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DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

INTRODUÇÃO

Sempre que necessitamos analisar o funcionamento de componentes eletro-


eletrônicos devemos ter como princípio dois itens básicos:

Primeiro - conhecermos os conceitos da eletricidade, para que possamos


fazer um diagnóstico correto de seu funcionamento e,

Segundo - utilizarmos equipamentos de medição capazes de realizar uma


leitura analógica e/ou digital do modo de funcionamento dos
componentes e assim podermos compará-los.

A utilização apropriada do equipamento de medição facilitará a análise do


componente, diminuindo o tempo com o diagnóstico, melhorando a sua precisão.

Neste caderno de conceitos, aprenderemos a utilizar um osciloscópio na análise


das diversas formas de ondas.

Treinamento
Assistência Técnica 1
METROLOGIA, MULTÍMETRO E OSCILOSCÓPIO DO VAS 5051

O VAS 5051 apresenta um multímetro e um osciloscópio de memória digital com


2 canais, exclusivo para o automóvel, permitindo a análise de toda atividade elétrica de
todos os sensores, atuadores e componentes eletro-eletrônicos do veículo. Ao selecionar a
opção Metrologia, obtém-se o acesso ao multímetro. Na base inferior da tela encontra-se a
tecla Saltar para, que dá a opção para o acesso ao Osciloscópio, com a indicação DSO.
Caso seja necessário retornar para o Multímetro, selecione na mesma tecla a sua opção.

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Funções dos Cabos de Medição


Cabo U/R/D
Pinça positiva do multímetro do VAS 5051. Tem a função de medição de tensão (0 a
50 Volts), resistência, ensaio de diodo, ensaio de passagem (teste de continuidade) e
medição de corrente em série (0 a 10 A). Se a medição de corrente em série for superior a
10 Ampères, o fusível protetor do VAS 5051 é queimado.
O cabo URD é de cor vermelha com conexão de 3 pinos.

Cabo COM

Pinça negativa do multímetro do VAS 5051, de cor preta e conexão de um pino.

Pinça Amperimétrica 50 Ampères


Tem por função a medição de corrente que passa através do cabo. A medição de corrente
pode ser feita em cabos com um diâmetro de até 20 mm. Se esta pinça for presa em um
cabo com corrente superior a 50 Ampères, ocorrerá apenas fundo de escala.

Pinça Amperimétrica 500 Ampères


Tem a mesma função da pinça amperimétrica de 50A, mas com capacidade de medição até
500 Ampères.
As pinças amperimétricas são capacitivas, portanto, têm posição específica de
funcionamento para captar o fluxo real de corrente, a qual é definida com a seta indicativa
na própria pinça.

Cabo DSO 1
Tem a função de medir tensão até 400V quando aplicado ao multímetro, selecionando-se a
tecla de cor verde DSO1 localizada ao lado direito da tela de Metrologia.

Cabo DSO 2
Tanto o cabo DSO1 como o DSO2 têm por função medir a atividade de componentes
elétricos e sinais característicos de sensores e atuadores no Osciloscópio.

Pinça TZ (trigger)
Tem por função captar o início da atividade elétrica, “disparo” do sinal, estabilizando a
imagem na tela (fixando-a em um ponto referencial), inibindo a chamada varredura de tela,
onde a imagem se desloca em toda a extensão horizontal da tela, da direita para a esquerda,
auxiliando na medição.

Pinça KV
Tem por função captar sinais do sistema secundário dos transformadores de ignição.

As pinças TZ e KV são indutivas, portanto, não têm posição específica de funcionamento


para captar os sinais elétricos.

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Assistência Técnica 3
cabo U/R/D cabo COM cabo de diagnóstico

adaptador para o cabo de


diagnóstico (veículos
importados antigos)

cabos DSO

pinça
pinça Trigger amperimétrica pinça KV

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Multímetro

indicação da função de medição indicação de ligação ativada


U = tensão
R = resistência
D = continuidade / diodo
função de congelamento da imagem,
também é possível ativar e desativar
através do interruptor localizado na
ponta do cabo de medição.

função para indicação do


valor de medição mínimo e
máximo, durante a medição.

ícone para selecionar a


função de medição.

ícone de ajuste ícone seletor do tipo de medição


manual da escala - contínua
de medição - alternada

As funções de medição que podem ser selecionadas na tela Multímetro estão subdivididas
em dois blocos de funções:

• Bloco de funções 1 (medição através do cabo U/R/D)


- tensão
- resistência
- ensaio de diodos
- ensaio de passagem (teste de continuidade)
- corrente em série

• Bloco de funções 2
- corrente pinça amperimétrica 50 e 500 Ampères
- tensão com o cabo DSO 1 (corrente contínua / alternada)
- pressão
- temperatura

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Medição de Tensão
Existe a possibilidade de medir simultaneamente duas tensões através das ligações U/R/D e
DSO 1, comparando-as entre si, através do indicador.
Do lado esquerdo encontra-se o indicador da tensão U/R/D e os ícones seletores da escala
de medição. Do mesmo modo, tudo se relaciona, do lado direito, com a ligação DSO 1.

Medição de Corrente
A medição de corrente pode ser feita através do cabo U/R/D com carga máxima de até
10 Ampères e ou com a pinça amperimétrica de 50 ou 500 Ampères.
A conexão com os cabos U/R/D e COM ao componente a ser medido deve ser feita em série,
com valores visualizados em amarelo.
Para uma medição da corrente em série com o cabo U/R/D é necessário ligar o cabo de
medição à entrada de medição de 10 Ampères no aparelho de teste.

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A conexão com a pinça de 50 ou 500 Ampères ao componente a ser medido deve ser feita
por indução, ou seja, envolvendo a pinça em todo o diâmetro do cabo.
Os valores são visualizados em verde.
Existe ainda a possibilidade de medirmos corrente simultaneamente nos dois canais, porém,
com a vantagem da pinça amperimétrica, ter uma variação maior na escala de medição,
maior precisão e não ser necessário desmontar ou desligar o componente a ser medido.
Com a pinça amperimétrica instalada corretamente sobre um cabo, pode-se obter a leitura
instantânea da passagem da corrente.

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Teste do Sistema de Carga e Partida através do VAS 5051

Tensão Nominal
Entende-se por tensão nominal, a tensão declarada na etiqueta de identificação da bateria.
Exemplo: 12V 36Ah 380A.
Utilizando-se os cabos de
medição U/R/D ao borne
positivo da bateria e o cabo
COM ao borne negativo da
bateria, é possível medir a
tensão da bateria.
Com o veículo desligado e
nenhum consumidor ligado,
por aproximadamente dez
minutos, o valor mínimo
deverá estar em 12,4 Volts,
ou seja, 70% de carga
aproximadamente.
Valores abaixo dessas
indicações, constatam que a
bateria está descarregada, e,
portanto, não devemos
prosseguir com os testes antes de se restabelecer os valores mínimos de carga.

Fuga de corrente
Instale a pinça amperimétrica de 50 Ampères ao cabo negativo da bateria com a seta
direcional do fluxo de corrente aplicada na pinça, direcionada para a carroceria.
Certifique-se de que nenhum
componente elétrico esteja
ligado.
O valor máximo de consumo
deve estar em torno de
20 mA aproximadamente,
salvo prescrições específicas
constantes na literatura
ELSA respectivas ao modelo
em avaliação.
O valor prescrito no sistema
ELSA leva em conta o tempo
necessário para que as
unidades estejam no modo
inativo (sleep), ou seja, de
forma que não haja nenhuma
atividade elétrica.

