Universidade Federal do Ceará Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia Elétrica

GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

2009

Profa Ruth Leão Email: rleao@dee.ufc.br HP: www.dee.ufc.br/~rleao

APRESENTAÇÃO

Esta apostila sobre aspectos da geração, transmissão e distribuição de energia elétrica é o resultado de uma coletânea de notas de aula em atendimento à disciplina de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica – GTD, do curso de graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará. A preparação deste compêndio tem por objetivo contribuir de estudantes de Engenharia Elétrica abordando assuntos aos sistemas de potência. A apostila agrega conhecimento segmentos dos sistemas elétricos de potência desde a utilização da energia elétrica. na formação relacionados dos diversos geração até

Os assuntos abordados foram pesquisados em diversos livros e revistas técnicas, não tendo a pretensão de esgotar todo o conhecimento dos assuntos aqui tratados. Aos alunos, a iniciativa pretende contribuir de forma efetiva no processo ensino-aprendizagem não prescindindo da leitura de outras fontes literárias especializadas.

Profa Ruth Leão Email: rleao@dee.ufc.br HP: www.dee.ufc.br/~rleao

1-2

Capítulo 1

Introdução aos Sistemas Elétricos de Potência

1.1 1.2 1.3 1.4 1.5

1.6

1.7

1.8

Introdução Objetivos da disciplina História dos Sistemas Elétricos de Potência Estrutura Organizacional do Setor Elétrico Brasileiro Estrutura de um Sistema Elétrico de Potência 1.5.1 Geração de Energia Elétrica 1.5.2 Rede de Transmissão 1.5.3 Rede de Sub-transmissão 1.5.4 Rede de Distribuição Características do Sistema Elétrico Brasileiro 1.6.1 Geração de Energia Elétrica no Brasil 1.6.2 Sistema Interligado Nacional 1.6.3 Transmissão de Energia Elétrica no Brasil 1.6.4 Sistemas de Distribuição no Brasil Representação Esquemática de Sistemas de Potência 1.7.1 Características dos Sistemas Elétricos de Potência 1.7.2 Representação do Sistema Elétrico Tendências para o Mercado de Energia Elétrica

Profa Ruth P.S. Leão

Email: rleao@dee.ufc.br Homepage: www.dee.ufc.br/~rleao

tendo em vista a dependência da qualidade de vida e do progresso econômico da qualidade do produto e dos serviços relacionados à energia elétrica. é um direito humano básico. A energia elétrica proporciona à sociedade trabalho.dee. sempre ocupou lugar de destaque.S. A energia elétrica é uma das mais nobres formas de energia secundária. desde a sua descoberta. transporte. distribuição e utilização. disseminando o seu uso pela humanidade. que por sua vez dependem de como as empresas de eletricidade projetam. operam e mantêm os sistemas elétricos de potência. Em contrapartida esta dependência dos usuários vem se traduzindo em exigências por melhor qualidade de serviço e do produto. atribuem à eletricidade uma característica de universalização. produtividade e desenvolvimento.1-3 1.1 Importância da eletricidade para a sociedade. No mundo de hoje. como alimento e moradia. com as conseqüentes transformações em outras formas de energia.br/~rleao .ufc.ufc. a energia elétrica. e aos seus cidadãos conforto. eletricidade. bem-estar e praticidade. Energia Elétrica Qualidade de Serviço e do Produto Qualidade de Vida Desenvolvimento Econômico Figura 1. Leão Email: rleao@dee.br Homepage: www.1 Introdução Na história da sociedade. A sua facilidade de geração. comodidade. Eletricidade é a dominante forma Profa Ruth P. o que torna a sociedade moderna cada vez mais dependente de seu fornecimento e mais suscetível às falhas do sistema elétrico.

9 23. 35.0 31. no aumento do consumo de energia.0 15. contemplando as atividades de extração de recursos energéticos primários. O BEN apresenta a contabilidade relativa à oferta e ao consumo de todas as formas energia no Brasil. sua conversão em formas secundárias.0 20.2 apresenta o crescimento da geração mundial de eletricidade por combustível.0 28.ufc.2 Geração mundial de energia elétrica. tecnologia da informação. O gráfico da Figura 1. Segundo resultados preliminares do Balanço Energético Nacional – BEN1 2009.0 5. porém a produção de energia deve seguir os conceitos de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade ambiental. a importação e a exportação.4% do consumo final ficando atrás apenas do óleo diesel – 17.6 18.0 26.0 2006 2010 Renewables Coal Natural Gas Nuclear Liquids 2015 2020 2025 2030 Fonte: International Energy Outlook 2009 Figura 1.br/~rleao .7%. e produção de bens e serviços.ufc. necessariamente. Leão Email: rleao@dee.1-4 de energia moderna para telecomunicações. ano base 2008. sendo estimado para os próximos 20 anos um crescimento superior a 50% na produção mundial de eletricidade.0 10. sendo. Os crescimentos da população mundial e da economia nos países em desenvolvimento implicam. portanto a segunda forma de energia mais consumida no país.dee.2 20. A eletricidade é a forma de energia de uso final que mais cresce no período analisado (2006-2030).S.3 onde se observa que a eletricidade representa 17.0 25.br Homepage: www.0 0.8 Trillion Kilowatthours 30. a distribuição e o uso final da energia. 1 Profa Ruth P. o consumo final energético por fonte está mostrado na Figura 1.

