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UM ESTUDO SOBRE A DEPRESSÃO NA PERSPECTIVA DA ANÁLISE DO


COMPORTAMENTO 1

Rubiana Cleide Pereira 2


Vanessa Siqueira de Medeiros Dettoni3

1. INTRODUÇÃO

O termo depressão é derivado do latim depressare e da palavra depriere, que significa


“pressionar para baixo”, sendo utilizado para indicar um sentimento de peso ou de tristeza
(BUENO; BRITTO, 2014). A depressão sempre foi enfoque de vários estudos e abordagens
teóricas da Psicologia e o intuito desse mini-artigo é abordar as causas do comportamento a
partir da articulação dos aspectos teóricos sob o enfoque da Terapia Analítico-Comportamental
e os eventos que ocorrem no ambiente físico e social do indivíduo. Em vista disso, a proposta
desse estudo deu posteriormente a realização de uma entrevista realizada por uma estagiária de
Psicologia com Maria4, de 78 anos de idade, no Núcleo de Prática em Psicologia (NPP) da
PUCPR, câmpus Toledo-PR, no dia 17 e 24 de outubro de 2017. Dessa forma, foram coletadas
informações como os dados de identificação, a queixa pelo qual buscou atendimento,
relacionamento familiar, dentre outros dados que pudessem contribuir para se investigar de
forma breve a história de vida da cliente.

1. DEPRESSÃO

A depressão é conhecida como uma das doenças mais comum na saúde pública, sendo
responsável por sofrimentos clinicamente significativo e prejuízo no funcionamento de áreas
importantes na vida do sujeito. E para abordar esse assunto, a partir da Terapia Analítico-
Comportamental é preciso remeter a ciência do comportamento, onde define os indivíduos por
meio de seus repertórios comportamentais. Sendo assim, a depressão está diretamente

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Mini-artigo elaborado como requisito parcial à obtenção de nota do 2º Bimestre, do 8º Período, na disciplina de
Práticas Psicológicas no Contexto Clínico.
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Acadêmica do 8º período de Psicologia, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, Câmpus
Toledo. Estrada Botucatu, lote 108. Carajá, Jesuítas – PR. CEP: 85.835-000. E-mail: rubianacleide@hotmail.com.
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Docente Orientadora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, Câmpus Toledo. Psicóloga
Clínica. Especialista em Análise do Comportamento e Terapia Analítico-Comportamental. Rua Paraná, 1784.
Centro, Cascavel – PR. CEP: 85.812-010. E-mail: v.dettoni.@pucpr.br.
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Nome fictício da cliente que será retratada no artigo, para preservação de sua identidade.
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relacionada com os comportamentos e os eventos comportamentais do indivíduo (BUENO;


BRITTO, 2014).
O comportamento trata-se de resposta e consequência, ou seja, de uma relação
funcional entre ambiente e organismo, considerando os três níveis de seleção: o filogenético
(nível biológico/ou história da espécie), o ontogenético (história individual) e o cultural
(práticas aprendidas na interação com o meio social) (BUENO; BRITTO, 2014). Skinner
(2007, p. 3) complementa que, a análise do comportamento tenta “prever e controlar o
comportamento de um organismo individual”. O que para Dettoni, Novaki e Rosa (2003, p.),
é fundamental realizar a análise funcional dos comportamentos, onde, é preciso conhecer os
“antecedentes e os consequentes” obtidos nas circunstâncias do comportamento, no intuito de
“averiguar qual a função desta conduta, além de, como e porque se mantém no repertório
comportamental do indivíduo”.
Nesse sentido, deve-se procurar analisar os comportamentos dos indivíduos, mediante
as condições em que o comportamento ocorre e as possíveis consequências. Pode-se perceber
então, que tudo o que ocorre dentro do sujeito (evento privado), também podemos definir como
comportamentos e, deste modo, é necessário que seja compreendido através dos níveis de
variação e seleção. Bueno e Britto (2014, p. 41), definem a depressão para a análise do
comportamento como um “padrão interacional entre organismo e ambiente, que é produto de
variação e seleção”. A respeito disso, é imprescindível que possa conhecer as variações dos
comportamentos que são observados como deprimidos, onde, para compreender a depressão,
só é possível através dessa análise, identificando as contingências que instalam e que mantêm
o comportamento.
O analista do comportamento não lida com uma “síndrome” ou “doença”, mas sim,
com um repertório comportamental único, personalizado, que deve ser compreendido através
da sua análise funcional (HÜNZIKER, 1977 (conferir ano), p. 144). E dentro da análise do
comportamento, indiferente da explicação ou do modelo de depressão, ela irá investigar as
causas da relação do indivíduo com o ambiente, buscando as razões do qual o comportamento
humano é função e identificar as consequências que são mantenedoras do repertório depressivo,
para poder realizar os métodos e modificar as consequências, e posterior a isso, alterar os
padrões comportamentais (MELLO; TEIXEIRA, 2012). Com esse objetivo, Cavalcante (1997),
também aponta, que a depressão deve ser caracterizada pelo padrão da interação com o
ambiente, sendo identificada como um produto de seleção e antes de ser caracterizada como
patológica, busca-se analisar as contingências que produzem uma baixa frequência dos
comportamentos.
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Na descrição do repertório de uma pessoa deprimida, deve considerar as atividades


