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EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MOTORA

EM AMBIENTE ESCOLAR

Jean Fabio Trajano da mata (IESP)


Jean.fabio10@hotmail.com
José Airton Xavier Bezerra (IESP)
airtonxpb@yahoo.com.br

RESUMO

O presente artigo abordara como tema principal a educação física adaptada para pessoas com
deficiência motora em ambiente escolar, a pesquisa foi feito através de livros, artigos
científicos e por meio da internet, este estudo se propôs a analisar o processo de inclusão de
pessoas deficientes na escolar regular e sua capacidade e desenvolvimento moto nas aulas de
educação física, onde o professor de educação física tem um papel fundamental de prepara o
aluno a lidar com as dificuldades que iram aparecer, devendo garantir o direito a
frequentarem as aulas e desenvolver atividades adaptadas de acordo com sua deficiência
motora, acompanhando com segurança a execução dos movimentos proporcionados pela
prática regular de exercícios físicos, ou seja, com o objetivo de colocar o corpo em
movimento e mostrar que a atividade física proporciona a pessoa com deficiência efeitos
positivos, tanto no bem físico como mental adquirindo hábitos saudáveis para o bem estar.
Palavras-Chave: inclusão, educação física, atividade adaptada, deficiência motora.

ABSTRACT

The present article will focus on physical education adapted to people with motor disabilities
in a school environment, the research was done through books, scientific articles and through
the internet, this study proposed to analyze the process of inclusion of disabled people in the
school environment. and their ability and motor development in physical education classes,
where the physical education teacher has a fundamental role of prepares the student to deal
with the difficulties that will appear, and must guarantee the right to attend classes and
develop activities adapted to according to their motor deficiency, safely accompanying the
execution of the movements provided by the regular practice of physical exercises, that is,
with the objective of putting the body in motion and showing that physical activity provides
the disabled person with positive effects both in the well physical as well as mental acquiring
healthy habits for well being.

Key words: inclusion, physical education, adapted activity, motor deficiency.


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INTRODUÇÃO

A prática de exercícios físicos adaptados por pessoas com deficiência física está
crescendo gradativamente. A educação física hoje é uma das melhores disciplinas no
ambiente escolar, pois através de atividades e jogos lúdicos promove a interação de todos os
alunos criando oportunidades para as pessoas deficientes mostrarem que também são capazes
de evoluir em conjunto. Porém, para que o processo de adaptação e inserção em programas
de atividades física adaptada tenha êxito são necessários alguns cuidados específicos como
varias séries de adaptações e ajustes, que possibilitem a pessoa com deficiência motora
adquiri uma segurança nos benefícios proporcionados pela prática regular de exercícios
físicos.

O professor de educação física tem que está preparado para lidar com o processo de
inclusão devendo garantir além do direito das pessoas com necessidades especiais
frequentarem as aulas, como também garantir as condições necessárias de aprendizagem e
conseguir através de um processo de adaptação das aulas, desde que vá além de seus
conhecimentos básicos, fazer com que exista comparticipação de alunos com e sem
necessidades especiais no mesmo momento estimulando a criatividade.

Portanto, cabe ao educador a tarefa de relacionar, conhecer e identificar as diferenças de


cada aluno e antes de prescrever qualquer exercício e realizado uma avalição física visando
detectar possíveis problemas orgânicos, motores, antropométricos e fisiológicos como falta
de flexibilidade, incapacidade de sustentar atividade aeróbica, capacidade respiratória, limites
cardíacos, a falta de força e resistência para erguer o corpo.

Além disso, a educação física no ensino pré-escolar e nas primeiras séries do ensino
fundamental estimula as crianças no desenvolvimento de suas percepções, contribuindo para
serem mais capazes na identificação e diferenciação entre outras percepções e capacidades
imprescindíveis a essa fase de desenvolvimento desses alunos. Também são estimuladas a
capacidades de atenção, concentração e de memorização, favorecendo o processo de
aprendizagem.

