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PROF. MARCELLE A.

TASOKO

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DIREITO PROCESSUAL PENAL


Prof. Marcelle A. Tasoko
SEMANA ESPECIAL
OAB
DIREITO PROCESSUAL PENAL
PROF. MARCELLE A. TASOKO
INQUÉRITO POLICIAL

DIREITO PROCESSUAL PENAL


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INQUÉRITO POLICIAL
Quem pode investigar?

 Polícia Judiciária (art. 144, §§ 1º e 4 º da CF): Cabe aos


órgãos constituídos das polícias federal e civil conduzir as
investigações necessárias.

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INQUÉRITO POLICIAL
 Ministério Público, TAMBÉM pode investigar: De acordo
com decisão do STF, o MP dispõe de competência para
promover, por autoridade própria, investigações de natureza
penal.

IMPORTANTE!!! O MP, não poderá realizar atos próprios da


polícia.
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INQUÉRITO POLICIAL

CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL


a) Escrituração: deve ser escrito.
b) Inquisitivo: não há acusação formal, por isso não há contraditório
e nem ampla defesa.
c) Indisponibilidade: não pode ser arquivado pela autoridade
policial, ou prorrogado ad eternum.
d) Dispensabilidade: caso o Ministério Público tenha elementos
suficientes para propor a ação penal, o Inquérito Policial não será
obrigatório.
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e) Sigiloso: se faz sem publicidade, mas não é sigiloso em


relação aos envolvidos, podendo ser decretado sigilo “especial”
a determinadas peças quando necessárias para a investigação.

De acordo com a Súmula Vinculante 14 do STF, o advogado tem


direito de consultar dos autos do inquérito.

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INQUÉRITO POLICIAL
Interrogatório: O delegado deverá se utilizar das regras previstas nos
arts. 185 a 196 do CPP, sendo assegurado ao suspeito o direito
constitucional ao silêncio (art. 5º, LXIII da CF).
A Lei 13.245/2016 alterou também o art. 7º, XXI do Estatuto da OAB,
passando a prever como direito do defensor “assistir seus clientes investigados
durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade absoluta do respectivo

interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos

investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente”.


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INQUÉRITO POLICIAL
Requisição de dados ou informações cadastrais da vítima ou de suspeitos
pela a autoridade policial ou o MP em determinados crimes:
 Sequestro ou cárcere privado
 Redução à condição análoga à de escravo
 Tráfico de pessoas
 Extorsão mediante restrição da liberdade (“sequestro relâmpago”)
 Extorsão mediante sequestro
 Facilitação de envio de criança ou adolescente ao exterior (art. 239 do
ECA)
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INQUÉRITO POLICIAL

A Lei 13.344/2016 prevê que em se tratando de crimes


relacionados ao tráfico de pessoas, o membro do MP ou a
autoridade policial poderão requisitar, mediante autorização
judicial, às empresas prestadoras de serviço de
telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem
imediatamente os dados (meios técnicos) que permitam a
localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso (como
sinais, informações e outros).
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INQUÉRITO POLICIAL (Art. 4º ao 23 do CPP)
Prazos para conclusão do Inquérito Policial

Crimes Comuns 10 dias se estiver preso.


(Art. 10 do CPP) 30 dias se estiver solto.

Crime Federal 15 dias se estiver preso.


(Art. 66, Lei nº 5010/66) 30 dias se estiver solto.

Lei de Drogas 30 dias se estiver preso.


