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RUDLOFF. Concreto Protendido.

Disponível em:
<http://www.rudloff.com.br/downloads/catalogo_concreto_protendido_re
v-06.pdf>. Acesso em: 22 abr. 2018.

Disponível em: <http://infraestruturaurbana17.pini.com.br/solucoes-tecnicas/51/veja-


como-funciona-a-protensao-de-vigas-pre-moldadas-na-construcao-364735-1.aspx>

CURSO BÁSICO DE CONCRETO PROTENDIDO


DANIEL FERRAZ DE SOUZA
1 - OBJETIVO

1 OBJETIVOS

• Demonstrar conceitos básicos do concreto protendido.

• Resolver um exercício de viga de passarela pré-fabricada protendida


com pós-tração de aderência posterior determinando número de
cordoalhas na seção mais solicitada.

Disponível em: <http://www.rp-sul.com.br/atuacao>. Acesso em: 22 abr. 2018.


2 – TENSÕES NA VIGA SOB FLEXÃO

2.1 COMPORTAMENTO RESISTENTE DE VIGA SOB FLEXÃO


SIMPLES

Uma viga isostática com carregamentos distribuídos e/ou


pontuais estará submetida à esforços de tração e compressão
devido a flexão atuante na mesma.

Disponível em: <http://docplayer.com.br/44456327-Nocoes-basicas-sobre-concreto-


protendido.html>. Acesso em: 22 abr. 2018.
2 – TENSÕES NA VIGA SOB FLEXÃO

2.2 TENSÕES PROMOVIDAS PELA FLEXÃO SIMPLES


2 – TENSÕES NA VIGA SOB FLEXÃO

2.2.1 TENSÕES PROMOVIDAS PELA FLEXÃO SIMPLES

Peças sujeitas a um momento fletor de pequena intensidade


obedecem a lei de Hooke (fase elástica). Não se admite nenhuma
fissura. Nesta situação, o comportamento do concreto pode ser
admitido elástico-linear, sendo que o concreto resiste às tensões de
tração.

Fonte: Autor
2 – TENSÕES NA VIGA SOB FLEXÃO

2.2.1 TENSÕES PROMOVIDAS PELA FLEXÃO SIMPLES

Em seções adequadamente dimensionadas, a ruptura é precedida por


um quadro de deformações que permite detectar a iminência de sua
ocorrência. Essa é a ruptura é dúctil ou com aviso. Quando a ruptura é
brusca tem-se a ruptura frágil ou “sem aviso”.

Fonte: Autor
3 – CONCRETO PROTENDIDO - INTRODUÇÃO

3.1 PRINCÍPIO BÁSICO DA PROTENSÃO

Para resolver o problema de fissuração surge o concreto protendido.


Nele a armadura é previamente tensionada, provocando uma
compressão no concreto.

Disponível em: <http://omibnotes.blogspot.com.br/2010/08/principle-of-


prestressing.html>. Acesso em: 222 abr. 2018.
3 – CONCRETO PROTENDIDO - INTRODUÇÃO

3.2 VANTAGENS DO CONCRETO PROTENDIDO

• Durabilidade: a ausência ou redução da fissuração garante maior


proteção das armaduras inibindo a corrosão.

• Deformabilidade: a protensão equilibra grande parcela do


carregamento da estrutura reduzindo as flechas e garantindo
acabamentos de melhor qualidade.

• Leveza e Esbeltez da Estrutura: seções mais esbeltas, vãos maiores


e estruturas mais leves.
3 – CONCRETO PROTENDIDO - INTRODUÇÃO

3.3 DESVANTAGENS DO CONCRETO PROTENDIDO

• Protensão é Força Ativa: erros de projeto ou de construção podem


resultar em ruínas das estruturas, quando a protensão estiver
sendo aplicada no concreto.

• Maiores Exigências no Projeto: o projeto das estruturas


protendidas, além de verificações e detalhamentos mais
abrangentes, deve conter procedimentos executivos precisos.

