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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO,

CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MINAS


GERAIS - CAMPUS ARCOS
ENGENHARIA MECÂNICA

FELIPE FERNANDES
MARCOS GONÇALVES
SUYARA SANTOS
VINÍCIUS FONSECA

Oscilações Forçadas

No estudo do oscilador Harmônico simples (O.H.S.) vimos que, somente a força da


mola empurrava a massa. Já no estudo do Oscilador Harmônico Amortecido (O.H.A.)
uma força dissipadora se junta o sistema. Sendo assim, nos dois, casos as forças são
internas ao sistema.
Contudo, há de se estudar o efeito de uma força externa exercida sobre o oscilador,
onde se pode manter constante a amplitude das oscilações aplicando uma força que
varia periodicamente, e uma frequência fixa. Essa força adicional é chamada força
propulsora

Oscilações amortecidas com uma força periódica

Aplicando uma força propulsora que varia de acordo com a frequência angular
ωd num O.H.A., resulta numa oscilação forçada ou uma oscilação com força propulsora,
diferente do movimento ocorrido quando apenas se desloca o sistema da posição de
equilı́brio e o deixamos livre para oscilar, nesse caso o sistema apresenta uma frequência
angular natural ω0 que é determinada pela equação 1.
r
k b2
ω0 = − (1)
m 4m2
Contudo, numa oscilação forçada a frequência angular da oscilação da massa é igual
à frequência angular da força propulsora ωd . Essa frequência não é igual â frequência
angular ω com a qual o sistema oscilaria caso não estivesse submetido à ação da força.
Quando se aplica uma força de modo que o oscilador vibre com uma frequência
angular ωd igual à frequência angular natural ω0 com a qual ele oscilaria sem a ação de
nenhuma força o oscilador tem uma tendência natural a oscilar com uma frequência
angular ω = ω0 , com isso é de se esperar que a amplitude da oscilação seja maior do que
a amplitude existente quando as frequências são muito diferentes.
A variação da frequência angular ωd da força propulsora, faz com que a amplitude da
oscilação forçada varie de modo que, quando existe um amortecimento muito pequeno
(b pequeno), a amplitude tente ate a frequência angular ωd da força propulsora torna-se
igual à frequência angular natural ω0 . Quando o amortecimento é aumentado (b maior),
o pico se torna mais largo, a amplitude e a frequência se tornam menores.
A amplitude A da oscilação forçada depende da frequência angular de uma força
propulsora senoidal, que possui um valor máximo Fmax . Contudo para encontrar solução
se exige a solução de equações diferenciais, porém o resultado obtido é:

Fmax
A= q (2)
(k − mω2d )2 + b2 ω2d

Sendo k − mω2d = 0, o valor de A se torna máximo para ωd = k/m. A altura da
curva nesse ponto é proporcional a 1/b; quanto menor for o amortecimento, mais
elevado se torna o pico. Mo caso extremo de baixas frequências, quando ωd = 0,
obtemos A = Fmax /k. Resultado este correspondente a uma força constante Fmax e a um
deslocamento constante A = Fmax /k.