O intervalo de tempo para o modo inativo (sleep) deve ser consultado no ELSA para cada
modelo, respectivamente.

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Consumo de corrente do motor de partida


Casos diagnosticados como problemas de bateria, levando até mesmo à sua substituição,
podem ter como causa o consumo de corrente do motor de partida muito elevado.
Durante a partida em um motor de quatro cilindros do ciclo OTTO, o consumo de corrente
não deve ultrapassar 150 Ampères.
Caso isso ocorra, pode dificultar ou até mesmo impedir a partida do motor causando
diagnósticos equivocados.

Teste de consumo de corrente do motor de partida


Retire o fusível da bomba de combustível para que durante os testes não ocorra a injeção de
combustível e cause danos ao motor ou catalizador.
Instale a pinça amperimétrica de 500 Ampères ao cabo negativo da bateria com a seta
direcionada para a carroceria.
Instale o cabo U/R/D ao borne positivo da bateria e o cabo COM ao borne negativo da
bateria, de modo a verificar sua tensão, desta forma será possível visualisar
simultaneamente as duas funções de medição.
Dê partida no motor por mais ou menos 15 segundos, durante este intervalo, o valor de
tensão não deverá ser menor que 9,5 Volts, caso isso ocorra, recarregue a bateria para
proseguir com o teste.
O consumo do motor de partida não deve ultrapassar 150 Ampères para um motor de quatro
cilindros, caso isso ocorra, remova o motor de partida para reparos.
Efetue este procedimento por mais ou menos 5 vezes, para que a carga da bateria seja
drenada o suficiente para novos testes.

Durante os procedimentos de partida, aguarde 1 minuto entre elas para que


haja o resfriamento do motor de partida.

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Saída Máxima do Alternador

Este teste experimenta o perfeito funcionamento do alternador, principalmente a saída


máxima de corrente.

Diagnósticos que não levam em conta a saída máxima de corrente do alternador


podem preconizar a substituição da bateria por manter baixo nível de carga.

Verifique a capacidade em corrente do alternador gravado na etiqueta de identificação no


próprio corpo do alternador.
Instale a pinça amperimétrica de 500 Ampères ao cabo de saída do alternador para a
bateria, com a seta aplicada na pinça direcionada para a bateria, caso não seja possível,
instale a pinça amperimétrica ao cabo positivo da bateria, próximo ao borne positivo, com a
seta direcionada no mesmo sentido.
Reinstale o fusível da bomba de combustível para que o motor entre em funcionamento.
Mantenha todos os consumidores desligados.
Instale os cabos U/R/D e COM aos bornes da bateria respectivamente para que seja possível
analisar o funcionamento do regulador de tensão do alternador. Dê partida no motor,
observe a tensão proveniente do regulador de tensão que não deve apresentar picos durante
a partida e todo funcionamento do motor.
A corrente proveniente do alternador deve ser a máxima indicada em sua etiqueta, mesmo
que por alguns segundos, pois a saída máxima está condicionada ao nível de carga da
bateria.
Caso não tenha visto a máxima saída de corrente, ligue todos os consumidores e eleve a
rotação do motor para mais ou menos 2500 rpm.
A saída máxima de corrente do alternador logo decrescerá, dependendo da carga da bateria.
Caso o alternador não forneça saída máxima de corrente conforme indicado na etiqueta,
conclua os testes com o auxílio do osciloscópio explicado no capítulo Forma de onda do
alternador.

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Teste do Regulador de Tensão


O diagnóstico de carga da bateria baseado na tensão do regulador do alternador analisado
apenas com a mediação de tensão é um grande equívoco, pois a tensão é relativamente
constante e independe da corrente gerada pelo alternador.
Ao atingir uma carga de aproximadamente 10 Ampères, eleve a rotação para 1500 rpm, a
tensão da bateria deve estar entre 12,7 e 14,5 Volts.
Se estiver abaixo ou acima destes valores substitua o regulador de tensão.
Esses valores são válidos para qualquer ano/modelo, salvo prescrições específicas
constantes na literatura ELSA.

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INTERPRETAÇÃO DA TELA DO OSCILOSCÓPIO DO
VAS 5051
A tela do Osciloscópio do
VAS 5051 é apresentada
com uma grade contendo
oito células em sentido
vertical e dez células em
sentido horizontal.

Estas células de grade são fixas, cada célula na grade em sentido vertical representa um
valor de tensão, enquanto que cada célula horizontal representa um valor em tempo que o
componente elétrico esteve ativado e desativado. A escala de tempo pode ser ajustada
através das setas amarelas.
A tela do osciloscópio do VAS 5051 apresenta uma linha horizontal de cor amarela com o
número zero à direita para o canal A, e uma linha horizontal de cor verde como número 0 à
direita para o canal B.
Estas linhas devem ser consideradas para as medições da forma de onda. O número 0 à
direita da linha representa o parâmetro inicial da forma de onda, ou seja, o início da ativação
do sinal a ser medido. Portanto o 0 é constante.
Quando a linha horizontal
estiver alinhada com o 0,
significa que não há tensão
(atividade elétrica) no
componente ou circuito.
A presença da tensão irá
mover a linha horizontal para
cima, para baixo ou criar
formas de onda.
As formas de ondas acima
da referência 0 mantém
polaridade positiva e as
formas de ondas abaixo da
referência 0 mantém
polaridade negativa.

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Ajuste da Escala de Tempo

Para que as teclas amarelas do ajuste da escala de tempo estejam acessíveis, é necessário
que nenhuma tecla à direita da tela do osciloscópio esteja selecionada.
Selecionando-se a tecla da escala de tempo para cima, aumenta-se o tempo por divisão na
escala, assim, cada célula em sentido horizontal passa a ter maior valor.
A visualização do valor temporal se dá na parte superior no centro da tela, é representado
pela cor amarela e divisões em segundos/Divisão.
Nesta condição, a visualização do sinal altera-se na tela, tornando a imagem mais compacta
horizontalmente, sem no entanto interferir no tamanho verticalmente.
É então possível visualizar vários eventos do mesmo sinal na mesma tela, ou seja, o mesmo
sinal aparece repetidas vezes na tela, assim é possível captar falhas esporádicas e
intermitentes.
Selecionando-se a tecla de ajuste da escala de tempo para baixo, dimui-se o tempo por
divisão na escala de tempo.
Nesta condição, a visualização do sinal altera-se, ampliando o sinal na tela em sentido
horizontal, de modo a ser possível tornar-se uma única imagem na tela, sem no entanto
interferir no tamanho verticalmente, facilitando a visualização detalhada do sinal em toda a
sua extensão, permitindo diagnósticos precisos em cada fase do evento.
Caso a seta amarela, tanto em sentido para cima como para baixo, tornar-se preta, indica
fim de ajuste de escala.