(Art. 51, Lei nº 11.343/06) 90 dias se estiver solto.
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AÇÃO PENAL

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AÇÃO PENAL
ESPÉCIES DE AÇÃO PENAL

Ação Penal Pública

Incondicionada Condicionada
(não depende de (depende de provocação do
provocação ofendido ou do Ministro
do ofendido) da Justiça)
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AÇÃO PENAL
TITULAR DO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO (ART. 24 CPP) :

 Maiores de 18 anos  próprio ofendido


 Menores de 18 anos  Representante Legal
 Doentes Mentais  Representante Legal
 Morte do Ofendido  cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão

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AÇÃO PENAL
PRAZO PARA REPRESENTAÇÃO

 Regra: 6 meses do conhecimento da autoria, sendo


este prazo decadencial.
 Exceção: Se o ofendido for menor de 18 anos ou
possuir doença mental, o prazo de 6 meses começará a
fluir a partir da maioridade ou então, da cessação da
incapacidade.
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AÇÃO PENAL
RETRATAÇÃO

 Será possível a retratação da representação até o


oferecimento da denúncia (Art. 25 CPP).

 A vítima pode se retratar da retratação?


R: A retratação da retratação pode ser feita, desde que
dentro do prazo decadencial.

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AÇÃO PENAL

Ação Penal Privada

Exclusiva Personalíssima Subsidiária da


(direito de queixa
(do ofendido ou
pessoal e intrasferível,
Pública
de seu representante (a provocação da ação
legal) não passa aos
sucessores) seria do MP – por
A iniciativa depende de excesso de prazo
sua provocação  passa para o particular)
queixa

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AÇÃO PENAL
TITULAR DO DIREITO DA QUEIXA-CRIME (ART. 30 CPP):

 Maiores de 18 anos  próprio ofendido


 Aos menores de 18 anos  Representante Legal
 Doentes Mentais  Representante Legal
 Morte do Ofendido  cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão.

OBS: O MP intervirá como fiscal da lei.


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AÇÃO PENAL
PRAZO PARA QUEIXA-CRIME

 Regra: 6 meses do conhecimento da autoria, sendo


este prazo decadencial.

 Exceção: Se o ofendido for menor de 18 anos ou


possuir doença mental, o prazo de 6 meses começará a
fluir a partir da maioridade ou então, da cessação da
incapacidade.
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AÇÃO PENAL
Concurso de Agentes na Ação Penal Privada:

 A queixa contra qualquer um dos autores do crime,


obrigará o processo à todos.
 A renúncia, em relação a um dos autores do crime, se
estenderá à todos.
 O perdão concedido a um dos querelados aproveitará
a todos.
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AÇÃO PENAL
AÇÃO CIVIL EX DELICTO
(Art. 5º, X da CF e Arts. 63 a 68 do CPP)

Conceito  é o direito de pleitear ao Estado-Juiz uma


indenização civil pelo dano causado pela infração penal.
Podendo-se ingressar com o pedido tanto na esfera
criminal, como na órbita civil.

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COMPETÊNCIA

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COMPETÊNCIA
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO (Art. 69 do CPP)
I – o lugar da infração;
II – o domicílio ou residência do réu;
III – a natureza da infração;
IV – a distribuição;
V – a conexão ou continência (critérios de modificação de
competência);
VI – a prevenção;
VII – a prerrogativa de função.
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COMPETÊNCIA
COMPETÊNCIA PELO LUGAR DA INFRAÇÃO (Art. 70 CPP): É a regra geral
para fixação da competência. O art. 70 usa o local onde ocorreu a
consumação ou, no caso de tentativa, o lugar em que foi praticado o
último ato de execução.

COMPETÊNCIA PELO DOMICÍLIO OU RESIDÊNCIA DO RÉU (Art. 72 CPP):


Não se conhecendo o local da infração, a competência será determinada
pelo domicílio ou residência do réu.

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COMPETÊNCIA

COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA MATÉRIA -


NATUREZA DA INFRAÇÃO

Conforme a natureza do crime, a ação será processada e julgada


por um determinado tipo de Justiça competente.

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COMPETÊNCIA (Art. 69 a 91 do CPP)
Crimes Eleitorais

ESPECIAL

Crimes Militares

JUSTIÇA PENAL

Crimes Federais

COMUM

Crimes Estaduais
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COMPETÊNCIA
JUSTIÇA FEDERAL
 Súmula 208 STJ: Compete à justiça federal processar e julgar prefeito
municipal por desvio de verba sujeita a prestação de contas perante órgão
federal.