óleo combustível. gás de refinaria.br Homepage: www. Figura 1. No Brasil. Leão Email: rleao@dee.dee.br/~rleao . Com isso são necessárias grandes extensões de linhas de transmissão e instalações para repartir e distribuir a energia nos centros de consumo.1-5 ¹ Inclui apenas gasolina A (automotiva) 2 Outras Fontes Inclui lixívia. Profa Ruth P. dentre as fontes primárias e secundárias de energia a fonte hidráulica é a que mais contribui para produção de energia elétrica (73.3 Consumo final energético por fonte no Brasil em 2009.ufc. coque de carvão mineral e carvão vegetal. dentre outros Fonte: Balanço Energético Nacional – BEN 2009 – Resultados Preliminares.S.4).1%) estando os locais produtores em regiões quase sempre distantes dos centros consumidores (Figura1.ufc.

br Homepage: www.ufc.ufc.S. O atendimento dos aspectos de simultaneidade de produção e consumo. − variações em tempo real na demanda. e a longa distância entre os locais de geração e os centros consumidores pode ser traduzido pela necessária existência de um sistema de transmissão e de distribuição longos e complexos. lixívia e outras recuperações. As condições de não armazenamento e de não violação das restrições operativas impõem à eletricidade sua produção no momento exato em que é requerida ou consumida fazendo com que o dimensionamento do sistema elétrico seja determinado pelo nível máximo de energia demandada. transmissão e distribuição. como: − dificuldade de armazenamento em termos econômicos. Figura 1. A eletricidade apresenta uma combinação de atributos que a torna distinta de outros produtos. e na produção em caso de fontes renováveis.4 Estrutura da oferta de energia elétrica no Brasil em 2008. Fonte: Balanço Energético Nacional 2009 – Resultados Preliminares. e − necessidade de atender as restrições físicas para operação confiável e segura da rede elétrica. exigindo instalações dimensionadas para a ponta de carga. resultando em ociosidade dessas instalações durante o período de menor demanda.1-6 (*) Inclui lenha. Leão Email: rleao@dee. apoiados por uma estrutura de Profa Ruth P. − falhas randômicas em tempo real na geração.br/~rleao .dee. bagaço de cana.

A disciplina de sistemas de energia elétrica apresenta uma visão panorâmica da estrutura organizacional do setor elétrico nacional e de cada um dos segmentos dos sistemas de potência. característica da carga. utilização e comercialização. d) Apresentar modelos típicos de: − Usinas de Geração: tipos.ufc.S. medição. Leão Email: rleao@dee.2 Objetivos da disciplina a) Apresentar a estrutura organizacional do setor elétrico brasileiro. suas funções e princípio de operação dos elementos. − Sistemas de Distribuição: equipamentos de rede. b) Apresentar os principais componentes de um sistema elétrico de potência. operação e manutenção. Os sistemas elétricos são tipicamente divididos em segmentos como: geração. Profa Ruth P.br/~rleao . tarifa. 1. componentes. As empresas que prestam serviço público de energia elétrica o fazem por meio da concessão ou permissão concedidos pelo poder público. A oferta da energia elétrica aos seus usuários é realizada através da prestação de serviço público concedido para exploração à entidade privada ou governamental.ufc. operação. c) Apresentar modelos de representação do sistema elétrico e de seus componentes: circuito equivalente.1-7 instalações e equipamentos que. arranjos. sistema por unidade. além de representar importantes investimentos. distribuição. e estão como qualquer produto tecnológico sujeito à falhas. modelos de linha. − Sistemas de Transmissão: parâmetros elétricos. exigem ações permanentes de planejamento.dee. capacidade de transporte.br Homepage: www. seus agentes e funções. representação unifilar. − Subestações: equipamentos. transmissão.

arquitetura do sistema de automação. André Marie Ampère 1775 .1836 (Francês) − Iniciou pesquisa em 1820 sobre campos elétricos e magnéticos a partir do anunciado de Oersted (Oe – intensidade de campo magnético). Georg Simon Ohm 1789-1854 (Alemão) − Em 1827 enunciou a lei de Ohm. Leão Email: rleao@dee. − A unidade de potência útil foi dada em sua homenagem (watt). − Descobriu que as correntes agiam sobre outras correntes. reatância e impedância elétrica foram escolhidas em sua homenagem (ohm). − Seu trabalho só foi reconhecido pelo mundo científico em 1927.1-8 d) Apresentar a automação dos sistemas elétricos de potência: hierarquia organizacional dos sistemas elétricos.br Homepage: www. funções de supervisão e controle. Seus nomes e feitos são aqui registrados como tributo de reconhecimento pela grande constribuição.ufc.ufc. − Elaborou completa teoria experimental e matemática lançando as bases do eletromagnetismo. que possibilitou a revolução industrial.dee.1827 (Italiano) − Em 1800 anunciou a invenção da bateria. − A unidade de força eletromotriz foi criada em sua homenagem (volt). James Watt 1736 – 1819 (Escocês) − Mecânico. − As unidades de resistência.3 História dos Sistemas Elétricos de Potência Muito da tecnologia hoje em uso deve-se a grandes pioneiros e empreendedores da eletricidade. 1.br/~rleao . Profa Ruth P. − A unidade de corrente elétrica foi escolhida em sua homenagem (ampère).S. concebeu o princípio da máquina a vapor. Alessandro Volta 1745 .

ufc. − Constatou que o movimento de um imã através de uma bobina de fio de cobre causava fluxo de corrente no condutor. Thomas Alva Edison 1847-1931 (Americano) − Em 1879 inventou a lâmpada elétrica. com capacidade de Profa Ruth P.S.br/~rleao .ufc. para alimentar 7200 lâmpadas em 110 V. etc. − A unidade de capacitância é em sua homenagem (F). Distrito Financeiro da cidade de New York. − Em sua homenagem seu nome foi dado à unidade de indutância (henry). Joseph Henry 1797-1878 (Americano) − Descobriu a indutância de uma bobina.1-9 Michael Faraday 1791-1867 (Inglês) − Físico e químico. − Instalou em 1882 a primeira usina de geração de energia elétrica do mundo com fins comerciais. − Estabeleceu o princípio do motor elétrico.dee. O primeiro projeto de êxito de central elétrica havia sido instalado no mesmo ano em Londres. na área de Wall Street. − Considerado um dos maiores experimentalistas de todos os tempos. − Foi sócio da ‘General Electric Company’. com seis unidades geradoras com potência total de 700 kW. em 1831 descobriu a indução eletromagnética. Gustav Robert Kirchhoff 1824–1887 (Alemão) − Em 1847 anunciou as leis de Kirchhoff para correntes e tensões. gerador elétrico. máquina de escrever.br Homepage: www. A Central gerava em corrente contínua. − Criou a Edison General Electric Company. Leão Email: rleao@dee. − Patenteou 1100 invenções: cinema.