Ajuste da Escala de Tensão


Para que as teclas do ajuste da escala de tensão estejam acessíveis, é necessário que seja
selecionada uma das teclas canal A ou canal B à direita da tela do osciloscópio.
Selecionando-se a tecla de escala de tensão com indicação para cima, aumenta-se o valor de
tensão na escala e é representado no canto superior esquerdo com valores em Volts/Div, ou
seja, cada célula em sentido vertical equivale ao valor de Tensão representado no canto
superior esquerdo.
Nesta condição a visualização do sinal altera-se, tornando a imagem menor em sentido
vertical, sem no entanto interferir no tamanho horizontal, possibilitando a captação do sinal
na íntegra e permitindo a medição de pico do sinal do início ao fim.
Selecionado-se a tecla com indicação para baixo, diminui-se o valor de tensão na escala de
tensão, então cada célula em sentido vertical equivale a um valor menor de tensão.
Nesta condição, a visualização do sinal altera-se, tornando a imagem maior em sentido
vertical, sem no entanto interferir no tamanho horizontal, possibilitando uma visualização
detalhada do sinal e possíveis problemas de funcionamento.

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Tanto no canal “A” como no canal “B” é possível optar por quais cabos se quer fazer as
leituras dos sinais.
Exemplo: Ao selecionar o canal “A” (no canto superior direito), surgirá uma tecla
denominada “canal” no canto inferior esquerdo onde pode-se optar por fazer a leitura com
os cabos DSO1, DSO2, Pinça Amperimétrica ou KV.
Quando se utiliza os cabos de medição DSO, deve-se ter atenção especial à polaridade e os
respectivos pontos de ligação. A forma do sinal é essencialmente determinado pelos pontos
de ligação.

Fixar Imagem
A imagem do sinal captado no osciloscópio do VAS 5051 poderá ser fixada a qualquer
momento através da tecla Fixar Imagem, tecla superior à direita da tela ou através do botão
que se encontra nas pontas positivas dos cabos DSO1 ou DSO2.

Cursores 1 e 2
Fixando a imagem, são apresentadas as teclas Cursor 1 e Cursor 2 no canto inferior direito.
Os cursores 1 e 2 são linhas verticais de cor laranja que integram duas setas em cada linha.

Através destas linhas é possível obter com exatidão os valores de tensão e tempo decorrido
do sinal, tanto em ativação como desativação, em um único canal ou nos dois canais
simultaneamente na tela do osciloscópio.
A apresentação das linhas dos cursores na tela do osciloscópio pode ser feita selecionando-se
as respectivas teclas, o deslocamento rápido do cursor pode ser obtido com um simples
toque na tela do osciloscópio até atingir o ponto desejado.
As teclas laranjas, indicadas na base inferior direita da tela do osciloscópio, podem servir de
ajuste fino para a posição de leitura.
Os valores de tensão e tempo do sinal em questão serão apresentados à direita da tela do
osciloscópio.

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DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Quando se utiliza apenas um cursor, a referência de tensão considerada será sempre a linha
0 e não a seta inferior do mesmo cursor, assim como também o tempo do sinal ficará em
relação ao ponto trigger.
Se estiver selecionado apenas um cursor, o valor temporal será entre o cursor e a indicação
T (trigger). Já o valor de Tensão será entre o curso e a linha 0.
O sinal de pico de tensão sendo medido com os dois cursores, neste caso, a referência de
tensão leva em conta as setas dos dois cursores para início e fim da ativação da tensão.
Se estiverem selecionados os dois cursores, somente o cursor 2 poderá ser deslocado na
curva de medição caso deseje fazer alguma alteração de posição do cursor 1, deverá remover
primeiramente o cursor 2, fazer o ajuste com o cursor 1 e selecionar o cursor 2 novamente.

Sinal de Entrada
Ao selecionar a tecla “Sinal de entrada” localizada na base inferior da tela do osciloscópio,
surge um menu de seleção GND, DC e AC.
As possibilidades de escolha têm influência direta na representação gráfica de um sinal.
Exemplos :
[ A referência GND (massa), leva em conta o massa utilizado para o próprio funcionamento
do VAS 5051 na análise de um sinal:
[ A referência DC (corrente contínua), leva em conta a ativação elétrica de um componente
com tensão de corrente contínua.
[ A referência AC (corrente alternada), leva em conta a ativação elétrica de um componente
com tensão de corrente alternada.

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MEDIÇÃO PRÉ-PROGRAMADA
As curvas de sinais e medições realizadas podem ser comparadas com uma curva de
referência previamente estabelecida, através da tecla Medição Pré-Programada.
[Nas medições pré-programadas há uma tecla denominada Documento, esta tecla é
destinada à apresentação de informações adicionais (esquema elétrico, adaptação dos
cabos de medição, condições como regime do motor e temperatura).

Os sinais tidos como referência não devem ser levados em conta para todos os modelos, e
sim como base mínima do formato de onda do sinal e princípios de ajustes das escalas de
tensão e tempo.

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MODO TRIGGER

O Modo Trigger tem por função captar o início do “disparo” do sinal, ou seja, o momento
em que o componente é ativado elétricamente é captado pelo osciloscópio e posicionado
em um ponto de referência fixo na tela através da identificação do Trigger em azul.
Desta forma, inibe-se a chamada varredura da tela, visualização de deslocamento do sinal
em sentido horizontal em toda extensão da tela repetidamente.
A tecla Modo Trigger encontra-se à direita da tela do osciloscópio, identificada pela cor
azul.
Selecionando-se a tecla ModoTrigger, são ativadas funções de operação na base inferior da
tela do osciloscópio indicadas pela cor azul, (canal, sinal de entrada e flanco) que auxiliam
na medição de um sinal em forma de onda estabilizando-o na tela.

Canal do Modo Trigger


Através da tecla Canal (canto inferior esquerdo) pode ser selecionada a atuação do
Modo Trigger através dos cabos de medição DSO1, DSO2, KV ou pinça Trigger.
Quando for selecionada a
pinça Trigger, ela deve ser
conectada ao cabo de vela
do 1º cilindro
preferencialmente.

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Sinal de Entrada do Modo Trigger
Quando é selecionada a tecla Sinal de entrada surge um menu com as opções (HF) High
Freqüence, (LF) Low Freqüence, (DC) Corrente Contínua e (AC) Corrente Alternada.
Neste menu, o sinal trigger pode ser submetido a uma intervenção no ponto de captação do
sinal em função dessas opções, porém, é possível ajustar o ponto trigger sobre o sinal,
deslocando-o em sentido vertical com o cursor à direita da tela.

Flanco do Modo Trigger


Ao selecionar a tecla Flanco, surge um menu com as opções “posititivo ou negativo”.
É denominada flanco, a linha de início de ativação elétrica e início de desativação elétrica do
componente, portanto, é uma linha em sentido vertical.
É denominada flanco positivo a linha de ativação elétrica e é denominada flanco negativo a
linha de desativação elétrica do componente.
Em ambos os sentidos o Modo Trigger é capaz de captar o sinal e estabilizá-lo na tela do
osciloscópio.
Se for selecionada na tecla Canal a pinça Trigger, serão suprimidos os botões Sinal de
entrada e Flanco.

Modo de Medição

O Modo de Medição tem por função ajustar o sinal da atividade elétrica do componente
na tela do osciloscópio, de forma a ser reconhecida e diagnosticável.

A tecla Modo de Medição localiza-se à direita da tela do osciloscópio e é reprensentada


pela cor azul.

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DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Selecionando-se a tecla Modo de Medição, são ativadas funções de operação na base


inferior da tela do osciloscópio indicadas pela cor azul, (Auto Setup, Auto Level, Normal,
Individual e Medição Contínua) que auxiliam na adaptação do sinal da forma de onda.
Esses recursos estão disponíveis em função da dificuldade na captação de um sinal ou
sobre a integridade da forma de onda de um sinal (ajuste da tela para leitura e
interpretação).

