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MANUAL

 DE  PRÁTICAS  DE  LABORATÓRIO  


 
Físico-­‐Química  I  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

CURSOS: ENGENHARIA QUÍMICA /


ENGENHARIA AMBIENTAL E SANITÁRIA

Professores:
Leila Aguilera
Selmo Almeida

Fevereiro – 2016.1
Salvador, Bahia

QUÍMICA  GERAL   Página  48  


 
 

SUMÁRIO

PÁG.
1ª Prática: Estudo dos Gases 03
2ª Prática: Estudo das Soluções 08
3ª Prática: Volumetria de Neutralização 12
4ª Prática: Propriedades Coligativas 16
5ª Prática: Cinética Química 22
6ª Prática: Equilíbrio Químico 30

ANEXOS
Instruções para Elaboração do Fluxograma 37
Instruções para Elaboração do Artigo 40
Instruções para Formatação do Artigo 46
SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUÍMICA 51

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ESTUDO DOS GASES
1. INTRODUÇÃO

O estado gasoso é o estado mais simples, e ao mesmo tempo, o mais caótico da


matéria. Nesse estado, as substâncias se tornam compressíveis por aplicação de uma
simples força externa, ou pelo abaixamento da temperatura; ou ainda se expandem
indefinidamente até preencherem todo o volume do recipiente que as contém.

Leis tiradas da observação direta, como as de Boyle e de Charles, estabelecem


que para uma amostra de gás constituída de certo número de moléculas há três
grandezas mensuráveis, ou variáveis, que são matematicamente relacionadas entre si:
volume (V), pressão (P) e temperatura (T). As relações existentes entre essas variáveis
servem de base para a equação de estado, P.V= n.R.T, onde R é uma constante universal
para os gases, e n o número de moles da substância. Essa equação supõe o Princípio de
Avogadro, que estabelece que volumes iguais de gases, a uma mesma temperatura e
pressão, contêm o mesmo número de moléculas.

Os gases difundem-se facilmente, e são capazes de atravessar as paredes porosas


de recipientes, através de movimentos de efusão. Como as energias cinéticas médias das
moléculas gasosas só dependem da temperatura, segue-se que as moléculas mais leves
movimentam-se mais rapidamente que as pesadas, em igualdade de condições. Tanto a
difusão como a efusão gasosa são descritas quantitativamente pela lei de Graham, que
estabelece que numa dada temperatura, as velocidades de efusão e difusão são
inversamente proporcionais à raiz quadrada de suas densidades ou de seus pesos
moleculares.

As leis citadas são rigorosamente válidas apenas para o gás ideal, no qual as
moléculas se comportam como se fossem pontos móveis, que não exercem atrações
mútuas. Para gases reais, entretanto, essas relações não se aplicam com exatidão. Assim,
quando se calcula P, V, T e n para um gás real, na suposição que ele age como um gás
ideal, os valores teóricos e os valores observados não concordam rigorosamente. Em
geral, um gás real desvia-se, cada vez mais acentuadamente do comportamento de um
gás ideal, na medida em que a temperatura é abaixada e a pressão aumentada. Isso
porque os espaços livres entre as moléculas se tornam menores e as interações entre as
moléculas gasosas começam a ser mais significativas.

2. OBJETIVOS

- Observar propriedades do estado gasoso através de reação com formação de um gás e


reação entre gases.
- Coletar e medir o volume de um gás gerado numa reação.
- Demonstrar e aplicar a lei dos gases ideais e a de misturas gasosas (lei de Dalton).
- Demonstrar e aplicar a lei de difusão de Graham.
- Comparar os dados obtidos experimentalmente com dados teóricos.

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3. EXPERIMENTAL

PARTE I - Lei dos gases e misturas gasosas – Reação do Al com o NaOH

· Coloque água destilada na bureta e escorra uma parte para preencher a parte embaixo
da torneira da bureta. Em seguida, deixe preenchida somente a parte não graduada
(correspondente a altura VB da Figura abaixo). Coloque uma proveta de 10mL embaixo
da bureta e deixe escoar somente a quantidade de água da parte não graduada.

· Leia na proveta o volume de água que saiu da parte não graduada da bureta

(VB= ............. mL).

· Pegue um pedaço de papel aluminio com cerca de 0,0030g.


· Pese a fita e anote a massa de Al que reagirá com o NaOH 12 mol/L

(m= .............. g).

· Prenda em um elástico um fio de cobre de aproximadamente 10 cm de comprimento.


· Prenda o pedaço de papel Alumínio ao fio de cobre, que está preso no elástico, e
amarre na parte de cima da bureta.
· Coloque água em um béquer de 500 mL até ¾ do volume.
· Coloque 15 mL de NaOH 12 mol/L na bureta e complete com água destilada até a
borda.
· Introduza o fio de cobre, que segura o papel alumínio, dentro da bureta, de modo que
não solte. A bureta deve estar completamente cheia, de maneira que, ao introduzir o
dedo, derrame um pouco de líquido.
· Imediatamente, cubra a extremidade da bureta com o dedo, inverta o tubo,
mergulhando-o na água contida no béquer e fixe com uma garra, presa a um suporte
(ver figura abaixo).

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· Encoste a bureta bem próxima do fundo do béquer.


· A solução de hidróxido de sódio, que é mais densa que a água, descerá, reagindo com
o alumínio. Espere até que todo o alumínio seja consumido. (A abertura permite a saída
de líquido da bureta. Esse líquido está sendo substituído pelo gás hidrogênio, que por
sua vez está subindo no interior da bureta).
· Depois que a reação cessar (não houver mais vestígio do papel alumínio), levante a
bureta até que a extremidade de baixo da bureta coincida com a superfície livre da água
do béquer.
· Meça o volume de hidrogênio que está no interior da bureta (VA + VB), sendo VA o
volume de gás medido na parte graduada da bureta:

VA= .......... mL

VB= .......... mL (medido anteriormente)

VT = VA + VB = ......... mL

· Meça a temperatura da água no béquer, que é também a temperatura do hidrogênio


recolhido no interior da bureta (converta-a de graus Celsius em Kelvin):

T = ........... °C

T = t + 273,15 = ........... K

· Para obtermos a pressão do hidrogênio, devemos considerar que:


a) ao nivelarmos a bureta com a superfície livre do líquido que está no béquer, fez-se
com que a pressão de dentro da bureta (PB) se igualasse à pressão atmosférica (Patm):

PB= Patm= ............. mmHg

b) na bureta, há uma mistura de hidrogênio e vapor de água. Calcule a pressão de


hidrogênio no gás coletado usando a lei de Dalton:

PB= PH2O + PH2

considerando que, na temperatura ambiente, a pressão do vapor de água é


aproximadamente 17,5 mmHg. Então:

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PH2= PB - 17,5 = .............. mmHg

· Reúna os dados obtidos: P= ........... mmHg; V= .......... mL; T= ........... K


· Calcule a quantidade de matéria de gás hidrogênio obtido, levando em conta a
quantidade de matéria de papel aluminio pesado. A equação química da reação é:

2 NaOH + 2 Al + 2 H2O → 2 NaAlO2 + 3 H2↑

· Use a equação dos gases, PV= nRT, para calcular o volume (VT) de H2(g) que deveria
obter teoricamente no experimento.
· Compare o valor do volume teórico calculado acima com o achado
experimentalmente. Calcule o erro percentual do seu experimento:

VT - 100%
V - x%

A diferença entre 100% e x corresponde ao erro percentual.

PARTE II - Lei de difusão de Graham

· Monte o sistema mostrado na figura abaixo, o qual consiste de um tubo de vidro limpo
e seco preso a um suporte por meio de uma garra, onde estão adaptadas duas rolhas nas
extremidades.

· Tome dois chumaços de algodão e embeba um dos pedaços com hidróxido de amônio
concentrado e o outro pedaço com ácido clorídrico concentrado.
Atenção: manipular o hidróxido de amônio e o ácido clorídrico na capela.

· Coloque os chumaços de algodão, simultaneamente, um em cada extremidade dos


tubos e vede o tubo com as rolhas.

· Inicie a contagem do tempo, desde o início da colocação das rolhas até o momento em
que aparecer um pequeno "anel branco", indicando que os dois gases entraram em
contato, interrompa a contagem de tempo nesse momento.

· Meça com uma régua, a distância que percorreu o gás NH3 e a distância que percorreu
o gás HCl, até o “anel branco”.

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· Tabele os resultados dos tempos obtidos e das distâncias percorridas pelos gases.
Calcule as velocidades de difusão dos dois gases e expresse o resultado como a média
aritmética dos três experimentos.

· Calcule a relação entre as velocidades da amônia e do gás clorídrico a partir dos dados
experimentais.

· Calcule, agora, a relação entre as velocidades da amônia e do gás clorídrico, usando a


lei de Graham. A seguir, compare com aquela obtida experimentalmente calculando o
erro percentual do seu experimento.

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


Discuta os resultados obtidos, comparando com os experimentais e os seus respectivos
erros.

5. BIBLIOGRAFIA
- E. Giesbrecht et al.; Experiências de Química: técnicas e conceitos básico; Ed.
Moderna; São Paulo, 1982; p 46.
- J.B. Russel; Química Geral; McGraw-Hill; São Paulo, 1981.

FLUXOGRAMA:
PARTE I - Lei dos gases e misturas gasosas – Reação do Al com o NaOH

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FLUXOGRAMA:
PARTE II - Lei de difusão de Graham

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ESTUDO DAS SOLUÇÕES
1. INTRODUÇÃO
Uma solução é uma mistura homogênea de um soluto (substância sendo
dissolvida) em um solvente (substância que efetua a dissolução). As soluções são
encontradas em quaisquer dos três estados físicos, sendo que as soluções mais
familiares estão no estado líquido, especialmente aquelas nas quais a água é o solvente.
As propriedades de uma solução dependem fortemente das quantidades relativas de
solutos e solventes presentes. Estas são descritas citando-se a concentração do soluto,
que nos diz quanto de soluto está presente por certa quantidade de solvente ou solução.
As mais importantes unidades de concentração são: concentração em massa,
porcentagem massa/volume, porcentagem em massa, concentração mol/L, fração molar
e molalidade.
Os sistemas químicos são classificados em homogêneos e heterogêneos. No
entanto, esta distinção nem sempre é nítida. Entre estas duas categorias existe uma
intermediária que é o estado coloidal. Uma solução coloidal ou simplesmente colóide é
uma dispersão onde as partículas têm tamanhos médios compreendidos entre 1 e 100
nanômetros (nm). Numa solução coloidal, as partículas dispersas são pequenas para
serem visualizadas individualmente. Além disso, as partículas dispersas de um colóide
não se sedimentam, nem podem ser separadas por filtração comum. Os diferentes tipos
de colóides incluem o sol (dispersão de partículas sólidas em um líquido), a emulsão
(dispersão de gotas de um líquido em outro líquido) e os aerossóis (partículas sólidas ou
gotas de um líquido dispersas em um gás- fumaça e nevoeiro).

2. OBJETIVOS
Preparar soluções aquosas.
Reagir as duas primeiras e isolar um produto da reação que precipita na forma de
sólido. A massa do precipitado será determinada para que se possa calcular o
rendimento da reação.

