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Homem Cultura e Sociedade

Os exageros da corte, os gastos excessivos com guerras, a indisposição


com a Inglaterra e os privilégios dispensados ao clero e à nobreza, fizeram da
França um país falido, aumentando cada vez mais a insatisfação da população.
A sociedade civil era dividida entre o clero, a nobreza e a burguesia, essa
última, formada por parte da população que pagava impostos altíssimos que
serviam para custear a boa vida da corte, do clero e da nobreza, a
incapacidade do Rei no governo levando o país à falência com a péssima
administração econômica, controlando os tribunais e fazia condenações
injustas, de acordo com a sua vontade. Esses foram uns dos motivos que
levaram a população a se revoltar.

As principais causas da Revolução Francesa foram as seguintes:

 A crise financeira sofrida pelo país antes da revolução (uma das


principais causas);
 Os envolvimentos da França na Guerra de Independência dos
Estados Unidos, além da participação e derrota na Guerra dos Sete
Anos;
 O regime político do país, que era governado pelo absolutismo do rei;
 A ascensão da classe burguesa, que desejava mais liberdade em
relação ao comércio e o fim dos altos impostos;
 O movimento cultural e intelectual iluminista, que buscava a reforma
social e o fim dos pensamentos medievais;

A Revolução Francesa foi um dos acontecimentos mais conturbados da


História e uma das mais importantes revoluções, que estimulou o início da
Idade Contemporânea.

A Revolução Industrial do século 18 representou o momento de


consolidação do capitalismo. Apesar de restrita à Inglaterra, ela foi responsável
pela reordenação da economia mundial durante o século 19, pois representou
a nova dinâmica capitalista, responsável por superar o mercantilismo.
O pioneirismo inglês pode ser explicado com base na existência de um
Estado liberal burguês, de capitais acumulados oriundos da exploração colonial
e do domínio sobre as atividades mercantis, até então de mão-de-obra barata,
e da disponibilidade de recursos naturais. No entanto o aspecto mais
importante, ao analisarmos esse processo, é entender o seu significado. A
Revolução Industrial foi definida por um conjunto de transformações
socioeconômicas e tecnológicas responsável por consolidar o sistema
capitalista. Uma definição bastante simples, mas que possui um elemento
fundamental: primeiro o homem, depois a máquina. Isso significa que a
revolução não deve ser entendida apenas como um conjunto de inovações
técnicas, novas máquinas e novos procedimentos de produção. Se pensar a
máquina e seus inventores não são os mais importantes para compreendermos
esse movimento. Ela foi responsável pela separação definitiva entre o capital e
o trabalho, pela consolidação do trabalho assalariado, pelo controle da
burguesia sobre a produção e pela formação de uma nova classe social, o
proletariado. Foi ainda caracterizada pela substituição do trabalho manual pelo
trabalho da máquina e pela substituição da energia humana pela energia a
vapor.

O desenvolvimento desse processo determinou uma série de


transformações na vida cotidiana do homem inglês, em especial do homem
pobre que migrava para a cidade e engrossava a camada marginalizada ou
subempregada. As condições de vida e de trabalho eram caracterizadas pela
miséria, o operário trabalhava cerca de 14 horas por dia em condições
insalubres, não havia uma legislação trabalhista e a exploração era ainda maior
em relação às mulheres e às crianças, que viviam em locais semelhantes a
cortiços.

O Regime militar foi o período da política brasileira em que militares


conduziram o país. Essa época ficou marcada na história do Brasil através da
prática de vários Atos Institucionais que colocavam em prática a censura, a
perseguição política, a supressão de direitos constitucionais, a falta total de
democracia e a repressão àqueles que eram contrários ao regime militar. A
Ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de
1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e
tomando o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado,
caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país
uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os
militares na época justificaram o golpe, sob a alegação de que havia uma
ameaça comunista no país.

O Golpe Militar de 1964 marca uma série de eventos ocorridos em 31 de


março de 1964 no Brasil, e que culminaram em um golpe de estado no dia 1 de
abril de 1964. Esse golpe pôs fim ao governo do presidente João Goulart,
também conhecido como Jango, que havia sido de forma democrática, eleito
vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Durante o regime
militar, ocorreu um fortalecimento do poder central, sobretudo do poder
Executivo, caracterizando um regime de exceção, pois o Executivo se atribuiu a
função de legislar, em detrimento dos outros poderes estabelecidos pela
Constituição de 1946. O Alto Comando das Forças Armadas passou a controlar
a sucessão presidencial, indicando um candidato militar que era referendado
pelo Congresso Nacional.

A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente.


Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações
representativas da sociedade foram suprimidas ou sofreram interferência do
governo. Os meios de comunicação e as manifestações artísticas foram
reprimidos pela censura. A década de 1960 iniciou também, um período de
grandes transformações na economia do Brasil, de modernização da indústria
e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e
do endividamento externo.

Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de


1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB
brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação
beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país
avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos
geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas
faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-
Niteroi. Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta
deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida
externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.

A sociologia é considerada a ciência que estuda as relações sociais, os


fatos sociais e o ser social, que surge paralelamente à construção da
sociedade moderna, no momento de desagregação da sociedade feudal e da
consolidação da civilização capitalista.
A Sociologia não foi obra de um único pensador, mas de vários
pensadores que sentiram a necessidade de compreender as novas situações e
transformações da sociedade em curso.
No início do século XIX surgiu na França o positivismo, que foi uma
corrente filosófica. O positivismo proposto por Comte considera a ciência como
a única forma de conhecimento verdadeiro, separando-o de conhecimentos
ligados a crenças, superstições ou outros que não pudessem ser comprovados
por meio dos métodos científicos. O conhecimento científico veio ganhando
forças.
No final do século XIX e início do século XX, a Sociologia contou com a
contribuição do pensador Max Weber, sendo também um marco de referência
para os estudos da sociologia. Weber se dedicou a manter a distinção entre o
conhecimento científico e os julgamentos de valor sobre a sociedade. Weber foi
influenciado pelo contexto intelectual alemão da sua época, por algumas ideias
de Kant, como a de que todo indivíduo possui capacidade e vontade para
assumir uma posição consciente diante do mundo.
A sociologia contemporânea, apesar de sofrer influências ainda, ora
mais conservadora, ora mais transformadora, teve grandes avanços enquanto
ciência, principalmente nas últimas décadas no século XX. A função do
sociólogo hoje é aplicar o conhecimento sociológico às transformações sociais,
em busca de uma sociedade mais justa e igualitária.
Portanto, é o conhecimento crítico, consciente e formativo das ciências
sociais, humanas, entre outras, que irá proporcionar aos indivíduos a liberdade
e a sua emancipação. Como já dizia Karl Marx, em uma sociedade onde
prevalece a exploração da classe dominante sobre a classe de dominados e as
relações de poder, se torna impossível a emancipação da classe dominada.
Assim, o grande desafio das ciências sociais, desde o seu surgimento,
utilizando as palavras do autor da SP, é a investigação, não apenas das
instituições e práticas sociais, mas também das convicções que os agentes têm
sobre a sua própria sociedade investigar não apenas a realidade social, mas os
saberes que se debruçam sobre ela.

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