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Mariana Magalhães – 4° Período 1

CIRURGIA AMBULATORIAL I PLANEJAMENTO EM EXODONTIA


Prof. Cláudio Pontos básicos:
Anamnese
EXODONTIA
Exame clínico
Exame radiográfico

 Anamnese:
- História médica do paciente, estado atual de
saúde e antecedentes.
- História odontológica do paciente, estado
atual da saúde bucal e antecedentes

 Exodontia de dentes irrompidos:  Exame clínico:


Definição: é a parte da cirurgia bucomaxilo- - Avaliar condições da boca e do(s) elemento
facial referente à extração dentária. (s) a extrair.
Terminologia:
- Extração dentária a) Avaliação das condições gerais da boca:
- Exodontia (designada por George B. Winter - higiene bucal
1913). - cavidades cariosas
- Avulsão dentária - Presença de cálculo, doença periodontal
- Quadros agudos
 Exodontia – Requisitos:
- Segundo John Tomes, no livro de Gritz b) Avaliação dos elementos a extrair:
1946, toda exodontia deve obedecer três
requisitos básicos: - Coroa: íntegra, muito restaurada, pouco
restaurada, tamanho, cor.
- Grau de mobilidade do dente
1- O dente deve ser extraído totalmente (???)
• Dente hígido ou com lesão? - Vitalidade dental ou endodontia realizada
• Envolvimento das raízes com estru-
turas nobres  Exame radiográfico:
2- Deve ser evitado ao paciente todo o - Examinaremos: coroa, raiz, tecidos de
sofrimento inútil: suporte, acidentes anatômicos:
- Boa anestesia
- Boa assepsia Coroa: o exame radiográfico irá comple-
- Orientação pós-operatória mentar o exame clínico
3. O traumatismo deve ser o menor possível
- Diagnóstico correto para que seja evitado Raiz: observar a variação anatômica, pro-
qualquer trauma excessivo cessos patológicos, septos interradiculares:
Variação anatômica:
PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS CIRÚRGICOS - Forma da raiz (convergentes ou diver-
gentes)
- Estudo constante - Tamanho (grandes ou longas, pequenas ou
curtas)
- Auto avaliação
- Número
- Humildade e sinceridade
- Reciclagem
- Estar equipado
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Processos patológicos:  Identificação


Fusão é a união de dois dentes ou mais, esta  Anamnese
 Exame físico
união pode ser completa formando um único
 Exame objetivo
dente. Pode ocorrer união das coroas e raízes.
 Exames complementares
Concrescência é a união de 2 dentes ou mais,  Diagnóstico
somente pelo cemento dentário.  Prognóstico
Dilaceração: encurvamento acentuado de  Plano de tratamento
uma raiz  Evolução

Reabsorção radicular pode ser total ou Diagnóstico:


parcial - O que é?
Hipercementose: é a excessiva formação de - Não partir para o próximo passo sem ter
cemento dentário na superfície da raiz em
qualquer de suas partes. certeza

Septo interradicular: tecido ósseo entre as - Alterações sistêmicas e odontológicas


raízes de um dente, pode ser largo ou estreito - Não somos donos da verdade
- Não sei, e daí? Procurar ajuda
Tecido do suporte: avaliar as condições do
tecido ósseo e pericemento. Evolução:
Obs. nos pacientes idosos o tecido ósseo é - Deve ser preenchida desde a primeira
mais rígido, sendo nos jovens mais elástico. consulta
- O paciente deverá assinar! ! ! ! ! ! !
Acidentes Anatômicos: Observar o seio - Deve conter: Diagnóstico, plano de trata-
maxilar, fossa nasal, forame mentoniano e mento, prognóstico
canal mandibular:
- Se discutir com outro colega e ou o médico
Seio maxilar: devemos ter em mente sua
localização (extensão), e sua relação com os do paciente, anotar na ficha
ápices dentários. - Orçamento, pagamentos efetuados
Fossa nasal: cuidado na curetagem apical
dos dentes anteriores Outros:
Forame mentoniano: cuidado na incisão - Tudo o que for emitido para o paciente,
anestesia, descolamento do retalho: deverá ser com cópia carbonada
- Receita, atestado, relatórios, orientação pós-
Canal mandibular: observar a proximidade operatória, encaminhamentos
dos ápices radiculares, cuidado na curetagem - Todo encaminhamento de outro colega ou
e cuidado no uso de brocas na avaliações médicas deverão ser mantidas na
odontossecção. ficha (original ou xerox)
- A ficha clínica e anexos são do paciente,
PASSOS CIRÚRGICOS portanto, usar de critérios para escrever

