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Universidade Federal do Piauí – UFPI

Centro de Tecnologia – CT

Arquitetura e Urbanismo

Disciplina: Introdução à Arquitetura

Professor: Fritz Moura

Análise da Nova Potycabana

Grupo:

Breno Vasconcelos

Luiza Deolindo

Nívea Machado

Wanderson Luiz

Yracema Ayres

Teresina- Piauí

2014
Nova Potycabana:

Ficha Técnica:

Autor do projeto: Carla Roberta Fázio Leão da Silva, Leyla Sandra Negreiros
Landim, Virgínia Carla Bandeira T. Santos.

Autor da obra: SOFERRO Construtora.

Data de conclusão: 16/05/2013.

Cidade: Teresina.

Estado: Piauí.

País: Brasil.

Endereço: Avenida Raul Lopes.

O parque Nova Potycabana localiza-se em uma das margens do Rio


Poti, na zona Leste de Teresina e foi a primeira das grandes obras entregue
em Teresina pelo Governo do Estado, tem amplo espaço para a prática de
esportes, para passeio e para a cultura. O novo parque procura conciliar meio
ambiente e lazer, com um projeto visando uma maior arborização, pretendendo
ser um parque ambiental que tenha também uma utilidade como local para
prática de esporte.

Firmitas:

A estrutura da Potycabana utiliza o solo armado utiliza placas de


concreto, chamadas de escamas e uma armadura nervurada de aço
galvanizado, além da terra que compõe o aterro. As escamas são montadas à
medida que a terraplanagem avança, de maneira que ao término do
espalhamento e da compactação se tem o solo armado finalizado. Além dessa
estruturação, foram utilizados, após problemas encontrados na estrutura
durante o período de abandono da Potycabana, foram utilizados gabiões,
gaiolas de ferro galvanizado contendo pedras, que "amarradas" uma ao lado da
outra.

Para as pavimentações:

Pisos cimentados (granilite), bloquetes de concreto, piso cimentado, asfalto,


grama e areia.

Para edificações:

Alvenaria, madeira, palha, revestimentos cerâmicos, piso de porcelanato, vidro,

Granito, estrutura e telha metálica, ferro.

Utilitas:

Nova Potycabana trouxe revitalização ao espaço que antes era


abandonado e maior destaque à área. Hoje o parque é utilizado
essencialmente para parte de lazer e de esportes, é uma área destinada à
comunidade que trouxe beneficiamento e que atende às necessidades do
público alvo.

Venustas:

O parque é bastante harmônico com relação à cores e utilização de


materiais rústicos e vernaculares que harmonizam com o projeto paisagista.

História:

A antiga Potycana proporcionou uma transformação urbana na área de


seu entorno devido à mudança da paisagem natural existente, bem como, a
ocupação do solo por serviços comerciais de uma área antes desvalorizada.
Do ponto de vista ambiental, hoje seria uma obra condenável por conta dos
impactos ambientais causados na beira do rio Poti e seu entorno. A obra do
parque Potycabana sempre foi alvo de criticas, desde a elaboração de seu
projeto por um profissional que não é arquiteto profissional, Gerson Castelo
Branco, mas que possui um reconhecimento por parte da sociedade como tal,
até mesmo, no que é referente à sua implantação, em uma área ambiental, às
margens do rio Poti, que criou uma série de impactos urbanos. O parque
Potycabana, implantado na gestão do prefeito Alberto Silva, foi construído com
a promessa equilíbrio com o ambiente. Mas uma polêmica surgiu quando um
novo projeto incluiu pista para corrida, pista para ciclismo e quadras de esporte
para o local.

Acessibilidade:

Durante a vistoria, a equipe de engenheiros da Seinfra, juntamente com


a arquiteta do Ministério Público do Piauí, Daniele Dantas, ouviram sugestões
dos cadeirantes, para que sejam feitas algumas adequações na estrutura do
Parque Potycabana. A acessibilidade foi assegurada através de pisos táteis,
plataforma elevatória, além de um local reservado, para as pessoas com
deficiências, na frente do palco de show, uma sinalização escrita em braile,
informando os locais do Parque, dentre outras.

Segurança:

Durante a reforma ocorreu a utilização dos EPIs, conforme as normas de


segurança do trabalho.

A segurança do espaço é feita diariamente por agentes de portaria e por


policiais militares. Diariamente dez agentes de portaria estão lotados no
parque, mas com a demanda de eventos esse número chega a quinze. O
contingente policial presente diariamente no parque é reforçado aos fins de
semana e também em eventos. Para garantir a Potycabana está toda gradeada
e conta ainda com guaritas de segurança em toda sua extensão.
Sítio, iluminação e sustentabilidade:

A Nova Potycabana é localizada nas margens do Rio Poti, tendo o solo


caracterizado por latossolo amarelo que continha vegetação ciliares que foram
devastadas durante a construção da antiga Potycabana. A Iluminação da obra
durante o dia é essencialmente luz solar e na parte da noite é alcançado por
meio de postes.

Além disso, a Secretaria Estadual da Infraestrutura (Seinfra), que é


responsável pela elaboração e execução do novo projeto do Parque
Potycabana, incluiu mais áreas verdes com o replantio de plantas nativas do
Piauí. A ideia agradou ao Ministério Público Estadual que no passado havia
embargado a obra de reforma do Parque Aquático, por entender que aquela é
uma área de preservação ambiental.

