Você está na página 1de 8

O Seareiro

O Seareiro Edição bimestral julho - agosto/2011 ano XVIII - nº 96 Separação e divórcio na

Edição bimestral julho - agosto/2011 ano XVIII - nº 96

Separação e divórcio na página 3

Kardec e Amelie na página 5

Festa Junina do Seareiros na página 7

O Seareiro Edição bimestral julho - agosto/2011 ano XVIII - nº 96 Separação e divórcio na

A família na visão espírita

O Seareiro Edição bimestral julho - agosto/2011 ano XVIII - nº 96 Separação e divórcio na

Somente o exercício do amor e da caridade, em substituição ao ódio, ao orgulho, poderá fazer de nós, criaturas melhores. De extrema importância e responsabilidade a presença dos pais na educação dos filhos, espíritos que dependem da qualidade dos ensinamentos recebidos desde seus “nas- cimentos”, para que as virtudes recebidas, possam transformar as dificuldades por eles trazidas. Infelizmente nem sempre isso ocorre. Dificuldades recíprocas entre familiares impedem muitas vezes que um equilíbrio seja mantido no relacionamento, quando não temos forças suficientes para controle e domínio do mal que ainda trazemos em nós. Nesses casos, não conseguimos com- preender que a dificuldade que “o outro” apresenta, na realidade, é a ferramenta que “precisamos” para corrigir nossas próprias imperfeições e fraquezas.

E ntão, um doutor da lei, tendo se levantado, disse- lhe para o tentar: Mestre, o que é preciso que eu

faça para possuir a vida eterna? Jesus lhe respondeu: Que é o que está escrito na lei? Que ledes nela? Ele lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda vossa alma, de todas as vossas forças e de todo o vosso espírito, e vosso próximo como a vós mesmos. Jesus lhe disse: Respondestes muito bem; fazei isso e vivereis (E.S.E. , cap. XV – ítem 2) Ainda hoje encontramos di- ficuldades para compreender as palavras de Jesus. Buscamos respostas distantes, quando na realidade a misericórdia Divina nos permi- te o exercício do amor e da caridade, no próprio convívio familiar, junto daqueles que nos cercam. Somente a Doutrina dos Espíritos consegue nos explicar as verdadeiras necessidades de aprendizado que fazem parte da nossa ba- gagem espiritual, e que, pela reencarnação, nos é permitido esse exercício através do relacionamento familiar. Quantas reencarnações teriam sido melhor aproveitadas por nós, pelo simples cumpri- mento do planejamento que acreditávamos poder realizar enquanto encarnados. Se ainda habitamos um mundo de Provas e Expiações, é porque grandes são as nossas dificuldades de trabalharmos as nossas re- lações com os nossos desafetos; pendências muitas vezes seculares, que somente próxi- mos e no meio familiar, poderemos avançar no nosso aprendizado.

Nossos benfeitores es- pirituais aguardam de nós aquele “sinal ver- de” que permite rece- bermos as inspirações e os eflúvios benéficos que nos auxiliariam nos momentos difíceis, mas nada conseguem se mantivermos uma “muralha” em nossos corações.

Somos seres milenares e ainda vivenciaremos muitas outras encar- nações nessa jornada redentora para a nossa transformação moral. Mas alguns poderão perguntar: de quantas encarnações ainda precisaremos? A resposta se encontra em cada um de nós, pois somos os únicos responsáveis pelos nossos próprios atos e pensamentos, de- finindo dessa forma a velocidade da nossa trajetória de crescimento espiritual. Para os que perseveram no erro, a dor e o sofrimento são os antídotos que recebemos para a cura do mal gerado. Deus jamais abandona nenhuma de Suas criaturas pois, Sua obra é perfeita, e, por maiores que possam ser as nossas dificul- dades, um dia nos tornaremos espíritos pu- ros; quanto ao tempo, ele é irrelevante, pois somos imortais e temos toda a eternidade disponível. Paz e muita luz a todos!