 Súmula 528 STJ: Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga


remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico
internacional.

 Súmula 147 STJ: Compete a justiça federal julgar crime cometido contra
funcionário público federal, em razão do exercício ou da função.
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COMPETÊNCIA
JUSTIÇA ESTADUAL
 Súmula 38 STJ: Compete à Justiça Estadual Comum, o processo por
CONTRAVENÇÃO PENAL, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços
ou interesse da União ou de suas entidades.

 Súmula 522 STF: Salvo ocorrência de tráfico para o exterior, quando, então, a
competência será da Justiça Federal, compete à justiça dos estados o processo
e julgamento dos crimes relativos a entorpecentes.

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COMPETÊNCIA
 Súmula 172 STJ: Compete à justiça comum processar e julgar militar por
crime de abuso de autoridade, ainda que praticado em serviço.
Obs: O crime de abuso de autoridade não possui correspondente no Código
Penal Militar. Assim, não compete à Justiça Militar julgá-lo.

 Súmula 90 do STJ: Compete à Justiça Estadual Militar processar e julgar o


policial militar e à Comum pela prática do crime comum simultâneo àquele.

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COMPETÊNCIA
Crimes à distância ou de espaço máximo (art. 109, V CF)

 Crimes em que haja tratados, quando praticados na internet será de


competência da Justiça Federal, o que ocorre com os crimes de pornografia
infantil e racismo, sendo competente o local da publicação da mensagem.

IMPORTANTE!!!
No caso de mensagens privadas ou diretas, por ausência do caráter
transnacional a competência será da Justiça Estadual.
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COMPETÊNCIA
FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO
Finalizado o mandato:
REGRA: Cessará também o foro privilegiado
EXCEÇÃO: Se o julgamento já está em andamento, o Tribunal
continua competente.
SUPER EXCEÇÃO: Se, finalizada a instrução processual, mesmo
sem iniciado o julgamento, o acusado RENUNCIAR ao cargo para
escapar do julgamento pelo Tribunal Superior, este Tribunal
continuará competente.
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PRESIDENTE DA REPÚBLICA, VICE-
COMPETÊNCIA (Art. 69 a 91 do CPP)
PRESIDENTE E MINISTROS DE
ESTADO

Membros do Congresso Nacional

Ministros do STF STF


Ministros do outros Tribunais
(art. 102 CF)
Superiores
(STJ, STM, TSE)
Procurador-Geral da República
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COMPETÊNCIA (Art. 69 a 91 do CPP)
Governadores

Desembargadores do TJ

Membros dos Tribunais de Contas


STJ
(art. 105 CF)
Membros dos TRF, TER, TRT, TCM

Membros do MPF que atuem nos


Tribunais
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COMPETÊNCIA (Art. 69 a 91 do CPP)

Juízes Federais, Militares e do


Trabalho
TRF
Membros do MPU (art. 108 CF)

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Procurador-Geral
COMPETÊNCIAde(Art.
Justiça
69 a 91 do CPP)

Procurador de Justiça

Juízes de 1º Grau TJ
(art. 96, III e 29, X da
Membros do MPE
CF)
Prefeitos
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COMPETÊNCIA

ATENÇÃO!!!

Súmula vinculante 45 STF  A competência constitucional do


Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função
estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.

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COMPETÊNCIA
Conexão é o vínculo que entrelaça duas ou mais ações a ponto de exigir que
o mesmo juiz julgue ambas.
 Conexão intersubjetiva: 2 ou mais infrações praticadas por várias
pessoas, ao mesmo tempo, ou em tempo e lugar diverso ou umas contra as
outras
Ex: briga no estádio de futebol, sem ajuste prévio dos torcedores.
 Conexão objetiva: 2 ou mais infrações praticadas para facilitar ou ocultas
as outras.
Ex: após matar a esposa, o sujeito incinera o cadáver, ocultando as cinzas.

