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Governo do Distrito Federal

Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal


Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto/Cruzeiro
Centro Educacional do Lago – CEL

ANÁLISE COMBINATÓRIA E PROBABILIDADE


PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

Antigamente as placas dos carros em Brasília eram formadas por três letras e quatro números, sendo
que a primeira letra deveria, necessariamente, ser a letra J. Sabemos que hoje esta condição não é mais
necessária, porém vamos analisar o caso nos apropriando desta informação. Seria possível calcular quantas
placas diferentes poderiam ser confeccionadas com essa configuração? Uma solução seria escrever todas
as placas e ao final contar, quantas foram escritas, porém seria uma maneira MUITO trabalhosa. Para
resolver problemas como esse, vamos utilizar de algumas técnicas de agrupamento e contagem ao longo do
bimestre.
Antes de resolver casos como o anterior, vamos refletir sobre uma situação mais simples.
Em certa lanchonete, para montar o seu sanduíche, os clientes possuem duas opções de pão (centeio
e integral) e quatro de recheio (frango, presunto, queijo ou vegetariano). De quantas maneiras distintas um
cliente pode montar um sanduíche com um tipo de pão e um de recheio?
Fica fácil verificar que as possibilidades são:
 Centeio com frango;  Integral com frango;
 Centeio com presunto;  Integral com presunto;
 Centeio com queijo;  Integral com queijo;
 Centeio vegetariano;  Integral vegetariano;

Note que dispúnhamos de 2 tipos de pão e 4 tipos de recheios, totalizando 8 tipos diferentes de
sanduíches. Mas será mesmo necessário escrever todos os tipos para descobrir quantos são?
Veja outros exemplos:
Exemplo I: Renato levou em uma viagem três calças, dois pares de sapatos e quatro camisas, todos
diferentes entre si. De quantas maneiras distintas ele pode se vestir, utilizando uma calça, um par de sapatos
e uma camisa? (Escreva todas as possibilidades)
Para determinar isso de uma maneira mais simples basta relacionar as possibilidades:
TOTAL DE MANEIRAS = 3  2  4  24

Exemplo II: Quantos números de três algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1,
3, 5, 7 e 9?
O número em questão deve ter três ordens: centena, dezena e unidade.
Assim vamos analisar a quantidade de possibilidades que podem ocupar cada casa.
 Centena: 5 possibilidades, pois pode ser qualquer algarismo;
 Dezena: 4 possibilidades. Não podemos utilizar o mesmo algarismo utilizado anteriormente,
pois os algarismos devem ser distintos.
 Unidade: 3 possibilidades, pois não podemos utilizar dois algarismos já usados.
Assim, temos que o total de possibilidades é: 5  4  3  60 .

Exemplo III: Com os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6, podemos formar quantos números de 4


algarismos?
6777 2058
Temos agora quatros casas com suas respectivas possibilidades:  .

OBS.: Note que o “0” não pode ocupar a primeira casa, pois se isso acontecer o número não terá
quatro algarismos, pois o “0” seria dispensável.

CEL - Centro Educacional do Lago 3ª série – Matutino - MATEMÁTICA Página 1 de 25 1º Bimestre de 2018
Professor: Marco Antônio

Exercícios
1. Marina tem 5 blusas e 2 saias. De quantos modos diferentes ela pode se vestir com essas roupas?
2. Em um baile há 12 moças e 8 rapazes. Quantos casais podem ser formados?
3. Quantos números pares de dois algarismos podem ser formados no sistema decimal?
4. De quantos modos 3 pessoas podem se sentar em 5 cadeiras diferentes?
5. (Mack-SP adaptada) Com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6 são formados números de 4 algarismos
distintos. Dentre eles, quantos são divisíveis por 5?
6. (PUC-MG adaptada) As portas de acesso de todos os apartamentos de certo hotel são identificadas por
meio de números ímpares de três algarismos formados com exatamente 3 elementos do conjunto
M  3, 4,6,7,8 . Nessas condições, qual o número máximo de apartamentos desse hotel?
7. (FATEC-SP) Dispomos de 4 cores diferentes entre si; todas elas devem ser usadas para pintar as 5
letras da palavra FATEC, cada letra de uma só cor, e de modo que as vogais sejam as únicas letras
pintadas com a mesma cor. De quantos modos pode ser feito isso?

FATORIAL

Para representarmos multiplicações de números consecutivos utilizamos uma representação


simplificada, chamada de fatorial e definida da seguinte forma:
 n!  n   n 1   n  2   n  3  ... 1 0!
 0!  1
Exemplos:
1!  1 3!  3  2 1  6 5!  5  4!  120
2!  2 1  2 4!  4  3  2 1  24 6!  6  5!  720
PERMUTAÇÃO SIMPLES

Quando trocamos a ordem das letras de uma palavra construímos um anagrama desta, não
importando se tem sentido na linguagem ou não. De acordo com essa ideia, quantos anagramas são
possíveis de construir utilizando as letras da palavra LÁPIS?
Temos cinco espaços de letras e para cada espaço utilizado uma letra a menos:

Resolução: 5  4  3  2 1  5!  120
Permutar elementos é simplesmente trocar a ordem dos mesmos, assim como nos anagramas.
Mantemos as casas e os elementos, fazendo apenas alterações nas posições de cada um. Para fazermos esta
permutação de “ n ” elementos, basta calcularmos n! .

Assim: Pn  n !
Exemplo I: Considerando a palavra DILEMA, vamos determinar quantos anagramas são possíveis
de se fazer. É fácil perceber que a palavra possui 6 letras que vão todas serem trocadas de lugar, portanto
queremos uma permutação de 6 elementos. Assim
P6  6!  6  5  4  3  2 1  720 .

Exemplo II: Considerando a mesma palavra do exercício anterior, queremos encontra quantos
anagramas começam com a letra “D”. Neste caso, não são todas as letras que vão ser trocadas, pois a
primeira será fixa, assim, sobram outras 5 para sofrerem as permutações. Assim
P5  5!  5  4  3  2 1  120

CEL - Centro Educacional do Lago 3ª série – Matutino - MATEMÁTICA Página 2 de 25 1º Bimestre de 2018
Professor: Marco Antônio

PERMUTAÇÃO COM REPETIÇÃO


Existem alguns casos de permutação que merecem um olhar diferenciado. Vamos tentar encontrar
o total de anagramas que podemos formar com palavra DOIDA. A princípio não há diferença no raciocínio,
porém quando calculamos a permutação da maneira anterior estamos considerando todas as trocas de letras
possíveis. Para o nosso caso em questão, temos uma repetição da letra “D”, ou seja, estaríamos
considerando que ao trocarmos estas letras de lugar formamos um novo anagrama, o que não é verdade.
Diante disso, podemos verificar que para cada anagrama exemplificado existe uma troca de letras que deve
ser desconsiderada. Veja um caso:
A I D O D – Se trocarmos os D’s de lugar a formação do anagrama continua a mesma.
Como esta análise vale para cada um dos anagramas, podemos afirmar que o número total de
anagramas a serem formados é igual a metade daqueles formados caso não houvesse repetições. De modo
geral, para calcularmos permutações com repetições, basta encontrarmos o número total de permutações e
dividir pelas permutações dos objetos que se repetem. Portanto, se temos “ n ” elementos e destes “k” são
repetidos, então para calcularmos o total de permutações desses elementos, basta fazer

n!
Pn , k 
k!

