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1.

Introdução
A farmácia hospitalar têm a direção do profissional farmacêutico que exerce a função técnica
ciêntífica, clínicas administrativas, econômicas e consultivas responsável pela qualidade da
assistência prestada, subordinado hierarquicamente à direção clínica do hospital, respeitando a
cultura da instituição.as atividades técnicas correspondem a dispensação, manipulação, controle
de qualidade, formação pessoal. As actividades clínica correspondem à pesquisa farmácia
clínica, informação sobre os medicamentos, seguimento farmacoterapêutico do paciente e
farmacotécnica hospitalar.
As farmácias hospitalares são actualmente, núcleos de apoio dos programas de saúde pública,
articuladas aos órgãos governamentais, produzindo, distribuindo medicamentos e orientando
pacientes na administração dos mesmos, visando, com isso atender, em programas sociais de
grande alcance, uma clientela-alvo, através da assistência farmacêutica.
2.Farmácia Hospitalar Em Moçambique
2.1.Farmácia Hospitalar
A farmácia hospitalar é um órgão de abrangência assistencial técnico-científica e administrativa,
onde se desenvolvem atividades ligadas à produção, ao armazenamento, ao controle, a
dispensação e a distribuição de medicamentos e correlatos às unidades hospitalares, bem como à
orientação de pacientes internos e ambulatoriais visando sempre a eficácia da terapêutica, além
da redução de custos, voltando-se, também, para o ensino e a pesquisa, propiciando um vasto
campo de aprimoramento profissional.

As farmácias hospitalares são atualmente, núcleos de apoio dos programas de saúde pública,
articuladas aos órgãos governamentais, produzindo, distribuindo medicamentos e orientando
pacientes na administração dos mesmos, visando, com isso atender, em programas sociais de
grande alcance, uma clientela-alvo, através da assistência farmacêutica.

A farmácia hospitalar em moçambique ela está localizada em uma área estratégica de livre
acesso e circulação dentro do hospital, para garantir o atendimento rápido e eficaz tanto para a
distribuição de medicamentos, como para os fornecedores, e também contar com recursos de
transporte e comunicação eficiente.

Dentro da área física da farmácia o gestor deve estar atento à área de manipulação, área
administrativa, ao armazenamento, dispensação, distribuição dos medicamentos, porque cada
medicamento e seus correlatos tem sua especificidade quando à luminosidade, umidade,
inflamáveis, termolábeis, psicotrópicos, entorpecentes e os radiofármacos.

Na farmácia hospitalar quando ocorre outro tipo de atividades (manipulação magistral e oficinal,
manipulação de desinfetantes, fracionamento, produção de kits, manipulação de antineoplásicos,
nutrição parenteral e de outras misturas intravenosas, manipulação de radiofármacos, controle de
qualidade, serviço de informação e outras) deverão existir ambientes específicos para cada uma
destas atividades, atendendo a legislação pertinente. Neste caso a chefia da farmácia precisa de
um ambiente privativo, de um suporte administrativo e de recursos para as atividades de
informação sobre medicamentos e produtos para a saúde.
2.1.1.Objectivos da Farmácia Hospitalar
Actualmente na farmácia hospitalar também ficam estocados materiais médico-hospitalares, que
necessitam das mesmas observações, porém ainda é necessário um profissional treinado e
responsável para supervisão e controle das especificidades de cada material que são:
 Nos casos de rótulos com validade indeterminada, considerar 2 anos após a data de
esterilização;
 Número do registro no Ministério da Saúde (Divisão de Medicamentos – DIMED/MS);
 Número do lote;
 Processo de esterilização a que foi submetido, e a data da esterilização.

