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DIRETORIA DA OAB GUARULHOS Gestão 2013/2015 Presidente Vice-Presidente Secretário Geral Secretária Geral Adjunta

DIRETORIA DA OAB GUARULHOS Gestão 2013/2015

Presidente Vice-Presidente Secretário Geral Secretária Geral Adjunta Tesoureira

OAB GUARULHOS

Rua Ipê, 185 e 201 Centro, Guarulhos/SP CEP 07090-130 (11) 2468-8199 (11) 2468-9800 www.oabguarulhos.org.br guarulhos@oabsp.org.br

Fabio de Souza Santos Rogério Martir José Pedro Chebbat Júnior Clarice Vaitekunas Arquely Selma Regina G.de Souza

CAASP GUARULHOS

Livraria: (11) 2463-3809 Farmácia: (11) 2461-3905 Odontologia: (11) 2461-2311 www.caasp.org.br guarulhos@caasp.org.br

Este Manual é resultado de um grupo de Trabalho da COMISSÃO DO JOVEM ADVOGADO Gestão

Este Manual é resultado de um grupo de Trabalho da

COMISSÃO DO JOVEM ADVOGADO

Gestão 2013/2015

Presidente

Rodrigo Prates

Vice- Presidente

Francine Delfino Gomes

Membros Participantes

Adriano Rodrigues de Souza Silva Agueda Letícia Santana Matioli Danny Cheque Denis Taderi Eizani Rigopoulos Simões Moreira Eveline do Nascimento Ishiara Adashi Gabriel Sousa Palma Giuliana Chagas Franciulli Gustavo Marques de Sá Gomes Jaqueline Berardinelli Katia Lma Barbosa Lincoln Biela de Souza Vale Júnior Monique Barreto Pontirolli Natali Natalia Ferreira Rosignoli Patrícia Ferreira Lima Renato Evangelista Romão

Acadêmicos Participantes Sérgio Luís Martins Vieira Sheila Fernanda da Silva Paz Silvia Regina Pinheiro Gonçalves

Acadêmicos Participantes

Sérgio Luís Martins Vieira Sheila Fernanda da Silva Paz Silvia Regina Pinheiro Gonçalves Tatiane Pannocchia Thiago Vieira de Souza Valdir Julião Vinicius Jacintho de Oliveira Vladir Ignácio da Silva Negreiro Alves

Danielle Denardi Debora Russo Vasconcelos Francisleine Francisca Souza Roma Jefferson Pedro da Costa Nadia Letícia Rosa de Lima Roberto Alves Bezerra

SUMÁRIO Apresentação 6 Palavra do Presidente da Subseção 8 Palavra do Presidente da C. Jovem

SUMÁRIO

Apresentação

6

Palavra do Presidente da Subseção

8

Palavra do Presidente da C. Jovem Advogado

12

Doze Conselhos aos Jovens Advogados

16

A

Ordem dos Advogados do Brasil

26

Composição da OAB

29

A OAB Guarulhos

34

A Importância da OAB e de suas Comissões de Trabalho

39

A Comissão do Jovem Advogado

43

Networking na Advocacia

48

Ética Profissional

50

Prerrogativas Profissionais

65

A

Advocacia Criminal

71

Peticionamento Eletrônico

76

A

Tributação do Jovem Advogado

82

Gestão de Escritório

86

Advogado Respeitado, Cidadão Valorizado

92

APRESENTAÇÃO É com grande satisfação que a Comissão do Jovem Advogado da OAB Guarulhos apresenta

APRESENTAÇÃO

É com grande satisfação que a Comissão do Jovem Advogado da OAB Guarulhos apresenta aos advogados, estagiários e público em geral a nova versão do Manual do Jovem Advogado, um instrumento com dicas e orientações para aqueles que estão iniciando sua carreira ou que queiram se aperfeiçoar no dia a dia.

Esta obra é de extrema importância para todos os profissionais do Direito, especialmente aqueles que escolheram a advocacia como profissão.

A seguir, serão expostos os principais pontos na relação do advogado, tais como Ética, Prerrogativas Profissionais, Estruturação da OAB, além de sua importância Histórica e na Atualidade, sempre com capítulos claros e objetivos, no intuito de esclarecer eventuais dúvidas e transferir novos aprendizados.

Agradecemos a todos que contribuíram para que esse manual fosse lançado, em especial aos Diretores

Agradecemos a todos que contribuíram para que esse manual fosse lançado, em especial aos Diretores da OAB Guarulhos, aos colegas da Comissão do Jovem Advogado da Secional e a todos os funcionários da OAB Guarulhos.

Advogado recebe

sugestões, elogios e esclarecimentos por meio do e-mail institucional jovemadvogado@oabguarulhos.org.br.

A

Comissão

do

Jovem

Desejamos a todos uma excelente leitura!

e-mail institucional jovemadvogado@oabguarulhos.org.br . A Comissão do Jovem Desejamos a todos uma excelente leitura! 7
PALAVRA DO PRESIDENTE DA SUBSEÇÃO Dr. Fabio de Souza Santos Ao terminar a universidade, caso

PALAVRA DO PRESIDENTE DA SUBSEÇÃO Dr. Fabio de Souza Santos

Ao terminar a universidade, caso pretenda exercer a advocacia, o Bacharel em Direito deve prestar o “temido” exame da Ordem, o qual irá avaliar se ele está apto ao exercício profissional e se ultrapassá-lo, poderá requerer sua inscrição junto aos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, que emitirá a sua Carteira de Identidade Profissional, que lhe será entregue em Sessão Solene, a ser realizada na respectiva Subseção a qual pertencerá sua inscrição, depois de prestado o devido Compromisso Legal, quando então se comprometerá: Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.

Contudo, nesse novo ciclo muitas dúvidas surgem, pois, até então apenas teorias foram adquiridas nos bancos

das universidades, mas experiência profissional quase nenhuma, exceção àquelas que alguns poucos tiveram a

das universidades, mas experiência profissional quase nenhuma, exceção àquelas que alguns poucos tiveram a oportunidade de “vivenciar”, ainda que de forma parcial, por meio dos estágios que realizaram em escritórios de advocacia.

Portanto, o lançamento desse “manual” ou “guia” para o Jovem Advogado, é a concretização de mais um sonho que desde a 1ª gestão, como Presidente da 4ª maior Subseção do Estado, tinha em ver uma OAB mais acessível a todos, em especial àqueles novos colegas que chegam a nossa Entidade, que agora se materializa nessa 2ª gestão, fruto do esforço, empenho e dedicação de um grupo de advogados abnegados que nessa importante Comissão de Trabalho que à sua frente tem como Presidente o Dr. Rodrigo Prates e Vice a Dra. Francine Delfino Gomes, jovens advogados que de forma incansável, contribuem, uma vez mais, para que haja uma aproximação entre a Subseção e os novos advogados. Não posso deixar de mencionar a Dra. Tatiane Pannocchia, Presidente da Comissão pelo período de 2013/2014 e que muito colaborou com a classe, tendo sido

uma das responsáveis pelo lançamento da primeira versão deste manual. Manual que apresenta a Instituição

uma das responsáveis pelo lançamento da primeira versão deste manual.

Manual que apresenta a Instituição ao novo advogado, mostrando-lhe como é a composição da Ordem dos Advogados do Brasil, a história da 57ª Subseção Guarulhos, falando um pouco sobre a importância da OAB no Brasil, discorrendo também sobre os 2 pilares da advocacia que são a Ética e as Prerrogativas profissionais, além de orientações sobre o peticionamento eletrônico. Finalizando com os serviços que a OAB oferece para a advocacia.

Por esse modo, se antes ao receber a carteira da OAB o advogado não tinha muitas vezes a noção do tamanho e o que era a sua entidade de classe e como funcionava, agora, o advogado de Guarulhos, por meio desse Manual, poderá ele se inteirar de tudo aquilo que gostaria e necessita saber no início de sua carreira, além de constatar, que a OAB também precisa dele para cerrar fileiras em prol do fortalecimento da classe e da própria Instituição, fazendo parte em uma das Comissões de Trabalho que a Subseção

Guarulhos possui, pois, "Um sonho sonhado sozinho é apenas um sonho. Um sonho sonhado juntos

Guarulhos possui, pois, "Um sonho sonhado sozinho é apenas um sonho. Um sonho sonhado juntos é o princípio de uma nova realidade." (Dom Hélder Pessoa Câmara)

Parabéns a todos, que de forma verdadeira têm compartilhado conosco desse sonho, desse desafio e desse trabalho realizado na Subseção Guarulhos, razão pela qual, é com imenso prazer e alegria que fazemos chegar até você, Jovem Advogado, este “Manual”, que foi criado pensando em você. Por isso, esperamos possa ele ajudá-lo na construção de sua carreira e que você possa alcançar o sucesso profissional sonhado.

PALAVRA DO PRESIDENTE DA COMISSÃO DO JOVEM ADVOGADO Dr. Rodrigo Prates Certo dia, no ano

PALAVRA DO PRESIDENTE DA COMISSÃO DO JOVEM ADVOGADO Dr. Rodrigo Prates

Certo dia, no ano de 2011, encaminhei à OAB Guarulhos um e-mail questionando se havia uma comissão voltada aos estagiários de Direito. Eu estava no quarto ano da faculdade e não sabia ao certo como funcionava a OAB e nem tudo o que ela poderia fazer em nossa sociedade.

Após alguns dias o então Secretário Geral, Antonio Carlos Kazuo Maeda, respondeu ao meu e-mail afirmando que não havia, até então, uma comissão voltada aos estagiários, mas, que sua criação seria muito interessante já que poderia estreitar os laços entre as faculdades e à OAB.

Depois de conversarmos pessoalmente, bem como uma maior reflexão sobre como funcionaria a comissão, fui convidado a compor a nova Comissão do Estagiário na condição de coordenador geral, encargo que prontamente aceitei.

Ao longo do período em que atuei na Comissão do Estagiário posso afirmar que fizemos

Ao longo do período em que atuei na Comissão do Estagiário posso afirmar que fizemos uma gestão ímpar, com participação paritária das faculdades de Direito da cidade (UnG, FIG-UNIMESP e Anhnanguera), participação em eventos voltados aos acadêmicos e esclarecendo as dúvidas mais comuns aos estudantes, tais como os requisitos necessários para inscrição nos quadros da OAB e armazenando currículos para oportunidades de estágio.

Superado esse desafio, no ano de 2013 fui convidado pela amiga Tatiane Pannocchia a atuar como Vice- Presidente da então Comissão do Novo Advogado, nomenclatura anterior da Comissão do Jovem Advogado. Várias foram as nossas conquistas, tais como reuniões periódicas, participação em eventos e o lançamento da primeira versão deste manual que hoje chega em suas mãos, caro leitor.