Exemplo: Verifiquemos quantas anagramas podemos formar com a palavra PERERECA. É fácil
ver que a palavra em questão tem 8 letras, das quais aparecem duas vezes a letra “R” e três vezes a letra
“E”. Para resolver este problema basta calcularmos
2
8! 8  7  6  5  4  3! 8  7  6  5  4 3360
P8,2.3      3360. .
2! 3! 2 1 3! 1
2 1 1

Exercícios

1. Quantos anagramas tem cada palavra abaixo?


a) AMOR b) LUCRO c) TECLADO d) BESOURO e) BORBOLETA f) MISSISSIPI
2. Seis amigos vão a uma lanhouse, onde pretendem fazer uma pesquisa escolar. Sabendo, que estão
disponíveis 6 computadores, localizados lado a lado, de quantas maneiras distintas os amigos podem
ocupá-los?
3. Da palavra LIVRO:
a) Quantos anagramas podemos formar?
b) Quantos são os anagramas que começam com vogal?
c) Quantos são os anagramas que começam com consoante?
4. (Fuvest-SP) Quantos anagramas da palavra FUVEST possuem as vogais juntas?
5. Quantos anagramas da palavra VIVER começam e terminam com vogal?
6. Quatro casais de amigos vão ao cinema e desejam sentar-se em uma fileira de 8 lugares, de maneira
que os integrantes de cada casal permaneçam sempre lado a lado. De quantas maneiras distintas esses
casais podem acomodar-se no cinema?

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Professor: Marco Antônio

ARRANJO SIMPLES
Existem alguns casos em que a quantidade de elementos supera a quantidade de espaços a serem
utilizadas. Veja os exemplos a seguir:
Exemplo I: Uma turma do CEMEB deve escolher entre eles dois colegas para ocuparem os cargos
de representante e vice-representante, sendo escolhidos para cada cargo por ordem de maior número de
votos da turma, respectivamente. Porém para isso, apenas cinco alunos se candidataram: João, Paula,
Ricardo, Lívia e Simone. De quantas maneiras diferentes os cargos podem ser ocupados por esses alunos?
É simples perceber que a quantidade de votos interfere diretamente no resultado da eleição. Para
casos como este, vamos utilizar uma técnica chamada de Arranjo, capaz de calcular a quantidade de grupos
possíveis desde que seja relevante a ORDEM dos seus integrantes.
A fórmula do arranjo é a seguinte:

Onde An , p é a quantidade de arranjos formada;


n!
An, p  n – número total de elementos envolvidos no arranjo;
 n  p ! p – número de espaços a serem preenchidas pelos
elementos.
Vejamos no nosso exemplo anterior a aplicação dessa fórmula.
Temos 5 alunos dispostos a ocuparem 2 cargos diferentes. Assim: n  5 e p  2 , portanto
queremos calcular o A5,2 . Lê-se arranjo de 5 tomados 2 a 2.
5! 5! 5  4  3!
A5,2  A5,2    5  4  20
 5  2 ! 3! 3!
Temos então um total de 20 escolhas possíveis para a turma fazer nessa votação.
Exemplo II: Quantos números de três algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3,
4, 5, e 6?
Nota-se que os números 153 e 315 são diferentes, portanto a ordem dos elementos é fundamental nesse
problema. Caso eu troque a ordem dos elementos escolhidos eu encontro números diferentes. Com isso
podemos afirmar que este é um problema a ser resolvido por arranjo.
Tempos um total de 6 algarismos para serem escolhidos de 3 em 3. Assim, um arranjo de 6 tomados 3 a
3.
6! 6! 6  5  4  3!
A6,3  A6,3    6  5  4  120
 6  3 ! 3! 3!
Exercícios
1. A partir dos números 1, 2, 3, 4 e 8, calcule a quantidade de números com 4 algarismos que podem ser
formados.
2. Para ocupar os cargos de presidente e vice-presidente do grêmio de um colégio, candidataram-se dez
alunos. De quantos modos distintos pode ser feita essa escolha?
3. Para eleição do corpo dirigente de uma empresa, oito pessoas são pré-selecionadas. De quantas
maneiras distintas poderão ser escolhidos presidente, vice-presidente e diretor financeiro?
4. Seis amigos participam de uma brincadeira de futebol, que consiste em cobranças de pênaltis. Cada
um escolhe dentre todas as formas possíveis, apenas uma pessoa para bater o pênalti e outra para
defendê-lo. Não podendo haver, repetições nas escolhas.
a) Quantas possíveis cobranças de pênaltis podem ser feitas nessa brincadeira?
b) Quantas cobranças haveriam se o grupo resolvesse convidar um sétimo amigo para também
participar da brincadeira?

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Professor: Marco Antônio

COMBINAÇÃO

Chamam-se combinações simples todos os agrupamentos simples de p elementos que podemos


formar com n elementos distintos, sendo p ≤ n. Cada um desses agrupamentos se diferencia dos outro
apenas pela natureza dos seus elementos, ou seja, a ORDEM NÃO IMPORTA.
Para problemas desse tipo utilizamos a fórmula:

n  n!
Cn , p    
 p  p ! n  p  !

Vejamos alguns exemplos:


Exemplo I: Um pizzaiolo tem à sua disposição ingredientes para fazer pizzas nos seguintes sabores:
atum (A), queijo (Q), calabresa (C), milho (M) e presunto (P). Quantas são as possibilidades de pizzas que
podem ser feitas com 3 ingredientes?
É notório que se mudarmos a ordem dos ingredientes não teremos uma pizza com sabor diferente,
portanto tanto faz a ordem dos escolhidos. Resolvendo então o problema, temos:

5 5! 5! 5  4  3! 5  4
C5,3     C5,3     10
 3  3! 5  3 ! 3!2! 3! 2! 2

Exemplo II: Quando termina o treino, Jaqueline costuma tomar uma vitamina com leite na
lanchonete da academia. Numa tarde, a lanchonete dispunha das seguintes frutas: abacate, mamão, banana,
maçã, morango e laranja. De quantas maneiras distintas Jaqueline pode pedir a sua vitamina misturando
exatamente duas dessas frutas?
Temos seis frutas para escolher grupos de duas delas. Fazemos então uma combinação de seis
tomando duas a duas.
6 6!  6  6  5  4! 6  5
      15
 2  2! 6  2  !  
2 2! 4! 2

Exercícios

1. Uma escola tem 9 professores de Matemática. Quatro deles deverão representar a escola em um
congresso. Quantos grupos distintos podem ser formados?
2. De quantos modos diferentes Lucas pode escolher cinco dentre as nove camisetas regatas que possui
para levar em uma viagem?
3. Quantos grupos distintos de 4 lâmpadas podem ficar acesos num galpão que tem 10 lâmpadas?
4. De quantas maneiras distintas pode-se formar uma comissão com 10 integrantes, a partir de um total
de 25 pessoas?
5. Qual o número de peças de um jogo de dominó comum (números de 0 a 6)?
6. Uma junta médica deverá ser formada por quatro médicos e dois enfermeiros. De quantas maneiras ela
poderá ser formada se estão disponíveis dez médicos e seis enfermeiros?
7. Uma família composta de 20 pessoas resolveu participar de uma gincana cultural. A regra afirma que
para se inscrever a equipe deve ser formada por 3 homens, 4 mulheres e 3 jovens ou crianças. Sabendo
que dos integrantes desta família 5 são homens, 8 são mulheres e 7 são jovens, quantas equipes distintas
essa família poderá formar para participar da competição?