Os objectivos básicos da farmácia hospitalar são:


 Desenvolver, em conjunto com a Comissão de Farmácia e Terapêutica ou similar, a
seleção de medicamentos necessários ao perfil assistencial do hospital;
 Contribuir para qualidade assistencial prestada ao paciente, promovendo o uso seguro e
racional de medicamentos e correlatos;
 Estabelecer um sistema eficaz, eficiente e seguro de distribuição de medicamentos;
 Implantar um sistema apropriado de gestão de estoques;
Fornecer subsídios para avaliação de custos com a assistência farmacêutica e para elaboração de
orçamentos.

2.1.2Competências do sector da Farmácia Hospitalar


2.1.3.A competência do sector de farmácia hospitalar corresponde:
 Assumir a coordenação técnica nas discussões para a seleção e aquisição de
medicamentos, germicidas e correlatos;
 Cumprir normas de dispensação gerais relativas ao armazenamento e controle dos
medicamentos adquiridos;
 Estabelecer sistema de distribuição de medicamentos para assegurar que cheguem ao
paciente com segurança, no horário certo e na dose certa;
 Organizar os medicamentos por classe farmacêutica e ordem alfabética, observando
validade dos mesmos;
 Padronização de medicamentos, baseando-se no quadro utilização, quantidade e saída;
 Utilização racional dos medicamentos, saber comprar, distribuir corretamente evitando
falhas e desperdiço;
 Manipulação de produtos industrializados para dispensação de doses individuais;
 Industrialização de produtos medicamentosos e correlatos;
 Manejo artesanal de medicamentos e correlato.

De acordo com a Portaria MS 3916/1998 Política Nacional de Medicamentos a gestão da


Farmácia Hospitalar deve estar focada em prestar assistência farmacêutica com uma estrutura
organizacional que permita:
 Ao estabelecimento missão, visão e valores de futuro;
 Definição do organograma institucional;
 Formulação, implementação e acompanhamento do planejamento estratégico para o
cumprimento de sua missão;
 Estabelecimento de critérios e de indicadores para a avaliação do desempenho do serviço;
 Acompanhamento e monitoramento da implementação das ações estabelecidas;
 Avaliação contínua das ações preventivas ou correção das não conformidades;
 Provimento do corpo funcional capacitado, dimensionado adequadamente às
necessidades do serviço;
 Estabelecimento das atribuições e responsabilidade do corpo funcional;
 A qualificação, a quantificação e o gerenciamento de medicamentos e produtos para a
saúde;
 Acompanhamento do desempenho financeiro /orçamentário;
 Análise dos custos das terapias medicamentosas de impacto econômico no hospital;
 Participação em comissões responsáveis pela formulação e procedimentos relacionados à
assistência farmacêutica;
 Estabelecimento de uma política de melhoria contínua da qualidade.

2.2.Funções da Farmácia Hospitalar


A organização Pan-Americana de Saúde – OPAS e o Ministério da Saúde – MS definem como
funções da farmácia hospitalar:
 Seleção de medicamentos, germicidas e correlatos necessários ao hospital;
 Aquisição, conservação e controle dos medicamentos selecionados estabelecendo níveis
adequados para a aquisição por meio de um gerenciamento apropriado de estoques. O
armazenamento dos medicamentos deve seguir normas técnicas para preservar a
qualidade dos medicamentos;
 Manipulação, produção de medicamentos e germicidas, seja pela indisponibilidade de
produtos no mercado, para atender prescrições especiais ou por motivos de viabilidade
econômica;
 Estabelecimento de um sistema racional de distribuição de medicamentos para assegurar
que eles cheguem ao paciente com segurança, no horário e na dose adequada;
 Implantação de um sistema de informação sobre medicamentos para obtenção de dados
objetivos que possibilitem à equipe de saúde otimizar a prescrição médica e a
administração de medicamentos. O sistema deve ser útil na orientação ao paciente no
momento da alta ou nos tratamentos ambulatoriais.
2.2.1Funções Básicas de Farmácia Hospitalar
Para Barbieri e Machine (2006) a farmácia tem duas funções básicas:
1. Receber, armazenar e distribuir medicamentos aos usuários;
2. Preparar ou fabricar medicamentos, produtos químicos e de limpeza e materiais diversos.