Já no ano de 2014 fui nomeado para exercer a presidência de referida comissão, situação que muito me

honra. Fazer parte do seleto número de advogados que presidiu a Comissão do Jovem Advogado

honra. Fazer parte do seleto número de advogados que presidiu a Comissão do Jovem Advogado é um fator de extremo orgulho para mim.

No período em que estou presidente da CJA local estreitamos os laços com a CJA da Secional, realizamos reuniões mensais periódicas e, além disso, instituímos projetos que irão muito além desta gestão. Realizamos palestras voltadas à Ética Profissional, ao Marketing do Advogado, aos Recursos nos Processos Trabalhistas e muitas outras atividades.

Acredito que este Manual, com os temas mais necessários e importantes aos jovens advogados lhe serão de grande valia. Tenha certeza de que cada palavra foi escrita com carinho e pensando no aprimoramento dos advogados da nossa Subseção de Guarulhos.

Por fim, quero convidar você, minha amiga, meu amigo, a participar da OAB. A OAB vai muito além de prédios e paredes, ela é o coletivo de todos os valorosos advogados

que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária. Seja você a mudança que quer

que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária. Seja você a mudança que quer no mundo. Participe da sua entidade de classe. A OAB PRECISA DE VOCÊ!

DOZE CONSELHOS AOS JOVENS ADVOGADOS Dr. Ulisses César Martins de Sousa 1 Há pouco mais

DOZE CONSELHOS AOS JOVENS ADVOGADOS Dr. Ulisses César Martins de Sousa 1

Há pouco mais de um mês, correndo de uma reunião para outra no trânsito da cidade de São Paulo, fui alcançado, através do celular, por uma ligação dos organizadores do VIII Encontro Nacional dos Advogados em Início de Carreiraque, naquele momento, me indagavam acerca do tema que iria abordar nesse evento. Vários temas passaram pela minha cabeça, alguns ligados ao Processo Civil, outros ao Direito do Consumidor, ao Direito Administrativo, ao Direito Eleitoral. Porém, indaguei-me sobre o que eu gostaria de ouvir em um evento como esse. Percebi então, sem menosprezar o estudo do Direito, que não era sobre esses temas que eu gostaria de ouvir em um congresso de advogados em início de carreira. O que desejaria ouvir seria sobre coisas que não estudamos nem aprendemos na faculdade de Direito. Decidi então falar sobre algumas lições

texto neste

Manual. Original publicado em Revista Consultor Jurídico, 3 de junho de

1 Ulisses César Martins de Sousa autorizou a divulgação de

2009, 9h40.

que aprendi na escola da vida e na leitura de livros que não tratavam de

que aprendi na escola da vida e na leitura de livros que não tratavam de assuntos jurídicos.

Para tornar mais didática a exposição, resolvi fazer essa apresentação em forma de conselhos. Não que tenha idade ou conhecimento para dar conselhos, mas por entender que ao me convidarem para esse evento e aceitarem o tema da palestra me autorizaram a tanto. Esses conselhos, repito, não obtive em livros de Direito. Não os escutei de meus professores. São eles o resultado da luta diária de um advogado que já conta com 15 anos de profissão e que, até hoje, não exerceu outro ofício senão a advocacia. Seguem aqui, portanto, doze conselhos para os jovens advogados:

1. Comunique-se bem o advogado deve escrever com objetividade, de forma clara e elegante. Além disso, deve ter a leitura como obrigação diária. A boa leitura contribui para o aperfeiçoamento dos conhecimentos do advogado, além de tornar mais fácil a tarefa de escrever.

Vale lembrar o conselho do publicitário Roberto Justus, que adverte que “tudo na vida de

Vale lembrar o conselho do publicitário Roberto Justus, que adverte que “tudo na vida de um homem de negócios deve ser pautado por uma absoluta precisão: suas decisões, seus projetos, suas finanças. Não se pode permitir nenhuma imprecisão com a língua que se fala”.

Ao advogado é ainda recomendável falar pouco. Apenas o essencial. Lembrando aqui que, em nenhuma hipótese, poderá o advogado revelar a terceiros segredos que lhe foram confiados em razão do exercício da profissão.

2. Zele pela sua reputação pessoal e profissional o valor do trabalho de um advogado está diretamente ligado à sua reputação. Por isso os cuidados com a reputação são essenciais. Na advocacia é impossível ou pelo menos muito difícil adquirir prestígio profissional sem uma reputação sólida.

É preciso lembrar que, como bem assinala Roberto Dualibi, “uma imagem não se impõe, se constrói”. Por essa

razão é necessário que, desde o início da carreira, o advogado trabalhe na construção de

razão é necessário que, desde o início da carreira, o advogado trabalhe na construção de uma reputação sólida.

3. Faça sempre melhor, não importando quanto você está recebendo por isso o advogado, no exercício da profissão, deve sempre tentar se superar. Deve dar o melhor de si em todos os casos que lhe forem confiados, mesmo naqueles em que a remuneração é pequena ou inexistente.

Na advocacia, o dinheiro é consequência de trabalho bem feito. Aliás, o único lugar em que dinheiro e sucesso são encontrados antes do trabalho é no dicionário.

A vitória em um determinado caso nem sempre depende apenas do trabalho do advogado. Existem outros fatores que podem influenciar nesse resultado. Porém, uma coisa depende apenas do advogado: fazer, na defesa dos interesses do seu cliente, o melhor trabalho possível.

Sobre o tema, vale o recado transmitido por Nizan Guanaes que, ao proferir discurso aos formandos que não

eram do curso de Direito – da FAAP, recomendou: “Não paute sua vida, nem sua

eram do curso de Direito – da FAAP, recomendou: “Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha”.

4. Aprenda a conquistar e cativar clientes esse, segundo o advogado paulista Raul Haidar, é o segredo do sucesso na advocacia: saber conquistar, conservar e cobrar dos clientes. Não existe advocacia sem cliente. E para aqueles que pretendem abraçar a advocacia como carreira é preciso ter bem claro que o relacionamento com o cliente é uma das chaves do sucesso.

Em um mercado com mais de 700 mil advogados é essencial saber conquistar a clientela e, tão importante quanto essa tarefa, é a de realizar a manutenção da carteira de clientes. É mais fácil prestar serviços a um cliente já fidelizado do que sair no mercado em busca de novos clientes. Desnecessário dizer que não adianta conquistar clientes e

prestar serviços de excelência a estes sem ser remunerado por isso. O advogado deve saber

prestar serviços de excelência a estes sem ser remunerado por isso. O advogado deve saber cobrar por seus serviços, evitando tanto a cobrança de valores abusivos, quanto a de valores ínfimos, que aviltem a dignidade da profissão.

5. Planeje sempre até o final o advogado deve aprender a planejar, quer seja a sua agenda diária quer seja a estratégia para enfrentar um determinado caso.

É preciso ter atenção com os detalhes. O planejamento, como disse o navegador Amyr Klink, “aumenta as chances de dar certo, à medida que minimiza as chances de dar errado”. É planejando que o advogado poderá caprichar nos detalhes, prever todas as consequências possíveis decorrentes da prática de um determinado ato e, estabelecer, com antecedência, os passos a serem dados em uma determinada situação, permitindo assim agir com rapidez quando a execução de tais medidas for uma necessidade.

6. Saiba quanto custa o seu trabalho e quanto você pode cobrar por ele antes de aceitar qualquer demanda, o

advogado deve aprender a calcular os custos necessários para a execução de seus serviços. Somente

advogado deve aprender a calcular os custos necessários para a execução de seus serviços. Somente sabendo quanto custa o seu serviço é que o advogado poderá cobrar honorários que suportem esses custos e que sejam ainda suficientes para pagar os tributos incidentes sobre o valor dos honorários e, ainda, remunerar o serviço contratado. Não são poucos os advogados que, em uma época de concorrência acirrada, aceitam trabalhar mediante o recebimento de honorários cujo valor é insuficiente até mesmo para suportar os custos necessários à execução dos serviços.

7. Aprenda a dominar a arte de saber o tempo certo – Couture, nos “Dez Mandamentos do Advogado”, já advertia que o advogado deveria ter paciência, posto que o tempo costuma se vingar de tudo que era feito sem a sua colaboração.

Em suas “Cartas a um Jovem Advogado”, o brilhante causídico carioca Francisco Musnich recomenda ao jovem advogado que “não desista antes da hora e nem cante vitória antes do tempo”.

Quando se trata de tempo e processo é preciso lembrar que nem sempre uma decisão

Quando se trata de tempo e processo é preciso lembrar que nem sempre uma decisão rápida é a melhor decisão. O processo precisa de um tempo para amadurecer. Não estamos aqui a defender as chicanas processuais ou o retardamento do andamento dos processos. De forma alguma. Não é isso. O que se prega é que, da mesma forma em que luta pela celeridade dos processos, o advogado deve buscar evitar que façam julgamentos apressados, realizados de forma açodada, muitas vezes sem permitir que o juiz conheça e compreenda a causa e os seus detalhes e, o que é pior, com o sacrifício da realização de uma adequada instrução processual. Quantos e quantos são os processos anulados nas instâncias superiores por cerceamento de defesa?

8. Ande na rua e saiba o que está acontecendo com as pessoas essa recomendação é dada pelo banqueiro Joseph Safra e serve perfeitamente aos advogados, que devem evitar principalmente os mais jovens o isolamento de seus escritórios.

O advogado deve participar da vida em sua comunidade social. Deve acompanhar, de acordo com

O advogado deve participar da vida em sua comunidade social. Deve acompanhar, de acordo com a sua área de atuação, as discussões realizadas nas federações das indústrias, nas associações comerciais, nos sindicatos, ou seja, deve estar sintonizado com os problemas daqueles que podem ser seus futuros clientes, antenado com as questões que podem se transformar em demanda de serviço do escritório.

9. Destaque-se o jovem advogado deve buscar não ser mais um no meio da multidão. Deve se destacar por meio de produção intelectual, produzindo artigos, participando de debates, expondo as suas posições acerca das questões da atualidade. A concorrência é uma realidade. Aqueles que não buscarem se destacar terão menores chances de êxito no mercado de trabalho.

10. Seja ousado e inovador a advocacia é uma profissão conservadora. Porém, aqueles que nela iniciam não devem ter medo de ousar, de inovar, de buscar fazer o melhor

de uma forma diferente. É preciso fugir dos dogmas. Seguir o que diz Steve Jobs

de uma forma diferente. É preciso fugir dos dogmas. Seguir o que diz Steve Jobs e evitar que “o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior”.

11. Acredite que a sorte existe é verdade, sorte existe. Porém, sorte é estar preparado no lugar certo e na hora certa. Como dizem, a sorte acontece quando a oportunidade encontra a preparação.