Auto Setup e Auto Level


No modo Auto Setup, o sinal é automaticamente ajustado à amplitude da forma de onda,
sem visualização na tela do osciloscópio.
Em seguida, é feita uma mudança automática para o modo Auto Level e a visualização do
sinal já é possível na tela do osciloscópio, permitindo ajustes manuais e personalizações.

As funções Auto Setup e Auto Level consideram o Trigger automaticamente, ou


seja, ao selecionar Auto Setup o Modo Trigger é ativado automaticamente ao
cabo que estiver ligado o componente. Por exemplo: DSO1 ou DSO2, porém,
pode ser selecionada a pinça trigger.

O perfeito funcionamento dos modos Auto Setup e Auto Level só é possível em casos de
sinais de baixa interferência de ruídos.

Auto
Ao selecionar o modo Auto, todas as funções do osciloscópio deverão ser ajustadas
manualmente: amplitude, tempo, trigger, etc.

Normal
O modo de medição Normal é similar ao modo de medição Auto, porém, o sinal da forma de
onda somente aparecerá na tela se houver a captação do sinal trigger ou se ele estiver
dentro da amplitude do sinal.
Caso não seja detctado o sinal trigger, surgirá um aviso no campo de indicação superior
direito da tela do osciloscópio com a indicação falta trigger.

Individual
O modo Individual tem as mesmas características do modo Normal, porém, quando este
modo detectar o trigger, a imagem na tela é fixada automaticamente para um diagnóstico
específico que busca possíveis falhas no início da ativação elétrica do componente.

Medição Contínua
O modo Medição Contínua é utilizado para sinais de baixa frequência e tensões menores
que 1Volt, sem possibilidade do ajuste trigger.
Exemplo: A sonda lambda que só poderá ser captada no modo Medição Contínua. Sua base
de tempo varia de 0,2 a 100s/DIV.

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Assistência Técnica 19
O OSCILOSCÓPIO

Muitas vezes, nos deparamos com defeitos num circuito elétrico que provocam panes ou
mau funcionamento em outros circuitos, dificultando o diagnóstico correto e aumentando o
tempo em pesquisa.
Nesses casos o osciloscópio poderá ser de grande ajuda, auxiliando na resolução do
problema.
O osciloscópio automotivo deve ser considerado como um grande recurso técnico na
solução de problemas eletro-eletrônicos mais do que um multímetro ou um scanner.
No entanto, o osciloscópio como única ferramenta de diagnóstico não substitui o
multímetro e nem o scanner.
O osciloscópio foi projetado para fornecer informações sobre a atividade elétrica que ocorre
nos componentes, chicotes, etc.
Por exemplo: O osciloscópio pode detectar uma falha no funcionamento do sensor do
ABS mesmo quando o scanner ou o multímetro não conseguem detectar.

Isto se dá porque o osciloscópio é capaz de captar os sinais em mais de 1000.000 de vezes


por segundo, enquanto que o multímetro capta sinais a uma velocidade de 1000 vezes por
segundo e o scanner capta sinais a uma velocidade de 100 vezes por segundo ou até
menos.

A utilização de um osciloscópio, requer alguma habilidade que será adquirida com


o tempo, no entanto, é muito importante usar um processo lógico de raciocínio na
solução de problemas uma vez que, o comportamento de componentes elétricos
diferem dos mecânicos, por não produzirem ruídos e não ser possível ver o seu
funcionamento.

Assim, ao utilizarmos um osciloscópio devemos considerar quatro itens básicos:


[ a fonte de energia
[ o condutor (chicote)
[ a carga do circuito (corrente)
[ a fonte controladora

Não devemos esquecer que, segundo a lei de Ohm, a corrente que sai de uma fonte deve
retornar à mesma fonte.
Nos automóveis há três tipos de circuito elétrico:
1- Em série
2- Em paralelo
3- Em série-paralelo.

20
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Também encontramos cinco tipos básicos de sinais:


1- Sinais repetitivos rápidos.
Exemplo: Sinal de rotação do motor.
2 - Sinais repetitivos lentos.
Exemplo: Sinal de um injetor de combustível, sonda lambda.
3 - Sinais de CA sobrepostos a uma tensão de CC.
Exemplo: Saída do sensor de velocidade do veículo.
4 - Tensão de mudança lenta
Exemplo: Tensão de saída da sonda lambda (sensor de oxigênio).
5 - Sinais de evento único ou sinais transientes.
Exemplo: Sinal do seletor de posição P/N da transmissão automática.
Estas orientações nos dão base para uma interpretação correta das diversas formas de
ondas.
As formas de ondas são apresentadas na tela do osciloscópio e são interpretadas como
representações gráficas - sinal de uma tensão ou nível de corrente que se desloca para cima
e para baixo em um eixo vertical Y, e é mostrado da esquerda para a direita em um eixo
horizontal X em função do tempo.

Exemplo: Uma diagonal ascendente da esquerda para a direita nos indicará uma
tensão crescente.

Uma diagonal descendente da esquerda para a direita indica uma tensão


decrescente.

Uma tensão positiva faz com que a linha do sinal se desloque para cima, em
relação à referência O ao lado direito da tela, enquanto que uma tensão
negativa faz com que a linha do sinal se desloque para baixo da linha O.

Assim podemos avaliar os valores do tempo e da tensão, o tipo de tensão (corrente


alternada ou contínua), a freqüência, etc.

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Uma tensão de corrente contínua, por exemplo, é mostrada em uma linha contínua horizon-
tal de interpretação clara na tela de um osciloscópio digital.

Forma de onda quadrada


Este tipo de forma de onda é produzido por um circuito eletrônico que liga e desliga uma
tensão de corrente contínua repetidamente, produzindo uma imagem característica na tela
do osciloscópio.
As principais características de uma forma de onda quadrada são a amplitude de tensão e a
freqüência.
A amplitude de tensão é analisada verticalmente tanto no momento da ligação como no
desligamento, levando-se em conta também os ciclos de ligação e desligamento chamados
de freqüência.

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DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Uma forma de onda quadrada deve apresentar um formato limpo e simétrico. As formas de
ondas quadradas podem ter variações de largura de pulso ou ainda serem moduladas, neste
caso recebem o nome de (PWM) onda de pulso modulada.
Alguns exemplos de formas de ondas moduladas são: Válvula do cânister,sensor de posição
da borboleta, sensor do pressostato do sistema de ar-condicionado, entre outros.
As principais características do PWM são a amplitude vertical de tensão e os tempos de
ligação e desligamento (ciclo de trabalho), que variam o ciclo de trabalho de acordo com as
mudanças de carga e ou velocidade do motor.

Freqüência
Quando um sinal se repete, indica que há uma freqüência.
Freqüência é igual ao número de vezes em que esse sinal se repete em um segundo (ciclos
por segundo), e é medida em HERTZ (Hz).
Em um sinal repetitivo encontramos também o período, que é o intervalo de tempo para que
um sinal complete o seu ciclo. Sendo assim, a freqüência será sempre medida em um
período.
Por exemplo: se um sinal tiver uma freqüência de 5 HZ ele terá um período de 1/5 segundo.