No âmbito escolar, a educação física entre outras tem a nobre missão de resgatar o direito
a infância, á saúde, á educação, ao lazer e á convivência comunitária. O regaste desse direito
consolida-se não só na inclusão de crianças e jovens nas aulas de educação física como
também no ambiente escolar, e sua preparação para um lazer ativo, a ser praticado nos
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momentos livres no recinto escolar, junto ás suas famílias ou no ambiente social em que
vivem. Por outro lado, a educação física é muito importante na abordagem de aspectos
emocionais inerentes ao ser humano, mas que podem incluir significativamente tanto no
processo de aprendizagem quanto no relacionamento interpessoal dentro e fora do ambiente
escolar entre tais aspectos emocionais podem ser citados: inibição, medo, autoconfiança,
autonomia na tomada de decisões e na realização de tarefas; ser capaz de reagir de forma
adequada face á situações de estresse ou de exigência emocional.

A uma grande defasagem com relação á capacitação dos profissionais que trabalham com
o público. Mas espera-se que as experiências de sucesso e de empenho, apresentadas em
meio científico possam ajudar para que se busquem novas visões de ensino, disseminando a
educação e a interação de todos em um ambiente escolar mais saudável e menos
discriminatório na sociedade, visando sempre em primeiro lugar o ser humano e o respeito
entre todos.

O referido artigo justifica-se pela sua importância na área de educação física onde
envolve o aluno a partir das reflexões de uma inclusão satisfatória no âmbito escolar e para
uma boa relação entre professor de educação física e alunos com necessidades motoras, é
possível que pessoas com deficiência participem das aulas de educação física, ressaltando sua
importância e seus benefícios, principalmente com relação à construção de seu esquema
corporal, organização espaço-temporal e conhecimento de seu corpo. Além disso, reforça a
relevância da inclusão e do grande ganho que crianças especiais e as ditas normais possam ter
uma boa convivência e troca de experiências.

METODOLOGIA

A pesquisa bibliográfica foi elaborada com base em material já publicado, com o


objetivo de analisar posições diversas em relação a determinado assunto é feita a partir do
levantamento de referências teóricas já analisadas e publicadas por meios escritos e
eletrônicos, como livros, artigos científicos, monografias e dados disponíveis via internet. A
finalidade é fazer com que o pesquisador entre em contato direto com todo o material escrito
sobre um determinado assunto auxiliando na análise de suas pesquisas ou na manipulação de
suas informações (FONSECA, 2002).
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O artigo em questão será desenvolvido através de um levantamento bibliográfico, pois a


pesquisa bibliográfica é feita a partir da busca de materiais através da internet, artigos
científicos, revistas e livros. Ao fazer um trabalho científico, o pesquisador estará aprendendo
a colocar suas ideias em ordem, no intuito de organizar os dados obtidos. Sendo o objetivo de
um trabalho científico e atender a um determinado propósito pré-definido, o uso de um
método específico torna-se essencial para garantir o alcance do que foi planejado (Gil, 2008).

REFERENCIAL TEÓRICO

Diante do entendimento de Dante (2009 et al), afirmava que ao longo do tempo a forma
de tratamento com pessoas que tinham deficiência era vista como uma parte indesejável
muitas vezes atribuída como assistência aos deficientes e não como educação de alunos que
apresentavam deficiências físicas, sendo excluídas do convívio social com as demais.

Foram criadas instituições para da assistência ás crianças com deficiências, ou seja, o


objetivo era direcionar ações para cada tipo de deficiência, ouve um grande avanço mais o
convívio social com outras crianças sem deficiência nas escolas regulares iniciando uma
discursão de âmbito mundial sobe esse caso.

Esse processo ser concretizou no Brasil no ano de 1990 com a LDV- Lei de diretrizes e
bases da educação nacional, a lei 9304\96, também conhecida como lei Darcy Ribeiro. E é a
mais importante lei do sistema educacional, que garantia o direito de inclusão de alunos com
deficiência no sistema regular de ensino.

Na disciplina de educação física foi elaborado um meio especifico para trata das
adaptações de programas que envolver pessoas com deficiências, mas não foi suficiente
prepara profissionais aptos a lidar com condições impostas pela escola que atuava em um
sistema inclusivo.

Temos assim um processo muito grande de exclusão que atinge os mais diferentes
grupos de alunos de nossas escolas, os que são pobres, os que não conseguem frequentar as
aulas porque trabalham para sobreviver e não tem outro recurso para sua sustentação, os que
de tanto serem reprovados desistem de estudar e aqueles que são discriminados pela
aparência e sua deficiência ou por qualquer outro motivo.
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A escola hoje deve sofrer uma transformação radical, trabalhando o respeito ao outro, o
direito de todos serem diferentes, o direito de aprender segundo suas potencialidades, sendo
sempre valorizados, pois devemos pensar nas adaptações para minimizar as dificuldades
garantindo o tempo necessário que todos possam aprender, conforme seu ritmo de dificuldade
e deficiência.