Carlos Cristini

Editorial

“Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”

Evangelho Segundo o Espiritismo, Capitulo 14, Item 5

C om

e

dade

toda

Editorial “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Evangelho Segundo o Espiritismo, Capitulo 14,

balhar. Aos dois anos de idade um rompimento e ficamos somente eu e minha Mãe na grande cida - de. Com poucos recursos, sem familiares a quem recorrer e com um filho de colo só lhe restava acionar a vontade e ir em frente. Sei que foram momentos difíceis para ela, mas com certeza valoro - sos para cada um dos envolvidos. Num dia uma porta fechava, mas no dia seguinte uma porteira se abria. Sempre alguém nos estendia a mão e quando esta partia, logo outra mão nos apoiava. A religião alimentava o espírito de minha mãe e os valores de Jesus foram pouco a pouco sendo passados a mim. Um número incontável de espíritos encarnados e desencar- nados me apoiaram ano após ano. Aos 20 anos de idade conheci

minha esposa e com seu auxílio reencontrei meu Pai, tios, avós paternos, enfim mais uma parte da minha família carnal tornou- se conhecida. Alguns anos se passaram e che - go a Casa Espí - rita; novamente apoio, assistên - cia e pessoas com ideal de auxiliar o próxi - mo.Agora, parando para escrever estas linhas, refletindo sobre mi - nha história, olhando para os anos passados e vendo tantos espíritos que me deram sua mão, às vezes mesmo sem o saber, vejo a aplica - ção prática do que Jesus nos mos - tra com a pergunta que intitula este texto. Todas essas pessoas no meu caminho fazem a constru - ção da Família Espiritual Universal e me fizeram sentir o verdadeiro

carinho familiar. Desejo a você meu irmão e minha irmã, que pos - sam, assim como eu, ver e sentir a grande Família que somos. Como Jesus e o Pai de bondade, sabedo - ria e amor assim o desejam, jubi - lemos então. Um forte e caloroso abraço,

Claudio M. Chaves

simplicidade

toda

ver-

carac -

terísticas de Jesus, ele nos lança uma reflexão que nos leva ao centro da composição familiar. Convido a você que me lê agora a entrar nes - te ambiente reflexivo, sentir o amor de Jesus perto de cada de um nós e buscarmos juntos, na nossa memória, os momentos que outrora tivemos do carinho fami - liar. De pronto pensaríamos: E os órfãos? Os filhos únicos? E tantas adversidades que fazem a estrutu - ra familiar se romper? Importante termos em mente nesta hora que cada um de nós tem seu planeja - mento reencarnatório e ele está de acordo com nossas necessida - des e potencialidades como espí - rito. Não busco com isto justificar a dor alheia, mas exercitar o olhar observador sobre qual seria a ne - cessidade daquele irmão de pas - sar por tais dificuldades. Ao fazer isto vejo que constantemente sou remetido por minhas lembranças a olhar para mim. Nasci num lar simples, minha Mãe órfã de pai e mãe, chegada há poucos anos na cidade grande. Meu Pai vindo para cidade grande para estudar e tra -

O SEAREIRO
O SEAREIRO
Editorial “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Evangelho Segundo o Espiritismo, Capitulo 14,

É uma publicação editada sob a responsabilidade da área doutrinária de “Os Seareiros”, para distribuição aos seus frequentadores e amigos

Casa de Jesus: Rua João Alves dos Santos, 770 Fone (19) 32529194 - Jardim Paineiras - Campinas Núcleo José Esteves: Avenida General Carneiro, 225 Campinas - Fone (19) 3234-4398

Núcleo Mãe Maria: Rua Francisco Mesquita, 335

Vl. Brandina - Campinas - Fone (19) 3253-2646 www.seareiros.org.br

Colaboraram nesta edição:

Claudio M. Chaves, Doralice Magalhães, Carlos Cristini, Sandra Martins, Maria Márcia C. Barillari, Teresa Kawabata, Leda Siqueira Camargo, Amilton da Costa Lamas e Conselho Doutrinário.