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Professor: Marco Antônio

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
1. Uma prova é composta de 7 questões do tipo “Certo ou Errado”. De quantas maneiras um aluno
pode responder essa prova aleatoriamente, ou seja, “chutando” as respostas?
2. Em um salão de festas há 6 janelas. De quantas maneiras podemos escolher quais janelas estarão
abertas ou fechadas, de modo que pelo menos uma das janelas esteja aberta?
3. Uma matriz quadrada 3  3 deve ser preenchida com 4 “zeros”, 3 “cincos” e 2 “setes”. De quantas
maneiras podemos preencher essa matriz?
4. Um casal pretende ter 4 filhos, sendo 2 meninas e 2 meninos, em qualquer ordem de nascimento.
Quantas são as ordens possíveis em que podem ocorrer esses 4 nascimentos?
5. Em um sofá há lugares para 4 pessoas. De quantas maneiras diferentes podem se sentar 6 pessoas?
6. Um estudante tem 6 lápis de cores diferentes. De quantas maneiras ele poderá pintar os estados da
região Sudeste do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo), cada um de
uma cor?
7. Uma urna contém 5 bolas azuis e 4 bolas vermelhas. De quantas maneiras podemos selecionar:
a) 3 bolas?
b) 3 bolas azuis e 2 vermelhas?
c) 3 bolas vermelhas e 2 azuis?
8. Em um grupo de 10 pessoas estão Anderson e Eduardo. Quantas comissões de 5 pessoas podemos
formar:
a) Em que ambos estejam presentes?
b) Em que nenhum deles esteja presente?
c) Em que apenas um deles esteja presente?
9. Considere 10 pontos, sendo 6 sobre a reta r e 4 sobre a reta s . De quantos modos podemos formar
triângulos com vértices nesses pontos?
10. Em um grupo de 20 pessoas há 6 mulheres. Quantas comissões de 4 pessoas podem ser formadas
de modo que nelas haja pelo menos 1 mulher?

NÚMEROS BINOMIAIS

n  n  n!
Chamamos   de número binomial, com n e p naturais, n  p e tal que    , ou
 p  p  p ! n  p  !
n 
seja,    Cn, p .
 p

Observe que:

n n n! 1 n  n  n   n  1! n


   1 , pois     1
I. n!
II.    n , pois      n .
0  0  0! n ! 11 1  1  1!  n  1! 1 r ! n  r !
.
n n n! 1
III.    1 , pois     1.
n  n  n !  0! 11

Propriedade
n  n
Dois números binomiais   e   são iguais se p  q OU p  q  n .
 p q

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Professor: Marco Antônio

TRIÂNGULO DE PASCAL

0 1
 
0
1 1 1 1
  
 0 1
 2  2  2  1 2 1
    Calculando os números binomiais, temos
 0 1  2 
1 3 3 1
 n  n  n   n 
    ...  
 0 1  2   n 

Propriedades
 n  1   n  1  n 
 Relação de Stifel:     .
 p  1  p   p 

 5  5   6  7 7 7  4  4 5


Exemplos:         ,       e      
 3  4  4 5 6 6  2  3   3

 Soma dos elementos de uma mesma linha.

0
  1 2
0

0
1   1
      11  2  2
1

 0   1
 2  2  2
         1 2 1  4  2
2

     
0 1 2
 3   3  3   3
            1 3  3 1  8  2
3

 0  1   2   3 
 4  4  4  4  4
               1  4  6  4  1  16  2
4

         
0 1 2 3 4

n  n n n


         ...     2
n
     
0 1 2  
n

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BINÔMIO DE NEWTON

A potência da forma  x  y  , com x, y  e n é chamada de binômio de Newton.


n

O objetivo aqui e analisar a expansão desse binômio de acordo com o expoente dado e entender
como funciona a formação dos coeficientes e expoentes de cada termo. Sabemos alguns resultados de
imediato:
 x  y  1
0

 x  y  x  y
1

 x  y   x2  2xy  y 2
2

 x  y   x3  3x2 y  3xy 2  y3
3

Observe que os coeficientes de cada potência com expoente n são justamente os valores
encontrados na n -ésima linha do triângulo de Pascal e que os expoentes de cada termo do binômio
inicial se alterna de modo decrescente para o primeiro monômio e crescente para o segundo. Sendo
assim, podemos criar uma generalização desse raciocínio.

n  n  n n  n
 x  y    x n    x n1 y    x n2 y 2  ...    x nk y k  ...    y n
n

0 1   2 k  n

Exemplo: Faça a expansão de  x  a  .


5

5  5 5  5 5  5


 x  a
5
   x5    x 4 y    x3 y 2    0 x 2 y 3    xy 4    y 5 . Daí,
0 1   2  3  4  5

 x  a
5
 x5  5x4 y  10x3 y 2  10x2 y3  5xy 4  y5

Exercícios

1) Um sala tem 5 janelas. De quantas maneiras podemos abrir essas janelas de modo que o salão nunca
fique com todas as janelas fechadas?
2) Dez pontos estão distribuídos em uma circunferência. Quantos polígonos podemos fazer usando
quaisquer desses pontos como vértice?
3) Em uma sorveteria, o cliente pode escolher quantos e quais deseja entre 8 tipos de cobertura para
colocar no seu sorvete, podendo também não colocar cobertura alguma. De quantos modos o cliente
pode fazer a sua escolha?
4) Considere o desenvolvimento de  x  1 . Sem fazer todo esse desenvolvimento, tente responder
15

às perguntas:
a) Quantos termos tem o desenvolvimento?
b) Qual é o primeiro termo?
c) Qual é o 10º termo?

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Professor: Marco Antônio

PROBABILIDADE
Espaço amostral e Evento
Em um experimento aleatório, o conjunto com todos os resultados possíveis é chamado de Espaço
Amostral (  ). Qualquer subconjunto deste é chamado de Evento.
Exemplo: Ao lançar um dado comum, verificaremos a face voltada para cima.
 Espaço amostral (  ): {1,2,3,4,5,6}.
 Evento A (aparecer um número par na observação): {2,4,6}.
 Evento B (aparecer um número ímpar na observação): {1,3,5}.
 Evento C (aparecer um número múltiplo de 3 na observação): {3,6}.
 Evento D (aparecer o número 7 na observação): { }.
 Evento E (aparecer um número menor que 10 na observação): {1,2,3,4,5,6}.
Cálculo de Probabilidade
Seja “A” um evento de um experimento aleatório, definimos a probabilidade de A, denotada por
P(A), de tal forma que 0  P  A  1 , como sendo:
Número de casos favoráveis n  A
P(A)  
Número de casos possíveis n  
Podemos calcular assim a probabilidade de cada um dos eventos determinados anteriormente:
n  A 3 1
 P  A     0,5  50% . n  D 0
n  6 2  P  D    0  0% .
n  6
n  B 3 1
 P  B     0,5  50% .
n  6 2
nE 6
n C  2 1  PE    1  100% .
 P C      0,3  33,33% . n  6
n  6 3
Se a probabilidade de algum evento é igual a 0 (zero) dizemos que este evento é impossível (como
no evento D ). Por outro lado, se a probabilidade de determinado evento é igual a 1 (um) dizemos que este
é um evento certo (evento E ).

Intersecção de Eventos

Existem alguns casos em que dois ou mais eventos acontecem simultaneamente. Considerando os
nossos exemplos, podemos observar que há possibilidades de ocorrerem os eventos B e C ao mesmo
tempo. Vamos registrar esse acontecimento como um novo evento por meio de uma intersecção.
Evento B  C (aparecer um número ímpar E primo na observação): {3,5}.
nB C 2 1
Assim, P  B  C      0,3  33,33%
n  6 3
União de Eventos

Em alguns casos, podemos considerar a possibilidade de ocorrência de alguns eventos ou de outros.


De acordo com esse raciocínio, representaremos essas quantidades por meio da união de conjuntos. Desta
maneira, para calcularmos a probabilidade dessa união utilizaremos as regras de cardinalidade da união de
conjuntos. Considere o evento tirar um número ímpar OU primo na observação do dado. Podemos
4 2
descrever este evento como B  C = {1,2,3,5}. Sendo P( B  C )    0, 6  66, 67% .
6 3

CEL - Centro Educacional do Lago 3ª série – Matutino - MATEMÁTICA Página 9 de 25 1º Bimestre de 2018
Professor: Marco Antônio

Por outro lado, utilizando a ideia de cardinalidade de conjunto, podemos determinar a probabilidade
da união de dois eventos como
P  A  B   P  A  P  B   P  A  B 

Diante disso, podemos calcular novamente o evento união anterior. Primeiramente vamos lembrar
que já calculamos os seguintes resultados: P  B   0,5 , P  C   0,5 e P  B  C   0,3
Com isso, P  B  C   P  B   P  C   P  B  C 
P  B  C   0,5  0,5  0,3  0,6  66,67%
É importante lembrar que para a união de três eventos devemos considerar a forma de determinar a
cardinalidade de três conjuntos. Logo, teremos:

P  A  B  C   P  A  P  B   P  C   P  A  B   P  A  C   P  B  C   P  A  B  C 

Eventos Mutuamente Exclusivos


Existem eventos que não podem ocorrer ao mesmo tempo, ou seja, a intersecção deles forma um
conjunto vazio. Exemplos disso são os eventos A e B anteriores, onde A  B   . Para determinar a
probabilidade de uniões desse tipo de eventos, temos a relação

P  A  B   P  A  P  B 
Assim, para o nosso exemplo temos P( A  B)  0,5  0,5  1  100% .

