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NOTAS DE AULA

Cálculo Numérico

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

- UTFPR -

Professores: Lauro César Galvão


Luiz Fernando Nunes
Cálculo Numérico – (Lauro / Nunes) ii

Índice
1 Noções básicas sobre Erros........................................................................... 1-1
2 Zeros reais de funções reais.......................................................................... 2-9
3 Resolução de sistemas de equações lineares .............................................. 3-21
4 Interpolação .............................................................................................. 4-37
5 Ajuste de curvas pelo método dos mínimos quadrados ............................... 5-47
6 Integração Numérica ................................................................................. 6-53
7 Solução numérica de equações diferenciais ordinárias ................................ 7-57
Cálculo Numérico Noções básicas sobre Erros 1-1

1 Noções básicas sobre Erros


1. Calcular a área da superfície terrestre usando a formulação A 4 r 2 .
Resolução: Aproximações (ERROS):
MODELAGEM: a Terra é modelada como uma esfera, uma idealização de sua forma
verdadeira. O raio da Terra é obtido por medidas empíricas e cálculos prévios.
RESOLUÇÃO: o valor de  requer o truncamento de um processo infinito; os dados de
entrada e os resultados de operações aritméticas são arredondados pelo computador.
OBS. 1: Características do planeta Terra.
 Características Físicas:
Diâmetro Equatorial: 12756Km;
Diâmetro Polar: 12713Km;
Massa: 5,98 10 24 Kg;
Perímetro de Rotação Sideral: 23h 56min 04seg;
Inclinação do Equador Sobre a Órbita: 23o 27’.
 Características Orbitais:
Raio da Órbita, isto é, 1U.A. (unidade astronômica): 149897570Km;
Distância Máxima do Sol: 152100000Km;
Distância Mínima do Sol: 147100000Km;
Período de Revolução Sideral: 365dias 6h 9min 9,5seg;
Velocidade Orbital Média: 29,79Km/seg.

2. Calcular os erros absoluto e relativo, nos itens a) e b).


a) x 1,5 e x 1,49; b) y 5,4 e y 5,39.
Resolução:
a) EAx 0,01 102 b) EAy 0,01 102
ERx 0,00666667 ERy 0,00185185

3. Arredondar  na quarta casa decimal, sendo que 3,1415926535


Resolução: di 5 e di 1 95  di 1516. Logo: 3,1416.

4. Aproximar  truncando na quarta casa decimal, sendo que 3,1415926535


Resolução: di 5  3,1415.


xi
5. Sabendo-se que e x pode ser escrito como e x   , faça a aproximação de e 2 através
i 0 i!
de um truncamento após quatro termos da somatória.

xi x 2 x3 x 4 x5
Resolução: ex   1 x      Truncando-se após quatro termos,
i 0 i! 2! 3! 4! 5!
tem-se:
2 2 23 4 8 4 19
e 2 12  12  5  .
2! 3! 2 6 3 3

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Noções básicas sobre Erros 1-2
6. Considerando no sistema de base 10, 10, represente os seguintes números, em
aritmética de ponto flutuante:
a) 0,34510; b) 31,41510.
3 4 5 
Resolução: a) 0,34510    2  3   100 ;
10 10 10 
3 1 4 1 5 
b) 31,41510   2  3  4  5   102 .
10 10 10 10 10 

7. Considerando no sistema binário, 2, represente o número 1012 em aritmética de ponto


flutuante.
1 0 1 
Resolução: 1012  0,101 23    2  3   23 .
2 2 2 

8. 10112  x10 .
1 0 1 1 
Resolução: 10112  0,1011 2 4    2  3  4   2 4  23 2111
2 2 2 2 
 10112  1110  x 11.

9. 11,012  x10 .
1 1 0 1  1
Resolução: 11,012  0,1101 22    2  3  4   22 21 2 3,25
2 2 2 2  2
 11,012  3,2510  x 3,25.

10. 403,125  x10 .


4 0 3 1 2 
Resolução: 403,125  0,40312 53    2  3  4  5   53
5 5 5 5 5 
1 2
4 52 03  2 10030,20,08103,28
5 5
 403,125  103,2810  x 103,28.

11. Converta 5910 para a base 2.


Resolução: N 59 e 2  N 
59 2
1 29 2
1 14 2
0 7 2
1 3 2
1 1  5910  1110112

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Noções básicas sobre Erros 1-3
12. Converta 5910 para a base 3.
Resolução: N 59 e 3 N 
59 3
2 19 3
1 6 3
0 2  5910  20123
 b) PARTE FRACIONÁRIA ( F ):
Multiplica-se F por  e toma-se a parte inteira do produto como o primeiro dígito do
número na base . Repete-se o processo com a parte fracionária do produto tomando sua parte
inteira. Continua-se até que a parte fracionária seja igual a zero.
Nos exercícios a seguir, determinar o valor de x :

13. 0,187510  x2 .
Resolução:
0,1875 0,375 0,75 0,5
2 2 2 2
0,3750 0,750 1,50 1,0
 0,187510  0,00112.

14. 0,610  x2 .
Resolução:
0,6 0,2 0,4 0,8 0,6 
2 2 2 2 2
1,2 0,4 0,8 1,6 1,2 
 0,610  0,100110012.

15. 13,2510  x2 .
Resolução:
 a) 1310  ? N 13 e 2  N 
13 2
1 6 2
0 3 2
1 1
 1310  11012.
 b) 0,2510  ?
0,25 0,5
2 2
0,50 1,0
 0,2510  0,012.
 Logo: 13,2510  1310  0,2510  11012  0,012  1101,012.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Noções básicas sobre Erros 1-4
Transforme para a base que se pede (determine o valor de x ).

16. 100101,10012  x10 .


Resolução: 100101,10012  0,1001011001 26
1 0 0 1 0 1 1 0 0 1 
   2  3  4  5  6  7  8  9  10   26
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 
1 1
 25  2 2 1  4 32410,50,062537,5625
2 2
 100101,10012  37,562510  x 37,5625.

17. 19,3867187510  x4 .
Resolução:
 a) 1910  ? N 19 e 4  N 
19 4
3 4 4
0 1
 1910  1034.
 b) 0,3867187510  ?
0,38671875 0,546875 0,1875 0,75
4 4 4 4
1,54687500 2,187500 0,7500 3,00
 0,3867187510  0,12034.
 Logo: 19,3867187510  1910  0,3867187510  1034  0,12034  103,12034.

18. Transforme a medida 35 h 48 min 18 seg para minutos.


DICA: 35:48,1860  x10 min .
 35 48 18  18
Resolução: 35:48,1860  0,35:48:18 60 2    2  3   60 2  3560  48 
 60 60 60  60
 2100  48  0,3  2148,3
 35:48,1860  2148,310.
 35 h 48 min 18 seg = 2148,3 min .

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Noções básicas sobre Erros 1-5
19. Transforme 35,805 horas para horas, minutos e segundos.
DICA: 35,80510  x60 .
Resolução:
 a) 3510  ? N 35 e 60  N 

 3510  3560.
 b) 0, 80510  ?
0,805 0,3
60 60
48,300 18,0
 0, 80510  0,48:1860.
 Logo: 35,80510  3510  0, 80510  3560  0,48:1860  35,48:1860.
 35,805 h  35 h 48 min 18 seg .

20. Preencher a tabela a seguir, com base nos parâmetros: t 3, 10, I 5, S 5 e −5 ≤
exp ≤ 5.
Número Truncamento Arredondamento
6,48 0,64810 0,64810
0,0002175 0,217 10 3 0,218 10 3
3498,3 0,349 104 0,35 104
0,00000001452 0,145 107 0,145 107  UNDERFLOW
2379441,5 0,237 107 0,238 107  OVERFLOW
Nos exercícios seguintes, calcular o valor das expressões utilizando aritmética de
ponto flutuante com 3 algarismos significativos.

21. (4,26  9,24)  5,04


Resolução: 13,5  5,04  18,5.

22. 4,26  (9,24  5,04)


Resolução: 4,26  14,3  18,6.

23. (4210  4,99)  0,02


Resolução: 4210  0,02  4210.

24. 4210  (4,99  0,02)


Resolução: 4210  5,01  4200.

2
25. (4,0237  6,106)
7
Resolução: 0,286(4,02  6,11)  0,286(2,09)  0,598.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Noções básicas sobre Erros 1-6
2  (4,0237 6,106)
26.
7
2  (2,09)  4,18
Resolução:   0,597.
7 7

27. Sendo 10, t 4 e exp [5,5], calcule:


10 10
a) 42450  3; b)  3  42450.
i 1 i 1
Resolução:
10
 a) 42450   3 = 42450  0,4245105 ;
i 1
10
 b)  3  42450  30  42450  42480  0,4248105 .
i 1
Nos exercícios seguintes, converter os números para a base decimal, determinando o
valor da variável x :

28. 11000112  x10 .


1 1 0 0 0 1 1 
Resolução: 11000112 0, 1100011 27    2  3  4  5  6  7   27
2 2 2 2 2 2 2 
 26  25 21  99
 11000112  9910  x 99.

29. 11111112  x10 .


1 1 1 1 1 1 1 
Resolução: 11111112 0, 1111111 27    2  3  4  5  6  7   27
2 2 2 2 2 2 2 
 26  25  2 4  23  2 2 21  127
 11111112  12710  x 127.

30. 10101012  x10 .


1 0 1 0 1 0 1 
Resolução: 10101012 0, 1010101 27    2  3  4  5  6  7   27
2 2 2 2 2 2 2 
 26  2 4  2 2 1  85
 10101012  8510  x 85.

31. 101,00112  x10 .


1 0 1 0 0 1 1 
Resolução: 101,00112  0, 1010011 23    2  3  4  5  6  7   23
2 2 2 2 2 2 2 
1 1
 2 2 1 3  4  5  0,125  0,0625  5  0,1875  5,1875
2 2
 101,00112  5,187510  x 5,1875.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Noções básicas sobre Erros 1-7
32. 0,01111112  x10 .
1 1 1 1 1 1 
Resolução: 0,01111112  0, 111111 21    2  3  4  5  6   21
2 2 2 2 2 2 
1 1 1 1 1 1
 2 3 4 5 6 7
2 2 2 2 2 2
 0,25  0,125  0,0625  0,03125  0,015625  0,0078125  0,4921875
 0,01111112  0,492187510  x 0,4921875.

33. 1,0100112  x10 .


1 0 1 0 0 1 1 
Resolução: 1,0100112  0, 10100112   2  3  4  5  6  7  2
2 2 2 2 2 2 2 
1 1 1
1 2  5  6  1  0,25  0,03125  0,015625  1,296875
2 2 2
 1,0100112  1,29687510  x 1,296875.
Nos exercícios seguintes, converter os números para a base binária, determinando o
valor da variável x :

34. 3710  x2 .
Resolução: N 37 e 2  N 
37 2
1 18 2
0 9 2
1 4 2
0 2 2
0 1  3710  1001012

35. 234510  x2 .
Resolução: N 2345 e 2  N 
2345 2
1 1172 2
0 586 2
0 293 2
1 146 2
0 73 2
1 36 2
0 18 2
0 9 2
1 4 2
0 2 2
0 1  234510  1001001010012

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Noções básicas sobre Erros 1-8
36. Determine x com 36 dígitos: 0,121710  x2 .
Resolução:
0,1217 0,2434 0,4868 0,9736 0,9472 0,8944 0,7888 0,5776 0,1552
        
0,2434 0,4868 0,9736 1,9472 1,8944 1,7888 1,5776 1,1552 0,3104

0,3104 0,6208 0,2416 0,4832 0,9664 0,9328 0,8656 0,7312 0,4624


        
0,6208 1,2416 0,4832 0,9664 1,9328 1,8656 1,7312 1,4624 0,9248

0,9248 0,8496 0,6992 0,3984 0,7968 0,5936 0,1872 0,3744 0,7488


        
1,8496 1,6992 1,3984 0,7968 1,5936 1,1872 0,3744 0,7488 1,4976

0,4976 0,9952 0,9904 0,9808 0,9616 0,9232 0,8464 0,6928 0,3856


        
0,9952 1,9904 1,9808 1,9616 1,9232 1,8464 1,6928 1,3856 0,7712
 0,121710  0,0001111100100111101110110010111111102.

37. Determine x com 8 dígitos: 2,4710  x2 .


Resolução:
 a) 210  ? N 2 e 2  N 
2 2
 210  102.
0 1

 b) 0, 4710  ?
0,47 0,94 0,88 0,76 0,52 0,04 0,08 0,16 0,32
        
0,94 1,88 1,76 1,52 1,04 0,08 0,16 0,32 0,64
 0, 4710  0,011110002.
Logo: 2,4710  210  0, 4710  102  0,011110002  10, 011110002.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-9

2 Zeros reais de funções reais


38. Isolar os zeros da função f ( x ) x 3 9 x 3.
Resolução: Pode-se construir uma tabela de valores para f ( x ) e analisar os sinais:
x 4 3 2 1 0 1 2 3
f (x)        
Como f (4)  f (3)  0 , f (0)  f (1)  0 e f (2)  f (3)  0 , conclui-se, de acordo com o
teorema 1, que existem zeros de f (x) nos intervalos [4,3], [0,1] e [2,3]. Como 𝑓(𝑥) =
0 tem exatamente 3 raízes, pode-se afirmar que existe exatamente um zero em cada um
destes intervalos.
y

y = f(x)

1 2 3 x
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4

Pode-se também chegar às mesmas conclusões partindo da equação f ( x ) x 3 9 x 3=0,


obtendo-se a equação equivalente x 3 9 x 3. Neste caso, tem-se que g ( x)  x3 e
h( x)  9x  3 . Traçando os gráficos de g (x ) e h(x) , verifica-se que as abscissas dos
pontos de intersecção destas curvas estão nos intervalos [4,3], [0,1] e [2,3].
y
g(x) h(x)

1 x
-4 -3 -2 -1 2 1 2 3 3 4

Outra forma de se verificar a unicidade de zeros nestes intervalos, é traçar o gráfico da


função derivada de f (x) , f ' ( x)  3x 2  9 e confirmar que a mesma preserva o sinal em
cada um dos intervalos ]4,3[, ]0,1[ e ]2,3[, conforme a Erro! Fonte de referência não
ncontrada..