12. Tenha paixão por sua profissão Couture já dizia que o advogado deveria ter orgulho da sua profissão. Vou mais além, acredito que, além de orgulho, o advogado deve ter uma verdadeira paixão pela sua profissão. Isso porque, lembrando Donald Trump, “você precisa amar o que faz ou nunca será bem sucedido, não importa o que fizer na vida. O mais importante é conhecer o seu trabalho e amar o que faz, e essas duas coisas resolverão um monte de problemas para você”.

A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL A Ordem dos Advogados do Brasil teve sua origem

A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL

A Ordem dos Advogados do Brasil teve sua origem calcada no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), organização fundada em agosto de 1843 e composta pelos advogados formados nas primeiras turmas dos cursos jurídicos de São Paulo/SP e Olinda/PE. Sua finalidade era organizar a Ordem dos Advogados, em proveito geral da ciência da jurisprudência.

O Decreto n° 19.408 que autorizava a criação da Ordem dos Advogados do Brasil foi aprovado apenas 87 anos depois, em 18 de novembro de 1930, e foi um dos primeiros atos assinados pelo então Presidente da República Getúlio Vargas assim que assumiu o poder. No ano seguinte, foi aprovado seu regulamento interno e, em 1934, o Código de Ética da Ordem.

Com a criação da OAB, iniciou-se, no Brasil, a regulamentação profissional do advogado, com exigência de formação universitária. Hoje se exige, para a obtenção de

licença para advogar, a aprovação do Bacharel em Direito no Exame de Ordem, além de

licença para advogar, a aprovação do Bacharel em Direito no Exame de Ordem, além de outros requisitos colacionados no artigo 8° da Lei n° 8.906/94.

A OAB é uma entidade sui generis, instituída e regida por Lei Federal. É a entidade máxima de representação dos advogados brasileiros, sendo responsável pela regulamentação da advocacia no Brasil.

A OAB viabiliza o exercício da cidadania, trabalhando pela defesa da cidadania, da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, bem como do pluralismo político.

Trata-se de uma das instituições mais importantes em atuação. Presente na vida da população brasileira de maneira salutar, por meio da defesa da cidadania, da democracia e dos direitos humanos, da Constituição Federal, da ordem jurídica e da justiça social, ganhando cada vez mais notoriedade.

Por sua estrutura privada, seus funcionários são contratados e regidos pela CLT. Goza de imunidade

Por sua estrutura privada, seus funcionários são contratados e regidos pela CLT. Goza de imunidade tributária total em relação a seus bens, rendas e serviços, e suas contas não estão submetidas ao Tribunal de Contas, mas aos próprios inscritos na Ordem, muito embora existam auditorias externas em suas contas bancárias.

A Ordem desempenha funções de entidade de classe, gerenciando a categoria dos advogados; e também um papel institucional dentro do espectro político pátrio, promovendo a defesa da Constituição, da ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos, da justiça social, e pugnando pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.

COMPOSIÇÃO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CONSELHO FEDERAL A OAB é centralizada por um

COMPOSIÇÃO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL

CONSELHO FEDERAL

A OAB é centralizada por um Conselho Federal

(instituído por força do artigo 4º do Decreto nº 20.784, de Dezembro de 1931), composto por sua Diretoria, por seus conselheiros federais, que são integrantes das delegações de cada Unidade Federativa e dos seus ex-presidentes (na

qualidade de membros honorários vitalícios).

É o órgão supremo da OAB, com sede no Distrito

Federal. Nele são tomadas todas as deliberações nos casos

em que convém recorrer a instâncias superiores.

Compete-lhe cumprir as finalidades da OAB:

representar judicial ou extrajudicialmente os interesses coletivos ou individuais dos advogados; zelar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia; editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina, e os Provimentos que julgar necessários;

assegurar o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais, neles intervindo quando constatar grave violação do Estatuto

assegurar o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais, neles intervindo quando constatar grave violação do Estatuto ou de seu Regulamento.

CONSELHOS SECCIONAIS

Logo abaixo, têm-se os Conselhos Seccionais, que por sua vez estão sediados nos Estados, Distritos e Territórios. São órgãos regionais da OAB, que têm como função dar cumprimento efetivo às finalidades da Ordem, no âmbito de sua jurisdição, exercendo e observando as competências, vedações e funções que são atribuídas pela legislação ao Conselho Federal.

São administrados cada um por uma Diretoria, composta por um Presidente, um Vice-Presidente, um Secretário-Geral, um Secretário-Geral Adjunto e um Tesoureiro.

Compete ao Conselho Seccional editar seu Regimento Interno e Resoluções, criar tanto a Caixa de

Compete ao Conselho Seccional editar seu Regimento Interno e Resoluções, criar tanto a Caixa de Assistência dos Advogados, quanto as Subseções. Cabe-lhe ainda definir a composição e o funcionamento do Tribunal de Ética e Disciplina, escolhendo seus membros entre os advogados que apresentem condições para tanto, mesmo que não tomem parte no Conselho.

SUBSEÇÕES

As Seccionais dividem-se em Subseções, que não são detentoras de personalidade jurídica própria, tendo, portanto, dotação orçamentária específica.

A sua área territorial pode abranger um ou mais municípios, ou parte de um município, inclusive da Capital do Estado, contando com um mínimo de 15 (quinze) advogados, nela profissionalmente domiciliados.

A Subseção é administrada por uma Diretoria com atribuições e composição equivalente às da Diretoria

A Subseção é administrada por uma Diretoria com atribuições e composição equivalente às da Diretoria do Conselho Seccional. Compete-lhe efetivar, no âmbito de seu território, as finalidades da OAB, zelando pela dignidade, independência e valorização da advocacia, fazendo valer as prerrogativas do advogado e buscando o cumprimento do Estatuto da Advocacia.

CAIXAS DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS

As Caixas de Assistência dos Advogados (CAA) têm personalidade jurídica própria e destinam-se a promover serviços de assistência e seguridade aos profissionais inscritos nos Conselhos Seccionais da OAB. Adquire personalidade jurídica com a aprovação e registro de seu Estatuto pelo respectivo Conselho, podendo, em benefício dos advogados, promover a seguridade complementar (Lei 8.906/45 artigo 45).

A Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) foi instituída por deliberação do

A Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) foi instituída por deliberação do Conselho Seccional da OAB, em sessão de 3 de fevereiro de 1936, constituindo serviço público federal, nos termos do parágrafo 5º do artigo 45 e 62 da Lei nº 8.906 de 4 de julho de 1994, o Estatuto da Advocacia e da OAB.

Diferentemente dos demais órgãos pertencentes à OAB, as Caixas de Assistência não gozam de imunidade tributária. Enquanto o Conselho Federal e as Seccionais atuam na representação, defesa, seleção e disciplina dos advogados, as Caixas de Assistência lhes suplementam o papel e a importância. Para cumprir tais finalidades, recebem 50% da receita bruta mensal das anuidades pagas à Seccional.

A CAASP possui sede na Capital e sedes regionais espalhadas pelo Estado.

A OAB GUARULHOS A criação da 57ª Subseção do Conselho Seccional de São Paulo da

A OAB GUARULHOS

A criação da 57ª Subseção do Conselho Seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB Guarulhos, foi realizada pelo Conselho Seccional em 14 de setembro de 1976, sendo que sua instalação ocorreu aos 29 de outubro de 1976.

Naquele tempo 21 advogados destemidos pleitearam a instalação da Subseção de Guarulhos, sendo eles:

Agenello Herton Trama

Aparecido Dias Cassiano

Aparício Bacarini

Áureo Antônio Trevisan

Benedito Édison Trama

Bertolino Luiz da Silva

Candida Maria Ribamar

Cleber de Jesus Ferreira

Delano Licarião de Albuquerque

Deonízio Marcial Fernandes

OAB/SP n° 22.979; OAB/SP n° 11.515; OAB/SP n° 31.712; OAB/SP n° 31.517; OAB/SP n° 24.415; OAB/SP n° 16.303; OAB/SP n° 26.617; OAB/SP n° 22.679; OAB/SP n° 27.115; OAB/SP n° 22.538;

 Gasparino José Romão  Guilherme Florindo Figueiredo  Harly Nogueira  Heitor Maurício de

Gasparino José Romão

Guilherme Florindo Figueiredo

Harly Nogueira

Heitor Maurício de Oliveira

João Luiz Lopes

José Ribamar Matos da Silva

Leonildo Zampolli

Máximo Kotuhiro Senday

Moacir Carlos Mesquita

Mylton Mesquita

Sylvio Pasetto

OAB/SP n° 9.131; OAB/SP n° 22.546; OAB/SP n° 15.102; OAB/SP n° 4.213; OAB/SP n° 27.114; OAB/SP n° 9.130; OAB/SP n° 25.651; OAB/SP n° 24.502; OAB/SP n° 18.053; OAB/SP n° 9.197; OAB/SP n° 9.990.

pequena, em

desenvolvimento, a Casa do Advogado foi primeiramente instalada em uma sala junto ao Fórum Cível e Criminal, já situado na Rua José Maurício.

Em

uma

cidade

ainda

Sem dúvida, a criação e instalação da Subseção de Guarulhos foi um grande avanço para a advocacia local, haja vista que os advogados começaram a participar ainda mais ativamente das atividades promovidas pela Ordem e, não

obstante, amizades profissionais. contribuiu para o estreitamento dos laços de Em 23 de setembro de

obstante,

amizades profissionais.

contribuiu

para

o

estreitamento

dos

laços

de

Em 23 de setembro de 1976, por convocação do Dr. Aparício Bacarini, então Presidente da Associação dos Advogados de Guarulhos, ocorreu a assembleia de eleição da Diretoria Provisória da OAB Guarulhos, ocasião em que foi apresentada chapa única constitutiva e, por unanimidade, eleito como Presidente da 1ª Diretoria da Subseção o Dr. Brenno Bechelli, nascido na cidade de Bauru/SP e formado em Direito na Universidade Federal Fluminense, inscrito na OAB/SP sob n° 10.483.

Na ocasião foram eleitos como Vice-Presidente o Dr. Moacyr Carlos Mesquita, como Secretário o Dr. João Batista Gonçalves e como Tesoureiro o Dr. Bertolino Luiz da Silva. A Diretoria provisória tomou posse oficial na data de 29 de outubro de 1976 e encerrou seu mandato em 31 de janeiro de 1977.

Foram Presidentes da OAB Garulhos os advogados Brenno Bechelli (1ª Diretoria), Mylton Mesquita (2ª Diretoria),

Foram Presidentes da OAB Garulhos os advogados Brenno Bechelli (1ª Diretoria), Mylton Mesquita (2ª Diretoria), Aparício Baccarini (3ª, 4ª e 6ª Diretorias), Agnello Herton Trama (5ª Diretoria), José Gonçalves Ribeiro (7ª Diretoria), Benedito Édison Trama (8ª e 9ª Diretorias), Leonildo Zampolli (10ª Diretoria), Fábio Marcos Bernardes Trombetti (11ª e 12ª Diretoria), Joenice Aparecida de Moura Barba (13ª Diretoria) e Airton Trevisan (14ª e 15ª Diretorias).