3. PARTE EXPERIMENTAL
OBS: Faça os cálculos antes de ir para a prática e preparar as soluções.
Preparo de Soluções
a) Preparo de uma solução de K2SO4 2,5 % (m/v) em meio ácido:
• Pese a quantidade de sólido necessária para o preparo de 25 mL da solução.
• Dissolva o sólido em um béquer com pequena quantidade de água.
• Transfira a mistura para balão volumétrico de 25 mL e complete o volume.
• Lave o béquer várias vezes com pequenas porções de água (2 a 3 mL) e vá
adicionando toda as soluções resultantes para o balão volumétrico.
• Lave também o bastão de vidro e transfira a solução resultante para o balão
volumétrico.
• Adicione ao conteúdo do balão 20 gotas de ácido clorídrico concentrado
empregando uma pipeta Pasteur.
• Homogeneíze e identifique a solução.

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b) Preparo de uma solução de BaCl2 0,2 mol/L:
• Calcule a quantidade de massa necessária do sal cloreto de bário em um béquer
de 100 mL limpo e seco.
• Proceda de forma semelhante à preparação da solução de K2SO4 2,5 % acima,
porém NÃO ADICIONE O ÁCIDO CLORÍDRICO A ESTA SOLUÇÃO.

Reação entre as soluções


• Aqueça a solução 1 sobre uma chapa de aquecimento.
• Retire o béquer da chapa logo que perceber que a solução entrou em ebulição.
• Adicione a solução 2 em pequenas porções (de cerca de 1 mL) sob constante
agitação com um bastão de vidro.
• Tome cuidado para não se queimar e nem perder solução para fora do béquer
durante a agitação.
• Observe o que acontece quando se adiciona a solução 2 à solução 1.
• Após misturar as duas soluções, deixe em repouso por alguns minutos até que a
mistura esfrie.
• Pese a massa do papel de filtro e proceda a filtragem do sólido formado para a
separação do sobrenadante com papel de filtro de filtração lenta.
• Leve o seu vidro de relógio até a estufa de secagem. Deixe o sólido secar pelo
tempo recomendado pelo professor.

OBS: A pesagem do sólido será realizada na próxima aula prática laboratorial.

c) Preparo de HCl 1,0 mol/L


• Sabendo que o título do HCl concentrado é 37 % (v/v) e a sua densidade é 1,19
g/mL calcule o volume de ácido necessário para preparo de 50 mL de uma
solução 1,0 mol/L.
• Prepare a solução.
• Homogeneíze e identifique a solução.
• Reserve para a próxima aula prática de Volumetria de Neutralização para
padronizá-la.

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


Apresente os cálculos e o procedimento detalhado para o preparo de cada
solução e na reação de precipitação, faça os cálculos da quantidade de sólido estimada
caso você tivesse 100% de rendimento.

5. BIBLIOGRAFIA
- E. Giesbrecht et al.; Experiências de Química: técnicas e conceitos básico; Ed.
Moderna; São Paulo, 1982; p 52.
- J.B. Russel; Química Geral; McGraw-Hill; São Paulo, 1981, p 343.
−W.L. Masterson, E.J. Slowinski, C.L. Stanitski; Princípios de Química; LTC Editora;
Rio de Janeiro, 1990, p 253.

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FLUXOGRAMA:
a) Preparo de uma solução de K2SO4 2,5 % (m/v) em meio ácido

b) Preparo de uma solução de BaCl2 0,2 mol/L

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Filtração

c) Preparo de HCl 1,0 mol/L

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VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO
1. INTRODUÇÃO
A volumetria de neutralização baseia-se na reação de combinação dos íons
hidrogênio e hidróxido com a formação de água. Com soluções padrões ácidas podem
ser titulados substâncias de caráter alcalino, com soluções padrões alcalinas são
tituladas substâncias de caráter ácido. O reagente titulante é sempre um ácido forte ou
uma base forte.
A volumetria de neutralização também inclui as chamadas titulações de
deslocamento, em que o ânion de um ácido fraco é deslocado de seu sal mediante
titulação com ácido forte ou, então, o cátion de uma base fraca é deslocado de seu sal
mediante titulação com uma base forte. Comumente, o ponto final, na volumetria de
neutralização é identificado com o auxílio de indicadores de pH. Esses indicadores são
substâncias orgânicas fracamente ácidas ou básicas, que mudam gradualmente de
coloração dentro de uma faixa de pH relativamente estreita, chamada zona de transição.
Na análisetitulométrica, chama-se curva de titulação uma representação gráfica
que mostra como varia o logaritmo de uma concentração crítica com a quantidade de
solução titulante adicionada.
A curva de titulação pode ser traçada com dados práticos ou teóricos. A forma
da curva varia consideravelmente com a concentração dos reagentes e o grau com que
se completam as reações.

2. OBJETIVO
Conhecer o princípio da volumetria da neutralização e verificar,
experimentalmente, a concentração de uma solução padronizada.

3. EXPERIMENTAL
3.1. Padronização de uma solução NaOH 0,50 mol L-1 com biftalato de potássio,
(KHC8H4O4)
• Usar biftalato de potássio (PM = 204,23 g/mol) previamente seco em estufa a 110ºC
por 2 h.
• Pesar exatamente entre 1,15 e 1,35 g de biftalato de potássio diretamente num
erlenmeyer seco (anotando até 0,1 mg).
• Adicionar cerca de 20 mL de água destilada e agite até a dissolução completa do sal.
• Juntar duas gotas da solução de fenolftaleína.
• Certificar-se que a bureta esteja limpa e sem vazamento antes de preenchê-la com a
solução que será utilizada na titulação. Lavar e preencher com a solução de NaOH e
verifique se não há bolhas (se houver, remova-as!). Acertar o volume no zero.
• Começar a adição da solução de NaOH no erlenmeyer, sob agitação. Se ficar
solução de NaOH nas paredes do erlenmeyer, lave com água destilada (com auxílio
de um pissete) e continue a adição de NaOH. O aparecimento de uma leve coloração
rosada na solução do erlenmeyer, que persista por mais de 30 s, indica o final da
titulação.
• Anotar o volume da solução de NaOH consumido. Esse volume será utilizado no
cálculo da concentração.

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Observações
- Fique atento a vazamentos e bolhas. Não prossiga a titulação nestes casos.
- Não adicione mais indicador que o recomendado. Isso causará erro no volume de
ponto final.
- Não adicione solução padronizada de NaOH em excesso, tornando o titulado
intensamente rosa. A viragem é um tom levemente róseo!

TABELA 1 – massa do biftalato (mbif), volume de NaOH e molaridade de NaOH.


ERLENMEYER mbif (g) VNaOH (mL) MNaOH
1
2
3
4
MNaOH =

3.2. Padronização de uma solução HCl 1,0M


• Em um erlenmeyer de 125 mL de capacidade, coloque 5mL de solução HCl a ser
padronizada, juntamente com 3 a 4 gotas de indicador fenolftaleína. A
transferência da solução de HCl deve ser feita com pipeta volumétrica de 5mL de
capacidade.
• Encha a bureta de 25 mL de capacidade com solução padronizada de NaOH 0,5M,
tomando os cuidados com vazamentos e bolhas. Não se esquecer de ambientar a
bureta.
• Efetue a titulação, gota a gota, até que a fenolftaleína indique o ponto de viragem,
dado pelo aparecimento de uma leve coloração rósea, que persista por 30
segundos. Anotar o volume gasto.
• Repetir o experimento mais duas vezes e completar a Tabela abaixo:

ERLENMEYER VHCl(mL) VNaOH (mL) MHCl


01
02
03
MHCl =

4. BIBLIOGRAFIA

- HARRIS, Daniel C. Análise Química Quantitativa. 6ª ed. Rio de Janeiro: LTC –


Livros Técnicos e Científicos, c2005. 48p. ISBN 85-216-1423-3;
- OHLWEILER, Otto A. Química Analítica Quantitativa, 3ª Ed. Vol. 2, 3a Ed., Rio
de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, 1982
−SKOOG, A.D., WEST, D., HOLLER, F.J., CROUCH, R.S., Fundamentos de
Química Analítica, 8 ed., Norte Americana. São Paulo: Pioneira Thomsom Learning,
2006.

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FLUXOGRAMA:
3.1. Padronização de uma solução NaOH 0,50 mol L-1 com biftalato de potássio,
(KHC8H4O4)

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FLUXOGRAMA:
3.2. Padronização de uma solução HCl 1,0M

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PROPRIEDADES COLIGATIVAS
1. INTRODUÇÃO

As propriedades físicas das soluções que se somam pela presença de um ou


mais solutos não-volateis, sem importar a natureza da partícula (como tamanho,
estrutura molecular ou massa) e que dependem somente do número de partículas
(moléculas ou íons) que estão dispersas na solução são chamadas de Propriedades
Coligativas. As propriedades coligativas são Tonoscopia (abaixamento da pressão
máxima de vapor), Ebulioscopia (aumento da temperatura de ebulição), Crioscopia
(diminuição da temperatura de solidificação) e Osmometria (pressão osmótica).
Ebuliometria ou Ebulioscopia é o capítulo das propriedades coligativas que
estuda a elevação da temperatura de ebulição do solvente quando este compõe uma
solução com um soluto não-volátil.
Consideremos as seguintes variáveis:
te = temperatura de ebulição do solvente
te’ = temperatura de ebulição do solvente na solução
te = efeito ebuliométrico
Ke = constante ebuliométrica do solvente
I = fator de Van’t Hoff
m1 = massa do soluto
m2 = massa do solvente
M1 = massa molecular do soluto

Por definição, temos que:


te = te’ - te = KeWi
e também que:
W = 1.000m1
m2M1
Substituindo essa última fórmula na anterior, temos:

te = Ke 1.000m1 i
m2M1

O fator de Van’t Hoof para soluções iônicas é diferente de 1. Calcula-se por:


i = 1 + α(q - 1)
onde:
α = grau de dissociação do soluto
q = número de íons formados por “molécula” (ou conjunto iônico) do soluto dissolvido
Ao dissolvermos nitrato de potássio (KNO3), em água, as suas “moléculas” (que
são também chamadas de conjuntos iônicos) se dissociam, formando íons: o cátion
potássio, K+, e o ânion nitrato, NO3-. Mas isso ocorre apenas em determinado grau, pois
uma parte das “moléculas” continua se comportando como se os íons não estivessem
totalmente separados uns dos outros. E neste exercício de laboratório obteremos o valor
de grau de dissociação do KNO3 na água, utilizando o efeito ebuliométrico.

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2. OBJETIVOS
Obter experimentalmente o grau de dissociação iônica de um sal pelo efeito
ebuliométrico (do latim ebullire = “ebulir” e o grego métron = “medição”), ou seja, pelo
efeito coligativo da elevação da temperatura de ebulição.
Comparar as temperaturas de ebulição do solvente pela adição de soluto
molecular e iônico.
Obter experimentalmente a temperatura de congelamento do gelo pela adição de
um soluto iônico não-volatil.
Verificar a redução da temperatura de ebulição de um solvente pela redução da
pressão.
Comparar os dados obtidos experimentalmente com dados teóricos.

3. MATERIAL E REAGENTES
• Tubo de ensaio comum
• Tubo de ensaio grande
• Termômetro de 0 a 110°C (ou na faixa de 80 a 110°C) com sensibilidade para 0,1°C
• Tela de amianto
• Tripé de ferro
• Bico de Bunsen
• Suporte universal
• Garra
• Béquer de 250 mL
• Pipeta de 10 ou 20 mL
Nitrato de potássio, KNO3
Óleo comestível
Solução NaCl 10% (m/v)

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
4.1. Dissociação iônica pela ebuliometria.
1. Coloque óleo em um béquer de 250 mL até 2/3 do volume.
2. Em um tubo de ensaio grande, ponha água até 1/3 do volume.
3. Introduza um termômetro de 0 até 110°C no tubo.
4. Monte a aparelhagem como mostra a figura 1 sem arolha. Cuidado para não deixar o
termômetro cair dentro do tubo.
5. Acenda o bico de Busen e, lentamente, inicie o aquecimento do óleo.
6. Fique atento para observar a ebulição da água do tubo de ensaio. Quando a
ebulição começar, leia a temperatura (com precisão de 0,1°C) e anote:

te = ........ °C

7. Apague imediatamente o bico de Busen e retire o tubo de dentro do óleo.

ATENÇÃO: Não deixe o óleo entrar em ebulição em hipótese nenhuma.