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-10
y

y = f’(x)

-3 3 x
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4

39. Isolar os zeros da função f ( x)  x ln x  3,2 .


Resolução: Pode-se construir uma tabela de valores para f (x) e analisar os sinais:
x 1 2 3 4
f (x)    
Como f (2)  f (3)  0 , conclui-se, de acordo com o teorema 1, que existem zeros de
f (x) no intervalo [2,3].
y y = f(x)
0,3
0,2
0,1 3,2 3,4 x
2,6 2,8 3,0
0
-0,1
-0,2
-0,3
-0,4
-0,5
-0,6
-0,7
-0,8
-0,9
-1,0

Pode-se ainda verificar graficamente que a função derivada da função f (x) ,


f '( x) 1  ln x preserva o sinal no intervalo ]2,3[, neste caso f '( x)  0 x  ]2,3[, o que
pela Obs. 1 garante que só existe um zero de f (x) neste intervalo.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-11
y f’ (x)

1 x

40. Isolar os zeros da função f ( x)  5 logx  2  0,4x .


Resolução: Pode-se construir uma tabela de valores para f (x) e analisar os sinais:
x 1 2 3
f (x)   
Como f (1)  f (2)  0 , conclui-se, de acordo com o teorema 1, que existem zeros de
f (x) no intervalo [1,2].
Pode-se também chegar a esta mesma conclusão partindo da equação
f ( x)  5 logx  2  0,4x =0, obtendo-se a equação equivalente 5 logx  2  0,4x . Neste
caso, tem-se que g ( x)  5 logx e h( x)  2  0,4 x . Traçando os gráficos de g (x ) e h(x) ,
verifica-se que a abscissa do único ponto de intersecção destas curvas está no intervalo
[1,2].
y g (x)
2

1
h(x)

1 2 3 x

41. Isolar os zeros da função f ( x)  x  5e x .


Resolução: Pode-se construir uma tabela de valores para f (x) e analisar os sinais:
x 0 1 2 3
f (x)    
Como f (1)  f (2)  0 , conclui-se, de acordo com o teorema 1, que existem zeros de
f (x) no intervalo [1,2].
Pode-se também chegar a esta mesma conclusão partindo da equação f ( x)  x  5e x
0, obtendo-se a equação equivalente x  5e x . Neste caso, tem-se que g ( x)  x e
h( x)  5e x . Traçando os gráficos de g (x) e h(x) , verifica-se que a abscissa do único
ponto de intersecção destas curvas está no intervalo [1,2].

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-12
y
2
g (x)

h(x)

1  2 3 x

42. Determinar um valor aproximado para 5 , com erro inferior a 102 .


Resolução: Determinar 5 é equivalente a obter o zero positivo da função f (x) = x 2 5.
Sabe-se que o intervalo [2,3] contém este zero e a tolerância neste caso é  = 10 2 . Assim,
a quantidade mínima de iterações para se obter a resposta com a precisão exigida é:
log( b  a)  log  log(3  2)  log102 log 1  2 log 10 0  2 1
n  n  n  n 
log 2 log2 log 2 log 2
 n  6,643856. Como n deve ser intero, tem-se n 7.
n a x b f (a) f (x) f (b ) ( b  a )/2
1 2,0 2,5 3,0    0,5
2 2,0 2,25 2,5    0,25
3 2,0 2,125 2,25    0,125
4 2,125 2,1875 2,25    0,0625
5 2,1875 2,21875 2,25    0,03125
6 2,21875 2,234375 2,25    0,015625
7 2,234375 2,2421875 2,25    0,0078125
Portanto 5 2,24218750,0078125

43. Um tanque de comprimento L tem uma secção transversal no formato de um


semicírculo com raio r (veja a figura). Quando cheio de água até uma distância h do
 h 
topo, o volume V da água é: V L  0,5    r  r arcsen   h (r  h )  . Supondo
2 2 2 2

 r 
que L 10 ft , r1 ft e V12,4 ft , encontre a profundidade da água no tanque com
3

precisão de 0,01 ft .

r 
h h

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-13

Resolução: Para calcular a profundidade rh da água, substitui-se os valores de r , L e V


na expressão anterior para obter a equação arcsen(h)  h 1  h2 1,240,50 cuja raiz
é h . Assim, deve-se calcular o zero da função f (h)  arcsen(h)  h 1  h 2 1,240,5,
com precisão de  102 . Para isto, primeiramente isola-se o zero desta função num
intervalo da seguinte forma.
Pode-se construir uma tabela de valores para f (h) e analisar os sinais:
h 1 0 1
f (h)   
Como f (0)  f (1)  0 , conclui-se, de acordo com o teorema 1, que existem zeros de
f (h) no intervalo [0,1].
Para se confirmar a unicidade deste zero neste intervalo, pode-se utilizar a OBS. 1, isto é,
calcula-se a derivada f , (h) de f (h) para verificar que a mesma preserva o sinal no

intervalo ]0,1[. Assim, obtém-se f , (h) 


1
 1  h2 
h
1  h2 
1/ 2
(2 h )
1  h2 2
2(1  h2 )
f ( h) 
,
 0 h ]0,1[ , o que significa que f (h) é estritamente crescente neste
1  h2
intervalo, o que garante a unicidade do zero de f (h) em ]0,1[.
Agora determina-se o número de iterações necessárias para se obter a precisão exigida:
log( b  a)  log  log1  log102
n n  n 6,643856
log 2 log2
Logo são necessárias n = 7 iterações.
n a h b f (a) f (h) f (b) (ba)/2
1 0 0,5 1    0,5
2 0 0,25 0,5    0,25
3 0 0,125 0,25    0,125
4 0,125 0,1875 0,25    0,0625
5 0,125 0,15625 0,1875    0,03125
6 0,15625 0,171875 0,1875    0,015625
7 0,15625 0,1640625 0,171875    0,0078125
Assim, h 0,16406250,0078125 e a profundidade r  h da água solicitada é
aproximadamente 1(0,1640625) ft .

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Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-14

44. Obter algumas funções de ponto fixo para a função f (x)  x 2  x  6 .


Resolução: Efetuando diferentes manipulações algébricas sobre a equação f (x) 0 ou
x 2  x  6 0, podem-se obter diferentes funções de ponto fixo, como por exemplo:
a) x 2  x  6 0 x  6  x 2 , logo 1 ( x)  6  x 2 . Como 1 (3) 3 e 1 (2) 2, tem-se
que 3 e 2 são pontos fixos de 1 ( x) .
b) x 2  x  6 0 x   6  x , logo se pode ter  2 ( x)  6  x e neste caso tem-se que
2 é ponto fixo de  2 ( x) , pois  2 (2)  2 , ou  2 ( x)   6  x e neste caso tem-se que 3
é ponto fixo de  2 ( x) , pois  2 (3)  3 .
6 x 6 6
c) x 2  x  6 0 x  x  x  6  0  x    x   1 , logo 3 ( x)   1 . Como
x x x x
3 (3) 3 e 3 (2) 2, tem-se que 3 e 2 são pontos fixos de 3 ( x) .
6 6
d) x 2  x  6 0 x  x  x  6  0  x( x  1)  6  0  x  , logo  4 ( x)  .
x 1 x 1
Como  4 (3) 3 e  4 (2) 2, tem-se que 3 e 2 são pontos fixos de  4 ( x) .
No próximo passo algumas destas funções serão utilizadas na tentativa de gerar
seqüências aproximadoras dos zeros  de f (x) .

45. Aproximar o maior zero da função f (x)  x 2  x  6 , utilizando a função


 2 ( x)  6  x , e x 0 1,5.
Resolução: Neste caso a fórmula de recorrência xn1  ( xn ) , n  0, 1, 2,  será:
xn1   2 ( xn )  6  xn , e pode-se construir a seguinte tabela:
n xn xn1   2 ( xn )  6  xn
0 1,5 2,12132
1 2,12132 1,96944
2 1,96944 2,00763
3 2,00763 1,99809
4 1,99809 2,00048
  
Percebe-se que neste caso a seqüência {xn } converge para a raiz 2 da equação
x 2  x  6  0.
y y =x

2 (x)

x0 x2 x3 x1 6 x
=2

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Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-15

46. Aproximar o maior zero da função f (x)  x 2  x  6 , utilizando a função


1 ( x)  6  x 2 , e x 0 1,5.
Resolução: Neste caso a fórmula de recorrência xn1  ( xn ) , n 0, 1, 2,  será:
xn1  1( xn )  6  xn2 , e pode-se construir a seguinte tabela:
n xn xn1  1 ( xn )  6  x 2
0 1,5 3,75
1 3,75 8,0625
2 8,0625 59,003906
3 59,003906 3475,4609
  
Percebe-se que neste caso a seqüência {xn } não converge para a raiz   2 da equação
x 2  x  6  0.
y
6 y =x

x2
x0 x1 x
=2

1 (x)

47. Verificar as condições i) e ii) do teorema anterior quando do uso da função


 2 ( x)  6  x no exercício número 45.
Resolução:
Verificação da condição i):
  2 ( x)  6  x é contínua no conjunto S { x /x  6}.
1
 2 '( x)  é contínua no conjunto T { x /x < 6}.
2 6  x
Verificação da condição ii):
1
 2 '( x) < 1  < 1  x < 5,75
2 6  x
Logo, é possível obter um intervalo I , tal que 2 I , onde as condições i) e ii) estão
satisfeitas.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-16
48. Verificar as condições i) e ii) do teorema anterior quando do uso da função
1 ( x)  6  x 2 .
Resolução:
Verificação da condição i):
 1 ( x)  6  x 2 e 1' ( x)  2 x são contínuas em .
Verificação da condição ii):
1 1
 1'( x) < 1   2x < 1   < x < .
2 2
Logo, não existe um intervalo I , com 2 I , e tal que 1'( x) < 1,  x  I .

49. Encontrar o zero de f (x)  e x  x 2  4 com precisão   10 6 , utilizando o método do


ponto fixo.
Resolução: Pode-se construir uma tabela de valores para f ( x ) e analisar os sinais:
x 3 2 1
f (x)   
Como f (3)  f (2)  0 , conclui-se, de acordo com o Teorema 1, que existem zeros de
f (x) no intervalo [3,2].
Fazendo h( x)  e x e g ( x)  x 2  4 , pode-se verificar que os gráficos das mesmas se
intersectam em apenas um ponto, o que garante que só existe um zero de f (x) neste
intervalo.
y h(x) = e x
5 g (x) = x 2 - 4
4
3
2
1

-3  -2 -1 1 2 3 x
-1
-2
-3

-4

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-17
Assim, o zero de f (x) está isolado em [3,2].
Procurando uma função de ponto fixo adequada pode-se fazer:
e x  x 2  4 0  x 2  e x  4  x   e x  4  ( x)   e x  4
Verificando as hipóteses i) e ii) do Erro! Fonte de referência não encontrada.:
ex
i) '( x)  
2 ex  4
( x) e  '( x) são contínuas em [3,2], o que garante a primeira condição do Erro!
onte de referência não encontrada..
ii) k = max ' ( x)
x[ 3, 2]

ex
'( x)  
2. e x  4
e 3
'(3)    0,01237
3
2. e  4
e 2
'(2)    0,03328
2. e 2  4
Como '( x) é decrescente no intervalo I =[3,2], k = 0,03328 < 1, o que garante a
segunda condição do Erro! Fonte de referência não encontrada..
Procura-se agora, o extremo do intervalo I =[3,2] mais próximo do zero  de f (x) :
Para isto, segue-se o indicado na observação 5, isto é, calcula-se o ponto médio do
(3  (2))
intervalo I =[3,2]: x̂   2,5 e (xˆ )  (2,5)   e 2,5  4  2,02042.
2
Como x̂ < (xˆ ) , isto é x̂ 2,5 < (xˆ )  (2,5)  2,02042, então  está entre x̂ 2,5 e
2, ou seja, 2 é o extremo de I mais próximo de . Desta forma, iniciando o processo
recursivo pelo ponto x0  2, garante-se que todos os termos da seqüência aproximadora
pertencerão ao intervalo I =[3,2].
Logo, utilizando ( x)   e x  4 a partir de x0  2, gera-se uma seqüência
convergente para o zero  de f (x) .
n xn xn1 xn1  xn
0 2 2,0335524 0,0335524 > 10-6
1 2,0335524 2,0324541 0,0010983 > 10-6
2 2,0324541 2,0324895 0,0000354 > 10-6
3 2,0324895 2,0324884 0,0000011 > 10-6
4 2,0324884 2,0324884 0 < 10-6
Portanto, x = 2,0324884.