Hoje a Subseção está sob a presidência do Dr. Fabio de Souza Santos, natural da Capital e inscrito sob nº 86.952, o qual foi reeleito em 2012 para mais um triênio à frente da entidade encabeçando a 16ª e a 17ª Diretorias da Subseção.

Para o triênio 2016/2018 foi eleito o Dr. Alexandre de Sá Domingues, natural de Guarulhos e inscrito sob n° 164.098, o qual encabeçará a 18ª Diretoria da Subseção.

Com mais de sessenta comissões de trabalho dos mais diversos e importantes temas, a OAB Guarulhos possui

atualmente mais de 6.000 advogados e 300 estagiários inscritos junto a sua jurisdição, um aumento

atualmente mais de 6.000 advogados e 300 estagiários inscritos junto a sua jurisdição, um aumento significativo desde a sua fundação, já que em agosto de 1976, por exemplo, possuía 140 inscrições definitivas e 6 provisórias.

A OAB Guarulhos, buscando aproximar-se de todos os inscritos, possui diversos serviços, tais como cursos e palestras e o plantão das prerrogativas, que fica 24 horas disponível para o caso de qualquer colega necessite de apoio no momento em que os agentes públicos, infelizmente, violarem suas prerrogativas.

Além disso, a OAB Guarulhos sedia a Escola Superior da Advocacia, a XVIII Turma do Tribunal de Ética e Disciplina e a Sede Regional da CAASP, onde é possível comprar medicamentos e livros com desconto e utilizar-se dos serviços de odontologia.

A IMPORTÂNCIA DA OAB E DE SUAS COMISSÕES DE TRABALHO A Ordem dos Advogados do

A IMPORTÂNCIA DA OAB E DE SUAS COMISSÕES DE TRABALHO

A Ordem dos Advogados do Brasil, por sua trajetória na defesa das liberdades democráticas, estando voltada para a ampliação e consolidação da Cidadania, vislumbrando por uma Justiça mais ágil e eficiente para todos, cuidou de Instituir Comissões, estas que são voltadas para assuntos específicos, e, que na atuação conjunta com Advogados e Cidadãos, volta-se para a atividade Social, visando promover, informar e propagar os deveres e direitos de todos, e também da atuação do Advogado, de suas prerrogativas, e de seu dever em se atentar à Lei

No âmbito de sua atuação social e classista, organiza-se também através de comissões, que podem ser permanentes ou temáticas, cuja função é dar suporte ao presidente, otimizando o desempenho da entidade e da prática da advocacia em geral.

A advocacia, longe de ser uma profissão exata, exige do profissional que a exerce aprimoramento

A advocacia, longe de ser uma profissão exata, exige do profissional que a exerce aprimoramento constante, justamente no inicio que aparecem as dificuldades.

A comissão é um grupo de advogados que se reúnem para dar auxilio à OAB, além de manter estudos sobre determinado tema e assim colaborar com a sociedade civil, organizando palestras, simpósios, estabelecendo parcerias, dentre outras atividades, amplamente divulgadas nos meios de comunicação de nossa entidade.

Além disso, têm por finalidade promover atividades culturais e artísticas, visando também á valorização das questões jurídicas e do Direito, além de incentivar a participação ativa dos advogados nas promoções da OAB e demais órgãos de classe, fomentando o acesso à cultura e às artes.

Ser membro de uma Comissão é participar de forma ativa da OAB, construindo cotidianamente uma instituição melhor para todos os que dela fazem parte e, bem

como, para a sociedade civil como um todo, na medida em que uma OAB forte,

como, para a sociedade civil como um todo, na medida em que uma OAB forte, coesa e atuante resulta em melhores profissionais e na manutenção da justiça e da ordem democrática, dentro da ótica dos direitos humanos.

Neste sentido, o jovem advogado, ao participar de uma comissão terá visão diferenciada e poderá contar com auxílios de colegas experientes trocando informações, buscando conhecer a instituição do qual se torna parte, encontrando informações para ajudar as primeiras diversidades da profissão.

No desempenho de sua função institucional, a OAB incisivamente busca representar, defender, selecionar e disciplinar os Advogados, promovendo uma atuação participativa, reunindo-os em várias discussões que visam à concretização de um Estado Democrático, com Comissões ativas e militantes desenvolvendo o importante trabalho de pesquisa, estudo, aperfeiçoamento e adequação da legislação nas tendências atuais, além de zelar pelo bom desempenho da nobre profissão da advocacia.

A OAB é independente dos demais poderes, não se vinculando sequer com o Poder Judiciário,

A OAB é independente dos demais poderes, não se vinculando sequer com o Poder Judiciário, haja vista que não há qualquer hierarquia entre magistrados, advogados e membros do Ministério Público, devendo estes tratar-se com cordialidade e respeito mútuos.

Nos sites da OABSP e da OAB Guarulhos, nas abas “Comissões” é possível verificar quais são suas atribuições, suas cartilhas, seus membros efetivos, colaboradores e consultores.

A COMISSÃO DO JOVEM ADVOGADO A Comissão do Jovem Advogado da OAB Guarulhos tem como

A COMISSÃO DO JOVEM ADVOGADO

A Comissão do Jovem Advogado da OAB Guarulhos tem como objetivo primordial apoiar os advogados em início de carreira, de modo a traduzir o verdadeiro espírito da advocacia, trazendo-o à sua entidade de classe, estimulando a troca de experiências e levando para a Ordem dos Advogados de Brasil a visão do mais atual advogado iniciante.

Esta comissão, em seu campo de atuação, tem por objetivo realizar, debater e impulsionar propostas básicas, indispensáveis, e de extrema importância ao Estado Democrático de Direito, promovendo a integração dos jovens advogados com a OAB, além de incentivá-los a participar das questões afetas a sua classe, fomentando a melhora do exercício da profissão dos advogados em início de carreira, e amenizando, assim, as dificuldades iniciais inerentes a todo e qualquer jovem advogado.

É natural que os recém-formados, normalmente desorientados, possuam diversas dúvidas sobre o caminho e a

É natural que os recém-formados, normalmente desorientados, possuam diversas dúvidas sobre o caminho e a direção a seguir no início da carreira. Os primeiros passos sobre como iniciar a carreira jurídica, como exercer a advocacia de forma autônoma, como se preparar para uma audiência, como peticionar, fixar honorários, atender a clientes, vender seus serviços, lidar com prazos, entre tantas outras dúvidas pertinentes e totalmente legítimas para quem está ingressando no mercado de trabalho são naturais e comuns, além de ilimitados.

Diante desta realidade, e da necessidade clara e incontestável da existência de um órgão institucional de apoio aos jovens advogados, se mostra mais do que indispensável a existência da Comissão do Jovem Advogado, que atua incessantemente não só como base de apoio às necessidades mais peculiares dos jovens em início de carreira, mas também como impulsionadora da mais nova geração de advogados a alçarem voos favoráveis ao crescimento da instituição, trazendo novo vigor e nova visão da atividade profissional à classe.

Assim, a Comissão do Jovem Advogado se coloca como um órgão essencial, podendo ser decisivo

Assim, a Comissão do Jovem Advogado se coloca como um órgão essencial, podendo ser decisivo na formação da carreira do jovem advogado, que certamente agirá com mais segurança quando apoiado e resguardado pela troca de experiências que se vivencia no órgão também destinado a este fim.

É importante destacar que a Comissão do Jovem Advogado se compõe não só por jovens advogados, mas também por estagiários a caminho de suas formações, trazendo ao debate os pontos fundamentais da atividade profissional da classe, desde a formação do futuro jovem advogado.

A Comissão tem como ferramenta o debate constante, propiciando grande integração entre os seus membros, e a rica troca de experiências, além da incessante exposição de informações sobre questões institucionais permanentes da Ordem dos Advogados do Brasil,

proporcionando uma maior abertura no tocante à participação dos jovens à classe dos advogados. Neste

proporcionando uma maior abertura no tocante à participação dos jovens à classe dos advogados.

Neste sentido, a Comissão possui papel informativo, esclarecendo aos seus membros e tornando ativa a defesa das prerrogativas profissionais da classe, de modo a propiciar aos jovens advogados a defesa de seus direitos e o conhecimento do fundamento legal de cada um deles, visando a garantia do exercício saudável e respeitado da atividade jurídica pelo jovem, repugnando qualquer diferença de tratamento em razão da pouca experiência.

Além disto, a Comissão atua também como incentivadora do crescimento e aperfeiçoamento profissional, possibilitando o aprofundamento de questões práticas através de palestras que são oferecidas e ministradas de forma gratuita, com o fim de agregar à formação do recém advogado.

Por fim, cumpre mencionar o papel vigilante da Comissão, que se posiciona não somente como um órgão de

proteção ao Jovem Advogado, tendo também sua vertente fiscalizadora, que atua visando uma postura diligente

proteção ao Jovem Advogado, tendo também sua vertente fiscalizadora, que atua visando uma postura diligente e ética, tanto dos demais profissionais da Justiça quanto também dos Jovens Advogados, que por vezes, ante a falta de prática e informação tomam posturas indevidas.

NETWORKING NA ADVOCACIA Sabemos que uma carreira de sucesso se alcança com base na relação

NETWORKING NA ADVOCACIA

Sabemos que uma carreira de sucesso se alcança com base na relação de confiança entre o cliente e o Advogado. E a grande dificuldade para o Advogado no início de sua carreira é dar publicidade ao seu trabalho de forma ética.

E dentre várias, trabalhar o networking é uma das consideradas mais importes, devido à necessidade de estar em evidencia para mostrar seu trabalho. Quanto maior o ciclo de contatos, maior a chance de realizar negócios.

Participar de palestras, cursos, associações, eventos sociais, dentre outro, fazem parte da construção da rede de contatos profissionais, lembrando-se em ter sempre em mãos o cartão de visita, para entregar sempre que tiver oportunidades.

As comissões da OAB, por outro lado, são excelentes meios de contatar outros colegas que, por vezes,

podem ser os responsáveis por parcerias e até mesmo sociedades futuras. Assim é possível dar

podem ser os responsáveis por parcerias e até mesmo sociedades futuras.

Assim é possível dar publicidade ao trabalho realizado, bem como transmitir confiança, pois será um fator importante e estratégico para alcançar o tão almejado sucesso de forma ética, respeitando e valorizando a advocacia.

ÉTICA PROFISSIONAL Falar de ética profissional não é tarefa fácil, pois ética envolve comportamento, envolve

ÉTICA PROFISSIONAL

Falar de ética profissional não é tarefa fácil, pois ética envolve comportamento, envolve moral, conflitos de interesses, pensar em ética na carreira jurídica é fundamental.