a desestatização das empresas do setor elétrico. − Em 1886 organizou a Westinghouse Electric Company. e a abertura do mercado de energia elétrica. − Comprou a patente do motor elétrico de Tesla. este processo de re-estruturação foi desencadeado com a criação de um novo marco regulatório. No modelo atual os sistemas elétricos são tipicamente divididos em segmentos como: geração.org/wiki/War_of_Currents) Profa Ruth P.br Homepage: www. Leão Email: rleao@dee. − Comprou a patente do recém inventado transformador dos ingleses Lucien Gaulard e John D. Gibbs. e comercialização. − Inventor do sistema polifásico. − A unidade para densidade de fluxo magnético é em sua homenagem (T). William Stanley 1858-1968 (Americano) – Em 1885/6 desenvolveu comercialmente o transformador. No Brasil.wikipedia. distribuição. transmissão.1-10 geração para 1000 lâmpadas2. 1. George Westinghouse 1846-1914 (Americano) − Inventor do disjuntor a ar. − Venceu a batalha das correntes contra Edison. − Responsável pela definição de 60 Hz como freqüência padrão nos EUA.ufc.ufc.dee. Nikola Tesla 1856-1943 (Croata-Americano) − Em 1888 inventou dos motores de indução e síncrono. 2 War of Currents (http://en.S.4 Estrutura Organizacional do Setor Elétrico Brasileiro O setor elétrico mundial tem passado por amplo processo de reestruturação organizacional.br/~rleao .

do planejamento e da implementação de ações do Governo Federal no âmbito da política energética nacional. visando.br Homepage: www.dee. dentre outros. O MME detém o poder concedente. Leão Email: rleao@dee.5 Estrutura organizacional e os agentes do setor elétrico brasileiro.ufc.S. com a função precípua de acompanhar e avaliar permanentemente a Profa Ruth P. a) Conselho Nacional de Política Energética – CNPE Órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas nacionais e diretrizes de energia. a revisão periódica da matriz energética e a definição de diretrizes para programas específicos.br/~rleao .ufc. o Governo Federal criou a estrutura organizacional apresentada na Figura 1. b) Ministério de Minas e Energia – MME Encarregado de formulação. c) Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE Constituído no âmbito do MME e sob sua coordenação direta. Fonte: ANEEL Figura 1. o aproveitamento natural dos recursos energéticos do país.1-11 Para gerenciar este novo modelo do setor elétrico.5 e definida a seguir.

ANEEL Autarquia vinculada ao MME. tem por objetivo executar as atividades de coordenação e controle da operação de geração e transmissão. e) Agência Nacional de Energia Elétrica .S.CCEE Pessoa jurídica de direito privado. distribuição e comercialização de energia. Administra os contratos de compra e venda de energia elétrica. agentes comercializadores ou geradores estatais. sem fins lucrativos. g) Câmara de Comercialização de Energia Elétrica .EPE Empresa pública federal vinculada ao MME tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinados a subsidiar o planejamento do setor energético. que é atendido em qualquer tensão e com demanda contratada mínima de 3MW. sob regulação e fiscalização da ANEEL. a produção. (Resolução ANEEL No. sua contabilização e liquidação. com finalidade de viabilizar a comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional . 3 Consumidor livre: consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. A comercialização de energia elétrica é atualmente realizada em dois ambientes diferentes: . com finalidade de regular a fiscalização.ufc. d) Empresa de Pesquisa Energética . A ANEEL detém os poderes regulador e fiscalizador.ONS Pessoa jurídica de direito privado. O ONS é responsável pela operação física do sistema e pelo despacho energético centralizado. Leão Email: rleao@dee. sem fins lucrativos. Estes últimos só podem fazer suas ofertas por meio de leilões públicos.SIN. transmissão.Ambiente de Contratação Livre (ACL): destinado ao atendimento de consumidores livres3 por meio de contratos bilaterais firmados com produtores independentes de energia. f) Operador Nacional do Sistema Elétrico .ufc. A CCEE é responsável pela operação comercial do sistema.br/~rleao .dee. 264 e 456). Profa Ruth P. sob regulação e fiscalização da ANEEL.br Homepage: www. em conformidade com as políticas e diretrizes do Governo Federal.1-12 continuidade e a segurança do suprimento eletro energético em todo o território. no âmbito do SIN (Sistema Interligado Nacional).

Leão Email: rleao@dee. A Figura 1. CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica) e Eletronuclear. Furnas.br/~rleao . A Eletrobrás dá suporte a programas estratégicos do governo federal.6 Agências reguladoras nacionais.dee.Ambiente de Contratação Regulada (ACR): destinado ao atendimento de consumidores cativos por meio das distribuidoras. o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica (Luz para Todos) e o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Profa Ruth P. A empresa possui ainda 50% da Itaipu Binancional e também controla o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel). i) Eletrobrás A Eletrobrás controla grande parte dos sistemas de geração e transmissão de energia elétrica do Brasil por intermédio de seis subsidiárias: Chesf.1-13 . sendo estas supridas por geradores estatais ou independentes que vendem energia em leilões públicos anuais. Eletrosul.ufc. h) Agências Estaduais de Energia Elétrica Nos estados foram criadas as Agências Reguladoras Estaduais com a finalidade de descentralizar as atividades da ANEEL. como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Figura 1.6 apresenta as agências reguladoras estaduais.br Homepage: www. Eletronorte.S. o maior de seu gênero no Hemisfério Sul.ufc.