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COMPETÊNCIA
Continência ocorrerá quando uma causa estiver contida na outra,
impossibilitando a separação dos processos.
 Continência Subjetiva: 2 ou mais pessoas acusadas da mesma
infração.
Ex: Concurso de Agentes

 Continência Objetiva: quando o sujeito pratica uma única conduta


produzindo dois ou mais resultados
Ex: Concurso formal, erro na execução, resultado diverso do pretendido.
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COMPETÊNCIA
FORO PREVALENTE

 No concurso entre justiça comum e especial prevalecerá a especial;

 No concurso de jurisdições da mesma categoria (art. 78, II do CPP)


prevalecerá a do lugar da infração à qual for cominada pena mais grave.

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PROVAS

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PROVAS
ÔNUS DA PROVA (art. 156 do CPP)

O ônus da prova é da acusação, ou seja, cabe à acusação provar a


existência de autoria e de materialidade.

Obs: Contudo, o réu atrairá para si o ônus da prova quando alegar


alguma excludente de ilicitude ou culpabilidade.

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PROVAS
PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ

O art. 156 do CPP prevê:


A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado
ao juiz de ofício:
I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção
antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, observando a
necessidade, adequação e proporcionalidade da medida
II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a
realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante.
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PROVAS
PROVA EMPRESTADA

Trata-se da utilização da prova em um processo que fora produzida em


outro processo, sendo o empréstimo realizado de forma documental.

Regra  exige identidade de partes em ambos os processos.

Exceção  O STJ vem ampliando o entendimento para admitir o uso nas


hipóteses em que tenha se colhido a prova fora da presença das partes,
desde que garantido o contraditório.
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PROVAS
LIMITAÇÕES AO USO DA PROVA

O direito à prova no processo penal, NÃO é irrestrito.

Dentre os limites na produção da prova temos:


a) Referentes ao Sigilo profissional, e às relações conjugais;
b) Provas Ilícitas

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PROVAS
Teoria dos frutos da árvore envenenada  não somente a prova
ilícita, mas também a derivada da ilícita, NÃO poderão ser aceitas
pelo julgador na formação de seu convencimento (art. 157 do
CPP).

Salvo quando for demonstrado que as provas derivadas das


ilícitas poderiam ter sido obtidas por uma fonte independente
(§1º).
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PROVAS
CORPO DE DELITO  é o conjunto de vestígios deixados pelo crime.

Nos crimes que deixam vestígios será obrigatória a realização do exame de


corpo de delito, sendo que nem mesmo a confissão do acusado poderá
suprir sua ausência, conforme o art. 158 do CPP, sendo este o CORPO DE
DELITO DIRETO.
Se as evidências da conduta delitiva desapareceram, será realizado o exame
de CORPO DE DELITO INDIRETO, que, em regra, poderá ser elaborado com
base na prova testemunhal, conforme o art. 167 do CPP.
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PRISÃO, MEDIDAS
CAUTELARES E
LIBERDADE PROVISÓRIA

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PRISÃO

Prisão em
Flagrante
Art. 5º, LXI da CF

Prisão com
Ordem Judicial
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PRISÃO
Flagrante

Prisão Processual Preventiva

Temporária
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PRISÃO
USO DE ALGEMAS
(Súmula vinculante 11)

Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio


de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do
preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob
pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da
autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se
refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.
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PRISÃO

É vedado o uso de algemas em mulheres grávidas durante os atos


médico-hospitalares preparatórios para a realização do parto e
durante o trabalho de parto, bem como em mulheres durante o
período de puerpério imediato. (Art. 292, parágrafo único do CPP,
acrescentado pela Lei 13.434/2017)

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PRISÃO

Flagrantes
Legais

Próprio Impróprio Presumido Esperado Prorrogado

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PRISÃO

Flagrantes Ilegais

Preparado Forjado

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PRISÃO
FLAGRANTE NOS CRIMES

a) Juizado Especial Criminal (Lei 9.099/95, art. 69): Nos crimes de


menor potencial ofensivo, se o autor do fato, após a lavratura do
termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o
compromisso de comparecer, não haverá prisão em flagrante,
nem se exigirá fiança.

