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Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais

Correntes Parasitas

Daniel
Pedro
Sumário
●Introdução

●Revisão

●Método

●Equipamento - Mentor

●Referências
1. Introdução

Aplicabilidade
Ao contrário de outros métodos, que se aplicam apenas à
detecção de descontinuidades, os ensaios por correntes parasitas
possibilitam também a determinação de certas características
físicas.
1. Introdução
Aplicabilidade:
➔ Detecção de trincas (dimensionamento e controle)
➔ Corrosão
➔ Tratamento térmico
➔ Composição química
➔ Espessura de peças
➔ Inclusões
➔ Deformação plática
➔ Fases
1. Introdução
Base:
A inspeção por correntes parasitas é baseada na lei
indução magnética de Faraday. Ele enunciou que uma
variação de densidade de fluxo magnético induzido
ao longo do tempo produz uma corrente induzida
em um condutor elétrico.
Histórico
1. Introdução
Princípio físico:
Correntes parasitas são correntes elétricas induzidas em um condutor elétrico
através da reação com um campo magnético alternado. As correntes
parasitas são circulares e perpendiculares à direção do campo magnético
aplicado.
1. Introdução
Princípio físico:
Trincas e descontinuidades, ao serem percorridas pelo sensor,
provocam a distorção do fluxo de correntes parasitas na peça.
1. Introdução
Fatores que afetam a resposta das correntes:

➔ Condutividade do material
➔ Permeabilidade magnética
➔ Geometria

➔ Profundidade de penetração
1. Introdução
● Vantagens e limitações:
2. Revisão
1. Aplicação de uma corrente alternada gera do
componente resistivo da voltagem (VR) no sistema.
a) VT = VR + VL
2. VR causa a manifestação da corrente primária
(IP)
3. A corrente passando pela espira cria um campo
eletromagnético passando pelo centro da espira
4. Como a espira está sob efeito do próprio campo
eletromagnético variável, há o surgimento de uma
voltagem indutiva (VL) defasada em 90° com a VR
(Autoindutância)
5. Como a voltagem indutiva está defasada em 90 °
com a VR, ela vai tentar se opor à mudança na
corrente que passa na espira (Reatância indutiva).
2. Revisão
6. Introduzindo um novo sistema, o campo
eletromagnético da primeira espira induz uma
voltagem no sentido oposto (VS) na nova espira
7. Essa voltagem, por sua vez gera uma
corrente secundária (IS ou corrente parasita)
também no sentido oposto
8. Essas correntes vão gerar, da mesma
maneira, um campo eletromagnético em fase
com a corrente e vão diminuir o campo
resultante do sistema
9. Com uma variação menor no fluxo
eletromagnético, há a uma diminuição na
voltagem indutiva total do sistema.
2. Revisão
Impedância

A impedância é medida em ohms e


pode incluir resistência (R), reatância
indutiva (XL) e reatância capacitiva (XC).
No entanto, a impedância total não é
simplesmente a soma algébrica da
resistência, reatância indutiva e reatância
capacitiva. Como a reatância indutiva e a
reatância capacitiva estão 90º fora de fase
com a resistência e, portanto, seus valores
máximos ocorrem em momentos diferentes,
a adição de vetor deve ser usada para
calcular a impedância.
2. Revisão
1. Gerador de corrente alternada gera um
campo primário na espira
2. O campo gera a reatância indutiva (XL)
3. O campo da espira gera as correntes
parasitas circulares no material sendo CP CP
observado.
4. As correntes geram um campo contrário
ao da espira, mudando o valor da reatância
indutiva e da resistência efetiva da espira
(mudança no valor da impedância)
5. As mudanças no valor da impedância
CP CP
irão indicar mudanças nas propriedades do
material que está sendo observado
2. Revisão
2. Revisão
Profundidade de penetração.

A intensidade decresce exponencialmente


com a profundidade, essa queda é chamada de
efeito pelicular.
A profundidade padrão de penetração pode
ser aproximada utilizando a equação:

f = frequência da corrente [Hz],


μ = permeabilidade magnética do material [H/mm]
σ=condutividade elétrica do material inspecionado em
%IACS [5].
2. Revisão
2. Revisão
Geometria da peça

No uso de correntes parasitas,


haverá casos em que, para as
condições de ensaio utilizadas, o campo
magnético gerado não consegue
inspecionar toda a espessura da peça.
Porém no caso que a frequência não for
adequada para chapas finas, deve ser
ter atenção na superfície em que está
sendo avaliado para não interferir no
resultado.
3. Método
Alguns tipos de sonda:

Sonda absoluta Sonda diferencial Sonda reflexiva


3. Método
1. Sensores de correntes parasitas operam por meio de campos magnéticos.

2. O circuito cria uma corrente alternada na bobina no fim da sonda.

3. Esta por sua vez, cria um campo magnético alternado (periódico), o qual induz uma pequena
corrente no material alvo;

4. Essas correntes são as chamadas correntes parasitas.

5. As correntes parasitas criam um campo magnético como reação ao campo induzido pela
bobina.

6. A interação dos campos magnéticos é dependente da distância entre a sonda e o alvo.

7. Com a variação da distância, as bobinas sensores detectam um desequilíbrio do campo


magnético e gera uma tensão de saída proporcional a variação da distância entre as sondas
e o alvo.
3. Método
4. Equipamento
5. Referências

- Aguilar, K. d. (2004). APLICAÇÃO DA TÉCNICA DE CORRENTES PARASITAS


PARA DETECÇÃO DE TRINCAS EM JUNTAS SOLDADAS DE AÇO CLADEADO
(X65 + UNS 625). Rio de Janeiro.
- GE. (2018). gemeasurement. Fonte: https://www.gemeasurement.com:
https://www.gemeasurement.com/inspection-ndt/eddy-current/mentor-em-portable-
eddy-current-tester
- Prof. Dr.-Ing. Rainer Schwab, H. K. (16 de abril de 2016). Materials Science 2000 -
University of Applied Sciences. Fonte: youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=oriFJByl6Hs