F= 1
P Onde: F = Freqüência e P = Período

TEMPO UM
CICLO COMPLETO

FREQUÊNCIA
Nº DE CICLOS POR
SEGUNDO

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Para medirmos a freqüência de um sinal devemos posicionar os cursores a 50 % do
primeiro flanco “mesial” a 50% do terceiro flanco “mesial”.
A leitura obtida será mostrada em milisegundos.

Ciclo de Trabalho
É igual ao tempo em que um sinal está ativado comparado ao tempo total entre ligado e
desligado.
O ciclo de trabalho de um sinal também pode ser medido utilizando-se os cursores.
Um dispositivo eletrônico pode ter freqüência fixa e ciclo de trabalho variável, também
denominado de modulação de largura de pulso.
É possível também se obter uma freqüência variável e um ciclo de trabalho fixo, denominado
modulação de freqüência.
O ciclo de trabalho de um sinal digital é determinado pela divisão do tempo de fechamento
(largura do pulso) pelo período de repetição medido (ciclo completo).
O resultado será um valor de ciclo de trabalho em porcentagem.

Tempo de fechamento_
Exemplo : Ciclo de trabalho = período

Formas de Ondas Senoidais


São apresentadas sempre em corrente alternada e tem níveis de tensão acima e abaixo de
um nível de tensão de corrente contínua de referência.
Suas principais características são a amplitude de tensão de pico-a-pico, período e
freqüência.
A palavra amplitude indica a tensão máxima de um sinal medido a partir da linha zero Volts.
Com o osciloscópio pode-se determinar quanto um sinal é de corrente contínua (CC), de
corrente alternada (CA), etc.

24
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Interpretação de Sinais de Tensão

Há três variações básicas para serem observadas que são:

1 - Sinal de corrente contínua CC com


polaridade positiva, a tensão será
mostrada acima do número zero à
00 direita (referência).

00

00

2 - Sinal de corrente contínua CC com


polaridade negativa, a tensão será
mostrada abaixo do número zero à
00 direita.

00

00

Treinamento
Assistência Técnica 25
3 - Sinal de corrente alternada CA, a
linha de tensão será mostrada
acima e abaixo do número zero à
00 direita.

00

26
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Identificação do Controle de Alimentação de Circuitos de CC


Para se certificar de que o circuito elétrico está sendo controlado pelo lado negativo ou
positivo proceda da seguinte forma:
Com o circuito desligado verifique se há tensão na linha positiva, se houver tensão, o
circuito está sendo controlado pelo negativo; se não houver tensão, o circuito está sendo
controlado pelo positivo.
Por exemplo: um um sensor ou atuador controlado pelo negativo está constantemente
energizado e tem linha nagativa ligada à massa através de uma chave de controle.
Sendo assim, o valor de tensão na linha negativa do sensor ou atuador deverá estar próximo
ao valor de tensão da bateria (fonte) quando a chave de controle estiver aberta.
Neste caso o sensor ou atuador é considerado desativado. Quando a chave de controle
estiver fechada, completando o circuito, a tensão diminui com relação a tensão disponível a
um valor zero Volts.

Visualizando a forma de onda teremos


a linha vertical à esquerda denominada
flanco de subida e a linha vertical à direita
denominada flanco de descida.

Um sensor ou atuador controlado pela linha positiva está energizado através da chave de
controle e tem uma linha negativa diretamente conectada à massa.
Verificando-se a tensão pela linha positiva do sensor ou atuador teremos a indicação de
zero Volts com a chave de controle aberta. Neste caso o sensor ou atuador é considerado
desativado.
Quando a chave de controle estiver fechada completando o circuito, a tensão na linha
positiva sobe para o valor da tensão disponível aplicada ao sensor ou atuador e é
considerado ativado.

A linha vertical da forma de onda que se


move para cima à esquerda é denominada
flanco de subida, e a linha vertical à direita
é denominada flanco de descida.

Treinamento
Assistência Técnica 27
Tipos de Sinais de Tensão
Os sinais de tensão mostrados na tela do osciloscópio são considerados formas de ondas
analógicas ou digitais.
As formas de ondas analógicas e digitais são semelhantes principalmente quando o tempo
por divisão for ajustado para um valor baixo e o Volts/divisão forem ajustados para um valor
alto.

O ajuste da forma de onda para uma interpretação clara não segue nenhum
padrão para o controle da divisão de tempo ou tensão.

As formas de ondas variam e, cada técnico pode ajustar uma forma de onda para obter a
máxima clareza de interpretação e diagnóstico.
O exemplo mostra uma forma de onda ajustada de diferentes formas.

Forma de onda devidamente


ajustada para análise.
00

Forma de onda com tempo


por divisão demasiadamente
curto 00

Forma de onda com Volts


por divisão demasiadamente
baixo
00

Forma de onda com tempo


por divisão longo e Volts
por divisão baixo

00

28
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Medição de Sinais Digitais


Existem cinco parâmetros importantes à serem considerados quando medimos sinais
digitais que são:
[ Tempo de subida
[ Tempo de descida
[ Largura do sinal
[ Freqüência
[ Ciclo de trabalho

Tempo de Subida / Descida


Para executar a medição do tempo de subida e descida deve-se colocar os cursores sobre as
extremidades da forma de onda permitindo a medição do flanco de subida e o flanco de
descida. Os Volts por divisão devem ser ajustados de forma que a linha vertical da forma de
onda seja a maior possível, de preferência que fique sincronizada com a linha da grade de
medição tanto superior como inferior. O tempo por divisão deve ser ajustado de forma que
preencha o máximo da tela do osciloscópio da esquerda para direita.
Ainda analisando os flancos de subida e de descida, devemos considerar quatro pontos
importantes entre a primeira linha inferior da tela e a última linha da forma de onda:
[ Tempo de subida
[ Tempo de descida
[ Amplitude do pulso
[ Duração do pulso
Assim, o nível de 10% é igual a duas divisões menores acima da linha de 0% e, 90% é igual
a duas divisões menores abaixo da linha a 100%
Deste modo é conveniente medir o tempo de subida e o tempo de descida entre 10% e 90%
da altura total da forma de onda quadrada.

Treinamento
Assistência Técnica 29
Para que possamos precisar os pontos de medição em uma forma de onda, é necessário
conhecer todos os pontos de medição e suas respectivas nomenclaturas.

O nível de 10% é denominado “distal”, nível de 90% é denominado “proximal” e o nível de


50% é denominado “mesial”.

30
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Largura do Pulso
A medição de tempo é feita através da linha horizontal entre os dois pontos verticais. A
largura de um pulso deve ser medida a 50% do flanco de subida (flanco mesial) e 50% do
flanco de descida (segundo mesial). A distância entre esses dois pontos é denominada linha
“mesial”.

Ângulo de Fase
O ângulo de fase é uma medição em graus do período de um sinal e permite uma análise
precisa da tensão máxima e mínima.
Quando se quer determinar um ponto qualquer dentro de um período de um onda senoidal,
é conveniente utilizar o ângulo de fase.
O ângulo de fase pode ser explicado da seguinte forma: as ondas senoidais são baseadas
no movimento circular, e uma circunferência contém 360º. Portanto, um ciclo de uma onda
senoidal tem 360º.

As formas de ondas senoidais podem ser produzidas nos sensores de roda do ABS (sistema
de freios antiblocante), sensores de velocidade, alternador, etc.

Treinamento
Assistência Técnica 31
Forma de Onda de Ignição Secundária

O circuito de ignição é de muita importância para o bom funcionamento do motor e


também muito perigoso por trabalhar com tensões muito altas. Por isso vamos tratar do
assunto com muita atenção e cuidado.

