, que são: conduta, nexo
causal e dano.
O nexo causal se refere a relação que há entre a conduta do indivíduo e o dano,
sendo assim, “O dano só pode gerar responsabilidade quando seja possível estabelecer
um nexo causal entre ele e o seu autor, ou, conforme Savatier, citado por Carlos Roberto
Gonçalves7, “um dano só produz responsabilidade quando ele tem por causa uma falta
cometida ou um risco legalmente sancionado”.
Desta forma, percebe-se que a decisão em comento não se ateve a discutir as
novas modalidades de danos, tais como os danos estéticos, donos morais coletivos,
donos sociais e donos por perda de uma chance, pois, centralizaram suas discussões aos
danos materiais e morais (principalmente).
Quanto aos danos patrimoniais ou matérias, eles se referem aos prejuízos ou
perdas que atingem o patrimônio corpóreo de alguém, sendo obrigatórios os danos de
prova efetiva, de acordo com os artigos 186 e 403 do Código Civil. O artigo 402, do
CC, traz uma subclassificação destes danos materiais, sendo: danos emergentes ou
danos positivos e lucros cessantes8 ou danos negativos. Os danos positivos se refere ao
que efetivamente se perdeu já os danos negativos é o que razoavelmente se deixou de
lucrar.
Em se tratando de danos morais, também chamados de imateriais, é necessário
conceituar como sendo uma lesão aos direitos da personalidade. Quando se trata desta
forma de dano, é utilizado o termo reparação e não ressarcimento, pois, não se
determina um preço à dor ou sofrimento passado por alguém e sim, procura diminuir as
consequências do prejuízo imaterial, trazendo o conceito de lenitivo (mitigar a dor),
derivativo ou sucedâneo (subtítulo).
Algo muito importante para ser esclarecido em relação ao dano moral, é que,
não há intenção por parte da vítima de se enriquecer, mas sim de uma compensação9
pelos males sofridos. Convêm ainda ressaltar a existência de diferentes formas de fazer
esta reparação, podendo ser em dinheiro ou a compensação pode ser in natura10.

7
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Vol.4, 8ª ed.; São Paulo: Saraiva. 2013. p.355.
8
PINTO, Cristiano Vieira Sobral. Direito Civil Sistematizado. 5ª ed. rev. atual. e amp. Rio de Janeiro:
Forense; São Paulo: Método. 2014. p.251.
9
COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Civil: Obrigações e Responsabilidade Civil. 5ª ed. Vol.2. São
Paulo: Saraiva. 2012. p.583.
10
LISBOA, Roberto Senise. Responsabilidade Civil nas relações de consumo. 3. ed. São Paulo: Saraiva.
2012. p.45.
Ainda em relação aos danos morais, é importante possuir o conhecimento que
para caracterizá-lo não é preciso que haja presença de sentimentos negativos, pois de
acordo com o enunciado da V Jornada de Direito Civil "O dano moral indenizável não
pressupõe necessariamente a verificação de sentimentos humanos desagradáveis como
dor ou sofrimento" (Enunciado n. 445)11.
Assim como o dano material, o moral possui classificações: quanto ao sentido
da categoria (que se subdivide em dano moral em sentido próprio e em sentido
improprio ou sentido amplo), quanto à necessidade ou não de prova (subdividindo-se
em dano moral provado ou dano moral subjetivo e dano moral objetivo ou presumido) e
quanto à pessoa atingida (tendo as subdivisões, dano moral e direto e dano moral
indireto ou ricochete).12
Na decisão em análise, é importante discutir se estão presentes os elementos da
responsabilidade civil (conduta, dano ou prejuízo, nexo causal, culpa). Desta forma
percebe-se que a conduta da empresa está caracterizada pela exposição do alimento para
comercialização com um corpo estranho em seu produto, conduta esta que, por sinal,
não pode ser atribuída à vítima. O segundo elemento (o dano) está caracterizado pelo
fato do consumidor adquirir tal alimento contaminado (1º dano, vício no produto) e a
circunstância de leva-lo à boca, iniciando desta maneira o consumo (2º dano, abalo
sofrido pelo início da ingestão). O terceiro elemento da responsabilidade (nexo causal)
exige um trabalho hermenêutico fático-lógico, qual seja, verificar se o alimento com
corpo estranho provêm da empresa que realizou sua industrialização ou não, em outras
palavras, se há como fazer uma relação hipotética entre o produto contaminado e o
consumidor reclamante, o qual fica evidente: o cliente está reclamando pelo abalo
sofrido em decorrência de adquirir um produto da empresa ré no qual possuía um corpo
estranho que lá não deveria existir. Por fim cabe ainda apontar o 4º elemento (culpa)
que se refere à conduta culposa da empresa ré consistente em não manter uma
fiscalização e uma análise criteriosa das mercadorias que são postas ao comércio.
Percebe-se então que todos os elementos estão presentes no caso em tela. Mas
cabe ainda fazer um pequeno adendo sobre o 4º elemento da responsabilidade civil.
Para a corrente moderna a culpa deverá deixar de ser tratada como o 4º
elemento da responsabilidade civil e deverá ser considerada como um elemento