A inclusão de alunos na escolar regular e de extrema importância e o professor deve


inicialmente ter conhecimentos sobre as causas da deficiência do seu aluno e em que época
ela surgiu, afim de que possa antecipar eventuais problemas de controle do equilíbrio ou na
aquisição de conceitos verbais facilitando o aprendizado, é altamente recomendável que o
professor de educação física, ao iniciar um programa de exercícios ou esporte permita que os
alunos conheçam o ambiente onde serão ministradas as aulas ou treinos específicos de acordo
com sua deficiência.

Sabe-se que precisa de mudanças e lutas por escolas inclusivas, onde todos os alunos
devem aprender juntos, independente de dificuldades e diferenças que apresentam, mas
sabemos que se faz necessário ter escolas apropriadas e professores com qualificação e
capazes de lidar com essas diferenças, espaço propício de uma escola inclusiva, que consiga
responder aos desafios e suprir às necessidades de uma população cada vez mais heterogênea
e de construir um espaço onde eles possam ser aceitos e serem tratados de forma
diferenciada, desde as práticas pedagógicas, organização do currículo e estratégias de ensino,
apoio ao aluno, ao professor, à família e a esta escola também, para que seja realmente
inclusiva e para todos.

A educação inclusiva hoje é uma realidade gradativamente implantada


internacionalmente e nacionalmente que vem muito a beneficiar a todos da sociedade. Deste
modo, a inclusão é um processo onde todos devem estar cientes de sua participação,
principalmente a equipe de educação escolar. A escola deve ser capaz de refletir seus
planejamentos, práticas e espaços, a fim de aprimorar o seu ensino oferecido, e assim,
possibilitar o pleno desenvolvimento e participação de seus alunos. A inclusão se faz com que
os envolvidos tenham outro olhar sobre sua prática pedagógica podendo transformá-la, para
que assim, compreendam e respeitem as diferenças de seus alunos.

Percebe-se de um modo geral, as maiores restrições impostas ao pleno


desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiências não são advindas da deficiência
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em si, mas sim da falta de oportunidades e estímulos apropriados. Para esses jovens, que no
seu dia a dia têm poucas oportunidades de brincadeiras e de praticarem atividades físicas e
esportivas inclusivas ou específicos tornam-se cruciais.

A simples criação de programas de instrumentos legais não é capaz de garantir o acesso


irrestrito de jovens com deficiência à prática de atividades físicas e esportivas. Todas as
pessoas com necessidades tem o direito á educação fundamental, e deve ser dada a ela a
oportunidade de desenvolver o máximo de aprendizagem e orientação a essas crianças, não
havendo discriminação e sim acolhendo, para contribuição e uma sociedade de inclusão para
todos.

De um modo geral a inclusão e garantir igualdade de oportunidades e permitir que


crianças portadoras de deficiência possam relaciona-se com outras pessoas e estabeleçam
trocas de conhecimentos e tenham um bom relacionamento.

Na sociedade atual e encontrado crianças com bastante dificuldade de atendimento


especifico devido a sua deficiência física, fato que no ponto de vista do autor ele sugerir uma
melhor adequação nas diferentes formas de incapacidades, reconhecimento e compreensão
dos movimentos corporais da pessoa com deficiência física, ter um ambiente compatível com
sua dificuldade motora atendendo as suas necessidades individuais oferecendo as mesmas
oportunidades de uma pessoa normal pode ter, a educação física adaptada e um meio pelo
qual o professor de educação física possa executar atividades adaptadas e deve-se primeiro
conhecer as necessidades que os alunos com deficiências motora vão encontra. (MOREIRA,
(2009).

A educação física e o professor, por sua vez, podem contribuir significativamente na


formação e capacidade do aluno que tem deficiência física mesmo tendo dificuldade no meio
social, coloca-se em contato com vivências corporais na forma de execução de movimentos,
mas que ser utilizem delas para construir um meio de conhecimento, que o torne
independente e que a deficiência motora não torne algo impossível de realizar as atividades
físicas.

