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Manual do Proprietário

*
*Conforme Termo de
Garantia Adicional

www.honda.com.br/posvenda/motos

NXR160 Bros ESD • ESDD


Óleo Honda
Formulado especialmente
para motocicletas Honda.
Alta tecnologia para
o seu motor.
Lubrificante semissintético de última geração

Formulado com aditivos de alta tecnologia

Excelente proteção para todos os motores Disponível na rede de concessionárias Honda.

Verifique o nível de óleo do motor diariamente, antes de pilotar a motocicleta,


Atenção!
Registro de Garantia da Motocicleta
IMPORTANTE: Esta é a primeira moto em seu nome?
MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA. ESTE REGISTRO Sim Não
DEVERÁ SER PREENCHIDO
PELA CONCESSIO­NÁRIA Nome da Concessionária Vendedora
No do Chassi NA FRENTE DO COMPRADOR
MEDIANTE INFORMAÇÕES
FORNECIDAS POR ELE. Código da Assistência Técnica
A Honda pode requisitar
este registro para a
Concessionária.
Data de Venda
Exija-o de sua Concessionária.
/ /
Fatura em Nome de Pessoa Física Sexo F M Idade ou Pessoa Jurídica

Rua / Avenida

Número Complemento CEP


Cidade UF

DDD Telefone Residencial DDD Telefone Comercial Ramal

DDD Telefone Celular E-mail

CPF (Pessoa Física) ou CNPJ (Pessoa Jurídica)

CONCESSIONÁRIA, anexe este registro à Ordem de Serviço e mantenha-os disponíveis para uma possível requisição da Honda.
Revisão Antes da Entrega
Inspeção Verificar e ajustar o funcionamento do sistema de
freio dianteiro e traseiro, embreagem e acelerador.
Drenar e limpar o tanque de combustível (somente Verificar o funcionamento das suspensões dianteira
motocicletas com carburador). e traseira.
Drenar o carburador (se aplicável). Verificar o torque de aperto de todos os parafusos
Adicionar combustível necessário à primeira partida e porcas de fixação do motor, chassi e suspensão.
(verifique Boletim Técnico). Verificar o funcionamento da trava do guidão.
Verificar o nível de óleo do motor e completar Inspecionar e calibrar os pneus.
se necessário. Fazer o teste de rodagem e inspecionar quanto à
Ativar a bateria (se aplicável) e verificar o funciona- dirigibilidade e desempenho.
mento de todas as luzes e equipamentos elétricos Verificar o funcionamento do velocímetro, hodômetro
da motocicleta. e tacômetro (se aplicável).
Verificar o sistema de lubrificação. Efetuar a lavagem da motocicleta e a retirada por
Verificar e completar o nível do líquido de arrefeci- completo da cera protetora dos pneus.
mento (se aplicável).
Inspecionar quanto a vazamento de combustível, Orientação
óleo e fluidos.
Verificar o funcionamento da ventoinha (se aplicável). Verificação antes da partida
Ajustar a rotação de marcha lenta (somente moto- Pilotagem correta da motocicleta
cicletas com carburador). Garantia e revisões
Verificar e completar o nível de fluido do sistema de Manutenção Periódica
freios e/ou embreagem (se aplicável). Noções Básicas de Pilotagem com Segurança
Ao assinar o presente termo, estou ciente de que este produto foi manufaturado pela Moto Honda da Amazônia Ltda.,
sob o escopo de seu Sistema de Gestão da Qualidade certificado conforme a norma ISO 9001/2008, e sujeito aos
procedimentos de garantia e serviços pós-venda esclarecidos no Manual do Proprietário, estando de acordo com seu conteúdo.
(Declaro haver recebido as orientações relacionadas na página anterior e os itens inspecionados na Revisão Antes da Entrega).

Assinatura do cliente Assinatura do técnico responsável


Certificado de Garantia

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA. Código da Concessionária Vendedora

No do Chassi

Data de Emissão da Nota Fiscal de Venda

/ /

No da Nota Fiscal (Honda) No da Nota Fiscal (Concessionária) No da Bateria

Nome do Comprador

Rua / Avenida

Cidade UF

A Moto Honda da Amazônia Ltda. garante a motocicleta nova distribuída por suas concessionárias durante os primeiros
12 (doze) meses (com exceção dos itens descritos no Termo de Garantia), já englobando a garantia legal de
90 (noventa) dias, prevista no artigo 26 inciso II do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei no 8.078
de 11 de setembro de 1990, a contar da data de emissão da nota fiscal de venda emitida pela concessionária, contra
efetivos defeitos de material ou fabricação.

Concessionária vendedora
Termo de Garantia
Concessão da Garantia h) As peças substituídas em garantia são de propriedade da
Os reparos em garantia deverão ser executados em qualquer Honda.
Concessionária de motocicletas Honda no território nacional i) A Honda não se responsabiliza por lucros cessantes ou
e compreendem o reparo e a substituição gratuitos das peças gastos decorrentes do tempo em que a motocicleta ficar
defeituosas, desde que não excluídos pelas observações imobilizada para a execução de qualquer serviço.
constantes abaixo.
a) Para qualquer reclamação ou serviço dentro da garantia, Responsabilidade do Proprietário
é necessário apresentar o Manual do Proprietário/Certi- • Efetuar as inspeções e manutenções recomendadas de
ficado de Garantia. acordo com as especificações descritas neste manual.
b) A Honda atende a motocicleta, em garantia, através de • Notificar imediatamente sua concessionária de motocicletas
suas concessionárias de motocicletas Honda no território Honda após constatação de alguma irregularidade.
nacional, ficando sujeita à verificação para análise do
componente defeituoso por parte do Departamento de • Apresentar o Certificado de Garantia (parte integrante do
Serviços Pós-Venda da Honda. deste manual) ao solicitar reparos.
c) Se for constatada a deficiência de material ou fabricação, o • Despesas de mão de obra para a 1a e 2a revisão serão
serviço será efetuado gratuitamente com exceção de custos gratuitas se realizadas dentro do período programado. Com-
de transporte, peças e materiais não cobertos pela garantia. ponentes de desgaste natural, fluidos e itens de manutenção
d) A Honda tem exclusividade nos pareceres e não autoriza em geral, são de responsabilidade do proprietário.
outra pessoa ou entidade a se responsabilizar ou julgar qual-
quer defeito apresentado durante a vigência da garantia. Responsabilidade da Concessionária
e) A substituição ou reparo, em qualquer circunstância, será • Preencher o Certificado de Garantia e os itens deste manual.
da peça defeituosa e outras estritamente necessárias. Em • Explicar ao proprietário suas responsabilidades e sua impor-
hipótese alguma haverá a substituição de conjuntos e tância quanto às manutenções e inspeções.
subconjuntos, tampouco da motocicleta.
• Certificar-se de que todos os reparos e inspeções foram
f) Quando da solicitação da garantia, deverá ser apre- efetuados conforme as especificações da Honda.
sentada à concessionária a motocicleta e nunca a peça
defeituosa separadamente.
g) A Honda só concederá a garantia se forem executadas as
revisões periódicas estipuladas na Tabela de Manutenção,
mediante a apresentação deste certificado com os quadros
correspondentes às revisões já vencidas devidamente pre-
enchidos e assinados pela concessionária de motocicletas
Honda no território nacional executante do serviço.
1. Itens não cobertos pela garantia d) oxidação/corrosão provenientes da utilização, maresia,
Manutenção: exposição a ambiente corrosivo, lavagem incorreta ou
com produtos agressivos;
As despesas referentes à reposição de itens de manutenção
e) descoloração ou alteração na tonalidade de peças plásticas;
correrão por conta do proprietário. São considerados itens
de manutenção os componentes ou produtos quando f) ocorrências que não afetam a segurança ou o funcio-
aplicados ou substituídos nas revisões periódicas. Abaixo namento normal da motocicleta, segundo a Honda
alguns exemplos: (ex.: sinais de vazamento de óleo, leves tendências dire-
cionais e ruídos mecânicos);
a) calços de ajuste de válvulas, juntas, guarnições, retentores, g) danos de qualquer natureza decorrentes da utilização
anéis de vedação e velas de ignição; inadequada da motocicleta (ex.: excesso de peso, impactos
b) custos dos filtros, lubrificantes, combustíveis e materiais de contra buracos, etc.);
limpeza correm por conta do proprietário; h) danos ocasionados pelo uso de combustíveis ou lubrifi-
Desgaste natural: cantes não especificados ou de baixa qualidade;
i) danos ocasionados por produtos ou procedimentos de
Componentes que sofrem desgaste natural em função do
limpeza e conservação inadequados (origem química ou
uso deverão ser periodicamente substituídos, de acordo
mecânica);
com a Tabela de Manutenção ou conforme avaliação das
Concessionária de motocicletas Honda. Estes componentes j) serviços de ajuste e limpeza, não inclusos nas revisões
estão cobertos pela garantia legal de 90 (noventa) dias para gratuitas, correm por conta do proprietário;
os problemas decorrentes de defeitos de peças, fabricação k) defeitos e/ou danos gerais causados por desuso prolon-
ou montagem. Após este período, todas as despesas são de gado (ex.: bateria descarregada, pneus deformados ou
responsabilidade do proprietário. Abaixo alguns exemplos: com rachaduras, etc.);
l) trincas ou manchas causadas por ação externa de lavagem
a) desgaste natural de peças e conjuntos decorrente da
e/ou manuseio;
utilização da motocicleta, tais como pneus, câmaras de
ar, lâmpadas, corrente de transmissão, pinhão, coroa, m) danos ao motor causados pela aspiração de água durante
componentes do sistema de freio (discos, sapatas, cabos, a pilotagem em terreno alagado;
pastilhas e cubos da roda), amortecedores e cabos em geral; n) danos gerais causados pelo não respeito às instruções de
b) desgaste, superaquecimento ou sobrecarga no sistema utilização, pilotagem e conservação descritas no Manual
de embreagem; do Proprietário;
c) descoloração ou alteração na tonalidade das superfícies o) danos ao sistema elétrico decorrentes do uso de acessórios
(ex.: escapamento, tampas do motor, discos de freio e não originais (alarmes, rastreadores, farol auxiliar,
cubo das rodas); lâmpadas xenon) ou auxílio externo para partida;
p) desgaste por atrito de uso (assento, manoplas, tanque de
combustível, carenagens, etc.)
Outras exclusões da garantia 2. Extinção da Garantia
a) Falha dos sistemas de controle de emissões e de combustível A Honda cancelará a garantia se:
causadas por alterações, acidentes, uso inadequado ou a) ocorrer decurso do prazo legal;
utilização de aditivos não incorporados ao combustível, b) não houver o cumprimento das recomendações descritas
além do uso de combustível com especificação discordante nos manuais e/ou Termo de Garantia;
da estabelecida pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) c) ocorrer adulteração do hodômetro (quilometragem);
para uso automotivo, incluindo-se contaminação ou
d) a motocicleta for utilizada além da capacidade estabelecida
adulteração.
como excesso de passageiros, carga e reboque;
b) Falhas ou danos devido à utilização de lubrificantes, com-
e) ocorrerem sinistros causados por fenômenos naturais e/
bustíveis, fluidos ou gases não espeficicados neste manual.
ou agente externo, tais como incêncios, imersão total ou
c) Pneus: impactos em obstáculos, buracos, guias ou sarjetas parcial, acidentes, roubos, etc;
podem ocasionar cortes e rompimentos dos cordéis
f) reparo ou revisões forem efetuadas fora das concessionárias
internos do pneu ou das paredes laterais, inutilizando-o.
de motocicletas Honda no território nacional;
Os primeiros sintomas dessas avarias são: esvaziamento
imediato, estouro ou surgimento de bolhas nos pneus. g) qualquer uma das revisões não for executada dentro do
Estas avarias não são causadas por defeitos, portanto não prazo estipulado; com tolerância de 900 km a 1.100 km
são cobertas pela garantia. Mesmo quando os pneus, dentro e 1 dia útil para a revisão de 1.000 km e de 3.600 km a
de sua vida útil, forem mantidos com a pressão correta e 4.400 km e 1 dia útil para a revisão de 4.000 km. A partir
alinhados/balanceados corretamente, produzem um ruído desta revisão, a tolerância será de 400 km para mais ou
característico durante a pilotagem, o que é considerado para menos e 1 dia útil;
absolutamente normal. h) for constatada a utilização não prevista da motocicleta,
d) Balanceamento e alinhamento das rodas e pneus desde que como em competições de qualquer natureza;
não necessários como parte de um reparo em garantia. i) forem feitas quaisquer alterações de característica da
e) Recarga de bateria. motocicleta não previstas ou autorizadas pelo fabricante;
f) Danos causados por pedras, granizos, cavacos dentre j) for constatado o uso ou adaptação de peças ou acessórios
outros da mesma natureza. não originais que afetem a qualidade e a segurança da
motocicleta;
g) Danos causados por condições ambientais, fenômenos
de natureza e/ou de produtos não recomendados. k) for constatada avaria no item reclamado;
h) Prejuízos ou despesas decorrentes de: custos com l) o item reclamado tiver sido removido e/ou desmontado
transporte, hospedagem, refeição, hospitais e atrasos fora de uma concessionária de motocicletas Honda no
dentre outras da mesma natureza. território nacional.
i) Substituição de peças quanto ao desgaste e ataque de A Moto Honda reserva-se o direito de alterar os termos desta
agente externo. garantia, bem como os seus produtos, a qualquer tempo.
Revisões com Mão de Obra Gratuita
A finalidade da manutenção periódica é manter a motocicleta sempre em condições ideais de funcio­na­­­mento,
proporcionando uma utilização segura e livre de problemas.
A mão de obra das duas primeiras revisões é gratuita, desde que efetuadas em Concessionárias de motocicletas
Honda no território nacional; os lubrificantes, os mate­riais de limpeza e as peças de manutenção normal ficam
por conta do proprietário. As duas primeiras revisões (1.000 km e 4.000 km) serão efetuadas pela quilometragem
percorrida com tolerância de ±10% (de 900 km até 1.100 km e de 3.600 km até 4.400 km) ou pelo período após
a data de compra da motocicleta: 6 meses ou 12 meses (com tolerância de 1 dia útil quando o prazo do término
coincide com Sábado, Domingo ou feriado), o que ocorrer primeiro.
 As revisões com mão de obra gratuita só terão validade se efetuadas por uma Concessionária de motocicletas
Honda no território nacional dentro do período estipulado pelo fabricante.
 Os itens que compõem essas revisões são os mencionados na tabela de manutenção no manual.
 Exija da Concessionária Honda o carimbo e a assinatura no quadro de controle das revisões periódicas.

0 km 1.000 km ou 6 meses 4.000 km ou 12 meses


(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)
REVISÃO
1ª REVISÃO (MÃO DE OBRA GRATUITA) 2ª REVISÃO (MÃO DE OBRA GRATUITA)
DE ENTREGA
O.S. N ________________________________
o
O.S. No________________________________
Inspeção (km):________________________ Inspeção (km):________________________
O.S.
No________________ Data de Inspeção:_____________________ Data de Inspeção:_____________________
Código Concessionária Executante:________ Código Concessionária Executante:________

DATA:
_____ /_____ /______
Carimbo e Assinatura do Técnico Autorizado da Concessionária Executante Carimbo e Assinatura do Técnico Autorizado da Concessionária Executante
Manutenções Periódicas

8.000 km 12.000 km 16.000 km 20.000 km 24.000 km 28.000 km


ou 18 meses ou 24 meses ou 30 meses ou 36 meses ou 42 meses ou 48 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

32.000 km 36.000 km 40.000 km 44.000 km 48.000 km 52.000 km


ou 54 meses ou 60 meses ou 66 meses ou 72 meses ou 78 meses ou 84 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

56.000 km 60.000 km 64.000 km 68.000 km 72.000 km 76.000 km


ou 90 meses ou 96 meses ou 102 meses ou 108 meses ou 114 meses ou 120 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:
80.000 km 84.000 km 88.000 km 92.000 km 96.000 km 100.000 km
ou 126 meses ou 132 meses ou 138 meses ou 144 meses ou 150 meses ou 156 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

104.000 km 108.000 km 112.000 km 116.000 km 120.000 km 124.000 km


ou 162 meses ou 168 meses ou 174 meses ou 180 meses ou 186 meses ou 192 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

128.000 km 132.000 km 136.000 km 140.000 km 144.000 km 148.000 km


ou 198 meses ou 204 meses ou 210 meses ou 216 meses ou 222 meses ou 228 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:
152.000 km 156.000 km 160.000 km 164.000 km 168.000 km 172.000 km
ou 234 meses ou 240 meses ou 246 meses ou 252 meses ou 258 meses ou 264 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

176.000 km 180.000 km 184.000 km 188.000 km 192.000 km 196.000 km


ou 270 meses ou 276 meses ou 282 meses ou 288 meses ou 294 meses ou 300 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

200.000 km 204.000 km 208.000 km 212.000 km 216.000 km 220.000 km


ou 306 meses ou 312 meses ou 318 meses ou 324 meses ou 330 meses ou 336 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:
MANUAL DO PROPRIETÁRIO
Introdução
Este manual é um guia prático de como cuidar da motocicleta Honda que você acaba de adquirir. Ele contém
informações básicas para que sua Honda possa ser bem cuidada, desde a inspeção diária até a manutenção
periódica, e como pilotá-la corretamente no trânsito.
Sua motocicleta é uma verdadeira máquina de precisão. E como toda máquina de precisão, necessita de
cuidados especiais para garantir um funcionamento tão perfeito como aquele apresentado ao sair da fábrica.
Sua concessionária Honda terá a maior satisfação em ajudá-lo a manter e conservar sua motocicleta. Ela lhe
oferece toda a assistência técnica necessária com pessoal treinado pela fábrica, peças e equipamentos originais.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer a escolha de uma Honda e desejamos que sua motocicleta
possa render o máximo em economia, desempenho, emoção e prazer.

Algumas Palavras sobre a Motocicleta


Parabéns por escolher uma motocicleta Honda. Quando você adquire uma Honda, automaticamente passa a fazer parte de
uma família de clientes satisfeitos, ou seja, de pessoas que apreciam a responsabilidade da Honda em produzir produtos
da mais alta qualidade.
Em decorrência da evolução dos requisitos ambientais brasileiros, todas as motocicletas comercializadas em nosso país
a partir de 2003 atendem ao Programa Nacional de Emissões de Poluentes “PROMOT” – estabelecido pelas Resoluções
CONAMA no 297/02, no 342/03, no 432/11 e no 456/13 – motivo pela qual nossos produtos sofreram ajustes em seus
sistemas de admissão, alimentação de combustível, escapamento, dentre outros.
Para manter sua motocicleta em perfeitas condições de uso, apresentamos a seguir algumas informações importantes que
o ajudarão a entender o seu funcionamento e os cuidados necessários para sua manutenção.

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.


REDE DE CONCESSIONÁRIAS HONDA

A relação completa de endereços e telefones das Concessionárias Honda


pode ser obtida por meio de um dos canais a seguir:

Internet: Telefone (ligação gratuita):

www.honda.com.br 0800-701 34 32
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD III
Limpeza e Conservação Atenção
Sempre reserve um pouco do seu tempo antes e P Nunca utilize equipamentos de alta pressão
depois de utilizar a motocicleta. Para proteger seu para lavar a motocicleta. Recomendamos lavar
investimento, é fundamental que você seja respon- a motocicleta pulverizando água (em formato
sável pela manutenção correta de sua motocicleta. de leque aberto) sob baixa pressão, a uma
A inspeção antes do uso e a manutenção diária, distância mínima de 1,2 m da motocicleta.
como limpeza e conservação, são tão importantes P Materiais ou cuidados inadequados de limpeza
quanto as revisões periódicas executadas pelas con- podem danificar sua motocicleta.
cessionárias Honda.
P Utilize somente água e xampu neutro para lavar
Você mesmo pode efetuar a limpeza e conservação
a motocicleta.
de sua motocicleta. No final deste manual, apresen-
P Nunca utilize solventes químicos e produtos de
tamos os procedimentos de lavagem, conservação,
desativação e ativação de motocicletas que ficam limpeza abrasivos.
imobilizadas por muito tempo. P Não utilize lã de aço para limpar os raios e/ou rodas.

Se você tiver qualquer dúvida, ou se necessitar de P Lave a motocicleta com movimentos circulares
serviços especiais, recomendamos entrar em conta- utilizando um pano macio.
to com uma concessionária Honda que dispõe de P Seque a motocicleta utilizando um pano dife-
técnicos qualificados e treinados pela fábrica, que rente do utilizado para lavá-la.
conhecem perfeitamente sua motocicleta e estão P Siga rigorosamente as recomendações relati-
sempre dispostos a ajudá-lo. vas à limpeza e conservação descritas no final
deste manual.

Consulte a página 92 para mais in­for­mações.


IV NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Conservação e Ativação de Motocicletas Oxidação


Inativas Uma das principais consequências da conservação
inadequada da motocicleta é o processo de oxidação.
P Drene o tanque de combustível e pulverize o seu
interior com óleo anticorrosivo em spray. A motocicleta é diferente de outros veículos uma vez que
tem seu chassi e peças aparentes desprotegidos. Muitos
P Remova a bateria e carregue-a uma vez por mês,
componentes metálicos são expostos devido ao sistema
mantendo-a em lugar protegido. de fixação utilizado. Todo material metálico é passível
de oxidação pelo simples contato com o oxigênio.
Atenção Este processo, também conhecido como ferrugem,
pode ser acelerado devido ao contato constante com
Siga rigorosamente as recomendações relativas
a água e substâncias salinas.
à limpeza e conservação descritas no final do
manual. O processo de oxidação pode ser facilmente contro-
lado, desde que a limpeza e conservação sejam exe-
cutadas corretamente. Recomendamos ainda outros
Consulte a página 98 para mais in­for­mações. cuidados especiais, tais como lavagens constantes,
secagem e aplicação de produtos antioxidantes,
sempre que necessário.
Lembramos que o desgaste natural e a corrosão não
são itens cobertos pela garantia. No final do manual
apresentamos também informações importantes
para ajudá-lo a evitar o processo de oxidação de
sua motocicleta.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD V

Atenção Garantia
P Lave a sua motocicleta imediatamente após A garantia Honda é concedida pelo período de
pilotar em regiões litorâneas, em caso de con- 1 ano sem limite de quilometragem a partir da data
tato com água de chuva, ou após atravessar de compra, dentro das seguintes condições:
riachos ou alagamentos para evitar oxidação. 1. Todas as revisões periódicas devem ser executa-
P Para lavar a motocicleta, use somente água sob das somente em uma concessionária Honda no
baixa pressão e não use lã de aço ou abrasivos território Nacional.
para limpar raios e/ou rodas. 2. Não devem ser instalados acessórios não originais.
3. Não devem ser feitas alterações não previstas ou
Consulte a página 92 para mais in­for­mações. não autorizadas pelo fabricante nas características
da motocicleta.

Atenção
Os itens abaixo não são cobertos pela garantia
Honda:
P peças de desgaste natural, tais como vela de
ignição, pneus, câmaras de ar, lâmpadas,
bateria, corrente de transmissão, pinhão,
coroa, lonas, pastilhas do freio, sistema de
embreagem, juntas, guarnições, retentores,
anéis de vedação e cabos em geral;
P descoloração, manchas e alteração nas super-
fícies pintadas ou cromadas (exemplo: escapa-
mento);
P corrosão do produto.

Veja mais informações no verso do Certificado de


Garantia.
VI NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Revisões com Mão de Obra Gratuita Combustível Adulterado


A mão de obra das revisões de 1.000 km e 4.000 km O uso de combustível de baixa qualidade ou adul-
é gratuita, desde que executadas em concessionárias terado pode:
Honda no território Nacional. Essas revisões serão P diminuir o desempenho da motocicleta;
efetuadas pela quilo­m etragem percorrida com
P aumentar o consumo de combustível e óleo;
tolerância de ±10% (de 900 km até 1.100 km e de
P comprometer a vida útil do motor e causar o seu
3.600 km até 4.400 km) ou pelo período após a data
de compra da motocicleta (6 meses e 12 meses), o travamento em casos extremos.
que ocorrer primeiro. Defeitos decorrentes do uso de combustível inade-
Veja mais informações no Certificado de Garantia. quado não serão cobertos pela garantia.

Nível de Óleo do Motor


Verifique o nível de óleo do motor diariamente, antes
de pilotar a motocicleta, e adicione se necessário.
Consulte a página 55 para mais in­for­mações.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD VII

Ruídos Vibrações
Sua motocicleta é propulsionada por um motor O motor desta motocicleta tem o funcionamento
alternativo e está em conformidade com a legislação alternativo, característico dos motores automotivos
vigente de controle de poluição sonora para veículos de combustão interna (ciclo Otto). Assim, possui
automotores. diversos componentes com movimentos alternados,
Muitas peças móveis são utilizadas no processo de fa- sincronizados com o eixo do motor e, durante o
bricação do motor. O mecanismo possui tolerâncias funcionamento, surgem vibrações e ruídos que são
de fabricação, seguindo rigorosamente as normas absolutamente normais e característicos deste tipo
de engenharia e controle de qualidade de fábrica. de motor.
Dependendo da variação dessas tolerâncias, alguns As vibrações são transmitidas ao longo de toda a
motores poderão apresentar ruídos característicos motocicleta, podendo ser amplificadas, dependendo
diferentes das motocicletas de mesma cilindrada. da geometria de cada componente, a exemplo do
Essa variação geralmente é percebida com a altera- guidão, para-lama traseiro, tanque de combustível,
ção térmica do motor e é considerada absolutamente dentre vários outros.
normal. As vibrações podem surgir também ao pilotar sobre
pistas irregulares ou devido ao efeito aerodinâmico
Atenção (impacto do ar com diversos componentes ou piloto).
Vibrações não são caracterizadas como anomalias
Não remova nenhum elemento de fixação e utilize e sim como uma característica de qualquer veículo au-
somente peças originais Honda para evitar ruídos tomotor e, portanto, não são cobertas pela garantia.
desagradáveis.

(cont.)
VIII NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Ao longo da utilização, as vibrações descritas podem Exaustão dos Gases do Escapamento


ocasionar o afrouxamento de parafusos e compo-
nentes. Por isso, siga rigorosamente o plano de Embora todas as motocicletas produzidas pela Moto
manutenção e utilize somente peças genuínas Honda. Honda da Amazônia estejam em total conformidade
com o Promot e, portanto, o seu nível de emissão de
poluentes seja assegurado pela qualidade do projeto
Atenção e do processo produtivo, os gases produzidos pela
Verifique constantemente as condições de todos combustão no motor apresentam um odor caracterís-
os fixadores quando utilizar a motocicleta em tico que pode, eventualmente, impregnar as roupas
superfícies acidentadas para evitar vibrações e pertences do usuário.
desagradáveis. Uma vez que piloto e passageiro de motocicletas
estão totalmente expostos às condições ambientais,
tal situação, embora por vezes desagradável, não
configura problema de produto e pode ser agravada
por diversos fatores, entre os quais:
P condições climáticas (temperatura, umidade do ar,
vento, etc.);
P posicionamento da saída do escapamento (baixo
ou alto, próximo ao usuário);
P qualidade do combustível utilizado;
P modo de utilização (cidade ou estrada, baixa ou
alta velocidade, etc.).
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Todas as informações, ilustrações e especificações incluídas nesta publicação são baseadas nas informações mais recentes
disponíveis sobre o produto no momento de autorização da impressão.
A Moto Honda da Amazônia Ltda. se reserva o direito de alterar as características da motocicleta a qualquer tempo e sem
aviso prévio, sem que por isso incorra em obrigações de qualquer espécie.
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida sem autorização por escrito.
2 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Notas Importantes
P Esta motocicleta foi projetada para transportar piloto e passageiro. Nunca exceda a capacidade máxima
de carga (pág. 17) e verifique sempre a pressão recomendada para os pneus (pág. 48).
P As ilustrações apresentadas no manual referem-se ao modelo NXR160 Bros ESD e destinam-se a facilitar
a identificação dos componentes. Elas podem diferir um pouco dos componentes de sua motocicleta.
P Esta motocicleta foi projetada para ser pilotada em estradas pavimentadas e off-road.
P Leia atentamente este manual e preste atenção especial às afirmações precedidas das seguintes palavras:

! Cuidado
Indica, além da possibilidade de dano à motocicleta, risco ao piloto e ao passageiro se as instruções não
forem seguidas.

Atenção
Indica a possibilidade de dano à motocicleta se as instruções não forem seguidas.

NOTA
Fornece informações úteis.

Abreviações
ESD: Electric Starter, Disk (Partida Elétrica, Freio a Disco na Roda Dianteira)
ESDD: Electric Starter, Double Disc (Partida Elétrica, Duplo Disco de Freio)
Este manual deve ser considerado parte permanente da motocicleta, devendo permanecer com a mesma
em caso de revenda.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 3

ÍNDICE INSTRUMENTOS, CONTROLES E


23
FUNCIONAMENTO
ASSISTÊNCIA AO CLIENTE 06 Localização dos Controles........................... 23
Instrumentos............................................... 25
PILOTAGEM COM SEGURANÇA 07 Indicadores................................................. 27
Regras de Segurança.................................. 07 Interruptores............................................... 28
Trava da Coluna de Direção...................... 29
Equipamentos de Proteção.......................... 08
Partida do Motor......................................... 30
Modificações............................................... 09
Troca de Marchas........................................ 31
Cuidados com Alagamentos........................ 09
Tanque de Combustível............................... 32
Opcionais................................................... 09
Compartimento de Armazenamento............ 36
Transformação de Categoria para
Transporte de Cargas.................................. 10
Segurança no Off-Road............................... 14
Acessórios e Carga..................................... 16

PRECAUÇÕES DE PILOTAGEM 19
Cuidados para Amaciar o Motor.................. 19
Frenagem................................................... 19
Abastecimento de Combustível.................... 20
Estacionamento........................................... 20
Como Prevenir Furtos................................ 22
(cont.)
4 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

MANUTENÇÃO 38 Freios......................................................... 58
Ajuste do Interruptor da Luz do Freio......... 62
Tabela de Manutenção................................ 38 Cavalete Lateral.......................................... 63
Cuidados na Manutenção........................... 42 Corrente de Transmissão............................. 64
Princípios da Manutenção............................ 42 Deslizador da Corrente............................... 67
Inspeção Antes do Uso.............................. 42
Embreagem................................................ 67
Peças de Reposição................................... 43
Bateria..................................................... 43 Acelerador.................................................. 69
Fusíveis.................................................... 44 Respiro do Motor........................................ 70
Óleo do Motor......................................... 45 Folga das Válvulas...................................... 70
Fluido de Freio......................................... 46 Outros Ajustes............................................. 71
Corrente de Transmissão........................... 47 Ajuste do Facho do Farol........................... 71
Respiro do Motor...................................... 48 Espelho Retrovisor..................................... 72
Pneus....................................................... 48
Filtro de Ar............................................... 50 DIAGNOSE DE DEFEITOS 73
Jogo de Ferramentas................................... 50
O Motor Não Dá Partida............................. 73
Remoção e Instalação de Componentes do
Chassi........................................................ 51 Os Indicadores se Acendem........................ 73
Assento.................................................... 51 Indicação de Falha do Medidor de
Tampas Laterais........................................ 52 Combustível................................................ 74
Bateria..................................................... 53 Pneu Furado............................................... 75
Vela de Ignição........................................... 54 Reparo e Substituição da Câmara de Ar.... 75
Óleo do Motor............................................ 55 Rodas (Remoção e Instalação)..................... 76
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 5
Falha Elétrica.............................................. 81 COMO TRANSPORTAR A MOTOCICLETA 89
Bateria Sem Carga................................... 81
Lâmpada Queimada
(Substituição de lâmpadas)........................ 82 ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL 91
Fusível Queimado..................................... 85
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 92
INFORMAÇÕES GERAIS 87
CONSERVAÇÃO DE MOTOCICLETAS
Chaves....................................................... 87 INATIVAS 98
Chave de Ignição..................................... 87
Instrumentos, Controles e NÍVEL DE RUÍDOS 101
Outros Componentes.................................. 87
Interruptor de Ignição............................... 87
PROGRAMA DE CONTROLE DE
Interruptor do Motor................................. 87 POLUIÇÃO DO AR 102
Hodômetro............................................... 87
Hodômetro Parcial.................................... 87 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 103
Bolsa para Documentos............................ 88
Corte da Ignição....................................... 88 IDENTIFICAÇÃO DA MOTOCICLETA 104
Catalisador................................................. 88
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 106

MANUAL DO CONDUTOR

PILOTAGEM COM SEGURANÇA


6 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

ASSISTÊNCIA AO CLIENTE
A Honda se preocupa não só em oferecer motocicletas econômicas e de excelente qualidade e desempenho,
mas também em mantê-las em perfeitas condições de uso, contando para isso com uma rede de conces-
sionárias Honda. Consulte sempre uma de nossas concessionárias toda vez que tiver dúvidas ou houver
necessidade de efetuar algum reparo.
Caso o atendimento não tenha sido satisfatório, notifique o Gerente de Serviços da concessionária. Anote o
nome do Gerente de Pós-Venda ou Gerente Geral para sua referência.
Se ainda assim o problema não for solucionado, entre em contato com o Departamento de Relacionamento
com o Cliente Honda, que tomará as providências para assegurar sua satisfação.

NOTA
Para facilitar o atendimento, tenha em mãos as seguintes informações:
P nome, endereço e telefone do proprietário;
P número do chassi;
P ano e modelo da motocicleta;
P data de aquisição e quilometragem da motocicleta;
P concessionária na qual efetuou o serviço.

Departamento de Relacionamento com o Cliente


0800-055 22 21
Horário de atendimento
Segunda a sexta-feira das 08h30 às 18h (dias úteis)
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 7

PILOTAGEM COM SEGURANÇA P Sinalize antes de fazer conversões ou mudar de


pista. O tamanho e a maneabilidade da moto-
cicleta podem surpreender outros motoristas.
! Cuidado 5. Não se deixe surpreender por outros motoristas.
Fique atento nos cruzamentos, entradas/saídas
Pilotar uma motocicleta requer certos cuidados de estacionamentos, vias expressas e rodovias.
para garantir sua segurança. Leia atentamente
todas as informações a seguir antes de pilotar. 6. Mantenha ambas as mãos no guidão e os pés
nos pedais de apoio ao pilotar. O passageiro
deve segurar-se com as duas mãos no piloto ou
Regras de Segurança nas alças traseiras e manter os pés nos pedais de
apoio.
1. Faça sempre uma Inspeção Antes do Uso (pág.
42), antes de acionar o motor. Isso pode evitar 7. Nunca deixe sua motocicleta sozinha com o motor
acidentes e danos à motocicleta. ligado.
2. Pilote somente se for habilitado. NUNCA empreste 8. Regule os espelhos retrovisores (pág. 72).
sua motocicleta a pilotos inexperientes. 9. Em caso de acidente, avalie a gravidade dos feri-
3. Na maioria dos acidentes entre automóveis e mentos pessoais e a condição da motocicleta para
motocicletas, o motorista alega não ter visto a certificar-se de que é seguro continuar pilotando.
motocicleta. Para evitar que isso aconteça: Se necessário, chame socorro especializado.
Caso o acidente envolva terceiros, obedeça às leis
P ande sempre com o farol ligado;
pertinentes. Assim que possível, procure uma con-
P use sempre roupas e capacetes de cor clara e
cessionária Honda para inspecionar a motocicleta.
visível;
P não se posicione em locais onde o motorista Pilotagem sob Más Condições de Tempo
possa ter sua visão encoberta. Veja e seja visto.
Pilotar sob más condições de tempo, como chuva ou
4. Obedeça às leis de trânsito. neblina, requer uma técnica diferente de pilotagem
P A velocidade excessiva é um fator comum a devido à redução da visibilidade e aderência dos
muitos acidentes. Respeite os limites de veloci- pneus.
dade e NUNCA pilote além do que as condições
permitem.
8 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Equipamentos de Proteção

! Cuidado
Para reduzir as chances de ferimentos fatais, a
Resolução CONTRAN no 453, de 26/09/2013,
estabelece a obrigatoriedade do uso do capacete
pelo piloto e passageiro. O não cumprimento
desta implicará nas sanções previstas pelo Código
de Trânsito Brasileiro.
1
1. Use somente capacetes com o selo do INMETRO.
Ele garante que o capacete atende aos requisitos 1. Protetores de escapamento
de segurança previstos pela legislação brasileira.
A viseira do capacete deve ser transparente (sem 2. Esta motocicleta atende à Resolução CONTRAN
película) e estar totalmente abaixada durante a no 228, de 02/03/2007, e utiliza um sistema de
pilotagem. Se o capacete for do tipo aberto, use exaustão de parede dupla com protetores de es-
óculos de proteção para motociclistas. Botas, capamento. Use roupas que protejam as pernas
luvas e roupas protetoras são essenciais. O pas- e os braços. Não toque no motor e escapamento
sageiro necessita da mesma proteção. mesmo após desligar o motor.
Escolha um capacete de cor clara e visível com 3. Para evitar possível dano à motocicleta ou per-
adesivos refletivos de segurança na frente, nas tences pessoais devido ao aquecimento, não
laterais e na traseira do casco. Ao utilizar a mo- bloqueie ou restrinja o fluxo de ar ao redor do
tocicleta para transporte remunerado de cargas, silencioso com carga ou roupa.
devem ser utilizados os refletivos obriga­tórios para 4. Não use roupas soltas que possam se enganchar
capacete, colete do piloto e baú, conforme as nas alavancas de controle, pedais de apoio, cor-
Resoluções CONTRAN no 356, de 02/08/2010, rente de transmissão ou nas rodas.
e no 378, de 06/04/2011.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 9

Modificações Opcionais
Dirija-se a sua concessionária Honda para obter
! Cuidado informações sobre os opcionais disponíveis para
A modificação ou remoção de peças originais da sua motocicleta.
motocicleta pode reduzir a segurança e infringir
as leis de trânsito. Obedeça às normas que regu-
lamentam o uso de equipamentos e acessórios.