O circuito de ignição é dividido em duas fases chamadas de circuito primário e circuito


secundário.

No circuito primário, ao receber a tensão da bateria, inicia-se o período de permanência,


isto é, a tensão da bateria passa para os enrolamentos do transformador onde é então
gerado um grande campo magnético, a intensidade do campo magnético é proporcional
ao fluxo da corrente, número de espiras e da construção do transformador.

No momento em que esta tensão é desligada (fim da permanência), uma alta tensão por
indução eletromagnética percorre o circuito primário, e no circuito secundário esta
tensão é capaz de provocar ignição na câmara de expansão.

O funcionamento da ignição deve seguir o sincronismo do motor, isto pode ser feito de
várias formas, como:

- Nos motores atuais este controle é feito pela Unidade de Gerenciamento do Motor
que liga e desliga o estágio final de potência na chamada ignição estática (sem
distribuidor).
- Nos sistemas de ignição com distribuidores, o controle é feito pelos sensores de
efeito Hall, ou sensores magnéticos através da Unidade de Gerenciamento do Motor.

As formas de ondas primária e secundária são bastante semelhantes, e alguns sistemas


de ignição não permitem a verificação do circuito primário como sistema de ignição
sem distribuidor (sistema DIS), por esta razão analisaremos apenas a forma de onda do
sistema secundário.

32
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Antes de fazermos diagnósticos sobre a forma de onda apresentada, é importante


conhecermos o sistema de ignição aplicado ao veículo, para sabermos se o ângulo de
permanência é constante ou variável.

O período de permanência é o tempo em que circula corrente no circuito primário, isto é


representado na forma de onda entre o ponto 1 ao ponto 3 da figura.
Conforme vemos na figura, no instante em que o período de permanência é ligado,
(ponto 1), ocorre ainda algumas oscilações (ponto 2), isto é proveniente do capacitor e
indutividade parasita, porém se dissipa rapidamente.
Nos pontos 3 e 4, vemos a tensão de ignição, neste momento ainda não ocorreu a
faísca, a tensão de ignição está relacionada com a distância dos eletrodos das velas,
compressão do motor, formação da mistura e condição do sistema de ignição.
Nota: A tensão de ignição de todos os cilindros deve ser igual.
Ao analisarmos a linha de tensão de ignição (pontos 3 e 4), vemos uma linha sobreposta
que é onde inicia-se a faísca destinada às velas. Para manter a faísca de ignição ativa
observamos que ocorre uma queda na tensão.
A partir do ponto 5 da figura até o ponto 0 Volts podemos medir a tensão de queima e,
horizontalmente é possível medir a duração da faísca até o ponto 6. Entre os pontos 6
e 7 ocorre oscilações na forma de onda provinientes da extinsão da tensão de ignição
até atingirem o ponto 8 considerada a linha zero Volts.
A medição da tensão de ignição no osciloscópio é feita em kV (quiloVolt) e é igual a
1000 Volts.
Não existe prescrição para os valores de tensão secundária para motores do ciclo OTTO,
porém, é de importância relevante a uniformidade de tensão de ignição em todos os cilindros.
Diferenças de tensão de ignição maiores que 4 kV devem ser consideradas importantes
e devem ser diagnosticadas corretamente e sanadas.

Treinamento
Assistência Técnica 33
Linhas de Tensão de Queima
Oblíqua

Ao analisarmos a linha de tensão de


queima (na figura), notamos que em todos os
cilindros a linha está oblíqua e muito alta.
Pode ter como causa uma resistência
supressora muito alta.

Neste exemplo vemos a linha de tensão de


queima em um único cilindro oblíqua e
muito alta, isto pode indicar resistência
supressora muito alta.

Existe também a possibilidade de vermos


a linha de tensão de queima oblíqua, alta
e instável como na figura. Pode ter como
causa vela muito carbonizada ou suja
de óleo.

A ausência de oscilações no segmento de


estabilização e fechamento nos circuitos
primário e secundário pode indicar
interrupção no enrolamento secundário.

Este defeito causa falha de ignição e,


portanto, deve-se substituir a bobina.

Uma imagem semelhante a de interrupção


no enrolamento secundário ocorre quando
o enrolamento primário entra em curto-
circuito, a constatação do problema se dá
com a verificação da resistência entre o
borne 1 e o borne 15.

Caso a polaridade da bobina entre o borne 1 e


o borne 15 esteja invertida, a imagem de ignição aparecerá de cabeça para baixo e
poderá provocar falhas de ignição.

34
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

SINAIS CARACTERÍSTICOS DE SENSORES E ATUADORES


Sensor de Rotação do Motor G 28 (Tipo Indutivo)

O sensor de rotação tipo indutivo, tem por característica, que a sua amplitude de tensão
cruze acima e abaixo da linha 0.
O sensor de rotação tem uma construção de 60 dentes com falta de dois dentes, ou seja,
58 picos de tensão formados pelo campo magnético entre o emissor e o receptor, a falha
de dois dentes é utilizada para o sincronismo do PMS do primeiro cilindro.
A falta de dois dentes passa pelo sensor antes que o pistão atinja o PMS, para que a
Unidade de Gerenciamento do Motor possa programar o tempo de injeção e o momento da
ignição.
Sendo assim, quando o primeiro pistão atinge o PMS o sensor de rotação estará lendo o
décimo quarto dente.
No diagrama reproduzido podem ser claramente identificadas essas características.
A análise deste sinal permite verificar:
[ a integridade do sensor,
[ o momento exato da ignição captado pelo sinal da pinça trigger conectada ao cabo do
primeiro cilindro,
[ a amplitude de tensão e
[ a variação do avanço da ignição determinada pela Unidade de Gerenciamento do Motor.
Em um motor de quatro cilindros a captação do momento de ignição do primeiro e do
quarto cilindro se dá entre o décimo terceiro ou décimo quarto dente a partir da falha de
dois dentes.
O sensor de rotação também referencia o momento da ignição do segundo e do terceiro
cilindros e ocorrem entre o quadragésimo terceiro e ou quadragésimo quarto dente.
Assim, em caso de substituição do sensor de rotação do motor é possível verificar se o
sensor foi devidamente posicionado na flange.

Treinamento
Assistência Técnica 35
Sensor de Rotação do Motor G 28 (Tipo Hall)
O Sensor de Rotação Tipo Hall tem por característica que a sua amplitude de tensão
permaneça acima e na mesma linha do 0, diferente do sensor indutivo.

36
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

SENSOR DE ROTAÇÃO G28 E SENSOR DE FASE G40

Nesta ilustração utilizamos os dois canais para a captação do Sensor de Rotação e do


Sensor de Fase simultanemente.
Esse benefício propicia principalmente a visualização do sincronismo entre o comando de
válvulas e a árvore de manivelas. A falta de sincronismo do sensor de rotação fará com que
o momento de ignição seja alterado prejudicando a performance ou até mesmo causar dano
ao motor.
O sinal do Sensor de Rotação do Motor G28 tipo indutivo (Exemplo: Polo 2.0 – prefixo BBX)
foi captado com o cabo DSO1 (canal A), a ponta positiva conectada no pino 2 (sinal) e a
ponta negativa ligada ao massa.
No canal B está sendo analisado o Sensor de Fase G40 captado com o cabo DSO2, a ponta
positiva conectada no pino 2 (sinal) e a ponta negativa ligada ao massa.
O sensor G40 identifica a posição de PMS de cada cilindro indvidualmente, possibilitando a
injeção de combustível sequencial além de duplicar a informação de PMS do primeiro
cilindro para a Unidade de Gerenciamento do Motor, dificultando panes espontâneas. O
pulso trigger foi captado através da pinça Trigger conectada ao cabo de vela do primeiro
cilindro. O esquema elétrico reproduzido mostra as ligações elétricas no sensor.