8. Pese, com exatidão, cerca de 5g de KNO3 e transfira para um tubo de ensaio grande.
Anote essa pesagem:
m1 = ........... g

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9. Com uma pipeta, adicione 20 mL de água sobre KNO3. Deixe a água ir escorrendo
pelas paredes do tubo para arrastar e dissolver todo o sal. Como a densidade da água
é 1,00 g/mL de solvente terão a seguinte massa:
m2 = 20 g
10. Agite cuidadosamente o conteúdo desse tubo, até a dissolução completa do sal.

ATENÇÃO: Não agite o conteúdo do tubo com o TERMÔMETRO.

11. Coloque esse tubo de ensaio na aparelhagem da figura 1 sem a rolha, que foi
utilizado até o passo 7.
12. Acenda o bico de Busen e, lentamente, aqueça o óleo do béquer.
13. Observe atentamente o início da ebulição da solução de KNO3. Quando isso ocorrer,
anote a temperatura (com precisão de 0,01°C):
te’ = ............ °C

14. Apague imeditamente o bico de Bunsen.


15. Reúna os dados:
te = ........... °C (passo 6) te’ = ........... °C (passo 13) m1 = ............ g (passo 8)

m2 = 20 g (passo 9)
Ke = 0,52 °C/mol/kg (constante ebuliométrica da água)
Conhecendo as massas atômicas (K = 39,1; N = 14,0; O = 16,0), a massa molecular do
KNO3 é:
M1 = 101,1 g/mol

16. Calcule o fator de Van’t Hoff:


te’ - te = Ke 1.000m1 i
m2M1

i = (te’ - te) m2M1


1.000m1Ke

i = .....................

17. Cada “molécula” de KNO3 dissociada dá origem a um cátion K+ e um ânion NO3-,


então:
q=1+1
q=2

18. Calcule o grau de dissociação do KNO3 em água:


i = 1 + α(q – 1)
α=i–1
q–1

α = ..............

OBSERVAÇÃO: O valor de α é sempre inferior a 1. Nos casos de dissociação total, α


assume o valor unitário. Multiplicando α por 100, encontra-se a porcentagem de
dissociação.

QUÍMICA  GERAL   Página  19  


 
 

Figura 1 – Dissociação iônica pela ebuliometria.

4.2.Efeito da Adição de Sólido Iônico e Molecular na Temperatura

• Num béquer de 100 mL, coloque algumas gramas de gelo moído e, com a ajuda de
um termômetro, leia rapidamente a temperatura. Misture ao gelo picado algumas
gramas de cloreto de sódio e meça, novamente, a temperatura.

• Ponha 25 mL de água em 2 béqueres de 100 mL de capacidade e coloque-a para


ferver, até a ebulição. Anote a temperatura dos 2 líquidos. Retire-os do aquecimento e
em um deles, coloque 5g de cloreto de sódio e no outro 5g de sacarose. Após os sólidos
serem dissolvidos, coloque ambos para ferver novamente, até a ebulição. Meça e anote a
temperatura dos 2 líquidos, comparando com as duas temperaturas anteriores e entre as
duas soluções.

4.3 Redução da pressão de vapor e Tonoscopia

• Adicionar 50mL de água destilada em um béquer com capacidade para 100mL.


• Colocar o béquer contendo a água, em uma placa de aquecimento.
• Aquecer a água do béquer, até a temperatura de 55° C.
• Introduzir um pequeno volume da água aquecida para dentro de uma seringa.
• Retirar parte do volume da água introduzida e possíveis bolhas de ar, pressionando
o êmbolo da seringa, deixando o embolo no volume de 3mL.
• Com um dos dedos, tampar a saída de líquido.
• Com a outra mão e mantendo a saída de líquido tampada, puxar para trás o êmbolo
da seringa até o volume de 6mL. Observar.
• Repita o procedimento utilizando uma solução de NaCl 10% m/v e compare com o
experimento anterior.

5. Bibliografia
- W. A. Bueno, L. Degrève; Manual de Laboratório de Físico-Química, Editora
McGraw-Hill do Brasil; São Paulo, 1980; p 23.
- E. Giesbrecht et al.; Experiências de Química: técnicas e conceitos básico; Ed.
Moderna; São Paulo, 1982; p 158.
- E. A. de Oliveira; Aulas Práticas de Química; Editora Moderna Ltda.; São Paulo,
1993, p 81.
- Chemical Education Material Study; Química: uma ciência experimental; Volume 1,
Livraria Editora Ltda.; São Paulo, 1967, p 199.
- Chemical Education Material Study; Química: uma ciência experimental; Volume 2,
Livraria Editora Ltda.; São Paulo, 1973, p 416.

QUÍMICA  GERAL   Página  20  


 
 

FLUXOGRAMA:
4.1. Dissociação iônica pela ebuliometria.

QUÍMICA  GERAL   Página  21  


 
 
FLUXOGRAMA:
4.2.Efeito da Adição de Sólido Iônico e Molecular na Temperatura

FLUXOGRAMA:
4.3 Redução da pressão de vapor

QUÍMICA  GERAL   Página  22  


 
 
ESTUDO DA CINÉTICA QUÍMICA
1. INTRODUÇÃO
Na vida cotidiana, encontramos reações químicas mais lentas e mais rápidas: a
explosão da dinamite ocorre em fração de segundos; a digestão dos alimentos, em nosso
organismo, demora horas; o vinho leva vários dias para “azedar” e se transformar em
vinagre; a oxidação dos objetos de ferro demora anos; a formação do petróleo, no
interior da Terra, demorou séculos.
Ao estudar determinada reação química, é muito importante se levar em conta
com que rapidez ela ocorre. Se uma indústria química, por exemplo, conseguir
“acelerar” suas reações, ela estará reduzindo o tempo, e poderá tornar o processo
químico mais econômico.
A cinética química estuda as reações químicas do ponto de vista da velocidade
com que essas reações se processam, dos fatores que afetam essa velocidade e do
mecanismo pelo qual elas se dão.
As velocidades das reações químicas são determinadas através de leis empíricas,
chamadas leis de velocidades, deduzidas a partir do efeito da concentração dos
reagentes e produtos na velocidade da reação.
As velocidades das reações dependem também de outros fatores como, por
exemplo, pressão, temperatura, catalisadores e área das superfícies em contato com os
reagentes. O efeito da temperatura é particularmente importante, pois permite
conclusões a respeito de fatores energéticos envolvidos na reação.
A velocidade de reação não depende apenas dos estados inicial e final do
sistema, mas, de cada etapa intermediária pela qual o sistema alcança o estado final. Um
estudo cinético da reação permite perceber quais as etapas envolvidas, esclarecendo-se,
assim, o “mecanismo” pelo qual a reação se processa.

2. OBJETIVO
Verificar a influência da concentração dos reagentes, da temperatura de reação,
do estado de agregação dos reagentes e da presença de um catalisador sobre a
velocidade de reação.

3.PARTE EXPERIMENTAL
3.1. Influência da concentração na velocidade das reações
A lei da velocidade ou lei cinética para uma reação genérica, a velocidade de
reação é proporcional às concentrações molares dos reagentes, elevadas a expoentes que
são determinados experimentalmente:

a A + b B + c C + ... → x X + y Y + z Z + ...

V= K [A]α [B]β [C]ν ...


onde,
V= velocidade de reação;
K= constante de velocidade da reação
[ ]= molaridade= número de moles de soluto por litro de solução

α ,β,ν,... = expoentes que são determinados experimentalmente.

QUÍMICA  GERAL   Página  23  


 
 
Nesta parte do experimento, se deseja verificar como a variação da concentração
dos reagentes influi na velocidade da reação:

H2SO4 + Na2S2O3 → Na2SO4 + H2O + SO2 ↑ + S ↓

Na reação entre o tiossulfato de sódio e o ácido sulfúrico, há formação de


enxofre, que sendo insolúvel na água, provoca uma turvação que permite ver quando a
reação ocorre. Assim, pode-se medir o tempo de duração da reação. Mantendo fixa a
concentração de ácido e adicionando água à solução de tiossulfato de sódio, pode-se
verificar como a diminuição da concentração de um dos reagentes influi no tempo da
reação, isto é, na velocidade de reação.

Dadas as variáveis:
n= número de moles que reagiram = volume x molaridade
t= tempo (em segundos) de duração da reação, pode-se calcular a velocidade da reação
com a fórmula: v = n/t.

Procedimento:
a) Pegue e numere 4 tubos de ensaio (1, 2, 3 e 4) e coloque, em cada um, 4 mL da
solução 0,3 mol/L de H2SO4.
b) Pegue outros 4 tubos de ensaio e identifique como: 1A, 2A, 3A e 4A.
c) Coloque nos tubos identificados (1A, 2A, 3A e 4A), a solução 0,3 mol/L de
Na2S2O3 e H2O segundo a tabela I:

Tabela I - Estudo da influência da concentração de reagentes na velocidade das reações.


Volume (mL) Molaridade da ∆n= no de mols de Velocidade
Tempo da
Tubo mistura Na2S2O3 que reagiram v = ∆n/∆t
Na2S2O3 H2O Total reação (s)
V x M = V’ x M’ V’ x M’ (mol/s)
1A 3 0 3 3 x 0,3 = 3 x M’ ∆n= 0,003 x 0,30
M’= 0,30 ∆n= 9 x 10-4
2A 2 1 3 2 x 0,3 = 3 x M’ ∆n= 0,003 x 0,20
M’= 0,20 ∆n= 6 x 10-4
3A 1,5 1,5 3 1,5 x 0,3 = 3 x M’ ∆n= 0,003 x 0,15
M’= 0,15 ∆n= 4,5 x 10-4
4A 1 2 3 1 x 0,3 = 3 x M’ ∆n= 0,003 x 0,10
M’= 0,10 ∆n= 3 x 10-4

f) Pegue o tubo 1A e o tubo 1 que contem 4 mL de H2SO4.


g) Adicione os 4 mL de ácido do tubo 1 ao tubo 1A, acionando o cronômetro
imediatamente.
h) Observe atentamente o tubo 1A e assim que começar a aparecer uma turvação pare o
cronômetro. Lance na tabela o tempo (em segundos) que demorou a aparecer a
turvação.
i) Jogue fora o conteúdo do tubo 1A e lave-o em seguida. Essa operação deve ser feita
imediatamente para evitar que o tubo fique manchado.
j) Repita o procedimento para os tubos 2A, 3A e 4A, anotando na tabela o tempo gasto
em cada uma das reações.

QUÍMICA  GERAL   Página  24  


 
 
k) Se houver qualquer dúvida com relação a alguma das medidas, refaça essa a medição
correspondente.
l) Calcule a velocidade de cada reação, dividindo cada valor de ∆n pelo tempo da reação
correspondente.

