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QUALIDADE NO ATO DE CORTAR A CANA

O ato de cortar cana resume-se à sequência de gestos, curvatura do corpo, manejo do


podão, destreza, rapidez, dispêndio de força. É necessário cortar um certo quantum
(parte/quantidade fixa) de cana, diariamente, que é determinado pela usina. Ademais,
exige-se um corte de boa qualidade: alguns centímetros acima do chão para facilitar uma
excelente rebrotação (brotar novamente bem), o aparar das pontas, montes ordenados para
facilitar o carregamento feito por máquinas. Tudo se passa de uma forma combinada.
Corta-se, formando-se vários montes.

MANEJO E POSTURA

O manejo rápido do facão permite um corte rápido e ordenado. A forma da postura do


corpo influencia muito, e esse mecanismo é controlado pelo próprio trabalhador. Isto é
conseguido por intermédio da forma de pagamento (por tonelada) e também pela
concorrência, assim produz-se a figura do "bom cortador de cana", aquele que corta em
torno de algumas toneladas diárias.

A FUNÇÃO DO RH E DA GESTÃO NA QUALIDADE DO CORTE MANUAL DE


CANA

Apesar das condições adversas, há um ritmo de produção de corte a ser observado,


necessário ao abastecimento da matéria primara para o processo de produção de açucar e
álcool. Os sistemas de gerenciamento da força de trabalho no canavial devem garantir que
sejam atendidas as metas de produção do corte manual de cana. Portanto o papel da gestão
de RH nas usinas é desenvolver um conjunto de diretrizes gerais (políticas) que visam
dotar a empresa de um quadro de cortadores capaz de desempenhar suas tarefas com
eficiência e eficácia, garantindo assim o aumento da produtividade do trabalho.

Cada mecanismo concebido pela área de RH se viabiliza por meio de programas


direcionados ao aumento da produtividade no corte manual da cana-de-açucar, entre eles
os programas de treinamento. Assim os programas de treinamento visam desenvolver
destreza no manejo do instrumento básico de trabalho do cortador, chamado de podão,
além da introjeção (fazer o trabalhador absorver) os códigos técnicos e disciplinares da
empresa.

Os programas de treinamento, assim empresas procuram garantir a redução de pedas e dos


acidentes de trabalhos e estimular a motivação e envolvimento do cortador. Além de
desenvolver a habilidade manual específica que atenda as exigências de trabalho para
cumprir metas de produção. O desenvolvimento das habilidades manuais se realiza por
meio do treinamento prático no canavial. O cortador de cana é adestrado para executar o
corte segundo padrões rigidamente determinados, como toco baixo e ponteira bem retirada.

Tais exigências resultam em padronização da operação de corte e aumento do esofrço do


trabalhador. Além disso estimulam-se programas de repouso semanal ou remuneração para
o bom desempenho e não ausencia de trabalho. Várias ações de gestão trazem o aumento
da produtividade.
REFERENCIAS:

LIVRO: Gestão de pessoas: uma vantagem competitiva?

Por Maria Zélia de Almeida Souza, Vera Lucia de Souza

LIVRO: Errantes do fim do século

Por Maria Aparecida de Moraes Silva