Eventos Complementares
Seja um evento A , definimos por evento complementar de A , denotado por Ac , o conjunto de
elementos do espaço amostral que não pertencem a A , ou seja, todos aqueles elementos que não possuem
a característica atribuída ao conjunto A . Para calcular a probabilidade do complementar de um evento basta
subtrair a probabilidade deste evento de 1. Veja:

P  Ac   1  P  A

Como exemplo, vamos considerar o evento A do caso anterior A - observar um número par. Temos
que o conjunto complementar de A é formado pelos elementos do espaço amostral que não são pares.
Sendo assim, P  Ac   1  P  A   1  0,5  0,5  50% . Resultado já esperado, pois o evento complementar
de A é exatamente igual ao evento B - observar um número ímpar.
Exemplo I: Na jogada de um dado simples, qual a probabilidade de tirarmos o número 4?
No dado temos apenas uma face com o número 4, num total de 6 faces. Definindo o evento “tirar o número
1
4 no lançamento de um dado” como sendo o evento A, temos P( A)   0,1667 ou P( A)  16, 67% .
6
Exemplo II: Se lançarmos duas vezes uma moeda perfeita, qual a probabilidade de obtermos duas
caras?
Neste caso é fácil montar o Espaço Amostral e analisar os casos favoráveis. Considerando o
acontecimento cara como “C” e coroa como “K”, temos todos as possibilidades descritas como CC, CK,
KC e KK. Desta maneira, temos apenas 1 caso com duas caras num total de 4 possíveis acontecimentos, ou
1
seja, a probabilidade de ocorrer duas caras no lançamento de uma moeda é  0, 25  25% .
4

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Professor: Marco Antônio

Exemplo III: Ao jogarmos dois dados simultaneamente qual a probabilidade de que a soma dos
valores de cada face seja par E o produto entre eles seja ímpar.
Temos que a soma entre dois números será par sempre que as faces forem ambas pares ou ambas
ímpares. Agora para o produto ser um número ímpar basta que as duas faces sejam ímpares. Fazendo a
relação das duas informações temos então que encontrar os resultados em que ambas as faces sejam
ímpares, pois assim a soma e o produto atenderão às especificações do problema.
Assim temos 9 possibilidades favoráveis num total de 36 possíveis. Logo a probabilidade é de
9
 0, 25 ou 25%.
36
Exemplo IV: Considerando a mesma situação anterior, qual a probabilidade de que a soma seja par
OU o produto das faces seja ímpar?
Para isso vamos utilizar as informações contidas nas regras. Seja A o evento “soma par” e B o evento
“produto ímpar”. Assim o evento desejado é P( A  B) . Pela regra:
9 18 9
P( A)  2    0,5 e P( B)   0, 25 , lembrando que P( A  B)  P( A)  P( B)  P( A  B)
36 36 36
e que P( A  B) foi calculado no exemplo anterior. Temos:
P( A  B)  0,5  0, 25  0, 25 . Logo P( A  B)  0,5 , ou seja, 50%.

Exemplo V: Considerando o experimento do exemplo anterior, qual a probabilidade de nem a soma


ser par nem o produto dos números anotados ser ímpar?
Neste caso temo a negação do problema anterior. Assim a probabilidade pode ser calculada como
sendo:
1  P( A  B) . Então: 1  0,5  0,5 , ou seja, 50%.

Probabilidade Condicional
Para pensar nesse conceito vamos considerar o experimento “jogar duas vezes um dado perfeito de
6 faces”. Determinaremos, também, o evento A - a soma das faces observadas ser igual a 7. É simples
verificar que das 36 possibilidades do espaço amostral, temos 6 que satisfazem essa condição de soma 7.
6 1
São elas: (1,6), (2,5), (3,4), (4,3), (5,2), (6,1). Sendo assim, temos P  A     0,16  16, 67% . Seja
36 6
agora o evento B - tirar um número ímpar no primeiro lançamento. Definimos a probabilidade condicional
A B (lê-se: A dado B), como sendo aquela que relaciona a probabilidade de ocorrência do evento A dado
que o evento B já ocorreu, ou seja, o espaço amostral passa a ser formado pelos elementos que compõem
o evento B . Sendo assim

n  A  B P  A  B
P  A B   .
n  B P  B

No nosso exemplo, para calcularmos a probabilidade condicional A B temos que o novo espaço
amostral a ser considerado será formado apenas pelas possibilidades: (1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (1,6),
(3,1), (3,2), (3,3), (3,4), (3,5), (3,6), (5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), (5,6). Donde apenas 3 deles resultam em
soma 7, são eles: (1,6), (3,4), (5,2). Sendo assim, podemos afirmar que
n  A  B 3
P  A B    0,16  16, 67%
n  B 18

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Professor: Marco Antônio

Eventos Independentes
Dizemos que dois ou mais eventos são independentes entre si se o acontecimento de cada um não
interfere na ocorrência dos demais. Considerando o mesmo experimento aleatório anterior (dois
lançamentos de um dado), podemos definir dois eventos: A - sair 4 no primeiro lançamento e B - sair 1 no
segundo lançamento. De fato, a ocorrência do evento A não interfere em nada no evento B e vice-versa.
1
Além disso, é fácil verificar que P  A  B   , pois A  B  {(4,1)} e n     36 . Por outro lado,
36
6 1 6 1 1 1 1
P  A   e P  B   . Sendo assim, P  A  B      P  A   P  B  . De modo geral,
36 6 36 6 36 6 6
podemos fazer essa generalização para todos os eventos independentes