• Maiores Exigências na Construção: mão de obra treinada,


materiais de melhor qualidade e controle tecnológico mais rígido.
4 – CONCRETO PROTENDIDO - CLASSIFICAÇÃO

4.1 CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO PROCESSO CONSTRUTIVO

4.1.1 PRÉ-TRAÇÃO
De acordo com item 3.1.7 da NBR 6118:2014. Transferência da força
de protensão ao concreto por aderência ao longo da peça. Muito
utilizado em peças pré-fabricadas.

Disponível em: <https://www.aecweb.com.br/guia/p/prefabricados-de-


concreto_5_30_0_6_1>. Acesso em: 22 abr. 2018.
4 – CONCRETO PROTENDIDO - CLASSIFICAÇÃO

4.1.1 PRÉ-TRAÇÃO

Disponível em:
<https://casaeconstrucao.org/materiais/tipos-de-
CHOLFE, Luiz; BONILHA, Luciana. Concreto Protendido: lajes/>. Acesso em: 22 abr. 2018.
Toria e prática. 2. ed. São Paulo: Pini, 2016. 346 p
4 – CONCRETO PROTENDIDO - CLASSIFICAÇÃO

4.1.2 PÓS-TRAÇÃO COM ADERÊNCIA POSTERIOR

De acordo com item 3.1.8 da NBR 6118:2014. Processo destacado em


obras de médio e grande porte principalmente em obras de pontes e
viadutos.

Disponível em: <http://www.rudloff.com.br/downloads/catalogo_concreto_protendido_rev-


06.pdf>. Acesso em: 22 abr. 2018.
4 – CONCRETO PROTENDIDO - CLASSIFICAÇÃO

4.1.2 PÓS-TRAÇÃO COM ADERÊNCIA POSTERIOR

Disponível em:
Disponível em: <http://www.radiosentinela.com.br/?obra-da-
<https://br.pinterest.com/pin/175077504245011 segue-com-fabricacao-das-vigas-da-
353/>. Acesso em: 22 abr. 2018 superestrutura&ctd=7318>. Acesso em: 22 abr.
2018.
4 – CONCRETO PROTENDIDO - CLASSIFICAÇÃO

4.1.3 PÓS-TRAÇÃO SEM ADERÊNCIA POSTERIOR


De acordo com item 3.1.9 da NBR 6118:2014. A ligação entre a
armadura ativa e o concreto ocorre apenas nas ancoragens com o uso
de cordoalhas engraxadas. Muito usado em lajes planas ou
nervuradas.

Disponível em: <http://www.rudloff.com.br/downloads/catalogo_concreto_protendido_rev-


06.pdf>. Acesso em: 22 abr. 2018.
4 – CONCRETO PROTENDIDO - CLASSIFICAÇÃO

4.1.3 PÓS-TRAÇÃO SEM ADERÊNCIA POSTERIOR

Disponível em: <https://civilizacaoengenheira.wordpress.com/2016/12/27/conheca-


quais-sao-os-tipos-de-laje-e-talvez-ate-mesmo-o-que-seja-laje/>. Acesso em: 22 abr.
2018.
5 – CONCRETO PROTENDIDO - MACRORROTEIRO

5.1 MACRORROTEIRO DE UM PROJETO DE ESTRUTURAS DE


CONCRETO PROTENDIDO
• Materiais
• Características geométricas
• Modelo estrutural Abordados
• Definição dos carregamentos neste curso
• Análise estrutural
• Seções mais solicitadas
• Verificação em Estado Limite de Serviço ELS
• Dimensionamento em Estado Limite Último ELU
• Verificação dos ELU no ato da protensão
• Traçado geométrico
• Perdas: imediatas e progressivas
• Demais dimensionamentos
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.2 DETERMINAÇÃO DOS MATERIAIS

5.2.1 CONCRETO
A prática é a adoção de concretos C30, C35 e C40 para estruturas
protendidas e cada vez mais adotam-se resistência maiores.