Sem o conhecimento técnico em qualquer área jurídica profissional é sabido que não é necessariamente ser um especialista para falar ou defender qualquer assunto, mas em se tratando do assunto ética o profissional advogado dever ter o completo conhecimentos e equilíbrio dos seus direitos e deveres. Onde mesmo sendo um Advogado de carreira pública ou privada deve este seguir o regramento do Estatuto da advocacia lei (8.906/90), seus provimentos, resoluções e Regulamento Geral.

Para este comportamento ético padrão a Ordem dos Advogados do Brasil, estabelece umas séries de regras ao postulante a ingressar nos quadros como inscrito, seja como estagiário ou de forma definitiva como Advogado, onde

a sua consideração para efeito ou não da sua inscrição. conduta pessoal será avaliada e

a sua

consideração para efeito ou não da sua inscrição.

conduta

pessoal

será

avaliada

e

levada

em

A seguir estabeleceremos alguns pontos quanto à ética profissional.

1. Indispensabilidade para Administração da Justiça

Segundo a Constituição Federal em seu art. 133:

“O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício

da profissão, nos limites da lei”. Desta forma, o Estatuto da Advocacia e da OAB considera que, no seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício

da

profissão e nos limites da lei.

Assim, no processo judicial, o advogado contribui

na

postulação de decisão favorável ao seu constituinte, ao

convencimento do julgador, e seus atos constituem múnus público.

Paulo Lobo 2 salienta que a razão da colocação na Constituição Federal do Princípio da

Paulo Lobo 2 salienta que a razão da colocação na Constituição Federal do Princípio da Indispensabilidade é de ordem pública e de relevante interesse social, como instrumento de garantia de efetivação da cidadania, sendo garantia da parte e não do profissional.

Para justificarmos o múnus público que muitos advogados não (re)conhecem, esse mister, ou seja, a advocacia, além de profissão, é múnus, pois cumpre o encargo indeclinável de contribuir para a realização da justiça, ao lado do patrocínio da causa, quando atua em juízo.

Paulo Lobo que, com a permissa vênia, será sempre citado na presente cartilha, pois foi ele quem presidiu a comissão para elaboração da Lei n. 8.906/94 o Estatuto da Advocacia e da OAB. Segundo o mestre, “o advogado realiza função social, quando concretiza a aplicação do direito (e não apenas da lei), quando obtém a prestação jurisdicional

2 Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB. 5.ed. São Paulo: Saraiva, 2009, p. 26.

e quando, mercê de seu saber especializado, participa da construção da justiça social” 3 .

e quando, mercê de seu saber especializado, participa da construção da justiça social” 3 .

2. Da Postulação em Juízo.

O ato de postular em juízo é privativo do advogado (EOAB, art. 1º, I), todavia, há exceções.

No nosso caso, o que o advogado em início de carreira deve observar é que para postular, em juízo ou fora dele, deve fazer prova do mandato. Contudo, se afirmar urgência, poderá atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período. E, tais atos se não ratificados no prazo, serão havidos por inexistentes, respondendo o advogado por despesas e perdas e danos.

A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais, em qualquer juízo ou instância, inerentes à atividade, salvo os que exijam

3 Op. cit., p. 29.

poderes especiais (transigir, salvo para receber citação inicial, confessar, reconhecer a procedência do pedido,

poderes especiais (transigir, salvo para receber citação inicial, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre que se funda a ação, receber, dar quitação e firmar compromisso).

Atualmente, a procuração pode ser assinada digitalmente com Certificado Digital, (orientamos que o leitor acesse a Cartilha do Processo Eletrônico elaborado por essa Comissão).

Ainda com relação ao mandato, o advogado pode renunciá-lo, sem necessidade de motivação, mas, durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia, continuará a representar o mandante, salvo se for substituído antes do término desse prazo.

3. Sobre o Cancelamento e Licenciamento do Advogado.

O cancelamento é o ato pelo qual o advogado desvincula-se dos quadros da OAB e está previsto no art. 11. Portanto, se você, advogado, passar no concurso do

Ministério Público, da Polícia, da Magistratura, serviços notariais e de registro, dentre outros previstos no

Ministério Público, da Polícia, da Magistratura, serviços notariais e de registro, dentre outros previstos no art. 28 do EOAB e, sendo em caráter definitivo, sua inscrição será cancelada.

Por outro lado, o licenciamento é ato pelo qual o advogado se afasta temporariamente do exercício da advocacia, geralmente, para fazer um curso no exterior, ou por doença mental curável, ou quando assume o cargo de chefe do Executivo.

Se aquele que cancelou sua inscrição na OAB praticar ato de advogado será tipificado na contravenção penal de exercício ilegal da profissão. Já o licenciado que praticar atos privativos no período de seu afastamento, estes serão nulos.

4. Da sociedade de Advogados.

Saiba que você, jovem advogado, que manter sociedade profissional fora das normas e preceitos

estabelecidos no EOAB comete infração disciplinar punível com censura. Portanto, sua sociedade deve ser devidamente

estabelecidos no EOAB comete infração disciplinar punível com censura. Portanto, sua sociedade deve ser devidamente constituída e registrada no Conselho Seccional da sede.

É possível a constituição de filial, desde que em outro Conselho Seccional e não no mesmo.

Nome fantasia é proibido, bem como que referida sociedade realize atividades estranhas à advocacia e/ou incluam sócios que não sejam advogados. Lembrando, ainda, que é proibido ao advogado integrar mais de uma sociedade de advogados com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional, sob pena de ocorrer conflito de interesses, bem como, captação direta ou indireta de clientela e, via de consequência, concorrência desleal.

5. Do Contrato de Honorários.

documento

importantíssimo para o advogado. Cuidado com modelos

O

contrato

de

honorários

é

captados da internet, nem sempre eles suprem as necessidades do caso concreto. A estrutura do

captados da internet, nem sempre eles suprem as necessidades do caso concreto.

A estrutura do Contrato é a mesma dos demais contratos. Lembre-se que este contrato envolve o contrato de mandato, bem como a prestação de serviços.

Deve conter a qualificação das partes; o objeto da contratação (quanto mais detalhado melhor); a remuneração e as condições de pagamento (sob pena de receber na forma do art. 22 § 3º do EOAB); os direitos e obrigações das partes, bem como a cláusula de eleição de foro.

Lembre-se, ainda, que devem ser fixados com MODERAÇÃO conforme previsão do art. 36 do CED. É importante ressaltar que a decisão judicial e o contrato escrito têm eficácia de título executivo e a prescrição para ser cobrar tais honorários é de 5 anos.

6. Da Responsabilidade Civil do Advogado. a responsabilidade civil do advogado, que é fundada na

6. Da Responsabilidade Civil do Advogado.

a

responsabilidade civil do advogado, que é fundada na culpa. Portanto, jovem advogado, seja diligente e não negligente, seja prudente e não imprudente, pois tais atos, se acarretarem prejuízo, geram o direito à indenização. Já pensaram na teoria da perda de uma chance? Vale a pena pensar!

O

artigo

32

do

EOAB

estabelece

7. Deveres Éticos do Advogado.

Os deveres éticos do advogado estão previstos no art. 2º do CED. Preste muita atenção neles:

São deveres do advogado:

I preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profissão, zelando pelo seu caráter de essencialidade e

indispensabilidade;

II atuar com destemor, independência, honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa-fé;

III velar por sua reputação pessoal e profissional;

IV – empenhar-se, permanentemente, em seu aperfeiçoamento pessoal e profissional; V – contribuir para o

IV empenhar-se, permanentemente, em seu aperfeiçoamento

pessoal e profissional; V contribuir para o aprimoramento das instituições, do Direito e

das leis; VI estimular a conciliação entre os litigantes, prevenindo, sempre que possível, a instauração de litígios;

VII aconselhar o cliente a não ingressar em aventura judicial;

VIII abster-se de:

a) utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente;

b) patrocinar interesses ligados a outras atividades estranhas à advocacia, em que também atue;

c) vincular o seu nome a empreendimentos de cunho manifestamente duvidoso;

d) emprestar concurso aos que atentem contra a ética, a moral, a

honestidade e a dignidade da pessoa humana;

e) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono

constituído, sem o assentimento deste.

IX pugnar pela solução dos problemas da cidadania e pela

efetivação dos seus direitos individuais, coletivos e difusos, no

âmbito da comunidade.

Lembre-se de ser transparente com seu cliente, informando-lhe quanto a eventuais riscos das demandas e

suas consequências, sugerimos que faça por escrito, nem que seja por e-mail e com a

suas consequências, sugerimos que faça por escrito, nem que seja por e-mail e com a confirmação do cliente.

Uma prática constante, porém, com falta de ética, é aceitar procuração de quem já tenha advogado constituído, sem prévio conhecimento deste. A exceção é a medida de urgência ou justo motivo (ex., o único advogado constituído está internado).

Poderá o advogado renunciar ao mandato, sem necessidade de motivação da renúncia, todavia, com a obrigação de dar ciência ao cliente e permanecer nos autos do processo pelo prazo de 10 dias (CPC, art. 45), salvo se o cliente constituir um novo advogado. Importante salientar que o advogado terá o direito ao recebimento dos honorários, inclusive de sucumbência, na devida proporcionalidade.

Note-se o que o CED não tolera algumas práticas, tais como: qualquer procedimento de mercantilização; a exposição de fatos em Juízo falseando deliberadamente a verdade, bem como, oferecer serviços profissionais que

impliquem, direta ou indiretamente, inculca ou captação de clientela. 7.1. Do Sigilo Profissional Trata-se de

impliquem, direta ou indiretamente, inculca ou captação de clientela.

7.1. Do Sigilo Profissional

Trata-se de dever, inerente à profissão, razão pela qual o impõe-se ao advogado o seu respeito. Vejam que, também, se trata de prerrogativa profissional prevista no art. 7º, XIX do EOAB. Sua violação acarreta responsabilidade penal (CP, art. 154), responsabilidade disciplinar (EOAB, art. 34, VII) com a sanção de censura e, se causar dano, responsabilidade civil nos termos do art. 32 do EOAB.

Entretanto, ocorrendo as hipóteses de justa causa elencadas no art. 25 do CED, ou seja, grave ameaça ao direito à vida, à honra ou quando o advogado se veja afrontado pelo próprio cliente e, em defesa própria, tenha que revelar segredo.

É importante observar que, as confidências feitas pelo cliente ao advogado podem ser utilizadas pelo advogado

nos limites da defesa, desde aquele que tenha autorizado expressamente pelo cliente. Portanto, no caso

nos limites da defesa, desde aquele que tenha autorizado expressamente pelo cliente. Portanto, no caso do cliente contar algo sobre o comportamento de sua ex-mulher para uma ação de divórcio litigioso ou ação de guarda, para que aquela confidência seja utilizada há necessidade de autorização do cliente.