Jornalista responsável: Sirlene Nogueira (Mtb 15.114) Projeto Gráfico e editoração: Felipe Teixeira Revisão e Diagramação: Mariana Dorigatti (Mtb 60.341)

Separação e divórcio

N a visão espírita, o casa -

mento, na maioria dos ca -

sos, é compromisso selado

no mundo espiritual, por

escolha, assentimento aos ditames cár- micos, ou por determinação de Espí - ritos Superiores antes da encarnação do casal, mas que, em muitos casos,é preferível ser interrompido – não rompido – aqui na Terra. Isso, porém, não significa“uma atitude de compla - cência ou de estímulo à separação dos casais em dificuldades”. Conflitos entre os pais afetam pro - fundamente os filhos, desencadean - do muitos males que contaminam a todos dentro do lar e prejudicando a concretização dos projetos espirituais estabelecidos para a família. Influências funestas e maus exemplos do casal são, em geral, causas de transtornos psíquicos, morais e espirituais dos filhos, especialmente daqueles que lhes estão vinculados por processos cármi - cos mais difíceis. Quando viver lado-a-lado torna-se perigoso para a família, em razão de ódios, conflitos e possibilidades de tra - gédias, a separação ou o divórcio deve ser tomado como um “dar um tempo” para a recuperação de forças e pre - paração para a retomada do compro - misso em algum momento no futuro encarnatório. Pois, ninguém foge ou suborna a lei divina, que coloca todos os homens em processo de retificação espiritual pela inexorável lei de causa e efeito, sob a qual, mais cedo ou mais tarde, a Providência reaproxima adver- sários, especialmente em se tratando de algozes ou vítimas inconformadas. “A separação e o divórcio constituem, assim, atitudes que não devem ser

Separação e divórcio N a visão espírita, o casa - mento, na maioria dos ca -

assumidas antes de profunda análise e demorada meditação que nos levem à plena consciência das responsabi - lidades envolvidas.”Por essa razão, antes de se tomar qualquer decisão a respeito, é imprescindível “atentar para todos os aspectos da questão” – dores morais de todos os envolvidos e todos os demais problemas decorrentes –, de modo a “não ceder precipitada - mente ao primeiro impulso passional, ou solicitação do comodismo ou do egoísmo”. A liberdade proporcionada pelo divórcio possibilita, sim, uniões mais felizes com outros parceiros, pois, sob um clima mais tranquilo os divorciados podem desenvolver virtudes que não fizeram desabrochar no ambiente hos - tildo relacionamento anterior. Portan - to, até que o compromisso espiritual rompido seja retomado em outra en - carnação, o aprendizadoque se adquire junto a outro cônju - ge ou a outra família equilibradatorna-se fator importante, pois certamente irá contribuir para me - lhor relacionamento do casal divorciado e facilitar, futuramente, a conclusão do com - promisso pendente. Entretanto, essa mes - ma liberdade pode levar a uniões tão ou mais infelizes que antes, pois, “Dificul -

dades de relacionamento são mesmo de esperar-se na maioria das uniões que se processam em nosso mundo ainda imperfeito.” Lembremos que a família tem por ob - jetivo reunir, pelos laços consanguíne - os, espíritos amigos ou inimigos. É no seio do lar que os amigos fortalecem seus laços afetivos e os adversários amenizam os rancores e desentendi - mentos do passado. A atenção, o cari - nho, os pequenos ou grandes favores, as trocas mútuas, tudo contribui para que os adversários se reconciliem e desenvolvam entre si, mais facilmente, o respeito e a fraternidade. Apesar de todos os conflitos ou situ - ações infelizes que possam existir, a vida em família, aqui no plano terreno, pode, no mínimo, significar uma “tré - gua” nas lutas odiosas entre adversá - rios. Por isso, e por muitas outras boas razões, quem vive conflitos no lar deve apelar para todas as forças do coração, buscando exercitar-se na paciência, tolerância, perdão, renúncia, solida - riedade e cooperação, ao máximo de sua capacidade, de modo a atender ao sábio ensinamento de Jesus:

- “Reconcilia-te com teu adversário enquanto estás a caminho com ele.” (Destaques: palavras de Deolindo Amorim e Hermínio C. Miranda, no texto “A Família Como Instrumento de Redenção Espiritual”.)