Cuidados com Alagamentos


Ao trafegar em locais alagados, riachos e enchentes,
evite a entrada de água no motor pelo filtro de ar.
Isso poderá causar o efeito de calço hidráulico, o
qual danificará o motor.
A entrada de água no motor causará a contamina-
ção do óleo lubrificante. Caso ocorra tal situação,
desligue o motor imediatamente e substitua o óleo
em uma concessionária Honda para certificar-se da
eliminação da água do motor e execução de revisão
e manutenção adequada.
10 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Transformação de Categoria para Instalação e dimensões máximas dos dispo-


Transporte de Cargas sitivos de transporte de carga (instalados na
motocicleta)
Para a utilização desta motocicleta com o propó-
sito de transporte remunerado de cargas, devem Para transporte exclusivo de carga:
ser atendidos integralmente os requisitos das A extremidade dianteira do dispositivo não
deve interferir na posição normal de pilotagem.
Comprimento

Resoluções CONTRAN no 356, de 02/08/2010, Local para fixação do


e n o 378, de 06/04/2011 disponíveis no site aparador de linha CARGA

www.denatran.gov.br. Entre os principais requisitos, Altura

destacam-se:
 alterar o registro do veículo para a categoria “alu- Local para fixação
do protetor do motor
guel” junto ao DETRAN;
 instalar placa de identificação na cor vermelha;
 atender às dimensões máximas de altura, largura
e comprimento para os dispositivos de transporte
de carga (bagageiro tipo grelha ou baú); Extremidade traseira da motocicleta

 não exceder a carga máxima recomendada para


o veículo; Para transporte de carga e passageiro:
A extremidade dianteira do dispositivo não
 instalar os dispositivos de transporte de carga so- deve interferir na posição normal do passageiro.
Comprimento

mente nos pontos de fixação recomendados pelo Local para fixação


do aparador de linha
fabricante do veículo; CARGA
Altura
 utilizar os refletivos luminosos especificados na
legislação nos capacetes, coletes e baú.
Local para fixação
do protetor do
motor

Extremidade traseira da motocicleta


NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 11
Dimensões máximas permitidas para os disposi- Capacidade máxima de carga (peso do dispositivo
tivos de transporte de carga para transporte de carga instalado somado ao peso
da carga transportada)
Baú: Largura: 60 cm
 com dispositivo para transporte exclusivo de carga:
Comprimento: Não exceder a extremidade traseira
da motocicleta.
20 kg
(baú ou grelha que se sobrepõe à área de assento
Altura: 70 cm, a partir do assento do passageiro).
Grelha: Largura: 60 cm  com dispositivo para transporte de carga e pas-
Comprimento: Não exceder a extremidade traseira sageiro: 7 kg
da motocicleta. (baú ou grelha que não obstrui o assento e permite
Altura: 40 cm, a partir do assento transporte de carga simultâneo ao transporte de
(carga transportada) passageiro).
NOTA NOTA
No caso do dispositivo tipo aberto (gre­lha), as dimen-  Para assegurar o perfeito atendimento dos requi-
sões da carga a ser transportada não podem exceder a sitos legais, leia com atenção todo o conteúdo
largura e o comprimento da grelha. das Resoluções CONTRAN no 356, de 02/08/2010,
e no 378, de 06/04/2011 disponíveis no site
www.denatran.gov.br.
 A Moto Honda da Amazônia Ltda. não se responsa-
biliza pela instalação de acessórios não originais de
fábrica ou por danos causados à motocicleta pela
utilização destes, mesmo que fixados nos pontos
recomendados.
 A responsabilidade por problemas em acessórios
não originais de fábrica ou na motocicleta, em
decorrência da utilização destes, caberá exclusi-
vamente ao instalador/fornecedor do acessório.
(cont.)
12 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Pontos de fixação dos dispositivos de transporte Instalação do bagageiro no ponto de fixação


de carga do pedal de apoio e pontos de fixação traseiro
do chassi
 4 pontos de fixação traseiros no chassi
 2 pontos de fixação do pedal de apoio direito Ao instalar o dispositivo de transporte de carga em
 2 pontos de fixação do pedal de apoio esquerdo
sua motocicleta, é necessário substituir os parafusos
flange 8 x 18 mm (pedal de apoio) e 6 x 16 mm
Pontos de fixação
(traseiro do chassi) por parafusos de comprimento
traseiros do chassi maior que permita que a rosca penetre por completo
no chassi conforme as ilustrações a seguir.
Assegure-se de que o dispositivo de transporte de
carga esteja firmemente fixado e que o torque de
fixação dos parafusos esteja dentro da faixa espe-
cificada, para sua segurança.
Em qualquer montagem, certifi­que-se de que os
parafusos utilizados nos pontos de fixação penetrem
Pontos de
por completo, para garantir a perfeita fixação entre
fixação dos as partes.
pedais de apoio
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 13
Ponto de fixação do pedal de apoio Pontos de fixação traseiro do chassi

Pedal de
apoio
Dispositivo
de transporte
Disposi-
tivo de de carga
transporte
de carga
Roscas Chassi
Roscas Chassi

Chassi Pedal de apoio

Dispositivo de
transporte de carga

Torque dos parafusos dos pontos traseiros do


Torque dos parafusos do pedal de apoio: chassi:
24 ~ 29 N.m (2,4 ~ 3,0 kgf.m) 9,8 ~ 14 N.m (1,0 ~ 1,4 kgf.m)
14 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Segurança no Off-Road 2. Preparação da motocicleta


Para a prática do off-road, é fundamental que a
Para garantir a segurança no off-road, siga as reco-
motocicleta esteja em perfeitas condições mecâ-
mendações abaixo.
nicas.
1. Equipamentos de proteção Os suportes da alavanca do freio dianteiro, da
Essenciais para sua segurança. Habitue-se a alavanca da embrea­gem e das sinaleiras diantei-
usá-los sempre. ras devem ser afrouxados para girar em caso de
 Capacete – equipamento in­dispensável. queda, evitando a quebra. Afrouxe-os de forma
 Óculos – quanto maior a visibilidade, melhor. que seja necessária apenas uma pequena força
Escolha óculos que não quebrem ou estilhacem. para girarem. Em condições mais severas de uso,
 Camisas de mangas compridas com enchimento
remova os espelhos retrovisores e as sinaleiras.
nos cotovelos e ombros protegem contra possíveis 3. Peças sobressalentes
escoriações nos braços. Indispensáveis para quem pratica o off-road. Leve,
 Luvas – as acolchoadas no dorso são mais
sempre que possível, alavancas de embreagem
indicadas. Devem se ajustar perfeitamente às e freio, além de parafusos e porcas. Quanto a
mãos. outras peças, vale a experiência do piloto, sempre
 Faixa abdominal – protege os órgãos internos
seguindo o bom senso.
contra solavancos.
 Calças de náilon com protetor nos joelhos ou
NOTA
jeans reforçados aumentam a proteção. Escolha Leve todas as ferramentas da motocicleta e um kit
o tamanho certo para perfeita liberdade de mo- de primeiros socorros.
vimento.
 Botas – devem ser de couro reforçado com so-
lado grosso e com sulcos, de preferência com
biqueira de aço. Devem ainda ser flexíveis e
perfeitamente ajustáveis aos pés.
 Bolsa de cintura – importante para carregar
peças sobressalentes e peças removidas da
motocicleta.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 15
4. Pilotagem off-road P se não estiver familiarizado com o terreno, pilote com
NOTA cautela: pedras escondidas, buracos e barrancos
podem provocar acidentes;
As normas de trânsito proíbem o uso de motocicletas
P o silencioso é necessário na maioria das áreas
em vias públicas sem os espelhos retrovisores, sinalei-
ras, farol, lanterna traseira, buzina e placa de licença. off-road. Não modifique o sistema de escapa-
mento da motocicleta. Lembre-se de que ruído
excessivo incomoda as pessoas e cria uma imagem
Antes de enfrentar locais pouco conhecidos, observe negativa do motociclismo.
as seguintes recomendações:
P obedeça sempre às leis e normas relativas à pilo-
tagem off-road;
P obtenha permissão para pilotar em propriedades
privadas. Evite locais proibidos;
P não transporte passageiro e cargas pesadas
durante a pilotagem off-road;
P ande sempre acompanhado para poder receber
ajuda, em caso de avaria;
P para solucionar problemas que possam ocorrer
em locais desertos, é fundamental que você esteja
familiarizado com a motocicleta;
P não pilote a motocicleta além de sua experiência
e habilidade, nem mais rápido do que o local
permite;
16 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Acessórios e Carga Observe as recomendações sobre carga citadas


anteriormente e as seguintes:
! Cuidado 1. Verifique o acessório cuidadosamente e sua pro-
cedência, assegurando-se de que este não afete:
P Para evitar acidentes, sobrecarga e danos, P a visualização do farol, lanterna traseira, sina-
tenha extremo cuidado ao instalar acessórios leiras e placa de licença;
e acomodar qualquer carga na motocicleta, e
P a distância mínima do solo (no caso de protetores);
ao pilotá-la com os mesmos. A colocação de
P o ângulo de inclinação da motocicleta;
acessórios e carga pode reduzir a estabilidade,
desempenho e limite de velocidade de segurança P o curso da direção;
da motocicleta. Lembre-se de que o desempenho P o curso das suspensões traseira e dianteira;
pode ser reduzido ainda mais com a instalação P a visibilidade do piloto;
de acessórios não originais Honda, carga mal P o acionamento dos controles;
distribuída, pneus gastos, mau estado da motoci-
P a estrutura da motocicleta (chassi);
cleta, e más condições das estradas e do tempo.
P o torque de porcas, parafusos e fixadores;
P Estas precauções gerais podem ajudá-lo a
P ou exceda a capacidade de carga.
decidir se e como equipar sua motocicleta, e
como acomodar a carga com segurança. 2. Carenagens grandes ou para-brisas montados
P A estabilidade e dirigibilidade da motocicleta nos garfos, inadequados para a motocicleta ou
podem ser afetadas por cargas e acessórios que instalados incorretamente, podem causar instabi-
estejam mal fixados. Verifique frequentemente lidade. Não instale carenagens que restrinjam o
a fixação da carga e acessórios. fluxo de ar para o motor.
3. Acessórios que alteram a posição de pilotagem,
Acessórios afastando as mãos e os pés dos controles, dificul-
tando o acesso aos mesmos, consequentemente
Os acessórios originais Honda foram projetados aumentam o tempo necessário à reação do mo-
especificamente para esta motocicleta. Lembre-se tociclista em situações de emergência.
de que você é diretamente responsável pela escolha,
instalação e uso correto de acessórios não originais.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 17
4. Não instale equipamentos elétricos que possam 2. Ajuste a pressão dos pneus (pág. 48) de acordo
exceder a capacidade do sistema elétrico da mo- com a carga e condições da pista.
tocicleta. Toda pane no circuito elétrico é perigosa. 3. A estabilidade e dirigibilidade da motocicleta
Além de afetar o sistema de iluminação e sinaliza- podem ser afetadas por cargas mal fixadas.
ção, provoca uma queda no rendimento do motor. Verifique frequentemente a fixação da carga.
5. Esta motocicleta não foi projetada para receber 4. Não prenda objetos grandes ou pesados no
sidecars ou reboques. A instalação de tais acessó- guidão, amortecedores dianteiros ou para-
rios submete os componentes do chassi a esforços lama. Isso poderia resultar em instabilidade da
excessivos, causando danos à motocicleta, além motocicleta ou resposta lenta da direção.
de prejudicar a dirigibilidade. 5. Para evitar possível dano à motocicleta ou perten-
6. Qualquer modificação no sistema de arrefecimento ces pessoais devido ao aquecimento, não bloqueie
provoca superaquecimento e sérios danos ao motor. ou restrinja o fluxo de ar ao redor do silencioso
7. Esta motocicleta não foi projetada para utilizar com carga ou roupa.
sistema de alarme. A utilização de qualquer tipo Capacidade de carga
de alarme poderá afetar o sistema elétrico da Esta motocicleta foi projetada para transportar duas
motocicleta. A Honda cancelará a garantia se pessoas: piloto (1) e passageiro (2). A soma dos
constatar o uso de algum tipo de alarme. pesos deve ser distribuída em 4 pontos (A, B, C e D).
Carga Não exceda a capacidade máxima, pois sua motoci-
O peso e a acomodação da carga são muito im- cleta apresentará melhor estabilidade, dirigibilidade
portantes para sua segurança. Sempre que pilotar e conforto se for utilizada nestas condições.
a motocicleta com um passageiro ou carga, observe
as seguintes precauções: Capacidade máxima de carga: 157 kg
1. Mantenha o peso da bagagem perto do centro (Piloto, passageiro, bagagem e acessórios)
da motocicleta. Distribua o peso uniformemente,
em ambos os lados da motocicleta, para evitar Para capacidade máxima do bagageiro traseiro,
desequilíbrios. À medida que se afasta o peso do consulte Especificações Técnicas, página 106.
centro da motocicleta, a dirigibilidade é afetada.
(cont.)
18 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Distribuição de peso
Atenção
(A) Assento dianteiro, (B) Pedal de apoio dianteiro,
(C) Assento traseiro (centro da roda traseira) e P A Moto Honda da Amazônia Ltda. NÃO RE-
(D) Pedal de apoio traseiro. COMENDA a instalação e/ou utilização de
semirreboque nesta motocicleta. Para o perfeito
(2) + (1) < capacidade máxima entendimento dos requisitos legais para o uso
(menor ou igual)
de semirreboque, leia com atenção as Resolu-
ções CONTRAN nos 197 e 273, disponíveis no
site www.denatran.gov.br.
P A Moto Honda da Amazônia Ltda. NÃO SE RES-
PONSABILIZA pela instalação e/ou utilização de
semirreboque nesta motocicleta, bem como por
danos decorrentes de sua utilização.
P A responsabilidade pela instalação e/ou utiliza-
(figura ilustrativa)
ção dos semirreboques caberá exclusivamente
ao proprietário desta motocicleta.
Atenção P Capacidade máxima de tração - CMT: Zero
P Danos causados pelo excesso de carga NÃO  Para uso comercial: o aperto de porcas, parafu-
SERÃO COBERTOS pela garantia Honda. Se sos e elementos de fixação deve ser executado
estiver em dúvida sobre como calcular o peso com mais frequência do que o indicado na
da carga que pode ser acomodada em sua Tabela de Manutenção.
motocicleta sem causar sobrecarga e danos
estruturais, procure uma concessionária Honda.
P Este modelo não é homologado (ou especificado)
para o transporte de semirreboque. Desta forma,
a utilização do semir­reboque nesta motocicleta é
vedada por Lei, conforme estabelece a Resolução
CONTRAN no 197 de 25/07/2006, complemen-
tada pela Resolução no 273 de 04/04/2008.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 19

PRECAUÇÕES DE PILOTAGEM Frenagem


Observe as orientações a seguir:
Cuidados para Amaciar o Motor P Para máxima eficiência da frenagem, acione os
Os cuidados com o amaciamento, durante os primei- freios dianteiro e traseiro simultaneamente.
ros 500 km de uso, prolongarão consideravelmente P Evite frenagens bruscas e reduções repentinas de
a vida útil e aumentarão o desempenho de sua marchas.
motocicleta. Frenagens bruscas podem dificultar o controle
P Evite acelerações bruscas. da motocicleta.
P Nunca force o motor com aceleração total em Sempre que possível, reduza a velocidade antes
baixa rotação. de entrar numa curva. Caso contrário, há o
P Não pilote a motocicleta por longos períodos em perigo de derrapagem.
velocidade constante. P Tenha cuidado em superfícies molhadas ou de
P Evite operar o motor em rotações muito baixas ou areia e terra.
altas. Os pneus derrapam mais facilmente em tais
P Acione os freios de modo suave para aumentar superfícies e a distância de frenagem é maior.
sua durabilidade e garantir sua eficiência futura. P Evite o acionamento contínuo dos freios.
Evite freadas bruscas. O acionamento contínuo dos freios, tal como
em declives acentuados, pode superaquecê-los
Atenção e reduzir sua eficiência. Utilize o freio-motor,
Se o motor for operado em rotações excessivas, reduzindo as marchas com a utilização inter-
será seriamente danificado. mitente dos freios dianteiro e traseiro.

Essas recomendações se aplicam a toda vida útil do


motor e não somente ao período de amaciamento.

(cont.)
20 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Freio-motor Abastecimento de Combustível


O freio-motor ajuda a reduzir a velocidade da
motocicleta ao soltar o acelerador. Ao enfrentar um ! Cuidado
declive acentuado, utilize o freio-motor, reduzindo
as marchas com a utilização intermitente dos freios. Antes de abastecer, desligue o motor e mantenha
faíscas, chamas e cigarros afastados.
Pilotagem sob Chuva
A superfície da pista fica escorregadia quando mo- Siga as orientações abaixo para proteger o motor
lhada, reduzindo a eficiência da frenagem. e o catalisador:
Tenha bastante cuidado ao frear em dias chuvosos.  Use somente gasolina ou etanol comum de boa

Se os freios ficarem molhados, acione-os enquanto qualidade (sem aditivo).


pilota em velocidade baixa para ajudar a secá-los. P O uso de combustível de baixa qualidade pode
com­prometer o funcionamento e a durabilidade
do motor.
 Não use combustível deteriorado ou contaminado.
 Evite a entrada de poeira e água no tanque de
combustível.

Estacionamento
1. Pare a motocicleta, coloque a transmissão em
ponto morto e desligue o motor.
2. Abaixe o cavalete lateral.
P Incline lentamente a motocicleta para a esquer-
da até apoiá-la no cavalete.
3. Gire o guidão totalmente para a esquerda.
Girar o guidão para a direita diminui a estabili-
dade da motocicleta e pode causar sua queda.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 21
4. Posicione o interruptor de ignição em LOCK e
remova a chave (pág. 29). Atenção
P Estacione a motocicleta em local plano e firme
para evitar quedas. O local deve ser bem ven-
! Cuidado tilado e abrigado.
P Não fume ou acenda fósforos próximos à mo- P Caso estacione em subidas ou superfícies
tocicleta. de areia ou terra, posicione corretamente a
P Ao estacionar a motocicleta, certifique-se de motocicleta para evitar queda ou movimento
que materiais inflamáveis não entrem em con- inesperado.
tato com as peças quentes. P Caso use uma capa protetora, remova-a antes
P Não cubra a motocicleta nem encoste no motor, de acionar o motor.
silencioso, freios ou outras peças enquanto P Ao estacionar a motocicleta, evite deixá-la
estiverem quentes. sob árvores ou locais onde haja precipitação
P O motor só deve ser acionado por pessoas que de frutas, folhas ou detritos de pássaros para
tenham prática e conhecimento do produto. evitar danos à pintura e demais componentes
Evite que crianças permaneçam sobre ou perto da motocicleta.
da motocicleta, quando estiver estacionada ou P Sempre que possível, proteja sua motocicleta
com o motor aquecido. da chuva, especialmente em regiões metro-
P Não aplique produtos inflamáveis no motor. politanas e industriais, para evitar a oxidação
causada pela poluição.
P Evite colocar objetos, como capas de chuva,
mochilas, caixas e capacete, sobre o tanque de
combustível, principalmente sobre o respiro da
tampa, para evitar riscos e danos à pintura.
P O cavalete lateral foi projetado para suportar
apenas o peso da motocicleta. Não é reco-
mendável a permanência de pessoas ou carga
sobre a motocicleta enquanto estiver apoiada
no cavalete.
(cont.)
22 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Como Prevenir Furtos DADOS DO 1º PROPRIETÁRIO


1. Sempre trave a coluna de direção e nunca esque- Nome: _____________________________________________________
ça a chave no interruptor de ignição. Isso pode
parecer simples e óbvio, mas muitas pessoas se Endereço:___________________________________________________
descuidam. –
CEP: Cidade: ___________________
2. Certifique-se de que a documentação da motoci- Estado:___________________________ Tel: ______________________
cleta esteja em ordem e atualizada.
Data da compra: _____/__________/_________
3. Estacione sua motocicleta em locais fechados,
sempre que possível.
4. A Moto Honda da Amazônia Ltda. não autoriza:
a) A utilização de dispositivos antifurto, tais como DADOS DO 2º PROPRIETÁRIO
alarmes, corta-ignição, rastreadores por satélite, Nome: _____________________________________________________
etc.
Endereço:___________________________________________________
 A instalação desses acessórios altera o circuito
elétrico original da motocicleta com o corte, –
CEP: Cidade: ___________________
descascamento e solda na fiação principal Estado:___________________________ Tel: ______________________
ou em outros ramos do circuito elétrico, além Data da compra: _____/__________/_________
de danificar irreparavelmente a unidade
do ECM, pois a mesma é curto-circuitada.
b) A gravação de caracteres nas peças da mo-
tocicleta pode comprometer seriamente sua DADOS DO 3º PROPRIETÁRIO

durabilidade, criando pontos de oxidação, Nome: _____________________________________________________


manchas e descascamento, etc. Esses danos
Endereço:___________________________________________________
não são cobertos pela garantia.
5. Preencha ao lado seu nome, endereço, número de –
CEP: Cidade: ___________________

telefone e data da compra. Mantenha o Manual Estado:___________________________ Tel: ______________________


do Proprietário sempre em sua motocicleta. Muitas Data da compra: _____/__________/_________
vezes, as motocicletas roubadas são identificadas
por meio do manual.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 23

INSTRUMENTOS, CONTROLES E FUNCIONAMENTO


Localização dos Controles
1 Assento
1
Tampa do tanque de
2
combustível
2
Reservatório do fluido de
3
freio dianteiro
3
4 Manopla do acelerador
5 Vela de ignição
4 Tampa/vareta medidora
6
de óleo
7 Pedal do freio traseiro
5
Reservatório do fluido de
8 freio traseiro (NXR160 Bros
6 ESDD)
9 Tampa lateral direita

9
(cont.)
24 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

10 Alavanca da embreagem
11 Tampa lateral esquerda
10
12 Bateria
13 Caixa de fusíveis 11
14 Fusível principal
15 Suporte de capacete 12
16 Corrente de transmissão 13
17 Respiro do motor
18 Cavalete lateral 14
Parafuso de drenagem do
19 15
óleo do motor
20 Pedal de câmbio
16

17

18

19

20
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 25

Instrumentos
3 4

6 5
7
1 2

1 Botão SEL 5 Relógio


Para ajustar o relógio, consulte a página 26.
2 Botão SET
6 Indicador de partida a frio
3 Hodômetro (TOTAL) e Hodômetro parcial (TRIP)
Acende-se quando pode ocorrer dificuldade de
O botão SEL alterna entre hodômetro e hodômetro
partida a frio do motor.
parcial.
 Hodômetro: distância total percorrida. 7 Medidor de combustível – A quantidade de com-
 Hodômetro parcial: distância percorrida desde bustível remanescente no tanque quando aparece
a última vez em que foi zerado (mantenha o somente o indicador “E” é de aproximadamente
botão SEL pressionado para zerá-lo). 2,9 litros.
4 Velocímetro Caso os indicadores do medidor de combustível
NOTA pisquem repetidamente ou se apaguem, consulte
Caso o velocímetro seja substituído, anote a qui- a página 74.
lometragem do hodômetro no quadro presente na
página 41 para controle de manutenção. (cont.)
26 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Inspeção do mostrador 4. Pressione o botão SEL. Os minutos começarão a


Quando o interruptor de ignição é ligado, todos os piscar.
modos e segmentos digitais aparecerão. Se alguma
parte do mostrador não ficar visível, procure uma
concessionária Honda.
Ajuste do Relógio
1. Ligue o interruptor de ignição. 5. Pressione o botão SET até os minutos desejados.
2. Pressione e mantenha pressionados os botões SEL Mantendo-o pressionado os minutos avançam
e SET até que as horas comecem a piscar. rapidamente.

3. Pressione o botão SET até que a hora desejada 6. Pressione o botão SEL ou desligue o interruptor
seja indicada. de ignição para finalizar o ajuste.
Mantendo-o pressionado as horas avançam NOTA
rapidamente.
O mostrador irá parar de piscar automaticamente
e o ajuste será cancelado, se os botões não forem
pressionados em, aproximadamente, 30 segundos.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 27

Indicadores
1 2 1 Indicador da sinaleira esquerda
2 Indicador da sinaleira direita
3 Indicador de farol alto
4 Indicador de ponto morto
Acende-se quando a transmissão está em ponto
morto.
5
5 Indicador de falha do PGM–FI
Acende-se rapidamente quando o interruptor de
ignição é ligado.
Caso se acenda enquanto o motor estiver funcio-
nando, consulte a página 73.
4 3
28 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Interruptores
2 Interruptor do motor
1 Normalmente deve permanecer na posição .
2
Em caso de emergência, mude para a posição
(o motor de partida não funcionará) para desligar
o motor.
3 Interruptor de partida
4 Interruptor das sinaleiras
3 Ao pressioná-lo, as sinaleiras são desligadas.
5
5 Interruptor da buzina
6
6 Comutador do farol
4
• : Farol alto • : Farol baixo

1 Interruptor de ignição
Liga e desliga o sistema elétrico e trava a coluna
de direção.
A chave pode ser retirada quando o interruptor
de ignição estiver posicionado em OFF ou LOCK.

1 1. Posição ON (ligado)
Liga o sistema elétrico.
2 2. Posição OFF (desligado)
Desliga o motor.
3. Posição LOCK (trava)
3 Trava a coluna de direção.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 29
Trava da Coluna de Direção
Trave a coluna de direção quando estacionar para
evitar furtos. Um cadeado em “U” (opcional) ou 1
dispositivo similar também é recomendado.
Para travar
Pressione
1. Gire o guidão totalmente para a esquerda.
2. Pressione e gire a chave de ignição para a posição Gire
LOCK.
Caso seja difícil travar, movimente o guidão.
3. Retire a chave.
Para destravar
Insira a chave de ignição, pressione-a e gire a chave 1. Chave de ignição
para a posição OFF.
NOTA
Conforme indicado na Tabela de Manutenção,
inspecione a trava da coluna de direção quanto
a acionamento suave. Se for necessário lubrificar,
dirija-se a uma concessionária Honda.
30 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Partida do Motor Atenção


Siga sempre os seguintes procedimentos de partida, P Se o motor não funcionar em 5 segundos, des-
estando o motor frio ou quente. ligue a ignição e espere 10 segundos antes de
tentar novamente para que a bateria recupere
sua carga.
P Manter o motor em marcha lenta ou em alta
rotação por um período prolongado pode causar
danos ao motor e ao sistema de escapamento.

1. Certifique-se de que o interruptor do motor esteja


na posição .
2. Ligue o interruptor de ignição.
3. Coloque a transmissão em ponto morto (indicador
aceso).
4. Pressione o interruptor de partida com o acele-
rador fechado. Assim que o motor ligar, solte o
! Cuidado interruptor.
Nunca ligue o motor em áreas fechadas ou sem Caso não seja possível acionar um motor aquecido:
ventilação. Os gases de escapamento contêm Gire o acelerador 1/8 – 1/4 de volta durante a
monóxido de carbono, que é venenoso. partida do motor.
1/8 – 1/4 de volta
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 31
Se o motor não ligar: Troca de Marchas
1. Abra completamente o acelerador e pressione o A transmissão da sua motocicleta possui cinco
interruptor de partida por 5 segundos. marchas.
2. Efetue os procedimentos normais de partida.
3. Se o motor ligar, abra um pouco o acelerador,
caso a marcha lenta esteja instável.
4. Se o motor não ligar, espere 10 segundos e
siga novamente os procedimentos descritos nas
etapas 1 e 2.
Se o motor não ligar, consulte a página 73.

Partida com o motor frio


Por segurança, o sistema desenvolvido pela Honda
exclusivamente para motocicletas não possui um
reservatório de gasolina para auxiliar a partida do
motor em dias frios (temperaturas abaixo de 15ºC).
Portanto, a gasolina deve ser adicionada diretamente
no tanque de combustível. Verifique as instruções de
abastecimento (pág. 33).
32 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Tanque de Combustível Abertura da tampa do tanque


Abra a capa da fechadura, insira a chave de ignição
1 2 e gire-a em sentido horário para abrir a tampa.
Fechamento da tampa do tanque
3 1. Depois de abastecer, pressione a tampa até travá-
-la.
2. Retire a chave e feche a capa da fechadura.
A chave não pode ser retirada se a tampa não
estiver travada.

1. Chave de ignição
2. Capa da fechadura
3. Gargalo do tanque
4. Tampa do tanque

Combustível recomendado:
P Gasolina comum (sem aditivo)
P Etanol comum (sem aditivo)

Capacidade do tanque:
12,0 litros

Abastecimento de combustível, consulte a página


20.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 33
Instruções de abastecimento
! Cuidado Você pode abastecer sua motocicleta somente com
P Ao abastecer, não encha demais o tanque para gasolina, somente com etanol ou até mesmo com
evitar vazamento pelo respiro da tampa. Não a mistura de gasolina e etanol de acordo com sua
deve haver combustível no gargalo do tanque. preferência.
Se o nível de combustível ultrapassar o gargalo
do tanque, retire o excesso imediatamente. NOTA
P Após abastecer, certifique-se de que a tampa Caso sua motocicleta esteja abastecida com gaso-
do tanque esteja bem fechada. lina e você a abasteça com etanol, poderá notar
P Após abastecer e ligar o motor, o sistema pequenas falhas enquanto o sistema se ajusta para
poderá levar até 5 minutos para identificar a melhor condição de funcionamento. Durante esse
a nova proporção aproximada de etanol no período, pilote com atenção e em baixa velocidade.
tanque, podendo ocorrer pequenas oscilações Essa é uma condição normal, não indicando falha.
no funcionamento do motor.
P Durante esse período, pilote com atenção e em
baixa velocidade.

Atenção
O etanol, devido às suas características, pode
ocasionar dificuldades na partida com o motor
frio quando a temperatura ambiente estiver baixa
(inferior a 15°C). Siga atentamente as instruções
de abastecimento.

(cont.)
34 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Partida em dias frios (abaixo de 15°C) Como obter a proporção recomendada


NOTA Caso a temperatura ambiente esteja abaixo de 15°C,
abasteça da seguinte forma:
O etanol, devido às suas características, pode oca-
1 parte de gasolina para cada 4 partes de etanol.
sionar dificuldade para a partida do motor a frio
caso a temperatura ambiente esteja abaixo de 15°C. Exemplo:
 0,5 litro de gasolina com 2 litros de etanol
Na condição acima, recomenda-se adicionar uma pro-  1 litro de gasolina com 4 litros de etanol
porção de gasolina igual ou superior a 20% do total de
combustível presente no tanque para facilitar a partida. Caso não haja risco de que a tem­peratura ambiente
NOTA
seja inferior a 15°C, o uso de gasolina não é neces-
sário para facilitar a partida do motor a frio.
Lembre-se de que em algumas regiões a temperatura
ambiente pode mudar bruscamente de um dia para o
outro, levando a uma situação de dificuldade de partida. ! Cuidado
P Não abasteça em excesso para evitar va-
zamento pelo respiro da tampa. Não deve
haver combustível no gargalo do tanque. Se
o nível de combustível ultra­passar o gargalo
do tanque, retire o excesso imediatamente.
P Após abastecer, verifique se a tam­­­pa do tanque
está bem fechada.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 35
Indicador de partida a frio
O painel de instrumentos de sua motocicleta possui um indicador que mostra se a proporção de gasolina/
etanol presente no tanque é suficiente para garantir a partida do motor frio.

Item Indicador de partida a frio Condição na motocicleta Observação

Apagado – Temperatura do motor acima


de 15ºC
e/ou A partida do motor deve
1
– Proporção de gasolina/etanol ocorrer sem dificuldades.
suficiente para garantir a
partida do motor

Aceso – Temperatura do motor abaixo


de 15ºC Pode haver dificuldades
e para a partida do motor
2 (consulte a página 33
– Proporção de gasolina/etanol para instruções
não é ideal para garantir a de abastecimento).
partida do motor

Falta de combustível
Se o motor morrer por falta de combustível (pane seca), reabasteça com no mínimo 1 litro de gasolina e 1 litro
de etanol (50% / 50%) antes da partida do motor.
NOTA
É normal uma leve “batida de pino” ao operar sob carga elevada.
(cont.)
36 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Atenção Compartimento de Armazenamento


Se ocorrer “batida de pino” ou detonação com o O porta-documentos está localizado na face inter-
motor em velocidade constante e carga normal, na do assento. O jogo de ferramentas encontra-se
use combustível de outra marca. Se o problema no compartimento de ferramentas atrás da tampa
persistir, procure uma concessionária Honda. Caso lateral esquerda.
contrário, o motor poderá sofrer danos que não 1. Porta-documentos
são cobertos pela garantia. 2. Bagageiro traseiro

! Cuidado
P A gasolina e o etanol são inflamáveis e explo-
sivos sob certas condições. Abasteça sempre 1
em locais ventilados e com o motor desligado.
Não permita a presença de cigarros, chamas
ou faís­cas na área de abastecimento.
2
P A gasolina e o etanol podem causar danos se
permanecerem em contato com as superfícies
pintadas. Caso derrame combustível sobre a
superfície externa do tanque ou de outras peças
pintadas, limpe o local atingido imediatamente.
P Tome cuidado para não derramar combustível.
O combustível derramado ou seu vapor po-
dem se incendiar. Em caso de derramamento,
certifique-se de que a área atingida esteja seca Nunca exceda a capacidade máxima de 7,0 kg para
antes de ligar o motor. o bagageiro traseiro.
P Evite o contato prolongado ou repetido com a
pele, ou a inalação dos vapores de combustível. Remoção do assento, consulte a página 51.
P Mantenha o combustível afastado de crianças.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 37
Suporte de Capacete
2 O suporte de capacete está localizado sob a tampa
lateral esquerda.
1
1. Suporte de capacete
1 2. Pino
2
3. Chave de ignição

3 Destravar
Insira a chave de ignição no suporte e gire-a no
1. Compartimento de ferramentas sentido anti-horário.
2. Jogo de ferramentas Travar
3. Chave de ignição 1. Coloque o capacete no pino do suporte e pres-
sione o pino para travar.
Insira a chave de ignição e gire-a no sentido 2. Remova a chave de ignição.
anti-horário para destravar o compartimento de
ferramentas. ! Cuidado
P Não pilote a motocicleta com o capacete no
suporte. O capacete pode entrar em contato
com a roda traseira e travá-la, resultando em
perda de controle da motocicleta.
P Use o suporte de capacete somente durante o
estacionamento.
38 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

MANUTENÇÃO
Tabela de Manutenção
P Procure uma concessionária Honda sempre que necessitar de manutenção. Lembre-se de que são elas
quem mais conhecem sua motocicleta, estando totalmente preparadas para oferecer todos os serviços de
manutenção e reparos.
P A Tabela de Manutenção especifica com que frequência os serviços devem ser efetuados e quais itens
necessitam de atenção. É fundamental seguir os intervalos especificados para garantir o desempenho
adequado do controle de emissões, além de maior segurança e confiabilidade.
P Os intervalos de manutenção são baseados em condições normais de uso. Motocicletas usadas em condições
rigorosas ou incomuns necessitam de serviços mais frequentes. Procure uma concessionária Honda para
determinar os intervalos adequados a suas condições particulares de uso.
Operações Intervalo (nota 1) Pág.
Item
km 1.000 4.000 8.000 12.000 16.000 20.000 24.000 a cada ref.
Linha de combustível Verificar 4.000 —
Filtro de combustível Trocar 12.000 —
Acelerador Verificar 4.000 69
Filtro de ar úmido (tipo viscoso) Trocar (nota 2) 16.000 50
Respiro do motor Limpar (nota 3) 4.000 48
Vela de ignição Verificar 8.000 54
Trocar 8.000 —
Folga das válvulas Verificar 4.000 70
Óleo do motor Verificar (notas 4 e 6) sempre que pilotar 55
Trocar (notas 2, 4, 5 e 6) 4.000 57
Tela do filtro de óleo Limpar 12.000 —
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 39

Operações Intervalo (nota 1) Pág.


