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Governo do Estado de Pernambuco

Secretaria de Educação de Pernambuco


Educação a Distância
Técnico em Recursos Humanos
Módulo de Departamento Pessoal
MARIA GORETTI SOBRAL DA SILVA ALVES LEAL

PROJETO INTEGRADOR 2017.2

POLO FLORESTA
ABRIL/2018
PARECER TÉCNICO 1

Estudo de Caso 1 : Farmácia Arco Verde

Foi detectado o processo do conflito ocorrido na loja Arco Verde entre duas
colaboradoras que desempenham a mesma função, que entraram para o quadro de
colaboradores da farmácia em momentos distintos. Estágio I. :O farmacêutico (parte
intermediária direta) responsável pela farmácia atribuiu a nova colaboradora(segunda
parte) a posse e guarda das chaves do almoxarifado (local onde armazenam os
medicamentos de uso controlado na Farmácia Arco Verde). A colaboradora mais
antiga (primeira parte), após este fato, mudou completamente seu comportamento em
relação a nova colaboradora. A colaborada antiga passa então a realizar fofocas,
intrigas entre a nova colaboradora e os demais colaboradores, incluindo o próprio
farmacêutico e a gerente Maria. Estágio II.: O farmacêutico percebe que a origem do
conflito se deu após a sua decisão de deixar sob a responsabilidade da nova
colaboradora a guarda das chaves do almoxarifado da farmácia. Estágio III.: O
Farmacêutico tenta conversar com a colaboradora mais antiga da farmácia na
tentativa de apaziguar a situação, porém sem sucesso. Enquanto a colaboradora mais
recente na farmácia possui uma posição mais cooperativa e não assertiva, a
colaboradora mais antiga é o oposto. Estágio IV.: Após o fracasso, recorre então a
gerência da farmácia. A gerente Maria (terceira parte) chama as funcionárias
isoladamente afim de compreender os dois lados. Percebe que há divergências nas
histórias e então resolve chamar os principais envolvidos, a saber, farmacêutico,
colaboradora nova e a antiga. O farmacêutico explicou que a decisão de entregar a
responsabilidade das chaves do almoxarifado para a colaboradora recém-chegada
era devido ao mostrar-se mais apta, ou seja, organizada, responsável e proativa.
Estágio V.: Houve briga corporal entre as duas colaboradoras, iniciada pela mais
antiga. Após este ocorrido, os familiares (parte intermediária indireta) da colaboradora
nova, foram até a farmácia “tirar satisfação” com a mais antiga. O farmacêutico, outros
colaboradores e até clientes conseguiram evitar uma briga corporal e conseguiram
amenizar a situação no momento.
Parecer:
Analisando o histórico da farmácia relativos à resolução de conflitos, percebendo
o comportamento de todos os envolvidos, o desejo da gerência e dos proprietários em
manter o quadro de colaboradores e a urgência na resolução da situação, a técnica
de administração do conflito que deverá ser escolhida pela gerente é o comando
autoritário, afim de manter o quadro de colaboradores intacto sem demissões, já que
uma das políticas de responsabilidade social da organização é procurar valorizar seus
colaboradores, evitando demissões, preservando a vida pessoal e familiar. A gerência
deve manter a decisão do farmacêutico pela permanência da responsabilidade das
chaves à nova colaboradora e solicitar a colaboradora antiga que mude o
comportamento imediatamente, afim de evitar novos conflitos, salientando as
possíveis penalidades após novas violações das regras.
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PARECER TÉCNICO 2

Estudo de Caso 2: Farmácias de Buíque e Venturosa

Foi realizado um AET (análise ergonômica de trabalho) nas lojas localizadas


em Buíque e Venturosa afim de avaliar, diagnosticar e propor as correções
necessárias às altas taxas de absenteísmo entre os colaboradores. Embora, ambas
as lojas apresentem o mesmo problema, constatou-se que as condições
organizacionais que o causaram são distintas, por tanto, as recomendações aqui
realizadas serão específicas para cada caso. As farmácias funcionam nos dois turnos
das 7h30 às 19h30. Todos os oitos colaboradores possuem a mesma função e carga
horária de 6hs corridas. A grande rotatividade na gerência devido a inexperiência e
dificuldade de pagar melhores salários nas lojas citadas trouxe um problema grave de
suborno entre comprador e fornecedor na farmácia de Buíque, com um dos gerentes
anteriores ao atual Jonas.
Na Farmácia localizada em Buíque, dos quatro colaboradores existentes, dois
deles possuem famílias com crianças de colo e são mulheres. Os colaboradores
dessa loja estão escalados nos seguintes horários:
 7h30 às 13h30 estão escalados para este horário as duas colaboradoras que
possuem filhos pequenos;
 13h30 às 19h30 os demais colaboradores, uma mulher e um homem.
Constatou-se que os atrasados recorrentes e os muitos atestados médicos vinham
justamente das colaboradoras que possuíam filhos menores. E que antes, essas
mesmas colaboradoras não apresentavam problemas de absenteísmo como
atualmente. A dificuldade com o horário deve-se a incompatibilidade com os horários
de entrada e saída das creches e as doenças costumeiras que afligem crianças
pequenas. A dificuldade familiar está resvalando no desempenho das atividades
laborais.
Na farmácia de Venturosa, que também possuem um quadro de quatro
colaboradores, três deles apresentam as maiores taxas de faltas. Identificou-se que
um deles é um homem que possui dois empregos e dois que ainda estudam (EJA) no
turno da noite. O colaborador que mais atrasa o horário de chegada, além de
desempenhar a função de atendente na farmácia de venturosa, também é vigia de um
prédio público três dias na semana útil. Os outros dois colaboradores são jovens entre
20 e 24 anos que retomaram os estudos recentemente.
Constatou-se que o colaborador que possui dois empregos, atrasa apenas nos
dias em que ele estava como vigia na noite anterior.
Parecer:

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Recomenda-se uma mudança de turno entre os colaboradores na loja de
Buíque. Foi analisado as condições dos colaboradores do turno da tarde e constatou-
se que não há problemas organizacionais e há uma possibilidade de sanar o problema
a partir de uma nova regulação no trabalho, ou seja, um novo arranjo de turno entre
os colaboradores. Na loja de venturosa, por outro lado, recomenda-se que haja uma
flexibilidade nos horários do colaborador que possui dois empregos, podendo trocar
completamente de turno (manhã para o da tarde) ou apenas nos dias em que ele
estará como vigia noturno, sem causar prejuízo a nenhuma das partes interessadas.
Em relação aos jovens, recomenda-se que haja uma advertência, como sugere a
política de responsabilidade social, quanto os atrasos injustificados e que eles
possuem um prazo, a ser determinado pela gerência da loja, para se adequar a rotina
da organização afim de não serem dispensados por justa causa. Em relação ao fato
ocorrido na farmácia de Buíque de suborno, recomenda-se que seja explicitada e
distribuídas em todas as lojas o código de ética da organização nos parâmetros dos
treze princípios do código internacional. Salientando que tal conduta não é aceita em
hipótese alguma e que a penalidade é demissão por justa causa.