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Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-18

50. Encontrar a solução para a equação x = cos x com precisão   10 6 .


Resolução: x  cos x  cos x  x  0  f ( x)  cos x  x
Pode-se construir uma tabela de valores para f ( x ) e analisar os sinais:

x 0
2
f (x)  

Como f (0)  f ( )  0 , conclui-se, de acordo com o Teorema 1, que existem zeros de
2

f (x) no intervalo [0, ].
2
Fazendo g (x)  x e h(x)  cos x , pode-se verificar que os gráficos das mesmas se
intersectam em apenas um ponto, o que garante que só existe um zero de f (x) neste
intervalo. Esta informação também pode ser verificada observando que a função f ' ( x)

sen x – 1, preserva o sinal x ]0, [, isto é, tem-se que neste caso f ' ( x )0, x ]0,
2
 
[ (e também em [0, ] ). Isto significa dizer que a função f ( x ) é estritamente
2 2

decrescente no intervalo ]0, [.
2
y g (x)= x

1
3 h(x)= cos x
 2
  2 x
2

-1
 
Como f ''( x)   cosx , também preserva o sinal em [0, ], ( f '' ( x )0, x ]0, [,
2 2
tem-se que as condições i), ii) e iii) do teorema 3 são satisfeitas.
cos(xn )  xn
Assim, a fórmula recursiva de Newton para este caso fica: xn 1  xn 
 sen( xn )  1
para n  0 . Agora deve-se escolher x0 convenientemente: Pode-se verificar que o ponto

médio x̂  ou x̂ 0,785398163398 e  x̂  0,739536133515. Pela observação 5
4
concluímos que x0 0, pois  x̂  < x̂ .
n xn xn1 xn1  xn
0 0 1 1 > 10-6
1 1 0,750363868 0,249636132 > 10-6
2 0,750363868 0,7391128909 0,011250978 > 10-6
3 0,7391128909 0,7390851333 0,000027757 > 10-6
4 0,7390851333 0, 7390851332 0,0000000001 <10-6
Portanto, x = 0,739085133.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-19
51. 10 6 exercício anterior, encontrar a solução para a equação x = cos x
Considerando o mesmo
com precisão , usando o método da secante. Considere 𝑥0 = 0 e 𝑥1 = 1, como
aproximações iniciais.
Resolução: 𝑓(𝑥) = cos(𝑥) − 𝑥 = 0
Assim, a fórmula recursiva do método da secante para este caso fica:
𝑥𝑛−1 𝑓(𝑥𝑛 ) − 𝑥𝑛 𝑓(𝑥𝑛−1 )
𝑥𝑛+1 =
𝑓(𝑥𝑛 ) − 𝑓(𝑥𝑛−1 )
n x(n-1) x(n) x(n+1) |x(n+1) - x(n)|
0 0 1 0,685073357 0,314926643
1 1 0,685073357 0,736298998 0,05122564
2 0,685073357 0,736298998 0,739119362 0,002820364
3 0,736298998 0,739119362 0,739085112 3,42498E-05
4 0,739119362 0,739085112 0,739085133 2,11E-08
Portanto, x = 0,739085133.
Nos exercícios seguintes, considerando cada método especificado, determine uma
aproximação para o zero da função.

52. Pelo método da Bissecção, determine uma aproximação para x (1,2) da função
𝑓(𝑥) = 𝑒 −𝑥 − cos 𝑥 com aproximação 1  10 4 tal que ( b  a )/2 1 .
2

Resolução:
n a x b f (a ) f ( x ) f (b ) ( b  a )/2
1 1 1,5 2 - + + 0,5
2 1 1,25 1,5 - - + 0,25
3 1,25 1,375 1,5 - - + 0,125
4 1,375 1,4375 1,5 - - + 0,0625
5 1,4375 1,46875 1,5 - + + 0,03125
6 1,4375 1,453125 1,46875 - + + 0,015625
7 1,4375 1,4453125 1,453125 - - + 0,0078125
8 1,4453125 1,44921875 1,453125 - + + 0,00390625
9 1,4453125 1,447265625 1,44921875 - - + 0,001953125
10 1,447265625 1,448242188 1,44921875 - + + 0,000976563
11 1,447265625 1,447753906 1,448242188 - + + 0,000488281
12 1,447265625 1,447509766 1,447753906 - + + 0,000244141
13 1,447265625 1,447387695 1,447509766 - - + 0,00012207
14 1,447387695 1,44744873 1,447509766 - + + 6,10352E-05
Logo, x 1,44744873

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Zeros reais de funções reais 2-20
53. Pelo método do Ponto Fixo ou Aproximações Sucessivas, determine uma aproximação
2
para 𝑥̅ (1,2) da função 𝑓(𝑥) = 𝑒 −𝑥 − cos 𝑥 com aproximação 𝜀1 = 𝜀1 = 10−4 tal que
|𝑓(𝑥𝑛 )| < 𝜀1 ou |𝑥𝑛+1 − 𝑥𝑛 | < 𝜀2 . Utilize 𝑥0 1,5.
Resolução:
f ( x ) e  x  cos x
2

f ( x )0  e  x  cos x  x  x 0
2

1( x ) cos x  e  x  x  1 ' ( x )1 em (1,2)


2

2( x ) cos x  e  x  x   2 ' ( x )1 em (1,2)


2

2
 𝜙(𝑥) = cos 𝑥 − 𝑒 −𝑥 + 𝑥  𝑥𝑛+1 = 𝜙(𝑥𝑛 )

n xn xn1 | xn1  xn | | f ( xn1 )| Parada


0 1,5 1,465337977 0,034662023 0,01154599
1 1,465337977 1,453791987 0,01154599 0,004075472
2 1,453791987 1,449716515 0,004075472 0,001466938
3 1,449716515 1,448249577 0,001466938 0,000531683
4 1,448249577 1,447717894 0,000531683 0,000193187
5 1,447717894 1,447524708 0,000193187 7,02578E-05 |𝑓(𝑥𝑛 )| < 𝜀1
Logo, x 1,447524708.

54. Pelo método de Newton-Raphson, determine uma aproximação para 𝑥̅ (1,2) da função
𝑓(𝑥) = 𝑒 −𝑥 − cos 𝑥 com aproximação 1   2  10 4 tal que | f ( xn1 )| 1 ou
2

|𝑥𝑛+1 − 𝑥𝑛 | < 𝜀2 . Utilize 𝑥0 1,5.


Resolução:
f ( x ) e  x  cos x  f ' ( x )2 x e  x  senx
2 2

e  x  cosx
2
f ( x)
( x ) x   ( x ) x   xn1 ( xn )
 2 xe x  senx
2
f ' ( x)
n xn xn1 | xn1  xn | | f ( xn1 )| Parada
0 1,5 1,4491235 0,0508765 0,001088623
1 1,4491235 1,447416347 0,001707153 1,32044E-06 |𝑓(𝑥𝑛+1 )| < 𝜀1
Logo, x 1,447416347.

55. Pelo método da secante, determine uma aproximação para 𝑥̅ (1,2) da função
𝑓(𝑥) = 𝑒 −𝑥 − cos 𝑥 com aproximação 1   2  10 4 tal que | f ( xn1 )| 1 ou
2

|𝑥𝑛+1 − 𝑥𝑛 | < 𝜀2 . Utilize 𝑥0 = 1,5 e 𝑥1 = 1,2, como aproximações iniciais.


Resolução:
𝑥𝑛−1 𝑓(𝑥𝑛 ) − 𝑥𝑛 𝑓(𝑥𝑛−1 )
𝑥𝑛+1 =
𝑓(𝑥𝑛 ) − 𝑓(𝑥𝑛−1 )
n x(n-1) x(n) x(n+1) |x(n+1) - x(n)|
0 1,5 1,2 1,435046063 0,235046063
1 1,2 1,435046063 1,450627163 0,0155811
2 1,435046063 1,450627163 1,447385539 0,003241624
3 1,450627163 1,447385539 1,447414206 2,86668E-05
Logo, x 1,447414206.
Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-21

3 Resolução de sistemas de equações lineares


2 x1  3x2  x3  5

56. Resolver o sistema S3 , com S3  4 x1  4 x2  3x3  3 .
2 x  3x  x   1
 1 2 3

2 x1  3x2  x3  5

Resolução: S3  4 x1  4 x2  3x3  3  [ A  b ]  [ U  c ]
2 x  3x  x   1
 1 2 3

2 3  1 5 
 
[ A  b ]  4 4  3 3  (Matriz aumentada).
2  3 1  1
Seja B0 [ A  b ] e Bk [ U  c ] após k conjuntos de operações elementares aplicadas
sobre B0 .

 Etapa 1: em B0 , tome L(0


i , com i 1,2,3, como as linhas de B0 e a11 como pivô e
) (0)

1 ( i 2,3).
calculam-se os multiplicadores mi(0 )

(0) (0)
a21 4 a31 2
(0)
m21  (0)
   2; (0)
m31  (0)
   1.
a11 2 a11 2
Operações elementares nas linhas L(i01) ( i 1,2,3).
L1(1)  L1(0) ; 2  m21  L1  L2 ;
L(1) (0) (0) (0)

3  m31  L1  L3 .
L(1) (0) (0) (0)

i ( i 1,2,3) as linhas da matriz B1 .


Sendo L(1)

 Anulam-se todos os valores abaixo do pivô a11


(0)
.
2 3  1 5 
B1  0  2  1  7 .
0  6 2  6

 Etapa 2: Repete-se o processo para o próximo pivô, situado na diagonal da matriz B1 .


i , com i 2,3 e a22 como pivô.
Em B1 , tome L(1) (1)

(1)
a32 6
(1)
m32    3.
(1)
a22 2
L1(2)  L1(1) ; L(2
2  L2 ;
) (1)
3  m32  L2  L3 .
L(2 ) (1) (1) (1)

2 3  1 5 
B2  0  2  1  7  B2 [ U  c ].
0 0 5 15 
Segue que:

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Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-22
1 
 
Resolvendo U  x  c por substituição retroativa, tem-se: x  1 2 3   2 que é,
T

3
também, solução para o sistema A  x  b .
 Método compacto para a TRIANGULAÇÃO U  x  c :
Linha Multiplicador m Matriz Aumentada Transformação
(1) B0  2 3 -1 5
(0)
(2) m21 = -( 4 )/( 2 )= -2 4 4 -3 3
(0)
(3) m31 = -( 2 )/( 2 )= -1 2 -3 1 -1
(2) B1  0 -2 -1 -7 -2 L1(0) + L(0
2
)

(1)
(3) m32 = -( -6 )/( -2 )= -3 0 -6 2 -6 -1 L1(0) + L(0
3
)

(3) B2  0 0 5 15 -3 L(1
2
)
+ L(1
3
)

As linhas contendo os pivôs formam o sistema U  x  c .

57. Resolver o sistema S 4 com arredondamento em duas casas decimais, na matriz


aumentada.
 8,7 x1  3,0 x 2  9,3x3  11,0 x 4  16,4
24,5x  8,8x 2  11,5x3    49,7
 45,1x 4
S4  A  x  b   1

52,3x1  84,0 x 2  23,5x3  11,4 x 4   80,8


21,0 x1  81,0 x 2  13,2 x3  21,5x 4   106,3
Resolução:
Linha Multiplicador m Matriz Aumentada
(1) B0  8,70 3,00 9,30 11,00 16,40
(0)
(2) m21 = -( 24,50 )/( 8,70 ) 24,50 -8,80 11,50 -45,10 -49,70
(0)
(3) m31 = -( 52,30 )/( 8,70 ) 52,30 -84,00 -23,50 11,40 -80,80
(0)
(4) m41 = -( 21,00 )/( 8,70 ) 21,00 -81,00 -13,20 21,50 -106,30

(2) B1  0,00 -17,25 -14,69 -76,08 -95,88


(1)
(3) m32 = -( -102,03 )/( -17,25 ) 0,00 -102,03 -79,41 -54,73 -179,39
(1)
(4) m42 = -( -88,24 )/( -17,25 ) 0,00 -88,24 -35,65 -5,05 -145,89
(3) B2  0,00 0,00 7,48 395,27 387,72
(2)
(4) m43 = -( 39,49 )/( 7,48 ) 0,00 0,00 39,49 384,13 344,57

(4) B3  0,00 0,00 0,00 -1702,66 -1702,36


Então A  x  b  U  x  c  [ A  b ]  [ U  c ].
8,7 x1  3,0 x2  9,3x3  11,0 x4  16,4
 0  17,25x2  14,69x3  76,08x4   95,88

U  xc  
 0 0  7,48x3  395,27x4  387,72

 0 0 0  1702,66x4   1702,36
Logo: x  1,01 2,01  1,01 1,00 .
T

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Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-23
58. Com base no exercício anterior, calcular o resíduo r do sistema A  x  b .
Resolução: r  b  Ax .
 16,4   8,7 3,0 9,3 11,0   1,01 
  49,7  24,5  8,8 11,5  45,1  2,01 
r   .
  80,8  52,3  84,0  23,5 11,4   1,01
     
 106,3  21,0  81,0  13,2 21,5   1,00 
r   0,024  0,042 0,082 0,468 .
T

59. Resolva S 4 com arredondamento em duas casas decimais, utilizando eliminação de


Gauss com pivoteamento completo.
 8,7 x1  3,0 x 2  9,3x3  11,0 x 4  16,4
24,5x  8,8x 2  11,5x3    49,7
 45,1x 4
S4  A  x  b   1
.
52,3x1  84,0 x 2  23,5x3  11,4 x 4   80,8
21,0 x1  81,0 x 2  13,2 x3  21,5x 4   106,3
Resolução:
Linha Multiplicador m Matriz Aumentada
(0)
(1) m12 = -( 3,00 )/( -84,00 ) 8,70 3,00 9,30 11,00 16,40
(0)
(2) m22 = -( -8,80 )/( -84,00 ) 24,50 -8,80 11,50 -45,10 -49,70
(3) B0  52,30 -84,00 -23,50 11,40 -80,80
(0)
(4) m42 = -( -81,00 )/( -84,00 ) 21,00 -81,00 -13,20 21,50 -106,30
(1)
(1) m14 = -( 11,41 )/( -46,29 ) 10,57 0,00 8,46 11,41 13,51
(2) B1  19,02 0,00 13,96 -46,29 -41,24
(1)
(4) m44 = -( 10,51 )/( -46,29 ) -29,43 0,00 9,46 10,51 -28,39
(2)
(1) m11 = -( 15,26 )/( -25,11 ) 15,26 0,00 11,90 0,00 3,34
(4) B2  -25,11 0,00 12,63 0,00 -37,75
(1) B3  0,00 0,00 19,58 0,00 -19,60
Então A  x  b  U  x  c  [ A  b ]  [ U  c ].
B0  52,3x1  84,0 x2  23,5x3  11,4 x4   80,8

