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Propriedades Mecânicas

 Definições;
 Ensaios de Resistência;
 Comportamento mecânico das rochas sob os diferentes
testes;
 Círculo de Mohr;
 Ensaios in situ;
 Influência dos defeitos no comportamento mecânico.

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Definições
 Fratura ou descontinuidade: representam planos de
separação no material rochoso; zonas de fraqueza das
rochas.

 Resistência (ou Resistência de Pico): é a máxima tensão que


uma rocha pode suportar sob determinadas condições;

 Ruptura frágil: é o processo no qual ocorre uma perda


súbita de resistência da rocha ao longo de um plano,
seguida de uma pequena ou nenhuma deformação
permanente;

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Definições
 Ruptura dúctil: ocorre quando a rocha consegue manter
deformações permanentes posteriores sem perder a
capacidade de carga;

 Tensão efetiva: é a tensão a qual governa a resposta mecânica


de materiais porosos, é função da tensão total e da pressão
de fluídos nos poros (poro pressão ou pressão neutra).

 Tensão residual: após a tensão de ruptura, o material pode


mostrar ainda uma resistência ou capacidade de carga.

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Tensão de Pico Tensão axial

Deformação
axial

Ruptura Frágil, em compressão Ruptura Dúctil, em compressão


uniaxial. uniaxial.

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Ensaios de resistência

 Ensaio de tração
 Ensaio de compressão uniaxial
 Ensaio de compressão triaxial

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Ensaio de tração

cable

cabeza de ligamento
tracción

cabeza de
tracción
resina epoxi

testigo de roca testigo de


roca

resina epoxi
resina

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Ensaio de tração
 Métodos indiretos

 ensaio brasileiro (Fairhurst, 1964)

 método de Reichmuth (Reichmuth, 1963)

2P 0.0675P
t  t 
DL D 2

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 Pode ser estimada por intermédio da
resistência à compressão (kg/cm2) (Stag,
1968);
 Na prática podemos estimar como 5% a 10%
da resistência a compressão.

c( ult)  21t  280

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Ensaio Brasileiro (Tração Indireta)
– Norma ASTM D 3967:

• Preparar o corpo de prova cilíndrico cuja razão entre espessura e diâmetro esteja
entre 0,2 a 0,75;
• As faces devem estar paralelas entre si e perpendiculares ao eixo axial com no
máximo 0,5° de desvio;
• Iniciar o ensaio aplicando crescentemente uma carga de 0,05 a 0,35 MPa/s;
• Este ensaio de ser realizado dentro de 1 a 10 minutos.

σt = 2P/πLD
Onde:
σt = Tensão de tração, MPa
P =Pressão de ruptura, N
L = Espessura da amostra, mm
D = Diâmetro da amostra, mm

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Ensaio de Compressão Uniaxial

 Objetivos;
 Preparação do ensaio;
 Módulo de Young;
 Coeficiente de Poisson;
 Comportamento do corpo de prova.

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Objetivos
• Observar a ruptura da amostra;

• Obter Módulo de Young e Coeficiente de


Poisson;

• Resistência à compressão da amostra.

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Preparação dos corpos de prova
 Norma ASTM D 4543 – 85:

 Amostras de forma cilíndrica de diâmetro NX (54mm) ou 10 vezes o tamanho do maior


grão;

 Altura deve ser 2,5 a 3 vezes o diâmetro;

 As faces planas da amostra devem ser planas e paralelas (0,02mm de tolerância);

 Taxa de carregamento deve ser constante (0,5 a 1Mpa/s);

 As deformações são registradas por strain gages.

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Procedimentos
 Norma ASTM D 3148 – 02
 Realizar o ensaio em um tempo que deve estar dentro de 2 a 15min, com
cargas continua de 0,5 a 1,0 MP/s;

Prensa utilizada para o ensaio

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Módulo de Young

 Módulo de Young tangente (Et)

 Módulo de Young médio (Eav)

 Módulo de Young secante (Es)

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O módulo de Young ou módulo de elasticidade é um parâmetro
mecânico que proporciona uma medida da rigidez de um material
sólido. É um parâmetro fundamental para a engenharia e aplicação de
materiais pois está associado com a descrição de várias outras
propriedades mecânicas, como por exemplo, a tensão de escoamento, a
tensão de ruptura, a variação de temperatura crítica para a propagação
de trincas sob a ação de choque térmico, etc.