Item
km 1.000 4.000 8.000 12.000 16.000 20.000 24.000 a cada ref.
Filtro centrífugo de óleo Limpar 12.000 —
Marcha lenta Verificar 4.000 —
Sistema de escapamento Verificar 4.000 —
Corrente de transmissão Verificar, ajustar e lubri­
a cada 1.000 km 64
ficar (notas 2, 3 e 6)
Deslizador da corrente de Verificar
4.000 67
transmissão
Fluido de freio Verificar o nível 4.000 58
Trocar (nota 7) a cada 2 anos 46
Pastilhas/sapatas de freio Verificar o desgaste
(nota 2) 4.000 59/62
(NXR160 Bros ESD)
Pastilhas de freio Verificar o desgaste
(nota 2) 4.000 59
(NXR160 Bros ESDD)
Sistema de freio Verificar 4.000 58
Interruptor da luz de freio Verificar 4.000 62
Farol Ajustar o facho 4.000 71
Embreagem Verificar 4.000 67
Cavalete lateral Verificar 4.000 63
Suspensão Verificar 4.000 —
Porcas, parafusos e fixações Verificar (nota 6) 8.000 —
Rodas Verificar 4.000 76
Verificar o alinhamen-
to, rolamentos, cubos, 8.000 76
raios e nipples
40 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Operações Intervalo (nota 1) Pág.


Item
km 1.000 4.000 8.000 12.000 16.000 20.000 24.000 a cada ref.
Pneus Verificar e calibrar a cada 1.000 km ou semanalmente 48
Coluna de direção Verificar a folga e 4.000 —
ajustar se necessário
Lubrificar 12.000 —
Suspensão dianteira Trocar fluido (Nota 8) 16.000 —
Suspensão traseira Lubrificar buchas,
rolamentos e eixo 16.000 —
(Nota 8)
Freios Lubrificar articulação
8.000 —
da alavanca e pedal
Came do painel de freio Lubrificar
Sempre que as sapatas de freio forem substituídas —
traseiro (NXR160 Bros ESD)
Conjunto de travas Verificar e lubrificar se
8.000 —
necessário
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 41
NOTA
1. Para leituras maiores do hodômetro, repita os intervalos especificados nesta tabela.
2. Efetue o serviço com mais frequência sob condições severas de uso, de muita poeira, lama ou umidade.
3. Efetue o serviço com mais frequência sob condições de chuva, aceleração máxima ou acelerações rápidas frequentes.
4. Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilotar, e adicione se necessário.
5. Troque uma vez por ano ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.
6. Efetue o serviço com mais frequência em pilotagens Off-Road.
7. A substituição requer habilidade mecânica.
8. Dirija-se a uma concessionária Honda para efetuar este serviço.
Por razões de segurança, recomendamos que todos os serviços apresentados nesta tabela sejam executados somente nas
concessionárias Honda.

Controle de substituição do velocímetro


Código da No da km Indicada
Data da Substituição Concessionária Ordem de no Velocímetro Carimbo da Concessionária
Executante Serviço Substituído

1a Substituição

/ /

2a Substituição

/ /
42 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Cuidados na Manutenção Princípios da Manutenção


Inspeção Antes do Uso
! Cuidado Para garantir sua segurança, inspecione sempre a
P Em caso de queda ou colisão, verifique as motocicleta antes de pilotar e certifique-se de corrigir
alavancas de freio e de embreagem, os ca- qualquer falha encontrada. É obrigatório fazer a
bos, acessórios e outras peças vitais quanto a inspeção antes do uso, pois uma falha de funciona-
danos. Não pilote a motocicleta se os danos mento ou até mesmo um pneu furado, pode ser um
não permitirem uma pilotagem segura. Procure grande contratempo.
uma concessionária Honda para inspecionar Antes de pilotar a motocicleta, verifique:
os componentes principais, incluindo chassi,
P Motor – verifique o nível de óleo e adicione, se
suspensão e peças da direção, quanto a desa-
linhamento e danos difíceis de detectar. necessário. Verifique se há vazamentos (pág. 55).
P Desligue o motor e apoie a motocicleta no P Corrente de transmissão – verifique as condições e
cavalete lateral sobre uma superfície plana e a folga. Ajuste e lubrifique, se necessário (pág. 64).
firme, antes de efetuar qualquer reparo. Espere P Freios – verifique o funcionamento.
o motor, silencioso, freio e outras peças esfria- NXR160 Bros ESD: Verifique o nível do fluido do
rem para evitar queimaduras. freio dianteiro e o desgaste das pastilhas dianteiras.
P Acione o motor somente quando solicitado, em Verifique o desgaste das sapatas traseiras e ajuste
locais bem ventilados. a folga do freio traseiro, se necessário (pág. 58).
P Use somente peças novas genuínas Honda. Pe-
ças de qualidade inferior podem comprometer NXR160 Bros ESDD: Verifique o nível do fluido
a segurança e reduzir a eficiência dos sistemas dos freios dianteiro e traseiro e o desgaste das
de controle de emissões. pastilhas (pág. 58).
P Durante a pilotagem em regiões litorâneas, onde P Acelerador – verifique o funcionamento em todas

o contato com a salinidade e umidade é mais in- as posições do guidão (pág. 69).
tenso, tanto a conservação quanto a manutenção P Embreagem – verifique o funcionamento e ajuste
devem receber atenção especial. Após o uso da a folga da alavanca, se necessário (pág. 67).
motocicleta nessas regiões, remova imediatamen- P Rodas e pneus – verifique as condições e a pressão
te os elementos agressivos para evitar oxidação. de ar. Calibre, se necessário (pág. 48).
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 43
Peças de Reposição Atenção
Utilize sempre peças genuínas Honda ou equivalentes P A bateria de sua motocicleta é carregada
para garantir sua segurança. quando o sistema de carga está em funciona-
mento, durante a utilização da motocicleta em
condições normais de uso. Portanto, para uma
! Cuidado maior vida útil da bateria, recomendamos usar a
P A instalação de peças não originais Honda motocicleta, pelo menos, uma vez por semana.
pode tornar sua motocicleta insegura e causar
acidentes com ferimentos graves ou fatais.
P Utilize sempre peças genuínas Honda ou
! Cuidado
equivalentes que foram projetadas e aprovadas P A bateria contém ácido sulfúrico (eletrólito). O con-
para a sua motocicleta. tato com a pele ou os olhos é altamente prejudicial
e pode causar sérias queimaduras. Use roupas
protetoras e proteção facial durante o manuseio.
Bateria P Em caso de contato com a pele, lave com bas-
A bateria desta motocicleta é selada e isenta de tante água.
manutenção. Não é necessário verificar o nível do P Em caso de contato com os olhos, lave com
eletrólito ou adicionar água destilada. Limpe os água durante, pelo menos, 15 minutos e pro-
terminais da bateria se estiverem sujos ou corroídos. cure assistência médica imediatamente.
P Em caso de ingestão, beba bastante água ou

Atenção leite. Em seguida, tome leite de magnésia, ovos


batidos ou óleo vegetal. Procure assistência
P A remoção das tampas da bateria pode danificá- médica imediatamente.
las, causando vazamentos ou danos à bateria. P Embora seja selada, a bateria produz gases
P Se a motocicleta for permanecer inativa por explosivos. Mantenha-a longe de faíscas, cha-
longo período, remova a bateria e carregue-a mas e cigarros. Mantenha o local de carga da
totalmente. Guarde-a em local fresco e seco. bateria ventilado. Proteja os olhos sempre que
P Se a bateria permanecer na motocicleta, desco-
manusear baterias.
P Mantenha a bateria fora do alcance de crianças.
necte o cabo negativo do terminal da bateria.
(cont.)
44 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Limpeza dos terminais da bateria Fusíveis


1. Remova a bateria (pág. 53). Os fusíveis protegem os circuitos elétricos da sua
2. Se os terminais começarem a sofrer corrosão e motocicleta. Se algum componente elétrico parar de
estiverem cobertos por uma substância branca, funcionar, verifique e substitua os fusíveis queimados
lave-os com água morna. (pág. 85).
3. Se os terminais esti­­ve­ Em geral, a queima frequente dos fusíveis indica
rem muito corroídos, curto-circuito ou sobre­carga no sistema elétrico.
limpe-os com uma es- Dirija-se a uma concessionária Honda para executar
cova de aço ou lixa. Use os reparos necessários.
óculos de proteção. Inspeção e substituição de fusíveis
4. Depois de limpar, reins-
tale a bateria. Atenção
A vida útil da bateria é limitada. Consulte uma Para evitar um curto-circuito, desligue o interruptor
concessionária Honda para saber quando trocar de ignição antes de verificar ou trocar os fusíveis.
a bateria. Substitua-a sempre por uma bateria do
mesmo tipo e isenta de manutenção. Se um fusível estiver queimado, substitua-o por outro
com a mesma amperagem.
Atenção Para amperagem dos fusíveis, consulte Especifica-
A instalação de acessórios elétricos não originais ções Técnicas, página 110.
Honda pode sobrecarregar o sistema elétrico da
motocicleta, descarregando a bateria e, possivel- Fusível queimado
mente, danificando o sistema.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 45
NOTA Óleo do Motor
Sempre mantenha fusíveis de reserva na motocicleta O consumo de óleo do motor varia e a qualidade do
para caso de emergência. óleo piora de acordo com as condições de pilotagem
e tempo decorrido.
Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilo-
! Cuidado tar, e adicione o óleo recomendado, se necessário.
Óleo sujo ou deteriorado deve ser trocado o mais
Não use fusíveis com amperagem diferente da rápido possível.
especificada nem os substitua por outros mate-
riais condutores. Isso poderá causar sérios danos Para verificação do nível de óleo, consulte a página 55.
ao sistema elétrico, provocando falta de luz, per-
da de potência do motor e, inclusive, incêndios.
Óleo recomendado para motor:
SAE 10W-30 SJ ou superior (ver nota)

NOTA
A Honda recomenda a utilização do lubrificante:
ÓLEO GENUÍNO HONDA
SAE 10W-30 SJ
JASO MA

O uso de aditivos é desnecessário e apenas aumen-


tará os custos operacionais.

(cont.)
46 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Atenção Fluido de Freio


Não adicione ou substitua o fluido de freio, exceto
P O óleo é o elemento que mais afeta o desem- em uma emergência. Use somente fluido de freio
penho e a vida útil do motor.
novo de uma embalagem lacrada. Caso necessite
P Óleos não detergentes, vegetais ou lubrificantes
adicionar fluido, dirija-se a uma concessionária
específicos para competição não são recomen-
Honda o mais rápido possível.
dados.
P A Honda não se responsabiliza por danos
causados pelo uso de óleos com especifica­ções ! Cuidado
diferentes das recomendadas. P O fluido de freio provoca irritação. Evite o con-
P Se for difícil encontrar o óleo recomendado, tato com a pele e os olhos. Em caso de contato,
entre em contato com uma concessionária lave a área atingida com bastante água. Se
Honda, que sempre estará preparada para atingir os olhos, procure assistência médica.
servi-lo. A correta lubrificação do motor depen- P Mantenha-o afastado de crianças.
de da qualidade do óleo utilizado.

Atenção
P Use somente o fluido de freio Mobil Super Moto
Brake Fluid DOT4 de uma embalagem lacrada.
P Não misture tipos diferentes de fluidos de freio,
pois eles não são compatíveis. (Exemplo: DOT
4 com DOT 3).
P Se derramar fluido de freio sobre superfícies
pintadas ou de plástico, limpe o local atingido
imediatamente.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 47
Corrente de Transmissão Limpeza e lubrificação da corrente
A corrente de transmissão deve ser verificada e Após verificar a folga, limpe a corrente, coroa e
lubrificada regularmente. Verifique a corrente com pinhão enquanto gira a roda traseira. Use um pano
mais frequência se pilotar em pistas irregulares, em seco e solvente não inflamável. Utilize uma escova de
alta velocidade ou com aceleração rápida constante. cerdas macias, caso a corrente esteja suja.
Caso a corrente não se mova suavemente, emita Após limpar, seque a corrente e lubrifique-a com
ruídos estranhos ou apresente roletes danificados ou o lubrificante recomendado. Caso este não esteja
pinos frouxos, procure uma concessionária Honda disponível, use óleo para transmissão SAE 80 ou 90.
para inspecioná-la.
Se a corrente, a coroa e o pinhão estiverem excessiva- Lubrificante recomendado:
mente gastos ou danificados, deverão ser substituídos
por uma concessionária Honda. Lubrificante para correntes

Dentes normais Dentes gastos Dentes


(substituir) danificados
(substituir)

Atenção
Substitua sempre a corrente, coroa e pinhão Nunca utilize gasolina ou solventes com baixo ponto
em conjunto. Caso contrário, a peça nova se de inflamação para limpar a corrente a fim de evitar
desgastará rapidamente. risco de incêndio ou explosão.
NOTA
Evite aplicar lubrificante nos freios e pneus. Não
aplique lubrificante em excesso na corrente para que
não espirre em suas roupas ou na motocicleta com
o movimento da corrente.
48 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Respiro do Motor Pneus


Drene os depósitos do respiro do motor com mais Inspecione visualmente os pneus e verifique a pressão
frequência sob condições de chuva ou aceleração com um medidor a cada 1.000 km ou semanalmente.
máxima, bem como após a lavagem ou queda da
NOTA
motocicleta. Drene-os também caso fiquem visíveis
na seção transparente do tubo. A inspeção e o ajuste da pressão devem ser feitos
Se o tubo de drenagem transbordar, o filtro de ar sempre com os pneus frios, antes de pilotar.
pode ficar contaminado com óleo de motor, resultan-
do em desempenho inadequado do motor. Para pressão recomendada, consulte Especifica-
ções Técnicas, página 108.

Verificação de danos
Verifique se há cortes, pregos
ou outros objetos encravados
nos pneus. Verifique também se
os aros apresentam entalhes ou
deformações.

Verificação de desgaste
Verifique os pneus quanto a
sinais de desgaste anormal na
superfície de contato.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 49
Verificação de profundidade da banda de rodagem Substituição
Verifique os indicadores de desgaste da banda de A substituição de pneus deve ser efetuada por uma
rodagem. Se estiverem visíveis, substitua os pneus concessionária Honda.
imediatamente. Para uma pilotagem segura, subs-
titua os pneus quando atingirem a profundidade Para pneus recomendados, consulte Especificações
Técnicas, página 108.
mínima da banda de rodagem.

! Cuidado
P O uso de pneus diferentes dos recomendados
pode prejudicar a dirigibilidade e comprometer
a segurança da motocicleta. Na troca, instale
somente pneus para uso misto (on/off-road) de
mesma medida e tipo dos originais.
1 P Substitua a câmara de ar sempre que substituir
um pneu. A câmara usada pode estar dilatada
e estourar se instalada num pneu novo.
1. Marca de localização do indicador de desgaste P Substitua o pneu, se a parede lateral estiver
perfurada ou danificada. Do contrário, poderá
Para profundidade mínima da banda de rodagem, ocorrer perda de controle da motocicleta.
consulte Especificações Técnicas, página 108. P Não ultrapasse a velocidade de 80 km/h nas
primeiras 24 horas após reparar os pneus. Não
! Cuidado ultrapasse a velocidade máxima permitida nas
vias públicas.
P Pilotar com pneus excessivamente gastos ou
com pressão incorreta pode causar acidentes
com ferimentos graves ou fatais.
P Siga todas as instruções deste Manual do Pro-
prietário acerca de pneus e manutenção.
50 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Filtro de Ar Jogo de Ferramentas


Esta motocicleta está equipada com filtro de ar úmido O jogo de ferramentas encontra-se no compartimen-
(tipo viscoso). to de ferramentas (pág. 36).
Nunca limpe ou aplique jato de ar, pois isso dani- Com as ferramentas que compõem o jogo, é
ficará o filtro de ar e causará a entrada de poeira. possível efetuar pequenos reparos, ajustes simples e
A única manutenção necessária é a sua substituição substituição de algumas peças. Os serviços que não
de acordo com a tabela de manutenção (pág. 38). puderem ser feitos com essas ferramentas deverão
O filtro de ar deve ser substituído em uma concessio- ser executados em uma concessionária Honda.
nária Honda nos intervalos especificados na tabela
de manutenção. Ferramentas contidas no estojo:
P Chave de vela
P Chave de boca, 10 x 12 mm
P Chave de boca, 14 x 17 mm
P Chave Phillips n 2
o

P Chave Allen, 5 mm
P Chave sextavada, 24 mm
P Extensão
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 51

Remoção e Instalação de Componentes O assento deve ser removido para ter acesso ao Ma-
nual do Proprietário e para serviços de manutenção
do Chassi na lanterna traseira/luz do freio.
Assento
Remoção
2 1. Remova ambas as tampas laterais (pág. 52).
1
2. Remova os parafusos.
3. Puxe o assento para trás e para cima.
1
6 Instalação
1. Alinhe os rebaixos dianteiros nos ganchos dian-
teiros e o rebaixo traseiro no gancho traseiro.
2. Deslize o assento na posição.
5 3. Instale e aperte firmemente os parafusos.
4. Instale as peças na ordem inversa da remoção.

Atenção
Certifique-se de travar firmemente o assento.

4 3
1. Parafusos
2. Rebaixo traseiro
3. Gancho traseiro
4. Ganchos dianteiros
5. Assento
6. Rebaixos dianteiros
52 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Tampas Laterais A tampa lateral esquerda deve ser removida para


serviços de manutenção na bateria e fusíveis.
As tampas laterais direita e esquerda devem ser
1 2
removidas para remoção do assento. Elas podem
ser removidas da mesma maneira.
Remoção

Atenção
Comece sempre a remoção pela parte traseira
da tampa.

1. Remova o parafuso.
2. Remova as linguetas das borrachas.
4
3. Remova a tampa lateral.
1 3
Instalação
1. Linguetas
2. Borrachas Atenção
3. Tampa lateral Encaixe primeiro a parte dianteira da tampa.
4. Parafuso
A instalação é efetuada na ordem inversa da re-
moção.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 53
Bateria Remoção

Atenção
2
Para evitar um curto-circuito, desligue o interrup-
tor de ignição antes de remover a bateria.

1. Remova a tampa lateral esquerda (pág. 52).


1 2. Desconecte o terminal negativo (–) da bateria.
3. Desconecte o terminal positivo (+) da bateria.
5 3 4. Remova o parafuso e retire o suporte da bateria.
5. Retire a bateria de seu compartimento com cuida-
do para não derrubar as porcas dos terminais.
4 Instalação
1. Terminal negativo Reinstale na ordem inversa da remoção. Conecte
2. Terminal positivo sempre o terminal positivo (+) primeiro. Verifique se
3. Bateria os parafusos e porcas estão apertados firmemente.
4. Suporte da bateria Ajuste o relógio após reconectar a bateria.
5. Parafuso
Para manuseio correto da bateria, consulte a
página 43.
Bateria sem carga, consulte a página 81.
54 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Vela de Ignição P Se forem excessivos, substitua a vela de ignição.


P Limpe a vela carbonizada com um limpador de
Inspeção
velas ou uma escova de aço.
Para vela de ignição recomendada, consulte Espe- 5. Meça a folga dos eletrodos com um calibre tipo
cificações, página 107. arame.
P Se necessário, ajuste dobrando cuidadosamente
Atenção o eletrodo lateral.
Use somente a vela recomendada no grau térmico
Folga do eletrodo: 0,80 – 0,90 mm
correto para evitar danos ao motor.
1. Eletrodo lateral
1. Solte o supressor de ruído da vela de ignição. 1 2. Folga do eletrodo
2. Limpe ao redor da base da vela.
3. Remova a vela de ignição usando a chave de vela
fornecida no jogo de ferramentas.
2
4. Inspecione os eletrodos e a porcelana central
quanto a depósitos, erosão ou carbonização.
1. Supressor de ruído
da vela de ignição
1 6. Certifique-se de que as arruelas de vedação
estejam em bom estado.
7. Com as arruelas instaladas, rosqueie a vela com
a mão até que encostem no cabeçote.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 55
8. Aperte a vela de ignição: Óleo do Motor
P Se a vela usada estiver em bom estado, aperte-a
1/8 de volta após assentá-la.
Verificação do Nível
P Se for nova, aperte-a em duas etapas:
a) Primeiro, aperte-a 1/2 volta após assentá-la. Atenção
b) Em seguida, solte a vela. Durante a utilização da motocicleta, é natural que
c) Aperte-a novamente 1/8 de volta após haja consumo de óleo do motor, portanto, é muito
assentá-la. importante a verificação constante do nível de
óleo e seu imediato abastecimento, se necessário.
Atenção
1. Tampa/vareta
Uma vela de ignição apertada incorretamente 1 medidora de
pode danificar o motor. Se a vela ficar solta, o óleo
pistão pode ser danificado. Se a vela ficar muito 2. Marca superior
apertada, as roscas podem ser danificadas. 3. Marca inferior

9. Reinstale o supressor de ruído. Tome cuidado para 2


não prender o cabo.

! Cuidado
Devido ao aquecimento do motor, o escapamento
também estará aquecido. Cuidado ao verificar
o óleo.
(cont.)
56 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

1. Se o motor estiver frio, acione-o e deixe-o em Adição


marcha lenta de 3 a 5 minutos. Se o nível de óleo estiver abaixo ou perto da marca
2. Desligue o motor e espere de 2 a 3 minutos. inferior, adicione o óleo do motor recomendado.
3. Apoie a motocicleta na vertical, num local plano 1. Remova a tampa/vareta medidora de óleo.
e firme. Adicione o óleo recomendado até atingir a marca
4. Remova a tampa/vareta medidora de óleo e superior.
limpe-a com um pano seco. Para verificar o nível de óleo, apoie a motocicle-
5. Insira a tampa/vareta medidora, mas não a ta na vertical, num local plano e firme.
rosqueie. Verifique se o nível de óleo está entre Não abasteça excessivamente.
as marcas de nível superior e inferior, gravadas Tenha cuidado para que materiais estranhos
na vareta. não entrem no gargalo de abastecimento.
6. Instale firmemente a tampa/vareta medidora de Em caso de derramamento de óleo, seque-o
óleo. imediatamente.
2. Reinstale firmemente a tampa/vareta medidora.

Atenção
A adição excessiva ou insuficiente de óleo pode
danificar o motor. Não misture tipos diferentes de
óleo, pois isso poderá prejudicar a lubrificação e
o funcionamento da embreagem.

Para óleo recomendado, consulte a página 45.


NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 57
Troca do Óleo NOTA
A troca do óleo do motor requer ferramentas espe- Descarte o óleo usado respeitando o meio ambiente.
ciais. Recomendamos que esse serviço seja feito por Coloque o óleo num recipiente vedado e leve-o ao
uma concessionária Honda. posto de reciclagem mais próximo. Não jogue o óleo
1. Apoie a motocicleta na vertical, num local plano usado em ralos ou no solo.
e firme.
2. Se o motor estiver frio, acione-o e deixe-o em 6. Instale uma nova arruela de vedação no parafuso
marcha lenta de 3 a 5 minutos. de drenagem. Aperte o parafuso de drenagem.
3. Desligue o motor e espere de 2 a 3 minutos. Torque: 30 N.m (3,1 kgf.m)
4. Coloque um recipiente sob o parafuso de drena-
gem para coletar o óleo. 7. Abasteça o motor com o óleo recomendado (pág.
45) e instale a tampa/vareta medidora.
1. Parafuso de
drenagem
Capacidade de óleo:
2. Arruela de
vedação Troca do óleo: 1,0 litro

8. Verifique o nível do óleo (pág. 55).


9. Certifique-se de que não haja vazamento de óleo.
2 1
! Cuidado
5. Para drenar o óleo, remova a tampa/vareta O óleo usado pode causar câncer se permanecer
medidora de óleo, o parafuso de drenagem e a em contato com a pele por períodos prolonga-
arruela de vedação. dos. Apesar desse perigo só existir se o óleo for
manusea­do diariamente, lave bem as mãos com
! Cuidado sabão e água imedia­tamente após o manuseio.
O motor e o óleo estarão quentes. Tome cuidado
para não se queimar.
58 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Freios Se o nível estiver abaixo da marca inferior num dos


reservatórios ou se a folga da alavanca ou pedal estiver
Verificação do Nível de Fluido excessiva, verifique o desgaste das pastilhas de freio.
1. Mantenha a motocicleta na vertical, num local Caso as pastilhas estejam em bom estado, verifique o
plano e firme. sistema de freio quanto a vazamentos. Leve sua mo-
2. Freio dianteiro: Certifique-se de que o reservató- tocicleta a uma concessionária Honda para inspeção.
rio de fluido de freio esteja na horizontal e o nível
de fluido esteja acima da marca inferior. Atenção
Freio traseiro (somente NXR160 Bros ESDD): Dirija-se a uma concessionária Honda para
Certifique-se de que o reservatório de fluido de efetuar a inspeção e lubrificação da alavanca e
freio esteja na horizontal e o nível de fluido esteja do pedal do freio, conforme indicado na Tabela
entre as marcas inferior e superior. de Manutenção.

Freio dianteiro Freio traseiro (NXR160 Bros ESDD)

1 2
1

2 3

1. Reservatório de fluido do freio dianteiro 1. Reservatório de fluido do freio traseiro


2. Marca inferior 2. Marca superior
3. Marca inferior
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 59
Verificação das Pastilhas do Freio 1. Freio dianteiro – Verifique as pastilhas a partir
Verifique os indicadores de desgaste nas pastilhas do cáliper do freio.
de freio. 2. Freio traseiro – Verifique as pastilhas a partir do
Freio dianteiro lado direito da traseira da motocicleta.
Ambas as pastilhas devem ser substituídas se uma Se a substituição for necessária, dirija-se a uma
pastilha estiver gasta até a base do indicador de concessionária Honda para efetuar o serviço.
desgaste. Substitua sempre ambas as pastilhas em conjunto.
Freio traseiro (NXR160 Bros ESDD)
Ambas as pastilhas devem ser substituídas se uma
pastilha estiver gasta até o indicador de desgaste.

Dianteiro Traseiro (NXR160 Bros ESDD)

1
2 2

1
3
2 2
3
1. Pastilhas de freio
2. Indicadores de desgaste
3. Disco de freio
(cont.)
60 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Ajuste da Altura do Pedal do Freio Traseiro Inspeção da Folga do Pedal do Freio Traseiro
(NXR160 Bros ESD) (NXR160 Bros ESD)
NOTA 1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local
plano e firme.
O parafuso limitador é fornecido para permitir o
ajuste da altura do pedal. 2. Meça a distância que o pedal do freio percorre
antes do início da frenagem.
1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local Folga na extremidade do pedal:
plano e firme. 15 – 25 mm
2. Solte a contraporca e gire o parafuso limitador.
3. Aperte a contraporca e verifique a folga.

3
1 1
2
1. Folga

1. Pedal do freio Certifique-se de que a vareta do freio, mola, braço


2. Contraporca do freio e fixações estejam em boas condições.
3. Parafuso limitador
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 61
Ajuste da Folga do Pedal do Freio Traseiro 1. Porca de ajuste
(NXR160 Bros ESD) 1 2. Articulação do
braço do freio
NOTA B A. Aumenta a folga
P Certifique-se de que o entalhe da porca de ajuste B. Diminui a folga
esteja assentado sobre a articulação do braço do
freio ao ajustar a folga. A 2
P Se a folga correta não for obtida, procure uma
concessionária Honda.

1 2 1. Folga
1
2. Articulação do
2 braço do freio
3. Porca de ajuste

Empurre

1. Porca de ajuste
2. Articulação do braço do freio
P Após o ajuste, verifique a folga do pedal do freio.
1. Ajuste girando a porca de ajuste do freio traseiro
meia volta por vez.
2. Acione o pedal do freio várias vezes e verifique se Atenção
a roda gira livremente ao soltá-lo. Não gire a porca de ajuste além do seu limite.
3. Empurre o braço do freio para confirmar se há
folga entre a porca de ajuste do freio traseiro e a
articulação. (cont.)
62 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Inspeção do Desgaste das Sapatas do Freio Ajuste do Interruptor da Luz do Freio


Traseiro (NXR160 Bros ESD) Verifique o funcionamento do interruptor da luz
O freio traseiro está equipado com um indicador do freio. Gire a porca de ajuste no sentido A para
de desgaste. adiantar o ponto em que a luz do freio se acende, e
1. Marca de
no sentido B para retardá-lo.
1 referência
2. Seta Atenção
3. Braço do freio Para ajustar o interruptor, gire apenas a porca
4. Flange do freio de ajuste e não o corpo do interruptor.
2
1. Interruptor da luz do
1 freio
2. Porca de ajuste

4 3

Quando o freio é aplicado, a seta no braço do freio


move-se em direção à marca de referência no flange B A
do freio. Se a seta ficar alinhada com a marca de refe-
2
rência, com o freio totalmente acionado, procure uma
concessionária Honda para substituir as sapatas de freio.

Atenção
P Dirija-se a uma concessionária Honda para
efetuar a lubrificação do came do freio traseiro,
conforme indicado na Tabela de Manutenção.
P Efetue todos os serviços de manutenção dos
freios numa concessionária Honda. Use so-
mente peças genuínas Honda.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 63

Cavalete Lateral Inspeção do Apoio de Borracha


1. Verifique se o cavalete lateral se move livremen- Verifique se o apoio de borracha está deteriorado
te. Se estiver prendendo ou com ruído, limpe a ou gasto. Substitua-o se o desgaste atingir qualquer
articulação e lubrifique o parafuso de articulação ponto da linha de referência.
com graxa. Procure uma concessionária Honda para efetuar a
2. Verifique a mola do cavalete lateral quanto a substituição.
danos ou perda de tensão.
Bom Substituir
1. Mola do
cavalete lateral
1

2
1. Linha de referência
2. Apoio de borracha
64 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Corrente de Transmissão
Inspeção da Folga
Verifique a folga da corrente em diversos pontos. Se a
folga não permanecer constante em todos os pontos
da corrente, alguns elos podem estar engripados
ou presos. Procure uma concessionária Honda para
verificação da corrente.
1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local
plano e firme.
2. Coloque a transmissão em ponto morto e desligue
o motor.
4. Movimente a motocicleta para frente e verifique
3. Verifique a folga na parte central inferior da cor-
se a corrente se move suavemente.
rente entre a coroa e o pinhão.
5. Verifique a coroa e o pinhão (pág. 47).
Folga da corrente: 20 – 30 mm 6. Limpe e lubrifique a corrente de transmissão
(pág. 47).
Não pilote a motocicleta se a folga exceder
60 mm.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 65
Ajuste 1. Marcas de
referêsncia
O ajuste da corrente de transmissão requer ferra- 1
2. Extremidade
mentas especiais. Procure uma concessionária Honda traseira dos
para esse serviço. ressaltos de
1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local ajuste
plano e firme. 3. Contraporca
2
2. Coloque a transmissão em ponto morto e desligue 4. Porca de ajuste
o motor.
3. Solte a porca do eixo traseiro. 4 3
4. Solte as contraporcas de ambos os lados do braço
oscilante. 5. Gire ambas as porcas de ajuste um número igual
1. Marcas de de voltas até obter a folga especificada. Gire-as
referência no sentido horário para diminuir a folga. Gire as
5 1 2. Extremidade porcas no sentido anti-horário para aumentar a
traseira dos folga da corrente. Ajuste a folga num ponto inter-
ressaltos de mediário entre o pinhão e a coroa de transmissão.
ajuste Verifique a folga da corrente (pág. 64).
3. Porca de ajuste 6. Verifique o alinhamento do eixo traseiro,
2
4 4. Contraporca certificando-se de que as marcas de referência
5. Porca do eixo nos ajustadores da corrente se alinhem com a
traseiro extremidade traseira dos ressaltos de ajuste. As
3 marcas devem estar ajustadas uniformemente.
Se o eixo estiver desalinhado, gire as porcas de
ajuste direita e esquerda até obter o alinhamento
correto. Verifique novamente a folga da corrente.
7. Aperte a porca do eixo traseiro.
Torque: 93 N.m (9,5 kgf.m)
(cont.)
66 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

8. Aperte um pouco as porcas de ajuste. Fixe-as com Inspeção do Desgaste


uma chave de boca e aperte as contraporcas. Se a folga da corrente for excessiva quando o eixo
9. Verifique novamente a folga da corrente. traseiro é movimentado para o limite máximo de
10. NXR160 Bros ESD: A folga do pedal do freio ajuste, isso indica que a corrente está gasta e deve
traseiro é afetada quando se reposiciona a roda ser substituída.
traseira para ajustar a folga da corrente de trans-
missão. Verifique a folga do pedal e ajuste-a, se Corrente de reposição:
necessário (pág. 60 e 61). DID 428HX

! Cuidado Se necessário, leve a motocicleta a uma concessio-


nária Honda para fazer a substituição.
P Caso não use um torquímetro na instalação,
dirija-se a uma concessionária Honda, assim
que possível, para verificar a montagem.
P A montagem incorreta pode reduzir a eficiência
do freio.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 67
Inspeção do Deslizador da Corrente Embreagem
Verifique as condições do deslizador da corrente.
Verificação da Folga da Alavanca
Se o deslizador atingir a linha indicadora de desgas-
te, substitua-o. Para efetuar a substituição, dirija-se Verifique a folga da alavanca da embreagem.
a uma concessionária Honda.
Folga da alavanca da embreagem:
1. Deslizador da
1 corrente de 10 – 20 mm
transmissão
2. Linha indicadora 1. Alavanca da
de desgaste embreagem
2 1 2. Folga

Verifique se há dobras ou marcas de desgaste no


cabo da embreagem. Se necessário, procure uma
concessionária Honda para fazer a substituição.
Lubrifique o cabo da embreagem com óleo de
boa qualidade para impedir corrosão e desgaste
prematuros.

(cont.)
68 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Ajuste da Folga Ajuste inferior


Ajuste superior Caso o ajustador superior do cabo seja desrosquea-
Primeiro ajuste a folga com o ajustador superior do do até seu limite sem que a folga da alavanca fique
cabo da embreagem. correta, ajuste a folga do cabo da embreagem com
a porca de ajuste inferior.
1. Levante o protetor de borracha.
1. Solte a contraporca superior e gire totalmente
2. Solte a contraporca superior. o ajustador superior do cabo para dentro (para
3. Gire o ajustador superior até que a folga seja obter a folga máxima). Aperte a contraporca
de 10 a 20 mm. superior.
4. Aperte a contraporca superior e verifique a folga 2. Solte a contraporca inferior.
novamente. 3. Gire a porca de ajuste inferior até que a folga
5. Recoloque o protetor de borracha. da alavanca da embreagem seja de 10 a 20 mm.
4. Aperte a contraporca inferior e verifique novamen-
te a folga.
1
+
2
+
– 1
3

2

1. Protetor de borracha
2. Ajustador superior
3. Contraporca superior
1. Contraporca inferior
2. Porca de ajuste inferior
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 69
5. Ligue o motor, acione a alavanca da embreagem e Acelerador
engate a 1a marcha. Certifique-se de que o motor
não morra e a motocicleta não se movimente Verificação
para frente. Solte a alavanca da embreagem e Com o motor desligado, verifique se a manopla
acelere gradativamente. A motocicleta deve sair do acelerador funciona suavemente, da posição
com suavidade e aceleração progressiva. totalmente aberta até a posição totalmente fechada,
em todas as posições do guidão e se a folga da
NOTA manopla está correta. Se o acelerador não funcionar
Se não obtiver o ajuste adequado ou se a embreagem suavemente, feche-o; ou se o cabo estiver danifica-
não funcionar corretamente, dirija-se a uma con- do, procure uma concessionária Honda para fazer
cessionária Honda para inspecionar a embreagem. a inspeção.

Folga no flange da manopla: 2 – 6 mm

1. Folga
1 2. Flange

2
70 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Respiro do Motor Folga das Válvulas


Limpeza A folga das válvulas deve ser verificada e ajustada
1. Remova o tubo de respiro do motor. de acordo com os intervalos especificados na Tabela
de Manutenção (pág. 38).
2. Drene os depósitos num recipiente adequado.
Procure uma concessionária Honda para inspecionar
3. Instale o tubo de respiro do motor.
e ajustar a folga das válvulas.
1. Tubo de respiro
do motor NOTA
É necessário o uso de uma ferramenta de medição
para este procedimento.