P  A  B   P  A  P  B 
Exercícios
1) Uma urna contém 100 bolas numeradas de 1 a 100. Uma delas é extraída ao acaso. Qual a
probabilidade de o número sorteado ser:
a) 18? b) Maior que 63? c) Formado por dois algarismos?
2) Ao lançarmos um dado comum de 6 faces duas vezes sucessivamente, qual é a probabilidade de
que:
a) o número 1 ocorra em ao menos um lançamento?
b) a soma dos pontos obtidos seja 7? c) os números obtidos sejam diferentes?
3) De um baralho de 52 cartas (4 naipes, de ás a rei cada um), uma é extraída ao acaso. Qual a
probabilidade de que a carta sorteada:
a) seja o sete de copas? c) não seja o valete de espadas?
b) seja de ouros? d) não seja de ouros nem de copas
4) Uma moeda é lançada três vezes sucessivamente. Qual a probabilidade de sair cara mais de uma
vez?
5) Uma moeda e um dado são lançados simultaneamente. Qual é a probabilidade de ocorrer coroa e
um número primo?
6) Escolhendo um número natural entre 10 e 90 (incluindo esses valores), determine a probabilidade
de que ele seja divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
7) Uma caixa contém 60 bolas, numeradas de 1 a 60.
a) Escolhendo aleatoriamente uma bola da caixa, qual a probabilidade de que o número obtido
seja múltiplo de 5?
b) Escolhendo simultaneamente e ao acaso duas bolas da caixa, qual é a probabilidade de que, em
ambas, apareça um múltiplo de 5?
8) (Obmep) Uma caixa contém cinco bolas numeradas de 1 a 5. Delas são retiradas ao acaso duas
bolas. Qual a probabilidade de que o maior número assim escolhido seja o 4?
9) No lançamento de um dado qual a probabilidade de que o número obtido seja múltiplo de 2 ou de
3?
10) De um baralho de 52 cartas, uma é extraída ao acaso. Qual a probabilidade de sair um valete ou uma
carta de ouros?
11) Para preencher as vagas de trabalho em uma indústria, 120 pessoas participaram do processo
seletivo. O quadro abaixo mostra a distribuição dos candidatos por gênero e escolaridade:
Homens Mulheres TOTAL
Ensino Médio completo 18 27 45
Ensino Superior completo 22 53 75
TOTAL 40 80 120
Um candidato do grupo é escolhido ao acaso. Qual é a probabilidade de que seja:
a) Mulher ou tenha Ensino Superior completo?
b) Homem e tenha somente o Ensino Médio completo?
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12) Um casal e quatro pessoas são colocados em fila indiana (um atrás do outro). Sabendo que o casal
não ficou junto, qual a probabilidade de que as extremidades da fila sejam ocupadas pelo casal?
13) Duas máquinas, X e Y, produzem a mesma peça, porém a produção de X é o dobro da produção de
Y. a máquina X produz 85% de peças boas; para a máquina Y esse índice é de 90%. Escolhendo-se
ao acaso uma peça do estoque, qual a probabilidade de:
a) Ela ter sido fabricada por Y e ser defeituosa?
b) Ela ter sido fabricada pela máquina X, sabendo-se que ela é boa?
14) Um pescador tem 80% de chance de pescar algum peixe se não chover, e 30%, se chover. Suponha
que, em determinado dia, a chance de chover é de 40%.
a) Qual é a chance de o pescador não pescar nenhum peixe?
b) Sabendo que o pescador não pescou nenhum peixe, qual é a chance de ter chovido?
15) (Vunesp-SP) uma pesquisa sobre os grupos sanguíneos ABO, na qual foram testadas 6 000 pessoas,
revelou que 2 527 têm o antígeno A, 2 234, o antígeno B e 1 846 têm nenhum antígeno. Nessas
condições, qual é a probabilidade de que uma dessas pessoas, escolhida aleatoriamente, tenha os
dois antígenos?
16) (Enem) O diretor de uma escola convidou 280 alunos de terceiro ano a participarem de uma
brincadeira. Suponha que existem 5 objetos e 6 personagens numa casa de 9 cômodos; um dos
personagens esconde um dos objetos e um dos cômodos da casa. O objetivo da brincadeira é
adivinhar qual o objeto foi escondido por qual personagem e em qual cômodo da casa o objeto foi
escondido. Todos os alunos decidiram participar. A cada vez, um aluno é sorteado e dá a sua
resposta. As respostas devem ser sempre distintas das anteriores, e um mesmo aluno não pode ser
sorteado mais de uma vez. Se a resposta do aluno estive correta, ele é declarado vencedor e a
brincadeira é encerrada. O diretor sabe que algum aluno acertará a resposta porque há:
a) ( ) 10 alunos a mais do que possíveis respostas distintas.
b) ( ) 20 alunos a mais do que possíveis respostas distintas.
c) ( ) 119 alunos a mais do que possíveis respostas distintas.
d) ( ) 260 alunos a mais do que possíveis respostas distintas.
e) ( ) 270 alunos a mais do que possíveis respostas distintas.
17) (UFPE) O vírus X aparece na variantes X1 e X 2 . Se um indivíduo tem esse vírus, a probabilidade
3
de ser a variante X1 é de . Se o indivíduo tem o vírus X1 , a probabilidade de esse indivíduo
5
2 5
sobreviver é de ; mas, se o indivíduo tem o vírus X 2 , a probabilidade dele sobreviver é de .
3 6
Nessas condições, qual a probabilidade de o indivíduo portador do vírus X sobreviver?
18) (Enem) José, Paulo e Antônio estão jogando dados não viciados, nos quais, em cada uma das seis
faces, há um número de 1 a 6. Cada um deles jogará dois dados simultaneamente. Jose acredita que
após jogar seus dados, os números das faces voltadas para cima lhe darão uma soma igual a 7. Já
Paulo acredita que a soma será igual a 4 e Antônio acredita que sua soma será igual a 8.
Com essa escolha, quem tem a maior probabilidade de acertar sua respectiva soma é:
a) ( ) Antônio, já que sua soma é a maior de todas as escolhidas.
b) ( ) José e Antônio, já que há 6 possibilidades tanto para a escolha de José quanto para a escolha
de Antônio, e há apenas 4 possibilidades para a escolha de Paulo.
c) ( ) José e Antônio, já que há 3 possibilidades tanto para a escolha de José quanto para a escolha
de Antônio, e há apenas 2 possibilidades para a escolha de Paulo.
d) ( ) José, já que a 6 possibilidades para formar sua soma, 5 possibilidades para formar a soma
de Antônio e apenas 3 possibilidades para formar a soma de Paulo.
e) ( ) Paulo, já que sua soma é a menor de todas.

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Professor: Marco Antônio

NOÇÕES DE ESTATÍSTICA
CONCEITOS BÁSICOS

 População - é o conjunto de elementos (pessoas, coisas, objetos) que têm em comum uma característica
em estudo. A população pode ser:
i.Finita: quando apresenta um número limitado de indivíduos.
Ex.1 a população constituída por todos os parafusos produzidos por uma fábrica em um dia.
Ex. 2 nascimentos de crianças durante determinado dia em Novo Hamburgo.
ii.Infinita: quando o número de observações for infinito.
Ex. a população constituída de todos os resultados (cara e coroa) em sucessivos lances de uma moeda.

 Amostra - é o conjunto de elementos retirados da população, suficientemente representativos dessa


população. Através da análise dessa amostra estaremos aptos para analisar os resultados da mesma forma
que se estudássemos toda a população.
Obs. A amostra é sempre finita. Quanto maior for a amostra mais significativa é o estudo.

 Estimador - é uma característica numérica estabelecida para uma amostra.

 Dado Estatístico - é sempre um número real.


a- Primitivo ou Bruto: é aquele que não sofreu nenhuma transformação matemática. Número direto.
b- Elaborado ou secundário: é aquele que sofreu transformação matemática. Ex. porcentagem, média,
etc.

 Rol - é a organização dos dados coletados em ordem (crescente, alfabética, etc.).

ARREDONDAMENTO DE DADOS

 Quando o primeiro algarismo após aquele que vai ser arredondado for 0, 1, 2, 3 e 4 despreza-se este
algarismo e conserva-se o anterior.
Exemplos: 5,733958 = 5,73; 78,846970 = 78,8.

 Quando o primeiro algarismo após aquele que vai ser arredondado for 5, 6, 7, 8 e 9 aumentamos uma
unidade no algarismo anterior.
Exemplos: 5,735958 = 5,74; 78,886970 = 78,9.

DIVISÃO DA ESTATÍSTICA

Podemos dividir a Estatística em duas áreas:

 Estatística Descritiva – é a parte da Estatística que tem por objetivo descrever os dados observados e,
na sua função dos dados, tem as seguintes atribuições:
i. A obtenção ou coleta de dados – é normalmente feita através de um questionário ou de observação
direta de uma população ou amostra.
ii. A organização dos dados – consiste na ordenação e crítica quanto à correção dos valores observados,
falhas humanas, omissões, abandono de dados duvidosos.
iii. A representação dos dados – os dados estatísticos podem ser mais facilmente compreendidos
quando apresentados através de tabelas e gráficos, que permite uma visualização instantânea de todos
os dados.
 Estatística Indutiva – é a parte da Estatística que tem por objetivo obter e generalizar conclusões para
a população a partir de uma amostra, através do cálculo de probabilidade. A tais conclusões estão
sempre associados a um grau de incerteza e consequentemente, a uma probabilidade de erro.
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Professor: Marco Antônio

VARIÁVEIS

Uma variável é qualquer característica de um elemento observado (pessoa, objeto ou animal).