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PRISÃO
b) Crime de Usuário (art. 28 Lei 11.343/2006): Não cabe a
decretação de sua prisão em flagrante (art. 48, § 2° da Lei
11.343/06), comprometendo-se o infrator, OU NÃO, a comparecer ao
Juizado.

c) Crime de Trânsito (art. 301 da Lei 9.503/97): nos casos de


acidente de trânsito, não haverá prisão em flagrante, nem se exigirá
fiança, se o condutor do veículo prestar pronto e integral
atendimento à vítima.
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Formalidades do auto de prisão em flagrante
(Arts. 304 a 310 CPP)

Relaxar o flagrante

Prisão em
Juiz Converter em preventiva
Flagrante

Liberdade Provisória

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PRISÃO
PRISÃO PREVENTIVA
(Arts. 311 a 318 do CPP)

Não pode ser decretada de ofício pelo juiz durante o inquérito


policial. (art. 311 do CPP)

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Requisitos da Prisão Preventiva
(Arts. 312 e 313 CPP)
Garantia da Ordem
Indícios de
Pública
autoria e
prova de
materialidade Garantia da Ordem
Econômica
Prisão
Preventiva
Crime doloso Conveniência da Instrução
com pena Criminal
máxima > 4
anos
Aplicação da Lei Penal
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PRISÃO
 A Prisão Preventiva somente poderá ser decretada (Art. 313):

 nos crimes dolosos com pena privativa máxima superior a 4 anos.


 quando o acusado tiver sido condenado por outro crime doloso, ou
seja, quando houver reincidência em crime doloso.
 nos crimes que envolvam violência doméstica e familiar contra a
mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência.

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PRISÃO
PRISÃO DOMICILIAR (art. 317 e 318 CPP)

Poderá ser decretada nos seguintes casos:


I) preso maior de 80 anos.
II) Extremamente debilitado por motivo de doença grave.
III) quando o preso é imprescindível para menor de 6 anos ou com deficiência
IV) Gestante
V) Mulher com filho de até 12 anos incompletos
VI) homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 anos
incompletos.
Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos
estabelecidos neste artigo.
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PRISÃO
PRISÃO TEMPORÁRIA
(Lei nº 7.960/89)

Requisitos
1) Imprescindibilidade da medida para as investigações do inquérito
policial;

2) Indiciado não tem residência fixa ou não fornece dados necessários


ao esclarecimento de sua identidade;
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PRISÃO
3) Fundadas razões de autoria ou envenenamento de água potável
participação do indiciado em ou substância alimentícia ou
qualquer dos seguintes crimes: medicinal qualificado pela morte,
 homicídio doloso,  quadrilha ou bando,
 sequestro ou cárcere privado,  genocídio,
 extorsão, extorsão mediante  tráfico de drogas
sequestro,  crimes contra o sistema
 estupro, financeiro.
 epidemia com resultado morte,  crimes previstos na Lei de
terrorismo
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PRISÃO
PRAZO

O prazo máximo será de 05 (cinco) dias, prorrogáveis por igual


período.

Nos termos do art. 2º, § 4º da Lei nº 8.072/90, o prazo máximo da


prisão temporária será de 30 (trinta) dias, prorrogáveis por igual
período.

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MEDIDAS CAUTELARES
Possibilidade de aplicação das medidas cautelares:

 Isoladamente ou cumulativamente.