Atenção
Válvulas com folga excessiva provocam ruídos
no motor. Já a ausência de folga pode danificar
1 as válvulas ou provocar perda de potência.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 71

Outros Ajustes 1. Coloque a motocicleta na posição vertical (sem


apoiá-la no cavalete), com o centro da roda dian-
Ajuste do Facho do Farol teira a 10 m de uma parede plana, de preferência
O farol é de grande importância para sua segurança. não reflexiva.
Se estiver desregulado, a visibilidade será reduzida 2. Calibre os pneus na pressão especificada.
e os motoristas que trafegam em sentido contrário
terão sua visão ofuscada. NOTA
Com uma inclinação acentuada para baixo, o farol, O peso do passageiro e da carga podem afe-
apesar de iluminar intensamente, reduz o campo de tar consideravelmente a regulagem do farol.
visibilidade, trazendo-o para muito perto da motoci- Ajuste-o novamente considerando o peso do passa-
cleta. Com uma inclinação nula, o espaço próximo geiro e da carga.
à motocicleta será deixado às escuras e, também
a grandes distâncias, a iluminação será deficiente.
Y = máximo 1,2 m
Se pilotar à noite, logo perceberá se é ou não ne- X > Y/5

cessário regular o farol. Mas não deixe de regulá-lo X

antes de sair. Y
menos de 20 cm

10 m
10 m (figura ilustrativa)

NOTA
O facho do farol deve alcançar 100 m, no máximo.

(figura ilustrativa)
menos de 10 cm (figura ilustrativa)
NOTA
Regule o farol na luz baixa. 100 m
(cont.)
72 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Ajuste vertical Espelho Retrovisor


O facho do farol pode ser ajustado verticalmente O espelho retrovisor permite o ajuste do ângulo
para obter o alinhamento correto. de visão. Coloque a motocicleta em local plano e
Gire o parafuso com a chave Phillips, fornecida sente-se nela. Para ajustar, vire o espelho até obter
no jogo de ferramentas, para dentro ou para fora, o melhor ângulo de visão de acordo com sua altura,
conforme necessário. peso e posição de pilotagem.
Obedeça às leis e regulamentações locais de trânsito.

lo Parale
Parale lo

Correto
B
Atenção
A. Levanta o facho
B. Abaixa o facho Nunca force o espelho retrovisor contra a haste
de suporte durante a regulagem. Se necessário,
solte a porca de fixação e movimente a haste
para o lado oposto, para facilitar a regulagem.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 73

DIAGNOSE DE DEFEITOS Os Indicadores se Acendem


Indicador de Falha do PGM-FI
O Motor Não Dá Partida
Se o indicador se acender durante a pilotagem, po-
O Motor de Partida Funciona mas o Motor derá haver sérios problemas com o sistema PGM-FI.
Não Dá Partida Reduza a velocidade e procure uma concessionária
Honda, o mais rápido possível, para verificação.
Verifique os seguintes itens:
 Se a sequência de partida está correta (pág. 30).
 Se há combustível suficiente no tanque de combus-
tível.
 Se o indicador de falha do PGM-FI está aceso.
Se o indicador estiver aceso, procure uma
concessionária Honda o mais rápido possível.
O Motor de Partida Não Funciona
Verifique os seguintes itens:
 interruptor do motor na posição (pág. 28);
 fusíveis queimados (pág. 85);
 conexão solta na bateria ou terminais oxidados
(pág. 44);
 condições da bateria (pág. 81).

Se o problema persistir, procure uma concessionária


Honda para inspeção.
74 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Indicação de Falha do Medidor de


Combustível
Se o sistema de combustível apresentar um erro,
os indicadores do medidor de combustível serão
indicados conforme mostrado abaixo.
Se isso ocorrer, procure uma concessionária Honda
o mais rápido possível.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 75

Pneu Furado Reparo e Substituição da Câmara de Ar


Reparos em pneus furados ou remoção de rodas re- Se uma câmara de ar estiver perfurada ou danifica-
querem ferramentas especiais e habilidades técnicas. da, substitua-a o mais rápido possível. Uma câmara
Recomendamos que esse serviço seja realizado por reparada pode não apresentar a mesma eficiência
uma concessionária Honda. de uma nova, bem como pode estourar durante a
Após um reparo de emergência, procure uma con- pilotagem.
cessionária Honda para que seja feita a inspeção/ Caso seja necessário efetuar reparos temporários na
substituição do pneu. câmara, pilote com cuidado em velocidade reduzida
e substitua a câmara reparada antes da próxima
pilotagem.
! Cuidado Sempre que substituir uma câmara de ar, o pneu deve
P Pilotar a motocicleta com um reparo temporário ser inspecionado cuidadosamente, conforme descrito.
é muito perigoso. Se o pneu ou câmara não for
reparado corretamente, você poderá sofrer um
acidente com ferimentos graves ou fatais.
P Caso precise pilotar com um reparo temporá-
rio, pilote cuidadosamente e não ultrapasse os
50 km/h, até que o pneu ou câmara de ar seja
substituído.
P Procure uma concessionária Honda, o mais
rápido possível, para fazer a substituição.
76 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Rodas 4. Remova o eixo dianteiro, a roda e as buchas late-


rais.
Siga os seguintes procedimentos caso precise remo-
ver a roda para reparar um pneu furado. Evite o contato de graxa, óleo ou sujeira nas
superfícies do disco ou das pastilhas.
Roda Dianteira Não acione a alavanca do freio, após remover
a roda.
Remoção
1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local 1. Eixo dianteiro
plano e firme.
2. Levante a roda dianteira do chão usando um
cavalete para manutenção ou elevador.
3. Remova a porca do eixo dianteiro.

1. Porca do eixo
dianteiro

1
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 77
Instalação Roda Traseira
1. Instale as buchas laterais na roda dianteira. (NXR160 Bros ESD)
2. Posicione a roda entre os garfos e insira o eixo Remoção
dianteiro pelo lado direito, através do garfo direito
e cubo da roda. 1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local
plano e firme.
Tome cuidado para que o cáliper do freio não
2. Levante a roda traseira do chão usando um cava-
risque a roda durante a instalação.
lete para manutenção ou elevador.
3. Remova a porca de ajuste do freio traseiro.
Atenção 4. Desacople a vareta do freio do braço do freio.
Ao instalar a roda, encaixe cuidadosamente o 5. Solte as contraporcas e as porcas de ajuste de
disco de freio entre as pastilhas para não riscá-las. ambos os lados do braço oscilante.

3. Aperte a porca do eixo dianteiro. 7 1


Torque: 44 N.m (4,5 kgf.m)
4. Após instalar a roda, acione a alavanca do freio
várias vezes e verifique se a roda gira livremente
após soltá-la. Se o freio travar ou a roda prender, 2
verifique novamente a montagem. 6

! Cuidado 5 3
Caso não use um torquímetro na instalação da 4
roda, dirija-se a uma concessionária Honda,
assim que possível, para verificar a montagem 1. Vareta do freio 5. Contraporca da corrente
da roda. A montagem incorreta pode reduzir a 2. Porca do eixo traseiro de transmissão
eficiência do freio. 3. Arruela do eixo traseiro 6. Braço do freio
4. Porca de ajuste da 7. Porca de ajuste do
corrente de transmissão freio traseiro (cont.)
78 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

6. Remova a porca do eixo traseiro. Instalação


7. Remova a corrente de transmissão da coroa, 1. Para instalar a roda traseira, siga a ordem inversa
empurrando a roda traseira para frente. da remoção.
8. Remova o eixo traseiro, a arruela do eixo traseiro, 2. Certifique-se de que a lingueta do braço oscilante
a bucha lateral e a roda traseira do braço osci- esteja encaixada na fenda do flange do freio.
lante.
1 2 3
1
2

4
4 5
3
1. Flange do freio
1. Porca de ajuste da corrente de transmissão 2. Fenda
2. Corrente de transmissão 3. Lingueta
3. Contraporca da corrente de transmissão 4. Braço oscilante
4. Eixo traseiro 5. Porca do eixo traseiro
3. Insira o eixo traseiro pelo lado esquerdo, através
do braço oscilante esquerdo, cubo da roda, flange
do freio e braço oscilante direito.
4. Acople a vareta do freio no braço do freio.
5. Ajuste a folga da corrente de transmissão (pág.
65).
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 79
6. Aperte a porca do eixo traseiro. (NXR160 Bros ESDD)
Torque: 93 N.m (9,5 kgf.m) Remoção
7. Após instalar a roda, acione o pedal do freio 1. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local
várias vezes e verifique se a roda gira livremente plano e firme.
após soltá-lo. Se o freio travar ou a roda prender,
2. Levante a roda traseira do chão usando um cava-
verifique novamente a montagem.
lete para manutenção ou elevador.
3. Solte as contraporcas e as porcas de ajuste da
! Cuidado corrente de ambos os lados do braço oscilante.
Caso não use um torquímetro na instalação da
roda, dirija-se a uma concessionária Honda, 2
assim que possível, para verificar a montagem 1
da roda. A montagem incorreta pode reduzir a
eficiência do freio.

3
4
1. Porca de ajuste da corrente de transmissão
2. Porca do eixo traseiro
3. Arruela do eixo traseiro
4. Contraporca da corrente de transmissão

(cont.)
80 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

4. Remova a porca do eixo traseiro. Instalação


5. Remova a corrente de transmissão da coroa, 1. Para instalar a roda traseira, siga a ordem inversa
empurrando a roda traseira para frente. da remoção.
6. Remova o eixo traseiro, a arruela do eixo trasei- Tome cuidado para que o cáliper do freio não
ro, as buchas laterais e a roda traseira do braço risque a roda durante a instalação.
oscilante.
Apoie o conjunto do cáliper do freio para que Atenção
não fique pendurado pela mangueira. Não Ao instalar o cáliper do freio, encaixe cuidado-
torça a mangueira do freio. samente o disco de freio entre as pastilhas para
Evite o contato de graxa, óleo ou sujeira nas não riscá-las.
superfícies do disco ou das pastilhas.
Não acione o pedal do freio enquanto o cáliper 2. Certifique-se de que a lingueta do braço oscilante
do freio é removido. esteja encaixada na ranhura do suporte do cáliper
do freio.
1 2
1

4 3 5
4 3 2
1. Porca de ajuste da corrente de transmissão
2. Corrente de transmissão 1. Suporte do cáliper do freio 4. Braço oscilante
3. Contraporca da corrente de transmissão 2. Lingueta 5. Porca do eixo
4. Eixo traseiro 3. Ranhura traseiro
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 81
3. Ajuste a folga da corrente de transmissão (pág. Falha Elétrica
65).
4. Aperte a porca do eixo traseiro. Bateria Sem Carga
Torque: 93 N.m (9,5 kgf.m) Carregue a bateria com um carregador de baterias
5. Após instalar a roda, acione o pedal do freio para motocicletas.
várias vezes e verifique se a roda gira livremente Remova a bateria da motocicleta antes de carregá-la.
após soltá-lo. Se o freio travar ou a roda prender, Não use um carregador de baterias para automóveis,
verifique novamente a montagem. pois a bateria pode superaquecer e sofrer danos
permanentes.
! Cuidado Se a bateria não funcionar depois de carregada,
procure uma concessionária Honda.
Caso não use um torquímetro na instalação da
roda, dirija-se a uma concessionária Honda,
assim que possível, para verificar a montagem Atenção
da roda. A montagem incorreta pode reduzir a Partida com bateria auxiliar de um automóvel não
eficiência do freio. é recomendada, pois pode danificar o sistema
elétrico da motocicleta.
82 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Lâmpada Queimada Lâmpada do farol


Siga os seguintes procedimentos para a substituição 1. Remova os tampões dos orifícios.
de uma lâmpada queimada. 2. Retire os parafusos A e B, e remova o conjunto do
farol.
! Cuidado 3. Desacople o conector.
4. Remova a capa de borracha.
Deixe a lâmpada esfriar antes de substituí-la.
5. Remova a presilha da lâmpada pressionando-a
e retire a lâmpada.
NOTA 6. Instale uma nova lâmpada e as peças removidas
P Posicione o interruptor de ignição em OFF ou na ordem inversa da remoção.
LOCK, antes de substituir as lâmpadas. Instale a capa de borracha com a marca “TOP”
voltada para cima e posicione a lingueta da
P Use apenas as lâmpadas recomendadas.
capa de borracha na guia da carcaça do farol.
P Verifique se a lâmpada substituída funciona
corretamente antes da pilotagem. 1. Parafusos A
2 2. Tampões
1 dos orifícios
Para saber a potência da lâmpada, consulte Espe- 3. Parafusos B
cificações Técnicas, página 110. 5
4. Conjunto
1 do farol
3 5. Conector

4 3
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 83
Lâmpada da lanterna traseira/luz do freio
1 2 1. Remova o assento (pág. 51).
2. Retire os parafusos e o suporte do assento, e
remova a tampa de manutenção.
3 3. Gire o soquete no sentido anti-horário e remova-o.
4. Pressione levemente a lâmpada e gire-a no sentido
anti-horário.
5. Instale uma nova lâmpada e as peças removidas
5 na ordem inversa da remoção.
4
1
1. Presilha da lâmpada
2. Lingueta
3. Marca “TOP” 2
4. Capa de borracha
5. Lâmpada

Atenção
3
P Não confunda os parafusos no momento da
montagem.
P Não toque no bulbo da lâmpada do farol com 1. Parafusos
os dedos. As impressões digitais na lâmpada 2. Tampa de manutenção
criam pontos quentes e podem causar queima 3. Suporte do assento
prematura.
P Se tocar na lâmpada com as mãos, limpe-a
com um pano umedecido em álcool para evitar
a queima prematura.
(cont.)
84 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

1. Lâmpada Lâmpadas das sinaleiras dianteiras e traseiras


2. Soquete
1 2 1. Parafuso
2. Soquete
3. Lâmpada
4. Lente da
1 sinaleira

2
3

1. Retire o parafuso e remova a lente da sinaleira.


2. Gire o soquete no sentido anti-horário e remova-o.
3. Pressione levemente a lâmpada e gire-a no sentido
anti-horário.
4. Instale uma nova lâmpada e as peças removidas
na ordem inversa da remoção.
Use somente lâmpada âmbar.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 85
Lâmpada da luz da placa de licença Fusível Queimado
Antes de manusear os fusíveis, consulte Inspeção e
Substituição de Fusíveis, página 44.
1 2
Caixa de fusíveis
1. Remova a tampa lateral esquerda (pág. 52).
2. Abra a tampa da caixa de fusíveis.
3. Retire os fusíveis e verifique se há algum fusível
queimado. Sempre substitua um fusível queimado
por outro de mesma amperagem.
4 4. Feche a tampa da caixa de fusíveis.
3
5. Instale as peças removidas na ordem inversa da
1. Lâmpada remoção.
2. Tampa da luz da placa de licença
2
3. Parafusos 1
4. Junta da tampa

1. Remova os parafusos.
2. Remova a tampa da luz da placa de licença e a
junta da tampa.
3. Retire a lâmpada sem girá-la.
4. Instale uma nova lâmpada e as peças removidas
na ordem inversa da remoção. 3

1. Tampa da caixa de fusíveis


2. Caixa de fusíveis
3. Fusível de reserva (cont.)
86 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Fusível principal
1. Remova a tampa lateral esquerda (pág. 52). 2 1
2. Solte o conector do interruptor magnético de partida.
3. Retire o fusível principal e verifique se está quei-
mado. Sempre substitua um fusível queimado por
outro de mesma amperagem.
O fusível principal de reserva está localizado no
interruptor magnético de partida. 3
4. Instale as peças removidas na ordem inversa da
remoção. 4

Atenção
1. Interruptor magnético de partida
Se um fusível queimar com frequência, isso indica
2. Conector da fiação
curto-circuito ou sobrecarga no sistema elétrico.
3. Fusível principal
Procure uma concessionária Honda para inspe-
4. Fusível principal de reserva
cionar a motocicleta.

Atenção
Caso tenha dificuldade em retirar o conector da
fiação, retire o interruptor magnético de partida
das linguetas.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 87

INFORMAÇÕES GERAIS Instrumentos, Controles e


Outros Componentes
Chaves
Interruptor de Ignição
Chave de Ignição
Deixar o interruptor de ignição ligado e o motor
Anote o número de série da chave, gravado na placa desligado irá descarregar a bateria.
de número da chave, no espaço abaixo para sua Não gire a chave durante a pilotagem.
referência. Guarde a chave reserva em local seguro.
Um chaveiro de metal pode danificar a área ao redor
No de série da chave do interruptor de ignição.
Interruptor do Motor
Não use o interruptor do motor exceto em uma emer-
Para fazer uma cópia da chave, leve a chave reserva gência. Ao acioná-lo, o motor desligará subitamente,
ou o número da chave a uma concessionária Honda. tornando a pilotagem insegura.
Se todas as chaves e o número da chave forem Se o motor for desligado com o uso do interruptor
perdidos, provavelmente o conjunto do interruptor do motor, desligue o interruptor de ignição. Caso
de ignição deverá ser removido pela concessionária contrário, a bateria irá descarregar.
para determinar o número de série da chave.
Hodômetro
Quando a quilometragem atingir 999.999, a conta-
gem será interrompida e essa indicação será mantida.
Hodômetro Parcial
Se o hodômetro parcial exceder 9,999.9 quilômetros,
ele retornará automaticamente para 0,0.

(cont.)
88 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Bolsa para Documentos Catalisador


O manual do proprietário e outros documentos Esta motocicleta está equipada com um catalisador
podem ser guardados na bolsa para documentos, de três vias. O catalisador contém metais preciosos
localizada na face interna do assento. que ajudam a converter hidrocarbonetos (HC),
monóxido de carbono (CO) e óxidos de nitrogênio
Corte da Ignição (NOx) presentes nos gases de escapamento em
Um sensor de ângulo desliga automaticamente o compostos seguros.
motor e a bomba de combustível em caso de queda Catalisadores defeituosos contribuem para a po-
da motocicleta. Para ativar novamente o sensor, luição do ar e podem prejudicar o desempenho
desligue o interruptor de ignição e ligue-o novamente do motor. As peças de reposição devem ser peças
antes de acionar o motor. originais Honda ou equivalentes.
Siga estas recomendações para proteger o catalisa-
dor de sua motocicleta.
P Use somente gasolina ou etanol de boa qualidade
sem chumbo. O uso de combustível de baixa qua-
lidade ou adulterado pode danificar o catalisador.
P Mantenha o motor em boas condições.
P Inspecione sua motocicleta em caso de falha
na ignição, contraexplosão, se o motor estiver
morrendo ou se houver algum outro problema
afetando a pilotagem.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 89

COMO TRANSPORTAR A Use outra cinta de fixação para evitar que a traseira
da motocicleta se movimente.
MOTOCICLETA Não transporte a motocicleta deitada. Isso poderá
danificá-la, além de causar vazamento de combus-
Se utilizar um caminhão ou carreta para transportar tível, o que é muito perigoso.
sua motocicleta Honda, siga as instruções abaixo.
 Use uma rampa para colocar a motocicleta no NOTA
veículo de transporte. A parte traseira da motocicleta pode ser fixada pela
 Certifique-se de que o interruptor de ignição esteja
roda ou pelas alças traseiras. Prenda-a de forma que
desligado. a mesma fique na vertical e firmemente fixa. Para
 Mantenha a motocicleta na vertical, utilizando
evitar danos às peças, recomenda-se a proteção da
cintas de fixação apropriadas. Não utilize cordas, região de contato com as cintas.
pois estas podem se soltar, causando a queda da
motocicleta.
 Mantenha a transmissão engrenada durante o
transporte.
Para manter a motocicleta firmemente no lugar,
apoie a roda dianteira na frente da caçamba do
veículo de transporte. Prenda as extremidades
inferiores das duas cintas de fixação nos ganchos
do veículo. Prenda as extremidades superiores das
cintas no guidão (uma no lado direito e outra no lado
esquerdo), próximo ao garfo. Certifique-se de que
as cintas de fixação não estejam em contato com
os cabos de controle, carenagens ou fiação elétrica.
Aperte ambas as cintas até que a suspensão dianteira
fique comprimida até, no mínimo, metade de seu
curso. Apertá-las excessivamente pode danificar os
retentores dos garfos. Trave as cintas para que não (figura ilustrativa)
se soltem durante o percurso. (cont.)
90 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

NOTA
A Moto Honda da Amazônia Ltda. não se responsa-
biliza pelo frete, estadia do condutor ou veículo, por
danos causados durante improvisos emergenciais,
nem pelo transporte da motocicleta para a assistên-
cia técnica devido à pane que impeça a locomoção
ou execução das revisões periódicas estipuladas na
Tabela de Manutenção.

Reboque para Motocicletas


Os dispositivos de reboque de motocicletas que
apoiam a roda traseira no solo, assim como o
reboque utilizando corda cambão ou cabo de aço, (figura ilustrativa)
não devem ser utilizados em hipótese alguma. Caso
contrário, a bomba de óleo não funcionará. Como
as engrenagens e os rolamentos dos eixos primário
e secundário da transmissão são lubrificados sob
pressão, estes serão danificados. Além disso, a sus-
pensão dianteira, a coluna de direção e o chassi da
motocicleta não foram dimensionados para suportar
esforços e vibrações nesse sentido.

Atenção
Danos causados pelo uso de tais dispositivos ou
de outros equipamentos não recomendados pela
Honda não serão cobertos pela garantia.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 91

ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL Maneira de Pilotar


O consumo de combustível será menor se a motoci-
As condições da motocicleta, maneira de pilotar cleta for pilotada de forma moderada. Acelerações
e condições externas afetam o consumo de com- rápidas, manobras bruscas ou frenagens severas
bustível. aumentam o consumo.
Os cuidados com o amaciamento durante os pri- Sempre utilize as marchas adequadas, de acordo
meiros quilômetros de uso também contribuem para com a velocidade, e acelere suavemente. Tente man-
este desempenho. ter a motocicleta em velocidade constante, sempre
que o tráfego permitir.
Condições da Motocicleta
Para máxima economia de combustível, mantenha Condições Externas
a motocicleta em perfeitas condições de uso e O consumo de combustível será menor se a motoci-
utilize somente combustível de boa qualidade. cleta for pilotada em rodovias planas e de boa estru-
Use somente peças originais Honda e efetue todos tura, ao nível do mar, sem passageiro ou bagagem,
os serviços de manutenção necessários nos inter- e com temperatura ambiente moderada. Roupas e
valos especificados, principalmente a regulagem capacete sob medida também contribuem para a
do sistema de injeção e verificação do sistema de economia de combustível.
escapamento. O consumo será sempre maior com o motor frio.
Verifique frequentemente a pressão e o desgaste dos Porém, não há necessidade de deixá-lo em mar-
pneus. O uso de pneus desgastados ou com pressão cha lenta por um longo período para aquecê-lo.
incorreta aumenta o consumo de combustível. A motocicleta poderá ser pilotada aproximadamente
um minuto após ligar o motor, não importando a
temperatura externa. O motor se aquecerá mais ra-
pidamente e a economia de combustível será maior.
92 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

LIMPEZA E CONSERVAÇÃO NOTA


Aplique spray antioxidante somente com o motor frio.
Limpe a motocicleta regularmente para manter sua O excesso pode ser retirado após 24 horas.
aparência, aumentar a durabilidade e proteger a
pintura, componentes cromados, plásticos ou de ! Cuidado
borracha.
Não aplique spray antioxidante nas regiões pró-
Em regiões litorâneas, onde o contato com a maresia ximas aos freios.
e umidade é intenso, tanto a conservação quanto a
manutenção devem receber atenção especial. Após o P Elimine o acúmulo de poeira, terra, barro, areia
uso da motocicleta nessas regiões, remova imediata- e pedras. O atrito de pedras e areia pode afetar
mente os elementos agressivos para evitar oxidação. a pintura.
P Remova materiais estranhos dos componentes de
P Em caso de contato com água de chuva, ou
fricção, como pastilhas, discos, sapatas e tambor
após atravessar riachos ou alagamentos, lave e de freio, para não prejudicar sua durabilidade e
seque a motocicleta imediatamente após o uso. eficiência.
Aplique spray antioxidante nos amortecedores, P Se a motocicleta for permanecer inativa por um
escapamento (inclusive parte interna) e demais longo período, consulte Conservação de Motoci-
peças cromadas. cletas Inativas.
Lave imediatamente após o uso em regiões litorâneas! Aplique spray antioxidante
nas peças cromadas após a lavagem.

(figura ilustrativa) (figura ilustrativa)


NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 93

Equipamentos de Lavagem As aletas e tubos de alumínio do radiador serão


danificados se forem submetidos a jatos fortes de
Nunca utilize equipamentos de alta pressão para água, principalmente se a água estiver misturada a
lavar a motocicleta. O jato direto e a alta temperatura detergentes com alto teor alcalino/ácido que pode
podem dani­ficar os componentes da motocicleta, provocar a oxidação do alumínio.
desprender faixas e adesivos, remover a graxa dos
rolamentos da coluna de direção e da articu­lação da
suspensão traseira, além de danificar a pintura. Não Atenção
aplique produtos alcalinos ou ácidos, pois são alta- Água ou ar sob alta pressão podem danificar
mente prejudiciais às peças zincadas e de alumínio. algumas peças da motocicleta.
Recomendamos lavar a motocicleta pulverizando
água em formato de leque aberto sob baixa pressão, Evite pulverizar água ou ar sob alta pressão (comum
a uma distância mínima de 1,2 m. Não aplique jatos em lava-rápidos), nos seguintes componentes ou
d’água diretamente sobre o núcleo do radiador. locais:
P Cubos das rodas
P Interruptores do guidão
P Painel de instrumentos
P Saída do silencioso
Utilize sob baixa pressão, a uma distância mínima
de 1,2 m da motocicleta. P Sob o assento
P Sob o tanque de combustível
P Coluna de direção
P Trava da coluna de direção
P Corrente de transmissão
P Farol
P Cilindros mestres dos freios
P Filtro de ar

(figura ilustrativa)
94 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

Como Lavar a Motocicleta 1. Pulverize querosene no motor, escapamento,


rodas e cava­lete lateral, e remova os resíduos de
óleo e graxa com um pincel. Incrustações de piche
! Cuidado são removidas com querosene puro.
Antes da lavagem, certifique-se de que o motor
NOTA
e o escapamento estejam frios. Use sempre luvas
apropriadas e botas de borracha para evitar O querosene ataca peças de borracha. Proteja-as
ferimentos. Siga sempre os procedimentos de antes da aplicação.
lavagem descritos neste manual.

Atenção
Nunca lave a motocicleta exposta ao sol e com
o motor quente.

Nunca utilize solventes químicos e


Lave com movimentos produtos de limpeza abrasivos!
circulares utilizando
Utilize pano macio. Nunca
somente água Produto utilize
e xampu neutro. de limpeza esponja/
abrasivo lã de aço
nas peças
cromadas.

OK

(figura ilustrativa) (figura ilustrativa)


NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 95
NOTA
Atenção
P Limpe as peças plásticas com um pano macio ou
P Solventes químicos e produtos de limpeza esponja umedecidos em solução de xampu neutro
abrasivos podem danificar a pintura e as peças e água. Enxágue completamente com água e
metálicas e plásticas da motocicleta. seque com um pano macio.
P Produtos químicos, solventes e detergentes não P Não remova a poeira com um pano seco, pois a
devem ser utilizados em hipótese alguma. Seu pintura poderá ser riscada.
uso provoca sérios danos à motocicleta, tais
como oxidação das partes metálicas, perda 4. Se necessário, aplique cera protetora nas super-
de brilho das peças pintadas e de borracha, e fícies pintadas e cromadas, exceto na superfície
descoloração de outras peças da motocicleta, do mat (peças plásticas na cor preta). A cera deve
tais como tampas do motor. ser aplicada com algodão especial ou flanela, em
P Não use lã de aço ou produtos abrasivos para movimentos circulares e uniformes.
limpar as peças cromadas, pois estes removem
sua camada protetora iniciando um processo Atenção
de oxidação severa. A aplicação de massa ou produtos para polimento
P Evite subir com a motocicleta sobre guias ou pode danificar a pintura.
raspar as rodas em obstáculos a fim de evitar
danos.

2. Enxágue com bastante água.


3. Lave as carenagens, tanque, assento, tampas Nunca utilize
esponja de
laterais e para-lamas com água e xampu neutro. aço nas peças
Use um pano ou esponja macia. Enxágue com- cromadas.
pletamente a motocicleta e seque com um pano
limpo e macio. Retire o excesso de água do interior
dos cabos.
Não aplique spray
antioxidante nos freios. (figura ilustrativa) (cont.)
96 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

5. Logo após a lavagem, lubrifique a corrente de


transmissão e os cabos do acelerador e da em- ! Cuidado
breagem. Aplique spray antioxidante nas rodas, P Não aplique spray antioxidante nas regiões
amortecedores, interior e exterior do escapamento próximas aos freios.
e demais peças cromadas. P A eficiência dos freios pode ser temporariamen-
NOTA te afetada após a lavagem. Teste-os antes de
Aplique spray antioxidante somente com o motor frio. pilotar. Pode ser necessário acioná-los algumas
O excesso pode ser retirado após 24 horas. vezes para restituir seu desempenho normal.
P Acione os freios com maior antecedência para
evitar um possível acidente.
6. Ligue o motor e deixe-o funcionar por alguns
minutos.
O interior da lente do farol poderá eventualmente
apresentar condensação de umidade após a
lavagem da motocicleta. Ela desaparecerá gra-
dualmente acendendo-se o farol com luz alta.
Mantenha o motor em funcionamento enquanto
o farol estiver aceso.
Aplique cera protetora, se necessário.

(figura ilustrativa)
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 97

Componentes de Alumínio Manutenção do Tubo de Escapamento


Os componentes de alumínio sofrem corrosão quan- e Silencioso
do entram em contato prolongado com poeira, lama Quando o tubo de escapamento e o silencioso forem
ou água salgada. Limpe regularmente os componen- pintados, não use produtos de limpeza de cozinha
tes de alumínio e siga as seguintes recomendações abrasivos. Use somente detergente neutro para lim-
para evitar riscá-los: par a superfície pintada. Se não tiver certeza se eles
P Não use esponjas de aço nem produtos abrasivos. são pintados, procure uma concessionária Honda.
P Não suba em guias nem encoste contra obstáculos.

Atenção
Painéis Embora o escapamento seja feito de aço inoxidá-
Siga as seguintes recomendações para evitar danos: vel, ele pode manchar. Remova todas as marcas
P Lave cuidadosamente com esponja macia e bas-
e manchas assim que visualizá-las.
tante água.
P Para remover as manchas mais difíceis, use de-
tergente diluído e enxágue cuidadosamente com
bastante água.
P Evite o contato de gasolina, fluido de freio ou
detergentes com os instrumentos, painéis ou farol.
98 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

CONSERVAÇÃO DE 1. Troque o óleo do motor.


2. Drene o tanque de combustível num recipiente
MOTOCICLETAS INATIVAS adequado.

Atenção ! Cuidado
A bateria de sua motocicleta é carregada quando O combustível é altamente inflamável e até
o sistema de carga está em funcionamento, du- explosivo, sob certas condições. Drene o tanque
rante a utilização da motocicleta, em condições num local ventilado, com o motor desligado.
normais de uso. Portanto, para maior vida útil da Não permita a presença de cigarros, chamas ou
bateria, recomendamos usar a motocicleta, pelo faíscas perto da motocicleta.
menos, uma vez por semana por 10 minutos.
Pulverize o interior do tanque com óleo antio-
Antes de armazenar a motocicleta, efetue todos os xidante em spray. Feche a tampa do tanque
reparos necessários. Caso contrário, esses reparos firmemente.
podem ser esquecidos quando a motocicleta for
novamente utilizada.
Recomendações para motocicletas inativas
Se a motocicleta for permanecer inativa por um
longo período, deve-se tomar certos cuidados para Drene o tanque.
reduzir os efeitos de deterioração causados pela não
utilização da motocicleta. Troque o óleo
do motor.

Lubrifique
a corrente
com óleo.

(figura ilustrativa)
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 99
3. Para impedir oxidação no interior do cilindro: 4. Remova a bateria. Guarde-a em local protegido,
P Remova o supressor de ruído da vela de ignição. não exposto a temperaturas muito baixas nem a
Utilize um cordão para amarrar o supressor em raios solares diretos. Carregue a bateria uma vez
algum componente plástico da carenagem, por mês.
afastado da vela. 5. Lave e seque a motocicleta. Aplique uma camada
P Remova a vela e guarde-a em local seguro. Não de cera à base de silicone em todas as superfí-
conecte a vela ao supressor de ruído. cies pintadas, exceto na superfície do mat (peças
P Coloque uma colher de chá (5 – 10 ml) de óleo
plásticas na cor preta). Aplique spray antioxidante
novo para motor no interior do cilindro e proteja nas rodas, amortecedores, interior e exterior do
o orifício da vela com um pano limpo. escapamento e demais peças cromadas.
P Acione o sistema de partida por alguns segun-
NOTA
dos para distribuir o óleo.
P Instale a vela de ignição e o supressor de ruído.
Aplique spray antioxidante com o motor frio. O
excesso pode ser retirado após 24 horas.

Recomendações para motocicletas inativas Lave e seque a motocicleta!


Drene o tanque Remova
de combustível. a vela e
Remova e coloque
carregue 1 colher
a bateria de sopa
1 vez de óleo.
por mês.

Calibre os pneus. Calibre os pneus.


(figura ilustrativa) (figura ilustrativa) (cont.)
100 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

6. Lubrifique a corrente de transmissão. Ativação da Motocicleta


7. Retire o excesso de água e lubrifique os cabos de
Siga os procedimentos abaixo antes de voltar a usar
controle.
a motocicleta:
8. Calibre os pneus na pressão recomendada. Apoie
1. Remova a capa protetora e lave completamente
a motocicleta sobre cavaletes, de modo que os
a motocicleta.
pneus não toquem o solo.
2. Troque o óleo do motor, caso a motocicleta tenha
9. Cubra a motocicleta com uma capa apropriada
ficado inativa por mais de quatro meses.
(não utilize plásticos ou materiais impermeáveis)
e guarde-a num local fresco e seco, com alte- 3. Se necessário, recarregue a bateria e instale-a na
rações mínimas de temperatura. Não a deixe motocicleta.
exposta ao sol. 4. Limpe o interior do tanque de combustível e
abasteça-o com gasolina nova.
5. Efetue a inspeção antes do uso (pág. 42). Faça
um teste, pilotando a motocicleta em baixa velo-
cidade, em local seguro e afastado do trânsito.

Limpe o interior do tanque


de combustível e abasteça-o
com gasolina nova.

Recarregue
a bateria.
Troque o
óleo do
motor.

Utilize capas apropriadas.