dee. (MASA). CELPA . ELETRONORTE. Leão Email: rleao@dee.CENTRAIS ELÉTRICAS DE SANTA CATARINA S. CTEEP. CHESF.EMPRESA ENERGÉTICA DE MATO GROSSO DO SUL S. AMPLA . BANDEIRANTE ENERGIA S. Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica . CPFL COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ.COMPANHIA ENERGÉTICA DE GOIÁS.ELETROPAULO METROPOLITANA ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S.A. CENF . TRACTEBEL ENERGIA ABRATE Associação Brasileira de Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica.A. CEMIG. COMPANHIA DE ELETRICIDADE DA BORBOREMA. CELPE . CEPISA .A...1-14 j) Agentes Setoriais Agentes relacionados ao setor de energia elétrica (Tabela 1.A. CEMIG . COPEL Transmissão S.CENTRAIS ELÉTRICAS MATOGROSSENSES S. COELBA COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA.. ENERSUL . LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S.. COMPANHIA FORÇA E LUZ CATAGUAZES LEOPOLDINA. CEEE ..COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA. COELCE COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ.. CEMAT .COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA. LIGHT.COMPANHIA DE ELETRICIDADE DE NOVA FRIBURGO.CENTRAIS ELÉTRICAS DO PARÁ S. BOA VISTA ENERGIA S.COMPANHIA ENERGÉTICA DO PIAUÍ.ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S. CFLO . CELESC . Associações Setoriais de Energia Elétrica. CPEE . CEAL .A.A... Furnas Centrais Elétricas AS. DUKE-GP. ELETRONORTE. COPEL.CENTRAIS ELÉTRICAS DE RONDÔNIA S. DEM – P.COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS.A.A. EMPRESA ELÉTRICA BRAGANTINA.COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO RIO DE JANEIRO. EMAE. CEB . ELETROACRE COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ACRE. ELEKTRO .CALDAS DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ELETRICIDADE DE POÇOS DE CALDAS..A.COMPANHIA ENERGÉTICA DO AMAZONAS (incorporada pela Manaus Energia S.A.A. CEMAR COMPANHIA ENERGÉTICA DO MARANHÃO.. ELETROSUL Centrais Elétricas S. CESP.A.A.br Homepage: www. COSERN . Empresas associadas: CEMIG. CAIUA SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S.A.COMPANHIA HIDROELÉTRICA SÃO PATRÍCIO. IGUAÇU DISTRIBUIDORA DE ENERGIA ELÉTRICA LTDA.COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO. Tabela 1..br/~rleao .COMPANHIA PAULISTA DE ENERGIA ELÉTRICA..CENTRAIS ELÉTRICAS DE CARAZINHO S. ENERGIPE EMPRESA ENERGÉTICA DE SERGIPE S. ELETROCAR . CERON .ufc. CHESP . ABRADEE Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. ESCELSA . Empresas associadas (48 dentre as 67 concessionárias de distribuição): AES SUL DISTRIBUIDORA GAÚCHA DE ENERGIA S. CELTINS COMPANHIA DE ENERGIA ELÉTRICA DO ESTADO DO TOCANTINS.1. ABRAGE Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica. Empresas associadas: AES TIETÊ. CELG .A.ESPÍRITO SANTO CENTRAIS ELÉTRICAS S.COMPANHIA ENERGÉTICA DE BRASÍLIA. CEAM .1).A. CDSA.A.A.. FURNAS. COPEL . CHESF. CEEE.S.. ELETROPAULO .COMPANHIA ENERGÉTICA DE ALAGOAS.CEEE GT.ufc.COMPANHIA ENERGÉTICA DO RIO GRANDE DO NORTE.COMPANHIA FORÇA E LUZ DO OESTE. MANAUS Profa Ruth P.

parte ou sistema levará para falhar. EMPRESA DE ELETRICIDADE VALE PARANAPANEMA S...dee.. o Disponibilidade é definida como a probabilidade que o sistema esteja operando adequadamente quando Profa Ruth P. segurança e custos. HIDROELÉTRICA PANAMBI S. com autorização ou concessão para produzir energia destinada ao comércio de toda ou parte da produção por sua conta e risco.1-15 ENERGIA S. com o mínimo impacto ambiental e o máximo de segurança pessoal.A. 1. transmitir e distribuir energia elétrica atendendo a determinados padrões de confiabilidade. qualidade.. Leão Email: rleao@dee. o Confiabilidade representa a probabilidade de componentes.. A confiabilidade não reflete o tempo necessário para a unidade em reparo retornar à condição de trabalho. Ambos são expressos em %. ABEER Associação Brasileira das Empresas de Energia Renovável ABRACEEL Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica ABRACEE Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres APINE Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica . COMPANHIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. SAELPA .S. partes e sistemas realizarem suas funções requeridas por um dado período de tempo sem falhar.br/~rleao .A. têm autonomia para fechar contratos bilaterais de compra e venda de energia elétrica.Os produtores independentes (PIEs) são empresas ou grupo de empresas reunidas em consórcio.SOCIEDADE ANÔNIMA DE ELETRIFICAÇÃO DA PARAÍBA.A. A.5 Estrutura de um Sistema Elétrico de Potência O objetivo de um sistema elétrico de potência (SEP) é gerar. disponibilidade. Confiabilidade representa o tempo que o componente. RGE RIO GRANDE ENERGIA S.ufc. – Confiabilidade e disponibilidade são duas importantes e distintas características que os SEPs devem apresentar. COMPANHIA PIRATININGA DE FORÇA E LUZ.br Homepage: www. SULGIPE .COMPANHIA SUL SERGIPANA DE ELETRICIDADE. além disso. Os PIs têm como garantia o livre acesso aos sistemas elétricos.ufc.A. EMPRESA LUZ E FORÇA SANTA MARIA S.

é a probabilidade de um sistema não estar com falha ou em reparo quando requisitado para uso.br/~rleao . A expressão abaixo quantifica a disponibilidade: A= MTBF MTBF + MTTR (1) A – availability (disponibilidade) MTBF – tempo médio entre falhas ou MTTF MTTR – tempo médio para reparo .br Homepage: www. Em outras palavras. [Fonte: http://www.2 Relação entre confiabilidade. manutenabilidade e disponibilidade. Em geral Profa Ruth P. Leão Email: rleao@dee. Mesmo um sistema com uma baixa confiabilidade poderia ter uma alta disponibilidade se o tempo para reparo é curto.ufc. Quando o tempo para reparo aumenta. – Qualidade da energia é a condição de compatibilidade entre sistema supridor e carga atendendo critérios de conformidade senoidal. se a confiabilidade é mantida constante.2.inclui desde a detecção até a retificação da falha.htm] Confiabilidade Constante Constante Aumentar Diminuir Manutenabilidade Diminuir Aumentar Constante Constante Disponibilidade Diminuir Aumentar Aumentar Diminuir Como pode ser visto na Tabela 1. a disponibilidade diminui. mesmo em um valor alto. Tabela 1.S. isto não implica diretamente uma alta disponibilidade. A disponibilidade é função da confiabilidade e da manutenabilidade – exercício da manutenção.1-16 requisitado para uso. – Segurança está relacionado com a habilidade do sistema de responder a distúrbios que possam ocorrer no sistema.com/hotwire/issue26/relbasics26.dee. Se um sistema tem uma alta disponibilidade não necessariamente terá uma alta confiabilidade.ufc.weibull.