Doralice Magalhães

Separação e divórcio N a visão espírita, o casa - mento, na maioria dos ca -

Kardec e Amelie

A o sair das mãos benfazejas e amorosas de Pestalozzi, o jovem Hippolyte Leon De - nizard Rivail, com apenas 21

anos, partiu da Suíça e foi para Paris, onde fundou uma escola nos moldes dos conceitos de seu mestre, e cha - mou-a de Instituto Educacional Técni - co. Pelos próximos seis anos, além de lecionar e dirigir a escola publicaria vá - rios livros. Tão jovem e já era um tra - balhador incansável. Foi na sua escola que conheceu a senhorita Amelie-Ga - brielle Boudet, uma moça muito culta e competente, professora de letras e belas-artes, poetisa e pintora. Ela chama a atenção de Rivail rapidamente. Para ele o ano fora muito produti - vo, pois havia publicado três livros

naquele 1831! Já havia proposto um plano de reformulação da educação pública francesa. Enfim, um moço encantandor!Apaixonaram-se, Amelie e Hippolyte, e casaram-se em 1832, ape -

nas alguns meses depois de se conhece - rem. Ele tinha 28 anos e ela 36. O fato de Ame - lie ser oito anos mais velha que ele não foi motivo que os impe - dissem de construírem juntos uma história de amor e dedicação mú - tua. Foram morar nas de - pendências da própria escola de Hippolyte, e enfrentaram suas grandes lutas juntos. O caminho reservou-

lhes duas falências fi -

a Doutrina Espírita, sempre contando com o apoio de Amelie. Era preciso cumprir a missão confiada a ele pelo Espírito Verdade, mas o pão de todo dia, que sustentasse os dois, precisava caminhar em paralelo. Amelie participou ativa - mente da Codificação, cata - logando os textos para ele, ajudando-o a organizar as comunicações por assunto, a classificá-las. E auxiliava-o, ainda, a cuidar de sua enor- me correspondência. Lem - bremo-nos que naquela épo - ca cuidar de uma casa não era tarefa fácil, e lavar, passar, cozinhar eram tarefas com - plexas e exaustivas. Quando a Sociedade Espirita de Paris foi criada, em 1858, o trabalho aumentou muito, porque as publicações eram mensais e

Amelie e Kardec
Amelie e Kardec

Ele parte para o plano espiritual antes dela, com as forças físicas exauridas pelo trabalho da Codificação, fechan -

do assim um ciclo de 37 anos de união conjugal. Ao ser interrogada, alguns anos depois, num inquérito que visava atacar o Espiritismo, Amelie afirmaria do alto de seus oitenta e tantos anos:

“considero inatacável (

...

)

o direito de

ter feito construir um túmulo para meu companheiro de provações, para o es- poso estimável e honrado por homens do mais alto valor.” Os verdadeiros laços de família não são os da consanguinidade, mas os da sim - patia, da comunhão de ideias e do amor. Sem filhos, essa família a quem tanto devemos, formada por um casal apenas, marca os rumos da recuperação das ideias cristalinas do Cristianismo, so - bretudo porque, além de muito se ama -

rem e serem cúmplices comprometidos entre si, não eram apenas dois. O lar de Hippolyte e Amelie, nas várias casas físi - cas em que habitaram, era densamente povoado de espíritos protetores, pes- soais e da missão que desempenhavam. Amorosos, acolhedores e previdentes, faziam daquele ninho um porto de luz na Terra, a iluminar a Humanidade in - teira.