11
PINTO, Cristiano Vieira Sobral. Direito Civil Sistematizado. 5ª ed. rev. atual. e amp. Rio de Janeiro:
Forense; São Paulo: Método. 2014. p.252.
12
TARTUCE, Flavio. Manual de Direito Civil: volume único. 6ª ed. ed. rev. atual. e amp. Rio de Janeiro:
Forense; São Paulo: Método. 2016. p.526.
acidental13 à responsabilidade, ou seja, para que exista a possibilidade de atribuir à
alguém o dever de indenizar não será mais verificada a sua culpa, bastando que seu
comportamento (conduta) seja causador (nexo causal) de um dano ou prejuízo. Após a
constatação destes três elementos haverá a imposição ao autor de uma responsabilidade,
cabendo apenas fixar o quantum.
Será então neste momento (fixar o quantum) que se passará a discutir o grau de
culpa do agente. Que ele deverá indenizar não resta dúvidas, pois presentes os
elementos principais da responsabilidade, cabendo apenas delimitar o valor a ser pago,
momento em que entra em ação o elemento acidental, qual seja, a culpa.
Tal tendência vem ganhando força nos últimos anos em função da
possibilidade da aplicação da responsabilidade objetiva do agente, ou seja, aquela que
não se discute a culpa, pois ela passou a ser presumida para o autor da conduta, seja ela
uma ação ou uma omissão.
Desta forma, percebe-se que a presente decisão, apesar de inovadora em se
tratando em imposição de uma responsabilidade por verificação de corpo estranho em
alimento, uma vez que não exige a ingestão do mesmo, aplicando exatamente os pontos
debatidos no presente comentário, principalmente no que tange à análise da culpa da
empresa ré.
Em nenhum momento restou dúvidas de que a empresa ré deveria indenizar os
consumidores, pois: primeiro, é imprescindível que as pessoas jurídicas que atuam no
setor alimentício tomem todas as cautelas em relação à industrialização e exposição de
seus produtos; segundo, os consumidores, ao adquirir os produtos alimentícios
acreditam e confiam que estão adquirindo um produto de qualidade (princípio da
confiança).
Pode-se ainda afirmar que a conduta da empresa ré maculou diversos
princípios norteadores do Código de Defesa do Consumidor, dentre eles: o da
confiança; da proteção do consumidor (também previsto pelo art. 5º XXXII da CF); da
transparência e da boa-fé; da vulnerabilidade do consumidor.
Assim sendo, independentemente de ter havido ingestão ou não do produto
alimentício a responsabilidade já estaria verificada, restando apenas arbitrar o quantum
a ser indenizado, o que se deu por meio da análise da culpa da empresa ré.

13
GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil
Responsabilidade Civil. V.3. 10ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Saraiva. 2012. p.35.
REFERÊNCIAS

COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Civil: Obrigações e Responsabilidade Civil.


5ª ed. V.2. São Paulo: Saraiva. 2012.

GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito


Civil Responsabilidade Civil. Vol.3, 10ª ed. rev., atual. e ampl.; São Paulo: Saraiva.
2012.
GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. 14ª ed. São Paulo: Saraiva.
2012.

GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Vol.4, 8ª ed.; São Paulo:
Saraiva. 2013.

LISBOA, Roberto Senise. Responsabilidade Civil nas relações de consumo. 3. ed. São
Paulo: Saraiva. 2012.

PINTO, Cristiano Vieira Sobral. Direito Civil Sistematizado. 5ª ed. rev. atual. e amp.
Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método. 2014.

TARTUCE, Flavio. Manual de Direito Civil: volume único. 6ª ed. ed. rev. atual. e amp.
Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método. 2016.