3.2. Influência do catalisador


Nesse experimento, se verificará a influência do Mn+2 na reação entre o
permanganato de potássio (KMnO4) com o ácido oxálico (H2C2O4) na presença do
ácido sulfúrico (H2SO4):

2 KMnO4 + 5 H2C2O4 + 3 H2SO4 → K2SO4 + 2 MnSO4 + 8 H2O + 10 CO2 ↑

a) Rotule 4 tubos de ensaio (1, 2, 3 e 4);


b) Coloque 5 mL de ácido oxálico 0,5 mol/L nos tubos 1 e 3;
c) Adicione à esses dois tubos 1 mL de ácido sulfúrico 4 mol/L;
d) Adicione 5 gotas de uma solução 0,1 mol/L de sulfato de manganês (MnSO4) ao tubo
3;
e) Adicione, aos tubos 2 e 4, 4 mL de uma solução 0,04 mol/L de permanganato de
potássio;
f) Rotule dois béquers de 50 mL: A e B.
g) Transfira o conteúdo dos tubos 1 e 2 para o béquer A e o conteúdo dos tubos 3 e 4
para o béquer B (a transferência deve ser simultânea para os dois béquers).
h) Compare o tempo necessário para que as duas soluções percam a cor.

3.3. Influência do estado de agregação dos reagentes


a) Pegue 2 tubos de ensaio e rotule-os (1 e 2);
b) Adicione a cada um dos tubos 2 mL de uma solução 1 mol/L de HCl;
c) Adicione um pedaço de Zn metálico ao tubo 1 e uma quantidade equivalente de zinco
metálico em pó ao tubo 2;
d) Observe e compare a velocidade aparente de reação nos dois tubos.

3.4. Influência da temperatura na velocidade das reações


Utilizaremos a mesma reação usada no item anterior para verificar o efeito da
temperatura na velocidade das reações:

H2SO4 + Na2S2O3 → Na2SO4 + H2O + SO2 ↑ + S↓

a) Numere 4 tubos de ensaio (1, 2, 3 e 4) e coloque 4 mL da solução 0,05 mol/L de


H2SO4.
b) Rotule outros 4 tubos de ensaio (1A, 2A, 3A e 4A) e coloque 4 mL da solução 0,05
mol/L de Na2S2O3.
e) Ponha 250 mL de água num béquer de 500 mL e coloque em “banho-maria” os tubos
1 e 1A nesse béquer.
f) Espere aproximadamente 2 minutos para que a temperatura dos tubos se iguale à
temperatura da água do béquer. Meça a temperatura ambiente da água:
t1= ............ oC
g) Jogue o conteúdo do tubo 1 no tubo 1A, mantendo esse último imerso na água do
béquer, e acione imediatamente o cronômetro.

QUÍMICA  GERAL   Página  25  


 
 
h) Observe atentamente o tubo 1A (que está dentro da água do béquer) e, assim que
aparecer uma turvação, pare o cronômetro. Anote o tempo da reação:

Tempo da reação = ............ s

i) Preencha a Tabela II com os dados de temperatura e tempo da reação obtidos com os


tubos 1 e 1A.
j) Jogue fora o conteúdo do tubo 1A e lave-o, a fim de que ele não fique manchado.
k) Coloque o béquer com 250 mL de água para aquecer até aproximadamente 30oC
acima da temperatura ambiente anterior (t1). Quando esta temperatura for atingida pare
o aquecimento.
l) Com um bastão de vidro, agite a água que está sendo aquecida para homogeneizar a
temperatura.
m) Coloque os tubos 4 e 4A dentro da água do béquer e espere aproximadamente 2
minutos para que seus conteúdos atinjam a temperatura da água.
n) Após a espera, mantendo o tubo 4A dentro da água aquecida, verta sobre ele a
solução 0,05 mol/L de H2SO4 do tubo 4 e acione o cronômetro imediatamente.
o) Observe atentamente o tubo 4A que está dentro do béquer. Assim que aparecer uma
turvação, pare o cronômetro. Anote o tempo e a temperatura da água do béquer na
Tabela II.
p) Jogue fora o conteúdo do tubo 4A e lave-o em seguida.
q) Cuidadosamente, adicionando água fria (torneira) aos poucos, resfrie a água do
béquer para aproximadamente 10oC abaixo da temperatura anterior (t4), agitando-a com
um bastão de vidro.
r) Repita os passos m, n, o e p para os tubos 3 e 3A.
s) Jogue fora um pouco da água do béquer e, lentamente, adicione água fria (torneira),
para que a temperatura caia cerca de 10oC abaixo da temperatura (t3) obtida no passo
“q”.
t) Repita os passos m, n, o e p para os tubos 2 e 2A.
Obs.: Repita qualquer passo experimental para esclarecer dúvidas sobre alguma
medição.

Tabela II - Estudo da influência da temperatura na velocidade das reações


Tubos n = nº de mols de Tempo da Velocidade
Temperatura (°C)
Na2S2O3 reação (s) v = n/t (mol/s)
1 e 1A 2 x 10-4 T1 =
-4
2 e 2A 2 x 10 T2 =
3 e 3A 2 x 10-4 T3 =
-4
4 e 4A 2 x 10 T4 =

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


Apresente os gráficos da velocidade de reação em função da concentração de
tiossulfato de sódio e da velocidade de reação em função da temperatura de reação.
Discuta os resultados obtidos da relação entre concentração e velocidade de reação, bem
como da temperatura, estado de agregação e presença de catalisador na velocidade de
uma reação.

QUÍMICA  GERAL   Página  26  


 
 
5. BIBLIOGRAFIA
- E. Giesbrecht et al.; Experiências de Química: técnicas e conceitos básico; Ed.
Moderna; São Paulo, 1982; p 52.
- J.B. Russel; Química Geral; McGraw-Hill; São Paulo, 1981, p 343.
- W.L. Masterson, E.J. Slowinski, C.L. Stanitski; Princípios de Química; LTC Editora;
Rio de Janeiro, 1990, p 253.

FLUXOGRAMA:
3.1. Influência da concentração na velocidade das reações

QUÍMICA  GERAL   Página  27  


 
 
FLUXOGRAMA:
3.2. Influência do catalisador

QUÍMICA  GERAL   Página  28  


 
 
FLUXOGRAMA:
3.3. Influência do estado de agregação dos reagentes

QUÍMICA  GERAL   Página  29  


 
 
FLUXOGRAMA:
3.4. Influência da temperatura na velocidade das reações

QUÍMICA  GERAL   Página  30  


 
 
EQUILIBRIO QUÍMICO
1. INTRODUÇÃO
Quando uma reação química acontece, o sistema tende a buscar o estado de
equilíbrio. Seum sistema em equilíbrio é submetido a qualquer perturbação exterior, o
equilíbrio se desloca no sentido contrário a essa perturbação. Esse é o princípio geral
do deslocamento do equilíbrio enunciado pelo cientista francês Henry Louis Le
Chatelier. A concentração, a pressão, e a temperatura são as “forças” que podem
“perturbar” os equilíbrios químicos.
É muito importante saber de que maneira é possível “perturbar” um equilíbrio de
modo a aumentar a velocidade da reação de interesse. Assim, quando se consegue
aumentar a velocidade da reação no sentido de interesse, pode-se aumentar o
rendimento da reação, o que é muito importante, do ponto de vista econômico,
principalmente, para reações industriais.
A concentração afeta um sistema em equilíbrio de forma que, quando se
aumenta a concentração de um dos componentes do equilíbrio, ele se desloca no sentido
de consumir o reagente adicionado. Já quando se diminui a concentração de um dos
componentes do equilíbrio, ele se desloca para repor o componente retirado.
A pressão do sistema influencia de maneira significativa em reações envolvendo
gases. Um aumento da pressão desloca o equilíbrio no sentido de menor volume,
enquanto uma diminuição de pressão desloca o equilíbrio no sentido de maior volume.
Em relação à temperatura, o princípio de Le Chatelier prevê que um aumento de
temperatura favorece uma reação endotérmica, enquanto que diminuição de temperatura
favorece uma reação exotérmica.

2. OBJETIVO
• Verificar a reversibilidade de algumas reações químicas.
• Aplicar o princípio de Le Chatelier.
• Ser capaz de estimar, de modo qualitativo, efeitos da variação na concentração,
pressão ou temperatura em um sistema em equilíbrio.

3. PARTE EXPERIMENTAL
3.1 - Equilíbrio químico na reação entre o FeCl3 e o NH4SCN
a) Em uma proveta de 50 mL, adicione 1 mL da solução 0,05 mol/L de FeCl3, 1 mL da
solução 0,05 mol/L de NH4SCN e 18 mL de água destilada. Agite com um bastão de
vidro. Observe a coloração inicial dos reagentes e a coloração obtida após a mistura dos
mesmos. A reação que ocorre é a seguinte:

FeCl3 + 3 NH4SCN → Fe(SCN)3 + 3NH4Cl

Vermelho

O Fe(SCN)3 formado na reação é um composto solúvel de cor vermelha característica.


Nesta reação, é fácil observar o deslocamento do equilíbrio pela variação da intensidade
da coloração da solução.
b) Numere quatro tubos de ensaio: 1, 2, 3 e 4.
c) Coloque em cada tubo de ensaio 5 mL da solução contida na proveta.

QUÍMICA  GERAL   Página  31  


 
 
d) Ao tubo 1, adicione 1 mL da solução de FeCl3 e agite. Observe e compare a
coloração obtida com a coloração do tubo 4.
e) Adicione ao tubo 2 uma ponta de espátula de NH4SCN sólido. Agite o tubo e
compare a coloração obtida com a cor da solução do tubo 4.
f) Ao tubo 3, adicione uma ponta de espátula de NH4Cl sólido. Agite o tubo e compare a
coloração obtida com a cor da solução do tubo 4.

3.2 - Equilíbrio dos íons cromato (CrO42-) e dicromato (Cr2O72-)


Outro equilíbrio importante, bastante utilizado em experimentos envolvendo
equilíbrio químico, é o que se verifica entre os íons cromato (CrO42-) e dicromato
(Cr2O72-) em solução aquosa:

2 CrO42- + 2 H+ ↔ Cr2O72- + H2O

Amarelo Laranja

Pela equação acima, percebe-se que as concentrações das espécies apresentam


uma dependência em relação ao pH do meio. Percebe-se ainda que se deslocando o
equilíbrio para direita, o meio torna-se alaranjado; deslocando-o para a esquerda,
amarelo.
Procedimento
a) Numere 6 tubos de ensaio (1, 2, 3, 4, 5 e 6).
b) Coloque cerca de 1 mL de solução de cromato de potássio 0,1 mol/L (fonte de íons
CrO42-) ou de solução de dicromato de potássio 0,1 mol/L (fonte de íons Cr2O72-) em
cada tubo de acordo com a Tabela I. Adicione também a cada tubo 20 gotas de NaOH
0,1 mol/L ou 20 gotas de HCl 0,1 mol/L de acordo com a Tabela I.
Obs. : Guarde esses tubos com seus conteúdos para etapa posterior.
c) Compare e justifique a coloração obtida em cada tubo.
Etapa Posterior:
d) Acrescente alternadamente, gota a gota, solução 1 mol/L de NaOH aos tubos 2 e 5,
até que seja notada alguma mudança de cor em um dos tubos.
e) Acrescente alternadamente, gota a gota, solução 1 mol/L de HCl aos tubos 3 e 6, até
que seja notada alguma mudança de cor em um dos tubos.