Sandra Martins

Amelie-Gabrielle Boudet
Amelie-Gabrielle Boudet

exigiam análise e revi - são de textos e mais textos. Amelie estava com ele, firmemente presente nesse mo - mento. Em 1867 Kardec e Amelie fazem uma via - gem de divulgação do Espiritismo para Bor- deux, Orleans e Tours, e nessa última cidade conhecem Leon De - nis, então com apenas 21 anos. Quando Hi -

nanceiras, e para pagar as dívidas e as contas do dia-a-dia, ele lecionava de dia e fa - zia a contabilidade de casas comerciais nas horas vagas. Os apertos financeiros não o impediram de dar aulas em casa, gratuitamente, para estudantes mate - rialmente carentes de Paris. E Amelie estava ali, ao seu lado, compartilhando suas experiências, dando-lhe estrutura no lar, sustentação e apoio. Quando começou a estudar os fenôme - nos espíritas, mais ainda estreitaram-se seus laços. Ele dormia poucas horas, dei -

tava-se tarde e acordava de madrugada, escrevia à luz de lampiões, priorizando

ppolyte afirma que o mais difícil não era en - frentar os inimigos de fora do Espiritis- mo, mas os companheiros de dentro do movimento, quando surgem vaidades, competição, criticas infundadas, Amelie estava ao seu lado, amparando-o, sendo seu ouvido e sua conselheira. A união madura e o profundo compa - nheirismo entre ambos deu base de sustentação racional e sentimental para os textos do ESE sobre a indissolubili - dade do casamento, com a grande cla - reza que Kardec discorre sobre a afir-

mação de Jesus “não se deve separar o que Deus juntou”.

Filhos do coração

A família no passado, era vis-

ta como um agrupamento

de pessoas, hoje o concei-

to se ampliou e podemos

aceitar como família um casal com ou sem filhos ou até mesmo pessoas que se unem por afinidade. Este conceito se aproxima da ideia espírita, pois aprendemos no Evange- lho que os verdadeiros laços não são da consanguinidade, mas os laços de afinidade espiritual. O espírito tem a necessidade da constituição familiar terrena, pois é através deste instrumento que tere- mos a construção da família espiri- tual. Portanto temos dois tipos de família: a corporal e a espiritual. Esta primeira está ligada pelos laços de sangue, são frágeis como a matéria que nos reveste e se ex- tinguem com a morte do corpo físico. Já a espiritual é duradoura, pois amamos pelo espírito e os sentimentos não acabam, mas se perpetuam na vida espiritual. Quando encontramos pessoas que não são parentes carnais, mas que pertencem a nossa família espiritual, é uma adoção, pois escolhemos por afinidade.

Filhos do coração A família no passado, era vis- ta como um agrupamento de pessoas, hoje

A mais linda adoção é receber filhos alheios, como nossos, pois são filhos es- colhidos por amor. Não importa se são difíceis ou não. O importante é dar-lhes compreensão mais profunda, para que sua existência seja menos difícil, pois já trazem a insegurança da vida passada. São oportu- nidades de se perdoar ódios e vinganças do passado Em existências pretéritas, muitos de nós, agimos com crueldade, com ingratidão, em famílias bondosas, que muito fizeram para ajudar, ocasionando aflições e por vezes sacrifícios.

Com o desencarne, perce- be-se a extensão desses er- ros e a consciência mostra estas faltas cometidas. A oportunidade aparece em reencarnar nesta mes- ma família para reparação. Mas a experiência mostra que nestas circunstâncias só é permitido ter a convi- vência na posição de filhos alheios, a fim de aprender o verdadeiro amor em alicer- ces da humildade. Estes pais precisam ter o diálogo com estes filhos,

para o conhecimento da verdade, mos- trando que agora são filhos do coração e que buscam o reajuste afetivo neste lar. Para o filho do coração este aprendizado ao encarnar em uma família mais evoluida espiritualmente, pode trazer pertubações ao meio, mas ao receber bons exemplos e conselhos, se for bem conduzido, con- seguirá cumprir sua missão em se elevar e ofertar a outros também novas opor- tunidades. Somos todos filhos de Deus!