 Pode ser autônoma ou em substituição à prisão em flagrante

 E somente em casos onde for cominada a pena privativa de


liberdade à infração (art. 283, § 1º)
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MEDIDAS CAUTELARES

Se houver o descumprimento da medida cautelar imposta, poderá


o juiz, de ofício ou mediante requerimento, substituir a medida,
impor outra cumulativamente, ou, em último caso, decretar a
prisão preventiva.

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LIBERDADE PROVISÓRIA
Concessão da Fiança Requisitos

Delegado de polícia Crimes com pena máxima


≤ 4 anos

Juiz Crimes com pena máxima


> 4 anos

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LIBERDADE PROVISÓRIA

Art. 323  Vedação da fiança aos seguintes crimes:


 racismo (art. 5º, XLII da CF)
 tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins,
terrorismo e os definidos como hediondos (art. 5º, XLIII da CF)
 cometidos por grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático (art. 5º, XLIV da CF)

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LIBERDADE PROVISÓRIA
Art. 324  Não será, igualmente, concedida fiança:
 aos que, no mesmo processo, tiverem quebrado fiança
anteriormente concedida ou infringido, sem motivo justo,
qualquer das obrigações a que se referem os arts. 327 e 328 deste
Código;
 em caso de prisão civil ou militar;
 quando presentes os motivos que autorizam a decretação da
prisão preventiva (art. 312 CPP).
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QUESTÕES E
PROCESSOS INCIDENTAIS

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
ESPÉCIES:

a) Questões Prejudiciais – arts. 92 a 94 do CPP;


b) Exceções – arts. 95 a 111 do CPP;
c) Conflito de Jurisdição – arts. 113 a 117 do CPP;
d) Restituição de Coisa Apreendida – arts. 118 a 124 do CPP;
e) Medidas Assecuratórias – arts. 125 a 144 do CPP;
f) Incidente de Falsidade – arts. 145 a 148 do CPP;
g) Incidente de Insanidade Mental do Acusado – arts. 149 a 154 do CPP.
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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
A) QUESTÃO PREJUDICIAL

É um verdadeiro empecilho, um impedimento ao desenvolvimento


normal e regular do processo.

Obs: Acarretam a suspensão do processo, que será por tempo


indeterminado, até o trânsito em julgado da decisão cível, sendo que
durante esse prazo, ficará suspensa a prescrição (art. 116 do CP).

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
B) EXCEÇÕES

A exceção designa defesa indireta, ou seja, aquela que não diz


respeito ao mérito do pedido.

Pode ser conceituada como o meio pelo qual o acusado busca a


extinção do processo sem o conhecimento do mérito.

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS

Nos termos do art. 95 do CPP, poderão ser opostas exceções de:


I – suspeição;
II – incompetência;
III – litispendência;
IV – ilegitimidade de parte;
V – coisa julgada.

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
C) CONFLITO DE JURISDIÇÃO
Ocorrerá toda vez que, em qualquer fase do processo, um ou mais
juízes, tomam ou recusam tomar conhecimento do mesmo fato
delituoso.

Poderá ser:
a) conflito positivo de jurisdição
b) conflito negativo de jurisdição

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
D) RESTITUIÇÃO DE COISAS APREENDIDAS

Ao final do processo, em regra, todos os objetos (lícitos) apreendidos


poderão ser restituídos (art. 119 CPP), salvo se pertencerem ao lesado
ou a terceiro de boa-fé.

Os instrumentos e produtos do crime serão confiscados pela União,


sendo inutilizados (destruídos) ou recolhidos ao museu criminal.

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
E) MEDIDAS ASSECURATÓRIAS: São providências de natureza cautelar,
urgentes e provisórias para assegurar a eficácia de uma futura decisão
judicial. Podem ser:

 Sequestro: medida destinada a efetuar constrição dos bens imóveis


(art. 125 CPP) ou móveis (art. 132 CPP) adquiridos com o proventos do
crime, ou seja, adquiridos de forma ilícita.