(figura ilustrativa) (figura ilustrativa)


NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 101

NÍVEL DE RUÍDOS
Este veículo está em conformidade com a legisla-
ção vigente de controle da poluição sonora para
veículos automotores (Resolução CONAMA no 2
de 11/02/1993, complementada pela Resolução
no 268 de 14/09/2000).
Limite máximo de ruído para fiscalização de veículo
em circulação:

83,9 dB (A) a 4.250 rpm


(medido a 0,5 m de distância do escapamento,
conforme NBR-9714)
102 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

PROGRAMA DE CONTROLE DE Siga rigorosamente o plano de manutenção, recor-


rendo sempre a uma concessionária Honda.
POLUIÇÃO DO AR Observe rigorosamente as recomendações e es-
pecificações técnicas contidas neste manual. Além
Este veículo atende ao de usufruir sempre do melhor desempenho de sua
Programa de Controle da Poluição do Ar por Honda, você estará contribuindo para a preservação
Motociclos e Veículos Similares – PROMOT. do meio ambiente.
(Estabelecido pelas Resoluções CONAMA
no 297 de 26/02/2002, no 342 de 25/09/2003, Controle de Emissões
no 432 de 13/07/2011 e no 456 de 29/04/2013). Para assegurar a conformidade de sua motocicle-
ta com os requisitos legais, confirme se os níveis
O processo de combustão produz de CO e HC atendem aos valores recomendados
monóxido de carbono, óxidos de em marcha lenta, como indicado abaixo (Art. 16 da
nitrogênio e hidrocarbonetos, en- Resolução CONAMA no 297/02):
tre outros elementos. O controle
de hidrocarbonetos e óxidos de Regime de marcha lenta:
nitrogênio é muito importante, 1.400 ± 100 rpm
pois, sob certas condições, eles (em temperatura normal de funcionamento)
reagem para formar fumaça e
névoa fotoquímica, quando expostos à luz solar. Valores recomendados de CO (monóxido de carbono):
O monóxido de carbono não reage da mesma forma,
entretanto é um gás tóxico. Abaixo de 0,2% (em marcha lenta)
A Moto Honda da Amazônia Ltda. utiliza sistemas de
admissão, alimentação de combustível e escapamento Valores recomendados de HC (hidrocarbonetos):
ajustados para reduzir as emissões de monóxido de Abaixo de 100 ppm (em marcha lenta)
carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos.
Portanto, a manutenção correta e utilização de PEÇAS
ORIGINAIS são imprescindíveis para o funcionamen-
to correto desses sistemas.
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 103

PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE Os fluidos de freio e de embreagem, baterias e a


solução da bateria devem ser manuseados
A Moto Honda da Amazônia Ltda., sempre com bastante cuidado. Eles apresentam
empenhada em melhorar o futuro do nosso características que podem danificar a pin-
planeta, gostaria de compartilhar este com- tura da motocicleta, causar danos à saúde
promisso com seus clientes. humana, além de representar sério risco de
Visando a um melhor relacionamento entre contaminação do solo e da água, quando
sua motocicleta e o meio ambiente, observe descartados sem destinação adequada.
os seguintes pontos: Manuseie-os com muito cuidado e descarte
A manutenção preventiva, além de preservar com responsabilidade.
e valorizar o produto, traz grandes benefícios ao meio Na troca da bateria, além dos cuidados
ambiente. com sua solução ácida, deve-se encami-
O óleo do motor deve ser trocado nos intervalos nhar a peça substituída às concessionárias
especificados neste manual. O óleo usado deve ser Honda para destinação adequada, em
encaminhado para postos de troca ou concessionária atendimento à Resolução CONAMA no 401,
Honda mais próxima. de 04/11/2008.
Produtos perigosos não devem ser jogados em Peças plásticas e metálicas substituídas devem ser
esgoto comum. entregues a uma concessionária Honda para re-
ciclagem, evitando o acúmulo de lixo nas grandes
Pneus usados devem ser levados a uma concessio- cidades.
nária Honda para reciclagem, em atendimento à
Resolução CONAMA no 258, de 26/08/99. Nunca Modificações, como substituição do escapamento e
devem ser queimados, guardados ou enterrados em regulagens do sistema de alimentação, diferentes
áreas descobertas. das especificadas para o modelo, ou qualquer outra
que vise alterar o desempenho do motor, devem ser
Fios, cabos elétricos e cabos de aço usados, quando evitadas. Além de infringir o Novo Código Nacional
substituídos, não devem ser reutilizados, represen- de Trânsito, elas contribuem para o aumento da
tando um perigo em potencial para o motociclista. poluição do ar e sonora.
Eles devem ser encaminhados para reciclagem nas
concessionárias Honda. Esperamos que esses conselhos sejam úteis e possam
ser utilizados em benefício de todos.
104 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

IDENTIFICAÇÃO DA MOTOCICLETA 2. Número de série do


motor
A identificação oficial de sua motocicleta é feita por
meio dos números de série do chassi e do motor, que
são necessários para o registro de sua motocicleta.
Esses números devem ser usados também como
referência para a solicitação de peças de reposição.
O número de série do chassi está gravado no lado 2
direito da coluna de direção.
O número de série do motor está gravado no lado Identificação do Ano de Fabricação
esquerdo inferior da carcaça do motor. O ano de fabricação de sua motocicleta está indicado
Anote os números abaixo. abaixo do número do chassi, em uma gravação de
4 dígitos.
3. Identificação do ano
No de série do chassi: de fabricação

No de série do motor:
3
1. Número de série do
chassi

1
Atenção
A gravação do ano de fabricação faz parte
da identificação oficial do modelo (Resolução
CONTRAN no 024/98 e Portarias DENATRAN
no 017/00 e no 166/13). (cont.)
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 105

Etiqueta com Código de Barras Atenção


Sua motocicleta possui uma etiqueta de garantia P Não use equipamento de lavagem de alta
com dois códigos de barras colada no lado direito pressão diretamente na etiqueta a fim de não
do chassi. Essa etiqueta será utilizada pelas Con- danificá-la.
cessionárias Honda nos processos de revisões e
P Lã de aço e materiais abrasivos ou de polimen-
solicitações de garantia.
to poderão manchar ou remover a gravação
NOTA dos códigos de barras, por isso proteja a
A etiqueta adesiva é feita de material inviolável, etiqueta adesiva antes da aplicação desses
portanto, não tente removê-la. materiais.
P Remova cuidadosamente a poeira da etiqueta
adesiva utilizando um pano seco e macio para
evitar riscos ou remoção parcial ou total da
gravação dos códigos de barras.
106 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
DIMENSÕES
Comprimento total 2.067 mm
Largura total 810 mm
Altura total 1.158 mm
Distância entre eixos 1.356 mm
Distância mínima do solo 247 mm
Altura do assento 842 mm
PESO
Peso seco 120 kg (NXR 160 Bros ESD)
121 kg (NXR 160 Bros ESDD)
CAPACIDADES
Óleo do motor 1,0 litro (após drenagem)
1,2 litros (após desmontagem do motor)
Tanque de combustível 12,0 litros
Capacidade de passageiro Piloto e um passageiro
Capacidade máxima de carga 157 kg (piloto, passageiro, bagagem e acessórios)
Capacidade máxima do bagageiro traseiro 7,0 kg
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 107

MOTOR
Tipo 4 tempos, arrefecido a ar, OHC, monocilíndrico,
acionado por corrente, 2 válvulas
Óleo do motor recomendado Óleo para motor SAE 10W-30 SJ ou superior (ver nota)
NOTA
A Honda recomenda a utilização do lubrificante:
ÓLEO GENUÍNO HONDA
SAE 10W-30 SJ
JASO MA
Combustível recomendado Gasolina ou etanol comum
Diâmetro e curso 57,3 x 63,0 mm
Relação de compressão 9,5 : 1
Cilindrada 162,7 cm3
14,5 cv a 8.500 rpm (gasolina)
Potência máxima
14,7 cv a 8.500 rpm (etanol)
1,46 kgf.m a 5.500 rpm (gasolina)
Torque máximo
1,60 kgf.m a 5.500 rpm (etanol)
Vela de ignição NGK CPR8EA-9
Folga dos eletrodos da vela de ignição 0,80 – 0,90 mm
Rotação de marcha lenta 1.400 ± 100 rpm
Folga das válvulas (motor frio) Admissão 0,08 mm
Escapamento 0,24 mm
Sistema de alimentação Injeção eletrônica PGM-FI
Sistema de lubrificação Forçada, por bomba trocoidal
Sistema de partida Elétrica
108 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

CHASSI / SUSPENSÃO
Cáster/trail 27°00’ / 102 mm
Pneu dianteiro (medida) 90/90 19 M/C 52P
PIRELLI MT60 ou
(marca/modelo)
LEVORIN DUAL SPORT
(pressão) 150 kPa (1,50 kgf/cm², 22 psi)
(profundidade da banda de rodagem) mín. 3,0 mm
Pneu traseiro (medida) 110/90 17M/C 60P
PIRELLI MT60 ou
(marca/modelo)
LEVORIN DUAL SPORT
150 kPa (1,50 kgf/cm², 22 psi) (somente piloto)
(pressão)
200 kPa (2,00 kgf/cm², 29 psi) (piloto + passageiro)
(profundidade da banda de rodagem) mín. 3,0 mm
Raio mínimo de giro 2,1 m
Suspensão dianteira (tipo/curso) Garfo telescópico / 180 mm
Suspensão traseira (tipo/curso) Monoamortecida / 150,3 mm
Freio dianteiro (tipo) Disco de freio (acionamento hidráulico)
Freio traseiro (tipo) Tambor (sapata de expansão interna) (NXR160 Bros ESD)
Disco de freio (acionamento hidráulico) (NXR160 Bros ESDD)
Fluido de freio recomendado Mobil Super Moto Brake Fluid DOT 4
NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD 109

TRANSMISSÃO
Tipo 5 velocidades constantemente engrenadas
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Corrente de transmissão (tipo) DID 428HX
(elos) 128
(pinhão) 16 dentes
(coroa) 48 dentes
(folga) 20 – 30 mm
Lubrificante para correntes
(lubrificante recomendado) Caso não esteja disponível,
usar óleo para transmissão SAE 80 ou 90.
Redução primária 3,136
Redução final 3,000
Relação de transmissão 1a 2,785

2a 1,875
a 1,421
3
a 1,136
4
a 0,962
5
Sistema de mudança de marcha Operado pelo pé esquerdo
110 NXR160 Bros ESD • NXR160 Bros ESDD

SISTEMA ELÉTRICO
Bateria 12 V – 4 Ah / DTZ5
Alternador 0,14 kW / 5.000 rpm
Ignição Eletrônica
Fusível principal 15 A
Outro fusível 10 A
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO
Lâmpada do farol 12 V – 35 W / 35 W
Luz de freio/lanterna traseira 12 V – 21/5 W
Lâmpadas das sinaleiras 12 V – 10 W x 4
Lâmpada da luz da placa de licença 12 V – 5 W
TORQUE
Parafuso de drenagem do óleo do motor 30 N.m (3,1 kgf.m)
Porca do eixo dianteiro 44 N.m (4,5 kgf.m)
Porca do eixo traseiro 93 N.m (9,5 kgf.m)
M a n u a l B á s i c o d e S e g u r a n ç a no T r â n s i t o

Normas Gerais de Circulação __________________________________________________ 2


1
Infração e Penalidade _ _________________________________________________________ 7
2
Renovação da Carteira Nacional de Habilitação _______________________________ 11
3
Direção Defensiva ______________________________________________________________ 12
4
Noções de Primeiros Socorros no Trânsito ____________________________________ 25
5
Conceitos e Definições Legais __________________________________________________ 42
6
Sinalização _____________________________________________________________________ 49
7

TE Este Manual Básico de Segurança no Trânsito foi elaborado e revisado pela ABRACICLO –
AN Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e
ORT Similares e seu conteúdo segue as orientações da ABRAMET – Associação Brasileira de Medicina
I MP do Tráfego, do DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito e da Fundação Carlos Chagas, Associação Brasileira dos Fabricantes
de Motocicletas, Ciclomotores,
e não poderá ser reproduzido por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação ou informação Motonetas, Bicicletas e Similares
computadorizada, sem autorização por escrito da ABRACICLO.
www.abraciclo.com.br
2 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Normas Gerais de Circulação


1
Detalhadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em mais de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e Conduta
merecem atenção especial de todos os usuários da via.
Algumas dessas normas podem ser aplicadas com o simples uso do bom senso ou da boa educação. Entre essas destacamos as
que advertem os usuários quanto a atos que possam constituir riscos ou obstáculos para o trânsito de veículos, pessoas e animais,
além de danos à propriedade pública ou privada. Entretanto, bom senso apenas não é suficiente para o restante das normas.
A maior parte delas exige do usuário o conhecimento da legislação específica e a disposição de se pautar por ela.
Resumo das normas
Nas páginas que seguem, procuramos apresentar de forma condensada um apanhado das principais normas de circulação,
agrupando-as segundo temas de interesse para mais fácil fixação.
Seguir corretamente as determinações implica um processo de aprendizagem e permanente reaprendizagem. No início a tarefa
exigirá um pouco de dedicação, mas com o tempo tudo fica automatizado de novo.
Dê uma boa leitura e procure memorizar o que lhe parecer mais importante. Mas guarde este Manual para referência futura.
Quando o assunto é trânsito, confiar só na memória pode custar caro.
Vamos começar pelas recomendações mais gerais e obrigatórias.
Deveres do condutor
XX T er pleno domínio de seu veículo a todo momento, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito;
XX Verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório;
XX Certificar-se de que há combustível suficiente para percorrer o percurso desejado.
Quem tem a preferência?
Atenção aqui. Em vias nas quais não há sinalização específica, terá a preferência:
XX Quem estiver transitando pela rodovia, quando apenas um fluxo for proveniente de autoestrada;
XX Quem estiver circulando uma rotatória; e
XX Quem vier pela direita do condutor, nos demais casos.
Fácil, não? Mas lembre-se: em vias com mais de uma pista, os veículos mais lentos têm a preferência de uso da
faixa da direita. Já a faixa da esquerda é reservada para ultrapassagens e para os veículos de maior velocidade.
Mas as regras de preferência não param por aí. Também têm prioridade de deslocamento os veículos destinados
a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização de trânsito e as ambulâncias, bem como
veículos precedidos de batedores. E a prioridade se estende também ao estacionamento e parada desses veículos.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 3
Mas há algumas coisas a observar. Para poder exercer a preferência, é preciso que os dispositivos de alarme sonoro e iluminação
vermelha intermitente — indicativos de urgência estejam acionados. Se for esse o caso:
XX Deixe livre a passagem à sua esquerda. Desloque-se à direita e até mesmo pare, se necessário. Vidas podem estar em jogo;
XX Se Você for pedestre, aguarde no passeio ao ouvir o alarme sonoro. Só atravesse a rua quando o veículo já tiver passado por ali.

! Veículos de prestadores de serviços de utilidade pública (companhias de água, luz, esgoto, telefone, etc.)
também têm prioridade de parada e estacionamento no local em que estiverem trabalhando.
Mas o local deve estar sinalizado, segundo as normas do CONTRAN.

Na maior parte das vezes, a circulação de veículos pelas vias públicas deve ser feita pelo lado direito.
Mas às vezes é preciso deslocar-se lateralmente, para trocar de pista ou fazer uma conversão à direita
ou à esquerda. Nesse caso, sinalize com bastante antecedência sua intenção.
Para virar à direita, por exemplo, faça uso das setas e aproxime-se tanto quanto possível da margem
direita da via enquanto reduz gradualmente sua velocidade.
Na hora de ultrapassar, também é preciso tomar alguns cuidados. Vejamos.
Ultrapassagens
Aqui chegamos a um ponto realmente delicado. As ultrapassagens são uma das principais causas de
acidentes e precisam ser realizadas com toda a prudência e segundo procedimentos regulamentares.
Algumas regras básicas
1. Ultrapasse sempre pela esquerda e apenas nos trechos permitidos.
2. Nunca ultrapasse no acostamento das estradas. Esse espaço é destinado a paradas e saídas de emer-
gência.
3. Se outro veículo o estiver ultrapassando ou tiver sinalizado seu desejo de fazê-Io, dê a preferência.
Aguarde sua vez.
4. Certifique-se de que a faixa da esquerda está livre, e de que há espaço suficiente para a manobra.
5. Sinalize sempre com antecedência sua intenção de ultrapassar. Ligue a seta ou faça os gestos conven-
cionais de braço.
6. Guarde distância em relação a quem está ultrapassando. Nada de “tirar fininho”. Deixe um espaço
lateral de segurança.
7. Sinalize de volta, antes de voltar à faixa da direita.
8. Se Você está sendo ultrapassado, mantenha constante sua velocidade. Se estiver na faixa da esquerda,
venha para a da direita, sinalizando corretamente.
4 Manual Básico de Segurança no Trânsito
9. Ao ultrapassar um ônibus que esteja parado, reduza a velocidade e preste muita atenção. Passageiros poderão estar desem-
barcando ou correndo para tomar a condução.

! Os veículos pesados devem, quando circulam em fila, permitir espaço suficiente entre si para que outros veículos
os possam ultrapassar por etapas. Tenha em mente que os veículos mais pesados são responsáveis pela segurança
dos mais leves; os motorizados, pela segurança dos não motorizados; e todos, pela proteção dos pedestres.

Proibido ultrapassar
A menos que haja sinalização específica permitindo a manobra, jamais ultrapasse nas seguintes situações:
1. Sobre pontes ou viadutos. 4. Nos cruzamentos ou em sua proximidade.
2. Em travessias de pedestres. 5. Em trechos sinuosos ou em aclives sem visibilidade suficiente.
3. Nas passagens de nível. 6. Nas áreas de perímetro urbano das rodovias.
Uso de luzes e faróis
O uso das luzes do veículo deve ter em conta o seguinte:
XX Luz baixa – durante a noite e no interior de túneis sem iluminação pública durante o dia.
XX Luz alta – nas vias não iluminadas, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo.
XX Luz alta e baixa – (intermitente) por curto período de tempo, com o objetivo de advertir outros usuários da via de sua intenção de
ultrapassar o veículo que vai à frente, ou sinalizar quanto à existência de risco à segurança de quem vem em sentido contrário.
XX Lanternas – sob chuva forte, neblina, cerração ou à noite, quando o veículo estiver parado para embarque ou desembarque,
carga ou descarga.
XX Pisca-alerta – em imobilizações ou em situação de emergência.
XX Luz de placa – durante a noite, em circulação.

! Veículos de transporte coletivo regular de passageiros, quando circulam em faixas especiais, devem manter as
luzes baixas acesas de dia e de noite. Isso se aplica também aos ciclos motorizados, em qualquer situação.

Pode buzinar?
Pode. Mas só “de leve”. Em ‘toques breves’, como diz o Código. Assim mesmo, só se deve buzinar nas seguintes situações:
XX Para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes;
XX Fora das áreas urbanas, para advertir outro condutor de sua intenção de ultrapassá-lo.
Olho no velocímetro
Diz o ditado que quem tem pressa vai devagar. Mas quando a pressa é mesmo grande todo o mundo quer correr além da conta.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 5
Cuidado! A velocidade é outro grande fator de risco de acidentes de trânsito.

!
Além disso, determina, em proporção direta, a gravidade das ocorrências.
Alguns condutores acreditam que a velocidades mais altas podem se livrar Para estradas não pavimentadas, a
velocidade máxima é de 60km/h.
com mais facilidade de algumas situações difíceis no trânsito. E que trafegar
devagar demais é mais perigoso que andar depressa.
Mas não é assim. Reduzir a velocidade é o primeiro procedimento a se tomar na tentativa de evitar acidentes. A velocidade máxima
permitida para cada via é indicada por meio de placas. Onde não existir sinalização, vale o seguinte:
Em vias urbanas: Em rodovias:
XX 80 km/h nas vias de trânsito rápido.  110 km/h para automóveis, camionetas e motocicletas.
XX 60 km/h nas vias arteriais.  90 km/h para ônibus e micro-ônibus.
XX 40 km/h nas vias coletoras.  80 km/h para os demais veículos.
XX 30 km/h nas vias locais.
O motorista consciente, porém, mais do que observar a sinalização e os limites de velocidade, deve regular
sua própria velocidade — dentro desses limites — segundo as condições de segurança da via, do veículo
e da carga, adaptando-se também às condições meteorológicas e à intensidade do trânsito.
Faça isso e Você estará sempre seguro. E livre de multas por excesso de velocidade.
No mais, use o bom senso. Não fique “empacando” os outros sem causa justificada, transitando a velo-
cidades incomumentes baixas.
E para reduzir sua velocidade, sinalize com antecedência. Evite freadas bruscas, a não ser em caso de emergência. Reduza a
velocidade sempre que se aproximar de um cruzamento ou em áreas de perímetro urbano nas rodovias.
Parar e estacionar
Vamos ao básico: pare sempre fora da pista. Se, numa emergência, tiver que parar o veículo no leito
viário, providencie a imediata sinalização.
Em locais de estacionamento proibido, a parada deve ser suficiente apenas para embarque e desem-
barque de passageiros. E só nos casos em que o procedimento não interfira no fluxo de veículos ou
pedestres. O desembarque de passageiros deve se dar sempre pelo lado da calçada, exceto para o
condutor do veículo. Para carga e descarga, o veículo deve ser mantido paralelo à pista, junto ao
meio-fio, de preferência nos estacionamentos.

!
Motocicletas e outros veículos motorizados de duas rodas devem ser estacio- Ao parar o veículo, certifique-se de
nados perpendicularmente à guia da calçada. A não ser que haja sinalização que isso não constitui risco para os
específica determinando outra coisa. ocupantes e demais usuários da via.
6 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Veículos de tração animal


Devem ser conduzidos pela pista da direita, junto ao meio-fio ou acostamento, sempre que não houver
faixa especial para tal fim, e conforme normas de circulação ditadas pelo órgão de trânsito.
Duas rodas
Motociclistas e pilotos de ciclomotores e motonetas devem seguir algumas regras básicas:
XX Usar sempre o capacete, com viseira ou óculos protetores;
XX Segurar o guidom com as

!
duas mãos; É proibido trafegar de ciclomotor nas vias de maior velocidade.
XX Usar vestuário de proteção, O condutor de ciclomotor deve se manter sempre na faixa da
conforme as especificações direita, de preferência no centro da faixa. Andar de ciclomotores,
motonetas ou motocicletas sobre calçadas, nem pensar.
do Contran;
XX Isso vale também para os passageiros.
Bicicletas
O ideal é mesmo a ciclovia. Mas onde não existir, o ciclista deve transitar nos bordos da pista de rolamento, no
mesmo sentido de circulação regulamentado para a via.
A autoridade de trânsito pode autorizar a circulação de bicicletas em sentido contrário ao do fluxo dos veículos,
desde que em trecho dotado de ciclofaixa. A bicicleta tem preferência sobre os veículos motorizados. Mas o
ciclista também precisa tomar seus cuidados. Deve trajar roupas claras e sinalizar com antecedência todos os seus
movimentos. Siga o exemplo dos ciclistas profissionais, que geralmente levam esses aspectos a sério.
Segurança
Para dicas mais precisas sobre como evitar acidentes, consulte o capítulo Direção defensiva. Mas nunca é
demais reprisar algumas dicas básicas:
1. Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores devem circular sempre utilizando capacete com viseira ou óculos
protetor, segurando o guidom com as duas mãos e usando vestuário de proteção.
2. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, na ausência de ciclovia, ciclofaixa ou
acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação,
com preferência sobre os veículos automotores.
Bem, agora Você já tem uma boa ideia do que apresenta o Código de Trânsito Brasileiro em termos de normas de circulação.
Se houver dúvida na interpretação ou no entendimento de algum termo, consulte o capítulo 6 Conceitos e Definições Legais.
O ideal é que Você procure ler o Código em sua totalidade. Informação nunca é demais.

! O Código de Trânsito Brasileiro está disponível no site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) –
www.denatran.gov.br, item Legislação - Código de Trânsito Brasileiro.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 7

Infração e Penalidade
2 Décadas de uma cultura de impunidade em relação aos crimes de trânsito deixaram os motoristas brasileiros acostumados
a digirir de qualquer jeito, sem prestar muita atenção às regras. Mas a coisa agora deve mudar.
Com o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista mal-educado pode ter surpresas desagradabilíssimas. A lei decidiu atacar os
imprudentes batendo onde lhes dói mais: no bolso. O preço das multas subiu para valer. Pode chegar a 900 UFIR, por exemplo,
para quem negar socorro a vítimas de acidentes de trânsito. A estratégia tem tudo para funcionar. Além das multas pecuniárias,
o Código introduz um sistema de pontuação cumulativo que castiga o mau motorista.
Penalidades e medidas administrativas
Toda infração é passível de uma penalidade. Uma multa, por exemplo. Algumas infrações, além da penalidade, podem ter uma
consequência administrativa, ou seja, o agente de trânsito deve adotar “medidas administrativas”, cujo objetivo é impedir que o
condutor continue dirigindo em condições irregulares.
As medidas administrativas são: As penalidades são as seguintes:
XX Retenção do veículo; XX Advertência por escrito;
XX Remoção do veículo; XX Multa;
XX Recolhimento do documento de habilitação (Carteira XX Suspensão do direito de dirigir;
Nacional de Habilitação - CNH ou Permissão para Dirigir); XX Apreensão do veículo;
XX Recolhimento do certificado de licenciamento; XX Cassação do documento de habilitação;
XX Transbordo do excesso de carga. XX Frequência obrigatória em curso de reciclagem.

Por exemplo, dirigir com velocidade superior à máxima permitida, em mais de 50% em rodovias, tem como consequência, além das
penalidades (multa e suspensão do direito de dirigir), também o recolhimento do documento de habilitação (medida administrativa).
É assim: cada infração corresponde a um determinado número de pontos, conforme a gravidade. Confira!
Se Você atingir 20 pontos, terá a Carteira Nacional de Habili-
Gravíssima 7 pontos Multa de 180 UFIR
tação suspensa, de um mês a um ano, a critério da autoridade
Grave 5 pontos Multa de 120 UFIR de trânsito. Para contagem dos pontos, é considerada a soma
das infrações cometidas no último ano, a contar regressivamente
Média 4 pontos Multa de 80 UFIR da data da última penalidade recebida.
Para algumas infrações, em razão da sua gravidade e consequên­
Leve 3 pontos Multa de 50 UFIR cias, a multa pode ser multiplicada por três ou até mesmo por
cinco. A seguir, apresentamos as infrações segundo sua gravidade:
8 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Infrações Gravíssimas
Neste grupo, as multas têm valor de 180 UFIR. Porém, dependendo do caso, este valor pode ser triplicado ou até mesmo multi-
plicado por 5 nas ocorrências mais sérias. As multas mais caras são as seguintes:
1. Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes de trânsito. 9. Não dar preferência a pedestres cruzando a faixa de pedestres.
Multa: 180 UFIR x 5. Penalidade: Suspensão do direito de Multa: 180 UFIR.
dirigir e recolhimento do documento de habilitação. 10. Dirigir com carteira de habilitação vencida há mais de 30 dias.
2. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção da
substância psicoativa que determine dependência. carteira. Recolhimento do veículo.
Multa: 180 UFIR x 5. Penalidade: Suspensão do direito de 11. Andar na contramão.
dirigir por 12 (doze) meses Multa: 180 UFIR.
3. Participar de pegas ou rachas.
Multa: 180 UFIR x 3. Penalidade: Suspensão do direito de diri­gir. 12. Retornar em local proibido.
Recolhimento da carteira, apreensão e remoção do veículo. Multa: 180 UFIR.
13. Não diminuir a velocidade próximo a escolas, hospitais,

!
Apreensão: o veículo apreendido permanece sob a guarda pontos de embarque e desembarque de passageiros ou
do DETRAN ou da autoridade legal por até 30 dias. O resgate zonas de grande concentração de pedestres.
só se dá mediante pagamento de todas as multas e demais Multa: 180 UFIR.
despesas como guincho e estada do veículo no depósito. 14. Conduzir veículo sem qualquer uma das placas de identifi-
4. Andar por sobre calçadas, canteiros centrais, acostamentos, cação e/ou licenciamento.
faixas de canalização e áreas gramadas. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão do veículo.
Multa: 180 UFIR x 3. 15. Bloquear a rua com o veículo.
5. Excesso de velocidade superior a 20% do limite em rodovias Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do veículo.
ou a 50% do limite em vias públicas. 16. Estacionar no leito viário em estradas, rodovias, vias de
Multa: 180 UFIR x 3. Penalidade: Suspensão do direito de trânsito rápido e pistas com acostamento.
dirigir e apreensão do documento de habilitação. Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.
6. Confiar a direção a alguém que não esteja em condições 17. Exibir-se em manobras ou procedimentos perigosos. Cantar
de conduzir o veículo com segurança, em função de alguma pneus em freadas e arrancadas bruscas ou em curvas. Fazer
alteração psíquica ou física, ainda que habilitado. malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda.
Multa: 180 UFIR.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.
7. Condução agressiva em relação a pedestres ou outros veículos.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir. Recolhimento da carteira. Apreensão e remoção do veículo.
Retenção do veículo. Recolhimento da carteira. 18. Transportar criança menor de sete anos ou que não tenha, nas
8. Avançar o sinal vermelho. circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.
Multa: 180 UFIR. Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículo.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 9
19. Ultrapassar pela contramão em faixa contínua ou faixa 5. Ultrapassar pelo acostamento.
amarela simples. Multa: 120 UFIR.
Multa: 180 UFIR. 6. Andar com faróis desregulados ou com luz alta que perturbe
20. Transpor bloqueio policial sem autorização. outros condutores.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão do veículo e sus- Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do
pensão do direito de dirigir. veículo até a regularização.
21. Deixar de dar passagem a veículos do Corpo de Bombeiros 7. Excesso de velocidade de até 20% do limite em rodovias, ou
ou a Ambulâncias que estejam em serviço de emergência. de até 50% do limite em vias públicas.
Multa: 180 UFIR. Multa: 120 UFIR.
22. Falsa declaração de domicílio quando do registro, do licen- 8. Seguir veículo em serviço de urgência.
ciamento ou da habilitação. Multa: 120 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.
Multa: 180 UFIR. 9. Não guardar distâncias de segurança, lateral e frontal, em
23. Sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de relação a veículos ou à pista.
proteção e vestuário de acordo com as normas e especifi- Multa: 120 UFIR.
cações aprovadas pelo CONTRAN. 10. Ultrapassar veículos parados, em fila, em sinal, cancela,
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do bloqueio viário ou qualquer outro obstáculo.
veículo. Suspensão do direito de dirigir. Multa: 120 UFIR.
24. Transportar passageiro sem o capacete de segurança, ou 11. Virar à direita ou à esquerda em locais proibidos.
fora do assento suplementar colocado atrás do condutor Multa: 120 UFIR.
ou em carro lateral. 12. Dirigir veículos cujo mau estado de conservação ponha em
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do risco a segurança.
veículo. Suspensão do direito de dirigir. Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do
25. Com os faróis apagados. veículo até a regularização.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do
veículo. Suspensão do direito de dirigir. Infrações Médias
1. Uso de alarme cujo som perturbe a tranquilidade pública.
Infrações Graves Multa: 80 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do veículo.
1. Não sinalizar mudanças de direção. 2. Dirigir com fones de ouvido ligados a telefone celular ou
Multa: 120 UFIR. aparelhos de som.
2. Estacionar em fila dupla. Multa: 80 UFIR.
Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo. 3. Estacionar e parar a menos de 5 metros da via perpendicular
3. Estacionar sobre faixas de pedestres, calçadas, canteiros em esquinas.
centrais, jardins ou gramados públicos. Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.
Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo. 4. Jogar objetos ou derramar substâncias sobre a via a partir
4. Estacionar em pontes, túneis e viadutos. do veículo.
Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo. Multa: 80 UFIR.
10 Manual Básico de Segurança no Trânsito
5. Parar por falta de combustível. Recursos
Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo. Após uma infração ser registrada pelo órgão de trânsito, a
6. Andar emparelhado com outro veículo, obstruindo ou per- NOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO é encaminhada ao endereço do
turbando o trânsito. proprietário do veículo. A partir daí, o proprietário pode indicar
Multa: 80 UFIR. o condutor que dirigia o veículo e também encaminhar defesa
7. Uso de placas de identificação do veículo diferentes daquelas ao órgão de trânsito.
especificadas pelo CONTRAN. A partir da NOTIFICAÇÃO DA PENALIDADE, o proprietário
Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Apreensão das do veículo pode recorrer à Junta Administrativa de Recursos de
placas irregulares. Retenção do veículo até a regularização. Infrações – JARI. Caso o recurso seja indeferido, pode ainda
8. Não dar passagem pela esquerda quando solicitado a fazê-lo. recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN (no caso
Multa: 80 UFIR. do Distrito Federal ao CONTRANDIFE) e, em alguns casos es-
9. Parar o veículo sobre a faixa de pedestre na mudança de pecíficos, ao CONTRAN, para avaliação do recurso em última
sinal luminoso. instância administrativa.
Multa: 80 UFIR.
10. Efetuar transporte remunerado de pessoas ou bens quando Crime de trânsito
Infringir as
não for licenciado para este fim. Classificam-se as infrações descritas no Có- leis de trânsito
Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículo. digo de Trânsito Brasileiro em administrativas, também é um
Infrações Leves civis e penais. As infrações penais, resultantes fator de risco
de ação delituosa, estão sujeitas às regras de acidente!
1. Dirigir sem os documentos exigidos por lei. gerais do Código Penal e seu processamento
Multa: 50 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículo é feito pelo Código de Processo Penal. O infrator, além das
até apresentação dos documentos. penalidades impostas administrativamente pela autoridade
2. Uso prolongado de buzina entre 22h e 6h. de trânsito, é submetido a processo judicial criminal. Julgado
Multa: 50 UFIR. culpado, a pena pode ser prestação de serviços à comunidade,
3. Dirigir sem atenção ou sem cuidados indispensáveis à segu- multa, suspensão do direito de dirigir e até detenção.
rança. Casos mais frequentes compreendem dirigir sem habilitação,
Multa: 50 UFIR. alcoolizado ou trafegar em velocidade incompatível com a
4. Andar por faixa destinada a outro tipo de veículo. segurança da via, nas proximidades de escolas, gerando perigo
Multa: 50 UFIR. de dano, cuja pena pode ser detenção de seis meses a um ano,
5. Uso de luz alta em vias iluminadas. além de eventual ajuizamento de ação civil para reparar prejuízos
Multa: 50 UFIR. causados a terceiros.
6. Ultrapassagem de veículos em cortejo.

!
Multa: 50 UFIR. Este texto está disponível no site
7. Estacionar e parar afastado da calçada (50cm a 1m) www.denatran.gov.br, item Material Educativo.
Multa: 50 UFIR.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 11

Renovação da Carteira Nacional de Habilitação


3
O artigo 150 do Código de Trânsito Brasileiro exige que todo condutor que não tenha curso de direção defensiva e
primeiros socorros deve a eles ser submetido, cabendo ao Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN a sua regula-
mentação. Por meio da resolução CONTRAN no 168, de 14 de dezembro de 2004, em vigor a partir de 19 de junho de 2005,
foram estabelecidos os currículos, a carga horária e a forma de cumprimento ao disposto no referido artigo 150. Há três formas
possíveis de cumprimento ao disposto na lei:

Realização do curso com presença em sala de aula


O condutor deve participar de curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran), ou
por entidades por ele credenciadas, obrigando-se a frequentar de forma integral 15 horas de aula, sendo 10 horas relativas à
direção defensiva e 5 horas relativas a primeiros socorros. O fornecimento do certificado de participação com a frequência de
comparecimento a 100% das aulas pode ser suficiente para o cumprimento da exigência legal.

Realização de curso à distância – modalidade ensino à distância (EAD)


Curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran) ou por entidades especializadas por
ele credenciadas, conforme regulamentação específica, homologada pelo Denatran, com os requisitos mínimos estabelecidos no
anexo IV da resolução no 168.

Validação de estudo – forma autodidata


O condutor poderá estudar só, por meio de material didático com os conteúdos de direção defensiva e de primeiros socorros.
Os condutores que participem de curso à distância ou que estudem na forma autodidata devem se submeter a um exame a ser
realizado pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran), com prova de 30 questões, sendo exigido
o aproveitamento de, no mínimo, 70% para aprovação.
Os condutores que já tenham realizado cursos de direção defensiva e de primeiros socorros, em órgãos ou instituições oficialmente
reconhecidas, podem aproveitar esses cursos, desde que apresentem a documentação comprobatória.