7.2. Da Publicidade na Advocacia.

Inúmeras são as hipóteses de publicidade na advocacia em que há violação à ética, seja porque extrapolam os limites da discrição, moderação, informação ou porque têm uma conotação extremante mercantilista.

Primeiramente, o advogado, em qualquer anúncio, deve colocar seu nome e número de inscrição, sendo facultado informar seus meios de contato, endereço, áreas de especialização e de atuação. Vedado qualquer anúncio no rádio, na televisão, em outdoor, nas partes externas de veículos, em divulgação com outras atividades, com lista de

clientes, fazendo menção a qualquer espécie de valores dos serviços prestados ou, ainda, sob a

clientes, fazendo menção a qualquer espécie de valores dos serviços prestados ou, ainda, sob a denominação fantasia.

Temos visto muitos anúncios sob a denominação fantasia, inclusive na forma de associações, para captação de clientela, tais como aqueles que oferecem Assessoria Jurídica Previdenciária, Assessoria Jurídica em Direito de Trânsito, dentre outros. Bem como sites com lista de clientes e fotos de dependências internas do escritório, o que é vedado pelo CED.

Desta forma, é vedada a mala direta, só sendo permitida para as comunicações de mudança de endereço, telefone, área de atuação, composição dos membros do escritório.

Vale ressaltar que o advogado pode participar de programas de TV, contudo, lhe é vedado participar com habitualidade ou fazer sua autopromoção. Vale dizer, deverá pautar-se na entrevista visando em sua manifestação objetivos ilustrativos, educativos e instrutivos de forma a fazer

com que o público compreenda a mensagem, livre do muitas vezes ininteligível “juridiqu ê s”.

com que o público compreenda a mensagem, livre do muitas vezes ininteligível “juridiquês”.

PRERROGATIVAS PROFISSIONAIS Como indispensável à administração da Justiça, ao advogado devem ser garantidas

PRERROGATIVAS PROFISSIONAIS

Como indispensável à administração da Justiça, ao advogado devem ser garantidas prerrogativas que, longe de constituírem vagos privilégios, servem ao propósito de conferir-lhe independência e liberdade para o desempenho de seu múnus, o que de resto é interesse do cidadão e da sociedade.

A defesa das prerrogativas profissionais é missão de todos os Advogados, e não só da OAB enquanto entidade. É fundamental que a cada ofensa a direito da advocacia o advogado faça o devido contraponto, fazendo constar em documento a violação, provocando autoridades e corregedorias, convocando a presença da OAB, sempre de maneira independente, criteriosa, leal e fundamentada.

De fato, a despeito de ser sinônimo também de privilégio” – que pode soar pejorativo consiste a prerrogativa, na verdade, em direito profissional indissociável, sem o qual se torna inviável o exercício de uma determinada

atividade profissional. Logo, constitui também dever profissional a intransigente defesa dessas garantias. O Ministro

atividade profissional. Logo, constitui também dever profissional a intransigente defesa dessas garantias.

O Ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, considera que “na realidade, as prerrogativas profissionais dos Advogados representam emanações da própria Constituição, pois, embora explicitada no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94), foram concebidas com o elevado propósito de viabilizar a defesa da integridade das liberdades públicas, tais como formuladas e proclamadas em nosso ordenamento constitucional. As prerrogativas profissionais de que se acham investidos os Advogados, muito mais do que faculdades jurídicas que lhes são inerentes, traduzem, na concreção de seu alcance, meios essenciais destinados a ensejar a proteção e o amparo dos direitos e garantias que o sistema de direito constitucional reconhece às pessoas e à coletividade em geral”.

De tão relevantes para o Estado Democrático de Direito, se violadas as prerrogativas do Advogado, o fato poderá constituir abuso de autoridade (art. 3º, alínea J,

acrescentada pela Lei nº 6.657/1979, a Lei nº 4.898/1965), com reflexos administrativos, civis e penais

acrescentada pela Lei nº 6.657/1979, a Lei nº 4.898/1965), com reflexos administrativos, civis e penais ao agente (art. 6, da Lei n. 4.898/1965).

O bacharel em direito inscrito no quadro de

advogados de um Conselho Seccional da OAB pode exercer a profissão em todo o território nacional, perante quaisquer

órgãos do Poder Judiciário, do juizado especial ao Supremo Tribunal Federal.

No Estado da federação, onde tem sua inscrição, o

advogado não tem limite de causas para atuar. Entretanto, se pretender exercer a advocacia, também, em outro Estado, pode fazê-lo até o limite de cinco causas por ano. Havendo superação deste número, é obrigatória a inscrição suplementar perante o outro Conselho Seccional.

É assegurada a inviolabilidade do advogado por seus atos e manifestações no exercício da profissão (art. 133, CF; art. 142, I, CP; art. 7º, §2º do EOAB), bem como a chamada imunidade profissional, o Estatuto da Advocacia e

da OAB asseguram a inviolabilidade do escritório, local de trabalho, correspondências, arquivos e dados do

da OAB asseguram a inviolabilidade do escritório, local de trabalho, correspondências, arquivos e dados do advogado relativos ao exercício da profissão.

Nos últimos anos, em virtude de operações da Polícia Federal em grandes empresas, com realização de busca e apreensão nos respectivos departamentos jurídicos, a Ordem dos Advogados do Brasil vem se insurgindo contra esta prática, pois aqueles departamentos de empresas privadas ou públicas constituem local de trabalho de advogado e não podem ser alvo de busca, salvo no caso de haver advogado investigado, o que não tem sido o caso nas referidas operações policiais.

A inviolabilidade do escritório de advocacia está intimamente ligada ao sigilo profissional imposto ao advogado. De nada adiantaria ter o advogado o dever do sigilo profissional, se seu escritório pudesse ser invadido. Na verdade, tanto a inviolabilidade do escritório de advogado, quanto o seu dever de sigilo profissional, protege o cidadão

que, necessitando dos serviços profissionais do advogado, com o mesmo conversa e a ele entrega

que, necessitando dos serviços profissionais do advogado, com o mesmo conversa e a ele entrega documentos.

Neste caminho tortuoso e repleto de obstáculos, é importante que se tente alcançar um resultado: a plena conscientização de que o artigo 133 da Constituição Federal e os artigos 6º e 7º da Lei n. 8.906/94 devem ser reconhecidos e aplicados.

Para isso, a Cartilha de Prerrogativas é mais um instrumento para que a classe dos advogados fique amparada na defesa de seus direitos.

A OAB mantém, no Conselho Federal e nas Seccionais, Comissões especialmente voltadas à defesa das prerrogativas e prestação de defesa e assistência aos advogados, quando sofrerem violações aos seus direitos no exercício da profissão.

Assim, a Comissão assistirá de imediato qualquer membro da OAB que esteja sofrendo ameaça ou efetiva

violação, e promoverá todas as medidas e diligências necessárias à defesa e preservação dos direitos

violação, e promoverá todas as medidas e diligências necessárias à defesa e preservação dos direitos e prerrogativas, conforme cada caso e mediante a respectiva modalidade de intervenção.

e preservação dos direitos e prerrogativas, conforme cada caso e mediante a respectiva modalidade de intervenção.
A ADVOCACIA CRIMINAL Naturalmente quando ingressamos no curso de Direito, uma das matérias que mais

A ADVOCACIA CRIMINAL

Naturalmente quando ingressamos no curso de Direito, uma das matérias que mais nos cativa é o Direito Penal, e a cada aula que assistimos temos a impressão de que é o ramo mais objetivo e prático do Direito.

Desse modo, quando ingressamos no “sexto ano da faculdade”, isto é, começamos a exercer a advocacia propriamente dita, temos a sensação de que, após meia década, sentados aprendendo sobre crime e processo penal, é só vestir o melhor terno e dar “o show”.

Todavia, quando o telefone toca, informando que existe um cliente com problemas na Delegacia, no Fórum ou mesmo em um Cárcere, entramos em desespero, pensando:

- O que Fazer?

- Onde ir?

- Pra quem ligar?

Assim, nos deparamos com circunstâncias e duvidas que colocam em xeque tudo o que aprendemos

Assim, nos deparamos com circunstâncias e duvidas que colocam em xeque tudo o que aprendemos durante o curso, pois por muitas vezes a teoria é bem diferente da prática.

Nesse sentido, o presente texto pretende trazer, de forma básica e sucinta, dicas e orientações de como o Advogado Iniciante deve proceder quando se deparar com o “caos” do caso prático.

CLIENTE PRESO EM FLAGRANTE DELITO (DELEGACIA)

1. Comparecer imediatamente no respectivo DP (munido dos dados pessoais do cliente).

2. Gentilmente apresentar-se ao plantonista atendente (pois uma boa relação com os funcionários pode facilitar em muito o trabalho).

3. Solicitar: informações sobre os motivos da prisão, acesso ao cliente e vistas dos documentos disponíveis no momento, caso ainda esteja sendo lavrado o Auto de Prisão em Flagrante Delito, acompanhar o

procedimento (verificando se há vícios ou ilegalidades no APFD). 4. Buscar conhecer da real situação

procedimento (verificando se há vícios ou ilegalidades no APFD).

4. Buscar conhecer da real situação do cliente, se é primário, se realmente cometeu o delito, por exemplo:

se é mero usuário, enfim, buscar também conversar com o Delegado a fim de que o flagrante não se concretize.

5. Uma coisa, porém, recomendamos, é de que o cliente preste depoimento após as devidas orientações, evitando que permaneça calado. É que embora este seja um direito constitucional muitos magistrados consideram que o primeiro momento de defesa é exatamente o depoimento na fase policial.

6. Verificar a possibilidade do arbitramento de fiança. (sempre apresentando a situação financeira do cliente ao Delegado).

CLIENTE PRESO EM CDP OU PRESÍDIO

1. Diligenciar no Fórum ou Tribunal onde tramita o processo (buscado conhecer o caso e tirar cópias do

processo, em caso de duvidas converse com o diretor da Vara ou o responsável pelos

processo, em caso de duvidas converse com o diretor da Vara ou o responsável pelos autos).

2. Crie uma linha do tempo com os acontecimentos da ação,verificando a legalidade e formalidade de cada ato (pois assim será fácil identificar o momento processual e determinar os próximos passos).

3. Vá até a instituição prisional a fim de esclarecer ao cliente a real situação processual, bem como assinar a Procuração Judicial, colha também dados referentes à localização do preso seja Bloco (Raio), Cela (Xis) e Matrícula. (evite portar assessórios de metais e leve caneta cujo modelo seja desmontável, pois pelos furos do Parlatório não é possível passá-la inteira, apenas sua carga).

4. Oriente a família do cliente sobre os procedimentos necessários para realizar visitas (horários e cadastro no presídio) bem como a entrega de mantimento (Jumbo). Atenção: todas essas informações também devem ser colhidas no próprio estabelecimento prisional, pois tais procedimentos variam entre as instituições.