Tabela I- Estudo do deslocamento do equilíbrio dos íons cromato (CrO42-) e dicromato


(Cr2O7-2).
Tubo Reagentes Coloração Conclusão
1 K2Cr2O7
2 K2Cr2O7 + HCl 0,1 mol/L
3 K2Cr2O7 + NaOH 0,1 mol/L
4 K2CrO4
5 K2CrO4 + HCl 0,1 mol/L
6 K2CrO4 + NaOH 0,1 mol/L

QUÍMICA  GERAL   Página  32  


 
 

3.3. O equilíbrio entre o cromato de bário sólido, BaCrO4(s), com uma solução
saturada de seus íons.
a) Coloque 10 gotas da solução 0,1 mol/L de K2CrO4 em um tubo de ensaio e acrescente
2 gotas da solução 1 mol/L de NaOH. Acrescente, gota a gota, ao tubo de ensaio a
solução 0,1 mol/L de Ba(NO3)2, até perceber alguma alteração. Anote o resultado e
guarde o tubo para a etapa (C).
b) Coloque 10 gotas da solução 0,1 mol/L de K2Cr2O7 em um tubo de ensaio e
acrescente 2 gotas da solução 1 mol/L de HCl. Acrescente 10 gotas solução de
Ba(NO3)2. Guarde esse tubo de ensaio para a etapa (d).
Anote suas conclusões a respeito das solubilidades relativas do BaCrO4(s) e BaCr2O7(s)
de acordo com suas observações da etapa (a) e (b).
c) Ao tubo de ensaio da etapa (a), acrescente, gota a gota, HCl 1 mol/L até notar alguma
modificação. Anote suas observações.
d) Acrescente, gota a gota, ao tubo de ensaio da etapa (b), NaOH 1 mol/L até notar
alguma modificação. Anote suas observações.
e) Coloque 10 gotas da solução 0,1 mol/L de K2Cr2O7 em um tubo de ensaio e a mesma
quantidade da solução 0,1 mol/L de K2CrO4 em outro. Acrescente algumas gotas da
solução de Ba(NO3)2 a cada um dos tubos de ensaio. Observe e anote o resultado.

3.4. Efeito da Temperatura


a) Pesar em um béquer com capacidade para 100 mL, 0,3 g do reagente Cloreto de
Cobalto Hexahidratado (CoCl2.6H2O).
b) Adicionar ao béquer, 3 mL de água destilada.
c) Dissolver. Observar.
d) Após agitação da solução, adicionar a este béquer, 4 mL de ácido clorídrico
concentrado (HCl). Agitar e observar.
e) Em seguida, adicionar a esta mesma solução, 4 mL de água destilada. Agitar e
observar.
f) Dividir toda a solução do béquer em 2 tubos de ensaio.
g) Levar um dos tubos de ensaio contendo a solução para um banho de aquecimento em
temperatura entre 70 à 80°C. Observar.
h) Levar o outro tubo de ensaio para um banho gelado. Observar.

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


Explique:
- As mudanças de coloração das soluções observadas em cada etapa do experimento 3.1.
- A influência dos íons H+ e OH- (influência do pH) na reação de equilíbrio entre os íons
cromato (CrO42-) e dicromato (Cr2O72-) de acordo com as observações feitas no
experimento 3.2.
- A influência da temperatura no equilíbrio observado no experimento 3.4, utilizando o
princípio de Le Chatelier.

5. BIBLIOGRAFIA
- E. A. de Oliveira; Aulas Práticas de Química; Editora Moderna; São Paulo, 1993, p
172.
- Feltre, R.; Química: físico-química; volume 2; Editora Moderna; São Paulo, 1988; p
249.
- J.B. Russel; Química Geral; McGraw-Hill; São Paulo, 1981, p 465.

QUÍMICA  GERAL   Página  33  


 
 
- Chemical Education Material Study; Química: uma ciência experimental; Volume 2,
Livraria Editora Ltda.; São Paulo, 1973, p 421.
- Semichin, V.; Práticas de Química Geral- Inorgânica, Editora Mir, Moscou, 1979; p
73.
- Trindade, D. F.; de Oliveira, F. P.; Bispo, J. G.; Química Básica Experimental; Ícone
Editora; São Paulo, 1989, p 120.

FLUXOGRAMA:
3.1 - Equilíbrio químico na reação entre o FeCl3 e o NH4SCN

QUÍMICA  GERAL   Página  34  


 
 
FLUXOGRAMA:
3.2 - Equilíbrio dos íons cromato (CrO42-) e dicromato (Cr2O72-)

QUÍMICA  GERAL   Página  35  


 
 
FLUXOGRAMA:
3.3. O equilíbrio entre o cromato de bário sólido, BaCrO4(s), com uma solução
saturada de seus íons.

QUÍMICA  GERAL   Página  36  


 
 
FLUXOGRAMA:
3.4. Efeito da Temperatura

QUÍMICA  GERAL   Página  37  


 
 

ANEXOS

INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE UM


FLUXOGRAMA
1°. Os equipamentos, vidrarias nas quais serão realizados os procedimentos iniciais são
inscritos em um retângulo colocado no início do fluxograma. A partir da base do
retângulo traça-se uma linha vertical que chega até a fase operacional seguinte:

Béquer  

2°. A adição de um reagente aos materiais iniciais é indicada por meio de uma flecha
perpendicular à linha vertical que une as duas fases do processo. As substâncias devem
ser mencionadas, somente, pela fórmula, seguindo a seguinte seqüência:
volume – fórmula – concentração.

Béquer  
10  mL  Na2SO4    0,050  mol  L-­‐1  
5  mL  BaCl2  0,10  mol  L-­‐1  

3°. Indica-se a retirada de uma porção da mistura de reação com uma flecha que parte
da linha vertical.

Béquer  
1  mL  solução  

4°. As operações realizadas na mistura de reação que não impliquem em separação de

QUÍMICA  GERAL   Página  38  


 
 
componentes devem ser representadas pela interrupção da linha vertical, por duas linhas
horizontais paralelas. A descrição da operação fica compreendida no espaço entre as
duas linhas:

5°. Uma operação que implique na separação dos componentes da mistura é indicada
traçando-se uma linha horizontal no fim da linha vertical. O nome da operação é escrito
entre parênteses, debaixo da linha horizontal. Os produtos resultantes de uma separação
são encerrados em retângulos, os quais são unidos por linhas verticais às extremidades
da linha horizontal:

6° Os produtos resultantes de qualquer operação também são fechados em retângulos:

Exemplo de um fluxograma completo:

QUÍMICA  GERAL   Página  39  


 
 

QUÍMICA  GERAL   Página  40  


 
 
INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DO
ARTIGO

1. O QUE É UM ARTIGO?

O artigo de uma atividade prática é uma exposição escrita de linguagem clara e


coerente sobre um determinado trabalho. Não é apenas uma descrição do modo de
proceder (técnicas, reagentes, material, etc.), pois este conjunto de informações constitui
o protocolo. Um artigo é o conjunto da descrição da realização experimental, dos
resultados nele obtidos, assim como das idéias associadas, de modo a constituir uma
compilação completa e coerente de tudo o que diga respeito a esse trabalho. De alguma
forma, elaborar um relatório deve ser visto pelo aluno como uma etapa importante na
sua formação acadêmica, para que mais tarde, como profissional, possa ter adquirido e
desenvolvido a prática e o raciocínio crítico necessário à elaboração de um artigo
científico. Por fim, pode ser publicada em revistas ou periódicos especializados, assim
como, sua formatação pode variar conforme a instituição na qual será publicado.

2. COMO ESCREVER?

O artigo como instrumento de trabalho, deve utilizar uma linguagem simples,


clara, objetiva e precisa. A forma pela qual alguma informação pode ser apresentada
(tabelas, gráficos, ilustrações), pode contribuir consideravelmente para reduzir a
extensão de um artigo.
As frases utilizadas devem ser completas, para que possua um raciocínio lógico.
Em ciência, todas as afirmações devem ser baseadas em provas fatuais fundamentados.
Fatos especulativos não podem tomar o lugar de outros já demonstrados. De igual
modo, o aluno (futuro investigador) deve evitar o excesso de conclusões, sendo estas
precisas e sintéticas. As conclusões devem, igualmente, ser coerentes com a discussão
dos resultados.

3. ESTRUTURA DE UM ARTIGO

A divisão metodológica de um artigo em várias seções ajuda a sua organização e


escrita por parte dos autores e, de igual modo, permite ao leitor encontrar mais
facilmente a informação que procura como mostrado na tabela 1.

Tabela 1 – Distribuição dos itens que compõem o artigo científico em relação aos
elementos da estrutura básica.

QUÍMICA  GERAL   Página  41  


 
 
Elementos Componentes

Pré-textuais ou parte preliminar título Autor (es)


sub-título (quando for o caso) Crédito(s) do(s) autor(es)
Resumo
Palavras-chave ou descritores
Abstract (quando for o caso)
Key-words (quando for o caso)
Textuais ou corpo do artigo Introdução
Desenvolvimento
Conclusão

Pós-textuais ou referencial Referências


Fonte: União das Instituições de Serviços, Ensino e Pesquisa Ltda. Manual de artigo
científico, São Paulo, 2010.

3.1 TÍTULO
Indispensável na composição do artigo, encarregado de incentivar a leitura de todo o
conteúdo abordado. Por conta disso, normalmente, é elaborado após o autor já ter
avançado em boa parte da redação. Este efeito comumente é alcançado com o uso de
texto curto de alta clareza e coerência.

Formatação: Fonte Arial, tamanho 14, maiúsculas e centralizadas, margens superior e


inferior = 3 cm. Texto centralizado.

3.2 NOMES DOS AUTORES


O(s) nome(s) do(s) autor(es) são acompanhados dos créditos, geralmente constituídos
pelo nome da instituição onde leciona(m) ou trabalha(m) e da sua titulação. Também
podem ser citados outros dados relevantes, ficando isto a critério do(s) autor(es) ou da
instituição que publica (União das Instituições de Serviços, Ensino e Pesquisa Ltda.
Manual de artigo científico, São Paulo, 2010).

3.3 RESUMO
Sinaliza num texto curto o assunto abordado no artigo científico, ressaltando os
objetivos, metodologia e análise de resultados (nas pesquisas de campo) relevantes para
o entendimento e valorização da conclusão do trabalho. Este devendo ser abordado no
final nos últimos parágrafos do resumo.
Lembrete: No resumo não deve conter citações bibliográficas.

3.4 PALAVRAS - CHAVES


Normalmente 3 a 4 palavras curtas, que refletem a idéia central do texto compõem este.
Palavras simples, compostas e \ou expressões podem compor este item.

3.5 INTRODUÇÃO
Descrição de toda teoria necessária ao entendimento da prática e da discussão dos
resultados. Particularmente no caso de Química Analítica, a introdução deve conter a
teoria do método analítico, das fontes e efeitos dos erros, descrição da amostra. Deve ser
uma síntese própria dos vários livro, artigos, dentre outros consultados.

QUÍMICA  GERAL   Página  42  


 
 
3.6 EXPERIMENTAL
Descrição de todo o procedimento experimental realizado (conforme o roteiro da
prática ou com as adaptações orientadas pelo professor).

3.7 RESULTADOS
Consiste na apresentação de todos os dados colhidos em laboratório ou dos calculados
decorrentes dos dados. Devem ser apresentados na forma de tabelas, gráficos, etc, de
modo a comunicar melhor a mensagem.

3.8 DISCUSSÃO
Interpretação dos resultados. Discutir os dados obtidos à luz da teoria exposta na
fundamentação teórica e comparar com os dados da literatura. Analisar as fontes de
erros, a exatidão e precisão da análise e, sempre que possível, comparar com a literatura
ou com informações sobre a amostra.
A discussão deve comparar os resultados obtidos face ao objetivo pretendido. Não se
devem tirar hipóteses especulativas que não possam ser fundamentadas nos resultados
obtidos. A discussão constitui uma das partes mais importantes do relatório, uma vez
que é nela que os autores evidenciam todos os conhecimentos adquiridos, através da
profundidade com que discutem os resultados obtidos.