B  19,02x1  0  13,96x3  46,29x4   41,24
U  xc  1 
B2  25,11x1  0  12,63x3  0   37,75
B3  0  0  19,58x3  0   19,60
Com o cálculo retroativo de B3 para B0 , obtém-se: x  1,00 2,00  1,00 1,00 .
T

Considerando-se precisão em duas casas decimais, o processo levou ao x exato, em


conseqüência o resíduo é nulo.
r  b  Ax  r  0,00 0,00 0,00 0,00 .
T

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Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-24
60. Decompor a matriz A, usando a Decomposição LU.
1 2 −1
A = (2 3 −2)
1 −2 1
Calculando o 𝑚𝑖𝑗 e 𝑢𝑖𝑗 , usando o processo de Gauss (𝑚𝑖𝑗 sem troca de sinal), temos:
Resolução:
Para a Coluna 1 da matriz A(0):
1 2 −1
A=A(0) = (2 3 −2)
1 −2 1
(0)
Pivô = 𝑎11 = 1
(0) (0)
(0) 𝑎21 2 (0) 𝑎31 1
Multiplicadores: 𝑚21 = (0) = =2 𝑚31 = (0) = =1
𝑎11 1 𝑎11 1
Então:
(1) (0) (1) (0) (0) (0)
𝐿1 ← 𝐿1 ; 𝐿2 ← −𝑚21 ∗ 𝐿1 + 𝐿2
(1) (0) (0) (0)
𝐿3 ← −𝑚31 ∗ 𝐿1 + 𝐿3
1 2 −1
(1)
A = (0 −1 0 )
0 −4 2
Para a Coluna 2 da matriz A(1):
Pivô = 𝑎22 = −1
(1)
(1) 𝑎32 −4
Multiplicadores: 𝑚32 = (1) = −1 = 4
𝑎22
Então:
(2) (1) (2) (1)
𝐿1 ← 𝐿1 ; 𝐿2 ← 𝐿2
(2) (1) (1) (1)
𝐿3 ← −𝑚32 ∗ 𝐿2 + 𝐿3
1 2 −1
(2)
A = (0 −1 0 )
0 0 2
Os fatores L e U são:
1 0 0 1 0 0 1 2 −1
𝐿 = (𝑚21 1 0) = (2 1 0) e 𝑈 = (0 −1 0 )
𝑚31 𝑚32 1 1 4 1 0 0 2
Logo:
1 0 0 1 2 −1 1 2 −1
A = 𝐿 ∗ 𝑈 = (2 1 0) ∗ (0 −1 0 ) = (2 3 −2)
1 4 1 0 0 2 1 −2 1
Vamos aproveitar o Exercício acima para resolver um sistema de equações lineares
através da Decomposição LU.

61. Resolva o sistema linear a seguir usando a Decomposição LU (Fatoração).


𝑥1 + 2𝑥2 − 𝑥3 = 2
{2𝑥1 + 3𝑥2 − 2𝑥3 = 3
𝑥1 − 2𝑥2 + 𝑥3 = 0
Resolução:
1 2 −1 1 0 0 1 2 −1
Já temos que: A = (2 3 −2) = (2 1 0) ∗ (0 −1 0 ) = 𝐿𝑈
1 −2 1 1 4 1 0 0 2
Para resolvermos o sistema Ax = b, onde b = (2 3 0)𝑡 , resolvemos primeiramente Ly=b.
1 0 0 𝑦1 2 𝑦1 = 2
(2 1 0) ∗ (𝑦2 ) = (3) , ou seja, { 2𝑦1 + 𝑦2 = 3
1 4 1 𝑦3 0 𝑦1 + 4𝑦2 + 𝑦3 = 0
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Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-25
𝑦1 2
Então (𝑦2 ) = (−1).
𝑦3 2
A seguir calculamos x através da equação Ux = y.
1 2 −1 𝑥1 2 𝑥1 + 2𝑥2 − 𝑥3 = 2
𝑥
(0 −1 0 ) ∗ ( 2 ) = (−1), ou seja, { −𝑥2 = −1
0 0 2 𝑥3 2 2𝑥3 = 2
𝑥1 1
Logo, 𝑥 = (𝑥2 ) = (1).
𝑥3 1

62. Resolva o sistema linear a seguir usando a fatoração LU:


3𝑥1 + 2𝑥2 + 4𝑥3 = −1
{ 𝑥1 + 𝑥2 + 2𝑥3 = 10
4𝑥1 + 3𝑥2 + 2𝑥3 = 5
Resolução:
3 2 4 −1
A = (1 1 2) e 𝑏 = ( 10 )
4 3 2 5
Usando o processo de Gauss para triangular A, tem-se:
1ª coluna
(0) (0)
(0) 𝑎21 1 (0) 𝑎31 4
Multiplicadores: 𝑚21 = (0) = 3 e 𝑚31 = (0) =3
𝑎11 𝑎11
Aplicando os multiplicadores, obtém-se a matriz A(1):
3 2 4 𝐿1 → 𝐿1
𝐴(1) = (0 1/3 2/3 ) 𝐿2 → −𝑚21 ∗ 𝐿1 + 𝐿2
0 1/3 −10/3 𝐿3 → −𝑚31 ∗ 𝐿1 + 𝐿3
2ª coluna
(1)
(1) 𝑎32
Multiplicador: 𝑚32 = (1) =1
𝑎22
Aplicando o multiplicado, obtém-se a matriz A(2):
3 2 4 𝐿1 → 𝐿1
(2)
A = (0 1/3 2/3) 𝐿2 → 𝐿2
0 0 −4 𝐿3 → −𝑚32 ∗ 𝐿2 + 𝐿3
Os fatores L e U são:
1 0 0 3 2 4
𝐿=( 1/3 1 0) e 𝑈 = (0 1/3 2/3)
4/3 1 1 0 0 −4
Resolvendo o sistema L(Ux)=b, tem-se:
𝑦1 = −1
𝑦1
𝐿𝑦 = 𝑏 → { 3 + 𝑦2 = 10
4𝑦1
+ 𝑦2 + 𝑦3 = 5
3
−1
𝑦 = (31/3)
−4
3𝑥1 + 2𝑥2 + 4𝑥3 = −1
𝑥2 2𝑥 31
𝑈𝑥 = 𝑦 → { + 33 = 3
3
−4𝑥3 = −4
−21
𝑥 = ( 29 )
1
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63. Resolva o sistema linear a seguir usando a fatoração LU:
3𝑥 − 0,1𝑦 − 0,2𝑧 = −1,2
{ 0,1𝑥 + 7𝑦 − 0,3𝑧 = 7,8
0,3𝑥 − 0,2𝑦 + 10𝑧 = 3,5
Resolução:
3 −0,1 −0,2 −1,2
A = (0,1 7 −0,3) e 𝑏 = ( 7,8 )
0,3 −0,2 10 3,5
Usando o processo de Gauss para triangular A, tem-se:
1ª coluna
Multiplicadores:
(0) (0)
𝑎21 𝑎31
𝑚21 = (0) = 0,0333 e 𝑚31 = (0) = 0,1
𝑎11 𝑎11
Aplicando os multiplicadores, obtém-se a matriz A(1):
3 −0,1 −0,2 𝐿1 → 𝐿1
(1)
A = (0 7,0033 −0,2933) 𝐿2 → −𝑚21 ∗ 𝐿1 + 𝐿2
0 −0,19 10,02 𝐿3 → −𝑚31 ∗ 𝐿1 + 𝐿3
2ª coluna
Multiplicador:
(1)
𝑎32
𝑚32 = (1) = −0,0271
𝑎22
Aplicando o multiplicado, obtém-se a matriz A(2):
3 −0,1 −0,2 𝐿1 → 𝐿1
(2)
A = (0 7,0033 −0,2933) 𝐿2 → 𝐿2
0 0 10,0120 𝐿3 → −𝑚32 ∗ 𝐿2 + 𝐿3

Os fatores L e U são:
1 0 0 3 −0,1 −0,2
𝐿 = (0,0333 1 0) e 𝑈 = (0 7,0033 −0,2933)
0,1 −0,0271 1 0 0 10,0120
Resolvendo o sistema L(Ux)=b, tem-se:
𝑦1 = −1,2
𝐿𝑦 = 𝑏 → {0,0333𝑦1 + 𝑦2 = 7,8
0,1𝑦1 − 0,0271𝑦2 + 𝑦3 = 3,5

−1,2
𝑦 = ( 7,84 )
3,8327
3𝑥1 − 0,1𝑥2 − 0,2𝑥3 = −1,2
𝑈𝑥 = 𝑦 → {7,0033𝑥2 − 0,2933𝑥3 = 7,84
10,0120𝑥3 = 3,8327
−0,3366
𝑥 = ( 1,1355 )
0,3828

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Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-27
64. Considere a matriz.
1 1 1
A = (2 1 −1)
3 2 5
a) Calcule a fatoração LU de A.
b) Usando a fatoração LU, calcule o determinante de A.
Resolução:
a) Usando o processo de Gauss para triangular A, tem-se:
1ª coluna
Multiplicadores:
(0) (0)
𝑎21 𝑎31
𝑚21 = (0) = 2 e 𝑚31 = (0) =3
𝑎11 𝑎11
Aplicando os multiplicadores, obtém-se a matriz A(1):
1 1 1 𝐿1 → 𝐿1
(1)
A = (0 −1 −3) 𝐿2 → −𝑚21 ∗ 𝐿1 + 𝐿2
0 −1 2 𝐿3 → −𝑚31 ∗ 𝐿1 + 𝐿3
2ª coluna
Multiplicador:
(1)
𝑎32
𝑚32 = (1) =1
𝑎22
Aplicando o multiplicado, obtém-se a matriz A(2):
1 1 1 𝐿1 → 𝐿1
(2)
A = (0 −1 −3) 𝐿2 → 𝐿2
0 0 5 𝐿3 → −𝑚32 ∗ 𝐿2 + 𝐿3

Os fatores L e U são:
1 0 0 1 1 1
𝐿 = (2 1 0 ) e 𝑈 = (0 −1 −3)
3 1 1 0 0 5

b) Sabe-se que A = LU então:


det(A) = det(𝐿𝑈)
det(A) = det(𝐿) ∗ det(𝑈)
det(A) = (1 ∙ 1 ∙ 1) ∗ (1 ∙ (−1) ∙ 5)
det(𝐴) = −5

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Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-28
65. Aplicando-se o método da decomposição LU a matriz:
? ? 3 ?
A = (4 −1 10 8 )
? −3 12 11
0 −2 −5 10
Obtiveram-se as matrizes:
? 0 ? ? ? −1 ? 5
𝐿 = (2 ? ? ? ) e 𝑈 = ( ? 1 ? −2 )
3 0 ? 0 ? 0 3 −4
0 ? 1 ? 0 ? 0 10
Preencha os espaços pontilhados com valores adequados.
Resolução:
Iniciamos completando a matriz L com os elementos da diagonal principal, que são igual
a 1, e com os elementos acima da diagonal principal, que são nulos.
1 0 0 0
𝐿 = (2 1 0 0)
3 0 1 0
0 ? 1 1
Também podemos completar alguns elementos da matriz U, abaixo da diagonal principal,
que são nulos.
? −1 ? 5
𝑈 = (0 1 ? −2 )
0 0 3 −4
0 0 0 10
(0)
𝑎21
Com o multiplicador 𝑚21 = (0) , podemos calcular os elementos 𝑎11 :
𝑎11
(0)
𝑎21
𝑚21 = (0)
𝑎11
4
2= (0)
𝑎11
(0)
𝑎11 = 2
Comparando a primeira linha das matrizes A e U, completamos a primeira linha dessas
matrizes:
2 −1 3 5
A = (4 −1 10 8 )
? −3 12 11
0 −2 −5 10
2 −1 3 5
𝑈 = (0 1 ? −2)
0 0 3 −4
0 0 0 10

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(0)
𝑎31
Com o multiplicador 𝑚31 = (0) , podemos calcular os elementos 𝑎31 :
𝑎11
(0)
𝑎31
𝑚31 = (0)
𝑎11
(0)
𝑎31
3=
2
(0)
𝑎31 = 6
Assim, temos:
2 −1 3 5
A=( 4 −1 10 8)
6 −3 12 11
0 −2 −5 10
(1)
Com os dados obtidos da matriz A podemos calcular o elemento 𝑎23 :
(1) (0) (0)
𝑎23 = 𝑎23 − 𝑚21 ∗ 𝑎13
(1)
𝑎23 = 10 − 2 ∗ 3
(1)
𝑎23 = 4
Assim, temos:
2 −1 3 5
𝑈 = (0 1 4 −2)
0 0 3 −4
0 0 0 10
Usando o processo de Gauss para triangular A, tem-se:
2 −1 3 5
A = (0 1
(1) 4 −2 )
0 0 3 −4
0 −2 −5 10
Com os dados dessa matriz podemos calcular o multiplicador 𝑚42 :
(1)
𝑎42
𝑚42 = (1) = −2
𝑎22
Assim, temos:
1 0 0 0
𝐿 = (2 1 0 0)
3 0 1 0
0 −2 1 1