De acordo com Guiselini (2006), conhecer o seu próprio corpo e muito importante para
saber o quanto a possibilidade de transformação e conhecer a capacidade do seu
funcionamento e os benefícios físicos que são proporcionados para ter um condicionamento
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físico bom para enfrenta ás barreiras encontradas no dia a dia ser dedicando a si próprio a sua
saúde, e compreendendo a importância e a potencialidade que seu corpo pode proporcionar.

O exercício físico e muito importante atividade que ajuda a ter uma boa saúde e
proporcionar um ganho de resistência, capacidade de força, agilidade, equilíbrio e
coordenação motora, pois através da pratica exercícios físicos o deficiente físico está
estimulando sua independência e autonomia e assim sua autoestima também melhorará as
suas habilidades motoras e uma melhor realização das tarefas do cotidiano, melhorando no
funcionamento dos aparelhos circulatórios, respiratórios, digestivo, excretor e até reprodutor.

A atividade física com pessoas com qualquer tipo de deficiência deverá ser acompanhado
por um professor de educação física que vai iniciar com exercícios simples, é preciso
observar qual a melhor maneira de executar sua atividade física e de forma gradativa para
que a mesma não sofra nenhum desconforto durante as práticas de exercícios.

E quanto mais exercícios físicos uma pessoa com mobilidade reduzida fizer, melhor seu
corpo irá responder aos movimentos, possibilitando assim, uma vida mais saudável e
independente bem como a melhoria e o desenvolvimento das habilidades motoras e
funcionais para uma melhor realização das atividades diárias, aprimorando sua coordenação
motora e superando as situações de dificuldades.

O corpo humano está em constante evolução e sempre em busca de uma perfeição, e


com as pessoas deficientes físicas não poderia ser diferente seja ela uma criança, adolescente
ou adulta não importando sua idade, cor, raça ou etnia, todo cidadão deve participar de
atividades físicas para buscar um melhor desempenho físico, intelectual, etc.

A atividade física manifesta-se como elemento primordial no restabelecimento das


relações sociais, pois o desenvolvimento de atividades em grupo fortalece os laços de
amizade, o espírito de grupo, o companheirismo, a ajuda mútua e a camaradagem, podemos
verificar que a interação social, propiciada pela atividade física, vai além do está com, mas,
principalmente, em realizar como.

Atividade física possibilita a confirmação da necessidade que o indivíduo com deficiência


tem de voltar-se para si no sentido de preocupar-se consigo com seu bem estar pessoal em
redescobrir que pode ser capaz de cuida de ser próprio, ou seja, assumir compromissos, pode
e deve ir além dos processos de reabilitação convencional; que, por exemplo, as atividades na
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água não são somente hidroterapia, mas que podem proporcionar, também, imenso prazer ao
realiza-las de forma descontraída e não menos séria; que atividades de caminhada, recreação
ou mesmo esportiva, onde quer que ela se realize, traz consigo não somente a busca da
melhor condicionamento física, ou a vitória, mas pode representar uma quebra das barreiras
com o seu eu próprio, integração consigo mesmo uma interação com a natureza, cooperação,
o sentido de liberdade, de autonomia e de independência.

E para que isso seja possível é necessário que os governantes invistam na criação e
complementação de instituições de ensino, clubes e áreas de lazer com equipamentos
adaptados para possibilitar o acesso das pessoas com deficiência física e suprir a carência
dessa população no que diz respeito aos seus direitos, já que estamos na era da inclusão e
muito se fala em incluir não só o deficiente físico, mas também o deficiente visual, mental e
auditivo dentro de uma sociedade como todo.

Conforme Darido (2011), a educação física e uma matéria inclusa na área do


conhecimento para ser tratada no ensino básico, por ser tratar de um espaço por direito,
apesar do conhecimento legal, há a necessidade de ser modificar o enfoque de atuação da
educação física na formação do aluno, devendo ser o eixo central de qualquer projeto politico
pedagógico, legitimando o processo de ensino e o aprendizado.

É importante que se considere que o objetivo da educação física na escolar é contribuir


na formação geral dos estudantes através do desenvolvimento de cultura das capacidades
motoras, cognitivas, afetivas e sociais, visando à aquisição do hábito da prática regular de
atividades físicas como componente fundamental da educação para uma vida saudável.