Funcionalidade, eficiência, custo e flexibilidade:

O parque custou R$ 6 milhões do recurso do tesouro estadual contará


com nove quadras esportivas para prática de tênis, badminton, fultsal, vôlei de
praia e futebol de arena, pistas de corrida e de skate, ciclovia, além de
academia ao ar livre, playground e praça de alimentação. Após a reforma, a
Nova Potycabana contará com toda uma estrutura voltada para o esporte, o
lazer e a convivência, da qual se destaca a praça de eventos (palco principal e
palco menor), de alimentação (restaurante e quiosques) e da terceira idade
(academia e mesas para jogos). O plantio de 150 árvores, entre elas a
carnaúba, garante a proposta inicial do projeto de ampliar em 30% a área verde
do parque, que contará também com rampas de acessibilidade e espaços
reservados para cadeirantes.

O parque possui 43 mil metros quadrados, contendo pista de 1,5 Km


para a prática da caminhada, duas pistas de 1,5 Km com tratamento asfáltico
para ciclismo, pistas para prática de esportes radicais como o skate, bem como
oito quadras, sendo uma de futebol society, uma de tênis, duas de badminton,
duas de vôlei/futebol de areia e duas poliesportivas, que servirão inclusive para
a prática de basquete.

A Nova Potycabana possui ainda palcos para shows de dança, música e


teatro, além de aulas de ginástica. Este setor possui mais de 3 mil metros
quadrados e possui dois palcos: um principal, com banheiros e camarins, e um
auxiliar. Para garantir a segurança dos usuários foram construídas duas
guaritas elevadas. Além disso, centenas de postes baixos e altos foram
instaladas a fim de garantir as atividades no turno da noite.

A Nova Potycabana manterá a área de shows com palco junto à ponte


da Frei Serafim, mas inova ao garantir espaço para caminhada integrado às
áreas verdes. Também cria área para bicicletas, assim como locais com perfil
mais ajustado a públicos especiais, como crianças e idosos. Para elaborar o
projeto, foram ouvidos bastante os esportistas e amantes das atividades
físicas, como os skatistas que ajudaram a pensar em uma pista que atendesse
às necessidades deles. A modalidade escolhida, nesse caso, foi a street, sendo
a única em todo o Estado.

De acordo com a planta, o Parque é dividido em setores. O setor


esportivo, por exemplo, é composto de quadras de vôlei de areia, futsal, quadra
de tênis e badminton, além de pista para a prática de skate. Já o setor aeróbico
possui uma academia ao ar livre, uma ciclovia (a primeira de Teresina) e uma
pista para caminhada de 1,5 quilômetros de extensão. O setor de eventos
culturais vai manter os dois palcos já existentes, um principal e um anexo. Para
o setor infantil está preparado um playground e para a praça de alimentação,
quiosques e restaurantes. o parque está bem iluminado com a instalação de 31
postes altos e 131 postes baixos. Na praça de alimentação, foram construídos
4 quiosques e reformado o antigo restaurante que ganhou cores mais alegres.
Já, a praça de convivência recebeu 117 bancos. A duração da reforma do
parque foi do ano de 2011 a 2013 e custou R$ 6 milhões.

Fluxograma:

Entrevista com a arquiteta Leyla Landim:

- Quais os materiais utilizados na estruturação da obra?


Para as pavimentações: pisos cimentados (granilite), bloquetes de concreto,
piso cimentado, asfalto, grama e areia.

Para edificações: Alvenaria, madeira, palha, revestimentos cerâmicos, piso de


porcelanato, vidro, granito, estrutura e telha metálica, ferro.

- Quais foram os métodos utilizados para assegurar a segurança dos


trabalhadores durante a execução do projeto?

Utilização dos EPIs, conforme norma de segurança.

- Qual o plano de necessidade requisitado para o projeto?

Quadras esportivas, espaços para ciclismo, caminhada, área verde, setores de


alimentação, banheiros, academia ao ar livre, espaço para eventos, setor de
convivência (praça).

- Como funciona o fluxograma do parque?

O parque foi desenvolvido através de setores:

Eventos – esportivo I – alimentação – convivência – esportivo II –


administração – caminhada – ciclismo – estacionamento.

- No projeto original havia um píer e uma piscina para natação, qual o


motivo da não execução os dois?

Isso foi no anti-projeto. A piscina foi descartada, pois se tratava de um parque


urbano, aberto e pelo fato da manutenção ser mais rigorosa e dispendiosa e
pelo exemplo anterior. O píer na ocasião foi uma proposta.

- Qual a empresa responsável pela execução do projeto?

SOFERRO Construtora

- Quais os impactos ambientais causados na execução do projeto?

Acredito que quase nenhum, visto que a área estava em abandono e nenhuma
árvore foi retirada e sua área verde foi dobrada de tamanho. Sendo de 7% e
passando após o projeto para 15%. Durante toda a execução vimos, de forma
crescente, a presença de animais, aves e répteis, isso devendo ao aumento
das áreas verde. E pelo fato da obra do Teresina shopping está acontecendo
simultaneamente, acredito que a poluição sonora, devido as máquinas e a
poeira.