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-30
66. Considerando a resposta x do exercício 2, faça o refinamento de x até que se obtenha
o resíduo r (k ) =0, considerando precisão dupla ( 104 0,0001), quatro casas decimais.
 8,7 x1  3,0 x 2  9,3x3  11,0 x 4  16,4
24,5x  8,8x  11,5x3    49,7
 45,1x 4
A x b   1 2

 52,3 x1  84,0 x 2  23,5x3  11,4 x 4   80,8


21,0 x1  81,0 x 2  13,2 x3  21,5x 4   106,3
x (0 )  1,01 2,01  1,01 1,00T
r (0)  b  A  x (0 )  r (0)   0,024  0,042 0,082 0,468
T

REFINAMENTO:
x (k )  x ( k 1)  ( k 1) A  ( k 1)  r ( k 1)  [ A  r ( k 1) ]  ( k 1)
Resolução:
 k 1 [ A  r (0) ]  (0 )  x (1)  x (0 )   (0 )
Linha Multiplicador m Matriz Aumentada
(1) B0  8,7000 3,0000 9,3000 11,0000 -0,0240
(0)
(2) m21 = -( 24,5000 )/( 8,7000 ) 24,5000 -8,8000 11,5000 -45,1000 -0,0420
(0)
(3) m31 = -( 52,3000 )/( 8,7000 ) 52,3000 -84,0000 -23,5000 11,4000 0,0820
(0)
(4) m41 = -( 21,0000 )/( 8,7000 ) 21,0000 -81,0000 -13,2000 21,5000 0,4680
(2) B1  0,0000 -17,2483 -14,6897 -76,0770 0,0256
(1)
(3) m32 = -( -102,0345 )/( -17,2483 ) 0,0000 -102,0345 -79,4069 -54,7264 0,2263
(1)
(4) m42 = -( -88,2414 )/( -17,2483 ) 0,0000 -88,2414 -35,6483 -5,0517 0,5259
(3) B2  0,0000 0,0000 7,4919 395,3167 0,0749
(2)
(4) m43 = -( 39,5034 )/( 7,4919 ) 0,0000 0,0000 39,5034 384,1543 0,3949

(4) B3  0,0000 0,0000 0,0000 -1700,2774 0,0000


Considerando 4 casas decimais:
8,71  3,0 2  9,33  11,0 4   0,0240
 0  17,2483 2  14,68973  76,0770 4  0,0256

[ A  r (0) ]  
 0 0  7,49193  395,3167 4  0,0749
 0 0 0  1700,2774 4  0,0000
Então:
[ A  r (0) ]  (0 )  (0 )   0,0100  0,0100 0,0100 0,0000T
Como: x (0 )  1,01 2,01  1,01 1,00T
x (1)  x (0 )  (0 )  x (1)  1,0000 2,0000  1,0000 1,0000T
r (1)  0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 .
T
r (1)  b  A  x (1) 

 Logo, após 1 refinamento, foi obtido r (1) 0 considerando 4 dígitos significativos. Logo, o
processo iterativo x (k )  x ( k 1)  ( k 1) com k 1 levou a x  1 2 1 1 .
T

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-31

67. Resolva o sistema a seguir, utilizando o método de Gauss-Jacobi, com x(0)  0n1 e
  10 2 0,01.
10x1  2 x2  x3  7

A x  b   x1  5x2  x3   8  x  F  x  d
 2 x  3x  10x3  6
 1 2
Resolução:

 2 1 7 
 0     10 
10 10
 1 1   8
F   0   e   
d
 5 5  5
 2  3 0  6 
 10 10   10 

Neste caso a fórmula de recorrência fica:

 ( k 1) 7  (2 x2( k )  x3( k ) )


 x1 
 10
( k 1)   8  ( x1( k )  x3( k ) )
x  F  x  d   x2( k 1)
(k )

 5
 ( k 1) 6  ( 2 x1  3x2( k ) )
(k )

 x3 
 10

k x1(k ) x2(k ) x3(k ) max xi( k )  xi( k 1)


1i3
0 0 0 0 -
1 0,7 -1,6 0,6 1,6
2 0,96 -1,86 0,94 0,34
3 0,978 -1,98 0,966 0,12
4 0,9994 -1,9888 0,9984 0,0324
5 0,99792 -1,99956 0,99676 0,01076
6 1,000236 -1,998936 1,000284 0,003524
Com x (0 )  0 0 0 e 0,01, o processo convergiu com 6 iterações para:
T

x  1,000236 1,998936 1,000284 .


T

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-32
68. Verificar se o critério das linhas é satisfeito no sistema de equações A x  b , que segue:
10x1  2 x2  x3  7

A x  b   x1  5x2  x3   8
 2 x  3x  10x  6
 1 2 3

10 2 1 
 
Resolução: A 1 5 1 
 2 3 10
 a12  a13  a11

  a21  a23  a22
a  a32  a33
 31
 2  1  10

 1  1  5
 2  3  10

Logo, a matriz dos coeficientes A é estritamente diagonal dominante, o que garante a
convergência do método de Gauss-Jacobi aplicado a este sistema com esta ordem de
equações e incógnitas.

69. Verificar se o critério das linhas é satisfeito no sistema de equações A x  b , que segue:
 x1  3x2  x3   2

A x  b  5x1  2 x2  2 x3  3
 6 x2  8x3   6

1 3 1

Resolução: A  5 2 2

0 6 8
 a12  a13  a11 3  1  1
 
  a21  a23  a22   5  2  2
a 0  6  8
 31  a32  a33 
Logo a matriz dos coeficientes A não é estritamente diagonal dominante. Isto
significa que não é garantida a convergência do método de Gauss-Jacobi aplicado a este
sistema com esta ordem de equações e incógnitas.
Mas permutando adequadamente as equações do sistema, obtém-se o sistema
equivalente:
5x1  2 x2  2 x3  3

 x1  3x2  x3   2
 6 x2  8x3   6

5 2 2  a12  a13  a11 2  2  5
   
onde A  1 3 1   a21  a23  a22   1  1  3
0 6 8 a 0  6  8
 31  a32  a33 
Logo, esta nova matriz dos coeficientes A é estritamente diagonal dominante, o que
garante a convergência do método de Gauss-Jacobi aplicado a este sistema com esta nova
ordem de equações e incógnitas.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-33

70. Resolva o sistema a seguir, utilizando o método de Gauss-Seidel, com x(0)  0n1 e
  10 2 0,01.
10x1  2 x2  x3  7

A x  b   x1  5x2  x3   8
 2 x  3x  10x  6
 1 2 3
Resolução:
Neste caso a fórmula de recorrência fica:
 ( k 1) 7  (2 x2( k )  x3( k ) )
 x1 
 10
( k 1)
 ( k 1)  8  ( x1  x3( k ) )
 x2 
 5
( k 1)
 ( k 1) 6  ( 2 x  3x2( k 1) )
x
 3  1

 10

k x1(k ) x2(k ) x3(k ) max xi( k )  xi( k 1)


1i3
0 0 0 0 -
1 0,7 -1,74 0,982 1,74
2 0,9498 -1,98636 1,005948 0,2498
3 0,9966772 -2,00052504 1,000822072 0,0468772
4 1,000022801 -2,000168975 1,000046132 0,003345601
Com x (0 )  0 0 0 e 0,01, o processo convergiu com 4 iterações para:
T

x  1,000023  2,000169 1,000046 .


T

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-34

71. Resolva o sistema A x  b , utilizando o método de Gauss-Jacobi, com x(0)  0n1 e


0,05.
5x1  x2  x3  5

A x  b  3x1  4 x2  x3  6
3x  3x  6 x3  0
 1 2
Resolução:

 1 1 5
 0  5  5 5
 3 1  6
F   0   e d   Neste caso a fórmula de recorrência fica:
 4 4 4
 3  3 0  0
 6 6 
  6 
 ( k 1) 5  ( x2( k )  x3( k ) )
x1 
 5
 6  (3x1  x3( k ) )
(k )
x ( k 1)  F  x (k )  d   x2( k 1) 
 4
x ( k 1)   (3x1  3x2 )
(k ) (k )

 3 6

k x1(k ) x2(k ) x3(k ) max xi( k )  xi( k 1)
1i3
0 0 0 0 -
1 1 1,5 0 1,5
2 0,7 0,75 -1,25 1,25
3 1,1 1,2875 -0,725 0,5375
4 0,8875 0,85625 -1,19375 0,46875
5 1,0675 1,1328125 -0,871875 0,321875
6 0,9478125 0,91734375 -1,10015625 0,22828125
7 1,0365625 1,064179688 -0,932578125 0,167578125
8 0,973679688 0,955722656 -1,050371094 0,117792969
9 1,018929688 1,032333008 -0,964701172 0,085669922
10 0,986473633 0,976978027 -1,025631348 0,060930176
11 1,009730664 1,016552612 -0,98172583 0,043905518
Com x (0 )  0 0 0 e 0,05, o processo convergiu com 11 iterações para:
T

x  1,0009731 1,016553  0,981726 .


T

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-35

72. Resolva o sistema A x  b , utilizando o método de Gauss-Seidel, com x(0)  0n1 e


0,05.
5x1  x2  x3  5

A x  b  3x1  4 x2  x3  6
3x  3x  6 x  0
 1 2 3
Resolução:
Neste caso a fórmula de recorrência fica:
 ( k 1) 5  ( x2( k )  x3( k ) )
 x1 
 5
( k 1)
 ( k 1) 6  (3x1  x3( k ) )
 x2 
 4
( k 1)
 x ( k 1)   (3x1  3x2( k 1) )
 3 6

k x1(k ) x2(k ) x3(k ) max xi( k )  xi( k 1)
1i3
0 0 0 0 -
1 1 0,75 -0,875 1
2 1,025 0,95 -0,9875 0,2
3 1,0075 0,99125 -0,999375 0,04125
Com x (0 )  0 0 0 e 0,05, o processo convergiu com 3 iterações para:
T

x  1,007500 0,991250  0,999375 .


T

73. Verificar se o critério de Sassenfeld é satisfeito no sistema de equações A x  b , que


 x1  0,5x2  0,1x3  0,1x4  0,2
 0,2 x   0,2 x3  0,1x4   2,6
 x2
segue: A x  b   1

 0,1x1  0,7 x2  x3  0,2 x4  1,0


 0,1x1  0,3x2  0,2 x3  x4   2,5
 1 0,5  0,1 0,1 
 0,2 1  0,2  0,1
Resolução: A 
 0,1  0,7 1 0,2 
 
 0,1 0,3 0,2 1 
1
1   [ a12  a13  a14 ]  1· [ 0,50,10,1 ]  0,7
a11
1
2   [ a21  1  a23  a24 ]  1· [ 0,2·0,70,20,1 ]  0,44
a22
1
3   [ a31  1  a32   2  a34 ] 1· [ 0,1·0,70,7·0,440,2 ]  0,578
a33
1
4   [ a41  1  a42  2  a43  3 ] 1·[0,1·0,70,3·0,440,2·0,578]  0,3176
a44

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Resolução de sistemas de equações lineares 3-36
Então, M  max i  max { 0,7 ; 0,44 ; 0,578 ; 0,3176 }  0,7  1. Logo o critério de
1i4
Sassenfeld está satisfeito, o que garante a convergência do método de Gauss-Seidel
aplicado a este sistema.

74. Verificar se o critério de Sassenfeld é satisfeito no sistema de equações A x  b , que


2 x1  x2  3x3  9

segue: A x  b    x 2  x3  1
x  3 x3  3
 1
Resolução: Com esta disposição de linhas e colunas, tem-se que:
1 1
1   [ a12  a13 ]  ·[13]  2 > 1, logo o critério de Sassenfeld não é satisfeito.
a11 2
Permutando as equações 1 e 3 tem-se o sistema de equações equivalente:
 x1  3 x3  3

  x2  x3  1 , e para esta disposição verifica-se que:
2 x  x  3x  9
 1 2 3

1 1
1   [ a12  a13 ]  ·[03]  3 > 1, logo o critério de Sassenfeld novamente não
a11 1
é satisfeito.
Permutando agora as colunas 1 e 3 tem-se o sistema de equações equivalente:
3x3  x1  3

 x3  x 2  1 , e para esta disposição verifica-se que:
3x  x  2 x  9
 3 2 1

1 1 1
1   [ a12  a13 ]  ·[01] 
a11 3 3
1 1 1 1
2   [ a21  1  a23 ]  · [ 1· 0 ] 
a22 1 3 3
1 1 1 1 2
3   [ a31  1  a32   2 ]  · [ 3· 1· ] 
a33 2 3 3 3
1 2 2
Então, M  max i  max { , }  1. Logo o critério de Sassenfeld está
1i3 3 3 3
satisfeito, o que garante a convergência do método de Gauss-Seidel aplicado a este
sistema com esta nova ordem de equações e incógnitas.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-37

4 Interpolação
75. Determine Li ( xk ) para i 0,1,2, k 0,1,2 e n 2.
Resolução:
( x  x1 )(x  x2 )
i 0  L0 ( x )
( x0  x1 )(x0  x2 )
k 0  L0 ( x0 )1
k 1  L0 ( x1 )0
k 2  L0 ( x2 )0
( x  x0 )(x  x2 )
i 1  L1 ( x )
( x1  x0 )(x1  x2 )
k 0  L1 ( x0 )0
k 1  L1 ( x1 )1
k 2  L1 ( x2 )0
( x  x0 )(x  x1 )
 i 2  L2 ( x )
( x2  x0 )(x2  x1 )
k 0  L2 ( x0 )0
k 1  L2 ( x1 )0
k 2  L2 ( x2 )1
Para x  xk , com k 0,1,2,, n , temos:
n
Pn ( xk )  yi Li ( xk )
i 0
 i  k  yi Li ( xk ) 0