5. Estabeleça o valor dos honorários de acordo com os seguintes binômios: Complexidade do caso

5. Estabeleça o valor dos honorários de acordo com os seguintes binômios: Complexidade do caso x Possibilidade financeira do réu; (Valorize o seu trabalho!).

Na advocacia em geral é primordial e imperativo que o advogado, seja iniciante ou veterano, conheça seus direitos e prerrogativas, devendo conhecer o EAOAB e o RGOAB.

Assim, evitará passar por situações delicadas, constrangedoras e desnecessárias, pois quem conhece a lei evita uma série de situações. Havendo necessidade deve-se invocar a os órgãos fiscalizadores competentes como Corregedorias e Ouvidorias.

PETICIONAMENTO ELETRÔNICO O Peticionamento Eletrônico, denominado também como Processo Judicial Eletrônico no Brasil,

PETICIONAMENTO ELETRÔNICO

O Peticionamento Eletrônico, denominado também como Processo Judicial Eletrônico no Brasil, ganhou forma com a Lei 11.419/06, que prevê o uso do meio de transmissão eletrônico para a tramitação de qualquer peça processual em qualquer grau de jurisdição.

A Lei 11.419/06 faculta aos órgãos do Poder Judiciário informatizar integralmente o processo judicial, para torná-lo acessível pela Internet.

Desta forma, temos como objetivo orientar o novo advogado a utilizar os procedimentos básicos e necessários para que o Processo Eletrônico atinja sua plena efetividade para o ajuizamento de demandas, protocolo de petições intermediárias tais como contestação, reconvenção, exceções e recursos, devendo sempre ser observadas as especificidades de cada tribunal e suas resoluções.

Nota-se que a Justiça brasileira está cada vez mais digital, e o Peticionamento Eletrônico é

Nota-se que a Justiça brasileira está cada vez mais digital, e o Peticionamento Eletrônico é uma prerrogativa do advogado, pois seu ato é exclusivo.

Hoje, estamos vivendo em um mundo ambientalmente equilibrado, visando a globalização mundial e a preservação do ecossistema, com a diminuição gradativa da utilização de papeis diários tanto no Poder Judiciário, quanto nos escritórios de advocacia.

Está ocorrendo um fato inédito na justiça brasileira, momento em que a papelada está sendo armazenada e substituída por arquivos eletrônicos autenticados com certificado digital.

O Processo será eletrônico quando não houver papel, ocasião em que as petições, despachos, sentenças, acórdãos e demais atos são praticados, comunicados, armazenados e disponibilizados por meio da via eletrônica. A informação do processo é regida pela Lei nº 11.419/06.

Documento eletrônico é aquele gerado e mantido em sua forma eletrônica, sem necessidade de ser

Documento eletrônico é aquele gerado e mantido em sua forma eletrônica, sem necessidade de ser impresso em papel ou assinado manualmente para ter valor. Assim, o vínculo do arquivo eletrônico com o seu autor é estabelecido por meio de assinatura digital.

A petição eletrônica é a mesma que aquela em papel, mas em versão eletrônica. É gerada e mantida em sua forma original, com uma assinatura digital, ao invés de uma assinatura manuscrita.

As vantagens são inúmeras: a agilidade é considerável, os deslocamentos até os fóruns estão sendo dispensados, economia de recursos de ambas as partes, facilitação de acesso para eventuais consultas ao desenvolver do processo, além de todo aspecto ambiental que é levado em conta ao não imprimir milhões de folhas de papéis.

Cada tribunal criou sistema próprio de envio de petições por meio do seu respectivo site. Geralmente é

solicitado um cadastramento prévio feito pela internet de acordo com as instruções especificas. Os documentos

solicitado um cadastramento prévio feito pela internet de acordo com as instruções especificas.

Os documentos em papel podem ser anexados, se forem previamente digitalizados, utilizando um scanner.

Alguns Tribunais solicitam softwares/programas específicos para a operacionalização do Peticionamento Eletrônico, tais como navegador de Internet, JAVA, Adobe Reader ou Adobe PDF Creator. Assim, certifique-se antes de iniciar o peticionamento eletrônico sobre quais são os programas e softwares recomendados por cada Tribunal.

A certificação digital é a tecnologia de identificação que permite realizar transações eletrônicas, preservando a integridade, a autenticidade e a confidencialidade, de forma a evitar adulterações, captura de informações privadas e outras ações indevidas.

A certificação digital tem por fim associar uma pessoa ou assinatura a uma chave pública, de modo a

comprovar a autoria do documento eletrônico e proteger a integridade do documento assinado. O certificado

comprovar a autoria do documento eletrônico e proteger a integridade do documento assinado. O certificado tem validade de 03 (três) anos.

Recomenda-se que o advogado providencie a renovação do certificado digital 60 dias antes da expiração, uma vez que se expirando não será possível realizar nenhum ato do peticionamento eletrônico.

O Advogado que optar por ter um certificado digital

emitido pela OAB valoriza sua entidade de classe e tem à sua disposição diversos benefícios disponibilizados pelo Conselho Federal.

O Peticionamento Eletrônico com certificado digital

da OAB oferece uma série de vantagens e facilidades para os advogados, vejamos:

Horário de peticionamento não condicionado ao horário do Fórum até às 24 horas.

 Autos disponíveis em tempo integral, evitando transtornos e indisponibilidades.  Consulta aos autos e

Autos disponíveis em tempo integral, evitando transtornos e indisponibilidades.

Consulta aos autos e envio de petições sem a necessidade de deslocamento até o Fórum.

Eliminação do risco de extravio de processos.

Numeração das páginas de forma automática.

Economia de material, em especial tonners e papeis.

ATENÇÃO: RECOMENDA-SE QUE O ADVOGADO CONHEÇA O SISTEMA QUE O TRIBUNAL RESPECTIVO UTILIZA, A FIM DE SE EVITAR SITUAÇÕES DESAGRADÁVEIS E, EVENTUALMENTE, PERDER PRAZOS.

A TRIBUTAÇÃO DO JOVEM ADVOGADO O jovem advogado ao iniciar suas atividades, devidamente regulamentado e

A TRIBUTAÇÃO DO JOVEM ADVOGADO

O jovem advogado ao iniciar suas atividades, devidamente regulamentado e inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, depara-se com a obrigação de pagar o imposto fruto do seu trabalho.

Inicialmente o jovem advogado tem opções de escolha na forma de tributação, que dependendo do caso absorve parte considerável da sua receita com pagamento de impostos, tanto na esfera municipal como federal.

Existe a possibilidade do advogado de trabalhar apenas como profissional liberal, ou seja, sem abertura de Pessoa Jurídica (escritório de advocacia).

Nesta hipótese o advogado irá recolher ISS com alíquota a ser regulamentada por cada município, bem como as contribuições sociais INSS com alíquota em 20% conforme lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, além do Imposto de Renda Pessoa Física IRPF.

Neste sentido o advogado autônomo deve pagar o Imposto de Renda da Pessoa Física, estando

Neste sentido o advogado autônomo deve pagar o Imposto de Renda da Pessoa Física, estando sujeito à alíquota de 0 (zero) até 27,5%, conforme tabela progressiva do IRPF, dependendo da sua receita mensal, o que demonstra ser consideravelmente maior esta forma de tributação.

De outro giro, considerando a abertura de Pessoa Jurídica (escritório de advocacia), o jovem advogado deverá analisar criteriosamente a forma de tributação do escritório de advocacia. Se no simples nacional, conforme Lei Complementar LC 147/14, ou pela forma de tributação lucro presumido.

No caso do simples nacional, é importante observar que, em tese, engloba todos os tributos (PIS COFINS IRPJ CDLL E ISS). Importante salientar que a alíquota varia de 4,5% a 16,85% no Simples, dependendo da receita do escritório, o que demonstra ser na maior parte dos casos, a melhor opção para os advogados.

Entretanto cumpre observar que de acordo com a Lei complementar 174/14, Anexo IV do Simples

Entretanto cumpre observar que de acordo com a Lei complementar 174/14, Anexo IV do Simples precisam recolher ainda a Contribuição previdenciária patronal em 20% sobre a sua folha de pagamento.

Quanto a forma de tributação sobre o lucro presumido, este possui em média uma carga tributária de 16,33% sobre o seu faturamento, este percentual é composto pelos seguintes impostos: PIS COFINS IRPJ CDLL E ISS. A contribuição para o INSS também é obrigatória na alíquota de

20%.

Por fim, também existe regime especial de sociedade, SUP, a sigla significa “SOCIEDADE UNIPROFISSIONAL”. Trata-se de uma sociedade que atua em apenas uma profissão, nesta modalidade os sócios precisam ter a mesma especialidade, o mesmo poder de gerência e o mesmo percentual de quotas, não é permitida a participação de pessoas jurídicas no quadro societário.

A única vantagem de se enquadrar neste regime é em relação ao ISS – Imposto

A única vantagem de se enquadrar neste regime é

em relação ao ISS Imposto Sobre Serviços. Assim o escritório de advocacia fica isento da incidência do ISS, que

em geral é de 5% sobre o valor total da receita, pagando apenas uma valor fixo por profissional para a Prefeitura.

É Importante, o jovem advogado com escritório de

advocacia, no final do ano fiscal, analisar seu faturamento bruto anual para escolher seu regime de tributação, se no

Simples nacional, Lucro Presumido, ou na Sociedade Uniprofissional.

GESTÃO DE ESCRITÓRIO Alguns advogados têm a vontade de abrir o próprio escritório e em

GESTÃO DE ESCRITÓRIO

Alguns advogados têm a vontade de abrir o próprio escritório e em conjunto com esta vontade há o objetivo de atingir o sucesso profissional. Entretanto, na faculdade não aprendemos como montar nosso escritório nem a sua gestão, tarefa de grande dificuldade nos dias de hoje.

A princípio, devemos analisar o conceito de gestão, donde podemos auferir vários, mas todos viabilizam o entendimento de gerenciamento, organização, administração.

Partindo destes entendimentos, vê-se que a gestão é tão importante como seu conhecimento técnico, a gestão influencia diretamente em outros aspectos, pois um escritório desorganizado (mal gerido), não irá conseguir fidelizar os seus clientes.

A gestão de escritório no cenário atual da advocacia é uma atividade que tem sido alvo de muitos estudos, cursos e palestras proferidas não só por advogados

com escritórios bem-sucedidos, mas também por gestores do âmbito empresarial em geral, dada a evolução

com escritórios bem-sucedidos, mas também por gestores do âmbito empresarial em geral, dada a evolução do assunto e a visão de empresa que os escritórios de advocacia hoje possuem.

Estudos recentes apontam que o advogado gestor utiliza a maior parte de seu tempo em tarefas não relacionadas à advocacia propriamente dita, ou seja, a menor parte do tempo despendido por um advogado que trabalha na gestão de seu escritório se dá em audiências ou na elaboração de petições.