Algumas variáveis, como sexo e designação de emprego, simplesmente enquadram os indivíduos
em categorias. Outras, como altura e renda anual, tomam valores numéricos com os quais podemos fazer
cálculos.
Os exemplos acima nos dizem que uma variável pode ser:

a – Qualitativa: quando seus valores são expressos por atributos: sexo (masculino – feminino), cor
da pele (branca, preta, amarela, vermelha);

b – Quantitativa: quando seus valores são expressos em números (salários dos operários, idade dos
alunos de uma escola, número de filhos, etc.). Uma variável quantitativa que pode assumir, teoricamente,
qualquer valor entre dois limites recebe o nome de variável contínua (altura, peso, etc.); uma variável que
só pode assumir valores pertencentes a um conjunto enumerável recebe o nome de variável discreta
(número de filhos, número de vitórias).

Exercícios

1. Classifique as variáveis abaixo:


(a) Tempo para fazer um teste.
(b) Número de alunos aprovados por turma.
(c) Nível sócio-econômico.
(d) QI (Quociente de inteligência).
(e) Sexo
(f) Gastos com alimentação, em R$.
(g) Opinião com relação à pena de morte
(h) Religião
(i) Valor de um imóvel
(j) Conceitos em certa disciplina
(k) Classificação em um concurso.

2. Identifique e classifique as variáveis:


a) Tabela de códigos de declaração de bens e direitos de imóveis: 11 – Apartamento; 12 - Casas; 13 –
Terrenos; 14 – Terra nua; 15 – Salas ou lojas; 16 – Construção; 17 – Benfeitorias; 19 – Outras;
(Declaração de Ajuste Anual, Instruções de Preenchimento, Imposto de Renda, Pessoa Física, 1999)
b) “Em sete deliciosos sabores: tangerina, Laranja, maracujá, lima-limão, carambola, abacaxi e maçã
verde.” (Anúncio de um preparado sólido artificial para refresco)
c) Quantidade de sabores de refresco consumida em determinado estabelecimento no fim de semana;
d) Em 28 de dezembro de 1998, a Folha de S. Paulo publicou a classificação dos prefeitos de nove capitais
brasileiras. As notas, em uma escala de 0 a 10, foram as seguintes: Curitiba 6,7; Recife, 6,5; Porto
Alegre, 6,4; Florianópolis, 6,4; Salvador, 6,3; Fortaleza, 5,5; Belo Horizonte, 5,4; Rio de Janeiro, 5,4
e São Paulo,3,4.

ORGANIZAÇÃO EM TABELAS
EXERCÍCIOS

Exercício 1: De acordo com o IBGE (1988), em 1986 ocorreram, em acidentes de trânsito, 27306 casos de
vítimas fatais, assim distribuídos: 11712 pedestres, 7116 passageiros e 8478 condutores. Faça uma tabela
para apresentar esses dados.

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Professor: Marco Antônio

Exercício 2: De acordo com o Ministério dos transportes, em 1998, o tamanho das malhas de transporte no
Brasil é, assim distribuído: 320480 km de Rodovias (estradas municipais não estão incluídas), 29700 km
de Ferrovias (inclui as linhas de trens urbanos) e 40000 km de Hidrovias (desse total, apenas 8000 km estão
sendo usados de fato). Faça uma tabela para apresentar esses dados.

Exercício 3: De acordo com Ministério da Educação a quantidade e alunos matriculados no ensino de 1º


grau no Brasil nos de 1990 a 1996 em milhares de alunos, são: 19.720 – 20.567 – 21.473 – 21.887 – 20.598
– 22.473 – 23.564. Faça uma tabela para apresentar esses dados.

Exercício 4: Estabelecimentos de ensino da região norte do Brasil em 1982. A região norte subdivide-se
em: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá e possuem um total de 29, 13, 78, 4, 10 e 9
estabelecimentos de ensino, respectivamente, segundo o MEC. . Faça uma tabela para apresentar esses
dados.

Exercício 5: De acordo com o IBGE(1988), a distribuição dos suicídios ocorridos no Brasil em 1986,
segundo a causa atribuída, foi a seguinte: 263 por alcoolismo, 198 por dificuldade financeira, 700 por
doença mental, 189 por outro tipo de doença, 416 por desilusão amorosa e 217 por outras causas. Apresente
essa distribuição em uma tabela.

Exercício 6: Muitos sistemas escolares fornecem o acesso a Internet para seus estudantes hoje em dia.
Desde 1996, o acesso À Internet foi facilitado a 21.733 escolas elementares, 7.286 escolas do nível médio
e 10.682 escolas de nível superior (Statistical Abstract of United States, 1997). Existe nos Estados Unidos
um total de 51.745 escolas elementares, 14.012 escolas do nível médio e 17.229 escolas do nível superior.

Exercício 7: A chance de uma campanha publicitária atingir sucesso a ponto de ser comentada nas ruas e
até incorporada ao vocabulário da população é muito baixa. De acordo com estudos essa probabilidade se
altera de acordo com o meio de comunicação utilizado. Numa amostra de 30.000 campanhas publicitárias
de Rádio (8mil), TV (10mil) e Rádio+TV (12mil), verificou-se que, das 2800 que atingiram tal sucesso,
1200 foram veiculadas no rádio e na TV e 500 apenas no rádio.

DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA

É o tipo de série estatística na qual permanece constante o fato, o local e a época. Os dados são
colocados em classes pré-estabelecidas, registrando frequência.
Divide-se em duas partes:
 Distribuição de Frequência Intervalar (Variável Contínua)
 Distribuição de Frequência Pontual (Variável Discreta)

Distribuição de Frequência Intervalar


É um método de tabulação dos dados em classes, categorias ou intervalos, onde teremos uma
melhor visualização e aproveitamento dos dados.
Exemplo:
Notas do curso de
Ciência da Computação na disciplina de
Programação I de uma dada Faculdade
Notas Nº de Estudantes
5 |-- 6 18
6 |-- 7 15
7 |-- 8 12
8 |-- 9 03
9 |--10 02

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Professor: Marco Antônio

Elementos Principais:
a) Classe – é cada um dos intervalos em que os dados são agrupados.

b) Limites de classes são os valores extremos de cada classe.


li = limite inferior de uma classe;
Li = limite superior de uma classe.

c) Amplitude – é a diferença entre o maior valor e o menor valor de certo conjunto de dados. Pode ser
referida ao total de dados ou a uma das classes em particular.

 Amplitude Total (At) – é calculada pela seguinte expressão:


At = Max. (rol) – Min.(rol).

 Amplitude das classes (h) – é a relação entre a amplitude total e o número de classes, conforme
mostra a expressão a seguir:
Máx (rol )  Mín.(rol )
h , onde n é o número de intervalos de classe.
n

d) Ponto médio de classe (xi) - é calculado pela seguinte expressão:


L  li
xi  i
2
e) Frequência absoluta (fi) - frequência absoluta de uma classe de ordem i é o número de dados que
pertencem a essa classe.
Obs: a soma de todas as frequências absolutas é igual ao total.

f) Frequência relativa (fri) - frequência relativa de uma classe de ordem i é o quociente da frequência
absoluta dessa classe (fi), pelo total, ou seja,
f
fri  i
Total
g) Frequência acumulada (Fi) - frequência acumulada de uma classe de ordem i, é a soma das frequências
até a classe de ordem i.

h) Frequência relativa acumulada (Fri) - frequência relativa acumulada de uma classe de ordem i, é a soma
das frequências relativas até a classe de ordem i.