Portanto, a disciplina é um caminho privilegiado da educação, pelas suas possibilidades


de desenvolver a dimensão motora e afetiva das crianças, adolescentes e adultos
conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais, e por tratar de um dos preciosos
recursos humanos, que é o corpo.

Segundo Falkenbach (2010), a educação física tem seu ponto de partida a sua historia
voltada a prática seletiva e técnica que compreende a área pedagógica da escola para
finalidade da inclusão, a ação pedagógica busca mostra um bom conhecimento que
impossibilitar as diferenças e suas individualidades.
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A educação física na escolar é um componente curricular no qual todos os alunos inclusos


devem desenvolver determinadas habilidades, inclusive as motoras ou esportivas. Sabemos
que nem todas as escolas estão preparadas para receber o aluno portador de uma deficiência e
por vários motivos, entre eles, porque nem todos os professores estão preparados para atender
adequadamente as necessidades daqueles alunos e os alunos que não têm deficiência não
foram preparados sobre como aceitar ou brincar com os colegas com deficiência.

Talvez a grande dificuldade nas aulas de educação física e ensina ao mesmo tempo todos
os alunos e cada um deles. Isso porque não existem pessoas iguais, portanto a diversidade se
torna um ponto de análise para não ocorrer fracasso na educação. Nesse caso, o professor é a
ferramenta principal e isso implica dizer que ele influencia diretamente no desenvolvimento
do aluno e muitas vezes interferem na gestão familiar e social do indivíduo. Portanto a maior
dificuldade é o próprio professor saber se está preparado e tem condições favoráveis de
receber os alunos com necessidades especiais junto á turma.

A partir daí o professor no seu trabalho didático-pedagógico com base nos campos
psicomotor, cognitivo e social deve se preparar e trabalhar gradualmente do grau menos
complexo até o mais complexo, respeitando a desigualdade da turma e levando a
independência do aluno com necessidade especial para sua evolução global.

Nessa oportunidade de independência, o professor como promotor do convívio entre os


alunos estimula no aluno com necessidade especial a autoestima, o autoconhecimento, o
autodomínio, suas habilidades psicomotoras e sociais e estimula os outros alunos a
entenderem, aceitarem as diferenças e apoiarem esse desenvolvimento fechando a ideia de
inclusão.

A educação física adaptada está hoje num patamar importante, pois não há essa
necessidade de rigidez de conteúdo. Partindo de um planejamento pedagógico coerente, este
passa a ser um instrumento de constante orientação e também de base para possíveis
mudanças decorrentes do processo de ensino Isso nos mostra que há necessidade de
mudanças na visão e atitudes de professores e demais envolvidos no processo ensino e
aprendizagem. Afinal, a presença do aluno com deficiência na escola deve ser vista como um
elemento importante para se trabalhar conceitos de respeito perante as diferenças.
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Na visão de Rodrigues (2006), para que o processo de inclusão possa ser direcionado ao
atendimento eficaz dos alunos que apresentam necessidades especiais, no atual modelo
escolar, devemos repensar a escola e suas práticas pedagógicas, visando o beneficio de alunos
e professores.

É preciso organizar e estabelecer o desenvolvimento de estratégias de intervenção que


facilitem a sua presença em um bom estabelecimento com material adequado preparado para
recebe a sua dificuldade motora.

Cada escola, cada turma, cada professor, cada aluno, possuem suas especificidades e
estão inseridos em diferentes realidades. Mas é possível estabelecer algumas adaptações que
possam contribuir de forma simples, prática e abrangente às diversas situações, dificuldades e
necessidades especiais existentes nas escolas, então cabe a cada um, encarar esse desafio de
forma a contribuir para que no espaço escolar, aconteçam avanços e transformações, ainda
que pequenas, mas que possam propiciar o início de uma inclusão escolar possível no intuito
de favorecer uma aprendizagem de qualidade para todos os alunos envolvidos no processo.

Um programa voltado á atividade motora na inclusão de alunos em condições de


vivenciar oportunidades através dos procedimentos pedagógicos utilizando materiais e
recursos empregados em locais e ambientes favoráveis a sua deficiência tonou-se necessário
e importante á compreensão dos movimentos do corpo e sua limitação (RODRIGUES, 2006).