Lúcia Ribeiro

Uma linda descoberta

“Sou do tempo,” em que as pessoas

se reuniam após o jantar, nas varan - das agradáveis das casas, nas cidades interioranas. Fazia parte da hospitalidade servir o café fresquinho, sequilho caseiro e doce de leite de corte, receitas da família. Conversar, trocar ideias e informa - ções, partilhar experiências e contar “causos”, sempre foi a tônica maior destes encontros. Deixando minha cidade ainda jovem, pedi a Deus para encontrar, onde quer que eu fosse, um pouco desse acolhimento. Cheguei à Campinas e

me encantei pela cidade

tão movimentada

tão linda ...

... oferecendo a to -

... dos tantas oportunidades. Fiz muitas descobertas aqui: conhe - cer “Os Seareiros” foi a mais rica e

incrível delas. Nesta família abençoada fui acolhida com amor, orientada com

atenção e curada pela Miseri - córdia Divina. Participar dos cursos, palestras e grupos de estudo, a especial possibilida - de de ganhar conhecimento sobre nossa querida Doutrina. No trabalho voluntário fiz amigos e pela troca constan - te com as pessoas, me senti “rica”. Aprendi também que a ajuda aos necessitados só é válida quando junto se ofere - ce a instrução e o estudo que “liberta e valoriza o ser humano.” Nas festas organizadas com tanto carinho, momentos maravilhosos de confraternização! A família Seareira é um presente de Deus, fruto do trabalho responsável, dedicado e corajoso de pessoas que se doam, buscando o entendimento no difícil exercício das relações huma - nas, comum na nossa vivência terrenal.

Filhos do coração A família no passado, era vis- ta como um agrupamento de pessoas, hoje

Hoje, este grupo se transformou numa “grande família”, como uma árvore bem cuidada que cresceu e

se fez adulta, de raiz profunda e copa

exuberante ...

Pertencer de fato a ela,

é tomar para si, a responsabilidade de

reconstruí-la todos os dias, alimentan - do-a de “amor que tudo pode”. Obrigada.

Maria Márcia C. Barillari

Cursos

Cursos no 2º semestre de 2011

 

DIA

HORA

CURSOS ANUAIS DE AGOSTO 2011 A JUNHO 2012

LOCAL

INÍCIO

     

1

o MÓDULO - Marco

Salão

 
 

2

o MÓDULO - Paula

85 a b

5

a FEIRA

20:00

3

o – MÓDULO - Silvia/Luciana

84

04/08

 

O céu e o inferno - Cláudia Barbieri

59

A Gênese - Os milagres e as predições segundo o espiritismo - Fausto

63

4 a FEIRA

20:00

O Ícaro redimido - Sandra e Sílvia Bellucci (Para quem já fez todos os cursos da casa)

64

03/08

 

DIA

HORA

CURSOS SEMESTRAIS DE AGOSTO A NOVEMBRO 2011

LOCAL

INÍCIO

 

2ª FEIRA

14:00

 

O Passe - Dirce

83

01/08

 

3ª FEIRA

20:00

 

O Passe - Nicéia

59

02/08

 

5ª FEIRA

20:00

 

O Passe - Luis Rodriguez

86 A

04/08

 

5ª FEIRA

20:00

Diálogo com os espíritos - Cláudia Cortez

83

04/08

Os cursos que tiveram início em fevereiro terão sequência normal até novembro

Cursos Cursos no 2º semestre de 2011 DIA HORA CURSOS ANUAIS DE AGOSTO 2011 A JUNHO
Cursos Cursos no 2º semestre de 2011 DIA HORA CURSOS ANUAIS DE AGOSTO 2011 A JUNHO

Eventos

Festa Junina da Casa de Jesus

F oi um sucesso a festa junina da

Casa de Jesus que aconteceu no

dia 18 de junho com a presença

de cerca de 3 mil pessoas.