• Parâmetros do concreto adotados neste projeto

= 25 kN/m³

= 35 Mpa (Resistência à compressão característica aos 28 dias)

= 33000 MPa (Módulo de elasticidade inicial)

= 29000 MPa (Módulo de elasticidade secante)


5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.2 DETERMINAÇÃO DOS MATERIAIS

5.2.2 AÇO DA ARMADURA ATIVA


Barras, fios e cordoalhas são classificados de acordo com o valor
característico à tração e quanto à sua relaxação (normal ou
baixa). De acordo com NBR 7483 os aços mais usados são:
Categoria CP 190: =1710 MPa e =1900 MPa
Categoria CP 210: =1890 MPa e =2100 MPa

• Parâmetros do aço da armadura ativa


= 78,5 kN/m³

= 200000 MPa (Módulo de elasticidade)

Categoria: CP190
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.3 GEOMETRIA DA VIGA

A viga do nosso projeto possui comprimento de 1998 cm.


Sua seção “T” possui largura suficiente para passagem dos
pedestres.

RP-SUL. Obras protendidas. Disponível em: <http://www.rp-sul.com.br/atuacao>.


Acesso em: 22 abr. 2018.
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.3 GEOMETRIA DA VIGA


5.3.1 ELEVAÇÃO LONGITUDINAL E PLANTA

Fonte: DER – Departamento de Estradas de Rodagem


5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.3 GEOMETRIA DA VIGA


5.3.2 SEÇÕES TRANSVERSAIS

Fonte: DER – Departamento de Estradas de Rodagem


5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.3 GEOMETRIA DA VIGA


5.3.3 CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS DA SEÇÃO TRANSVERSAL

Fonte: Autor

• Ac = 0,714 m² • Wc inf= Ix / y inf = 0,099 m³


• y inf = 0,769 m • Wc sup= Ix / y sup = 0,230 m³
• y sup = 0,331 m
• Ix = 0,076
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.4 MODELO ESTRUTURAL

Fonte: Autor

O modelo estrutural é de uma viga isostática com comprimento


total de 19,98 m.
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.5 DEFINIÇÃO DOS CARREGAMENTOS

5.5.1 PESO PRÓPRIO DA ESTRUTURA (g1)

• Ac = 0,714 m² (Seção transversal da viga)


• = 25 kN/m³

Fonte: Autor
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.5 DEFINIÇÃO DOS CARREGAMENTOS

5.5.2 PESO PRÓPRIO DA ESTRUTURA (g2)

• Ac = 0,171 m² (seção transversal do guarda corpo)


• = 25 kN/m³

Fonte: Autor
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.5 DEFINIÇÃO DOS CARREGAMENTOS

5.5.3 CARGA ACIDENTAL (q)

De acordo com a NBR 7188:2013 no item 6.1 a ação variável


distribuída em passarela é aplicada no pavimento entre os guarda
corpos sem fatores de impacto com valor de de 5 kN/m².

Fonte: Autor
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.6 DEFINIÇÃO DOS MOMENTOS FLETORES

×
𝑉A=

x = 𝑉𝐴. 𝑥 − 𝑞. 𝑥 . (𝑥⁄2)

Fonte: Autor
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.7 TENSÕES NORMAIS NA SEÇÃO 5 (MAIS SOLICITADA) DEVIDOS


OS CARREGAMENTOS
MOMENTOS
FLETORES Para determinar a tensão normal em uma seção transversal
CARREGAMENTOS
SOLICITANTES devido as ações de carregamentos distribuídos precisamos do
[kN.m]
g1 890,72 momento fletor atuante Ms e do seu módulo de resistência (W).
g2 426,65 𝑀𝑠
q 548,90 𝜎=
total 1866,26 𝑊
Para a tensão na fibra acima da linha neutra usar o W superior e
para a tensão abaixo da linha neutra usar o W inferior.
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.7 TENSÕES NORMAIS NA SEÇÃO 5 (MAIS SOLICITADA) DEVIDOS


OS CARREGAMENTOS
Neste caso, todos os carregamentos g1, g2 e q promovem tensões
de tração (+) na fibra inferior e compressão (-) na fibra superior.