OBS1: A discussão é a parte do relatório que exige maior maturidade do aluno.

3.9. CONCLUSÕES
Esta parte do relatório deve sumarizar as principais conclusões obtidas no decurso do
trabalho realizado. Faça uma síntese pessoal sobre as conclusões alcançadas com o seu
trabalho. Enumere os resultados mais significativos do trabalho.

OBS2: Não deve apresentar nenhuma conclusão que não seja fruto da discussão.

3.10. REFERÊNCIAS (Página posterior à da conclusão)


A bibliografia deve figurar no fim do relatório. Nela devem ser apresentadas todas as
referências mencionados no texto, que podem ser livros (ou capítulos de livros), artigos
científicos, CD-ROM e web sites consultados.

INSTRUÇÕES PARA FAZER CORRETAMENTE A REFERÊNCIA. (Material


pesquisado do livro Metodologia Científica – Ênfase em pesquisa Tecnológica, do
Professor Carlos Fernando Jung, M.Eng. – Disponível na Web gratuitamente em:
http://www.jung.pro.br)

Segundo o autor, as referências devem obedecer aos padrões abaixo, de acordo com o
tipo de material pesquisado:

• Livros – Um autor
COBRA, Marcos. Marketing essencial: Conceitos, estratégias, controle. São Paulo:
Atlas, 1998. 502 p.

• Livros – Dois autores

QUÍMICA  GERAL   Página  43  


 
 
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica; para uso dos estudantes
universitários. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1978. 144 p.

• Livros – Três autores


BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. Dicionário de política. 4. ed.
Brasília: EDUnB, 1992. 530 p.

• Livros – Quatro ou mais autores


FRANÇA, J. L. et al. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 3.
ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1996. 191 p.

• Livros – Organizador, coordenador etc...


BECKER, Dinizar Fermiano (Org.). Desenvolvimento Sustentável: necessidade e/ou
possibilidade ? Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 1997. 238 p.

• Livros – Traduções
SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. Terra dos homens. Tradução de Rubem Braga. 17. ed.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. 155 p.

• Livros – Especificação de volume


FUSER, Igor (Org.) A arte de reportagem. São Paulo: Scritta, 1996. 652 p., v. 1.

• Periódicos
FOLHA ON LINE. São Paulo. Diário. Disponível em: <http://www.uol.com.br/folha>.
Acesso em: 27 ago. 2001.

REVISTA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Brasília: Brasília Jurídica, 1997


– Mensal. CD-ROM. Ementário da jurisprudência do STJ.

SIGNO, Santa Cruz do Sul: Editora da UNISC, 1975-. Semestral. ISSN 0101-1812

• Dissertações, teses
JUNG, Carlos Fernando. Desenvolvimento de produto eletrônico: uma metodologia
projetual aplicada. 2001. 245 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria. 2001.

• Atlas
ATLAS Mirador Internacional. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil, 1981.
Congressos, conferências e eventos científicos

SIMPÓSIO DE COMPUTADORES TOLERANTES A FALHAS, 6, 1995, Canela.


Anais... Canela: Instituto de Informática da UFRGS, 1995,481 p.

• Folhetos
INSTITUTO DE ECONOMIA INDUSTRIAL – UFRJ. Trabalho e produção social. Rio
de Janeiro, 1995. 46 p.

• Patentes

QUÍMICA  GERAL   Página  44  


 
 
PRODUTO ERLAN LTDA (Uberlândia – MG). Paulo César da Fonseca.
Ornamentação aplicada a embalagem. C.I.10-3-6. BR n. DI 2300045. 12 set. 1983, 28
maio 1995.

• Acórdãos
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Deferimento de pedido de extradição. Extradição
n. 410. Estados Unidos da América e José Fernandes: relator. Ministro Rafael Mayer,
21 de março de 1984. Revista Trimestral de Jurisprudência. Brasília, v. 109, p. 870-879,
set. 1984.

• Legislação (leis, decretos, portarias, códigos)


BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília, DF: Senado Federal, 1988. 292 p.

• Imagem em Movimento (filmes, fitas de vídeo, DVD)


LÉVY, Pierre. Inteligência coletiva e a construção de uma nova sociedade. Coleta de
imagens setor de Áudio e Vídeo da UNISC. Santa Cruz do Sul: UNISC, maio 2000. 1
fita de vídeo (137 min), VHS, son., color.

• Documentos sonoros (entrevistas, discursos)


REIGOTA, Marcos. A militância ecológica. Entrevistadora: Clarice Agnes, 1999. 1 fita
cassete (15 min), 3 ¾ pps., mono. Entrevista concedida à Editora da UNISC.

• Correspondência (cartas, bilhetes, telegramas)


TEIXEIRA, José Carlos. [Carta] 08 jun. 1998, Santa Cruz do Sul [para] Ana Carolina
Medeiros, Por Alegre. 3 p. Solicita documento do Arquivo Histórico do Município de
Porto Alegre.

• Livro em CD-ROM
GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo: Cia das Letras/Melhoramentos,
1998. CD-ROM. Produzido por Sonopress.

• Enciclopédia em CD-ROM
NOVA BARSA CD. São Paulo: Enciclopédia Britânica Publicações, 1998. CD-ROM.
Produzido por Sonopress.

• Normas técnicas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e
documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2000. 22 p.

• Periódicos (fascículos)
REVISTA BRASILEIRA DE CLÍNICA & TERAPÊUTICA = BRAZILIAN
JOURNAL OF CLINIC & TERAPEUTICS. São Paulo: Moreira Jr., v. 27, n. 2, mar.
2001. 51 p.

• Periódicos (números especiais e suplementos)

QUÍMICA  GERAL   Página  45  


 
 
WEIMER, Günter. A arquitetura da imaginação renana no Rio Grande do Sul. Redes –
Revista do Mestrado em Desenvolvimento Regional – UNISC. Estudos sobre a
imigração alemã. Santa Cruz do Sul: Editora da UNISC, v. 6, p. 7-23, maio 2001. 177 p.
Número especial.

• Periódicos (separatas de publicações periódicas)


SAUL, Renato Paulo. A sociologia no vórtice da globalização. Separata de: Barbarói –
Revista do Departamento de Ciências Humanas e do Departamento de Psicologia. Santa
Cruz do Sul, n. 7, p. 7-22, set. 1997

• Periódicos (artigos de publicações periódicas) à Com autor identificado


STRECK, Lênio Luiz. Direito penal, criminologia e paradigma dogmático: um debate
necessário. Revista do Direito – Departamento de Direito da UNISC, Santa Cruz do Sul,
n. 4, p. 71-89, dez. 1995.

• Periódicos (artigos de publicações periódicas) à Sem autor identificado


COMPUTADOR facilita dia a dia dos designers. Design gráfico, São Paulo, v. 4, n. 25,
p. 28-31, 1999.

• Artigo de jornal
AZEVEDO, Dermi. Sarney convida igrejas cristãs para diálogo sobre o pacto. Folha de
São Paulo, São Paulo, 22 out. 1985. Caderno de Economia, p. 13

• E-mail
SISTEMAS E TECNOLOGIAS. Solicitação de catálogos, lista de preços e outros
materiais [Mensagem institucional]. Mensagem recebida por <editora@unisc.br> em 16
jun. 1999.

• Home Page institucional


FACCAT. Desenvolvido pelas Faculdades de Taquara. 1999-2001. Apresenta
informações gerais sobre a instituição. Disponível em: <http://www.faccat.br>. Acesso
em 10 ago. 2001

• Banco de dados
CENSO demográfico 2000. Banco de dados agregados do IBGE. Disponível em:
<http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/e2000/default.asp> Acesso em: 24 ago. 2001.

• Programa (software)
SPHINX: sistemas de concepção de pesquisas e de análise estatística de dados
quantitativos e qualitativos. Canos: Freitas & Cunha Consultores Ltda. [2000?] 1 CD-
ROM. Windows.

• Software Educativo CD-ROM


TABUADA. Tirando os números de letra. Curitiba: Positivo, [1999?]. 1 CD-ROM.
Windows 3.11
• Observações importantes

QUÍMICA  GERAL   Página  46  


 
 
Não sendo possível determinar o local, indica-se entre colchetes [S.I.] (Sine loco). No
caso de homônimos de cidades, acrescenta-se o nome do estado ou do país. Quando o
editor não é mencionado, pode-se indicar o impressor. Na falta do editor e impressor,
indica-se, entre colchetes [s.n.] (sine nomine).

Quando o local e o editor não aparecem na publicação, indica-se entre colchetes


[S.I.:s.n.]

Na falta de indicação do ano de publicação coloca-se entre colchetes uma data


aproximada [1965?]; data certa não indicada no ítem [2000]; década provável [197?]

3.11. ANEXOS

Figuras, fotografias etc.

3.1 MODELO DE ARTIGO


TITULO:

PARÂMETROS PARA FORMATAÇÃO DE UM ARTIGO CIENTÍFICO

(Formatação do titulo: Fonte Arial, tamanho 14, maiúsculas e centralizadas, margens


superior e inferior = 3 cm. Texto centralizado.)

O(s) nome(s) do(s) autor (es) são acompanhados dos créditos, geralmente
constituídos pelo nome da instituição onde leciona(m) ou trabalha(m) e da sua
titulação. Também podem ser citados outros dados relevantes, ficando isto a critério
do(s) autor (es) ou da instituição que publica (União das Instituições de Serviços,
Ensino e Pesquisa Ltda. Manual de artigo científico, São Paulo, 2010).

Exemplo:

Pedro Castro Neto (DEG/UFLA, pedro@ufla.br ), Antônio Carlos Fraga (DAG/UFLA,


fraga@ufla.br), Rafael Silva Menezes (RBTB/MCT, rafael@mct.gov.br), José Joaquim
da Silva Xavier (GMG, tiradentes@mg.gov.br), Pedro de Alcântara de Bragança e
Bourbon (BRA, tiradentes@mg.gov.br).

Orientador: Xisto Albuquerque Neto (DEG/UFLA, xisto@ufa.br)


Formatação da Introdução, Desenvolvimento, Considerações Finais, ou
qualquer outro que se refira às partes do corpo do texto: fonte Arial ou Times New
Roman, tamanho 12, alinhamento justificado, espaçamento entre linhas 1.5.

QUÍMICA  GERAL   Página  47  


 
 

RESUMO

Sinaliza num texto curto o assunto abordado no artigo científico, ressaltando os


objetivos, metodologia e análise de resultados (nas pesquisas de campo) relevantes
para o entendimento e valorização da conclusão do trabalho. Este devendo ser
abordado no final nos últimos parágrafos do resumo.

As pessoas se baseiam no Resumo ou no Abstract para decidirem ler ou não o


restante de um artigo. Assim, resumam de maneira precisa os tópicos principais do
artigo e as conclusões obtidas através do seu trabalho. Não utilize mais que 10 linhas.
Não inclua referências, citações bibliográficas, figuras ou equações nesta seção. A
primeira frase deverá ser significativa, explicando o tema principal do documento. A
seguir, deve-se indicar a informação sobre a categoria do tratamento (memória, estudo
de caso, análise da situação, etc.). Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira
pessoa do singular. O resumo terá espaçamento simples (1 pt) e tamanho de fonte Arial
ou Times New Roman tamanho 12.