PRÉ-OPERATÓRIO
FICHA CLÍNICA: - Deve ser criterioso e ordenado
- É pessoal e tem que estar completa com
assinatura do paciente. - Tipo estimado da cirurgia
- Legível e compreensível após 20 anos; - Trabalho deve ser feito em equipe
- Respaldo legal; - Terapêutica
- Segurança para o diagnóstico, tratamento e - Avaliar limitações: do paciente e do cirur-
acompanhamento do paciente; gião
- Marketing;
- Eliminar variáveis: instrumental, equipa-
mentos, acompanhante, etc.
A ficha clínica serve também para se evitar
complicações, quando preenchida completa-
mente:
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TERAPÊUTICA PRÉ-OPERATÓRIA  Conduta pessoal


- Finalidade estética
- Por razões financeiras: Tem que ser
considerada. Não podemos deixar paciente
sentindo dor.
- Por indicação sistêmica (odontologia hospi-
Antibiótico talar)
- Profilático - Pacientes diabéticos, cardiopatas, trans-
- Terapêutico: diante de alterações sistê- plantados, etc - considerar a necessidade de
micas, infecção crônica, extensão da cirur- remover dentes parcialmente comprometidos
gia, em comunicação com seio maxilar e
alguns quadros infecciosos locais CONTRA- INDICAÇÕES

INFECÇÕES EM QUADRO AGUDO !!!!!!!!


Antinflamatório não-esteroidal
- Profilático e terapêutico - Infecção precisa ser controlada para não
- Extensão da cirurgia, trauma cirúrgico e dor disseminar. Ex: Drenar abscesso.
associada - Gengivites agudas, abscesso agudo,
pericoronarite aguda
Analgésico - Septidez do meio bucal: inúmeras cáries,
- Deve sempre ser indicado para evitar que doença periodontal generalizada, outras
paciente sinta dor. infecções (Adequar o meio antes!!)
- Osteonecrose por bisfosfonato (medica-
mento para osteoporose que é bom para
TRANS-OPERATÓRIO
todos os ossos, menos para MX e MD)
- Tranquilidade: evitar “caras e bocas”,
atitudes de desespero
- Pensa sempre: Qual é o próximo passo?
- Visão ampla - da cirurgia e do paciente
- Tempo de cirurgia
- Interromper a cirurgia?
- Chamar um colega?

 EXODONTIAS - INDICAÇÕES:

- Cáries extensas, quando não pode ser - Pacientes irradiados na região de cabeça e
restaurado; pescoço com ou sem osteorradionecrose
- Doença periodontal grave (Tem certeza?
Discutir com periodontista)
- Por indicação ortodôntica (Por escrito) Por outras alterações bucais:
- Manter solicitação próxima durante a - Aftas, herpes, lesões malignas, má higiene
cirurgia local;
- Dentes mal posicionados. Quando não
forem viáveis traumatizam os tecidos Por limitação cirúrgica do cirurgião:
vizinhos, causam doença periodontal; - Cirurgião deve saber avaliar se está apto ou
- Dentes fraturados: Extensão da fratura não para realizar o procedimento cirúrgico.
- Por indicação protética
- Dentes inclusos e impactados Alterações sistêmicas descompensadas:
- Dentes supranumerários - Diabetes, hipertensão, insuficiência renal,
- Dentes com lesões patológicas (tumores, discrasias sanguíneas, FEBRE, gripes e
osteomielites)
- Avaliar terapia endodôntica e cirúrgica resfriados, mal-estar, etc. (ASA IV -> NÃO)
- Terapia pré-radiação - Entre em contato com o médico
- Dentes em linhas de fratura - Não somos o dono do paciente!!
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SOLICITAÇÃO DE RISCO CIRÚRGICO - Resto radicular (dente pode estar anquilosado)


Prezado Doutor, - Cárie extensa, restaurações grandes
- Condições dos dentes vizinhos
O paciente .... necessita de - Dentes decíduos x Dente permanente
tratamento odontológico cirúrgico, em
Avaliação radiográfica:
ambulatório, sob anestesia local. - Presença de germes dentários
À anamnese relatou ter...., fazer uso - Tamanho, forma e número de raízes, curva-
de ...., último controle há... turas, dilacerações, anquilose, volume das
raízes, fusão e concrescência
Ao exame físico, apresentou-se com - Lesões associadas
PA..., FC.... e FR... - Relação com estruturas anatômicas: NAI,
Portanto, solicito avaliação de risco Seio maxilar, Fossa nasal, Forame mento-
niano
cirúrgico e adequação das condições médicas - Condições do osso (osteoporose – osso mais
(se necessário), para iniciar o tratamento fraco que o dente; esclerosado – osso mais forte)
proposto. - Dentes relacionados com germes dentários
Atenciosamente,  ANESTESIAS
Local e data
Assinatura e Carimbo Próprias para cada região:
-Troncular:Oftálmico, maxilar ou mandibular
Gravidez: - Seccional: NASP, NASM, NASA, NAI, N.
- Adiar sempre que possível Bucal, N. Lingual, N. Palatino
- Procedimentos realizados preferencialmente - Terminal ou infiltrativa: para qualquer
no 2º trimestre secção, fazendo-se uma infiltração local
- 1º trimestre: formação do feto
- 3º trimestre: dificuldade de posicionamento Exodontias de molares superiores:
na cadeira e risco de parto prematuro - NASP ou Paraperióstea + Terminal palatina
* Para o 1º molar superior dar a para-
Senilidade: perióstea somente ou o ASP também
- Paciente geralmente é mais frágil
- Faz uso de medicamentos Exodontia dos pré-molares superiores:
- Psicoses e neuroses - NASM através da paraperióstea + terminal
palatina