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
 Hipoteca Legal (art. 135 CPP): É o direito que recai sobre o
patrimônio - bens imóveis de origem lícita do réu, visando a futura
reparação do dano ex delicto.

 Arresto (art. 137 CPP): Trata-se de medida assecuratória que tem por
objeto bens móveis e imóveis de origem lícita, para futura reparação do
dano. Somente pode ser requerido na fase da ação penal .

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
F) INCIDENTE DE FALSIDADE (art. 145 CPP)

Havendo dúvida acerca da autenticidade de uma documento constante


dos autos, pode ser requerida a instauração de incidente de falsidade.
Por meio deste incidente, pode-se arguir tanto a falsidade material
quanto a falsidade ideológica do documento.

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QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTAIS
G) INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL DO ACUSADO (art. 149 CPP)

O incidente será instaurado quando houver dúvidas acerca da


integridade mental do acusado de um crime. Podendo ser instaurado
em qualquer fase da persecução penal, seja durante a ação penal, seja
no inquérito policial.

OBS: Se a doença mental sobrevier à infração, o processo continuará


suspenso até que o acusado se restabeleça.
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PROCEDIMENTOS

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PROCEDIMENTOS
De acordo com o artigo 394 do CPP, o procedimento será comum
ou especial.

Pena máxima
Ordinário
Procedimento ≥ 4 anos
Comum
Pena máxima
Sumário
> 2 e < 4 anos

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PROCEDIMENTOS

Tribunal do Crimes dolosos


Júri contra a vida (HISA)

Procedimento Procedimentos
Especial Especiais
Pena máxima
Sumaríssimo ≤ 2 anos

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Procedimento Ordinário
(Pena máxima ≥ 4 anos)
Ministério
Fato Inquérito Juiz de Resposta à
Policial Público Direito acusação
Criminoso
 Denúncia  Rejeita a denúncia (art. 396-A CPP)
(Rol de até 08 (Art. 395 CPP); OU
testemunhas)  Recebe a denúncia (Rol de até 08
 Diligências + Cita o réu (art. 396 CPP) testemunhas)
 Arquivamento  Pessoal Prazo: 10 dias
 Hora certa
 Edital
Audiência (60 dias)
Juiz Art. 400 do CPP Memoriais
 Recebe novamente a - Oitiva Vítima Art. 403, § 3º
denúncia (Art. 399 CPP) - Oitiva Testemunhas acusação CPP
- Oitiva Testemunhas defesa
 Absolve Sumariamente
- Oitiva Peritos
(Art. 397 CPP)  Acusação
- Acareações Sentença
- Excludente de Ilicitude - Reconhecimento (pessoas e  Defesa Prazo: 10 dias
- Excludente de Culpabilidade coisas)
(salvo inimputabilidade) - Interrogatório Prazo: 05 dias
- Atipicidade
- Extinção da Punibilidade
Procedimento Sumário
Pena máxima > 2 anos e < 4 anos

Fato Inquérito Ministério Juiz de Resposta à


Criminoso Policial Público Direito acusação
 Denúncia  Rejeita a denúncia (Rol de até 05
(Rol de até 05 testemunhas)
testemunhas)  Recebe a denúncia Prazo: 10 dias
 Diligências + Cita o réu
 Arquivamento
 Pessoal
 Hora certa
 Edital
Juiz de Audiência (30 dias)
Direito
- Oitiva Vítima
Receber a denúncia - Oitiva Testemunha acusação
- Oitiva Testemunha defesa
novamente
- Oitiva Peritos
 Absolver Sumariamente (art. - Acareações
397, CPP) - Reconhecimento (pessoas e coisas)
 Excludente de ilicitude - Interrogatório
 Excludente de culpabilidade - Debates orais (20 min. + 10 min.)
 Atipicidade - Acusação
- Defesa
 Extinção de punibilidade
Sentença
Procedimento Tribunal do Júri –
1ª fase
(Crimes dolosos contra a vida)