que o indivíduo está engajado e a frequência de comportamentos que favorecem a interação
ambiental. Busca-se verificar a ausência de “comportamentos apropriados e a ocorrência de
comportamentos inapropriados, que geram sofrimento clinico, ao contexto ambiental e a parte
de seu repertório atual e potencial” (BUENO; BRITTO, 2014, p. 41). Com a depressão surgem
diferentes formas de consequência que se instalam na manutenção dos comportamentos
deprimidos, e por intermédio disso o analista do comportamento deve buscar compreender esses
comportamentos, através da interação do ambiente físico e social do indivíduo. Isto vem ao
encontro ao que Gongora (1981, p. 116), pontua que os “sentimentos subjetivos do indivíduo
depressivo não são relevantes para a análise, mas sim, suas verbalizações a respeito de tais
sentimentos, pois, os sentimentos não são observáveis, enquanto que as verbalizações são”.
No caso de Maria, ela trouxe como queixa inicial, os problemas familiares e a angustia
que está sentindo, devido os filhos estarem brigando pela divisão de sua herança, onde já
tentaram resolver na justiça, mas não obtiveram nenhum êxito, devido desentendimentos. Ao
relatar sobre sua vida, conta que se divorciou aos 35 anos, após descobrir que o marido tinha
outra família, posteriormente criou os filhos até que todos se casaram e ela veio a morar sozinha.
Atualmente, a filha caçula de 45 anos, se divorciou e veio a morar com Maria, trazendo o filho
de 10 anos. Na triagem Maria enfatizou que perdeu a liberdade dentro de casa, sendo, que tudo
deve ser feito do jeito que sua filha deseja, e também se sente privada de fazer suas atividades
como assistir TV, devido o neto sempre estar jogando Vídeo Game. Essa deseja que a filha saia
de sua casa, porém, Maria nunca pediu para que essa fosse morar em outro lugar, com medo de
magoar a filha. Os outros filhos da cliente também desejam que a irmã saia da casa e com essa
circunstância não visitam a mãe na presença da irmã.
Muitos fatores da depressão estão relacionados com a qualidade de resposta dos
indivíduos em seu contexto sócio-histórico e cultural (AZEVEDO; ALMEIDA; MOREIRA,
2009). E uma das explicações a respeito da depressão é a de Ferster (1982, p. 701), que demostra
que as características mais evidentes em uma pessoa deprimida, são a “perda de certo tipo de
atividade associada a um aumento de comportamento de esquiva e de fuga, tais como queixas,
choro e irritabilidade”, resultando na ocorrência de redução à frequência de algumas atividades
que compõe seu repertorio, podendo diminuir a eficácia de certos “reforçadores intimamente
relacionados a processos fisiológicos, como o comer ou a atividade sexual”. Essa baixa
densidade de reforçadores pode ser percebida na cliente, visto que está passando por momentos
de tristeza em relação as brigas dos filhos, e se queixa que as vezes chora e não consegue dormir.
Essa taxa baixa de comportamentos a uma relativa escassez de reforço pode surgir quando o
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reforço não mais responde. Desse modo, existem situações que reduzem o reforço dos estímulos
disponíveis e das condições que limitam o acesso aos reforçadores, ocasionando, então, os
sintomas depressivos (MELO; TEIXEIRA, 2012).
Em um indivíduo que está deprimido, há uma maior frequência de comportamentos de
esquiva e fuga de estímulos que são aversivos para este, que se manifestam por queixas ou em
pedidos de auxílio, também ao mesmo tempo, ocorre uma periodicidade reduzida de
comportamentos positivamente reforçadores (FERSTER, 1977). Nesse contexto, Nico,
Leonardi e Zeggio (2016, p. 24), pontuam que o repertório comportamental de um indivíduo
com depressão acaba consistindo em uma “redução de classes de respostas controladas por
reforçamento positivo que é associada ao aumento de classes de respostas controladas por
reforçamento negativo". Com essa baixa frequência de comportamentos reforçados
positivamente, pode suceder em uma menor probabilidade de respostas e concomitantemente,
na menor probabilidade do reforçamento, resultando em uma alta frequência dos
comportamentos de fuga e esquiva (NICO; LEONARDI; ZEGGIO,). Esse quadro para Capelari
(ANO, p. 54), “passa a se apresentar como um ciclo que necessita ser quebrado para que a
depressão deixe de existir e a pessoa volte a interagir de uma maneira mais afetiva”. Perante
isso, a depressão então não seria apenas uma característica de poucos reforçadores, mas
também, o fato desses não serem produzidos propriamente por comportamentos do sujeito.
Outro aspecto importante na depressão, seria a redução da freqüência de
comportamentos, que podem ocorrer como resultado da extinção. Para Nico, Leonardi e Zeggio
(2016, p. 28), é na extinção, que ocorre uma ruptura abrupta na relação que já estabelecida entre
resposta e reforço que, além de enfraquecer o operante em questão, produz sentimentos de
frustação, incapacidade e revolta. Quando ocorre um processo de extinção lento, pode ser difícil
de identificar qual seria a origem da depressão e com a perda do reforço torna-se preocupante,
sendo necessário encontrar outras fontes de reforçamento. Dougher e Hackbert (2003, p.171),
salienta que “apesar de a extinção, a punição e a falta de repertório efetivo poderem explicar a
taxa baixa de comportamento emitida por pessoas depressivas, elas também são caracterizadas
por uma taxa alta de comportamentos de ansiedade”. Além disso, esses comportamentos podem
ser compreendidos em ambientes que são altamente punitivos e que surgem em circunstâncias
mesmo quando o reforço imediato para esses comportamentos como o da angústia ocorrem.
Na depressão existem certos tipos de controle de estímulos para a manutenção do
comportamento e esses estão relacionados com eventos da extinção ou da punição que
provocam o comportamento de esquiva, onde são mantidos pelo reforço negativo. Nesse
sentido, Azevedo, Almeida e Moreira (2009, p.74), identificam que esses comportamentos,
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“permanece sob o controle de estímulos discriminativos relevantes, mesmo quando as