Exodontia de dentes anteriores superiores:


- NASA através da técnica infraorbitária ou
paraperióstea + NP através da terminal

Molares inferiores:
- NAI + lingual + bucal ou terminal local
 TÉCNICAS EXODÔNTICAS - Paraperióstea não é indicada (cortical é
grossa)
- Com odontosecção ou sem odontosecção
- A seleção da técnica é baseada no Pré-molares inferiores:
diagnóstico clínico e radiográfico. - NAI + lingual + bucal (para os dentes
- A odontosecção é muito bem vinda, pois localizados atrás do forame mentoniano)
facilita a extração do dente e evita o desgaste - Mentoniano + lingual pela técnica terminal
excessivo de osso * Observar a posição do mentoniano em
relação ao(s) dente(s) a ser(em) extraído(s)
Avaliação clínica:
- Abertura bucal, tamanho língua, tipo de Exodontia dos dentes anteriores inferiores:
salivação (intensa ou não) - NAI + lingual
- Posição do dente no arco - Mentoniano + lingual pela técnica terminal
- Mobilidade dental, tártaro, placa - Paraperióstea + lingual pela técnica ter-
- Presença de coroa protética (coroa pode sair minal
durante procedimento), endodontia (dente
pode quebrar, por estar friável)
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Inervação Maxilar: Bloqueio do N. Nasopalatino:

Área de introdução: Mucosa palatina imedia-


tamente lateral à papila incisiva

Bloqueio do N. Palatino Maior

Bloqueio do NASA:

Área de introdução: Tecidos moles levemente


anteriores ao forame palatino maior (distal do
Área de introdução: Altura da prega muco- 2° molar superior)
vestibular sobre o 1° Pré-molar superior
Inervação Mandibular:
Bloqueio do NASM:

Área de introdução: Altura da prega muco-


vetibular acima do 2° pré-molar superior

Bloqueio do NASP:

Bloqueio do NAI e lingual:

Área de introdução: Altura da prega muco-


vestibular acima do 2° molar superior
Atrás da apófise zigomática, ligeiramente Área de introdução: Rafe pterigomandibular,
inclinado pra dentro, pra trás e para baixo borda anterior do ramo da mandíbula, apro-
Bisel voltado para o osso,inserir qse toda agulha ximadamente 1cm acima do plano oclusal.
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Bloqueio do N. Bucal:  EXODONTIA - VIA ALVEOLAR

Área de introdução: Confluência das linhas - Sem alveolotomia


oblíquas no vértice do trígono retromolar. - A fórceps
- Com elevadores (alavancas)
* Dica: Anestesiar lingual, bucal e NAI:
- Introduzo a agulha até no fundo, aplico meio A FÓRCEPS – Indicações:
tubete (NAI), volto a agulha até a metade do
- Dentes com coroas íntegras ou pouco
caminho e aplico ¼ do tubete (lingual), vou no bucal
e termino com o tubete. restauradas
- Esperar um tempo entre uma aplicação e outra, - Dentes com raiz(es) curta(s), cônica(s) ou
para ser mais confortável para o paciente. expulsiva (s)
- Dentes com estruturas de suporte favo-
Bloqueio do N. Mentual: ráveis
- Coroas livres
- Como auxiliar de outras técnicas

COM ELEVADORES - Indicações:


- Coroas muito destruídas
- Coroas muito restauradas
- Raízes normais
- Como auxiliar de outras técnicas
Área de introdução: Agulha deve penetrar - Extrações de dentes vizinhos (luxa um
num ângulo de 45° em relação ao corpo da dente apoiando no outro)
mandíbula no fundo do vestíbulo.
Passos cirúrgicos:
Anestésico tópico: - Antissepsia de face e de boca
- Funciona em uma mucosa SECA e se você - Colocação de campos
aguarda 3 minutos. - Anestesia
- Sindesmotomia
Fases cirúrgicas com termos técnicos: - Apreensão do dente
- Apoio da alavanca
Diérese: Sindesmotomia ou descolamento e - Luxação dental
também osteotomia - Exodontia propriamente dita
Exérese: Exodontia propriamente dita - Curetagem
Hemostasia: Gaze, compressão, pinçagem e - Sutura
ligadura de vasos (durante toda a cirurgia) - Antissepsia
Síntese: Sutura
Sindesmotomia:
- É a desinserção das fibras gengivais, que
rodeiam o dente. Os instrumentos utilizados
são os sindesmótomos ou descoladores
(Seldim, Free, Mead, Hollemback, etc.)