Treinamento
Assistência Técnica 37
Válvula Injetora N30
A figura abaixo mostra a representação do sinal característico de uma válvula injetora em
perfeitas condições, captada com o cabo DSO1.
O sinal Trigger também foi utilizado pelo cabo DSO1, o esquema elétrico reproduzido mostra
as ligações elétricas na válvula injetora.

O tempo de injeção é medido na tela do osciloscópio através dos cursores 1 e 2.


O pico de tensão resulta da eliminação do campo magnético ao desligar a corrente elétrica
na válvula injetora.
Neste exemplo podemos observar que a válvula injetora está sendo controlada pelo
negativo.
O funcionamento elétrico dos injetores de combustível podem ser vistos no osciloscópio do
VAS 5051 de forma clara, facilitando o diagnóstico de falhas, o que não a impede de ter
problemas mecânicos.
Nos injetores de combustível podemos considerar os picos de tensão que ocorrem com a
rápida interrupção da corrente e compará-los com outros injetores de um mesmo motor que
devem ser semelhantes nos seus valores.
A largura dos pulsos sofre influência com a pressão barométrica, em pressões mais altas o
tempo do pulso também é maior e pressões mais baixas o tempo do pulso será menor.
Não há forma de onda padrão para se analisar um injetor de combustível.
Os tempos de injeção são determinados pela Unidade de Gerenciamento do Motor conforme,
as estratégias de gerenciamento e muda conforme o regime de rotação e carga do motor.

38
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Secundário de ignição (ignição estática)


O secundário da ignição do primeiro cilindro no exemplo foi captado através da pinça KV e o
sinal Trigger foi captado através da pinça Trigger.

Ao analisarmos a linha de tensão de ignição, vemos o momento em que se inicia o ângulo


de permanência.
O momento em que é desligada a tensão no circuito primário, a tensão de queima e a
duração da faísca.
A tensão disponível para as velas é apresentada em kV e pode ser medida utilizando-se os
cursores.
A tensão de ignição está relacionada com a distância dos eletrodos das velas, compressão
do motor, formação da mistura e condição do sistema de ignição, porém deve haver
uniformidade de tensão num mesmo motor.
O modo de diagnóstico do sinal do secundário de ignição deve ser baseado conforme o
tópico”Interpretação das Formas de Ondas” “Diagnóstico de Tensão de Ignição” .
A pinça KV não tem chaveamento para inversão de polaridade, por esta razão, em sistemas
de ignição “estática”, sem distribuidor, o sinal positivo da forma de onda do secundário de
ignição se apresentará de cabeça para baixo e incompleto na tela do osciloscópio, ou seja,
sem o sinal da linha de “disparo” (alta tensão) que vai para as velas.
Na tela do osciloscópio previamente ajustada para a leitura e interpretação do sinal
secundário de ignição, no canto inferior direito da tela, apresenta-se a tecla com indicação
“mínimo e máximo”.
Selecionando-se esta tecla, é possível ver a inteireza do sinal positivo do secundário, porém
ainda de cabeça para baixo.
A finalidade deste recurso, é possibilitar a visualização da integridade do sinal ao concluir o
circuito.

Treinamento
Assistência Técnica 39
Sonda lambda G39
A sonda lambda está localizada no tubo de escapamento antes do catalisador para versões
com apenas uma única unidade.
A Unidade de Comando do Motor recebe da sonda lambda um sinal de tensão referente ao
teor de oxigênio nos gases de escape, o que denuncia a qualidade da combustão e da
mistura ar/combustível.
O sinal característico da sonda lambda foi captado com o cabo DSO1, com a ponta positiva
no pino 3 e a ponta negativa no pino 4. Este sinal deve ser captado com o modo de
medição contínua.
O esquema elétrico reproduzido mostra as ligações eletricas no sensor.

Os picos (pontas) de tensão visíveis na crista das ondas não representam erros no sinal ou
funcionamento da sonda lambda.
O sinal de tensão de mistura rica (pouco oxigênio residual) situa-se na parte superior.
O sinal de tensão de mistura pobre (mais oxigênio residual) situa-se na parte inferior.

40
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Sensor de Rotação G28 e Secundário de Ignição do 1° Cilindro


Neste exemplo, podemos analisar dois sinais simultâneos utilizando os dois canais do
osciloscópio.
O sinal do Sensor de Rotação do Motor G28 tipo indutivo captado com o cabo DSO1 (canal
A), onde a ponta positiva está conectada no pino 2 (sinal) e a ponta negativa ligada ao
massa.
No canal B está sendo analisado o secundário da ignição do primeiro cilindro captado
através da pinça KV.
A pinça Trigger também está conectada ao cabo de vela do primeiro cilindro.
O tempo por divisão ajustado para 20 ms, permite vermos o evento acontecer em dois
momentos diferentes na mesma tela. Isso faz com que a falha de dois dentes do Sensor de
Rotação e o sinal de ignição do primeiro cilindro apareçam duas vezes.
No segundo sinal de ignição podemos observar uma grande redução de tensão na linha de
disparo, porém, o sincronismo com o décimo quarto dente permanece, comprovando que se
trata da ignição do primeiro cilindro.
Isto acontece em virtude do sinal que sofre grande redução de tensão se apresentar a
trezentos e sessenta graus em relação à primeira linha de disparo, ou seja, a árvore de
manivelas deu uma volta completa.
No momento do primeiro disparo o pistão do primeiro cilindro está em fase de compressão
provocando grande demanda de corrente do circuito secundário em virtude das resistências
criadas no interior do cilindro como pressão, temperatura, combustível etc.
No momento do segundo disparo o pistão do primeiro cilindro está em fase de descarga
(escapamento) e provoca pouca demanda de corrente do circuito secundário por estar com a
válvula de escapamento aberta.

Treinamento
Assistência Técnica 41
Sensor de Posição da Borboleta de Aceleração G187 e G188
O sinal do Sensor de Posição da Borboleta de Aceleração G 187 captado no (canal A) com o
cabo DSO1, onde a ponta positiva está conectada no pino 75 de cor (ro/gn) vermelho e
verde do chicote da Unidade de Gerenciamento do Motor e a ponta negativa ligada ao
massa.
O sensor G187 trabalha com tensão inicial de 5 volts; ao pisar no acelerador, a tensão sofre
decréscimo até atingir 0 volts ao fim de curso.
O sinal do sensor de posição da borboleta de aceleração G188 captado no (canal B) com o
cabo DSO2, onde a ponta positiva conectada ao pino 68 de cor (li) lilás do chicote da
Unidade de Gerenciamento do Motor e, a ponta negativa ligada ao massa.
O sensor G 188 trabalha com tensão inicial de 0 volts; ao pisar no acelerador, a tensão sofre
acréscimo até atingir 5 volts ao fim de curso.
Este sinal deve ser captado com o modo de medição contínua.
O sinal aqui representado está reproduzido com uma aceleração até o final do curso e uma
desaceleração consecutivamente.
Somente um osciloscópio é capaz de identificar problemas esporádicos ou na trilha de um
potenciômetro.