0
 i  k  yi Li ( xi )  yi

1

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-38
76. Interpolar o ponto x 1,5 na tabela abaixo, empregando o polinômio interpolador de
Lagrange.
i 0 1 2 3
xi 1 0 1 2
yi 1 3 1 1
Resolução: n 3 é o grau máximo de P3 ( x ).
3
P3 ( x )  yi Li ( x)  P3 ( x )1 L0 ( x )3 L1 ( x )1 L2 ( x )1 L3 ( x )
i 0
3 (x  x j )
Li ( x ) 
j  0 ( xi  x j )
j i

( x  0)(x  1)(x  2) x 3  3x 2  2 x
L0 ( x ) ( x  x1 )(x  x2 )(x  x3 )  
( x0  x1 )(x0  x2 )(x0  x3 ) (1  0)(1  1)(1  2) 6
( x  x0 )(x  x2 )(x  x3 ) ( x  1)(x  1)(x  2) x  2 x  x  2
3 2
L1 ( x )  
( x1  x0 )(x1  x2 )(x1  x3 ) (0  1)(0  1)(0  2) 2
( x  x0 )(x  x1 )(x  x3 ) ( x  1)(x  0)(x  2) x3  x2  2x
L2 ( x )  
( x2  x0 )(x2  x1 )(x2  x3 ) (1  1)(1  0)(1  2) 2
( x  x0 )(x  x1 )(x  x2 ) ( x  1)(x  0)(x  1) x3  x
L3 ( x )  
( x3  x0 )(x3  x1 )(x3  x2 ) (2  1)(2  0)(2  1) 6
Logo:
x 3  3x 2  2 x x 3  2 x 2  x  2 x3  x 2  2 x x 3  x
P3 ( x ) 3  
6 2 2 6
 P3 ( x ) x 2 x  x 3
3 2

P3 (1,5) P3 ( 32 ) ( 32 )3 2 ( 32 )2  32 3
P3 (1,5) 27  2 9  3 3
8 4 2
3
P3 (1,5)  P3 (1,5)0,375
8
y
3

P3(x)
2

3
8

-1 0 1 3
2 2 x

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-39
77. Interpolar o ponto x 1,5 na tabela abaixo, empregando a forma de Newton.
i 0 1 2 3
xi 1 0 1 2
yi 1 3 1 1
Resolução: n 3 é o grau máximo de P3 ( x ). Tabela de diferenças divididas:
x ordem 0 ordem 1 ordem 2 ordem 3

1 1
3 1
2
0  (1)
22
0 3 2
1  (1)
1 3 1  (2)
2 1
1 0 2  (1)
0  (2)
1 1 1
20
1 1
0
2 1
2 1

P3 ( x ) f [ x0 ]( x  x0 ) f [ x0 , x1 ]( x  x0 )( x  x1 ) f [ x0 , x1 , x2 ]


( x  x0 )( x  x1 )( x  x 2 ) f [ x0 , x1 , x2 , x3 ]
P3 ( x )1( x 1)2( x 1)( x )(2)( x 1)( x )( x 1)(1)
P3 ( x )12 x 22 x 2 2 x  x 3  x
P3 ( x ) x 3 2 x 2  x 3

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-40
78. Seja f ( x ) dada em forma de tabela de valores, como segue:
x 0,2 0,34 0,4 0,52 0,6 0,72
f (x) 0,16 0,22 0,27 0,29 0,32 0,37
 a) Obter f (0,47) usando um polinômio de grau 2;
 b) Dar uma estimativa para o erro.
Resolução: Tabela de diferenças divididas:
x ordem 0 ordem 1 ordem 2 ordem 3
0,2 0,16
0,4286
0,34 0,22 2,0235
0,8333 17,8963
0,4 0,27 3,7033
0,1667 18,2494
0,52 0,29 1,0415
0,375 2,6031
0,6 0,32 0,2085
0,4167
0,72 0,37
Deve-se escolher 3 pontos próximos de 0,47 para a obtenção de P2 ( x ).
P2 ( x ) f [ x0 ]( x  x0 ) f [ x0 , x1 ]( x  x0 )( x  x1 ) f [ x0 , x1 , x2 ]
P2 ( x )0,27( x 0,4)0,1667( x 0,4)( x 0,52)1,0415
P2 ( x )1,0415 x 2 0,79148 x 0,419952
 a) P2 (0,47)0,278 f (0,47)

 b) | En (0,47)||(0,470,4)(0,470,52)(0,470,6)||18,2494|
| En (0,47)|8,303 10 3 .

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-41
79. Prove a igualdade seguinte.
x  x1 x  x0
P1 ( x ) f ( x0 )  f ( x1 )  f [ x0 ]( x  x0 ) f [ x0 , x1 ]
x0  x1 x1  x0
Resolução:
x ordem 0 ordem 1
x0 f [ x0 ] y0
y1  y0
f [ x0 , x1 ]
x1  x0

x1 f [ x1 ] y1  P1 ( x ) f [ x0 ]( x  x0 ) f [ x0 , x1 ]
P1 ( x ) f [ x0 ]( x  x0 ) f [ x0 , x1 ]
y y
 P1 ( x ) y0 ( x  x0 ) 1 0
x1  x0
x  x0 x  x0
 P1 ( x ) y0  y1   y0 
x1  x0 x1  x0
x  x0 x  x0
 P1 ( x ) y0  y0   y1 
x1  x0 x1  x0
 x  x0  x  x0
 P1 ( x ) y0  1    y1 
 x1  x0  x1  x0
 x  x  x  x0  x  x0
 P1 ( x ) y0   1 0   y1 
 x1  x0  x1  x0
x1  x x  x0
 P1 ( x ) y0   y1 
x1  x0 x1  x0
x  x1 x  x0
 P1 ( x ) f ( x0 )  f ( x1 )
x0  x1 x1  x0

80. Encontre x tal que f ( x )2 pela tabela abaixo:


x 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0
f (x) 1,65 1,82 2,01 2,23 2,46 2,72
Resolução:
Fazendo interpolação linear por x0 0,6 e x1 0,7:
x  x1 x  x0
P1 ( x ) f ( x0 )  f ( x1 )
x0  x1 x1  x0
x  0,7 x  0,6
P1 ( x )1,82 2,01
 0,1 0,1
P1 ( x )18,2 x 12,7420,1 x 12,06  P1 ( x )1,9 x 0,68.
2  0,68
P1 ( x )2  1,9 x 0,682  x 
1,9
x 0,6947368.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-42
81. Considere a tabela a seguir:
x 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5
y e x
1 1,1052 1,2214 1,3499 1,4918 1,6487
Obter x , tal que e x 1,3165, usando um processo de interpolação quadrática. Usar a
forma de Newton para obter P2 ( y ). Construir a tabela de diferenças divididas.
Resolução:
y ordem 0 ordem 1 ordem 2 ordem 3
1 0
0,9506
1,1052 0,1 0,4065
0,8606 0,1994
1,2214 0,2 0,3367
0,7782 0,1679
1,3499 0,3 0,2718
0,7047 0,1081
1,4918 0,4 0,2256
0,6373
1,6487 0,5
P2 ( y ) g [ y0 ]( y  y0 ) g [ y0 , y1 ]( y  y0 )( y  y1 ) g [ y0 , y1 , y2 ]
P2 ( y )0,2( y 1,2214)0,7782( y 1,2214)( y 1,3499)(0,2718)
P2 (1,3165)0,27487.
Assim, e0,27487 1,3165 Na calculadora  1,316359.
Erro cometido:
M3
| E2 ( y )|  |( y  y0 )( y  y1 )( y  y2 )|
3!
M3
| E2 (1,3165)|  |(1,31651,2214)(1,31651,3499)(1,31651,4918)|
3!
M3
| E2 (1,3165)|  5,5681 104   M3  max g'''( y) , y [ y0 , y2 ].
3!
M3
 1o Caso: pode ser aproximado por 0,1994 (tabela de diferenças divididas de ordem 3).
3!
| E2 (1,3165)|  5,5681 104 0,1994  | E2 ( y )|  1,11028 104 .

 2o Caso: f ( x ) e x  g ( y ) f 1 ( y ) ln y
1 1 2
 g ' ( y )  g " ( y ) 2  g"' ( y )
y y y3
2 M 3 1,0976
Logo: M3   M3 1,0976, então  0,18293.
(1,2214)3 3! 3!
| E2 (1,3165)|  5,5681 104 0,18293  | E2 ( y )|  1,0186 104 (limite superior).

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-43
82. Achar a função spline linear que interpola a função f ( x ) tabelada a seguir.
x0 x1 x2 x3
x 1 2 5 7
y f (x) 1 2 3 2,5
y
3 s3(x) f (x)
2,5
s2(x)
2
s1(x)
1

0 1 2 3 4 5 6 7 x
Resolução: Pela definição, pode-se definir 3 splines lineares para os 4 pontos: s1 ( x ),
s2 ( x ) e s3 ( x ).
x1  x x  x0
 s1 ( x ) y0  y1
x1  x0 x1  x0
2 x x 1
s1 ( x )1 2 2 x 2 x 2 x  s1 ( x ) x , x [1,2].
2 1 2 1
x2  x x  x1
 s2 ( x ) y1  y2
x2  x1 x2  x1
5 x x2 2 1 1
s2 ( x )2 3  (5 x ) x 2 ( x 4)  s2 ( x ) ( x 4) , x [2,5].
52 52 3 3 3
x3  x x  x2
 s3 ( x ) y2  y3
x3  x2 x3  x2
7x x5
s3 ( x )3 2,5  s3 ( x ) 12 (0,5 x 8,5) , x [5,7].
75 75
Então, no intervalo [ a , b ][1,7], a spline linear S1 ( x ) é dada por:
 s1( x) , se x  [1,2];  1
s ( x )  x, s ( x )  ( x  4)
  1 2
3
S1 ( x ) s2 ( x) , se x  [2,5]; tal que 
s ( x) , se x  [5,7]. e s ( x)  1 (0,5x  8,5).
3  3 2

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-44
83. Encontrar uma aproximação para f (0,25) por spline cúbica natural, interpolando a
tabela:
x0 x1 x2 x3 x4
x 0 0,5 1,0 1,5 2,0
y f (x) 3 1,8616 0,5571 4,1987 9,0536
Resolução: n 4, logo, procura-se s1 ( x ), s 2 ( x ), s 3 ( x ) e s 4 ( x ).
Spline Natural  k 1,2,,( n 1)  k 1,2,3  Utilizando a (15), segue que:
 yk 1  yk yk  yk 1 
 hk g k 1 2( hk  h k 1 ) gk  hk 1g k 1 6   
 hk 1 h 
 k 
hk  xk  xk 1  hk 0,5 k .  hk  h 0,5 .
6
Equação (15)  h gk 1 4 h gk  h gk 1  ( yk 1  2 yk  yk 1 ) , com k 1,2,3.
h
Desenvolvendo o sistema A g  b :

hg0  4hg1  hg2  h  y2  2 y1  y0 
6

 hg1  4hg2  hg3 
6
 y3  2 y2  y1 
 h
hg2  4hg3  hg4  6  y4  2 y3  y2 
 h
g0  g 4 0 (Spline Natural).
Então,
4h h 0   g1   y2  2 y1  y0 
    6  
A g  b   h 4h h    g 2    y3  2 y2  y1  .
h
 0 h 4h  g3   y4  2 y3  y2 
Substituindo os valores:
 2 0,5 0   g1   15,3636  6,6541
0,5 2 0,5   g    14,6748     4,111  .
   2   g  
 0 0,5 2   g3   14,5598   6,252 
Forma geral de s i ( x )  s i ( x ) ai ( x  xi )3 bi ( x  xi )2 ci ( x  xi ) di , com i 1,2,3,4.
f (0,25)  s1 (0,25)
g1  g0  6,6541
a1    a1 2,218
6h 3
g1
b1  3,327  b1 3,327
2
y  y 2hg1  g0h
c1  1 0  3,3858  c1 3,3858
h 6
d 1  y1 1,8616  d 1 1,8616
Logo, s1 (0,25)2,218(0,25)33,327(0,25)23,3858(0,25)1,8616
 s1 (0,25)2,5348  f (0,25) .

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-45
Considerando os próximos 5 exercícios, encontrar uma aproximação para f ( x ) por
spline cúbica natural, interpolando a tabela:
x0 x1 x2 x3 x4
x 0 0,5 1,0 1,5 2,0
y f (x) 3 1,8616 0,5571 4,1987 9,0536
n 4, logo, procura-se s1 ( x ), s 2 ( x ), s 3 ( x ) e s 4 ( x ).
Do exercício anterior, a forma geral de s i ( x ) é dada por:
s i ( x ) ai ( x  xi )3 bi ( x  xi )2 ci ( x  xi ) di , com i 1,2,3,4.

84. f (0,8).
Resolução:
f (0,8)  s 2 (0,8)
g2  g1
a2  0,8477  a 2 0,8477
6h
g
b 2  2 2,0555  b 2 2,0555
2
y2  y1 2hg2  g1h
c2   6,0771  c 2 6,0771
h 6
d 2  y2 0,5571  d 2 0,5571
Logo, s 2 (0,8)0,8477(0,2)32,0555(0,2)26,0771(0,2)0,5571
 s 2 (0,8)0,5693  f (0,8) .