Objetivos da Sindesmotomia:
- Evitar no ato da extração dilacerar o tecido
gengival e facilitar a adaptação dos
mordentes do fórceps em cemento.

Sindesmótomo ou descoladores: Apreensão


do dente, luxação e exodontia.
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Escolha da técnica: Forças com o fórceps:


1°: Alveolar a fórceps - Vestíbulo-lingual para expandir os alvéolos
2°: Alveolar com alavanca - Maior pressão exercida na cortical (tábua
3°: Retalho, osteotomia e odontosecção óssea) mais delgada (vestibular em toda a
arcada superior e na inferior na região dos
pré-molares)
 EXODONTIA COM FÓRCEPS - Pressão firme e velocidade baixa
- De vez em quando uma leve rotação (mesmo
Partes do fórceps: em molares) para romper os ligamento
- Cabo: varia circulares
- Mordentes: variam
- Articulação: sempre a mesma Números dos Fórceps:
18R e 18L: Molares superiores
17: Molares inferiores
150: Pré-molares e anteriores superiores
151: Pré-molares e anteriores inferiores
69: Resto radicular

Intrumentais elevadores:
- Alavancas- retas (301, 304)
- Alavancas curvas- direita e esquerda
- Alavancas tipo “Bandeirinhas”
Ações dos mordentes: - Alavancas “Seldin”
- Apoiar em cemento (colo dentário) - Alavancas infantis
- Estar paralelo ao longo eixo do dente - Descolador de Molt nº9
- Após a adaptação dos mordentes fazemos - Espátula 07
movimentos: - Sindesmótomo
 Pressão apical - Periótomo
 Luxação: V - P ou L
 Rotação (raiz cônica)  EXODONTIA POR ELEVADORES:
 Tração
 Repetir a sequência até a exodontia

- Elevadores retos, curvos e angulados


(direito e esquerdo)

Cuidados especiais:
- Não apoiar no dente vizinho
- Apoiar em tecido ósseo
- Cuidado para não escapar e ferir tecido
Mandibular mole
- Limitar a ponta ativa com o dedo

Princípio do uso dos elevadores:


- A parte ativa voltada para o dente a ser
extraído
- Aplicação da força na mesial ou distal
- Inserir o elevador no ligamento periodontal
- NÃO apoiar no dente vizinho (a menos que
Maxilar ele também esteja indicado para exodontia)
- A aplicação da força na mesial é sempre
mais eficiente que na distal do dente.
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- Inserir a alavanca no ligamento periodontal - Pontos isolados (simples):


do dente que for extraído, entre o dente e o
osso

Curetagem:
-Primária: realizada após a remoção do dente,
com o objetivo de remover lesões, fragmentos
dentais e ósseos
- Final: realizada após acertos ósseos e de - Contínua simples:
tecidos moles
- Deve ser realizada com o auxilio da Cureta
de Lucas
- Deve-se remover toda a lesão das paredes
alveolares
- Não realizada em dentes sem lesão
(radiografia) e exodontias sem osteotomias
- Cuidados com estruturas anatômicas
próximas - Contínua festonada:

Acertos:
Tecido ósseo:
- Arredondar arestas
- Tecido ósseo deve ficar 01 mm abaixo do
nível gengival, para evitar alveolite
- Alveolótomo e lima para osso
Tecidos moles:
- Cobrir o tecido ósseo
- Manter a gengiva inserida
- Sutura oclusiva: sempre que possível

Limpeza da loja cirúrgica: Pinça porta-agulha:


Irrigação com soro fisiológico: - Empunhadura correta: dedo anelar e
- Em cirurgia a retalho polegar.
- Em cirurgias com osteotomias
- Em cirurgias infectadas
-Não necessária em cirurgias simples

Sutura:
- Sempre realizada em remoção de dentes
permanentes
- Discutível na remoção de dentes decíduos
- Fios e agulhas montadas 2.0, 3.0 ou 4.0
FIOS:
- Absorvíveis: Catchgut, Vycril
- Não absorvíveis: Nylon, seda ou algodão

Tipos de sutura:

- Sutura em “X”:

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