Em ritmo de alegria e festejos, o arraiá contou com muita música, danças tí - picas e diversas barracas de bebidas e comidas, como cachorro-quente, pas - tel, sanduíche de pernil e doces. Além disso, os presentes puderam contribuir com o trabalho dos arte - sãos, que expuseram seus trabalhos em barracas. Para as crianças, muita diversão com a barraca de pesca e outras brincadei - ras. “Tudo o que foi oferecido aos presen -

tes foi vendido em tempo recorde. Às 23 horas já não tinha mais nada para ser oferecido. Sucesso total em mais uma edição da Festa Junina da Casa de Jesus”, destaca a colaboradora Malu Machado.

Eventos Festa Junina da Casa de Jesus F oi um sucesso a festa junina da Casa
Eventos Festa Junina da Casa de Jesus F oi um sucesso a festa junina da Casa
Eventos Festa Junina da Casa de Jesus F oi um sucesso a festa junina da Casa
Eventos Festa Junina da Casa de Jesus F oi um sucesso a festa junina da Casa

14ª Noite do Pijama

Na noite do dia 11 de junho, aconteceu a a tradicional Noite do Pijama, que já está em sua 14ª edição, cumprindo o papel de promover integração entre as crianças e seus pais em uma noite de muita diversão. Nas atividades com os pais foi traba - lhado o tema “família”, reforçaram a importância que esse laço tem na evo - lução do ser humano em todos os sen - tidos da vida. A 14ª Noite do Pijama foi, portanto,

uma experiência repleta de estí - mulos para todos que tiveram a oportunidade de vivenciá-la. “A Noite do Pijama sempre é es - pecial para nós, mas este ano, com a junção das Evangelizações da Brandina e da Casa de Jesus, teve um sabor de sonho realizado. O resultado, como sempre, foi de muito amor e muita alegria”, co - memora a colaboradora da casa de Jesus, Teresa Kawabata.

Eventos Festa Junina da Casa de Jesus F oi um sucesso a festa junina da Casa
Eventos Festa Junina da Casa de Jesus F oi um sucesso a festa junina da Casa
Eventos Festa Junina da Casa de Jesus F oi um sucesso a festa junina da Casa
Eventos Festa Junina da Casa de Jesus F oi um sucesso a festa junina da Casa

Palestras de Agosto 2011

Dia 3 – quarta-feira, às 20horas

Palestrante: Augusto Cantusio Neto Tema: Plenitude Informações: Engenheiro Civil e Diretor de Doutrina da Sea- ra Espírita Joanna de Ângelis, em Campinas - SP.

Dia 14 – domingo, às 10 horas

Palestrante: Leida Lúcia de Oliveira Tema: Arigó, décimo terceiro profeta Informações: Advogada aposentada, filha de Arigó e divulga- dora de seu trabalho; colaboradora do Grupo Espírita Cami- nheiros como diretora social e coordenadora dos trabalhos de passe.

Dia 24 – quarta feira, às 20h

Palestrante: Leila Mendes da Rocha Tema: Materialização de espíritos: Realidade ou Farsa? Informações: Psicóloga, expositora espírita e presidente do Centro Espírita Casa do Caminho.

Dia 31 – quarta feira, às 20h

Palestrante: Beth Lamas Tema: Por que comigo? Informações: Colaboradora da Casa de Jesus

EDITAL DE COMUNICAÇÃO

“OS SEAREIROS”, Instituição Beneficente, de utilidade pública fede- ral, estadual e municipal, CNPJ 44.596.666/0001-20, sediada à Rua Dr. João Alves dos Santos, nº 770, Jd. das Paineiras, nesta cidade de Cam- pinas, comunica que:

  • a) No período de 27/06/2011 à 20/07/2011 estará recebendo auto-

indicação de interessados em compor a Diretoria Executiva ou o

Conselho Fiscal, para a próxima gestão;

  • b) A próxima gestão, de ambos os órgãos, conforme o Estatuto que

rege a Entidade, terá duração de 03 (três) anos, a contar de 1º de

agosto de 2011;

  • c) Poderão se candidatar todos os voluntários de quaisquer departa-

mentos de “Os Seareiros”;

  • d) Cada interessado deverá se dirigir à Assembléia Geral de “Os Se-

areiros” por intermédio de carta, informando: nome, idade, depar-

tamento/função que desempenha, tempo de atividade na Instituição,

endereço completo, telefone para contato e o cargo desejado;

  • e) Caberá à Assembléia aprovar, conforme seus próprios critérios, os

nomes apresentados;

  • f) Caso vários nomes sejam aprovados para um mesmo cargo, com

base nos critérios acima mencionados a Assembléia decidirá pelo

nome da pessoa que considerar mais apta;

  • g) A Diretoria Executiva é composta dos seguintes cargos: Presidente,

Vice-Presidente, 1º Secretário, 2º Secretário, 1º Tesoureiro, 2º Tesou- reiro;

  • h) O Conselho Fiscal é composto de até 05 (cinco) membros, entre

os quais serão eleitos 01 (um) Presidente, 01 (um) Vice-Presidente e 01 (um) Secretário. O presente Edital de Comunicação será afixado em lugares bem vi- síveis, nas dependências da sede e de todos os departamentos de “Os Seareiros”. Além disso, será publicado no jornal de Campinas, e poderá ser consultado também pelo site da Entidade www.seareiros. org.br. Campinas, 24 de Junho de 2011

Amilton da Costa Lamas

Presidente da Diretoria Executiva eleito em 14/07/2008

Campanha Nota Fiscal Paulista

Queremos agradecer aos frequentadores e amigos da Casa de Jesus, pela receptividade à participação no Projeto Nota Fiscal Paulista. No período relativo ao 2º semestre de 2010, fomos contemplados pelo programa com o valor de R$ 6.326,70, sendo R$ 5.536,70 corresponden- tes aos créditos e R$ 790,00 correspondentes aos sorteios. No período,

registramos 11.654 cupons doados por um grupo de pessoas espíritas e não espíritas, trabalhando unidos em torno de um objetivo comum.

 

Nosso projeto é assim vitorioso, tanto pela quantia arrecadada, como pelo congraçamento dos doadores/arrecadadores de cupons e pela dedicação dos voluntários cadastradores.

Esperamos continuar contando com esta colaboração para jeto se solidifique cada vez mais. Deus abençoe a todos.

que esse pro-

Leda Siqueira Camargo

Relatório de receitas e despesas

VENDAS

RECEITAS

DESPESAS

 

LUCRO

 

Venda de lasanhas

R$ 32.100,00

     

Venda de tortinhas

R$1.631,00

     

Venda massa/queijo/presunto

R$ 234,00

     

Vendas posteriores

R$ 1.952,72

     

Atacadão

 

R$ 1.303,50

   

A Isidoro P Impressos - ME

 

R$ 36,00

 

Sérfrios- (pago via secretaria)

 

R$ 11.111,19

 

Maura O da Anunciação

 

R$ 90,00

 

Leroy

 

R$ 99,80

 

Massa

 

R$ 5.073,95

 

Casa do Papel

 

R$ 231,52

 

Casa da sobremesa

 

R$ 543,40

 

Wyda Embalagens

 

RS 737,10

 

TOTAL DE LUCRATIVIDADE

R$ 36.257,77

R$ 19.226,46

R$17.031,31

Passes na Casa de Jesus

Dia

 

Locais / Horários

 
 

Paineiras

General Carneiro

Magnético/Cura

8

às 10 h

 

Seg

Magnético/Cura

14

às 16 h

   

Magnético /Cura

20 às 21 h

   

Palestra

 

19h30

   
 

Magnético

8

às 10 h

Magnético

  • 8 às 10 h

Ter

Magnético

14

às 16 h

   

Qua

   

Magnético

  • 8 às 10 h

Qui

Magnético/Cura

8

às 10 h

   

Magnético/Cura

14

às 16 h

   
 

Magnético

8

às 10 h

Magnético

  • 8 às 10 h

Sex

Magnético

14

às 16 h

   
 

Magnético

8

às 11 h

   

Sáb

Cura

8

às 11 h

   

Magnético

14

às 16 h

   
 

Passes domiciliares para doentes impossibilitados de se locomoverem