ORGANIZAÇÃO DE UMA DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA:


Para organizar um conjunto de dados quantitativos em distribuição de frequências, aconselha-se
seguir a seguinte orientação:
1o Organizar o rol – colocar os dados em ordem crescente.
2o Calcular (ou adotar) o número conveniente de classes – o número de classe deve ser escolhido pelo
pesquisador, em geral, convém estabelecer de 5 a 15 classes. Existem algumas fórmulas para estabelecer
quantas classes devem ser construídas. Nós usaremos, n  N , onde N é a quantidade total de
observações.
3o Calcular (ou adotar) a amplitude do intervalo de classes conveniente - a amplitude do intervalo de
classes deve ser o mesmo para todas as classes.
Máx (rol )  Mín.(rol )
h onde n é o número de intervalos de classe.
n
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Professor: Marco Antônio

4o Obter os limites das classes – Usualmente as classes são intervalos abertos à direita. Os limites são
obtidos fazendo-se: limite inferior da 1a classe é igual ao mínimo do rol, isto é,
l1 = Min.(rol)
Encontram-se os limites das classes, adicionando-se sucessivamente a amplitude do intervalo de
classes aos limites da 1a classe.
5o Obter as frequências de cada classe - contar o número de elementos do rol, que pertencem a cada
classe.
6o Apresentar a distribuição – construir uma tabela com título, subtítulo, etc.

Distribuição de Frequência Pontual


É uma série de dados agrupados na qual o número de observações está relacionado com um ponto
real.
Ex.: Notas do Aluno "X" no Curso de Estatística com início em1990
Nota Frequência
6.3 2
8.4 3
5.3 2
9.5 3
6.5 5
Total 15

Exercícios

1) Abaixo são relacionados os salários semanais (em Reais) de 60 operários de uma fábrica de
sapatos.
110 120 125 136 145 150 165 172 180 185
110 120 125 140 145 155 165 172 180 190
115 120 130 140 145 158 168 175 180 190
115 120 130 140 147 158 168 175 180 195
117 120 130 140 150 160 170 175 180 195
117 123 135 142 150 163 170 178 185 198
a) Construa uma distribuição de frequências com 8 classes.
b) Interprete os valores da primeira classe.

2) São relacionados abaixo, as estaturas e os pesos de 25 alunos de Estatística. Construa uma


distribuição de frequências adequada para cada conjunto de dados.

Estaturas Pesos
1.71 1.80 1.75 1.73 1.81 58 60 60 62 63
1.90 1.80 1.71 1.74 1.77 80 77 70 82 62
1.63 1.80 1.78 1.84 1.81 55 76 83 50 78
1.83 1.80 1.75 1.79 1.65 79 70 60 76 83
1.72 1.88 1.80 1.66 1.89 77 60 65 71 63
3) Uma amostra de 20 operários de uma companhia apresentou os seguintes salários recebidos
durante uma certa semana, arredondados para o valor mais próximo e apresentados em ordem crescente:
140, 140, 140, 140, 140, 140, 140, 140, 155, 155, 165, 165, 180, 180, 190, 200, 205, 225, 230, 240. Construa
uma distribuição de frequências adequada.

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GRÁFICOS ESTATÍSTICOS

O gráfico estatístico é uma forma de apresentação dos dados estatísticos, cujo objetivo é o de
produzir, no investigador ou no público em geral, uma impressão mais rápida e viva do fenômeno em
estudo, já que os gráficos falam mais rápido à compreensão que as séries.
A representação gráfica de um fenômeno deve obedecer a certos requisitos fundamentais para ser
realmente útil:

a) Simplicidade – o gráfico deve ser destituído de detalhes de importância secundária, assim como
de traços desnecessários que possam levar o observador a uma análise com erros.

b) Clareza – o gráfico deve possibilitar uma correta interpretação dos valores representativos do
fenômeno em estudo.

c) Veracidade – o gráfico deve expressar a verdade sobre o fenômeno em estudo.

Tipos de Gráficos

Gráfico em linha: é um dos mais importantes gráficos; representa observações feitas ao longo do
tempo. Tais conjuntos de dados constituem as chamadas séries históricas ou temporais.

EVOLUÇÃO DO DESEMPREGO NA
GRANDE PORTO ALEGRE

20
ÍNDICES

15
10
5
0
1992 1994 1996 1998 2000

ANOS

Gráfico em setores: É um gráfico construído no círculo, que é dividido em setores correspondentes


e proporcionais aos termos da série. É mais utilizado para séries específicas ou geográficas com pequeno
número de termos e quando se quer salientar a proporção de cada termo em relação ao todo.
Exemplo:
ESPECIALIDADES MÉDICAS QUE MAIS SOFREM
PROCESSOS POR ERROS CIRÚRGICOS
ANUALMENTE

Ginecologia e Obstetrícia

Cirurgia Plástica

Oftalmologia

Cirurgia Geral

Ortopedia

Pediatria

Outros

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Gráficos em Barras (ou em colunas). É a representação de uma série por meio de retângulos,
dispostos horizontalmente (em barras) ou verticalmente (em colunas).
Quando em barras, os retângulos têm a mesma altura e os comprimentos são proporcionais aos
respectivos dados.

GRUPOS GAÚCHOS MAIS LEMBRADOS

Tchê Guri

Engenheiros do Hawai
GRUPOS

Tchê Barbaridade

Os Serranos

Tchê Garotos

0 2 4 6 8 10 12
ÍNDICE

Quando em colunas, os retângulos têm a mesma base e as alturas são proporcionais aos respectivos
dados.

Histograma. O histograma é um gráfico que reflete a forma da distribuição de frequências da


amostra. Também procura refletir a estrutura (forma) da população de onde foi retirada a amostra. Para
construir um histograma é necessário primeiro repartir os dados por classes e depois calcular as respectivas
frequências. O histograma é um gráfico de frequências construído a partir desta tabela de frequências (por
classes). Os histogramas são particularmente úteis para variáveis contínuas ou variáveis com poucos valores
repetidos

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Escolha o melhor tipo de gráfico para representar os vários tipos de séries e faça o esboço do mesmo.

a) Os dez estados que fizeram maior número


de transplantes de rim em 98.
__________________________________________ d) COMÉRCIO EXTERIOR
ESTADOS Nº DE TRANSPLANTES BRASIL - 1988/1993
_____________________________________ QUANTIDADE (1000 t)
DF 34 ANOS EXPORTAÇÃO IMPORTAÇÃO
BA 38 1988 169666 58085
ES 56
1989 177033 57293
PE 56
CE 87 1990 168095 57184
PR 181 1991 165974 63278
RJ 181 1992 167295 68059
RS 181 1993 182561 77813
MG 231 FONTE: Ministério da Indústria, Comércio e Turismo.
SP 756 .
FONTE: Associação Brasileira de Transplante
de Órgãos.
e) Os visitantes do Parque Nacional de
Yellowstone consideram uma erupção do gêiser
b) O estado das florestas do planeta e o que Old Faithful uma atração que não pode ser
foi devastado pela ocupação humana – em perdida. A tabela de frequências a seguir resume
milhões de km. uma amostra de tempos (em minutos) entre
ÁREA ATUAL erupções.
ÁREA
CONTINENTE DE
DESMATADA
FLORESTAS Quantidade de erupções X Intervalo de tempo
OCEANIA 0.5 0.9 TEMPO FREQUÊNCIA
40,50
ÁSIA 10.8 4.3
ÁFRICA 4.5 2.3 8
EUROPA
AMÉRICA DO SUL
6.8
2.9
9.6
6.8
50,60 44
AMÉRICA DO
3.2 9.4 60,70 23
NORTE E CENTRAL
FONTE: World Resources Institute 70,80 6

80,90 107

90,100 11

c) ÁREA TERRESTRE DO BRASIL 100,110 1


_______________________________ FONTE: Dados hipotéticos
REGIÕES PERCENTUAL
_______________________________ Para Refletir: De acordo com o gráfico, se um
NORTE 45,25
guia turístico deseja que seus turistas presenciem
NORDESTE 18,28
SUDESTE 10,85 uma erupção, quanto tempo deve permanecer no
SUL 6,76 parque para ter mais chances de ver uma erupção?
CENTRO-OESTE 18,86
_______________________________
FONTE: IBGE