É uma propriedade intrínseca dos materiais, dependente da composição


química, microestrutura e defeitos (poros e trincas), que pode ser obtida
da razão entre a tensão exercida e a deformação sofrida pelo material.
Tensão corresponde a uma força ou carga, por unidade de área, aplicada
sobre um material, e deformação é a mudança nas dimensões, por
unidade da dimensão original. Assim, o módulo de Young é dado por:
em que:
σ= P/A
Onde:
σ = Tensão;
P = forca;
A = área;

εa= ∆L/L
Onde:
εa= Deformação
axial;
∆L= Deformação da
rocha;
L = Altura inicial da
amostra;

εv = εa + 2εr

Resultados obtidos num ensaio de compressão uniaxial.

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Coeficiente de Poisson

( a /  a )
 
( a /  r )

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Comportamento

 Influência do tipo de rocha:


 porosidade, intemperismo diminuem c;
 presença de água;
 Tamanho dos grãos;
 Tipo de matriz;
 Grau de compactação da rocha sedimentar ou
solo;
 Temperatura e grau de confinamento;
 Orientação de acamadamento e clivagem;

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Comportamento

• Relação H/D e orientação do acamamento:

A distribuição da tensão sofrida pela amostra varia em função da


geometria da mesma.
A medida que a razão entre a altura e o diâmetro (H/D) aumenta, uma
maior proporção do volume da amostra é submetido a um estado
uniforme de tensão uniaxial. É por esta razão que a relação H/D usada
em laboratório para teste de compressão deve ser no mínimo de 2.0

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Figura da orientação do Figura mostrando a influência H/D
acamamento (Franklin) (Brady & Brown)

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Comportamento
• Velocidade de Carregamento:

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Comportamento
 Velocidades de Carga e Descarga:

 No recarregamento, a curva tensão-deformação cresce monotonicamente


antes do ponto de ruptura (materiais elásticos)
 A deformação após o ponto de ruptura continua e a deformação residual
aumenta
 Esse processo mostra alguma histeresis (deformação permanente)
 Após o ponto de ruptura o módulo de Young que é calculado pela curva de
recarregamento, devido ao aumento da fragmentação da amostra

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A figura mostra as curvas obtidas de amostras que foram
descarregadas e depois recarregadas de diferentes pontos da
tensão de pico.

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Ensaio pontual (Point-Load)
 Amostras sem preparação prévia (preparação das faces)
 Ensaio empregado para determinar a resistência a compressão com
maior rapidez e maior número de amostras
 Metodologia de ensaio:
 Carregamento de um corpo de prova cilíndrico (50-55mm)
 Carregamento diametral (pode ser axial) P
 Determinada apenas a carga de pico (P) IS  2
 Índice de carga pontual (Is) D
 Broch & Franklin (1972) e Bieniawski (1975), determinaram a relação c e
Is

c  24IS c  14  0.175DIS

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Procedimentos
– Norma ASTM D 5731 – 02:

• Preparar uma amostra, cujas dimensões não devem ser inferiores a 30 mm e


não ultrapassar 85 mm, o tamanho ideal é por volta de 50 mm;

• Os requisitos para o ensaio com lados e forma diametral, axial, bloco ou


pedaços irregulares devem ser conforme as recomendações mostradas na
figura que segue

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Point Load Tester

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Ensaio de Compressão Triaxial
 O corpo de prova é colocado em
uma célula onde aplicada uma
pressão lateral (3)

 Um fluido sob pressão aplica a


pressão lateral sobre a rocha em
toda sua superfície

 Pode-se calcular a coesão (c) e o


ângulo de fricção (f) (atrito)

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Procedimento
• Norma ASTM D 2664 – 95ª:
– Inserir a amostra dentro da câmara de compressão triaxial e ajustá-la
com dois cilindros de aço assegurando bom selo com a base;
– Conectar o macaco hidráulico na câmara;
– Aplicar uma pressão leve 10 bar para segurar o conjunto de corpo de
prova e terminações;
– Ajustar a célula triaxial na pressa;
– Começar o ensaio aplicando pressão de confinamento na célula Hoek
progressivamente e ao mesmo tempo ir carregando a pressão axial com
a mesma carga;
– Ao atingir a pressão de confinamento desejado, esta deve manter
constante, e a pressão axial deve ser carregada com uma carga
constante até romper a amostra;
– A pressão de confinamento não pode passar de 10% da pressão de
compressão;
– Fazer este ensaio no mínimo três vezes com diferentes pressão de
confinamento;

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 O estado de tensões sobre a rocha
influencia suas propriedades
mecânicas

 A resistência a compressão aumenta


com a pressão de confinamento

 As características de plasticidade da
rocha aumentam com a pressão de
confinamento. Há uma transição do
estado frágil para o estado dúctil

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brittle–ductile
transition
pressure

Pressão de
confinamento
σ3

Tensão axial
σ1

Ensaio triaxial: curvas obtidas em testes de compressão triaxial


sob pressão de confinamento indicada pelos valores das
curvas.

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