! Textos sobre Direção defensiva e Primeiros socorros no trânsito podem ser obtidos no site do
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran): www.denatran.gov.br, item Material Educativo.
12 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Ser “veloz”, “esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel
Direção Defensiva como status”, são valores presentes em parte da sociedade.
4 Mas são insustentáveis do ponto de vista das necessidades da
Introdução vida coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar.
Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidade
Educando com valores e respeito exige uma tomada de consciência das questões em
O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades jogo no convívio social, portanto, na convivência no trânsito. É
humanas, quatro princípios são importantes para o relaciona- a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito
mento e a convivência social no trânsito. mais humano, harmonioso, seguro e justo.
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual “O bom condutor é aquele que dirige por si e pelos ou-
derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais tros”. Esta máxima, sempre verdadeira, ilustra bem o conceito
para o convívio social democrático, como o respeito mútuo e o do condutor defensivo.
repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude necessária Conduzir defensivamente é exatamente isso, planejar todas as
à promoção da justiça. ações pessoais prevenindo-se contra o comportamento imprudente
de outros condutores, adaptando-se ainda às condições adversas.
O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a
A incapacidade do condutor em antecipar os problemas a serem
possibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso, é
enfrentados no trânsito e a intensidade das condições adversas
necessário ter equidade, isto é, a necessidade de considerar as
são fatores determinantes nas causas de vários acidentes.
diferenças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua
vez, fundamenta a solidariedade. Direção defensiva ou direção segura é a melhor maneira de
dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a preservar
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização a vida, a saúde e o meio ambiente. Mas, o que é a direção
da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do defensiva? É a forma de dirigir que permite a Você reconhecer
trânsito e de suas consequências. antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode
Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, acontecer com Você, com seus acompanhantes, com o seu
que diz respeito à formação de atitudes e a aprender a valorizar veículo e com os outros usuários da via.
comportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetiva- Para isso, Você precisa aprender os conceitos de direção de-
ção do direito de mobilidade em favor de todos os cidadãos e a fensiva e usar esse conhecimento com eficiência. Dirigir sempre
exigir dos governantes ações de melhoria dos espaços públicos. com atenção, para poder prever o que fazer com antecedência
Comportamentos expressam princípios e valores que a sociedade e tomar as decisões certas para evitar acidentes.
constrói e referenda e que cada pessoa toma A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece por
para si e leva para o trânsito. Os valores, por Trânsito acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande maioria
sua vez, expressam as contradições e conflitos seguro dos acidentes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aos
entre os segmentos sociais e mesmo entre os é um direito
condutores e aos pedestres uma boa dose de responsabilidade.
papéis que cada pessoa desempenha. de todos!
Toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 13
Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito estão relacionados com: Acidente
XX Os veículos;  O ambiente; não acontece
XX Os condutores;  O comportamento das pessoas. por acaso,
XX As vias de trânsito; por obra
Vamos examinar separadamente os principais riscos e perigos. do destino
ou por azar!
Riscos, perigos e acidentes
Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho, quando consertamos alguma coisa em casa,
brincando, dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas da cidade.
Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as chances
de acontecer um acidente.
Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e suas cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso dizer que eles
são sempre ruins para todos. Mas Você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:
XX O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e ferimentos, inclusive com sequelas1 físicas e/ou mentais, muitas vezes
irreparáveis;
XX Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do trabalho;
XX Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e até
mesmo a prisão dos responsáveis.
Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse que
poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção de milhares de casas populares para melhorar a vida de muitos brasileiros. Por
isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz da “preservação
da vida, da saúde e do meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito.
Esta é uma excelente oportunidade que Você tem para ler com atenção este material didático e conhecer e aprender como evitar
situações de perigo no trânsito, diminuindo as possibilidades de acidentes. Estude-o bem. Aprender os conceitos de Direção
Defensiva vai ser bom para Você, para seus familiares, para seus amigos e também para o País.
Manutenção periódica e preventiva
O hábito da
Todos os sistemas e componentes do seu veículo se desgastam com o uso. O desgaste de um componente manutenção
pode prejudicar o funcionamento de outros e comprometer sua segurança. Isso pode ser evitado, observando preventiva e
a vida útil e a durabilidade definida pelos fabricantes para os componentes, dentro de certas condições de uso. periódica gera
Para manter seu veículo em condições seguras, crie o hábito de fazer periodicamente a manutenção preventiva. economia e
Ela é fundamental para minimizar o risco de acidentes de trânsito. Respeite os prazos e as orientações do evita acidentes
manual de instruções do veículo e, sempre que necessário, consulte profissionais habilitados. Uma manutenção de trânsito!
feita em dia evita quebras, custos com consertos e, principalmente, acidentes.
(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
14 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Pneus
Os pneus têm três funções importantes: impulsionar, frear e manter a dirigibilidade do veículo. Confira sempre:
XX Calibragem: siga as recomendações do fabricante do veículo, observando a situação de carga (vazio e carga máxima).
Pneus murchos têm sua vida útil diminuída, prejudicam a estabilidade, aumentam o consumo de combustível e reduzem a
aderência ao piso com água.
XX Desgaste: o pneu deve ter sulcos de, no mínimo, 1,6 milímetro de profundidade. A função dos sulcos é permitir o escoamento
da água para garantir perfeita aderência ao piso e a segurança, em caso de piso molhado.
XX Deformações na carcaça: veja se os pneus não têm bolhas ou cortes. Essas deformações podem causar um estouro ou uma
rápida perda de pressão.
XX Dimensões irregulares: não use pneus de modelo ou dimensões diferentes das recomendadas pelo fabricante, para não reduzir
a estabilidade e desgastar outros componentes da suspensão.
Você pode identificar outros problemas de pneus com facilidade. Vibrações do volante indicam possíveis problemas com o balan-
ceamento das rodas. Veículo “puxando” para um dos lados indica um possível problema com a calibragem dos pneus ou com o
alinhamento da direção. Tudo isso pode reduzir a estabilidade e a capacidade de frenagem do veículo.
Sistema de iluminação
O sistema de iluminação de seu veículo é fundamental, tanto para Você ver bem seu trajeto como para ser visto Ver e ser
por todos os outros usuários da via e, assim, garantir a segurança no trânsito. Sem iluminação, ou com ilumina- visto por todos
ção deficiente, Você pode ser causa de colisão e de outros acidentes. Confira e evite as principais ocorrências: torna o trânsito

XX Faróis queimados, em mau estado de conservação ou desalinhados: reduzem a visibilidade panorâmica mais seguro!

e Você não consegue ver tudo o que deveria;


XX Lanternas de posição queimadas ou com defeito, à noite ou em ambientes escurecidos (chuva, penumbra): comprometem o
reconhecimento do seu veículo pelos demais usuários da via;
XX Luzes de freio queimadas ou em mau funcionamento (à noite ou de dia): Você freia e isso não é sinalizado aos outros moto-
ristas. Eles vão ter menos tempo e distância para frear com segurança;
XX Luzes indicadoras de direção (pisca-pisca) queimadas ou em mau funcionamento: impedem que os outros motoristas com-
preendam sua manobra e isso pode causar acidentes.
Verifique periodicamente o estado e o funcionamento das lanternas.
Freios
O sistema de freios desgasta-se com o uso e tem sua eficiência reduzida. Freios gastos exigem maiores distâncias para frear com
segurança e podem causar acidentes.
Os principais componentes do sistema de freios são: sistema hidráulico, fluido, discos e pastilhas ou lonas, dependendo do tipo
de veículo.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 15
Veja as principais razões de perda de eficiência e como inspecionar: Para frear
XX Nível de fluido baixo: é só observar o nível do reservatório; com segurança,
XX Vazamento de fluido: observe a existência de manchas no piso sob o veículo; é preciso
XX Disco e pastilhas gastos: verifique com profissional habilitado; estar atento.
XX Lonas gastas: verifique com profissional habilitado. Mantenha
distância segura
Ao dirigir, evite freadas bruscas e desnecessárias, que desgastam mais rapidamente os componentes do e freios em
sistema de freios. É só dirigir com atenção, observando a sinalização, a legislação e as condições do trânsito. bom estado!

Uso correto dos retrovisores


Quanto mais Você vê o que acontece a sua volta enquanto dirige, maior a possibilidade de evitar situações de perigo.
Se não conseguir eliminar esses “pontos cegos”, antes de iniciar uma manobra, movimente a cabeça para encontrar outros ângulos
de visão pelos espelhos ou por meio da visão lateral. Fique atento também aos ruídos dos motores dos outros veículos e só faça
a manobra se estiver seguro de que não irá causar acidentes.
O constante aperfeiçoamento
O ato de dirigir apresenta riscos e pode gerar graves consequências, tanto físicas como financeiras. Por isso,
Todas as nossas
dirigir exige aperfeiçoamento e atualização constantes, para a melhoria do desempenho e dos resultados. atividades exigem
Você dirige um veículo que exige conhecimento e habilidade, passa por lugares diversos e complexos, nem aperfeiçoamento
sempre conhecidos, nos quais também circulam outros veículos, pessoas e animais. Por isso, Você tem muita e atualização.
responsabilidade sobre tudo o que faz ao volante. Viver é um eterno
É muito importante para Você conhecer as regras de trânsito, a técnica de dirigir com segurança e saber aprendizado!
como agir em situações de risco. Procure sempre revisar e aperfeiçoar seus conhecimentos sobre tudo isso.
Dirigindo ciclomotores e motocicletas
Um grande número de motociclistas precisa alterar urgentemente sua forma de dirigir. Mudar constantemente de faixa, ultrapassar
pela direita, circular em velocidades incompatíveis com a segurança e sem guardar distância segura têm resultado num preocupante
aumento do número de acidentes, envolvendo motocicletas em todo o País. Esses acidentes podem ser evitados, simplesmente com uma
direção mais segura. Se Você dirige uma motocicleta ou um ciclomotor, pense nisso e coloque em prática as seguintes orientações:
Regras de segurança para condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores Motocicletas são como
XX É obrigatório o uso de capacete de segurança para o condutor e o passageiro, devidamente os demais veículos:
afivelado e no tamanho adequado; devem respeitar os limites
XX É obrigatório o uso de viseiras ou óculos de proteção; de velocidade, manter
distância segura e ultrapassar
XX É proibido transportar crianças menores de 7 anos;
apenas pela esquerda!
XX É obrigatório manter o farol aceso quando em circulação, de dia ou à noite;
16 Manual Básico de Segurança no Trânsito
XX A velocidade deve ser compatível com as condições e circunstâncias do momento, respeitando os limites fixados pela regu-
lamentação da via;
XX Ao circular entre veículos, em situação de trânsito parado, ter atenção redobrada e manter velocidade reduzida;
XX Condutor e passageiro devem vestir roupas claras;
XX Solicite ao “garupa” que movimente o corpo da mesma maneira que você, condutor, para garantir a estabilidade nas curvas;
XX Segure o guidom com as duas mãos.
Regras de segurança para ciclomotores
O condutor de ciclomotor (veículo de duas ou três rodas, motorizado, até 50 centímetros cúbicos) deve dirigir pela direita da pista de
rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista, sempre que não houver acostamento ou
faixa própria a ele destinada. É proibida a circulação de ciclomotores nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.
Condições adversas
As condições adversas que podem causar acidentes de trânsito são:
Luz
As condições de iluminação são muito importantes na direção defensiva. A intensidade da luz natural ou artificial, em dado momento,
pode afetar a capacidade do condutor de ver ou de ser visto. Pode haver luz demais, provocando ofuscamento, ou de menos, cau-
sando penumbra. Ao perceber farol alto em sentido contrário, pisque rapidamente os faróis para advertir o condutor, que vem em
sua direção, de sua luz alta. Caso a situação persista, volte a visão para o acostamento do lado direito ao cruzar com ele. Proteja
seus olhos da incidência direta da luz solar. Para isso você poderá usar óculos escuros ou uma viseira de capacete especial que
filtre a luminosidade. Os problemas de luminosidade são mais comuns nas primeiras horas da manhã ou à tardinha. Se possível,
evite trafegar nesses horários. E se tiver mesmo que pilotar, redobre sua atenção. Como sempre, os faróis devem estar acesos.
Tempo
Frio, calor, vento, chuva, granizo e neblina. Todos esses fenômenos reduzem muito a capacidade visual do condutor,
tornando difícil a visibilidade de outros veículos. Para o motociclista, a situação é muito pior. A menos que esteja
bem protegido, o piloto sentirá os pingos de chuva como agulhadas na pele. Além de dificultarem a capacidade
de ver e de ser visto, as más condições de tempo tornam estradas escorregadias e podem causar derrapagens,
sobretudo para quem vai em duas rodas. Em situações de mau tempo, é preciso adaptar-se à nova realidade,
tomando cuidados básicos: reduza a velocidade e redobre a atenção. Se o tempo estiver mesmo ruim, deixe a
estrada e espere as condições melhorarem.
Via
Procure adaptar-se também às condições da via. Procure identificar bem o traçado das curvas, das elevações, a largura das
pistas e o número delas, o estado do acostamento, a existência de árvores à margem da via, o tipo de pavimentação, a presença
de barro ou lama, buracos e obstáculos, como quebra-molas, sonorizadores, etc. Evite surpresas. Mais uma vez a velocidade é
chave. Se sentir que a via não está em condições ideais, reduza a velocidade. Lembre-se: a sinalização traz os limites máximos de
velocidade, o que não significa que você não possa ir mais devagar.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 17
Coisas para se lembrar em relação ao estado das vias:
Vias de Concreto
Sobre o concreto, os pneus têm o atrito ideal. Porém, cuidado com os pontos de junção das placas de concretagem em estradas
antigas. Podem estar desgastadas e apresentar perigo.
Pavimentação Asfáltica
Andar no asfalto é uma “maciota”. Mas quando a chuva vem, a pista logo fica coberta por uma capa de água que deixa tudo
muito mais perigoso. Com o cair da noite a coisa vai piorando, à medida que a visibilidade em relação a obstáculos naturais da
pista vai se reduzindo. Cuidado.
Pedras Soltas e Cascalho
Pistas recém-cobertas com cascalho, ou que por falta de chuva não permitem que as pedras da superfície
se misturem à terra, representam um problema para o motociclista. O equilíbrio e o controle da motocicleta
se tornam bem mais difíceis. Uma boa dica aqui é não acelerar ou frear além da conta, nem entrar muito
fechado nas curvas. Outra boa medida é manter-se ligeiramente fora do banco, apoiado nas pedaleiras.
Em estradas de cascalho, isso lhe dará um pouco mais de equilíbrio.
Chapas de Ferro
Todo motociclista conhece aquelas pranchas de metal comuns em trechos de pista sob reparos. Se estiverem molhadas viram um verda-
deiro rinque de patinação. Previna-se. Identifique com a máxima antecedência a presença dessas chapas e reduza bem a velocidade.
Veículo
Para que você possa pilotar com conforto e segurança, seu veículo precisa estar em perfeitas condições de uso e adaptado às
suas necessidades. Preste atenção ao seguinte:
XX Assegure-se de que seu capacete e seus óculos estejam limpos e com boas condições de visibilidade. Elimine todo e qualquer
obstáculo ao seu campo visual;
XX Adote uma posição adequada, que lhe permita alcançar sem esforço todos os pedais e comandos do guidom. Não se coloque
nem muito próximo nem muito distante do guidom, nem demasiadamente inclinado para frente ou para trás.
XX Ajuste os espelhos retrovisores. Você deve ter um bom campo de visão sem que para isso tenha que se inclinar para frente
ou para trás.
XX Use as roupas corretas e todo o equipamento de segurança. O passageiro que estiver sendo transportado deve fazer o mesmo.
Lembre-se, esses detalhes salvam vidas.
XX Confira o funcionamento básico dos itens obrigatórios de segurança. Se qualquer coisa estiver fora de especificação ou
funcionando mal, solucione o problema antes de colocar seu veículo em movimento.
XX Confira se o nível de combustível é compatível com o trecho que pretende cobrir. Ficar sem combustível no meio da rua, além
de muito frustrante, também pode oferecer perigo para todos os usuários da via.
18 Manual Básico de Segurança no Trânsito
XX Mantenha sua motocicleta, motoneta ou ciclomotor em bom estado de conservação. Pneus gastos, freios desregulados,
lâmpadas queimadas, componentes com defeito, falta de buzina ou retrovisores, amortecedores e suspensão desgastados
são problemas que merecem atenção constante.
Trânsito
O motociclista precisa estar avaliando constantemente a presença de outros usuários da via e a interação entre eles no trânsito,
adaptando seu comportamento para evitar conflitos.
Os períodos de pico geralmente oferecem os maiores problemas para o motociclista. No início da manhã, no fim da tarde e
durante os intervalos tradicionais para almoço, o trânsito tende a ficar mais congestionado. Todo mundo está indo para o trabalho
ou voltando para casa. Em períodos como Carnaval, Natal, férias escolares e feriados o congestionamento também é maior. Nos
centros urbanos, os pontos de concentração de pedestres e carros estacionados também são problemáticos.
Preste bastante atenção ao se aproximar de pontos de ônibus ou estações de metrô. Há sempre alguém com pressa, correndo
para não perder a condução. Na correria, acabam atravessando a rua sem olhar.
Seu estado
Condutor emocional
Muito importante também para a prevenção de acidentes é o fator motociclista. O condutor deve estar em também é muito
plenas condições físicas, mentais e psicológicas para pilotar. Várias são as condições adversas que podem importante. Evite
afetar o comportamento de um motociclista: fadiga, embriaguez, sonolência, déficits visuais ou auditivos, pilotar se sentir
mal-estar físico generalizado. Pilotar cansado é sempre perigoso. Para evitar a fadiga, tome alguns cuidados: que está irritado
1. Sempre que possível, evite pilotar nas horas de pico. Saia um pouco mais cedo pela manhã. Evite as rotas ou ansioso.
de maior congestionamento, mesmo que precise andar um pouco mais.
2. Adapte-se bem à temperatura. Use roupas leves no calor e agasalhe-se bem no frio. O calor ou o frio excessivo causa irritação
e estresse, além de afetar os reflexos. Use roupas que o façam sentir-se bem, sem abrir mão da segurança.
3. Caso vá cobrir longas distâncias, faça intervalos com frequência, para “esticar as pernas” e ir ao toalete. Não se esqueça de
se alimentar adequadamente também.
4. Se sentir que o cansaço bateu mesmo, pare. Descanse ou durma um pouco.
Abuso na Ingestão de Bebidas Alcoólicas
Excessos no consumo de álcool ainda são o principal responsável por acidentes nas ruas e estradas de
nosso país. A dosagem alcoólica se distribui por todos os órgãos e fluidos do organismo, mas concentra-
se de modo particular no cérebro. Cria excesso de autoconfiança, reduz o campo de visão e altera a
audição, a fala e o senso de equilíbrio. Com o álcool, a pessoa se torna presa de uma euforia que, na
verdade, é reflexo da anestesia dos centros cerebrais controladores do comportamento.
O fato é que bebida e direção simplesmente não combinam. O resultado dessa mistura é quase sempre
fatal. E o risco não é só de quem bebe. Os passageiros em um veículo guiado por um condutor embria-
gado frequentemente também são vitimados.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 19

Se beber, não pilote sob nenhuma hipótese. Concentração


Se for a uma festa onde sabe que irá beber, deixe o veículo em casa. Se preferir, deixe as chaves com e reflexos diminuem
um amigo que não vá beber, ou com o dono da casa, com a recomendação expressa de só lhe devolver muito com o uso de
depois de se certificar de que você está absolutamente sóbrio. Não seja passageiro de ninguém que álcool e drogas.
tenha bebido mesmo que só um pouco. Mesmo doses pequenas podem comprometer grandemente a Acontece o mesmo se
habilidade do motociclista. E a vítima pode ser você. Você não dormir ou
dormir mal!
Maneira de Pilotar
O comportamento do motociclista, seu modo de pilotar, também é determinante para a prevenção de acidentes. Quando está
pilotando, deve dar atenção máxima à condução do veículo. Comportamentos inadequados devem ser evitados. Tenha sempre
as duas mãos sobre o guidom. Evite surpresas.
XX Não sobrecarregue seu veículo. Leve apenas um passageiro, não exagere na bagagem e não abuse da velocidade. O excesso
de volumes dificulta a mobilidade do condutor do veículo.
XX Não se curve para apanhar objetos com o veículo em movimento.
XX Não acenda cigarros enquanto estiver pilotando.
XX Não se ocupe em espantar ou matar insetos enquanto estiver pilotando.
XX Evite manobras bruscas com seu veículo.
XX Não beba ou coma nada enquanto pilota.
XX Não fale ao telefone enquanto pilota.
O código de trânsito fornece muitas informações que o motociclista deve receber. Além do código, há livros e revistas especializados.
Leia tudo o que puder. Informe-se. O motociclista precisa desenvolver ao máximo sua habilidade. Estamos falando da capacidade
de manusear os controles do veículo e executar com perícia e sucesso quaisquer manobras básicas de trânsito. Precisa saber fazer
curvas com segurança, ultrapassar, mudar de pista com prudência e estacionar corretamente. A habilidade do motociclista se
desenvolve por meio de aprendizado. A prática leva à perfeição. Algumas dicas úteis:
Distância de Seguimento
Um dos principais cuidados para evitar colisões e acidentes consiste em manter a distância adequada em relação ao carro que
segue à frente. Esta distância, chamada de Distância de Seguimento (DS), pode ser calculada segundo uma fórmula bastante
complicada que envolve a velocidade do veículo em função de seu comprimento.
Mas ninguém quer sair por aí fazendo cálculos e contas matemáticas enquanto pilota. Por isso, bom mesmo é usar
o bom senso. Mantenha um espaço razoável entre você e o veículo que vai à sua frente. À medida que a velocidade Evite
aumenta, vá aumentando também a distância, pois precisará de mais espaço para frear caso surja algum imprevisto. colisões,
mantendo
Atente para a distância a que vem o veículo de trás. Se sentir que o motorista está muito próximo, mude de pista para
distância
dar-lhe passagem. Lembre-se: não aceite provocações. Muito cuidado com os veículos de transporte coletivo, escolares
segura!
e veículos lentos, que podem parar inesperadamente. Quando estiver atrás de um desses veículos, aumente ainda
mais a distância que o separa dele. Evite também pilotar prensado entre dois veículos grandes. É muito perigoso.
20 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Veículos Parados
Atenção ao passar ao lado de veículos parados. De repente alguém pode abrir a porta, levando você ao chão. Olhe para o interior
dos veículos e certifique-se de que estão desocupados.
Acidentes: Como Prevenir
O método que se segue se aplica a qualquer atividade do dia a dia que envolva risco de vida. Assim, pode ser aplicado à pilo-
tagem de uma motocicleta.
Sempre que for guiar um veículo, procure se preparar mentalmente para a tarefa com alguma antecedência. Antes de sair para
qualquer viagem ou passeio, examine bem seu veículo. Em seguida faça a si mesmo as seguintes perguntas:
XX Em que estado se encontra o meu veículo? XX Estou tomando algum medicamento que poderá afetar a
XX Como me sinto física e mentalmente? minha habilidade de pilotar?
XX Estou em condições de pilotar? XX Poderá ocorrer alguma condição adversa relativa à luz,
XX Estou cansado ou descansado, calmo ou emocionalmente tempo, via e trânsito?
perturbado?
Considere bem as respostas a essas autoindagações e só então dê partida ao veículo, depois de colocar o capacete. Se sentir que não
está bem em relação a qualquer dessas respostas, tome a decisão de não colocar o veículo em movimento até resolver o problema.
Evite Colisões por Trás Piso molhado
“Colar” demais no veículo que vai à frente é causa constante de acidentes. Para minimizar os riscos desse reduz a aderência
tipo de acidentes, há algumas coisas que você pode fazer: dos pneus.
1. Inspecione com frequência as luzes de freios para certificar-se de seu bom funcionamento e visibilidade. V elocidade reduzida e
2. Preste atenção ao que acontece às suas costas. Use os espelhos retrovisores. pneus em bom estado

3. Sinalize com antecedência quando for virar, parar ou trocar de pista. evitam acidentes!

4. Reduza a velocidade gradualmente. Evite desacelerações repentinas.


5. Mantenha-se dentro dos limites de velocidade. Trafegar demasiadamente devagar pode ser tão perigoso quanto andar muito depressa.
Aquaplanagem ou Hidroplanagem
A falta de aderência do pneu com a pista faz com que ele derrape e o condutor perca o controle do veículo. Esse processo é
chamado de hidroplanagem ou aquaplanagem. Para motociclistas, a menos que haja muito cuidado, é tombo certo.
Alta velocidade, pista molhada, pneus mal calibrados e em mau estado de conservação são os elementos comumente presentes
em ocorrências de aquaplanagem. Para manter-se livre desses riscos, tome os seguintes cuidados:
1. Em dias de chuva, reduza a velocidade.
2. Rode com pneus novos ou em bom estado de conservação, com boa banda de rodagem.
3. Calibre os pneus segundo as especificações do fabricante e do veículo. Verifique a calibragem pelo menos uma vez por semana.
4. Identifique o tipo de pista e assuma velocidade compatível com as condições correntes.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 21

Pedestres
O comportamento do pedestre é imprevisível. Tenha muita cautela e dê sempre preferência aos pedes-
tres. Problemas com o álcool não são exclusividade dos condutores. Pedestres também se embriagam e
geralmente acabam atropelados. Quase todas as vítimas são pessoas que não sabem dirigir, não tendo
portanto noção da distância de frenagem. Muitos são desatentos e confiam demais na ação do condutor
para evitar atropelamentos.
O piloto defensivo deve dedicar atenção especial a pessoas idosas e deficientes físicos, que estão mais
sujeitos a atropelamentos. Igualmente, deve ter muito cuidado com crianças que brincam nas ruas, correndo
entre carros estacionados, atrás de bolas ou animais de estimação. Geralmente atravessam a pista sem
olhar e estão sob alto risco de acidentes.
Faixa de Pedestres
Atravessar a
Reduza sempre a velocidade ao se aproximar de uma faixa de pedestres. Se houver pessoas querendo cruzar rua na faixa
a pista, pare completamente o veículo. Só retome a marcha depois que os pedestres tiverem completado a é um direito
travessia. Tome cuidado na desaceleração, para evitar colisões por trás. Advirta os outros condutores quanto do pedestre.
à presença de pedestres. Respeite-o!
Animais
Todos os anos, muitos condutores são vitimados em acidentes causados por animais. Esteja atento, portanto, ao trafegar por
regiões rurais, de fazendas ou em campo aberto, principalmente à noite. A qualquer momento, e de onde menos se espera,
pode surgir um animal. E chocar-se contra um animal, mesmo um animal de pequeno porte como um cachorro, geralmente tem
consequências graves. Ainda mais de veículo de duas rodas. Tome cuidado também ao passar por entre postes ou mourões. Vá
devagar e certifique-se de que não há arame farpado esticado entre as hastes. A consequência de se chocar, de veículo de duas
rodas, contra um fio teso de arame é catastrófica. Ao perceber a presença de animais, reduza a velocidade e siga devagar até
que tenha ultrapassado o ponto em que se encontra. Isso evitará que o animal se sobressalte e, na tentativa de fugir, venha de
encontro ao seu veículo.
Bicicletas
A bicicleta é um veículo de passageiros como qualquer outro. A maioria dos ciclistas, porém, é feita de menores que não conhecem
as regras de trânsito. Por isso, mesmo a chance de acidentes com ciclistas é grande. Além daqueles que se utilizam da bicicleta
apenas como meio de transporte, há também os desportistas, os ciclistas amadores ou profissionais. Estes em geral fazem uso de
todo o equipamento de segurança. Com frequência usam roupas coloridas que permitem sua fácil visualização. Mas, por outro
lado, circulam em velocidades bem altas, sobretudo em descidas. Fique atento com os ciclistas. A bicicleta é um veículo silencioso
e muitas vezes o condutor de outro veículo não percebe sua aproximação. Se notar que o ciclista está desatento, dê uma leve
buzinada antes de ultrapassá-lo. Mas cuidado: não carregue na buzina para não assustá-lo e provocar acidentes.
22 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Outras regras gerais e importantes


Antes de colocar seu veículo em movimento, verifique as condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, sistema
de iluminação e buzina, além de observar se o combustível é suficiente para chegar ao local de destino. Tenha, a todo momento,
domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e com os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.
Dê preferência de passagem aos veículos que se deslocam sobre trilhos, respeitadas as normas de circulação.
Reduza a velocidade quando for ultrapassar um veículo de transporte coletivo (ônibus) que esteja parado efetuando embarque
ou desembarque de passageiros.
Aguarde uma oportunidade segura e permitida pela sinalização para fazer uma ultrapassagem, quando estiver dirigindo em vias
com duplo sentido de direção e pista única, e também nos trechos em curvas e em aclives. Não ultrapasse veículos em pontes,
viadutos e nas travessias de pedestres, exceto se houver sinalização que o permita.
Numa rodovia, para fazer uma conversão à esquerda ou um retorno, aguarde uma oportunidade segura no acostamento. Nas
rodovias sem acostamento, siga a sinalização indicativa de permissão.
Não freie bruscamente seu veículo, exceto por razões de segurança.
Não pare seu veículo nos cruzamentos, bloqueando a passagem de outros veículos. Nem mesmo se Você estiver na via preferencial
e com o semáforo verde para Você.
Aguarde, antes do cruzamento, o trânsito fluir e vagar um espaço no trecho de via à frente.
Em locais onde o estacionamento é proibido, Você deve parar apenas durante o tempo suficiente para o embarque ou desembarque
de passageiros. Isso, desde que a parada não venha a interromper o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres.
O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada.
Mantenha a atenção ao dirigir, mesmo em vias com tráfego denso e com baixa velocidade, observando atentamente o movimento
de veículos, pedestres e ciclistas, tendo em conta a possibilidade da travessia de pedestres fora da faixa e a aproximação excessiva
de outros veículos, ações que podem acarretar acidentes.
Essas situações ocorrem em horários preestabelecidos, conhecidos como “horários de pico”. São os horários de entrada e saída de traba-
lhadores e acesso a escolas, sobretudo em polos geradores de tráfego, como “shopping centers”, supermercados, praças esportivas, etc.
Mantenha uma distância segura do veículo à frente. Uma boa distância permite que Você tenha tempo de reagir e acionar os
freios diante de uma situação de emergência e haja tempo também para que o veículo, uma vez freado, pare antes de colidir.
Respeito ao Meio Ambiente e Convívio Social
Poluição veicular e sonora
A poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves ameaças à qualidade de vida. Os principais causadores da poluição
do ar são os veículos automotores. Os gases que saem do escapamento contêm monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio,
hidrocarbonetos, óxidos de enxofre e material particulado (fumaça preta). A quantidade desses gases depende do tipo e da quali-
dade do combustível e do tipo e da regulagem do motor. Quanto melhor é a queima do combustível ou, melhor dizendo, quanto
melhor regulado estiver seu veículo, menor será a poluição. A presença desses gases na atmosfera não é só um problema para
cada uma das pessoas, é um problema para toda a coletividade do planeta.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 23
O monóxido de carbono não tem cheiro, nem gosto e é incolor, sendo difícil sua identificação pelas pessoas. Mas é extremamente
tóxico e causa tonturas, vertigens, alterações no sistema nervoso central e pode ser fatal, em altas doses, em ambientes fechados.
O dióxido de enxofre, presente na combustão do diesel, provoca coriza, catarro e danos irreversíveis aos pulmões e também pode
ser fatal, em doses altas.
Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleta dos combustíveis (álcool, gasolina ou diesel), são responsáveis pelo aumento
da incidência de câncer no pulmão, provocam irritação nos olhos, no nariz, na pele e no aparelho respiratório.
A fuligem, que é composta por partículas sólidas e líquidas, fica suspensa na atmosfera e pode atingir o pulmão das pessoas
e agravar quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de nariz e garganta e facilitar a propagação de infecções gripais.
A poluição sonora provoca muitos efeitos negativos. Os principais são distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade auditiva,
surdez, dores de cabeça, distúrbios digestivos, perda de concentração, aumento do batimento cardíaco e alergias.
Preservar o meio ambiente é uma necessidade de toda a sociedade, para a qual todos devem contribuir. Alguns procedimentos
contribuem para reduzir a poluição atmosférica e a poluição sonora. São eles:
XX Regule e faça a manutenção periódica do motor;
XX Calibre periodicamente os pneus;
XX Não carregue excesso de peso; Preservar o
XX Troque de marcha na rotação correta do motor; meio ambiente
é um dever
XX Evite reduções constantes de marcha, acelerações bruscas e freadas excessivas;
de toda a
XX Desligue o motor numa parada prolongada;
sociedade!
XX Não acelere quando o veículo estiver em ponto morto ou parado no trânsito;
XX Mantenha o escapamento e o silencioso em boas condições;
XX Faça a manutenção periódica do equipamento destinado a reduzir os poluentes — catalisador (nos veículos em que é previsto).
Você e o meio ambiente
A sujeira jogada na via pública ou nas margens das rodovias estimula a proliferação de insetos e de roedores, o que favorece a
transmissão de doenças contagiosas. Outros materiais jogados no meio ambiente, como latas e garrafas plásticas, levam muito
tempo para ser absorvidos pela natureza. Custa muito caro para a sociedade manter limpos os espaços públicos e recuperar a
natureza afetada. Por isso:
XX Não jogue lixo na via, nos terrenos baldios ou na vegetação à margem das rodovias;
XX Entulhos devem ser transportados para locais próprios. Não jogue entulho nas vias e suas margens;
XX Faça a manutenção, conservação e limpeza do veículo em local próprio. Não derrame óleo ou descarte materiais na via e
nos espaços públicos;
XX Ao observar situações que agridem a natureza, sujam os espaços públicos ou que também podem causar riscos para o trânsito,
solicite ou colabore com sua remoção e limpeza;
XX O espaço público é de todos, faça sua parte mantendo-o limpo e conservado.
24 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Você e a relação com o outro


Na introdução deste capítulo, falamos sobre o relacionamento das pessoas no trânsito. Para melhorar o convívio O respeito
e a qualidade de vida, existem alguns princípios que devem ser a base das nossas relações no trânsito, a saber: à pessoa
e a convivência
Dignidade da pessoa humana solidária tornam
Princípio universal do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio o trânsito
social democrático. mais seguro!
Igualdade de direitos
É a possibilidade de exercer a cidadania plenamente por meio da equidade, isto é, a necessidade de considerar as diferenças das
pessoas para garantir a igualdade, fundamentando a solidariedade.
Participação
É o princípio que fundamenta a mobilização das pessoas para se organizarem em torno dos problemas do trânsito e suas con-
sequências para a sociedade.
Corresponsabilidade pela vida social
Valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito e à efetivação do direito de mobilidade a todos os cidadãos. Tanto
o Governo quanto a população têm sua parcela de contribuição para um trânsito melhor e mais seguro. Faça sua parte.

! Este texto está disponível no site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.

1. Use todos os equipamentos de segurança: capacete, luvas, roupas de couro, botas, tiras
reflexivas, etc. Proteja-se.
2. Ande sempre com os faróis ligados. Se possível, use alguma peça de roupa mais clara, de modo
s a

a permitir melhor visualização do conjunto. Use adesivos refletivos no capacete.


da nç
Ro ura

3. Mantenha-se à direita, sobretudo em pistas rápidas. Facilite as ultrapassagens.


e eg

4. Evite os pontos cegos. Mantenha-se visível em relação aos outros veículos.


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5. Não abuse da confiança. Pilote conservadoramente.


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6. Evite pilotar sob chuva ou condições de pista escorregadia.


ca

7. Cuidado com os pedestres, sobretudo quando o trânsito estiver parado. Muitos deles atravessam fora da faixa.
Di

8.Evite a proximidade de veículos pesados.