Exemplo:
RESUMO

O Trabalho exposto teve por objetivo abordar os aspectos relacionados à


formatação e produção de artigos científicos, no intuito de facilitar a elaboração destes
pelos estudantes da UNIFACS. Pretendeu-se com ele, disponibilizar um modelo para
que fosse possível dirimir as dúvidas dos alunos, bem como apontar as principais
características deste tipo de produção acadêmica. A metodologia empregada foi de
revisão bibliográfica. O resultado obtido foi o de um modelo de artigo conforme os
parâmetros reconhecidos pela comunidade científica.

Palavras-chave:

Conjunto de palavras que caracterizem o seu artigo. Estas palavras serão


usadas posteriormente para permitir que o artigo seja encontrado por sistemas
eletrônicos de busca. Por isso, você deve escolher palavras-chave abrangentes, mas
que ao mesmo tempo identifiquem o artigo. Um bom critério é selecionar as palavras
que você usaria para procurar na web um artigo semelhante ao seu. As palavras-chave
devem ser separadas entre si por ponto. O resumo deve ser seguido das palavras-chave
(até cinco), representativas do conteúdo do documento, separadas uma da outra por um
ponto.

Exemplo:

Palavras-Chave: Modelo de Artigo Científico; UNIFACS.

[Espaço duplo para separar o título do texto]

QUÍMICA  GERAL   Página  48  


 
buscou esclarecer aos estudantes a forma
INTRODUÇÃO
mais adequada para sua elaboração, bem
Espaço duplo para separar o título do
texto] como mostrar os parâmetros para sua

Na introdução deve-se expor a produção no que desrespeito a formatação,


finalidade e os objetivos do trabalho de conteúdo a ser abordado, etc. O método
modo que o leitor tenha uma visão geral
do tema abordado. utilizado para elaboração do artigo foi o de
De modo geral, a introdução deve revisão bibliográfica.
apresentar:
a) o assunto objeto de estudo;
[Espaço duplo para separar o título do texto]
b) o ponto de vista sob o qual o
assunto foi abordado;
c) trabalhos anteriores que EXPERIMENTAL
abordam o mesmo tema;
d) “as justificativas que levaram a [Espaço duplo para separar o título do texto]
escolha do tema, o problema de pesquisa,
a hipótese de estudo, o objetivo Descrição de todo o procedimento
pretendido, o método proposto, a razão de experimental realizado (conforme o roteiro
escolha do método e principais da prática ou com as adaptações
resultados.” (GUSMÃO; MIRANDA 1997 orientadas pelo professor). Deve conter
apud RELATÓRIO... [2003]). uma explicação breve e ser representado
em forma de fluxograma.
Exemplo:
O artigo científico é uma Exemplo:

“publicação com autoria declarada, que


apresenta e discute ideias, métodos,
técnicas, processos e resultados nas
diversas áreas do conhecimento”. (NBR
6022, 2003, p.2). Atualmente, essa
modalidade de publicação é o principal
meio de divulgação de trabalhos
Figura 1 - Exemplo de
científicos, logo, o domínio da técnica de fluxograma.
produção de artigos se faz de vital RESULTADOS E DISCUSSÃO
importância para o estudante lograr êxito
[Espaço duplo para separar o título do
em sua carreira acadêmica. texto]
O trabalho proposto tem por
intenção apresentar os principais aspectos Interpretação dos resultados.
Discutir os dados obtidos à luz da teoria
a serem discorridos em um trabalho exposta na fundamentação teórica e
científico do tipo “artigo”. O trabalho comparar com os dados da literatura.
Analisar as fontes de erros, a exatidão e

QUÍMICA  GERAL   Página  48  


 
 
precisão da análise e, sempre que possível, Analisando a curva acima se notou
comparar com a literatura ou com
que esta apresentou uma boa linearidade,
informações sobre a amostra.
A discussão deve comparar os visto que o coeficiente de correlação para
resultados obtidos face ao objetivo
fins didáticos não necessitam de valores
pretendido. Não se devem tirar hipóteses
especulativas que não possam ser tão exatos. No entanto, tal curva não seria
fundamentadas nos resultados obtidos. A
ideal para fins analíticos que exige um
discussão constitui uma das partes mais
importantes do relatório, uma vez que é coeficiente de 0,9986 no mínimo, segundo
nela que os autores evidenciam todos os
a ANVISA.
conhecimentos adquiridos, através da
profundidade com que discutem os Observa-se na curva que não foram
resultados obtidos.
todos os pontos que entraram na reta, isso
Exemplo:
pode ter sido ocasionado a erros durante as
Após o preparo dos padrões foi
injeções devido à falta de experiência dos
construído uma curva analítica a fim de
operadores, bolhas de ar presentes no
observar a linearidade da mesma:
sistema ou até mesmo instabilidade do
15,00  
sistema já que antes do procedimento
10,00  
acontecer este apresentou vários
5,00  
y  =  4854,3x  -­‐  0,7482   problemas.
0,00   R²  =  0,96317  
A partir da Equação da reta obtida
0,0000   0,0010   0,0020   0,0030  
-­‐5,00   foi possível encontrar a concentração da
amostra desconhecida:
Figura 1 - Curva Analítica: Concentração
versus Área do Pico. Fonte: NETO, 2012. Equação 1 - Curva Analítica para
Determinação da Amostra.
Os dados utilizados para a Y = 4854,3x - 0, 7482
construção estão listados abaixo: X = 0,001122 mol/L
Tabela 1 - Curva Analítica
Concentração (mol/L) Área do pico
(x107)
0,0000 0,00
0,0008 2,95
0,0012 4,60
0,0016 6,00
0,0020 8,70 Figura 2 - Pico para o Naftaleno –
0,0024 12,10 1mL/min – 600 nm. Fonte: NETO, 2012.

 
QUÍMICA  GERAL   Página  49  
 

Figura 3 - Pico para o Naftaleno – 1,2ml/min


– 260 nm. Fonte: NETO, 2012. Figura X. Biodiesel. Fonte: NETO, 2012.
Tabela X. Acidez do biodiesel. Fonte: NETO,
2012.
1 2 3 4
5 6 7 8
9 10 11 12
13 14 15 16
17 18 19 20
21 22 23 24

Figura 4 - Pico para o Naftaleno – 0,5mL/min [Espaço duplo para separar o título do texto]
– 260 nm. Fonte: NETO, 2012.
CONCLUSÃO
A partir dos picos acima, pode-se [Espaço duplo para separar o título do texto]

observar o perfil cromatográfico de cada Esta parte do relatório deve


sumarizar as principais conclusões obtidas
uma das análises realizadas. A partir de
no decurso do trabalho realizado. Faça
uma inspeção visual, pode-se observar que uma síntese pessoal sobre as conclusões
alcançadas com o seu trabalho. Enumere
o primeiro pico, apresentou-se mais
os resultados mais significativos do
adequado para análise, com uma injeção de trabalho.
1,0 mL/min e leitura em 600 nm. Isso
Exemplo:
porque, o mesmo apresentou-se mais
A partir dos resultados e
estreito, com uma largura menor.
argumentos expostos acima, foi possível
Formatação de gráficos, tabelas e
figuras: devem sempre ter fonte e legenda elaborar um parâmetro de artigo que
(Arial ou Times New Roman, tamanho 11 e
pudesse esclarecer aos estudantes a melhor
alinhamento centralizado) dizendo
exatamente o que representam, forma de se elaborar um artigo científico.
aparecendo sempre junto ao texto a que se
Contudo, não se pode verificar se
refere. Caso seja uma fotografia retirada
pelo próprio grupo, a fonte deverá ser na prática o modelo disponibilizado para
“Arquivo Pessoal, ano.” ou nome do
auxiliar os estudantes foi útil e se o
fotografo e ano. “Ex: Fonte: João
Rodrigues, 2011”. objetivo do referido trabalho obteve êxito.

Exemplos: Logo, pode-se no futuro desenvolver a

 
QUÍMICA  GERAL   Página  49  
 
pesquisa neste sentido, já que não foi realização deste projeto de conclusão de
possível avaliar esse parâmetro neste curso, pelos ensinamentos que me deram a
sentido. base possível para a realização do mesmo e
pela disposição dos laboratórios para a
OBS: Não deve apresentar nenhuma realização dos testes.
conclusão que não seja fruto da discussão.
[Espaço duplo para separar o título do texto]
[Espaço duplo para separar o título do texto]

REFERÊNCIAS
AGRADECIMENTOS
[Espaço duplo para separar o título do texto]
[Espaço duplo para separar o título do
texto] A bibliografia deve figurar no fim
do relatório. Nela devem ser apresentadas
Os agradecimentos são um todas as referências mencionadas no texto,
elemento opcional, podendo se referir que podem ser livros (ou capítulos de
tanto a pessoas quanto a entidades que livros), artigos científicos, CD-ROM e web
hajam contribuído de forma relevante para sites consultadas. As referências, além de
a elaboração do trabalho. A formatação terem especificidade própria a depender
deve obedecer ao corpo do trabalho. do tipo de fonte utilizada, devem ser
elencadas por ordem alfabética, SEM
Exemplo: numeração ou marcador.
Agradeço à Universidade Salvador
(UNIFACS) pela oportunidade da
 

 
QUÍMICA  GERAL   Página  49  
 
SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUÍMICA
O laboratório de química é um local empregado para obtenção de dados sobre certo processo
ou sistema químico. O emprego adequado dos recursos que oferecem um laboratório pode
possibilitar a observação de vários fenômenos. Durante o curso, normalmente será necessária
a manipulação de reagentes e equipamentos, que quando inadequadamente manuseados,
podem se tornar perigosos. Ao realizar experimentos, atentar para as precauções e medidas de
segurança que devem ser tomadas para o uso desses materiais, visto que, a ocorrência de
acidentes em laboratório, infelizmente, não é tão rara como possa parecer.

Para evitar acidentes no laboratório de Química, é necessário ler com atenção e seguir
algumas NORMAS DE SEGURANÇA antes de realizar qualquer trabalho experimental. É
fundamental estar consciente dos riscos que todos estão expostos ao desenvolver atividades
no laboratório. O trabalho exige o máximo de atenção, concentração e responsabilidade.

As 20 Regras Mais Importantes de Segurança e Conduta no Laboratório


Químico

1. Usar óculos sempre que necessário. Lentes de contato não deverão ser
usadas sob qualquer pretexto.

2. O jaleco ou guarda-pó deverá ser usado durante todo o período em que


estiver no Laboratório. Usar sempre calçado baixo, fechado, isolante e antiderrapante.
Sandálias, bermudas e celular ligado não são permitidos dentro do Laboratório.

3. Não manipular ou provar qualquer substância no laboratório. Isto se aplica aos alimentos,
refrigerantes, reagentes e substâncias de qualquer espécie. Observar que o laboratório não é
refeitório.

4. Pipetar utilizando sempre os bulbos de sucção apropriados (peras ou pipetadores).

5. Cabelos longos deverão estar presos para evitar acidentes. Não é recomendado o uso de
anéis e colares.

6. É EXPRESSAMENTE PROIBIDO FUMAR, COMER, BEBER e BRINCAR NO


LABORATÓRIO.

7. Jamais trabalhar sozinho no laboratório ou realizar qualquer experimento sem a prévia


autorização do Professor.

8. Observar, atentamente, os rótulos de reagentes e soluções antes de serem utilizados.

9. Evitar a inalação de gases e substâncias voláteis. Na maioria das vezes eles são altamente
tóxicos. Utilizar a capela de exaustão sempre que trabalhar com substâncias voláteis, tóxicas
ou inflamáveis.