85. f (1,1).
Resolução:
f (1,1)  s 3 (1,1)
g3  g 2
a3  0,7137  a 3 0,7137
6h
g
b3  3 3,1260  b3 3,1260
2
y  y 2hg3  g2h
c3  3 2  8,6678  c 3 8,6678
h 6
d 3  y3 4,1987  d 3 4,1987
Logo, s 3 (1,1)0,7137(0,4)33,1260(0,4)28,6678(0,4)4,1987
 s 3 (1,1)1,1861  f (1,1) .

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Interpolação 4-46

86. f (1,2).
Resolução:
f (1,2)  s 3 (1,2)
g3  g 2
a3  0,7137  a 3 0,7137
6h
g
b3  3 3,1260  b3 3,1260
2
y3  y2 2hg3  g2h
c3   8,6678  c 3 8,6678
h 6
d 3  y3 4,1987  d 3 4,1987
Logo, s 3 (1,2)0,7137(0,3)33,1260(0,3)28,6678(0,3)4,1987
 s 3 (1,2)1,8604  f (1,2) .

87. f (1,3).
Resolução:
f (1,3)  s 3 (1,3)
g3  g 2
a3  0,7137  a 3 0,7137
6h
g
b3  3 3,1260  b3 3,1260
2
y  y 2hg3  g2h
c3  3 2  8,6678  c 3 8,6678
h 6
d 3  y3 4,1987  d 3 4,1987
Logo, s 3 (1,3)0,7137(0,2)33,1260(0,2)28,6678(0,2)4,1987
 s 3 (1,3)2,5845  f (1,3) .

88. f (1,7).
Resolução:
f (1,7)  s 4 (1,7)
g 4  g3
a4  2,0840  a 4 2,0840
6h
g
b 4  4 0  b 4 0
2
y4  y3 2hg4  g3h
c4   10,2308  c 4 10,2308
h 6
d 4  y4 9,0536  d 4 9,0536
Logo, s 4 (1,7)2,0840(0,3)30(0,3)210,2308(0,3)9,0536
 s 4 (1,7)6,0406  f (1,7) .

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 5-47

5 Ajuste de curvas pelo método dos mínimos


quadrados
89. (Regressão Linear) Ajustar os dados da tabela abaixo através de uma reta.
i 1 2 3 4 5
xi 1,3 3,4 5,1 6,8 8,0
f ( xi ) 2,0 5,2 3,8 6,1 5,8
Resolução: Fazendo g ( x)  1  g1 ( x)   2  g 2 ( x) e considerando

g1 (x )  1 e g 2 (x )  x , tem-se: g ( x)  1   2  x .

Assim, a reta que melhor se ajusta aos valores da tabela terá coeficientes 1 e  2 , que
são solução do seguinte sistema na forma matricial:
  g1 , g1   g1 , g 2    1    g1 , f  
 g , g   g , g        
 2 1 2 2   2   g 2 , f  

g1  [1 1 1 1 1]T
g 2  [1,3 3,4 5,1 6,8 8,0]T
f  [2,0 5,2 3,8 6,1 5,8]T
 g1 , g1   (1)(1)+(1)(1)+(1)(1)+(1)(1)+(1)(1) = 5
 g1 , g 2   (1)(1,3)+(1)(3,4)+(1)(5,1)+(1)(6,8)+(1)(8,0) = 24,6
 g 2 , g1   (1,3)(1)+(3,4)(1)+(5,1)(1)+(6,8)(1)+(8,0)(1) = 24,6
 g 2 , g 2   (1,3)(1,3)+(3,4)(3,4)+(5,1)(5,1)+(6,8)(6,8)+(8,0)(8,0) = 149,50
 g1 , f   (1)(2,0)+(1)(5,2)+(1)(3,8)+(1)(6,1)+(1)(5,8) = 22,9
 g 2 , f   (1,3)(2,0)+(3,4)(5,2)+(5,1)(3,8)+(6,8)(6,1)+(8,0)(5,8) = 127,54
Assim,
 5 24,6   1   22,9 
24,6 149,50     127,54  1  2,01 e  2  0,522
   2  
Logo a equação da reta procurada é:
g ( x)  1   2  x  g (x)  2,010,522 x

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 5-48

90. Ajustar os dados da tabela através da parábola g1 ( x)  x 2 :


i 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
xi 1 0,75 0,6 0,5 0,3 0 0,2 0,4 0,5 0,7 1
f ( xi ) 2,05 1,153 0,45 0,4 0,5 0 0,2 0,6 0,512 1,2 2,05
y
2

-1 1 x
Resolução: Fazendo g ( x )  1  g1 ( x ) e considerando g1 (x )  x 2 , obtém-se g ( x)  1  x 2 .
Assim, para se obter a parábola que melhor se ajusta aos pontos da tabela, será necessário
encontrar 1 do sistema:
 g1, g1 1   f , g1
g1  [(1) 2 (0,75) 2 (0,6) 2  (0,7) 2 (1) 2 ]T
f  [2,05 1,153 0,45  1,2 2,05]T
 g1 , g1   (1) 2 (1) 2 +(0,75) 2 (0,75) 2 +(0,6) 2 (0,6) 2 +  + (0,7) 2 (0,7) 2 +
(1) 2 (1) 2 = 2,8464
 g1 , f   (1) 2 (2,05)+(0,75) 2 (1,153)+(0,6) 2 (0,45)+ + (0,7) 2 (1,2) +
(1) 2 (2,05) = 5,8756.
5,8756
Assim, 1   2,0642
2,8464
Logo a equação da parábola procurada é: g ( x)  1  x2  g ( x)  2,0642  x 2

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 5-49
91. Ajustar os dados da tabela abaixo por um polinômio do segundo grau
g( x)  1  2  x  3  x2 .
i 1 2 3 4
xi 2 1 1 2
f ( xi ) 1 3 1 9

Resolução: Neste caso tem-se que: g1 (x )  1, g 2 ( x )  x e g3 ( x)  x 2

  g1 , g1   g1 , g 2   g1 , g 3    1    g1 , f  
 g , g   g , g   g , g        g , f  
 2 1 2 2 2 3   2  2 
 g 3 , g1   g 3 , g 2   g 3 , g 3    3   g 3 , f  

g1  [1 1 1 1]T
g 2  [ 2  1 1 2]T
g3  [(2)2 (1)2 (1)2 (2)2 ]T
f  [1  3 1 9]T
 g1 , g1   (1)(1)+(1)(1)+(1)(1)+(1)(1) = 4
 g1 , g 2   (1)(2)+(1)(1)+(1)(1)+(1)(2) = 0
 g 2 , g1   (2)(1)+(1)(1)+(1)(1)+(2)(1) = 0
 g1 , g3   (1) (2) 2 +(1) (1) 2 +(1) (1) 2 +(1) ( 2) 2 = 10
 g3 , g1  (2) 2 (1)+ (1) 2 (1)+ (1) 2 (1)+ ( 2) 2 (1) = 10
 g 2 , g 2   (2)( 2)+(1)(1)+(1)(1)+(2)(2) = 10
 g2 , g3   (2) (2) 2 +(1) (1) 2 +(1) (1) 2 +(2) ( 2) 2 = 0
 g3 , g2   (2) 2 (2)+ (1) 2 (1)+ (1) 2 (1)+ ( 2) 2 (2) = 0
 g3 , g3   (2) 2 (2) 2 + (1) 2 (1) 2 + (1) 2 (1) 2 + ( 2) 2 ( 2) 2 = 34
 g1 , f   (1)(1)+(1)(3)+(1)(1)+(1)(9) = 8
 g 2 , f   (2)(1)+(1)(3)+(1)(1)+(2)(9) = 20
 g 3 , f   (2) 2 (1)+ (1) 2 (3)+ (1) 2 (1)+ ( 2) 2 (9)= 38 Assim,
 4 0 10  1   8 
 0 10 0      20    3,   2 e   2. Logo a equação da
   2   1 2 3
10 0 34  3  38
parábola procurada é: g( x)  1  2  x  3  x 2  g (x)   3  2  x  2  x 2

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 5-50

92. Aproximar a função f ( x )4 x 3 por um polinômio do primeiro grau, uma reta, no
intervalo [0,1].
Resolução:
g ( x ) 1 g 1 ( x )  2 g 2 ( x )= 1   2 x , isto é, g1 ( x )1 e g 2 ( x ) x .
 a11 a12   1   b1    g1 , g1  g1, g 2    1    f , g1 
A  b           
a21 a22   2  b2   g 2 , g1  g 2 , g 2    2   f , g 2  
1 1
a11   g1 , g1    g12 ( x)dx   dx  x 0 1
1
0 0
1
1 1 x2 1
a12   g1 , g 2    g 2 , g1   a21   g1( x) g2 ( x)dx   xdx  
0 0 2 0 2
1
1 2 1 x3 1
a22   g 2 , g 2    
g2 ( x)dx  x2dx  
0 0 3 0 3
1 1 1
b1   f , g1    f ( x) g1( x)dx   4 x3dx  x 4 1
0 0 0
1
1 1 1 4x5 4
b2   f , g 2    f ( x) g2 ( x)dx   4 x xdx   4 x dx 
3 4

0 0 0 5 0 5
1 1 
 1  1  4 18
A  b   1 2 
1      4   1  e 2  .
 2 3  2 5
 5 5
Logo:

18 4
g ( x ) x   f ( x )4 x 3 em [0,1].
5 5

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 5-51

93. Aproximar a função f ( x ) e x no intervalo [0,1] por uma reta.


Resolução:
g ( x ) 1 g 1 ( x )  2 g 2 ( x )= 1   2 x ,
isto é, g1 ( x )1 e g 2 ( x ) x .

 a11 a12   1   b1    g1 , g1  g1, g 2    1    f , g1 


A  b           
a21 a22   2  b2   g 2 , g1  g 2 , g 2    2   f , g 2  
a11   g1 , g1   1,1   1  1dx  x0 1
1 1
0
1
1  x2  1
a12   g1 , g 2   1, x   1  xdx   
0
 2 0 2
1
a21   g 2 , g1    g1 , g 2  
2
1
1 2  x3  1
a22   g 2 , g 2    x, x 
 x dx    
0
 3 0 3
b1   f , g1   e x ,1  
1 x
0
 1
e dx  e x 0  e  1
1
b2   f , g 2   e x , x   e x  xdx
0

Usando o método de integração por partes em b2 :  u  dv  u  v   v  du

 x  e x dx ?

Fazendo u  x  du  dx e dv  e x dx  v  e x , obtém-se:

 x  e x dx  x  e x   e x  dx  x  e x  e x  ( x  1)e x  C

0 x  e dx  ( x  1)  e 
1 x 1
Logo, x
0  0(1  e0 ) 1.
Assim:
1 1   1  e  1
A  b   1 12         1 4 e 10 e  2 186 e .
 2 3   2   1 
Logo:
g ( x )(186 e ) x 4 e 10  f ( x ) e x em [0,1].

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 5-52
2 x
94. Ajustar os dados da tabela que segue por uma função da forma g ( x ) 1  e .

x 0 1 2
f (x) 1 0,5 0,7
2 x
Resolução: Desta forma, “linearizando” a função g ( x ) 1  e , como no primeiro
exemplo anterior, tem-se:
 x
ln f ( x ) ln 1  e 2  ln 1  2  x  G ( x ).
Fazendo ln 1  a1 e  2  a2 , tem-se: G ( x ) a1  a2  x .
Desta forma G ( x ) ln f ( x ), sendo que G ( x ) é linear nos parâmetros a1 e a 2 .
Fazendo agora g 1 ( x ) 1 e g 2 ( x )  x :
  g1 , g1   g1 , g 2    a1   ln f , g1 
 g , g   g , g    a    
 2 1 2 2   2  ln f , g 2  

g1  1 1 1T
g2  0 1 2T
ln f  [ln1 ln 0,5 ln 0,7]T
 g1 , g1 (1)(1)+(1)(1)+(1)(1)  3
 g1 , g 2  (1)(0)+(1)(1)+(1)(2)  3
 g2 , g1   g1, g2   3
 g 2 , g 2  (0)(0)+(1)(1)+(2)(2)  5
ln f , g1 ( ln 1)(1)+( ln 0,5)(1)+( ln 0,7)(1)  1,050
ln f , g2  ( ln 1)(0)+( ln 0,5)(1)+( ln 0,7)(2)  1,406
3 3  a1   1,050
3 5  a    1,406  a1  0,172 e a 2  0,178.
   2  
Assim,  2  a2  0,178 e 1  ea1  e0,172  0,842.
2 x
Desta forma, tem-se que: g ( x ) 1  e
 g ( x )0,842 e0,178x  f ( x ).
Os parâmetros assim obtidos não são ótimos dentro do critério dos mínimos
quadrados, isto porque estamos ajustando o problema linearizado por mínimos quadrados e
não o problema original. Portanto, os parâmetros a1 e a 2 do exemplo, são os que ajustam a
função G ( x ) à função ln f ( x ), no sentido dos mínimos quadrados. Não se pode afirmar
2 x
que os parâmetros 1 e  2 (obtidos de a1 e a 2 ) são os que ajustam g ( x ) 1  e à f ( x ),
dentro do critério dos mínimos quadrados.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 6-53

6 Integração Numérica
9
95. Calcular 1 6x  5 dx , usando a regra dos trapézios.
Resolução:
a 1, b 9 e f ( x ) 6x  5
h  b  a  h 91  h 8.
b h
a f ( x)dx  2 [ f ( a ) f ( b )]  IT
f ( a ) f (1)1
f ( b ) f (9)7
9 8
1 6x  5 dx 
2
[17]  I T 32.
O erro cometido será, no máximo:
h3
| E T | max | f " ( x )|
12 x[ a ,b]
f " ( x )  9(6 x  5)3 / 2
83
| E T | max |  9(6 x  5)3 / 2 |
12 [1,9]
x
x 1  | E T | 384
x 9  | E T | 1,119
Logo, | E T | 384.