9. Tome cuidado com as linhas de pipa, pois podem estar com “cerol”. As linhas com cerol possuem uma enorme capaci-
dade cortante e é a causa de muitos acidentes graves que podem levar à morte ou deixar sequelas terríveis em suas vítimas.
JAMAIS DISCUTA NO TRÂNSITO OU ACEITE PROVOCAÇÕES.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 25

Noções de Primeiros Socorros no Trânsito


5 Introdução
Educando com valores
O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento
e a convivência social no trânsito.
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o
convívio social democrático, como o respeito mútuo e o repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude necessária à promoção
da justiça. O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso,
é necessário ter equidade, isto é, a necessidade de considerar as diferenças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua vez,
fundamenta a solidariedade. Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em torno
dos problemas do trânsito e de suas consequências. Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz respeito à
formação de atitudes e a aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetivação do direito de mobili-
dade em favor de todos os cidadãos e a exigir dos governantes ações de melhoria dos espaços públicos. Comportamentos expressam
princípios e valores que a sociedade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e leva para o trânsito. Os valores, por sua vez,
expressam as contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”,
“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como status” são valores presentes em parte da sociedade. Mas são insustentáveis
do ponto de vista das necessidades da vida coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar. Mudar comportamentos para
uma vida coletiva com qualidade e respeito exige uma tomada de consciência das questões em jogo no convívio social, portanto, na
convivência no trânsito. É a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito mais humano, harmonioso, seguro e justo.
Riscos, perigos e acidentes
Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, dançando,
praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas da cidade. Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando
uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as chances de acontecer um acidente.
Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e suas cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso dizer que eles
são sempre ruins para todos. Mas Você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:
XX O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e ferimentos, inclusive com sequelas1 físicas e/ou mentais, muitas vezes irreparáveis;
XX Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do trabalho;
XX Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e ainda
a prisão dos responsáveis.
Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse que
poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção de milhares de casas populares para melhorar a vida de muitos brasileiros.
(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
26 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Por isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz da “preser-
vação da vida, da saúde e do meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito.
Acidentes de trânsito podem acontecer com todos. Mas poucos sabem como agir na hora que eles acontecem.
Por isso, para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação, todos os motoristas terão que saber os procedimentos básicos
no caso de um acidente de trânsito.
Assim, este capítulo traz informações básicas que Você deve conhecer para atuar com segurança caso ocorra um acidente. Para isso, ele foi
escrito de forma simples e direta, e dispõe de um espaço para Você anotar informações que podem ser úteis por ocasião de um acidente.
Mas, atenção: não é objetivo deste capítulo ensinar primeiros socorros que necessitem de treinamento.
Medidas de socorro, como respiração boca a boca, massagens cardíacas, imobilizações, entre outros procedimentos, exigem treina-
mento específico, dado por entidades credenciadas. Caso esses aprendizados sejam de seu interesse, procure uma dessas entidades.
Importância das Noções de Primeiros Socorros
Se existem os Serviços Profissionais de Socorro, como SAMU e Resgate, por que é importante saber fazer algo
pela vítima de um acidente de trânsito?
Dirigir faz parte da sua vida. Mas cada vez que Você entra num veículo surgem riscos de acidentes, riscos a sua vida e a de outras
pessoas. São muitos os acidentes de trânsito que acontecem todos os dias, deixando milhares de vítimas, pessoas feridas, às vezes
com lesões irreversíveis e muitas mortes.
Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às vítimas. Mas, por mais que se aparelhem hospitais e pronto-socorros,
ou se criem os Serviços de Resgate e SAMUs (Serviços de Atendimento Móvel de Urgência), sempre vai haver um tempo até a
chegada do atendimento profissional. E, nesses minutos, muita coisa pode acontecer. Nesse tempo, as únicas pessoas presentes
são as que foram envolvidas no acidente e as que passam pelo local. Nessa hora duas coisas são importantes nessas pessoas:
1. O espírito de solidariedade;
2. Informações básicas sobre o que fazer e o que não fazer nas situações de acidente.
São conceitos e técnicas fáceis de aprender que, unidos à vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um acidente tenha
maiores consequências, aumentando bastante as chances de uma melhor recuperação das vítimas.
O que são Primeiros Socorros?
Primeiros Socorros são as primeiras providências tomadas no local do acidente. É o atendimento inicial e temporário, até a chegada
de um socorro profissional. Quais são essas providências?
XX Uma rápida avaliação da vítima;
XX Aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam agravar o quadro da vítima, com a utilização de técnicas simples;
XX Acionar corretamente um serviço de emergência local.
Simples, não é? As técnicas de Primeiros Socorros têm sido divulgadas para toda a sociedade, em todas as partes do mundo. E
agora uma parte delas está disponível para Você, neste capítulo. Leve as técnicas a sério, elas podem salvar vidas. E não há nada
no mundo que valha mais que isso.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 27

A Sequência das Ações de Socorro


O que devo fazer primeiro? E depois?
É claro que cada acidente é diferente do outro. E, por isso, só se pode falar na melhor forma de socorro quando se sabe quais
são as suas características. Um veículo que está se incendiando, um local perigoso (uma curva, por exemplo), vítimas presas nas
ferragens, a presença de cargas tóxicas, etc., tudo isso interfere na forma do socorro.
Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pessoas iniciando os socorros, ou mesmo se Você estiver ferido.
Mas a sequência das ações a serem realizadas vai sempre ser a mesma:
1. Manter a calma; 4. Controlar a situação;
2. Garantir a segurança; 5. Verificar a situação das vítimas;
3. Pedir socorro; 6. Realizar algumas ações com as vítimas.
Cada uma dessas ações é detalhada nos próximos itens. O importante agora é fixá-las, ter sempre em mente a sequência delas.
E também saber que uma ação pode ser iniciada sem que a anterior tenha sido terminada. Você pode, por exemplo, começar a
garantir a segurança sinalizando o local, parar para pedir socorro e voltar depois para completar a segurança do local.
Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem evitar que as consequências do acidente sejam ampliadas.
Como Manter a Calma e Controlar a Situação? Como Pedir Socorro?
Vamos manter a calma?
Você já viu que manter a calma é a primeira atitude a tomar no caso de um acidente.
Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é claro que é muito difícil ter atitudes racionais e coerentes nessa situação: o
susto, as perdas materiais, a raiva pelo ocorrido, o pânico no caso de vítimas, etc. Tudo colabora para que as nossas reações
sejam intempestivas, mal-pensadas. Mas tenha cuidado, pois ações desesperadas normalmente acabam agravando a situação.
Por isso, é fundamental que, antes de agir, Você recobre rapidamente a lucidez, reorganize os pensamentos e se mantenha calmo.
Mas, como é que se faz para ficar calmo após um acidente?
Num intervalo de segundos a poucos minutos, é fundamental que Você siga o seguinte roteiro:
1. Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por impulso; 4. Avalie a gravidade geral do acidente;
2. Respire profundamente, algumas vezes; 5. Conforte os ocupantes do seu veículo;
3. Veja se Você sofreu ferimentos; 6. Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar a
situação e agir.
E como controlar a situação?
Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações? Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é demais.
Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as pessoas presentes há algum médico, bombeiro, policial ou outro profissional
acostumado a lidar com esse tipo de emergência. Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle e comece as ações.
Com calma, Você vai identificar o que é preciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua mente que:
XX A ação inicial define todo o desenvolvimento do atendimento; XX Você precisa identificar os riscos para definir as ações.
28 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Nem toda pessoa está preparada para assumir a liderança após um acidente. Esse pode ser o seu caso, mas numa emergência
Você poderá ter que tomar a frente. Siga as recomendações adiante, para que todos trabalhem de forma organizada e eficiente,
diminuindo o impacto do acidente:
XX Mostre decisão e firmeza nas suas ações; XX Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados do
XX Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que acidente, às pessoas que estejam mais desequilibradas ou
estiverem próximos; contestadoras;
XX Distribua tarefas às pessoas ou forme equipes para executar XX Trabalhe muito, não fique só dando ordens;
as tarefas; XX Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação rea-
XX Não perca tempo discutindo; lizada.
Como acionar o Socorro?
Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor para as vítimas de um acidente. Solicite um, o mais rápido possível.
Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com serviços de atendimento a emergências.
O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros, os SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros tipos de socorro
recebem chamados por telefone, fazem uma triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias equipadas. No próprio
local, após uma primeira avaliação, os feridos são atendidos emergencialmente para, em seguida, serem transferidos a hospitais.
São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos, números de telefone padronizados em todo o Brasil. Use o seu celular, o de
outra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodovias, os telefones públicos ou peça para alguém que esteja passando pelo
local que vá a um telefone ou a um posto rodoviário acionar rapidamente o socorro.
A seguir estão listados os telefones de emergência mais comuns.
SERVIÇOS E
QUANDO ACIONAR
TELEFONES
Resgate do Vítimas presas nas ferragens.
Corpo de Qualquer perigo identificado como fogo, fumaça, faíscas, vazamento de substâncias, gases, líquidos,
Bombeiros combustíveis ou ainda locais instáveis como ribanceiras, muros caídos, valas, etc. Em algumas regiões do
País, o Resgate-193 é utilizado para todo tipo de emergência relacionado à saúde. Em outras, é utilizado
prioritariamente para qualquer emergência em via pública. O Resgate pode acionar outros serviços quando
193 existirem e se houver necessidade. Procure saber se existe e como funciona o Resgate em sua região.
SAMU – Serviço Qualquer tipo de acidente.
de Atendimento Mal súbito em via pública ou rodovia. O SAMU foi idealizado para atender a qualquer tipo de emergência
Móvel de Urgência relacionado à saúde, incluindo acidentes de trânsito. Pode ser acionado também para socorrer pessoas
que passam mal dentro dos veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Resgate ou outros, se houver
192 necessidade. Procure saber se existe e como funciona o SAMU em sua região.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 29

Rodovias Sempre que ocorrer qualquer emergência nas rodovias.


Polícia Rodoviária Todas as rodovias devem divulgar o número do telefone a ser chamado em caso de emergência. Pode ser
Federal ou da Polícia Rodoviária Federal, Estadual, do serviço de uma concessionária ou do serviço público próprio.
Estadual Esses serviços não possuem um número único de telefone, mudam de uma rodovia a outra.
Serviço de Muitas rodovias dispõem de telefones de emergência nos acostamentos, geralmente (mas nem sempre)
Atendimento ao dispostos a cada quilômetro. Nesses telefones é só retirar o fone do gancho, aguardar o atendimento e
Usuário – SAU prestar as informações solicitadas pelo atendente.
Serviços O Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU é obrigatório nas rodovias administradas por concessionárias.
Rodoviários Executa procedimentos de resgate, lida com riscos potenciais e realiza atendimento às vítimas. Seus telefones
Federais ou geralmente iniciam com 0800. Mantenha sempre atualizado o número dos telefones das rodovias que Você
Estaduais utiliza. Anote o número da emergência logo que entrar na estrada. Regrinha eficiente para quem utiliza
celular é deixar registrado no aparelho, pronto para ser usado, o número da emergência.
Serviços dos Não confie na memória.
municípios Procure saber como acionar o atendimento nas rodovias que Você utiliza.
mais próximos
Outros recursos Algumas localidades ou regiões possuem serviços distintos dos citados acima. Muitas vezes não têm res-
existentes na ponsabilidade de dar atendimento, mas o fazem. Podem ser ambulâncias de hospitais, de serviços privados,
comunidade de empresas, de grupos particulares ou ainda voluntários que, acionados por telefones específicos, podem
ser os únicos recursos disponíveis.
Se Você circula habitualmente por áreas que não contam com nenhum serviço de socorro, procure saber
ou pensar antecipadamente como conseguir auxílio caso venha a sofrer um acidente.
Além desses números listados anteriormente, Você tem um espaço, na última página deste capítulo, para anotar todos os telefones
que podem ser importantes para Você numa emergência. Anote já, nunca se sabe quando eles vão ser necessários.
Você pode melhorar o Socorro, pelo telefone
Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os atendentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas a Você.
São perguntas para orientar a equipe, informações que vão ajudar a prestar o socorro mais adequado e eficiente. À medida do
possível, ao chamar o socorro, tenha respostas para as seguintes perguntas:
XX Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, XX Número aproximado de vítimas envolvidas;
atropelamento, etc.); XX Pessoas presas nas ferragens;
XX Gravidade aparente do acidente; XX Vazamento de combustível ou produtos químicos;
XX Nome da rua e número próximo; XX Ônibus ou caminhões envolvidos.
30 Manual Básico de Segurança no Trânsito

A Sinalização do Local e a Segurança


Como sinalizar? Como garantir a segurança de todos?
Você já leu que as diversas ações num acidente de trânsito podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Enquanto
uma pessoa telefona, outra sinaliza o local e assim por diante. Assim, ganha-se tempo para o atendimento, fazer a sinalização e
garantir a segurança no local.
A importância de sinalizar o local
Os acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou dificultando a passagem normal dos outros veículos. Por isso, esteja
certo de que situações de perigo vão ocorrer (novos acidentes ou atropelamentos), se Você demorar muito ou não sinalizar o local
de forma adequada. Algumas regras são fundamentais para Você fazer a sinalização do acidente:
 Inicie a sinalização em um ponto em que os motoristas ainda não possam ver o acidente
Não adianta ver o acidente quando já não há tempo suficiente para parar ou diminuir a velocidade. No caso de vias de fluxo
rápido, com veículos ou obstáculos na pista, é preciso alertar os motoristas antes que eles percebam o acidente. Assim, vai dar
tempo para reduzir a velocidade, concentrar a atenção e desviar. Então, não se esqueça de que a sinalização deve começar
antes do local do acidente ser visível. Nem é preciso dizer que a sinalização deve ser feita antes da visualização nos dois sentidos
(ida e volta), nos casos em que o acidente interferir no tráfego das duas mãos de direção.
 Demarque todo o desvio do tráfego até o acidente
Não é só a sinalização que deve se iniciar bem antes do acidente. É necessário que todo o trecho, do início da sinalização até
o acidente, seja demarcado, indicando quando houver desvio de direção. Se isso não puder ser feito de forma completa, faça o
melhor que puder, aguardando as equipes de socorro, que deverão completar a sinalização e os desvios.
 Mantenha o tráfego fluindo
Outro objetivo importante na sinalização é manter a fluidez do tráfego, isto é, apesar do afunilamento provocado pelo acidente,
deve sempre ser mantida uma via segura para os veículos passarem.
Faça isso por duas razões: se ocorrer uma parada no tráfego, o congestionamento, ao surgir repentinamente, pode provocar novas
colisões. Além disso, não se esqueça que, com o trânsito parado, as viaturas de socorro vão demorar mais a chegar.
Para manter o tráfego fluindo, tome as seguintes providências:
XX Mantenha, dentro do possível, as vias livres para o tráfego fluir;
XX Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para cuidarem da fluidez;
XX Não permita que curiosos parem na via destinada ao tráfego.
 Sinalize no local do acidente
Ao passarem pelo acidente, todos ficam curiosos e querem ver o que ocorreu, diminuindo a marcha ou até parando. Para evitar
isso, alguém deve ficar sinalizando no local do acidente, para manter o tráfego fluindo e garantir a segurança.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 31

Que materiais podem ser utilizados na sinalização?


Existem muitos materiais fabricados especialmente para sinalização, mas, na hora do acidente, Você provavelmente terá apenas o
triângulo de segurança à mão, já que ele é um dos itens obrigatórios de todos os veículos. Use o seu triângulo e os dos motoristas
que estiverem no local. Não se preocupe, pois com a chegada das viaturas de socorro os triângulos poderão ser substituídos por
equipamentos mais adequados e devolvidos a seus donos.
Outros itens que forem encontrados nas imediações também podem ser usados, como galhos de árvore, cavaletes de obra, latas,
pedaços de madeira, pedaços de tecido, plásticos, etc.
À noite ou sob neblina, a sinalização deve ser feita com materiais luminosos. Lanternas, pisca-alerta e faróis dos veículos devem
sempre ser utilizados.
O importante é lembrar que tudo o que for usado para sinalização deve ser de fácil visualização e não pode oferecer risco,
transformando-se em verdadeira armadilha para os passantes e outros motoristas.
O emprego de pessoas sinalizando é bastante eficiente, porém é sempre arriscado. Ao se colocar pessoas na sinalização, é
necessário tomar alguns cuidados:
XX Suas roupas devem ser coloridas e contrastar com o terreno;
XX As pessoas devem ficar na lateral da pista, sempre de frente para o fluxo dos veículos;
XX Devem ficar o tempo todo agitando um pano colorido para alertar os motoristas;
XX Prestar muita atenção e estar sempre preparadas para o caso de surgir algum veículo desgovernado;
XX As pessoas nunca devem ficar logo depois de uma curva ou em outro local perigoso. Elas têm que ser vistas, de longe, pelos
motoristas.
Onde deve ficar o início da sinalização?
Como Você já viu, a sinalização deve ser iniciada para ser visível aos motoristas de outros veículos antes que eles vejam o acidente.
Não adianta falar em metros, é melhor falar em passos, que podem ser medidos em qualquer situação. Cada passo bem longo
(ou largo) de um adulto corresponde a aproximadamente um metro.
As distâncias para o início da sinalização são calculadas com base no espaço necessário para o veículo parar após iniciar a
frenagem, mais o tempo de reação do motorista. Assim, quanto maior a velocidade, maior deve ser a distância para iniciar a
sinalização. Na prática, a recomendação é seguir a tabela abaixo, onde o número de passos longos corresponde à velocidade
máxima permitida no local.
32 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Distância do acidente para início da sinalização

Velocidade máxima Distância para início da sinalização Distância para início da sinalização
Via
permitida (pista seca) (sob chuva, neblina, fumaça, à noite)
Vias locais 40 km/h 40 passos longos 80 passos longos
Avenidas 60 km/h 60 passos longos 120 passos longos
Vias de fluxo rápido 80 km/h 80 passos longos 160 passos longos
Rodovias 100 km/h 100 passos longos 200 passos longos
Não se esqueça que os passos devem ser longos e dados por um adulto. Se não puder, peça a outra pessoa para medir a distância.
Como se vê na tabela acima, existem casos nas quais as distâncias devem ser dobradas, como à noite, sob chuva, neblina, fumaça.
À noite, além de aumentar a distância, a sinalização deve ser feita com materiais luminosos.
Há ainda outros casos que comprometem a visibilidade do acidente, como curvas e lombadas. Veja como proceder nesses casos:
 Curvas e lombadas
Quando Você estiver contando os passos e encontrar uma curva, pare a contagem. Caminhe até o final da curva e então reco-
mece a contar a partir do zero. Faça a mesma coisa quando o acidente ocorrer no topo de uma elevação, sem visibilidade para
os veículos que estão subindo.

Como identificar riscos para garantir mais segurança?


O maior objetivo deste capítulo é dar orientações para que, numa situação de acidente, Você possa tomar providências que:
1. Evitem agravamento do acidente, tais como novas colisões, atropelamentos ou incêndios;
2. Garantam que as vítimas não terão suas lesões agravadas por uma demora no socorro ou uma remoção mal feita.
Sempre, além das providências já vistas (como acionar o Socorro, sinalizar o acidente e assumir o controle da situação), Você deve
também observar os itens complementares de segurança, tendo em mente as seguintes questões:
XX Eu estou seguro?
XX Minha família e os passageiros de meu veículo estão seguros?
XX As vítimas estão seguras?
XX Outras pessoas podem se ferir?
XX O acidente pode tomar maiores proporções?
Para isso, é preciso evitar os riscos que surgem em cada acidente, agindo rapidamente para evitá-los.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 33

Quais são os riscos mais comuns e quais são os cuidados iniciais?


É só acontecer um acidente que podem ocorrer várias situações de risco. As principais são:
XX Novas colisões; XX Cabos de eletricidade;
XX Atropelamentos; XX Óleo e obstáculos na pista;
XX Incêndio; XX Vazamento de produtos perigosos;
XX Explosão; XX Doenças infectocontagiosas.
1. Novas colisões
Você já viu como sinalizar adequadamente o local do acidente. Seguindo as instruções, fica bem reduzida a possibilidade de novas
colisões. Porém, imprevistos acontecem. Por isso, nunca é demais usar simultaneamente mais de um procedimento, aumentando
ainda mais a segurança.
2. Atropelamentos
Adote as mesmas providências empregadas para evitar novas colisões. Mantenha o fluxo de veículos na pista livre. Oriente para
que curiosos não parem na área de fluxo e que pedestres não fiquem caminhando na via.
Isole o local do acidente e evite a presença de curiosos. Faça isso, sempre solicitando auxílio e distribuindo tarefas entre as pessoas
que querem ajudar, mesmo que precisem ser orientadas para isso.
3. Incêndio
Sempre existe o risco de incêndio. E ele aumenta bastante quando ocorre vazamento de combustível. Nesses casos é importante
adotar os seguintes procedimentos:
XX Afaste os curiosos;
XX Se for fácil e seguro, desligue o motor do veículo acidentado;
XX Oriente para que não fumem no local;
XX Pegue o extintor de seu veículo e deixe-o pronto para uso, a uma distância segura do local de risco;
XX Se houver risco elevado de incêndio, principalmente com vítimas presas nas ferragens, peça aos outros motoristas que deixem
seus extintores prontos para uso, a uma distância segura do local de risco, até a chegada do socorro.
Há dois tipos de extintor para uso em veículo: o BC, destinado a apagar fogo em combustível e em sistemas elétricos, e o ABC, que
também apaga o fogo em componentes de tapeçaria, painéis, bancos e carroçaria. O extintor BC deverá ser substituído pelo ABC,
a partir de 2005, assim que expirar a validade do cilindro (Resolução no 157, Contran*). Verifique o tipo do extintor e a validade
do cilindro. Saiba sempre onde ele está em seu veículo. Normalmente, seu lugar é próximo ao motorista para facilitar a utilização.
Dependendo do veículo, ele pode estar fixado no banco, sob as pernas do motorista, na lateral, próximo aos pedais, na lateral do
banco ou sob o painel do lado do passageiro. Localize o extintor e assinale sua posição no espaço reservado no final deste
capítulo. Verifique também como é que se faz para tirá-lo; não deixe para ver isso numa emergência. O extintor nunca deve ser
guardado no porta-malas ou em outro lugar de difícil acesso. Mantenha sempre seu extintor carregado e com a pressão adequada.
34 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Troque a carga ou substitua conforme a regulamentação de trânsito e também sempre que o ponteiro do medidor de pressão
estiver na área vermelha. Para usar seu extintor, siga as seguintes instruções:
XX Mantenha o extintor em pé, na posição vertical; XX Faça movimentos em forma de leque, cobrindo toda a área
XX Quebre o lacre e acione o gatilho; em chamas;
XX Dirija o jato para a base das chamas, e não para o meio XX Não jogue o conteúdo aos poucos. Para um melhor resulta-
do fogo; do, empregue grandes quantidades de produto, se possível
com o uso de vários extintores ao mesmo tempo.
4. Explosão
Se o acidente envolver algum caminhão de combustível, gás ou outro material inflamável, que esteja vazando ou já em chamas,
a via deve ser totalmente interditada, conforme as distâncias recomendadas, e todo o local evacuado.
5. Cabos de eletricidade
Nas colisões com postes, é muito comum que cabos elétricos se rompam e fiquem energizados, na pista ou mesmo sobre os
veículos. Alguns desses cabos são de alta voltagem, e podem causar mortes. Jamais tenha contato com esses cabos, mesmo
que ache que eles não estão energizados.
No interior dos veículos as pessoas estão seguras, desde que os pneus estejam intactos e não haja nenhum contato com o chão. Se
o cabo estiver sobre o veículo, as pessoas podem ser eletrocutadas ao tocar o solo. Isso já não ocorre se permanecerem no interior
do veículo, que está isolado pelos pneus. Outro risco é do cabo chicotear próximo a um vazamento de combustível, pois a faísca
produzida pode causar um incêndio. Mesmo não havendo esses riscos, não mexa nos cabos, apenas isole o local e afaste os curiosos.
Caso exista qualquer dos riscos citados ou alguém eletrocutado, use um cano longo de plástico ou uma madeira seca e, num movi-
mento brusco, afaste o cabo. Não faça isso com bambu, metal ou madeira molhada. E nunca imagine que o cabo já está desligado.
6. Óleo e obstáculos na pista
Os fragmentos dos veículos acidentados devem ser removidos da pista onde haja trânsito de veículos. Se possível, jogue terra ou
areia sobre o óleo derramado. Normalmente isso é feito depois, pelas equipes de socorro, mas se Você tiver segurança para se
adiantar, pode evitar mais riscos no local.
7. Vazamento de produtos perigosos
Interdite totalmente a pista e evacue a área, quando veículos que transportam produtos perigosos estiverem envolvidos no
acidente e existir algum vazamento. Faça a sinalização como foi descrito.
8. Doenças infectocontagiosas
Hoje, as doenças infectocontagiosas são uma realidade. Evite qualquer contato com o sangue ou secreções das vítimas. Tenha
sempre no veículo um par de luvas de borracha para tais situações. Podem ser luvas de procedimentos usadas pelos profissionais
ou simples luvas de borracha de uso doméstico.
9. Limpeza da pista
Encerrado o atendimento e não havendo equipes especializadas no local, retire da pista a sinalização de advertência do acidente
e outros objetos que possam representar riscos ao trânsito de veículos.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 35

Iniciando o Socorro às Vítimas


O que é possível fazer? As limitações no atendimento às vítimas
Você não é um profissional de resgate e por isso deve se limitar a fazer o mínimo necessário em favor da vítima até a chegada
do socorro. Infelizmente, vão existir algumas situações em que o socorro, mesmo chegando rapidamente e com equipamentos e
profissionais treinados, pouco poderá fazer pela vítima. Você, mesmo com toda a boa-vontade, também pode vir a enfrentar uma
situação em que seja necessário mais que sua solidariedade. Mesmo nessas situações difíceis, não se espera que Você faça algo
para o qual não está preparado ou treinado.
Fazendo contato com a vítima
Depois de garantido pelo menos o básico em segurança e feita a solicitação do socorro, é o momento em que Você pode iniciar
contato com a vítima. Se a janela estiver aberta, fale com a vítima sem abrir a porta. Se for abrir a porta, faça-o com muito
cuidado para não movimentar a vítima. Você pode pedir a algum ocupante do veículo para destravar as portas, caso necessário.
Ao iniciar seu contato com a vítima, faça tudo sempre com base em quatro atitudes: informe, ouça, aceite e seja solidário.
Informe à vítima o que Você está fazendo para ajudá-la e, com certeza, ela vai ser mais receptiva a seus cuidados.
Ouça e aceite suas queixas e a sua expressão de ansiedade, respondendo às perguntas com calma e de forma apaziguadora.
Não minta e não dê informações que causem impacto ou estimulem a discussão sobre a culpa no acidente.
Seja solidário e permaneça junto à vítima em um local onde ela possa ver Você, sem que isso coloque em risco sua segurança.
Algumas vítimas de acidente podem tornar-se agressivas, não permitindo acesso ou auxílio. Tente a ajuda de familiares ou conhe-
cidos dela, se houver algum, mas se a situação colocar Você em risco, afaste-se.
Cintos de segurança e a respiração
Veja se o cinto de segurança está dificultando a respiração da vítima. Nesse caso, e só nesse caso, Você deve soltá-lo, sem
movimentar o corpo da vítima.
Impedindo movimentos da cabeça
É procedimento importante e fácil de ser aplicado, mesmo em vítimas de atropelamento. Segure a cabeça da vítima, pressionando
a região das orelhas, impedindo a movimentação da cabeça. Se a vítima estiver de bruços ou de lado, procure alguém treinado
para avaliar se ela necessita ser virada e como fazê-lo, antes de o socorro chegar. Em geral ela só deve ser virada se não estiver
respirando. Se estiver de bruços e respirando, sustente a cabeça nessa posição e aguarde o socorro chegar.
Se a vítima estiver sentada no carro, mantenha a cabeça na posição encontrada. Como na situação anterior, ela pode ser movi-
mentada se não estiver respirando, mas a ajuda de alguém com treinamento prático é necessária.
36 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Vítima inconsciente
Ao tentar manter contato com a vítima, faça perguntas simples e diretas, tais como:
— Você está bem? Qual é seu nome? O que aconteceu? Você sabe onde está?
O objetivo dessas perguntas é apenas identificar a consciência da vítima. Ela pode responder bem e naturalmente a suas perguntas,
e isso é um bom sinal, mas pode estar confusa ou mesmo nada responder.
Se ela não der nenhuma resposta, demonstrando estar inconsciente ou desmaiada, mesmo depois de Você chamá-la em voz alta,
ligue novamente para o serviço de socorro, complemente as informações e siga as orientações que receber. Além disso, indague
entre as pessoas que estão no local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa situação. Em um acidente, a movimentação
de vítima inconsciente e mesmo a identificação de uma parada respiratória ou cardíaca exigem treinamento prático específico.
Controlando uma hemorragia externa
São diversas as técnicas para conter uma hemorragia externa. Algumas são simples e outras complexas, e estas só devem ser
aplicadas por profissionais. A mais simples, que qualquer pessoa pode realizar, é a compressão do ferimento, diretamente sobre
ele, com gaze ou pano limpo. Você pode necessitar de luvas para sua proteção, para não se contaminar. Naturalmente Você deve
cuidar só das lesões facilmente visíveis que continuam sangrando e daquelas que podem ser cuidadas sem a movimentação da
vítima. Só aja em lesões e hemorragias se Você se sentir seguro para isso.
Escolha um local seguro para as vítimas
Muitas das pessoas envolvidas no acidente já podem ter saído sozinhas do veículo, e também podem estar desorientadas e trau-
matizadas com o acontecido. É importante que Você localize um local sem riscos e junte essas pessoas nele. Isso irá facilitar muito
o atendimento e o controle da situação, quando chegar a equipe de socorro.
Proteção contra frio, sol e chuva
Você já deve ter ouvido que aquecer uma vítima é um procedimento que impede o agravamento de seu estado. É verdade, mas
aquecer uma vítima não é elevar sua temperatura, mas, sim, protegê-la, para que ela não perca o calor de seu próprio corpo.
Ela também não pode ficar exposta ao sol. Por isso, proteja-a do sol, da chuva e do frio, utilizando qualquer peça de vestimenta
disponível. Em dias frios ou chuvosos as pessoas andam com os vidros dos veículos fechados, muitas vezes sem agasalho. Após
o acidente ficam expostas e precisam ser protegidas do tempo, que pode agravar sua situação.

O que NÃO SE DEVE FAZER com uma vítima de acidente

Não movimente. Não tire o capacete de um motociclista.

Não faça torniquetes. Não dê nada para beber.


Manual Básico de Segurança no Trânsito 37
Você só quer ajudar, mas muitos são os procedimentos que podem agravar a situação da vítima. Os mais comuns e que Você
deve evitar são:
XX Movimentar a vítima.
XX Retirar capacetes de motociclistas.
XX Aplicar torniquetes para estancar hemorragias.
XX Dar algo para a vítima tomar.

Não movimente a vítima


A movimentação da vítima pode causar piora de uma lesão na coluna ou em uma fratura de braço ou perna.
A movimentação da cabeça ou do tronco da vítima que sofreu um acidente com impacto que deforma ou amassa veículos, ou num
atropelamento, pode agravar muito uma lesão de coluna. Num acidente pode haver uma fratura ou deslocamento de uma vértebra da
coluna, por onde passa a medula espinhal. É ela que transporta todo o comando nervoso do corpo, que sai do cérebro e atinge o tronco,
os braços e as pernas. Movimentando a vítima nessa situação, Você pode deslocar ainda mais a vértebra lesada e danificar a medula,
causando paralisia dos membros ou ainda da respiração, o que com certeza vai provocar danos muito maiores, talvez irreversíveis.
No caso dos membros fraturados, a movimentação pode causar agravamento das lesões internas no ponto de fratura, provocando
o rompimento de vasos sanguíneos ou lesões nos nervos, levando a graves complicações.
Assim, a movimentação de uma vítima só deve ser realizada antes da chegada de uma equipe de socorro se houver perigos
imediatos, tais como incêndio, perigo do veículo cair, ou seja, desde que esteja presente algum risco incontrolável.
Não havendo risco imediato, não movimente a vítima.
Até mesmo no caso de vítimas que saem andando do acidente, é melhor que não se movimentem e aguardem o socorro chegar
para uma melhor avaliação. Aconselhe-as a aguardar sentadas no veículo, ou em outro lugar seguro.
Não tire o capacete de um motociclista
Retirar o capacete de um motociclista que se acidenta é uma ação de alto risco. A atitude será de maior risco ainda se ele estiver
inconsciente. A simples retirada do capacete pode movimentar intensamente a cabeça e agravar lesões existentes no pescoço ou
no crânio. Aguarde a equipe de socorro ou pessoas habilitadas para que eles realizem essa ação.
Não aplique torniquetes
O torniquete não deve ser realizado para estancar hemorragias externas. Atualmente esse procedimento é feito só por profissionais
treinados e, mesmo assim, em caráter de exceção; quase nunca é aconselhado.
38 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Não dê nada para a vítima ingerir


Nada deve ser dado para ingerir a uma vítima de acidente que possa ter lesões internas ou fraturas e que, certamente, será
transportada para um hospital. Nem mesmo água. Se o socorro já foi chamado, aguarde os profissionais, que vão decidir sobre
a conveniência ou não. O motivo é que a ingestão de qualquer substância pode interferir de forma negativa nos procedimentos
hospitalares. Por exemplo, se a vítima for submetida a cirurgia, o estômago com água ou alimentos é fator que aumenta o risco
no atendimento hospitalar.
Como exceção, há os casos de pessoas cardíacas que fazem uso de alguns medicamentos em situações de emergência, geralmente
aplicados embaixo da língua. Não os impeça de fazer uso desses medicamentos, se for rotina para eles.

Primeiros Socorros: A importância de um curso prático


Você estudou este capítulo e já sabe quais são as primeiras ações a serem tomadas num acidente. Mesmo assim, é importante
fazer um Curso Prático de Primeiros Socorros?
Um treinamento em Primeiros Socorros vai ser sempre de grande utilidade em qualquer momento de sua vida, seja em casa, no
trabalho ou no lazer. Podem ser muitas e variadas as situações em que seu conhecimento pode levar a uma ação imediata e garantir a
sobrevida de uma vítima. Isso, tanto em casos de acidente como em situações de emergência que não envolvem trauma ou ferimentos.
Atuar em Primeiros Socorros requer o domínio de habilidades que só podem ser adquiridas em treinamentos práticos, como a
compressão torácica externa, conhecida como massagem cardíaca, apenas para citar um exemplo.
Outras técnicas de socorro são diferentes para casos de trauma e emergências sem trauma, como, por exemplo, a abertura das
vias aéreas para que a vítima respire, ou ainda a necessidade e a forma de se movimentar uma vítima, etc. Essas diferenças
implicam procedimentos distintos, e as técnicas devem ser adquiridas em treinamento sob supervisão de um instrutor qualificado.
Outras habilidades a serem desenvolvidas em treinamento são as maneiras de se utilizar os materiais (tais como talas, bandagens
triangulares, máscaras para realizar a respiração), como atuar em áreas com material contaminado, quando e quais materiais
podem ser utilizados para imobilizar a coluna cervical (pescoço), etc. São muitas as situações que podem ser aprendidas em um
curso prático. Mesmo assim, nenhum treinamento em Primeiros Socorros dá a qualquer pessoa a condição de substituir comple-
tamente um sistema profissional de socorro.

Resumo
XX Por que um motorista deve conhecer noções de Primeiros Socorros relacionados a acidentes de trânsito?
Para reduzir alguns riscos e prestar auxílio inicial em um acidente de trânsito.
XX Para que Você possa auxiliar uma vítima em um acidente de trânsito, é necessário:
Ter o espírito de solidariedade e os conhecimentos básicos sobre o que fazer e o que não fazer nessas situações.
XX Se após um acidente de trânsito Você adotar corretamente algumas ações iniciais mínimas de socorro, espera-se que:
Os riscos de ampliação do acidente fiquem reduzidos.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 39
XX Uma boa sequência no atendimento ou auxílio inicial em caso de acidente é:
1. recobrar a calma; 2. garantir a segurança inicial, mesmo parcial; 3. pedir socorro.
XX Considerando a sequência das ações que devem ser realizadas em um acidente antes da chegada dos profissionais de socorro,
pode-se afirmar:
Podemos passar para a ação seguinte e depois retornar para ações anteriores para completá-las, melhorá-las
ou revisá-las.
XX Respirar profundamente algumas vezes, observar seu corpo em busca de ferimentos e confortar os ocupantes do seu veículo
são providências que devem ser tomadas para:
Recobrar a calma.
XX Você pode assumir a liderança das ações após um acidente automobilístico:
Sentindo-se em condições, até a chegada do profissional do socorro.
XX Você sabe quais as providências iniciais que devem ser tomadas em um acidente. As maneiras abaixo são as mais adequadas
na tentativa de assumir a liderança:
Sempre motivar todos, elogiando e agradecendo cada ação bem-sucedida.
XX Na maioria das regiões do Brasil, os telefones dos Bombeiros, SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Polícia
Militar são: Bombeiros: 193; SAMU: 192 e Polícia Militar: 190.
XX Por que devemos sinalizar o local de um acidente?
Para alertar os outros motoristas sobre a existência de um perigo, antes mesmo de que tenham visto o acidente.
XX Em um acidente com vítimas, quando possível, devemos manter o tráfego fluindo por vários motivos. Para a vítima, o motivo
mais importante é:
Possibilitar a chegada mais rápida da equipe de socorro.
XX Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma avenida com velocidade máxima permitida de 60 quilômetros por
hora, em caso de acidente?
60 passos largos ou 60 metros.
XX Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma rua com velocidade máxima permitida de 40 quilômetros por
hora, em caso de acidente?
40 passos largos ou 40 metros.
XX Você está medindo a distância para sinalizar o local de um acidente, mas existe uma curva antes de completar a medida
necessária. O que Você deve fazer?
Iniciar novamente a contagem a partir da curva.
XX Em relação às condições adotadas durante o dia, a distância para sinalizar o local de um acidente à noite ou sob chuva deve ser:
Dobrada, com a utilização de dispositivos luminosos.
40 Manual Básico de Segurança no Trânsito
XX Ao utilizar o extintor de incêndio de um veículo, o jato de seu conteúdo deve ser:
Dirigido para a base das chamas, com movimentos horizontais em forma de leque.
XX O extintor de incêndio do veículo deve ser recarregado sempre que:
O ponteiro estiver no vermelho ou se já venceu o prazo de validade.
XX O extintor de incêndio do veículo sempre deve estar posicionado:
Em local de fácil acesso para o motorista, sem que ele precise sair do veículo.
XX Sempre que auxiliar vítimas que estejam sangrando, é aconselhável:
Utilizar uma luva de borracha ou similar.
XX Quais são os aspectos que Você deve ter em mente ao fazer contato com a vítima?
Informar, ouvir, aceitar e ser solidário.
XX Em que situação e como Você deve soltar o cinto de segurança de uma vítima que sofreu um acidente?
Quando o cinto de segurança dificultar a respiração; soltá-lo sem movimentar o corpo da vítima.
XX Segurar a cabeça da vítima, pressionando a região das orelhas é procedimento para:
Impedir que a vítima movimente a cabeça.
XX O que Você pode fazer para controlar uma hemorragia externa de um ferimento?
Uma compressão no local do ferimento com gaze ou pano limpo.
XX Qual é o procedimento inicial mais adequado, se Você não estiver treinado e encontrar uma vítima inconsciente (desmaiada)
após um acidente de trânsito?
Ligar novamente para o serviço de emergência, se a ligação já tiver sido feita, completar as informações e depois
indagar entre as pessoas que estão no local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa situação.
XX Que atitude Você deve tomar quando uma vítima sai andando após um acidente?
Aconselhá-la a parar de se movimentar e aguardar o socorro em local seguro.
XX As lesões da coluna vertebral são algumas das principais consequências dos acidentes de trânsito. O que fazer para não agravá-las?
Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profissional.
XX Em qual situação devemos retirar uma vítima do veículo, antes da chegada do socorro profissional?
Quando houver perigo imediato de incêndio ou outros riscos evidentes.
XX Quanto ao uso de torniquete, podemos afirmar que:
É utilizado apenas por profissionais e, mesmo assim, em caráter de exceção.
XX Como proceder diante de um motociclista acidentado?
Não retirar o capacete, porque movimentar a cabeça pode agravar uma lesão da coluna.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 41
XX Por que é importante ter algum treinamento em Primeiros Socorros?
Porque são diversas as situações em que uma ação imediata e por vezes simples pode melhorar a chance de
sobrevida de uma vítima ou evitar que ela fique com graves sequelas1.
XX Por que é importante frequentar um curso prático para aprender Primeiros Socorros?
Porque muitas técnicas precisam ser praticadas na presença de um instrutor para que seja possível realizar as
ações de socorro de forma correta.
XX “Um curso prático de Primeiros Socorros deve ser ministrado por um instrutor qualificado.” Com essa afirmação se quer dizer que:
Um instrutor qualificado está preparado para ensinar técnicas atuais e corretas de Primeiros Socorros.

Anotações
Anote abaixo os telefones dos serviços de emergência de sua cidade, dos locais que visita regularmente, do seu local de trabalho,
das estradas que costuma utilizar e outros que julgar importantes para Você.
Local Nome do serviço Telefone
Na minha cidade
No meu trabalho
Outra cidade
Outra cidade
Rodovias/Estradas
Rodovias/Estradas
Outros locais
Outros locais
Outros telefones importantes

! Este texto está disponível no site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.