2.3.Estrutura Organizacional da farmácia


A Farmácia Hospitalar pode ser chamada de setor, seguindo o modelo de estrutura
organizacional da instituição, obedecendo à legislação vigente aprovada pela Vigilância
Sanitária, estabelecendo tendências de modernização que facilite o fluxo das informações, a
melhoria dos serviços, e o atendimento ao cliente, devendo manter um relacionamento de
cooperação com todos os serviços e setores do hospital, alcançando a maior eficácia assistencial
e uma estreita ligação com os serviços clínicos, serviços cirúrgicos, serviços de enfermagem,
serviços de análise clínica, serviços de nutrição, de farmacologia, de microbiologia, de
administração e, aqueles cujas funções fazem interligações entre suas atividades, aumentando
assim o poder de vigilância dos materiais e medicamentos em circulação.
O inter-relacionamento da farmácia hospitalar com a equipe de enfermagem, e com a
farmacovigilância permite a detecção precoce das reações adversas dos medicamentos,
desempenhando atividades cuja necessidade é indispensável.O inter-relacionamento da farmácia
hospitalar com a equipe de saúde (clinica e cirúrgica) se dá através de subsídios que o centro de
Informações de Medicamentos pode repassar, orientar e pesquisar.

O inter-relacionamento da farmácia hospitalar com a administração do hospital se dá por


intermédio do acompanhamento de todos os processos de aquisição, distribuição e controle dos
medicamentos, insumos e correlatos.

Para o paciente hospitalizado a farmácia hospitalar é um importante serviço na assistência. Seja


qual for o tamanho e a complexidade do hospital a farmácia como unidade técnico-
administrativa visa primordialmente á assistência ao paciente no âmbito dos medicamentos e
correlatos, executando uma série de atividades com o objectivo de fazer o uso racional dos
medicamentos, que representam uma parcela muito alta do orçamento dos hospitais, justificando,
portanto a implementação de medidas que assegurem o uso racional desses produtos, e uma
estrutura organizacional bem elaborada e com funções bem definidas.

A estrutura organizacional de uma farmácia hospitalar depende do tipo de atendimento


assistencial da instituição, do numero de leitos, das atividades da farmácia e dos recursos
financeiros, materiais e humanos disponíveis, com conhecimentos básicos teóricos e práticos
para o bom desempenho das funções.

A farmácia deve dispor de espaço suficiente para o desenvolvimento das diferentes atividades,
tendo em vista que são muitos fatores que podem condicionar o espaço necessário para uma
farmácia. Os principais são:
 Tipo de hospital, geral ou especializado;
 Números de leitos;
 Localização geográfica;
 Tipo de assistência prestada pelo hospital;
 Tipo de compras efetuadas pela farmácia (mensal, semestral ou por estoque mínimo);
 Tipo de atividades da farmácia;
 Forma do ambiente, e as dimensões de cada ambiente;
 Relação de espaço, e da área mínima entre as dimensões.

2.3.1.Estrutura Organizacional divida por áreas da Farmácia Hospitalar


Toda farmácia hospitalar de qualquer forma deve dispor de pelo menos algumas áreas
consideradas essenciais, como a Central de Abastecimento Farmacêutico – CAF: que garante a
correta conservação dos medicamentos, germicidas, correlatos e outros materiais adquiridos,
dentro de padrões e normas técnicas específicas, que assegurar a manutenção das características
e qualidade necessárias a sua correta utilização, obedecendo as normas de armazenamento e
estocagem, onde é dividida em:
 Recepção – os produtos deverão ser recebidos conforme as especificações padronizadas,
de modo a garantir que o produto adquirido mantenha a qualidade adequada;
 Armazenagem – os produtos deverão ser dispostos técnica e racionalmente, garantindo
sua inviolabilidade e conservação, sendo assim primordial a utilização de um sistema de
controle de prazos de validade;
 Distribuição – a distribuição deve ser feita de modo a permitir o atendimento correto,
segundo o solicitado, verificando a prioridade de entrega e a integridade dos produtos
fornecidos.