Fonte: Autor
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.7 TENSÕES NORMAIS NA SEÇÃO 5 (MAIS SOLICITADA) DEVIDOS


OS CARREGAMENTOS
FIBRA SUPERIOR (COMPRIMIDA)
𝑀𝑔1 890,72
𝜎 = =− = −3872,70 𝑘𝑁/𝑚²
𝑊𝑠𝑢𝑝 0,230
𝑀𝑔2 426,65
𝜎 = =− = −1855,00 𝑘𝑁/𝑚²
𝑊𝑠𝑢𝑝 0,230
𝑀𝑞 548,90
𝜎 = =− = −2386,52 𝑘𝑁/𝑚²
𝑊𝑠𝑢𝑝 0,230
FIBRA INFERIOR (TRACIONADA)
𝑀𝑔1 890,72
𝜎 = =+ = +8997,17 𝑘𝑁/𝑚²
𝑊𝑖𝑛𝑓 0,099
𝑀𝑔2 426,65
𝜎 = =+ = +4309,60 𝑘𝑁/𝑚²
𝑊𝑖𝑛𝑓 0,099
𝑀𝑞 548,90
𝜎 = =+ = +5544,44 𝑘𝑁/𝑚²
𝑊𝑖𝑛𝑓 0,099
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.8 TENSÕES NORMAIS NA SEÇÃO 5 (MAIS SOLICITADA) DEVIDA


A PROTENSÃO DE 1 CORDOALHA
O cabo promove uma parcela de compressão pura em toda seção
(-) e outra parcela de tração na fibra superior (+) e compressão na
fibra inferior (-) diretamente proporcional à excentricidade.

Fonte: Autor
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.8 TENSÕES NORMAIS NA SEÇÃO 5 (MAIS SOLICITADA) DEVIDA


A PROTENSÃO DE 1 CORDOALHA
y = 0,15 m Distância entre face inferior e eixo do cabo
𝑒 = y inf − 𝑦𝑜 = 0,769 − 0,15 = 0,619 𝑚 (distância entre CG e eixo do cabo)
Diâmetro da cordoalha: Ø15,2 mm
Carga útil de protensão após todas as perdas Np: 160 KN/cordoalha
FIBRA SUPERIOR
𝑁𝑝 𝑁𝑝. 𝑒𝑝 160 160 × 0,619
𝜎 =− + =− + = +206,52 𝑘𝑁/𝑚 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
𝐴𝑐 𝑊𝑠𝑢𝑝 0,714 0,230
FIBRA INFERIOR
𝑁𝑝 𝑁𝑝. 𝑒𝑝 160 160 × 0,619
𝜎 =− − =− − = −1224,49 𝑘𝑁/𝑚 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)
𝐴𝑐 𝑊𝑖𝑛𝑓 0,714 0,099
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.9 TIPO DE PROTENSÃO


As Normas NBR-6118:2014
(concreto) e NBR-8681 (Ações
e segurança) descrevem os
tipos de protensão quanto aos
Estados Limites de Serviço
(ELS). O tipo de protensão é
escolhido de acordo com o tipo
de concreto estrutural e a
agressividade ambiental
(C.A.A). O aparecimento ou
não de fissuras no concreto
Fonte: NBR-6118:2014
pode ser relacionado ao Estado
Limite de serviço (ELS).
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.10 COMBINAÇÕES

Nosso projeto exige uma


protensão limitada nível 2
por ter um C.A.A IV (tabela
6.1 ABNT 6118:2014). Trata-
se de uma pós-tração de
aderência posterior onde
serão verificados dois ELS:
 ELS:F - Fissuração com
combinação frequente
de ações (CF)
 ELS:D - Descompressão
com combinação quase Fonte: NBR-6118:2014

permanente (CQP)
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.10 COMBINAÇÕES

 ELS:F - Fissuração com


combinação frequente de
ações (CF)
Valores de Ψ1=0,4 e Ψ2=0,3

 ELS:D - Descompressão com


combinação quase
permanente (CQP)
Valor de Ψ2=0,3 Fonte: NBR-6118:2014
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.11 VERIFICAÇÕES DOS ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO

Item 17.2.4.3.2 ABNT 6118:2014

çã

ELS Descompressão
Combinação quase permanente (CQP)

ELS Fissuração
Combinação frequente (CF)
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.11 VERIFICAÇÕES DOS ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO


ELS DESCOMPRESSÃO (CQP) Ψ2=0,3
Significa que a tração deverá ser nula na fibra inferior.
𝐹 = ∑𝐹𝑔 + ∑ 𝛹2𝐹𝑞
σ = 0 = 8997,17 + 4309,6 + 5544,44 . 0,3 − 1224,49. n
σ = 0 = 14970,10 − 1224,49. n
1224,49. n = 14970,10
n = 12,22 𝑜𝑢 𝟏𝟑 𝒄𝒐𝒓𝒅𝒐𝒂𝒍𝒉𝒂𝒔
Significa que a compressão máxima na fibra superior deverá ser de 0,6 fck.
𝐹 = ∑𝐹𝑔 + ∑ 𝛹2𝐹𝑞
σ ≤ 0,6 . 35000 ≤ 21000 kPa
σ ≤ −3872,7 − 1855,00 − 2386,52 . 0,3 + 206,52 . 𝟏𝟑 =
⃓ − 3758,90⃓ kPa compressão máxima na fibra superior 𝐎𝐊!!
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.11 VERIFICAÇÕES DOS ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO


ELS FISSURAÇÃO (CF) Ψ1=0,4 e Ψ2=0,3

𝑓𝑐𝑡𝑘 = 0,21 𝑓𝑐𝑘² = 0,21 35² = 2,247 𝑀𝑃𝑎 𝑜𝑢 2247 𝑘𝑃𝑎

Significa que a tração deverá ser inferior a 1,2 fctk.


𝑓𝑐𝑡𝑘 = 1,2 . 2247 = 2696,4 𝑘𝑃𝑎
𝐹 = ∑𝐹𝑔 + 𝛹1𝐹𝑄 + ∑ 𝛹2𝐹𝑞
σ ≤ 2696,4 𝑘𝑃𝑎
8997,17 + 4309,6 + 0,4 . 5544,44 − 1224,49. 𝑚 ≤ 2696,4 𝑘𝑃𝑎
15524,55 − 1224,49. 𝑚 ≤ 2696,4 𝑘𝑃𝑎
−1224,49. 𝑚 ≤ −12825,15
1224,49. 𝑚 ≥ 12825,15
𝑚 ≥ 10,48 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑛𝑑𝑜 11 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎𝑠
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

5.11 VERIFICAÇÕES DOS ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO


ELS FISSURAÇÃO (CF) Ψ1=0,4 e Ψ2=0,3
Significa que a compressão máxima na fibra superior deverá ser de 0,6 fck.
𝐹 = ∑𝐹𝑔 + 𝛹1𝐹𝑄 + ∑ 𝛹2𝐹𝑞
σ ≤ 0,6 . 35000 ≤ 21000
σ ≤ −3872,7 − 1855,00 − 2386,52 . 0,4 + 206,52 . 𝟏𝟏
= ⃓ − 4410,59⃓ kPa compressão máxima na fibra superior 𝐎𝐊!‼

Conclusão:
Como n=13 e m=11 cordoalhas para satisfazer ambos Estados Limites de Serviço
adotamos o número de 13 cordoalhas que podem ser divididas em números de
cabos de acordo com os fabricantes.
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

DEMAIS DIMENSIONAMENTOS NÃO ABORDADOS


• Dimensionamento em Estado Limite Último ELU
• Verificação dos ELU no ato da protensão
• Traçado geométrico
• Perdas: imediatas e progressivas
• Demais dimensionamentos
5 – CONCRETO PROTENDIDO - DIMENSIONAMENTO

Fonte: http://awacomercial.com.br/blog/o-que-e-concreto-protendido/

FIM
MUITO OBRIGADO!

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