Leão Email: rleao@dee. em geral cobrindo uma grande área geográfica.S.br/~rleao .dee. A Figura 1. enquanto o setor de geração e de transmissão apresenta certa competitividade em um sistema desverticalizado.8 ilustra os três segmentos tradicionais de redes de energia elétrica. Normalmente os sistemas de distribuição são gerenciados por monopólios empresariais.ufc. que é então distribuída para sistemas de distribuição de média e baixa tensão.br Homepage: www.ufc. Em geral o fluxo de energia é unidirecional e a energia é despachada e controlada por centro(s) de despacho com base em requisitos pré-definidos. Profa Ruth P. O sistema atual de energia elétrica é baseado em grandes usinas de geração que transmitem energia através de sistemas de transmissão de alta tensão. distribuição e subestações de energia elétrica. transmissão.7 Estrutura básica de um sistema elétrico. A estrutura do sistema elétrico de potência compreende os sistemas de geração.1-17 os sistemas elétricos são construídos para continuar operando após ser submetido a uma contingência. Figura 1.

1 Geração de Energia Elétrica Na geração de energia elétrica uma tensão alternada é produzida. Leão Email: rleao@dee. 1. Os consumidores conectam-se ao sistema elétrico e recebem o produto e o serviço de energia elétrica. média ou alta tensão.1-18 Figura 1.2 Rede de Transmissão A rede de transmissão liga as grandes usinas de geração às áreas de grande consumo.br Homepage: www. [Fonte: Aneel]. Essa onda senoidal propaga-se pelo sistema elétrico mantendo a freqüência constante e modificando a amplitude à medida que trafegue por transformadores.S.br/~rleao . 1. Profa Ruth P. O nível de tensão depende do país. Qualquer falta neste nível pode levar a descontinuidade de suprimento para um grande número de consumidores.ufc. mas normalmente o nível de tensão estabelecido está entre 220 kV e 765 kV.dee.ufc. com freqüência fixa e amplitude que varia conforme a modalidade do atendimento em baixa. A energia elétrica é permanentemente monitorada e gerenciada por um centro de controle. Em geral apenas poucos consumidores com um alto consumo de energia elétrica são conectados às redes de transmissão onde predomina a estrutura de linhas aéreas.8 Estrutura tradicional de uma rede de energia elétrica.5. a qual é expressa por uma onda senoidal.5. A segurança é um aspecto fundamental para as redes de transmissão.

3 Rede de Sub-Transmissão A rede de sub-transmissão recebe energia da rede de transmissão com objetivo de transportar energia elétrica a pequenas cidades ou importantes consumidores industriais. Os sistemas de proteção são do mesmo tipo daqueles usados para as redes de transmissão e o controle é regional. é cada vez mais difícil e caro para as redes de sub-transmissão alcançar áreas de alta densidade populacional.3kV: quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 kW. Profa Ruth P. Em geral. por vezes cabos subterrâneos próximos a centros urbanos fazem parte da rede.br/~rleao . Os níveis de tensão de distribuição são assim classificados segundo o Prodist: − Alta tensão de distribuição (AT): tensão entre fases cujo valor eficaz é igual ou superior a 69kV e inferior a 230kV.ufc.dee. a tensão de fornecimento para a unidade consumidora se dará de acordo com a potência instalada: − Tensão secundária de distribuição inferior a 2. Leão Email: rleao@dee. consumidores comerciais e de serviços e consumidores residenciais.5. o arranjo das redes de sub-transmissão é em anel para aumentar a segurança do sistema. − Média tensão de distribuição (MT): tensão entre fases cujo valor eficaz é superior a 1kV e inferior a 69kV. De acordo com a Resolução No456/2000 da ANEEL e o módulo 3 do Prodist. 1.S. − Baixa tensão de distribuição (BT): tensão entre fases cujo valor eficaz é igual ou inferior a 1kV.ufc. A estrutura dessas redes é em geral em linhas aéreas. O nível de tensão está entre 35 kV e 160 kV.5.1-19 1.br Homepage: www. Como resultado.4 Redes de Distribuição As redes de distribuição alimentam consumidores industriais de médio e pequeno porte. A permissão para novas linhas aéreas está cada vez mais demorada devido ao grande número de estudos de impacto ambiental e oposição social.

ufc.br Homepage: www.500 kW. for superior a 2. A rede BT representa o nível final na estrutura de um sistema de potência. etc. 69 kV (AT). para o fornecimento. edifícios administrativos. para o fornecimento. As tensões de conexão padronizadas para AT e MT são: 138 kV (AT). pequenas indústrias.3 Tensões Nominais Padronizadas de Baixa Tensão – Prodist Módulo 3 A Figura 1. − Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado. é atendido pelas redes em BT. setor residencial.8 kV (MT). são os principais usuários da rede MT. Profa Ruth P.dee.ufc.br/~rleao . for igual ou inferior a 2. 34. tais como hospitais. O setor terciário. Leão Email: rleao@dee.500 kW.9 mostra um diagrama com a representação dos vários segmentos de um sistema de potência com seus respectivos níveis de tensão. Um grande número de consumidores.5 kV (MT) e 13.1-20 − Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75 kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado. Tabela 1. Tais redes são em geral operadas manualmente.S.

Os níveis de tensões praticados no Brasil são: 765 kV. São Francisco. com forte predominância de usinas hidrelétricas e com múltiplos proprietários. Paraná.5 kV. 13.1-21 Classificação: Acima de 765 kV 230kV<V≤765kV 35 kV <V≤ 230kV 1 kV<V≤ 35 kV V ≤ 1000 V (UAT) (EAT) (AT) (MT) (BT) Figura 1. 34. 230 kV. 132 kV. Tietê. 110 V.9 Faixas de tensão de sistemas elétricos. 1. Paranaíba. 138 kV.br/~rleao . Paranaíba. 500 kV. 440 kV. 69 kV.dee. 220 V.8 kV. Grande. Profa Ruth P. São os casos das bacias dos rios Tocantins. Leão Email: rleao@dee. que se distribuem em 12 diferentes bacias hidrográficas nas diferentes regiões do país de maior atratividade econômica.ufc.6 Características do Sistema Elétrico Brasileiro 1. 23 kV.S.6. A maior parte da capacidade instalada é composta por usinas hidrelétricas. 440 V. Uruguai e Jacuí onde se concentram as maiores centrais hidrelétricas. 88 kV. 525 kV. Iguaçu.ufc. 115 kV. 161 kV. Paranapanema. 345 kV. 380 V.br Homepage: www. 300 kV.1 Geração de Energia Elétrica no Brasil O sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil pode ser classificado como hidrotérmico de grande porte.