Medicamentos, correlatos, produtos inflamáveis, radiofármacos e outros necessitam de condições


específicas de armazenamento de acordo com as características físico-químicas destes, sendo
conveniente à divisão em áreas isoladas:
 Área de armazenagem geral – onde são acondicionados especialidades farmacêuticas e
outros produtos que não exigem condições especiais de temperatura, luz e umidade. Esta
área pode ser subdividida em vários espaços ou blocos para guardar separadamente,
soluções parenterais de grande volume, contrastes radiológicos, soluções anti-sépticas,
matérias-primas, material para frascos, etiquetas, correlatos e outros;
 Área de armazenagem de inflámaveis-exige paredes reforçadas e temperatura controlada
para evitar o risco de explosão;
 Área de armazenagem dos termolabeis – onde são armazenados produtos sensíveis às
variações de temperatura utilizando equipamentos frigoríficos adequados às necessidades
locais e sistema de segurança que incluem, rede alternativa de energia e sistema de
alarme;
 Área de armazenagem de psicotrópicos e entorpecentes – por serem produtos que
causam dependência física e psíquica, precisam ser armazenados com segurança em áreas
isoladas, ou em armários com fechaduras;
 Área de armazenagem de radiofármacos – quando a farmácia se propõe a acondicionar
estes produtos, deve procurar seguir as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de
energia Núclear – Cnen.

Todas as atividades onde estão envolvidos medicamentos, germicidas e correlatos podem ser
comprometidas pela armazenagem inadequada, por isso é fundamental garantir e manter a
integridade dos mesmos, contando com o desenvolvimento das mais importantes ações de
prevenção, tratamento e controle das infecções hospitalares, a utilização do tablado,
empilhamento, ordenar e identificar o estoque, higienização do local.
3.Conclusão
No presente trabalho de pesquisa concluimos que em moçambique o desenvolviemnto da
farmácia é caracterizada pela relação homem e medicamento no tempo, podemos considerar a
farmácia como sendo uma das profissões mais antigas da humanidade, porque a medicina e a
farmácia eram uma só.
As primeiras boticas surgiram na espanha e na frança, a partir deste modelo de pioneirismo
origina-se as farmácias atuais. Somente no século 18 ocorre a separação da profissão
farmacêutica com a medicina, deixando de um lado quem diagnostica a doença e de outro quem
estudava os princípios ativos das plantas e dos minerais capazes de curar doenças onde eram
vendidas em botica. Hipócrates o pai da medicina sistematizou os medicamentos em grupos e
dividindo-os em narcóticos, febrífugos e purgantes
4. Referência bibliografica
Farmacia hospitalar e suas interfaces com a saude-julio Fernandes maia neto- 1º edição – 2005.
MISAU, (2007). Avalização Externa do Sector farmacêutico em Moçambique.
CIP. (2012). Fragilidades no sistema nacional de gestão de medicamentos e artigos médicos:
Gangues do contrabando e redes corruptas gangrenam Sistema Nacional de Saúde.
CIP. (2015). Falta de Medicamento nos Hospitais Públicos Associada a Falta de
Responsabilização dos Gestores do Sistema Nacional de Saúde.
Indice

1.Introdução .................................................................................................................................... 1
2.Farmácia Hospitalar Em Moçambique ....................................................................................... 2
2.1.2Competências do sector da Farmácia Hospitalar .................................................................... 3
2.2.Funções da Farmácia Hospitalar ............................................................................................... 4
2.3.Estrutura Organizacional da farmácia ....................................................................................... 5
3.Conclusão..................................................................................................................................... 9
4. Referência bibliografica ............................................................................................................ 10