contingências mudam e como resultado, os clientes podem vir a perder fontes potenciais de
reforço, e a taxa de reforço positivo permanece baixa”.
Uma das respostas que podem ser eliciadas pela punição e reforço insuficiente é o
comportamento verbal, cujas frequências são evocadas por uma estimulação aversiva, e muitas
das reclamações ou autocríticas são agressivas e acabam trazendo dano ou dor ao próprio sujeito
intensificando a depressão (DOUGHER; HACKBERT, 2003). Para Bueno e Britto (2014),
torna-se significativo avaliar o quanto o comportamento verbal pode influenciar na
permanência de um quadro depressivo e esse comportamento é governado por regras que
podem dificultar o autocontrole e a capacidade de resolução de problemas. Assim, esse excesso
de regras pode produzir algum grau de insensibilidade nas mudanças de contingências sendo
responsável por produzir rigidez no repertório que aumenta o quadro clínico.
Ressalta-se que possui diferentes formas de instalações comportamentais no quadro
depressivo e como fator primordial da compreensão analítico-comportamental, é necessário
considerar os aspectos que são relativos ao controle discriminativo, ao repertório do indivíduo
e ao comportamento verbal (HÜNZIKER, 1997). E conforme Ferster (1977), é através de um
relato objetivo, na relação funcional do comportamento de um cliente e as consequências do
ambiente físico e social, que nos permitir identificar o que são relativamente importante para
um procedimento terapêutico. O que para Vandenberghe (2004), é importante que haja uma
boa relação terapêutica, para que possa compreender e trazer as variáveis mais relevantes em
relação a queixa apresentada e assim identificar os prováveis antecedentes e as consequências
funcionais, de modo que possibilite aumentar a frequência de reforçamento positivo.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que por meio desse mini-artigo foram possíveis conhecer alguns aspectos
que são relevantes para compreender a depressão a partir da Terapia analítico-comportamental.
Porém, não se pode relacionar todos os conceitos aqui estudados com o caso de Maria, não
podendo afirmar que Maria possui um quadro depressivo. É necessário se aprofundar no caso,
afim de coletar mais dados e informações a respeito de sua vida, para que de fato possa ser
levado para análise, o que fica evidente mediante as triagens e deve ser trabalhado no processo
terapêutico, é essa baixa de reforçadores que ocasiona sentimentos de tristeza, choro e angustia
em Maria.
Por fim, a Análise do Comportamento dispõe de tecnologias e métodos que favorecem
à identificação das contingências causadoras e mantenedoras da depressão, como também de
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ferramentas que favorecem o seu controle. Ressalta-se que não se pode atribuir a depressão a
uma única causa ou processo psicológico, deve-se considerar as consequências que são
mantenedoras do repertório depressivo, bem como analisar as causas dos comportamentos, que
são fruto da interação do organismo com o meio que resultam em inumeráveis processos. E
para realizar uma análise funcional do quadro depressivo é necessário que haja uma boa relação
terapêutica e que o cliente possa verbalizar esses comportamentos para uma compreensão
desses comportamentos depressivos e posteriormente propor estratégias para um reforçamento
positivo.
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