42
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Sensor de Posição do Pedal do Acelerador


A figura abaixo representa o sinal dos sensores G79 e G185 respectivamente utilizando-se
os dois canais do osciloscópio.
O sinal do sensor G79, foi captado no canal A com o cabo DSO1, onde a ponta positiva
está conectada ao pino 33 de cor branco e azul (ws/bl) do chicote da Unidade de
Gerenciamento do Motor e o cabo negativo conectado ao massa.
O sensor G 79 trabalha com tensão inicial de 0 volts; ao pisar no acelerado, sua tensão
sofre acréscimo até atingir 5 volts ao fim de curso.
O sinal do sensor G185 foi captado no canal B com o cabo DSO2, onde a ponta positiva
está conectada ao pino 45 de cor marron e azul (br/bl) do chicote da Unidade de
Gerenciamento do Motor e o cabo negativo conectado ao massa.
O sensor G 185 trabalha com tensão inicial de 0 volts; ao pisar no acelerador, sua tensão
sofre acréscimo até atingir 2,5 volts ao fim de curso.
Este sinal deve ser captado com o Modo de Medição Contínua.

Treinamento
Assistência Técnica 43
Sensor de Pressão no Coletor de Admissão G71
O sinal do Sensor de Pressão do Coletor de Admissão G71 captado no canal A com o cabo
DSO1, onde a ponta positiva está conectada ao pino 2 (sinal) do conector e a ponta
negativa conectada ao massa.
Este sinal deve ser captado com o Modo de Medição Contínua. Este sinal está representado
com acelerações consecutivas.

44
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Válvula do Cânister N80


A forma de onda de uma Válvula do Cânister é semelhante a forma de onda de uma válvula
injetora de combustível.
Isto porque também é um solenóide com as mesmas características construtivas.
A válvula N80 pode ter um modo de trabalho com freqüência variável e um ciclo de trabalho
fixo denominado modulação de freqüência ou um trabalho de frequência fixa.
Este sinal foi captado no canal A com o cabo DSO1, onde a ponta positiva está conectada
ao pino 2 (sinal) e a ponta negativa ligada ao massa.

Treinamento
Assistência Técnica 45
Sensor de detonação G61
O sensor de detonação pode apresentar uma variação na forma de onda de acordo com a
vibração (pressão) sofrida.
Essas vibrações são transformadas em sinal elétrico e este sinal é enviado à Unidade de
Comando do Motor que atrasa o ponto de ignição de acordo com a necessidade.
Este sinal foi captado no canal A com cabo DSO1, onde a ponta positiva está conectada no
pino 2 de cor cinza do chicote do conector, e a ponta negativa ligada ao massa.
Este sinal foi captado através do modo de medição normal.

46
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Forma de Onda do Alternador


Com o osciloscópio do VAS 5051 é possível analisar o perfeito funcionamento dos diodos e
enrolamentos do estator do alternador com a pinça amperimétrica de 50 Ampéres.

Um mau funcionamento nesses componentes pode reduzir a performance do alternador


em 10%. Essa redução, na maioria dos casos, não é indicada pela luz de carga no painel
nem durante os testes com o regulador de tensão ou saída de corrente.
Caso esta avaria não seja corrigida é provável que ocorram danos mais sérios e falhas em
outros componentes do veículo.
O rotor do alternador gira em torno de três bobinas do estator, induzindo em cada uma
delas corrente alternada.
Porém, tanto a bateria como os componentes elétricos do veículo, utilizam corrente
contínua (CC).
Para alterar a corrente alternada (CA) gerada no alternador para corrente contínua (CC)
direcionada para a bateria são utilizados os diodos.
Os diodos retificam a porção negativa da corrente alternada, permitindo que fluam
unicamente as porções positivas através do cabo de saída do alternador para a bateria.
Esta corrente retificada é mostrada no osciloscópio de forma horizontal com ondulações.
A saída trifásica se mostra plana sem alterações e é considerada uma tensão de corrente
contínua.

Para que os diagnósticos sejam precisos, é necessário que a bateria esteja 100%
carregada.

Treinamento
Assistência Técnica 47
Teste dos Diodos e Estator
Conecte a pinça amperimétrica de 50 A ao cabo de saída do alternador e observe a tensão e
a forma de onda em marcha lenta e a 2000 rpm aproximadamente.
Caso a tensão esteja fora das especificações citadas no teste do regualdor de tensão do
sistema de carga e partida, observe a forma de onda quanto a condições anormais, tendo
em conta a forma de onda retificada sem variações, caso não apresente anormalidades, é
provável que o regulador de tensão esteja com problemas.
Os diodos de excitação também conhecidos como triodos podem ser analisados da seguinte
forma: conecte a pinça amperimétrica de 50 A ou a ponta positivia DSO1 no terminal 1
(alternador Delphi) ou terminal D+ alternador Bosch.
Faça os testes em marcha lenta e a 2500 rpm e observe a tensão e a forma de onda
comparada com o cabo de saída do alternador.
A diferença de tensão não deve ser maior que 1 volt da leitura obtida no cabo de saída do
alternador e a forma de onda não deve apresentar alterações se comparada ao cabo de saída
do alternador.
Caso o diodo esteja avariado, ocorrerá significativa queda de tensão e a forma de onda se
apresentará grande na tela do osciloscópio, ou retangular. Uma forma de onda retangular
indica a presença de corrente alternada.

Rede CAN bus de dados


CAN é uma abreviação do inglês para Controle da Área de Trabalho, ou seja, todas as
unidades eletrônicas de um veículo se comunicam trocando informações, como por exemplo
na Internet.
As comunicações entre as Unidades são feitas em duas linhas por questões de segurança,
facilmente reconhecíveis no chicote através das cores laranja e verde (linha high) e laranja e
marron (linha low) nos veículos Volkswagen.
No osciloscópio é possível visualizar as comunicações de dados, pois são representadas
em duas configurações distintas que são:
[ a linha CAN bus High (transmissão alta) que tem início na linha de referência 0 Volt e
termina com 5 Volts e
[ a linha CAN bus Low (transmissão baixa) que tem início com 5 Volts e termina na
linha de referência 0 Volt.

Ambas transmitem as mesmas informações, porém na tela do osciloscópio os sinais são


espelhados, conforme mostra gráfico abaixo:
[ os sinais da CAN bus High foram captados no canal (A), ponta positiva fio laranja e
verde
[ os sinais CAN bus Low foram captados no canal (B), ponta positiva laranja e marron.

48
DIAGNÓSTICOS COM OSCILOSCÓPIO

Observações Gerais:
Se na análise de sinais de curvas de sensores e ou atuadores houver uma alteração
considerável da forma de onda em relação a um sinal comparado na medição
pré-programada, deve-se tomar atenção para os seguintes fatos:
[ só é possível uma comparação exata sob condições idênticas;
[ as lâmpadas fluorescentes podem causar sinais de interferência no osciloscópio.
As curvas aqui apresentadas são exemplos que deverão ser tomados como curvas
nominais ou padrão numa localização de avarias.
Se as pontas de medição DSO não tiverem bons contatos, poderão ocorrer distorções
importantes ou até ausência de sinal.

Treinamento
Assistência Técnica 49
ANOTAÇÕES

50