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MEDIDAS ESTATÍSTICAS
Estudaremos dois tipos fundamentais de medidas estatísticas: medidas de tendência central e
medidas de dispersão.
As medidas de tendência central mostram o valor representativo em torno do qual os dados tendem
a agrupar-se, com maior ou menor frequência. São utilizadas para sintetizar em um único número o conjunto
de dados observados.
As medidas de dispersão mostram o grau de afastamento dos valores observados em relação àquele
valor representativo.
Medidas de Tendência Central
A média aritmética simples
A média aritmética simples de um conjunto de valores é o valor obtido somando-se todos eles e
dividindo-se o total pelo número de valores. É denotada por x (leia-se “x barra”)

x
 x , onde x são os valores observados.
n

x
 xi . f i , se os dados estiverem organizados em distribuição de frequência.
 fi
Onde xi e fi são os valores do ponto médio e da frequência absoluta da classe i-ésima respectivamente.
Exemplos: Exercícios:
I) Calcule a média aritmética dos valores abaixo: 1) Encontre a média dos seguintes conjuntos de
a. X = {0, 6, 8, 7, 4, 6} observações.
b. Y = {25, 16, 29, 19, 17} a) X = {2, 3, 7, 8, 9}.
c. Z = {105, 123, 98, 140} b) Y = {10, 15, 22, 18, 25, 16}.
c) Z = {1, 3, 6, 8}.
II) Encontre a média para o salário destes d) T = {1, 3, 6, 100}.
funcionários.
Salários semanais para 100 operários não 2) Encontre a média das notas na disciplina de
especializados Programação I.
Salários semanais fi xi xi.fi Notas obtidas na disciplina de
140 |-- 160 7 Programação I
160 |-- 180 20 Notas fi
180 |-- 200 33 5 |-- 6 18
200 |-- 220 25 6 |-- 7 15
220 |-- 240 11 7 |-- 8 12
240 |-- 260 4 8 |-- 9 03
 100 9 |--10 02

FONTE: Dados hipotéticos.

Mediana
A mediana é um valor central de um rol, ou seja, a mediana de um conjunto de valores ordenados
(crescente ou decrescente) é a medida que divide este conjunto em duas partes iguais. Se o rol contém
quantidade par de elementos a mediana é encontrada através da média aritmética dos elementos centrais do
rol.
Exemplo: Calcule a mediana dos conjuntos abaixo:
a- X={29, 33, 42, 38, 31, 34, 45, 51, 95}
b- Y={3, 7, 4, 12, 15, 10, 18, 14}
c- Z={29, 33, 42, 38, 31, 34, 45, 120, 95}
d- W={2,5,10,4,8,15,24,18,20,13}
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Moda

Seja X um conjunto de dados estatísticos. Define-se Moda de X, denotada por Mo como sendo o
elemento mais frequente no conjunto.
Um conjunto de dados pode ter:
 Nenhuma moda (amodal);
 Uma moda (unimodal);
 Duas ou mais modas (multimodal).

Exercícios: Calcule a moda para os conjuntos abaixo:


a) X= {2, 3, 4, 3, 7, 8, 9, 14}.
b) Y= {2, 4, 6, 2, 8, 4, 10}.
c) Z= {32, 56, 76, 4, 8, 97}.

Exercícios Complementares:
1) Dados os conjuntos abaixo, calcule a média aritmética, mediana e moda.
A = {3, 5, 2, 1, 4, 7, 9}.
B = {6, 12, 15, 7, 6, 10}.
C = {10, 5, 11, 8, 15, 4, 16, 5, 20, 6, 13}.
D = {4, 4, 10, 5, 8, 5, 10, 8}.

2) Encontre a média aritmética, a mediana e a moda da situação abaixo.


Idade dos mortos registrados em uma companhia de seguros.
Idade fi
10 |-- 25 22
26 |-- 35 10
36 |-- 45 6
46 |-- 55 2
56 |-- 65 4
66 |-- 75 5
76 |--85 1
FONTE: Revista TIME.

MEDIDAS DE DISPERSÃO

Servem para verificarmos a representatividade das medidas de posição, pois é muito comum
encontrarmos séries que, apesar de terem a mesma média, são compostas de maneira distinta.
Assim, para as séries:

a) 25, 28, 31, 34, 37

b) 17, 23, 30, 39, 46 temos xa  xb  31 .

Nota-se que os valores da série “a” estão mais concentrados em torno da média 31, do que a série
“b”. Precisamos medir a dispersão dos dados em torno da média, para isto utilizaremos as medidas de
dispersão.

Pág. 2
Professor: Marco Antônio

Desvio Padrão e Variância


Coeficiente de Variação
Variância:
É a média aritmética dos quadrados das diferenças entre cada valor e a média aritmética do conjunto

e é denotada por Var ou  . Assim, Var   


2 2  ( xi  x ) 2
. Para dados em distribuição de frequência,
n

Var   
2  ( xi  x )2 fi
 fi
Desvio Padrão:

É a raiz quadrada da variância, ou seja:     2  (x  x )


i
2

ou σ 
 (x  x)
i
2
fi
, se os
n f i

dados estiverem organizados em distribuição de frequência.

Exemplo 1:
Encontre o desvio padrão para os dados das séries a), e b) acima.

Exemplo 2:
Salários semanais para 100 operários não especializados
Salários fi xi (xi- x )2 (xi- x )2fi
semanais
140 |-- 160 7
160 |-- 180 20
180 |-- 200 33
200 |-- 220 25
220 |-- 240 11
240 |-- 260 4
 100
Encontre o desvio padrão para o salário destes funcionários.

Exercício:
Calcule o desvio padrão para os exercícios 1 e 2 da página 24.

Exercícios de Revisão.

1) Uma amostra de 20 operários de uma companhia apresentou os seguintes salários recebidos durante
certa semana, arredondados para o valor mais próximo e apresentados em ordem crescente: 140, 140,
140, 140, 140, 140, 140, 140, 155, 155, 165, 165, 180, 180, 190, 200, 205, 225, 230, 240. Calcular (a)
a média, (b) a mediana, (c) a moda e (d) o desvio padrão para este grupo de salários.

2) O número de carros vendidos por cada um dos vendedores de um negócio de automóveis durante um
mês particular, em ordem crescente: 2, 4, 7, 10, 10, 10, 12, 12, 14, 15. Determinar (a) a média, (b) a
mediana, (c) a moda e (d) o desvio padrão.
Pág. 3
Professor: Marco Antônio

3) Em conjunto com uma auditoria anual, uma firma de contabilidade pública anota o tempo necessário
para realizar a auditoria de 50 balanços contábeis. Calcular (a) a média e (b) o desvio padrão, para o
tempo de auditoria necessário para esta amostra de registro.

Tempo necessário para a auditoria de balanços contábeis.


Tempo de auditoria. Nº de balanços.
(min.) (fi)
10 |-- 20 3
20 |-- 30 5
30 |-- 40 10
40 |-- 50 12
50 |-- 60 20
Total 50

4) Os salários semanais de 50 funcionários de um hospital, em reais, foram os seguintes:

100 122 130 140 152 160 164 176 180 188 192 200 216
104 126 134 146 156 160 170 176 184 190 194 200 218
116 128 138 150 156 162 170 178 186 190 196 200
120 128 140 150 156 162 176 180 186 192 196 210

a) Construa uma distribuição de frequências, com amplitude igual a 20 e limite inferior para a primeira
classe igual a 100.
b) Quantos funcionários têm um salário semanal menor que R$ 160,00?
c) Qual o salário médio semanal destes funcionários?
d) Determine o desvio padrão dos dados supracitados.

Pág. 4