10 Integração eletroenergética no Brasil.br/conheca_sistema/mapas_sin. Figura 1.100 empreendimentos em operação. com um total de total 2.ons.1-22 [Fonte: http://www.br Homepage: www.br/~rleao . Leão Email: rleao@dee.dee.aspx#] Figura 1.S.356 kW de potência. Os reservatórios nacionais situados em diferentes bacias hidrográficas.ufc.ufc.11 Participação de fontes de geração no Brasil4. que não têm nenhuma ligação física entre si. funcionam como se fossem vasos comunicantes interligados por linhas de transmissão.851. [Fonte: Annel] Profa Ruth P.com. A capacidade de geração do Brasil em 2008 é de 104.

PCH Pequena Central Hidrelétrica (de 1MW a 30MW). Até 1999.456. Leão Email: rleao@dee.dee.832. FURNAS 9. UHE Usina Hidrelétrica de Energia.276.2 Sistema Interligado Nacional .914 S.455.br Homepage: www.933.S. o Brasil possuía vários sistemas elétricos desconectados.COPEL-GT AES Tietê S/AAES TIETÊ 2.645.000 Tractebel Energia S/ATRACTEBEL 6.1-23 Os dez agentes de maior capacidade instalada no país são apresentados na Tabela 1. Estas características são imperativas para a implantação de um sistema de transmissão de longa distância.256. de centrais hidrelétricas de grande e médio porte.327 Francisco CHESF Furnas Centrais Elétricas S/A. Por outro lado.782.6. otimizar os recursos energéticos e homogeneizar mercados foi criado o sistema Legenda: CGH Central Geradora Hidrelétrica (até 1MW).000.544.300 CESP Itaipu Binacional ITAIPU 7.4.10 ELETRONORTE Companhia Energética de São Paulo 7. o que impossibilitava uma operação eficiente das bacias hidrográficas regionais e da transmissão de energia elétrica entre as principais usinas geradoras.ufc. UTE Usina Termelétrica de Energia. EOL Central Geradora Eolielétrica. instaladas em diversas localidades do território nacional.965.618.050 Nº 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 1. Com o objetivo de ampliar a confiabilidade. predominantemente.350 CEMIG Geração e Transmissão S/A 6. 4 Profa Ruth P.134 CEMIG-GT Petróleo Brasileiro S/APETROBRÁS 4.60 Copel Geração e Transmissão 4. 9.ufc.SIN O parque gerador nacional é constituído. SOL Central Geradora Solar Fotovoltaica. Tabela 1. existe uma concentração de demanda em localidades industrializadas onde não se concentram as centrais geradoras.br/~rleao . UTN Usina Termonuclear.900 Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A.A.4 Maiores agentes de capacidade instalada no Brasil (Usinas em Operação). Fonte: Aneel Potência Instalada Agentes do Setor (kW) Companhia Hidro Elétrica do São 10.

S.br/~rleao . A Rede de Operação é constituída pela Rede Básica. A Operação Nacional do Sistema Elétrico através do ONS concentra sua atuação sobre a Rede de Operação do Sistema Interligado Nacional. quando uma delas apresenta queda no nível dos reservatórios.dee. Leão Email: rleao@dee.ufc.ufc. Como o regime de chuvas é diferente nas regiões Sul. O sistema interligado de eletrificação permite que as diferentes regiões permutem energia entre si. Profa Ruth P. Rede Complementar. Norte e Nordeste. e Usinas submetidas ao despacho centralizado. Sua operação é coordenada e controlada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS.1-24 interligado nacional .SIN. sendo a Rede Complementar aquela situada fora dos limites da Rede Básica e cujos fenômenos têm influência significativa nesta. Figura 1. o qual é responsável por mais de 95% do fornecimento nacional. os grandes troncos (linhas de transmissão da mais alta tensão: 500 kV ou 750 kV) possibilitam que os pontos com produção insuficiente de energia sejam abastecidos por centros de geração em situação favorável. Sudeste.br Homepage: www.12 Redes de operação do sistema interligado nacional [Fonte: ONS].

ou ainda devido às alternativas de rotas para fluxo da energia. Desvantagens dos sistemas interligados: Distúrbio em um sistema afeta os demais sistemas interligados. A operação e proteção tornam-se mais complexas.S. Mais econômico – permite a troca de reservas que pode resultar em economia na capacidade de reservas dos sistemas.dee. maiores impactos elétricos. Profa Ruth P. a energia hidroelétrica para outro sistema cuja fonte geradora apresenta custo mais elevado. O intercâmbio pode também ser motivado pela importação de energia de baixo custo de uma fonte geradora. Leão Email: rleao@dee.ufc. Vantagens dos sistemas interligados: Aumento da estabilidade – sistema torna-se mais robusto podendo absorver.br Homepage: www.ufc. O intercâmbio de energia está baseado no pressuposto de que a demanda máxima dos sistemas envolvidos acontece em horários diferentes.br/~rleao .13 Exemplo de sistema elétrico interligado. Aumento da disponibilidade do sistema – a operação integrada acresce a disponibilidade de energia do parque gerador em relação ao que se teria se cada empresa operasse suas usinas isoladamente.1-25 Sistema B Sistema A Sistema E Sistema C Sistema D Figura 1. sem perda de sincronismo. como por exemplo. Aumento da confiabilidade – permite a continuidade do serviço em decorrência da falha ou manutenção de equipamento.