Num programa de atividade motora voltada à inclusão, a diversidade é abordada sobre


vários aspectos. Não ser restringe apenas á condição das pessoas envolvidas, mas sobre tudo
à qualidade das oportunidades de vivência da atividade motora. A diversidade está presente
nas metas, nos currículos, nos conteúdos, nas estratégias e nos procedimentos pedagógicos,
nos materiais e recursos empregados, nos locais e ambientes de intervenção, nos métodos de
avaliação e em todos aqueles que participam do processo ensino e aprendizagem. Portanto, o
que se preconiza é que a ênfase recaia sobre o programa e não propriedade sobre a
deficiência, até porque um mesmo individuo pode apresentar múltiplas necessidades
educacionais.

Tornando-se necessário ressaltar que a compreensão da deficiência deve se pautar não


pela limitação, comprometimento ou falta de funcionalidade em um órgão ou segmento
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corporal, mas pelo potencial do indivíduo e capacidade das pessoas que rodeiam, buscando
adaptação mútua a essa condição.

Ao elabora um programa de atividade motora que inclua pessoas com deficiência física, o
primeiro passo e procurar estabelecer um diagnóstico inicial com o intuito de examinar e
investigar as circunstâncias relativas ás pessoas envolvidas nesse processo, ou seja, ao
individuo que apresenta a condição de deficiência e ao seu grupo de convivência.

É importante conversar sobre as preferências e experiências anteriores de ambas as partes,


identificando interesses e metas comuns. O educador físico deve dever escolher a receber
todos os alunos com o mesmo nível de atenção e consideração a curiosidade e as perguntas
que eventualmente devem ser respondidas com naturalidade.

O educador deve garantir oportunidades de participação a todos individualmente ou grupo,


mantendo o foco nas capacidades e não nas limitações. Sobretudo, é fundamental promover a
conscientização por meio da convivência, caso seja necessário o educador pode sugerir
mecanismos de sensibilização para a convivência em grupo.

Os programas de atividades motoras devem revestir-se com as características dos contextos


em que estão inseridos, ou seja, suas metas devem adequa-se às propostas vigentes nos
possíveis locais de intervenção pedagógica, locais de intervenção aquelas onde são
desenvolvidas atividades físicas responsáveis pelo profissional de educação física.

Muitas das escolas regulares de ensino fundamental e médio, como fontes de produção e
transmissão de conhecimento, discriminam alguns educandos portadores de deficiência, pois
seu corpo docente muitas vezes não está preparado para atender esse tipo de educando
quando participando dessas etapas de ensino. Essa discriminação também se dá pela
precariedade de estrutura física, banheiros e salas de aula de difícil acesso dessas escolas,
bem como pelos materiais didáticos serem escassos e muita vezes inapropriados a essas
pessoas.

Segundo Teixeira (2008), pessoas com deficiência física e motora e definida como
resultado de lesões neurológicos ou ortopédicos que acarreta problemas locomotores fatos
esses adquiridos após o nascimento causando irreversíveis ou temporárias sequelas que
dificultam os movimentos do corpo no dia a dia, para facilitar sua locomoção e movimento e
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usado equipamentos de apoio como próteses e equipamentos que substituem os órgãos ou


membro ausente em uma tentativa de melhorar a condição de vida dessa pessoa.

Ao elaborar um programa de atividade motora que inclua pessoas com deficiência, o


primeiro passo é procurar estabelecer um diagnóstico inicial com o intuito de examinar e
investigar as circunstâncias relativas às pessoas envolvidas nesse processo, ou seja, ao
individuo que apresenta a condição de deficiência e ao seu grupo de convivência.

É importante conversar sobre as preferências e experiências anteriores de ambas as partes,


identificando interesses e metas comuns. O educador deve acolher e receber todos os alunos
com o mesmo nível de atenção e consideração.

A curiosidade e as perguntas que eventualmente surgirem, deve ser respondido


naturalmente. O educando deve garantir oportunidades de participação a todos
individualmente ou em grupo, mantendo o foco nas capacidades e não nas limitações.
Sobretudo, é fundamental promover a conscientização por meio da convivência. Caso seja
necessário, o professor pode sugerir mecanismos de sensibilização para a convivência em
grupo.