(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
42 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Conceitos e Definições Legais


6

ACOSTAMENTO — parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em
caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.
AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO — pessoa, civil ou policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o
exercício das atividades de fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento.
AUTOMÓVEL — veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor.
AUTORIDADE DE TRÂNSITO — dirigente máximo de órgão ou entidade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsito
ou pessoa por ele expressamente credenciada.
BALANÇO TRASEIRO — distância entre o plano vertical, passando pelos centros das rodas traseiras extremas e o ponto mais
recuado do veículo, considerando-se todos os elementos rigidamente fixados ao mesmo.
BICICLETA — veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta,
motoneta e ciclomotor.
BICICLETÁRIO — local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.
BONDE — veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos.
BORDO DA PISTA — margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da
via destinada à circulação de veículos.
CALÇADA — parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao
trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.
CAMINHÃO-TRATOR — veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar outro.
CAMINHONETE — veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) de três mil e quinhentos quilogramas.
CAMIONETA — veículo misto destinado a transporte de passageiros e carga no mesmo compartimento.
CANTEIRO CENTRAL — obstáculo físico construído como separador de duas pistas de rolamento, eventualmente substituído
por marcas viárias (canteiro fictício).
Manual Básico de Segurança no Trânsito 43

CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) — máximo peso que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelo
fabricante, baseado em condições sobre suas limitações de geração e multiplicação de momento de força e resistência dos
elementos que compõem a transmissão.
CARREATA — deslocamento em fila na via de veículos automotores em sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto cívico
ou de uma classe.
CARRO DE MÃO — veículo de propulsão humana utilizado no transporte de pequenas cargas.
CARROÇA — veículo de tração animal destinado ao transporte de carga.
CATADIÓPTRICO — dispositivo de reflexão e refração de luz utilizado na sinalização de vias e veículos (“olho de gato”).
CHARRETE — veículo de tração animal destinado ao transporte de pessoas.
CICLO — veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.
CICLOFAIXA — parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
CICLOMOTOR — veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda
a cinquenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinquenta
quilômetros por hora.
CICLOVIA — pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.
CONVERSÃO — movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de mudança da direção original do veículo.
CRUZAMENTO — interseção de duas vias em nível.
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA — qualquer elemento que tenha a função específica de proporcionar maior segurança ao
usuário da via, alertando-o sobre situações de perigo que possam colocar em risco sua integridade física e dos demais usuários
da via ou danificar seriamente o veículo.
ESTACIONAMENTO — imobilização de veículos por tempo superior ao necessário para embarque ou desembarque de passageiros.
ESTRADA — via rural não pavimentada.
FAIXAS DE DOMÍNIO — superfície lindeira às vias rurais, delimitada por lei específica e sob responsabilidade do órgão ou
entidade de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
FAIXAS DE TRÂNSITO — qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não por
marcas viárias longitudinais, que tenham uma largura suficiente para permitir a circulação de veículos automotores.
44 Manual Básico de Segurança no Trânsito

FISCALIZAÇÃO — ato de controlar o cumprimento das normas estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poder
polícia administrativa de trânsito, no âmbito de circunscrição dos órgãos e entidades executivos de trânsito e de acordo com as
competências definidas no Código.
FOCO DE PEDESTRES — indicação luminosa de permissão ou impedimento de locomoção na faixa apropriada.
FREIO DE ESTACIONAMENTO — dispositivo destinado a manter o veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso de
um reboque, se este se encontra desengatado.
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR — dispositivo destinado a diminuir a marcha do veículo no caso de falha do freio de serviço.
FREIO DE SERVIÇO — dispositivo destinado a provocar a diminuição da marcha do veículo ou pará-lo.
GESTOS DE AGENTES — movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos agentes de autoridades de
trânsito nas vias, para orientar, indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres ou emitir ordens, sobrepondo-se ou
completando outra sinalização ou norma constante deste Código.
GESTOS DE CONDUTORES — movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar
ou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de direção, redução brusca de velocidade ou parada.
ILHA — obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.
INFRAÇÃO — inobservância a qualquer preceito da legislação de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do
Conselho Nacional de Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito.
INTERSEÇÃO — todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,
entroncamentos ou bifurcações.
INTERRUPÇÃO DE MARCHA — imobilização do veículo para atender circunstância momentânea do trânsito.
LICENCIAMENTO — procedimento anual, relativo a obrigações do proprietário de veículo, comprovado por meio de documento
específico (Certificado de Licenciamento Anual).
LOGRADOURO PÚBLICO — espaço livre destinado pela municipalidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos,
ou à circulação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas de lazer, calçadões.
LOTAÇÃO — carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para os
veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos de passageiros.
LOTE LINDEIRO — aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com elas se limita.
LUZ ALTA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até uma grande distância do veículo.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 45

LUZ BAIXA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo
injustificáveis aos condutores e outros usuários da via que venham em sentido contrário.
LUZ DE FREIO — luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que o
condutor está aplicando o freio de serviço.
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) — luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor
tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para a esquerda.
LUZ DE MARCHA A RÉ — luz do veículo destinada a iluminar atrás do veículo e advertir aos demais usuários da via que o
veículo está efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra de marcha a ré.
LUZ DE NEBLINA — luz do veículo destinada a aumentar a iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens de pó.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) — luz do veículo destinada a indicar a presença e a largura do veículo.
MANOBRA — movimento executado pelo condutor para alterar a posição em que o veículo está no momento em relação à via.
MARCAS VIÁRIAS — conjunto de sinais constituídos de linhas, marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas,
apostos ao pavimento da via.
MICRO-ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até vinte passageiros.
MOTOCICLETA — veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido por condutor em posição montada.
MOTONETA — veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada.
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) — veículo automotor cuja carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório,
comércio ou finalidades análogas.
NOITE — período do dia compreendido entre o pôr do sol e o nascer do sol.
ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de
adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte número menor.
OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA — imobilização do veículo, pelo tempo estritamente necessário ao carregamento ou
descarregamento de animais ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente com
circunscrição sobre a via.
OPERAÇÃO DE TRÂNSITO — monitoramento técnico baseado nos conceitos de engenharia de tráfego, das condições de
fluidez, de estacionamento e parada na via, de forma a reduzir as interferências, tais como veículos quebrados, acidentados,
estacionados irregularmente atrapalhando o trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos pedestres e condutores.
46 Manual Básico de Segurança no Trânsito

PARADA — imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente necessário para efetuar embarque ou desem-
barque de passageiros.
PASSAGEM DE NÍVEL — todo o cruzamento de nível entre uma via e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.
PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO — movimento de passagem à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido,
em menor velocidade, mas em faixas distintas da via.
PASSAGEM SUBTERRÂNEA — obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres
ou veículos.
PASSARELA — obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
PASSEIO — parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador,
livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
PATRULHAMENTO — função exercida pela Polícia Rodoviária Federal com o objetivo de garantir obediência às normas de
trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes.
PERÍMETRO URBANO — limite entre área urbana e área rural.
PESO BRUTO TOTAL (PBT) — peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) — peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-trator
mais seu semirreboque ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques.
PISCA-ALERTA — luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, destinada a indicar aos demais usuários da
via que o veículo está imobilizado ou em situação de emergência.
PISTA — parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada por elementos separadores ou por
diferenças de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.
PLACAS — elementos colocados na posição vertical, fixados ao lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter
permanente e, eventualmente, variáveis, mediante símbolos ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas como sinais de trânsito.
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO — função exercida pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir
atos relacionados com a segurança pública e de garantir obediência às normas relativas à segurança de trânsito, assegurando
a livre circulação e evitando acidentes.
PONTE — obra de construção civil destinada a ligar margens opostas de uma superfície líquida qualquer.
REBOQUE — veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 47

REFÚGIO — parte da via, devidamente sinalizada e protegida, destinada ao uso de pedestres durante a travessia da mesma.
REGULAMENTAÇÃO DA VIA — implantação de sinalização de regulamentação pelo órgão ou entidade competente com
circunscrição sobre a via, definindo, entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento, horários e dias.
RENACH — Registro Nacional de Condutores Habilitados.
RENAVAM — Registro Nacional de Veículos Automotores.
RETORNO — movimento de inversão total de sentido da direção original de veículos.
RODOVIA — via rural pavimentada.
SEMIRREBOQUE — veículo de um ou mais eixos que se apoia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.
SINAIS DE TRÂNSITO — elementos de sinalização viária que se utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle
luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres.
SINALIZAÇÃO — conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança colocados na via pública com o objetivo de garantir
sua utilização adequada, possibilitando melhor fluidez no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que nela circulam.
SONS POR APITO — sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar
ou indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres, sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local ou
norma estabelecida neste Código.
TARA — peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e acessórios,
da roda sobressalente, do exterior de incêndio e do fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.
TRAILER — reboque ou semirreboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel
ou camioneta, utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para atividades comerciais.
TRÂNSITO — movimentação e imobilização de veículos, pessoas e animais nas vias terrestres.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS — passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra.
TRATOR — veículo automotor construído para realizar trabalho agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outros
veículos e equipamentos.
ULTRAPASSAGEM — movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade
e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.
UTILITÁRIO — veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada.
VEÍCULO ARTICULADO — combinação de veículos acoplados, sendo um deles automotor.
48 Manual Básico de Segurança no Trânsito

VEÍCULO AUTOMOTOR — todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios, e que serve normalmente
para o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para transporte de pessoas e coisas.
O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico).
VEÍCULO DE CARGA — veículo destinado ao transporte de carga, podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor.
VEÍCULO DE COLEÇÃO — aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas características
originais de fabricação e possui valor histórico próprio.
VEÍCULO CONJUGADO — combinação de veículos, sendo o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou equi-
pamentos de trabalho agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE — veículo automotor destinado ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) máximo
superior a dez mil quilogramas e de passageiros, superior a vinte passageiros.
VEÍCULO DE PASSAGEIROS — veículo destinado ao transporte de pessoas e suas bagagens.
VEÍCULO MISTO — veículo automotor destinado ao transporte simultâneo de carga e passageiro.
VIA — superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e
canteiro central.
VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO — aquela caracterizada por acessos especiais com o trânsito livre, sem interseções em nível, sem
acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.
VIA ARTERIAL — aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos
lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.
VIA COLETORA — aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito
rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.
VIA LOCAL — aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas.
VIA RURAL — estradas e rodovias.
VIA URBANA — ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares aberto à circulação pública, situadas na área urbana, caracte-
rizadas principalmente por possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão.
VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES — vias ou conjunto de vias destinadas à circulação prioritária de pedestres.
VIADUTO — obra de construção civil destinada a transpor uma depressão de terreno ou servir de passagem superior.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 49

Sinalização
7
Sinalização vertical
De acordo com sua função,
a sinalização vertical pode
Parada Dê a Sentido Proibido Proibido Proibido Proibido Proibido Estacionamento
ser de regulamentação, de obrigatória preferência proibido virar à virar à retornar retornar estacionar regulamentado

advertência ou de indicação. esquerda direita à esquerda à direita

XX Placas de
regulamentação
As placas de regulamentação Proibido
parar e
Proibido
ultrapassar
Proibido mudar
de faixa ou
Proibido mudar
de faixa ou pista
Proibido
trânsito de
Proibido
trânsito
Proibido
trânsito de
Proibido
trânsito de
Proibido
trânsito de

têm por finalidade informar estacionar pista de trânsito


da esquerda
de trânsito da
direita para
caminhões de veículos
automotores
veículos de
tração animal
bicicletas tratores e
máquinas de

os usuários sobre condições, para a direita a esquerda obras

proibições, obrigações ou
restrições no uso da via. Suas
mensagens são imperativas e
o desrespeito a elas constitui Peso bruto Altura Largura Peso máximo Comprimento Proibido acionar Alfândega Uso Conserve-se
infração. São elas: total máximo
permitido
máxima
permitida
máxima
permitida
permitido
por eixo
máximo
permitido
buzina ou sinal
sonoro
obrigatório
de correntes
à direita

Sentido de Passagem Vire à Vire à Siga em frente Sigaem frente Siga Ônibus, caminhões e Duplo Proibido
circulação da obrigatória esquerda direita ou à esquerda ou à direita em frente veículos de grande porte sentido de trânsito de
via/pista mantenham-se à direita circulação pedestres

Veículos Veículos
Leves Pesados

FISCALIZAÇÃO
ELETRÔNICA
Pedestre,ande Pedestre, ande Circulação Sentido de Circulação Ciclista, Ciclista, Ciclistas à Pedestres Proibido
pela esquerda pela direita exclusiva circulação na exclusiva de transite à transite à esquerda, à esquerda, trânsito de
de ônibus rotatória bicicletas esquerda direita pedestres ciclistas à motocicletas,
à direita direita motonetas e
ciclomotores

Proibido Circulação Trânsito


trânsito de exclusiva de proibido a
ônibus caminhão carros de mão
50 Manual Básico de Segurança no Trânsito

XX Informações
complementares
às placas de
regulamentação
Sinais de regulamentação po-
dem ter informações comple-
mentares (tais como período
de validade, características
e uso do veículo, condições
de estacionamento). Alguns
exemplos:
Manual Básico de Segurança no Trânsito 51

XX Placas de advertência
A sinalização de advertência
tem por finalidade alertar os
usuários da via sobre condi- Curva acentuada
à esquerda
Curva acentuada
à direita
Curva à
esquerda
Curva
direita
à Pistasinuosa
à esquerda
Pistasinuosa
à direita
Curva acentuada
em “S” à esquerda
Curva acentuada
em “S” à direita
Curva em
“S”
ções potencialmente perigo- à esquerda

sas, indicando sua natureza.


São as placas seguintes:
Curva em “S” Cruzamento Via lateral Via lateral Interseção Bifurcação Entroncamento Entroncamento Junções sucessivas
à direita de vias à esquerda à direita em “T” em “Y” oblíquo oblíquo contrárias,
à esquerda à direita primeira à esquerda

Junções sucessivas Interseção Confluência Confluência Semáforo Parada obrigatória Bonde Pista Saliência
ou Depressão Declive Aclive
contrárias, em círculo à esquerda à direita à frente à frente irregular lombada acentuado acentuado
primeira à direita

Estreitamento de Estreitamento de Estreitamento de Alargamento Alargamento de Ponte estreita Ponte móvel Obras Mão dupla Sentido único Sentido duplo Área com
pista ao centro pista à esquerda pista à direita de pista à pista à direita adiante desmoronamento
esquerda

Pista Projeção de Trânsito de Passagem sinalizada Trânsito Trânsito de tratores Trânsito de Passagem Sinalizada Área escolar Passagem sinalizada Crianças Animais
escorregadia cascalho ciclistas de ciclistas compartilhado por ou maquinaria pedestres de pedestres de escolares
ciclistas e pedestres agrícola

Animais Altura Largura limitada Passagem de nível Passagem de nível Cruz de Início de Fim de Pista dividida Aeroporto Vento lateral Rua
selvagens limitada sem barreira com barreira Santo André pista dupla pista dupla sem saída

Peso bruto Pesolimitado Comprimento


total limitado por eixo limitado
52 Manual Básico de Segurança no Trânsito

XX Sinalização especial Ônibus


de advertência
Sinais empregados nas situ-
ações em que não é possível
a utilização das placas de
advertência. Referem-se à
sinalização especial de fai-
xas ou pistas exclusivas de
ônibus; sinalização especial
para pedestres; e sinalização
especial para rodovias, estra-
das e vias de trânsito rápido.
Alguns exemplos:

Rodovias, estradas e vias de trânsito rápido Pedestres


Manual Básico de Segurança no Trânsito 53

XX Informações
complementares
de advertência
Placas de advertência podem
ter informações complemen-
tares. Alguns exemplos:

(*) Cruzamento rodoferroviário.


54 Manual Básico de Segurança no Trânsito

XX Placas de indicação Identificação


As placas de indicação têm por finalidade
indicar as vias e locais de interesse, bem
como orientar os condutores de veículos
quanto a percursos, destinos, distâncias e
serviços auxiliares, podendo também ter
como função a educação do usuário. Suas
mensagens possuem caráter informativo ou
educativo.
São placas de identificação de rodovias e
estradas (Pan-Americana, federais e estadu-
ais); de municípios; de regiões de interesse
de tráfego e logradouros; de pontes, via-
dutos, túneis e passarelas; de identificação
quilométrica; de limite de municípios, divisa
de estados, fronteira e perímetro urbano; e
de pedágio.
Há ainda placas de orientação de destino
(placas indicativas de sentido ou direção;
placas indicativas de distância; e placas
diagramadas). Há também placas educativas
e placas de serviços auxiliares, estas podendo
ser placas para condutores e placas para
pedestres.
Finalmente, há placas que indicam atrativos
turísticos (naturais, históricos e culturais,
locais para prática de esportes, áreas de
recreação e locais para atividades de inte-
resse turístico). As placas podem indicar, de
maneira geral, o atrativo turístico, o sentido
de direção do atrativo turístico e a distância
do atrativo turístico. Alguns exemplos:
Manual Básico de Segurança no Trânsito 55
Orientação Educativas

Atrativos turísticos

Identificação Sentido de atrativo turístico


Serviços auxiliares

Para condutores

Distância de atrativo turístico

Para pedestres
56 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Sinalização horizontal Linhas de divisão de fluxos opostos


Exemplos de aplicação
Sinalização viária que utiliza Simples contínua
Ultrapassagem permitida para os dois sentidos
linhas, marcações, símbolos e
legendas, pintados ou apos-
tos sobre o pavimento das Simples seccionada
vias. Sua função é organizar o
fluxo de veículos e pedestres; Ultrapassagem permitida somente no sentido B
controlar e orientar os deslo-
camentos; e complementar Dupla contínua
os sinais verticais de regu-
lamentação, advertência ou Ultrapassagem proibida para os dois sentidos
indicação. Alguns exemplos: Dupla contínua / seccionada
XX Marcas longitudinais
(separam e ordenam as
correntes de tráfego) Ultrapassagem proibida para os dois sentidos
Dupla seccionada

Linhas de divisão de fluxo de mesmo sentido Linha de bordo (delimita a parte da pista
destinada ao deslocamento de veículos)
Contínua
Exemplo de aplicação Contínua

Seccionada
Exemplo de aplicação
Pista única – duplo sentido de circulação

Proibida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre A-B-C


Permitida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre D-E-F
Manual Básico de Segurança no Trânsito 57

XX Marcas transversais Linhas de estímulo à redução de velocidade


(ordenam os deslocamentos frontais dos veículos)

Linha de retenção (local limite onde deve parar o veículo)

Exemplo de aplicação antecedendo um obstáculo transversal

Exemplo de aplicação
Faixas de travessias de pedestres
ZEBRADA PARALELA

Linha de “Dê a preferência”


(local limite onde deve parar o veículo)

Exemplo de aplicação Exemplos de aplicação


58 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marcação de cruzamentos rodocicloviários Marcação de Exemplo de aplicação
(travessia de ciclistas) área de conflito
(não parar e
CRUZAMENTO EM ÂNGULO RETO CRUZAMENTO OBLÍQUO estacionar veículos)

Exemplo de aplicação

Marcação de área de cruzamento com faixa exclusiva


branco: fluxo
amarelo: contrafluxo

Exemplo de aplicação
Manual Básico de Segurança no Trânsito 59

XX Marcas de canalização Separação de fluxo de tráfego


(direcionam a circulação de veículos) do mesmo sentido

Separação de fluxo de
tráfego de sentidos opostos

Exemplos de aplicação
Ordenação de movimentos em trevos com alças
e faixas de aceleração/desaceleração

Exemplo de aplicação

Ilhas de canalização e refúgio para pedestres

Ordenação de movimentos em retornos com faixa adicional para o movimento


60 Manual Básico de Segurança no Trânsito

XX Marcas de delimitação Linha de indicação de proibição de Exemplo de aplicação


e controle de estacionamento e/ou parada
estacionamento e/ou
parada (para áreas
onde é proibido ou
regulamentado o
estacionamento e a
parada de veículos)

Marca delimitadora de parada de veículos específicos

sarjeta

guia

Exemplos de aplicação

Marca delimitadora para parada de ônibus em faixa de trânsito Marca delimitadora para parada de ônibus em faixa de estacionamento
Manual Básico de Segurança no Trânsito 61

Exemplos de aplicação
Marca delimitadora para parada de ônibus Marca delimitadora para parada de ônibus em faixa de trânsito
feita em reentrância da calçada com avanço de calçada na faixa de estacionamento

XX Marca delimitadora de estacionamento regulamentado

Marca delimitadora de estacionamento regulamentado


Paralelo ao meio-fio: linha simples contínua ou tracejada Em ângulo: linha contínua
62 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Exemplos de aplicação
Estacionamento paralelo ao meio-fio Estacionamento em ângulo

Marca com delimitação da vaga

Estacionamento em áreas isoladas

Marca sem delimitação da vaga


Manual Básico de Segurança no Trânsito 63

XX Inscrições no pavimento Indicativo de


movimento em curva
Indicativo de mudança (uso em situação de
Setas direcionais obrigatória de faixa curva acentuada)

Exemplos de aplicação Símbolos

(cruzamento (via, pista (área/local (local de


rodoferroviário) ou faixa de serviços estacionamento
de trânsito de saúde) de veículos que
de uso de transportam ou
sejam conduzidos
ciclistas)
por pessoas
portadoras de
deficiência física)

Legendas
64 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Dispositivos auxiliares Balizadores de pontes, viadutos, túneis, elemento refletivo


barreiras e defensas
Elementos aplicados ao pavimento
da via, junto a ela, ou nos obstáculos amarelo refletivo
próximos, de forma a tornar mais
eficiente e segura a operação da via.
São constituídos de materiais, formas
e cores diversos, dotados ou não de
refletividade, com as funções de incre-
mentar a percepção da sinalização, do
alinhamento da via ou de obstáculos
à circulação; reduzir a velocidade
praticada; oferecer proteção aos usu- Tachas e tachões
ários; alertar os condutores quanto (contêm unidades refletivas)
a situações de perigo potencial ou Exemplo de aplicação
que requeiram maior atenção. Os Tachas
dispositivos auxiliares são agrupados,
de acordo com suas funções, em
delimitadores; de canalização; de
sinalização de alerta; de alterações nas
características do pavimento; de prote- Tachões
ção contínua; luminosos; de proteção
a áreas de pedestres e/ou ciclistas; e
de uso temporário. Alguns exemplos:
XX Dispositivos delimitadores

Cilindros delimitadores (contêm unidades refletivas)

elemento
refletivo
Manual Básico de Segurança no Trânsito 65

XX Dispositivos de canalização Prismas – substituem a guia da Segregadores – segregam pista


calçada (meio-fio) quando não for para uso exclusivo de determinado
possível sua construção imediata tipo de veículo ou pedestre

XX Dispositivos de sinalização de alerta (objetivam melhorar a percepção do condutor)

Marcadores de obstáculos
Obstáculos Obstáculos Obstáculos Utilizado na
com passagem com passagem por com passagem parte superior
só pela direita ambos os lados só pela esquerda do obstáculo Marcadores de alinhamento
(unidades refletivas fixadas em
suporte, que alertam o condutor
sobre alteração do alinhamento
horizontal da via)

Marcadores de perigo
Marcador de Marcador de perigo Marcador de
perigo indicando indicando que a perigo indicando
que a passagem passagem poderá ser que a passagem
Marcador de perigo indicando que
deverá ser feita feita tanto pela direita deverá ser feita
a passagem poderá ser feita tanto
pela direita como pela esquerda pela esquerda
pela direita como pela esquerda
66 Manual Básico de Segurança no Trânsito

XX Dispositivos de proteção Para fluxo de pedestres e ciclistas


contínua (têm por Gradis de canalização e retenção
objetivo evitar que
veículos e/ou pedestres
transponham
determinado local ou
evitar ou dificultar a
interferência de um
Gradil maleável Gradil rígido
fluxo de veículos sobre
o fluxo oposto)
Dispositivos de contenção e bloqueio

Grade de contenção
Para fluxo veicular

Defensas metálicas Barreiras de concreto Dispositivos antiofuscamento

Simples Dupla Simples Dupla


Manual Básico de Segurança no Trânsito 67

 Dispositivos luminosos Balizador móvel Tambores


(advertem, educam, orientam, informam, regulamentam) branca refletiva

Painéis eletrônicos branca


refletiva

Fita zebrada

Painéis com setas luminosas

Cavaletes

XX Dispositivos de uso temporário (para operações de


trânsito, obras ou situações de emergência ou perigo) sentido de circulação

Cone Cilindro branca


refletiva
Barreiras
branca
refletiva

sentido de circulação
68 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Plásticas Gradis
branca refletiva

Modulado Tela plástica


Cancelas
Elementos luminosos complementares

luz intermitente

Tapumes

Faixas Bandeiras

sentido de circulação

Gradis

Fixo Dobrável
Manual Básico de Segurança no Trânsito 69

Sinalização semafórica Para veículos


Controle de fluxo
Controle de acesso específico
(praças de pedágio, balsas, etc.)
Conjunto de indicações lumi-
nosas acionadas alternada ou
intermitentemente por meio
de sistema elétrico/eletrônico, Parar
cuja função é controlar os
Atenção
deslocamentos. Os sinais po-
dem ser de regulamentação Prosseguir
ou de advertência.
XX Sinalização semafórica
Direção controlada Controle ou faixa reversível
de regulamentação
(Sua função é efetuar
o controle do trânsito
num cruzamento ou
seção da via.)
Direção livre
No amarelo, o uso
da seta é opcional

Para pedestres Não atravessar

Vermelho intermitente:
indica que a fase na qual os
pedestres podem atravessar
está prestes a terminar. Os pe-
destres não podem começar a
atravessar a via, e os que te-
nham iniciado a travessia na
fase verde devem deslocar-se
o mais breve possível para o
local seguro mais próximo. Atravessar
70 Manual Básico de Segurança no Trânsito

XX Sinalização semafórica de advertência Sinalização de obras


(Sua função é advertir a existência de obstáculo Tem como característica a utilização de sinalização vertical,
ou situação perigosa, devendo o condutor reduzir horizontal, semafórica e de dispositivos e sinalização auxiliares
a velocidade e adotar as medidas de precaução combinados de forma que os usuários da via sejam advertidos
compatíveis com a segurança para seguir adiante.) sobre a intervenção realizada e possam identificar seu caráter
temporário; sejam preservadas as condições de segurança e
fluidez do trânsito e de acessibilidade; os usuários sejam orien-
tados sobre caminhos alternativos; sejam isoladas as áreas de
trabalho de forma a evitar a deposição e/ou lançamento de
materiais sobre a via. Alguns exemplos:

Funcionamento intermitente ou piscante alternado,


no caso de duas indicações luminosas.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 71

Gestos
XX De agentes da autoridade de trânsito
(prevalecem sobre as regras de circulação e normas definidas por outros sinais de trânsito). São eles:

SINAL SIGNIFICADO SINAL SIGNIFICADO


Braço Ordem de parada obri- Braço estendi- Ordem de diminuição da
levantado gatória para todos os veí- do horizontal- velocidade.
verticalmente, culos. Quando executada mente, com
com a palma em intersecções, os veícu- a palma da
da mão para los que já se encontrem mão para
a frente. nela não são obrigados baixo, fazen-
a parar. do movimen-
Braços Ordem de parada obri- tos verticais.
estendidos gatória para todos os Braço Ordem de parada para os
horizontal- veículos que venham de estendido ho- veículos aos quais a luz é
mente, com direções que cortem or- rizontalmente, dirigida.
a palma da togonalmente* a direção agitando uma
mão para a indicada pelos braços luz vermelha
frente. estendidos, qualquer que para um
seja o sentido de seu des- determinado
locamento. veículo.
Braço Ordem de parada obri- Braço levan- Ordem de seguir.
levantado gatória para todos os tado, com
verticalmente, veículos que venham de movimento de
com a palma direções que cortem or- antebraço da
da mão para togonalmente* a direção frente para a
a frente. indicada pelo braço es- retaguarda e
tendido, qualquer que a palma da
seja o sentido de seu des- mão voltada
locamento. para trás.

(*) Ortogonal: que forma ângulos retos – Novo Aurélio, 1999 (NE).
72 Manual Básico de Segurança no Trânsito

XX De condutores Créditos autorais / Referências legais

XX Capítulo 1 — Normas Gerais de Circulação | Associação


Brasileira dos Educadores de Trânsito (Abetran), prof.
Miguel Ramirez Sosa.
XX Capítulo 2 — Infração e Penalidade | Fundação Carlos
Chagas, com apoio do Departamento Nacional de
Dobrar à esquerda Dobrar à direita Diminuir a marcha ou parar Trânsito (Denatran).
Válidos para todos os tipos de veículos. XX Capítulo 3 — Renovação da Carteira Nacional de Habilita-
ção | Fundação Carlos Chagas, com apoio do Denatran.
Sinais sonoros (de agentes da autoridade de trânsito) XX Capítulo 4 — Direção defensiva | Fundação Carlos Chagas,
Sinal de apito Significado Emprego com apoio do Denatran.
Liberar o trânsito em direção/ XX Capítulo 5 — Noções de Primeiros Socorros no Trânsito |
Um silvo breve Seguir Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet),
sentido indicado pelo agente.
com apoio do Denatran.
Dois silvos breves Parar Indicar parada obrigatória.
XX Capítulo 6 — Conceitos e Definições Legais | Código
Quando for necessário fa- de Trânsito Brasileiro (CTB), lei federal no 9.503/1997,
Diminuir a
Um silvo longo zer diminuir a marcha dos anexo I – Dos conceitos e definições.
marcha
veículos. XX Capítulo 7 — Sinalização | Conselho Nacional de Trânsito
Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjunto (Contran) – Resolução no 160/2004 – Aprova o Anexo II
com os gestos dos agentes. do CTB – Sinalização.
XX Coordenação e edição: Associação Nacional dos Fabri-
Ver a íntegra da Resolução no 160/2004 cantes de Veículos Automotores (Anfavea).
no site do Denatran
XX Revisão e adaptação: Associação Brasileira dos Fabrican-
O

A resolução no 160/2004, do Conselho Nacio-


ÇÃ

nal de Trânsito (Contran), que aprovou o Anexo II tes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas
N

do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata da e Similares (Abraciclo).


ATE

sinalização vertical, horizontal, dispositivos auxiliares,


sinalização semafórica, sinalização de obras, gestos e Reprodução proibida por qualquer meio, incluindo fotocópia,
sinais sonoros pode ser obtida no site do Departamento gravação ou informação computadorizada sem autorização
Nacional de Trânsito (Denatran) — www.denatran.gov.br, por escrito da ABRACICLO.
ícone Legislação, Contran – Resoluções. São Paulo, Março de 2010
A E m o ç ã o d e P i l o t a r c o m S e g u r a n ç a

Você acaba de adquirir o veículo ideal para os dias de hoje.

Agora você vai chegar mais rapidamente, vai mais facilmente, além de fazer muita economia.

Vai também se sentir livre e ter emoções que só uma moto pode dar a você.

Com esse manual você vai desfrutar de tudo isso com muita segurança.

Bem-vindo ao maravilhoso mundo das duas rodas.


74 Pilotagem com Segurança

Inspeção Diária
Seta Seta
Diariamente, antes de sair,
Folga da embreagem
faça uma inspeção em sua Folga do freio dianteiro
motocicleta.
Observe: Espelho retrovisor
Espelho retrovisor
XX Barulhos estranhos
no motor;
Combustível
XX Vazamentos;
XX Parafusos soltos.

Verifique o procedimento para


a inspeção no MANUAL DO
PROPRIETÁRIO.

Luz do freio

Farol

Folga e lubrificação da corrente Buzina

Pressão e estado dos pneus

Nível do óleo do cárter Folga do


freio traseiro
Pilotagem com Segurança 75

Equipamentos
de Segurança

O capacete é um equipa- Capacete


mento indispensável ao mo-
tociclista.
A falta do capacete é respon-
sável pela maior parte dos
acidentes fatais.
Escolha um capacete de cor

!
clara, que se ajuste bem à sua Use sempre capacete regulamentado. A legislação brasileira prevê as
cabeça e prenda-o bem para condições de uso e requisitos técnicos que garantem sua segurança.
que não escape na hora em Certifique-se da presença do selo de aprovação INMETRO em seu capacete.
que você precisar dele. Ele assegura a conformidade com a legislação.

Roupa também é segurança. Vestimenta


Na cidade ou na estrada, pi-
lote adequadamente vestido.
XX Jaqueta de cor clara e
viva, de tecido resistente
ou couro.
XX Botas ou calçado fechado.
XX Luvas
XX Óculos ou viseira

Instrua a garupa sobre a im-


portância dos equipamentos.

!
O uso de óculos apropriados para proteção dos olhos é obrigatório
por legislação sempre que o capacete não possuir viseira própria.
Consulte sempre o Código de Trânsito e as legislações do CONTRAN.
76 Pilotagem com Segurança

Postura
A boa postura é necessária Normal CABEÇA: em posição vertical, olhando para a frente.
para que você se canse me-
nos e obtenha um melhor BRAÇOS: relaxados, com cotovelos apontados para baixo.
desempenho.
OMBROS: relaxados. MÃOS: punhos abaixados em relação à mão, segurando o centro da manopla.

JOELHOS: pressionando levemente o tanque de combustível.

PÉS: paralelos ao solo, com o salto do sapato encaixado


na pedaleira. A ponta do pé sobre os pedais do freio e câmbio.

QUADRIL: junto do tanque, em posição que permita virar o guidão sem esforço nos ombros.

Nas curvas, você deverá incli- Curvas


nar o corpo junto com a moto.
Quanto maior a velocidade
ou menor o raio de curva,
maior deverá ser a inclinação.
Para manobras rápidas e em
curvas de pequenos raios,
incline a moto mais que o
corpo.
Quando necessitar de grande
inclinação em curva, incline o
corpo mais que a moto.
Pilotagem com Segurança 77

Frenagem
Você é capaz de reduzir mais
de 50% da distância de pa-
rada se souber frear corre-
tamente.
A motocicleta tem freios com
acionamentos independentes,
que devem ser dosados ade-
quadamente.

Uso dos freios


Na hora da frenagem, o peso
da motocicleta recai na roda
dianteira, fazendo com que ATRITO
o freio dianteiro seja o maior
responsável pela frenagem.
Use os dois freios simulta-
neamente. Mas quanto mais Distância de frenagem
rápido você tiver que parar,
Velocidade: 50 km/h
utilize mais intensamente o
freio dianteiro, porém de
forma gradativa.
Em declives, utilize também o traseiro +
freio motor. dianteiro

18 m
Importante: em pisos mo- só dianteiro
lhados e escorregadios, tome
cuidado para não deixar a 24 m
roda travar, evitando uma só traseiro

derrapagem.
35 m
78 Pilotagem com Segurança

Visão
Pela visão você recebe 90% 45 °
100 km
das informações necessárias
a sua segurança.
Portanto, esteja atento ao
seguinte:
XX A velocidade diminui seu
campo de visão.
XX Não fixe o olhar em ape-
nas um ponto. 200 °
parado
XX Para aumentar seu ângulo
de visão, movimente seu
olhar constantemente.

Antes de sair, mudar de faixa


ou fazer conversões, use os Visão pelo espelho retrovisor
retrovisores e olhe sobre os
ombros para cobrir as áreas Visão sobre os ombros
fora do seu campo visual.
Pilotagem com Segurança 79

Apareça
Na maioria dos acidentes de
moto envolvendo automóveis
ou pedestres, estes alegam
não ter visto a motocicleta.
Use o adesivo refletivo no capacete.
Para se tornar visível:
XX Use capacete e jaquetas
de cores claras e vivas.
XX Use farol aceso, mesmo
de dia.

área sem
visibilidade área sem
visibilidade

Sinalize: mostre suas intenções antes de mudar de direção ou parar. Não se coloque na área sem visibilidade do motorista.
80 Pilotagem com Segurança

Distância de Seguimento
Dois segundos é o tempo
de que você necessita para
identificar o perigo e acionar
o freio. Por isso, mantenha
uma distância segura do carro
que está a sua frente.
Comece a contar: “cinquenta e c i n q ue n t a e u m ,
um, cinquenta e dois”, quando c i n q ue n t a e d o i s
a traseira do carro passar por 2 segundos
um ponto fixo. Se, quando
você terminar de contar, a
roda dianteira da moto pas-
sar pelo mesmo ponto, você
estará a uma distância segura.
Importante: em dias de chu-
va, esta distância deve ser
duplicada.

Cruzamentos
As estatísticas mostram que
grande parte dos acidentes
ocorrem em cruzamentos.
As situações abaixo são as
mais comuns.
Fique atento a elas: A con-
versão à esquerda, em ruas
de mão dupla (ver figura 4),
é perigosa e deve ser evitada
sempre que for possível fazer
um retorno.
NXR160 Bros ESD • ESDD

D2203-MAN-0985
www.honda.com.br/harmonianotransito