875 8º COPEL 1.14 que apresenta o Sistema de Transmissão Nacional.1-26 1.495 3º CHESF 18.260 4º Eletrosul 10. Nestes Estados.082 2º CTEEP 18.S. Leão Email: rleao@dee.856 6º CEEE 6. de norte a sul.6.dee. Tabela 1.br Homepage: www.5. a interligação do sistema elétrico liga as diferentes regiões do país como pode ser visto no mapa da Figura 1. porque as grandes usinas hidrelétricas geralmente estão situadas a distâncias consideráveis dos centros consumidores de energia. Acre.766 Apenas o Amazonas. Hoje o país está quase que totalmente interligado.008 7º CEMIG 4.ufc. Amapá.br/~rleao .3 Transmissão de Energia Elétrica no Brasil As linhas de transmissão no Brasil costumam ser extensas.693 5º Eletronorte 7. No Brasil.5 Maiores transmissores do país – Extensão de linhas (km) Fonte ABRATE Maio/2008 Nº Agentes do Setor km de linhas 1º FURNAS 19. o abastecimento é feito por pequenas usinas termelétricas ou por usinas hidrelétricas situadas próximas às suas capitais. Rondônia e parte dos Estados do Pará ainda não fazem parte do sistema integrado de eletrificação. Profa Ruth P.ufc. Roraima. As principais empresas investidoras em linhas de transmissão no país estão relacionadas na Tabela 1.

Sistema norte – centro-oeste → o primeiro circuito de interligação. Serra da Profa Ruth P.14 Sistema de transmissão brasileiro [Fonte: Aneel].br Homepage: www. o que representou o acréscimo de uma usina de 600MW para o sistema sul-sudeste brasileiro.1-27 [Fonte: http://www.ufc.br/conheca_sistema/mapas_sin. Em março de 2004 foi inaugurado o segundo circuito de interligação norte-sul II.com.br/~rleao . passando pelas SE Imperatriz. foi construído em 500 kV.ufc. Leão Email: rleao@dee. Miracema e Gurupi.277 km de extensão. conhecido por Linhão Norte-Sul. com 1278 km de extensão.dee. Embora a interligação seja conhecida como ‘ligação norte-sul’ o circuito interliga o estado de Tocantins ao Distrito Federal.S.aspx#] Figura 1. no Tocantins. no Maranhão. com 1. Colinas. capacidade de transmissão de 1100MW e com transferência média de 600MW.ons. operando em 500 kV.

dee. Expansão da linha de transmissão Interligação Norte-Sul (Centrooeste-Sudeste) com tensão de 500 kV. além de algumas pequenas localidades esparsas pelo território brasileiro. Leão Email: rleao@dee. quando existente. em grande parte responsáveis pela predominância da geração termelétrica a diesel. Itumbiara (GO) e Emborcação (SP).1-28 Mesa em Goiás.br/~rleao . 2 circuito 765kV ligando a usina a Tijuco Preto). em Goiás. Sistema nordeste → hoje a região Nordeste importa energia elétrica das hidrelétricas de Lajeado. Cana Brava (GO).5 MW. Sistema sul – sudeste → com energia transferida da usina de Itaipu (2 circuitos em CC em 600kV ligando a usina a São Roque (SP). em Tocantins. da energia gerada pelas usinas de Lajeado (TO). utilizando freqüentemente motores Diesel como equipamento motriz. A linha permitirá o escoamento.S. localizada no rio Tocantins. no Pará. Profa Ruth P. como é o caso dos sistemas das cidades de Manaus. em algumas situações. Essa linha interliga as subestações de Samambaia (DF). com demandas superiores a 100MW. A UHE Lajeado é o maior empreendimento de geração realizado pela iniciativa privada no Brasil. entre os municípios de Lajeado e Miracema do Tocantins com potência instalada de 902. Grande parte da região norte e uma parcela reduzida da região centrooeste.ufc. para a região Sudeste. por meio de pequenos sistemas elétricos isolados. e Samambaia em Brasília. Nesses casos. assumem proporções de relativa significância. a produção de eletricidade é normalmente efetuada por meio de unidades geradoras de pequeno porte.br Homepage: www. ainda não fazem parte do sistema interligado. Boa Vista (Roraima) e Porto Velho (Rondônia).ufc. A existência desses sistemas isolados. e 2a etapa de Tucuruí (PA). Cana Brava. sendo o suprimento de energia elétrica efetuado. e Tucuruí I e II. Os circuitos em 500kV transmitem energia da UHE Luis Eduardo Magalhães – Lajeado. Sistema interligado sudeste – centro-oeste → concentra pelo menos 60% da demanda de energia no Brasil.

ou instalações em tensão igual ou superior a 230 kV quando especificamente definidas pela ANEEL. seja em baixa tensão (BT).4 Sistemas de Distribuição no Brasil Os sistemas de distribuição de energia elétrica no Brasil incluem todas as redes e linhas de distribuição de energia elétrica em tensão inferior a 230 kV. Argentina.171 10º Piratininga 8.235 6º Celesc 13.403 8º Elektro 10. o Brasil está interligado aos países vizinhos como Venezuela (para fornecimento a Manaus e Boa Vista). Tabela 1.548 2º Cemig 20.6. – Alta tensão (AT): Tensão entre fases cujo valor eficaz é igual ou superior a 69 kV e inferior a 230 kV.S.1-29 Para atender às políticas externa e energética.br/~rleao .ufc. Leão Email: rleao@dee.523 5º Light 18.829 7º Coelba 11.015 1.ufc. e Paraguai. Uruguai.br Homepage: www. Profa Ruth P. – Média tensão (MT): Tensão entre fases cujo valor eficaz é superior a 1 kV e inferior a 69 kV. 1. – Baixa tensão (BT): Tensão entre fases cujo valor eficaz é igual ou inferior a 1 kV.6 Dez Maiores agentes de distribuição do país (por consumo) Fonte ABRADEE Dez/2007 Consumo em Nº Empresa GWh 1º Eletropaulo 32.866 4º Copel 18.7 Representação Esquemática de Sistemas de Potência Os símbolos para representação dos componentes elétricos são apresentados na Figura 1. média tensão (MT) ou alta tensão (AT).15.693 3º CPFL 18.dee.055 9º Celpe 8.

ufc.br/~rleao .br Homepage: www.dee.ufc. Leão Email: rleao@dee.S.1-30 Profa Ruth P.

br Homepage: www.7.br/~rleao . Leão Email: rleao@dee. 1.ufc.dee. Profa Ruth P.1-31 Figura 1.S.15 Símbolos de componentes elétricos.1 Características dos Sistemas Elétricos de Potência Os Sistemas Elétricos características: de Potência apresentam as seguintes Normalmente são trifásicos.ufc.