De acordo com Vieira (2014), a prática de atividade planejada por um profissional da


área de educação física pode ajuda no combate a doenças adquiridas no sedentarismo além de
ajuda a ter um bom condicionamento físico e um grande aumento de massa muscular magra,
coordenação motora e força muscular.

A inatividade física e um fator negativo que prejudica a população devido o aparecimento


de doenças cardiovasculares e um conjunto de doenças crônicas degenerativas que e
considerado nos tempos atuais o principal problema da saúde.

Altos índices de morte, provenientes de todas as causas relatadas por Vieira (2014), são
notados em grupos de pessoas sedentárias e deficientes físicos, que também tendem a
demostrar maior prevalência de certos tipos doenças e atividade física pode reduzir o risco
dessas doenças, ajudando também a controlar o peso corporal e contribui para uma vida
saudável.

Diante do entendimento de Bortman (2015 et al), a terminologia o movimento das


pessoas deficientes citadas pelo autor que demostra a pessoa á frete de sua deficiência,
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apresentando a realidade e as condições e ás diferenças das pessoas deficientes e esclarecidas


pelo termo “pessoa com necessidades especiais” e devido á comparação com pessoas idosas e
gestantes que apresentam necessidades especiais. O termo portado não devera ser utilizado,
pois significa algo que “porta” significando que e possível ser livrar a qualquer momento e
em um lugar qualquer.

Enfim, a inclusão social das pessoas com deficiência também passa pela linguagem, pois
nela se expressa o respeito ou a discriminação em relação a elas. Dessa forma, ao utilizar a
terminologia “pessoa com deficiência”, evidencia-se que mais do que uma deficiência, trata-
se de uma pessoa.

Na visão de Gracia (2006), a grande dificuldade encontrada que a pessoa deficiente


encontra e no convívio social, deveria ser tratados de forma igual respeitando os seus direitos
e garantias e cumprindo a lei o qual e beneficiado.

As pessoas com alguma deficiência são vistas com indiferença, como coitados, de má
sorte, pobrezinhos, marcados pelo destino, pela dificuldade de andar, falar, ouvir ou se
relacionar. Mas, quando se permite o convívio em igualdade de condições, é percebido que
são pessoas, são cidadãos com os mesmos desejos, necessidades e vontade de fazer e ser
feliz.

Conforme Ropoli (2010), o sistema educacional está com dificuldades em estabelecer boas
propostas de adaptação para alunos com deficiência física tendo que dividi espaço com
alunos tidos normais, devem ter espaços distintos que facilitem o trabalho educativo tendo
em vista a união de ambos entre as posições que ser encontra-se os alunos.

Acreditamos que está na educação, sem dúvida, a principal ferramenta para a


transformação social verdadeira que tanto almejamos. Nos dias de hoje as desigualdades
sociais e o desrespeito às diferenças são banalizados em nosso cotidiano, e a escola, sem
dúvida, reflete e reproduz estas relações.

A educação física tem compromissos com as grandes questões contemporâneas da


humanidade como a inclusão social, o atendimento a pessoas com deficiência, com relação
aos cuidados com o meio ambiente. Em termos históricos, é possível que se proceda a
afirmação de que as pessoas com deficiência eram excluídas da sociedade, sendo mesmo
marginalizadas.
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CONCLUSÃO

Este estudo analisou o acesso de alunos com deficiência motora nas praticas de atividade
física desenvolvida na escolar pelos professores da disciplina de educação física responsáveis
de auxiliar e monitorar as atividades adaptadas para qualquer tipo de deficiência, e possível
que a inclusão desses alunos nas aulas de educação física é um desafio a ser superado por
todos, e para que a tudo ocorra bem é preciso que o professor elabore sua aula pensando em
cada aluno de forma especial, conhecendo as limitações de cada um, é necessário também
que a escola seja preparada para ter um espaço amplo, adaptado e organizado a prática da
atividade física.

A inclusão nas atividades deve acontecer de forma natural, e as adaptações de acordo


com as necessidades dos alunos, sendo gradativas conforme sua evolução e de forma que
respeite o tempo de desenvolvimento de cada um, pois cada indivíduo é ser único e sua
aprendizagem ocorre naturalmente conforme seu amadurecimento e sua satisfação ao
realizarem ás atividades e consequentemente seu desenvolvimento psicomotor e sua
socialização com os demais alunos garantindo sua integração social.

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