Fato Inquérito Ministério Juiz de Resposta à


Criminoso Policial Público Direito acusação
 (art. 406 CPP)
 Denúncia Rejeita a denúncia
(Rol de até 08 (Art. 395 CPP) (Rol de até 08
testemunhas)  Recebe a denúncia testemunhas)
 Diligências + Cita o réu (art. 396 CPP) Prazo: 10 dias
 Arquivamento  Pessoal
 Hora certa
 Edital
Ministério Audiência
Art. 411 do CPP Memoriais
Público
Art. 403, § 3º
- Oitiva Vítima (se houver) CPP Sentença
 Manifestação/réplica
- Oitiva Testemunha acusação
(Art. 409 CPP) - Oitiva Testemunha defesa  Acusação  Pronúncia RESE
Prazo: 05 dias - Oitiva Peritos (art. 413 CPP)
 Defesa
- Acareações  Impronúncia (art. Apelação
- Reconhecimento (pessoas e coisas) Prazo: 05 dias 414 CPP)
- Interrogatório  Desclassificação
RESE
- Debates orais (20 min. + 10 min.) (art. 419 CPP)
- Acusação  Absolvição
- Defesa Sumária Apelação
- Sentença (art. 415 CPP)
Procedimento Sumaríssimo
(Pena máxima ≤ 2 anos e Contravenções penais)

Infração Composição Ministério


de Menor Termo Audiência de Danos
Circunstanciado Público
Potencial Preliminar Civis
Ofensivo  Requer
(IMPO) arquivamento;
Fase Preliminar Aceita
 TRANSAÇÃO
PENAL Não
aceita

Ministério Citação para Apresentaçã


Público audiência de Audiência (Art. 81)
o do rol de
instrução e testemunha
 Denúncia Oral e julgamento s de defesa
- Apresentação da Resposta à acusação;
Proposta Suspensão - Rejeição ou Recebimento da denúncia;
Condicional do Processo.
no prazo de - Proposta de Suspensão Condicional do Processo;
 Diligências
05 dias - Oitiva Vítima;
antes da - Oitiva Testemunhas acusação;
Fase Processual audiência - Oitiva Testemunhas defesa;
- Interrogatório
- Debates orais (20 min para cada parte)

Sentença
RECURSOS

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RECURSO CABIMENTO PREVISÃO LEGAL PRAZO
Interp.: 5 dias
- Art. 593 CPP (procedimentos ordinário, sumário e Razões: 8 dias
APELAÇÃO Sentença Condenatória ou Absolutória Júri);
- Art. 82 da Lei 9.099/95 (Sumaríssimo) JECrim
10 dias (prazo único)

Decisões interlocutórias previstas no art. 581 do CPP (ex. Art. 581 CPP (I, II, III, IV, V, VII, VIII, IX, X, XIII, XIV,
Interp.: 5 dias
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (RESE) pronúncia; denegatória de apelação, etc), salvo as XV, XVI, XVIII);
Razões: 2 dias
decisões da fase de execução penal. - Art. 294 CTB

EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE Decisão de 2º grau (acórdão) NÃO-UNÂNIME Art. 609, parágrafo único do CPP 10 dias (prazo único)

- Art. 382 CPP (sentença);


Obscuridade, Contrariedade, Ambiguidade ou Omissão
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Art. 619 CPP 2 dias
na sentença ou acórdão.
(acórdão)

STJ: Decisão denegatória


 HC: 05 dias.
RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL Denegação de Habeas Corpus e Mandado de Segurança - Art. 102, II CRFB  MS: 15 dias.
(ROC) em 2ª Instância - Art. 105, II CRFB STF: Decisão denegatória
 HC: 05 dias
 MS: 05 dias

Interp.: 5 dias
AGRAVO EM EXECUÇÃO Decisão que negar benefício na fase de execução penal Art. 197 Lei nº 7.210/84 (LEP) Razões: 2 dias
(Súmula 700 STF)