 
QUÍMICA  GERAL   Página  49  
 
10. Lavar as mãos após eventual contato com as substâncias e ao sair do laboratório.

11. Manter a sua bancada de trabalho organizada e limpa.

12. Não utilizar reagentes de identidade desconhecida ou duvidosa.

13. Não despejar substâncias indiscriminadamente na pia. Informe-se sobre o correto


procedimento de descarte.

14. Ter cuidado com o manuseio de vidraria. O vidro é frágil e fragmentos de peças quebradas
podem ocasionar ferimentos sérios.

15. Nunca olhar diretamente para dentro de um tubo de ensaio ou outro recipiente onde esteja
ocorrendo uma reação, pois o conteúdo pode espirrar nos seus olhos. Ao aquecer um tubo de
ensaio faça com movimentos circulares e não volte a boca deste para si ou para uma pessoa
próxima.

16. Nunca realize reações químicas nem aqueça substâncias em recipientes fechados.

17. Tenha cuidado com o bico de gás. Não o deixe aceso desnecessariamente. O PERIGO DE
INCÊNDIO É REAL!!!. Evitar vazamentos de gás, fechar a torneira e o registro geral ao final
do trabalho.

18. Ter cuidado com os equipamentos elétricos, verificar sua voltagem antes de conectá-los.

19. Comunicar imediatamente ao Professor responsável qualquer acidente ocorrido durante a


execução dos trabalhos de laboratório.

20. Trabalhar sempre com atenção, calma e prudência.

RELAÇÃO DE ALGUMAS SUBSTÂNCIAS E MISTURAS PERIGOSAS


UTILIZADAS NO LABORATÓRIO:

SOLVENTES INFLAMÁVEIS:

• Muitos solventes usados no laboratório químico como ACETONA, BENZENO,


ETANOL, ÉTER ETÍLICO, ÉTER DE PETRÓLEO, HEXANO, METANOL,
HEPTANO, GASOLINA, TOLUENO, PENTANO, CICLOHEXANO, etc., são
inflamáveis. Portanto, para realizar a transferência de solventes certificar que o mesmo se
encontra a uma distância segura de qualquer chama aberta; quando possível, realizar essa
operação dentro de uma capela. Após retirar a quantidade necessária de solvente, feche
bem o frasco e guardá-lo em lugar adequado.

GASES E VAPORES NOCIVOS:

• Trabalhos que envolvem a utilização, produção, desprendimento ou emissão de poeiras,


vapores ou gases tóxicos ou agressivos, devem ser realizados sempre dentro de uma

 
QUÍMICA  GERAL   Página  49  
 
capela de exaustão. Gases nem sempre apresentam odor forte ou repugnante. A seguir,
apresentamos uma relação contendo alguns gases e vapores nocivos comumente presentes
no laboratório:
AMONÍACO – NH3
BROMETO DE HIDROGÊNIO – HBr
BROMO – Br2
CLORETO DE HIDROGÊNIO – HCl
CLORO – Cl2
CLOROFÓRMIO – CHCl3
DICLOROMETANO – CH2Cl2
DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2
DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2
FORMALDEÍDO – CH2O
n-HEXANO – C6H14
SULFETO DE HIDROGÊNIO – H2S
TETRACLORETO DE CARBONO – CCl4

SUBSTÂNCIAS CÁUSTICAS:

• Podem causar ferimentos com sérias seqüelas na pelo ou nos olhos. Portanto, seu contato
com a pele dever ser terminantemente evitado.
Algumas substâncias muito cáusticas utilizadas no laboratório:
TODOS OS ÁCIDOS CONCENTRADOS, ESPECIALMENTE FLUORÍDRICO (HF),
SULFÚRICO (H2SO4), CLORÍDRICO (HCl) e NÍTRICO(HNO3).
TODAS AS BASES CONCENTRADAS, COMO HIDRÓXIDO DE SÓDIO (NaOH) ou
de POTÁSSIO (KOH).
CARBONATO DE SÓDIO (Na2CO3) e de POTÁSSIO (K2CO3).
OXIDANTES FORTES CONCENTRADOS, COMO PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO
(H2O2) E OUTROS.
OUTRAS SUBSTÂNCIAS CÁUSTICAS: BROMO (Br2), METAIS ALCALINOS (Na,
Li, K), PENTÓXIDO DE FÓSFORO (P2O5), ETC.

REAÇÕES QUÍMICAS VIOLENTAS:

• Certas reações químicas exotérmicas podem ocorrer de forma violenta ou até explosiva,
caso sejam realizadas com substâncias concentradas e sem as devidas precauções, tais
como:
a) Reações de neutralização entre ácidos e bases concentrados.
b) Reações de substâncias oxidáveis ( compostos orgânicos, em geral, metais em pó,
enxofre e fósforo elementar) com oxidantes fortes, tais como:
ÁCIDO NÍTRICO E NITRATOS;
ÁCIDO PERCLÓRICO E PERCLORATOS;
ÁCIDO SULFÚRICO CONCENTRADO;
CLORATOS;
CROMATOS E DICROMATOS;
PERMANGANATOS;
PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO E OUTROS PERÓXIDOS.

 
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c) Certas substâncias reagem violentamente com a água, a saber:
SÓDIO E POTÁSSIO METÁLICOS (REAÇÃO COM EVOLUÇÃO DE
HIDROGÊNIO COM PERIGO DE INCÊNDIO);
ÁCIDO SULFÚRICO CONCENTRADO (REAÇÃO MUITO EXOTÉRMICA COM
EVENTUAL RESPINGAMENTO).

ORIENTAÇÕES PARA MISTURA SEGURA DE SUBSTÂNCIAS:

a) Nunca misture ácidos concentrados com bases concentradas.


b) Nunca misture oxidantes fortes com substâncias oxidáveis.
c) Para diluir ácido sulfúrico concentrado, nunca adicione água ao ácido concentrado;
mas faça o contrário: acrescente o ácido lentamente à água, sob agitação.

PROCEDIMENTOS QUE DEVEM ANTECEDER À REALIZAÇÃO DOS


EXPERIMENTOS
a) Ler, com antecedência, e com bastante atenção, o roteiro dos experimentos antes da
sua execução.
b) Elaborar um fluxograma referente ao roteiro da prática em questão para ser
apresentado ao seu professor antes do início dos experimentos.

INCÊNDIO
É um acidente provocado pelo fogo, o qual, além de atingir temperaturas bastante elevadas,
apresenta alta capacidade de se conduzir, fugindo ao controle do ser humano. Nesta situação
se faz necessária a utilização de meios específicos a sua extinção. Os incêndios são
classificados em quatro classes:

CLASSE A
Compreende os materiais de fácil combustão, com a propriedade de queimarem em sua
superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, papel, madeira, fibras, etc.
Necessitam para a sua extinção, o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha
em grande porcentagem.

CLASSE B
Compreende os materiais inflamáveis, ou seja, produtos que queimam somente em sua
superfície, não deixando resíduos, como os líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis
(óleo, graxas, tintas, vernizes, etc.). Para sua extinção, usa-se o sistema de abafamento
(extintor de espuma).

CLASSE C
Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador, como
motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc. Exige-se, para a sua extinção, um
meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2).

CLASSE D

 
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Compreende os incêndios ocasionados por elementos pirofóricos, ou seja, elementos que
iniciam a combustão espontaneamente com o ar, como zircônio, titânio, dentre outros.
Agente extintor é todo material que, aplicado ao fogo provoca uma descontinuidade em um ou
mais lados do tetraedro do fogo, alterando as condições para que haja fogo.

Como usar um agente extintor de incêndio classe A

Agentes  Extintores  
Classes  de  Incêndio   Gás  Carbônico  
Água   Espuma   Pó  Químico  
(CO2)  
A  Madeira,  papel,  tecidos  etc.   Sim   Sim   Sim*   Sim*  
B  Gasolina,  álcool,  ceras,  tintas  etc.   Não   Sim   Sim   Sim  
C   Equipamentos   e   Instalações  
Não   Não   Sim   Sim  
elétricas  energizadas.  
D  Elementos  pirofosfóricos.   Não   Não   Sim   Não  
*  Com  restrição,  pois  há  risco  de  reignição.  (se  possível  utilizar  outro  agente)  
 

De uma maneira simplificada, podemos associar o fogo à figura


geométrica ao lado, um tetraedro, cujos lados, de igual tamanho entre
si, atribuem aos elementos que o compõem, igual importância à
produção ou manutenção do fogo. Neste caso, o fogo só existirá se

os quatro elementos representados na figura, combustível, comburente, calor e reação em


cadeia, se combinarem em proporções adequadas.

Combustível
É toda a matéria susceptível à combustão, existente na natureza nos estados sólido, liquido e
gasoso. De maneira geral, todas as matérias são combustíveis a uma determinada temperatura,
porém, para efeito prático, foi arbitrada a temperatura de 1000ºC como um marco divisível
entre os materiais considerados combustíveis (entram em combustão a temperaturas iguais ou
inferiores a 1000ºC) e os incombustíveis (entram em combustão a temperaturas superiores a
1000ºC).

Comburente

 
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São elementos químicos capazes de alimentar o processo de combustão, dentre os quais o
oxigênio se destaca como o mais importante, por ser o comburente obtido de forma natural no
ar atmosférico que respiramos, o qual é composto por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e
1% de outros gases. Para que haja uma combustão completa é necessário que a porcentagem
de oxigênio esteja entre 13% - 21%. Abaixo desta faixa a combustão será incompleta, ou
ainda, não se processará, em porcentagens inferiores a 4%.

Calor
É a condição favorável que provoca a interação entre os dois reagentes, sendo este o elemento
de maior importância no triângulo do fogo, uma vez que é responsável pelo início do processo
de combustão, já que os dois outros reagentes, em condições naturais, encontram-se
permanentemente associados.

Reação em cadeia
A combustão é uma reação que se processa em cadeia, que após a partida inicial, é mantida
pelo calor produzido durante a reação. A cadeia de reações propicia a formação de produtos
intermediários instáveis, principalmente radicais livres, prontos a se combinarem com outros
elementos, dando origem a novos radicais, ou finalmente, a corpos estáveis.
Conseqüentemente, sempre teremos a presença de radicais livres em uma combustão. A estes
radicais livres cabe a responsabilidade de transferir a energia necessária à transformação da
energia química em calorífica, decompondo as moléculas ainda intactas e, desta vez,
provocando a propagação do fogo numa verdadeira cadeia de reação.

PROCEDIMENTOS EM CASO DE ACIDENTES

1. Em caso de acidentes, de qualquer espécie, informar imediatamente ao Professor, para que


sejam adotados as devidas providências, e seguir as suas recomendações. Todos deverão estar
treinados para utilizar o extintor. Um sistema de sinalização adequado deverá estar à
disposição nos locais determinados.

2. Lavar com bastante água qualquer reagente que tenha caído nos olhos, seguida de uma
solução de bicarbonato de sódio a 25% ou ácido bórico a 2%, a depender se for ácido ou base
o agente contaminante. Se algum reagente respingar em qualquer outra parte do corpo, lavar o
local com bastante água e informar ao Professor. Notificar também ao Centro Médico o
aparecimento de algum sintoma. Jamais utilizar solventes orgânicos para remover qualquer
tipo de substância orgânica que tenha caído sobre a pele. Eles irão espalhar a substância e
facilitar o processo de absorção. Água e sabão são mais eficazes.

3. As queimaduras leves devem ser lavadas com água fria e aplicação de uma pomada
adequada ou água boricada a 3%.

 
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Professores:
Profa. Leila Maria Aguilera Campos (leila.campos@pro.unifacs.br)
Prof. Selmo Queiroz Almeida (selmo.almeida@unifacs.br)

 
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