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PROJETO “CORDAS”

Justificativas:

As brincadeiras de pular corda se consagraram, ao longo da história, como uma


das práticas corporais lúdicas mais tradicionais da cultura brasileira, em especial entre o
público infanto-juvenil. Bastante divertidas e desafiadoras, essas brincadeiras se
tornaram uma das favoritas de crianças e adolescentes (e mesmo de adultos), que, até
algumas décadas atrás, tinham a possibilidade e o costume de explorá-las na rua, em
praças, em parques ou em outros espaços apropriados e estimuladores - como a escola -
para a vivência de atividades corporais lúdicas.

Hoje em dia, com uma conjunção de fatores que foram ocorrendo e


transformando o modo como a população lida com seu corpo (entre os quais se
destacam o crescimento dos índices de criminalidade e o avanço tecnológico) -
conjunção que reduziu largamente o nível de participação das pessoas em práticas
corporais -, a oportunidade de conhecer e explorar as brincadeiras de pular corda é
oferecida, às crianças, mais facilmente pela escola e por outras instituições educacionais
do que em espaços que não valorizam o resgate das brincadeiras que se popularizaram
no decorrer da história.

Em geral, quando as crianças que chegam ao primeiro ano do ensino


fundamental são incentivadas a brincar de pular corda, apresentam considerável
dificuldade de participar da atividade - fato que, se não é rapidamente contornado pelo
professor responsável pela iniciação das crianças nessa prática, tende a gerar um
desinteresse e uma desmotivação delas em relação a essa aprendizagem.

Ainda que levemos em consideração que pular corda não é um ato simples
(pensando-o do ponto de vista da coordenação dos movimentos que o corpo tem que
realizar no espaço e no tempo – pois, ao pular corda, a coordenação dos movimentos
corporais deve ocorrer com base na percepção da posição do corpo, da corda e de sua
trajetória, bem como da velocidade com que ela é batida -, as experiências mostram que
a dificuldade apresentada pelas crianças que chegam ao ensino fundamental está muito
mais associada a pouca vivência delas nessas brincadeiras do que a uma incapacidade
que elas teriam de aprender a pular corda no primeiro ano. Quer dizer, mesmo que pular
corda seja um ato complexo, esta complexidade inerente ao ato de pular corda não
explica a dificuldade que as crianças apresentam nessa ação. A causa real da dificuldade
delas, na maioria das vezes, é o fato de nunca terem vivenciado a brincadeira de pular
corda.

Um fato que corrobora essa conclusão é que, após serem incentivadas a pular
corda, as crianças rapidamente dominam os movimentos e adquirem um grande gosto
por essa brincadeira, incorporando-a ao seu repertório de atividades corporais lúdicas.
Outro fato que confirma que a dificuldade apresentada pelas crianças se deve mais à
falta de experiência na atividade do que a uma impossibilidade de elas a aprenderem é
que as poucas crianças que conseguem pular corda com nenhuma ou quase nenhuma
dificuldade, ao chegarem ao primeiro ano, são justamente aquelas que, em sua história
de vida, tiveram a oportunidade de vivenciar essa brincadeira.

Assim, partindo da certeza de que as crianças são capazes de, já no primeiro ano,
serem introduzidas em atividades corporais desafiadoras, e buscando resgatar uma das
brincadeiras mais tradicionais da cultura brasileira, queremos propor a elas brincadeiras
de pular corda. Pensamos que, ao superarem esses desafios, as crianças participantes,
para além de incluir as brincadeiras de pular corda em seu acervo de atividades, poderão
ampliar uma série de habilidades motoras importantíssimas para seu desenvolvimento,
que essas atividades propiciam.

Objetivo geral:

Espera-se que as crianças participantes valorizem e incorporem as brincadeiras


de pular corda ao seu repertório de atividades corporais.

Objetivos específicos:

- Espera-se que as crianças participantes vivenciem diferentes tipos de brincadeiras de


pular corda;

- Espera-se que as crianças participantes desenvolvam habilidades envolvidas nas


brincadeiras de pular corda: saltar e equilibrar-se entre um e outro salto;

- Espera-se que as crianças participantes percebam o ritmo no qual devem saltar,


considerando a batida (velocidade) da corda;

- Espera-se que as crianças participantes percebam o lugar onde devem permanecer ao


pular a corda;

- Espera-se que as crianças comecem a perceber a posição e os movimentos das mãos,


no momento de bater a corda;

- Espera-se que as crianças experimentem variações nos modos de pular a corda: em


dupla (um de costas para o outro e com os dois posicionados olhando para o mesmo
lado); girando; e “trocando” os pés;

- Espera-se que as crianças vivenciem a brincadeira de pular corda individualmente,


batendo e pulando ao mesmo tempo, coordenando esses movimentos.

Etapas:

Aula 1:

Brincadeiras variadas de saltar a corda: “Reloginho”; “Cobrinha”; “Corda Móvel”;


Iniciação à brincadeira de pular corda tradicional.

Aula 2:
“Reloginho” em subgrupos (com as próprias crianças rodando a corda); Continuação da
vivência da brincadeira de pular corda (com as crianças voltando sua atenção para o
lugar onde devem permanecer entre um e outro pulo).