1-32 Apresentam um grande número de componentes.ufc.br/~rleao .7. LEGENDA: G – Geração D – Equipamento de Disjunção SE 1 – Subestação Elevadora SE 2 – Subestação Distribuidora LT – Linha de Transmissão C – Carga ou Consumidor Profa Ruth P. . 1.Representa apenas uma fase do sistema.Diagramas Unifilares . SE 1 Sistema de Geração Sistema de Transmissão G ~ D D SE 2 D D LT Sistema de Distribuição Figura 1.Diagramas Multifilares .S.Representa os principais componentes por símbolos e suas interconexões com a máxima simplificação e omissão do condutor neutro. Possuem transformadores que particionam o sistema em seções de diferentes níveis de tensão.16 Diagrama unifilar simplificado de um SEP.16 é apresentado um diagrama unifilar simplificado de um sistema elétrico de potência.br Homepage: www. Leão Email: rleao@dee. Na Figura 1.dee.2 Representação do Sistema Elétrico Os sistemas elétricos podem ser representados graficamente através de: .ufc.Representam sistemas monofásicos ou trifásicos. .Diagrama Equivalente por Fase a) Diagrama Unifilar .

17. respectivamente. Leão Email: rleao@dee. b) Diagrama Multifilar Os diagramas multifilares podem ser bifásicos ou trifásicos. Figura 1.S.dee.1-33 Conforme apresentado na Figura 1.18 e 1. As Figuras 1. representando um circuito de saída de linha e uma linha de transmissão interligando subestações.18 Saída de um circuito de uma subestação de sub-trasmissão.br Homepage: www. Figura 1.19 ilustram um diagrama trifilar.17 Proteção de um alimentador de subestação. cada elemento de um sistema elétrico deve ser protegido através de um sistema de proteção.br/~rleao . Profa Ruth P.ufc.ufc.

Simplifica a análise numérica. c) Diagrama Equivalente Por Fase Representa as grandezas normalizadas.ufc.br/~rleao .br Homepage: www.19 Diagrama trifilar de uma LT interligando subestações com proteção sobrecorrente direcional função 67.20 Diagrama unifilar de sistema elétrico de potência. Figura 1. capacitores.ufc.S. Usado para mostrar os dados de impedância de geradores. linhas.1-34 Figura 1. cabos. etc. Profa Ruth P. Leão Email: rleao@dee. transformadores.dee. Elimina o efeito particionador dos transformadores.

carregamento de circuitos.ufc. Figura 1. Leão Email: rleao@dee. Profa Ruth P.br Homepage: www.ufc.21 Diagrama de impedâncias.br/~rleao . etc. curtocircuito.22 Diagrama unifilar.dee. trifilar e de impedância. As impedâncias são usadas para cálculos de queda-de-tensão.1-35 Figura 1.S.

A ausência de competição faz com que as tarifas sejam controladas por agentes reguladores. A nova tendência internacional é de liberalização do mercado de energia elétrica com o estabelecimento de comércio de energia on-line e de consumidores com o direito de escolher seu supridor de energia elétrica. O mercado de transmissão e distribuição de energia elétrica está caracterizado por monopólios naturais dentro de áreas geográficas.S. o mercado está baseado em tarifas fixas e limitações de informações em tempo real sobre gerenciamento de carga. PhD Thesis presented at Kassel University. Atualmente a maioria dos usuários da rede de energia elétrica são receptores passivos sem nenhuma participação no gerenciamento da operação da rede. Com a consolidação da geração distribuída em um mercado liberalizado de energia elétrica.8 Tendências para o Mercado de Energia Elétrica5 O desenvolvimento atual do modelo internacional de mercado de energia elétrica tem sido baseado em fluxo unidirecional de energia e. em muitos outros.br Homepage: www.1-36 Aplicação: Um sistema trifásico é alimentado em 60 Hz por uma fonte ca em 2400 V tensão de linha. por razões tecnológicas. June of 2006. Qual o valor da corrente nas outras duas fases? 1. um novo modelo de geração deverá surgir em que coexistirão geração centralizada e geração descentralizada. As redes de energia elétrica deverão em um futuro não longínquo permitir que seus usuários exerçam um papel ativo na cadeia de suprimento de energia elétrica. Leão Email: rleao@dee.ufc. em alguns casos. que supre duas cargas paralelas: Carga 1: 300kVA FPD= 0. possivelmente. Smart Electricity Network based on Large Integration of Renewable Sources and Distributed Generation. Profa Ruth P.S.ufc. Cada consumidor é simplesmente um absorvedor de eletricidade.br/~rleao .dee.6 adiantado Construa diagrama unifilar do sistema.8 atrasado Carga 2: 240kVA FPD= 0. Um grande 5 M. Jimenez. 158 pages. e razões econômicas.

Pequenos produtores quando operando interligados à rede de distribuição em baixa tensão dão origem a um novo tipo de sistema de potência denominado de Microredes.23 Micro rede. Quando várias fontes são conectadas entre si e operam de forma conjunta e coordenada dá origem ao que se denomina de plantas de geração virtual. Profa Ruth P. Figura 1. O mercado de energia elétrica deverá fazer uso pleno de ambos. Leão Email: rleao@dee.S. pois assumem a grandeza de uma planta convencional podendo operar no mercado de energia elétrica.br/~rleao .dee. grandes produtores centralizados e pequenos produtores distribuídos. As Plantas Virtuais de Geração são operadas coletivamente por uma entidade de controle centralizado.br Homepage: www.ufc. Milhares de usuários terão geração própria tornando-se ambos.1-37 número de pequenos e médios produtores de energia elétrica com tecnologia baseada em fontes renováveis de energia deverá ser integrado à rede elétrica.ufc. As microredes podem operar em modo autônomo ou como parte da rede principal de energia elétrica. produtores e consumidores de energia elétrica.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful