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ST307 – SAÚDE PÚBLICA

CASSIANA MARIA REGANHAN CONEGLIAN


1. DENGUE (vírus/mosquito)
2. DOENÇA DE CHAGAS (protozoário flagelado/triatoma)
3. ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA (trematódeo/Biomphalaria)
4. FEBRE AMARELA (vírus/mosquito)
5. FEBRE MACULOSA BRASILEIRA (bactéria/carrapato)
6. LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
(protozoário/mosquito)
7. LEISHMANIOSE VISCERAL (protozoário/mosquito)
8. MALÁRIA (protozoário/mosquito)
1. DENGUE – CID 10: A90

Agente etiológico
Vírus RNA - Arbovírus (vírus transmitido por artrópodes)
pertencente à Família Flaviviridae e Gênero Flavivirus que
inclui aproximadamente 70 vírus, sendo que cerca de 13
causam doenças ao homem.
- São conhecidos 4 sorotipos de vírus causadores de
dengue, classificados como: 1, 2, 3 e 4.
- Reservátorio: homem.
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www.prefeitura.unicamp.br
Susceptibilidade

- Os fatores implicados no desenvolvimento da Febre


Hemorrágica do Dengue (FHD) - 3 teorias:
1) Maior virulência de diferentes cepas, manifestações mais
graves ao sorotipo 2;
2) Infecções seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus
num período de três meses a cinco anos;
3) Multicausalidade: fatores individuais, virulência da cepa,
fatores epidemiológicos.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Doença de notificação compulsória e todo caso suspeito deve
ser comunicado, pela via mais rápida, ao Serviço de Vigilância
Epidemiológica mais próximo.

Municípios infestados por Aedes aegypti. Estado de São Paulo, 2000.


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Aedes aegypti no mundo

Fonte : Instituto Virtual da Dengue do Rio de Janeiro


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INDICADORES DE AVALIAÇÃO DE DENSIDADE
LARVÁRIA

• Monitoramento das populações de culicídeos se


referem as diferentes fases de ciclo de desenvolvimento:
ovos, larvas, pupas e mosquitos adultos.
• Os indicadores, com base em formas imaturas, mais
freqüentemente utilizados são:
INDICADORES DE AVALIAÇÃO DE DENSIDADE
LARVÁRIA

1. ÍNDICE PREDIAL: é a relação expressa em porcentagem, entre o número


de imóveis positivos, isto é, onde foram encontrados larvas e/ou pupas
da espécie em avaliação, e o número de imóveis pesquisados.
IP = imóveis positivos x 100
imóveis pesquisados
2. ÍNDICE DE RECIPIENTE: é a relação expressa em porcentagem, entre o
número de recipientes com água e positivos, isto é, com a presença de
larvas e/ou pupas do vetor e o número de recipientes com água
pesquisados.
IR = recipientes positivos x 100
recipientes com água pesquisados
3. ÍNDICE DE BRETEAU: é a relação entre o número de recipientes
positivos e o número de imóveis pesquisados, corrigido para 100
imóveis.
IB = recipientes positivos
recipientes positivos imóveis pesquisados
INDICADORES DE AVALIAÇÃO DE DENSIDADE
LARVÁRIA
Relação entre os indicadores - OMS

Densidade OMS Índice Predial Índice de Recipiente Índice de Breteau


1 1-3 1-2 1-4
2 4-7 3-5 5-9
3 8 - 17 6-9 10 - 19
4 18 - 28 10 - 14 20 - 34
5 29 - 37 15 - 20 35 - 49
6 38 - 49 21 - 27 50 - 74
7 50 - 59 28 - 31 75 - 99
8 60 - 76 32 - 40 100 - 199
9 77 41 200

Neste quadro, por exemplo, a escala 2 de densidade OMS significa


que de 4 a 7% dos imóveis pesquisados estão infestados (IP), de 3 a
5% dos recipientes com água pesquisados estão positivos (IR) e de
cada 100 imóveis pesquisados encontramos entre 5 e 9 recipientes
positivos (IB).
Índice de Breteau da área de abrangência do
DRS - Piracicaba

10 9,92

9
8 7,46

7
6,34
6 6,03

Índice
5
4,31 4,21
4 3,85

3
2 1,74 1,56
1,98

1,13
1 0,9 0,77

0
fev abr jun ago out dez jan/07
meses
Criadouros de Aedes aegypti

www.sucen.sp.gov.br
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2. DOENÇA DE CHAGAS – CID 10: B57

Definição
- Doença infecciosa causada por protozoário flagelado,
que se caracteriza por sintomas inespecíficos, que pode
evoluir para a fase crônica com comprometimento
cardíaco ou digestivo.
Agente etiológico
- Trypanosoma cruzi, protozoário flagelado da Ordem
Kinetoplastida.
- Vertebrados: forma trypomastigota no sangue e forma
amastigota nos tecidos.
Protozoário da Ordem Kinetoplastida, Família
Trypanosomatidae e Gênero Trypanosoma -
Trypanosoma cruzi

Trypanosoma cruzi
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Casa de pau a pique –


importante meio para abrigo de
triatomíneo

Galinha convivendo em
ambiente domiciliar
Incidência da doença de Chagas
Fonte: www.wikipedia.org
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- 120 espécies conhecidas de


triatomíneos vetores da doença
desde o EUA até o Chile.
- Na América do Sul 6 espécies com
importância epidemiologica:
Triatoma infestans, T. brasiliensis, T.
dimidiata, T. sordida, T. megistus e
Rhodnius prolixus.
- Brasil: Triatoma infestans, Triatoma
rubrofasciata, Rhodnius prolixus e Triatoma infestans
Panstrongylus megistus.
Fonte: Foto cedida pelo Insetário da Sucen, Mogi-Guaçu
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Fonte: Foto cedida pelo Insetário da Sucen, Mogi-Guaçu


Foto dos estágios evolutivos de ninfas de triatomíneo (ampliada cerca de 5X).
A = ninfa de primeiro estágio; B = ninfa de segundo estágio;
C = ninfa de terceiro estágio; D = ninfa de quarto estágio;
E = ninfa de quinto estágio.
Fonte: Foto cedida pelo Insetário da Sucen, Mogi-Guaçu
Distribuição de Triatoma sordida e Panstrongylus megistus.
Estado de São Paulo.
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Vetorial: penetração no organismo susceptível de


Trypanosoma cryzi presente nas fezes contaminada do
triatomíneo (80 a 90% dos indivíduos infectados).

- Formas alternativas: transfusão de sangue, via


congênita (0,5 a 2%), aleitamento materno (mãe na fase
aguda da doença), transplante de órgãos (rins e
coração), via acidental em laboratório, contato sexual no
caso de lesões na pele e período menstrual.
Fonte: www.wikipedia.org
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Monitoramento da presença do vetor nos


domicílios
• Investigação epidemiológica de casos agudos, de
transmissão vetorial e transfusional
• Controle do vetor em áreas endêmicas
• Habitações adequadas, afastando a procriação do
inseto
• Controle de transfusão de sangue e
hemoderivados
• Sucen: controle químico da área ?
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Atividades para o controle dos focos de infestação

Atendimento a toda notificação de triatomíneo (60 dias) com


pesquisa entomológica dirigida ao local de repouso e abrigo de
animais que constituem fonte alimentar para triatomíneos e captura
de todos os exemplares encontrados nas unidades num raio 100 m
da unidade notificante.

Controle químico com borrifação (Inseticidas da classe dos


piretróides) no local de coleta do triatomíneo .

Revisão do controle químico após 60 a 90 dias da realização da


atividade, com nova borrifação quando do encontro de insetos
vivos.
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Definição
- Doença transmissível causada pelo verme Schistosoma
mansoni que, tendo caramujos como hospedeiros
intermediários, tem a água como meio de transmissão e, ao
atingir a fase adulta, vive nos vasos sangüíneos do homem.
Agente etiológico
- O agente causador da esquistossomose, no Brasil, é o
Schistosoma mansoni, família Schistosomidae.
- Os vermes adultos alcançam até 12 mm de comprimento
por 0,44 mm de diâmetro e vivem em pequenas veias do
intestino e do fígado do homem doente.
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Caramujo do gênero
Biomphalaria

Hospedeiros intermediários

- Moluscos de água doce, pertencentes ao gênero


Biomphalaria, conhecidos como planorbídeos e, popularmente,
como caramujos.

- Das várias espécies de caramujos existentes em nosso meio,


três mostraram-se capazes de infectar-se com o S. mansoni:
Biomphalaria tenagophila, B. glabrata e B. straminea.
ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA
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Distribuição Geográfica de Schistosoma mansoni
Regiões com maior número de casos notificados de
esquistossomose, Estado de São Paulo - 2005

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Vigilância Epidemiológica
Evitar ocorrência de formas graves e óbitos.
• Manter a vigilância nas periferias das áreas
urbanas.
• Submeter o suspeito a exames laboratoriais.
• Notificação em áreas não endêmicas.
• Controle de portadores – reduzir a carga
parasitária.
• Pesquisa planorbídica.
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Definição

- Doença febril aguda, de curta duração com gravidade


variável, causada por um vírus.

- Dois ciclos epidemiológicos distintos: febre amarela


urbana (FAH) e febre amarela silvestre (FAS).

Agente etiológico
- Arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) do grupo B.
- Vírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae.
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- Vetores: fêmeas de mosquitos culicídeos pertencentes aos


gêneros Aedes e Haemagogus.

- Hospedeiros: FAU – homem único hospedeiro. FAS – primatas,


homem hospedeiro acidental.
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- Febre amarela silvestre: nas Américas os gêneros de


macacos envolvidos são: Cebus (macaco-prego), Alouatta
(guariba) e Callithrix (sagüi).

- Na África, o hospedeiro envolvido é o Cercopithicus spp


(macaco verde).

- Os macacos desenvolvem infecções letais com hepatite


fulminante, que lembram a forma humana da doença.

- Período de incubação: (2
3 456!789 389: !7
1
Magnitude e distribuição geográfica
- As bacias hidrográficas do Rio Amazonas, no Brasil, e do Rio Congo, na
África, são as duas regiões principais de febre amarela no mundo.
Áreas epidemiológicas de febre amarela. Brasil,1998
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Vigilância epidemiológica
- Impedir a urbanização da doença e manter a febre amarela
silvestre sob controle.
- É uma doença de notificação compulsória internacional.
- Todo caso suspeito de febre amarela tem que ser
investigado para definir o local provável de infecção a partir
da história epidemiológica.