Aula 3:

Continuação da vivência da brincadeira de pular corda, com as crianças enfocando sua


atenção no lugar onde devem permanecer ao pular a corda, bem como percebendo a
dinâmica “pulso-pausa” nessa brincadeira.

Aula 4:

Continuação da vivência da brincadeira de pular corda, com as crianças enfocando sua


atenção no lugar onde devem permanecer ao pular a corda, bem como percebendo a
dinâmica “pulso-pausa” nessa brincadeira.

Aula 5:

Vivência da brincadeira de pular corda em dupla (com as crianças de cada dupla viradas
de costas uma para a outra).

Aula 6:

Vivência da brincadeira de pular corda em dupla (com as crianças de cada dupla viradas
de frente uma para a outra, com as duas mãos dadas para o parceiro).

Aula 7:

Vivência da brincadeira de pular corda, realizando os comandos que a música “Um


homem bateu em minha porta” apresentar.

Aula 8:

Experimentação de situação de “entrar” na corda com ela sendo batida. Reconhecimento


do momento exato de “entrar” na corda, com ela em movimento, e do lugar aonde se
deve chegar antes de começar a pular, bem como do uso das mãos à frente do rosto,
como recurso de proteção. Brincadeira do “zerinho”.

Aula 9:

Reconhecimento do momento exato de “entrar” na corda, com ela em movimento, e do


lugar aonde se deve chegar antes de começar a pular, bem como do uso das mãos à
frente do rosto, como recurso de proteção. Brincadeira do “zerinho”.

Aula 10:

Reconhecimento do momento exato de “entrar” na corda, com ela em movimento, e do


lugar aonde se deve chegar antes de começar a pular, bem como do uso das mãos à
frente do rosto, como recurso de proteção. Brincadeira do “zerinho”.
Aula 11:

Reconhecimento do momento exato de “entrar” e na corda e “sair” dela, com ela em


movimento, e do lugar aonde se deve chegar antes de começar a pular, bem como do
uso das mãos à frente do rosto, como recurso de proteção. Brincadeira de pula corda
com a música “Um homem bateu em minha porta”.

Aula 12:

Reconhecimento do momento exato de “entrar” e na corda e “sair” dela, com ela em


movimento, e do lugar aonde se deve chegar antes de começar a pular, bem como do
uso das mãos à frente do rosto, como recurso de proteção. Brincadeira de pula corda
com a música “Um homem bateu em minha porta”.

Aula 13:

Reconhecimento do momento exato de “entrar” e na corda e “sair” dela, com ela em


movimento, e do lugar aonde se deve chegar antes de começar a pular, bem como do
uso das mãos à frente do rosto, como recurso de proteção. Brincadeira de pula corda
com a música “Um homem bateu em minha porta”.

Aula 14:

Reconhecimento do momento exato de “entrar” e na corda e “sair” dela, com ela em


movimento, e do lugar aonde se deve chegar antes de começar a pular, bem como do
uso das mãos à frente do rosto, como recurso de proteção. Brincadeira de pula corda
com a música “Um homem bateu em minha porta”.

Aula 15:

Experimentação de “entrada” na corda com ela sendo batida em movimento contrário ao


deslocamento do corpo. Reconhecimento do momento exato de “entrar” na corda com
ela sendo batida desta nova e diferente forma, bem como do lugar aonde se deve
começar a pular.

Aula 16:

Experimentação de “entrada” na corda com ela sendo batida em movimento contrário ao


deslocamento do corpo. Reconhecimento do momento exato de “entrar” na corda com
ela sendo batida desta nova e diferente forma, bem como do lugar aonde se deve
começar a pular.

Aula 17:

Experimentação de “entrada” na corda com ela sendo batida em movimento contrário ao


deslocamento do corpo. Reconhecimento do momento exato de “entrar” na corda com
ela sendo batida desta nova e diferente forma, bem como do lugar aonde se deve
começar a pular.
Aula 18:

Experimentação de “entrada” na corda com ela sendo batida em movimento contrário ao


deslocamento do corpo. Reconhecimento do momento exato de “entrar” na corda com
ela sendo batida desta nova e diferente forma, bem como do lugar aonde se deve
começar a pular.

Aula 19:

Experimentação de “entrada” na corda com ela sendo batida em movimento contrário ao


deslocamento do corpo. Reconhecimento do momento exato de “entrar” na corda com
ela sendo batida desta nova e diferente forma, bem como do lugar aonde se deve
começar a pular.

OBSERVAÇÕES: A partir da aula “5” até a aula “14”, as crianças serão estimuladas a,
após pularem a corda, assumirem a posição de “batedor” junto com o professor ou a
professora responsável. A partir da aula “15” até o final do projeto, elas serão
incentivadas a bater a corda sem o auxílio dos professores.

Recursos materiais:

- Bambolês;

- Cordas grandes, médias e pequenas;

- Fita;

- Giz.

Avaliação:

Serão considerados, para avaliação: 1 - a facilidade com que os


alunos têm superado os desafios propostos; 2 – se, em seus momentos de
atividade não dirigida nas aulas de Educação Física e de recreio (dentro da
rotina escolar), adotam e exploram as brincadeiras propostas no âmbito do
projeto.