Você está na página 1de 5

CODIGO DA VINCI DE “ VITRÚVIO”

1. Explicação prévia do Tema.

Procuramos viver o melhor possível e observar o mundo que nos rodeia.


Os últimos dados estatísticos económicos são preocupantes, porque em Portugal
em 2000 se atingiu o número de dois milhões de portugueses no limiar da pobreza.
Sabemos que existem um conjunto de regras e códigos que devemos conhecer para
nos facilitar a vida e evitar conflitos desnecessários e aceitar melhor as
compensações que nos queiram dar.
Com grande sucesso apareceu o livro O Código Da Vinci e depois o filme que vão
ao encontro da ideia que muitas vezes existe um código secreto que se é descoberto
nos irá fazer ver as coisas de uma outra forma e até quem sabe encarar o futuro
com mais entusiasmo.
Na apresentação do tema, como num enredo policial surge o desafio de
encontrarem a resposta ao mistério que encerra o código Da Vinci no “Vitrúvio” e
não na ceia de Cristo como no livro.
Como Economista e consultor de Empresas vejo com muita preocupação a
situação actual, por isso, venho apresentar algumas ideias na esperança que
mereçam algum acolhimento da vossa parte.

2.Introdução

Como uma piscadela de olho, venho apresentar um encadeado de ideias, que


começam pela constatação que estamos mal economicamente falando.
Portanto há que crescer a produção até porque todos os dias são bombardeados
com a ideia que é preciso crescer mais para não divergirmos do resto da Europa e
do Mundo. Todos os anos somos informados que outro País nos ultrapassou,
porque cresceu mais do que nós.

3.Desenvolvimento equilibrado “versus Crescimento Económico.

O Crescimento Económico, nesta época de dietas de emagrecimento, tem sido

apresentado como engordar em lugar do higiénico desenvolvimento muscular.

Assim há que promover o Desenvolvimento Económico que se supõe harmonioso e

que não irá aumentar os desníveis de rendimentos entre as pessoas.

O agravamento ou mesmo a manutenção destes desníveis de rendimento implica o

aumento dos excluídos sociais e problemas acrescidos para a sua futura integração.
4. A longo da apresentação irei recorrentemente falar no lado mais virtuoso e do

lado menos virtuoso, como antes falámos como virtuoso o Desenvolvimento em

oposição ao crescimento. A Riqueza é gerada pelas pessoas a trabalharem sobre

um determinado Património. Esta é uma forma virtuosa de gerar Riqueza.

5. Pessoas qualificadas e uma boa gestão do Património, de uma forma agregada,

garantem a existência de Desenvolvimento Económico, mas não garantem que seja

sustentável, como tem acontecido quando não se respeita a natureza ou não se olha

ao balanço energético. A Ecologia surge como a introdutora do conceito

sustentável e da ideia que não se produz só uma coisa já que também aprecem os

resíduos. Para não complicar mais basta reter que sustentável é se produz mais do

que consome.

6. A forma correcta de actuar é iniciar um processo com a definição do melhor

modelo de organização. A Ciência da Economia Política diz que quanto menos

móvel for um factor, maior é a capacidade de actuar sobre ele. Definir o território,

à partida, dará uma maior coesão e consequente produtividade.

7. Para estas definições de território, há que promover debates associados a

diferentes propostas de organização, concentrando-se nos mecanismos de

regulação e certificação, para termos efeitos práticos imediatos.

8. Posteriormente numa plataforma de mudança que suporte o desenvolvimento

futuro, há que implementar uma estratégia ou seja o conjunto de acções que


tornam uma ideia em realidade. Ironicamente diz-se que é um PowerPoint se não

respeitar os princípios enunciados.

9. A plataforma de mudança suportará de um modo sistémico, as acções a

desenvolver, com um orçamento completo e auto-sustentável.

10. Um sistema multivariável, integrado e optimizado impedirá a opção por acções

pontuais e desgarradas do processo de decisão estratégica que podem conduzir à

manutenção de ineficiências.

11. Há que tentar definir o Urbanismo virtuoso dado que estamos confrontados

com os conceitos de Cidade Campo em oposição a Cidade Cimento e de Cidade

Solidária a Cidade Selva ou “jardim zoológico”.

Vitrúvio o Arquitecto Romano que publicou no sec. I antes de Cristo um tratado

sobre Arquitectura, que é o único tratado de Arquitectura da Antiguidade a

chegar até hoje.

O urbanismo de Vitrúvio é já orientado mostrando a racionalidade de viver de

acordo com a natureza.

Os Gregos ao fundarem as suas colónias na Ásia encontraram uma metodologia,

relacionando a ordem Dórica com o corpo masculino, a partir da planta do pé.

O pé corresponde, no homem, à sexta parte da sua estatura, transferiram o mesmo

para a coluna e, qualquer que fosse o diâmetro da base do fuste, elevaram-no seis

vezes em altura incluindo o capitel.


O mesmo aconteceu com a ordem Jónica, mas desta vez relacionada com o corpo

da mulher, levando para a coluna Jónica a delicadeza feminina, com um diâmetro

que é a oitava parte da sua altura e que a fax apresentar um aspecto mais elevado.

Esta história sobre a origem das ordens das colunas é a demonstração de que o

corpo é a medida de todas as coisas na Arquitectura clássica.

Só depois de ler Vitrúvio se percebe que o umbigo é o centro do corpo.

Com efeito se um homem se puser deitado de costas com as mãos e os pés

estendidos e colocarmos um centro de compasso no seu umbigo, descrevendo uma

circunferência, serão tocados pela linha curva os dedos de qualquer uma das mãos

e dos pés. É o desenho do Homem Bem Configurado que vos foi distribuído. A

maior parte das pessoas que vê este desenho pensa que é de Leonardo daVinci, mas

é de Vitrúvio que utiliza a ideia do número criado a partir das articulações do

corpo humano ao ponto de recomendar que os degraus das escadas sejam ímpares

porque se sobe o primeiro degrau com o pé direito também será este o primeiro a

chegar ao cimo.

12. O desenho de Leonardo – “Vitrúvio” está representado na outra folha que vos

foi distribuída e em que surge ao lado do exemplo lamentável do geómetra Milanês

Cesare Cesarino, cujo esquema do corpo humano a par de uma erecção umas

mãos enormes e uns pés descomunais.

13. O segredo que se pode extrair desta exposição é que o desenvolvimento para ser

feito com excelência tem de considerar os outros em toda a sua correcta dimensão.
Não nos devemos limitar a olhar para o umbigo e fazer um trabalho eficiente de

acordo com as normas, mas tentar ser eficaz, isto é, produzindo resultados que

sejam úteis aos outros.

A importância de o centro estar no sexo exprime a vivência do corpo pessoal e

interpessoal. Sem confiança não há desenvolvimento.

Interesses relacionados