9
96. Calcular 1 6x  5 dx empregando o método dos trapézios com 8 repetições.
Determine uma aproximação para o erro cometido.
Resolução:
7
[ f ( x 0 ) f ( x 8 )2  f ( x i ) ]
9 9 h
1 f ( x)dx  
1
6x  5 dx 
2 i 1
b  a 9 1
h   h 1
n 8
x x 0 1 x1 2 x 2 3 x 3 4 x 4 5 x 5 6 x 6 7 x 7 8 x 8 9
f (x) 1 2,65 3,61 4,36 5 5,57 6,08 6,56 7
9 1
1 6x  5 dx  [172(2,653,614,3655,576,086,56)]  37,83.
2
9
1 6x  5 dx  37,83.
Erro cometido será, no máximo:
(b  a ) 3 83
| ETR | max | f "
( x )|   max |9(6 x 5)3/2|  6.
12n 2 x[ a ,b] 12  82 x[1,9]
Neste caso em particular, f ( x ) pode ser integrada de forma exata:
49
9 49 du u 3 / 2 49 7 1 343 1
1 6x  5 dx  1 u
6

9

9
 
9 9
 38.
1

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 6-54
1
97. Seja I   e x dx . Calcule uma aproximação para I usando 10 subintervalos e a regra
0
dos trapézios repetida. Estimar o erro cometido.
Resolução:
ba 1 i
h   h 0,1  xi  , com i 0,1,,10.
n 10 10
9
 f ( xi ) ]
1 1 x 0,1
0 f ( x )dx  0 e dx 
2
[ f ( x 0 ) f ( x 10 )2
i 1
1 x 0,1 0 1
0 e dx  2 [ e  e 2( e  e  e  e  e  e  e  e  e )]  1,7197.
0,1 0, 2 0,3 0, 4 0,5 0, 6 0, 7 0,8 0,9

1 x
0 e dx  1,7197.
Erro cometido será, no máximo:
(b  a ) 3 (1  0) 3
| ETR | max | f "
( x )|   max | e x |  0,00227.
12n 2 x[ a ,b ] 12  10 x[0,1]
2

1
98. Seja I   e x dx . Qual o número mínimo de subdivisões, para a regra dos trapézios
0
repetida aplicada em I , de modo que o erro seja inferior a 103?
(b  a ) 3
Resolução: | ETR | 2
max | f " ( x )|  max | e x | e .
12n x[ a ,b ] x[ 0,1]
1 e
 e 103  n 2   n 15,05
12  n 2
12  103
n 16.

1
99. Seja I   e x dx . Calcule uma aproximação para I usando a regra 1/3 de Simpson com
0
m 10. Estime o erro cometido.
Resolução:
Sendo m 10, h 1/10  h 0,1.
1 x 0,1 0,0
0 e dx  3 ( e 4 e 2 e 4 e 2 e 2 e 4 e  e )
0,1 0, 2 0,3 0, 4 0,8 0,9 1,0

1 x
0 e dx 1,71828278.
Estimativa do erro:
(1  0)5
ESR   max | e x |
2880  5 4 x[ 0,1]

e
ESR   ESR 1,51016106 .
2880 54
Observe que ESR 0,00000151 e ETR 0,00227.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 6-55
1
100. Seja I   e x dx . Para que valor de m teríamos erro inferior a 103?
0

Resolução:
(b  a)5 m
ESR   max | f 4 (x) |
4 x[ a ,b ]
Obs: m 2 n  n 
2880n 2
(1  0) 5
e
 e 103  n 4 
2880n 4
2880 103
n 4 0,943848  n 0,9856563.
m 2 n 1,9713
m 2  Para um erro inferior a 103 seriam necessários 2 subintervalos.
Obs: na regra dos trapézios com repetição são necessários 16 intervalos.

10
101. Seja I   logxdx . Aproxime I com a regra dos trapézios com 8 repetições. Estime o
6
erro cometido.
Resolução:
b  a 10 6
h   h 0,5.
n 8
i 0 1 2 3 4 5 6 7 8
xi 6,0 6,5 7,0 7,5 8,0 8,5 9,0 9,5 10,0

f ( xi ) 0,7781513 0,8129134 0,8450980 0,8750613 0,9030900 0,9294189 0,9542425 0,9777236 1,0

d logx 1 d 2 log x 1  ln10 1


Obs:   2 2  2
dx x ln10 dx 2
x  ln 10 x  ln10
2
d log x loge
 2
 2 .
dx x
10 0,5
6 logxdx 
2
[0,778151251,02(0,812913360,97772361)]3,59331166.
10
6 logxdx 3,59331166.
Estimativa do erro:
(10  6)3 d 2 logx 43 loge
ETR   max  ETR  
12  82 x[6,10] dx2 12  82 62
 ETR 0,0010053113.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Integração Numérica 6-56
10
102. Seja I   logxdx . Aproxime I com a regra de Simpson com 8 subintervalos. Estime
6
o erro cometido.
Resolução:
b  a 10 6
h   h 0,5. m 8 e n 4.
m 8
i 0 1 2 3 4 5 6 7 8
xi 6,0 6,5 7,0 7,5 8,0 8,5 9,0 9,5 10,0

f ( xi ) 0,7781513 0,8129134 0,8450980 0,8750613 0,9030900 0,9294189 0,9542425 0,9777236 1,0

d logx 1 d 2 log x 1
Obs:   2
dx x ln10 dx 2
x  ln10
2
d log x loge
 2
 2 .
dx x
3
d log x 2 loge
  .
dx 3 x3
d 4 log x  6 loge
  .
dx 4 x4
10 0,5
6 logxdx 
3
[0,778151251,02(0,845098040,903089990,95424251)
4(0,812913360,875061260,929418930,97772361)]3,5939135.
10
6 logxdx 3,5939135.
Estimativa do erro:
(10  6)5 45 6 loge
ESR   max | f 4
(x ) |  E SR   4
2880  n 4 x[ 6,10]
2880  4 4
6
 ESR 0,0000027925.

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Solução numérica de equações diferenciais ordinárias 7-57

7 Solução numérica de equações diferenciais


ordinárias
dy
103. Resolver a seguinte EDO:  xy .
dx
Resolução:
dy
 xy
dx
1 1
 dy  x dx   dy   (  x ) dx
y y
x2 2
 x c x
2

 ln y   c  y  e 2  y  e 2  ec
2
2
 x2
 y k e , para k . Que representa uma família de curvas em 2.

104. Para a mesma EDO anterior, y ,  xy , resolva considerando uma condição inicial
y ( x0 ) y0 , com x0 0 e y0 1.
 dy
 dx   xy
 x
2
0
Resolução: (PVI)   y  k e 2  1 k e 2
 y(0)  1  condição
  inicial 
 
2
 x2
 k 1  y  e .

 y,  x  y  2
105. Achar aproximações para a solução do PVI  na malha de [0,1] com
 y(0)  2
h 0,1.
Resolução:
1 0
x0 0, y0 2, a 0, b 1, m   m 10.
0,1
Usar a Eq 06 para j 0,1,2,,9.
 j 0:
y1  y0  h  f ( x0 , y0 ) y0  h ( x0  y0 2)
y1 20,1 f (0,2)
y1 20,1 (022)  y1 2
x1  x0  h
x1 00,1  x1 0,1
 j 1:
y2  y1  h  f ( x1 , y1 ) y1  h ( x1  y1 2)
y2 20,1 (0,122)  y2 2,01
x2  x1  h

Lauro / Nunes
Cálculo Numérico Solução numérica de equações diferenciais ordinárias 7-58
x2 0,10,1  x2 0,2
 TABELA:
j xj yj y ( xj ) y j  y ( x j ) e j
0 0 2 2 0
1 0,1 2 2,004837 -0,004837
2 0,2 2,01 2,018731 -0,008731
3 0,3 2,029 2,040818 -0,011818
4 0,4 2,0561 2,07032 -0,01422
5 0,5 2,09049 2,106531 -0,016041
6 0,6 2,131441 2,148812 -0,017371
7 0,7 2,1782969 2,196585 -0,0182881
8 0,8 2,23046721 2,249329 -0,01886179
9 0,9 2,287420489 2,30657 -0,019149511
10 1 2,34867844 2,367879 -0,01920056
Na pratica, não se dispõe da solução exata y ( x j ) do PVI. Daí a necessidade de se
determinar uma expressão matemática para o erro. Usa-se a fórmula de Taylor para
desenvolver y ( x ), solução teórica do PVI, em torno de x0 :

 y,  x  y  2
106. Achar aproximações para a solução do PVI  na malha [0,1] com h =0,1
 y(0)  2
usando o método da equação (10).
Resolução:
1 0
x0 0, y0 2, a 0, b 1, m   m 10.
0,1
Usar equação (10) para j 0,1,,9.
 j 0:
h 2 ,,
y1  y0  h y , ( x0 ) y ( x0 ) y , ( x0 ) f ( x0 , y0 )
2!
y , ( x0 ) x0  y0 2.
f f
y ,, ( x0 ) ( x0 , y0 ) ( x0 , y0 ) f ( x0 , y0 )
x y
y ,, ( x0 ) y0  x0 1.
h2
y1  y0  h ( x0  y0 2)( y0  x0 1)
2
(0,1)2
y1 20,1(022) (201)
2
y1 2,005 x1  x0  h  x1 00,1  x1 0,1.
 j 1:
h 2 ,,
y2  y1  h y , ( x1 ) y ( x1 )
2!

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Cálculo Numérico Solução numérica de equações diferenciais ordinárias 7-59

h2
y2  y1  h ( x1  y1 2)
( y1  x1 1)
2
(0,1)2
y2 2,0050,1(0,12,0052) (2,0050,11)
2
y2 2,019025 x2  x0 2 h  x2 020,1  x2 0,2.
 TABELA:
j xj yj y ( xj ) y j  y ( x j ) e j
0 0 2 2 0
1 0,1 2,005 2,004837 0,000163
2 0,2 2,019025 2,018731 0,000294
3 0,3 2,041217625 2,040818 0,000399625
4 0,4 2,070801951 2,07032 0,000481951
5 0,5 2,107075765 2,106531 0,000544765
6 0,6 2,149403568 2,148812 0,000591568
7 0,7 2,197210229 2,196585 0,000625229
8 0,8 2,249975257 2,249329 0,000646257
9 0,9 2,307227608 2,30657 0,000657608
10 1 2,368540985 2,367879 0,000661985

 dy
   xy
107. Achar aproximações para a solução do PVI  dx na malha [0,1] com h =0,5

 y(0)  1
usando o método de Euler Aprimorado.
Resolução:
y ( x j ) e x / 2 | y j  y ( x j )|
2
j xj yj k1 k2
0 0 1 0 -0,5 1 0
1 0,5 0,875 -0,4375 -0,65625 0,882496903 0,007496903
2 1 0,6015625 0,60653066 0,00496816

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Cálculo Numérico Solução numérica de equações diferenciais ordinárias 7-60

 dy
   xy
108. Calcular a solução do PVI  dx com h =0,1, no interior do intervalo [0,1], pelo

 y(0)  1
método de Runge-Kutta de quarta ordem.
h
Resolução: y j 1  y j  ( k1 2 k 2 2 k3  k 4 ), para j 0,1,2,,9.
6
k1  x j y j
k 2 ( x j 0,05)( y j 0,05 k1 )
k3 ( x j 0,05)( y j 0,05 k 2 )
k 4 ( x j 0,1)( y j 0,1 k3 )
j xj yj k1 k2 k3 k4
0 0 1 0 -0,05 -0,049875 -0,09950125
1 0,1 0,995012479 -0,099501248 -0,148505613 -0,14813808 -0,196039734
2 0,2 0,980198673 -0,196039735 -0,242599172 -0,242017179 -0,286799087
3 0,3 0,955997481 -0,286799244 -0,329580132 -0,328831466 -0,369245734
4 0,4 0,923116345 -0,369246538 -0,407094308 -0,406242733 -0,441246036
5 0,5 0,882496901 -0,44124845 -0,473238963 -0,472359224 -0,501156587
6 0,6 0,83527021 -0,501162126 -0,526637868 -0,525809906 -0,547882454
7 0,7 0,782704542 -0,547893179 -0,566482412 -0,565785316 -0,580900808
8 0,8 0,726149051 -0,580919241 -0,592537626 -0,592043844 -0,6002502
9 0,9 0,666976845 -0,60027916 -0,605114742 -0,604885052 -0,606488339
10 1 0,606530726

 y,  x  y  2
109. Achar aproximação para a solução do PVI  na malha [0,1] com h =0,1
 y(0)  2
usando o método de Runge-Kutta de segunda ordem (Euler aprimorado).
1 0
Resolução: x0 0, y0 2, a 0, b 1, m   m 10
0,1
0,1
y j 1  y j  ( k1  k 2 ), para j 0,1,2,,9 k1  x j  y j 2 e k 2  x j 0,1 y j 0,1 k1 2
2
j xj yj k1 k2
0 0 2 0 0,1
1 0,1 2,005 0,095 0,1855
2 0,2 2,019025 0,180975 0,2628775
3 0,3 2,041217625 0,258782375 0,332904138
4 0,4 2,070801951 0,329198049 0,396278244
5 0,5 2,107075765 0,392924235 0,453631811
6 0,6 2,149403568 0,450596432 0,505536789
7 0,7 2,197210229 0,502789771 0,552510794
8 0,8 2,249975257 0,550024743 0,595022269
9 0,9 2,307227608 0,592772392 0,633495153
10 1 2,368540985

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