Para um bom planejamento e boa estratégia o ideal é saber o que deseja para o futuro e como fará para chegar onde deseja, sem se esquecer que os riscos inerentes a atividade devendo ser quantificados, calculados, e na medida do possível, extintos ao longo do caminho.

É importante ter um plano de negocio e entender que o cliente também tem que fazer parte deste plano e que ele faz parte dos pilares do escritório.

Outro importante aspecto é definir a área de atuação de seu escritório, saber claramente, quais

Outro importante aspecto é definir a área de atuação de seu escritório, saber claramente, quais as matérias que irão atuar mapeando a rentabilidade deste segmento levando-se em conta a região em que esta montando o escritório, a conjunção da área de atuação com a localização do escritório é muito importante.

É necessário um planejamento prévio identificando qual o seu ponto de origem e qual o caminho deve ser trilhado para chegar ao sucesso enquanto escritório.

Hoje, além de sermos advogados somos e devemos ser empreendedores. São inúmeras variáveis que devemos levar em conta no momento de abrir o escritório próprio além das já mencionadas, como exemplo, controle de processos e prazos, contabilidade, marketing entre outros.

Em suma, hoje em dia o êxito de um escritório não depende unicamente dos títulos e do conhecimento técnico de seu titular, mas sim de um grande conjunto que alia a

conhecimento técnico como advogado, atendimento e captação de clientes, controle de receitas e despesas, constante

conhecimento técnico como advogado, atendimento e captação de clientes, controle de receitas e despesas, constante investimento, compreendendo o avanço da área que pretende atuar não apenas na legislação, mas sim na sociedade a fim de se preparar para oferecer aos clientes o que eles de fato precisam.

Vistas essas primeiras noções, o advogado deve ter em mente a criação de um diferencial para o seu escritório, ou seja, um "plus", que seja capaz de tornar o novo escritório especial em relação aos demais existentes.

Assim, diversas são as ferramentas que podem auxiliar em sua gestão. Em plena ascensão tecnológica, não seja retrógrado e fique refém de papéis, utilize à tecnologia a seu favor. Aproveite os diversos softwares facilitadores de sua gestão, a exemplo: PROMAD (Programa de Modernização da Advocacia), que permite cadastro de clientes, financeiro, agenda, relatório de processos entre outras funções; ZEROPAPER, programa gratuito que facilitará a gestão dos honorários e despesas, e o ONE DRIVE (sistema de

armazenamento de documentos na “nuvem”), assim, poderá acessar e viabilizar documentos de onde quer que

armazenamento de documentos na “nuvem”), assim, poderá acessar e viabilizar documentos de onde quer que esteja.

Outro ponto importante é saber como gerenciar pessoas. Em escritórios de advocacia as pessoas podem garantir a sustentação e o crescimento do escritório, devemos identificar a capacidade e competência de cada um aumentando a produtividade. Dificilmente iremos encontrar o colaborador perfeito, precisamos encontrar aquele que possui as características que irão acrescentar ao escritório moldá-lo e capacitá-lo. Neste momento é que o advogado empreendedor precisa ser um líder.

Outro ponto de extrema importância é a gestão financeira. Há o dever de saber qual o custo do escritório, para então poder criar uma estratégia para maximizá-los.

Oportuno salientar que a perfeita gestão, lhe aperfeiçoará tempo, e lhe oportunizará a realização de outras atividades com melhor dedicação, hoje, o tempo é muito valioso.

Desta forma, estude a gestão do seu escritório, mapeie suas necessidades e possibilidades, pense que

Desta forma, estude a gestão do seu escritório, mapeie suas necessidades e possibilidades, pense que qualquer retirada com “gestão” é investimento e não despesa.

ADVOGADO RESPEITADO, CIDADÃO VALORIZADO A advocacia é uma das profissões mais antigas e, desde o

ADVOGADO RESPEITADO, CIDADÃO VALORIZADO

A advocacia é uma das profissões mais antigas e, desde o seu surgimento, tem sido de grande relevância social, tendo em vista ser essencial à manutenção da justiça. Relevância esta devidamente reconhecida no cenário juridico e social brasileiro, por meio do arcabouço legislativo.

Nesse sentido, a Carta Magna, em seu artigo 133, prescreve: “O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”.

Nesta mesma esteira, o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (Lei n. 8.906/94), em seu art. 2º, ratifica a ideia de indispensabilidade do advogado na administração da justiça, bem como estabelece (§1º) que “no seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social”.

Ao que se vislumbra, os textos supracitados afirmam, categoricamente, a significância do exercício da advocacia

Ao que se vislumbra, os textos supracitados afirmam, categoricamente, a significância do exercício da advocacia na sociedade, uma vez que reconhecem a função social da profissão e a natureza pública dos serviços prestados, os quais, segundo a lei, constituem múnus público.

Em razão da mencionada importância da advocacia, o seu respectivo Código de Ética, em seu art. 2º, parágrafo único, estabelece que é dever do advogado manter uma conduta de honra e nobreza, a fim de preservar a dignidade da profissão, bem como zelar pelo seu caráter de essencialidade e indispensabilidade.

Portanto, é responsabilidade de cada advogado, individualmente, se empenhar na construção de uma atmosfera em que a sua categoria seja devidamente valorizada. Valorização esta que reflete diretamente no fortalecimento da sociedade.

A referida valorização do advogado é conquistada, em termos práticos, por meio do respeito às prerrogativas da

profissão e através de remuneração justa e compatível com os serviços prestados, tendo em vista

profissão e através de remuneração justa e compatível com os serviços prestados, tendo em vista que a atividade advocatícia exige que este suporte todos os custos decorrentes da manutenção do exercício profissional e também de suas despesas de caráter alimentar.

Nesse sentido, a lei assegura aos inscritos nos quadros da OAB, em razão de prestação de serviço, o direito aos honorários, quer sejam os convencionados ou os arbitrados judicialmente, quer sejam os sucumbenciais.

Em virtude da importância dos honorários na valorização dos advogados, o respectivo Código de Ética profissional, em seu art. 41, estabelece que “o advogado deve evitar o aviltamento de valores dos serviços profissionais, não os fixando de forma irrisória ou inferior ao mínimo estabelecido pela Tabela de Honorários, salvo motivo plenamente justificável”.

Destarte, verifica-se a proibição legal da prática do aviltamento de honorários, entretanto, este vem sendo

Destarte, verifica-se a proibição legal da prática do aviltamento de honorários, entretanto, este vem sendo um grande problema enfrentado pela OAB, na atualidade.

O aviltamento de honorários pode ser dividido em duas modalidades:

A primeira é aquela, por vezes, praticada no Judiciário, em casos de honorários irrisórios e arbitrários, eventualmente fixados pelo Magistrado (§4º do art. 20 do CPC) ou nas eventuais compensações de honorários sucumbenciais, em casos de condenação parcial ou recíproca entre as partes (art. 21 do CPC).

Há que se destacar, acerca dos supracitados dispositivos, que o novo Código de Processo Civil, o qual entrará em vigor no ano de 2016, trouxe alterações que representam grandes conquistas à classe dos advogados, tais como a vedação da mencionada compensação de honorários, reconhecendo-os como de caráter alimentar, o fim do supracitado §4º do art. 20 do atual CPC, bem como a criação

de critérios objetivos para a fixação de honorários nas causas em que a Fazenda Pública

de critérios objetivos para a fixação de honorários nas causas em que a Fazenda Pública é parte vencida.

A OAB, atualmente, conta com algumas ferramentas para o combate ao aviltamento de honorários, tais como, a Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas, criada pelo Conselho Federal da OAB, por meio da Resolução n. 01, de 2013, a qual tem por finalidade a defesa da dignidade e a valorização do exercício da advocacia, porém, está adstrita às questões de repercussão nacional e aos processos em trâmite nos Tribunais Superiores

e Tribunais Regionais Federais.

Outrossim, disponibiliza, ainda, aos advogados, a Ouvidoria de Honorários, canal de denúncias contra

aviltamento de honorários, criado na atual gestão, e também,

a Campanha Nacional Pela Dignidade dos Honorários, a qual

disponibiliza materiais de divulgação, para conscientização, com a mensagem “Honorários Dignos: Uma Questão de Justiça”.

Ademais, o advogado pode buscar apoio na sua seccional, através das comissões de prerrogativas e

Ademais, o advogado pode buscar apoio na sua seccional, através das comissões de prerrogativas e valorização da advocacia.

Contudo, a crescente profusão do problema em tela se dá na forma de sua segunda modalidade o aviltamento dos honorários por parte do próprio advogado.

Aqueles que possuem o dever legal e ético de zelar pela dignidade da profissão são os que, por vezes, se contaminam na seara do aviltamento de honorários e, consequentemente, contribuem para a sua autodesvalorização profissional, refletindo negativamente em toda sua classe.

A cobrança de honorários abaixo dos valores estipulados na tabela da OAB é uma infração ética muito praticada por advogados, em considerável maioria jovens advogados, que, assim fazendo, comprometem a dignidade da advocacia.

Além disso, não raras são as vezes em que, infelizmente, ocorre a exploração entre os

Além disso, não raras são as vezes em que, infelizmente, ocorre a exploração entre os próprios advogados. Grandes escritórios de advocacia ou mesmo advogados mais experientes que contratam, normalmente, advogados com pouco tempo de inscrição na OAB, oferecendo salários extremamente aviltantes, os quais não condizem com o grau de escolaridade e, tampouco, com a relevância da profissão praticada.

É imperioso ressaltar, ainda, acerca dos valores vexatórios pagos aos advogados correspondentes, por ocasião das realizações de diligências, chegando a existir casos em que realizam audiências pelo pagamento de taxas estipuladas em valores abaixo de cinquenta reais. Situação que caracteriza grande exploração imoral por parte dos profissionais contratantes, bem como pelos canais que “agenciam” a contratação de correspondentes.

Entretanto, há que se frisar, que, infelizmente, tais fatos ocorrem, apenas, porque existem advogados que se

submetem a essas situações extremamente desonrosas, as quais desgastam a autoestima e a virtude profissional.

submetem a essas situações extremamente desonrosas, as quais desgastam a autoestima e a virtude profissional.

Isto posto, à vista da importância da advocacia, bem como dos elencados problemas que ameaçam sua dignidade, cabe a você, jovem advogado leitor, o cumprimento de seu dever ético e legal de zelar pela valorização da advocacia, para que, dessa forma, preserve a integridade de sua profissão, a fim de que se mantenha tangível a relevância social desta.

Lutemos, pois, por uma circunstância em que se mantenha o advogado como profissional digno, indispensável à administração da justiça, defensor do Estado democrático de direito, da cidadania, da moralidade pública, da Justiça e da paz social!

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